Herbicida Crossover: Ametrina e Clomazona
Herbicida Crossover: Ametrina e Clomazona
2023_V15
CROSSOVER
Registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA sob nº 4717
COMPOSIÇÃO:
N2 -ethyl-N4 -isopropyl-6-methylthio-1,3,5-triazine-2,4-diamine (AMETRINA) ..............................300,00 g/L (30,00% m/v)
2-(2-chlorobenzyl)-4,4-dimethyl-1,2-oxazolidin-3-one (CLOMAZONA) ...............................………200,00 g/L (20,00% m/v)
Solvent Naphtha (petroleum), light aromatic (NAFTA LEVE)………………………………………....320,00 g/L (32,00% m/v)
Outros Ingredientes.........................................................................................................................190,00 g/L (19,00% m/v)
GRUPO C1 HERBICIDA
GRUPO F4 HERBICIDA
FORMULADOR / MANIPULADOR:
BULA CROSSOVER_ATUAL_IBAMA_29.12.2023_V15
No do lote ou da partida:
Data de fabricação: VIDE EMBALAGEM
Data de vencimento:
ANTES DE USAR O PRODUTO LEIA O RÓTULO, A BULA E A RECEITA E CONSERVE-OS EM SEU PODER.
É OBRIGATÓRIO O USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL. PROTEJA-SE.
É OBRIGATÓRIA A DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA.
Indústria Brasileira (Dispor este termo quando houver processo industrial no Brasil)
INSTRUÇÕES DE USO:
CROSSOVER é um herbicida sistêmico seletivo condicional, do grupo químico das triazinas (ametrina) e
isoxazolidinonas (clomazona), e apresenta duplo mecanismo de ação: 1) A ametrina: Inibidores de Fotossíntese,
atuando inibindo o Fotossistema II e no transporte de elétrons causando o acúmulo de elétrons na proteína QB, que por
usa vez promove uma peroxidação de lipídios. As plantas daninhas quando emergem apresentam cloroses entre as
nervuras das folhas que evoluem para necroses, ocasionando a morte das plantas e 2) o clomazona é metabolizado na
forma de 5-Keto clomazona que é o herbicida ativo. A forma do 5-Keto clomazona inibe a 1-desoxi-D-xilulose 5-fosfato
sintase (DOXP), um componente chave para a síntese de plastidios isoprenóides, precursores do pigmento
fotossintético, determinando a redução do nível de caroteno e fitol e, consequentemente, de clorofila; uma vez que o
caroteno protege a clorofila da destruição pela luz solar, o modo de ação do produto se torna bi-direcional, inibindo a
produção de clorofila e a produção de pigmentos protetores da mesma, as plantas emergem brancas, por falta de
clorofila, morrendo em pouco tempo. É aplicado em pré-emergência ou pós-emergência inicial para controle de plantas
infestantes na cultura de cana-de-açúcar e da mandioca, conforme quadro abaixo:
Mentrasto, Picão-roxo
(Ageratum conyzoides)
Apaga-fogo, Periquito
(Althernanthera tenella) Época: Aplicar em pós-plantio e
pré-emergência das plantas
Caruru-de-mancha, infestantes e da cultura ou em
Caruru-verde pós-emergência inicial das
(Amaranthus viridis) plantas infestantes.
Picão-preto, Picão
(Bidens pilosa) Cana-planta - a aplicação pode
ser feita desde a pré-emergência
Capim-braquiária, da cultura e das plantas
Braquiária infestantes até a pós-emergência
(Brachiaria decumbens) inicial das plantas infestantes.
Capim-marmelada,
Capim-papuã Cana-soca - a aplicação deverá
(Brachiaria plantaginea) ser feita após os tratos culturais
Capim-carrapicho, realizados posteriormente ao
Capim-amoroso corte da cana.
CANA-DE- (Cenchrus echinatus) 5,00
300 - 400
AÇÚCAR (1500 + 1000) Quando aplicado em pós-
Trapoeraba, Capoeraba
emergência inicial, respeitar os
(Commelina benghalensis)
estádios de desenvolvimento das
Capim-colchão, Capim- plantas infestantes para melhor
milhã eficácia:
(Digitaria horizontalis) - Gramíneas: aplicar antes do
Corda-de-viola, perfilhamento.
Campainha - Folhas largas: aplicar até
(Ipomoea purpurea) estádio de 3 – 4 folhas.
Em cana soca com mais de
Esqueleto, Cardeal 20cm de altura realizar a
(Ipomoea quamoclit) pulverização com jato dirigido.
Capim-colonião, Capim-
coloninho Aplicações: Realizar no máximo
(Panicum maximum) 1 aplicação por safra da cultura.
Beldroega, Bredo-de-
porco IEA (1): não se aplica
(Portulaca oleracea)
Poia-branca, Poaia
(Richardia brasiliensis)
BULA CROSSOVER_ATUAL_IBAMA_29.12.2023_V15
Capim-pé-de-galinha
(Eleusine indica) Época: Aplicação em pós-
emergência inicial das plantas
infestantes e na pré-emergência
Capim-marmelada, da cultura. A escolha da dose
Capim-papuã depende da infestação e do tipo
(Brachiaria plantaginea) de solo. As maiores doses
devem ser utilizadas para o
Capim-carrapicho, controle de áreas sujeitas a altas
Capim-amoroso infestações e a menor para
(Cenchrus echinatus) baixas infestações. Utilizar
sempre a maior dose em solos
argilosos, e a menor dose em
Trapoeraba, Capoeraba solos arenosos.
MANDIOCA
(Commelina benghalensis)
4,00 (1200+800) Quando aplicado em pós-
a 5,00 emergência inicial, respeitar os 300 - 400
Capim-colchão, Capim- (1500 + 1000) estádios de desenvolvimento das
milhã plantas infestantes para melhor
(Digitaria horizontalis) eficácia:
- Gramíneas: aplicar antes do
perfilhamento.
Corda-de-viola, - Folhas largas: aplicar até
Campainha estádio de 3 – 4 folhas.
(Ipomoea purpurea) Em cana soca com mais de
20cm de altura realizar a
pulverização com jato dirigido.
Guanxuma
(Sida rhombifolia) Aplicações: Realizar no máximo
1 aplicação por safra da cultura.
*p.c: produto comercial. i.a: ingrediente ativo. 1L de produto comercial contém 300g de ametrina e 200g de clomazona.
(1) IEA: Intervalo entre as aplicações.
MODO APLICAÇÃO:
CROSSOVER é indicado para ser aplicado em pré-emergência ou pós-emergência inicial para controle de plantas
infestantes na cultura de cana-de-açúcar e da mandioca e pode ser aplicado com pulverizadores: costal (manual ou
motorizados) ou tratorizados.
Características da aplicação: As aplicações deverão ser realizadas de acordo com as recomendações desta bula.
Levar em consideração que o solo deve estar livre de torrões, previamente eliminados por um bom preparo de solo pela
gradagem. É necessária uma quantidade mínima de umidade no solo para ativação do produto. Na ausência de
umidade no solo, aguardar uma chuva leve (maior que 10 mm) para que ocorra esta ativação. Caso as plantas
infestantes comecem a germinar antes da ativação do produto pela umidade, efetuar controle mecânico através de
cultivo superficial (tratorizado ou manual) nas entrelinhas, evitando o movimento intenso do solo para manter o produto
na camada superficial.
BULA CROSSOVER_ATUAL_IBAMA_29.12.2023_V15
Via Terrestre:
Aplicação Terrestre:
Utilizar pulverizadores costais (manuais ou motorizados) ou tratorizados, com barras providas de bicos de média/alta
vazão (1,5 L/min.), tais como: Teejet leque 110.04, XR Teejet 110.04, Albuz leque 100.04, Fulljet, ou similares. O
espaçamento entre bicos deve ser de 50 cm e altura da barra de 30 -50 cm. Recomenda-se aplicar em dias com baixa
velocidade do vento. Pressão de trabalho: 40 lb/pol2
• A altura da barra deve obedecer às recomendações dos fabricantes devendo, em toda a sua extensão, estar
na mesma altura e ser adequada ao estádio de desenvolvimento da cultura, de forma a permitir uma perfeita
cobertura das plantas.
• Mantenha a agitação do tanque e o registro do pulverizador fechado durante as paradas e manobras do
equipamento, evitando desperdícios e sobreposição das faixas de aplicação ou danos a culturas vizinhas.
• Para situações em que se necessite utilizar equipamento costal manual de pulverização, recomenda-se que a
regulagem seja feita de maneira a manter as doses recomendadas para o produto e cobertura uniforme das
plantas.
• A densidade das gotas deve entre 40 – 80 gotas/cm², com DMV (Diâmetro Médio Volumétrico) = 200 – 300
micra.
• O sistema de agitação no interior do tanque deve ser mantido em funcionamento durante toda a aplicação.
APLICANDO GOTAS DE DIÂMETROS MAIORES REDUZ O POTENCIAL DE DERIVA, MAS NÃO PREVINE SE AS
APLICAÇÕES FOREM FEITAS DE MANEIRA IMPRÓPRIA OU SOB CONDIÇÕES AMBIENTAIS DESFAVORÁVEIS!
Pressão: use a menor pressão indicada para o bico. Pressões maiores reduzem o diâmetro de gotas e não melhoram a
penetração.
QUANDO MAIORES VOLUMES FOREM NECESSÁRIOS, USE BICOS DE VAZÃO MAIOR AO INVÉS DE AUMENTAR
A PRESSÃO.
Tipo de bico: Use o bico apropriado para o tipo de aplicação desejada. Na maioria dos bicos, ângulos de aplicação
maiores produzem gotas maiores. Considere o uso de bicos de baixa deriva.
Altura da barra: Para equipamento de solo, regule a altura da barra para a menor possível, de forma a obter uma
cobertura uniforme reduzindo a exposição das gotas à evaporação e aos ventos. A barra deve permanecer nivelada
com cultura, observando-se também a adequada sobreposição dos jatos. Ventos: O potencial de
deriva aumenta com a velocidade do vento, inferior a 5 km/h (devido ao potencial de inversão) ou maior que 16 km/h.
No entanto, muitos fatores, incluindo o diâmetro de gotas e o tipo de equipamento, determinam, o potencial de deriva a
uma dada velocidade do vento. Não aplicar se houver vento forte, acima de 16 km/h, ou em condições de vento
inferiores a 5 km/h.
Observações: Condições locais podem influenciar o padrão do vento. Todo aplicador deve estar familiarizado com
os padrões de ventos locais e como eles afetam a deriva.
Temperatura e umidade: Em condições de clima quente e seco, regule o equipamento de aplicação para produzir
gotas maiores a fim de reduzir o efeito da evaporação.
Inversão térmica: O potencial de deriva é alto durante uma inversão térmica. Inversões térmicas diminuem o
movimento vertical do ar, formando uma nuvem de pequenas gotas suspensas que permanece perto do solo e com
movimento lateral. Inversões térmicas são caracterizadas pela elevação da temperatura com relação à altitude e são
comuns em noites com poucas nuvens e pouco ou nenhum vento. Elas começam a ser formadas no pôr-do-sol e
frequentemente continuam até a manhã seguinte. Sua presença pode ser indicada pela neblina no nível do solo. No
entanto, se não houver neblina as inversões térmicas podem ser identificadas pelo movimento de fumaça originária de
uma fonte no solo. A formação de uma nuvem de fumaça em camadas e com enquanto que, se a fumaça for
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Preparo de calda:
A calda deve ser preparada diretamente no depósito do pulverizador, procedendo da seguinte forma: colocar água até
2/3 da sua capacidade; colocar o agitador em funcionamento; adicionar a quantidade de produto necessária, completar
com o volume de água pretendido, agitando sempre. Prepare apenas a quantidade de calda necessária para completar
o tanque de aplicação, pulverizando logo em seguida. Caso aconteça algum imprevisto que interrompa a agitação da
calda, agitá-la vigorosamente antes de reiniciar a aplicação. Realizar o processo de tríplice lavagem da embalagem
durante o preparo da calda.
Lavagem do equipamento de aplicação: Inicie a aplicação somente com o equipamento limpo e bem conservado.
Imediatamente após a aplicação, proceda a uma completa limpeza de todo o equipamento.
1. Com o equipamento de aplicação vazio, enxágue completamente o pulverizador e faça circular água limpa pelas
mangueiras, barras, bicos e difusores.
2. Limpe tudo que for associado ao pulverizador, inclusive o material usado para o enchimento do tanque. Tome todas
as medidas de segurança necessárias durante a limpeza. Não limpe o equipamento perto de nascentes, fontes de água
ou de plantas úteis. Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Estadual ou Municipal.
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS:
Com relação às condições climáticas, deve-se procurar aplicar nos horários mais frescos do dia, evitando ventos acima
de 10 km/h (3 m/s), temperaturas superiores a 28°C e umidade relativa inferior a 55%, visando reduzir ao máximo as
perdas por deriva e evaporação.
INTERVALO DE SEGURANÇA:
Cana-de-açúcar: ND – Não determinado devido à modalidade de emprego.
Mandioca: ND – Não determinado devido à modalidade de emprego.
LIMITAÇÔES DE USO:
- Uso exclusivamente agrícola.
- Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.
- Quando este produto for utilizado nas doses recomendadas, não causará danos às culturas indicadas.
- Não se recomenda aplicar o produto a menos de 800m da cultura de girassol e milho e das seguintes atividades:
hortas, pomares, viveiros, casas de vegetação (estufas), jardins, videiras, árvores ornamentais, videiras, arvoredos,
vegetações ribeirinhas e outras nativas.
- Culturas de inverno (trigo, aveia, centeio) subsequentes à aplicação do produto poderão apresentar leve clorose em
locais onde houver sobreposição de barra. Entretanto, estas plantas recuperam-se normalmente, não afetando a
produção nestas condições.
- Aguardar um período mínimo de 150 dias após a última aplicação do produto para a instalação de culturas
subsequentes.
- Em cana soca já brotada, poderá ocorrer clorose localizada, após aplicação, pela ação do contato com o produto,
havendo recuperação total da planta.
- Deve-se evitar aplicação em área total em cana soca com mais de 20 cm de altura, caso necessário, realizar a
pulverização com jato dirigido.
- Evitar a aplicação em lavouras que tenham sofrido ou estejam sofrendo período de seca prolongado.
- O produto não deve ser utilizado em cana planta em condições de solo leve.
- Não aplicar sob ameaça de chuvas.
- Não utilizar a cana-de-açúcar em que foi aplicado o produto para a alimentação animal.
AVISO AO USUÁRIO:
CROSSOVER deve ser exclusivamente utilizado de acordo com as recomendações de bula/rótulo. A OURO FINO
QUÍMICA S.A. não se responsabiliza por perdas ou danos resultantes do uso deste produto de modo não recomendado
especificamente pela bula/rótulo. Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo. O usuário assume todos os riscos
associados ao uso não recomendado.
Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem
algumas recomendações:
• Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo C1 e do Grupo F4 para o controle do mesmo
alvo, quando apropriado.
• Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas.
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o
manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas.
• Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e, ou, informados à:
Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: [Link]), Associação Brasileira de Ação à
Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: [Link]), Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (MAPA: [Link]).
GRUPO C1 HERBICIDA
GRUPO F4 HERBICIDA
O produto herbicida CROSSOVER é composto por Ametrina e Clomazona, que apresentam mecanismo de ação dos
inibidores do fotossistema II e inibidores da DOXP-Sintase, pertencentes aos Grupos C1 e F4 segundo classificação
internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas).
PRECAUÇÕES GERAIS:
- Produto para uso exclusivamente agrícola.
- O manuseio do produto deve ser realizado apenas por trabalhador capacitado.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e a aplicação do produto.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas
- Não manuseie ou aplique o produto sem os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos e não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) danificados, úmidos, vencidos ou com vida útil fora da
especificação. Siga as recomendações determinadas pelo fabricante.
- Não aplique o produto perto de escolas, residências e outros locais de permanência de pessoas e de áreas de criação
de animais. Siga as orientações técnicas específicas de um profissional habilitado.
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em PRIMEIROS SOCORROS e
procure rapidamente um serviço médico de emergência.
- Mantenha o produto adequadamente fechado, em sua embalagem original, em local trancado, longe do alcance de
crianças e de animais.
- Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão,
botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas.
- Seguir as recomendações do fabricante do Equipamento de Proteção Individual (EPI) com relação à forma de limpeza,
conservação e descarte do EPI danificado.
avental impermeável; máscara com filtro combinado (filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção
lateral, touca árabe e luvas de nitrila.
- Manuseie o produto em local aberto e ventilado, utilizando os Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
recomendados.
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
Além disso, recomendações adicionais de segurança podem ser adotadas pelo técnico responsável pelo manuseio ou
preparação da calda, em função do método utilizado ou da adoção de medidas coletivas de segurança.
Recomendações adicionais de segurança podem ser adotadas pelo técnico responsável pela aplicação em função do
método utilizado ou da adoção de medidas coletivas de segurança.
Recomendações adicionais de segurança podem ser adotadas pelo técnico responsável pela aplicação em função do
método utilizado ou da adoção de medidas coletivas de segurança.
PRIMEIROS SOCORROS: procure imediatamente um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo,
bula, folheto informativo e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito, exceto quando houver indicação médica. Caso o vômito ocorra
naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente, durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de
lavagem entre no outro olho. Caso utilize lente de contato, deve-se retirá-la.
Pele: Em caso de contato, tire toda a roupa e acessórios (cinto, pulseira, óculos, relógio, anéis, etc.) contaminados e
lave a pele com muita água corrente e sabão neutro, por pelo menos 15 minutos.
Inalação: Se o produto for inalado (“respirado”), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deve se proteger da contaminação, usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.
glucuronídeos, sulfatos, glutationa ou, ainda, aminoácidos como cisteína e/ou glicina.
A excreção de nafta ocorre, principalmente, pela via pulmonar. Os metabólitos resultantes
da oxidação ou conjugação são mais hidrossolúveis do que seus compostos precursores e
são, assim, sujeitos à excreção urinária e/ou biliar, em alguns casos. Este processo leva à
rápida excreção, mas também pode gerar metabólitos tóxicos. A nafta também pode ser
secretada no leite em lactantes expostas. Não é previsto que ocorra bioacumulação da
nafta.
Toxicodinâmica Ametrina/ Clomazona: Não são conhecidos os mecanismos de toxicidade da Ametrina e
Clomazona em humanos ou animais.
Nafta leve: Sistema nervoso central (SNC) - A exposição aguda aos hidrocarbonetos
aromáticos possibilita a entrada destes solventes na corrente sanguínea e que atravessem
a barreira hematoencefálica, podendo levar à depressão do SNC.
O hidrocarboneto aromático, com característica lipofílica, dissolve a porção lipídica das
membranas das células nervosas e interrompe a função das proteínas de membrana seja
por alterar a bicamada lipídica, seja por alterar a conformação proteica.
O metabolismo oxidativo dos hidrocarbonetos depressores do SNC diminui a sua
lipofilicidade e representa um processo que contrabalanceia a toxicidade sobre o SNC.
Pulmões - A irritação pulmonar e pneumonite após inalação e exposição oral a
hidrocarbonetos aromáticos pode envolver interação direta com as membranas das células
nervosas, o que pode causar broncoconstrição e dissolução nas membranas do
parênquima pulmonar, resultando em uma exsudação hemorrágica de proteínas, células e
fibrina nos alvéolos.
Sintomas e sinais SINTOMAS DE ALARME: Efeitos narcóticos manifestados por dor de cabeça, sonolência
clínicos e tontura.
Ametrina: Os herbicidas da classe das triazinas apresentam baixa toxicidade em humanos.
Exposição ocular: Em contato com os olhos, ametrina pode causar irritação com ardência
e vermelhidão.
Exposição cutânea: Em contato com a pele, a ametrina pode causar irritação com
ardência e vermelhidão.
Exposição respiratória: Quando inalada, a ametrina pode provocar irritação no trato
respiratório, manifestada por tosse, ardência no nariz e na garganta.
Exposição oral: A ingestão de grandes quantidades de ametrina pode causar irritação no
trato gastrointestinal com vômito, náuseas, diarreia, tontura e letargia.
Exposição crônica: não são conhecidos efeitos de toxicidade após exposição crônica em
humanos.
Clomazona: Não são conhecidos sintomas específicos da clomazona em humanos ou
animais. Em estudos de toxicidade em animais esta substância demonstrou toxicidade
aguda relativamente baixa. Sintomas gerais de intoxicação após exposição a produtos
químicos podem ocorrer como:
Exposição cutânea: Em contato com a pele, pode causar irritação, com ardência e
vermelhidão.
Exposição respiratória: Quando inalado, pode causar irritação do trato respiratório, com
tosse, ardência do nariz, boca e garganta.
Exposição ocular: Em contato com os olhos, pode causar irritação, com ardência e
vermelhidão.
Exposição oral: A ingestão pode causar irritação do trato gastrointestinal, com vômito,
náuseas, dor abdominal e diarreia.
Efeitos crônicos: não são conhecidos efeitos de toxicidade após exposição crônica em
humanos.
Nafta leve: a nafta é um irritante dérmico e das membranas mucosas. A exposição aguda
pelas vias oral e/ou inalatória pode causar efeitos narcóticos.
Exposição cutânea: em contato com a pele, pode causar ressecamento e irritação com
ardência e vermelhidão.
Exposição respiratória: a inalação do produto pode causar irritação no trato respiratório
com queimação no nariz e na garganta e tosse. A exposição inalatória aguda também pode
causar efeitos narcóticos manifestados por dor de cabeça, sonolência e tontura.
Exposição ocular: o contato do produto com os olhos pode provocar irritação com
vermelhidão e dor.
Exposição oral: a ingestão pode provocar irritação no trato gastrointestinal, manifestada
por desconforto epigástrico, náusea, vômito e diarreia e efeitos narcóticos manifestados
por dor de cabeça, sonolência e tontura. Em caso de ingestão, a aspiração aos pulmões
pode resultar em pneumonite química que é caracterizada por desconforto respiratório,
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Proteção das vias aéreas: Garantir uma via aérea patente. Sucção de secreções orais se
necessário. Administrar oxigênio conforme necessário para manter adequada perfusão
tecidual. Em caso de intoxicação grave, pode ser necessária ventilação pulmonar assistida.
Exposição Inalatória:
Remover o paciente para um local arejado. Monitorar quanto a alterações respiratórias e
perda de consciência. Se ocorrer tosse ou dificuldade respiratória, avaliar quanto à irritação
do trato respiratório, edema pulmonar, bronquite ou pneumonia. Administrar oxigênio e
auxiliar na ventilação, conforme necessário.
Exposição Dérmica:
Remover as roupas contaminadas e lavar a área exposta com água em abundância e
sabão. Se a irritação ou dor persistir, o paciente deve ser encaminhado para tratamento
específico.
Exposição ocular:
Lavar os olhos expostos com grande quantidade de água ou solução salina 0,9% (soro
fisiológico) à temperatura ambiente por, pelo menos, 15 minutos. Se irritação, dor, inchaço,
lacrimejamento ou fotofobia persistirem, o paciente deve ser encaminhado para tratamento
específico.
aspiração.
Efeitos das interações
químicas Não são conhecidos.
ATENÇÃO TELEFONES DE EMERGÊNCIA PARA INFORMAÇÕES MÉDICAS:
Para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento,
ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT –
ANVISA/MS.
Efeitos crônicos:
Ametrina: Esta substância não apresentou potencial mutagênico em estudos in vitro e in vivo e nem apresentou
evidências de carcinogenicidade em estudos em ratos e camundongos. A ametrina não demonstrou potencial de
toxicidade ao desenvolvimento embrio-fetal de ratos e coelhos e nem apresentou efeitos tóxicos sobre o desempenho
reprodutivo de ratos. O fígado foi identificado como o principal órgão-alvo após exposições repetidas à ametrina pela via
oral. Em cães, foram observadas lesões degenerativas no fígado (estudo 1 ano em cães: NOAEL de 7,2 mg/kg/dia;
LOAEL 70 mg/kg/dia).
Clomazona: Em estudos de toxicidade repetida em ratos, camundongos e cães foram observados efeitos no fígado
como aumento do peso do órgão, alterações nos hepatócitos (megalocitose) e alterações nos parâmetros químicos-
clínicos (aumento dos níveis de colesterol). Com base nestes efeitos, em estudo de 90 dias em ratos foi estabelecido o
NOAEL de 138 mg/kg p.c./dia em machos e 163 mg/kg p.c./dia em fêmeas. Em estudo de 90 dias em camundongos o
NOAEL estabelecido foi de 371 mg/kg p.c./dia em machos e 522 mg/kg p.c./dia em fêmeas. Em estudo de 1 ano cães, o
NOAEL estabelecido foi de 13,3 mg/kg p.c./dia em machos e 14 mg/kg p.c./dia em fêmeas.
Não foi observado potencial cancerígeno em estudos em ratos e camundongos (em ratos NOAEL de 41 mg/kg p.c./dia
estabelecido com base nos efeitos no fígado em estudo de 2 anos; em camundongos fêmeas NOAEL de 89 mg/kg
p.c./dia e em machos NOAEL de 142 mg/kg/dia com base nos efeitos na glândula timo em fêmeas e no fígado em
machos em estudo de 2 anos).
Não foram observados efeitos sobre os parâmetros reprodutivos em ratos (NOAEL de 354 mg/kg p.c./dia em estudo de
2 gerações). Em estudos de toxicidade para o desenvolvimento em coelhos não foram observados efeitos
teratogênicos, em ratos, foram observados alguns efeitos como ossificação atrasada, mas somente em doses que
também causaram toxicidade materna (em ratos NOAEL de 100 mg/kg p.c.; em coelhos NOAEL de 700 mg/kg p.c.).
Nafta leve: Os efeitos crônicos da exposição a hidrocarbonetos aromáticos são relacionados a danos ao sistema
nervoso.
BULA CROSSOVER_ATUAL_IBAMA_29.12.2023_V15
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante
30 segundos;
- Adicione água limpa à embalagem até 1/4 do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos;
- Despeje a água de lavagem no tanque pulverizador;
- Faça esta operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.
TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e
pessoas.
TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e
pessoas.