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Tipos e Propriedades de Retas e Planos

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O segmento de reta é definido como uma parte da reta, o qual está

delimitada por dois pontos.


Geralmente, os segmentos de reta são representados dentro de
colchetes (Segmento de Reta [AB]) ou com um traço acima das letras:

Reta, Segmento de Reta e Semirreta

Lembre-se que as retas são linhas não curvas infinitas e, portanto,


são representadas por setas nos dois lados. Elas são indicadas por
letras minúsculas (r, s, t).
Já os segmentos de reta são delimitados por dois pontos distantes
dentro da reta, os quais são indicados por letras maiúsculas. Na figura
acima, os pontos A e B são chamados de extremidades do segmento
de reta.
Por outro lado, as semirretas são ilimitadas num sentido, uma vez que
possuem um ponto de origem, no entanto, não possuem um ponto
que delimite seu fim.
Sendo assim, as semirretas são uma parte da reta limitadas por um
ponto. Por esse motivo, apresentam uma seta que indica a direção
em que ela é infinita.
Na matemática, as retas são linhas infinitas formadas por
pontos. Elas são representadas por letras minúsculas e devem ser
desenhadas com setas para os dois lados, indicando que não
possuem fim. Já os pontos da reta são indicados por letras
maiúsculas.

.
Note que as retas podem ser utilizadas tanto na geometria plana quanto na geometria
espacial. Nesse caso, são chamadas respectivamente de retas no plano e retas no espaço.

Atenção!

As retas diferem das linhas, visto que elas não fazem curva.

Propriedades das Retas

As retas são linhas infinitas

As retas possuem somente uma dimensão (unidimensional)

Numa reta existem infinitos pontos

As retas podem estar em três posições: horizontal, vertical e inclinada

Posição das Retas

As retas podem estar na horizontal, vertical ou inclinada.

Retas horizontais, verticais e inclinadas

Tipos de Retas

Duas ou mais retas possuem posições relativas entre si, podendo estar em planos diferentes
ou, no mesmo plano (coplanares).
Retas Paralelas: não existe ponto em comum entre as retas, ou seja, elas estão posicionadas
uma ao lado da outra e sempre na mesma direção (vertical, horizontal ou inclinada).

Retas

Indicamos as retas paralelas com duas barras.

Veja também Retas Paralelas

Note que as retas podem ser utilizadas tanto na geometria plana


quanto na geometria espacial. Nesse caso, são chamadas
respectivamente de retas no plano e retas no espaço.
Atenção!
As retas diferem das linhas, visto que elas não fazem curva.
Propriedades das Retas
 As retas são linhas infinitas
 As retas possuem somente uma dimensão (unidimensional)
 Numa reta existem infinitos pontos
 As retas podem estar em três posições: horizontal, vertical e inclinada
Posição das Retas
As retas podem estar na horizontal, vertical ou inclinada.
Tipos de Retas
Duas ou mais retas possuem posições relativas entre si, podendo
estar em planos diferentes ou, no mesmo plano (coplanares).
Retas Paralelas: não existe ponto em comum entre as retas, ou
seja, elas estão posicionadas uma ao lado da outra e sempre na
mesma direção (vertical, horizontal ou inclinada).

Indic
amos as retas paralelas com duas barras.

Veja também Retas Paralelas

Retas Perpendiculares: possuem um ponto em comum. A


intersecção forma quatro ângulos retos (90°) no plano.
Veja também: Retas Perpendiculares
Retas Transversais: São definidas como retas que possuem
intersecção com as outras, em pontos diferentes.
Os planos são representados por seus traços. Traços de uma reta são pontos onde
a reta fura o PH ou PV. Da mesma maneira, traços de um plano são retas onde o
plano intersecta o PH ou PV.

Quando o plano intersecta o PH tem traço horizontal. Quando o plano intersecta o


PV tem traço vertical.
Na figura acima podemos observar um plano qualquer a que corta os planos
de projeção PH e PV nos traços a1 e a2 respectivamente. Este plano é chamado de
"qualquer" porque, como no caso da reta qualquer, é oblíquo aos dois planos de
projeção PH e PV. Observe a épura e veja que os traços a1 e a2 são oblíquos à LT. Os
dois traços se encontram na LT, isto ocorre com todo plano que intersecta os dois
planos de projeção.
Agora, observe na figura abaixo, que a reta r pertence ao plano a. A certeza de que
ela pertence ao plano está no fato de que seus traços H e V coincidem com os
traços do plano a1 e a2.
DIFERENTES POSIÇÕES DE UM PLANO

Imagine um cubo apoiado sobre o PH e encostado no PV. Agora pense em um


plano infinito e passando pela face superior do cubo (tampa). Esse plano ocupa uma
posição horizontal e paralelo ao PH e por isto recebe este nome.
Plano horizontal, de nível ou paralelo ao PH

Por ser paralelo ao PH não o cortará, logo, apresenta apenas o traço vertical
que é paralelo à LT. Qualquer ponto contido nele se projeta vertivalmente sobre seu
traço vertical. Qualquer figura contida nele se projeta em VG no PH.
Mas agora imagine um outro plano passando por outra face do cubo,
exatamente ao contrário do plano horizontal, isto é, paralelo ao PV, ou seja, em
uma posição frontal ao PV. Por ser frontal ao PV ele recebe este nome:
Plano frontal ou paralelo ao PV

Por ser paralelo ao PV não o cortará, logo, apresenta apenas o traço


horizontal que é paralelo à LT. Qualquer ponto contido nele se projeta
horizontalmente sobre o seu traço horizontal. Qualquer figura contida nele se
projeta em VG no PV.
Agora, imagine um plano passando por aquela face do cubo que forma com o
PV e PH um ângulo reto, e observe que, se tivermos o PV como referência este
plano está em uma posição lateral, ou seja, está sendo visto de de perfil e por este
motivo recebe este nome:
Plano de perfil ou perpendicular a LT

No plano de perfil os dois traços são perpendiculares à LT, sendo esta a


condição que o caracteriza. Qualquer ponto contido nele se projeta sobre seus
traços. Qualquer figura contida nele não se projeta em VG.
Já imaginamos planos passando por todas as faces do cubo, passemos agora
a imaginar planos passando pelas diagonais das faces. Pense em um plano que
passa pela diagonal da face superior (tampa) do cubo. Este plano encontra-se em
uma posição como no caso do plano frontal, porém não se encontra de frente ao PV,
ele é apenas vertical. Então ele recebe este nome:
Plano vertical ou perpendicular ao PH

Este plano se caracteriza por ter seu traço vertical perpendicular à LT e seu
traço horizontal pode ter qualquer direção diferente de 90o. Qualquer ponto contido
nele se projeta horizontalmente sobre seu traço horizontal. Qualquer figura contida
nele não se projeta em VG.
Agora imagine este plano ao contrário, isto é, passando pela diagonal da
face frontal do cubo. Para quem olhar para o PV verá este plano de cima, isto é, de
topo. Então ele recebe este nome:
Plano de topo, ou perpendicular ao PV
No plano de topo o traço horizontal é perpendicular à LT e o traço vertical
pode ter qualquer direção diferente de 90o, sendo esta a condição que o
caracteriza. Qualquer ponto contido nele se projeta verticalmente sobre seu traço
vertical. Qualquer figura contida nele não se projeta em VG.
Imagine agora um plano passando pela diagonal da face lateral do cubo. Se o
cubo ainda se encontra encostado no PV e PH e na LT, este plano certamente
cortará a LT e por isso ele recebe este nome:
Plano que passa pela LT

Este é o único caso em que um plano não pode ser determinado por seus
traços, pois estes estão confundidos com a LT. É necessário, então, outra
informação para determinar sua posição. Normalmente se utiliza um ponto do
plano, assim, o plano é dado pela LT e o ponto A. Qualquer figura contida nele não
se projeta em VG.
Agora imagine este plano em uma posição invertida, isto é, sem cortar a LT
de forma que se olharmos de frente para o PV, veremos o plano formando uma
rampa. Então, este plano recebe o nome de:
Plano de rampa ou paralelo a LT

Por ser paralelo à LT não poderá cortá-la, logo, seus dois traços são paralelos
à LT. Qualquer ponto contido nele se projeta entre seus traços. Qualquer figura
contida nele não se projeta em VG.
Até o momento já pensamos em sete (7) possibilidades diferentes para a
posição de um plano em relação à um cubo. Se você imaginar um plano passando
por outras diagonais ou faces, ou até mesmo encostando o plano no PH ou PV
chegará à conclusão de que se trata de planos já estudados. No, entanto, existe
uma posição que ainda não exploramos. Essa posição que ainda não estudamos é
justamente aquele plano que não é paralelo nem ao PV e PH e tampouco
perpendicular. Por não ter nenhuma das características dos planos estudados acima
ele recebe o nome de:
Plano Qualquer
Por ser oblíquo aos dois planos de projeção seus dois traços são oblíquos à
LT, sendo esta a condição que o caracteriza. Qualquer figura contida nele não se
projeta em VG.
TRAÇOS DE UM PLANO - COMO ENCONTRAR?

Se você tem as vistas, ou seja, a épura de duas retas e sabe que por elas
passa um plano, então, é necessário encontrar os traços do plano para que ele seja
representado corretamente. Para isto, você deve primeiro encontrar as projeções
H1, H2, V1 e V2 das duas retas. Se você ligar o ponto H1 de uma reta com o ponto
H1 da outra reta obterá o traço horizontal do plano. Se você ligar o ponto V 2 de uma
reta com o ponto V2 da outra reta obterá o traço vertical do plano.

Para verificar se o seu traçado está correto, observe se os dois traços encontrados
se cruzam exatamente na LT, caso verdadeiro, você acertou o exercício, com
excessão do plano de rampa, no qual os traços são paralelos à LT.

A palavra projeção vem do latim - "projectione". Projeção é o processo pelo qual se


incidem raios sobre um objeto em um plano chamado plano de projeção.
A projeção do objeto é sua representação gráfica no plano de projeção. Como
os objetos têm três dimensões, sua representação num plano bidimensional se dá
através de alguns artifícios de desenho, para tanto, são considerados os elementos
básicos da projeção:
1. Plano de projeção.
2. Objeto.
3. Raio projetante.
4. Centro de projeção.
A Projetante é a reta que passa pelos pontos do objeto e intersecta o plano
de projeção. Pode ser oblíqua ou ortogonal ao plano de projeção, dependendo da
direção adotada. O Centro de Projeção é o ponto fixo de onde partem ou por onde
passam as projetantes.
UM PONTO SE PROJETA NUM PLANO QUANDO
A PROJETANTE INTERSECTA O PLANO DE PROJEÇÃO.
SISTEMAS DE PROJEÇÕES - CLASSIFICAÇÃO

Os sistemas de projeções são classificados de acordo com a posição ocupada


pelo centro de projeção. Esse centro pode ser finito ou infinito, determinando:
1. Sistema Cônico.
2. Sistema Cilíndrico.
PROJEÇÃO CÔNICA

A projeção cônica, também chamada de projeção central, é o tipo de


projeção, cujos raios que incidem no objeto e no plano de projeção são todos
concorrentes no ponto V (vértice do cone), como as geratrizes do cone.
Imagine um objeto sendo iluminado por uma lanterna a sombra que este
objeto faz sobre uma superfície lisa, uma calçada, é a projeção do objeto, os raios
de luz da lanterna são os raios projetantes, a lanterna que emite os raios luminosos
é o centro de projeção de onde partem os raios projetantes e a calçada é o plano de
projeção. O centro de projeção, neste caso, está a uma distância finita do objeto e
as projetantes são convergentes.

PROJEÇÃO CILÍNDRICA

A projeção cilíndrica, também chamada de projeção paralela, é o tipo de


projeção, cujos raios projetantes que incidem no objeto e no plano de projeção são
todos paralelos entre si, como as geratrizes do cilindro. A projeção cilíndrica pode
ser ortogonal ou oblíqua.
Agora, imagine o mesmo objeto ao sol, a sombra que este objeto faz sobre
uma superfície lisa, uma calçada, é a projeção do objeto, e os raios solares, são os
raios projetantes. O centro de onde os raios partem é o sol, mas ele está tão
distante da terra que os raios emitidos podem ser considerados paralelos, podemos
dizer que o centro de projeção dos raios, neste caso, está a uma distância infinita
do objeto.

Na projeção cilíndrica ortogonal as projetantes partem do infinito e têm


direção ortogonal em relação ao plano de projeção, isto é, formam com o plano um
ângulo de 90º.
Na projeção cilíndrica oblíqua as projetantes partem do infinito e têm direção
oblíqua em relação ao plano de projeção, isto é, formam ângulos diferentes de 90º.
PROJEÇÃO COTADA

A projeção cotada é uma projeção cilíndrica ortogonal feita sobre um plano


horizontal, onde a cota do ponto aparece ao lado da projeção e entre parênteses.
Este método foi inventado por Felipe Büache. A projeção cotada pode ser
empregada na representação de terrenos em levantamentos planialtimétricos, para
traçado de curvas de nível, offset e plataformas. A projeção cotada é também
empregada em projetos de telhados.

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