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Cuidados de Enfermagem em Artrite Reumatoide

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Lukubo Wutawako
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REPÚBLICA DE ANGOLA

GOVERNO PROVINCIAL DO UÍGE


GABINETE PROVINCIAL DE EDUCAÇÃO DO UÍGE
INSTITUTO TÉCNICO PRIVADO DE SAÚDE MANDOGEX –UÍGE

PROVA DE APTIDÃO PROFISSIONAL


Apresentada para obtenção do grau Técnico Médio de Enfermagem Geral

CUIDADOS DE ENFERMAGEM PRESTADOS AO PACIENTE COM ARTRITE


REUMATOIDE ASSISTIDO NA SECÇÃO DO B.U.A DO HOSPITAL MUNICIPAL DE
NEGAGE DURANTE O IV TRIMESTRE DE 2024.

ELABORANDO
POR:
Santos António Eusébio

UÍGE /2024
INSTITUTO TÉCNICO PRIVADO DE SAÚDE MANDOGEX – UÍGE

PROVA DE APTIDÃO PROFISSIONAL

CUIDADOS DE ENFERMAGEM PRESTADOS AO PACIENTE COM ARTRITE


REUMATOIDE ASSISTIDO NA SECÇÃO DO B.U.A DO HOSPITAL MUNICIPAL DE
NEGAGE DURANTE O IV TRIMESTRE DE 2024.

AUTOR: Santos António Eusébio

ORIENTAÇÃO CIENTÍFICA:
_____________________________

Prof. LUKUBO WUTAWAKO.

UÍGE / 2024
FICHA DE CATALOGAÇÃO

Santos António Eusébio


Cuidados de enfermagem prestados ao paciente com Artrite reumatoide assistido na Secção
do B.U.A do Hospital Municipal de Negage durante o IV Trimestre de 2024.
Orientador: Lukubo Wutawako. Trabalho de Fim de Curso – Instituto Técnico Privado de
Saúde Mandogex do Uíge, Enfermagem Geral.
[Link] de enfermagem. [Link] Reumatoide.
FOLHA DE APROVAÇÃO

O trabalho intitulado “Cuidados de enfermagem prestados ao paciente com Artrite


reumatoide assistido na Secção do B.U.A do Hospital Municipal de Negage durante o IV
Trimestre de 2024”., de autoria de Santos António Eusébio, foi examinado e avaliado pela
banca avaliadora, sendo considerado APROVADO no Curso de Enfermagem Geral.

BANCA EXAMINADORA

Aprovado em: ____/_____/_____

_________________________________________________________________
O Presidente da Banca Examinadora

_________________________________________________________________
(Orientador da Monografia)
Prof. Lukubo Wutawako

_________________________________________________________________
Coordenador (a) do Curso
Prof. Teca João Kamaucana

UÍGE 2024
ÍNDICE
DEDICATÓRIA.....................................................................................................................I

EPÍGRAFE............................................................................................................................II

AGRADECIMENTOS.........................................................................................................III

RESUMO.............................................................................................................................IV

ABSTRACT..........................................................................................................................V

LISTA DE ABREVIATURAS............................................................................................VI

SUMÁRIO..........................................................................................................................VII

INTRODUÇÃO.....................................................................................................................8

BREVES CONSIDERAÇÕES..............................................................................................9

TIPO DE PESQUISA E DELIMITAÇÃO DO TEMA.......................................................10

PROBLEMA DE PESQUISA..............................................................................................10

JUSTIFICATIVA E IMPORTÂNCIA DO TEMA.............................................................11

OBJECTIVOS DO TRABALHO........................................................................................12

Geral.....................................................................................................................................12

Específicos...........................................................................................................................12

HIPOTESES.........................................................................................................................12

1.1. Definições de termos e conceitos..............................................................................13

1.2. Breve Contextualização Histórica da Artrite Reumatoide........................................13

1.3. Epidemiologia...........................................................................................................13

1.4. Causas da artrite reumatoide.....................................................................................14

1.5. Factores de risco para artrite reumatoide..................................................................14

1.6. Fisiopatologia da Artrite Reumatoide.......................................................................16

1.7. Sinais e sintomas da artrite reumatoide.....................................................................16

1.8. Patogênese.................................................................................................................17

1.9. Diagnóstico...............................................................................................................17

1.10. Tratamento.............................................................................................................19
1.11. Prevenção da Artrite Reumatoide..........................................................................22

1.12. Complicações da artrite reumatoide......................................................................23

1.13. Consequências da Artrite Reumatoide..................................................................23

1.14. Cuidados de enfermagem......................................................................................24

1.15. Prognóstico para artrite reumatoide.......................................................................24

2.1- Identificação do Paciente..............................................................................................25

2.2-Sinais e Sintomas...........................................................................................................25

2.3- Queixas Principais........................................................................................................25

2.4- Tratamento Inicial.........................................................................................................25

2.5- História da doença Actual.............................................................................................25

2.6- Antecedentes.................................................................................................................25

2.7- Exames Físico...............................................................................................................26

2.8- Exames Complementares..............................................................................................26

2.9- Diagnóstico...................................................................................................................26

2.10- Tratamento..................................................................................................................26

2.11- Complicações..............................................................................................................26

2.12- Intervenções de Enfermagem ou Especifica...............................................................26

2.13- Evolução Clinica.........................................................................................................27

2.14- Educação para Saúde..................................................................................................27

 CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................................28

 SUGESTÕES...........................................................................................................29

 REFERÊNCIAS BBLIOGRÁFICAS

 GLOSSÁRIO

 ANEXOS
DEDICATÓRIA
O presente trabalho é dedicado aos meus pais que incansavelmente depositaram-me a sua
confiança.

I
EPÍGRAFE

A inteligência é o único meio que possuímos


para dominar os nossos instintos.
“ ( Sigmund Freud)”

II
AGRADECIMENTOS
Primeiramente agradeço a Deus, por me ter concedido a vida e a vontade de viver.
Á Direcção do Instituto Técnico Privado de Saúde Mandogex e aos demais professores, pelas
correções e ensinamentos que me permitiram apresentar um melhor desempenho.
Aos senhores Fernando Paulo e Paulina Jaime, por não medirem esforço em me apoiarem e
por estarem sempre presentes em minha vida, sem vocês isso seria difícil;
Aos meus familiares e amigos, que me incentivaram nos momentos difíceis e compreenderam
a minha ausência enquanto eu me dedicava à realização deste trabalho;
Ao meu tutor Prof. Lukubo Wutawako” pela dedicação e paciência serviu como pilar de
sustentação para a conclusão deste trabalho;
Sem esquecer a Direcção do Hospital Municipal de Negage e a todos profissionais da mesma
Instituição que participaram, directa ou indirectamente do desenvolvimento deste trabalho de
pesquisa, enriquecendo o meu processo de aprendizado durante o meu estágio curricular.

Á todos, o meu muito obrigado!...

III
RESUMO
O presente trabalho de pesquisa intitulado pelo tema “cuidados de enfermagem prestados ao
paciente com Artrite reumatoide assistido na Secção do B.U.A do Hospital Municipal d
Negage durante o IV º Trimestre de 2024”. A pesquisa foi realizada através de um estudo
“Observacional descritivo transversal”. O mesmo consta de uma introdução, problema de
pesquisa, justificativa e importância do tema, objectivos, hipóteses, desenvolvido em dois
capítulos (fundamentação teórica e estudo de caso), incluindo as considerações finais,
referências bibliográficas e demais elementos pós-textuais. A artrite reumatoide é uma artrite
inflamatória em que as articulações, geralmente incluindo as das mãos e pés, ficam
inflamadas, resultando em inchaço, dor e, geralmente, destruição das articulações. A artrite
reumatoide afeta cerca de 1% da população. As mulheres são afectadas 2 a 3 vezes mais que
homens. O início da doença pode ser em qualquer idade, mais frequentemente entre 35 e 50
anos de idade, mas pode ter início durante a infância. A etiologia da artrite reumatoide é
desconhecida. É uma doença autoimune, o que significa que o sistema imunológico do corpo
ataca os tecidos saudáveis por engano. A artrite reumatoide pode ocorrer em qualquer período
da vida, mas é mais comum na meia-idade.
Resultados: Trata-se de um paciente de 50 anos de idade do género masculino; proveniente
do bairro Capopa; com antecedentes de inflamações nas articulações dos membros superior e
inferior, há 20 anos, com feridas no dedo grande do pé direito, proveniente do seu domicílio.
Os principais cuidados de enfermagem prestados ao paciente foram: avaliação dos sinais
vitais de 6/6 horas, acesso venoso, administração de analgésicos para aliviar a dor. Paciente de
estado geral de cuidados, no segundo dia de internamento, o paciente referiu ter passado toda
noite com dor, que foi rapidamente aliviada com Tramadol. Durante quatro (4) dias de
internamento, o paciente teve evolução clínica razoável que resultou em alta por melhoria.
Palavras chaves:
 Cuidados de enfermagem;
 Paciente;
 Artrite reumatoide.

IV
ABSTRACT
This research paper is entitled “Nursing care provided to patients with rheumatoid arthritis
treated at the B.U.A. Section of the Municipal Hospital of Negage during the 4rd Quarter of
2024”. The research was carried out through an “Observational descriptive cross-sectional”
study. It consists of an introduction, research problem, justification and importance of the
topic, objectives, hypotheses, developed in two chapters (theoretical basis and case study),
including final considerations, bibliographical references and other post-textual elements.
Rheumatoid arthritis is an inflammatory arthritis in which the joints, usually including those
of the hands and feet, become inflamed, resulting in swelling, pain and, generally, destruction
of the joints. Rheumatoid arthritis affects about 1% of the population. Women are affected 2
to 3 time more than men. The onset of the disease can be at any age, most frequently between
35 and 50 years of age, but it can begin during childhood. The cause of rheumatoid arthritis is
unknown. It is an autoimmune disease, which means that the body's immune system
mistakenly attacks healthy tissues. Infections, genes, hormonal changes, and environmental
factors such as smokings may be involved. Rheumatoid arthritis can occur at any time in life,
but is most common in middle age.
Resultion: This is a 50-year-old male patient from the Capopa neighborhood with a history of
inflammation in the joints of the upper and lower limbs for 20 years, with wounds on the big
toe of the right foot, which came from his home. The main nursing care provided to the
patient was: assessment of vital signs every 6 hours, intravenous access, administration of
analgesics to relieve pain. The patient was in a general state of care, and on the second day of
hospitalization, the patient reported having spent the whole night in pain, which was quickly
relieved with Tramadol. During four (4) days of hospitalization, the patient had a reasonable
clinical evolution that resulted in discharge due to improvement.
Key words:
 Nursing care;
 Patient;
 Rheumatoid arthritis.

V
LISTA DE ABREVIATURAS
 AR – Artrite Reumatoide
 ITPSM - Instituto Técnico Privado de Saúde Mandogex
 OMS – Organização Mundial da Saúde.
 % - Percentagem.
 Nº - Número.
 HMN-Hospital Municipal de Negage
 AA – Apendicite aguda.
 PCR – Reação em cadeia da polimerase.
 FID – Fossa Ilíaca Direita.
 TAC – Tomografia computorizada.
 GS – Grupo sanguíneo.
 PP – Pesquisa de plasmódio.
 HIV – Vírus de imunodeficiência humana
 ML – Mililitro.
 Mg – Miligrama.
 IV- Intravenosa.
 IM – Intramuscular.
 Kg – Quilograma.
 DMARD- Drogas Modificadoras da Doença

VI
SUMÁRIO
CAPÍTULO I-FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
CAPÍTULO II-ESTUDO DE CASO

VII
INTRODUÇÃO
A primeira descrição conhecida da doença foi feita em 1800 pelo cirurgião francês Augustin
Jacob Landré-Beauvais O termo artrite reumatoide tem origem nos termos gregos para
articulações aquosas e inflamadas. (MOTA, 2012).
A artrite reumatoide é uma doença que acomete mais os indivíduos do sexo feminino (de 3 a 5
vezes mais do que os do sexo masculino). E tem seu pico de incidência entre 40 e 70 anos.
De acordo com os últimos dados da OMS publicados de 2020, as Mortes por Artrite
reumatoide na Angola atingiram 61 ou 0.03% do total de mortes. A taxa de morte ajustada à
idade é de 0.61 por 100 000 habitantes classifica a Angola diferente 36 no mundo.
A artrite reumatoide afecta entre 0,5 e 1% dos adultos nos países desenvolvidos, onde em
cada ano entre 5 e 50 por cada 100 000 pessoas desenvolvem a doença. O aparecimento da
doença é mais frequente durante a meia-idade e prevalência é 2,5 vezes maior entre as
mulheres. Em 2013 foi a causa de 38 000 mortes em todo o mundo, um aumento em relação
às 28 000 de 1990.
Artrite reumatoide é uma doença autoimune de longa duração que provoca dor e inflamação
nas articulações sinoviais. A dor e rigidez muitas vezes agravam-se a seguir ao descanso. É
mais comum nas articulações do pulso e das mãos, afetando geralmente as mesmas
articulações dos dois lados do corpo. A doença pode também afectar outras partes do corpo e
causar diminuição do número de glóbulos vermelhos, inflamação à volta dos
pulmões e inflamação à volta do coração. Pode também verificar-se febre e falta de
energia. Muitas vezes os sintomas começam-se a manifestar gradualmente ao longo de
semanas ou meses (MENEZ, 2020).
Embora a causa de artrite reumatoide não seja ainda clara, acredita-se que tenha origem numa
combinação de factores genéticos e ambientais. O mecanismo subjacente envolve o ataque
das articulações por parte do sistema imunitário. Isto causa inflamação e rigidez da membrana
sinovial e afecta o osso e cartilagem próximos. O diagnóstico tem por base os sinais e
sintomas da pessoa. As radiografias e análises laboratoriais podem apoiar o diagnóstico ou
excluir outras doenças com sintomas semelhantes. Entre as doenças com sintomas
semelhantes estão o lúpus eritematoso sistémico, artrite psoriática e fibromialgia, entre outras
(FERRAZ,2019).

8
BREVES CONSIDERAÇÕES
O Hospital Municipal de Negage foi fundado no dia 29/10/2015, conforme a 1 série do
decreto executivo n° 578/15 (MINSA) com capacidade de 100 camas. Hospital Municipal do
Negage é conferindo actualmente um total de 203 trabalhadores, sendo 123 efetivos e 75
contratados (201 nacionais e 2 expatriados), destruídos em género: Masculino 104 (72
efectivos e 32 contratados). Feminino 99 (56 efectivas e 43 contratadas). Existem 12 médicos,
sendo 10 médicos Angolanos e 2 expatriados (9 activos e 3 na formação) tem 5 do género
masculino e 7 do género feminino. 13 Técnicos de diagnóstico terapêutico (10 efectivos e 3
contratados), sendo 5 técnicos de diagnóstico terapêutico efectivo da 2° classe temos: 2 do
sexo masculino e 3 do sexo feminino, 7 técnicos de diagnóstico terapêutico de 2° classe
sendo, 4 do sexo masculino e 3 do sexo feminino, 1 técnico superior, 1 técnico superior da 2°
classe. O hospital tem 124 Enfermeiros sendo: 7 enfermeiros da 3° classe sendo: 5 do género
masculino e 2 do género feminino, 27 técnicos médios de Enfermagem sendo 17 efectivos e
10 contratados. Está unidade sanitária esta apresentada da seguinte maneira:
 Banco de urgência dos adultos;
 Banco de urgência da pediatria;
 Banco de urgência da maternidade;
 Banco de urgência da cirurgia e ortopedia;
 Dialetologia;
 Laboratório de análises clínicas;
 Consulta externa dos adultos;
 Consulta externa da pediatria;
 Pequena cirurgia;
 Morgue.

9
TIPO DE PESQUISA E DELIMITAÇÃO DO TEMA
O presente trabalho baseou-se no tipo de estudo “Observacional descritivo transversal”
Com base no conhecimento dos “Cuidados de enfermagem prestados ao paciente com Artrite
reumatoide assistido na Secção do B.U.A do Hospital Municipal d Negage durante o IVº
Trimestre de 2024”.
Esta unidade hospitalar está localizada no Município Sede de Negage propriamente no Bairro
Lunguila fazendo fronteira:
 A Norte com o Bairro Tinguita;
 A Sul com Bairro Kapopa:
 A Este com Bairro Kabala;
 A Oeste com Bairro Kacongolo respectivamente.

PROBLEMA DE PESQUISA
A artrite reumatoide é uma doença autoimune, de caráter inflamatório e de etiologia
desconhecida, caracterizada por poliartrite periférica, simétrica, que leva à deformidade e à
destruição das articulações, em virtude da erosão óssea e da cartilagem, podendo também,
ocorrer manifestações sistêmicas associadas. Tradicionalmente, as pessoas acometidas por
essa doença, necessitam de cuidados e acompanhamentos adequados. Para uma melhor
abordagem científica da temática, coloca-se a seguinte questão:
 Quais são os cuidados de enfermagem prestados ao paciente com Artrite
reumatoide assistido na Secção do B.U.A do Hospital Municipal de Negage
durante o IVº Trimestre de 2024?

10
JUSTIFICATIVA E IMPORTÂNCIA DO TEMA
A escolha do presente tema surgiu durante as realizações dos diferentes estágios ao longo da
minha formação académica e profissional, em que me deparei com vários pacientes
padecendo de Artrite Reumatoide, sendo que muitos regressavam á unidade hospitalar poucos
dias após alta. Os cuidados de enfermagem prestados ao paciente com Artrite reumatoide
devem ter uma série de características, dentre elas, o manejo correcto da sintomatologia de
modo a promover saúde, e desenvolver actividades referentes a sintomatologia que o paciente
apresenta, podendo citar, o controle da dor, rigidez persistente e matinal, fadiga prolongada,
que pode durar o dia inteiro, mudanças na fisionomia, défice no autoconhecimento,
autocuidado e problemas com a autopercepção e dependência do cuidador familiar.
É ainda importante ressaltar que os cuidados de enfermagem prestados a pacientes com esta
doença, deve ser feito de forma a garantir a qualidade de vida e bem-estar social dos mesmos.

11
OBJECTIVOS DO TRABALHO
Geral:
 Analisar os cuidados de enfermagem prestados ao paciente com Artrite reumatoide
assistido na Secção do B.U.A do Hospital Municipal de Negage durante o IVº
Trimestre de 2024.
Específicos:
 Identificar o paciente;
 Mencionar as principais queixas de ingresso;
 Identificar os antecedentes patológicos pessoais e familiares;
 Definir os sinais e sintomas apresentados pelo paciente
 Descrever os exames complementares realizados;
 Explicar a história da doença actual;
 Identificar o tratamento realizado;
 Mencionar os cuidados específicos de enfermagem;
 Identificar as complicações mais frequentes;
 Acompanhar a Evolução Clinica do paciente;
 Dar e Garantir a educação para saúde ao paciente e a família.

HIPOTESES
De acordo Darwen, (2022) ” trata-se de uma afirmação hipotética cuja afirmação da
veracidade obtém-se ao longo da investigação do fenómeno. No presente trabalho formulou-
se as seguintes:
Hipótese 1: Os principais cuidados de enfermagem prestados ao paciente foram: avaliação
dos sinais vitais de 6/6 horas, acesso venoso, administração de analgésicos para aliviar a dor
destacando o tramadol.
Hipótese 2: É provável que o paciente tende evolução clínica satisfatória culminando a alta
por melhoria.

12
CAPÍTULO I-FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
1.1. Definições de termos e conceitos
a) Cuidados de enfermagem: são todas as atenções que enfermeiros e auxiliares
de enfermagem dedicam aos pacientes.
b) Artrite: é uma inflamação das articulações do corpo, que causa dor, deformidade e
dificuldade no movimento.
c) Artrite reumatoide: é uma doença crônica autoimune que leva a destruição das
articulações por erosão óssea.

1.2. Breve Contextualização Histórica da Artrite Reumatoide


A origem da artrite reumatoide (AR) é incerta. Alguns autores argumentam que esta é uma
doença moderna e que seu surgimento se deu em decorrência de fatores genéticos e
ambientais que não existiam anteriormente. Já outros autores acreditam que a doença seja
mais antiga, porém nunca adequadamente descrita. Recentemente, uma teoria desenvolvida
atribui o surgimento da artrite reumatoide entre populações indígenas norte americanas. A
primeira descrição da AR data de 1800 (Landré-Beauvais, aos 28 anos, quando era médico
residente na França). Seu primeiro nome foi Goutte Asthénique Primitive ou "Gota Astênica
Primitiva". Em 1859, Alfred Garrod distinguiu a gota de outras formas de artrite, inclusive da
AR. Seu filho, Archilbald Garrod continuou os estudos do pai e batizou a doença com o nome
que conhecemos até hoje: artrite reumatoide. (CARVALHO, 2012)
Em Portugal, as afeções do aparelho locomotor tiveram uma especial atenção por parte da
rainha Dona Leonor, esposa de Dom João II. Esta ordenou que se construísse o primeiro
hospital termal do mundo, nas Caldas da Rainha, para se poderem tratar as doenças
relacionadas com o aparelho locomotor.

1.3. Epidemiologia
A artrite reumatoide é uma doença que ataca aproximadamente 0,5% e 1% da população
mundial adulta. Mas se forem considerados apenas indivíduos entre 55 e 75 anos de idade,
esse percentual aumenta para 4,5%. Pessoas de todas as origens estão sujeitas a desenvolver a
artrite reumatoide. Contudo, aparentemente, ela é menos comum na África e na Ásia do que
nos Estados Unidos e na Europa. Alguns estudos sugerem que a incidência está diminuindo
nos países do norte da Europa em relação aos demais desse continente. (BERTOLO, 2014).
No Brasil, um estudo de 2004 mostrou que a ocorrência de artrite reumatoide é de 0,46%, o
que equivaleria a quase 900 mil pessoas, levando em conta a população do País registrada no
censo de 2010. Essa doença pode se manifestar em qualquer idade.

13
Entretanto, é mais frequente entre os 40 e 60 anos. Além disso, ela é três vezes mais comum
nas mulheres do que nos homens – em geral, melhora na gravidez e piora durante a
amamentação, possivelmente em razão das mudanças hormonais.
Sabe-se que a taxa de mortalidade dos pacientes com artrite reumatoide é maior do que a da
população normal e que a expectativa de vida cai de acordo com a gravidade da doença e de
quando ela começou.
De acordo com os últimos dados da OMS publicados de 2020, as Mortes por Artrite
reumatoide na Angola atingiram 61 ou 0.03% do total de mortes. A taxa de morte ajustada à
idade é de 0.61 por 100 000 habitantes classifica a Angola # 36 no mundo.

1.4. Causas da artrite reumatoide


A causa exata da artrite reumatoide não é conhecida. Ela é considerada uma doença
autoimune. Os componentes do sistema imunológico atacam os tecidos moles que revestem as
articulações (tecido sinovial) e podem também atacar o tecido conjuntivo em muitas outras
partes do corpo, como os vasos sanguíneos e pulmões. A cartilagem, o osso e os ligamentos
da articulação acabam por se erodir (desgastar-se), causando deformidade, instabilidade e a
formação de cicatrizes dentro da articulação. As articulações deterioram em uma taxa
variável. Muitos factores, incluindo a predisposição genética, podem influenciar o padrão da
doença. Acredita-se que factores ambientais desconhecidos (como infecções virais e o
tabagismo) desempenhem um papel.
A artrite reumatoide pode ocorrer em qualquer período da vida, mas é mais comum na meia-
idade. O género do indivíduo afecta a suscetibilidade para a doença, de tal forma que esta é
cerca de duas a três vezes mais frequente nas mulheres. (FERREIRA, 2019).
1.5. Factores de risco para artrite reumatoide incluem:
 Tabagismo
 Estilo de vida pouco saudável
 Alterações no microbioma (o grupo de micro-organismos que normalmente vive em
uma parte específica do corpo, como o trato digestivo, a boca e os pulmões)
 Doença periodontal (periodontite).
 Sedentarismo
O sedentarismo está entre os principais factores de risco de uma série de doenças, e as
reumatológicas não ficam de fora. Ser sedentário significa ter músculos mais fracos. Assim,
as articulações acabam sendo sobrecarregadas, e o paciente se torna mais suscetível ao
aparecimento de lesões e inflamações.

14
Por isso, praticar atividades físicas regularmente – mesmo os pacientes que já têm reumatismo
pode proteger o corpo e melhorar o condicionamento físico.
 Obesidade
Não é mistério que a obesidade é um fator de risco para o aparecimento de diversas doenças.
No caso das reumáticas, o sobrepeso pode gerar dor na lombar, além de desgaste e dor nas
articulações. A artrose está entre as principais condições causadas pelo excesso de peso.
 Alimentação
Uma dieta rica em gorduras e alimentos ultraprocessados pode piorar um quadro de doenças
reumáticas, bem como agravar as que já existem. Já o excesso de carnes vermelhas e frutos do
mar pode precipitar crises de gota em pacientes suscetíveis. Por isso, fazer um
acompanhamento com um profissional de nutrição e adotar uma rotina de alimentação
balanceada também é uma forma de prevenir o reumatismo.
 Álcool
O abuso de bebidas alcoólicas leva ao aumento do ácido úrico no sangue. Assim sendo,
quando se torna uma rotina, prejudica as articulações, causando inflamação, dor e inchaço. A
longo prazo, também pode acelerar crises de gota que, por razões genéticas, já agravam a
doença.
 Tabagismo
O tabagismo é destaque entre as causas evitáveis associadas a inúmeras doenças, como artrite
reumatoide e lúpus.
O cigarro também pode piorar os sintomas de outras condições reumáticas preexistentes.
Além disso, o fumo pode dificultar os tratamentos para o reumatismo.
 Sexo feminino
Mulheres são mais propícias do que os homens a desenvolver artrite reumatoide.
 Idade
A artrite reumatoide pode ocorrer em qualquer idade, mas desenvolve-se mais frequentemente
em pessoas na meia-idade, ou seja, entre os 40 e 50 anos de idade.
Hereditariedade - se existem membros da família com artrite reumatoide, então existe um
risco aumentado de desenvolvimento da doença.
 Exposições ambientais
Algumas exposições como ao amianto ou sílica podem aumentar o risco de desenvolver artrite
reumatoide. (CAMELO, 2016).

15
1.6. Fisiopatologia da Artrite Reumatoide
A artrite reumatoide é uma doença autoimune que causa uma poliartrite crónica inflamatória e
que leva a dores e inchaço, erosões da cartilagem e dos ossos, podendo mesmo chegar à
deformação das articulações. Ao contrário do que seria desejável, não se sabe qual o ponto
inicial que origina toda esta cadeia de acontecimentos que a seguir vamos descrever. Quando
ocorre uma citrulinização há uma conversão da arginina em citrulina (proteína citrulinada),
processo que ocorre na inflamação.

1.7. Sinais e sintomas da artrite reumatoide


Segundo Carvalho (2012) início da artrite reumatoide geralmente é silenciosa, começando
com sintomas sistêmicos e articulares. Os sintomas sistêmicos incluem fadiga generalizada à
tarde e mal-estar, anorexia, fraqueza geral e, ocasionalmente, febre baixa. Os sintomas
articulares incluem dor, edema e rigidez. Ocasionalmente, a doença tem início súbito,
simulando uma síndrome viral aguda.
A doença progride mais rapidamente durante os primeiros 6 anos, particularmente no primeiro
ano; 80% dos pacientes desenvolvem alguma anormalidade articular permanente no período
de 10 anos. O curso da doença é imprevisível para cada paciente.
Sintomas articulares são caracteristicamente simétricos. Em geral, a rigidez dura > 60 minutos
após se levantar pela manhã, mas pode ocorrer após qualquer inatividade prolongada
(chamada gelificação).
As articulações envolvidas tornam-se sensíveis, com eritema, hipertermia, edema e limitação
dos movimentos. As principais articulações envolvidas incluem:
 Punho e articulações metacarpo falângicas do indicador e dedo médio (as mais
comumente envolvidas)
 Articulações interfalângicas proximais
 Articulação metatarso falângica
 Ombros
 Cotovelos
 Quadris
 Joelhos
 Tornozelos
Entretanto, praticamente qualquer articulação, exceto as articulações interfalângicas distais
(IFDs), podem estar envolvidas. As manifestações iniciais incluem:
 Monoartrite no joelho, no punho, no ombro ou no tornozelo

16
 Apresentação semelhante à da polimialgia reumática, predominantemente com
envolvimento da cintura escapular e do quadril, sobretudo em pacientes idosos
 Reumatismo palindrómico, caracterizado por crises recorrentes de dor articular e
tendínea com edema
 Edema articular sem lesão articular crônica
 Artrite reumatoide robusta com sinovite proliferativa e dor mínima
O envolvimento da parte lombar da coluna não é característico da artrite reumatoide, mas a
inflamação da parte cervical pode resultar em instabilidade, que pode se tornar uma
emergência. Espessamento e edema sinoviais costumam ser detectáveis. As articulações
normalmente são mantidas em flexão para minimizar a dor, o que pode resultar em distensão
capsular.

1.8. Patogênese
Acredita-se que a AR seja uma doença autoimune desencadeada pela exposição de um
hospedeiro geneticamente susceptível a um antígeno artritogênico desconhecido. É a
manutenção da reação autoimune, com ativação das células T auxiliares CD4 + outros
linfócitos, e a liberação local de mediadores inflamatórios e citocinas que destroem a
articulação.
Portanto, as considerações- chave na patogênese da doença são: natureza da reação
autoimune, mediadores da lesão tecidual, Susceptibilidade genética e antígenos artritogênico.
Ainda não se sabe quais são os antígenos-alvo destes linfócitos e como eles são inicialmente
activados. As células T aparentemente atuam principalmente pela estimulação de outras
células na articulação para produzir citocinas, que são os mediadores centrais da reação
sinovial.
Apesar de a contribuição das células B auto-reativas serem um assunto controverso, existem
evidências de que a deposição de complexos imunes também pode desempenhar algum papel
na destruição articular.

1.9. Diagnóstico
O diagnóstico da artrite reumatoide é estabelecido considerando-se os achados clínicos e
exames complementares, porém nenhum teste isolado, seja laboratorial, de imagem ou
histopatológico, confirma o diagnóstico.

17
A história de saúde e o exame físico do cliente concentram-se nas manifestações, tais como
rigidez bilateral e simétrica, dor à palpação, edema e alterações da temperatura nas
articulações (SMELTZER; BARE, 2015).
O exame físico deve incluir a cuidadosa palpação de todas as articulações potencialmente
acometidas na AR em busca de dor, edema ou calor. O teste do aperto (Squeeze test) é um
teste com elevada sensibilidade para avaliar a dor de maneira mais objetiva, sendo referida
após o examinador comprimir as articulações metacarpo falangeanas. (PIOVESAN, 2017).
Além disso, os anticorpos antipeptídeo citrulinado cíclico (anticorpos anti-CCP) apresentam
especificidade de aproximadamente 95% para a detecção da artrite reumatoide, a contagem de
eritrócitos e o componente C4 do complemento apresentam-se diminuídos. É possível realizar
artrocentese e radiografias. Quando a AR se apresenta em sua forma bem definida, com todos
os achados típicos, o reconhecimento é facilitado.
O diagnóstico na fase inicial da doença, contudo, pode ser difícil, já que alterações
sorológicas e radiográficas características muitas vezes estão ausentes (MOTA, 2013).
A radiografia convencional é o método de imagem mais utilizado na avaliação de dano
estrutural articular na AR. Além de ser uma ferramenta útil para diagnóstico, é importante
quando repetida em intervalos regulares, no monitoramento da progressão da doença. Os
achados radiográficos iniciais incluem aumento de partes moles e osteopenia justa-articular.
As lesões mais características, como redução do espaço articular e erosões ósseas, aparecem
mais tardiamente (MOTA, 2013).
Todavia, a sensibilidade da ultrassonografia musculoesquelética e da ressonância magnética
na detecção de dano estrutural é superior à sensibilidade da radiografia convencional. A
ultrassonografia, quando realizada por operador experiente em doenças músculo-esqueléticas
é um método útil na detecção precoce e no monitoramento de atividade inflamatória e dos
sinais de destruição articular (MOTA, 2013).
A ressonância magnética é o método mais sensível para detectar as alterações da AR em sua
fase inicial. Permite avaliar alterações estruturais de partes moles, ossos e cartilagens, além de
erosões antes das radiografias convencionais.
Além dos achados radiográficos convencionais na AR, a ressonância magnética é capaz de
detectar edema ósseo (MOTA, 2013).
Segundo o Colégio Americano de Reumatologia, o diagnóstico de artrite reumatoide é feito
quando pelo menos 4 dos seguintes critérios estão presentes por pelo menos 6 semanas:
rigidez articular matinal durando pelo menos 1 hora; artrite em pelo menos três áreas
articulares;

18
Artrite de articulações das mãos: punhos, interfalangeanas proximais (articulação do meio dos
dedos) e metacarpo falangeanas (entre os dedos e mão); artrite simétrica (por exemplo no
punho esquerdo e no direito); presença de nódulos reumatoides; presença de Fcator
Reumatoide no sangue; alterações radiográficas: erosões articulares ou descalcificações
localizadas em radiografias de mãos e punhos.

1.10. Tratamento
O tratamento da AR deve ser feito pelo reumatologista, médico especializado em tratar das
articulações. Existem vários tipos de medicamentos para o tratamento da AR.
O tratamento não medicamentoso pode ajudar nos sintomas, mas nunca deve ser realizado
isoladamente, pois são os medicamentos que vão reduzir a chance de desenvolver danos
permanentes (BARE, 2015).
Tratamento não medicamentoso
 Fisioterapia
O fisioterapeuta pode ensinar alguns exercícios para ajudar nos sintomas e preservar a função
das articulações. A laserterapia pode ajudar a reduzir a dor e a rigidez a curto prazo, e
praticamente não possui efeitos colaterais.
 Terapia ocupacional
O terapeuta ocupacional pode ajudar a realizar melhor as tarefas da casa e do trabalho sem
sobrecarregar as articulações.
Hidroterapia: pode ajudar a aliviar a dor articular.
Tratamento medicamentoso
Todos estes medicamentos mostraram eficácia sobre o placebo no controle de parâmetros
inflamatórios durante estudos controlados e randomizados.
O DMARD ideal combina alta capacidade de modificar a doença, mínimos efeitos colaterais e
grande aderência do paciente ao tratamento. Um dos factores que diminui a aderência ao
tratamento com DMARDs é o aparecimento de efeitos colaterais. (BARE, 2015).
Muitas pessoas ficam preocupadas com os efeitos colaterais dos medicamentos. Não existe
remédio no mundo que não tenha efeitos colaterais, porém o benefício dos remédios na artrite
reumatoide é tão grande que isso supera o risco desses efeitos indesejáveis. Nunca na história
o tratamento da artrite reumatoide foi tão efetivo e seguro.

19
Existem três classes de medicamentos para AR:
 Anti-inflamatórios
 Corticoides
 DMARDs (drogas modificadoras de doença) sintéticos e biológicos
Os DMARDs são capazes de reduzir as chances de desenvolver deformidades no futuro.
Quanto antes o tratamento for iniciado, maior a chance de ele ser efetivo.
Muitas pessoas precisam usar mais de uma classe de remédios, pois elas agem de maneiras
diferentes. Como os DMARDs demoram para fazer efeito, é possível que o seu médico
indique no início do tratamento um anti-inflamatório ou um corticoide, até que eles comecem
a agir.
O seu tratamento pode mudar de tempo em tempo, e isso vai depender de como está a sua
actividade de doença, que será calculada periodicamente pelo reumatologista.
Anti-inflamatório
Os anti-inflamatórios podem reduzir a dor e o inchaço, e começam a agir rapidamente.
Existem vários tipos disponíveis no mercado. Podem vir na apresentação de comprimidos,
cápsulas, que devem ser ingeridos logo após a refeição, ou como um gel para ser aplicado
diretamente na área dolorida. (GONÇALVES, 2016)
Os corticoides começaram a ser usados no tratamento da AR nos anos 50, e são capazes de
reduzir a inflamação e os sintomas. Eles costumam ser usados no início do tratamento, para
controlar os sintomas enquanto os DMARDs ainda não começaram a fazer efeito. Podem ser
usados na forma de comprimidos, de injecção no músculo ou na articulação.
efeitos colaterais
Os corticoides têm vários efeitos colaterais quando usados em altas doses ou por longos
períodos, entre eles:
 Ganho de peso
 Enfraquecimento dos ossos
 Fraqueza muscular
 Catarata
 Aumento da pressão arterial e dos níveis de açúcar no sangue
 Aumento do risco de infecções.
Abaixo lista-se os principais representantes:
a) Hidroxicloroquina

20
Os compostos da cloroquina, também denominados antimaláricos, são largamente utilizados
no tratamento de pacientes com diagnóstico de AR. Seu mecanismo de acção no processo
inflamatório não está completamente estabelecido, mas inclui:
a) Elevação do pH dos lisossomos (alcalinização), alterando a função e liberação de
proteases;
b) b) Inibição da capacidade de processamento do antígeno (macrófagos) com
consequente diminuição da resposta imune. A cloroquina geralmente é utilizada em
casos leves a moderados de AR devido à sua baixa potência. Comercialmente existem
dois compostos disponíveis: o difosfato de cloroquina e o sulfato de
hidroxicloroquina.
c) O efeito colateral que causa maior preocupação é o possível depósito do composto na
córnea e retina, causando queda de visão. Este efeito é bastante raro, sendo observado,
com maior frequência, quando o composto utilizado é o difosfato.
b) Sulfassalazina
Embora a Sulfassalazina tenha sido utilizada inicialmente para tratamento de doenças
intestinais, sua eficácia como DMARD na terapêutica das artrites tem sido demonstrada em
vários estudos.
Após sua ingestão, a molécula é cindida no intestino em dois compostos distintos: o ácido 5-
aminossalicílico e a sulfapiridina. Seu modo de acção não está bem estabelecido, mas se
observam efeitos anti-inflamatórios e imunomoduladores.
a) Metotrexato
Um análogo do ácido fólico, é actualmente o DMARD mais utilizado no AR. Seu mecanismo
de acção mais conhecido é a inibição da diidrofolato redutase, uma enzima com papel
importante na síntese do DNA, principalmente nas células em divisão, seus efeitos anti-
inflamatórios na AR decorrem, porém, de outros mecanismos, que envolvem a inibição do
metabolismo dos compostos PRPP e AICAR na síntese de novo das purinas, este processo
culmina com a liberação de adenosina extracelular e consequente inibição do processo
inflamatório.
O efeito adverso mais temido é a hepatoxicidade, pois o início do tratamento, um número
significante de pacientes desenvolve aumento das enzimas hepáticas, que geralmente revertem
após diminuição da dose da medicação ou sua interrupção temporária. Atualmente vem sendo
considerado fármaco padrão no tratamento da AR.
b) Leflunomida

21
É um DMARD de desenvolvimento recente, seu modo de ação principal é diminuir a síntese
de novo das pirimidinas ao inibir a enzima mitocondrial diidrofolato desidrogenase, a inibição
desta enzima impede a proliferação rápida dos linfócitos, diminuindo a atividade inflamatória
presente na membrana sinovial dos pacientes com AR, a droga é comparável à Sulfassalazina
em todos os parâmetros de melhora clínica, sendo superior na avaliação da capacidade
funcional.

c) Azatioprina
É uma opção terapêutica, entretanto seu perfil de efeitos adversos coloca-a como uma
alternativa em casos excepcionais. É contraindicada em mulheres grávidas.
Azatioprina é um medicamento imunossupressor que interfere na divisão celular, ao inibir a
síntese e metabolismo proteico e também interferir com a síntese do DNA.
d) Ciclosporina
Este medicamento é um potente inibidor da produção e utilização da interleucina-2, um fator
de crescimento e proliferação de linfócitos. Vários estudos demonstraram a ação benéfica
deste medicamento na AR após 6 a 12 semanas do início do tratamento. Está contraindicada
em pacientes com alteração da função renal, hipertensão não controlada e malignidade. Sua
toxicidade, entretanto, limita sua utilização para pacientes com doença não responsiva a
outras DMCD.
e) Cirurgia
Se os medicamentos não forem eficazes, pode ser necessário tratamento cirúrgico. A
correcção cirúrgica deve ser sempre considerada em termos da doença total. Por exemplo, as
mãos e os braços deformados limitam a capacidade de uma pessoa usar muletas durante a
reabilitação e os joelhos e os pés gravemente afectados limitam os benefícios da cirurgia de
quadril. Os objetivos razoáveis de cada pessoa devem ser determinados e a capacidade
funcional deve ser considerada. A correção cirúrgica pode ser realizada enquanto a doença
está activa.
A substituição cirúrgica das articulações do joelho ou do quadril é a forma mais eficaz para
restaurar a mobilidade e função quando a doença articular é avançada. As articulações
também podem ser removidas ou fundidas entre si, especialmente no pé, para fazer o
caminhar menos doloroso. O polegar pode ser fundido para permitir que uma pessoa recupere
o movimento de pinça e vértebras instáveis na parte superior do pescoço podem ser fundidas
para impedi-las de comprimir a medula espinhal.

22
A reparação da articulação com a substituição da articulação por prótese é indicada se a lesão
afectar gravemente a função. As substituições totais de quadril e joelho são consistentemente
mais bem-sucedidas.

1.11. Prevenção da Artrite Reumatoide


A prevenção deste tipo de artrite é semelhante à recomendada para todas as doenças
reumáticas. Uma boa alimentação, evitar o excesso de peso e evitar o tabaco. Porém, a melhor
prevenção é o diagnóstico precoce.
Os doentes devem estar atentos e, ao primeiro sinal de articulações inchadas/inflamadas que
perduram no tempo, devem procurar de imediato um médico de família ou um reumatologista.
Sendo que o médico de família poderá fazer a primeira avaliação e depois encaminhar para a
especialidade.

1.12. Complicações da artrite reumatoide


A artrite reumatoide pode também gerar complicações nos pulmões, ocasionando falta de ar
ou tosse crônica, comprometendo o funcionamento deste órgão. (PINTO, 2018).
As principais complicações relacionadas com a artrite reumatoide e do tratamento errado são:
 Osteoporose;
 Deformidade das articulações;
 Dificuldade para movimentar a articulação;
 Perda progressiva das funções da articulação;
 Ruptura dos tendões e ligamentos;
 Síndrome do túnel do carpo, se a artrite for no pulso;
 Boca e olhos secos;
 Infecções frequentes;
 Problemas cardíacos, como pericardite;
 Problemas pulmonares, como fibrose pulmonar ou pleurite;
 Inflamação nos vasos sanguíneos (vasculite);
 Linfoma.
Essas complicações podem surgir, principalmente, quando a artrite reumatoide não é tratada
adequadamente, e por isso, sempre que existe suspeita de algum problema na articulação é
muito importante procurar o reumatologista.

23
1.13. Consequências da Artrite Reumatoide
A Artrite reumatoide é uma doença que pode ser facilmente controlável. Ou seja, com o
tratamento adequado, conseguimos, praticamente, devolver o doente “à normalidade” e fazer
com que, durante algum tempo, esteja estável e a fazer a sua vida normal.
Para isso, tem de haver um seguimento correto por parte da Reumatologia e uma orientação
terapêutica eficaz e que o doente possa seguir.

Por outro lado, se existir um atraso no diagnóstico, uma tendência para mau prognóstico por
se tratar de uma “doença muito agressiva”, o incumprimento da medicação por parte do
doente, ou até um diagnóstico errado, esta doença pode ser altamente incapacitante e pode
criar, nos doentes, limitações muito grandes com destruição das articulações.
Tendo em conta que esta é uma doença que se traduz na inflamação das articulações, pode
existir a destruição das mesmas e um dos factores importantes no correto tratamento desta
doença é, precisamente, não deixar que essa destruição aconteça. (SAMÓLEA, 2018).
Após a destruição da articulação, já não se consegue regenerar. E é importante que se perceba
que na AR é perfeitamente possível tratar e travar a inflamação da articulação para que isto
não aconteça.

1.14. Cuidados de enfermagem


Segundo Carvalho (2012) assistência de enfermagem sistematizada caracteriza-se por
intervenções diretas e indiretas que garantam ao indivíduo a segurança necessária e a
continuidade do cuidado em seus três níveis assistenciais, que resultem na melhora do quadro
clínico ou alivio de sua sintomatologia.
Os principais cuidados ao paciente com artrite reumatoide incluem:
 Medidas não farmacológicas de alívio da dor;
 Evitar o sobrepeso e a obesidade para aliviar a sobrecarga nas articulações;
 Exercícios físicos adequados para aumentar e fortalecer o aparato muscular;
 Evitar repouso prolongado
 Educação para saúde.

1.15. Prognóstico para artrite reumatoide


A artrite reumatoide diminui a expectativa de vida de 3 a 7 anos, com doença cardíaca,
infecção e sangramento gastrointestinal, o qual é responsável pela maioria da mortalidade;

24
tratamento medicamentoso, câncer, bem como outras doenças associadas, podem ser
responsáveis.
Deve-se controlar a atividade da doença para diminuir o risco de doença cardiovascular em
todos os pacientes com artrite reumatoide. Pelo menos 10% dos pacientes ficam gravemente
incapacitados apesar de todo tratamento. Brancos e mulheres têm prognóstico pior, da mesma
forma que os pacientes com nódulos subcutâneos, idade avançada no início da doença,
inflamação em ≥ 20 articulações, erosões prematuras, continuação do tabagismo,
velocidade de hemossedimentação (velocidade de hemossedimentação) alta e altos níveis de
factor reumatoide ou anticorpo antipeptídeo citrulinado cíclico (anti-CCP). (OMS, 20

25
CAPÍTULO II-ESTUDO DE CASO
2.1- Identificação do Paciente
 Nome: A.G
 Idade: 50 anos
 Género: Masculino
 Peso: 60kg
 Naturalidade: Púri
 Residência: Bairro Capopa
 Nível académico: Ensino médio
 Filiação: G.C e L.G
 Acompanhante: F.N
 Grau de afinidade: Irmã
 Data de ingresso: 28/10/2024 Hora: 15:35

2.2-Sinais e Sintomas
 Inflamações nas articulações dos membros, ferida no dedo grande do pé direito.

2.3- Queixas Principais


 Inflamações nas articulações dos superiores e inferiores e dor.

2.4- Tratamento Inicial


 Diclofenac (75mg/3ml) 3ml I.M 8/8h
 3 Forte 3ml diluido em 8 cc de sorofisiológico 0,9% I.V 12/12h
 Ceftrioxona (1g/10ml) 1bb I.V 12/12h
 Ácido fólico 5mg 1cp/dia V.O 18h

2.5- História da doença Actual


Paciente do sexo masculino de raça negra com antecedentes de inflamações nas articulações
dos membros superior e inferior, há 20 anos, com feridas no dedo grande do pé direito,
proveniente do seu domicílio. Os familiares referem que há mais de duas semanas com
inflamações provavelmente e começaram com dor, por estes motivos decidimos interna-lo
para melhor tratamento e acompanhamento médico.

2.6- Antecedentes
A.P.P: há mais de 20 anos com inflamações nos membros superiores e inferiores.

25
2.7- Exames Físico
 Estado geral normal
 Mucosas conjuntivas coradas e húmidas
 TCS: inflamado, afebril ao tacto, tendões inflamados nos membros superiores e
inferiores.
 A.R: múrmuros vesiculares conservados sem presença estertores.
 A.C: Tons cardíacos rítmicos e audíveis, conservados sem sopros.
 Abd: Plano mole, depressível sem movimentos respiratório indolor sem
visceromegalia.
 S.N.C: Consciente, orientado sem sinais meninges nem défice motor.
 SOMA: Inflamações nas articulações dos membros superiores e inferiores e ferida no
dedo grande do pé direito..
 S.G.U: sem alteração.

2.8- Exames Complementares


 TDR (-)
 P.P: (-)
 V.S: não realizado
 Glicemia: 137mg/dl

2.9- Diagnóstico
 Artrite reumatoide

2.10- Tratamento
 Diclofenac (75mg/3ml) 3ml I.M 12/12h
 Prednisolona 10mg 1cp/dia V.O 20h
 Ceftrioxona (1g/10ml) 1bb I.V 12/12h
 Tramadol 2ml I.V 18h
 Ácido fólico 5mg 1cp/dia V.O 18h
 Metronidazol 100ml 8/8h I.V

2.11- Complicações
 Não apresentou.

2.12- Intervenções de Enfermagem ou Especifica


 Repouso no leito

26
 Acesso venoso
 Administrar analgésicos para aliviar a dor;
 Dieta livre
 Controlo dos Sinais vitais 6/6hh
 Educação para saúde.

2.13- Evolução Clinica


Data: 29/10/2024 Hora 10: 10
Paciente orientado no tempo e espaço referiu ter passado toda noite com dores na articulação,
que foi rapidamente aliviada com Tramadol. No dia seguinte o paciente alegou que tinha
passado bem a noite, alem da mão direita que estava edematosa.
Durante quatro (4) dias de internamento, hoje dia 01/11/2024, o paciente apresentou uma
evolução clínica satisfatoria que resultou em alta por melhoria por volta das 11:20 minutos.

2.14- Educação para Saúde


 Evitar o repouso prolongado;
 Evitar consumo de tabaco e álcool;
 Cumprir com a medicação prescrita;
 Adotar uma alimentação saudável;
 Fazer exercícios articulares sem muitos esforços.

27
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Depois de ter realizado um estudo com base em uma recolha de dados concretizada no estudo
de caso, com objectivo de “Analisar cuidados de enfermagem prestado ao paciente com
Diagnóstico de Artrite reumatoide assistido na Secção do B.U.A do Hospital Municipal de
Negage durante o IVº Trimestre de 2024”. Chegou-se as seguintes conclusões:
Trata-se de um paciente de 50 anos de idade do género masculino; proveniente do bairro
Capopa; com antecedentes de inflamações nas articulações dos membros superior e inferior,
há 20 anos, com feridas no dedo grande do pé direito, proveniente do seu domicílio.
Os principais cuidados de enfermagem prestados ao paciente foram: avaliação dos sinais
vitais de 6/6 horas, acesso venoso, administração de analgésicos para aliviar a dor. Paciente de
estado geral de cuidados, no segundo dia de internamento, o paciente referiu ter passado toda
noite com dor, que foi rapidamente aliviada com Tramadol.
Durante quatro (4) dias de internamento, o paciente teve evolução clínica razoável tendo
recebido alta por melhoria no dia 01/11/2024 por volta das 11: 20.

28
SUGESTÕES
De modo a encontrar uma solução das dificuldades vividas assim como constatações feitas no
campo de estágio, achou-se conveniente sugerir às entidades competentes o seguinte:
À Administração Municipal de Negage:
 Que coloquem em seus planos administrativos a construção de uma infraestrutura
ideal e segura de um hospital de nível municipal;
 Que providencie a construção de uma biblioteca naquela localidade, com finalidade de
facilitar a investigação científica por parte dos munícipes e visitantes;
À Direcção do Hospital Municipal de Negage:
 Que haja maior supervisão nos seus serviços, para manter um ambiente de trabalho
hostil e harmonioso;
À Direcção do Instituto Técnico Privado de Saúde Mandogex:
 Que crie condições para aquisição de um meio de transporte escolar, facilitando as
viagens dos estudantes estagiários colocados longe do município sede durante
encontros com orientadores do Trabalho Conclusão do Curso;
 Que crie condições para a instalação de sinal de internet na instituição com o objetivo
de facilitar as pesquisas por parte dos estudantes.
 Que melhorem as condições de estadia dos estudantes estagiários.

29
REFERÊNCIAS BBLIOGRÁFICAS
1. Ferraz-Amaro I, Machín S, Carmona, study group. Paterna of use and safety of non-
senoidal anti-inflamatória drogas in reumatoides artrites patentes. A prospectivo
analises from clinical pratique. Reumatol Clin 2019;
2. MENEZ, Ledingham J, Snowden N, Ide Z. Diagnosis and early management of
inflamatórias artrites. BMJ. 2020
3. CARVALHO, L. M. H. et al. Consenso 2012 da Sociedade Brasileira de
Reumatologia para o tratamento da artrite reumatoide. Rev Bras Reumatol. v. 52, n.
2, 2012.
4. OMS publicados de 2020, as Mortes por Artrite reumatoide em Angola.
5. Gonçalves L, et al., eds. Reumatoide artrites. In: Goldman-Cecile Medicine. 25th
ed. Philadelphia, Pa.: Sandes Elsevier; 2016.
6. Camelo. Taxa e apresentação clínica de activação de macrófagos Síndrome em
Pacientes com Artrite Idiopática Juvenil Sistêmica Tratados com Canacinumabe.
Artrite Reumatol. 2016
7. Carvalho, factores de risco de uma série de doenças, e as reumatológicas. 2012
8. MOTA, Recomendações para o Tratamento da Artrite Idiopática Juvenil. Artrite e
Reumatismo. 2013.
9. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Artrite Reumatoide - 2019 Ministério
da Saúde. Disponível em: [Link]. 2020.
10. Samólea J, Alemanha D, Burton A, et al. Reumatoide artrites. Mature Review
Disease Primeira, 2018
11. SIMÃO. Recomendativos of the Brasilina of Reumatóloga for the farmacológica
treatment of reumatoide artrite. Advances in reumatóloga, 2018
12. Pinto & Carvalho MAP. Artrite Reumatoide. In: Carvalho MAP, Lanna CCD, Ferreira
GA, Bertolo MB. Reumatologia: diagnóstico e tratamento, 5ª ed. 2019.
GLOSSÁRIO
A
Artralgia: é um sintoma caracterizado pela dor nas articulações.

Articulações: são as junções entre dois ou mais ossos.


Artrite reumatoide: é uma doença crônica autoimune que leva a destruição das articulações
por erosão óssea.
Autoimune: é um mau funcionamento do sistema imunológico, levando o corpo a atacar os
seus próprios tecidos.
Anorexia: é um transtorno alimentar capaz de afectar pacientes de ambos os sexos causado
por um desejo excessivo e limitado sem controlo de emagrecer e se manter em um
determinado padrão de beleza.
Anticorpos: são glicoproteínas ou imunoglobulinas que garantem a defesa do organismo.

Antígenos: é toda substância estranha ao organismo que desencadeia a produção de


anticorpos.

B
Cefaleia: é um termo médico utilizado para designar aquilo que conhecemos como dor de
cabeça.
Cartilaginoso: é uma forma especializada de tecido conjuntivo de consistência rígida.
D
Dor nas Articulações: especialmente nas mãos e pés, que tendem a ser simétricos.
DNA: é uma molécula orgânica que contém as instruções genéticas que coordena o
desenvolvimento e o funcionamento dos seres e que transmite as características hereditárias
de todo ser vivo.
F
Fadiga: uma sensação persistente de cansaço e fraqueza.
O
Ortopedia: é uma especialidade médica que atua no estudo e tratamento de doenças, lesões e
deformidades do aparelho locomotor, como articulações, músculos, ossos e ligamentos.
R
Rigidez Matinal: Dificuldade em mover as articulações, especialmente de manhã.
R
Reumatologista: é o especialista da clínica médica que estuda as doenças de origem não
traumática que causam dores músculo-esqueléticas.

ANEXOS
Fonte: Manual de doenças articulares, volume n 4, 2021
INSTITUTO TÉCNICO PRIVADO DE SAÚDE MANDOGEX-UÍGE
(ITPSM - UÍGE)
COORDENAÇÃO DO CURSO DE ENFERMAGEM GERA

FICHA DE INQUÉRITO
A presente ficha de inquérito destina-se na secção de: Banco de Urgência dos Adultos:
Hospital Municipal De Negage, e baseia-se no âmbito da Prova de Aptidão Profissional
(PAP) cuja finalidade é de ajudar de forma grandiosa: Santos António Eusébio, estudante
finalista do Instituto Técnico Privado de Saúde Mandogex - Uíge na obtenção do grau de
Técnico Médio de Enfermagem, subordinado pelo tema: cuidados de enfermagem prestado ao
paciente com Diagnóstico de Artrite reumatoide assistido na Secção do B.U.A do Hospital
Municipal de Negage durante o IVº Trimestre de 2024.
Vim por meio desta contribuir diante desta pesquisa de uma forma unânime e honesta estudar
os casos abaixo. Os dados colectados, servirão única e exclusivamente para fins de trabalho
do fim de curso.
1. IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE/UTENTE
Nome: ………………………………………………………………………………….
Idade: ……………
Género…………..
Peso Kg: ………
Filiação: ……………………………………… e de ……………………………………
Ocupação (SOS)…………………………………………………………………………
Naturalidade ……………………………………………………………………………..
Processo Nº ……………
Nome do serviço: ……………………………………………………………………….
Grupo sanguíneo e factor Rh:…………………………………………………………...
Residência:………………………………………………………………………………
Acompanhante (nome) ………………………………
Grau de afinidade ……………...

2. Queixas Principais (QP):


…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………
3. Sinais e sintomas da doença:
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
………………………………………………………………..
4. Hipótese diagnóstica:
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………
5. Tratamento inicial:
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………….
6. História da Doença Actual (HDA):
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………
7. Controlo de sinais vitais:
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………
8. Antecedentes:
a) Patológicos e/ou farmacológicos pessoais:
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………

b) Patológicos familiares:
Pai………………………………………………………………………………………………
……………………………………………………………………………………….
Mãe:
…………………………………………………………………………………………………
………………………………………………………………………………………
9. Exame físico:
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
………………………………………………………………………
10. Exames complementares:
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
……………………………………………………………………………
11. Diagnóstico definitivo:
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………
Complicações da doença:
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………..
13. Tratamento definitivo:
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
………………………………………………………………..
14. Intervenção de enfermagem:
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………………
………………………………………………………………..
15. Evolução clínica
…………………………………………………………………………………………………
………………………………………………………………………………………
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16. Educação para a saúde


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Instituto Técnico Privado de Saúde Mandogex-Uíge

O tutor
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Prof. LUKUBO WUTAWAKO.

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