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Corrente Elétrica: Conceitos e Classificações

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FÍSICA

Frente: Física III


EAD – ITA/IME
Professor(a): Marcos Haroldo

AULAS 22 e 23

Assunto: Corrente Elétrica

Introdução i (t)

Consideramos uma região do espaço em que exista uma


distribuição de cargas em movimento. Seja uma superfície de área A,
real ou imaginária, nesta região.
Definimos a corrente elétrica média como sendo a razão entre t
a carga líquida que atravessa a superfície num determinado sentido,
e o intervalo de tempo transcorrido.
Gráfico de corrente elétrica contra o tempo
+
+ Costumamos classificar a corrente elétrica de acordo com a
+ situação a que corresponde o movimento de cargas. Uma corrente
+ + elétrica de convecção ocorre quando se verifica a translação de uma
+ nuvem de elétrons (como em tubos catódicos) ou de íons, ou ainda
+ quando observamos as cargas estáticas de um corpo carregado em
+ movimento. Uma corrente elétrica de condução se dá quando os
+
portadores se movem num material estacionário, como num metal;
A em que os elétrons de valência atravessam uma rede cristalina com
Movimento de cargas ordenado íons positivos em posições fixas.
Quanto ao sentido da corrente, costumamos classificá-la como
É evidente que, se o movimento de cargas é aleatório, com contínua quando o campo elétrico externo possui sempre o mesmo
portadores de carga se movendo em todas as direções, devemos ter sentido e alternada quando o sentido do campo externo é invertido
uma corrente elétrica média nula, pois a cada portador que atravessa periodicamente.
a superfície num sentido, corresponde a outro que a atravessa no A) i
sentido contrário. Neste caso:
∆q (a)
Ι= =0
∆t
t
Porém, se existe um sentido preferencial de movimento dos B) i
portadores, o que acontece é bem diferente, pois a contagem dos
portadores indica que um número maior deles atravessa a superfície (c)
nesse sentido. Isto nos dá uma carga total (líquida) ∆q não nula e uma
corrente elétrica média dada por:
t
∆q
Ι=
∆t
C) i
Podemos também definir a corrente elétrica instantânea
na forma:
∆q dq (b) t
Ι = lim =
∆t → 0 ∆t dt

Aqui, q(t) e i(t) são funções do tempo. A partir da representação D) i


gráfica da corrente elétrica, ou seja, da forma de ondas da corrente
elétrica, podemos calcular a carga que atravessa a superfície de (d)
referência, num intervalo de tempo ∆t. Basta calcular a integral (ou
seja, a “área” sob o gráfico) da corrente elétrica no tempo: t
t2
∆q = ∫ i ( t ) dt
t1
Forma de onda de uma corrente contínua (a) e corrente alternada em forma de
onda harmônica (b), quadrada (C) e triangular (D)

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Módulo de Estudo

Quanto à duração da corrente elétrica ela pode ser classificada Podemos dizer que:
como transiente, se for curta duração, como a que surge no processo
∆q dq  
de redistribuição de cargas num condutor até atingir o equilíbrio Ι = lim = = η e Av · n
eletrostático; ou estacionária se é produzida por uma diferença ∆t → 0 ∆t dt
de potencial mantida por um agente externo (como veremos mais
adiante, uma corrente estacionária deve ser produzida por uma fonte Quando a secção é perpendicular à velocidade, temos:
ou gerador – de tensão ou corrente).
I = ηAve

Unidade de corrente
Para definirmos o vetor densidade de corrente basta formarmos:
A unidade de corrente elétrica no SI é o ampère. O ampère é  
definido originalmente como segue: J = η e v→ Ι = η e v · A n
“Quando dois condutores retilíneos paralelos, afastados um
metro, interagem com uma força por unidade de comprimento de Considerando uma superfície de referência que possa ser
2 x 10–7 N/m, a corrente elétrica que os atravessa vale um ampère (1 A).” dividida em várias pequenas áreas ∆A, temos:

Esta definição, decorrente do eletromagnetismo equivale n 
exatamente ao fluxo de uma carga de 1C na superfície de referência ∆A J

após 1 s:
1C
1A =
1s
Por vezes usaremos submúltiplos do ampère como miliampère A
(1mA = 10–3 A) e o microampère (1mA = 10–6 A).
No sistema CGS (ES) a unidade é o statAmpère, tal que:
Partição de uma superfície de referência num conjunto
2997924536,8431 statA, ou seja: 1A ≈ 3,0 · 109 statA.
de pequenas superfícies ∆A, tais que o vetor J seja praticamente
constante.
O vetor densidade de corrente elétrica A corrente elétrica total será a soma de todas as correntes
elementares que atravessam cada uma das superfícies ∆Ak:
A definição da corrente elétrica como razão entre carga e
 
tempo nos leva a concluir que ela se trata de uma grandeza escalar. Ι = ∑ ik = ∑ J · nk ∆Ak
Não obstante, o movimento de cargas deve conter uma k k

informação de direção e sentido, que só pode ser descrito por uma Transformando-se em integral quando fazemos o limite:
grandeza vetorial.   
()
Tal grandeza é a densidade de corrente J cujo caráter vetorial Ι = ∫ J · n dA
ficará evidente na definição a seguir. Consideremos um meio condutor
com uma densidade de portadores (número de portadores por unidade Acorrente elétrica, portanto, pode ser considerada como o fluxo
de volume) dada por: do vetor J , ou seja, a integral de superfície da densidade de corrente.
N Ou seja, a densidade da corrente é a corrente elétrica por
η= unidade de área. É evidente que a unidade de densidade de corrente
V
no SI é o ampère por metro quadrado (A/m2). 
É importante observar que, da expressão J = η ev, decorre que
N → números de portadores
o sentido da densidade de corrente (e, portanto, o “sentido” atribuído
V → volume
da corrente) só coincide com o sentido do vetor velocidade, no caso
Suporemos que a carga dos portadores é igual a e e que eles se movem em que os portadores de carga são positivos.
pelo condutor com um vetor velocidade média igual a v. Consideremos uma Entretanto, o principal caso que estudaremos será o da
 condução em metais, que têm como portadores de cargas livres os
seção plana de área A, um versor n, perpendicular a ela, outra seção, de elétrons, de carga negativa. No caso dos metais o “sentido” da corrente
igual área, paralela e anterior a ela conforme a figura: é contrário ao sentido do movimento real de cargas (comumente
denomina-se o primeiro sentido convencional e o segundo sentido
2
h real da corrente).

v n
e θ
1

v Dt A

Definindo como ∆t o tempo necessário para um portador;


→ sentido real da corrente
inicialmente na seção 1 chegar à seção
 2, geramos um cilindro, de
← sentido convencional da corrente
base A em altura h = v ∆t cos θ = v· n ∆t.
O volume deste cilindro é dado por: V = Ah e a carga total de Amostra de um condutor metálico representando os sentidos real e
 convencional da corrente elétrica.
todos eles é: ∆q = η e Av· n ∆t.

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Módulo de Estudo

Continuidade da corrente elétrica “A soma algébrica das correntes que fluem de um nó é nula”.
ou
Consideremos uma superfície fechada A, definindo o volume
finito V, numa dada região do espaço: “A soma das correntes que ‘entram’ em um nó é igual à soma
das correntes que ‘saem’ do mesmo nó”.
 Ambas correspondem à expressão ∑ ik = 0 , em que as
 n A correntes que “saem” são consideradas positivas k e as que “entram”
J
são consideradas negativas. A 1ª Lei de Kirchoff aparece exemplificada
a seguir:
v
A) i2
i1
Superfície fechada (“gaussiana”)

Através da superfície sai (o versor aponta para fora da


superfície) uma corrente elétrica total: i3
 
Ι = ∫ J · n dA
B)
i1
É evidente que a superfície A envolve todas as cargas
distribuídas pelo volume v. A carga total em questão vale:
i3
q = ∫ ρdV i2
v

Em que ρ é a densidade volumétrica de cargas. De acordo com


o princípio de conservação da carga total deve conservar-se. Seja a
C) i1
carga total denotada por Q, a carga contida no volume q e a carga
que deixa o volume q’, temos: i2
Q = q + q’ = constante
i3
dQ dq dq’ i4
→ = +
dt dt dt
Mas a derivada da carga que deixa o volume V nada mais é do
que a corrente que sai através da superfície A, ou seja: Teoria microscópica da condução
d∫ ρdV  
v
+ ∫ J · n dA = 0 Consideremos um condutor metálico filiforme (em forma de
dt A fio), de dimensões L (comprimento) e A (área de seção transversal),
Esta é a forma integral da equação da continuidade da carga sobre o qual se aplica uma ddp de valor v:
elétrica. Quando a carga contida no volume permanece constante,
ou seja, quando não há acúmulo de cargas, esta equação reduz-se v
simplesmente a:
 
A
∫ J · n dA = 0
A

Se dividirmos a superfície fechada A num conjunto de


superfícies abertas ∆Ak, e associarmos a cada uma delas uma corrente Representação de um condutor filiforme.
ik, podemos chegar ao resultado:
Ι= ∑ ik = 0 A diferença de potencial aplicada faz surgir um campo elétrico
k
que, suposto uniforme e na direção do fio, tem módulo dado por:
A6
A4 V
E=
A5 A3 L

Como vimos anteriormente, devido à estrutura eletrônica dos


metais, que possuem um ou dois elétrons na última camada por átomo,
estes elétrons tornam-se “livres” compondo a “banda de condução”
A2 do metal. Tais elétrons, enquanto não há campo elétrico no metal,
A1
possuem um movimento completamente aleatório. Este movimento
Superfície A, submetida à partição em k superfície ∆Ak. é permeado de colisões com os íons de rede cristalina do metal, (na
Se o volume envolvido pela superfície A for pequeno, de realidade eles são repelidos pelos elétrons de valência que compõem
modo a poder tratá-lo como um ponto de conjunção ou ramificação a eletrosfera do íon), conforme a figura abaixo. O resultado é um
no condutor (o que conheceremos como “nó” do circuito elétrico) movimento de cargas inteiramente caótico, correspondendo a uma
podemos chegar à primeira Lei de Kirchoff, que admite os enunciados: corrente elétrica média nula.

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Módulo de Estudo

íon f = bv F = eE
Elétron submetido à ação da força elétrica e de força de resistência.

eV
bv = eE → v =
elétron bL

Considerando que há η elétrons por unidade de volume no


condutor, a densidade de corrente é dada por:

Trecho de um condutor metálico mostrando 6 comportamentos de um


elétron livre quando não há ddp aplicada. O movimento é aleatório J=ηe v
e a corrente elétrica média é nula.
Logo:
Ao se aplicar uma ddp (e, portanto, um campo externo,
surge uma força elétrica que tende a acelerar os elétrons na direção N e2 A
oposta. Porém, a característica aleatória do movimento eletrônico Ι= V
bL
não desaparece completamente, e as colisões com os íons da rede
cristalina persistem. No resultado final é que aparece uma corrente A corrente elétrica que surge no condutor é, portanto,
elétrica média não nula, correspondendo a um vetor densidade de proporcional à ddp que lhe é aplicada. O fator de proporcionalidade
corrente na direção e sentido do campo, ou seja, do maior para o é dito condutância (G)1, tal que:
menor potencial. Esta corrente elétrica sofre uma resistência tanto
N e2 A
maior quanto maior for o número de colisões dos elétrons como os Ι = GV ⇒ G =
íons. O fenômeno é ilustrado na figura a seguir: bL
A equação que relaciona corrente e ddp pode ser invertida,
resultando:
bL
V= Ι
N e2 A

O fator de proporcionalidade é identificado como a resistência


do condutor (R), tal que:
bL
  R=
N e2 A
E J
Trecho de um condutor metálico, mostrando o comportamento de um Dessa forma, escrevemos que:
elétron livre quando há ddp aplicada. O movimento não deixa de ser caótico,
mas há uma corrente elétrica média não nula no sentido do campo elétrico. V = RI
É evidente que as colisões sofridas pelo elétron têm, sobre ele, A equação destacada é dita 1ª Lei de Ohm, proposta
o efeito de uma força de retardamento. A suposição mais simples que inicialmente de um ponto de vista empírico.
se pode fazer acerca do comportamento médio desta força é do tipo: Percebemos que tanto a condutância como a resistência,
  contêm, nas suas expressões, parâmetros que dependem do tipo de
f = –bv material condutor em questão (b e N) e medidas das dimensões do
Isto é bastante razoável, na medida em que se trata de uma força condutor (L e A). É conveniente agruparmos a dependência do material
de oposição ao movimento eletrônico e que o número de choques, e, em duas novas grandezas: a condutividade (s) e a resistividade (ρ),
portanto, a força média, deve ser proporcional à velocidade com que o tais que:
elétron se desloca no meio. 1
O comportamento dessa força média é equivalente ao de σ=
ρ
uma “força viscosa” exercida por um fluido sobre um corpo que nele
se desloca. Assim como a resistência do ar, o atrito, e outras, esta
b
força é claramente dissipativa. (Basta verificar que a integral de linha Em que ρ =
desta força, ou seja, o trabalho por ela realizado, é sempre negativo). Ne2
Como o efeito mais imediato da ação de uma força dissipativa é a Assim, podemos obter a seguinte relação:
transformação de energia mecânica em energia interna (térmica),
a condução de corrente elétrica num condutor deve-se dar às custas L
R=ρ
do aquecimento do meio, da mesma forma que duas superfícies se A
aquecem ao serem atritadas ou que um corpo se aquece ao se mover
na atmosfera terrestre. A dissipação de energia por um meio condutor A equação destacada é a 2ª Lei de Ohm que estabelece a
ao conduzir uma corrente elétrica denomina-se efeito Joule e será dependência da resistência de um condutor filiforme em função do
estudado em maiores detalhes na seção VIII. material de que é constituído e de suas dimensões.
Agora que você está entrosado com essas grandezas, é fácil mostrar
Podemos mostrar que, ao estabelecermos uma ddp no condutor
que:
da Figura, os elétrons são acelerados até atingirem uma velocidade média
limite, que corresponde à corrente estacionária. Neste caso, a força  
J = σE
de resistência equilibra a força elétrica, conforme o esquema a seguir:

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Módulo de Estudo

Unidade de resistência átomos praticamente fixos, como nas correntes de condução. O efeito
preponderante é o aumento da velocidade com que se deslocam os
A unidade de resistência elétrica no Sistema Internacional é o portadores.
Ohm (Ω), dado por:
Outros exemplos importantes são o de grafite, cuja resistividade
V = RΙ cai com o aumento da temperatura e ligas metálicas como a manganina
1 volt e a constantan, cujas resistividades são praticamente constantes com
1 Ohm =
1 ampère a temperatura.
Ou seja, o Ohm é a resistência de um elemento passivo de A dependência da resistência de um condutor em função da
circuito tal que uma diferença de potencial constante é igual a um volt, temperatura pode ser representada pela expansão em série abaixo:
aplicada em seus terminais, faça circular nele uma corrente elétrica
invariável, igual a um ampère.
É fácil deduzir que, no SI, a unidade de resistividade é tal que: R = R0 [1 + α∆t + ...]
A
ρ=R ⇒ unid. ( ρ ) = unid. (R ) ⇒ Como a variação da resistência com a temperatura é pequena,

o que se faz comumente é considerar a aproximação linear:
unid ( A )
⇒ ⇒ unid. ( ρ ) = Ω . m
unid (  ) R = R0 (1 + α∆T )
A unidade de condutância no SI, evidentemente ao inverso do A seguir apresentamos a resistividade de vários materiais a
Ohm, é o sistema (S), tal que: 20 °C e o coeficiente α. Como se espera, α é positivo para metais e
1S = 1Ω –1
negativo para semicondutores, soluções e a grafite.
A condutividade é medida em siemens por metro, como
verificamos facilmente: COEFICIENTE DE
RESISTIVIDADE
MATERIAL TEMPERATURA
A 70 ºc
 unid. ( ) (ºC)
σ=G ⇒ unid. (σ ) = unid. (G) ⇒
A unid. ( A ) Metais Prata 1,59 x 10–8 0,0041

⇒ unid. ( σ ) = S/m Cobre 1,67 x 10–8 0,0068


Ouro 2,35 x 10–8 0,0040
A seguir, apresentamos alguns valores de condutividade para
Alumínio 2,65 x 10–8 0,0043
materiais condutores e dielétricos:
Tungstênio 5,51 x 10–8 0,0045

Material Condutividade (S/m) Níquel 6,84 x 10–8


0,0069

Cobre 5,8 x 107 Ferro 9,71 x 10–8


0,0065

Ferro 1,0 x 107 Platina 1,10 x 10–7


0,0039

Água do Mar 5,0 x 10 0 Chumbo 2,10 x 10–7


0,0042

Areia 2,0 x 10 –3 Mercúrio 9,58 x 10–7 0,0009

Quartzo 8,3 x 10–13 Ligas Metálicas Latão 8,00 x 10–8 0,0015

Niquelina 4,20 x 10–7 0,0002


Comparação entre valores de condutividade elétrica.
Manganina 4,20 x 10–7 0,0000

O efeito da temperatura na resistência Constantan 4,90 x 10–7


0,0000

Nicromo 1,00 x 10–6


0,0004
As variações de temperatura provocam, em geral, modificações
nas características de condução dos materiais. Germânio (puro) 0,46 – 0,0480
Consideremos inicialmente o caso dos metais. Ao se elevar Semicondutores Germânio (+ As a
a temperatura de um metal, aumenta a amplitude de oscilação dos 0,011 ---
5 x 10–6 %)
íons da rede cristalina. Isto faz com que os choques dos elétrons de
Grafite 1,40 x 10–5 – 0,0007
condução com os íons se tornem mais frequentes. A consequência
Outros Solução
imediata é que a condução de corrente elétrica se torna mais penosa. Condutores (saturada) de 0,044 – 0,0050
A condutividade do metal se reduz e a resistividade aumenta com o Nall
aumento da temperatura.
Iodo 1,30 x 107 ----
Nos semicondutores, o efeito é completamente oposto.
Como sabemos, a elevação da temperatura faz crescer o número Madeira 108 – 1011 ----
de portadores, com a promoção de elétrons à banda de condução. Vidro 1010 – 10 14
----
A condutividade cresce e a resistividade diminui ao aumentarmos a Dielétricos Quartzo 1,30 x 1013 ----
temperatura.
Óxido de
As soluções eletrolíticas também conduzem mais facilmente alumínio
1,0 x 1014 ----
quando a temperatura cresce. Como sabemos, temos uma corrente
Enxofre 2,0 x 1015 ----
de convecção, e não de condução. Não existe o confronto com

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Módulo de Estudo

07. Um cilindro isolante de seção transversal de raio a = 1,0 cm


carregado uniformemente em sua superfície, move-se ao longo do
Exercícios seu eixo com uma velocidade constante v = 10 m/s. A intensidade
do campo elétrico diretamente sobre a superfície do cilindro, E
= 0,9 kV/cm. Quanto vale a corrente de convecção surgida por
01. Uma esfera de raio R condutora tem carga q e gira em translação mecânica de carga?
torno de um fio isolante com velocidade angular ω.
Determine a corrente média representada por esta carga em rotação. 08. Prove que um condutor percorrido por uma corrente elétrica
ωq produz na sua vizinhança, um campo elétrico, cuja componente
A)
2π ω é igual ao campo no seu interior.
2ωq
B) 09. A densidade de corrente elétrica, num condutor de seção circular
π
de raio R varia de acordo com J = J0r, em que J0 é uma constante.
3ωq Calcule a corrente total que passa pelo condutor.
C) R
π
ωq 10. Uma corrente de 10A passa através de um fio cuja seção é
D)
π 1mm2. Sendo a densidade eletrônica do fio 1027m–3, determine a
E) n.r.a. velocidade média dos elétrons.

02. Um condutor é atravessado por uma corrente cuja intensidade 11. Um cilindro oco de comprimento L tem seus raios iguais a R1 e
varia com o tempo, segundo a lei:
R2. Aplicando-se uma d.d.p. entre as suas extremidades, flui uma
i = 12 + 2t (SL)
Determine: corrente I paralelamente ao eixo do cilindro. Mostre que, se σ é
A) a carga elétrica que passa por uma seção reta do condutor nos L
10 primeiros segundos. a condutividade do material, a resistência é .
πσ (R22 − R12 )
B) a corrente elétrica média nesse intervalo de tempo.
12. Duas pequenas esferas metálicas de raio a estão bastante
03. Uma haste muito longa é carregada com uma densidade linear afastadas a uma distância d e imersas profundamente no
de carga λ e se move com velocidade v na direção do seu eixo. mar de condutividade σ. Aplica-se a elas uma tensão V.
Prove que a corrente elétrica estabelecida é dada por i = λv. Determine a densidade de corrente a meia distância entre elas.
4 Vσa 2Vσa
A) J = B) J =
04. Ao acionar um interruptor de uma lâmpada elétrica, esta se d2
d2
acende quase instantaneamente, embora possa estar a centenas 4 Vσa 2 Vσa
de metros de distância. Isto vem provar que: C) J = D) J =
3 d2 3 d2
A) a velocidade dos elétrons na corrente elétrica é igual à
velocidade da luz. E) n.r.a.
B) os elétrons se põem em movimento quase imediatamente em
todo circuito embora sua velocidade seja relativamente baixa. 13. Um feixe de elétrons move-se ao longo de uma órbita circular de
C) a velocidade dos elétrons na corrente elétrica é muito elevada. raio R com velocidade de módulo V em um acelerador. A corrente
D) não é necessário que os elétrons se movimentem, para que a média correspondente para esse movimento é I. Determine o
lâmpada acenda. número de elétrons N do feixe.
Seja e a carga elementar.
05. Duas lâmpadas incandescentes têm filamento de mesmo 2πRI πRI
comprimento, feitos do mesmo material. Uma delas obedece às A) B)
3Ve Ve
especificações 220 V, 100 W e a outra 220 V, 50 W. A razão m50/
3πRI 2πRI
m100 da massa do filamento da segunda para a massa do filamento C) D)
da primeira é: Ve Ve
4πRI
A) 1,5 E)
Ve
B) 2
14. Se a velocidade de migração dos elétrons livres em um fio de cobre
C) 2 é 8 · 10–4 m/s, determine o módulo do campo elétrico no condutor.
Dados:
2
D) Carga elementar: 1,6·10–19 C
2 Número de elétrons por metros cúbicos no cobre:
E) 0,5 8,5·1028

06. Um resistor ôhmico tem uma resistência constante e igual a 100 Ω. Resistividade do cobre: 1,7 · 10–8 Ω cm.
Aplica-se em seus terminais uma ddp variável com o tempo, A) 4 · 10–3 N/C
segundo a lei V = 2t (SI). Determine: B) 4,8 · 10–3 N/C
A) a carga que atravessa o condutor entre os instantes zero e t. C) 1,8 · 10–3 N/C
B) a potência dissipada no resistor em função do tempo. D) 4,2 · 10–3 N/C
C) a energia dissipada no primeiro minuto de funcionamento do E) 2,4 · 10–3 N/C
circuito.

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Módulo de Estudo

15. A experiência de Tollamam-Stewart (1916) demonstrou que as


cargas livres de um metal são negativas e fornecem um método
| q|
quantitativo para a determinação da razão entre módulo da
m
carga e a massa do portador de carga. A experiência consiste em
interromper repentinamente a rotação de um carretel com um fio
enrolado e medir a diferença de potencial entre suas extremidades.
Em um modelo simplificado dessa experiência, considere uma
barra

metálica de comprimento L que se desloca com aceleração
a da esquerda para a direita. Inicialmente, as cargas se deslocam
para a parte esquerda da barra produzindo um campo elétrico

E ao longo da barra. No estado estacionário, esse campo exerce
uma força sobre as cargas livres acelerando-as através da barra.

a
b c

| q|  
A) Determine em termos de E e da aceleração a .
Supondo que m todas as cargas livres da barra metálica possuam
a mesma aceleração, o campo elétrico é o mesmo em todos
os pontos da barra. Calcule a diferença de potencial Vbc entre
as extremidades da barra.

Gabarito

01 02 03 04 05
A * – B E
06 07 08 09 10
* * – * *
11 12 13 14 15
– A D C *

*02. A) 220 C
B) 22 A

03. Demonstração

t2 t2
*06. A) B) C) 2.880 J
100 25
*07. 0,5µA

08. Demonstração

2π Jo R3
09.
3
10. 6,25 × 10–2 m/s

11. Demonstração

a
*15. A) B) EL
E
SUPERVISOR/DIRETOR: MARCELO PENA – AUTOR: Marcos Haroldo
DIG.: Cl@udi@ – REV.: Amélia

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