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HIV: Diagnóstico, Transmissão e Tratamento

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Cadeira: Microbiologia e Parasitologia

Tema: HIV,

Discente:
Fátima Joaquim – 202302979
texto

Docente:

Gilda Florentina

Maputo, Outubro de 2024


Índice
I. Introdução ............................................................................................................................. 2
1. HIV ........................................................................................................................................ 3
1.1. Diagnostico ....................................................................................................................... 3
1.2. Causa ................................................................................................................................. 4
1.3. Transmissão da infecção por HIV ..................................................................................... 4
1.3.1. Transmissão de mãe para filho ................................................................................. 6
1.4. Mecanismo de infecção por HIV ...................................................................................... 7
1.5. Ciclo de vida simplificado do vírus da imunodeficiência humana.................................... 7
1.5.1. Ciclo de vida simplificado do vírus da imunodeficiência humana ................................ 8
1.5.2. Gravidade dos danos causados pelo VIH ...................................................................... 8
1.6. Sintomas de infecção por HIV .......................................................................................... 8
1.7. Classificação da Infecção pelo HIV ................................................................................ 10
1.8. Modo de Transmissão do HIV ........................................................................................ 11
1.9. Tratamento ...................................................................................................................... 11
1.10. Prevenção de infecção por HIV .................................................................................. 12
2. Conclusão ............................................................................................................................ 14
3. Referências Bibliográficas ................................................................................................... 15

1
I. Introdução
O presente trabalho tem por objectivo de falar da HIV. De salientar que o vírus da
imunodeficiência humana (HIV) é um retrovírus, um tipo de vírus que, como muitos
outros, armazena suas informações genéticas como RNA e não como DNA (a maioria
dos outros seres vivos usa DNA).

O HIV destrói progressivamente certos glóbulos brancos do sangue chamados linfócitos


CD4+. Os linfócitos ajudam a defender o corpo contra células estranhas, organismos
infecciosos e câncer. Assim, quando o HIV destrói os linfócitos CD4+, as pessoas ficam
vulneráveis ao ataque por muitos outros organismos infecciosos. Muitas das
complicações da infecção por HIV, incluindo a morte, são geralmente resultado de
outras infecções e não da infecção por HIV diretamente. Irei debriçar do tema de
maneira resumida bem como a conclusão e as respectivas referencias bibliográficas.

2
1. HIV
HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, ataca o
sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células
mais atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV
faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de
outros para continuar a infecção.

Ter o HIV não é a mesma coisa que ter aids. Há muitos soropositivos que vivem anos
sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas podem transmitir o vírus a
outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas
contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não
tomam as devidas medidas de prevenção. Por isso, é sempre importante fazer o teste e
se proteger em todas as situações.

Possui também uma enzima denominada transcriptase reversa, cuja finalidade é


transformar o código genético de RNA para DNA, facilitando assim a sua integração
dentro do material genético da célula hospedeira. Uma vez inserido, o vírus condiciona
essa célula a produzir mais células RNA. O HIV destrói progressivamente certos
glóbulos brancos do sangue chamados linfócitos CD4+. Os linfócitos ajudam a defender
o corpo contra células estranhas, organismos infecciosos e câncer. Assim, quando o
HIV destrói os linfócitos CD4+, as pessoas ficam vulneráveis ao ataque por muitos
outros organismos infecciosos. Muitas das complicações da infecção por HIV, incluindo
a morte, são geralmente resultado de outras infecções e não da infecção por HIV
diretamente.

A infecção por HIV é mais prevalente na África, particularmente na África subsaariana.


A OMS estimou que as estatísticas de 2022 na África mostram que aproximadamente.

1.1. Diagnostico
O diagnóstico de HIV terminal é feito quando pessoas infectadas por HIV desenvolvem
certas doenças. Essas doenças, chamadas doenças definidoras de AIDS, incluem

Infecções sérias que ocorrem principalmente em pessoas com o sistema imunológico


enfraquecido (chamadas infecções oportunistas), incluindo infecções fúngicas (como
criptococose e pneumonia por Pneumocystis jirovecii), infecções bacterianas (como o
3
complexo Mycobacterium avium e Mycobacterium tuberculosis) e infecções virais
(como infecções graves por herpes simples e infecções por citomegalovírus)

Testes para detectar anticorpos ao vírus HIV em uma amostra de sangue ou saliva

Testes para detectar RNA do HIV em uma amostra de sangue

O diagnóstico precoce de infecção por HIV é importante, pois possibilita o tratamento


precoce. O tratamento permite às pessoas infectadas viverem mais, serem mais
saudáveis e ficarem menos propensas a transmitir o HIV para outras pessoas.

Os médicos geralmente perguntam sobre fatores de risco para a infecção por HIV (tais
como possível exposição no local de trabalho, atividades sexuais de alto risco e uso de
drogas ilícitas injetáveis) e sobre sintomas (tais como fadiga, erupções cutâneas e perda
de peso).

Os médicos também fazem um exame físico completo para verificar sinais de infecções
oportunistas, tais como linfonodos inchados e placas brancas dentro da boca (indicando
candidíase) e sinais de sarcoma de Kaposi da pele ou da boca.

1.2. Causa
A aids é a doença causada pela infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV é
a sigla em inglês). Esse vírus ataca o sistema imunológico, que é o responsável por
defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+.

As infecções por HIV podem ser causadas por 1 de 2 retrovírus, HIV-1 ou HIV-2
(consulte a barra lateral O que é um retrovírus?). O HIV-1 causa a maioria das infecções
por HIV no mundo todo, mas o HIV-2 causa muitas infecções pelo HIV na África
Ocidental. O HIV-2 parece ser menos grave do que o HIV-1. A infecção por outro tipo
de retrovírus, o vírus linfotrópico de células T humanas tipo 1 (HTLV-1), é menos
comum, mas também pode causar uma doença séria.

1.3. Transmissão da infecção por HIV


A transmissão do HIV requer o contacto de uma superfície aberta (como um corte) de
uma pessoa não infectada com fluidos corporais que contenham o vírus. O HIV pode
surgir praticamente em qualquer líquido corporal, mas a sua transmissão ocorre
4
sobretudo através do sangue, do sêmen, dos fluidos vaginais e do leite materno. Embora
as lágrimas, a urina e a saliva possam conter baixas concentrações de HIV, a
transmissão por estes líquidos é extremamente rara, se ocorrer.

O HIV não é transmitido pelo contacto que não envolve a troca de fluidos corporais
(como tocar, segurar ou beijar seco) ou por contato não sexual próximo (como tocar
uma superfície ou um objeto). Não há registro de nenhum caso de transmissão de HIV
através da tosse ou do espirro de uma pessoa infectada, nem por uma picada de
mosquito. A transmissão ao paciente por um médico ou um dentista infectado é
extremamente rara.

O HIV é geralmente transmitido das seguintes formas:

Por contato sexual com uma pessoa infectada, quando a membrana mucosa que reveste
a boca, a vagina, o pênis ou o reto fica exposta a líquidos corporais, como sêmen ou
fluidos vaginais contendo HIV, como ocorre durante uma relação sexual desprotegida.

Injeção de sangue contaminado, como pode ocorrer quando agulhas são compartilhadas
ou um profissional de saúde é acidentalmente picado com uma agulha contaminada por
HIV.

Por transmissão de uma mãe infectada para o seu filho, quer seja antes, durante ou
depois do parto através do leite materno.

Procedimentos médicos, como transfusão de sangue que contenha HIV, procedimentos


realizados com instrumentos inadequadamente esterilizados ou transplante de um órgão
ou de tecidos infectados.

O HIV tem mais probabilidade de ser transmitido se a pele ou uma membrana mucosa
for lacerada ou danificada, ainda que minimamente. Durante o sexo vaginal ou anal,
pequenos cortes podem ocorrer nos órgãos genitais ou na pele ao redor, mesmo que a
pessoa não esteja ciente da presença de um corte.

A maioria das infecções por HIV é transmitida por contato heterossexual, mas os fatores
de risco variam de acordo com os níveis de renda da região ou nação. Por exemplo, a
transmissão entre homens que fazem sexo com homens é geralmente a maneira mais
comum de a infecção ocorrer em países com muitos recursos, mas pessoas que injetam
drogas são desproporcionalmente afetadas no centro e leste.

5
Em áreas onde a transmissão heterossexual é dominante, a infecção por HIV segue vias
de comércio, transporte e migração econômica para cidades e se espalha
secundariamente para áreas rurais.

A transmissão de HIV pelas rotas mais comuns, contato sexual ou pelo


compartilhamento de seringas, é quase completamente evitável.

1.3.1. Transmissão de mãe para filho


A infecção por HIV em um grande número de mulheres em idade fértil levou a um
aumento da infecção por HIV entre crianças.

A infecção por HIV pode ser transmitida de uma mãe infectada com HIV para seu filho
das seguintes formas:

 Durante a gravidez, para o feto através da placenta


 Durante o parto, para o bebê ao passar pelo canal do parto
 Para o bebê após o nascimento pelo leite materno
 Sem medicamentos antirretrovirais, o risco cumulativo global de transmissão da
mãe para a criança é de 35% a 45%.

O tratamento de gestantes infectadas com medicamentos antirretrovirais pode reduzir o


risco de transmissão significativamente. Gestantes infectadas com HIV devem ser
tratadas durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez, durante o parto e durante a
amamentação. Realizar parto cesariana e tratar o bebê por várias semanas após o parto
também podem reduzir o risco.

O HIV é excretado no leite materno. Mães infectadas não devem amamentar se viverem
em regiões onde a alimentação com fórmula é segura e acessível. Porém, em regiões
onde doenças infecciosas e subnutrição são causas comuns de morte infantil, e não
existe disponibilidade de fórmula infantil segura e acessível, a Organização Mundial de
Saúde recomenda o tratamento antirretroviral combinado com amamentação por, pelo
menos, 12 meses. Nesses casos, a proteção contra infecções potencialmente fatais
oferecida pela amamentação pode contrabalançar o risco da transmissão pelo HIV.

Como muitas mulheres com infecção por HIV e seus bebês são tratados ou tomam
medicamentos para prevenir a infecção pelo HIV, o número de crianças que contraem
HIV está diminuindo em muitos países.

6
Como muitas mulheres com infecção por HIV e seus bebês são tratados ou tomam
medicamentos para prevenir a infecção pelo HIV, o número de crianças que contraem
HIV está diminuindo em muitos países.

1.4. Mecanismo de infecção por HIV


Uma vez dentro do organismo, o HIV adere a vários tipos de glóbulos brancos do
sangue. Os mais importantes são certos linfócitos T auxiliares (células T). Os linfócitos
T auxiliares activam e coordenam outras células do sistema imunológico. Na sua
superfície, esses linfócitos têm um receptor chamado CD4, que possibilita ao HIV se
anexar a eles. Assim, esses linfócitos auxiliares são designados como CD4+.

O HIV é um retrovírus. Ou seja, ele armazena suas informações genéticas como o ácido
ribonucleico (RNA). Uma vez no interior de um linfócito CD4+, o vírus usa uma
enzima chamada transcriptase reversa para fabricar uma cópia de seu RNA, mas a cópia
é feita como ácido desoxirribonucleico (DNA). Neste ponto, o HIV sofre mutações com
facilidade, pois a transcriptase reversa tende a cometer erros durante a conversão do
RNA do HIV em DNA. Essas mutações dificultam ainda mais o controle do HIV, pois
muitas mutações aumentam a chance de produzir HIV que pode resistir a ataques pelo
sistema imunológico da pessoa e/ou por medicamentos antirretrovirais. A cópia do
DNA do HIV é incorporada ao DNA do linfócito infectado. A própria estrutura genética
do linfócito reproduz (replica) então o HIV. Por fim, o linfócito é destruído.

1.5. Ciclo de vida simplificado do vírus da imunodeficiência


humana
Como todos os vírus, o vírus da imunodeficiência humana (HIV) reproduz-se (replica)
utilizando a estrutura genética da célula que infecta, geralmente um linfócito CD4+.

O HIV libera RNA, que constitui o código genético do vírus, no interior da célula. Para
o vírus replicar, seu RNA deve ser convertido para DNA. O RNA é convertido por uma
enzima chamada transcriptase reversa (produzida pelo HIV). O vírus HIV sofre uma
mutação fácil nesse ponto, porque a transcriptase reversa tende a cometer erros durante
a conversão do RNA viral em DNA.

7
1.5.1. Ciclo de vida simplificado do vírus da imunodeficiência
humana
Quando a infecção por HIV destrói os linfócitos CD4+, ela enfraquece o sistema
imunológico do corpo, que protege contra muitas infecções e tipos de câncer. Esse
enfraquecimento é parte da razão porque o organismo humano é incapaz de eliminar a
infecção por HIV uma vez iniciada. No entanto, o sistema imunológico tem alguma
capacidade de resposta. Dentro do período de um ou dois meses depois de ter contraído
a infecção, o organismo produz linfócitos e anticorpos que ajudam a baixar a quantidade
de HIV no sangue e a manter a infecção sob controle. Por este motivo, a infecção por
HIV não tratada pode não causar nenhum sintoma ou somente sintomas muito leves
durante, em média, cerca de dez anos (variando de dois a mais de quinze anos). O HIV
também infecta outras células, por exemplo, as células da pele, do cérebro, do trato
genital, do coração e dos rins, causando doença nesses órgãos.

1.5.2. Gravidade dos danos causados pelo VIH


A maioria das pessoas saudáveis apresenta uma contagem de CD4 de 500 a 1.000
células por microlitro de sangue. Normalmente, o número de linfócitos CD4+ é
reduzido durante os primeiros meses de infecção. Passados cerca de três a seis meses, a
contagem de CD4 se estabiliza, mas, sem tratamento, geralmente continua a declinar a
um ritmo que varia de lento a rápido.

Se a contagem de CD4 cair para menos de 200 células por microlitro de sangue, o
sistema imunológico fica menos capaz de combater determinadas infecções (como a
pneumonia por Pneumocystis jirovecii). A maioria dessas infecções é rara em pessoas
saudáveis. No entanto, elas são comuns entre pessoas com o sistema imunológico
enfraquecido. Essas infecções são chamadas infecções oportunistas porque se
aproveitam de um sistema imunológico enfraquecido.

1.6. Sintomas de infecção por HIV


Infecção inicial

Quando inicialmente infectadas, muitas pessoas não têm sintomas observáveis, mas
dentro de uma a quatro semanas podem surgir febre, erupções cutâneas, dor de garganta,
linfonodos inchados, cansaço e uma série de sintomas menos comuns em algumas

8
pessoas. Os sintomas de infecção inicial (primária) por HIV duram geralmente de três a
catorze dias.

Intervalo com sintomas leves ou ausentes

Depois que os primeiros sintomas desaparecem, a maioria das pessoas, mesmo sem
tratamento, não apresenta sintomas ou apresenta alguns sintomas leves apenas
ocasionalmente. Este intervalo com poucos ou nenhum sintoma pode durar de dois a
quinze anos. Os sintomas que ocorrem mais comumente durante este intervalo incluem:

 Linfonodos inchados, percebidos como caroços pequenos e indolores no


pescoço, debaixo dos braços ou na virilha
 Placas brancas na boca causadas por uma infecção por leveduras (candidíase)
 Cobreiro (herpes zóster)
 Diarreia
 Fadiga
 Febre, às vezes com sudorese
 Perda de peso progressiva
 Anemia

Algumas pessoas perdem peso progressivamente e têm febre baixa e diarreia.

Esses sintomas podem resultar de infecção por HIV ou de infecções oportunistas que
surgem porque o HIV enfraqueceu o sistema imunológico.

Sintomas mais graves

Para algumas pessoas, os primeiros sintomas são os de AIDS.

AIDS (também chamada infecção terminal por HIV) é definida como o


desenvolvimento de infecções oportunistas muito sérias ou câncer, doenças que
geralmente se desenvolvem em pessoas com uma contagem de CD4 de menos de 200
células por microlitro de sangue.

As infecções oportunistas específicas e os cânceres que se desenvolvem causam muitos


dos sintomas. Essas infecções ocorrem mais frequentemente ou são mais graves em
pessoas com infecção por HIV do que em pessoas sem a infecção.

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Infecções oportunistas sérias podem causar diversos sintomas, dependendo do órgão
afetado:

Pulmões: febre, tosse ou falta de ar

Cérebro: dor de cabeça, fraqueza, perda de coordenação ou deterioração do


funcionamento mental

Trato digestivo: dor, diarreia ou sangramento

O HIV também pode causar sintomas quando infecta diretamente e danifica órgãos
como os seguintes:

Cérebro: dano cerebral com perda de memória, dificuldade de pensar e se concentrar ou


ambos, resultando, por fim, em demência se a infecção por HIV não for tratada, assim
como fraqueza, tremor ou dificuldade ao andar

Rins: insuficiência renal acompanhada de inchaço das pernas e do rosto, cansaço e


alterações na diurese, mas muitas vezes não até a infecção se tornar grave

Coração: insuficiência cardíaca com falta de ar, tosse, respiração sibilante e cansaço
(incomum)

Órgãos genitais: diminuição dos níveis de hormônios sexuais, o que pode causar fadiga
e disfunção sexual em homens

O HIV é, provavelmente, diretamente responsável por uma perda significativa de peso


(caquexia da AIDS) em algumas pessoas. A caquexia em pessoas com AIDS também
pode ser causada por uma série de infecções ou por uma infecção persistente e não
tratada do trato digestivo.

1.7. Classificação da Infecção pelo HIV


 Grupo I: Infecção aguda. Caracteriza-se por sinais e sintomas transitórios
(síndrome mononucleose-símile, rash cutâneo, linfadenopatia, mialgia, alteração
neurológica tipo meningismo, febre e mal-estar);
 Grupo II: Infecção assintomática. Caracteriza-se pela ausência de sinais e
sintomas específicos da infecção pelo HIV em indivíduos soropositivos;

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 Grupo III: Linfadenopatia persistente generalizada. Em indivíduos
soropositivos para HIV, apresenta linfadenopatia envolvendo duas ou mais
regiões extra-inguinais, com duração de pelo menos 3 meses, desde que sejam
excluídas outras causas de aumento dos gânglios linfáticos. O estado geral do
paciente geralmente é bom, raramente se observando hepatoesplenomegalia;
 Grupo IV: Engloba outras doenças como doença constitucional (linfadenopatia
generalizada, astenia, diarreia, febre, sudorese noturna e emagrecimento superior
a 10% do peso corporal anterior), doença neurológica, doenças infecciosas
secundárias, neoplasias secundárias.

1.8. Modo de Transmissão do HIV


 Transmissão sexual;
 Transmissão sanguínea;
 Uso de drogas injetáveis;
 Transmissão vertical (da mãe para o filho durante a gravidez);
 Transplantes de órgão;
 Inseminação artificial.

Relações sexuais sem protecção e o compartilhamento de material para o uso de drogas


injetáveis são os principais meios de contaminação pelo vírus HIV

1.9. Tratamento
Ainda não existe cura para a SIDA, uma vez que não há um tratamento específico capaz
de erradicar o vírus do corpo humano. No entanto, já existem várias drogas capazes de
retardar a manifestação da doença.

Inibidores da Transcriptase Reversa Nucleosídeos

 Primeiros agentes anti-retrovirais usados para o tratamento da infecção pelo


HIV;
 Atuam incorporando-se ao DNA do vírus e interrompendo assim o processo de
elaboração;
 O DNA resultante fica incompleto e não consegue formar vírus novos.

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Inibidores da Transcriptase Reversa Não Nucleosídeos

 Potente classe de substâncias altamente eficazes no bloqueio da replicação do


vírus HIV em cepas sensíveis ou resistentes aos inibidores da transcriptase
reversa necleosídeos;
 Umas das vantagens dessas substâncias é os efeitos colaterais não se sobrepõem
aos dos nucleosídeos e inibidores de protease;
 Atuam interrompendo a produção de HIV, ligando-se diretamente à transcriptase
reversa, impedindo a conversão do RNA em DNA;

Inibidores da Protease

 A protease do HIV é uma aspartilprotease que conduz o processamento de


poliproteína gag-pol;
 Atuam no último estágio do ciclo de reprodução viral, impedindo o HIV de ser
 adequadamente elaborado e liberado da célula CD4+ infectada, bloqueando a
ação da enzima protease;
 As partículas virais produzidas são estruturalmente distorcidas e não infectantes.

Inibidores da Integrase

 Nova linha de antirretrovirais, capaz de evitar que o vírus se integre ao DNA do


linfócito CD4;
 O tratamento é eficaz quando combinado com várias drogas agindo ao mesmo
tempo em diferentes etapas da replicação vital, como transcriptase mais protease
mais integrase, por exemplo.

1.10. Prevenção de infecção por HIV


Actualmente, não há nenhuma vacina eficaz contra o HIV para prevenir a infecção por
HIV ou retardar sua progressão em pessoas já infectadas. Entretanto, tratar pessoas que
têm infecção por HIV reduz o risco de elas transmitirem a infecção para outras pessoas.

A transmissão de HIV pelas rotas mais comuns, contacto sexual ou pelo


compartilhamento de seringas, é quase completamente evitável. Infelizmente, as
medidas necessárias para a prevenção – abstinência sexual, uso regular de preservativos
e acesso a agulhas limpas – são por vezes impopulares do ponto de vista pessoal ou
social. Para muitos, é difícil alterar os seus hábitos sexuais ou de dependência, por isso

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continuam com as actividades que os colocam em risco de infecção pelo HIV. Além
disso, práticas sexuais mais seguras não são infalíveis. Por exemplo, os preservativos
podem vazar ou se romper.

Preservativos fabricados em látex proporcionam uma boa protecção contra o HIV (bem
como contra outras infecções sexualmente transmissíveis), mas não são infalíveis.
Lubrificantes à base de óleo (como vaselina) não devem ser usados porque eles podem
dissolver o látex reduzindo a eficácia do preservativo.

Outras medidas podem ajudar. Para homens, a circuncisão, um procedimento seguro e


de baixo custo, reduz o risco de ser infectado durante a relação sexual vaginal com uma
mulher infectada em cerca de 50%. Não está claro se a circuncisão reduz o risco de
infecção por HIV em outras circunstâncias. Como a circuncisão proporciona apenas
proteção parcial contra a infecção por HIV, as pessoas também devem utilizar outras
medidas para prevenir esta infecção. Por exemplo, se um dos parceiros tiver uma
infecção sexualmente transmissível ou infecção por HIV, ela deve ser tratada, devendo-
se utilizar preservativos de forma correta e constante.

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2. Conclusão
Tendo feito o trabalho, conclui que o HIV é transmitido através da troca de fluidos
corporais (sêmen, líquido vaginal, sangue, leite materno) com uma pessoa infectada,
geralmente por sexo vaginal ou anal, compartilhamento de agulhas ou de mãe para filho
(durante a gravidez, parto ou amamentação).

O HIV destrói certos tipos de glóbulos brancos do sangue, enfraquecendo as defesas do


corpo contra infecções e cânceres.

Quando as pessoas são infectadas, os sintomas de febre, erupções cutâneas, aumento do


tamanho dos linfonodos e cansaço podem durar de alguns dias a várias semanas e,
depois, elas podem ficar sem sintomas por mais de uma década.

Exames de sangue para verificar o anticorpo ao HIV e para medir a quantidade de vírus
do HIV podem confirmar o diagnóstico.

Os testes de triagem para HIV estão disponíveis para adultos e adolescentes,


especialmente gestantes, independentemente de qual pareça ser o risco.

Os medicamentos para HIV (medicamentos antirretrovirais) podem interromper a


reprodução do HIV, permitir que o sistema imunológico se fortaleça e, assim, permitir
que as pessoas vivam sem infecções graves ou cânceres relacionados ao HIV.

A maioria das pessoas não tratadas acaba adoecendo e desenvolvendo AIDS, definida
pela presença de infecções sérias e cânceres.

14
3. Referências Bibliográficas
I. Weiss RA (maio de 1993). «How does HIV cause AIDS?». Science. 260 (5112):
1273–9. Bibcode:1993Sci...260.1273W. ISSN 0036-8075. PMID 8493571.
doi:10.1126/science.8493571
II. Douek DC, Roederer M, Koup RA (2009). «Emerging Concepts in the
Immunopathogenesis of AIDS». Annu. Rev. Med. 60: 471–84. PMC
2716400Acessível livremente. PMID 18947296.
doi:10.1146/[Link].60.041807.123549
III. Lifson AR (1988). «Do alternate modes for transmission of human
immunodeficiency virus exist? A review». JAMA. 259 (9): 1353–6. PMID
2963151. doi:10.1001/jama.259.9.1353
IV. UNAIDS (2006). «Overview of the global AIDS epidemic» (PDF). 2006 Report
on the global AIDS epidemic. [S.l.: s.n.]
V. Greener, R. (2002). «AIDS and macroeconomic impact». In: S, Forsyth (ed.).
State of The Art: AIDS and Economics. [S.l.]: IAEN. pp. 49–55

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