SUJEITOS DE DIREITO INTERNCIONAL PÚBLICO
São aqueles que possuem capacidade para atuarem no âmbito internacional
TEORIA CLASSICA: Estados + O.I – a doutrina clássica indica apenas esses como sujeitos de
Direito internacional público, uma vez que apenas esses sujeitos participam efetivamente da
criação do Direito internacional público.
DOUTRINA COMTEMPORÂNEA: Acrescenta os indivíduos – A doutrina contemporânea inclui
os indivíduos como sujeitos de Direito internacional público, em razão de 2 motivos:
a) Os indivíduos podem sofrer uma condenação no TPI – tribunal penal internacional
b) Podem ter acesso a corte interamericana de direitos humanos (exemplo: maria da
penha).
ONG’S, não são sujeitos de direito internacional
Organizações internacionais NÃO TEM soberania, mas tem independência
CONCEITO DAS O.I
É o encontro de vontades dos Estados sobre um tema específico e tem personalidade jurídica
diferente dos Estados que a criam.
Personalidade jurídica internacional:
Originária – ESTADOS
Secundária e objetiva – Organizações internacionais
Nenhum Estado é obrigado a participar de uma O.I
A O.I é criada a partir de acordos e tratados
Funcionamento das O. I’s: 6 órgãos
1 – Assembleia Geral = órgãos deliberativos
2 – Secretaria = Administrativos ‘’assuntos’’
3 – Secretaria geral
4 – Conselho Permanente = Conselho Geral
5 – Mecanismo de solução de conflitos
6 – Órgãos específicos
Capacidades de um O.I:
- Celebrar tratados
- Enviar e receber diplomatas
- Participar de conferências internacionais
- Administrar territórios
Personalidade Jurídica especial:
- Micro estados (tem soberania, mas a segurança é feita por outros estados) ‘’vaticano’’
Personalidade Jurídica anômala:
- Santa Sé. É o ente que faz o governo da igreja católica, sendo seu território o vaticano.
IMUNIDADES DE JURISDIÇÃO
1 - Direito diplomático: Regula as relações diplomáticas = Estados + O.I
2 - Convenção de Viena sobre relações diplomáticas de 1961 – trata sobre DIPLOMATAS
3 - Convenção de Viena sobre relações diplomáticas de 1963 – trata sobre CÔNSULES
4 - DIPLOMATAS tem mais imunidades que os CÔNSULES - Cônsules defendem interesses dos
nacionais, fora do país
5 - Relações diplomáticas:
- Consentimento mútuo – envia missões
- Direito de legação – ativo/passivo
- Acreditação (verifica credenciais do representante do Estado/O.I)
- Economia administrativa (acreditação dupla/Representação comum)
6 - Funções da missão: Art. 3º da CVRD – Convenção de Viena sobre relações diplomáticas
As funções de uma Missão diplomática consistem, entre outras, em:
a) representar o Estado acreditante perante o Estado acreditado;
b) proteger no Estado acreditado os interêsses do Estado acreditante e de seus nacionais,
dentro dos limites permitidos pelo direito internacional;
c) negociar com o Govêrno do Estado acreditado;
d) inteirar-se por todos os meios lícitos das condições existentes e da evolução dos
acontecimentos no Estado acreditado e informar a êsse respeito o Govêrno do Estado
acreditante;
e) promover relações amistosas e desenvolver as relações econômicas, culturais e
científicas entre o Estado acreditante e o Estado acreditado.
2. Nenhuma disposição da presente Convenção poderá ser interpretada como impedindo
o exercício de funções consulares pela Missão diplomática.
OBS: Missões diplomáticas podem exercer funções de missão consular
7 - Fundamento: Garantir o eficaz desempenho da fixação de extraterritorialidade
IMUNIDADES X PRIVILÉGIOS
Imunidades estão presentes nas convenções, os privilégios são convencionados por países
que mantem relações diplomáticas.
As imunidades e privilégios são aplicados ao local da missão, aos bens móveis e imóveis,
arquivos, documentos e correspondências oficiais.
AGENTES DIPLOMATICOS
- Inviolabilidade pessoal e domiciliar – domiciliar CONSULTA NÃO TEM.
- Não prestam depoimento
- Imunidade Penal/ Civil
- Imunidade tributária – tributos diretos
Tem extensão aos familiares sobre esses direitos?
Resposta: Sim, desde que não sejam nacionais do Estado Acreditado - APENAS DIPLOMATAS,
CONSULES NÃO!
OBS: Estado acreditado poderá renunciar à imunidade
A imunidade e privilégios consulares NÃO são absolutos, somente no exercício da função.
Imunidade de jurisdição estatal
Os diplomatas tem duas:
- Jurisdição (processo/julgamento)
- Execução (sentença)
TRATADOS INTERNACIONAIS
- Convenção de Viena de 1969 = Bíblia dos tratados
- Conceito: acordo internacional regido pelo direito internacional. Será sempre formal, ou seja,
de forma escrita
- Estrutura: Preâmbulo (justificativa), partes dispositivas (texto legal) e anexo (explica as
disposições)
- Ratificação: Fase de negociação
- Adesão: Tratado já está em vigor
- Aprovação: Verificação junto aos órgãos internos
No brasil:
Celebração art. 84, VIII. CF/88
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
VIII - celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso
Nacional;
Aprovação da ratificação art. 49, I. CF/88
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem
encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional;
- Reserva: Declaração unilateral com objetivo de excluir ou modificar o efeito jurídico
de disposições do tratado, NÃO podendo modificar o objeto principal dos tratados.
Obs: Não modifica o texto
Obs: É possível vedação de reserva.
Quem pode formular a reserva?
Resposta: Presidente da república e congresso nacional
ENTRADA EM VIGOR (Art. 24 da CV/69)
- Um tratado entra em vigor na forma e na data previstas no tratado ou acordadas pelos
Estados negociadores.
- Na ausência de tal disposição ou acordo, um tratado entra em vigor tão logo o
consentimento em obrigar-se pelo tratado seja manifestado por todos os Estados negociadores.
- Quando o consentimento de um Estado em obrigar-se por um tratado for manifestado
após sua entrada em vigor, o tratado entrará em vigor em relação a esse Estado nessa data, a
não ser que o tratado disponha de outra forma.
- Aplicam-se desde o momento da adoção do texto de um tratado as disposições relativas
à autenticação de seu texto, à manifestação do consentimento dos Estados em obrigarem-se
pelo tratado, à maneira ou à data de sua entrada em vigor, às reservas, às funções de depositário
e aos outros assuntos que surjam necessariamente antes da entrada em vigor do tratado.
APLICAÇÃO PROVISÓRIA (Art. 25 da CV/69)
1. Um tratado ou uma parte do tratado aplica-se provisoriamente enquanto não entra em
vigor, se:
a) o próprio tratado assim dispuser; ou
b) os Estados negociadores assim acordarem por outra forma.
2. A não ser que o tratado disponha ou os Estados negociadores acordem de outra forma, a
aplicação provisória de um tratado ou parte de um tratado, em relação a um Estado, termina se esse
Estado notificar aos outros Estados, entre os quais o tratado é aplicado provisoriamente, sua intenção
de não se tornar parte no tratado.
RATIFICAÇÕES IMPERFEITAS (Art. 46 da CV/69)
Dolo
Se um Estado foi levado a concluir um tratado pela conduta fraudulenta de outro Estado
negociador, o Estado pode invocar a fraude como tendo invalidado o seu consentimento em
obrigar-se pelo tratado.
IRRETROATIVIDADE DOS TRATADOS (Art. 28 da CV/69)
Irretroatividade de Tratados
A não ser que uma intenção diferente se evidencie do tratado, ou seja estabelecida de
outra forma, suas disposições não obrigam uma parte em relação a um ato ou fato anterior ou a
uma situação que deixou de existir antes da entrada em vigor do tratado, em relação a essa
parte.
MERCOSUL
Histórico:
1º foi as relações bilaterais entre Brasil e Argentina
2º Em 1986 é criado tratado de cooperação econômica (PICE)
3º Em 1986 o Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai assinaram o tratado de Assunção, que cria
o Mercosul.
Obs: Venezuela assina o Protocolo de Adesão em 2006
Obs: Em 2012 o Paraguai é suspenso por ‘’Cláusula Democrática’’ pois o pais deve ter
o regime democrático, e o mesmo não estava tendo.
Obs: Em 2016/2017 a Venezuela é suspensa por não respeitar também a Cláusula
Democrática
CATEGORIA DE MEMBROS:
- Efetivos: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai
- Suspensos: Venezuela
- Associados: Chile, Peru, Colômbia, Equador, Guiana e Suriname
- Membro em adesão: Bolívia
OBJETO DE INTEGRAÇÃO:
- Bens, serviços, pessoas e capitais.
ESTRUTURA:
- Conselho do Mercado Comum
- Grupo Mercado Comum
- Comissão do Comercio Mercosul
- Secretaria Adm.
- Parlasul (Parlamento do Mercado Comum do Sul)
-TRP (Tribunal Permanente de revisão)
CRUZ VERMELHA
Qual o papel da Cruz Vermelha internacional?
É aliviar o sofrimento humano, proteger as vidas e a saúde das pessoas e preservar a dignidade
humana, sobretudo durante conflitos armados e outras emergências. Ajuda as pessoas afetadas
por conflitos armados e promove o respeito pelo Direito Internacional Humanitário.
É uma organização independente e neutra, imparcial e o seu mandato se origina essencialmente
das Convenções de Genebra, de 1949.
O CICV não tem personalidade jurídica de organização internacional: não é constituído por
tratado e nem por estados-membros. É uma organização privada, baseada no código civil suíço,
o que poderia lhe dar o status de organização não-governamental (ONG).
Contudo, devido à sua relevância humanitária e neutralidade, o CICV adquiriu mandato
internacional de guardião do Direito Internacional Humanitário, o que lhe proporcionou um status
“híbrido” de organização internacional, tendo acordos-sede e imunidade nos países em que atua.
Além disso, também possui isenção de testemunho em tribunais nacionais e internacionais,
como o Tribunal Penal Internacional (TPI), garantindo a confidencialidade e imparcialidade de
seu trabalho. É também observador na Assembleia Geral das Nações Unidas.
IMUNIDADES DIPLOMATICAS - Convenção de Viena de 1961
Art.29 - Esse artigo proíbe a prisão ou detenção dos diplomatas, mas isso não significa que eles
vão poder passar sem serem julgados. Em caso de crime, o diplomata será julgado pelo país
que representa.
Art. 30 - Não só as embaixadas e consulados têm direito a inviolabilidade, mas também os
domicílios dos diplomatas. Esse artigo define também, igual proteção aos documentos,
correspondência e bens dos diplomatas.
Art. 31 - Os diplomatas têm imunidade de jurisdição penal, civil e administrativa, ou seja, não
respondem penalmente nem por atos oficiais, nem por atos particulares no país em que estão
servindo. Ainda assim, responderão no país que representam.
Art. 38 - Se o agente diplomático tiver residência permanente no Estado em que a missão está
localizada ou for cidadão desse Estado, então, as imunidades serão ratione materiae, isto é,
servirão apenas para atos oficiais.
IMUNIDADES CONSULARES
Comêço e fim dos privilégios e imunidades consulares
1. Todo membro da repartição consular gozará dos privilégios e imunidades previstos pela
presente Convenção desde o momento em que entre no território do Estado receptor para chegar
a seu pôsto, ou, se êle já se encontrar nesse território, desde o momento em que assumir suas
funções na repartição consular.
2. Os membros da família de um membro da repartição consular que com êle vivam, assim
como, os membros de seu pessoal privado, gozarão dos privilégios e imunidades previstos na
presente Convenção, a partir da última das seguintes datas: aquela a partir da qual o membro
da repartição consular goze dos privilégios e imunidades de acôrdo com o parágrafo 1 do
presente artigo; a data de sua entrada no território do Estado receptor ou a data em que se
tornarem membros da referida família ou do referido pessoal privado.
3. Quando terminarem as funções de um membro da repartição consular, seus privilégios
e imunidades, assim como os dos membros de sua família que com êles vivam, ou dos membros
de seu pessoal privado, cessarão normalmente na primeira das datas seguintes: no momento
em que a referida pessoa abandonar o território do Estado receptor ou na expiração de um prazo
razoável que lhe será concedido para êste fim subsistindo, contudo, até êsse momento, mesmo
no caso de conflito armado. Quanto às pessoas mencionadas no parágrafo 2 do presente artigo,
seus privilégios e imunidades cessarão no momento em que deixarem de pertencer à família de
um membro da repartição consular ou de estar a seu serviço. Entretanto, quando essas pessoas
se dispuserem a deixar o Estado receptor dentro de um prazo razoável seus privilégios e
imunidades subsistirão até o momento de sua partida.
4. Todavia, no que concerne aos atos praticados por um funcionário consular ou um
empregado consular no exercício das suas funções a imunidade de jurisdição subsistirá
indefinidamente.
5. No caso de morte de um membro da repartição consular, os membros de sua família
que com êle tenha vivido continuarão a gozar dos privilégios e imunidade que lhe correspondiam
até a primeira das seguintes datas; a da partida do território do Estado receptor ou a da expiração
de um prazo razoável que lhes será concedido para êsse fim.