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Lei 13.786/2018 no Direito Civil

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DIREITO CIVIL

Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018

SISTEMA DE ENSINO

Livro Eletrônico
DIREITO CIVIL
Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro

Sumário
Apresentação......................................................................................................................................................................3
Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018 .............................................................................................................5
1. A Aula..................................................................................................................................................................................5
2. Lei n. 10.931/2004.......................................................................................................................................................5
3. Patrimônio de Afetação de Incorporações Imobiliárias........................................................................5
4. Letra de Crédito Imobiliário. . ...............................................................................................................................14
5. Cédula de Crédito Imobiliário.. ............................................................................................................................16
6. Cédula de Crédito Bancário. . ................................................................................................................................18
7. Lei do Distrato (Lei n. 13.786/2018).............................................................................................................. 22
7.1. Contexto de Elaboração da Lei do Distrato............................................................................................ 22
7.2. Aplicação da Lei do Distrato.......................................................................................................................... 22
7.3. Instituição do Quadro Resumo. . ....................................................................................................................23
7.4. Disposições Normativas da Lei do Distrato.........................................................................................26
Resumo................................................................................................................................................................................46
Mapas Mentais. . ...............................................................................................................................................................51
Exercícios............................................................................................................................................................................60
Gabarito............................................................................................................................................................................... 67
Gabarito Comentado....................................................................................................................................................68
Referências........................................................................................................................................................................83

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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro

Apresentação
Olá, querido(a) aluno(a), tudo bem?
Sou o Professor Antônio Alex Pinheiro.
Sou graduado em Engenharia Elétrica e Direito pela UnB, com Mestrado também pela UnB,
cursando atualmente o Doutorado em Direito pelo UniCeub. Possuo pós-graduação em Direito
Processual Civil, em Direito Notarial e Registral e em Gestão Pública. Também finalizei o curso
de graduação de licenciatura em Física.
Minha experiência com concursos públicos começou no ano de 2.003 e continua até en-
tão, nessa trajetória fui aprovado nos concursos públicos da Caixa Econômica Federal, Polícia
Rodoviária Federal, Polícia Federal, Curso de Oficial da PMDF, professor da Secretaria de Edu-
cação do Distrito Federal, professor do Instituto Federal de Brasília e Anatel. Atualmente ocupo
o cargo de Especialista em Regulação na Anatel. Recentemente logrei êxito na aprovação para
o cargo de Notário e Registrador dos Tribunais de Justiça do Ceará, do Amazonas e do Paraná,
quando aprofundei meus estudos em relação ao Direito Privado. No concurso para o cargo de
Notário ou Registrador, o conteúdo de Direito Privado tem um peso extremamente importante
nas três fases: prova objetiva, prova discursiva e prova oral.
Desde o ano de 2015, exerço também a advocacia voluntária pela Defensoria Pública do
DF na área de Direito Privado. Atualmente estou lotado no núcleo de Defensoria Pública do DF
junto aos Tribunais Superiores, atividade que me trouxe grande aprendizado na área de Direito
Privado. Como fruto de minhas pesquisas, recentemente também publiquei livros na área de
Direito Privado. Assim, quero compartilhar minhas experiências adquiridas ao longo da minha
vida para lhe auxiliar em seu processo de aprovação.
O nosso curso foi elaborado sabendo que o concurseiro não dispõe de muito tempo dispo-
nível para seu estudo, com cada aula estrategicamente pensada e elaborada com os principais
conceitos relacionados com o respectivo assunto para facilitar o entendimento e a fixação do
conteúdo. Além do mais, tendo em vista a forte cobrança de lei seca em questões de Direito
Privado, para economizar seu tempo, sempre farei menção aos artigos correspondentes ao
conteúdo estudado. Assim, além de você entender o conceito do instituto estudado, vai saber
como o assunto é disposto na respectiva redação da lei, isso, porque, é muito comum a exis-
tência de erros por não saber como o instituto já disposto na lei seca.
Ao final da aula e também ao longo da mesma, apresento uma lista de exercícios dos últi-
mos anos que permitem a fixação do conteúdo estudado. Por fim, os esquemas e resumos das
aulas trazem os principais pontos estudados em cada aula. Quanto aos mesmos, recomendo
que sejam estudados entre os intervalos das aulas para facilitar a fixação do conteúdo.
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Por favor: material
obrigatório! Então, fica ligado no curso GRAN. Estou esperando as dúvidas no Fórum do aluno!
Muito bem-vindo ao nosso curso, vamos ao trabalho!!!!

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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro

“Nenhum obstáculo é tão grande se sua vontade de vencer for maior.”


Forte abraço e bons estudos!
Antônio Alex Pinheiro
@prof._antonio_alex

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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro

LEI N. 10.931/2004 E LEI N. 13.786/2018


1. A Aula
Embora possam parecer conteúdos distintos (a Lei n. 10.931/2004 e a Lei n. 13.786/2018),
na verdade são temas complementares que merecem um estudo unificado para potencializar
a compreensão desses conteúdos.
Especificamente, as referidas leis tratam de institutos do direito privado diretamente rela-
cionados com o Direito Imobiliário, inicialmente com o chamado patrimônio de afetação, uma
universalidade de direito necessária para o início da construção de unidades imobiliárias por
meio da chamada incorporação imobiliária. Em seguida, a aula avança para algumas categorias
específicas de títulos de créditos (Letra de Crédito Imobiliário, Cédula de Crédito Imobiliário e
Cédula de Crédito Bancário), necessários para o levantamento de recursos para o financiamen-
to do mercado imobiliário, criados como alternativa aos tradicionais meios de financiamento
imobiliário, como a caderneta de poupança e recursos do FGTS. Por fim, estudaremos hipó-
teses e possíveis consequências do desfazimento dos contratos imobiliários de aquisição de
imóveis por meio das incorporações imobiliárias e da formação de novos loteamentos.
Ressalto que foi realizada uma criteriosa seleção de exercícios para facilitar a fixação do
conteúdo. A seleção priorizou exercícios da banca FGV, entretanto, não existem exercícios da
banca FGV para os referidos conteúdos, isso, porque, alguns assuntos são recentes e outros
historicamente foram cobrados para cargos diretamente relacionados com o Direito Imobiliá-
rio. Talvez diante da elevada quantidade de ações judiciais relacionadas com esses assuntos,
o judiciário pretende selecionar candidatos que tenham conhecimento desses assuntos, res-
saltando que você vai sair na frente com nosso conteúdo. Além do mais, em algumas situa-
ções o professor teve que usar sua criatividade e criar algumas questões inéditas. Vamos ao
trabalho!!!

2. Lei n. 10.931/2004
A lei em questão traz importantes disposições sobre a regulação do mercado imobiliário
brasileiro, trazendo disposições sobre importantes institutos do direito privado, que inclusive
estão no seu edital: patrimônio de afetação, letra de crédito imobiliário, cédula de crédito imo-
biliário e cédula de crédito bancário. À época, a lei 10.931/2004 foi elaborada com o objetivo de
fomentar o mercado imobiliário do país, complementando a lei de incorporação imobiliária (lei
n. 4591/1964) com a instituição do chamado patrimônio de afetação e principalmente trazer
segurança jurídica para os consumidores.

3. Patrimônio de Afetação de Incorporações Imobiliárias


Patrimônio de Afetação é o conjunto de bens, direitos e obrigações formado com um de-
terminado fim, sem qualquer possibilidade de desvio dessa finalidade. O patrimônio afetado

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não se comunica com os demais bens, direitos e obrigações do patrimônio geral da empresa
incorporadora e responde tão-somente pelas dívidas e obrigações vinculadas àquela incorpo-
ração imobiliária. Cabe ressaltar que a instituição do patrimônio de afetação é uma DISCRI-
CIONARIEDADE do incorporador. A previsão legal da instituição do patrimônio de afetação foi
introduzida pela Lei 10.931/2004 no art. 31-A da Lei n. 4.591/1964 (incorporação imobiliária):

Art. 31-A. A critério do incorporador, a incorporação poderá ser submetida ao regime da afetação,
pelo qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os demais bens
e direitos a ela vinculados, manter-se-ão apartados do patrimônio do incorporador e constituirão
patrimônio de afetação, destinado à consecução da incorporação correspondente e à entrega das
unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes.
§ 1º O patrimônio de afetação não se comunica com os demais bens, direitos e obrigações do
patrimônio geral do incorporador ou de outros patrimônios de afetação por ele constituídos e só
responde por dívidas e obrigações vinculadas à incorporação respectiva.
§ 2º O incorporador responde pelos prejuízos que causar ao patrimônio de afetação.
§ 3º Os bens e direitos integrantes do patrimônio de afetação somente poderão ser objeto de garan-
tia real em operação de crédito cujo produto seja integralmente destinado à consecução da edifica-
ção correspondente e à entrega das unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes.
§ 4º No caso de cessão, plena ou fiduciária, de direitos creditórios oriundos da comercialização das
unidades imobiliárias componentes da incorporação, o produto da cessão também passará a inte-
grar o patrimônio de afetação, observado o disposto no § 6º.
§ 5º As quotas de construção correspondentes a acessões vinculadas a frações ideais serão pagas
pelo incorporador até que a responsabilidade pela sua construção tenha sido assumida por tercei-
ros, nos termos da parte final do § 6º do art. 35

001. (IESES/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJSC/2019/ADAPTADA) Patrimônio de Afetação


(Lei n. 10.931/2004). Podemos afirmar que é o regime jurídico segundo o qual, a critério do
incorporador, a incorporação poderá, a qualquer tempo, ser submetida ao regime da afeta-
ção, pelo qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os de-
mais bens e direitos a ela vinculados, do patrimônio do incorporador. Neste sentido, julgue a
assertiva:
Não é uma faculdade do incorporador, depende de autorização expressa do(s) promitente(s)
comprador(es) e da Prefeitura Municipal Local.

Conforme art. 31-A da Lei 4.591/64, incluído pela lei n. 10.931/04, trata-se de uma faculdade
do incorporador:

Art. 31-A. A critério do incorporador, a incorporação poderá ser submetida ao regime da afetação,
pelo qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os demais bens

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e direitos a ela vinculados, manter-se-ão apartados do patrimônio do incorporador e constituirão
patrimônio de afetação, destinado à consecução da incorporação correspondente e à entrega das
unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes.
Errado.

No caso da incorporação, cabe ao consumidor receber o imóvel comprado; ao incorpo-


rador, a venda de todas as unidades pelo preço estabelecido; e ao financiador, o retorno do
crédito correspondente ao dinheiro disponibilizado para a obra. Cada uma dessas etapas
deve ser cumprida dentro dos prazos programados e de acordo com as condições estabele-
cidas no contrato. A instituição do patrimônio de afetação, ocorre por meio de AVERBAÇÃO
no REGISTRO DE IMÓVEIS de termo firmado pelo incorporador, conforme o art. 31-A da Lei n.
4.591/1964, inserido pela Lei 10931/2004:

Art. 31-B. Considera-se constituído o patrimônio de afetação mediante averbação, a qualquer tem-
po, no Registro de Imóveis, de termo firmado pelo incorporador e, quando for o caso, também pelos
titulares de direitos reais de aquisição sobre o terreno.

Veja um pequeno resumo do que estudados sobre o patrimônio de afetação até agora:

A afetação garante uma proteção jurídica eficaz a cada incorporação, que se torna INCO-
MUNICÁVEL com os demais negócios da empresa incorporadora. Assim, a incorporação afeta-
da fica resguardada contra o eventual insucesso da incorporadora em seus outros negócios. A
afetação garante segurança ao contrato de incorporação e proporciona às partes interessadas
os meios necessários à conclusão do negócio, nas condições e prazos instituídos. Conforme
o art. 31-A, § 8º da Lei n. 4.591/1964, inserido pela Lei 10931/2004, excluem-se do patrimônio
de afetação os seguintes bens:

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§ 8º Excluem-se do patrimônio de afetação:
I – os recursos financeiros que excederem a importância necessária à conclusão da obra (art. 44),
considerando-se os valores a receber até sua conclusão e, bem assim, os recursos necessários à
quitação de financiamento para a construção, se houver; e
II – o valor referente ao preço de alienação da fração ideal de terreno de cada unidade vendida, no
caso de incorporação em que a construção seja contratada sob o regime por empreitada (art. 55)
ou por administração (art. 58).

Assim, a constituição de hipoteca ou outra garantia real só é permitida para operações de


crédito cujo produto seja aplicado na obra e nos demais serviços necessários à construção
do edifício e sua averbação no Registro de Imóveis, nos termos do art. 31-A, § 3º da Lei n.
4.591/1964, inserido pela Lei 10931/2004:

Art. 31-A. A critério do incorporador, a incorporação poderá ser submetida ao regime da afetação,
pelo qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os demais bens
e direitos a ela vinculados, manter-se-ão apartados do patrimônio do incorporador e constituirão
patrimônio de afetação, destinado à consecução da incorporação correspondente e à entrega das
unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes.
§ 3º Os bens e direitos integrantes do patrimônio de afetação somente poderão ser objeto de garan-
tia real em operação de crédito cujo produto seja integralmente destinado à consecução da edifica-
ção correspondente e à entrega das unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes

A extinção do patrimônio de afetação ocorre com o cumprimento cumulativo de 3 requi-


sitos: (1) averbada a construção e (2) registrados, em nome dos compradores, os contratos

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de venda, promessa de venda ou outros tipos de contrato utilizados na comercialização, bem


como (3) comprovada a quitação da dívida do financiamento da construção, mediante paga-
mento em espécie ou repasse aos compradores, nos termos do art. 31-E da Lei n. 4.591/1964,
inserido pela Lei 10931/2004:

Art. 31-E. O patrimônio de afetação extinguir-se-á pela:


I – averbação da construção, registro dos títulos de domínio ou de direito de aquisição em nome
dos respectivos adquirentes e, quando for o caso, extinção das obrigações do incorporador perante
a instituição financiadora do empreendimento;
II – revogação em razão de denúncia da incorporação, depois de restituídas aos adquirentes as
quantias por eles pagas (art. 36), ou de outras hipóteses previstas em lei; e
III – liquidação deliberada pela assembleia geral nos termos do art. 31-F, § 1

SE PORVENTURA OCORRER A FALÊNCIA DA INCORPORADORA, ou, se pessoa física, in-


solvência civil do incorporador, os efeitos da falência/insolvência NÃO ATINGEM os patrimô-
nios de afetação, nos termos do art. 31-F da Lei n. 4.591/1964, inserido pela Lei 10931/2004:

Art. 31-F. Os efeitos da decretação da falência ou da insolvência civil do incorporador não atingem
os patrimônios de afetação constituídos, não integrando a massa concursal o terreno, as acessões
e demais bens, direitos creditórios, obrigações e encargos objeto da incorporação.

Assim, estão excluídos da falência os créditos decorrentes das vendas das unidades. Esse
aspecto é fundamental porque a Comissão de Representantes dos compradores de imóveis
deem prosseguimento à obra com esses créditos.

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Regime Especial de Tributação é uma forma simplificada de antecipação de impostos e


contribuições federais para as incorporações imobiliárias, que também exclui terrenos e aces-
sões objeto da incorporação imobiliária da responsabilidade por dívidas tributárias da incorpo-
radora relativa a certos tributos:

Art. 3º O terreno e as acessões objeto da incorporação imobiliária sujeitas ao regime especial de


tributação, bem como os demais bens e direitos a ela vinculados, não responderão por dívidas tribu-
tárias da incorporadora relativas ao Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas - IRPJ, à Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social
- COFINS e à Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio
do Servidor Público - PIS/PASEP, exceto aquelas calculadas na forma do art. 4º sobre as receitas
auferidas no âmbito da respectiva incorporação.
Parágrafo único. O patrimônio da incorporadora responderá pelas dívidas tributárias da incorpora-
ção afetada.

A vantagem está na simplificação da apuração, do recolhimento e do controle dos tributos.


Para o comprador esse mecanismo facilita a verificação do recolhimento dos tributos, inibindo
a formação de passivos futuros. A incorporadora recolhe uma alíquota fixa de 4% correspon-
dendo a um conjunto de tributos, nos termos do art. 4º da Lei 10.931/2004:

Art. 4º Para cada incorporação submetida ao regime especial de tributação, a incorporadora ficará
sujeita ao pagamento equivalente a 4% (QUATRO POR CENTO) da RECEITA MENSAL RECEBIDA, o
qual corresponderá ao pagamento mensal unificado do seguinte imposto e contribuições: (Redação
dada pela Lei n. 12.844, de 2013) (Produção de efeito)
I – Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas - IRPJ;
II – Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor
Público - PIS/PASEP;

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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
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III – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL; e
IV – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - COFINS.
§ 1º Para fins do disposto no caput, considera-se receita mensal a totalidade das receitas auferidas
pela incorporadora na venda das unidades imobiliárias que compõem a incorporação, bem como as
receitas financeiras e variações monetárias decorrentes desta operação

002. (IESES/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/TJRO/2021) Lei n. 10.931


de 2004, que dispõe sobre o patrimônio de afetação de incorporações imobiliárias, determina
que para cada incorporação submetida ao regime especial de tributação, a incorporadora fica-
rá sujeita ao pagamento equivalente a 4% (quatro por cento) da receita mensal recebida, o qual
corresponderá ao pagamento mensal unificado do seguinte imposto e contribuições:
I – Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas – IRPJ.
II – Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do
Servidor Público - PIS/PASEP.
III – Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, e sobre Operações Relativas a
Títulos e Valores Mobiliários – IOF.
IV – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL e Contribuição para Financiamento da
Seguridade Social - COFINS.

003. A sequência correta é:


a) Apenas as assertivas I, II e IV estão corretas.
b) Apenas a assertiva I está incorreta.
c) Apenas as assertivas II e IV estão corretas.
d) As assertivas I, II, III e IV estão corretas.

A questão deve ser resolvida conforme o art. 4º da Lei 10931/2004:

Art. 4º Para cada incorporação submetida ao regime especial de tributação, a incorporadora ficará
sujeita ao pagamento equivalente a 4% (quatro por cento) da receita mensal recebida, o qual corres-
ponderá ao pagamento mensal unificado do seguinte imposto e contribuições:
I – Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas - IRPJ;
II – Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor
Público - PIS/PASEP;
III – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL; e
IV – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - COFINS.
Letra a.

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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
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Avançando, na hipótese de o incorporador optar pelo regime especial de tributação, o mes-


mo fica obrigado a manter a escrituração contábil separada/segregada para cada incorpora-
ção submetida ao regime especial, nos termos do art. 7º da Lei 10931/2004:

Art. 7º O incorporador fica obrigado a manter escrituração contábil segregada para cada incorpora-
ção submetida ao regime especial de tributação.

004. (IESES/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJSC/2019/ADAPTADA) Patrimônio de Afetação


(Lei n. 10.931/2004). Podemos afirmar que é o regime jurídico segundo o qual, a critério do
incorporador, a incorporação poderá, a qualquer tempo, ser submetida ao regime da afeta-
ção, pelo qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os de-
mais bens e direitos a ela vinculados, do patrimônio do incorporador. Neste sentido, julgue a
assertiva:
Mesmo com a averbação do “patrimônio de afetação” com relação ao empreendimento objeto
da incorporação, sua contabilidade se evidencia por ser única, juntamente com outras cons-
truções da mesma incorporador, por ser a mesma pessoa jurídica detentora da propriedade
imobiliária.

Conforme art. 7º da Lei 10.931/04, a contabilidade deve segregada:

Art. 7º O incorporador fica obrigado a manter escrituração contábil SEGREGADA para cada incorpo-
ração submetida ao regime especial de tributação.
Errado.

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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
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A comissão de representantes é formada por, no mínimo, TRÊS COMPRADORES, que re-


presentarão a totalidade deles perante o incorporador imobiliário, em tudo aquilo que se referir
ao bom andamento da incorporação (art. 50 da Lei n. 4591/1964). Na hipótese de falência, a
Comissão passa a ser a administradora da obra, e somente administradora, o que não signi-
fica, de modo algum, que a Comissão ou os compradores passem a ser os responsáveis pela
incorporação. Nos sessenta dias que se seguirem à decretação da falência ou insolvência
civil do incorporador, a Comissão de Representantes deve convocar uma assembleia geral dos
compradores, conforme art. 31-F, § 1º da Lei n. 4.591/1964, inserido pela Lei 10931/2004:

Art. 31-F. Os efeitos da decretação da falência ou da insolvência civil do incorporador não atingem
os patrimônios de afetação constituídos, não integrando a massa concursal o terreno, as acessões
e demais bens, direitos creditórios, obrigações e encargos objeto da incorporação. (Incluído pela Lei
n. 10.931, de 2004)
§ 1º Nos sessenta dias que se seguirem à decretação da falência ou da insolvência civil do incorpo-
rador, o condomínio dos adquirentes, por convocação da sua Comissão de Representantes ou, na
sua falta, de um sexto dos titulares de frações ideais, ou, ainda, por determinação do juiz prolator
da decisão, realizará assembleia geral, na qual, por maioria simples, ratificará o mandato da Comissão

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de Representantes ou elegerá novos membros, e, em primeira convocação, por dois terços dos vo-
tos dos adquirentes ou, em segunda convocação, pela maioria absoluta desses votos, instituirá o
condomínio da construção, por instrumento público ou particular, e deliberará sobre os termos da
continuação da obra ou da liquidação do patrimônio de afetação (art. 43, inciso III); havendo finan-
ciamento para construção, a convocação poderá ser feita pela instituição financiadora. (Incluído
pela Lei n. 10.931, de 2004)

A Comissão de Representantes também tem poderes para receber todas as prestações


vincendas dos contratos de venda, devendo aplicá-las no pagamento das dívidas pendentes
e na conclusão da construção. A Comissão também poderá alienar unidades do “estoque” do
incorporador ou, caso os compradores decidam pela liquidação, vender a totalidade do acervo.
A venda será feita mediante leilão extrajudicial, segundo o procedimento estabelecido pelo art.
63 da Lei n. 4.591/64.
A Lei n. 10.931/2004 cria mecanismos para fortalecer a segurança jurídica dos contratos
imobiliários e fomenta investimentos no mercado imobiliário com o lastreamento de papéis
com bases imobiliárias, os quais dependem dos investidores do cumprimento e respeito pleno
dos contratos entre o agente financeiro, empresa incorporadora e um comprador. Antes da Lei
n. 10.931/2004, as únicas fontes de recursos para o financiamento imobiliário eram a Cader-
neta de Poupança e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Desta forma, era neces-
sária uma dinamização do mercado imobiliário para atrair outros investidores com carteiras
mais adequadas às operações de longo prazo. Agora vamos ao estudo desses novos papéis
com lastro imobiliário.

4. Letra de Crédito Imobiliário


Letra de Crédito Imobiliário (LCI) é um título de renda fixa emitido com objetivo de levan-
tar recursos para aplicação em investimentos no setor imobiliário, incluindo aí financiamen-
tos e projetos de reforma e construção. As LCIs PODEM SER EMITIDAS por bancos comer-
ciais, bancos múltiplos, públicos e privados, desde que sejam instituições AUTORIZADAS pelo
Banco Central a realizar operações de crédito imobiliário, com previsão no art. 12 da Lei n.
10.931/2004:

Art. 12. Os BANCOS COMERCIAIS, os BANCOS MÚLTIPLOS COM CARTEIRA DE CRÉDITO IMOBILIÁ-
RIO, a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, as SOCIEDADES DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO, as ASSOCIAÇÕES
DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO, as COMPANHIAS HIPOTECÁRIAS e demais espécies de instituições
que, para as operações a que se refere este artigo, venham a ser EXPRESSAMENTE AUTORIZADAS
PELO BANCO CENTRAL DO BRASIL, poderão emitir, independentemente de tradição efetiva, Letra de
Crédito Imobiliário - LCI, lastreada por créditos imobiliários GARANTIDOS POR HIPOTECA OU POR
ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE COISA IMÓVEL, conferindo aos seus tomadores direito de crédito pelo
valor nominal, juros e, se for o caso, atualização monetária nelas estipulados.

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A LCI será emitida sob a forma nominativa, podendo ser transferível mediante endosso
em preto. A LCI poderá ser emitida sob a forma escritural, por meio do lançamento em siste-
ma eletrônico do emissor, e deverá ser registrada ou depositada em entidade autorizada pelo
Banco Central do Brasil a exercer a atividade de registro ou de depósito centralizado de ativos
financeiros.

005. (TJSC/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJSC/2008/ADAPTADA) Relativamente à Lei n.


10.931, de 2 de agosto de 2004, que dispõe, entre outros, sobre o regime especial tributário do
patrimônio de afetação e letra de crédito imobiliário, julgue a afirmativa:
A Letra de Crédito Imobiliário será emitida sob a forma nominativa e não será transferível me-
diante endosso em preto.

Nos termos do Art. 12, § 1º da lei 10931/2004, A LCI será emitida sob a forma nominativa, po-
dendo ser transferível mediante endosso em preto, e conterá:
A LCI poderá contar com garantia fidejussória adicional de instituição financeira. O endossante
da LCI responderá pela veracidade do título, mas contra ele não será admitido direito de co-
brança regressiva.

Errado.

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006. (TJSC/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJSC/2008/ADAPTADA) Relativamente à Lei n.


10.931, de 2 de agosto de 2004, que dispõe, entre outros, sobre o regime especial tributário do
patrimônio de afetação e letra de crédito imobiliário, julgue a afirmativa:
O endossante da Letra de Crédito Imobiliário responderá pela veracidade do título, mas contra
ele não será admitido direito de cobrança regressiva.

Conforme art. 16 da lei 10931/2004, O endossante da LCI responderá pela veracidade do título,
mas contra ele não será admitido direito de cobrança regressiva.
Certo.

5. Cédula de Crédito Imobiliário


Cédula de Crédito Imobiliário (CCI) consiste em uma forma de repasse de uma dívida de
imóvel a terceiro interessado em comprá-la. A CCI é emitida pelo credor do crédito imobiliário,
podendo representar a integralidade do crédito ou somente uma parte. O terceiro interessado
recebe o dinheiro que será pago pelo devedor em parcelas com juros, lucrando com juros, com
previsão no art. 18 da Lei n. 10931/2004:

Art. 18. É instituída a Cédula de Crédito Imobiliário - CCI para representar créditos imobiliários.
§ 1º A CCI será emitida pelo credor do crédito imobiliário e poderá ser integral, quando representar
a totalidade do crédito, ou fracionária, quando representar parte dele, não podendo a soma das CCI
fracionárias emitidas em relação a cada crédito exceder o valor total do crédito que elas represen-
tam.

007. (CESPE/ADVOGADO/CAIXA/2010/ADAPTADA) Em relação à Lei n.º 10.931/2004, que


dispõe sobre o patrimônio de afetação de incorporações imobiliárias, da letra de crédito imobi-
liário, da cédula de crédito imobiliário e da cédula de crédito bancário, e à Lei n.º 10.188/2001,
que dispõe sobre o programa de arrendamento residencial, julgue a afirmativa:
A cédula de crédito imobiliário será emitida pelo credor do crédito imobiliário e deverá ser inte-
gral, vedando-se a emissão na forma fracionária.

Conforme Art. 18, § 1º da lei 10931/2004. É instituída a Cédula de Crédito Imobiliário - CCI para
representar créditos imobiliários.
§ 1º A CCI será emitida pelo credor do crédito imobiliário e poderá ser integral, quando repre-
sentar a TOTALIDADE DO CRÉDITO, ou FRACIONÁRIA, quando representar parte dele, não po-
dendo a soma das CCI fracionárias emitidas em relação a cada crédito exceder o valor total do
crédito que elas representam.
Errado.

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A CCI poderá ser emitida com ou sem garantia, real ou fidejussória, sob a forma escritural
ou cartular (cartorária), nos termos do art. 18, § 3º da Lei n. 10931/04. O registro da cédula
cartorária deve ser feito no Cartório de Registro de Imóveis cabível, onde ela será averbada na
matrícula do imóvel.
A emissão da CCI sob a forma escritural ocorrerá por meio de escritura pública ou instru-
mento particular, que permanecerá custodiado em instituição financeira. Sendo o crédito imo-
biliário garantido por direito real, a emissão da CCI será averbada no Registro de Imóveis da
situação do imóvel, na respectiva matrícula, devendo dela constar, exclusivamente, o número,
a série e a instituição custodiante. O crédito representado pela CCI será exigível mediante ação
de execução, ressalvadas as hipóteses em que a lei determine procedimento especial, judicial
ou extrajudicial para satisfação do crédito e realização da garantia.
Conforme art. 21 da lei n. 10931/04, a emissão e a negociação de CCI independe de autori-
zação do devedor do crédito imobiliário que ela representa. A cessão do crédito representado
por CCI poderá ocorrer por meio de sistema de entidade autorizada pelo Banco Central do
Brasil a exercer a atividade de depósito centralizado de ativos financeiros na qual a CCI tenha
sido depositada. A cessão do crédito representado por CCI implica automática transmissão
das respectivas garantias ao cessionário, sub-rogando-o em todos os direitos representados
pela cédula, ficando o cessionário, no caso de contrato de alienação fiduciária, investido na
propriedade fiduciária. O resgate da dívida representada pela CCI prova-se com a declaração
de quitação, emitida pelo credor, ou, na falta desta, por outros meios admitidos em direito. É
vedada a averbação da emissão de CCI com garantia real quando houver prenotação ou regis-
tro de qualquer outro ônus real sobre os direitos imobiliários respectivos, inclusive penhora ou
averbação de qualquer mandado ou ação judicial.

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6. Cédula de Crédito Bancário


Cédula de Crédito Bancário (CCB) representa uma promessa de pagamento em dinheiro,
estabelecendo uma relação jurídica entre credor e devedor, emitida por pessoa física ou jurídi-
ca, em favor de instituição financeira ou de entidade equiparada obrigatoriamente pertencente
ao Sistema Financeiro Nacional, com previsão a partir do art. 26 da Lei n. 10931/2004:

Art. 26. A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito emitido, por pessoa física ou jurídica, em
favor de instituição financeira ou de entidade a esta equiparada, representando promessa de paga-
mento em dinheiro, decorrente de operação de crédito, de qualquer modalidade.
§ 1º A instituição credora deve integrar o Sistema Financeiro Nacional, sendo admitida a emissão da
Cédula de Crédito Bancário em favor de instituição domiciliada no exterior, desde que a obrigação
esteja sujeita exclusivamente à lei e ao foro brasileiros.
§ 2º A Cédula de Crédito Bancário em favor de instituição domiciliada no exterior poderá ser emitida
em moeda estrangeira

008. (FCC/JUIZ SUBSTITUTO/TJGO/2021/ADAPTADA) A Cédula de Crédito Bancário, regu-


lada pela Lei n. 10.931, de 02 de agosto de 2004, julgue a afirmativa:
é título de crédito emitido, por pessoa física ou jurídica, em favor de instituição financeira fisca-
lizada pelo Banco Central, representando promessa de pagamento em dinheiro ou em outros
bens móveis ou imóveis, decorrente de operação de crédito, de qualquer modalidade, firmada
exclusivamente em moeda nacional.

Conforme Art. 26 da Lei 10931/04. A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito emitido, por
pessoa física ou jurídica, em favor de instituição financeira ou de entidade a esta equiparada,
representando PROMESSA DE PAGAMENTO EM DINHEIRO, decorrente de operação de crédito,
de qualquer modalidade.
Errado.

A Cédula de Crédito Bancário poderá ser emitida, com ou sem garantia, real ou fidejussó-
ria, cedularmente constituída. Esse título de crédito pode ser utilizado na contratação de um
empréstimo bancário, em que o devedor assume a obrigação de pagamento do crédito junto
à instituição credora. Uma grande vantagem da CCB é que se trata de um título executivo ex-
trajudicial, desta forma, pode ser cobrado de forma extrajudicialmente também, como no caso
do protesto da mesma, nos termos da lei 9.472/1997. A Cédula de Crédito Bancário poderá ser
emitida sob a forma escritural, por meio do lançamento em sistema eletrônico de escrituração.
A Cédula de Crédito Bancário é título executivo extrajudicial e representa dívida em dinheiro,
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certa, líquida e exigível, seja pela soma nela indicada, seja pelo saldo devedor demonstrado em
planilha de cálculo, ou nos extratos da conta corrente.
Conforme art. 29, § 1º da Lei n. 10931/2004, a Cédula de Crédito Bancário pode ser transfe-
rida mediante endosso em preto, ao qual se aplicarão, no que couberem, as normas do direito
cambiário, caso em que o endossatário, mesmo não sendo instituição financeira ou entidade a
ela equiparada, poderá exercer todos os direitos por ela conferidos, inclusive cobrar os juros e
demais encargos na forma pactuada na Cédula.

009. (FCC/JUIZ SUBSTITUTO/TJGO/2021/ADAPTADA) A Cédula de Crédito Bancário, regu-


lada pela Lei n. 10.931, de 02 de agosto de 2004, julgue a afirmativa:
Será transferível mediante endosso em preto, ao qual se aplicarão, no que couberem, as nor-
mas do direito cambiário, caso em que o endossatário, mesmo não sendo instituição financei-
ra ou entidade a ela equiparada, poderá exercer todos os direitos por ela conferidos, inclusive
cobrar os juros e demais encargos na forma pactuada na Cédula.

Conforme Art. 29, § 1º da Lei 10931/04 A Cédula de Crédito Bancário será transferível median-
te endosso em preto, ao qual se aplicarão, no que couberem, as normas do direito cambiário,
caso em que o endossatário, mesmo não sendo instituição financeira ou entidade a ela equi-
parada, poderá exercer todos os direitos por ela conferidos, inclusive cobrar os juros e demais
encargos na forma pactuada na Cédula
Certo.

A garantia da Cédula de Crédito Bancário poderá ser fidejussória ou real, neste último caso
constituído por bem patrimonial, cuja titularidade pertença ao próprio emitente ou a terceiro
garantidor da obrigação principal. Até a efetiva liquidação da obrigação garantida, os bens
abrangidos pela garantia não poderão, sem prévia autorização escrita do credor, ser alterados,
retirados, deslocados ou destruídos, nem poderão ter sua destinação modificada, exceto quan-
do a garantia for constituída por semoventes ou por veículos, automotores ou não, e a remoção
ou o deslocamento desses bens for inerente à atividade do emitente da Cédula de Crédito Ban-
cário, ou do terceiro prestador da garantia.
Nos termos do art. 35 da Lei 10.931/2004, os bens constitutivos de garantia pignoratícia ou
objeto de alienação fiduciária poderão, a critério do credor, permanecer sob a posse direta do
emitente ou do terceiro prestador da garantia, nos termos da cláusula de constituto possessó-
rio, caso em que as partes deverão especificar o local em que o bem será guardado e conser-
vado até a efetiva liquidação da obrigação garantida. A Cédula de Crédito Bancário poderá ser
protestada por indicação, desde que o credor apresente declaração de posse da sua única via
negociável, inclusive no caso de protesto parcial.

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010. (FCC/JUIZ SUBSTITUTO/TJGO/2021/ADAPTADA) A Cédula de Crédito Bancário, regu-


lada pela Lei n. 10.931, de 02 de agosto de 2004, julgue a afirmativa:
poderá ser protestada por indicação, desde que o credor apresente declaração de posse da
sua única via negociável, inclusive no caso de protesto parcial.

Conforme art. 41 da Lei 10931/04. A Cédula de Crédito Bancário poderá ser protestada por
indicação, desde que o credor apresente declaração de posse da sua única via negociável,
inclusive no caso de protesto parcial.
Certo.

A validade e eficácia da Cédula de Crédito Bancário não dependem de registro, mas as ga-
rantias reais, por ela constituídas, ficam sujeitas, para valer contra terceiros, aos registros ou
averbações previstos na legislação aplicável, principalmente quanto à lei de Registros Públicos
(lei n. 6.015/1973), seja no registro de imóveis, para bens imóveis, e no registro de títulos e
documentos para bens móveis.

011. (TJSC/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJSC/2012/ADAPTADA) Julgue a afirmativa:


A validade e eficácia da Cédula de Crédito Bancário dependem de registro, mas as garantias re-
ais, por ela constituídas, ficam sujeitas, para valer contra terceiros, aos registros ou averbações
previstos na legislação aplicável.

Conforme art. 42 da lei 10931/04:

Art. 42. A validade e eficácia da Cédula de Crédito Bancário NÃO DEPENDEM DE REGISTRO, mas
as garantias reais, por ela constituídas, ficam sujeitas, para valer contra terceiros, aos registros ou
averbações previstos na legislação aplicável, com as alterações introduzidas por esta Lei.
Errado.

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Após o estudo dos títulos de crédito presentes na lei n. 10.931/20-4, segue abaixo uma
tabela para comparação das características das mesmas:

LCI CCI CCB

Promessa de
pagamento
Renda fixa em dinheiro,
Repasse de uma
Tipo (rentabilidade estabelecendo
dívida imobiliária
previsível) uma relação
jurídica entre
credor e devedor

Emitida por
Bancos
pessoa física ou
comerciais, Credor do crédito
jurídica, em favor
bancos múltiplos, imobiliário,
de instituição
públicos e podendo
financeira ou
privados, desde representar a
Emissor de entidade
que sejam integralidade
equiparada
instituições do crédito ou
obrigatoriamente
AUTORIZADAS somente uma
pertencente ao
pelo Banco parte.
Sistema Financeiro
Central
Nacional

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LCI CCI CCB

Classificação
quanto à Nominativa Nominativa Nominativa
circulação

Transferência Endosso Preto Lei não diz Endosso Preto

Pode ter
Fidejussória Pode ter Pode ter
Garantia adicional de garantia, real ou garantia, real ou
instituição fidejussória fidejussória,
financeira

7. Lei do Distrato (Lei n. 13.786/2018)


7.1. Contexto de Elaboração da Lei do Distrato
A lei do distrato refere-se à lei n. 13.786/2018, com previsão de formas de desfazimento
de contratos envolvendo a compra de imóveis quando ocorre a chamada resilição unilateral
(desistência de apenas uma parte) e resolução do contrato (descumprimento de obrigações
por uma das partes).
Diante de um cenário de crise econômica, com altos índices de inadimplemento, a lei em
questão a norma em questão tinha como finalidade trazer segurança jurídica às incorporado-
ras e loteadoras imobiliárias, bem como, aos consumidores adquirentes desses imóveis. A lei
em questão trouxe importantes alterações na lei n. 4.591/1964 (incorporação imobiliária) e na
lei n. 6.766/1979 (parcelamento urbano).

7.2. Aplicação da Lei do Distrato


A lei n. 13.786/2018 (lei do distrato) não se aplica a qualquer contrato imobiliário, mas
somente àqueles de compra e venda de apartamentos, casas ou lotes edificados adquiridos
em processos de incorporação imobiliária e de parcelamento do solo urbano, firmados DIRE-
TAMENTE entre o incorporador ou loteador e o cliente final.
Desta forma, contratos imobiliários relacionados com a compra e venda de imóveis em
área rural ou imóveis urbanos que não façam parte de empreendimentos de incorporação imo-
biliária ou de parcelamento de lotes não são abrangidos pela lei do distrato. Além do mais, cabe
ressaltar que a lei em questão tem aplicação somente para os contratos celebrados a partir
de sua vigência (27/12/2018), entretanto, contratos celebrados anteriormente podem prever a
aplicação da lei de distrato se porventura seja celebrado um termo aditivo do contrato antigo.

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7.3. Instituição do Quadro Resumo


Grande inovação da Lei do Distrato é a obrigatoriedade de que no contrato de compra e
venda de imóveis entre incorporador/loteador e consumidores finais conste um QUADRO-RE-
SUMO no início do contrato.
O quadro-resumo tem por finalidade conferir maior transparência ao negócio jurídico de
compra e venda celebrado e compreensibilidade das obrigações assumidas pelo cliente, prin-
cipalmente no tocante ao distrato do referido contrato.
E se porventura um contrato não possuir o referido Quadro-Resumo em seu início ou al-
guma informação incompleta, a Lei do Distrato dispõe que a ausência ou a incompletude de
informação pode ser corrigida em um prazo de 30 (trinta) dias, sendo que, se não houver a re-
ferida retificação, pode ocorrer a rescisão do contrato de compra e venda, por justa causa, com
a obrigatoriedade de pagamento dos ônus rescisórios (restituição de valores pagos e multa)
por parte do incorporador/loteador.
O Quadro-resumo dos contratos de compra e venda, promessa de venda, cessão ou pro-
messa de cessão de unidades autônomas integrantes de incorporação imobiliária devem con-
ter obrigatoriamente os seguintes itens:

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Art. 35-A. Os contratos de compra e venda, promessa de venda, cessão ou promessa de cessão de
unidades autônomas integrantes de incorporação imobiliária serão iniciados por quadro-resumo,
que DEVERÁ conter:
I – o PREÇO TOTAL a ser pago pelo imóvel;
II – o VALOR DA PARCELA do preço a ser tratada como entrada, a sua forma de pagamento, com
destaque para o valor pago à vista, e os seus percentuais sobre o valor total do contrato;
III – o valor referente à CORRETAGEM, suas condições de pagamento e a identificação precisa de
seu beneficiário;
IV – a FORMA DE PAGAMENTO DO PREÇO, com indicação clara dos valores e vencimentos das
parcelas;
V – os ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA aplicáveis ao contrato e, quando houver pluralidade de
índices, o período de aplicação de cada um;
VI – as CONSEQUÊNCIAS DO DESFAZIMENTO DO CONTRATO, seja por meio de distrato, seja por
meio de resolução contratual motivada por inadimplemento de obrigação do adquirente ou do incor-
porador, com destaque negritado para as penalidades aplicáveis e para os prazos para devolução
de valores ao adquirente;
VII – as TAXAS DE JUROS EVENTUALMENTE APLICADAS, se mensais ou anuais, se nominais ou
efetivas, o seu período de incidência e o sistema de amortização;
VIII – as informações acerca da possibilidade do exercício, por parte do adquirente do imóvel, do DI-
REITO DE ARREPENDIMENTO previsto no art. 49 da Lei n. 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código
de Defesa do Consumidor) , em todos os contratos firmados EM ESTANDES DE VENDAS E FORA DA
SEDE DO INCORPORADOR OU DO ESTABELECIMENTO COMERCIAL;
IX – o PRAZO PARA QUITAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES pelo adquirente após a obtenção do auto de
conclusão da obra pelo incorporador;
X – as informações acerca DOS ÔNUS QUE RECAIAM SOBRE O IMÓVEL, em especial quando o vin-
culem como garantia real do financiamento destinado à construção do investimento;
XI – o número do REGISTRO DO MEMORIAL DE INCORPORAÇÃO, a MATRÍCULA DO IMÓVEL e A
IDENTIFICAÇÃO DO CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS COMPETENTE;
XII – o TERMO FINAL para obtenção do AUTO DE CONCLUSÃO DA OBRA (HABITE-SE) e os efeitos
contratuais da intempestividade prevista no art. 43-A desta Lei.

012. (CEBRASPE/CESPE/DEFENSOR PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL/2019) Acerca da


locação de imóveis urbanos, do condomínio em edificações e das incorporações imobiliárias,
julgue o próximo item, considerando a legislação pertinente.
Contrato de promessa de venda de unidade autônoma integrante de incorporação imobiliária
deve prever que a devolução de valores ao adquirente, cujo prazo deve estar destacado em
negrito, somente ocorrerá por rescisão contratual motivada por inadimplemento de obrigação
do adquirente.

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A Lei 4.591/64, em seu artigo 35-A, VI, incluído pela Lei 13.786/2016, estabelece que o contra-
to deve prever as consequências seja do distrato, seja por resolução contratual motivada por
inadimplemento de obrigação tanto do adquirente quanto do incorporador:

Art. 35-A. Os contratos de compra e venda, promessa de venda, cessão ou promessa de cessão de
unidades autônomas integrantes de incorporação imobiliária serão iniciados por quadro-resumo,
que deverá conter:
VI – as consequências do desfazimento do contrato, seja por meio de distrato, seja por meio de
resolução contratual motivada por inadimplemento de obrigação do adquirente ou do incorporador,
com destaque negritado para as penalidades aplicáveis e para os prazos para devolução de valores
ao adquirente;
O primeiro erro da questão é que o desfazimento do contrato pode ocorrer por meio do distrato
e por meio da resolução contratual motivada por inadimplemento de obrigação do adquirente
ou do incorporador. Além do mais, as penalidades aplicáveis e os prazos de devolução devem
ser destacados em negrito.
Errado.

E o Quadro-resumo dos contratos de compra e venda, cessão ou promessa de cessão de


loteamento devem ter obrigatoriamente:

Art. 26-A. Os contratos de compra e venda, cessão ou promessa de cessão de loteamento devem
ser iniciados por quadro-resumo, que deverá conter, além das indicações constantes do art. 26 des-
ta Lei:
I – o PREÇO TOTAL a ser pago pelo imóvel;
II – o valor referente à CORRETAGEM, suas condições de pagamento e a identificação precisa de
seu beneficiário;
III – a FORMA DE PAGAMENTO DO PREÇO, com indicação clara dos valores e vencimentos das
parcelas;
IV – os índices de CORREÇÃO MONETÁRIA aplicáveis ao contrato e, quando houver pluralidade de
índices, o período de aplicação de cada um;
V – as CONSEQUÊNCIAS DO DESFAZIMENTO DO CONTRATO, seja mediante distrato, seja por meio
de resolução contratual motivada por inadimplemento de obrigação do adquirente ou do loteador,
com destaque negritado para as penalidades aplicáveis e para os prazos para devolução de valores
ao adquirente;
VI – as TAXAS DE JUROS eventualmente aplicadas, se mensais ou anuais, se nominais ou efetivas,
o seu período de incidência e o sistema de amortização;
VII – as informações acerca da possibilidade do exercício, por parte do adquirente do imóvel, do DI-
REITO DE ARREPENDIMENTO previsto no art. 49 da Lei n. 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código
de Defesa do Consumidor) , em todos os contratos firmados em ESTANDES DE VENDAS E FORA DA
SEDE DO LOTEADOR OU DO ESTABELECIMENTO COMERCIAL;

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VIII – O PRAZO PARA QUITAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES pelo adquirente após a obtenção do termo de
vistoria de obras;
IX – informações acerca dos ônus que recaiam sobre o imóvel;
X – o NÚMERO DO REGISTRO DO LOTEAMENTO ou do DESMEMBRAMENTO, a MATRÍCULA DO
IMÓVEL e a identificação do CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS COMPETENTE;
XI – o TERMO FINAL para a EXECUÇÃO DO PROJETO referido no § 1º do art. 12 desta Lei e a data
do protocolo do pedido de emissão do termo de vistoria de obras

7.4. Disposições Normativas da Lei do Distrato


No tocante à lei 13.786/2018, há necessidade de distinguir se o distrato vai ocorrer em situ-
ações de incorporação imobiliária ou de parcelamento, isso, porque, existem diferenças entre
as disposições normativas.

7.4.1. Prazo para Entrega dos Imóveis

Quanto às unidades autônomas integrantes de incorporação imobiliária, o prazo de tole-


rância para entrega dos imóveis está prevista no art. 43-A da Lei n. 4.591/64, incluído pela Lei
13.786/2018 (Lei do Distrato):

Art. 43-A. A entrega do imóvel em até 180 (cento e oitenta) dias corridos da data estipulada contra-
tualmente como data prevista para conclusão do empreendimento, desde que expressamente pac-
tuado, de forma clara e destacada, não dará causa à resolução do contrato por parte do adquirente
nem ensejará o pagamento de qualquer penalidade pelo incorporador.

Já quanto ao prazo de tolerância para entrega de imóveis integrantes de loteamentos, não


há previsão legal, devendo o referido prazo ser previsto em cláusula contratual. Resumidamen-
te, os prazos de tolerância são os seguintes:

PRAZO DE TOLERÂNCIA PARA ENTREGA DOS IMÓVEIS

INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA LOTEAMENTO

Até 180 (cento e oitenta) dias


corridos da data estipulada
contratualmente como data Definido no contrato
prevista para conclusão do
empreendimento

Conforme art. 43-A, § 1º Lei n. 4.591/64, incluído pela Lei 13.786/2018, se a entrega do
imóvel ultrapassar o prazo estabelecido no caput deste artigo, desde que o adquirente não
tenha dado causa ao atraso, poderá ser promovida por este a resolução do contrato, sem prejuízo

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da devolução da integralidade de todos os valores pagos e da multa estabelecida, em até 60


(sessenta) dias corridos contados da resolução, corrigidos conforme índice estabelecido con-
tratualmente.

7.4.2. Valores Retidos na Hipótese de Distrato Provocada pelo Adquirente de


Imóvel

Nas situações em que ocorrer o rompimento do contrato de aquisição de imóveis, por


distrato, resilição ou resolução, provocadas pelo adquirente, a retenção de valores já pagos
pelo adquirente irá ocorrer da de forma diferenciada em caso de incorporação imobiliária e
em caso de parcelamento do solo para formação de novos loteamentos. Na hipótese, de in-
corporação imobiliária, a retenção é prevista no art. 67-A da Lei n. 4.591/1964, incluído pela lei
13.786/2018:

Art. 67-A . Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador,


mediante distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará
jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas com base
no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
delas deduzidas, cumulativamente:
I – a integralidade da comissão de corretagem;
II – a pena convencional, que não poderá exceder a 25% (vinte e cinco por cento) da quantia paga.
§ 1º Para exigir a pena convencional, não é necessário que o incorporador alegue prejuízo.
§ 2º Em função do período em que teve disponibilizada a unidade imobiliária, responde ainda o
adquirente, em caso de resolução ou de distrato, sem prejuízo do disposto no caput e no § 1º deste
artigo, pelos seguintes valores:
I – quantias correspondentes aos impostos reais incidentes sobre o imóvel;
II – cotas de condomínio e contribuições devidas a associações de moradores;
III – valor correspondente à fruição do imóvel, equivalente à 0,5% (cinco décimos por cento) sobre o
valor atualizado do contrato, pro rata die;
IV – demais encargos incidentes sobre o imóvel e despesas previstas no contrato.

013. (VUNESP/JUIZ ESTADUAL/TJ AC/2019) Igor adquiriu, por meio de compromisso de


venda e compra, a propriedade de uma unidade autônoma futura (apartamento), integrante
de um prédio residencial a ser construído pela Rio Branco Incorporação Ltda. (“Rio Branco”).
Pela aquisição do apartamento, ajustou-se o valor total de R$ 400.000,00 (quatrocentos mil
reais), dos quais R$ 20.000,00 (vinte mil reais) correspondiam à comissão de corretagem e R$
380.000,00 (trezentos e oitenta mil reais) correspondiam efetivamente ao preço do apartamen-
to. Passados 12 (doze) meses da assinatura do instrumento particular de compromisso de
venda e compra, apesar de Igor estar em dia com o pagamento das parcelas do preço, resolveu

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desistir do negócio, solicitando à Rio Branco o distrato. Àquela altura, Igor já havia efetuado
o pagamento da comissão de corretagem (R$ 20.000,00) e mais R$ 80.000,00 (oitenta mil re-
ais) correspondentes ao preço do apartamento. O empreendimento ainda estava em fase de
construção, não havendo a expedição do auto de conclusão da obra. A incorporação estava
submetida ao regime de afetação, e o instrumento contratual previa cláusula penal dispondo a
perda de 50% (cinquenta por cento) das quantias já pagas.
Considerando a recente legislação que tratou da matéria, promovendo alterações na Lei n.
4.591/1964 (incorporações imobiliárias), assinale a alternativa correta.
a) Igor terá direito tão somente à devolução de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais), correspon-
dentes a 50% (cinquenta por cento) dos valores pagos pela aquisição do apartamento, atua-
lizados com base no índice contratual ente estabelecido a título de correção monetária das
parcelas do preço.
b) Não deverá ser restituída a quantia de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), paga por Igor a título de
comissão de corretagem, e a construtora poderá aplicar a cláusula penal em sua integralidade
(perda de 50% do valor pago, correspondente a R$ 40.000,00) se comprovar que seu prejuízo é
igual ou superior a essa quantia.
c) A cláusula penal é nula de pleno direito, na medida em que não poderia exceder 25% (vinte
e cinco por cento) dos valores pagos a título de aquisição do apartamento, razão pela qual o
valor a ser restituído será arbitrado judicialmente.
d) Igor terá direito à devolução de R$ 10.000,00 (dez mil reais) correspondentes à comissão de
corretagem, bem como à devolução de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais), correspondentes a
50% (cinquenta por cento) dos valores pagos pelo apartamento, ambos atualizados com base
no índice contratualmente estabelecido a título de correção monetária das parcelas do preço.

Nos termos do artigo 67-A da Lei 4.591/64, Igor fará jus à restituição da quantia paga, atualiza-
da com base no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas
do preço do imóvel, mas com dedução dos valores da correção de comissão de corretagem e
da pena convencional, que pode ser de até 50% dos valores pagos, ressaltando que o empre-
endimento está sujeito ao regime de afetação.
Portanto, como pagou R$80.000,00 do preço e R$20.000,00 da comissão de corretagem, não
receberá os R$20.000,00 da comissão de corretagem e, do valor pago, será descontada a mul-
ta (50% de R$80.000,00 = R$40.000,00). Assim, receberá R$40.000,00 atualizados. Vejamos as
disposições normativas:

Art. 67-A. Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador,


mediante distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará
jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas com base
no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
delas deduzidas, cumulativamente:

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I – a integralidade da comissão de corretagem;
II – a pena convencional, que não poderá exceder a 25% (vinte e cinco por cento) da quantia paga.
§ 5º Quando a incorporação estiver submetida ao regime do patrimônio de afetação, de que tratam
os arts. 31-A a 31-F desta Lei, o incorporador restituirá os valores pagos pelo adquirente, deduzidos
os valores descritos neste artigo e atualizados com base no índice contratualmente estabelecido
para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel, no prazo máximo de 30 (trinta) dias
após o habite-se ou documento equivalente expedido pelo órgão público municipal competente, ad-
mitindo-se, nessa hipótese, que a pena referida no inciso II do caput deste artigo seja estabelecida
até o limite de 50% (cinquenta por cento) da quantia paga.
Letra a.

No caso de aquisição de imóveis diretamente do loteador, nas situações de parcelamento


de solo para formação de novos loteamentos, a retenção de valores é prevista no art. 32-A da
lei 6.766/1979, incluído pela lei 13.786/2018:

Art. 32-A. Em caso de resolução contratual por fato imputado ao adquirente, respeitado o disposto
no § 2º deste artigo, deverão ser restituídos os valores pagos por ele, atualizados com base no
índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
podendo ser descontados dos valores pagos os seguintes itens:
I – os valores correspondentes à eventual fruição do imóvel, até o equivalente a 0,75% (setenta e
cinco centésimos por cento) sobre o valor atualizado do contrato, cujo prazo será contado a partir
da data da transmissão da posse do imóvel ao adquirente até sua restituição ao loteador;
II – o montante devido por cláusula penal e despesas administrativas, inclusive arras ou sinal, limi-
tado a um desconto de 10% (dez por cento) do valor atualizado do contrato;
III – os encargos moratórios relativos às prestações pagas em atraso pelo adquirente;
IV – os débitos de impostos sobre a propriedade predial e territorial urbana, contribuições condomi-
niais, associativas ou outras de igual natureza que sejam a estas equiparadas e tarifas vinculadas
ao lote, bem como tributos, custas e emolumentos incidentes sobre a restituição e/ou rescisão;
V – a comissão de corretagem, desde que integrada ao preço do lote

Vamos fazer uma tabelinha para facilitar o entendimento:

RETENÇÃO DE VALORES JÁ PAGOS PELO ADQUIRENTE NA HIPÓTESES DE DISTRATO OU RESOLUÇÃO


POR INADIMPLEMENTO DO ADQUIRENTE

INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA LOTEAMENTO

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RETENÇÃO DE VALORES JÁ PAGOS PELO ADQUIRENTE NA HIPÓTESES DE DISTRATO OU RESOLUÇÃO


POR INADIMPLEMENTO DO ADQUIRENTE

No caso de distrato ou resolução por


inadimplência do adquirente, devem ser
No caso de rescisão por fato atribuível ao adquirente,
restituídos os valores já pagos pelo adquirente,
devem ser restituídos os valores já pagos por
corrigidos, conforme índice do contrato,
este, corrigidos, conforme índice do contrato,
DESCONTADOS**:
DESCONTADOS**:
1) a integralidade da comissão de corretagem;
1) os valores correspondentes à eventual fruição
2) a pena convencional*, que não poderá
do imóvel, até o equivalente a 0,75% (setenta
exceder a 25% (vinte e cinco por cento) da
e cinco centésimos por cento) sobre o valor
quantia paga.
atualizado do contrato, cujo prazo será contado a
3) quantias correspondentes aos impostos reais
partir da data da transmissão da posse do imóvel ao
incidentes sobre o imóvel, vencidos no período
adquirente até sua restituição ao loteador;
em que o imóvel esteve disponibilizado ao
2) o montante devido por cláusula penal e despesas
adquirente;
administrativas, inclusive arras ou sinal, limitado a
4) cotas de condomínio e contribuições devidas
um desconto de 10% (dez por cento) do valor
a associações de moradores, vencidos no
atualizado do contrato;
período em que o imóvel esteve disponibilizado
3) os encargos moratórios relativos às prestações
ao adquirente;
pagas em atraso pelo adquirente;
5) valor correspondente à fruição do imóvel,
4) os débitos de impostos sobre a propriedade
equivalente à 0,5% (cinco décimos por cento)
predial e territorial urbana, contribuições
sobre o valor atualizado do contrato, pro rata
condominiais, associativas ou outras de igual
die, correspondente período em que adquirente
natureza que sejam a estas equiparadas e tarifas
estiver na posse do imóvel;
vinculadas ao lote, bem como tributos, custas e
6) demais encargos incidentes sobre o imóvel e
emolumentos incidentes sobre a restituição e/ou
despesas previstas no contrato
rescisão;
*Para exigir a pena convencional, não é
5) a comissão de corretagem, desde que integrada ao
necessário que o incorporador alegue prejuízo
preço do lote.
**Não se aplica para imóvel adquirido por meio
**Não se aplica para imóvel adquirido por meio
de alienação fiduciária
de alienação fiduciária
*** Possível desfazimento do negócio pelo
comprador, com a nomeação de um substituto.

Cabe ressaltar que na hipótese de incorporação imobiliária, mas imóvel adquirido por meio
de alienação fiduciária, a restituição de valores ao consumidor adquirente na hipótese de des-
fazimento do contrato, não seguirá as regras acima dispostas, seguindo as regras de restitui-
ção previstas na lei de alienação fiduciária (Lei n. 9.514/1.997), nos termos do art. 67-A, § 14
da Lei n. 4.591/1964, incluído pela lei 13.786/2018:

Art. 67-A . Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador,


mediante distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará
jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas com base
no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
delas deduzidas, cumulativamente:
§ 14 Nas hipóteses de leilão de imóvel objeto de contrato de compra e venda com pagamento
parcelado, com ou sem garantia real, de promessa de compra e venda ou de cessão e de compra e
venda com pacto adjeto de alienação fiduciária em garantia, realizado o leilão no contexto de exe-
cução judicial ou de procedimento extrajudicial de execução ou de resolução, a restituição far-se-á
de acordo com os critérios estabelecidos na respectiva lei especial ou com as normas aplicáveis à
execução em geral.

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Ainda, na hipótese de incorporação imobiliária, é possível o desfazimento do negócio


pelo comprador, com a nomeação de um substituto, nos termos do art. 67-A, § 9º da Lei n.
4.591/1964, incluído pela lei 13.786/2018:

Art. 67-A . Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador,


mediante distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará
jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas com base
no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
delas deduzidas, cumulativamente:
§ 9º Não incidirá a cláusula penal contratualmente prevista na hipótese de o adquirente que der
causa ao desfazimento do contrato encontrar comprador substituto que o sub-rogue nos direitos e
obrigações originalmente assumidos, desde que haja a devida anuência do incorporador e a aprova-
ção dos cadastros e da capacidade financeira e econômica do comprador substituto.

Também na hipótese de loteamento, mas imóvel adquirido por meio de alienação fiduci-
ária, a restituição de valores ao consumidor adquirente na hipótese de desfazimento do con-
trato, não seguirá as regras acima dispostas, seguindo as regras de restituição previstas na lei
de alienação fiduciária (Lei n. 9.514/1.997), nos termos do art. 32-A, § 3º da Lei n. 4.591/1964,
incluído pela lei 13.786/2018:

Art. 32-A. Em caso de resolução contratual por fato imputado ao adquirente, respeitado o disposto
no § 2º deste artigo, deverão ser restituídos os valores pagos por ele, atualizados com base no
índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
podendo ser descontados dos valores pagos os seguintes itens:
§ 3º O procedimento previsto neste artigo não se aplica aos contratos e escrituras de compra e ven-
da de lote sob a modalidade de alienação fiduciária nos termos da Lei n. 9.514, de 20 de novembro
de 1997 .

Para hipótese de loteamento, não há previsão expressa de desfazimento do negócio pelo


comprador, com a nomeação de um substituto.

014. (VUNESP/PROCURADOR MUNICIPAL/PREF V PAULISTA/2021) Joaquim celebrou,


exclusivamente com o incorporador, contrato para a aquisição de unidade habitacional em
condomínio edilício em incorporação sujeita ao patrimônio de afetação. A unidade foi dispo-
nibilizada ao adquirente a partir da assinatura do contrato que previu que o pagamento seria
efetuado em 180 meses. Após 18 meses de cumprimento, Joaquim percebeu que não mais
conseguiria pagar as parcelas e solicitou o distrato. Pode-se corretamente afirmar que
a) Joaquim não fará jus à restituição das quantias pagas, tendo em vista ser o responsável
pelo inadimplemento, devendo, assim, suportar todos os prejuízos resultantes do distrato.

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b) do valor a ser recebido, será descontado, sem prejuízo de outros descontos previstos em lei,
o valor correspondente à fruição do imóvel, equivalente à 0,5% (cinco décimos por cento) sobre
o valor atualizado do contrato, pro rata die.
c) a pena convencional decorrente do distrato poderá ser de até 25% (vinte e cinco por cento)
da quantia paga.
d) o valor a ser ressarcido a Joaquim deverá ser pago, em parcela única, em até 180 (cento e
oitenta) dias, contados da data do desfazimento do contrato.
e) deverá ser deduzida do valor a ser recebido a metade do valor da comissão de corretagem.

a) Errada. Tratando-se de contrato de aquisição firmado exclusivamente com o incorporador,


havendo distrato ou desfazimento em virtude de inadimplemento absoluto por parte do adqui-
rente, ESSE FARÁ JUS À RESTITUIÇÃO DAS QUANTIAS QUE HOUVER PAGO DIRETAMENTE
AO INCORPORADOR, atualizadas com base no índice contratualmente estabelecido para a
correção monetária das parcelas do preço do imóvel, e realizadas as deduções legais cabí-
veis, conforme art. 67-A, caput, Lei n. 4.591/1964: Art. 67-A. Em caso de desfazimento do
contrato celebrado exclusivamente com o incorporador, mediante distrato ou resolução por
inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará jus à restituição das quantias
que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas com base no índice contratualmen-
te estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel, delas deduzidas,
cumulativamente:
b) Certa. É a disposição do art. 67-A, § 2º, III, Lei n. 4.591/1964:
Art. 67-A. Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorpora-
dor, mediante distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente,
este fará jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualiza-
das com base no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas
do preço do imóvel, delas deduzidas, cumulativamente: [...] § 2º Em função do período em que
teve disponibilizada a unidade imobiliária, responde ainda o adquirente, em caso de resolução
ou de distrato, sem prejuízo do disposto no caput e no § 1º deste artigo, pelos seguintes valo-
res: [...] III - valor correspondente à fruição do imóvel, equivalente à 0,5% (CINCO DÉCIMOS POR
CENTO) sobre o valor atualizado do contrato, pro rata die;
c) Errada. No caso, a incorporação estava submetida ao regime de do patrimônio de afetação,
de modo que a pena convencional poderá ser FIXADA ATÉ O LIMITE DE 50% (CINQUENTA POR
CENTO) DA QUANTIA PAGA, consoante parte final do § 5º do art. 67-A da Lei n. 4.591/1964:
Art. 67-A. Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorpora-
dor, mediante distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente,
este fará jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualiza-
das com base no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas
do preço do imóvel, delas deduzidas, cumulativamente: [...] § 5º Quando a incorporação estiver
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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submetida ao regime do patrimônio de afetação, de que tratam os arts. 31-A a 31-F desta Lei, o
incorporador restituirá os valores pagos pelo adquirente, deduzidos os valores descritos neste
artigo e atualizados com base no índice contratualmente estabelecido para a correção mone-
tária das parcelas do preço do imóvel, no prazo máximo de 30 (trinta) dias após o habite-se
ou documento equivalente expedido pelo órgão público municipal competente, admitindo-se,
nessa hipótese, que a pena referida no inciso II do caput deste artigo seja estabelecida até o
limite de 50% (cinquenta por cento) da quantia paga.
d) Errada. Como se trata de incorporação submetida ao regime do patrimônio de afetação,
o prazo legalmente estabelecido para o RESSARCIMENTO É DE 30 (TRINTA) DIAS, APÓS O
HABITE-SE OU DOCUMENTO EQUIVALENTE EXPEDIDO PELO ÓRGÃO PÚBLICO MUNICIPAL
COMPETENTE, ex vi do art. 67-A, § 5º, Lei n. 4.591/1964: Art. 67-A. Em caso de desfazimento
do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador, mediante distrato ou resolução por
inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará jus à restituição das quantias
que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas com base no índice contratualmen-
te estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel, delas deduzidas,
cumulativamente: [...] § 5º Quando a incorporação estiver submetida ao regime do patrimônio
de afetação, de que tratam os arts. 31-A a 31-F desta Lei, o incorporador restituirá os valores
pagos pelo adquirente, deduzidos os valores descritos neste artigo e atualizados com base no
índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imó-
vel, no prazo máximo de 30 (trinta) dias após o habite-se ou documento equivalente expedido
pelo órgão público municipal competente, admitindo-se, nessa hipótese, que a pena referida
no inciso II do caput deste artigo seja estabelecida até o limite de 50% (cinquenta por cento)
da quantia paga.
e) Errada. O valor a ser deduzido é o da INTEGRALIDADE DA COMISSÃO DE CORRETAGEM,
conforme art. 67-A, I, Lei n. 4.591/1964: Art. 67-A. Em caso de desfazimento do contrato cele-
brado exclusivamente com o incorporador, mediante distrato ou resolução por inadimplemento
absoluto de obrigação do adquirente, este fará jus à restituição das quantias que houver pago
diretamente ao incorporador, atualizadas com base no índice contratualmente estabelecido
para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel, delas deduzidas, cumulativamen-
te: I - a integralidade da comissão de corretagem;
Letra b.

7.4.3. Prazos para Restituição dos Valores Pagos pelo Adquirente

Aqui, mais uma vez, quanto ao prazo para restituição dos valores já pagos pelo consumidor
adquirente, nos casos desfazimento do contrato de aquisição de imóveis, há necessidade de
diferenciar se o desfazimento é em relação à incorporação imobiliária ou parcelamento de solo
para formação de novos loteamentos. Para incorporação imobiliária, os prazos são previstos
no art. 67-A, § 5º e § 6º da Lei n. 4.591/1964, incluído pela lei 13.786/2018:

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mediante distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará
jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas com base
no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
delas deduzidas, cumulativamente:
§ 5º Quando a incorporação estiver submetida ao regime do patrimônio de afetação, de que tratam
os arts. 31-A a 31-F desta Lei, o incorporador restituirá os valores pagos pelo adquirente, deduzidos
os valores descritos neste artigo e atualizados com base no índice contratualmente estabelecido
para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel, no prazo máximo de 30 (trinta) dias
após o habite-se ou documento equivalente expedido pelo órgão público municipal competente, ad-
mitindo-se, nessa hipótese, que a pena referida no inciso II do caput deste artigo seja estabelecida
até o limite de 50% (cinquenta por cento) da quantia paga.
§ 6º Caso a incorporação não esteja submetida ao regime do patrimônio de afetação de que trata a
Lei n. 10.931, de 2 de agosto de 2004 , e após as deduções a que se referem os parágrafos anterio-
res, se houver remanescente a ser ressarcido ao adquirente, o pagamento será realizado em parcela
única, após o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contado da data do desfazimento do contrato.

Para hipóteses de loteamento, os prazos para restituição são previstos no art. 67-A, § 5º e
§ 6º da Lei n. 4.591/1964, incluído pela lei 13.786/2018:

Art. 32-A. Em caso de resolução contratual por fato imputado ao adquirente, respeitado o disposto
no § 2º deste artigo, deverão ser restituídos os valores pagos por ele, atualizados com base no
índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
podendo ser descontados dos valores pagos os seguintes itens:
§ 1º O pagamento da restituição ocorrerá em até 12 (doze) parcelas mensais, com início após o
seguinte prazo de carência:
I – em loteamentos com obras em andamento: no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias após
o prazo previsto em contrato para conclusão das obras;
II – em loteamentos com obras concluídas: no prazo máximo de 12 (doze) meses após a formaliza-
ção da rescisão contratual.

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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.

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Vamos fazer uma tabelinha para facilitar o entendimento:

PRAZOS PARA RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS PELO CONSUMIDOR


ADQUIRENTE

INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA LOTEAMENTO

O pagamento da restituição ao
adquirente ocorrerá:
1) Caso a incorporação ESTEJA
SUBMETIDA AO REGIME DO
PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO, no
prazo máximo de 30 (trinta) dias
após o habite-se ou documento
O pagamento da restituição ocorrerá
equivalente, expedido pelo órgão
EM ATÉ 12 (DOZE) PARCELAS
público municipal competente,
MENSAIS, no prazo de carência:
admitindo-se, nessa hipótese, que a
1) EM LOTEAMENTOS COM OBRAS
multa seja estabelecida até o limite
EM ANDAMENTO: no prazo máximo
de 50% (cinquenta por cento) da
de 180 (cento e oitenta) dias após
quantia paga;
o prazo previsto em contrato para
conclusão das obras; ou
2) Caso a incorporação NÃO
2) EM LOTEAMENTOS COM OBRAS
ESTEJA SUBMETIDA AO REGIME DO
CONCLUÍDAS: no prazo máximo de
PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO, após o
12 (doze) meses após a formalização
prazo de 180 (cento e oitenta) dias,
da rescisão contratual.
contado da data do desfazimento do
contrato; ou
3) Caso ocorra a revenda da unidade
antes de transcorridos os prazos
acima, o valor remanescente devido
ao adquirente será pago em até 30
(trinta) dias da revenda.

015. (INÉDITA/2022) Sobre as alterações trazidas pela Lei 13.786/18, julgue o item:
o incorporador restituirá os valores pagos pelo adquirente, no prazo máximo de 120 (cento e
vinte) dias após o habite-se ou documento equivalente expedido pelo órgão público municipal
competente.

A Lei 13.786/18 inseriu o seguinte dispositivo na Lei n. 4.591/64:

Art. 67-A, §5º Quando a incorporação estiver submetida ao regime do patrimônio de afetação, de
que tratam os arts. 31-A a 31-F desta Lei, o incorporador restituirá os valores pagos pelo adquirente,

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deduzidos os valores descritos neste artigo e atualizados com base no índice contratualmente es-
tabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel, NO PRAZO MÁXIMO DE 30
(TRINTA) DIAS após o habite-se ou documento equivalente expedido pelo órgão público municipal
competente, admitindo-se, nessa hipótese, que a pena referida no inciso II do caput deste artigo seja
estabelecida até o limite de 50% (cinquenta por cento) da quantia paga.
Errado.

7.4.4. Direito de Arrependimento

Para incorporação imobiliária, a previsão do direito de arrependimento ocorre no art. 35-A,


VII da Lei n. 4.561/1964, com a previsão do direito de arrependimento já no Quadro-Resumo do
contrato, bem como, no art. 67-A, § 10 da Lei n. 4.561/1964, dispondo que nos contratos firma-
dos em estandes de vendas e fora da sede do incorporador permitem ao adquirente o exercício
do direito de arrependimento, durante o prazo improrrogável de 7 (sete) dias, com a devolução
de todos os valores eventualmente antecipados, inclusive a comissão de corretagem. Assim,
os contratos de imóveis em incorporação imobiliária, podem ou não prevê o direito de arrepen-
dimento, entretanto, sempre ocorrerá em caso de assinatura da compra e venda em estande
de vendas ou fora da sede do incorporador ou estabelecimento comercial.:

Art. 35-A. Os contratos de compra e venda, promessa de venda, cessão ou promessa de cessão de
unidades autônomas integrantes de incorporação imobiliária serão iniciados por quadro-resumo,
que deverá conter:
VIII – as informações acerca da possibilidade do exercício, por parte do adquirente do imóvel, do
direito de arrependimento previsto no art. 49 da Lei n. 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código de
Defesa do Consumidor) , em todos os contratos firmados em estandes de vendas e fora da sede do
incorporador ou do estabelecimento comercial
Art. 67-A . Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador,
mediante distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará
jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas com base
no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
delas deduzidas, cumulativamente:
§ 10. Os contratos firmados em estandes de vendas e fora da sede do incorporador permitem ao
adquirente o exercício do direito de arrependimento, durante o prazo improrrogável de 7 (sete) dias,
com a devolução de todos os valores eventualmente antecipados, inclusive a comissão de correta-
gem.

Para os loteamentos, a previsão do direito de arrependimento ocorre no art. 26-A, VII da Lei
n. 4.561/1964, com a previsão do direito de arrependimento já no Quadro-Resumo do contra-
to de aquisição do imóvel. Nas situações de loteamento, o direito de arrependimento poderá
ocorrer, ou não, a depender da previsão expressa em contrato e, também, no Quadro Resumo,
mas sempre ocorrerá em caso de assinatura da compra e venda em estande de vendas ou fora
da sede do loteador ou estabelecimento comercial:

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Art. 26-A. Os contratos de compra e venda, cessão ou promessa de cessão de loteamento devem
ser iniciados por quadro-resumo, que deverá conter, além das indicações constantes do art. 26 des-
ta Lei:
VII – as informações acerca da possibilidade do exercício, por parte do adquirente do imóvel, do
direito de arrependimento previsto no art. 49 da Lei n. 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código de
Defesa do Consumidor) , em todos os contratos firmados em estandes de vendas e fora da sede do
loteador ou do estabelecimento comercial;

Mais uma vez, para facilitar o entendimento, vamos fazer uma tabelinha resumindo a pre-
visão do Quadro-Resumo:

DIREITO DE ARREPENDIMENTO

INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA LOTEAMENTO

É FACULTATIVA a ocorrência
É FACULTATIVA a ocorrência do direito
do direito de arrependimento
de arrependimento que DEPENDE
que DEPENDE DE PREVISÃO
DE PREVISÃO EXPRESSA no Quadro
EXPRESSA no Quadro Resumo e,
Resumo e, também, no contrato,
também, no contrato, entretanto,
entretanto, SEMPRE OCORRERÁ em
SEMPRE OCORRERÁ em caso de
caso de assinatura da compra e venda
assinatura da compra e venda
em ESTANDE DE VENDAS ou FORA
em ESTANDE DE VENDAS ou FORA
DA SEDE DO INCORPORADOR OU
DA SEDE DO INCORPORADOR OU
ESTABELECIMENTO COMERCIAL.
ESTABELECIMENTO COMERCIAL.

7.4.5. Multa por Rescisão do Contrato por Culpa do Comprador

Embora já citado na aula, tendo em vista a importância do assunto e o alto potencial de


cobrança em provas de concurso, há necessidade de abertura de um tópico específico para
o assunto.
Uma das principais inovações da Lei do Distrato é a estipulação de limites para multas apli-
cáveis em caso de desfazimento do negócio por culpa do consumidor/adquirente.
Com a publicação da lei do distrato, será cobrado, na incorporação imobiliária, de até 25%
(vinte e cinco por cento) dos valores pagos nos empreendimentos “COMUNS” e de até 50%
(cinquenta por cento) naqueles empreendimentos sob o REGIME DE PATRIMÔNIO DE AFETA-
ÇÃO (artigo 67-A da Lei 4.591/1964). Vejamos tal previsão legal:

Art. 67-A . Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador, me-
diante distrato ou resolução por INADIMPLEMENTO ABSOLUTO DE OBRIGAÇÃO DO ADQUIRENTE,
este fará jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas
com base no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço
do imóvel, delas deduzidas, cumulativamente:

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I – a integralidade da comissão de corretagem;
II – a PENA CONVENCIONAL, que NÃO PODERÁ EXCEDER A 25% (VINTE E CINCO POR CENTO) DA
QUANTIA PAGA.
§ 5º Quando a incorporação estiver submetida ao REGIME DO PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO, de que
tratam os arts. 31-A a 31-F desta Lei, o incorporador restituirá os valores pagos pelo adquirente,
deduzidos os valores descritos neste artigo e atualizados com base no índice contratualmente esta-
belecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel, no prazo máximo de 30 (trinta)
dias após o habite-se ou documento equivalente expedido pelo órgão público municipal competen-
te, admitindo-se, nessa hipótese, que a pena referida no inciso II do caput deste artigo seja estabe-
lecida ATÉ O LIMITE DE 50% (CINQUENTA POR CENTO) DA QUANTIA PAGA.

Cabe ressaltar que, atualmente, em face dos benefícios do regime especial de tributação,
conforme estudado na instituição do patrimônio de afetação, é raro um empreendimento ser
incorporado sem averbação do patrimônio de afetação, em função dos benefícios oferecidos.

016. (VUNESP/INSPETOR FISCAL DE RENDAS/PREF GRU/2019) Caio adquiriu um aparta-


mento diretamente do incorporador, referente a uma incorporação submetida ao regime do
patrimônio de afetação. Entretanto, decidiu desfazer o negócio. É correto afirmar que Caio:
a) tem direito a receber a integralidade do valor pago.
b) se previsto no contrato, pagará pena convencional de até 25% (vinte e cinco por cento) da
quantia paga.
c) se previsto no contrato, pagará pena convencional não superior a 50% (cinquenta por cento)
da quantia paga.
d) tem direito a receber a integralidade do valor pago, deduzidos os valores decorrentes das
despesas do contrato e comissão de corretagem.
e) tem direito a receber 75% (setenta e cinco por cento) do valor pago, deduzidos os valores
decorrentes das despesas do contrato e comissão de corretagem.

A questão deve ser resolvida conforme o art. 67-A da Lei n. 4.591/1965, introduzido pela lei n.
13786/2018:

Art. 67-A. Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador,


mediante distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará
jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas com base
no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
delas deduzidas, cumulativamente:
I – a integralidade da comissão de corretagem;
II – a pena convencional, que não poderá exceder a 25% (vinte e cinco por cento) da quantia paga.

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§ 5º Quando a incorporação estiver submetida ao regime do patrimônio de afetação, de que tratam
os arts. 31-A a 31-F desta Lei, o incorporador restituirá os valores pagos pelo adquirente, deduzidos
os valores descritos neste artigo e atualizados com base no índice contratualmente estabelecido
para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel, no prazo máximo de 30 (trinta) dias
após o habite-se ou documento equivalente expedido pelo órgão público municipal competente, ad-
mitindo-se, nessa hipótese, que a pena referida no inciso II do caput deste artigo seja estabelecida
até o limite de 50% (cinquenta por cento) da quantia paga.

Nos termos do artigo 67-A da Lei 4.591/64, Caio fará jus à restituição da quantia paga, atualiza-
da com base no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas
do preço do imóvel, mas com dedução dos valores da correção de comissão de corretagem e
da pena convencional, que pode ser de até 50% dos valores pagos, ressaltando que o empre-
endimento está sujeito ao regime de afetação.
Letra c.

Agora veja uma diferença bem sútil que vai modificar o valor da multa (pena convencional
estabelecida).

017. (VUNESP/PROCURADOR/PREF [Link] MORATO/2019) José comprou uma unidade de


um apartamento em um condomínio, não submetido ao regime do patrimônio de afetação,
diretamente com o incorporador. Entretanto, perdeu o emprego e não mais podia pagar as
prestações contratualmente ajustadas. Postulou o distrato com a incorporadora. Nesse caso,
pode-se corretamente afirmar que
a) José poderá não receber nada do que foi pago, desde que tal previsão constasse expressa-
mente do contrato.
b) poderá incidir pena convencional de até 25%.
c) a comissão de corretagem deve ser restituída a José.
d) a incorporadora somente poderá exigir a pena convencional se comprovar o prejuízo.
e) poderão ser deduzidos os valores correspondentes à fruição do imóvel, equivalente a 5%
(cinco por cento) sobre o valor atualizado do contrato, pro rata die.

a) Errada. Consoante a disposição prevista no artigo 67-A, caput, da Lei 4.591/64, na hipótese
de desfazimento do contrato, José fará jus a parte do valor que foi pago, deduzidas algumas
despesas, vejamos:

Art. 67-A. Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador,


mediante distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará
jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas com base

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.

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no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
delas deduzidas, cumulativamente:

Desse modo, é incorreta a retenção de todos os valores por parte da incorporadora imobiliária.
b) Certa. Trata-se da exata previsão contida no artigo 67-A, inciso II, da referida lei, in verbis:

Art. 67-A. Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador,


mediante distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará
jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas com base
no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
delas deduzidas, cumulativamente:
II - a pena convencional, que não poderá exceder a 25% (vinte e cinco por cento) da quantia paga.

c) Errada. Distintamente do afirmado na alternativa, a comissão de corretagem também será


deduzida do valor que José receber, consoante a disposição prevista no artigo 67-A, inciso
I, a saber:

Art. 67-A. Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador,


mediante distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará
jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas com base
no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
delas deduzidas, cumulativamente:
I - a integralidade da comissão de corretagem;

d) Errada. Não é necessário que a incorporadora comprove o prejuízo para exigir a pena con-
vencional, vide artigo 67-A, § 1º da Lei 4.591/64, observe:

Art. 67-A. § 1º Para exigir a pena convencional, não é necessário que o incorporador alegue prejuízo.

e) Errada. Poderão ser deduzidos os valores correspondentes à fruição do imóvel, equivalente


a 0,5% (cinco décimos por cento), sobre o valor atualizado do contrato, nos termos do artigo
67-A, § 2º:

Art. 67-A. § 2º Em função do período em que teve disponibilizada a unidade imobiliária, responde
ainda o adquirente, em caso de resolução ou de distrato, sem prejuízo do disposto no caput e no §
1º deste artigo, pelos seguintes valores:
III - valor correspondente à fruição do imóvel, equivalente à 0,5% (cinco décimos por cento) sobre o
valor atualizado do contrato, pro rata die;
Letra b.

Quanto à compra e venda de lotes no regime de parcelamento, a Lei do Distrato estabe-


leceu um limite diferente: a multa que pode ser cobrada pelo loteador é de até 10% (dez por
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cento), incidente, porém, sobre o valor atualizado do contrato, e não sobre o total pago pelo
comprador. Assim, na aquisição de lotes, a multa cobrada, apesar de possuir um limite menor,
terá como base de cálculo o valor atualizado do imóvel e, não, simplesmente, o que foi pago
até então, o que poderá resultar, em alguns casos, em perda integral dos valores pagos. Veja-
mos a previsão legal:

Art. 32-A. Em caso de resolução contratual por fato imputado ao adquirente, respeitado o disposto
no § 2º deste artigo, deverão ser restituídos os valores pagos por ele, atualizados com base no
índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
podendo ser descontados dos valores pagos os seguintes itens:
II – o montante devido por cláusula penal e despesas administrativas, inclusive arras ou sinal, LIMI-
TADO A UM DESCONTO DE 10% (DEZ POR CENTO) do valor atualizado do contrato;

7.4.5. Multa por Atraso na Entrega e Multa por Rescisão do Contrato por Culpa
do Incorporador

A Lei do Distrato estabeleceu o prazo de tolerância de 180 dias para a conclusão das obras
e entrega das unidades aos compradores. Se porventura esse prazo não for obedecido, a lei
também estabeleceu multa por atraso na entrega das unidades caso ultrapassado tal prazo.
Assim, será devida, pela incorporadora ao comprador, indenização de 1% (um por cento) do
valor efetivamente já pago para cada mês de atraso, pro rata die, corrigido monetariamente
conforme índice estipulado em contrato (artigo 43-A, §2º, da Lei 4.591/1964). Vejamos essa
previsão legal:

Art. 43-A. A entrega do imóvel em até 180 (cento e oitenta) dias corridos da data estipulada contra-
tualmente como data prevista para conclusão do empreendimento, desde que expressamente pac-
tuado, de forma clara e destacada, não dará causa à resolução do contrato por parte do adquirente
§ 2º Na hipótese de a entrega do imóvel estender-se por prazo superior àquele previsto no caput
deste artigo, e não se tratar de resolução do contrato, será devida ao adquirente adimplente, por
ocasião da entrega da unidade, INDENIZAÇÃO DE 1% (UM POR CENTO) do valor efetivamente pago
à incorporadora, para cada mês de atraso, pro rata die , corrigido monetariamente conforme índice
estipulado em contrato.

Além da multa, a lei do distrato também passou a facultar ao comprador a resolução do


contrato por culpa da incorporadora caso desrespeitado o prazo de tolerância para a entrega
das unidades (artigo 43-A, §1º, da Lei 4.591/1964).

Art. 43-A. A entrega do imóvel em até 180 (cento e oitenta) dias corridos da data estipulada contra-
tualmente como data prevista para conclusão do empreendimento, desde que expressamente pac-
tuado, de forma clara e destacada, não dará causa à resolução do contrato por parte do adquirente
§ 1º Se a entrega do imóvel ultrapassar o prazo estabelecido no caput deste artigo, desde que o
adquirente não tenha dado causa ao atraso, poderá ser promovida por este a resolução do contrato,

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sem prejuízo da DEVOLUÇÃO DA INTEGRALIDADE DE TODOS OS VALORES PAGOS E DA MULTA
ESTABELECIDA, em até 60 (sessenta) dias corridos contados da resolução, corrigidos nos termos
do § 8º do art. 67-A desta Lei.

Desta forma, se a incorporada exceder o prazo de entrega das unidades ao comprador,


faculta-se ao comprador a resolução do contrato com direito à devolução da INTEGRALIDADE
DE TODOS OS VALORES PAGOS E DA MULTA ESTABELECIDA - de até 25% (vinte e cinco por
cento) dos valores pagos nos empreendimentos “COMUNS” e de até 50% (cinquenta por cen-
to) naqueles empreendimentos sob o REGIME DE PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO.

018. (VUNESP/JUIZ ESTADUAL/TJ RO/2019) José celebrou um contrato, diretamente com o


incorporador, para aquisição de uma unidade autônoma em um condomínio edilício submetido
ao regime do patrimônio de afetação. No contrato constou que, em caso de desfazimento do
contrato, o adquirente estaria sujeito a: i) pena convencional de 50% das quantias pagas, sem
necessidade de prova do prejuízo; ii) dedução do valor da totalidade da comissão de correta-
gem; iii) pagamento do valor correspondente à fruição do imóvel, equivalente a 0,5% (cinco
décimos por cento) sobre o valor atualizado do contrato, pro rata die, em função do período em
que teve disponibilizada a unidade imobiliária. Pode-se afirmar corretamente que são válidos e
de acordo com a legislação:
a) os itens “i”, “ii” e “iii”.
b) apenas os itens “ii” e “iii”.
c) apenas os itens “i” e “iii”.
d) apenas o item “iii”.
e) apenas o item “ii”.

A questão deve ser resolvida conforme a Lei 4.591/64, em seu artigo 67-A, VI, incluído pela Lei
13.786/2016, cujas afirmações estão devidamente destacadas abaixo:

Art. 67-A . Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador,


mediante distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará
jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas com base
no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
delas deduzidas, cumulativamente:
I – A INTEGRALIDADE DA COMISSÃO DE CORRETAGEM;
II – a pena convencional, que não poderá exceder a 25% (vinte e cinco por cento) da quantia paga.
§ 1º Para exigir a pena convencional, não é necessário que o incorporador alegue prejuízo.
§ 2º Em função do período em que teve disponibilizada a unidade imobiliária, responde ainda o
adquirente, em caso de resolução ou de distrato, sem prejuízo do disposto no caput e no § 1º deste
artigo, pelos seguintes valores:

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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.

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I – quantias correspondentes aos impostos reais incidentes sobre o imóvel;
II – cotas de condomínio e contribuições devidas a associações de moradores;
III – VALOR CORRESPONDENTE À FRUIÇÃO DO IMÓVEL, EQUIVALENTE À 0,5% (CINCO DÉCIMOS
POR CENTO) SOBRE O VALOR ATUALIZADO DO CONTRATO, PRO RATA DIE ;
IV – demais encargos incidentes sobre o imóvel e despesas previstas no contrato.
§ 3º Os débitos do adquirente correspondentes às deduções de que trata o § 2º deste artigo pode-
rão ser pagos mediante compensação com a quantia a ser restituída.
§ 4º Os descontos e as retenções de que trata este artigo, após o desfazimento do contrato, estão
limitados aos valores efetivamente pagos pelo adquirente, salvo em relação às quantias relativas à
fruição do imóvel.
§ 5º Quando a incorporação estiver submetida ao REGIME DO PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO, de que
tratam os arts. 31-A a 31-F desta Lei, o incorporador restituirá os valores pagos pelo adquirente,
deduzidos os valores descritos neste artigo e atualizados com base no índice contratualmente esta-
belecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel, no prazo máximo de 30 (trinta)
dias após o habite-se ou documento equivalente expedido pelo órgão público municipal competen-
te, admitindo-se, nessa hipótese, que a pena referida no inciso II do caput deste artigo seja ESTABE-
LECIDA ATÉ O LIMITE DE 50% (CINQUENTA POR CENTO) DA QUANTIA PAGA
Letra a.

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Vamos resumir as disposições estudas com a lei do distrato:

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RESUMO
Nesta aula, você deve fixar os seguintes pontos:
• PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO: é o conjunto de bens, direitos e obrigações formado com
um determinado fim, sem qualquer possibilidade de desvio dessa finalidade. O patrimô-
nio afetado não se comunica com os demais bens, direitos e obrigações do patrimônio
geral da empresa incorporadora e responde tão-somente pelas dívidas e obrigações vin-
culadas àquela incorporação imobiliária. Cabe ressaltar que a instituição do patrimônio
de afetação é uma DISCRICIONARIEDADE do incorporador.
• INSTITUIÇÃO DO PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO: ocorre por meio de AVERBAÇÃO no RE-
GISTRO DE IMÓVEIS de termo firmado pelo incorporador, conforme o art. 31-A da Lei n.
4.591/1964, inserido pela Lei 10931/2004.
• INCOMUNICABILIDADE: A afetação garante uma proteção jurídica eficaz a cada incor-
poração, que se torna INCOMUNICÁVEL com os demais negócios da empresa incorpo-
radora.
• EXCLUÍDOS DO PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO: 1) Recursos que excederem a importância
necessária à construção da obra, incluído o valor de eventual financiamento da cons-
trução + 2) O preço da fração ideal de terreno, em caso de incorporação em que seja
contratada a por empreitada ou por administração.
• EXTINÇÃO DO PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO: 1)Averbação da Construção + 2)Registra-
do, em nome dos compradores, os contratos de venda, promessa de venda ou outros
tipos de contrato utilizados na comercialização + 3)Comprovante de quitação de dívida
do financiamento da construção, mediante pagamento em espécie ou repasse aos com-
pradores.
• FALÊNCIA: SE PORVENTURA OCORRER A FALÊNCIA DA INCORPORADORA, ou, se pes-
soa física, insolvência civil do incorporador, os efeitos da falência/insolvência NÃO
ATINGEM os patrimônios de afetação.
• REGIME ESPECIAL DE TRIBUTAÇÃO: é uma forma simplificada de antecipação de im-
postos e contribuições federais para as incorporações imobiliárias, que também exclui
terrenos e acessões objeto da incorporação imobiliária da responsabilidade por dívidas
tributárias da incorporadora relativa a certos tributos. Para cada incorporação submeti-
da ao regime especial de tributação, a incorporadora ficará sujeita ao pagamento equi-
valente a 4% (QUATRO POR CENTO) da RECEITA MENSAL RECEBIDA, o qual correspon-
derá ao pagamento mensal unificado do seguinte imposto e contribuições: IRPJ, PIS/
PASEP, CSLL, COFINS.
• FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO: Antes da Lei n. 10.931/2004, as únicas fontes de re-
cursos para o financiamento imobiliário eram a Caderneta de Poupança e o Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Desta forma, era necessária uma dinamização

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do mercado imobiliário para atrair outros investidores com carteiras mais adequadas às
operações de longo prazo, sendo criadas a LETRA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO, CÉDULA
DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO e CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO.
• LETRA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO: é um título de renda fixa emitido com objetivo de
levantar recursos para aplicação em investimentos no setor imobiliário, incluindo aí fi-
nanciamentos e projetos de reforma e construção.
• LCI PODE SER EMITIDA por bancos comerciais, bancos múltiplos, públicos e privados,
desde que sejam instituições AUTORIZADAS pelo Banco Central a realizar operações de
crédito imobiliário. A LCI será emitida sob a forma nominativa, podendo ser transferível
mediante endosso em preto. A LCI poderá ser emitida sob a forma escritural, por meio
do lançamento em sistema eletrônico do emissor, e deverá ser registrada ou depositada
em entidade autorizada pelo Banco Central do Brasil a exercer a atividade de registro ou
de depósito centralizado de ativos financeiros.
• A LCI poderá contar com garantia fidejussória adicional de instituição financeira.
• CÉDULA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO (CCI): consiste em uma forma de repasse de uma
dívida de imóvel a terceiro interessado em comprá-la. A CCI é emitida pelo credor do cré-
dito imobiliário, podendo representar a integralidade do crédito ou somente uma parte.
O terceiro interessado recebe o dinheiro que será pago pelo devedor em parcelas com
juros, lucrando com juros.
• CCI poderá ser emitida com ou sem garantia, real ou fidejussória, sob a forma escritural
ou cartular (cartorária). O registro da cédula cartorária deve ser feito no Cartório de Re-
gistro de Imóveis cabível, onde ela será averbada na matrícula do imóvel.
• A emissão e a negociação de CCI independe de autorização do devedor do crédito imo-
biliário que ela representa.
• CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO (CCB): representa uma promessa de pagamento em
dinheiro, estabelecendo uma relação jurídica entre credor e devedor, emitida por pessoa
física ou jurídica, em favor de instituição financeira ou de entidade equiparada obrigato-
riamente pertencente ao Sistema Financeiro Nacional.
• Cédula de Crédito Bancário poderá ser emitida, com ou sem garantia, real ou fidejussó-
ria, cedularmente constituída. Cédula de Crédito Bancário pode ser transferida mediante
endosso em preto. A garantia da Cédula de Crédito Bancário poderá ser fidejussória ou
real, neste último caso constituído por bem patrimonial, cuja titularidade pertença ao
próprio emitente ou a terceiro garantidor da obrigação principal. Os bens constitutivos
de garantia pignoratícia ou objeto de alienação fiduciária poderão, a critério do credor,
permanecer sob a posse direta do emitente ou do terceiro prestador da garantia. Cédula
de Crédito Bancário poderá ser protestada por indicação, desde que o credor apresente
declaração de posse da sua única via negociável, inclusive no caso de protesto parcial.

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• APLICAÇÃO DA LEI DO DISTRATO: A lei n. 13.786/2018 (lei do distrato) não se aplica a


qualquer contrato imobiliário, mas somente àqueles de compra e venda de apartamen-
tos, casas ou lotes edificados adquiridos em processos de incorporação imobiliária e de
parcelamento do solo urbano, firmados DIRETAMENTE entre o incorporador ou loteador
e o cliente final. lei em questão tem aplicação somente para os contratos celebrados a
partir de sua vigência (27/12/2018), entretanto, contratos celebrados anteriormente po-
dem prever a aplicação da lei de distrato se porventura seja celebrado um termo aditivo
do contrato antigo.
• QUADRO-RESUMO DA LEI DO DISTRATO: obrigatoriedade de que no contrato de compra
e venda de imóveis entre incorporador/loteador e consumidores finais conste um QUA-
DRO-RESUMO no inicio do contrato. O quadro-resumo tem por finalidade conferir maior
transparência ao negócio jurídico de compra e venda celebrado e compreensibilidade
das obrigações assumidas pelo cliente, principalmente no tocante ao distrato do referi-
do contrato.
• PRAZOS PARA ENTREGA DOS IMÓVEIS: a)INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA: até 180 (cen-
to e oitenta) dias corridos da data estipulada contratualmente como data prevista para
conclusão do empreendimento b)LOTEAMENTO: prazo definido em contrato.
• VALORES RETIDOS NA HIPÓTESE DE DISTRATO PROVOCADA PELO ADQUIRENTE DE
IMÓVEL: a)INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA: os valores já pagos pelo adquirente, corrigi-
dos, conforme índice do contrato, DESCONTADOS:
− 1) a integralidade da comissão de corretagem;
− 2) Pena convencional que não pode exceder 25 % do valor pago, empreendimento CO-
MUM, 50% do valor pago, empreendimento REGIME DE PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO
3) quantias correspondentes aos impostos reais incidentes sobre o imóvel, vencidos
no período em que o imóvel esteve disponibilizado ao adquirente;
− 4) cotas de condomínio e contribuições devidas a associações de moradores, venci-
dos no período em que o imóvel esteve disponibilizado ao adquirente;
− 5) valor correspondente à fruição do imóvel, equivalente à 0,5% (cinco décimos por
cento) sobre o valor atualizado do contrato, pro rata die, correspondente período em
que adquirente estiver na posse do imóvel;
− 6) demais encargos incidentes sobre o imóvel e despesas previstas no contrato b)
LOTEAMENTO: os valores já pagos por este, corrigidos, conforme índice do contrato,
DESCONTADOS**:
◦ 1) os valores correspondentes à eventual fruição do imóvel, até o equivalente a
0,75% (setenta e cinco centésimos por cento) sobre o valor atualizado do contrato,
cujo prazo será contado a partir da data da transmissão da posse do imóvel ao
adquirente até sua restituição ao loteador;

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◦ 2) o montante devido por cláusula penal e despesas administrativas, inclusive ar-


ras ou sinal, limitado a um desconto de 10% (dez por cento) do valor atualizado do
contrato;
◦ 3) os encargos moratórios relativos às prestações pagas em atraso pelo adquiren-
te;
◦ 4) os débitos de impostos sobre a propriedade predial e territorial urbana, contri-
buições condominiais, associativas ou outras de igual natureza que sejam a estas
equiparadas e tarifas vinculadas ao lote, bem como tributos, custas e emolumen-
tos incidentes sobre a restituição e/ou rescisão;
◦ 5) a comissão de corretagem, desde que integrada ao preço do lote.
• PRAZOS PARA RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS PELO ADQUIRENTE: a)INCORPO-
RAÇÃO IMOBILIÁRIA: O pagamento da restituição ao adquirente ocorrerá:
− 1) Caso a incorporação ESTEJA SUBMETIDA AO REGIME DO PATRIMÔNIO DE AFETA-
ÇÃO, no prazo máximo de 30 (trinta) dias após o habite-se ou documento equivalen-
te, expedido pelo órgão público municipal competente, admitindo-se, nessa hipótese,
que a multa seja estabelecida até o limite de 50% (cinquenta por cento) da quantia
paga;
− 2) Caso a incorporação NÃO ESTEJA SUBMETIDA AO REGIME DO PATRIMÔNIO DE
AFETAÇÃO, após o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contado da data do desfazi-
mento do contrato; ou
− 3) Caso ocorra a revenda da unidade antes de transcorridos os prazos acima, o valor
remanescente devido ao adquirente será pago em até 30 (trinta) dias da revenda b)
LOTEAMENTO: O pagamento da restituição ocorrerá EM ATÉ 12 (DOZE) PARCELAS
MENSAIS, no prazo de carência:
◦ 1) EM LOTEAMENTOS COM OBRAS EM ANDAMENTO: no prazo máximo de 180
(cento e oitenta) dias após o prazo previsto em contrato para conclusão das obras;
ou
◦ 2) EM LOTEAMENTOS COM OBRAS CONCLUÍDAS: no prazo máximo de 12 (doze)
meses após a formalização da rescisão contratual.
• DIREITO DE ARREPENDIMENTO: a)INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA: É FACULTATIVA a
ocorrência do direito de arrependimento que DEPENDE DE PREVISÃO EXPRESSA no
Quadro Resumo e, também, no contrato, entretanto, SEMPRE OCORRERÁ em caso de as-
sinatura da compra e venda em ESTANDE DE VENDAS ou FORA DA SEDE DO INCORPO-
RADOR OU ESTABELECIMENTO COMERCIAL b)LOTEAMENTO: É FACULTATIVA a ocor-
rência do direito de arrependimento que DEPENDE DE PREVISÃO EXPRESSA no Quadro
Resumo e, também, no contrato, entretanto, SEMPRE OCORRERÁ em caso de assinatura
da compra e venda em ESTANDE DE VENDAS ou FORA DA SEDE DO INCORPORADOR OU
ESTABELECIMENTO COMERCIAL.

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• MULTA POR RESCISÃO DO CONTRATO POR CULPA DO COMPRADOR: a)INCORPORA-


ÇÃO IMOBILIÁRIA: de até 25% (vinte e cinco por cento) dos valores pagos nos empre-
endimentos “COMUNS” e de até 50% (cinquenta por cento) naqueles empreendimentos
sob o REGIME DE PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO (artigo 67-A da Lei 4.591/1964) b)LOTEA-
DOR: de até 10% (dez por cento), incidente, porém, sobre o valor atualizado do contrato,
e não sobre o total pago pelo comprador.
• MULTA POR ATRASO NA ENTREGA E MULTA POR RESCISÃO DO CONTRATO POR CUL-
PA DO INCORPORADOR: se a incorporada exceder o prazo de entrega das unidades ao
comprador, faculta-se ao comprador a resolução do contrato com direito à devolução da
INTEGRALIDADE DE TODOS OS VALORES PAGOS E DA MULTA ESTABELECIDA - de até
25% (vinte e cinco por cento) dos valores pagos nos empreendimentos “COMUNS” e de
até 50% (cinquenta por cento) naqueles empreendimentos sob o REGIME DE PATRIMÔ-
NIO DE AFETAÇÃO.

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MAPAS MENTAIS

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LCI CCI CCB

Promessa de
pagamento
Renda fixa
Repasse de uma em dinheiro,
Tipo (rentabilidade
dívida imobiliária estabelecendo uma
previsível)
relação jurídica entre
credor e devedor

Emitida por pessoa


Bancos comerciais, física ou jurídica, em
Credor do crédito
bancos múltiplos, favor de instituição
imobiliário, podendo
públicos e privados, financeira ou de
representar a
Emissor desde que sejam entidade equiparada
integralidade do
instituições obrigatoriamente
crédito ou somente
AUTORIZADAS pelo pertencente ao
uma parte.
Banco Central Sistema Financeiro
Nacional

Classificação
quanto à Nominativa Nominativa Nominativa
circulação

Transferência Endosso Preto Lei não diz Endosso Preto

Pode ter Fidejussória


Pode ter garantia, Pode ter garantia,
Garantia adicional de
real ou fidejussória real ou fidejussória,
instituição financeira

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PRAZO DE TOLERÂNCIA PARA ENTREGA DOS IMÓVEIS

INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA LOTEAMENTO

Até 180 (cento e oitenta) dias


corridos da data estipulada
contratualmente como data Definido no contrato
prevista para conclusão do
empreendimento

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RETENÇÃO DE VALORES JÁ PAGOS PELO ADQUIRENTE NA HIPÓTESES DE DISTRATO


OU RESOLUÇÃO POR INADIMPLEMENTO DO ADQUIRENTE

INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA LOTEAMENTO

No caso de distrato ou resolução por


inadimplência do adquirente, devem
ser restituídos os valores já pagos pelo
adquirente, corrigidos, conforme índice No caso de rescisão por fato atribuível ao
do contrato, DESCONTADOS**: adquirente, devem ser restituídos os valores
1) a integralidade da comissão de já pagos por este, corrigidos, conforme
corretagem; índice do contrato, DESCONTADOS**:
2) a pena convencional*, que não 1) os valores correspondentes à eventual
poderá exceder a 25% (vinte e cinco por fruição do imóvel, até o equivalente a 0,75%
cento) da quantia paga. (setenta e cinco centésimos por cento)
3) quantias correspondentes aos sobre o valor atualizado do contrato,
impostos reais incidentes sobre o cujo prazo será contado a partir da data
imóvel, vencidos no período em que da transmissão da posse do imóvel ao
o imóvel esteve disponibilizado ao adquirente até sua restituição ao loteador;
adquirente; 2) o montante devido por cláusula penal e
4) cotas de condomínio e contribuições despesas administrativas, inclusive arras
devidas a associações de moradores, ou sinal, limitado a um desconto de 10%
vencidos no período em que o imóvel (dez por cento) do valor atualizado do
esteve disponibilizado ao adquirente; contrato;
5) valor correspondente à fruição 3) os encargos moratórios relativos
do imóvel, equivalente à 0,5% (cinco às prestações pagas em atraso pelo
décimos por cento) sobre o valor adquirente;
atualizado do contrato, pro rata die, 4) os débitos de impostos sobre a
correspondente período em que propriedade predial e territorial urbana,
adquirente estiver na posse do imóvel; contribuições condominiais, associativas ou
6) demais encargos incidentes sobre outras de igual natureza que sejam a estas
o imóvel e despesas previstas no equiparadas e tarifas vinculadas ao lote,
contrato bem como tributos, custas e emolumentos
*Para exigir a pena convencional, não incidentes sobre a restituição e/ou rescisão;
é necessário que o incorporador alegue 5) a comissão de corretagem, desde que
prejuízo integrada ao preço do lote.
**Não se aplica para imóvel adquirido **Não se aplica para imóvel adquirido
por meio de alienação fiduciária por meio de alienação fiduciária
*** Possível desfazimento do negócio
pelo comprador, com a nomeação de
um substituto.

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PRAZOS PARA RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS PELO CONSUMIDOR


ADQUIRENTE

INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA LOTEAMENTO

O pagamento da restituição ao
adquirente ocorrerá:
1) Caso a incorporação ESTEJA
SUBMETIDA AO REGIME DO
PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO, no
prazo máximo de 30 (trinta) dias
após o habite-se ou documento
O pagamento da restituição ocorrerá
equivalente, expedido pelo órgão
EM ATÉ 12 (DOZE) PARCELAS
público municipal competente,
MENSAIS, no prazo de carência:
admitindo-se, nessa hipótese, que a
1) EM LOTEAMENTOS COM OBRAS
multa seja estabelecida até o limite
EM ANDAMENTO: no prazo máximo
de 50% (cinquenta por cento) da
de 180 (cento e oitenta) dias após
quantia paga;
o prazo previsto em contrato para
conclusão das obras; ou
2) Caso a incorporação NÃO
2) EM LOTEAMENTOS COM OBRAS
ESTEJA SUBMETIDA AO REGIME DO
CONCLUÍDAS: no prazo máximo de
PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO, após o
12 (doze) meses após a formalização
prazo de 180 (cento e oitenta) dias,
da rescisão contratual.
contado da data do desfazimento do
contrato; ou
3) Caso ocorra a revenda da unidade
antes de transcorridos os prazos
acima, o valor remanescente devido
ao adquirente será pago em até 30
(trinta) dias da revenda.

DIREITO DE ARREPENDIMENTO

INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA LOTEAMENTO

É FACULTATIVA a ocorrência do direito É FACULTATIVA a ocorrência do direito


de arrependimento que DEPENDE de arrependimento que DEPENDE
DE PREVISÃO EXPRESSA no Quadro DE PREVISÃO EXPRESSA no Quadro
Resumo e, também, no contrato, Resumo e, também, no contrato,
entretanto, SEMPRE OCORRERÁ em entretanto, SEMPRE OCORRERÁ em
caso de assinatura da compra e venda caso de assinatura da compra e venda
em ESTANDE DE VENDAS ou FORA em ESTANDE DE VENDAS ou FORA
DA SEDE DO INCORPORADOR OU DA SEDE DO INCORPORADOR OU
ESTABELECIMENTO COMERCIAL. ESTABELECIMENTO COMERCIAL.

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EXERCÍCIOS
001. (IESES/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/TJRO/2021/ADAPTADA)
A critério do incorporador, a incorporação poderá ser submetida ao regime da afetação, pelo
qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os demais bens
e direitos a ela vinculados, manter-se-ão apartados do patrimônio do incorporador e consti-
tuirão patrimônio de afetação, destinado à consecução da incorporação correspondente e à
entrega das unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes. De acordo com o tema julgue
a afirmativa:
O incorporador não responde pelos prejuízos que causar ao patrimônio de afetação.

002. (IESES/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/TJRO/2021/ADAPTADA)


A critério do incorporador, a incorporação poderá ser submetida ao regime da afetação, pelo
qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os demais bens
e direitos a ela vinculados, manter-se-ão apartados do patrimônio do incorporador e consti-
tuirão patrimônio de afetação, destinado à consecução da incorporação correspondente e à
entrega das unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes. De acordo com o tema julgue
a afirmativa:
O patrimônio de afetação não se comunica com os demais bens, direitos e obrigações do pa-
trimônio geral do incorporador ou de outros patrimônios de afetação por ele constituídos e só
responde por dívidas e obrigações vinculadas à incorporação respectiva.

003. (IESES/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/TJRO/2021/ADAPTADA)


A critério do incorporador, a incorporação poderá ser submetida ao regime da afetação, pelo
qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os demais bens
e direitos a ela vinculados, manter-se-ão apartados do patrimônio do incorporador e consti-
tuirão patrimônio de afetação, destinado à consecução da incorporação correspondente e à
entrega das unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes. De acordo com o tema julgue
a afirmativa:
Os recursos financeiros integrantes do patrimônio de afetação serão utilizados para pagamen-
to ou reembolso das despesas inerentes à incorporação.

004. (IESES/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/TJRO/2021/ADAPTADA)


A critério do incorporador, a incorporação poderá ser submetida ao regime da afetação, pelo
qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os demais bens
e direitos a ela vinculados, manter-se-ão apartados do patrimônio do incorporador e consti-
tuirão patrimônio de afetação, destinado à consecução da incorporação correspondente e à
entrega das unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes. De acordo com o tema julgue
a afirmativa:

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Os bens e direitos integrantes do patrimônio de afetação não poderão ser objeto de garan-
tia real em operação de crédito mesmo que o produto seja integralmente destinado à conse-
cução da edificação correspondente e à entrega das unidades imobiliárias aos respectivos
adquirentes.

005. (FCC/JUIZ SUBSTITUTO/TJGO/2021/ADAPTADA) A Cédula de Crédito Bancário, regu-


lada pela Lei n. 10.931, de 02 de agosto de 2004, julgue a afirmativa:
Poderá ser emitida sob a forma escritural, por meio do lançamento em sistema eletrônico de
escrituração.

006. (FCC/JUIZ SUBSTITUTO/TJGO/2021) Uma construtora pretende edificar vários prédios


de apartamento, porém, ao longo das obras, necessitará financiamentos, que deseja garantir
com os créditos que possui em razão das vendas das unidades autônomas. Quer, também,
preservar os interesses dos adquirentes dos apartamentos, evitando que seus credores, por
dívidas contraídas na construção de cada prédio, possam alcançar edifício distinto. Para isso
a) poderá submeter cada incorporação ao regime de afetação e emitir Certificado de Recebí-
veis Imobiliários, que serão postos em circulação no mercado por uma companhia securitiza-
dora ou por uma entidade financeira.
b) deverá submeter cada incorporação ao regime de afetação e obter os recursos financeiros
necessários, mediante securitização de créditos imobiliários, cujo Termo de Securitização de
Créditos será lavrado por uma companhia securitizadora à qual é facultado instituir regime
fiduciário, mediante declaração unilateral, para lastrear a emissão de Certificado de Recebíveis
Imobiliários, que, entretanto, não poderão constituir patrimônio separado, dada a natureza de
garantia que tem a securitização.
c) não poderá submeter qualquer incorporação ao regime de afetação, a fim de obter os recur-
sos financeiros necessários mediante securitização de créditos imobiliários, cujo Termo de Se-
curitização de Créditos será lavrado por uma entidade financeira na modalidade de companhia
securitizadora, a qual deverá instituir regime fiduciário, mediante declaração unilateral, para
lastrear a emissão de Certificado de Recebíveis Imobiliários, constituindo patrimonial separa-
do, em lugar da afetação patrimonial de cada incorporação.
d) deverá submeter cada incorporação ao regime de afetação e poderá obter os recursos fi-
nanceiros necessários mediante securitização de créditos imobiliários, cujo Termo de Securiti-
zação de Créditos será lavrado por uma companhia securitizadora, à qual é facultado instituir
regime fiduciário, mediante declaração unilateral, para lastrear a emissão de Certificado de
Recebíveis Imobiliários, que, igualmente, constituirão patrimônio separado.
e) deverá submeter cada incorporação ao regime de afetação e só poderá receber os recur-
sos financeiros necessários mediante hipoteca ou alienação fiduciária de cada imóvel em
construção.

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DIREITO CIVIL
Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro

007. (VUNESP/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJAL/2019/ADAPTADA) De acorda com a Lei n.


10.931/2004, que dispõe, dentre outros assuntos, sobre e cédula de crédito bancário, julgue a
afirmativa:
A cédula de crédito bancário poderá ser protestada por indicação, desde que o credor apresen-
te declaração de posse da sua única via negociável.

008. (VUNESP/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJAL/2019/ADAPTADA) De acorda com a Lei n.


10.931/2004, que dispõe, dentre outros assuntos, sobre e cédula de crédito bancário, julgue a
afirmativa:
A cédula de crédito bancário não é passível de ser protestada.

009. (VUNESP/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJAL/2019/ADAPTADA) De acorda com a Lei n.


10.931/2004, que dispõe, dentre outros assuntos, sobre e cédula de crédito bancário, julgue a
afirmativa:
O protesto da cédula de crédito bancário é indispensável para garantir o direito de cobrança
contra endossardes, seus avalistas e terceiros garantidores.

010. (IESES/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJSC/2019/ADAPTADA) Patrimônio de Afetação


(Lei n. 10.931/2004). Podemos afirmar que é o regime jurídico segundo o qual, a critério do
incorporador, a incorporação poderá, a qualquer tempo, ser submetida ao regime da afeta-
ção, pelo qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os de-
mais bens e direitos a ela vinculados, do patrimônio do incorporador. Neste sentido, julgue a
assertiva:
O patrimônio de afetação é incomunicável em relação ao patrimônio geral do incorporador e às
demais incorporações, mantendo-se portanto apartados do patrimônio do incorporador, e só
responde pelas suas próprias dívidas e obrigações.

011. (IESES/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJSC/2019/ADAPTADA) Patrimônio de Afetação


(Lei n. 10.931/2004). Podemos afirmar que é o regime jurídico segundo o qual, a critério do
incorporador, a incorporação poderá, a qualquer tempo, ser submetida ao regime da afeta-
ção, pelo qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os de-
mais bens e direitos a ela vinculados, do patrimônio do incorporador. Neste sentido, julgue a
assertiva:
A falência do incorporador interfere diretamente nas incorporações-patrimônios-de-afetação e,
assim, os acervos das diversas incorporações são passíveis de arrecadação à massa.

012. (TJSC/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJSC/2012/ADAPTADA) Julgue a afirmativa:


A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito emitido, por pessoa física ou jurídica, em favor
de instituição financeira ou de entidade a esta equiparada, representando promessa de paga-
mento em dinheiro, decorrente de operação de crédito, de qualquer modalidade.

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DIREITO CIVIL
Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro

013. (TJSC/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJSC/2012/ADAPTADA) Julgue a afirmativa:


O bem constitutivo da garantia deverá ser descrito e individualizado de modo que permita sua
fácil identificação.

014. (TJSC/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJSC/2012/ADAPTADA) Julgue a afirmativa:


Cédula de Crédito Bancário poderá ser protestada por indicação, desde que o credor apresente
declaração de posse da sua única via negociável, inclusive no caso de protesto parcial

015. (TJSC/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJSC/2008/ADAPTADA) Relativamente à Lei n.


10.931, de 2 de agosto de 2004, que dispõe, entre outros, sobre o regime especial tributário do
patrimônio de afetação e letra de crédito imobiliário, julgue a afirmativa:
O crédito imobiliário caucionado não poderá ser substituído por outro crédito, ainda que da
mesma natureza.

016. (TJSC/ NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJSC/2008/ADAPTADA) Relativamente à Lei n.


10.931, de 2 de agosto de 2004, que dispõe, entre outros, sobre o regime especial tributário do
patrimônio de afetação e letra de crédito imobiliário, julgue a afirmativa:
A critério do devedor, poderá ser dispensada a emissão de certificado, devendo a Letra de
Crédito Imobiliário sob a forma escritural ser registrada em sistemas de registro e liquidação
financeira de títulos privados autorizados pelo Banco Central do Brasil.

017. (TJSC/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJSC/2008/ADAPTADA) Relativamente à Lei n.


10.931, de 2 de agosto de 2004, que dispõe, entre outros, sobre o regime especial tributário do
patrimônio de afetação e letra de crédito imobiliário, julgue a afirmativa:
A Letra de Crédito Imobiliário poderá ter prazo de vencimento superior ao prazo do crédito imo-
biliário que lhe serve de lastro.

018. (CESPE/ADVOGADO/CAIXA/2010/ADAPTADA) Em relação à Lei n.º 10.931/2004, que


dispõe sobre o patrimônio de afetação de incorporações imobiliárias, da letra de crédito imobi-
liário, da cédula de crédito imobiliário e da cédula de crédito bancário, e à Lei n.º 10.188/2001,
que dispõe sobre o programa de arrendamento residencial, julgue a afirmativa:
A letra de crédito imobiliário deve ser emitida sob a forma nominativa, não podendo ser trans-
ferível mediante endosso em preto.

019. (CESPE/ADVOGADO/CAIXA/2010/ADAPTADA) Em relação à Lei n.º 10.931/2004, que


dispõe sobre o patrimônio de afetação de incorporações imobiliárias, da letra de crédito imobi-
liário, da cédula de crédito imobiliário e da cédula de crédito bancário, e à Lei n.º 10.188/2001,
que dispõe sobre o programa de arrendamento residencial, julgue a afirmativa:

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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro

A cédula de crédito bancário é título de crédito emitido exclusivamente por pessoa jurídica em
favor de instituição financeira, representando promessa de pagamento em dinheiro, decorrente
de operação de crédito, de qualquer modalidade prevista em lei.

020. (CONULPLAN/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS E REGISTRAIS/TJMG/2021/ADAPTADA)


Sobre a letra de crédito imobiliário, julgue a afirmativa:
A letra de crédito imobiliário poderá contar com garantia fidejussória adicional de instituição
financeira.

021. (CONULPLAN/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS E REGISTRAIS/TJMG/2021/ADAPTADA)


Sobre a letra de crédito imobiliário, julgue a afirmativa:
A letra de crédito imobiliário não poderá ter prazo de vencimento superior ao prazo de quais-
quer dos créditos imobiliários que lhe servem de lastro.

022. (CONULPLAN/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS E REGISTRAIS/TJMG/2021/ADAP-


TADA) Sobre a letra de crédito imobiliário, julgue a afirmativa:
A letra de crédito imobiliário poderá ser atualizada mensalmente por índice de preços, desde
que emitida com prazo mínimo de 24 (vinte e quatro) meses.

023. (INÉDITA/2022) Acerca das alterações trazidas pela Lei n. 13.786/2018, no caso de des-
fazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador, mediante distrato ou
resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, a pena convencional não
poderá exceder:
a) 10% da quantia paga.
b) 15% da quantia paga.
c) 20% da quantia paga.
d) 25% da quantia paga.
e) 30% da quantia paga.

024. (INÉDITA/2022) Com vistas à Lei n. 13.786/2018, em caso de resolução contratual por
fato imputado ao adquirente deverão ser restituídos os valores pagos por ele, atualizados com
base no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço
do imóvel, podendo ser descontados dos valores pagos os seguintes itens, EXCETO:
a) os valores correspondentes à eventual fruição do imóvel, até o equivalente a 0,75% (setenta
e cinco centésimos por cento) sobre o valor atualizado do contrato, cujo prazo será contado a
partir da data da transmissão da posse do imóvel ao adquirente até sua restituição ao loteador.
b) o montante devido por cláusula penal e despesas administrativas, inclusive arras ou sinal,
limitado a um desconto de 50% (cinquenta por cento) do valor atualizado do contrato.
c) os encargos moratórios relativos às prestações pagas em atraso pelo adquirente.

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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
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d) os débitos de impostos sobre a propriedade predial e territorial urbana, contribuições con-


dominiais, associativas ou outras de igual natureza que sejam a estas equiparadas e tarifas
vinculadas ao lote, bem como tributos, custas e emolumentos incidentes sobre a restituição
e/ou rescisão.
e) a comissão de corretagem, desde que integrada ao preço do lote.

025. (INÉDITA/2022) Sobre as alterações trazidas pela Lei 13.786/18, julgue o item:
A entrega do imóvel em até 180 (cento e oitenta) dias corridos da data estipulada contratu-
almente como data prevista para conclusão do empreendimento, desde que expressamente
pactuado, de forma clara e destacada, não dará causa à resolução do contrato por parte do
adquirente nem ensejará o pagamento de qualquer penalidade pelo incorporador.

026. (INÉDITA/2022) Sobre as alterações trazidas pela Lei 13.786/18, julgue o item:
Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador, median-
te distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará jus
à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador.

027. (INÉDITA/2022) Sobre as alterações trazidas pela Lei 13.786/18, julgue o item:
Caso ocorra a revenda da unidade antes de transcorrido o prazo o valor remanescente devido
ao adquirente será pago em até 30 (trinta) dias da revenda.

028. (INÉDITA/2022) Sobre as alterações trazidas pela Lei 13.786/18, julgue o item:
No prazo de 60 (sessenta) dias, contado da constituição em mora, fica o loteador obrigado a
alienar o imóvel mediante leilão judicial ou extrajudicial.

029. (VUNESP/PROCURADOR LEGISLATIVO/CM SM ARCANJO/2019) A pena convencio-


nal, em caso de desfazimento de contrato celebrado exclusivamente com o incorporador, para
aquisição de unidade autônoma de condomínio edilício, mediante distrato ou resolução por
inadimplemento absoluto será de até
a) 50% (cinquenta por cento) da quantia paga, quando a incorporação estiver submetida ao
regime do patrimônio de afetação.
b) 25% (vinte e cinco por cento) da quantia paga, quando a incorporação estiver submetida ao
regime do patrimônio de afetação.
c) 50% (cinquenta por cento) da quantia paga, quando a incorporação não estiver submetida
ao regime do patrimônio de afetação.
d) 50% (cinquenta por cento) da quantia paga, estando ou não a incorporação submetida ao
regime do patrimônio de afetação.
e) 25% (vinte e cinco por cento) da quantia paga, estando ou não a incorporação submetida ao
regime do patrimônio de afetação.

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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro

030. (INÉDITA/2022) Com vistas à Lei n. 13.786/2018, em caso de resolução contratual por
fato imputado ao adquirente, será cobrada pena convencional, que não poderá exceder a 25%
(vinte e cinco por cento) da quantia paga, em quaisquer situação.

031. (INÉDITA/2022) Com vistas à Lei n. 13.786/2018, não há previsão legal de indenização
por fato imputado à incorporadora.

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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro

GABARITO
1. E
2. C
3. C
4. E
5. C
6. d
7. C
8. E
9. E
10. C
11. E
12. C
13. C
14. C
15. E
16. E
17. E
18. E
19. E
20. C
21. C
22. C
23. d
24. b
25. C
26. C
27. C
28. C
29. a
30. E
31. E

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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro

GABARITO COMENTADO
001. (IESES/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/TJRO/2021/ADAPTADA)
A critério do incorporador, a incorporação poderá ser submetida ao regime da afetação, pelo
qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os demais bens
e direitos a ela vinculados, manter-se-ão apartados do patrimônio do incorporador e consti-
tuirão patrimônio de afetação, destinado à consecução da incorporação correspondente e à
entrega das unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes. De acordo com o tema julgue
a afirmativa:
O incorporador não responde pelos prejuízos que causar ao patrimônio de afetação.

Conforme o Art. 31-A, §2º da Lei 4.591/64, cuja redação foi introduzida pela lei 10.931/2004:
(...) §2 O incorporador responde pelos prejuízos que causar ao patrimônio de afetação.
Errado.

002. (IESES/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/TJRO/2021/ADAPTADA)


A critério do incorporador, a incorporação poderá ser submetida ao regime da afetação, pelo
qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os demais bens
e direitos a ela vinculados, manter-se-ão apartados do patrimônio do incorporador e consti-
tuirão patrimônio de afetação, destinado à consecução da incorporação correspondente e à
entrega das unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes. De acordo com o tema julgue
a afirmativa:
O patrimônio de afetação não se comunica com os demais bens, direitos e obrigações do pa-
trimônio geral do incorporador ou de outros patrimônios de afetação por ele constituídos e só
responde por dívidas e obrigações vinculadas à incorporação respectiva.

Conforme o Art. 31-A, §1º da Lei 4.591/64, cuja redação foi introduzida pela lei 10.931/2004:
O patrimônio de afetação não se comunica com os demais bens, direitos e obrigações do pa-
trimônio geral do incorporador ou de outros patrimônios de afetação por ele constituídos e só
responde por dívidas e obrigações vinculadas à incorporação respectiva.
Certo.

003. (IESES/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/TJRO/2021/ADAPTADA)


A critério do incorporador, a incorporação poderá ser submetida ao regime da afetação, pelo
qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os demais bens
e direitos a ela vinculados, manter-se-ão apartados do patrimônio do incorporador e consti-
tuirão patrimônio de afetação, destinado à consecução da incorporação correspondente e à

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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.

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DIREITO CIVIL
Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro

entrega das unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes. De acordo com o tema julgue
a afirmativa:
Os recursos financeiros integrantes do patrimônio de afetação serão utilizados para pagamen-
to ou reembolso das despesas inerentes à incorporação.

Conforme o Art. 31-A, §6º da Lei 4.591/64, cuja redação, cuja redação foi introduzida pela lei
10.931/2004: Os recursos financeiros integrantes do patrimônio de afetação serão utilizados
para pagamento ou reembolso das despesas inerentes à incorporação.
Certo.

004. (IESES/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/TJRO/2021/ADAPTADA)


A critério do incorporador, a incorporação poderá ser submetida ao regime da afetação, pelo
qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os demais bens
e direitos a ela vinculados, manter-se-ão apartados do patrimônio do incorporador e consti-
tuirão patrimônio de afetação, destinado à consecução da incorporação correspondente e à
entrega das unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes. De acordo com o tema julgue
a afirmativa:
Os bens e direitos integrantes do patrimônio de afetação não poderão ser objeto de garan-
tia real em operação de crédito mesmo que o produto seja integralmente destinado à conse-
cução da edificação correspondente e à entrega das unidades imobiliárias aos respectivos
adquirentes.

Conforme o Art. 31, §3º da Lei 4.591/64, cuja redação, cuja redação foi introduzida pela lei
10.931/2004 Os bens e direitos integrantes do patrimônio de afetação somente poderão ser
objeto de garantia real em operação de crédito cujo produto seja integralmente destinado à
consecução da edificação correspondente e à entrega das unidades imobiliárias aos respecti-
vos adquirentes.
Errado.

005. (FCC/JUIZ SUBSTITUTO/TJGO/2021/ADAPTADA) A Cédula de Crédito Bancário, regu-


lada pela Lei n. 10.931, de 02 de agosto de 2004, julgue a afirmativa:
Poderá ser emitida sob a forma escritural, por meio do lançamento em sistema eletrônico de
escrituração.

Conforme Art. 27-A da Lei 10931/04. A Cédula de Crédito Bancário poderá ser emitida sob a
forma escritural, por meio do lançamento em sistema eletrônico de escrituração.
Certo.
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006. (FCC/JUIZ SUBSTITUTO/TJGO/2021) Uma construtora pretende edificar vários prédios


de apartamento, porém, ao longo das obras, necessitará financiamentos, que deseja garantir
com os créditos que possui em razão das vendas das unidades autônomas. Quer, também,
preservar os interesses dos adquirentes dos apartamentos, evitando que seus credores, por
dívidas contraídas na construção de cada prédio, possam alcançar edifício distinto. Para isso
a) poderá submeter cada incorporação ao regime de afetação e emitir Certificado de Recebí-
veis Imobiliários, que serão postos em circulação no mercado por uma companhia securitiza-
dora ou por uma entidade financeira.
b) deverá submeter cada incorporação ao regime de afetação e obter os recursos financeiros
necessários, mediante securitização de créditos imobiliários, cujo Termo de Securitização de
Créditos será lavrado por uma companhia securitizadora à qual é facultado instituir regime
fiduciário, mediante declaração unilateral, para lastrear a emissão de Certificado de Recebíveis
Imobiliários, que, entretanto, não poderão constituir patrimônio separado, dada a natureza de
garantia que tem a securitização.
c) não poderá submeter qualquer incorporação ao regime de afetação, a fim de obter os recur-
sos financeiros necessários mediante securitização de créditos imobiliários, cujo Termo de Se-
curitização de Créditos será lavrado por uma entidade financeira na modalidade de companhia
securitizadora, a qual deverá instituir regime fiduciário, mediante declaração unilateral, para
lastrear a emissão de Certificado de Recebíveis Imobiliários, constituindo patrimonial separa-
do, em lugar da afetação patrimonial de cada incorporação.
d) deverá submeter cada incorporação ao regime de afetação e poderá obter os recursos fi-
nanceiros necessários mediante securitização de créditos imobiliários, cujo Termo de Securiti-
zação de Créditos será lavrado por uma companhia securitizadora, à qual é facultado instituir
regime fiduciário, mediante declaração unilateral, para lastrear a emissão de Certificado de
Recebíveis Imobiliários, que, igualmente, constituirão patrimônio separado.
e) deverá submeter cada incorporação ao regime de afetação e só poderá receber os recur-
sos financeiros necessários mediante hipoteca ou alienação fiduciária de cada imóvel em
construção.

a) Errada. O erro da afirmativa está na afirmação de que o Certificado de Recebíveis Imobili-


ários será emitido pela construtora. Segundo o art. 8º da lei 9.514/97, quem emite o CRI é a
Companhia Securitizadora: Art. 8º A securitização de créditos imobiliários é a operação pela
qual tais créditos são expressamente vinculados à emissão de uma série de títulos de crédito,
mediante Termo de Securitização de Créditos, lavrado por uma companhia securitizadora, do
qual constarão os seguintes elementos.
b) Errada. O erro da alternativa “B” está na parte final, ao dizer que no regime de afetação não
poderá haver a constituição de patrimônio separado, contrariando expressamente o art. 10, II,
da Lei 9.514/97, que determina essa constituição. Art. 10. O regime fiduciário será instituído
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.

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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
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mediante declaração unilateral da companhia securitizadora no contexto do Termo de Securi-


tização de Créditos, que, além de conter os elementos de que trata o art. 8º, submeter-se-á às
seguintes condições: II - a constituição de patrimônio separado, integrado pela totalidade dos
créditos submetidos ao regime fiduciário que lastreiem a emissão.
c) Errada. O erro da alternativa “C” está em dizer que não poderá haver a instituição de regime
de afetação, contrariando o art. 9º da Lei 9.514/97: Art. 9º A companhia securitizadora poderá
instituir regime fiduciário sobre créditos imobiliários, a fim de lastrear a emissão de Certifica-
dos de Recebíveis Imobiliários, sendo agente fiduciário uma instituição financeira ou compa-
nhia autorizada para esse fim pelo BACEN e beneficiários os adquirentes dos títulos lastreados
nos recebíveis objeto desse regime.
d) Certa. Nos termos do art. 1º da Lei n. 10931/04: Fica instituído o regime especial de tribu-
tação aplicável às incorporações imobiliárias, em caráter opcional e irretratável enquanto per-
durarem direitos de crédito ou obrigações do incorporador junto aos adquirentes dos imóveis
que compõem a incorporação. E ainda do art. 9º da lei 9.514/1997: A companhia securitiza-
dora poderá instituir regime fiduciário sobre créditos imobiliários, a fim de lastrear a emissão
de Certificados de Recebíveis Imobiliários, sendo agente fiduciário uma instituição financeira
ou companhia autorizada para esse fim pelo BACEN e beneficiários os adquirentes dos títulos
lastreados nos recebíveis objeto desse regime.
e) Errada. O erro da afirmativa está em limitar somente às garantias de hipoteca e alienação
fiduciária quando o art. 17, Lei 9514/97 permite outras formas. Art. 17. As operações de finan-
ciamento imobiliário em geral poderão ser garantidas por: I - hipoteca; II - cessão fiduciária de
direitos creditórios decorrentes de contratos de alienação de imóveis; III - caução de direitos
creditórios ou aquisitivos decorrentes de contratos de venda ou promessa de venda de imó-
veis; IV - alienação fiduciária de coisa imóvel.
Letra d.

007. (VUNESP/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJAL/2019/ADAPTADA) De acorda com a Lei n.


10.931/2004, que dispõe, dentre outros assuntos, sobre e cédula de crédito bancário, julgue a
afirmativa:
A cédula de crédito bancário poderá ser protestada por indicação, desde que o credor apresen-
te declaração de posse da sua única via negociável.

Conforme art. 41 da Lei 10.931/2004: A Cédula de Crédito Bancário PODERÁ SER PROTESTA-
DA por indicação, DESDE QUE o CREDOR apresente declaração de posse da sua ÚNICA VIA
NEGOCIÁVEL, INCLUSIVE no caso de protesto PARCIAL.
Certo.

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DIREITO CIVIL
Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro

008. (VUNESP/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJAL/2019/ADAPTADA) De acorda com a Lei n.


10.931/2004, que dispõe, dentre outros assuntos, sobre e cédula de crédito bancário, julgue a
afirmativa:
A cédula de crédito bancário não é passível de ser protestada.

Conforme art. 41 da Lei 10.931/2004: A Cédula de Crédito Bancário PODERÁ SER PROTESTA-
DA inclusive por INDICAÇÃO.
Errado.

009. (VUNESP/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJAL/2019/ADAPTADA) De acorda com a Lei n.


10.931/2004, que dispõe, dentre outros assuntos, sobre e cédula de crédito bancário, julgue a
afirmativa:
O protesto da cédula de crédito bancário é indispensável para garantir o direito de cobrança
contra endossardes, seus avalistas e terceiros garantidores.

Conforme art. 44 da Lei n. 10.931/04:

Art. 44. Aplica-se às Cédulas de Crédito Bancário, no que não contrariar o disposto nesta Lei, a legis-
lação cambial, dispensado o protesto para garantir o direito de cobrança contra endossantes, seus
avalistas e terceiros garantidores.
Errado.

010. (IESES/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJSC/2019/ADAPTADA) Patrimônio de Afetação


(Lei n. 10.931/2004). Podemos afirmar que é o regime jurídico segundo o qual, a critério do
incorporador, a incorporação poderá, a qualquer tempo, ser submetida ao regime da afeta-
ção, pelo qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os de-
mais bens e direitos a ela vinculados, do patrimônio do incorporador. Neste sentido, julgue a
assertiva:
O patrimônio de afetação é incomunicável em relação ao patrimônio geral do incorporador e às
demais incorporações, mantendo-se portanto apartados do patrimônio do incorporador, e só
responde pelas suas próprias dívidas e obrigações.

Conforme art. 31-A, § 1º da Lei 10.931/04, incluído pela lei n. 10.931/04, o patrimônio de afe-
tação não se comunica com os demais bens:

Art. 31-A. A critério do incorporador, a incorporação poderá ser submetida ao regime da afetação,
pelo qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os demais bens

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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro
e direitos a ela vinculados, manter-se-ão apartados do patrimônio do incorporador e constituirão
patrimônio de afetação, destinado à consecução da incorporação correspondente e à entrega das
unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes.
§ 1ºO patrimônio de afetação não se comunica com os demais bens, direitos e obrigações do patri-
mônio geral do incorporador ou de outros patrimônios de afetação por ele constituídos e só respon-
de por dívidas e obrigações vinculadas à incorporação respectiva.
Certo.

011. (IESES/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJSC/2019/ADAPTADA) Patrimônio de Afetação


(Lei n. 10.931/2004). Podemos afirmar que é o regime jurídico segundo o qual, a critério do
incorporador, a incorporação poderá, a qualquer tempo, ser submetida ao regime da afeta-
ção, pelo qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os de-
mais bens e direitos a ela vinculados, do patrimônio do incorporador. Neste sentido, julgue a
assertiva:
A falência do incorporador interfere diretamente nas incorporações-patrimônios-de-afetação e,
assim, os acervos das diversas incorporações são passíveis de arrecadação à massa.

Conforme art. 31 F da Lei 10.931/04, incluído pela lei n. 10.931/04, os efeitos da falência ou da
insolvência não atingem os patrimônios de afetação constituídos:

Art. 31-F. Os efeitos da decretação da falência ou da insolvência civil do incorporador não atingem
os patrimônios de afetação constituídos, não integrando a massa concursal o terreno, as acessões
e demais bens, direitos creditórios, obrigações e encargos objeto da incorporação.
Errado.

012. (TJSC/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJSC/2012/ADAPTADA) Julgue a afirmativa:


A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito emitido, por pessoa física ou jurídica, em favor
de instituição financeira ou de entidade a esta equiparada, representando promessa de paga-
mento em dinheiro, decorrente de operação de crédito, de qualquer modalidade.

Conforme art. 42 da lei 10931/04:

Art. 26. A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito emitido, por pessoa física ou jurídica, em
favor de instituição financeira ou de entidade a esta equiparada, representando promessa de paga-
mento em dinheiro, decorrente de operação de crédito, de qualquer modalidade.
Certo.

013. (TJSC/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJSC/2012/ADAPTADA) Julgue a afirmativa:


O bem constitutivo da garantia deverá ser descrito e individualizado de modo que permita sua
fácil identificação.
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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
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Conforme art. 33 da lei 10931/04:

Art. 33. O bem constitutivo da garantia deverá ser descrito e individualizado de modo que permita
sua fácil identificação
Certo.

014. (TJSC/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJSC/2012/ADAPTADA) Julgue a afirmativa:


Cédula de Crédito Bancário poderá ser protestada por indicação, desde que o credor apresente
declaração de posse da sua única via negociável, inclusive no caso de protesto parcial

Conforme art. 41 da lei 10931/04:

Art. 41. A Cédula de Crédito Bancário poderá ser protestada por indicação, desde que o credor apre-
sente declaração de posse da sua única via negociável, inclusive no caso de protesto parcial.
Certo.

015. (TJSC/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJSC/2008/ADAPTADA) Relativamente à Lei n.


10.931, de 2 de agosto de 2004, que dispõe, entre outros, sobre o regime especial tributário do
patrimônio de afetação e letra de crédito imobiliário, julgue a afirmativa:
O crédito imobiliário caucionado não poderá ser substituído por outro crédito, ainda que da
mesma natureza.

Nos termos do Art. 15, § 2º da lei 10931/2004, O crédito imobiliário caucionado poderá ser
substituído por outro crédito da mesma natureza por iniciativa do emitente da LCI, nos ca-
sos de liquidação ou vencimento antecipados do crédito, ou por solicitação justificada do cre-
dor da letra.
Errado.

016. (TJSC/ NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJSC/2008/ADAPTADA) Relativamente à Lei n.


10.931, de 2 de agosto de 2004, que dispõe, entre outros, sobre o regime especial tributário do
patrimônio de afetação e letra de crédito imobiliário, julgue a afirmativa:
A critério do devedor, poderá ser dispensada a emissão de certificado, devendo a Letra de
Crédito Imobiliário sob a forma escritural ser registrada em sistemas de registro e liquidação
financeira de títulos privados autorizados pelo Banco Central do Brasil.

Nos termos do Art. 12, §2º da lei 10931/2004: A critério do CREDOR, poderá ser dispensada
a emissão de certificado, devendo a LCI sob a forma escritural ser registrada em sistemas de
registro e liquidação financeira de títulos privados autorizados pelo Banco Central do Brasil.
Errado.

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DIREITO CIVIL
Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro

017. (TJSC/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJSC/2008/ADAPTADA) Relativamente à Lei n.


10.931, de 2 de agosto de 2004, que dispõe, entre outros, sobre o regime especial tributário do
patrimônio de afetação e letra de crédito imobiliário, julgue a afirmativa:
A Letra de Crédito Imobiliário poderá ter prazo de vencimento superior ao prazo do crédito imo-
biliário que lhe serve de lastro.

Conforme Art. 15, § 1º da lei 10931/2004, A LCI não poderá ter prazo de vencimento superior
ao prazo de quaisquer dos créditos imobiliários que lhe servem de lastro.
Errado.

018. (CESPE/ADVOGADO/CAIXA/2010/ADAPTADA) Em relação à Lei n.º 10.931/2004, que


dispõe sobre o patrimônio de afetação de incorporações imobiliárias, da letra de crédito imobi-
liário, da cédula de crédito imobiliário e da cédula de crédito bancário, e à Lei n.º 10.188/2001,
que dispõe sobre o programa de arrendamento residencial, julgue a afirmativa:
A letra de crédito imobiliário deve ser emitida sob a forma nominativa, não podendo ser trans-
ferível mediante endosso em preto.

Conforme Art. 12, § 1º da lei 10931/2004, A LCI será emitida sob a forma nominativa, podendo
ser transferível mediante endosso em preto, e conterá:
Errado.

019. (CESPE/ADVOGADO/CAIXA/2010/ADAPTADA) Em relação à Lei n.º 10.931/2004, que


dispõe sobre o patrimônio de afetação de incorporações imobiliárias, da letra de crédito imobi-
liário, da cédula de crédito imobiliário e da cédula de crédito bancário, e à Lei n.º 10.188/2001,
que dispõe sobre o programa de arrendamento residencial, julgue a afirmativa:
A cédula de crédito bancário é título de crédito emitido exclusivamente por pessoa jurídica em
favor de instituição financeira, representando promessa de pagamento em dinheiro, decorrente
de operação de crédito, de qualquer modalidade prevista em lei.

Conforme art. 26 da lei 10931/2004. A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito emitido,
por pessoa física ou jurídica, em favor de instituição financeira ou de entidade a esta equipa-
rada, representando promessa de pagamento em dinheiro, decorrente de operação de crédito,
de qualquer modalidade.
Errado.

020. (CONULPLAN/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS E REGISTRAIS/TJMG/2021/ADAPTADA)


Sobre a letra de crédito imobiliário, julgue a afirmativa:

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DIREITO CIVIL
Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro

A letra de crédito imobiliário poderá contar com garantia fidejussória adicional de instituição
financeira.

Nos termos do Art. 14, Lei n. 10.931/04: A LCI poderá contar com garantia fidejussória adicio-
nal de instituição financeira.
Certo.

021. (CONULPLAN/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS E REGISTRAIS/TJMG/2021/ADAPTADA)


Sobre a letra de crédito imobiliário, julgue a afirmativa:
A letra de crédito imobiliário não poderá ter prazo de vencimento superior ao prazo de quais-
quer dos créditos imobiliários que lhe servem de lastro.

Conforme art. 15, § 1º, Lei n. 10.931/04: A LCI poderá ser garantida por um ou mais créditos
imobiliários, mas a soma do principal das LCI emitidas não poderá exceder o valor total dos
créditos imobiliários em poder da instituição emitente. § 1º A LCI não poderá ter prazo de
vencimento superior ao prazo de quaisquer dos créditos imobiliários que lhe servem de lastro.
Certo.

022. (CONULPLAN/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS E REGISTRAIS/TJMG/2021/ADAP-


TADA) Sobre a letra de crédito imobiliário, julgue a afirmativa:
A letra de crédito imobiliário poderá ser atualizada mensalmente por índice de preços, desde
que emitida com prazo mínimo de 24 (vinte e quatro) meses.

Nos termos do Art. 13, Lei n. 10.931/04: A LCI poderá ser atualizada mensalmente por índice
de preços, desde que emitida com prazo mínimo de trinta e seis meses.
Errado.

023. (INÉDITA/2022) Acerca das alterações trazidas pela Lei n. 13.786/2018, no caso de des-
fazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador, mediante distrato ou
resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, a pena convencional não
poderá exceder:
a) 10% da quantia paga.
b) 15% da quantia paga.
c) 20% da quantia paga.
d) 25% da quantia paga.
e) 30% da quantia paga.

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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
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Conforme art. 67-A, II da Lei n. 4591/64, incluído pela Lei n. 13786/2018:

Art. 67-A . Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador,


mediante distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará
jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas com base
no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
delas deduzidas, cumulativamente:
I – a integralidade da comissão de corretagem;
II – a pena convencional, que não poderá exceder a 25% (vinte e cinco por cento) da quantia paga
Letra d.

024. (INÉDITA/2022) Com vistas à Lei n. 13.786/2018, em caso de resolução contratual por
fato imputado ao adquirente deverão ser restituídos os valores pagos por ele, atualizados com
base no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço
do imóvel, podendo ser descontados dos valores pagos os seguintes itens, EXCETO:
a) os valores correspondentes à eventual fruição do imóvel, até o equivalente a 0,75% (setenta
e cinco centésimos por cento) sobre o valor atualizado do contrato, cujo prazo será contado a
partir da data da transmissão da posse do imóvel ao adquirente até sua restituição ao loteador.
b) o montante devido por cláusula penal e despesas administrativas, inclusive arras ou sinal,
limitado a um desconto de 50% (cinquenta por cento) do valor atualizado do contrato.
c) os encargos moratórios relativos às prestações pagas em atraso pelo adquirente.
d) os débitos de impostos sobre a propriedade predial e territorial urbana, contribuições con-
dominiais, associativas ou outras de igual natureza que sejam a estas equiparadas e tarifas
vinculadas ao lote, bem como tributos, custas e emolumentos incidentes sobre a restituição
e/ou rescisão.
e) a comissão de corretagem, desde que integrada ao preço do lote.

A questão deve ser resolvida à luz do art. 32-A da Lei 6.766/1979, que foi incluído por meio da
lei n. 13.786/2018:

Art. 32-A. Em caso de resolução contratual por fato imputado ao adquirente, respeitado o disposto
no § 2º deste artigo, deverão ser restituídos os valores pagos por ele, atualizados com base no
índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
podendo ser descontados dos valores pagos os seguintes itens:
I – os valores correspondentes à eventual fruição do imóvel, até o equivalente a 0,75% (setenta e
cinco centésimos por cento) sobre o valor atualizado do contrato, cujo prazo será contado a partir
da data da transmissão da posse do imóvel ao adquirente até sua restituição ao loteador;

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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
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II – o montante devido por cláusula penal e despesas administrativas, inclusive arras ou sinal, limi-
tado a um desconto de 10% (dez por cento) do valor atualizado do contrato;
III – os encargos moratórios relativos às prestações pagas em atraso pelo adquirente;
IV – os débitos de impostos sobre a propriedade predial e territorial urbana, contribuições condomi-
niais, associativas ou outras de igual natureza que sejam a estas equiparadas e tarifas vinculadas
ao lote, bem como tributos, custas e emolumentos incidentes sobre a restituição e/ou rescisão;
V – a comissão de corretagem, desde que integrada ao preço do lote.
§ 1º O pagamento da restituição ocorrerá em até 12 (doze) parcelas mensais, com início após o
seguinte prazo de carência:
I – em loteamentos com obras em andamento: no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias após
o prazo previsto em contrato para conclusão das obras;
II – em loteamentos com obras concluídas: no prazo máximo de 12 (doze) meses após a formaliza-
ção da rescisão contratual.
§ 2º Somente será efetuado registro do contrato de nova venda se for comprovado o início da resti-
tuição do valor pago pelo vendedor ao titular do registro cancelado na forma e condições pactuadas
no distrato, dispensada essa comprovação nos casos em que o adquirente não for localizado ou não
tiver se manifestado, nos termos do art. 32 desta Lei.
§ 3º O procedimento previsto neste artigo não se aplica aos contratos e escrituras de compra e ven-
da de lote sob a modalidade de alienação fiduciária nos termos da Lei n. 9.514, de 20 de novembro
de 1997 .

a) Certa. Conforme art. 32 A, I - os valores correspondentes à eventual fruição do imóvel, até o


equivalente a 0,75% (setenta e cinco centésimos por cento) sobre o valor atualizado do contra-
to, cujo prazo será contado a partir da data da transmissão da posse do imóvel ao adquirente
até sua restituição ao loteador
b) Errada. Conforme art. 32 A, II - o montante devido por cláusula penal e despesas adminis-
trativas, inclusive arras ou sinal, limitado a um desconto de 10% (dez por cento) do valor atua-
lizado do contrato;
c) Certa. Conforme art. 32 A, III - os encargos moratórios relativos às prestações pagas em
atraso pelo adquirente.
d) Certa. Conforme art. 32 A, IV - os débitos de impostos sobre a propriedade predial e terri-
torial urbana, contribuições condominiais, associativas ou outras de igual natureza que sejam
a estas equiparadas e tarifas vinculadas ao lote, bem como tributos, custas e emolumentos
incidentes sobre a restituição e/ou rescisão;
e) Certa. Conforme art. 32 A, V - a comissão de corretagem, desde que integrada ao pre-
ço do lote.
Letra b.

025. (INÉDITA/2022) Sobre as alterações trazidas pela Lei 13.786/18, julgue o item:
A entrega do imóvel em até 180 (cento e oitenta) dias corridos da data estipulada contratu-
almente como data prevista para conclusão do empreendimento, desde que expressamente

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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
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pactuado, de forma clara e destacada, não dará causa à resolução do contrato por parte do
adquirente nem ensejará o pagamento de qualquer penalidade pelo incorporador.

A Lei 13.786/18 inseriu o seguinte dispositivo na Lei n. 4.591/64:

Art. 43-A. A entrega do imóvel em até 180 (cento e oitenta) dias corridos da data estipulada contra-
tualmente como data prevista para conclusão do empreendimento, desde que expressamente pac-
tuado, de forma clara e destacada, não dará causa à resolução do contrato por parte do adquirente
nem ensejará o pagamento de qualquer penalidade pelo incorporador.
Certo.

026. (INÉDITA/2022) Sobre as alterações trazidas pela Lei 13.786/18, julgue o item:
Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador, median-
te distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará jus
à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador.

A Lei 13.786/18 inseriu o seguinte dispositivo na Lei n. 4.591/64:

Art. 67-A. Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador,


mediante distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará
jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas com base
no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
delas deduzidas, cumulativamente:
Certo.

027. (INÉDITA/2022) Sobre as alterações trazidas pela Lei 13.786/18, julgue o item:
Caso ocorra a revenda da unidade antes de transcorrido o prazo o valor remanescente devido
ao adquirente será pago em até 30 (trinta) dias da revenda.

A Lei 13.786/18 inseriu o seguinte dispositivo na Lei n. 4.591/64:

Art. 67-A, §7º Caso ocorra a revenda da unidade antes de transcorrido o prazo a que se referem os
§§ 5º ou 6º deste artigo, o valor remanescente devido ao adquirente será pago em até 30 (trinta)
dias da revenda.
Certo.

028. (INÉDITA/2022) Sobre as alterações trazidas pela Lei 13.786/18, julgue o item:
No prazo de 60 (sessenta) dias, contado da constituição em mora, fica o loteador obrigado a
alienar o imóvel mediante leilão judicial ou extrajudicial.

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A Lei 13.786/18 inseriu o seguinte dispositivo na Lei n. 6.766/79:

Art. 34, §2º No prazo de 60 (sessenta) dias, contado da constituição em mora, fica o loteador, na
hipótese do caput deste artigo, obrigado a alienar o imóvel mediante leilão judicial ou extrajudicial,
nos termos da Lei n. 9.514, de 20 de novembro de 1997
Certo.

029. (VUNESP/PROCURADOR LEGISLATIVO/CM SM ARCANJO/2019) A pena convencio-


nal, em caso de desfazimento de contrato celebrado exclusivamente com o incorporador, para
aquisição de unidade autônoma de condomínio edilício, mediante distrato ou resolução por
inadimplemento absoluto será de até
a) 50% (cinquenta por cento) da quantia paga, quando a incorporação estiver submetida ao
regime do patrimônio de afetação.
b) 25% (vinte e cinco por cento) da quantia paga, quando a incorporação estiver submetida ao
regime do patrimônio de afetação.
c) 50% (cinquenta por cento) da quantia paga, quando a incorporação não estiver submetida
ao regime do patrimônio de afetação.
d) 50% (cinquenta por cento) da quantia paga, estando ou não a incorporação submetida ao
regime do patrimônio de afetação.
e) 25% (vinte e cinco por cento) da quantia paga, estando ou não a incorporação submetida ao
regime do patrimônio de afetação.

A alternativa está correta e a sua fundamentação encontra-se no artigo 67-A, parágrafo 5º da


Lei n. 4.591, a qual dispõe sobre o condomínio em edificações e as incorporações imobiliárias:

Art. 67-A. Em caso de desfazimento do contrato celebrado EXCLUSIVAMENTE COM O INCORPO-


RADOR, mediante distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente,
este fará jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas
com base no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço
do imóvel, delas deduzidas, cumulativamente:
§ 5º Quando a incorporação estiver submetida ao regime do patrimônio de afetação, de que tratam
os arts. 31-A a 31-F desta Lei, o incorporador restituirá os valores pagos pelo adquirente, deduzidos
os valores descritos neste artigo e atualizados com base no índice contratualmente estabelecido
para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel, no prazo máximo de 30 (trinta) dias
após o habite-se ou documento equivalente expedido pelo órgão público municipal competente,
admitindo-se, nessa hipótese, que a pena referida no inciso II do caput deste artigo SEJA ESTABE-
LECIDA ATÉ O LIMITE DE 50% (CINQUENTA POR CENTO) DA QUANTIA PAGA.
Letra a.
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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
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030. (INÉDITA/2022) Com vistas à Lei n. 13.786/2018, em caso de resolução contratual por
fato imputado ao adquirente, será cobrada pena convencional, que não poderá exceder a 25%
(vinte e cinco por cento) da quantia paga, em quaisquer situação.

Com a publicação da lei do distrato, será cobrado, na incorporação imobiliária, de até 25% (vin-
te e cinco por cento) dos valores pagos nos empreendimentos “COMUNS” e de até 50% (cin-
quenta por cento) naqueles empreendimentos sob o REGIME DE PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO
(artigo 67-A da Lei 4.591/1964). Vejamos tal previsão legal:

Art. 67-A . Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador, me-
diante distrato ou resolução por INADIMPLEMENTO ABSOLUTO DE OBRIGAÇÃO DO ADQUIRENTE,
este fará jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas
com base no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço
do imóvel, delas deduzidas, cumulativamente:
I – a integralidade da comissão de corretagem;
II – a PENA CONVENCIONAL, que NÃO PODERÁ EXCEDER A 25% (VINTE E CINCO POR CENTO) DA
QUANTIA PAGA.
§ 5º Quando a incorporação estiver submetida ao REGIME DO PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO, de que
tratam os arts. 31-A a 31-F desta Lei, o incorporador restituirá os valores pagos pelo adquirente,
deduzidos os valores descritos neste artigo e atualizados com base no índice contratualmente esta-
belecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel, no prazo máximo de 30 (trinta)
dias após o habite-se ou documento equivalente expedido pelo órgão público municipal competen-
te, admitindo-se, nessa hipótese, que a pena referida no inciso II do caput deste artigo seja estabe-
lecida ATÉ O LIMITE DE 50% (CINQUENTA POR CENTO) DA QUANTIA PAGA.
Errado.

031. (INÉDITA/2022) Com vistas à Lei n. 13.786/2018, não há previsão legal de indenização
por fato imputado à incorporadora.

Além da multa, a lei do distrato também passou a facultar ao comprador a resolução do con-
trato por culpa da incorporadora caso desrespeitado o prazo de tolerância para a entrega das
unidades (artigo 43-A, §1º, da Lei 4.591/1964).

Art. 43-A. A entrega do imóvel em até 180 (cento e oitenta) dias corridos da data estipulada contra-
tualmente como data prevista para conclusão do empreendimento, desde que expressamente pac-
tuado, de forma clara e destacada, não dará causa à resolução do contrato por parte do adquirente
§ 1º Se a entrega do imóvel ultrapassar o prazo estabelecido no caput deste artigo, desde que o
adquirente não tenha dado causa ao atraso, poderá ser promovida por este a resolução do contrato,
sem prejuízo da DEVOLUÇÃO DA INTEGRALIDADE DE TODOS OS VALORES PAGOS E DA MULTA
ESTABELECIDA, em até 60 (sessenta) dias corridos contados da resolução, corrigidos nos termos
do § 8º do art. 67-A desta Lei.

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DIREITO CIVIL
Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro

Desta forma, se a incorporada exceder o prazo de entrega das unidades ao comprador, facul-
ta-se ao comprador a resolução do contrato com direito à devolução da INTEGRALIDADE DE
TODOS OS VALORES PAGOS E DA MULTA ESTABELECIDA - de até 25% (vinte e cinco por cen-
to) dos valores pagos nos empreendimentos “COMUNS” e de até 50% (cinquenta por cento)
naqueles empreendimentos sob o REGIME DE PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO.
Errado.

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DIREITO CIVIL
Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro

REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal,
1988.

BRASIL. Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Brasília: Senado Federal, 1988.

BRASIL. Lei n. 10.931, de 02 de agosto de 2004. Brasília: Senado Federal, 1988.

BRASIL. Lei n. 13.786, de 27 de dezembro de 2018. Brasília: Senado Federal, 1988.

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Antônio Alex Pinheiro
Doutorando em Direito pelo UniCEUB; mestre pela UnB; bacharel em Direito e Engenharia Elétrica pela
UnB. Possui licenciatura em Física; pós-graduação em Direito Notarial e Registral, Direito Processual Civil
e Gestão Pública. Atua como advogado voluntário no Núcleo Cível de Tribunais Superiores da Defensoria
Pública do DF. Servidor público federal aprovado em vários concursos públicos.

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