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Indutância e Indutores em Circuitos EAD

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FÍSICA

FRENTE: FÍSICA III


EAD – ITA/IME
PROFESSOR(A): MARCOS HAROLDO

AULAS 68 A 70
ASSUNTO: INDUTORES

Se, ao invés de uma espira for um conjunto de espiras, temos


ainda que:
Resumo Teórico Φ21 = N2M21i1
Em que N2 é o número de espiras do circuito 2, Φ21 o fluxo
através do circuito 2 produzido pelo circuito 1, que passa através de
Indutância uma das espiras do circuito 2, e, por fim, i1 é a corrente que percorre
o circuito 1.
Tome duas espiras (1 e 2). Suponha ainda que existam correntes
sobre elas, i1 e i2, respectivamente. Quando a corrente i1 passa pela Observação:
espira 1, esta gera um campo magnético B1. Este campo, por sua vez, A indutância mútua do circuito 1, relativa ao circuito 2,
passa pela espira 2 gerando um fluxo magnético Φ21. Infelizmente, é igual à indutância mútua do circuito 2 relativa ao circuito 1.
calcular este fluxo é complicado e depende do formato das espiras Ou seja:
e da posição relativa entre elas. Podemos simplificar essas equações, M12 = M21 = M.
de algum modo, da seguinte maneira, seja B1 o campo gerado pela
espira 1: A indutância tem uma dimensão dada por:

 µ dl1 [N][Φ ] = ML2Q−1T −1 ⇒ M = ML2Q−2
B1 = 0 ⋅ i1 ∫ 2 [M] = [ ]
4π r [1] QT −1

Como o fluxo Φ2 é calculado da seguinte forma: A unidade de indutância no SI é o Henry (II), definido como
segue: “a indutância de 1II é a indutância de um circuito passivo entre
  cujos terminais se induz uma tensão constante igual a IV, quando
Φ 21 = ∫ B1 ⋅ dA 2
1A
percorrido por uma corrente cuja intensidade varia à razão de .
s
Podemos juntar as ideias e concluir que Φ2, no final das contas, É verdade que o campo B1 também gera fluxo na espira 1.
é proporcional a i1. Podemos escrever a seguinte expressão: Escrevemos, pelo mesmo motivo, que:
Φ21 = M21i1 Φ11 = M11i1
A grandeza M 11 muitas vezes é representada por L e
Onde a grandeza M21 é conhecida como indutância mútua. denominada autoindutância.
Até agora, consideramos um caso em que há uma corrente em
B1 um circuito ou em outro. Mas se há correntes em ambos os circuitos,
Espira 2 o fluxo magnético que passa através de cada um será a soma dos
dois fluxos, sendo cada um gerado por cada corrente. Neste caso,
a fem induzida em cada circuito será proporcional não só à variação
B1 B1 temporal da corrente no outro circuito, como, também, à variação de
sua própria corrente.
A fem induzida no circuito 2 será:

di1 di
Espira1 ε2 = −M21 − M22 2
dt dt
I1
A fem induzida no circuito 1 será:
Figura 10
di2 di
Se, no circuito 1, houver um aumento de corrente, haverá um ε1 = −M12 − M11 11
dt dt
aumento no campo magnético na região, e, portanto, aumentará
também o fluxo magnético através do circuito 2, o que induzirá uma A autoindutância de L passa a ser L1 e a autoindutância de 2, L2.
corrente no circuito 2. Os efeitos contrários também ocorrem. Neste
caso, dizemos que os circuitos estão acoplados. M11 = L1 e M22 = L2

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MÓDULO DE ESTUDO

Recorrendo à definição de indutância mútua, podemos definir Observe que o indutor tem um papel de retardar a corrente
a autoindutância como: por um certo tempo. Após isso, a corrente passa por ele como se nada
tivesse acontecido.
N1Φ11 Entretanto, uma energia foi armazenada pelo indutor.
L1 =
i1 Multiplicando a equação (anterior) por i e isolando o último termo,
di
temos: εi – Ri2 = Li .
onde N1 é o número de espiras, Φ11 é o fluxo do campo magnético dt
produzido pelo circuito através dele mesmo e i1 é a corrente que o Ora, o primeiro termo é a potência fornecida pelo gerador,
percorre. e o segundo é a potência dissipada no resistor. O termo, no segundo
Quando dispomos de uma única bobina, o resultado obtido membro da equação é, portanto, a potência, ou seja, a taxa na qual
para a fem é: a energia está sendo armazenada no indutor, com o tempo. Deste
modo, temos:
di dE di
ε =−L P0t = = Li → dE = Li ⋅ di
dt dt dt
Se integrarmos esta equação, lembrando que para i = 0 não
há energia armazenada, temos:
O sinal negativo, segundo a Lei de Lenz, leva-nos a concluir e i 1
∫ L(C× A ) dE = ∫ 0 Li ⋅ di → E = 2 Li
2

que ela se opõe à variação da corrente na bobina, sendo, portanto,


2

uma força contraeletromotriz.


Esta é a energia armazenada no indutor quando a corrente
que o atravessa é i.
Indutores
Os indutores são elementos de um circuito que armazenam Associação em série
energia magnética. As bobinas que temos estudado são bons exemplos Inicialmente, consideremos o conjunto de indutores na figura
de indutores. abaixo, cujas autoindutâncias são L1, L2, ..., Ln, e cujas indutâncias
mútuas são desprezíveis.
i i
L L1 L2 Ln (a) L (b)
• Representação de um indutor. Associação de indutores em série (a) e indutor equivalente (b).

Os indutores isolados são supostamente desprovidos de Podemos dizer que:


resistência. Quando a resistência da bobina não puder ser desprezada, di di di di
−ε = L1 + L 2 + . . . + Ln = L
o indutor e o resistor serão tratados como elementos isolados. dt dt dt dt
R O indutor-equivalente será: L = L1 + L2 + ... + Ln.

i
ε Exercícios
L

01. Um solenoide toroidal com núcleo de ar, de seção reta


A A = 10 cm2 e raio médio r = 0,1 m, é enrolado com N = 100
Figura 11: circuito RL (resistor e indutor). 
espiras de fio muito unidas. Desprezando-se a variação de B
Percorrendo o circuito acima esquematizado, podemos concluir ao longo da seção reta, supondo-se que o seu valor médio seja
di aproximadamente igual ao valor no centro da seção reta, pode-se
que: ε − Ri − L = 0 afirmar que a autoindutância, em µH, é:
dt
Podemos resolver essa equação e obtermos o seguinte T ⋅m
Dado: µ0 = 4π x 10−7 (permeabilidade magnética no vácuo).
resultado.1 A
ε − 
tR A) 14 B) 20
i ( t ) = 1− e L  C) 35 D) 50
R 
E) 68
I 02. Um solenoide compacto a ar tem 2000 espiras, 20 cm de
ε0 comprimento e secção transversal com 5,0 cm2 de área. Calcule
If = Tm
R sua indutância, sendo µ 0 = 4 π ⋅ 10−7 .
I = If(1 – e–t/2) A
03. (UFPE) Quando uma corrente elétrica i = 0,2 A circula por um dado
solenoide ideal, gera um campo magnético de intensidade B = 1,0 mT
τ t aproximadamente uniforme, em seu interior. O solenoide tem
N = 1000 espiras com área a = 10–3 m2, cada. Calcule a indutância
Figura 12 do solenoide em milihenry.
1
Esta equação diferencial já foi resolvida na apostila de capacitores.

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MÓDULO DE ESTUDO

04. Em um solenoide a ar, de indutância igual a 0,25 H, a intensidade 10. Uma bobina tem indutância de 0,25 H. Calcule a fem induzida média
da corrente elétrica varia de 20 A até zero, em 0,2 s. Calcule o na bobina quando a corrente decresce de 2,0 A a zero em 10 s.
módulo do valor médio da força eletromotriz autoinduzida nele.
11. Demonstre a indutância de um toroide ideal de raio médio R.
05. (ITA-SP) Um solenoide com núcleo de ar tem uma autoindutância L.
Outro solenoide, também com núcleo de ar, tem a metade 12. Na figura, Ch é uma chave, S, um solenoide, B, uma bateria,
do número de espiras do primeiro solenoide, 0,15 de seu R, um reostato, M, um microamperímetro e E uma espira circular
comprimento e 1,5 de sua secção transversal. A autoindutância condutora. Qual a afirmação incorreta?
do segundo solenoide é
A) 0,2 L Ch
B) 0,5 L
C) 2,5 L r
D) 5,0 L S B
+
E) 20,0 L R – E

06. Na figura, temos uma bateria de força eletromotriz ε, um capacitor


de capacitância C, uma bobina B de resistência desprezível, uma E M
lâmpada L em bom estado e uma chave S, que pode ser ligada
no ponto 1, 2 ou 3.
L
A) M registrará passagem de uma correte ao abrirmos Ch.
B) M registrará passagem de corrente se, mantendo Ch fechada,
variarmos R.
ε
C) M registrará passagem de corrente se girarmos E em torno de
um de seus diâmetros.
D) M registrará passagem de corrente sempre que uma corrente
1 C contínua passar pelo circuito de cima.
2 E) M registrará passagem de uma correte quando, estando Ch
aberta, ela for fechada.
S

3 13. (ITA-SP) Na montagem da figura, A e B são enrolamentos de fios


B
condutores, G é um galvanômetro e N, um núcleo de ferro.
Sabendo-se que a bateria é adequada para acender a lâmpada e
Ch
que o capacitor está descarregado, em que ponto a chave deve
ser ligada para que, após algum tempo, o brilho da lâmpada seja +
mínimo? A B G

07. No esquema a seguir, L1 e L2 são duas lâmpadas de incandescência N


idênticas, G é um gerador adequado para acendê-las, B é uma
bobina de muitas espiras e com núcleo de ferro, S é uma chave A) Há uma corrente transitória em G, quando a chave Ch é fechada.
e R é um resistor de resistência r igual à da bobina. B) Há corrente em G, enquanto Ch estiver fechada.
C) Somente haverá corrente em G, quando Ch for aberta.
B D) Nunca haverá corrente em G.
L1 E) Nenhuma das afirmações é correta.
R
L2 14. Dois resistores de 10 Ω e 20 Ω e um indutor ideal de 5H são
conectados a uma bateria de 2 V através da chave K. A chave é
fechada em t = 0. Qual a corrente no resistor de 10 Ω após um
longo tempo?
+ – 10r
S G

Compare os brilhos das lâmpadas 5H


20r
A) logo após o fechamento da chave S.
B) muito tempo após o fechamento da chave S. k
C) após a abertura da chave S, que permaneceu fechada por muito
tempo. 2V

2 1
08. Mostre que a unidade de medida da constante de tempo de um A) A B) A
circuito RL, no SI, é o segundo. 3 3
1
C) A D) zero
09. Tem-se um solenoide, cujo meio é o ar, de comprimento  = 40 cm, 6
constituído de N = 1000 espiras de raio 2 cm. Calcule sua
indutância, sendo µ0 = 4π · 10–7 T · m/A.
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3 F B O N L I NE .C O M . B R
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MÓDULO DE ESTUDO

A
15. No circuito a seguir, a corrente decresce na razão de 10–1 .
Determine VB – VA. s

1Ω 15v
A B
I= 5 A 5h

A) –5V
B) –10V
C) –15V
D) zero
E) –20,5V

Gabarito
01 02 03 04 05
B 13 mH 5 25 V C
06 07 08 09 10
* * – 4 × 10 H –3
5 × 10–2 V
11 12 13 14 15
– D A D C
– Demonstração.

06. No ponto 1.

07.
A) L2 brilha mais que L1.
B) Os brilhos são iguais.
C) Os brilhos são iguais e diminuem até que as lâmpadas se
apaguem.

SUPERVISOR/DIRETOR: DAWISON – AUTOR: MARCOS HAROLDO


DIG.: RENAN – REV.: CAMILLA

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