Força Magnética em Cargas Móveis
Força Magnética em Cargas Móveis
AULAS 52 a 55
F
Resumo Teórico
q B
θ
Força Magnética Sobre Cargas Móveis
O comportamento na presença de campo magnético é de V1
V
extrema importância para o entendimento dos efeitos que o campo Figura 3: força magnética obtida pelo componente da
gera nos materiais. Ao colocarmos uma carga em movimento em uma velocidade perpendicular ao campo magnético.
B F=0 B
x x x x+ x x x
Figura 2: Força magnética sobre as partículas para (θ = 0º)/(θ = 180º). x B x x xO x v
x x
Para o caso de (θ < 90º), tem-se a seguinte configuração: Figura 4: partícula lançada em uma região de campo
magnético com v ⊥ B.
F = qvBsen θ = qv⊥B
F = qv × B
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Módulo de Estudo
Sabe-se que surge uma força magnética F = qv ⋅ B, perpendicular
Aplicações da Força Magnética Sobre
à direção de v e de B quando a partícula está com velocidade v
Cargas Móveis
. Perceba que essa força não tem componente na direção de v , ela
só altera a direção da velocidade, mantendo seu módulo constante. Cíclotron
Ao alterar a direção da velocidade, altera-se também a direção da força,
mas esta sempre será perpendicular à velocidade. Foi a primeira máquina utilizada para acelerar partículas
O trabalho realizado pela força é nulo, pois o último produto carregadas a altas velocidades (acelerador de partículas).
escalar é nulo. Veja: O nome cíclotron significa, literalmente, canhão circular. O
( )
W = ∫ F ⋅ dr = ∫ qv × B ⋅ vdt = 0
cíclotron é formado por dois eletrodos ocos em forma de D, separados
por um espaço intermediário. Poderosos eletroímãs, alimentados por
O movimento, nesse caso, é circular e uniforme. Podemos uma corrente alternada de alta frequência, carregam ora positiva ora
calcular o seu raio, o período, a frequência e a velocidade angular. negativamente os eletrodos, de maneira que uma partícula-projétil,
A força magnética desempenha o papel de força centrípeta, daí, sendo por exemplo, um próton lançado no espaço entre os eletrodos,
m a massa da partícula carregada: e alternadamente atraído por um e repelido por outro eletrodo,
mv 2 mv acelerando cada vez mais a sua trajetória circular, até atingir velocidades
qvB = →R =
R qB da ordem de 100 000 km/s. Com a intensificação da velocidade, a sua
trajetória circular acaba transformando-se em espiral até que o projétil
2π ω é lançado por uma fenda em direção ao núcleo-alvo.
No movimento circular v = ωR, T = ef= :
ω 2π
Arte FB
v v qB Frequência constante
ω= = →ω= é a velocidade angular. alta-voltagem
R mv m
qB B
D2 S
D1
Observação:
A velocidade angular é um vetor. Tente mostrar você
mesmo que:
qB
ω=
m
Figura 6: esquema de um cíclotron.
B qBR
deixa o acelerador: v = . A energia cinética adquirida pela partícula
m
ao sair do cíclotron é dada por:
( qBR )
2
-q K=
2m
Figura 5: carga negativa realizando movimento helicoidal.
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Módulo de Estudo
Espectrógrafo de Massa
É um aparelho destinado a separar os isótopos de um mesmo Exercícios
elemento e medir a razão entre suas massas. O instrumento consiste de
uma câmara escura com uma chapa fotográfica e uma pequena abertura,
01. Calcule o módulo da força magnética atuante na partícula em
por onde íons do mesmo elemento químico são projetados. Um corpo
cada caso:
magnético uniforme deflete os íons, forçando-os a descrever trajetórias
circulares de diferentes raios. O valor desses raios é determinado pelos a) b)
pontos onde os íons impressionam a chapa fotográfica. Sejam x1 e x2 v = 5 · 103 m/s |q| = 4 · 10– 5 C
os diâmetros das trajetórias descritas por dois isótopos de massas m1 e
m2, com carga q, temos: v = 3 · 105 m/s
θ = 90º
m1v1 θ = 30º
x1 = 2
qB Dividindo as equações x mv
→ 1 = 11
m2v 2 x m2v 2
|q| = 8 · 10– 19 C B=2T
x2 = 2 2
qB
B=1T
m x
Se v1 = v2, de imediato, teremos que: 1 = 1 .
m2 x 2 02. Um corpo P, considerado pontual, de massa 1013 kg, carregado
com uma carga elétrica positiva de 10–10 Coulomb, está sob
F1 a ação de um campo eletrostático e de um campo magnético
uniforme de 0,2 T. Este corpo descreve uma trajetória circular, em
Chapa meio de permissividade idêntica à do vácuo, com uma velocidade
fotográfica constante de 10 m ⋅ s–1, como mostrado na figura a seguir. O raio
da circunferência descrita pela trajetória é de 1 cm. O vetor campo
magnético é perpendicular ao plano da trajetória, entrando no
plano do papel. O campo eletrostático é produzido por uma carga
pontual Q, localizada no centro da circunferência descrita pelo
corpo P. Determine o valor da carga Q, em Coulomb.
x1
x2
Figura 7: esquema de um espectrógrafo de massa.
1 1 v m
E = qV = m1v12 = m2v 22 → 1 = 2 .
2 2 v1 m1
Dados:
Daí, encontramos a razão entre as massas em função de x1 e x2: I) O vetor v, na figura, é o vetor velocidade do corpo P.
II) A permissividade do vácuo é de 8,85 ⋅ 10–12 Faraday/m.
2
x1 m1 m2 m1 m x 03. Em um dado instante de tempo, uma partícula X (massa m e
= = → 1 = 1
x 2 m2 m1 m2 m1 x 2 carga elétrica nula) e uma partícula Y (massa m e carga elétrica
positiva q) entram com velocidades iguais e de módulo v, em uma
região na qual está presente um campo magnético uniforme de
intensidade B. As partículas são lançadas em um mesmo plano
perpendicular ao campo magnético.
A) Determine o intervalo de tempo ∆t para o qual as partículas
terão suas velocidades em sentidos opostos.
B) Determine a variação de energia cinética total do sistema no
intervalo de tempo encontrado no item anterior.
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3 F B O N L I NE .C O M . B R
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Módulo de Estudo
III Parábola
05. O espectrômetro de massa é um instrumento usado na
determinação de massas atômicas e também na separação de
isótopos de um mesmo elemento químico. A figura mostra
esquematicamente um tipo de espectrômetro. A fonte produz
íons que emergem dela com carga +e e são acelerados por um
campo elétrico não indicado na figura. As fendas F1 e F2 servem
para colimar o feixe de íons, isto é, para que prossigam apenas
íons que se movem em uma determinada direção.
Configuração de campo A B C D E
Região I Ex Ex Bz Ex Ex
Fonte de íons
Região II Bz Ey Fy Ey Bz
F1 Região III Ey Bz Ex –Ex –Ex
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Módulo de Estudo
y m
V0 B v0
A θ x x x x x
P x
x x x x x
g
L0 B x x x x x
x x x x x
A) o intervalo de tempo ∆t, em s, que o próton leva para ir de
A a P. x x x x x
B) o raio R, em metro, do cilindro que contém a trajetória em
hélice do próton.
C a intensidade do campo magnético B, em tesla, que provoca
esse movimento.
A) Expresse o valor da constante k em função de m, g e v0.
Uma partícula com carga Q, que se move em um campo B, B) Esquematize os vetores das forças (Peso, Rar e Fv) que agem
com velocidade V, fica sujeita a uma força de intensidade
F = Q ⋅ Vn ⋅ B, normal ao plano formado por B e Vn, sendo Vn a sobre a partícula, em presença do campo B, na situação em
componente da velocidade V normal a B. que a velocidade passa a ser a velocidade vL. Represente, por
uma linha tracejada, a direção e o sentido de vL.
09. (ITA-SP) Na região do espaço entre os planos a e b, perpendiculares
ao plano do papel, existe um campo de indução magnética, C) Expresse o valor da velocidade vL da partícula, na região onde
simétrico ao eixo x, cuja magnitude diminui com o aumento atua o campo B, em função de m, g, k, B e Q.
de x, como mostrado na figura a seguir. Uma partícula de
carga q é lançada a partir do ponto p no eixo x, com uma 11. Na montagem a seguir, esquematizamos um cíclotron de raio
velocidade formando um ângulo θ com o sentido positivo desse
R = 1 m. Um próton (razão carga/massa 108 C/kg) é emitido do
eixo. Desprezando o efeito da gravidade, pode-se afirmar que,
inicialmente: repouso da fonte F e é acelerado pela d.d.p., cuja forma de onda é
A) a partícula seguirá uma trajetória retilínea, pois o eixo x coincide apresentada a seguir. O campo magnético no interior do cíclotron
com uma linha de indução magnética. é B = 0,3 T.
B) a partícula seguirá uma trajetória helicoidal com raio constante. Dado: V = 225 volts.
C) se θ < 90o, a partícula seguirá uma trajetória helicoidal com raio
crescente.
V (volts)
D) a energia cinética da partícula aumentará ao longo da trajetória.
E) nenhuma das alternativas anteriores é correta. v
t
a
–v
→
V
P 0 →
B Determine:
A) a velocidade máxima alcançada pelo próton.
B) o número de voltas que ele dá no interior do cíclotron, antes
de abandoná-lo com velocidade máxima.
C) o tempo decorrido nesse processo.
10. (Fuvest-SP) Uma partícula, de massa m e com carga elétrica 12. Considere uma região onde o campo gravitacional tem
O, cai verticalmente com velocidade constante v0. Nessas módulo g = 10 m/s2. Um elétron, movendo-se nessa região a
condições, a força de resistência do ar pode ser considerada como
2,0 ⋅ 10 3 m/s, penetra num campo magnético uniforme e
Rar = k ⋅ v, sendo k uma constante e v a velocidade. A partícula
penetra, em uma região onde atua um campo magnético uniforme constante de 2,0 T, perpendicularmente às linhas de indução.
e constante B , perpendicular ao plano do papel e, nele entrando, Calcule os módulos das forças magnética e gravitacional atuantes
conforme a figura a seguir. A velocidade da partícula é, então,
alterada, adquirindo, após certo intervalo de tempo, um novo no elétron nessa situação. Compare os dois valores.
valor vL, constante. Dados: massa do elétron = 9,1 ⋅ 10–31 kg;
(Lembre-se de que a intensidade da força magnética é módulo da carga do elétron = 1,6 ⋅ 10–19 C.
FM = q v b , em unidades SI, para v perpendicular a B .)
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5 F B O N L I NE .C O M . B R
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Módulo de Estudo
13. A figura mostra as trajetórias seguidas por três partículas Quando a energia cinética da partícula é 4,0 ⋅ 10-12 J, o raio de
(elétron, próton e dêuteron) lançadas de um mesmo ponto O, sua órbita circular vale 60 cm. Qual seria o valor, em centímetros,
perpendicularmente às linhas de indução de um campo magnético do raio de sua órbita circular, se esta mesma partícula tivesse uma
uniforme e constante B , todas com a mesma velocidade energia cinética igual a 2,56 ⋅ 10-12 J?
inicial v 0
→
x x A x x x → B
B V
x x x x x
→ x x x x x
O v0
x x x x x
Gabarito
x x x x x
C
x x x x x 01 02 03 04 05 06 07 08
* * * * * E * *
Quais são, respectivamente, as trajetórias descritas pelo próton,
pelo dêuteron (partícula constituída por um nêutron e um próton)
09 10 11 12 13 14 15 16
e pelo elétron?
C * * * * * * *
14. Um dêuteron – partícula constituída por um nêutron e um próton
– descreve trajetória circular de raio igual a 10 cm num campo
magnético de indução uniforme e constante, de intensidade 01.
igual a 2,0 T. Sendo a massa e a carga elétrica do dêuteron, A) 4 × 10–15 N B) 12 N
respectivamente, igual a 3,4 ⋅ 10–27 kg e 1,6 ⋅ 10–19 C, e supondo
a força magnética como a única atuante, calcule: 02. –1,33 × 10–13 C
A) o módulo de sua velocidade;
B) o intervalo de tempo para o dêuteron percorrer uma 03.
semicircunferência. πm
A) B) zero
Bq
15. Duas partículas com cargas iguais e de sinais opostos se movem em
uma região livre de campos com velocidades paralelas entre si, no
mesmo sentido e de módulos diferentes. As partículas penetram 04. 10–3 C
em outra região na qual existe um campo magnético uniforme
B, cuja direção é perpendicular ao plano de suas trajetórias. As 05. 3,2 × 10–26 kg
partículas se encontram após haver descritos ângulos ϕ1 = 90o e
ϕ2 = 150o. Desprezando a interação entre as partículas em todas
07. 2 × 10–5 V/m; 2,5 × 10–5 m/s
as suas trajetórias, determine:
08.
→ A) 3 × 10–6 s B) 1,5 m C) 23 × 10–2 T
V1
m1.(–q) → 10.
B mg
A) K = B) →
v 0 (Q2B2 + K2)–1/2
C) VL = mg
→ FM
→ Rar
V2
m2.(+q)
P VL
m2
A) a razão (entre massas).
m1
R
B) a razão entre os raios 2 . 11.
R1 v2
C) a razão entre os módulos das velocidades . A) 3 × 107 m/s B) 10.000 C) 2,1 × 10–3 s
v1
12. A força magnética é cerca de 7 × 1013 vezes mais intensa que a
força gravitacional.
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Módulo de Estudo
14.
A) 9,4 × 106 m/s B) 3,3 × 10–8 s
15.
3 10
A) B) 2 C)
5 3
16. 48 cm
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7 F B O N L I NE .C O M . B R
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