Estereótipo: conceituação básica
O estereótipo é simplesmente o “rótulo” com que
costumamos classificar certos grupos de pessoas, e é muito
mais comum do que possa parecer. É introduzido no seio da
sociedade e se agrega a psique das pessoas por meio de
anedotas, frases feitas, “adágios”, contos populares etc, pois,
desde a mais tenra idade, as pessoas são condicionadas a
acreditar que certos grupos de pessoas estão ligados a
determinados atributos ou características. Este
condicionamento, ou esta verdadeira lavagem cerebral,
ocorre às vezes de forma bastante despretensiosa quando as
pessoas, por exemplo, afirmam convictamente ou em tom de
gracejo que “o negro é malandro”, “o negro só sabe jogar
bola e sambar”, “o português é burro”, “o judeu é negociante
e é capaz de vender qualquer coisa”, “o negro quando não
erra na entrada, erra na saída”, “as mulheres só têm jeito
para cuidar de crianças, velhos e pessoas doentes”, “as
mulheres bonitas são burras”, “as mulheres não são boas
para comandar porque são excessivamente emotivas”, “as
mulheres só conseguem alcançar o topo da carreira
seduzindo”, “os bahianos não gostam de trabalhar”, “o
carioca é malandro”, “o brasileiro procura levar vantagem em
tudo” etc.