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Entendendo o Acidente Vascular Cerebral

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INSTITUTO TÉCNICO PRIVADO DE SAÚDE FONTE DO SABER

Anatomia

AVC

Grupo: Autores

Sala:21 1. Domingas Iango

Classe:11ª 2. Emanuel Diogo

Período: Manhã 3. José Papel Rodrigues

4. Jorge Manuel

5. Joana Cimbete

6. Maria Luíza

7. Osvaldo Júlio Antônio

8. Victória Monteiro

Orientador

_____________________________

Malanje, 2024
INSTITUTO TÉCNICO PRIVADO DE SAÚDE FONTE DO SABER

Anatomia
AVC
Grupo:
Sala:21
Classe:11ª
Período: Manhã

Trabalho do Iº trimestre do Instituto


Técnico Privado de Saúde Fonte Do
Saber como requisito para a disciplina de
Anatomia e Fisiologia Humana (AFH).

Orientador

_____________________________

Malanje, 2024
Resumo
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma lesão cerebral secundária a um
mecanismo vascular e não traumático. É caracterizada pela instalação de um déficit
neurológico focal, repentino e não convulsivo, com duração maior que 24 horas (o que
o difere de um ataque isquêmico transitório) ou com alteração nos exames de imagem.
O AVC é uma das maiores causas de morte e incapacidade adquirida em todo o mundo.
Representa a quarta maior causa de morte nos EUA e é o distúrbio neurológico
incapacitante mais comum.
A incidência é maior em afrodescendentes do que em brancos e levemente maior
em homens do que em mulheres. Os AVCs são classificados como isquêmicos
(AVCi) ou hemorrágicos (AVCh), de acordo com o processo patológico subjacente.
Sendo que os AVCi são os mais comuns, representando 85%. Enquanto que os AVCh
correspondem a 15% dos casos.
Índice
Introdução -------------------------------------------------------------------------------------------- 4
1.1. Conceitos de AVC---------------------- ------------------------------------------------------- 5
2. Classificação do AVC---------------------------------------------------------------------------- 5
2.1. AVC isquémico -------------------------------------------------------------------------------- 5
2.1.1. Causas do AVC isquémico ----------------------------------------------------------------- 5
2.2. AVC hemorrágico ---------------------------- ------------------------------------------------ 6
2.2.1. Causas do AVC hemorrágico---------------------------------------------------------------6
3. Sintomas de AVC -------------------------------------------------------------------------------- 7
4. Diagnósticos -------------------------------------------------------------------------------------- 7
5. Tratamentos --------------------------------------------------------------------------------------- 7
6. Medicamentos usados no o tratamento do AVC--------------------------------------------- 8
7. Sequelas de AVC -------------------------------------------------------------------------------- 9
8. Fatores de risco-----------------------------------------------------------------------------------10
Cuidados de enfermagem--------------------------------------------------------------------------11
Conclusão -------------------------------------------------------------------------------------------
12
Referências bibliográficas ------------------------------------------------------------------------ 13
Introdução

O AVC decorre da alteração do fluxo de sangue ao cérebro. Responsável pela


morte de células nervosas da região cerebral atingida, o AVC pode se originar de uma
obstrução de vasos sanguíneos, o chamado acidente vascular isquêmico, ou de uma
ruptura do vaso, conhecido por acidente vascular hemorrágico.

Objectivos:

Objectivo Geral:

 Inferir os principais assuntos que tem a ver com o


AVC.

Objectivos específicos:

 Definir o AVC;
 Descrever a sua classificação;
 Apresentar os sintomas, as causas, alguns tratamentos e
sequelas do AVC.
Fundamentação teórica

1.1 Conceitos
O AVC, também conhecido como derrame cerebral ou acidente vascular cerebral,
ocorre quando há entupimento ou rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro,
causando a paralisia da região afetada no cérebro. A condição provoca sintomas como
perda súbita de visão, dor de cabeça intensa e diminuição ou perda súbita da força na
face, no braço ou na perna de um lado do corpo.
De forma geral, o AVC é a morte de células do cérebro, que acontece pela
interrupção do fluxo sanguíneo no órgão. Essa falta de circulação do sangue pode
ocorrer de duas maneiras: AVC hemorrágico: quando um vaso sanguíneo ou artéria se
rompe, causando vazamento do sangue na região e interrompendo o fluxo sanguíneo
apropriado.

2. Classificação do AVC

Podemos classificar o AVC, de acordo com a sua causa, em: isquêmico e


hemorrágico. O AVC isquêmico caracteriza-se pela interrupção do fluxo sanguíneo no
cérebro, normalmente associado à presença de coágulos ou placa aterosclerótica.

Já o tipo hemorrágico ocorre em virtude do extravasamento de sangue graças a


uma ruptura de algum vaso sanguíneo, podendo ocorrer, por exemplo, pelo rompimento
de um aneurisma. O principal tipo de AVC é o isquêmico, acontecendo em cerca de
80% dos casos.

2.1. AVC isquémico

O AVC isquêmico ocorre quando há obstrução da artéria, impedindo a passagem


de oxigênio para as células cerebrais e causando sua morte. Essa condição é chamada
de isquemia cardíaca.

A obstrução da artéria pode acontecer por um trombo, que é um coágulo de


sangue que se forma na parede do vaso sanguíneo, ou por um êmbolo, que nada mais é
do que um trombo que se desloca pela corrente sanguínea até ficar preso em um vaso
sanguíneo.
2.1.1 Causas do AVC isquémicos

As causas do AVC isquêmico são:

 Aterosclerose: condição vascular onde ocorre o acúmulo de lipídeos (como o


colesterol e triglicérides), plaquetas e outras substâncias no seu interior dos vasos,
levando a um espessamento gradual de suas paredes e gerando sua obstrução;
 Formação de trombos: pequenos grumos sanguíneos coagulados, de diversos
tamanhos, que quando em circulação, encontram um vaso menor que seu diâmetro
causando sua obstrução;
 Inflamações: respostas locais que o nosso corpo produz para combater alguma
situação indesejável. No AVC, as inflamações mais comuns são as causadas por
anti-corpos (doenças autoimunes) e as infecções que acometem o interior das
artérias.
2.2. AVC hemorrágico

O AVC hemorrágico ocorre quando há o rompimento de um vaso


cerebral, ocorrendo um sangramento em algum ponto do sistema nervoso. A hemorragia
pode acontecer no interior do tecido cerebral ou perto da superfície cerebral, entre o
cérebro e a meninge, conhecido como AVC hemorrágico subaracnoideo. Embora esse
tipo não seja tão comum quanto o isquêmico, pode causar a morte mais frequentemente
quando comparado a ele.

2.2.1 Causas do AVC hemorrágico

As causas do AVC hemorrágico são:

 Hipertensão arterial;
 Inflamação nos vasos sanguíneos, que podem se desenvolver a partir de doenças
como sífilis, doença de Lyme, vasculite e tuberculose;
 Distúrbios de coagulação do sangue, como a hemofilia;
 Ferimentos na cabeça ou no pescoço que resultam em danos aos vasos sanguíneos
na cabeça ou no pescoço;
 Tratamento com radiação para câncer no pescoço ou cérebro;
 Angiopatia amiloide cerebral (uma doença degenerativa dos vasos sanguíneos);
 Aterosclerose;
 Arritmias cardíacas;
 Doenças das válvulas cardíacas, como prolapso da válvula mitral ou estenose de
uma válvula cardíaca;
 Endocardite;
 Forame oval patente, que é um defeito cardíaco congênito;
 Distúrbios de coagulação do sangue;
 Vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos);
 Vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos);
 Insuficiência cardíaca;
 Infarto agudo do miocárdio.
3. Sintomas de AVC
Os principais sintomas de AVC são:
 Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do
corpo;
 Alteração súbita da sensibilidade com sensação de formigamento na face, braço
ou perna de um lado do corpo;
 Perda súbita de visão num olho ou nos dois olhos;
 Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para
compreender a linguagem;
 Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente;
 Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou
vômitos.
4. Diagnóstico
O diagnóstico de AVC é feito por meio de exames de imagem, como tomografia
computadorizada, ressonância magnética e ecocardiograma para identificar a área do
cérebro afetada e o tipo de AVC. Exames como angiografia e ultrassonografia também
podem ser necessários em alguns quadros.

Assim que o paciente chega ao hospital, entre os cuidados clínicos de emergência estão:
 Verificar os sinais vitais, como pressão arterial e temperatura axilar;
 Posicionar a cabeceira da cama a 0°, exceto se houver vômitos (nesse caso
manter a 30 graus);
 Colocar acesso venoso periférico em membro superior não paralisado;
 Administrar oxigênio por cateter nasal ou máscara, caso o paciente precise
 Checar a glicemia capilar;
 Determinar o horário de início dos sintomas por meio de questionário ao
paciente ou acompanhante.
5. Tratamento de AVC
O tratamento de AVC é feito de acordo com o tipo de derrame cerebral que o
paciente teve. Por ser um quadro de emergência médica, o tratamento deve ser feito o
mais rápido possível para evitar a morte dos neurônios do cérebro, que pode provocar
diversas sequelas. Se o tempo de aparecimento dos sintomas for inferior a quatro horas,
sem presença de hemorragia intracraniana, pode-se tentar a desobstrução das artérias
através de uma medicação endovenosa, o rt-PA. O procedimento é conhecido como
trombólise endovenosa.

Caso o exame de imagem aponte a presença de um trombo nas artérias cerebrais, a


preferência é a retirada mecânica ou dissolução local do mesmo através de
procedimentos endovasculares. A partir deles, é possível retirar o trombo ou infundir no
próprio local medicações que desfaçam a obstrução, incluindo o rt-PA. Isto possibilita a
desobstrução imediata da artéria obstruída. Este procedimento é indicado para pacientes
com até 8 horas após o derrame.

Se a história é superior a quatro horas, sem evidências da presença de trombo nas


artérias intracerebrais detectadas pelas imagens, resta apenas o tratamento clínico e o
suporte para diminuição de danos e prevenção de novos eventos.

6. Medicamentos usados no o tratamento do AVC

Os medicamentos usados no tratamento do AVC são geralmente indicados para


evitar futuras complicações, a exemplo de doenças cardiovasculares. Para casos como
esse, a sinvastatina costuma ser o remédio mais prescritos por especialistas.

Outros medicamentos usados para prevenir complicações e tratar efeitos do AVC


são:

 Aradois;
 Aspirina Prevent;
 Atorvastatina Cálcica;
 Cebralat;
 Cilostazol;
 Clopidogrel;
 Coumadin;
 Cozaar;
 Effient;
 Eliquis;
 Marevan.
Esses medicamentos também podem ser recomendados por médicos para prevenir a
ocorrência de acidentes vasculares cerebrais. No entanto, sempre tenha em mente que
somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem
como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações
do seu médico e nunca se automedique.
Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo
mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções
na bula.

7. Sequelas de AVC

As principais sequelas do AVC são:

 Déficit motor: ocorre quando a área afetada pelo AVC é aquela responsável
pelos movimentos do nosso corpo, sendo o lado esquerdo do cérebro
responsável pelos movimentos do lado direito e vice-versa

 Déficit sensitivo: diversas áreas do cérebro estão relacionadas à sensibilidade.


Quando há lesão de uma delas, a pessoa deixa de sentir um lado do corpo

 Afasia: quando o AVC ocorre na área do cérebro correspondente à linguagem


(broca e wernicke), é comum o paciente sofrer com a afasia

 Apraxia: o paciente de AVC com apraxia perde a capacidade de se expressar


por gestos e mímicas e de realizar tarefas motoras em sequências. Por exemplo:
a incapacidade de fazer gestos que tenham um significado predefinido, como o
sinal de silêncio, acenar para dar oi ou levantar o polegar em sinal positivo.

 Negligência: decorrente de lesões no hemisfério cerebral não dominante, que na


maioria da população é o lado direito. Essa sequela diz respeito à pessoa que
negligencia uma parte ou um lado se seu corpo, como se aquele segmento não
pertencesse à pessoa

 Agnosia visual: entende-se por agnosia visual a incapacidade da pessoa de


reconhecer objetos e pessoas através da visão, apesar de essa não ter sido
comprometida. Dependendo do grau da lesão, a pessoa pode inclusive não
reconhecer mais rostos

 Déficit de memória: ocorre quando a região temporal do cérebro é afetada. No


geral, a pessoa perde a capacidade de lembrar eventos recentes, recordando
apenas episódios passados
 Lesões no tronco: no tronco cerebral, estão localizados centros responsáveis por
atividades vitais, como a respiração. Lesões nesta região podem deixar sequelas
graves e até mesmo levar à morte. Pacientes com esse tipo de sequela podem
apresentar também paralisia nos dois lados do corpo, estrabismo e dificuldades
para engolir — cada ponto sendo tratado por su sua especialidade específica

 Alterações comportamentais: ocasionadas por uma lesão na parte frontal do


cérebro, as alterações comportamentais são comuns em vítimas de AVC. O
indivíduo geralmente passa por quadros de agitação e quadro de apatia, passando
por sintomas como perda de iniciativa ou explosões de raiva sem causa aparente

 Depressão: os sintomas manifestados são iguais aos da depressão comum —


como tristeza, apatia, sono inadequado, transtornos alimentares, entre outros —
e pede um tratamento especializado com um psicólogo e com um neurologista
ou psiquiatra

 Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT): é comum em indivíduos com


AVC. Sintomas que ajudam a identificar o problema são pesadelos persistentes e
tendência do paciente a evitar lembranças do evento.

8. Fatores de risco

Os fatores de risco para AVC mais conhecidos, seja qual for o tipo, são:

 Hipertensão
 Diabetes tipo 2
 Colesterol alto
 Sobrepeso e obesidade
 Tabagismo
 Uso excessivo de álcool
 Idade avançada
 Sedentarismo
 Histórico familiar (parente próximo, como pai, mãe ou irmão, teve um AVC)
 Ser do sexo masculino
Além disso, doenças cardiovasculares que influenciam no fluxo sanguíneo
podem aumentar o risco de AVCs isquêmicos, como:
 Arritmias cardíacas, como fibrilação atrial
 Doenças das válvulas cardíacas, como prolapso da válvula mitral ou estenose de
válvula cardíaca
 Endocardite, que é a infecção das valvas do coração
 Forame oval patente, que é um defeito cardíaco congênito
 Insuficiência cardíaca
 Infarto agudo do miocárdio.
Cuidados de enfermagem
A prevenção do AVC envolve o diagnóstico e tratamento adequado de doenças e
condições preexistentes, como hipertensão, diabetes e doenças cardíacas — além da
interrupção da ingestão de bebidas alcoólicas e o fumo. Após um quadro de AVC, a
adequação dos hábitos de vida é essencial para prevenir um novo derrame. Como
técnico de enfermagem recomendo a fazer o seguinte:

 Não fumar ou não permitir que outros fumem perto de você;

 Manter o peso saudável;

 Praticar pelo menos 30 minutos de exercícios na maioria dos dias da semana


(caminhada é uma boa escolha);

 Manter uma dieta equilibrada, com menos colesterol, gorduras saturadas, açúcar e
sal, conforme orientação profissional;

 Controlar a pressão, em caso de hipertensão;

 Controlar a glicemia, em caso de diabetes;

 Seguir tomando as medicações prescritas pelo médico. Após o AVC isquêmico a


grande maioria dos pacientes terão que tomar um antiagregante, medicação que
afina o sangue, como a aspirina (AAS).
Conclusão

Depois de uma profunda pesquisa chegamos a conclusão de que o acidente vascular


cerebral (AVC) ou acidente vascular encefálico (AVE) é considerado a segunda
principal causa de morte no mundo e a primeira no Brasil. Além de ser muitas vezes
letal, o AVC é uma doença que causa incapacidade de diversas dimensões na pessoa
afetada, sendo, portanto, um grave problema de saúde.
Referências bibliográficas

[Link]

[Link]

Vanessa Sardinha dos Santos [Link]


santos/91

[Link]

[Link]

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Cardiologia

Mayo Clinic, organização norte-americana sem fins lucrativos da área de serviços médicos
e de pesquisas médico-hospitalares

[Link]

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