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Mitos e Verdades sobre a Libras

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Yasmin Brascioli
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1 LIBRAS E SURDEZ: MITOS E VERDADES

Línguas de sinais são viso-espaciais


Isso significa que as línguas orais são faladas com a boca e ouvidas com os ouvidos; já
as línguas de sinais são faladas com as mãos dentro de um espaço e percebidas com os
olhos.

A língua de sinais é igual no mundo todo?


Não, cada país tem a sua própria língua de sinais, podendo ser encontrada no mesmo
território mais
de uma língua. A Libras é brasileira.

2 HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DOS SURDOS

Na Antiguidade, a ideia que prevalecia era a de Aristóteles: “a linguagem é que dá ao


indivíduo a condição de humano”.
Com isso, por não falarem, os surdos não eram vistos como humanos, pois, naquele
momento, só era considerada a linguagem oral.

Durante a Antiguidade e por quase toda a Idade Média, pensava-se que os surdos não
fossem educáveis, ou que fossem o que se chamava na época de “imbecis”. Na Idade
Média, a Igreja católica acreditava que as almas dos surdos não poderiam ser consideradas
imortais, porque eles não podiam falar os sacramentos.

No contexto educacional era comum a figura do preceptor. Muitas famílias nobres e


influentes da época que tinham um membro surdo contratavam um professor/preceptor, que
teria a responsabilidade de ensinar a língua oral a esse indivíduo, pois sem essa
comunicação perderia vários direitos legais, que eram retirados daqueles que não falavam.

O espanhol Pedro Ponce de León (1520-1584) é, em geral, reconhecido nos trabalhos de


caráter histórico como o primeiro professor de surdos (LACERDA, 1996).

Os oralistas exigiam que os surdos se “reabilitassem”, vencendo os obstáculos da


surdez, que aprendessem a língua oral e que agissem como se não fossem surdos. A
oralização foi imposta para que os surdos fossem aceitos na sociedade, mas nesse
processo a grande maioria dos surdos das classes sociais mais pobres não teria acesso à
educação, desenvolvimento pessoal e integração à sociedade, levando-os assim a se
organizarem de forma precária e clandestina.
Já os gestualistas aceitavam o fato de os surdos terem dificuldade com a língua oral, e
perceberam que eles desenvolveram outro tipo de linguagem, que era eficaz para a
comunicação e que possibilitaria
o conhecimento da cultura que os oralistas tinham lhes tirado.

Abade L’Epée

Como representante mais importante do que se conhece como abordagem


gestualista, está o “método francês” de educação de surdos.
L’Epée observou que os surdos utilizavam uma forma de comunicação apoiada no canal
viso-espacial, e essa, por sua vez, era muito eficiente. Tendo como base a linguagem
gestual (nomenclatura da época), ele desenvolveu um método educacional para os surdos
daquela região, adicionando sinais que aproximavam sua estrutura da língua francesa. Esse
sistema recebeu o nome de ”sinais metódicos”. A proposta educativa de L’Epée é que todos
os educadores deveriam aprender os sinais para se comunicar e assim oferecer uma boa
educação para os surdos, além de possibilitar a aprendizagem da língua oral falada pela
sociedade majoritária.

Instituto de Educação de Surdos de Paris

Samuel Heinicke

Inaugurou a primeira instituição para surdos em Leipzig, em 1778.

Heinicke é considerado o fundador do “método alemão” e do oralismo. Ele acreditava que o


raciocínio só é possível pela língua oral e depende dela, ou seja, para Heinicke, os surdos
que não oralizavam, não pensavam. A língua escrita teria importância secundária, devendo
ser ensinada depois da língua oral e nunca antes dela. Para ele, a educação dos alunos
surdos utilizando a língua de sinais era um retrocesso.

Congresso Internacional sobre a Instrução de Surdos

Em 1880, foi realizado o II Congresso Internacional, em Milão.

Nesse congresso foi decidido que a língua de sinais deveria ser banida como forma de
comunicação e de trabalho com surdos em ambientes educacionais. A única oposição clara
feita ao oralismo foi apresentada por Gallaudet, que, desenvolvendo nos Estados Unidos
um trabalho baseado nos sinais metódicos do abade L’Epée, discordava dos argumentos
apresentados, remetendo-se aos sucessos obtidos por seus alunos.

Pequeno histórico dos últimos anos no Brasil e suas conquistas políticas

Em 26 de setembro de 1857, é fundado o Instituto Nacional de Surdos-Mudos, atualmente


renomeado como Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), em que era utilizada a
língua de sinais.

Ao final da década de 1970, chega ao Brasil a abordagem metodológica da comunicação


total, introduzida sob a influência do Congresso Internacional de Gallaudet. Desde então,
ocorreram diversos eventos importantes para a comunidade surda.

• 1977: é criada, no Rio de Janeiro, a Federação Nacional de Educação e Integração dos


Deficientes Auditivos (Feneida) com diretoria de ouvintes.

• 1981: iniciam-se as pesquisas sistematizadas sobre a língua de sinais no Brasil.

• 1982: ocorre a elaboração em equipe de um projeto subsidiado pela Associação


Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs) e pelo Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) intitulado Levantamento
Linguístico da Língua de Sinais dos Centros Urbanos Brasileiros (LSCB) e sua aplicação
na educação. A partir dessa data, diversos estudos linguísticos sobre Libras são efetuados
sob a orientação da linguista Lucinda Ferreira Brito, principalmente na Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A problemática da surdez passa a ser objeto de estudo
de diversas dissertações de mestrado.

• 1983: é criada, no Brasil, a Comissão de Luta pelos Direitos dos Surdos.

• 1986: o Centro Suvag (PE) faz sua opção pelo bilinguismo, tornando-se o primeiro
lugar no Brasil em que efetivamente essa orientação passou a ser praticada.

• 1987: em 16 de maio ocorre a criação da Federação Nacional de Educação e Integração


dos Surdos (Feneis), sob a direção de surdos.

• 1991: a Libras é reconhecida oficialmente pelo governo do estado de Minas Gerais (Lei
n. 10.397, de 10 de janeiro de 1991).

• 1994: começa a ser exibido na TV Educativa o programa Vejo Vozes (de outubro de
1994 a fevereiro de 1995), usando a língua de sinais brasileira.

• 1995: é criado por surdos, no Rio de Janeiro, o Comitê Pró-Oficialização da Língua de


Sinais.

• 1996: são iniciadas, no Ines, em convênio com a Universidade do Estado do Rio de


Janeiro (UERJ), pesquisas que envolvem a implantação da abordagem educacional com
bilinguismo em turmas da pré-escola, sob a coordenação da linguista Eulália
Fernandes.

• 1998: a empresa Telecomunicações do Rio de Janeiro (Telerj), em parceria com a


Feneis, inaugura a central de atendimento ao surdo através do número 1402; o surdo, por
meio de seu telefone para surdos, poderia comunicar-se com o ouvinte em telefone
convencional. O aparelho oferecia:

— Acoplador acústico para nonofone.


— Visor para texto digitado e recebido.
— Teclado alfanumérico para digitação das mensagens.

• 1999: em março começam a ser instaladas em todo o Brasil telessalas com o


Telecurso 2000 legendado.

• 2000: após três anos de funcionamento no Jornal Nacional, o closed caption, ou legenda
oculta, que transcreve o que é dito, é disponibilizado aos surdos também nos programas
Fantástico, Bom Dia Brasil, Jornal Hoje, Jornal da Globo e Programa do Jô. É o fim da
televisão muda.

• 2002: a Libras é reconhecida no Brasil como língua nacional em 24 de abril, pela


Lei Federal n. 10.436.
• 2005: é aprovado o Projeto de Lei n. 5.626, que regulamenta a Libras e dispõe sobre a
implantação da disciplina da língua brasileira de sinais nos cursos de graduação.

• 2015: institui-se a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, de n. 13.146, de 6


de julho, que dispõe sobre os direitos das pessoas com deficiência, especificando em
alguns pontos os direitos dos surdos, como à escola bilíngue e ao intérprete de Libras.

A Lei n. 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a língua brasileira de


sinais, foi regulamentada pelo Decreto n. 5.626, de 22 de dezembro de 2005.

O Decreto n. 5.626, de 22 de dezembro de 2005, trata ainda sobre o acesso por parte dos
surdos à educação e ao aprendizado da língua portuguesa:

Art. 8º As instituições de ensino da Educação Básica e Superior, públicas e privadas,


deverão garantir às pessoas surdas acessibilidade à comunicação nos processos
seletivos, nas atividades e nos conteúdos curriculares desenvolvidos em todos os níveis,
etapas e modalidades de educação (BRASIL, 2005).

O artigo 8º refere-se ao direito de a pessoa surda usuária da língua de sinais ter intérprete
durante qualquer processo seletivo, ou seja, provas. Esse direito é, muitas vezes, ignorado
pelos responsáveis dos concursos ou desconhecido pelo surdo e seus familiares.

Art. 9º A modalidade escrita da Língua Portuguesa para surdos na Educação Básica deverá
ser ministrada em uma perspectiva dialógica, funcional e instrumental, como:

I – atividade ou componente curricular específico na educação infantil e anos iniciais do


ensino fundamental; e
II – área de conhecimento, como componente curricular, nos anos finais do
ensino fundamental e no ensino médio.

Art. 10. A modalidade oral da Língua Portuguesa, na Educação Básica, deverá ser ofertada
aos alunos surdos ou com deficiência auditiva, em turno distinto ao da escolarização,
resguardado o direito de opção da família ou do próprio aluno por essa modalidade
(BRASIL, 2005).

3 ABORDAGENS EDUCACIONAIS NA EDUCAÇÃO DE SURDOS

3.1 Oralismo

O oralismo se caracterizou pela visão de que o sujeito surdo deve falar e não gesticular
(como antes era denominada a sinalização), baseando-se em um modelo clínico-terapêutico
da surdez como uma patologia que poderia ser curada e tratada através da fala, leitura
orofacial (em outras palavras, leitura labial) e, mais tarde, próteses e implantes, buscando
tornar o sujeito surdo o mais próximo do que se acreditava ser “normal”, ou seja, de
pessoas que utilizam a oralidade para se comunicar.

3.2 Comunicação total


Surge então em 1970 a abordagem educacional chamada comunicação total.

A comunicação total é a prática de usar sinais, leitura labial, expressão facial e corporal,
alfabeto manual e recursos visuais para fornecer inputs linguísticos para estudantes
surdos, para que assim possam escolher a qual tipo de comunicação melhor se adaptam. A
oralização não é o objetivo final, e sim um dos meios para proporcionar a integração dos
surdos na sociedade. Na comunicação total, os surdos poderiam usar sinais que eles já
utilizavam nas conversas em seu cotidiano e também sinais gramaticais que foram criados
e marcados com elementos presentes na língua oral, mas não na língua de sinais.
Na comunicação total, tudo o que era falado poderia ser acompanhado por elementos
visuais que o representassem (letra do alfabeto digital para ajudar na aquisição da língua
oral e, posteriormente, da leitura e da escrita). A comunicação total foi um progresso se
pensarmos que, a partir dela, os surdos puderam se expressar por meio da língua de
sinais, proibida pelo oralismo.

3.3 Bilinguismo

Essa proposta defende a ideia de que a língua de sinais é a língua natural dos surdos e tem
que ser ensinada primeiro (L1), pois mesmo sem audição, podem desenvolver uma língua
viso-espacial.

Contrapondo o oralismo, o modelo de educação bilíngue valoriza o canal viso-espacial dos


surdos e apoia a aquisição da língua de sinais. Ao contrário também da comunicação total,
que usava a língua de sinais como um apoio na comunicação e alfabetização dos surdos, o
bilinguismo defende um espaço efetivo da língua de sinais nos trabalhos educacionais, indo
contra essa “mistura” de sinais que até então era feita. Nesse modelo, o que se propõe é
que sejam ensinadas duas línguas, a língua de sinais e, secundariamente, a língua do
grupo ouvinte majoritário; no caso do Brasil, a língua portuguesa.

A língua portuguesa para surdos

A língua de sinas é de extrema importância para o processo de aprendizagem, bem como a


língua portuguesa: a primeira servirá de mediadora para a segunda, e a alfabetização se
dará da forma mais natural possível, primeiro compreendendo-se o conteúdo em Libras e,
em seguida, de forma gradativa, associando-se o aprendido ao português.

5 O QUE É LÍNGUA DE SINAIS

É uma língua de modalidade viso-espacial porque utiliza, como canal ou meio de


comunicação, movimentos sinalizados e expressões faciais e corporais que são percebidos
pela visão, diferenciando-se da língua portuguesa, que é uma língua de modalidade oral-
auditiva, por utilizar, como canal ou meio de comunicação, sons articulados que são
percebidos pelos ouvidos.

6 GRAMÁTICA DA LÍNGUA DE SINAIS: FONOLOGIA E MORFOLOGIA

6.1 Fonologia
O que é denominado palavra ou item lexical nas línguas oral-auditivas recebe, nas línguas
de sinais, o nome de sinal, o qual é formado a partir da combinação do movimento das
mãos com um determinado formato em um determinado lugar, podendo esse lugar ser uma
parte do corpo ou um espaço em frente ao corpo.

1. Configuração de mão (CM): a CM pode permanecer a mesma durante a articulação de


um sinal, ou pode ser alterada, passando de uma configuração para outra. As configurações
podem variar, apresentando uma mão que pode estar sobre a outra, que serve de apoio,
tendo esta sua própria configuração (por exemplo, esperar); ou duas mãos de forma
espelhada (por exemplo, faltar).

2. Ponto de articulação (PA): é o local do corpo do sinalizador em que o sinal é realizado;


assim, uma maior especificação da posição é necessária, já que a região no espaço é muito
ampla. Esse espaço é limitado e vai desde o topo da cabeça até a cintura, sendo alguns
pontos mais precisos, como a ponta do nariz, e outros mais abrangentes, como a frente do
tórax.

3. Movimento: para que seja realizado, é preciso haver um objeto e um espaço. Nas
línguas de sinais, a(s) mão(s) do enunciador representa(m) o objeto, enquanto o espaço em
que o movimento se realiza é a área em torno do corpo do enunciador. O movimento pode
ser analisado levando em conta o tipo, a direção, a maneira e a frequência do sinal. O tipo
refere-se às variações do movimento das mãos, pulsos e antebraços, do movimento interno
dos pulsos ou das mãos (por exemplo, “palestra”) e do movimento dos dedos. Quanto à
direção, o movimento pode ser unidirecional, bidirecional ou multidirecional. Já a maneira
descreve a qualidade, a tensão e a velocidade, podendo, assim, haver movimentos mais
rápidos, mais tensos ou mais frouxos. A frequência, por sua vez, indica se os movimentos
são simples ou repetidos.

4. Orientação da palma da mão: os sinais podem ter uma direção ou não; existem sinais
que apresentam diferentes significados apenas pela produção de distintas orientações da
palma da mão, assim como é possível perceber nas imagens a seguir.

5. Expressões não manuais: além dos parâmetros constituintes dos sinais, outros
elementos complementam sua formação. São as expressões não manuais nas línguas de
sinais, mas componentes extremamente importantes para a transmissão da mensagem.

6.2 Morfologia

Morfemas são elementos mínimos – carregados de significado – que compõem palavras,


organizando-as em diversas categorias, segundo um sistema próprio da língua. As línguas
de sinais, assim como as línguas orais, possuem um sistema de formação de palavras.
Morfologia é o estudo da estrutura interna das palavras ou sinais, assim como das regras
que determinam a formação das palavras. A palavra morfema deriva do grego morphé, que
significa forma. Os morfemas são unidades mínimas de significado.

Itens lexicais para tempo e marca de tempo

A Libras não tem, em suas formas verbais, a marca de tempo como o português. Dessa
forma, quando o verbo refere-se a um tempo passado, futuro ou presente, o que vai marcar
o tempo da ação ou do evento serão itens lexicais ou sinais adverbiais como ontem,
amanhã, hoje, semana passada, semana que vem. Os sinais que veiculam conceito
temporal, geralmente, vêm seguidos de uma marca de passado, futuro ou presente, da
seguinte forma: movimento para trás, para o passado; movimento para a frente, para o
futuro; e movimento no plano do corpo, para o presente. Alguns desses sinais, entretanto,
incorporam essa marca de tempo, não requerendo, pois, uma marca isolada, como é o
caso do sinal “ontem”.

Quantificação e intensidade
A quantificação em Libras é realizada a partir da configuração de mão com uma maior
intensidade na ação. Por exemplo: para o verbo “olhar” (uma pessoa está olhando), quando
se quer demonstrar que várias pessoas estão olhando, a configuração de mão é alterada –
são estendidos todos os dedos para demonstrar uma maior quantidade de pessoas.
No sinal que possui movimento o seu ritmo pode ser alterado para demonstrar uma
maior quantidade ou intensidade.

Gênero
No caso de gênero, para a indicação do sexo, acrescenta-se o sinal de mulher ou de
homem, quer a referência seja a pessoas ou a animais. Entretanto, para indicar pai e
mãe, isso não é necessário, pois há sinais próprios.

Elementos datilológicos
O alfabeto manual ou datilologia é uma representação dos alfabetos das línguas orais
escritas por meio das mãos, realizado por diferentes configurações de mãos, utilizado para
nome de pessoas, lugares, ou quando na Libras não existe um sinal lexical específico.

7 GRAMÁTICA DA LÍNGUA DE SINAIS: SINTAXE

Em qualquer discurso em língua de sinais, é necessário haver a definição de um local no


espaço de sinalização (espaço definido na frente do sinalizador). A base para a sinalização
no espaço irá depender da presença – ou não – do referente: caso esteja presente, os
pontos no espaço serão delineados a partir da posição real ocupada pelo referente; caso
contrário, serão escolhidos pontos abstratos no espaço.

A ordem básica da frase


A sintaxe descreve a ordem e a relação entre os termos da oração, caracterizando-se, em
Libras, na maioria das vezes, pela organização dos sinais na seguinte ordem: objeto –
sujeito – verbo (OSV), que é um dos princípios universais possíveis para a organização das
palavras na frase.

Forma afirmativa: expressão facial neutra.

Forma interrogativa: sobrancelhas franzidas e um ligeiro movimento da cabeça


inclinando-se para cima.

Forma exclamativa: sobrancelhas levantadas e um ligeiro movimento da cabeça


inclinando-se para cima e para baixo. Pode ainda vir
também com um intensificador representado pela boca fechada, com
um movimento para baixo.
Forma negativa: a negação pode ser feita a partir de três processos:

Com o acréscimo do sinal “não” à frase afirmativa.

Com a incorporação de um movimento contrário ao do sinal negado.

Com um aceno de cabeça, que pode ser feito simultaneamente com a ação que está sendo
negada, ou juntamente com os processos anteriores.

8.1 Sinais relacionados à educação


Bakhtin (1992, p. 95) afirma: “Toda palavra é polissêmica — possui vários significados —
e precisa de um contexto para ser compreendida, pois está sempre carregada de um
conteúdo ou de um sentido ideológico ou vivencial”.

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