DJAMILA RIBEIRO
ARIEL LOPEZ, CLARICE CROITOR, DANTE LORENZIN, GABRIEL KOGACHI MARCO ANTONIO LOPES - 9B
QUEM É?
Djamila Ribeiro é uma figura muito conhecida no ativismo
negro no Brasil, com uma presença marcante nas redes
sociais. Nasceu em Santos (SP) no dia 1 de agosto de 1980 e
se tornou filósofa, ativista social, professora e escritora,
defendendo principalmente os negros e mulheres, com
muitos livros, de sua autoria, que abordam esses assuntos.
SEUS LIVROS
“OQUE É “QUEM TEM MEDO DO “PEQUENO MANUAL “CARTAS PARA
LUGAR DE FALA?” FEMINISMO NEGRO” ANTIRRACISTA” MINHA AVÓ”
Lançado em 2017, a autora Lançado em 2018, esse é Lançado em 2019, são onze Lançado em 2021, Cartas
abrange as um livro para quem quer lições breves para entender para minha avó reúne
interseccionalidades vencer o medo ante o as origens do racismo e como relatos extremamente
relacionadas as fortalecimento de mulheres combatê-lo. Neste pequeno pessoais, que viajam pela
desigualdades raciais e de negras sem incorrer na manual, Djamila Ribeiro trata trajetória de Djamila
gênero a partir do olhar de manutenção das bases que de temas como atualidade desde a infância até os
do racismo, negritude, dias de hoje.
autoras negras e de sua historicamente têm
branquitude, violência racial,
própria experiência enquanto subjugado mulheres
cultura, desejos e afetos.
mulher negra e também negras.
autora.
PRECONCEITOS
Djamila já sofreu racismo e
CARREIRA
Ao engravidar com 24 anos, Djamila
preconceitos religiosos, no qual abandonou a faculdade para se dedicar à
crianças de sua escola família. Retomou os estudos sob protestos do
CONFLITOS
atacavam ela quando ia de esposo e de outros familiares, pois ela
branco (por associação com o deixava a filha de 3 anos em escolinha em
candomblé), arrancando o período integral para fazer a faculdade em
turbante de sua cabeça. Guarulhos, a três horas de distância de
ENFRENTADOS
Santos.
ABUSO SEXUAL
Ela foi vítima de uma tentativa
PERDAS FAMILIARES
Aos 20 anos, sua mãe faleceu por
de estupro, feita pelo seu decorrência de câncer no rim seguido da
próprio parente, com apenas 11 morte de seu pai que foi diagnosticado com
anos de idade. uma espécie de câncer de medula sem cura.
“CARTAS PARA MINHA AVÓ”
Nesse livro, Djamila abre o coração e envia para sua saudosa avó Antônia
cartas em que relata fatos marcantes de sua infância e adolescência em
que sofreu com atitudes racistas e machistas, mesmo antes de ter noção
do significado aviltante destes comportamentos. Djamila conviveu muito
de sua infância com a avó Antônia. Ela também era do candomblé e
atuava como benzedeira. É considerada pela filósofa, a figura responsável
por seu caminho espiritual.
“Restituir a humanidade também é assumir fragilidades e dores próprias da
condição humana. Somos [mulheres negras] subalternizadas ou somos
deusas. E pergunto: quando seremos humanas?” (trecho de “Cartas para minha avó”)
PRÊMIOS E RECONHECIMENTOS
Laureada no BET Awards, na categoria
Prêmio Prince Claus, concedido pelo Ministério
Prêmio Trip Transformadores das Relações Exteriores da Holanda.
Global Good, tornando-se a primeira pessoa
brasileira a receber esse reconhecimento.
Inclusão na lista da BBC de 100 mulheres
Reconhecimento como "Personalidade
Prêmio Dandara dos Palmares do Amanhã" pelo governo francês
mais influentes e inspiradoras do mundo.
Melhor colunista no Troféu Mulher Prêmio Jabuti, pelo livro Eleição para a Academia Paulista de
Imprensa "Pequeno Manual Antirracista". Letras, ocupando a 28ª cadeira.
Reconhecimento com o Prêmio Franco-Alemão de Direitos
Indicação ao Prêmio Jabuti, pelo Premiação Sim à Igualdade Racial, Humanos e do Estado de Direito, atribuído pelos Ministros das
livro "O que é Lugar de fala?" na categoria Raça em Pauta Relações Exteriores da França e da Alemanha.