Corrente Elétrica: Conceitos e Classificações
Corrente Elétrica: Conceitos e Classificações
AULAS 22 e 23
Introdução i (t)
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Módulo de Estudo
Quanto à duração da corrente elétrica ela pode ser classificada Podemos dizer que:
como transiente, se for curta duração, como a que surge no processo
∆q dq
de redistribuição de cargas num condutor até atingir o equilíbrio Ι = lim = = η e Av · n
eletrostático; ou estacionária se é produzida por uma diferença ∆t → 0 ∆t dt
de potencial mantida por um agente externo (como veremos mais
adiante, uma corrente estacionária deve ser produzida por uma fonte Quando a secção é perpendicular à velocidade, temos:
ou gerador – de tensão ou corrente).
I = ηAve
Unidade de corrente
Para definirmos o vetor densidade de corrente basta formarmos:
A unidade de corrente elétrica no SI é o ampère. O ampère é
definido originalmente como segue: J = η e v→ Ι = η e v · A n
“Quando dois condutores retilíneos paralelos, afastados um
metro, interagem com uma força por unidade de comprimento de Considerando uma superfície de referência que possa ser
2 x 10–7 N/m, a corrente elétrica que os atravessa vale um ampère (1 A).” dividida em várias pequenas áreas ∆A, temos:
Esta definição, decorrente do eletromagnetismo equivale n
exatamente ao fluxo de uma carga de 1C na superfície de referência ∆A J
após 1 s:
1C
1A =
1s
Por vezes usaremos submúltiplos do ampère como miliampère A
(1mA = 10–3 A) e o microampère (1mA = 10–6 A).
No sistema CGS (ES) a unidade é o statAmpère, tal que:
Partição de uma superfície de referência num conjunto
2997924536,8431 statA, ou seja: 1A ≈ 3,0 · 109 statA.
de pequenas superfícies ∆A, tais que o vetor J seja praticamente
constante.
O vetor densidade de corrente elétrica A corrente elétrica total será a soma de todas as correntes
elementares que atravessam cada uma das superfícies ∆Ak:
A definição da corrente elétrica como razão entre carga e
tempo nos leva a concluir que ela se trata de uma grandeza escalar. Ι = ∑ ik = ∑ J · nk ∆Ak
Não obstante, o movimento de cargas deve conter uma k k
informação de direção e sentido, que só pode ser descrito por uma Transformando-se em integral quando fazemos o limite:
grandeza vetorial.
()
Tal grandeza é a densidade de corrente J cujo caráter vetorial Ι = ∫ J · n dA
ficará evidente na definição a seguir. Consideremos um meio condutor
com uma densidade de portadores (número de portadores por unidade Acorrente elétrica, portanto, pode ser considerada como o fluxo
de volume) dada por: do vetor J , ou seja, a integral de superfície da densidade de corrente.
N Ou seja, a densidade da corrente é a corrente elétrica por
η= unidade de área. É evidente que a unidade de densidade de corrente
V
no SI é o ampère por metro quadrado (A/m2).
É importante observar que, da expressão J = η ev, decorre que
N → números de portadores
o sentido da densidade de corrente (e, portanto, o “sentido” atribuído
V → volume
da corrente) só coincide com o sentido do vetor velocidade, no caso
Suporemos que a carga dos portadores é igual a e e que eles se movem em que os portadores de carga são positivos.
pelo condutor com um vetor velocidade média igual a v. Consideremos uma Entretanto, o principal caso que estudaremos será o da
condução em metais, que têm como portadores de cargas livres os
seção plana de área A, um versor n, perpendicular a ela, outra seção, de elétrons, de carga negativa. No caso dos metais o “sentido” da corrente
igual área, paralela e anterior a ela conforme a figura: é contrário ao sentido do movimento real de cargas (comumente
denomina-se o primeiro sentido convencional e o segundo sentido
2
h real da corrente).
v n
e θ
1
v Dt A
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Módulo de Estudo
Continuidade da corrente elétrica “A soma algébrica das correntes que fluem de um nó é nula”.
ou
Consideremos uma superfície fechada A, definindo o volume
finito V, numa dada região do espaço: “A soma das correntes que ‘entram’ em um nó é igual à soma
das correntes que ‘saem’ do mesmo nó”.
Ambas correspondem à expressão ∑ ik = 0 , em que as
n A correntes que “saem” são consideradas positivas k e as que “entram”
J
são consideradas negativas. A 1ª Lei de Kirchoff aparece exemplificada
a seguir:
v
A) i2
i1
Superfície fechada (“gaussiana”)
005.507 – 131453/18
3 F B O N L I NE .C O M . B R
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Módulo de Estudo
íon f = bv F = eE
Elétron submetido à ação da força elétrica e de força de resistência.
eV
bv = eE → v =
elétron bL
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Módulo de Estudo
Unidade de resistência átomos praticamente fixos, como nas correntes de condução. O efeito
preponderante é o aumento da velocidade com que se deslocam os
A unidade de resistência elétrica no Sistema Internacional é o portadores.
Ohm (Ω), dado por:
Outros exemplos importantes são o de grafite, cuja resistividade
V = RΙ cai com o aumento da temperatura e ligas metálicas como a manganina
1 volt e a constantan, cujas resistividades são praticamente constantes com
1 Ohm =
1 ampère a temperatura.
Ou seja, o Ohm é a resistência de um elemento passivo de A dependência da resistência de um condutor em função da
circuito tal que uma diferença de potencial constante é igual a um volt, temperatura pode ser representada pela expansão em série abaixo:
aplicada em seus terminais, faça circular nele uma corrente elétrica
invariável, igual a um ampère.
É fácil deduzir que, no SI, a unidade de resistividade é tal que: R = R0 [1 + α∆t + ...]
A
ρ=R ⇒ unid. ( ρ ) = unid. (R ) ⇒ Como a variação da resistência com a temperatura é pequena,
o que se faz comumente é considerar a aproximação linear:
unid ( A )
⇒ ⇒ unid. ( ρ ) = Ω . m
unid ( ) R = R0 (1 + α∆T )
A unidade de condutância no SI, evidentemente ao inverso do A seguir apresentamos a resistividade de vários materiais a
Ohm, é o sistema (S), tal que: 20 °C e o coeficiente α. Como se espera, α é positivo para metais e
1S = 1Ω –1
negativo para semicondutores, soluções e a grafite.
A condutividade é medida em siemens por metro, como
verificamos facilmente: COEFICIENTE DE
RESISTIVIDADE
MATERIAL TEMPERATURA
A 70 ºc
unid. ( ) (ºC)
σ=G ⇒ unid. (σ ) = unid. (G) ⇒
A unid. ( A ) Metais Prata 1,59 x 10–8 0,0041
005.507 – 131453/18
5 F B O N L I NE .C O M . B R
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Módulo de Estudo
02. Um condutor é atravessado por uma corrente cuja intensidade 11. Um cilindro oco de comprimento L tem seus raios iguais a R1 e
varia com o tempo, segundo a lei:
R2. Aplicando-se uma d.d.p. entre as suas extremidades, flui uma
i = 12 + 2t (SL)
Determine: corrente I paralelamente ao eixo do cilindro. Mostre que, se σ é
A) a carga elétrica que passa por uma seção reta do condutor nos L
10 primeiros segundos. a condutividade do material, a resistência é .
πσ (R22 − R12 )
B) a corrente elétrica média nesse intervalo de tempo.
12. Duas pequenas esferas metálicas de raio a estão bastante
03. Uma haste muito longa é carregada com uma densidade linear afastadas a uma distância d e imersas profundamente no
de carga λ e se move com velocidade v na direção do seu eixo. mar de condutividade σ. Aplica-se a elas uma tensão V.
Prove que a corrente elétrica estabelecida é dada por i = λv. Determine a densidade de corrente a meia distância entre elas.
4 Vσa 2Vσa
A) J = B) J =
04. Ao acionar um interruptor de uma lâmpada elétrica, esta se d2
d2
acende quase instantaneamente, embora possa estar a centenas 4 Vσa 2 Vσa
de metros de distância. Isto vem provar que: C) J = D) J =
3 d2 3 d2
A) a velocidade dos elétrons na corrente elétrica é igual à
velocidade da luz. E) n.r.a.
B) os elétrons se põem em movimento quase imediatamente em
todo circuito embora sua velocidade seja relativamente baixa. 13. Um feixe de elétrons move-se ao longo de uma órbita circular de
C) a velocidade dos elétrons na corrente elétrica é muito elevada. raio R com velocidade de módulo V em um acelerador. A corrente
D) não é necessário que os elétrons se movimentem, para que a média correspondente para esse movimento é I. Determine o
lâmpada acenda. número de elétrons N do feixe.
Seja e a carga elementar.
05. Duas lâmpadas incandescentes têm filamento de mesmo 2πRI πRI
comprimento, feitos do mesmo material. Uma delas obedece às A) B)
3Ve Ve
especificações 220 V, 100 W e a outra 220 V, 50 W. A razão m50/
3πRI 2πRI
m100 da massa do filamento da segunda para a massa do filamento C) D)
da primeira é: Ve Ve
4πRI
A) 1,5 E)
Ve
B) 2
14. Se a velocidade de migração dos elétrons livres em um fio de cobre
C) 2 é 8 · 10–4 m/s, determine o módulo do campo elétrico no condutor.
Dados:
2
D) Carga elementar: 1,6·10–19 C
2 Número de elétrons por metros cúbicos no cobre:
E) 0,5 8,5·1028
06. Um resistor ôhmico tem uma resistência constante e igual a 100 Ω. Resistividade do cobre: 1,7 · 10–8 Ω cm.
Aplica-se em seus terminais uma ddp variável com o tempo, A) 4 · 10–3 N/C
segundo a lei V = 2t (SI). Determine: B) 4,8 · 10–3 N/C
A) a carga que atravessa o condutor entre os instantes zero e t. C) 1,8 · 10–3 N/C
B) a potência dissipada no resistor em função do tempo. D) 4,2 · 10–3 N/C
C) a energia dissipada no primeiro minuto de funcionamento do E) 2,4 · 10–3 N/C
circuito.
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Módulo de Estudo
a
b c
| q|
A) Determine em termos de E e da aceleração a .
Supondo que m todas as cargas livres da barra metálica possuam
a mesma aceleração, o campo elétrico é o mesmo em todos
os pontos da barra. Calcule a diferença de potencial Vbc entre
as extremidades da barra.
Gabarito
01 02 03 04 05
A * – B E
06 07 08 09 10
* * – * *
11 12 13 14 15
– A D C *
*02. A) 220 C
B) 22 A
03. Demonstração
t2 t2
*06. A) B) C) 2.880 J
100 25
*07. 0,5µA
08. Demonstração
2π Jo R3
09.
3
10. 6,25 × 10–2 m/s
11. Demonstração
a
*15. A) B) EL
E
SUPERVISOR/DIRETOR: MARCELO PENA – AUTOR: Marcos Haroldo
DIG.: Cl@udi@ – REV.: Amélia
005.507 – 131453/18
7 F B O N L I NE .C O M . B R
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