Princípios do Campo Magnético
Princípios do Campo Magnético
AULAS 46 A 48
Resumo Teórico
Bússola
Linhas do campo
magnético
Introdução S
Desde a antiguidade, por volta de 2500 anos atrás, muitos
fenômenos magnéticos já eram conhecidos. Algumas pedras de
magnetita (Fe3 O4) podiam atrair outras amostras ferromagnéticas,
N
como pequenos pedaços de ferro. O campo magnético
da Terra tem forma similar
(O nome deriva de uma região da Ásia Menor, mais precisamente ao campo produzido por uma
no oeste da Turquia, em que tais pedras foram encontradas, Magnésia). barra magnética
S N F F Princípios básicos
S N F F S N
F F
Os polos de um ímã S N N S
//////////////////
MÓDULO DE ESTUDO
Matematicamente, escreve-se que: Mantendo nossa convenção, observe que, como polos
Tente dividir um ímã ao meio. O resultado é que não se diferentes se atraem, podemos deduzir facilmente que as linhas de
consegue separar seus polos e nessa divisão obteremos novos ímãs indução magnética saem do ímã pelo polo norte e entram no ímã
completos. pelo polo sul.
S N S N S N
(A) (B)
Figura 4: um ímã, ao ser dividido (A), gera dois novos ímãs (B). S N
Observação:
B
Linha de indução é a linha que, em cada ponto, é tangente
à direção do campo e orientada no seu sentido.
B
Figura 8: Material gerando um campo constante.
Perceba que se a linha de indução (linha de força do campo
magnético) dá a direção da indução magnética naquele ponto B , Verificamos que as linhas de indução do campo produzido
entre as faces deste ímã são linhas praticamente paralelas.
obviamente uma agulha magnética orienta-se sempre segundo as
Temos então um campo de muita importância no nosso estudo,
linhas de indução do campo. chamado campo magnético uniforme, ou seja, em todos os pontos o
Colocando-se um ímã de barra, por exemplo, coberto com uma
vetor B é o mesmo, isto é, tem mesma direção, mesma intensidade
folha de papel e, em seguida, espalhando-se limalha de ferro sobre o e mesmo sentido. Atente para os efeitos de borda, mas não nos
papel, veremos que a limalha se coloca segundo as linhas de força do preocuparemos com isto.
ímã, como mostra a figura 6.
Unidades de campo magnético
Sastyphotos/123RF/Easypix
Lei de Biot-Savart
Conta a história que a descoberta da relação entre cargas em
Figura 6: imagem anterior é a representação movimento e campos magnéticos foi acidental. Um professor de física
esquemática do formato das linhas de indução dinamarquês, de nome Hans Christian Oersted, tentava demonstrar,
de um ímã em barra, obtida com limalha de ferro.
justamente, a ausência de relação entre eletricidade e magnetismo.
Ao ligar uma corrente nas vizinhanças de uma agulha magnetizada,
2
Veremos que carga elétrica em movimento também gera campo magnético. Oersted ficou absolutamente perplexo, ao ver que uma força bastante
3
Como na eletrostática, o elemento de prova (lá uma carga, aqui um imã) deve ter pro-
priedades (elétricas ou magnéticas) débeis o suficiente para não modificar o campo
intensa havia surgido, fazendo a agulha oscilar fortemente. Mais uma
antes existente. vez a sorte triunfa na física.
//////////////////
MÓDULO DE ESTUDO
A primeira lei que nos dá o campo magnético gerado por Utilizaremos as seguintes notações para indicar o sentido
uma corrente elétrica é a Lei de Biot-Savart, que é uma lei empírica. perpendicular à folha:
Esta lei nos diz que um elemento de corrente produz, em um Saindo da folha (apontando para você);
ponto P do espaço, um campo magnético elementar, denominado ⊗ Entrando na folha (contrário a você).
indução magnética (d B ), tal que:
Aplicações
µ 0 ds ⋅ er (I) Campo produzido por um condutor muito longo percorrido
dB = i por uma corrente i.
4 π r2
Lei de Biot-Savart Sabemos que a indução magnética elementar em P, devido ao
elemento de correntes ids é simplesmente:
Em que er é o versor na direção da reta que une o elemento µ0 ds ⋅ er
dB = i
de corrente ao ponto P e µ0 é chamada de permeabilidade do vácuo 4π r2
(µ0 = 4π · 10−7 T m/A). A figura a seguir mostra a relação entre os
µ0 ds ⋅ sen α
vetores dB , ds e er : dB = i
4π r2
dBout
P dB
d
i P
r β
I S
^
r r
θ ds
α
^
r ids
X P’ er
dBin
Figura 12: campo magnético gerado por um
Figura 10: relação entre os vetores dB, ds e e r. condutor retilíneo.
Como todos os elementos de corrente produzirão campos
Como a indução magnética é definida como um produto elementares em P de mesma direção e sentido, a soma destes campos
vetorial, o campo elementar dB no ponto P tem as seguintes elementares, que é uma integral, pode ser feita como se somássemos
características: escalares.
µ i ds sen α
B = ∫ dB = 0 ∫
Módulo 4π r2
µ0 ds ⋅ senα s ds 1 d ⋅ dβ
. Daí: sec β = → ds =
2
dB = i Mas, tgβ =
4π r2 d dβ d cos2 β
Direção d
Além disso, sen α = cos β e r = , portanto:
cos β
Perpendicular ao plano contendo o ponto P e o elemento de π
corrente ids. µ0 i cos β d ⋅ dβ µ0 i 2
4 ∫ d2 cos2 β 4 πd ∫ − π
B= ⋅ = cos β dβ
Sentido cos2 β 2
Finalmente, resolvendo a integral, temos:
Dado pela “regra (I) da mão direita”, isto é, “se tentarmos
segurar com a mão direita um condutor através do qual passa uma µ0 i
B=
corrente elétrica, dispondo o polegar no sentido positivo da corrente, 2πd
os outros dedos nos darão o sentido das linhas de indução.” é a indução magnética devido a um condutor retilíneo muito longo.
008.144 – 133973/18
3 F B O N L I NE .C O M . B R
//////////////////
MÓDULO DE ESTUDO
Espira circular Podemos encontrar o sentido do campo gerado por uma espira
usando a regra (I) ou a regra (II) da mão direita, representada a seguir:
(II) Calculemos o campo magnético em um ponto P no eixo de
uma espira circular.
Regra (II)
er da mão Sentido da
direita corrente
ids
r
R α dB
α
0 d P dBx
Sentido B
Figura 15: regra da mão direita (II).
i
Figura 13: campo magnético gerado por um condutor circular.
Pela Figura 15, percebemos que o campo gerado por uma espira
µ ds ⋅ er µi tem o aspecto de um campo de dipolo, como o do ímã em barra.
dB = 0 i 2 → dB = 0 2 ds
4π r 4 πr Assim sendo, podemos atribuir a uma espira circular um polo
Por uma razão de simetria, os componentes dBy se cancelam e norte e um polo sul, como em um ímã.
a indução magnética total resultará exclusivamente da soma (integral)
dos componentes dBx : Bobina chata
B = ∫ dBx = ∫ dB sen α (III) Uma bobina é obtida pela justaposição de N espiras circulares
iguais. Para uma bobina chata, ou seja, de comprimento L << R,
Como r e sen α são constantes, podemos pô-los para fora da o campo sobre o centro da bobina será N vezes o campo de
integral, e o problema se reduz a: uma única espira.
µi Daí:
B = 0 2 senα ∫ ds µi
4 πr B=N 0
2R
R
Mas sen α = e, r 2 = R2 + d2 e ∫ ds = 2πR: L
r
µ0i R2
B= 3
2
(R 2
+ d2 ) 2
R B
//////////////////
MÓDULO DE ESTUDO
∫ B ⋅ d = 0
A B B
Figura 17: exemplo de aplicação de lei circuital de Ampère. i
i
i i
Observe que, na Figura 17 (a), as correntes i1, i2 e i4 são
envolvidas pela curva C1, o que não acontece com as correntes i3 e
di i
i5. Já na Figura 17 (b), como nenhuma
corrente é enlaçada pela curva D C
C2, a integral de circuitação de B torna-se nula.
Figura 19: corte longitudinal de um solenoide.
No caso particular em que, ao longo da curva C, o vetor indução
magnética é constante e na mesma direção do C B / / d , temos: ( ) O solenoide, que aparece cortado, gera um campo no seu
µ0i interior que pode ser calculado facilmente pela Lei circuital de Ampère.
B = µ0i → B =
Escolheremos o caminho mostrado na figura anterior.
• Entre A e B, B e d têm a mesma direção e sentido, logo,
Aplicações
B ⋅ d = Bd .
• Entre B e C, B e d são perpendiculares, e,Bd = 0.
Condutor retilíneo muito longo • Entre C e D, o campo B se anula e B ⋅ d = 0.
• Entre D e A, B e d são novamente perpendiculares, e B ⋅ d = 0.
É fácil verificar que, no caso de um condutor retilíneo infinito,
existe uma simetria cilíndrica perfeita. Escolheremos como “caminho”,
Daí:
para efetuar a integral de linha, uma circunferência de raio d contida
em um plano perpendicular ao condutor e atravessada por este no
seu centro: ∫ B ⋅ = ∫ B ⋅ d + ∫ B ⋅ d + ∫ B ⋅ d + ∫ B ⋅ d + ∫ Bd + B∫ d = B = µ0ni
d
Onde é o comprimento do segmento AB e n é o número de
B B espiras contido neste comprimento, finalmente, temos:
d n
B = µ0 i
C
008.144 – 133973/18
5 F B O N L I NE .C O M . B R
//////////////////
MÓDULO DE ESTUDO
Teoria microscópica do magnetismo Tomemos, por exemplo, o ferro. O ferro tem um subnível 3d
com vários elétrons desemparelhados:
Sabemos que, no interior do átomo, existem partículas
carregadas que realizam vários tipos de movimentos. Identificaremos
três importantes fontes de magnetismo no interior do átomo.
• Disposição dos elétrons do subnível 3d6 do ferro, segundo a “regra de Hund”.
Movimento dos elétrons ao redor do núcleo
Isto corresponde ao fato de que cada átomo de ferro é um
Corresponde a uma “espira” de corrente (admitindo-se as órbitas dipolo magnético permanente, ou seja, um pequeno ímã.
eletrônicas como quase circulares, modelo semiclássico). Normalmente, Quando um material apresenta dipolos magnéticos
fenômenos magnéticos associados a esse movimento só aparecem permanentes, como é o caso do ferro, a ação de um campo externo
quando é aplicado um campo magnético externo à matéria. faz com que os dipolos, antes distribuídos ao acaso, se alinhem,
produzindo a imantação. Os dipolos, uma vez alinhados, podem
Spin do elétron permanecer nessa situação mesmo quando o campo externo é retirado.
Pode ser comparado a uma rotação do elétron em torno de Este fenômeno é dito ferromagnetismo e, além do ferro, também
si mesmo, o que faz com que cada elétron atue como um pequeno caracteriza materiais como o cobalto e o níquel.
ímã. Em geral, é a principal causa dos fenômenos magnéticos Bext = campo externo
verificados macroscopicamente, o que acontece quando há elétrons Bint = campo de imantação
desemparelhados na estrutura atômica.
B≠0
(A) (C)
B=0
B Figura 22
B
//////////////////
MÓDULO DE ESTUDO
µL1 V1
Cobre 0,999990
Diamagnético
F1
Elétron 1 V2 Diamante 0,999978
S1 s2
F2 Elétron 2 Ouro 0,999965
µL2 Cloreto de Gadolínio (GdC3) 0,99397
B A garrafa magnética
Figura 23 O que aconteceria com a trajetória de uma partícula carregada, se
fosse lançada obliquamente em um campo não uniforme? Suponhamos
Se um campo externo B é aplicado perpendicularmente ao
que uma partícula seja lançada em um campo cuja intensidade vai
plano da órbita dos dois elétrons, a força centrípeta a que o elétron 1 aumentando significativamente à medida que nos afastamos do centro,
está sujeito diminui da força eletrostática para (Feletrostática – Fmagnética) conforme ilustra a figura seguinte.
e, para manter a mesma distância do núcleo, o elétron passa a
se mover mais devagar, o que diminui seu momento magnético
V B
orbital, que tem o mesmo sentido que B. Ao mesmo tempo,
a força centrípeta a que o elétron 2 está submetido aumenta para V
(Feletrostática + Fmagnética) e, para manter a mesma distância do núcleo, o F
B
elétron passa a se mover mais depressa, o que aumenta seu momento
magnético orbital, que tem o sentido oposto ao de B. O resultado F
é que a soma dos momentos magnéticos orbitais dos dois elétrons, F
que era nula na ausência de campo B, passa a ter um valor diferente
de zero no sentido oposto ao de B.
V B
Figura 24
Permeabilidade magnética
O raio da trajetória descrita é inversamente proporcional à
Uma grandeza que serve para identificar as características
intensidade do campo magnético. Então, conforme a partícula se
magnéticas de um material é a sua permeabilidade magnética absoluta afasta da região central, vai diminuindo o raio da hélice descrita por
(µ). ela. Além disso, devido à mudança de direção das linhas de campo
Como já vimos, para o vácuo a permeabilidade absoluta vale: magnético, a força magnética vai se inclinando em relação à situação
µ0 = 4π · 10−7 T · m/A. inicial e, eventualmente, a partícula poderá retornar à região central,
Podemos, para cada material, comparar a sua permeabilidade deslocar-se para o outro extremo e novamente retornar, ficando
absoluta com a do vácuo, definindo a permeabilidade magnética aprisionada como se estivesse no interior de uma garrafa invisível, a
relativa (µr ), dada por: garrafa magnética.
µ A contenção magnética surgiu como uma solução natural
µr = para o aprisionamento de matéria em temperaturas muito altas. Por
µ0
exemplo, um plasma a 6000 K; nenhuma garrafa material suportaria
• Para materiais diamagnéticos, µr <1. essa temperatura.
• Para materiais paramagnéticos, µr >1. Partículas carregadas Prótons capturados
Arte FB
008.144 – 133973/18
7 F B O N L I NE .C O M . B R
//////////////////
MÓDULO DE ESTUDO
— a boreal e a austral. Devido à inclinação do eixo da Terra, essas auroras O ângulo formado pelo meridiano magnético (orientação
são mais prováveis nos períodos de inverno de cada hemisfério. da bússola) com o meridiano geográfico tem o nome de declinação
magnética.
Johann Ragnarsson/123RF/Easypix
Rattapon Wannaphat/123RF/Easypix
SM
NG
θ
Vento Solar
solar
δm
//////////////////
MÓDULO DE ESTUDO
02. (FCC-SP) A figura dada representa as linhas de indução de 05. (Fuvest) Considere um ímã em forma
um campo magnético, resultante das correntes elétricas que de barra e fixo. Você segura entre os
circulam em dois condutores, A e B, retilíneos, paralelos entre si dedos outro ímã em forma de barra,
e perpendiculares à página. Qual a alternativa correta? pelo seu centro, e investiga as forças
magnéticas que agem sobre ele, nas ímã fixo
proximidades do ímã fixo.
Você conclui que o ímã entre seus dedos
A) será sempre atraído pelo ímã fixo.
B) será sempre repelido pelo ímã fixo.
A B C) tenderá sempre a girar.
D) não será nem atraído nem repelido.
E) poderá ser atraído ou repelido.
i1 i2
S N re
R
008.144 – 133973/18
9 F B O N L I NE .C O M . B R
//////////////////
MÓDULO DE ESTUDO
08. (UFS) Uma pequena agulha magnética orientada inicialmente 12. (Cesgranrio) A bússola representada na figura repousa sobre a sua
na direção norte-sul é colocada entre os polos de um ímã, como mesa de trabalho. O retângulo tracejado representa a posição em
mostra a figura. Se o campo magnético do ímã é da mesma ordem que você vai colocar um ímã com os polos respectivos nas posições
de grandeza do campo magnético terrestre, o gráfico que melhor indicadas. Em presença do ímã, a agulha da bússola permanecerá
representa a orientação final é:
Norte geográfico como em:
N S N
S N O L
Sul geográfico
S
A) N S B) N S
A) S N B) S N
C) N S D) N S
C) S N D) S N
E) N S
E) S N
09. Qual é a indução magnética no ponto 0 dos circuitos a seguir?
A)
A) R 13. Deseja-se enrolar um solenoide de comprimento z e diâmetro D,
0 utilizando-se uma única camada de fio de cobre de diâmetro
i
d enrolado o mais junto possível. A uma temperatura de 75 °C,
B) R a resistência por unidade do fio é r. A fim de evitar que a
B) temperatura ultrapasse os 75 °C, pretende-se restringir a um valor
0 i
P a potência dissipada por efeito Joule. O máximo valor do campo
de indução magnética que se pode obter por dentro do solenoide é
C) i 1
A) Bmáx = µ0 P ;
R 2
C)
0
r dzd
πP
10. (Univ. Cat. Salvador) Um ímã em forma de barra foi quebrado em B) Bmáx = µ0 ;
três pedaços, como mostra a figura. Verificando as propriedades r dzd
magnéticas de cada uma dessas partes, acharemos que
2P
C) Bmáx = µ0 ;
N S πr dzd
A B C P
D) Bmáx = µ0 ;
A) as três partes são ímãs completos. r dzd
B) a parte A possui somente o polo norte. 1
C) a parte B não possui nenhum polo magnético. E) Bmáx = µ0 P ;
2
11. (ITA) Uma corrente I flui em quatro das arestas do cubo da figura 14. Consideremos uma espira circular de raio R no plano desta página,
(a) e produz no seu centro um campo magnético de magnitude e um fio retilíneo e extenso disposto perpendicularmente a
esse plano, a uma distância r do centro da espira. Ambos são
B na direção y, cuja representação no sistema de coordenadas é
percorridos por correntes de mesma intensidade i, cujos sentidos
(0, B, 0). Considerando um outro cubo (figura (b)) pelo qual uma
estão indicados na figura. A permeabilidade absoluta do meio
corrente de mesma magnitude I flui através do caminho indicado,
ambiente é µ0. Determine, em função de r, R, i, µ0 e π, o módulo
podemos afirmar que o campo magnético no centro desse cubo
do vetor indução magnética do centro O da espira.
será dado por
(a) (b) i
z
Fio retilíneo
y r
x O
R
Espira
//////////////////
MÓDULO DE ESTUDO
P
A
E
r
Gabarito
01 02 03 04 05
D A – E E
06 07 08 09 10
A A E * A
11 12 13 14 15
B B E * D
* 09.
µ 0i
A)
4R
µi
B) 0
4 πR
µi
C) 0
4R
µ0i 1 1
14. +
2 R 2
( π r)2
– Demonstração.
008.144 – 133973/18
11 F B O N L I NE .C O M . B R
//////////////////