Lei 13.786/2018 no Direito Civil
Lei 13.786/2018 no Direito Civil
SISTEMA DE ENSINO
Livro Eletrônico
DIREITO CIVIL
Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro
Sumário
Apresentação......................................................................................................................................................................3
Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018 .............................................................................................................5
1. A Aula..................................................................................................................................................................................5
2. Lei n. 10.931/2004.......................................................................................................................................................5
3. Patrimônio de Afetação de Incorporações Imobiliárias........................................................................5
4. Letra de Crédito Imobiliário. . ...............................................................................................................................14
5. Cédula de Crédito Imobiliário.. ............................................................................................................................16
6. Cédula de Crédito Bancário. . ................................................................................................................................18
7. Lei do Distrato (Lei n. 13.786/2018).............................................................................................................. 22
7.1. Contexto de Elaboração da Lei do Distrato............................................................................................ 22
7.2. Aplicação da Lei do Distrato.......................................................................................................................... 22
7.3. Instituição do Quadro Resumo. . ....................................................................................................................23
7.4. Disposições Normativas da Lei do Distrato.........................................................................................26
Resumo................................................................................................................................................................................46
Mapas Mentais. . ...............................................................................................................................................................51
Exercícios............................................................................................................................................................................60
Gabarito............................................................................................................................................................................... 67
Gabarito Comentado....................................................................................................................................................68
Referências........................................................................................................................................................................83
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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro
Apresentação
Olá, querido(a) aluno(a), tudo bem?
Sou o Professor Antônio Alex Pinheiro.
Sou graduado em Engenharia Elétrica e Direito pela UnB, com Mestrado também pela UnB,
cursando atualmente o Doutorado em Direito pelo UniCeub. Possuo pós-graduação em Direito
Processual Civil, em Direito Notarial e Registral e em Gestão Pública. Também finalizei o curso
de graduação de licenciatura em Física.
Minha experiência com concursos públicos começou no ano de 2.003 e continua até en-
tão, nessa trajetória fui aprovado nos concursos públicos da Caixa Econômica Federal, Polícia
Rodoviária Federal, Polícia Federal, Curso de Oficial da PMDF, professor da Secretaria de Edu-
cação do Distrito Federal, professor do Instituto Federal de Brasília e Anatel. Atualmente ocupo
o cargo de Especialista em Regulação na Anatel. Recentemente logrei êxito na aprovação para
o cargo de Notário e Registrador dos Tribunais de Justiça do Ceará, do Amazonas e do Paraná,
quando aprofundei meus estudos em relação ao Direito Privado. No concurso para o cargo de
Notário ou Registrador, o conteúdo de Direito Privado tem um peso extremamente importante
nas três fases: prova objetiva, prova discursiva e prova oral.
Desde o ano de 2015, exerço também a advocacia voluntária pela Defensoria Pública do
DF na área de Direito Privado. Atualmente estou lotado no núcleo de Defensoria Pública do DF
junto aos Tribunais Superiores, atividade que me trouxe grande aprendizado na área de Direito
Privado. Como fruto de minhas pesquisas, recentemente também publiquei livros na área de
Direito Privado. Assim, quero compartilhar minhas experiências adquiridas ao longo da minha
vida para lhe auxiliar em seu processo de aprovação.
O nosso curso foi elaborado sabendo que o concurseiro não dispõe de muito tempo dispo-
nível para seu estudo, com cada aula estrategicamente pensada e elaborada com os principais
conceitos relacionados com o respectivo assunto para facilitar o entendimento e a fixação do
conteúdo. Além do mais, tendo em vista a forte cobrança de lei seca em questões de Direito
Privado, para economizar seu tempo, sempre farei menção aos artigos correspondentes ao
conteúdo estudado. Assim, além de você entender o conceito do instituto estudado, vai saber
como o assunto é disposto na respectiva redação da lei, isso, porque, é muito comum a exis-
tência de erros por não saber como o instituto já disposto na lei seca.
Ao final da aula e também ao longo da mesma, apresento uma lista de exercícios dos últi-
mos anos que permitem a fixação do conteúdo estudado. Por fim, os esquemas e resumos das
aulas trazem os principais pontos estudados em cada aula. Quanto aos mesmos, recomendo
que sejam estudados entre os intervalos das aulas para facilitar a fixação do conteúdo.
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Por favor: material
obrigatório! Então, fica ligado no curso GRAN. Estou esperando as dúvidas no Fórum do aluno!
Muito bem-vindo ao nosso curso, vamos ao trabalho!!!!
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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
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2. Lei n. 10.931/2004
A lei em questão traz importantes disposições sobre a regulação do mercado imobiliário
brasileiro, trazendo disposições sobre importantes institutos do direito privado, que inclusive
estão no seu edital: patrimônio de afetação, letra de crédito imobiliário, cédula de crédito imo-
biliário e cédula de crédito bancário. À época, a lei 10.931/2004 foi elaborada com o objetivo de
fomentar o mercado imobiliário do país, complementando a lei de incorporação imobiliária (lei
n. 4591/1964) com a instituição do chamado patrimônio de afetação e principalmente trazer
segurança jurídica para os consumidores.
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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
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não se comunica com os demais bens, direitos e obrigações do patrimônio geral da empresa
incorporadora e responde tão-somente pelas dívidas e obrigações vinculadas àquela incorpo-
ração imobiliária. Cabe ressaltar que a instituição do patrimônio de afetação é uma DISCRI-
CIONARIEDADE do incorporador. A previsão legal da instituição do patrimônio de afetação foi
introduzida pela Lei 10.931/2004 no art. 31-A da Lei n. 4.591/1964 (incorporação imobiliária):
Art. 31-A. A critério do incorporador, a incorporação poderá ser submetida ao regime da afetação,
pelo qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os demais bens
e direitos a ela vinculados, manter-se-ão apartados do patrimônio do incorporador e constituirão
patrimônio de afetação, destinado à consecução da incorporação correspondente e à entrega das
unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes.
§ 1º O patrimônio de afetação não se comunica com os demais bens, direitos e obrigações do
patrimônio geral do incorporador ou de outros patrimônios de afetação por ele constituídos e só
responde por dívidas e obrigações vinculadas à incorporação respectiva.
§ 2º O incorporador responde pelos prejuízos que causar ao patrimônio de afetação.
§ 3º Os bens e direitos integrantes do patrimônio de afetação somente poderão ser objeto de garan-
tia real em operação de crédito cujo produto seja integralmente destinado à consecução da edifica-
ção correspondente e à entrega das unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes.
§ 4º No caso de cessão, plena ou fiduciária, de direitos creditórios oriundos da comercialização das
unidades imobiliárias componentes da incorporação, o produto da cessão também passará a inte-
grar o patrimônio de afetação, observado o disposto no § 6º.
§ 5º As quotas de construção correspondentes a acessões vinculadas a frações ideais serão pagas
pelo incorporador até que a responsabilidade pela sua construção tenha sido assumida por tercei-
ros, nos termos da parte final do § 6º do art. 35
Conforme art. 31-A da Lei 4.591/64, incluído pela lei n. 10.931/04, trata-se de uma faculdade
do incorporador:
Art. 31-A. A critério do incorporador, a incorporação poderá ser submetida ao regime da afetação,
pelo qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os demais bens
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e direitos a ela vinculados, manter-se-ão apartados do patrimônio do incorporador e constituirão
patrimônio de afetação, destinado à consecução da incorporação correspondente e à entrega das
unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes.
Errado.
Art. 31-B. Considera-se constituído o patrimônio de afetação mediante averbação, a qualquer tem-
po, no Registro de Imóveis, de termo firmado pelo incorporador e, quando for o caso, também pelos
titulares de direitos reais de aquisição sobre o terreno.
Veja um pequeno resumo do que estudados sobre o patrimônio de afetação até agora:
A afetação garante uma proteção jurídica eficaz a cada incorporação, que se torna INCO-
MUNICÁVEL com os demais negócios da empresa incorporadora. Assim, a incorporação afeta-
da fica resguardada contra o eventual insucesso da incorporadora em seus outros negócios. A
afetação garante segurança ao contrato de incorporação e proporciona às partes interessadas
os meios necessários à conclusão do negócio, nas condições e prazos instituídos. Conforme
o art. 31-A, § 8º da Lei n. 4.591/1964, inserido pela Lei 10931/2004, excluem-se do patrimônio
de afetação os seguintes bens:
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§ 8º Excluem-se do patrimônio de afetação:
I – os recursos financeiros que excederem a importância necessária à conclusão da obra (art. 44),
considerando-se os valores a receber até sua conclusão e, bem assim, os recursos necessários à
quitação de financiamento para a construção, se houver; e
II – o valor referente ao preço de alienação da fração ideal de terreno de cada unidade vendida, no
caso de incorporação em que a construção seja contratada sob o regime por empreitada (art. 55)
ou por administração (art. 58).
Art. 31-A. A critério do incorporador, a incorporação poderá ser submetida ao regime da afetação,
pelo qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os demais bens
e direitos a ela vinculados, manter-se-ão apartados do patrimônio do incorporador e constituirão
patrimônio de afetação, destinado à consecução da incorporação correspondente e à entrega das
unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes.
§ 3º Os bens e direitos integrantes do patrimônio de afetação somente poderão ser objeto de garan-
tia real em operação de crédito cujo produto seja integralmente destinado à consecução da edifica-
ção correspondente e à entrega das unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes
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Art. 31-F. Os efeitos da decretação da falência ou da insolvência civil do incorporador não atingem
os patrimônios de afetação constituídos, não integrando a massa concursal o terreno, as acessões
e demais bens, direitos creditórios, obrigações e encargos objeto da incorporação.
Assim, estão excluídos da falência os créditos decorrentes das vendas das unidades. Esse
aspecto é fundamental porque a Comissão de Representantes dos compradores de imóveis
deem prosseguimento à obra com esses créditos.
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Art. 4º Para cada incorporação submetida ao regime especial de tributação, a incorporadora ficará
sujeita ao pagamento equivalente a 4% (QUATRO POR CENTO) da RECEITA MENSAL RECEBIDA, o
qual corresponderá ao pagamento mensal unificado do seguinte imposto e contribuições: (Redação
dada pela Lei n. 12.844, de 2013) (Produção de efeito)
I – Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas - IRPJ;
II – Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor
Público - PIS/PASEP;
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III – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL; e
IV – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - COFINS.
§ 1º Para fins do disposto no caput, considera-se receita mensal a totalidade das receitas auferidas
pela incorporadora na venda das unidades imobiliárias que compõem a incorporação, bem como as
receitas financeiras e variações monetárias decorrentes desta operação
Art. 4º Para cada incorporação submetida ao regime especial de tributação, a incorporadora ficará
sujeita ao pagamento equivalente a 4% (quatro por cento) da receita mensal recebida, o qual corres-
ponderá ao pagamento mensal unificado do seguinte imposto e contribuições:
I – Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas - IRPJ;
II – Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor
Público - PIS/PASEP;
III – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL; e
IV – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - COFINS.
Letra a.
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Art. 7º O incorporador fica obrigado a manter escrituração contábil segregada para cada incorpora-
ção submetida ao regime especial de tributação.
Art. 7º O incorporador fica obrigado a manter escrituração contábil SEGREGADA para cada incorpo-
ração submetida ao regime especial de tributação.
Errado.
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Art. 31-F. Os efeitos da decretação da falência ou da insolvência civil do incorporador não atingem
os patrimônios de afetação constituídos, não integrando a massa concursal o terreno, as acessões
e demais bens, direitos creditórios, obrigações e encargos objeto da incorporação. (Incluído pela Lei
n. 10.931, de 2004)
§ 1º Nos sessenta dias que se seguirem à decretação da falência ou da insolvência civil do incorpo-
rador, o condomínio dos adquirentes, por convocação da sua Comissão de Representantes ou, na
sua falta, de um sexto dos titulares de frações ideais, ou, ainda, por determinação do juiz prolator
da decisão, realizará assembleia geral, na qual, por maioria simples, ratificará o mandato da Comissão
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de Representantes ou elegerá novos membros, e, em primeira convocação, por dois terços dos vo-
tos dos adquirentes ou, em segunda convocação, pela maioria absoluta desses votos, instituirá o
condomínio da construção, por instrumento público ou particular, e deliberará sobre os termos da
continuação da obra ou da liquidação do patrimônio de afetação (art. 43, inciso III); havendo finan-
ciamento para construção, a convocação poderá ser feita pela instituição financiadora. (Incluído
pela Lei n. 10.931, de 2004)
Art. 12. Os BANCOS COMERCIAIS, os BANCOS MÚLTIPLOS COM CARTEIRA DE CRÉDITO IMOBILIÁ-
RIO, a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, as SOCIEDADES DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO, as ASSOCIAÇÕES
DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO, as COMPANHIAS HIPOTECÁRIAS e demais espécies de instituições
que, para as operações a que se refere este artigo, venham a ser EXPRESSAMENTE AUTORIZADAS
PELO BANCO CENTRAL DO BRASIL, poderão emitir, independentemente de tradição efetiva, Letra de
Crédito Imobiliário - LCI, lastreada por créditos imobiliários GARANTIDOS POR HIPOTECA OU POR
ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE COISA IMÓVEL, conferindo aos seus tomadores direito de crédito pelo
valor nominal, juros e, se for o caso, atualização monetária nelas estipulados.
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A LCI será emitida sob a forma nominativa, podendo ser transferível mediante endosso
em preto. A LCI poderá ser emitida sob a forma escritural, por meio do lançamento em siste-
ma eletrônico do emissor, e deverá ser registrada ou depositada em entidade autorizada pelo
Banco Central do Brasil a exercer a atividade de registro ou de depósito centralizado de ativos
financeiros.
Nos termos do Art. 12, § 1º da lei 10931/2004, A LCI será emitida sob a forma nominativa, po-
dendo ser transferível mediante endosso em preto, e conterá:
A LCI poderá contar com garantia fidejussória adicional de instituição financeira. O endossante
da LCI responderá pela veracidade do título, mas contra ele não será admitido direito de co-
brança regressiva.
Errado.
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Conforme art. 16 da lei 10931/2004, O endossante da LCI responderá pela veracidade do título,
mas contra ele não será admitido direito de cobrança regressiva.
Certo.
Art. 18. É instituída a Cédula de Crédito Imobiliário - CCI para representar créditos imobiliários.
§ 1º A CCI será emitida pelo credor do crédito imobiliário e poderá ser integral, quando representar
a totalidade do crédito, ou fracionária, quando representar parte dele, não podendo a soma das CCI
fracionárias emitidas em relação a cada crédito exceder o valor total do crédito que elas represen-
tam.
Conforme Art. 18, § 1º da lei 10931/2004. É instituída a Cédula de Crédito Imobiliário - CCI para
representar créditos imobiliários.
§ 1º A CCI será emitida pelo credor do crédito imobiliário e poderá ser integral, quando repre-
sentar a TOTALIDADE DO CRÉDITO, ou FRACIONÁRIA, quando representar parte dele, não po-
dendo a soma das CCI fracionárias emitidas em relação a cada crédito exceder o valor total do
crédito que elas representam.
Errado.
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A CCI poderá ser emitida com ou sem garantia, real ou fidejussória, sob a forma escritural
ou cartular (cartorária), nos termos do art. 18, § 3º da Lei n. 10931/04. O registro da cédula
cartorária deve ser feito no Cartório de Registro de Imóveis cabível, onde ela será averbada na
matrícula do imóvel.
A emissão da CCI sob a forma escritural ocorrerá por meio de escritura pública ou instru-
mento particular, que permanecerá custodiado em instituição financeira. Sendo o crédito imo-
biliário garantido por direito real, a emissão da CCI será averbada no Registro de Imóveis da
situação do imóvel, na respectiva matrícula, devendo dela constar, exclusivamente, o número,
a série e a instituição custodiante. O crédito representado pela CCI será exigível mediante ação
de execução, ressalvadas as hipóteses em que a lei determine procedimento especial, judicial
ou extrajudicial para satisfação do crédito e realização da garantia.
Conforme art. 21 da lei n. 10931/04, a emissão e a negociação de CCI independe de autori-
zação do devedor do crédito imobiliário que ela representa. A cessão do crédito representado
por CCI poderá ocorrer por meio de sistema de entidade autorizada pelo Banco Central do
Brasil a exercer a atividade de depósito centralizado de ativos financeiros na qual a CCI tenha
sido depositada. A cessão do crédito representado por CCI implica automática transmissão
das respectivas garantias ao cessionário, sub-rogando-o em todos os direitos representados
pela cédula, ficando o cessionário, no caso de contrato de alienação fiduciária, investido na
propriedade fiduciária. O resgate da dívida representada pela CCI prova-se com a declaração
de quitação, emitida pelo credor, ou, na falta desta, por outros meios admitidos em direito. É
vedada a averbação da emissão de CCI com garantia real quando houver prenotação ou regis-
tro de qualquer outro ônus real sobre os direitos imobiliários respectivos, inclusive penhora ou
averbação de qualquer mandado ou ação judicial.
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Art. 26. A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito emitido, por pessoa física ou jurídica, em
favor de instituição financeira ou de entidade a esta equiparada, representando promessa de paga-
mento em dinheiro, decorrente de operação de crédito, de qualquer modalidade.
§ 1º A instituição credora deve integrar o Sistema Financeiro Nacional, sendo admitida a emissão da
Cédula de Crédito Bancário em favor de instituição domiciliada no exterior, desde que a obrigação
esteja sujeita exclusivamente à lei e ao foro brasileiros.
§ 2º A Cédula de Crédito Bancário em favor de instituição domiciliada no exterior poderá ser emitida
em moeda estrangeira
Conforme Art. 26 da Lei 10931/04. A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito emitido, por
pessoa física ou jurídica, em favor de instituição financeira ou de entidade a esta equiparada,
representando PROMESSA DE PAGAMENTO EM DINHEIRO, decorrente de operação de crédito,
de qualquer modalidade.
Errado.
A Cédula de Crédito Bancário poderá ser emitida, com ou sem garantia, real ou fidejussó-
ria, cedularmente constituída. Esse título de crédito pode ser utilizado na contratação de um
empréstimo bancário, em que o devedor assume a obrigação de pagamento do crédito junto
à instituição credora. Uma grande vantagem da CCB é que se trata de um título executivo ex-
trajudicial, desta forma, pode ser cobrado de forma extrajudicialmente também, como no caso
do protesto da mesma, nos termos da lei 9.472/1997. A Cédula de Crédito Bancário poderá ser
emitida sob a forma escritural, por meio do lançamento em sistema eletrônico de escrituração.
A Cédula de Crédito Bancário é título executivo extrajudicial e representa dívida em dinheiro,
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certa, líquida e exigível, seja pela soma nela indicada, seja pelo saldo devedor demonstrado em
planilha de cálculo, ou nos extratos da conta corrente.
Conforme art. 29, § 1º da Lei n. 10931/2004, a Cédula de Crédito Bancário pode ser transfe-
rida mediante endosso em preto, ao qual se aplicarão, no que couberem, as normas do direito
cambiário, caso em que o endossatário, mesmo não sendo instituição financeira ou entidade a
ela equiparada, poderá exercer todos os direitos por ela conferidos, inclusive cobrar os juros e
demais encargos na forma pactuada na Cédula.
Conforme Art. 29, § 1º da Lei 10931/04 A Cédula de Crédito Bancário será transferível median-
te endosso em preto, ao qual se aplicarão, no que couberem, as normas do direito cambiário,
caso em que o endossatário, mesmo não sendo instituição financeira ou entidade a ela equi-
parada, poderá exercer todos os direitos por ela conferidos, inclusive cobrar os juros e demais
encargos na forma pactuada na Cédula
Certo.
A garantia da Cédula de Crédito Bancário poderá ser fidejussória ou real, neste último caso
constituído por bem patrimonial, cuja titularidade pertença ao próprio emitente ou a terceiro
garantidor da obrigação principal. Até a efetiva liquidação da obrigação garantida, os bens
abrangidos pela garantia não poderão, sem prévia autorização escrita do credor, ser alterados,
retirados, deslocados ou destruídos, nem poderão ter sua destinação modificada, exceto quan-
do a garantia for constituída por semoventes ou por veículos, automotores ou não, e a remoção
ou o deslocamento desses bens for inerente à atividade do emitente da Cédula de Crédito Ban-
cário, ou do terceiro prestador da garantia.
Nos termos do art. 35 da Lei 10.931/2004, os bens constitutivos de garantia pignoratícia ou
objeto de alienação fiduciária poderão, a critério do credor, permanecer sob a posse direta do
emitente ou do terceiro prestador da garantia, nos termos da cláusula de constituto possessó-
rio, caso em que as partes deverão especificar o local em que o bem será guardado e conser-
vado até a efetiva liquidação da obrigação garantida. A Cédula de Crédito Bancário poderá ser
protestada por indicação, desde que o credor apresente declaração de posse da sua única via
negociável, inclusive no caso de protesto parcial.
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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
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Conforme art. 41 da Lei 10931/04. A Cédula de Crédito Bancário poderá ser protestada por
indicação, desde que o credor apresente declaração de posse da sua única via negociável,
inclusive no caso de protesto parcial.
Certo.
A validade e eficácia da Cédula de Crédito Bancário não dependem de registro, mas as ga-
rantias reais, por ela constituídas, ficam sujeitas, para valer contra terceiros, aos registros ou
averbações previstos na legislação aplicável, principalmente quanto à lei de Registros Públicos
(lei n. 6.015/1973), seja no registro de imóveis, para bens imóveis, e no registro de títulos e
documentos para bens móveis.
Art. 42. A validade e eficácia da Cédula de Crédito Bancário NÃO DEPENDEM DE REGISTRO, mas
as garantias reais, por ela constituídas, ficam sujeitas, para valer contra terceiros, aos registros ou
averbações previstos na legislação aplicável, com as alterações introduzidas por esta Lei.
Errado.
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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
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Após o estudo dos títulos de crédito presentes na lei n. 10.931/20-4, segue abaixo uma
tabela para comparação das características das mesmas:
Promessa de
pagamento
Renda fixa em dinheiro,
Repasse de uma
Tipo (rentabilidade estabelecendo
dívida imobiliária
previsível) uma relação
jurídica entre
credor e devedor
Emitida por
Bancos
pessoa física ou
comerciais, Credor do crédito
jurídica, em favor
bancos múltiplos, imobiliário,
de instituição
públicos e podendo
financeira ou
privados, desde representar a
Emissor de entidade
que sejam integralidade
equiparada
instituições do crédito ou
obrigatoriamente
AUTORIZADAS somente uma
pertencente ao
pelo Banco parte.
Sistema Financeiro
Central
Nacional
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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
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Classificação
quanto à Nominativa Nominativa Nominativa
circulação
Pode ter
Fidejussória Pode ter Pode ter
Garantia adicional de garantia, real ou garantia, real ou
instituição fidejussória fidejussória,
financeira
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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
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Art. 35-A. Os contratos de compra e venda, promessa de venda, cessão ou promessa de cessão de
unidades autônomas integrantes de incorporação imobiliária serão iniciados por quadro-resumo,
que DEVERÁ conter:
I – o PREÇO TOTAL a ser pago pelo imóvel;
II – o VALOR DA PARCELA do preço a ser tratada como entrada, a sua forma de pagamento, com
destaque para o valor pago à vista, e os seus percentuais sobre o valor total do contrato;
III – o valor referente à CORRETAGEM, suas condições de pagamento e a identificação precisa de
seu beneficiário;
IV – a FORMA DE PAGAMENTO DO PREÇO, com indicação clara dos valores e vencimentos das
parcelas;
V – os ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA aplicáveis ao contrato e, quando houver pluralidade de
índices, o período de aplicação de cada um;
VI – as CONSEQUÊNCIAS DO DESFAZIMENTO DO CONTRATO, seja por meio de distrato, seja por
meio de resolução contratual motivada por inadimplemento de obrigação do adquirente ou do incor-
porador, com destaque negritado para as penalidades aplicáveis e para os prazos para devolução
de valores ao adquirente;
VII – as TAXAS DE JUROS EVENTUALMENTE APLICADAS, se mensais ou anuais, se nominais ou
efetivas, o seu período de incidência e o sistema de amortização;
VIII – as informações acerca da possibilidade do exercício, por parte do adquirente do imóvel, do DI-
REITO DE ARREPENDIMENTO previsto no art. 49 da Lei n. 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código
de Defesa do Consumidor) , em todos os contratos firmados EM ESTANDES DE VENDAS E FORA DA
SEDE DO INCORPORADOR OU DO ESTABELECIMENTO COMERCIAL;
IX – o PRAZO PARA QUITAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES pelo adquirente após a obtenção do auto de
conclusão da obra pelo incorporador;
X – as informações acerca DOS ÔNUS QUE RECAIAM SOBRE O IMÓVEL, em especial quando o vin-
culem como garantia real do financiamento destinado à construção do investimento;
XI – o número do REGISTRO DO MEMORIAL DE INCORPORAÇÃO, a MATRÍCULA DO IMÓVEL e A
IDENTIFICAÇÃO DO CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS COMPETENTE;
XII – o TERMO FINAL para obtenção do AUTO DE CONCLUSÃO DA OBRA (HABITE-SE) e os efeitos
contratuais da intempestividade prevista no art. 43-A desta Lei.
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A Lei 4.591/64, em seu artigo 35-A, VI, incluído pela Lei 13.786/2016, estabelece que o contra-
to deve prever as consequências seja do distrato, seja por resolução contratual motivada por
inadimplemento de obrigação tanto do adquirente quanto do incorporador:
Art. 35-A. Os contratos de compra e venda, promessa de venda, cessão ou promessa de cessão de
unidades autônomas integrantes de incorporação imobiliária serão iniciados por quadro-resumo,
que deverá conter:
VI – as consequências do desfazimento do contrato, seja por meio de distrato, seja por meio de
resolução contratual motivada por inadimplemento de obrigação do adquirente ou do incorporador,
com destaque negritado para as penalidades aplicáveis e para os prazos para devolução de valores
ao adquirente;
O primeiro erro da questão é que o desfazimento do contrato pode ocorrer por meio do distrato
e por meio da resolução contratual motivada por inadimplemento de obrigação do adquirente
ou do incorporador. Além do mais, as penalidades aplicáveis e os prazos de devolução devem
ser destacados em negrito.
Errado.
Art. 26-A. Os contratos de compra e venda, cessão ou promessa de cessão de loteamento devem
ser iniciados por quadro-resumo, que deverá conter, além das indicações constantes do art. 26 des-
ta Lei:
I – o PREÇO TOTAL a ser pago pelo imóvel;
II – o valor referente à CORRETAGEM, suas condições de pagamento e a identificação precisa de
seu beneficiário;
III – a FORMA DE PAGAMENTO DO PREÇO, com indicação clara dos valores e vencimentos das
parcelas;
IV – os índices de CORREÇÃO MONETÁRIA aplicáveis ao contrato e, quando houver pluralidade de
índices, o período de aplicação de cada um;
V – as CONSEQUÊNCIAS DO DESFAZIMENTO DO CONTRATO, seja mediante distrato, seja por meio
de resolução contratual motivada por inadimplemento de obrigação do adquirente ou do loteador,
com destaque negritado para as penalidades aplicáveis e para os prazos para devolução de valores
ao adquirente;
VI – as TAXAS DE JUROS eventualmente aplicadas, se mensais ou anuais, se nominais ou efetivas,
o seu período de incidência e o sistema de amortização;
VII – as informações acerca da possibilidade do exercício, por parte do adquirente do imóvel, do DI-
REITO DE ARREPENDIMENTO previsto no art. 49 da Lei n. 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código
de Defesa do Consumidor) , em todos os contratos firmados em ESTANDES DE VENDAS E FORA DA
SEDE DO LOTEADOR OU DO ESTABELECIMENTO COMERCIAL;
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VIII – O PRAZO PARA QUITAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES pelo adquirente após a obtenção do termo de
vistoria de obras;
IX – informações acerca dos ônus que recaiam sobre o imóvel;
X – o NÚMERO DO REGISTRO DO LOTEAMENTO ou do DESMEMBRAMENTO, a MATRÍCULA DO
IMÓVEL e a identificação do CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS COMPETENTE;
XI – o TERMO FINAL para a EXECUÇÃO DO PROJETO referido no § 1º do art. 12 desta Lei e a data
do protocolo do pedido de emissão do termo de vistoria de obras
Art. 43-A. A entrega do imóvel em até 180 (cento e oitenta) dias corridos da data estipulada contra-
tualmente como data prevista para conclusão do empreendimento, desde que expressamente pac-
tuado, de forma clara e destacada, não dará causa à resolução do contrato por parte do adquirente
nem ensejará o pagamento de qualquer penalidade pelo incorporador.
Conforme art. 43-A, § 1º Lei n. 4.591/64, incluído pela Lei 13.786/2018, se a entrega do
imóvel ultrapassar o prazo estabelecido no caput deste artigo, desde que o adquirente não
tenha dado causa ao atraso, poderá ser promovida por este a resolução do contrato, sem prejuízo
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desistir do negócio, solicitando à Rio Branco o distrato. Àquela altura, Igor já havia efetuado
o pagamento da comissão de corretagem (R$ 20.000,00) e mais R$ 80.000,00 (oitenta mil re-
ais) correspondentes ao preço do apartamento. O empreendimento ainda estava em fase de
construção, não havendo a expedição do auto de conclusão da obra. A incorporação estava
submetida ao regime de afetação, e o instrumento contratual previa cláusula penal dispondo a
perda de 50% (cinquenta por cento) das quantias já pagas.
Considerando a recente legislação que tratou da matéria, promovendo alterações na Lei n.
4.591/1964 (incorporações imobiliárias), assinale a alternativa correta.
a) Igor terá direito tão somente à devolução de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais), correspon-
dentes a 50% (cinquenta por cento) dos valores pagos pela aquisição do apartamento, atua-
lizados com base no índice contratual ente estabelecido a título de correção monetária das
parcelas do preço.
b) Não deverá ser restituída a quantia de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), paga por Igor a título de
comissão de corretagem, e a construtora poderá aplicar a cláusula penal em sua integralidade
(perda de 50% do valor pago, correspondente a R$ 40.000,00) se comprovar que seu prejuízo é
igual ou superior a essa quantia.
c) A cláusula penal é nula de pleno direito, na medida em que não poderia exceder 25% (vinte
e cinco por cento) dos valores pagos a título de aquisição do apartamento, razão pela qual o
valor a ser restituído será arbitrado judicialmente.
d) Igor terá direito à devolução de R$ 10.000,00 (dez mil reais) correspondentes à comissão de
corretagem, bem como à devolução de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais), correspondentes a
50% (cinquenta por cento) dos valores pagos pelo apartamento, ambos atualizados com base
no índice contratualmente estabelecido a título de correção monetária das parcelas do preço.
Nos termos do artigo 67-A da Lei 4.591/64, Igor fará jus à restituição da quantia paga, atualiza-
da com base no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas
do preço do imóvel, mas com dedução dos valores da correção de comissão de corretagem e
da pena convencional, que pode ser de até 50% dos valores pagos, ressaltando que o empre-
endimento está sujeito ao regime de afetação.
Portanto, como pagou R$80.000,00 do preço e R$20.000,00 da comissão de corretagem, não
receberá os R$20.000,00 da comissão de corretagem e, do valor pago, será descontada a mul-
ta (50% de R$80.000,00 = R$40.000,00). Assim, receberá R$40.000,00 atualizados. Vejamos as
disposições normativas:
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I – a integralidade da comissão de corretagem;
II – a pena convencional, que não poderá exceder a 25% (vinte e cinco por cento) da quantia paga.
§ 5º Quando a incorporação estiver submetida ao regime do patrimônio de afetação, de que tratam
os arts. 31-A a 31-F desta Lei, o incorporador restituirá os valores pagos pelo adquirente, deduzidos
os valores descritos neste artigo e atualizados com base no índice contratualmente estabelecido
para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel, no prazo máximo de 30 (trinta) dias
após o habite-se ou documento equivalente expedido pelo órgão público municipal competente, ad-
mitindo-se, nessa hipótese, que a pena referida no inciso II do caput deste artigo seja estabelecida
até o limite de 50% (cinquenta por cento) da quantia paga.
Letra a.
Art. 32-A. Em caso de resolução contratual por fato imputado ao adquirente, respeitado o disposto
no § 2º deste artigo, deverão ser restituídos os valores pagos por ele, atualizados com base no
índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
podendo ser descontados dos valores pagos os seguintes itens:
I – os valores correspondentes à eventual fruição do imóvel, até o equivalente a 0,75% (setenta e
cinco centésimos por cento) sobre o valor atualizado do contrato, cujo prazo será contado a partir
da data da transmissão da posse do imóvel ao adquirente até sua restituição ao loteador;
II – o montante devido por cláusula penal e despesas administrativas, inclusive arras ou sinal, limi-
tado a um desconto de 10% (dez por cento) do valor atualizado do contrato;
III – os encargos moratórios relativos às prestações pagas em atraso pelo adquirente;
IV – os débitos de impostos sobre a propriedade predial e territorial urbana, contribuições condomi-
niais, associativas ou outras de igual natureza que sejam a estas equiparadas e tarifas vinculadas
ao lote, bem como tributos, custas e emolumentos incidentes sobre a restituição e/ou rescisão;
V – a comissão de corretagem, desde que integrada ao preço do lote
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Cabe ressaltar que na hipótese de incorporação imobiliária, mas imóvel adquirido por meio
de alienação fiduciária, a restituição de valores ao consumidor adquirente na hipótese de des-
fazimento do contrato, não seguirá as regras acima dispostas, seguindo as regras de restitui-
ção previstas na lei de alienação fiduciária (Lei n. 9.514/1.997), nos termos do art. 67-A, § 14
da Lei n. 4.591/1964, incluído pela lei 13.786/2018:
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Também na hipótese de loteamento, mas imóvel adquirido por meio de alienação fiduci-
ária, a restituição de valores ao consumidor adquirente na hipótese de desfazimento do con-
trato, não seguirá as regras acima dispostas, seguindo as regras de restituição previstas na lei
de alienação fiduciária (Lei n. 9.514/1.997), nos termos do art. 32-A, § 3º da Lei n. 4.591/1964,
incluído pela lei 13.786/2018:
Art. 32-A. Em caso de resolução contratual por fato imputado ao adquirente, respeitado o disposto
no § 2º deste artigo, deverão ser restituídos os valores pagos por ele, atualizados com base no
índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
podendo ser descontados dos valores pagos os seguintes itens:
§ 3º O procedimento previsto neste artigo não se aplica aos contratos e escrituras de compra e ven-
da de lote sob a modalidade de alienação fiduciária nos termos da Lei n. 9.514, de 20 de novembro
de 1997 .
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b) do valor a ser recebido, será descontado, sem prejuízo de outros descontos previstos em lei,
o valor correspondente à fruição do imóvel, equivalente à 0,5% (cinco décimos por cento) sobre
o valor atualizado do contrato, pro rata die.
c) a pena convencional decorrente do distrato poderá ser de até 25% (vinte e cinco por cento)
da quantia paga.
d) o valor a ser ressarcido a Joaquim deverá ser pago, em parcela única, em até 180 (cento e
oitenta) dias, contados da data do desfazimento do contrato.
e) deverá ser deduzida do valor a ser recebido a metade do valor da comissão de corretagem.
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submetida ao regime do patrimônio de afetação, de que tratam os arts. 31-A a 31-F desta Lei, o
incorporador restituirá os valores pagos pelo adquirente, deduzidos os valores descritos neste
artigo e atualizados com base no índice contratualmente estabelecido para a correção mone-
tária das parcelas do preço do imóvel, no prazo máximo de 30 (trinta) dias após o habite-se
ou documento equivalente expedido pelo órgão público municipal competente, admitindo-se,
nessa hipótese, que a pena referida no inciso II do caput deste artigo seja estabelecida até o
limite de 50% (cinquenta por cento) da quantia paga.
d) Errada. Como se trata de incorporação submetida ao regime do patrimônio de afetação,
o prazo legalmente estabelecido para o RESSARCIMENTO É DE 30 (TRINTA) DIAS, APÓS O
HABITE-SE OU DOCUMENTO EQUIVALENTE EXPEDIDO PELO ÓRGÃO PÚBLICO MUNICIPAL
COMPETENTE, ex vi do art. 67-A, § 5º, Lei n. 4.591/1964: Art. 67-A. Em caso de desfazimento
do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador, mediante distrato ou resolução por
inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará jus à restituição das quantias
que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas com base no índice contratualmen-
te estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel, delas deduzidas,
cumulativamente: [...] § 5º Quando a incorporação estiver submetida ao regime do patrimônio
de afetação, de que tratam os arts. 31-A a 31-F desta Lei, o incorporador restituirá os valores
pagos pelo adquirente, deduzidos os valores descritos neste artigo e atualizados com base no
índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imó-
vel, no prazo máximo de 30 (trinta) dias após o habite-se ou documento equivalente expedido
pelo órgão público municipal competente, admitindo-se, nessa hipótese, que a pena referida
no inciso II do caput deste artigo seja estabelecida até o limite de 50% (cinquenta por cento)
da quantia paga.
e) Errada. O valor a ser deduzido é o da INTEGRALIDADE DA COMISSÃO DE CORRETAGEM,
conforme art. 67-A, I, Lei n. 4.591/1964: Art. 67-A. Em caso de desfazimento do contrato cele-
brado exclusivamente com o incorporador, mediante distrato ou resolução por inadimplemento
absoluto de obrigação do adquirente, este fará jus à restituição das quantias que houver pago
diretamente ao incorporador, atualizadas com base no índice contratualmente estabelecido
para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel, delas deduzidas, cumulativamen-
te: I - a integralidade da comissão de corretagem;
Letra b.
Aqui, mais uma vez, quanto ao prazo para restituição dos valores já pagos pelo consumidor
adquirente, nos casos desfazimento do contrato de aquisição de imóveis, há necessidade de
diferenciar se o desfazimento é em relação à incorporação imobiliária ou parcelamento de solo
para formação de novos loteamentos. Para incorporação imobiliária, os prazos são previstos
no art. 67-A, § 5º e § 6º da Lei n. 4.591/1964, incluído pela lei 13.786/2018:
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Art. 67-A . Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador,
mediante distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará
jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas com base
no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
delas deduzidas, cumulativamente:
§ 5º Quando a incorporação estiver submetida ao regime do patrimônio de afetação, de que tratam
os arts. 31-A a 31-F desta Lei, o incorporador restituirá os valores pagos pelo adquirente, deduzidos
os valores descritos neste artigo e atualizados com base no índice contratualmente estabelecido
para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel, no prazo máximo de 30 (trinta) dias
após o habite-se ou documento equivalente expedido pelo órgão público municipal competente, ad-
mitindo-se, nessa hipótese, que a pena referida no inciso II do caput deste artigo seja estabelecida
até o limite de 50% (cinquenta por cento) da quantia paga.
§ 6º Caso a incorporação não esteja submetida ao regime do patrimônio de afetação de que trata a
Lei n. 10.931, de 2 de agosto de 2004 , e após as deduções a que se referem os parágrafos anterio-
res, se houver remanescente a ser ressarcido ao adquirente, o pagamento será realizado em parcela
única, após o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contado da data do desfazimento do contrato.
Para hipóteses de loteamento, os prazos para restituição são previstos no art. 67-A, § 5º e
§ 6º da Lei n. 4.591/1964, incluído pela lei 13.786/2018:
Art. 32-A. Em caso de resolução contratual por fato imputado ao adquirente, respeitado o disposto
no § 2º deste artigo, deverão ser restituídos os valores pagos por ele, atualizados com base no
índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
podendo ser descontados dos valores pagos os seguintes itens:
§ 1º O pagamento da restituição ocorrerá em até 12 (doze) parcelas mensais, com início após o
seguinte prazo de carência:
I – em loteamentos com obras em andamento: no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias após
o prazo previsto em contrato para conclusão das obras;
II – em loteamentos com obras concluídas: no prazo máximo de 12 (doze) meses após a formaliza-
ção da rescisão contratual.
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O pagamento da restituição ao
adquirente ocorrerá:
1) Caso a incorporação ESTEJA
SUBMETIDA AO REGIME DO
PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO, no
prazo máximo de 30 (trinta) dias
após o habite-se ou documento
O pagamento da restituição ocorrerá
equivalente, expedido pelo órgão
EM ATÉ 12 (DOZE) PARCELAS
público municipal competente,
MENSAIS, no prazo de carência:
admitindo-se, nessa hipótese, que a
1) EM LOTEAMENTOS COM OBRAS
multa seja estabelecida até o limite
EM ANDAMENTO: no prazo máximo
de 50% (cinquenta por cento) da
de 180 (cento e oitenta) dias após
quantia paga;
o prazo previsto em contrato para
conclusão das obras; ou
2) Caso a incorporação NÃO
2) EM LOTEAMENTOS COM OBRAS
ESTEJA SUBMETIDA AO REGIME DO
CONCLUÍDAS: no prazo máximo de
PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO, após o
12 (doze) meses após a formalização
prazo de 180 (cento e oitenta) dias,
da rescisão contratual.
contado da data do desfazimento do
contrato; ou
3) Caso ocorra a revenda da unidade
antes de transcorridos os prazos
acima, o valor remanescente devido
ao adquirente será pago em até 30
(trinta) dias da revenda.
015. (INÉDITA/2022) Sobre as alterações trazidas pela Lei 13.786/18, julgue o item:
o incorporador restituirá os valores pagos pelo adquirente, no prazo máximo de 120 (cento e
vinte) dias após o habite-se ou documento equivalente expedido pelo órgão público municipal
competente.
Art. 67-A, §5º Quando a incorporação estiver submetida ao regime do patrimônio de afetação, de
que tratam os arts. 31-A a 31-F desta Lei, o incorporador restituirá os valores pagos pelo adquirente,
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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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deduzidos os valores descritos neste artigo e atualizados com base no índice contratualmente es-
tabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel, NO PRAZO MÁXIMO DE 30
(TRINTA) DIAS após o habite-se ou documento equivalente expedido pelo órgão público municipal
competente, admitindo-se, nessa hipótese, que a pena referida no inciso II do caput deste artigo seja
estabelecida até o limite de 50% (cinquenta por cento) da quantia paga.
Errado.
Art. 35-A. Os contratos de compra e venda, promessa de venda, cessão ou promessa de cessão de
unidades autônomas integrantes de incorporação imobiliária serão iniciados por quadro-resumo,
que deverá conter:
VIII – as informações acerca da possibilidade do exercício, por parte do adquirente do imóvel, do
direito de arrependimento previsto no art. 49 da Lei n. 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código de
Defesa do Consumidor) , em todos os contratos firmados em estandes de vendas e fora da sede do
incorporador ou do estabelecimento comercial
Art. 67-A . Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador,
mediante distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará
jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas com base
no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
delas deduzidas, cumulativamente:
§ 10. Os contratos firmados em estandes de vendas e fora da sede do incorporador permitem ao
adquirente o exercício do direito de arrependimento, durante o prazo improrrogável de 7 (sete) dias,
com a devolução de todos os valores eventualmente antecipados, inclusive a comissão de correta-
gem.
Para os loteamentos, a previsão do direito de arrependimento ocorre no art. 26-A, VII da Lei
n. 4.561/1964, com a previsão do direito de arrependimento já no Quadro-Resumo do contra-
to de aquisição do imóvel. Nas situações de loteamento, o direito de arrependimento poderá
ocorrer, ou não, a depender da previsão expressa em contrato e, também, no Quadro Resumo,
mas sempre ocorrerá em caso de assinatura da compra e venda em estande de vendas ou fora
da sede do loteador ou estabelecimento comercial:
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Art. 26-A. Os contratos de compra e venda, cessão ou promessa de cessão de loteamento devem
ser iniciados por quadro-resumo, que deverá conter, além das indicações constantes do art. 26 des-
ta Lei:
VII – as informações acerca da possibilidade do exercício, por parte do adquirente do imóvel, do
direito de arrependimento previsto no art. 49 da Lei n. 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código de
Defesa do Consumidor) , em todos os contratos firmados em estandes de vendas e fora da sede do
loteador ou do estabelecimento comercial;
Mais uma vez, para facilitar o entendimento, vamos fazer uma tabelinha resumindo a pre-
visão do Quadro-Resumo:
DIREITO DE ARREPENDIMENTO
É FACULTATIVA a ocorrência
É FACULTATIVA a ocorrência do direito
do direito de arrependimento
de arrependimento que DEPENDE
que DEPENDE DE PREVISÃO
DE PREVISÃO EXPRESSA no Quadro
EXPRESSA no Quadro Resumo e,
Resumo e, também, no contrato,
também, no contrato, entretanto,
entretanto, SEMPRE OCORRERÁ em
SEMPRE OCORRERÁ em caso de
caso de assinatura da compra e venda
assinatura da compra e venda
em ESTANDE DE VENDAS ou FORA
em ESTANDE DE VENDAS ou FORA
DA SEDE DO INCORPORADOR OU
DA SEDE DO INCORPORADOR OU
ESTABELECIMENTO COMERCIAL.
ESTABELECIMENTO COMERCIAL.
Art. 67-A . Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador, me-
diante distrato ou resolução por INADIMPLEMENTO ABSOLUTO DE OBRIGAÇÃO DO ADQUIRENTE,
este fará jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas
com base no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço
do imóvel, delas deduzidas, cumulativamente:
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I – a integralidade da comissão de corretagem;
II – a PENA CONVENCIONAL, que NÃO PODERÁ EXCEDER A 25% (VINTE E CINCO POR CENTO) DA
QUANTIA PAGA.
§ 5º Quando a incorporação estiver submetida ao REGIME DO PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO, de que
tratam os arts. 31-A a 31-F desta Lei, o incorporador restituirá os valores pagos pelo adquirente,
deduzidos os valores descritos neste artigo e atualizados com base no índice contratualmente esta-
belecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel, no prazo máximo de 30 (trinta)
dias após o habite-se ou documento equivalente expedido pelo órgão público municipal competen-
te, admitindo-se, nessa hipótese, que a pena referida no inciso II do caput deste artigo seja estabe-
lecida ATÉ O LIMITE DE 50% (CINQUENTA POR CENTO) DA QUANTIA PAGA.
Cabe ressaltar que, atualmente, em face dos benefícios do regime especial de tributação,
conforme estudado na instituição do patrimônio de afetação, é raro um empreendimento ser
incorporado sem averbação do patrimônio de afetação, em função dos benefícios oferecidos.
A questão deve ser resolvida conforme o art. 67-A da Lei n. 4.591/1965, introduzido pela lei n.
13786/2018:
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§ 5º Quando a incorporação estiver submetida ao regime do patrimônio de afetação, de que tratam
os arts. 31-A a 31-F desta Lei, o incorporador restituirá os valores pagos pelo adquirente, deduzidos
os valores descritos neste artigo e atualizados com base no índice contratualmente estabelecido
para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel, no prazo máximo de 30 (trinta) dias
após o habite-se ou documento equivalente expedido pelo órgão público municipal competente, ad-
mitindo-se, nessa hipótese, que a pena referida no inciso II do caput deste artigo seja estabelecida
até o limite de 50% (cinquenta por cento) da quantia paga.
Nos termos do artigo 67-A da Lei 4.591/64, Caio fará jus à restituição da quantia paga, atualiza-
da com base no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas
do preço do imóvel, mas com dedução dos valores da correção de comissão de corretagem e
da pena convencional, que pode ser de até 50% dos valores pagos, ressaltando que o empre-
endimento está sujeito ao regime de afetação.
Letra c.
Agora veja uma diferença bem sútil que vai modificar o valor da multa (pena convencional
estabelecida).
a) Errada. Consoante a disposição prevista no artigo 67-A, caput, da Lei 4.591/64, na hipótese
de desfazimento do contrato, José fará jus a parte do valor que foi pago, deduzidas algumas
despesas, vejamos:
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no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
delas deduzidas, cumulativamente:
Desse modo, é incorreta a retenção de todos os valores por parte da incorporadora imobiliária.
b) Certa. Trata-se da exata previsão contida no artigo 67-A, inciso II, da referida lei, in verbis:
d) Errada. Não é necessário que a incorporadora comprove o prejuízo para exigir a pena con-
vencional, vide artigo 67-A, § 1º da Lei 4.591/64, observe:
Art. 67-A. § 1º Para exigir a pena convencional, não é necessário que o incorporador alegue prejuízo.
Art. 67-A. § 2º Em função do período em que teve disponibilizada a unidade imobiliária, responde
ainda o adquirente, em caso de resolução ou de distrato, sem prejuízo do disposto no caput e no §
1º deste artigo, pelos seguintes valores:
III - valor correspondente à fruição do imóvel, equivalente à 0,5% (cinco décimos por cento) sobre o
valor atualizado do contrato, pro rata die;
Letra b.
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cento), incidente, porém, sobre o valor atualizado do contrato, e não sobre o total pago pelo
comprador. Assim, na aquisição de lotes, a multa cobrada, apesar de possuir um limite menor,
terá como base de cálculo o valor atualizado do imóvel e, não, simplesmente, o que foi pago
até então, o que poderá resultar, em alguns casos, em perda integral dos valores pagos. Veja-
mos a previsão legal:
Art. 32-A. Em caso de resolução contratual por fato imputado ao adquirente, respeitado o disposto
no § 2º deste artigo, deverão ser restituídos os valores pagos por ele, atualizados com base no
índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
podendo ser descontados dos valores pagos os seguintes itens:
II – o montante devido por cláusula penal e despesas administrativas, inclusive arras ou sinal, LIMI-
TADO A UM DESCONTO DE 10% (DEZ POR CENTO) do valor atualizado do contrato;
7.4.5. Multa por Atraso na Entrega e Multa por Rescisão do Contrato por Culpa
do Incorporador
A Lei do Distrato estabeleceu o prazo de tolerância de 180 dias para a conclusão das obras
e entrega das unidades aos compradores. Se porventura esse prazo não for obedecido, a lei
também estabeleceu multa por atraso na entrega das unidades caso ultrapassado tal prazo.
Assim, será devida, pela incorporadora ao comprador, indenização de 1% (um por cento) do
valor efetivamente já pago para cada mês de atraso, pro rata die, corrigido monetariamente
conforme índice estipulado em contrato (artigo 43-A, §2º, da Lei 4.591/1964). Vejamos essa
previsão legal:
Art. 43-A. A entrega do imóvel em até 180 (cento e oitenta) dias corridos da data estipulada contra-
tualmente como data prevista para conclusão do empreendimento, desde que expressamente pac-
tuado, de forma clara e destacada, não dará causa à resolução do contrato por parte do adquirente
§ 2º Na hipótese de a entrega do imóvel estender-se por prazo superior àquele previsto no caput
deste artigo, e não se tratar de resolução do contrato, será devida ao adquirente adimplente, por
ocasião da entrega da unidade, INDENIZAÇÃO DE 1% (UM POR CENTO) do valor efetivamente pago
à incorporadora, para cada mês de atraso, pro rata die , corrigido monetariamente conforme índice
estipulado em contrato.
Art. 43-A. A entrega do imóvel em até 180 (cento e oitenta) dias corridos da data estipulada contra-
tualmente como data prevista para conclusão do empreendimento, desde que expressamente pac-
tuado, de forma clara e destacada, não dará causa à resolução do contrato por parte do adquirente
§ 1º Se a entrega do imóvel ultrapassar o prazo estabelecido no caput deste artigo, desde que o
adquirente não tenha dado causa ao atraso, poderá ser promovida por este a resolução do contrato,
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sem prejuízo da DEVOLUÇÃO DA INTEGRALIDADE DE TODOS OS VALORES PAGOS E DA MULTA
ESTABELECIDA, em até 60 (sessenta) dias corridos contados da resolução, corrigidos nos termos
do § 8º do art. 67-A desta Lei.
A questão deve ser resolvida conforme a Lei 4.591/64, em seu artigo 67-A, VI, incluído pela Lei
13.786/2016, cujas afirmações estão devidamente destacadas abaixo:
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I – quantias correspondentes aos impostos reais incidentes sobre o imóvel;
II – cotas de condomínio e contribuições devidas a associações de moradores;
III – VALOR CORRESPONDENTE À FRUIÇÃO DO IMÓVEL, EQUIVALENTE À 0,5% (CINCO DÉCIMOS
POR CENTO) SOBRE O VALOR ATUALIZADO DO CONTRATO, PRO RATA DIE ;
IV – demais encargos incidentes sobre o imóvel e despesas previstas no contrato.
§ 3º Os débitos do adquirente correspondentes às deduções de que trata o § 2º deste artigo pode-
rão ser pagos mediante compensação com a quantia a ser restituída.
§ 4º Os descontos e as retenções de que trata este artigo, após o desfazimento do contrato, estão
limitados aos valores efetivamente pagos pelo adquirente, salvo em relação às quantias relativas à
fruição do imóvel.
§ 5º Quando a incorporação estiver submetida ao REGIME DO PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO, de que
tratam os arts. 31-A a 31-F desta Lei, o incorporador restituirá os valores pagos pelo adquirente,
deduzidos os valores descritos neste artigo e atualizados com base no índice contratualmente esta-
belecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel, no prazo máximo de 30 (trinta)
dias após o habite-se ou documento equivalente expedido pelo órgão público municipal competen-
te, admitindo-se, nessa hipótese, que a pena referida no inciso II do caput deste artigo seja ESTABE-
LECIDA ATÉ O LIMITE DE 50% (CINQUENTA POR CENTO) DA QUANTIA PAGA
Letra a.
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lá no fórum. Estou esperando você lá no Fórum! Estudaaaaa!!!!
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RESUMO
Nesta aula, você deve fixar os seguintes pontos:
• PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO: é o conjunto de bens, direitos e obrigações formado com
um determinado fim, sem qualquer possibilidade de desvio dessa finalidade. O patrimô-
nio afetado não se comunica com os demais bens, direitos e obrigações do patrimônio
geral da empresa incorporadora e responde tão-somente pelas dívidas e obrigações vin-
culadas àquela incorporação imobiliária. Cabe ressaltar que a instituição do patrimônio
de afetação é uma DISCRICIONARIEDADE do incorporador.
• INSTITUIÇÃO DO PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO: ocorre por meio de AVERBAÇÃO no RE-
GISTRO DE IMÓVEIS de termo firmado pelo incorporador, conforme o art. 31-A da Lei n.
4.591/1964, inserido pela Lei 10931/2004.
• INCOMUNICABILIDADE: A afetação garante uma proteção jurídica eficaz a cada incor-
poração, que se torna INCOMUNICÁVEL com os demais negócios da empresa incorpo-
radora.
• EXCLUÍDOS DO PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO: 1) Recursos que excederem a importância
necessária à construção da obra, incluído o valor de eventual financiamento da cons-
trução + 2) O preço da fração ideal de terreno, em caso de incorporação em que seja
contratada a por empreitada ou por administração.
• EXTINÇÃO DO PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO: 1)Averbação da Construção + 2)Registra-
do, em nome dos compradores, os contratos de venda, promessa de venda ou outros
tipos de contrato utilizados na comercialização + 3)Comprovante de quitação de dívida
do financiamento da construção, mediante pagamento em espécie ou repasse aos com-
pradores.
• FALÊNCIA: SE PORVENTURA OCORRER A FALÊNCIA DA INCORPORADORA, ou, se pes-
soa física, insolvência civil do incorporador, os efeitos da falência/insolvência NÃO
ATINGEM os patrimônios de afetação.
• REGIME ESPECIAL DE TRIBUTAÇÃO: é uma forma simplificada de antecipação de im-
postos e contribuições federais para as incorporações imobiliárias, que também exclui
terrenos e acessões objeto da incorporação imobiliária da responsabilidade por dívidas
tributárias da incorporadora relativa a certos tributos. Para cada incorporação submeti-
da ao regime especial de tributação, a incorporadora ficará sujeita ao pagamento equi-
valente a 4% (QUATRO POR CENTO) da RECEITA MENSAL RECEBIDA, o qual correspon-
derá ao pagamento mensal unificado do seguinte imposto e contribuições: IRPJ, PIS/
PASEP, CSLL, COFINS.
• FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO: Antes da Lei n. 10.931/2004, as únicas fontes de re-
cursos para o financiamento imobiliário eram a Caderneta de Poupança e o Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Desta forma, era necessária uma dinamização
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do mercado imobiliário para atrair outros investidores com carteiras mais adequadas às
operações de longo prazo, sendo criadas a LETRA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO, CÉDULA
DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO e CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO.
• LETRA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO: é um título de renda fixa emitido com objetivo de
levantar recursos para aplicação em investimentos no setor imobiliário, incluindo aí fi-
nanciamentos e projetos de reforma e construção.
• LCI PODE SER EMITIDA por bancos comerciais, bancos múltiplos, públicos e privados,
desde que sejam instituições AUTORIZADAS pelo Banco Central a realizar operações de
crédito imobiliário. A LCI será emitida sob a forma nominativa, podendo ser transferível
mediante endosso em preto. A LCI poderá ser emitida sob a forma escritural, por meio
do lançamento em sistema eletrônico do emissor, e deverá ser registrada ou depositada
em entidade autorizada pelo Banco Central do Brasil a exercer a atividade de registro ou
de depósito centralizado de ativos financeiros.
• A LCI poderá contar com garantia fidejussória adicional de instituição financeira.
• CÉDULA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO (CCI): consiste em uma forma de repasse de uma
dívida de imóvel a terceiro interessado em comprá-la. A CCI é emitida pelo credor do cré-
dito imobiliário, podendo representar a integralidade do crédito ou somente uma parte.
O terceiro interessado recebe o dinheiro que será pago pelo devedor em parcelas com
juros, lucrando com juros.
• CCI poderá ser emitida com ou sem garantia, real ou fidejussória, sob a forma escritural
ou cartular (cartorária). O registro da cédula cartorária deve ser feito no Cartório de Re-
gistro de Imóveis cabível, onde ela será averbada na matrícula do imóvel.
• A emissão e a negociação de CCI independe de autorização do devedor do crédito imo-
biliário que ela representa.
• CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO (CCB): representa uma promessa de pagamento em
dinheiro, estabelecendo uma relação jurídica entre credor e devedor, emitida por pessoa
física ou jurídica, em favor de instituição financeira ou de entidade equiparada obrigato-
riamente pertencente ao Sistema Financeiro Nacional.
• Cédula de Crédito Bancário poderá ser emitida, com ou sem garantia, real ou fidejussó-
ria, cedularmente constituída. Cédula de Crédito Bancário pode ser transferida mediante
endosso em preto. A garantia da Cédula de Crédito Bancário poderá ser fidejussória ou
real, neste último caso constituído por bem patrimonial, cuja titularidade pertença ao
próprio emitente ou a terceiro garantidor da obrigação principal. Os bens constitutivos
de garantia pignoratícia ou objeto de alienação fiduciária poderão, a critério do credor,
permanecer sob a posse direta do emitente ou do terceiro prestador da garantia. Cédula
de Crédito Bancário poderá ser protestada por indicação, desde que o credor apresente
declaração de posse da sua única via negociável, inclusive no caso de protesto parcial.
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MAPAS MENTAIS
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Promessa de
pagamento
Renda fixa
Repasse de uma em dinheiro,
Tipo (rentabilidade
dívida imobiliária estabelecendo uma
previsível)
relação jurídica entre
credor e devedor
Classificação
quanto à Nominativa Nominativa Nominativa
circulação
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O pagamento da restituição ao
adquirente ocorrerá:
1) Caso a incorporação ESTEJA
SUBMETIDA AO REGIME DO
PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO, no
prazo máximo de 30 (trinta) dias
após o habite-se ou documento
O pagamento da restituição ocorrerá
equivalente, expedido pelo órgão
EM ATÉ 12 (DOZE) PARCELAS
público municipal competente,
MENSAIS, no prazo de carência:
admitindo-se, nessa hipótese, que a
1) EM LOTEAMENTOS COM OBRAS
multa seja estabelecida até o limite
EM ANDAMENTO: no prazo máximo
de 50% (cinquenta por cento) da
de 180 (cento e oitenta) dias após
quantia paga;
o prazo previsto em contrato para
conclusão das obras; ou
2) Caso a incorporação NÃO
2) EM LOTEAMENTOS COM OBRAS
ESTEJA SUBMETIDA AO REGIME DO
CONCLUÍDAS: no prazo máximo de
PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO, após o
12 (doze) meses após a formalização
prazo de 180 (cento e oitenta) dias,
da rescisão contratual.
contado da data do desfazimento do
contrato; ou
3) Caso ocorra a revenda da unidade
antes de transcorridos os prazos
acima, o valor remanescente devido
ao adquirente será pago em até 30
(trinta) dias da revenda.
DIREITO DE ARREPENDIMENTO
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EXERCÍCIOS
001. (IESES/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/TJRO/2021/ADAPTADA)
A critério do incorporador, a incorporação poderá ser submetida ao regime da afetação, pelo
qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os demais bens
e direitos a ela vinculados, manter-se-ão apartados do patrimônio do incorporador e consti-
tuirão patrimônio de afetação, destinado à consecução da incorporação correspondente e à
entrega das unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes. De acordo com o tema julgue
a afirmativa:
O incorporador não responde pelos prejuízos que causar ao patrimônio de afetação.
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Os bens e direitos integrantes do patrimônio de afetação não poderão ser objeto de garan-
tia real em operação de crédito mesmo que o produto seja integralmente destinado à conse-
cução da edificação correspondente e à entrega das unidades imobiliárias aos respectivos
adquirentes.
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A cédula de crédito bancário é título de crédito emitido exclusivamente por pessoa jurídica em
favor de instituição financeira, representando promessa de pagamento em dinheiro, decorrente
de operação de crédito, de qualquer modalidade prevista em lei.
023. (INÉDITA/2022) Acerca das alterações trazidas pela Lei n. 13.786/2018, no caso de des-
fazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador, mediante distrato ou
resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, a pena convencional não
poderá exceder:
a) 10% da quantia paga.
b) 15% da quantia paga.
c) 20% da quantia paga.
d) 25% da quantia paga.
e) 30% da quantia paga.
024. (INÉDITA/2022) Com vistas à Lei n. 13.786/2018, em caso de resolução contratual por
fato imputado ao adquirente deverão ser restituídos os valores pagos por ele, atualizados com
base no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço
do imóvel, podendo ser descontados dos valores pagos os seguintes itens, EXCETO:
a) os valores correspondentes à eventual fruição do imóvel, até o equivalente a 0,75% (setenta
e cinco centésimos por cento) sobre o valor atualizado do contrato, cujo prazo será contado a
partir da data da transmissão da posse do imóvel ao adquirente até sua restituição ao loteador.
b) o montante devido por cláusula penal e despesas administrativas, inclusive arras ou sinal,
limitado a um desconto de 50% (cinquenta por cento) do valor atualizado do contrato.
c) os encargos moratórios relativos às prestações pagas em atraso pelo adquirente.
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025. (INÉDITA/2022) Sobre as alterações trazidas pela Lei 13.786/18, julgue o item:
A entrega do imóvel em até 180 (cento e oitenta) dias corridos da data estipulada contratu-
almente como data prevista para conclusão do empreendimento, desde que expressamente
pactuado, de forma clara e destacada, não dará causa à resolução do contrato por parte do
adquirente nem ensejará o pagamento de qualquer penalidade pelo incorporador.
026. (INÉDITA/2022) Sobre as alterações trazidas pela Lei 13.786/18, julgue o item:
Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador, median-
te distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará jus
à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador.
027. (INÉDITA/2022) Sobre as alterações trazidas pela Lei 13.786/18, julgue o item:
Caso ocorra a revenda da unidade antes de transcorrido o prazo o valor remanescente devido
ao adquirente será pago em até 30 (trinta) dias da revenda.
028. (INÉDITA/2022) Sobre as alterações trazidas pela Lei 13.786/18, julgue o item:
No prazo de 60 (sessenta) dias, contado da constituição em mora, fica o loteador obrigado a
alienar o imóvel mediante leilão judicial ou extrajudicial.
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030. (INÉDITA/2022) Com vistas à Lei n. 13.786/2018, em caso de resolução contratual por
fato imputado ao adquirente, será cobrada pena convencional, que não poderá exceder a 25%
(vinte e cinco por cento) da quantia paga, em quaisquer situação.
031. (INÉDITA/2022) Com vistas à Lei n. 13.786/2018, não há previsão legal de indenização
por fato imputado à incorporadora.
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GABARITO
1. E
2. C
3. C
4. E
5. C
6. d
7. C
8. E
9. E
10. C
11. E
12. C
13. C
14. C
15. E
16. E
17. E
18. E
19. E
20. C
21. C
22. C
23. d
24. b
25. C
26. C
27. C
28. C
29. a
30. E
31. E
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GABARITO COMENTADO
001. (IESES/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/TJRO/2021/ADAPTADA)
A critério do incorporador, a incorporação poderá ser submetida ao regime da afetação, pelo
qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os demais bens
e direitos a ela vinculados, manter-se-ão apartados do patrimônio do incorporador e consti-
tuirão patrimônio de afetação, destinado à consecução da incorporação correspondente e à
entrega das unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes. De acordo com o tema julgue
a afirmativa:
O incorporador não responde pelos prejuízos que causar ao patrimônio de afetação.
Conforme o Art. 31-A, §2º da Lei 4.591/64, cuja redação foi introduzida pela lei 10.931/2004:
(...) §2 O incorporador responde pelos prejuízos que causar ao patrimônio de afetação.
Errado.
Conforme o Art. 31-A, §1º da Lei 4.591/64, cuja redação foi introduzida pela lei 10.931/2004:
O patrimônio de afetação não se comunica com os demais bens, direitos e obrigações do pa-
trimônio geral do incorporador ou de outros patrimônios de afetação por ele constituídos e só
responde por dívidas e obrigações vinculadas à incorporação respectiva.
Certo.
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entrega das unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes. De acordo com o tema julgue
a afirmativa:
Os recursos financeiros integrantes do patrimônio de afetação serão utilizados para pagamen-
to ou reembolso das despesas inerentes à incorporação.
Conforme o Art. 31-A, §6º da Lei 4.591/64, cuja redação, cuja redação foi introduzida pela lei
10.931/2004: Os recursos financeiros integrantes do patrimônio de afetação serão utilizados
para pagamento ou reembolso das despesas inerentes à incorporação.
Certo.
Conforme o Art. 31, §3º da Lei 4.591/64, cuja redação, cuja redação foi introduzida pela lei
10.931/2004 Os bens e direitos integrantes do patrimônio de afetação somente poderão ser
objeto de garantia real em operação de crédito cujo produto seja integralmente destinado à
consecução da edificação correspondente e à entrega das unidades imobiliárias aos respecti-
vos adquirentes.
Errado.
Conforme Art. 27-A da Lei 10931/04. A Cédula de Crédito Bancário poderá ser emitida sob a
forma escritural, por meio do lançamento em sistema eletrônico de escrituração.
Certo.
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Conforme art. 41 da Lei 10.931/2004: A Cédula de Crédito Bancário PODERÁ SER PROTESTA-
DA por indicação, DESDE QUE o CREDOR apresente declaração de posse da sua ÚNICA VIA
NEGOCIÁVEL, INCLUSIVE no caso de protesto PARCIAL.
Certo.
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Conforme art. 41 da Lei 10.931/2004: A Cédula de Crédito Bancário PODERÁ SER PROTESTA-
DA inclusive por INDICAÇÃO.
Errado.
Art. 44. Aplica-se às Cédulas de Crédito Bancário, no que não contrariar o disposto nesta Lei, a legis-
lação cambial, dispensado o protesto para garantir o direito de cobrança contra endossantes, seus
avalistas e terceiros garantidores.
Errado.
Conforme art. 31-A, § 1º da Lei 10.931/04, incluído pela lei n. 10.931/04, o patrimônio de afe-
tação não se comunica com os demais bens:
Art. 31-A. A critério do incorporador, a incorporação poderá ser submetida ao regime da afetação,
pelo qual o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os demais bens
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e direitos a ela vinculados, manter-se-ão apartados do patrimônio do incorporador e constituirão
patrimônio de afetação, destinado à consecução da incorporação correspondente e à entrega das
unidades imobiliárias aos respectivos adquirentes.
§ 1ºO patrimônio de afetação não se comunica com os demais bens, direitos e obrigações do patri-
mônio geral do incorporador ou de outros patrimônios de afetação por ele constituídos e só respon-
de por dívidas e obrigações vinculadas à incorporação respectiva.
Certo.
Conforme art. 31 F da Lei 10.931/04, incluído pela lei n. 10.931/04, os efeitos da falência ou da
insolvência não atingem os patrimônios de afetação constituídos:
Art. 31-F. Os efeitos da decretação da falência ou da insolvência civil do incorporador não atingem
os patrimônios de afetação constituídos, não integrando a massa concursal o terreno, as acessões
e demais bens, direitos creditórios, obrigações e encargos objeto da incorporação.
Errado.
Art. 26. A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito emitido, por pessoa física ou jurídica, em
favor de instituição financeira ou de entidade a esta equiparada, representando promessa de paga-
mento em dinheiro, decorrente de operação de crédito, de qualquer modalidade.
Certo.
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Art. 33. O bem constitutivo da garantia deverá ser descrito e individualizado de modo que permita
sua fácil identificação
Certo.
Art. 41. A Cédula de Crédito Bancário poderá ser protestada por indicação, desde que o credor apre-
sente declaração de posse da sua única via negociável, inclusive no caso de protesto parcial.
Certo.
Nos termos do Art. 15, § 2º da lei 10931/2004, O crédito imobiliário caucionado poderá ser
substituído por outro crédito da mesma natureza por iniciativa do emitente da LCI, nos ca-
sos de liquidação ou vencimento antecipados do crédito, ou por solicitação justificada do cre-
dor da letra.
Errado.
Nos termos do Art. 12, §2º da lei 10931/2004: A critério do CREDOR, poderá ser dispensada
a emissão de certificado, devendo a LCI sob a forma escritural ser registrada em sistemas de
registro e liquidação financeira de títulos privados autorizados pelo Banco Central do Brasil.
Errado.
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Conforme Art. 15, § 1º da lei 10931/2004, A LCI não poderá ter prazo de vencimento superior
ao prazo de quaisquer dos créditos imobiliários que lhe servem de lastro.
Errado.
Conforme Art. 12, § 1º da lei 10931/2004, A LCI será emitida sob a forma nominativa, podendo
ser transferível mediante endosso em preto, e conterá:
Errado.
Conforme art. 26 da lei 10931/2004. A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito emitido,
por pessoa física ou jurídica, em favor de instituição financeira ou de entidade a esta equipa-
rada, representando promessa de pagamento em dinheiro, decorrente de operação de crédito,
de qualquer modalidade.
Errado.
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A letra de crédito imobiliário poderá contar com garantia fidejussória adicional de instituição
financeira.
Nos termos do Art. 14, Lei n. 10.931/04: A LCI poderá contar com garantia fidejussória adicio-
nal de instituição financeira.
Certo.
Conforme art. 15, § 1º, Lei n. 10.931/04: A LCI poderá ser garantida por um ou mais créditos
imobiliários, mas a soma do principal das LCI emitidas não poderá exceder o valor total dos
créditos imobiliários em poder da instituição emitente. § 1º A LCI não poderá ter prazo de
vencimento superior ao prazo de quaisquer dos créditos imobiliários que lhe servem de lastro.
Certo.
Nos termos do Art. 13, Lei n. 10.931/04: A LCI poderá ser atualizada mensalmente por índice
de preços, desde que emitida com prazo mínimo de trinta e seis meses.
Errado.
023. (INÉDITA/2022) Acerca das alterações trazidas pela Lei n. 13.786/2018, no caso de des-
fazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador, mediante distrato ou
resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, a pena convencional não
poderá exceder:
a) 10% da quantia paga.
b) 15% da quantia paga.
c) 20% da quantia paga.
d) 25% da quantia paga.
e) 30% da quantia paga.
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024. (INÉDITA/2022) Com vistas à Lei n. 13.786/2018, em caso de resolução contratual por
fato imputado ao adquirente deverão ser restituídos os valores pagos por ele, atualizados com
base no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço
do imóvel, podendo ser descontados dos valores pagos os seguintes itens, EXCETO:
a) os valores correspondentes à eventual fruição do imóvel, até o equivalente a 0,75% (setenta
e cinco centésimos por cento) sobre o valor atualizado do contrato, cujo prazo será contado a
partir da data da transmissão da posse do imóvel ao adquirente até sua restituição ao loteador.
b) o montante devido por cláusula penal e despesas administrativas, inclusive arras ou sinal,
limitado a um desconto de 50% (cinquenta por cento) do valor atualizado do contrato.
c) os encargos moratórios relativos às prestações pagas em atraso pelo adquirente.
d) os débitos de impostos sobre a propriedade predial e territorial urbana, contribuições con-
dominiais, associativas ou outras de igual natureza que sejam a estas equiparadas e tarifas
vinculadas ao lote, bem como tributos, custas e emolumentos incidentes sobre a restituição
e/ou rescisão.
e) a comissão de corretagem, desde que integrada ao preço do lote.
A questão deve ser resolvida à luz do art. 32-A da Lei 6.766/1979, que foi incluído por meio da
lei n. 13.786/2018:
Art. 32-A. Em caso de resolução contratual por fato imputado ao adquirente, respeitado o disposto
no § 2º deste artigo, deverão ser restituídos os valores pagos por ele, atualizados com base no
índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel,
podendo ser descontados dos valores pagos os seguintes itens:
I – os valores correspondentes à eventual fruição do imóvel, até o equivalente a 0,75% (setenta e
cinco centésimos por cento) sobre o valor atualizado do contrato, cujo prazo será contado a partir
da data da transmissão da posse do imóvel ao adquirente até sua restituição ao loteador;
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II – o montante devido por cláusula penal e despesas administrativas, inclusive arras ou sinal, limi-
tado a um desconto de 10% (dez por cento) do valor atualizado do contrato;
III – os encargos moratórios relativos às prestações pagas em atraso pelo adquirente;
IV – os débitos de impostos sobre a propriedade predial e territorial urbana, contribuições condomi-
niais, associativas ou outras de igual natureza que sejam a estas equiparadas e tarifas vinculadas
ao lote, bem como tributos, custas e emolumentos incidentes sobre a restituição e/ou rescisão;
V – a comissão de corretagem, desde que integrada ao preço do lote.
§ 1º O pagamento da restituição ocorrerá em até 12 (doze) parcelas mensais, com início após o
seguinte prazo de carência:
I – em loteamentos com obras em andamento: no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias após
o prazo previsto em contrato para conclusão das obras;
II – em loteamentos com obras concluídas: no prazo máximo de 12 (doze) meses após a formaliza-
ção da rescisão contratual.
§ 2º Somente será efetuado registro do contrato de nova venda se for comprovado o início da resti-
tuição do valor pago pelo vendedor ao titular do registro cancelado na forma e condições pactuadas
no distrato, dispensada essa comprovação nos casos em que o adquirente não for localizado ou não
tiver se manifestado, nos termos do art. 32 desta Lei.
§ 3º O procedimento previsto neste artigo não se aplica aos contratos e escrituras de compra e ven-
da de lote sob a modalidade de alienação fiduciária nos termos da Lei n. 9.514, de 20 de novembro
de 1997 .
025. (INÉDITA/2022) Sobre as alterações trazidas pela Lei 13.786/18, julgue o item:
A entrega do imóvel em até 180 (cento e oitenta) dias corridos da data estipulada contratu-
almente como data prevista para conclusão do empreendimento, desde que expressamente
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pactuado, de forma clara e destacada, não dará causa à resolução do contrato por parte do
adquirente nem ensejará o pagamento de qualquer penalidade pelo incorporador.
Art. 43-A. A entrega do imóvel em até 180 (cento e oitenta) dias corridos da data estipulada contra-
tualmente como data prevista para conclusão do empreendimento, desde que expressamente pac-
tuado, de forma clara e destacada, não dará causa à resolução do contrato por parte do adquirente
nem ensejará o pagamento de qualquer penalidade pelo incorporador.
Certo.
026. (INÉDITA/2022) Sobre as alterações trazidas pela Lei 13.786/18, julgue o item:
Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador, median-
te distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de obrigação do adquirente, este fará jus
à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador.
027. (INÉDITA/2022) Sobre as alterações trazidas pela Lei 13.786/18, julgue o item:
Caso ocorra a revenda da unidade antes de transcorrido o prazo o valor remanescente devido
ao adquirente será pago em até 30 (trinta) dias da revenda.
Art. 67-A, §7º Caso ocorra a revenda da unidade antes de transcorrido o prazo a que se referem os
§§ 5º ou 6º deste artigo, o valor remanescente devido ao adquirente será pago em até 30 (trinta)
dias da revenda.
Certo.
028. (INÉDITA/2022) Sobre as alterações trazidas pela Lei 13.786/18, julgue o item:
No prazo de 60 (sessenta) dias, contado da constituição em mora, fica o loteador obrigado a
alienar o imóvel mediante leilão judicial ou extrajudicial.
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DIREITO CIVIL
Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro
Art. 34, §2º No prazo de 60 (sessenta) dias, contado da constituição em mora, fica o loteador, na
hipótese do caput deste artigo, obrigado a alienar o imóvel mediante leilão judicial ou extrajudicial,
nos termos da Lei n. 9.514, de 20 de novembro de 1997
Certo.
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DIREITO CIVIL
Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro
030. (INÉDITA/2022) Com vistas à Lei n. 13.786/2018, em caso de resolução contratual por
fato imputado ao adquirente, será cobrada pena convencional, que não poderá exceder a 25%
(vinte e cinco por cento) da quantia paga, em quaisquer situação.
Com a publicação da lei do distrato, será cobrado, na incorporação imobiliária, de até 25% (vin-
te e cinco por cento) dos valores pagos nos empreendimentos “COMUNS” e de até 50% (cin-
quenta por cento) naqueles empreendimentos sob o REGIME DE PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO
(artigo 67-A da Lei 4.591/1964). Vejamos tal previsão legal:
Art. 67-A . Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o incorporador, me-
diante distrato ou resolução por INADIMPLEMENTO ABSOLUTO DE OBRIGAÇÃO DO ADQUIRENTE,
este fará jus à restituição das quantias que houver pago diretamente ao incorporador, atualizadas
com base no índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço
do imóvel, delas deduzidas, cumulativamente:
I – a integralidade da comissão de corretagem;
II – a PENA CONVENCIONAL, que NÃO PODERÁ EXCEDER A 25% (VINTE E CINCO POR CENTO) DA
QUANTIA PAGA.
§ 5º Quando a incorporação estiver submetida ao REGIME DO PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO, de que
tratam os arts. 31-A a 31-F desta Lei, o incorporador restituirá os valores pagos pelo adquirente,
deduzidos os valores descritos neste artigo e atualizados com base no índice contratualmente esta-
belecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel, no prazo máximo de 30 (trinta)
dias após o habite-se ou documento equivalente expedido pelo órgão público municipal competen-
te, admitindo-se, nessa hipótese, que a pena referida no inciso II do caput deste artigo seja estabe-
lecida ATÉ O LIMITE DE 50% (CINQUENTA POR CENTO) DA QUANTIA PAGA.
Errado.
031. (INÉDITA/2022) Com vistas à Lei n. 13.786/2018, não há previsão legal de indenização
por fato imputado à incorporadora.
Além da multa, a lei do distrato também passou a facultar ao comprador a resolução do con-
trato por culpa da incorporadora caso desrespeitado o prazo de tolerância para a entrega das
unidades (artigo 43-A, §1º, da Lei 4.591/1964).
Art. 43-A. A entrega do imóvel em até 180 (cento e oitenta) dias corridos da data estipulada contra-
tualmente como data prevista para conclusão do empreendimento, desde que expressamente pac-
tuado, de forma clara e destacada, não dará causa à resolução do contrato por parte do adquirente
§ 1º Se a entrega do imóvel ultrapassar o prazo estabelecido no caput deste artigo, desde que o
adquirente não tenha dado causa ao atraso, poderá ser promovida por este a resolução do contrato,
sem prejuízo da DEVOLUÇÃO DA INTEGRALIDADE DE TODOS OS VALORES PAGOS E DA MULTA
ESTABELECIDA, em até 60 (sessenta) dias corridos contados da resolução, corrigidos nos termos
do § 8º do art. 67-A desta Lei.
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DIREITO CIVIL
Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro
Desta forma, se a incorporada exceder o prazo de entrega das unidades ao comprador, facul-
ta-se ao comprador a resolução do contrato com direito à devolução da INTEGRALIDADE DE
TODOS OS VALORES PAGOS E DA MULTA ESTABELECIDA - de até 25% (vinte e cinco por cen-
to) dos valores pagos nos empreendimentos “COMUNS” e de até 50% (cinquenta por cento)
naqueles empreendimentos sob o REGIME DE PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO.
Errado.
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Lei n. 10.931/2004 e Lei n. 13.786/2018
Antônio Alex Pinheiro
REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal,
1988.
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Antônio Alex Pinheiro
Doutorando em Direito pelo UniCEUB; mestre pela UnB; bacharel em Direito e Engenharia Elétrica pela
UnB. Possui licenciatura em Física; pós-graduação em Direito Notarial e Registral, Direito Processual Civil
e Gestão Pública. Atua como advogado voluntário no Núcleo Cível de Tribunais Superiores da Defensoria
Pública do DF. Servidor público federal aprovado em vários concursos públicos.
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