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Obrigações no Direito Civil: Parte I

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DIREITO CIVIL

Obrigações – Parte I

SISTEMA DE ENSINO

Livro Eletrônico
DIREITO CIVIL
Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

Sumário
Apresentação......................................................................................................................................................................3
Obrigações – Parte I.. ......................................................................................................................................................5
1. Noções de Direito das Obrigações. . ....................................................................................................................5
1.1. Fonte da Obrigação.. .................................................................................................................................................7
1.2. Estrutura da Relação Obrigacional................................................................................................................7
2. Modalidades das Obrigações. . ..............................................................................................................................8
2.1. Classificação Considerando a Obrigação em si ou Objeto................................................................8
2.2. Classificação Quanto aos Elementos Constitutivos da Obrigação. .........................................18
3. Transmissão das Obrigações. . ............................................................................................................................31
3.1. Cessão de Crédito.. .................................................................................................................................................31
3.2. Cessão de Débito ou Assunção de Dívida. ..............................................................................................35
3.3. Cessão de Contrato ou Posição Contratual..........................................................................................38
Resumo................................................................................................................................................................................39
Mapas Mentais. . ..............................................................................................................................................................43
Questões de Concurso................................................................................................................................................45
Gabarito...............................................................................................................................................................................58
Gabarito Comentado.................................................................................................................................................... 59
Referências........................................................................................................................................................................ 88

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Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

Apresentação
Olá, querido(a) aluno(a), tudo bem?
Sou o Professor Antônio Alex Pinheiro.
Sou graduado em Engenharia Elétrica e Direito pela UnB, com Mestrado também pela UnB,
cursando atualmente o Doutorado em Direito pelo UniCeub. Possuo pós-graduação em Direito
Processual Civil, em Direito Notarial e Registral e em Gestão Pública. Também finalizei o curso
de graduação de licenciatura em Física.
Minha experiência com concursos públicos começou no ano de 2.003 e continua até en-
tão, nessa trajetória fui aprovado nos concursos públicos da Caixa Econômica Federal, Polícia
Rodoviária Federal, Polícia Federal, Curso de Oficial da PMDF, professor da Secretaria de Edu-
cação do Distrito Federal, professor do Instituto Federal de Brasília e Anatel. Atualmente ocupo
o cargo de Especialista em Regulação na Anatel. Recentemente logrei êxito na aprovação para
o cargo de Notário e Registrador dos Tribunais de Justiça do Ceará e do Amazonas, quando
aprofundei meus estudos em relação ao Direito Civil. No concurso para o cargo de Notário ou
Registrador, o conteúdo de Direito Civil tem um peso extremamente importante nas três fases:
prova objetiva, prova discursiva e prova oral.
Desde o ano de 2015, exerço também a advocacia voluntária pela Defensoria Pública do DF
na área de Direito Civil. Atualmente estou lotado no núcleo de Defensoria Pública do DF junto
aos Tribunais Superiores, atividade que me trouxe grande aprendizado na área de Direito Civil.
Como fruto de minhas pesquisas, recentemente também publiquei livros na área de Direito
Civil. Assim, quero compartilhar minhas experiências adquiridas ao longo da minha vida para
lhe auxiliar em seu processo de aprovação.
O nosso curso de Direito Civil foi elaborado sabendo que o concurseiro não dispõe de muito
tempo disponível para seu estudo, com cada aula estrategicamente pensada e elaborada com
os principais conceitos relacionados com o respectivo assunto para facilitar o entendimento e
a fixação do conteúdo. Além do mais, tendo em vista a forte cobrança de lei seca em questões
de Direito Civil, para economizar seu tempo, sempre farei menção aos artigos correspondentes
ao conteúdo estudado. Assim, além de você entender o conceito estudado, vai saber como o
assunto é disposto na respectiva redação da lei.
Ao final da aula, apresento uma lista de exercícios dos últimos anos que permitem a fixa-
ção do conteúdo estudado. Por fim, os esquemas e resumos das aulas trazem os principais
pontos estudados em cada aula. Quanto aos mesmos, recomendo que sejam estudados entre
os intervalos das aulas para facilitar a fixação do conteúdo.
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Por favor: material
obrigatório! Então, fica ligado no curso GRAN. Estou esperando as dúvidas no Fórum do aluno!

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Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

Muito bem-vindo ao nosso curso, vamos ao trabalho!!!!

“Nenhum obstáculo é tão grande se sua vontade de vencer for maior.”

Forte abraço e bons estudos!


Antônio Alex Pinheiro
@prof._antonio_alex

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Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

OBRIGAÇÕES – PARTE I
1. Noções de Direito das Obrigações
Direito das obrigações estuda as relações entre pessoas, que devem cooperar entre si. O
direito das obrigações trata de uma relação horizontal entre dois sujeitos, que não se confunde
com a relação real, que é uma relação vertical (não é necessário outro sujeito para que a pes-
soa exerça um poder sobre a coisa).
Assim, diferentemente do direito das coisas, o Direito das Obrigações disciplina uma re-
lação jurídica pessoal entre o credor e o devedor. De um lado, há o sujeito ativo (credor) e de
outro lado, há o sujeito passivo (devedor).
Na relação obrigacional, embora os sujeitos tenham interesses contrapostos, um precisa
do outro: o credor precisa receber de alguém, e o devedor precisa pagar a alguém, podendo
inclusive ser chamada de “direito dos créditos”.

 Obs.: Há um tipo de relação que fica em uma zona intermediária, entre a relação real e a
relação obrigacional. São as obrigações “propter rem”, é um tipo especial de obriga-
ção, de natureza híbrida, real e pessoal, que se vincula a uma coisa, acompanhando-a
independentemente do seu titular. Ela vincula uma pessoa a uma coisa, mas vincula
obrigacionalmente, acompanhando a coisa independente do titular. Como exemplo,
temos a famigerada taxa de condomínio.

EXEMPLO
Obrigação de pagar taxa condominial. Se a pessoa compra um apartamento, por exemplo, ela
deve averiguar se existem obrigações condominiais em atraso, pois se vinculam à coisa acom-
panhando-a. A referida taxa é prevista no art. 1345 do CC:

Art. 1.345. O adquirente de unidade responde pelos débitos do alienante, em relação ao condomí-
nio, inclusive multas e juros moratórios.

Vamos praticar. Embora seja uma questão antiga, a mesma traz uma abordagem interes-
sante sobre o conteúdo:

001. (FGV/ADVOGADO/XIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO/OAB/2014) Ary celebrou con-


trato de compra e venda de imóvel com Laurindo e, mesmo sem a devida declaração negativa
de débitos condominiais, conseguiu registrar o bem em seu nome. Ocorre que, no mês seguin-
te à sua mudança, Ary foi surpreendido com a cobrança de três meses de cotas condominiais

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em atraso. Inconformado com a situação, Ary tentou, sem sucesso, entrar em contato com o
vendedor, para que este arcasse com os mencionados valores.
De acordo com as regras concernentes ao direito obrigacional, assinale a opção correta.
a) Perante o condomínio, Laurindo deverá arcar com o pagamento das cotas em atraso, pois
cabe ao vendedor solver todos os débitos que gravem o imóvel até o momento da tradição,
entregando-o livre e desembargado.
b) Perante o condomínio, Ary deverá arcar com o pagamento das cotas em atraso, pois se trata
de obrigação subsidiária, já que o vendedor não foi encontrado, cabendo ação in rem verso,
quando este for localizado.
c) Perante o condomínio, Laurindo deverá arcar com o pagamento das cotas em atraso, pois
se trata de obrigação com eficácia real, uma vez que Ary ainda não possui direito real so-
bre a coisa.
d) Perante o condomínio, Ary deverá arcar com o pagamento das cotas em atraso, pois se trata
de obrigação propter rem, entendida como aquela que está a cargo daquele que possui o direi-
to real sobre a coisa e, comprovadamente, imitido na posse do imóvel adquirido.

Há um tipo de relação que fica em uma zona intermediária, entre a relação real e a relação
obrigacional. São as obrigações “propter rem”, é um tipo especial de obrigação, de natureza
híbrida, real e pessoal, que se vincula a uma coisa, acompanhando-a independentemente do
seu titular. Ela vincula uma pessoa a uma coisa, mas vincula obrigacionalmente, acompanhan-
do a coisa independente do titular. Como exemplo, temos a famigerada taxa de condomínio. A
referida taxa é prevista no art. 1345 do CC:

Art. 1.345. O adquirente de unidade responde pelos débitos do alienante, em relação ao condomí-
nio, inclusive multas e juros moratórios.
Letra d.

Também existe a chamada obrigação com eficácia real, que se refere a uma obrigação
com eficácia erga omnes, ou seja, em virtude de previsão legal e de seu registro passa a ter
eficácia erga omnes (contra todos). Por exemplo: o direito de vigência do contrato de locação
em caso de alienação do imóvel, previsto no art. 8º da lei n. 8.245/1991 e art. 167, I, 3 da lei n.
6.015/1973. A obrigação comum possui eficácia inter partis enquanto a obrigação com eficá-
cia real possui eficácia erga omnes.
A terminologia obrigação em sentido amplo refere-se à relação jurídica obrigacional e em
sentido estrito ao débito em si. O direito das obrigações situa-se no seguinte contexto:

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1.1. Fonte da Obrigação


E como nasce esta relação jurídica obrigacional? De um fato jurídico, denominado de
“fonte da obrigação”. E quais são as fontes: atos negociais, como contratos, promessas de
recompensa, títulos de crédito; atos não negociais, como vizinhança, e atos ilícitos. A princi-
pal fonte de obrigação é o contrato.

1.2. Estrutura da Relação Obrigacional


A obrigação é composta por três elementos:
a) ELEMENTO IMATERIAL: O vínculo abstrato que une credor e devedor;
b) ELEMENTO SUBJETIVO: São os sujeitos da relação obrigacional, devendo ser determi-
nados ou determináveis. Até pode haver relação obrigacional com sujeitos indeterminados,
desde que essa indeterminabilidade seja relativa, ou ao menos temporária, como no caso da
promessa de recompensa, ou título de crédito ao portador.
c) ELEMENTO OBJETIVO: É o objeto da relação obrigacional, qual seja, a prestação em
si. A prestação é a atividade do devedor satisfativa do crédito, sendo que pode ser de dar, de
fazer ou de não fazer. E essa prestação deve ser lícita, possível e determinada ou, ao menos,
determinável, conforme art. 104 do CC.
O principal exemplo de obrigação comum é a compra e venda: temos a prestação de dar
dinheiro para o comprador, e a prestação de dar a coisa, por parte do vendedor. Mas toda
prestação deve ter sempre conteúdo econômico? Em geral, a prestação possui conteúdo eco-
nômico, embora a doutrina cite situações, que podem não envolver conteúdo econômico.

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2. Modalidades das Obrigações


2.1. Classificação Considerando a Obrigação em si ou Objeto
Considerando a prestação em si, podemos considerá-la como positiva, ou negativa. As
obrigações positivas são de dar coisa certa ou incerta, bem como as obrigações de fazer. A
obrigação negativa é a obrigação de não fazer.

a) OBRIGAÇÃO DE DAR:
A obrigação de dar é aquela na qual seu objeto é a prestação de coisas, lembrando que o
verbo “dar” pode ter o sentido de transferir propriedade, transferir posse ou restituir. Essa obri-
gação de dar pode ser uma obrigação de dar coisa certa (art. 233 do CC) ou obrigação de dar
coisa incerta (art. 243 do CC).
A obrigação de dar COISA CERTA é aquela na qual o bem da vida é especificado, individu-
alizado, por exemplo, comprar uma casa. Neste caso, o acessório segue o principal, salvo se o
contrário resultar do título ou do caso. Se eu me obriguei a te dar uma vaca, e ela está prenha,
o bezerro vai junto com a vaca, conforme art. 233 do CC:

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Art. 233. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados,
salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.

002. (QUADRIX/PROFISSIONAL ANALISTA SUPERIOR/CRECI 14/ADVOGADO/2021) Nas


palavras de Caio Mário da Silva Pereira, obrigação é o vínculo jurídico em virtude do qual uma
pessoa pode exigir de outra prestação economicamente apreciável. O mesmo autor acrescen-
ta ainda que tal vínculo deve se basear na obediência aos valores e princípios constitucionais,
inclusive o da dignidade da pessoa humana e o da solidariedade social. Quanto às modalida-
des de obrigações em geral e a suas características, julgue o item a seguir.
A obrigação de dar coisa certa não abrange os acessórios dela não mencionados no título,
salvo se o contrário resultar deste ou das circunstâncias do caso.

Conforme Artigo 94 do CC. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não
abrangem as pertenças, salvo se o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou
das circunstâncias do caso.
Nos termos do Artigo 233 do CC. A obrigação de dar coisa certa ABRANGE os acessórios dela
embora não mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
Errado.

No caso de obrigação de dar coisa certa (ex. obrigação de dar a vaca), se, antes da entre-
ga/tradição, a coisa se perde (ex. a vaca morre), sem culpa do devedor, a obrigação fica resolvi-
da para ambas as partes. Se o comprador já tiver pago, o vendedor deve devolver o preço. Não
há que se falar em indenização nesse caso, conforme art. 234 do CC:

Art. 234. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da tra-
dição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas as partes; se a
perda resultar de culpa do devedor, responderá este pelo equivalente e mais perdas e danos.

Mas, se a perda resulta de culpa do devedor, o devedor deve devolver o equivalente do


preço que o credor pagou, além de perdas e danos.

003. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO/TCE-RJ/CONTROLE EX-


TERNO/DIREITO/2021) No que concerne a obrigações civis, contratos e prova do fato jurídico,
julgue o item que se segue.

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Em contrato de compra e venda de bem móvel com pagamento antecipado do preço, caso
o objeto se perca antes da tradição, sem culpa do devedor, a obrigação ficará resolvida para
ambas as partes.

A compra e venda de bem móvel tem como objeto a entrega de coisa certa (obrigação de dar
coisa certa), que realmente se resolve (se extingue) caso o objeto se perca antes da tradição,
conforme prevê o art. 234 do CC: Artigo 234. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se per-
der, sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica resol-
vida a obrigação para ambas as partes; se a perda resultar de culpa do devedor, responderá
este pelo equivalente e mais perdas e danos.

Art. 233. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados,
salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
Certo.

Os artigos 235 e 236 do CC dispõem sobre a deterioração da coisa objeto da prestação de


DAR coisa certa:

Art. 235. Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação,
ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
Art. 236. Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no es-
tado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro caso, indenização das perdas e
danos.

Se deteriorada a coisa, sem culpa do devedor, o credor poderá resolver a obrigação, exi-
gindo de volta o que pagou, voltando as partes à situação anterior, ou então, o credor pode
aceitar a coisa abatendo a perda da deterioração do valor que já pagou.
Por outro, se a deterioração ocorreu por culpa do devedor, poderá o credor exigir o que
pagou de volta mais perdas e danos ou aceitar a coisa deteriorada e reclamar indenização de
perdas e danos.

004. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR DO ESTADO DE ALAGOAS/2021) Na obrigação de


dar coisa certa, havendo deterioração da coisa por culpa do devedor, antes da tradição, pode-
rá o credor
a) Resolver a obrigação ou aceitar a coisa no estado em que se achar, com direito a reclamar
indenização complementar no primeiro caso.

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b) Exigir o valor equivalente à deterioração ou aceitar a coisa no estado em que se achar, com
direito a reclamar indenização de perdas e danos em ambos os casos.
c) Exigir o valor equivalente à coisa ou aceitar a coisa no estado em que se achar, com direito
a reclamar indenização de perdas e danos em ambos os casos.
d) Exigir o valor equivalente à deterioração ou aceitar a coisa no estado em que se achar, com
direito a reclamar indenização das perdas e danos no segundo caso.
e) Resolver a obrigação ou exigir o valor equivalente à coisa, sem direito a reclamar indeniza-
ção complementar em nenhum desses casos.

a) Errada. Caso haja a deterioração – e não a perda (art. 234, CC) – da coisa ANTES da tradi-
ção e por culpa do devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado
em que se acha, com direito a reclamar, em ambos os casos, indenização das perdas e danos
(art. 236, CC).
b) Errada. O valor a ser exigido será o equivalente à própria coisa e não à deterioração
(art. 236, CC).
c) Certa. Conforme Artigo 236 do CC. Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equiva-
lente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro
caso, indenização das perdas e danos.
d) Errada. O valor a ser exigido será o equivalente à própria coisa e não à deterioração (art. 236,
CC). Ademais, será cabível a indenização por perdas e danos tanto na hipótese de o credor
exigir o equivalente, em dinheiro, do valor da coisa; quanto na hipótese de aceitar a coisa no
estado em que se encontra.
e) Errada. Na obrigação de dar coisa certa, deteriorada a coisa com culpa do devedor, assistirá
ao credor o direito de exigir o equivalente em dinheiro ou aceitar a coisa no estado em que se
acha, sendo cabível, em ambos os casos, indenização das perdas e danos (art. 236, CC).
Letra c.

Além do mais, conforme as disposições do art. 237 do CC, até a tradição, pertence ao de-
vedor a coisa com seus melhoramentos e acréscimos, podendo o devedor exigir aumento de
preço. Se o credor não concordar, o devedor pode rescindir a obrigação ficando com a coisa e
devolver o valor já pago pelo credor.

Art. 237. Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos,
pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a
obrigação.
Parágrafo único. Os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor os pendentes.

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Quanto aos frutos, até a tradição, os frutos colhidos são do devedor, e os frutos não colhi-
dos pertencerão ao credor.

 Obs.: Em geral, em direito das obrigações, quando há culpa do devedor, há obrigação de


pagar perdas e danos.
 Conforme art. 313 do CC, o credor NÃO é obrigado a receber prestação diversa da que
lhe é devida, ainda que mais valiosa.

005. (FADESP/ADVOGADO/CM MARABÁ/2021) Nas obrigações de dar coisa certa


a) se esta, sem culpa do devedor, se perder antes da tradição, responderá este pelo equivalen-
te, mais perdas e danos.
b) deteriorada a coisa, sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou acei-
tar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
c) deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor aceitar a coisa no estado
em que se acha, com direito a reclamar indenização das perdas e danos.
d) independente da efetiva tradição, pertence ao credor a coisa negociada, com os seus me-
lhoramentos e acrescidos.
e) se esta se perder, sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspen-
siva, fica resolvida a obrigação para ambas as partes.

a) Errada. Conforme Artigo 234 do CC. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder,
sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a
obrigação para ambas as partes; se a perda resultar de culpa do devedor, responderá este pelo
equivalente e mais perdas e danos.
b) Errada. Conforme Artigo 235 do CC. Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, po-
derá o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
c) Errada. Conforme Artigo 236 do CC. Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equi-
valente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em
outro caso, indenização das perdas e danos.
d) Errada. Conforme Artigo 237 do CC. Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os
seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor
não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação. Parágrafo único. Os frutos percebidos são do
devedor, cabendo ao credor os pendentes.
e) Certa. Conforme Artigo 234 do CC. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder,
sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a
obrigação para ambas as partes; se a perda resultar de culpa do devedor, responderá este pelo
equivalente e mais perdas e danos.
Letra e.

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Se a obrigação de for de restituir coisa certa, as disposições aplicáveis são as previstas


nos artigos:

Art. 238. Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes
da tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até
o dia da perda.
Art. 239. Se a coisa se perder por culpa do devedor, responderá este pelo equivalente, mais perdas
e danos.
Art. 240. Se a coisa restituível se deteriorar sem culpa do devedor, recebê-la-á o credor, tal qual
se ache, sem direito a indenização; se por culpa do devedor, observar-se-á o disposto no art. 239.

Regras em caso de perecimento da Regras em caso de deterioração


coisa (Perda Total): (Perda Parcial):

ANTES da tradição, SEM culpa devedor:


SEM culpa: Obrigação se resolve ou credor
Resolve-se a obrigação retornando as
fica com a coisa com abatimento no preço.
partes do estado anterior.

ANTES da tradição,COM culpa devedor: COM culpa: paga ao credor o equivalente


Credor tem direito a receber o equivalente em dinheiro + perdas e danos, ou credor
em dinheiro + perdas e danos. fica com a coisa + perdas e danos.

ANTES da tradição, obrigação de RESTITUIR,


SEM culpa: Resolve-se a obrigação.

ANTES da tradição, obrigação de RESTITUIR,


COM culpa: Paga o equivalente em dinheiro
+ perdas e danos.

A obrigação de dar COISA INCERTA, nos termos do artigo 243 do Código Civil, é aquela
indicada apenas pelo gênero e quantidade. Por exemplo, obrigação de dar 50 sacos de arroz;
é uma obrigação genérica.
Segundo o artigo 244 do CC, nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade (dar
coisa incerta), esta escolha pertence ao devedor, se o contrário não resultar do título da obriga-
ção; mas não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a prestar a melhor.

006. (QUADRIX/PROFISSIONAL ANALISTA SUPERIOR/CRECI 14/ADVOGADO/2021) Nas


palavras de Caio Mário da Silva Pereira, obrigação é o vínculo jurídico em virtude do qual uma
pessoa pode exigir de outra prestação economicamente apreciável. O mesmo autor acrescen-
ta ainda que tal vínculo deve se basear na obediência aos valores e princípios constitucionais,

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inclusive o da dignidade da pessoa humana e o da solidariedade social. Quanto às modalida-


des de obrigações em geral e a suas características, julgue o item a seguir.
Nas obrigações de dar coisa incerta, há de se indicar ao menos o gênero e a quantidade, ca-
bendo a escolha ao devedor, se o contrário não resultar do título da obrigação, e sendo certo
que não poderá dar a coisa pior nem será obrigado a prestar a melhor.

Conforme Artigo 243 do CC. A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela
quantidade.
E ainda nos termos do Artigo 244 do CC. Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantida-
de, a escolha pertence ao devedor, se o contrário não resultar do título da obrigação; mas não
poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a prestar a melhor.
Certo.

Antes da entrega, a regra do Direito Brasileiro é que o gênero não perece. Ex. pessoa alega
que o seu arroz estragou. Mas isso não o impede de cumprir a prestação, pois ele pode arru-
mar mais arroz em outro lugar.

Art. 246. Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que
por força maior ou caso fortuito.

007. Q865204 (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/TRE SE/2015) Em regra, na


obrigação de dar coisa certa,
a) se a coisa se perder por culpa do devedor, responderá este pelo equivalente, mais perdas e
danos prefixados no valor da coisa perdida.
b) não são abrangidos os acessórios dela, sejam eles mencionados ou não.
c) os frutos percebidos são do credor e os frutos pendentes são do devedor.
d)se a coisa se perder por culpa do devedor, responderá este pelo equivalente, mais perdas e
danos prefixados no dobro do valor da coisa perdida.
e)se a coisa restituível se deteriorar sem culpa do devedor, recebê-la-á o credor, tal qual se
ache, sem direito a indenização.

a) Errada. Conforme art. 239 do CC, se a coisa se perder por culpa do devedor, responderá este
pelo equivalente, mais perdas e danos.
b) Errada. Conforme art. 233 do CC, a obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela
embora não mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.

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DIREITO CIVIL
Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

c) Errada. Conforme art. 237. Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus me-
lhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir,
poderá o devedor resolver a obrigação. Parágrafo único. Os frutos percebidos são do devedor,
cabendo ao credor os pendentes.
d) Errada. Conforme art. 239 do CC, se a coisa se perder por culpa do devedor, responderá este
pelo equivalente, mais perdas e danos.
e) Certa. Conforme art. 240 do CC, se a coisa restituível se deteriorar sem culpa do devedor,
recebê-la-á o credor, tal qual se ache, sem direito a indenização; se por culpa do devedor, ob-
servar-se-á o disposto no art. 239.
Letra e.

b. OBRIGAÇÃO DE FAZER:
A obrigação de fazer é regulada nos artigos 247 a 249 do CC, e tem por objeto a prestação
de um fato. Essas obrigações de fazer podem ser personalíssimas (infungíveis) ou não perso-
nalíssimas (fungíveis). Na obrigação de fazer, o que interessa é a própria atividade do devedor.

Art. 247. Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele
só imposta, ou só por ele exequível.
Art. 248. Se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa do devedor, resolver-se-á a obriga-
ção; se por culpa dele, responderá por perdas e danos.

 Obs.: O descumprimento culposo das obrigações de dar, fazer e não fazer não resulta
apenas em perdas e danos, podendo conduzir a uma tutela jurídica específica (como,
por exemplo, multa cominatória, busca e apreensão).

Art. 249. Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre ao credor mandá-lo executar à custa
do devedor, havendo recusa ou mora deste, sem prejuízo da indenização cabível.
Parágrafo único. Em caso de urgência, pode o credor, independentemente de autorização judicial,
executar ou mandar executar o fato, sendo depois ressarcido.

Regras pelo não cumprimento da obrigação de fazer, em caso de culpa, ou recusa do devedor:

Tipo de Obrigação
Devedor Consequência
de Fazer

PESSOAL/IMPESSOAL Sem Culpa Resolve-se a obrigação

PESSOAL Com Culpa Paga Perdas e danos

PESSOAL Com Recusa Paga Perdas e danos

3º pode executar a custa do


IMPESSOAL Com Recusa/Mora devedor, sem prejuízo da
indenização.
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Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

008. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA MINISTERIAL/MPE CE/DIREITO/2020) Conforme as


disposições do Código Civil acerca do direito das obrigações, julgue o item que se segue.
Situação hipotética: Rodrigo foi contratado por Caio para prestar determinado serviço na resi-
dência deste. Contudo, em razão de uma forte tempestade, foi impossível o cumprimento da
obrigação assumida por Rodrigo.
Assertiva: Nesse caso, Rodrigo deverá indenizar Caio por perdas e danos.

A questão deve ser resolvida conforme as disposições do art. 248 do CC, se a prestação do
fato tornar-se impossível sem culpa do devedor, resolver-se-á a obrigação; se por culpa dele,
responderá por perdas e danos.
Na questão, o descumprimento da obrigação ocorreu em função da forte tempestade e não
por culpa de Rodrigo.
Errado.

c. OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER:


Trata-se de uma obrigação negativa. Tem por objeto uma abstenção do devedor. É regula-
da no art. 250 do CC. Ex. obrigação não construir acima de determinada altura; obrigação de
não concorrência.

Art. 250. Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impos-
sível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
Art. 251. Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara, o credor pode exigir dele que o
desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo o culpado perdas e danos.
Parágrafo único. Em caso de urgência, poderá o credor desfazer ou mandar desfazer, independente-
mente de autorização judicial, sem prejuízo do ressarcimento devido.

Vamos praticar. Embora seja uma questão antiga, a mesma cobra um leque ampliado do
conteúdo estudado.

009. (IDECAN/PROCURADOR JURÍDICO/CREFITO 8 REGIAO/2013) Analise as afirmativas


abaixo, e em seguida, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.

( ) Na obrigação de dar coisa certa, até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os
seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o
credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação.

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( ) Na obrigação de dar coisa incerta, ou seja, nas coisas determinadas pelo gênero e pela
quantidade, a escolha pertence ao credor, se o contrário não resultar do título da obriga-
ção; sendo implícita a obrigação do devedor de prestar a melhor.
( ) Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obri-
gado apenas pela parte da dívida que se obrigou.
( ) Nas obrigações de não fazer, praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obri-
gara, o credor pode exigir dele que o desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa,
ressarcindo o culpado perdas e danos.

A sequência está correta em


a) V, F, V, F
b) F, V, F, V
c) V, F, F, V
d) F, F, V, V
e) V, V, F, F

I – Correta. Conforme art. 237 do CC, até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus
melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não
anuir, poderá o devedor resolver a obrigação.
II – Errada. Conforme art. 244 do CC, nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade,
a escolha pertence ao DEVEDOR (e não ao credor), se o contrário não resultar do título da obri-
gação; MAS NÃO PODERÁ DAR A COISA PIOR, NEM SERÁ OBRIGADO A PRESTAR A MELHOR.
III – Errada. Conforme art. 259 do CC, se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for
divisível, CADA UM SERÁ OBRIGADO PELA DÍVIDA TODA.
IV – Correta. Conforme art. 251 do CC, praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obri-
gara, o credor pode exigir dele que o desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo
o culpado perdas e danos.
Letra c.

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2.2. Classificação Quanto aos Elementos Constitutivos da Obrigação


Três são os elementos constitutivos da obrigação: os sujeitos, o objeto e o vínculo jurídico.

2.2.1. Quanto à Complexidade da Prestação ou Conteúdo:

a) OBRIGAÇÃO SIMPLES: É aquela que se apresenta com um credor, um devedor e, tão


somente, uma prestação (de dar coisa, certa ou incerta, de fazer ou de não fazer).
b) OBRIGAÇÃO COMPOSTA: É aquela que apresenta mais de uma prestação. Também é
chamada de “obrigação complexa”. Admite uma subclassificação:

Obrigação Composta quanto à Multiplicidade de Objetos

A) Obrigação Composta Cumulativa (Conjuntiva): Se apresenta com mais de uma pres-


tação, sendo certo que todas elas devem ser cumpridas pelo devedor (de forma integral). Na
obrigação cumulativa todas as prestações interessam ao credor. Ex.: troco uma casa por um
carro e uma lancha.
B) Obrigação Composta Alternativa (art. 252 a 256 do CC): Essa obrigação se apresenta
com mais de uma prestação, sendo que apenas uma delas deve ser cumprida pelo devedor.
Um exemplo de contrato em que há obrigação alternativa é o contrato estimatório (ou ven-
da em consignação), tratado a partir do art. 534, do CC. Nessa modalidade contratual, o con-
signante transfere ao consignatário, bens móveis para venda. O consignatário, por sua vez,
tem duas opções: pagar o preço de estima para ficar com os bens ou (se ele não conseguir
vender os bens que estão consignados) devolver os bens. Isso é muito comum em bares, na
comercialização de bebidas.

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Ademais, aqui, há uma exceção ao art. 252, §1º do CC, em razão da própria natureza do
contrato, no que diz respeito à possibilidade de o consignatário pagar parte do preço e devolver
parte das coisas (não vendidas).
Com relação ao inadimplemento das obrigações alternativas, como em qualquer obriga-
ção, se houver inadimplemento com culpa, resolve-se a obrigação em perdas e danos. Se não
houver culpa, simplesmente resolve-se a obrigação.
Vamos ver alguns artigos relacionados:

Art. 253. Se uma das duas prestações não puder ser objeto de obrigação ou se tornada inexequível,
subsistirá o débito quanto à outra.
Art. 254. Se, por culpa do devedor, não se puder cumprir nenhuma das prestações, não competindo
ao credor a escolha, ficará aquele obrigado a pagar o valor da que por último se impossibilitou, mais
as perdas e danos que o caso determinar.
Art. 255. Quando a escolha couber ao credor e uma das prestações tornar-se impossível por culpa
do devedor, o credor terá direito de exigir a prestação subsistente ou o valor da outra, com perdas
e danos; se, por culpa do devedor, ambas as prestações se tornarem inexequíveis, poderá o credor
reclamar o valor de qualquer das duas, além da indenização por perdas e danos.
Art. 256. Se todas as prestações se tornarem impossíveis sem culpa do devedor, extinguir-se-á a
obrigação. (sem perdas e danos).

Regras pelo não cumprimento da obrigação alternativa:

Prestações Não
Escolha/Culpa Resultado
Cumpridas

Prestação não puder ser


Impossibilidade de 1 das Subsiste o débito em
objeto de obrigação ou se
prestações relação a outra (art. 253)
tornada inexequível

Paga a obrigação restante


Impossibilidade de 1 das COM CULPA do devedor, ou valor da outra + perdas
prestações com ESCOLHA pelo CREDOR e danos. (art. 255, primeira
parte)

Impossibilidade das 2 Extingue-se a obrigação.


SEM CULPA
prestações (art. 256)

Paga o valor da obrigação


COM CULPA do devedor,
Impossibilidade das 2 que impossibilitou por
com ESCOLHA pelo
prestações último + perdas e danos (art.
DEVEDOR
254).

Paga o valor de qualquer


Impossibilidade das 2 COM CULPA do devedor, das 2 obrigações + perdas
prestações com ESCOLHA pelo CREDOR e danos. (art. 255, segunda
parte).
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010. (CRESCER CONCURSOS/ADVOGADO/PREFEITURA/2019) Nas obrigações alternati-


vas, regulamentadas pelo Código Civil, estabelece que a escolha cabe ao devedor, se outra
coisa não se estipulou. Nesse contexto, assinale a alternativa incorreta.
a) Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra.
b) No caso de pluralidade de optantes, não havendo acordo unânime entre eles, decidirá o juiz,
findo o prazo por este assinado para a deliberação.
c) Quando a obrigação for de prestações periódicas, a faculdade de opção não poderá ser
exercida em cada período.
d) Se o título deferir a opção a terceiro, e este não quiser, ou não puder exercê-la, caberá ao juiz
a escolha se não houver acordo entre as partes.

a) Certa. Conforme art. 252, § 1º do Código Civil não pode o devedor obrigar o credor a receber
parte em uma prestação e parte em outra.
b) Certa. Conforme art. 252, § 3º do CC, no caso de pluralidade de optantes, não havendo acor-
do unânime entre eles, decidirá o juiz, findo o prazo por este assinado para a deliberação.
c) Errada. Conforme art. 252, § 2º do CC, quando a obrigação for de prestações periódicas, a
faculdade de opção poderá ser exercida em cada período.
d) Certa. Conforme art. 252, § 4º do CC, se o título deferir a opção a terceiro, e este não quiser,
ou não puder exercê-la, caberá ao juiz a escolha se não houver acordo entre as partes.
Letra c.

011. (VUNESP/ADVOGADO/CÂMARA DE PIRACICABA/2019) Em relação ao direito das


obrigações, assinale a alternativa correta.
a) Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da
tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até
o dia da perda.
b) A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela qualidade.
c) Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, salvo nas
hipóteses de força maior ou caso fortuito.
d) Nas obrigações alternativas, a escolha pertence ao devedor, se o contrário não resultar do
título da obrigação, mas este não poderá dar a coisa pior nem será obrigado a prestar a melhor.
e) Em caso de urgência, pode o credor, mediante autorização judicial, executar ou mandar
executar o fato, sendo depois ressarcido.

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a) Certa. Conforme art. 238 do CC, se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa
do devedor, se perder antes da tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá,
ressalvados os seus direitos até o dia da perda.
b) Errada. Conforme art. 243 do CC, a coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela
quantidade.
c) Errada. Conforme art. 246 do CC, antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou
deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito.
d) Errada. Conforme art. 252 do CC, nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se
outra coisa não se estipulou.
e) Errada. Conforme parágrafo único do art. 249 do CC, em caso de urgência, pode o credor,
independentemente de autorização judicial, executar ou mandar executar o fato, sendo depois
ressarcido.
Letra a.

C) Obrigação Composta Facultativa: Na obrigação facultativa há um dever (prestação) e


uma faculdade (que é uma segunda opção do devedor). Essa faculdade é uma opção do deve-
dor, que não pode ser exigida pelo credor.

Obrigação Composta quanto à Multiplicidade de Sujeitos

A) Obrigações Solidárias (art. 264 ao 285 do CC):


Para este tipo de obrigação somente interessa se houver mais de um credor e/ou devedor.
A solidariedade ativa é aquela que existe entre credores, podendo ser legal ou convencio-
nal. Já a solidariedade passiva é a que existe entre devedores, também podendo ser legal ou
convencional. Ainda temos uma terceira espécie, a solidariedade Mista ou Recíproca, quando
existe entre credores e devedores. Da mesma forma, pode ser legal ou convencional. As regras
gerais das obrigações solidárias estão previstas entre os artigos 264 a 266 do CC:

Art. 264. Há solidariedade, quando na mesma obrigação concorre mais de um credor, ou mais de
um devedor, cada um com direito, ou obrigado, à dívida toda.
Art. 265. A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da vontade das partes.
Art. 266. A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos cocredores ou codevedores, e
condicional, ou a prazo, ou pagável em lugar diferente, para o outro.

Cabe ressaltar que a solidariedade não se presume, resulta da lei ou da vontade das partes.
SOLIDARIEDADE ATIVA: na solidariedade ativa, cada um dos credores solidários tem direi-
to a exigir do devedor o cumprimento da prestação por inteiro. Ademais, enquanto não houver
demanda, a qualquer um dos credores poderá o devedor pagar.
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DIREITO CIVIL
Obrigações – Parte I
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Art. 267. Cada um dos credores solidários tem direito a exigir do devedor o cumprimento da pres-
tação por inteiro.
Art. 268. Enquanto alguns dos credores solidários não demandarem o devedor comum, a qualquer
daqueles poderá este pagar.
Art. 269. O pagamento feito a um dos credores solidários extingue a dívida até o montante do que
foi pago.

Na solidariedade ativa, existem 2 tipos de relação:


• Relação externa – entre credores e devedor – não é fracionável (os credores formam
um bloco só)
• Relação interna – entre credores – é fracionável

012. (IBFC/ADVOGADO/EBSERH/2020) Ao se falar em obrigações no direito brasileiro, lo-


gicamente falamos em obrigações jurídicas. Ela se diferencia das demais obrigações porque
tem um elemento jurídico, isso significa que o Estado vai intervir. Sobre as várias formas de
obrigações, assinale a alternativa incorreta.
a) A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não sus-
cetíveis de divisão, por sua natureza, por
motivo de ordem econômica, ou dada a razão determinante do negócio jurídico
b) A obrigação de dar coisa certa não abrange os acessórios se não forem mencionados ex-
pressamente, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso
c) A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da vontade das partes
d) Nas obrigações de dar coisa incerta, a coisa incerta será indicada, ao menos pelo gênero e
pela quantidade
e) Nas obrigações de não fazer, praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara,
o credor pode exigir dele que o desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo o
culpado perdas e danos

a) Certa. Conforme Artigo 258 do CC. A obrigação é indivisível quando a prestação tem por
objeto uma coisa ou um fato não suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem
econômica, ou dada a razão determinante do negócio jurídico.
b) Errada. Conforme Artigo 233 do CC. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessó-
rios dela embora não mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstân-
cias do caso.
c) Certa. Conforme Artigo 265 do CC. A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da
vontade das partes.

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d) Certa. Conforme Artigo 243 do CC. A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e
pela quantidade.
e) Certa. Conforme Artigo 251 do CC. Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obri-
gara, o credor pode exigir dele que o desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcin-
do o culpado perdas e danos. Parágrafo único. Em caso de urgência, poderá o credor desfazer
ou mandar desfazer, independentemente de autorização judicial, sem prejuízo do ressarci-
mento devido.
Letra b.

FALECIMENTO: Quanto à relação interna, no caso em que algum dos credores falece e dei-
xa herdeiros, cada um destes só terá direito de exigir a cota que corresponder ao seu quinhão
hereditário (art. 270 do CC). Assim, quando um credor solidário falece, a solidariedade, com
relação a ele, desaparece, sobrando para cada herdeiro uma parte do crédito que pertencia
ao de cujus, salvo se a obrigação for indivisível. Isso se chama refração de crédito conforme
o art. 270 do CC.
PERDAS E DANOS: Convertendo-se a prestação em perdas e danos, subsiste, para todos os
efeitos, a solidariedade (art. 271, CC). Esse efeito diferencia a solidariedade da indivisibilidade.
EXCEÇÕES: A um dos credores solidários não pode o devedor opor as exceções pessoais
oponíveis aos outros (art. 273 do CC). Exceção pessoal é uma defesa que só existe contra de-
terminadas pessoas, como, por exemplo, alegação de incapacidade e vício de consentimento.
SOLIDARIEDADE PASSIVA: Na solidariedade passiva, o credor tem direito a exigir e rece-
ber de um ou de algum dos devedores, parcial ou totalmente, a dívida comum (regra da opção
de demanda – ou um, ou outro, ou todos). Se o pagamento tiver sido parcial, todos os demais
devedores continuam obrigados solidariamente pelo resto da dívida. Não haverá renúncia à
solidariedade no caso de propositura de ação pelo credor contra um ou alguns devedores.

Art. 275. O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos devedores, parcial ou total-
mente, a dívida comum; se o pagamento tiver sido parcial, todos os demais devedores continuam
obrigados solidariamente pelo resto.
Parágrafo único. Não importará renúncia da solidariedade a propositura de ação pelo credor contra
um ou alguns dos devedores.

Então, aquele que pagou também pode ser cobrado pelo resto da dívida.
RENÚNCIA: A renúncia da solidariedade está tratada no artigo 282, do CC. Ela não se con-
funde com remissão da dívida (perdão).

Art. 282. O credor pode renunciar à solidariedade em favor de um, de alguns ou de todos os deve-
dores.
Parágrafo único. Se o credor exonerar (renunciar) da solidariedade um ou mais devedores, subsis-
tirá a dos demais.

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O devedor que é exonerado da obrigação solidária se torna um devedor fracionário, que


responde por cota. O entendimento majoritário da doutrina é o de que, nesse caso, os demais
devedores passariam a responder pelo valor da obrigação, deduzida a quota do devedor que
foi beneficiado com a renúncia da solidariedade.
Renúncia x Remissão: Na remissão (art. 388, CC), o beneficiado fica totalmente liberado
da dívida.
FALECIMENTO: Se um dos codevedores solidários falecer deixando herdeiros, cada um
destes será obrigado a pagar a cota que corresponder ao seu quinhão hereditário, salvo
duas exceções:
(1) se a obrigação for indivisível, caso em que a obrigação poderá ser exigida por inteiro;
(2) os herdeiros reunidos serão considerados um só em relação aos outros codevedores.

Art. 276. Se um dos devedores solidários falecer deixando herdeiros, nenhum destes será obrigado
a pagar senão a quota que corresponder ao seu quinhão hereditário, salvo se a obrigação for indi-
visível; mas todos reunidos serão considerados como um devedor solidário em relação aos demais
devedores.

PAGAMENTO PARCIAL: O pagamento parcial feito por um dos devedores e a remissão por
ele obtida aproveitam aos outros devedores até a concorrência da quantia paga ou relevada
(perdoada).

Art. 277. O pagamento parcial feito por um dos devedores e a remissão por ele obtida não aprovei-
tam aos outros devedores, senão até à concorrência da quantia paga ou relevada.

Na solidariedade passiva também há dois tipos de relação:


Relação interna – entre devedores – é fracionável
Relação externa – entre credor e devedores – não é fracionável (os devedores formam
um bloco só)
IMPOSSIBILIDADE DA PRESTAÇÃO: Nos termos do art. 279 do CC, impossibilitando-se a
prestação por culpa de um dos devedores solidários, subsiste (permanece) para todos o encar-
go de pagar o equivalente (prestação); mas pelas perdas e danos só responde o culpado. Essa
regra também diferencia solidariedade de indivisibilidade.
SATISFAÇÃO DA DÍVIDA: O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a exigir de
cada um dos codevedores as suas cotas, havendo presunção relativa de divisão igualitária (in-
clusive a cota do insolvente). Essa é uma consequência da relação interna. Porém, se a dívida
solidária interessar exclusivamente a um dos devedores, responderá este devedor por toda a
dívida para com aquele que pagar.

Art. 283. O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a exigir de cada um dos codevedores
a sua quota, dividindo-se igualmente por todos a do insolvente, se o houver, presumindo-se iguais,
no débito, as partes de todos os codevedores.

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Art. 285. Se a dívida solidária interessar exclusivamente a um dos devedores, responderá este por
toda ela para com aquele que pagar.
Art. 278. Qualquer cláusula, condição ou obrigação adicional, estipulada entre um dos devedores
solidários e o credor, não poderá agravar a posição dos outros sem consentimento destes.
Art. 280 . Todos os devedores respondem pelos juros da mora, ainda que a ação tenha sido propos-
ta somente contra um; mas o culpado responde aos outros pela obrigação acrescida.
Art. 281. O devedor demandado pode opor ao credor as exceções que lhe forem pessoais e as co-
muns a todos; não lhe aproveitando as exceções pessoais a outro codevedor.
Art. 284. No caso de rateio entre os codevedores, contribuirão também os exonerados da solidarie-
dade pelo credor, pela parte que na obrigação incumbia ao insolvente.

013. (CONSULPLAN/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS E REGISTRAIS/TJ MG/2017) As


obrigações solidárias, NÃO podem
a) ser solidárias ativas.
b) ser solidárias passivas.
c) ser presumidas.
d) ser renunciadas.

A questão deve ser resolvida conforme as disposições do art. 265 do CC:

Art. 265. A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da vontade das partes.
Letra d.

014. (VUNESP/PROCURADOR MUNICIPAL DE SANTOS/2021) A respeito das obrigações


solidárias, assinale a alternativa correta.
a) No silêncio do contrato e na ausência de disposição legal, presume-se a solidariedade dos
devedores, podendo o credor exigir o pagamento integral do débito contra todos e cada um dos
devedores.
b) Falecendo um dos credores solidários e sendo a obrigação divisível, qualquer um dos her-
deiros pode exigir o pagamento integral da cota pertencente ao credor falecido, procedendo
em seguida ao rateio entre os demais herdeiros, se houver.
c) Falecendo um dos devedores solidários e sendo a obrigação divisível, qualquer um de seus
herdeiros pode ser chamado a responder pela cota do devedor falecido, ressalvado o direito de
regresso contra os demais herdeiros, se houver.
d) A propositura de ação pelo credor contra um ou alguns dos devedores implica renúncia à
solidariedade quanto aos demais.
e) O devedor solidário que pagar a dívida por inteiro tem direito de exigir a cota de cada um dos
codevedores, individualmente.

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a) Errada. Conforme Artigo 265 do CC. A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da
vontade das partes.
b) Errada. Conforme Artigo 270 do CC. Se um dos credores solidários falecer deixando herdei-
ros, cada um destes só terá direito a exigir e receber a quota do crédito que corresponder ao
seu quinhão hereditário, salvo se a obrigação for indivisível.
c) Errada. Conforme Artigo 276 do CC. Se um dos devedores solidários falecer deixando her-
deiros, nenhum destes será obrigado a pagar senão a quota que corresponder ao seu quinhão
hereditário, salvo se a obrigação for indivisível; mas todos reunidos serão considerados como
um devedor solidário em relação aos demais devedores.
d) Errada. Conforme Art. 275. O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos
devedores, parcial ou totalmente, a dívida comum; se o pagamento tiver sido parcial, todos os
demais devedores continuam obrigados solidariamente pelo resto.
Parágrafo único. Não importará renúncia da solidariedade a propositura de ação pelo credor
contra um ou alguns dos devedores.
e) Certa. Conforme Artigo 283 do CC. O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a
exigir de cada um dos codevedores a sua quota, dividindo-se igualmente por todos a do insol-
vente, se o houver, presumindo-se iguais, no débito, as partes de todos os codevedores.
Letra e.

B) Obrigações Divisíveis e Indivisíveis (art. 257 ao art. 263 do CC):


A diferença das obrigações indivisíveis para as solidárias está na origem da obrigação. Na
obrigação indivisível, a origem está na natureza da prestação (origem objetiva). Já a obrigação
solidária tem origem na lei ou na convenção (origem subjetiva).
Obrigação Divisível: É aquela obrigação que, por sua natureza ou por convenção, pode ser
cumprida por partes, tanto em relação ao credor, quanto em relação ao devedor.

Art. 257. Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta presume-
-se dividida em tantas obrigações, iguais e distintas, quantos os credores ou devedores.

Esse artigo prevê a divisão igualitária de acordo com o número de partes na obrigação.
Vale ressaltar que essa é uma presunção relativa, que não impede a disposição em contrário.
Obrigação Indivisível: Obrigação indivisível é aquela que não pode ser cumprida em par-
tes, em razão de sua natureza, por razão econômica ou dada a razão determinante do negó-
cio jurídico.

Art. 258. A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não
suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica, ou dada a razão determi-
nante do negócio jurídico.

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A partir deste artigo, podemos concluir que há três tipos de indivisibilidade:


a) Indivisibilidade Natural: se uma parte do objeto for retirada, ele deixa de ser o que é de
fato (um celular, um carro).
b) Indivisibilidade Convencional: como exemplo, uma vaca para reprodução (se fosse para
abate, no entanto, seria divisível).
c) Indivisibilidade Legal ou Jurídica: como exemplo temos a herança, antes da partilha.
Regras da Obrigação Indivisível:
a) Quando há pluralidade de devores:

Art. 259. Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado
pela dívida toda.
Parágrafo único. O devedor, que paga a dívida, sub-roga-se no direito do credor em relação aos
outros coobrigados.

b) Quando há pluralidade de Credores:


Ocorrendo a pluralidade de credores, conforme art. 260 do CC:

Art. 260. Se a pluralidade for dos credores, poderá cada um destes exigir a dívida inteira; mas o de-
vedor ou devedores se desobrigarão, pagando:
I – a todos (os credores) conjuntamente;
II – a um (dos credores), dando este (credor) caução de ratificação (garantia) dos outros credores.

Com relação à garantia do credor, alguns entendem que todos os bens do credor que re-
cebe pelos demais são garantia.

015. (IAUPE/ADVOGADO/UPE/2019) Giselda e Celina são credoras de Carlos, Luiz e Berenice


que devem entregar o imóvel Y da rua da Hora, em Recife, avaliado em R$ 1.500.000,00 (um mi-
lhão e quinhentos mil reais) no dia 10 de junho de 2018. Para que os devedores possam se deso-
nerar da obrigação, deverão se pautar pelo procedimento corretamente disposto na alternativa
a) Todos os devedores deverão convocar todos os credores para realizar a entrega da coisa
ou a entrega poderá ser feita a apenas um credor, dando esse caução de ratificação do ou-
tro credor.
b) A desoneração somente será válida quando todos os devedores convocarem todos os cre-
dores para realizar a entrega da coisa.
c) A desoneração somente será válida quando a entrega for realizada para apenas um credor,
dando esse caução de ratificação do outro credor.
d) Bastará para a desoneração que um dos devedores faça a entrega da coisa a um dos cre-
dores, independente da caução de ratificação do outro credor.
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e) Bastará para a desoneração que todos os devedores façam a entrega da coisa a um dos
credores, independente da caução de ratificação do outro credor.

Conforme Artigo 260 do CC. Se a pluralidade for dos credores, poderá cada um destes exigir a
dívida inteira; mas o devedor ou devedores se desobrigarão, pagando:
I – a todos conjuntamente;
II – a um, dando este caução de ratificação dos outros credores.
Letra a.

No caso de o credor que recebeu o pagamento não repassar o valor cabível aos demais
credores, estes poderão cobrar daquele, nos termos do art. 261, do CC:

Art. 261. Se um só dos credores receber a prestação por inteiro, a cada um dos outros assistirá o
direito de exigir dele em dinheiro a parte que lhe caiba no total.
Art. 262. Se um dos credores remitir (perdoar) a dívida, a obrigação não ficará extinta para com os
outros; mas estes só a poderão exigir, descontada a quota do credor remitente.
Parágrafo único. O mesmo critério se observará no caso de transação, novação, compensação ou
confusão.
Art. 263. Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos. (Diferença
em relação à solidariedade).
§ 1º Se, para efeito do disposto neste artigo, houver culpa de todos os devedores, responderão to-
dos por partes iguais.
§ 2º Se for de um só a culpa, ficarão exonerados os outros, respondendo só esse pelas perdas e
danos.

016. (FUNDATEC/ADVOGADO/PREF VACARIA/ASSISTENTE JUDICIÁRIA GRATUITA/2021)


Sobre o direito das obrigações, assinale a alternativa correta.
a) A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, ainda
que o contrário resulte do título ou das circunstâncias do caso.
b) Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no esta-
do em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro caso, indenização das per-
das e danos.
c) Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos
quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obri-
gação. Contudo, os frutos percebidos e pendentes pertencem ao credor.
d) Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao credor, se o
contrário não resultar do título da obrigação.
e) Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação ficará extinta para com os outros

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a) Errada. Conforme art. 233 do CC, a obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela
embora não mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
b) Certa. Nos termos do artigo 236 do CC, sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o
equivalente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou
em outro caso, indenização das perdas e danos.
c) Errada. Conforme art. 237 do CC, até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus
melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não
anuir, poderá o devedor resolver a obrigação. Parágrafo único. Os frutos percebidos são do
devedor, cabendo ao credor os pendentes.
d) Errada. Conforme art. 244 do CC, nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade,
a escolha pertence ao devedor, se o contrário não resultar do título da obrigação; mas não
poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a prestar a melhor.
e) Errada. Nos termos do art. 262 do CC, se um dos credores remitir a dívida, a obrigação não
ficará extinta para com os outros; mas estes só a poderão exigir, descontada a quota do cre-
dor remitente.
Letra b.

017. (TRF 3ª REGIÃO/JUIZ SUBSTITUTO/TRF 3ª REGIÃO/2018) Sobre as obrigações indivisí-


veis é CORRETO afirmar:
a) A remissão da dívida por um dos credores não extingue a dívida para com os demais.
b) A indivisibilidade e solidariedade são fenômenos iguais, na medida em que, se a prestação
não for divisível e houver mais de um devedor, cada um será obrigado pela totalidade.
c) Havendo mais de um credor, é vedado a apenas um deles receber a prestação por inteiro.
d) Elas podem se configurar mesmo quando o objeto seja prestação consistente em fazer, e
ainda que a obrigação de fazer posteriormente se resolva em perdas e danos.

a) Certa. Conforme art. 262 do CC, se um dos credores remitir a dívida, a obrigação não fica-
rá extinta para com os outros; mas estes só a poderão exigir, descontada a quota do credor
remitente.
b) Errada. Conforme art. 258 do CC, a obrigação é indivisível quando a prestação tem por ob-
jeto uma coisa ou um fato não suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem
econômica, ou dada a razão determinante do negócio jurídico. Já conforme art. 264 do CC, há
solidariedade, quando na mesma obrigação concorre mais de um credor, ou mais de um deve-
dor, cada um com direito, ou obrigado, à dívida toda.

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c) Errada. Conforme art. 260 do CC, se a pluralidade for dos credores, poderá cada um destes
exigir a dívida inteira; mas o devedor ou devedores se desobrigarão, pagando: I – a todos con-
juntamente; II – a um, dando este caução de ratificação dos outros credores
d) Errada. Conforme art. 263 do CC, perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resol-
ver em perdas e danos.
Letra a.

“Duty to mitigate the loss”:


O duty to mitigate, especialmente desenvolvido no direito anglo-saxônico, mas aplicado
pela jurisprudência do próprio STJ, sustenta que, em decorrência da boa-fé objetiva, mesmo
o credor, sempre que possível, tem o dever de atuar para mitigar a extensão do prejuízo.

EXEMPLO
Se ocorre sinistro com o carro, o segurado tem o dever de informar imediatamente o sinistro
à seguradora, para evitar maiores prejuízos.
Credor deixa de fornecer dados para cumprimento de liminar, só para a multa diária rolar e
a indenização ficar maior. Se ficar provado que o credor podendo atuar, não o fez, e que ele
violou o duty to mitigate de loss, ele perde o direito à indenização da multa sancionatória.

Obrigação Natural:
Obrigação natural é aquela desprovida de exigibilidade jurídica. Por isso, alguns dizem que
as obrigações naturais são “dívidas de honra”. Ex. dívida prescrita; dívida de jogo (art. 814, CC):

Art. 814. As dívidas de jogo ou de aposta não obrigam a pagamento; mas não se pode recobrar a
quantia, que voluntariamente se pagou, salvo se foi ganha por dolo, ou se o perdente é menor ou
interdito.

Contudo, apesar de inexigível, existe um efeito jurídico da obrigação natural. A obrigação


natural não pode ser cobrada em juízo, pois carece de exigibilidade. Mas, se o devedor efetuar
o pagamento, poderá o credor retê-lo, nos termos do art. 882, do CC.

Art. 882. Não se pode repetir o que se pagou para solver dívida prescrita, ou cumprir obrigação
judicialmente inexigível.

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3. Transmissão das Obrigações


A transmissibilidade das obrigacionais pode decorrer sob três formas:

3.1. Cessão de Crédito


Cessão de Crédito opera-se quando o credor originário (cedente) transmite a um novo cre-
dor (cessionário), total ou parcialmente, o seu crédito em face do devedor (cedido), na mesma
relação obrigacional (sem se considerar que há relação obrigacional nova, não há novação).
Pode haver cessão de crédito onerosa ou gratuita. No primeiro caso, a cessão de crédito
é assemelhada com o pagamento com sub-rogação.

3.1.1. Regras sobre a Cessão de Crédito:

Como regra, temos que o crédito pode ser cedido de forma gratuita ou onerosa, conforme
preconiza o artigo 286 do Código Civil:

Art. 286. O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei,
ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao cessio-
nário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação.

Excepcionalmente, poderá ser proibida a cessão do crédito, de acordo com a natureza da


obrigação, como o crédito alimentício; se a própria lei proibir a cessão, como o caso do tutor,
que não pode se tornar cessionário de um direito contra o tutelado (Art. 1.749, inciso III, CC);
ou mesmo por convenção ou ajuste feito entre credor e devedor. Neste último caso, deve ser
escrito (cláusula expressa). A cessão de crédito exige necessariamente para sua eficácia a
transmissão por meio de instrumento público ou particular:

Art. 288. É ineficaz, em relação a terceiros, a transmissão de um crédito, se não celebrar-se median-
te instrumento público, ou instrumento particular revestido das solenidades do § 1º do art. 654.

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Em razão da boa-fé, o credor originário pode transmitir o crédito a um novo credor, mas o
devedor deve ser comunicado. Aqui temos um ponto importantíssimo: o devedor não precisa
autorizar a cessão, mas tão somente estar ciente. Assim, o devedor saberá a quem vai pagar
e, também, poderá opor ao novo credor as defesas que tinha contra o primeiro como, por exem-
plo, vício de consentimento, prescrição, etc. (caso contrário haveria fraude).

Art. 290. A cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor, senão quando a este notifi-
cada; mas por notificado se tem o devedor que, em escrito público ou particular, se declarou ciente
da cessão feita.
Art. 292. Fica desobrigado o devedor que, antes de ter conhecimento da cessão, paga ao credor
primitivo, ou que, no caso de mais de uma cessão notificada, paga ao cessionário que lhe apresenta,
com o título de cessão, o da obrigação cedida; quando o crédito constar de escritura pública, preva-
lecerá a prioridade da notificação.
Art. 294. O devedor pode opor ao cessionário as exceções que lhe competirem, bem como as que,
no momento em que veio a ter conhecimento da cessão, tinha contra o cedente.

018. (FGV/ADVOGADO/IMBEL/2021) A Sociedade X, fabricante de produtos para a constru-


ção civil, forneceu materiais para a Sociedade Y. Alguns dias após a entrega dos produtos,
mas antes da data acordada para que a Sociedade Y pagasse pelo recebimento, a Sociedade
X notificou a Sociedade Y acerca da transmissão do crédito, advindo daquele contrato, para a
Sociedade Z. Porém, a Sociedade Y não concorda em pagar o valor da aquisição à Sociedade
Z, embora no contrato com a Sociedade X não houvesse previsão de qualquer proibição dessa
prática. Sobre a situação, segundo o Código Civil, assinale a afirmativa correta.
a) A Sociedade X pretende realizar uma novação da obrigação, que não é admitida sem auto-
rização do devedor.
b) A Sociedade X realizou uma cessão de crédito à Sociedade Z, admitida, pois não há vedação
legal, contratual e a natureza da obrigação a permite.
c) A Sociedade X imputou a Sociedade Z no pagamento, o que não pode ser impugnada pela
Sociedade Y, ainda que haja cláusula proibitiva.
d) Operou-se, entre as Sociedades X e Z, uma compensação de crédito, pelo que a Sociedade
Y não possui meios para excepcionar o pagamento.
e) A consignação do crédito efetuada pela Sociedade X junto à Sociedade Z, a qual somente
pode ser proibida por lei, determina que a Sociedade Y pague a Z.

a) Certa. Conforme Artigo 360 do CC. Dá-se a novação:

I – quando o devedor contrai com o credor nova dívida para extinguir e substituir a anterior;
II – quando novo devedor sucede ao antigo, ficando este quite com o credor;

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III – quando, em virtude de obrigação nova, outro credor é substituído ao antigo, ficando o devedor
quite com este.

b) Certa. Conforme Artigo 286 do CC. O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser
a natureza da obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão
não poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação.
c) Errada. Conforme Art. 286. O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a na-
tureza da obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não
poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação.
d) Errada. Conforme Artigo 368 do CC. Se duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e de-
vedor uma da outra, as duas obrigações extinguem-se, até onde se compensarem.
e) Errada. Conforme Artigo 334 do CC. Considera-se pagamento, e extingue a obrigação, o
depósito judicial ou em estabelecimento bancário da coisa devida, nos casos e forma legais.
Letra b.

O cedente que cedeu o crédito ao cessionário deve se responsabilizar (garantir) pela exis-
tência do crédito que ele cedeu? O cedente tem, também, que garantir a solvência do devedor?
Conforme os artigos 295, a 297 do CC, EM REGRA, o cedente garante apenas a existên-
cia do crédito que cedeu (cessão pro soluto); todavia, caso seja convencionalmente ajustado,
poderá o cedente também garantir a solvência do devedor, caso em que a cessão passa a se
chamar de cessão pro solvendo.

Art. 295. Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não se responsabilize, fica responsável
ao cessionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu; a mesma responsabilidade lhe
cabe nas cessões por título gratuito, se tiver procedido de má-fé.
Art. 296. Salvo estipulação em contrário, o cedente não responde pela solvência do devedor.
Art. 297. O cedente, responsável ao cessionário pela solvência do devedor, não responde por mais
do que daquele recebeu, com os respectivos juros; mas tem de ressarcir-lhe as despesas da cessão
e as que o cessionário houver feito com a cobrança.

Então, em regra, as cessões de crédito no Brasil são pro soluto, ou seja, o cedente garante
apenas a existência do crédito que cedeu. Em regra, a na cessão de um crédito incluem-se
todos os seus acessórios:

Art. 287. Salvo disposição em contrário, na cessão de um crédito abrangem-se todos os seus aces-
sórios.

019. (VUNESP/PROCURADOR JURÍDICO MUNICIPAL (GUARUJÁ)/2021) Sobre a cessão de


crédito, assinale a alternativa correta.

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a) Na cessão por título oneroso, o cedente, desde que expressamente previsto no negócio ju-
rídico, fica responsável ao cessionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu.
b) O cedente, responsável ao cessionário pela solvência do devedor, não responde por mais
do que daquele recebeu, com os respectivos juros e não tem o dever de ressarcir-lhe as des-
pesas da cessão e as que o cessionário houver feito com a cobrança.
c) O cedente responde pela solvência do devedor, salvo se ignorava o estado de insolvência
deste no momento da cessão.
d) Na cessão a título gratuito, o cedente somente é responsável pela existência do crédito ao
tempo da cessão se tiver procedido de má-fé.
e) O crédito, uma vez penhorado, poderá ser transferido pelo credor que tiver conhecimento da
penhora; mas o devedor que o pagar, não tendo notificação dela, fica exonerado, subsistindo
somente contra o credor os direitos de terceiro.

a) Errada. Conforme Artigo 295 do CC. Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não
se responsabilize, fica responsável ao cessionário pela existência do crédito ao tempo em
que lhe cedeu; a mesma responsabilidade lhe cabe nas cessões por título gratuito, se tiver
procedido de má-fé.
b) Errada. Conforme Artigo 297 do CC. O cedente, responsável ao cessionário pela solvência do
devedor, não responde por mais do que daquele recebeu, com os respectivos juros; mas tem
de ressarcir-lhe as despesas da cessão e as que o cessionário houver feito com a cobrança.
c) Errada. Conforme Artigo 296 do CC. Salvo estipulação em contrário, o cedente não respon-
de pela solvência do devedor.
d) Certa. Conforme Artigo 295 do CC. Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não
se responsabilize, fica responsável ao cessionário pela existência do crédito ao tempo em que
lhe cedeu; a mesma responsabilidade lhe cabe nas cessões por título gratuito, se tiver proce-
dido de má-fé.
e) Errada. Conforme Artigo 298 do CC. O crédito, uma vez penhorado, não pode mais ser trans-
ferido pelo credor que tiver conhecimento da penhora; mas o devedor que o pagar, não tendo
notificação dela, fica exonerado, subsistindo somente contra o credor os direitos de terceiro.
Letra d.

Caso o credor tome conhecimento da penhora do crédito, não pode cedê-lo, entretanto,
mas o devedor que o pagar, não sendo notificado, fica exonerado:

Art. 298. O crédito, uma vez penhorado, não pode mais ser transferido pelo credor que tiver conhe-
cimento da penhora; mas o devedor que o pagar, não tendo notificação dela, fica exonerado, subsis-
tindo somente contra o credor os direitos de terceiro.

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020. (CESPE/JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO/TRF 1/2013) Suponha que um fazendeiro, median-


te contrato escrito, tenha doado 10% da safra produzida em sua fazenda para uma instituição
de caridade que, posteriormente, havia transferido essa vantagem para terceira pessoa. Nes-
sa situação, o segundo negócio se configura como
a) novação.
b) sub-rogação legal.
c) subcontrato.
d) cessão de contrato.
e) cessão de crédito.

a) Errada. Conforme art. 360 do CC, dá-se a novação: I – quando o devedor contrai com o
credor nova dívida para extinguir e substituir a anterior; II – quando novo devedor sucede ao
antigo, ficando este quite com o credor; III – quando, em virtude de obrigação nova, outro cre-
dor é substituído ao antigo, ficando o devedor quite com este.
b) Errada. Sub-rogação legal: é o cumprimento da obrigação que decorre da lei, independen-
temente de declaração do credor ou do devedor.
c) Errada. Subcontrato é o negócio jurídico firmado para cumprir parte ou todas as obrigações
de outro contrato, feito com outra pessoa.
d) Errada. Cessão de contrato ou cessão de posição contratual é a transferência da posição
(ativa ou passiva) em um contrato, a um terceiro, com todos os direitos e deveres. Necessaria-
mente ocorre em contratos bilaterais, com execução não concluída.
e) Certa. Cessão de crédito é um contrato que representa uma modalidade de transmissão
obrigacional, na qual uma parte denominada cedente transfere a outra, qualificada cessionária,
crédito a título gratuito ou oneroso, parcial ou total, sem a necessidade da concordância do
devedor, conforme disposições do art. 286 do CC:

Art. 286. O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei,
ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao cessio-
nário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação.
Letra e.

3.2. Cessão de Débito ou Assunção de Dívida


Cessão de Débito consiste no negócio jurídico por meio do qual o devedor, com autori-
zação expressa do credor, transmite a um terceiro o seu débito, na mesma relação jurídica

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DIREITO CIVIL
Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

obrigacional. A anuência do credor deve ser expressa. Se o credor permanecer em silêncio,


significa que ele recusou a assunção da dívida.

Art. 299. É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, com o consentimento expresso do
credor, ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, era insolven-
te e o credor o ignorava.
Parágrafo único. Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que consinta na assunção
da dívida, interpretando-se o seu silêncio como recusa.

021. (CEBRASPE/CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE AP/2021) Se, com o consentimen-


to expresso do credor, terceiro solvente assumir a obrigação do devedor, ficando este exonera-
do, estará configurada a
a) sub-rogação.
b) novação.
c) remissão.
d) assunção de dívida.
e) transação.

Conforme Artigo 299 do CC. É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, com o
consentimento expresso do credor, ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao
tempo da assunção, era insolvente e o credor o ignorava.

Parágrafo único. Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que consinta na assunção
da dívida, interpretando-se o seu silêncio como recusa.
Letra d.

Com a cessão de dívida, as garantias velhas são extintas, pois houve consentimento ex-
presso do credor.

Art. 300. Salvo assentimento expresso do devedor primitivo, consideram-se extintas, a partir da
assunção da dívida, as garantias especiais por ele originariamente dadas ao credor.
Art. 301. Se a substituição do devedor vier a ser anulada, restaura-se o débito, com todas as suas
garantias, salvo as garantias prestadas por terceiros, exceto se este conhecia o vício que inquinava
a obrigação.
Art. 302. O novo devedor não pode opor ao credor as exceções pessoais que competiam ao devedor
primitivo.

A única situação em que se excepciona o parágrafo único do art. 299 do CC, na hipótese
de necessária autorização expressa do credor, aceitando o legislador a mera anuência tácita

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Obrigações – Parte I
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do credor, após notificação, é a exposta no art. 303 do Código Civil. Trata-se da assunção de
dívida consequente à aquisição por terceiro de imóvel hipotecado prevista no art. 303 do CC:

Art. 303. O adquirente de imóvel hipotecado pode tomar a seu cargo o pagamento do crédito ga-
rantido; se o credor, notificado, não impugnar em trinta dias a transferência do débito, entender-se-
-á dado o assentimento.

Vejamos como cai na prova:

022. (FGV/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJ SC/PROVIMENTO/2021) Bianca pretende adquirir


imóvel que pertence a Carla, mas que está gravado com hipoteca que garante crédito de Da-
niel contra a proprietária. Diante disso, Bianca faz acordo com Carla para, na compra e venda,
pagar preço inferior ao valor de mercado do imóvel, mas, ao mesmo tempo, assumir a dívida
de Carla perante Daniel, que é garantida pelo bem. Em seguida, elas notificam Daniel acerca
da venda do imóvel com a assunção da dívida.
Nesse caso, a assunção da dívida por Bianca:
a) só ocorrerá se Daniel aceitar expressamente a substituição da devedora;
b) ocorrerá se Daniel não impugnar em trinta dias a transferência do débito;
c) ocorrerá independentemente da concordância de Daniel, por se tratar de acessório do imóvel;
d) não ocorrerá, pois não é possível a transmissão de débitos garantidos por hipoteca;
e) não ocorrerá, pois o acordo entre Bianca e Carla não é válido.

Conforme Artigo 303 do CC. O adquirente de imóvel hipotecado pode tomar a seu cargo o
pagamento do crédito garantido; se o credor, notificado, não impugnar em trinta dias a transfe-
rência do débito, entender-se-á dado o assentimento.
A única situação em que se excepciona o parágrafo único do art. 299, aceitando o legislador a
mera anuência tácita do credor, é a exposta no art. 303 do Código Civil. Trata-se da assunção
de dívida consequente à aquisição por terceiro de imóvel hipotecado. O novo devedor substitui
o proprietário anterior, sendo certo que, se o credor notificado não impugnar a transferência
do débito em 30 dias, entender-se-á tacitamente conferido o seu assentimento. O silêncio do
credor induzirá a validade do negócio jurídico e a produção de seus efeitos liberatórios. Dispen-
sa-se a aceitação expressa, pois a aquisição do imóvel hipotecado pelo terceiro não envolve
qualquer risco ao credor, em face da excelência da garantia real e seus atributos da sequela e
preferência.
Letra b.

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Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

023. (FCC/JUIZ SUBSTITUTO/TJ AL/2019) Por conta de mútuo oneroso, João devia a Teresa
a importância de cem mil reais. No intuito de ajudar o amigo em dificuldade, Leopoldo assu-
miu para si a obrigação de João, para o que houve expressa anuência de Teresa. Nesse caso,
a) João ficará exonerado da dívida, salvo se Leopoldo, ao tempo da assunção, fosse insolvente
e Teresa ignorasse essa sua condição.
b) Leopoldo poderá opor a Teresa as exceções pessoais que competiam a João.
c) se a substituição do devedor vier a ser anulada, restaura-se o débito de João, sem nenhuma
garantia, independentemente de quem a tenha prestado.
d) preservam-se as garantias especiais originariamente dadas a Teresa por João, independen-
temente do assentimento dele.
e) João responderá apenas pela metade da dívida, ainda que Leopoldo não cumpra a obriga-
ção assumida perante Teresa.

A questão deve ser resolvida conforme as disposições do art. 299 do CC:

Art. 299. É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, com o consentimento expresso do
credor, ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, era insol-
vente e o credor o ignorava.
Letra a.

3.3. Cessão de Contrato ou Posição Contratual


Cessão de Contrato consiste na transferência da inteira posição ativa e passiva do con-
junto de direitos e obrigações de que é titular uma pessoa, derivados de um contrato bilateral
já ultimado, mas de execução ainda não concluída. A Cessão de Contrato envolve três sujei-
tos: o cedente (que transfere a sua posição contratual), o cessionário (que adquire a posição
transmitida, e o cedido (o outro contraente, que consente na cessão feita pelo cedente).
Diferentemente do que ocorre na cessão de crédito ou de débito (em que se transmite o
crédito ou o débito, somente), na cessão de contrato, o cedente transfere a sua própria posição
contratual, mediante a anuência da parte contrária.
É indispensável a anuência da outra parte do contrato. Quando a pessoa transmite/cede
uma posição contratual sem a anuência da outra parte, ela pessoa está celebrando um “con-
trato de gaveta”.
Se você gostou do material ou tem críticas, dá um feedback, bem como poste suas dúvi-
das lá no fórum. Estou esperando você lá no Fórum! Estudaaaaa!!!!

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Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

RESUMO
Noções Gerais

DIREITO DAS OBRIGAÇÕES: disciplina uma relação jurídica pessoal entre o credor e o de-
vedor. De um lado, há o sujeito ativo (credor) e de outro lado, há o sujeito passivo (devedor).
“PROPTER REM”: é um tipo especial de obrigação, de natureza híbrida, real e pessoal, que
se vincula a uma coisa, acompanhando-a independentemente do seu titular. Ela vincula uma
pessoa a uma coisa. Ex. taxa de condomínio.
OBRIGAÇÃO COM EFICÁCIA REAL: que se refere a uma obrigação com eficácia erga om-
nes, ou seja, em virtude de previsão legal e de seu registro passa a ter eficácia erga omnes
(contra todos). Ex. direito de vigência do contrato de locação em caso de alienação do imóvel,
previsto no art. 8º da lei n. 8.245/1991.
O direito das obrigações situa-se no seguinte contexto:

FONTES DE OBRIGAÇÃO: atos negociais, como contratos, promessas de recompensa, tí-


tulos de crédito; atos não negociais, como vizinhança, e atos ilícitos. A principal fonte de obri-
gação é o contrato.
ESTRUTURA DA RELAÇÃO OBRIGACIONAL: a obrigação é composta por três elementos:
ELEMENTO IMATERIAL: O vínculo abstrato que une credor e devedor;
ELEMENTO SUBJETIVO: São os sujeitos da relação obrigacional, devendo ser determina-
dos ou determináveis.
ELEMENTO OBJETIVO: É o objeto da relação obrigacional, qual seja a prestação em si.

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Obrigações – Parte I
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Modalidades de Obrigação

Classificação considerando a prestação em si:

Classificação quanto aos elementos constitutivos:

Não cumprimento de obrigação alternativa:

Prestações Não
Escolha/Culpa Resultado
Cumpridas

Prestação não puder ser


Impossibilidade de 1 das Subsiste o débito em relação
objeto de obrigação ou se
prestações a outra (art. 253)
tornada inexequível

Paga a obrigação restante


COM CULPA do devedor,
Impossibilidade de 1 das ou valor da outra + perdas
com ESCOLHA pelo
prestações e danos. (art. 255, primeira
CREDOR
parte)

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Prestações Não
Escolha/Culpa Resultado
Cumpridas

Impossibilidade das 2 Extingue-se a obrigação. (art.


SEM CULPA
prestações 256)

COM CULPA do devedor, Paga o valor da obrigação que


Impossibilidade das 2
com ESCOLHA pelo impossibilitou por último +
prestações
DEVEDOR perdas e danos (art. 254).

Paga o valor de qualquer


COM CULPA do devedor,
Impossibilidade das 2 das 2 obrigações + perdas
com ESCOLHA pelo
prestações e danos. (art. 255, segunda
CREDOR
parte).

OBRIGAÇÃO NATURAL é aquela desprovida de exigibilidade jurídica. Por isso, alguns di-
zem que as obrigações naturais são “dívidas de honra”. Ex. dívida prescrita; dívida de jogo
(art. 814 do CC).

Transmissão das Obrigações

CESSÃO DE CRÉDITO: opera-se quando o credor originário (cedente) transmite a um novo


credor (cessionário), total ou parcialmente, o seu crédito em face do devedor (cedido), na mes-
ma relação obrigacional (sem se considerar que há relação obrigacional nova, não há nova-
ção). O devedor não precisa autorizar a cessão, mas tão somente estar ciente.
CESSÃO DE DÉBITO: consiste no negócio jurídico por meio do qual o devedor, com auto-
rização expressa do credor, transmite a um terceiro o seu débito, na mesma relação jurídica
obrigacional. A anuência do credor deve ser expressa.

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CESSÃO DE CONTRATO: consiste na transferência da inteira posição ativa e passiva do


conjunto de direitos e obrigações de que é titular uma pessoa, derivados de um contrato bila-
teral já ultimado, mas de execução ainda não concluída.

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MAPAS MENTAIS

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QUESTÕES DE CONCURSO
001. (QUADRIX/PROFISSIONAL ANALISTA SUPERIOR/CRECI 14/ADVOGADO/2021) Nas pala-
vras de Caio Mário da Silva Pereira, obrigação é o vínculo jurídico em virtude do qual uma pes-
soa pode exigir de outra prestação economicamente apreciável. O mesmo autor acrescenta
ainda que tal vínculo deve se basear na obediência aos valores e princípios constitucionais,
inclusive o da dignidade da pessoa humana e o da solidariedade social. Quanto às modalida-
des de obrigações em geral e a suas características, julgue o item a seguir.
Se o devedor estiver obrigado a restituir coisa certa e esta se perder antes da tradição, deverá
ressarcir ao credor o valor total da coisa principal e de seus acessórios, mesmo que não tenha
culpa na perda do bem.

002. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA MINISTERIAL/MPE CE/DIREITO/2020) Conforme as dis-


posições do Código Civil acerca do direito das obrigações, julgue o item que se segue.
Situação hipotética: Fernando se comprometeu a dar coisa certa para Daniela, porém a coisa
se deteriorou parcialmente sem qualquer culpa de Fernando. Assertiva: Daniela tem o direito
de resolver a obrigação ou de aceitar a coisa com o devido abatimento no preço.

003. (IMPARH/ADVOGADO/IJF FORTALEZA/2020) O quadro “Poesia lúdica”, executado pelo


renomado artista plástico Mário Lengruber, foi negociado para a Galeria Belas Artes pelo valor
de R$ 125.000,00 (cento e vinte e cinco mil reais). Ele se comprometeu a entregar a obra um
mês após o recebimento da quantia estabelecida, que foi paga à vista. A galeria organizou,
então, uma grande exposição, na qual a atração principal seria o quadro “Poesia lúdica”. Na
data contratada, quando dirigia seu carro para fazer a entrega, Mário Lengruber avançou o se-
máforo, colidiu com um ônibus, e a obra foi completamente destruída com um furo de grande
dimensão na parte central do quadro. O anúncio realizado pela galeria de que a peça não seria
mais exposta fez com que diversas pessoas exercessem o direito de restituição dos valores
pagos a título de ingresso. Acerca da casuística narrada, assinale a afirmativa CORRETA.
a) Por se tratar de obrigação de fazer infungível (personalíssima), a Galeria Belas Artes não
poderá mandar executar a prestação às expensas de Mário Lengruber, restando-lhe pleitear
indenização por perdas e danos.
b) Com o pagamento do preço, transferiu-se a propriedade da obra de arte para a Galeria Be-
las Artes, razão pela qual a empresa referenciada deve suportar o prejuízo pela perda do bem.
c) Mário Lengruber deverá entregar outra obra de seu acervo profissional à escolha da Galeria
Belas Artes, em substituição ao quadro “Poesia lúdica”.
d) A Galeria Belas Artes poderá cobrar de Mário Lengruber o equivalente pecuniário do qua-
dro “Poesia lúdica” mais o prejuízo decorrente da devolução do valor dos ingressos relativos
à exposição

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Obrigações – Parte I
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004. (QUADRIX/PROFISSIONAL ANALISTA SUPERIOR/CRECI 14/ADVOGADO/2021) Nas pala-


vras de Caio Mário da Silva Pereira, obrigação é o vínculo jurídico em virtude do qual uma pes-
soa pode exigir de outra prestação economicamente apreciável. O mesmo autor acrescenta
ainda que tal vínculo deve se basear na obediência aos valores e princípios constitucionais,
inclusive o da dignidade da pessoa humana e o da solidariedade social. Quanto às modalida-
des de obrigações em geral e a suas características, julgue o item a seguir.
Na obrigação de fazer de natureza personalíssima, caso o devedor se negue a cumpri-la, a
obrigação de fazer converter-se-á em obrigação de dar, devendo o sujeito passivo arcar com
perdas e danos, incluídos os danos materiais.

005. (FAFIPA/PROCURADOR JURÍDICO/CM 2 VIZINHOS/2021) Sobre o Direito das Obriga-


ções, na redação do Código Civil, assinale a alternativa INCORRETA:
a) Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado
pela dívida toda.
b) A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos cocredores ou codevedores, e
condicional, ou a prazo, ou pagável em lugar diferente, para o outro.
c) Nas obrigações alternativas, se uma das duas prestações não puder ser objeto de obriga-
ção ou se tornada inexequível, subsistirá o débito quanto à outra.
d) Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao credor, se
o contrário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será
obrigado a prestar a melhor.

006. (IESES/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJ RO/REMOÇÃO/2021) Conforme dispõe a norma


civilista brasileira a respeito das obrigações alternativas, é correto afirmar:
I – No caso de pluralidade de optantes, não havendo acordo unânime entre eles, decidirá o
juiz, findo o prazo por este assinado para a deliberação.
II – Pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra.
III – A escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.
IV – Quando a obrigação for de prestações periódicas, a faculdade de opção poderá ser exer-
cida em cada período.
A sequência correta é:
a) Apenas as assertivas II e IV estão corretas.
b) Apenas a assertiva II está incorreta.
c) Apenas as assertivas I, II e III estão corretas.
d) As assertivas I, II, III e IV estão corretas.

007. (CEBRASPE/CESPE)/ANALISTA MINISTERIAL (MPE CE)/DIREITO/2020) Conforme as


disposições do Código Civil acerca do direito das obrigações, julgue o item que se segue.
Na hipótese de obrigações alternativas em que a escolha caiba ao devedor, este pode obrigar
o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra.

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Obrigações – Parte I
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008. (IBADE/ADVOGADO/PREF S LUZIA D’OESTE/20 HORAS/2020) Conforme o artigo 252 do


Código Civil, acerca das obrigações alternativas, assinale a alternativa correta.
a) se todas as prestações se tornarem impossíveis por culpa do devedor, extinguir-se-á a
obrigação.
b) o devedor pode obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra.
c) se todas as prestações se tornarem impossíveis sem culpa do devedor, este deve indenizar
o credor por perdas e danos.
d) se uma das prestações não puder ser objeto de obrigação ou se tornada inexequível, resol-
ve-se o débito quanto à outra.
e) o devedor não pode obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra.

009. (INSTITUTO IBDO/PROCURADOR MUNICIPAL/PREF IGUABA GDE/2021) O Código Civil


Brasileiro, sobre as obrigações divisíveis e indivisíveis, afirma que havendo mais de um deve-
dor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta presume-se dividida em tantas obri-
gações, iguais e distintas, quantos os credores ou devedores. Nesse sentido, é INCORRETO
afirmar que:
a) A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não
suscetível de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica ou dada a razão de-
terminante do negócio jurídico.
b) Se, havendo dois ou mais devedores, ainda que a prestação for divisível, cada um será obri-
gado pela dívida toda.
c) O devedor, que paga a dívida sub-roga-se no direito do credor em relação aos outros
coobrigados.
d) Se um só dos credores receber a prestação por inteiro, a cada um dos outros assistirá o
direito de exigir dele em dinheiro a parte que lhe caiba no total.

010. (FCC/PROCURADOR DO ESTADO DO GOIÁS/2021/XIV) Marcela e Renata contraíram


obrigação indivisível cujo cumprimento se tornou impossível por culpa exclusiva da primei-
ra. Nesse caso, de acordo com o Código Civil, resolve-se a obrigação em perdas e danos,
pelas quais
a) Marcela e Renata responderão em caráter solidário, ressalvado o direito de regresso de
Renata em face de Marcela.
b) Marcela e Renata responderão em partes iguais, ressalvado o direito de regresso de Renata
em face de Marcela.
c) apenas Marcela responderá, ficando Renata exonerada.
d) Renata responderá em caráter subsidiário.
e) Marcela e Renata responderão proporcionalmente às vantagens econômicas auferidas ao
contraírem a obrigação.

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011. (CONSULPLAN/BACHAREL EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS/CFC/1º EXAME DE SUFICIÊN-


CIA/2020) Três devedores (X, Y e Z) devem entregar a um credor

( ) um galo reprodutor da raça Shamo, cujo valor é de R$ 6.000,00. Considerando tais in-
formações, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Se Z entregar o objeto, por ser divisível, deverá exigir, em sub-rogação, R$ 2.000,00 de
cada um dos demais devedores, ou seja, as suas quotas-partes correspondentes.
( ) Se Y entregar o objeto, não poderá exigir, em sub-rogação, R$ 2.000,00 de cada um dos
demais devedores, ou seja, as suas quotas-partes correspondentes.
( ) Se for oferecido a K um galo reprodutor da raça Asil, deverá ser aceito no lugar do Sha-
mo, por apresentar semelhança e um preço superior, ou seja, R$ 7.100,00.
( ) Se X entregar o objeto, poderá exigir, em sub-rogação, R$ 2.000,00 de cada um dos
demais devedores, ou seja, as suas quotas-partes correspondentes.

A sequência está correta em


a) F, F, V, V.
b) V, V, F, F.
c) V, V, V, F.
d) F, F, F, V.

012. (FUNDATEC/PROCURADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL/2021/15º) Analise as


assertivas abaixo:
I – A solidariedade pode gerar obrigação pura para um dos devedores e condicional para outro.
II – Se a prestação se converter em perdas e danos, a solidariedade passiva se extingue pelo
caráter divisível da prestação.
III – Se houver renúncia da solidariedade em relação a um dos devedores, persistirá para
os demais.
Quais estão corretas?
a) Apenas III.
b) Apenas I e II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

013. (IBFC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRE PA/JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALIDADE”/2020) ATe-


oria Geral das Obrigações é o primeiro tema a ser tratado pela parte especial do Código Civil,
entre os seus artigos 233 a 420. Sobre esse assunto, analise as afirmativas abaixo:
I – O vínculo imaterial ou espiritual da obrigação consiste no vínculo jurídico existente entre
as partes na relação obrigacional, ou seja, o elo que sujeita o devedor à determinada presta-
ção, seja ela positiva ou negativa, em favor do credor.

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Obrigações – Parte I
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II – Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação não ficará extinta para com os outros;
mas estes só a poderão exigir, descontada a quota do credor remitente. O mesmo critério se
observará no caso de transação, novação, compensação ou confusão.
III – Nos contratos onerosos, responde por simples culpa o contratante, a quem o contrato
aproveite, e por dolo aquele a quem não favoreça. Nos contratos benéficos, responde cada
uma das partes por culpa, salvo as exceções previstas em lei.
IV – Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não se responsabilize, fica responsá-
vel ao cessionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu; a mesma responsa-
bilidade lhe cabe nas cessões por título gratuito, se tiver procedido de má-fé.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas a afirmativa III está correta
b) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
c) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas
d) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas

014. (INAZ DO PARÁ/ASSISTENTE JURÍDICO/CORE PE/2019) A palavra obrigação possui vá-


rias acepções de emprego cotidiano, no qual pelo menos duas são de destaque: a obrigação
enquanto dever jurídico e a obrigação enquanto dever não jurídico. A obrigação que é sinô-
nimo de dever, seja jurídico ou não e a obrigação que é sinônimo de dever patrimonial são,
respectivamente:
a) Lato sensu e stricto sensu.
b) Ab origine e ab intestato.
c) Capitis diminutio e capitis patrilis.
d) Casus deverdium e casus patronos.
e) Ex lege e ex officio.

015. (IAUPE/ADVOGADO/UPE/2019) Gonçalves firmou contrato de comodato do imóvel X com


o seu amigo Clóvis. De acordo com o referido contrato, Clóvis deveria restituir o imóvel X no
dia 30 de janeiro de 2019, nas mesmas condições de uso quando da entrega das chaves pelo
amigo. Entretanto, no dia 31 de dezembro de 2018, enquanto Clóvis comemorava a passagem
do ano na praia, bem distante do imóvel X, este pereceu em decorrência da explosão do bujão
de gás, ocorrida no imóvel de propriedade do seu vizinho. Na ocasião, o fogo se espalhou para
o imóvel X, acarretando sua completa destruição. De acordo com o Código Civil brasileiro, no
que se refere à obrigação de restituir, qual a solução CORRETA para o presente caso?
a) Está configurada a culpa de Clóvis, portanto este deverá responder pelo valor equivalente
do Imóvel X, mais perdas e danos.
b) Está configurada a culpa de Clóvis, portanto Gonçalves deverá aceitar o Imóvel X no estado
em que se acha, com direito a reclamar indenização das perdas e danos.

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DIREITO CIVIL
Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

c) Diante da ausência de culpa de Clóvis, Gonçalves deverá indenizá-lo em razão do inadim-


plemento do contrato de comodato.
d) Diante da ausência de culpa de Clóvis, Gonçalves sofrerá a perda do Imóvel X, e a obrigação
se resolverá, ressalvados os seus direitos até o dia da perda.
e) Diante da ausência de culpa de Clóvis, Gonçalves poderá resolver a obrigação, ou aceitar o
Imóvel X, abatido de seu preço o valor que perdeu.

016. (COM. EXAM./MPE GO/ESTAGIÁRIO/MPE GO/DIREITO/2019/91ª) Em sede de direito


obrigacional, aponte a alternativa correta:
a) Na obrigação de dar coisa incerta, antes da escolha, poderá o devedor alegar perda ou de-
terioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito.
b) Na obrigação de dar coisa certa, deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá
o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
c) Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao credor, se outra coisa não se estipulou.
d) A solidariedade resulta da lei, da vontade das partes ou de presunção legal.

017. (VUNESP/ADVOGADO/CM PIRACICABA/2019) Em relação ao direito das obrigações, as-


sinale a alternativa correta.
a) Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da
tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até
o dia da perda.
b) A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela qualidade.
c) Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, salvo nas
hipóteses de força maior ou caso fortuito.
d) Nas obrigações alternativas, a escolha pertence ao devedor, se o contrário não resultar do
título da obrigação, mas este não poderá dar a coisa pior nem será obrigado a prestar a melhor.
e) Em caso de urgência, pode o credor, mediante autorização judicial, executar ou mandar
executar o fato, sendo depois ressarcido.

018. (FCC/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE MT/2019) Em relação às obrigações de dar coisa


certa, é correto afirmar que:
a) Como regra geral, a obrigação de dar coisa certa não abrange os acessórios, salvo se o
contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
b) Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da
tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até
o dia da perda.

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DIREITO CIVIL
Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

c) Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado
em que se acha, nesses casos sem direito a reclamar perdas e danos.
d) Até a tradição, pertence a coisa ao credor, com seus acréscimos, pelos quais poderá exigir
aumento do preço, com ou sem anuência do devedor.
e) Deteriorada a coisa, sem culpa do devedor, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar
a coisa, nesse caso sem abatimento do preço pela referida ausência de culpa do devedor.

019. (VUNESP/PROCURADOR JURÍDICO/PREF IBATÉ/2019) Nas obrigações de dar coi-


sa incerta,
a) Será indicada, ao menos, pelo gênero e pela quantidade.
b) Se determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao credor.
c) Antes da escolha poderá o devedor alegar sua perda.
d) Se houver frutos, pertencerão ao credor, cabendo ao devedor os pendentes.
e) Desde a tradição, o credor pode devolver a coisa.

020. (CONSULPLAN/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJ MG)/PROVIMENTO/2019) Assinale as


afirmativas sobre obrigações de dar coisa certa ou incerta e assinale aquela que espelha a
hipótese correta.
a) Se o bem, objeto da obrigação de dar coisa certa se deteriorar, sem culpa do devedor, ficar-
-lhe-á assegurada a faculdade de resolver a obrigação.
b) Nas obrigações de dar coisa determinada pelo gênero e pela quantidade, a escolha perten-
ce ao credor, se o contrário não resultar do título da obrigação.
c) Na obrigação de restituir coisa certa, a deterioração do bem sem culpa do devedor impõe
ao credor o seu recebimento no estado em que se encontre, mas o credor tem direito à inde-
nização por perdas e danos.
d) Nas obrigações de restituir coisa certa, o credor sofrerá a perda do bem que ocorrer antes
da tradição sem culpa do devedor, com o que a obrigação ficará resolvida, ressalvados os
direitos do credor até o dia da perda.

021. (FCC/CONSULTOR TÉCNICO/CM FORTALEZA/JURÍDICO/2019) Por contrato, Marília obri-


gou-se a entregar a Teresa uma tonelada de determinado cereal, disponível em cinco varie-
dades distintas, com graus diferentes de qualidade. Nesse caso, considerando que o contrato
especificou apenas o gênero e a quantidade do cereal, mas foi silente quanto à variedade que
deverá ser entregue,
a) sua escolha caberá a Marília, que não poderá dar o cereal de pior qualidade, nem será obri-
gada a prestar o de melhor qualidade.
b) sua escolha caberá a Teresa, que não poderá exigir o cereal de melhor qualidade, nem será
obrigada a aceitar o de pior qualidade.

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Obrigações – Parte I
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c) sua escolha caberá ao juiz, que deverá agir supletivamente à vontade das partes, de modo
a integrar o contrato de elemento essencial à sua validade.
d) Marília estará obrigada a fornecer apenas o cereal de pior qualidade, mas Teresa não po-
derá rejeitar o fornecimento de cereal de qualidade superior.
e) Marília estará obrigada a fornecer o cereal de melhor qualidade, salvo se Teresa vier a acei-
tar o fornecimento de cereal de qualidade inferior.

022. (CRESCER/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/PREF JIJOCA DE J/2019) Acerca do tema di-


reito das obrigações, analise os itens e assinale a alternativa correta:
I – Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos,
pelos quais poderá exigir aumento no preço.
II – Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao credor, se
o contrário não resultar do título da obrigação.
III – Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que
por força maior ou caso fortuito.
Estão corretos:
a) I e II
b) I e III
c) II e III
d) I, II e III

023. (OBJETIVA CONCURSOS/ADVOGADO/PREF ANTONIO OLINTO/2019) Em face do direito


das obrigações que está definido em lei, assinalar a alternativa CORRETA:
a) A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela desde que mencionados, salvo
se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
b) Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou
aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
c) Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pe-
los quais não poderá exigir aumento no preço.
d) Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da
tradição, o credor não perderá e poderá cobrar perdas e danos.

024. (OBJETIVA CONCURSOS/ADVOGADO/PREF CARAZINHO/2019) Em relação ao direito


das obrigações de que trata o Código Civil, assinalar a alternativa CORRETA:
a) Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos
quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação.
b) Os frutos percebidos até a tradição são do devedor, bem como os pendentes.
c) A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo número.
d) Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação mes-
mo que imposta também ao credor.

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025. (FAUSCS/ADVOGADO/PREF POTIRENDABA/2019) É correto afirmar que:


I – A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, sal-
vo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
II – Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele
só imposta, ou só por ele exequível.
III – Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne im-
possível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
IV – Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta se pre-
sume dividida em tantas obrigações, iguais e distintas, quantos os credores ou devedores.
V – A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não
suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica, ou dada a razão
determinante do negócio jurídico.
a) Com exceção da afirmação III, todas as outras estão incorretas.
b) Com exceção das afirmações II e V, todas as outras estão incorretas.
c) Apenas as afirmações I, IV e V estão corretas.
d) Todas as afirmações estão corretas.

026. (INAZ DO PARÁ/PROCURADOR/PREF M BARATA/2019) Sobre as modalidades de obri-


gações que o Código Civil prevê, é correto afirmar que:
a) Na obrigação de fazer, caso a prestação do fato tornar-se impossível por culpa do devedor,
resolver-se-á a obrigação.
b) Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação for divisível, cada um será obrigado pela
dívida toda.
c) Na obrigação de dar coisa incerta, esta coisa poderá ser indicada apenas pela quantidade.
d) Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pe-
los quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a
obrigação.

027. (VUNESP/PROCURADOR JURÍDICO/CM SÃO ROQUE/2019)


Em relação ao direito das obrigações, assinale a alternativa correta.
a) Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao credor, se outra coisa não se estipulou.
b) Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado
pela sua parte da dívida.
c) A obrigação de dar coisa certa não abrange os acessórios dela que não forem menciona-
dos, mesmo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
d) A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela quantidade.
e) Na obrigação de fazer, se a prestação do fato se tornar impossível, sem culpa do devedor,
este responderá por perdas e danos.

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028. (COMPERVE UFRN/PROCURADOR (CM PARNAMIRIM)/2019) A empresa Construa Mais


LTDA foi contratada por Abelardo para construir sua nova residência. Nos termos do contra-
to, estaria previsto que o prazo de execução completa da obra seria de 6 meses a contar da
assinatura. Passados mais de 18 meses desde o início da obra, a empresa Construa Mais
LTDA abandonou o serviço, sem dar qualquer explicação a Abelardo e deixando a obra ina-
cabada. Abelardo tentou por diversas vezes localizar a empresa para obter justificativa, mas
todas sem sucesso. Face à impossibilidade de Abelardo em contatar a empresa Construa
Mais LTDA e diante da urgência de concluir a obra, Abelardo contrata uma nova empresa para
finalizar a construção e envia à empresa Construa Mais LTDA, comprovante do valor pago à
nova empresa para que seja ressarcido. A empresa Construa Mais LTDA, diante da cobrança
de Abelardo, diz que não vai ressarcir nenhum valor gasto com a conclusão da obra, alegando
que não há nenhuma relação entre Abelardo e a nova empresa contratada. Essa justificativa
da empresa Construa Mais LTDA é
a) Correta, pois o prejuízo sofrido por Abelardo pela obra inacabada não pode ser oponível à
empresa Construa Mais LTDA, por não haver responsabilidade desta.
b) Correta, pois a obrigação de pagar ao terceiro é de Abelardo, que deveria ter o aval da em-
presa para contratar o terceiro.
c) Incorreta, pois Abelardo deveria ter a autorização expressa da empresa Construa Mais LTDA
para contratar o terceiro para finalizar a obra inacabada.
d) Incorreta, pois essa empresa deu causa à necessidade de contratação por Abelardo de um
terceiro, quando não cumpriu com a obrigação avençada no contrato de construção da casa.

029. (DÉDALUS/ASSISTENTE JURÍDICO/CORE RJ/2019) Acerca do direito das obrigações


conforme o Código Civil, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:
I – Na obrigação de dar coisa certa, deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá
o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu;
II – Na obrigação de dar coisa incerta, antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda
ou deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito;
III – Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne im-
possível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
a) Apenas o item I está correto.
b) Apenas o item III está correto.
c) Apenas os itens I e II estão corretos.
d) Apenas os itens I e III estão corretos.
e) Todos os itens estão corretos.

030. (FEPESE/ASSISTENTE/PREF FLORIANÓPOLIS/JURÍDICO/2019) É correto afirmar sobre


as Obrigações.

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a) Nas obrigações alternativas, se todas as opções perecerem, extingue-se a obrigação.


b) Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impos-
sível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
c) Nas obrigações alternativas, cabe ao credor a opção de escolha, se outra coisa não se
estipulou.
d) Nas obrigações alternativas, o perecimento de uma delas obrigará o devedor a restituí-la,
caso essa seja a escolha do credor.
e) Nas obrigações de não fazer, em caso de urgência, poderá ao devedor desfazer ou man-
dar desfazer a obrigação, independentemente de autorização judicial, ressalvado o direito
de regresso.

031. (FAUEL/ADVOGADO (CM COLOMBO)/2019) Assinale a alternativa INCORRETA, a respeito


do direito das obrigações, conforme o Código Civil de 2002.
a) A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos cocredores ou codevedores, e
condicional, ou a prazo, ou pagável em lugar diferente, para o outro.
b) Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao credor, se outra coisa não se estipulou.
c) Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impos-
sível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
d) A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo
se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.

032. (FAFIPA/ADVOGADO JÚNIOR/FOZTRANS/2019) Sobre as obrigações alternativas, con-


forme dispõe o Código Civil de 2002, assinale a alternativa INCORRETA:
a) Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao credor, se outra coisa não se estipulou.
b) Quando a obrigação for de prestações periódicas, a faculdade de opção poderá ser exerci-
da em cada período.
c) Se o título deferir a opção a terceiro, e este não quiser, ou não puder exercê-la, caberá ao
juiz a escolha se não houver acordo entre as partes.
d) Se, por culpa do devedor, não se puder cumprir nenhuma das prestações, não competindo
ao credor a escolha, ficará aquele obrigado a pagar o valor da que por último se impossibili-
tou, mais as perdas e danos que o caso determinar.
e) Quando a escolha couber ao credor e uma das prestações tornar-se impossível por culpa
do devedor, o credor terá direito de exigir a prestação subsistente ou o valor da outra, com
perdas e danos; se, por culpa do devedor, ambas as prestações se tornarem inexequíveis, po-
derá o credor reclamar o valor de qualquer das duas, além da indenização por perdas e danos.

033. (IDCAP/PROCURADOR MUNICIPAL/PREF SR CANAÃ/2019) Sobre as obrigações, assina-


le a alternativa incorreta com base no Código Civil:

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a) A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela quantidade.


b) Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele
só imposta, ou só por ele exequível.
c) Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara, o credor não pode exigir dele
que o desfaça.
d) Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impos-
sível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
e) Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.

034. (VUNESP/PROCURADOR JURÍDICO/PREF CERQUILHO/2019) Acerca dos direitos das


obrigações, assinale a alternativa correta.
a) Quando se tratar de coisa incerta deverá ser indicada, ao menos, pelo gênero e pela
qualidade.
b) Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, com culpa do devedor, lhe torne impossí-
vel abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
c) Nas obrigações alternativas, a escolha caberá ao credor, se outra coisa não se estipulou.
d) Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos.

035. (VUNESP/ADVOGADO/PREF ARUJÁ/2019/EDITAL N. 3542) Assinale a alternativa correta.


a) No caso de obrigação divisível, se um dos credores solidários falecer, cada um de seus her-
deiros terá direito a exigir por inteiro o pagamento da quota do crédito pertencente ao falecido,
devendo em seguida fazer o rateio entre os demais herdeiros.
b) No caso de obrigação divisível, o credor poderá exigir de qualquer um de seus herdeiros o
pagamento por inteiro da quota do crédito devida pelo falecido, podendo o que pagou exigir
em seguida reembolso contra os demais herdeiros.
c) O devedor solidário que pagar a dívida por inteiro poderá exigir contra todos e de cada um
dos demais devedores o reembolso do valor total da dívida paga, abatida porém a sua quota.
d) O devedor solidário que pagar a dívida por inteiro poderá exigir de cada um dos demais de-
vedores o reembolso do valor correspondente à quota de débito de cada um, presumindo-se
iguais as partes de todos os devedores.
e) Se o credor solidário perdoar a dívida por inteiro, o devedor ficará desobrigado e os demais
credores nada mais poderão reclamar contra o devedor nem contra o credor remitente.

036. (FEPESE/ADVOGADO/PREF CAMPOS NOVOS/EFETIVO/2019) É correto afirmar sobre as


obrigações solidárias.
a) O credor somente poderá renunciar à solidariedade em favor de todos os devedores.
b) A qualquer tempo, poderá o devedor opor, contra o credor solidário, as exceções pessoais
oponíveis aos demais.

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c) Se a dívida solidária interessar exclusivamente a um dos devedores, responderá este por


toda ela para com aquele que pagar.
d) O pagamento feito a um dos credores solidários não extingue o montante da dívida até a
sua total quitação.
e) Presume-se a solidariedade quando ela é decorrente da lei.

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GABARITO
1. E
2. C
3. d
4. C
5. d
6. b
7. E
8. e
9. b
10. c
11. d
12. c
13. c
14. a
15. d
16. b
17. a
18. b
19. a
20. d
21. a
22. b
23. b
24. a
25. d
26. d
27. d
28. d
29. e
30. b
31. b
32. a
33. c
34. d
35. d
36. c

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GABARITO COMENTADO
001. (QUADRIX/PROFISSIONAL ANALISTA SUPERIOR/CRECI 14/ADVOGADO/2021) Nas pala-
vras de Caio Mário da Silva Pereira, obrigação é o vínculo jurídico em virtude do qual uma pes-
soa pode exigir de outra prestação economicamente apreciável. O mesmo autor acrescenta
ainda que tal vínculo deve se basear na obediência aos valores e princípios constitucionais,
inclusive o da dignidade da pessoa humana e o da solidariedade social. Quanto às modalida-
des de obrigações em geral e a suas características, julgue o item a seguir.
Se o devedor estiver obrigado a restituir coisa certa e esta se perder antes da tradição, deverá
ressarcir ao credor o valor total da coisa principal e de seus acessórios, mesmo que não tenha
culpa na perda do bem.

Conforme Artigo 233 do CC. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela em-
bora não mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.

Art. 234. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da tra-
dição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas as partes; se a
perda resultar de culpa do devedor, responderá este pelo equivalente e mais perdas e danos.
Errado.

002. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA MINISTERIAL/MPE CE/DIREITO/2020) Conforme as dis-


posições do Código Civil acerca do direito das obrigações, julgue o item que se segue.
Situação hipotética: Fernando se comprometeu a dar coisa certa para Daniela, porém a coisa
se deteriorou parcialmente sem qualquer culpa de Fernando. Assertiva: Daniela tem o direito
de resolver a obrigação ou de aceitar a coisa com o devido abatimento no preço.

Na obrigação de dar coisa certa, isto é, coisa determinada, individualizada, se a coisa se de-
teriorar SEM culpa do devedor, o credor escolhe entre: i) resolver a obrigação (extingue a
obrigação) ou ii) aceitar a coisa com abatimento do preço do que se deteriorou, nos termos
do art. 235 do CC:

Art. 235. Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou
aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
Certo.

003. (IMPARH/ADVOGADO/IJF FORTALEZA/2020) O quadro “Poesia lúdica”, executado pelo


renomado artista plástico Mário Lengruber, foi negociado para a Galeria Belas Artes pelo valor
de R$ 125.000,00 (cento e vinte e cinco mil reais). Ele se comprometeu a entregar a obra um

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mês após o recebimento da quantia estabelecida, que foi paga à vista. A galeria organizou,
então, uma grande exposição, na qual a atração principal seria o quadro “Poesia lúdica”. Na
data contratada, quando dirigia seu carro para fazer a entrega, Mário Lengruber avançou o se-
máforo, colidiu com um ônibus, e a obra foi completamente destruída com um furo de grande
dimensão na parte central do quadro. O anúncio realizado pela galeria de que a peça não seria
mais exposta fez com que diversas pessoas exercessem o direito de restituição dos valores
pagos a título de ingresso. Acerca da casuística narrada, assinale a afirmativa CORRETA.
a) Por se tratar de obrigação de fazer infungível (personalíssima), a Galeria Belas Artes não
poderá mandar executar a prestação às expensas de Mário Lengruber, restando-lhe pleitear
indenização por perdas e danos.
b) Com o pagamento do preço, transferiu-se a propriedade da obra de arte para a Galeria Be-
las Artes, razão pela qual a empresa referenciada deve suportar o prejuízo pela perda do bem.
c) Mário Lengruber deverá entregar outra obra de seu acervo profissional à escolha da Galeria
Belas Artes, em substituição ao quadro “Poesia lúdica”.
d) A Galeria Belas Artes poderá cobrar de Mário Lengruber o equivalente pecuniário do qua-
dro “Poesia lúdica” mais o prejuízo decorrente da devolução do valor dos ingressos relativos
à exposição

a) Errada. Caso queira, o credor poderá, sim, mandar realizar a obra às expensas do devedor,
conforme art. 249 do CC:

Art. 249. Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre ao credor mandá-lo executar à custa
do devedor, havendo recusa ou mora deste, sem prejuízo da indenização cabível.
Parágrafo único. Em caso de urgência, pode o credor, independentemente de autorização judicial,
executar ou mandar executar o fato, sendo depois ressarcido.

b) Errada. A obrigação se aperfeiçoa com a entrega da respectiva prestação e a entrega da


obra, e não com o pagamento do preço. Até a tradição, os riscos são, portanto, do devedor.
c) Errada. A entrega de outra obra poderá, eventualmente, ser ajustada entre as partes, mas
não uma decorrência legal do inadimplemento.
d) Certa. Como ele avançou o semáforo quando foi fazer a entrega, houve culpa sua, na mo-
dalidade imprudência (ação descuidada), de modo que deverá indenizar perdas e danos, nos
termos dos arts. 239 e 248 do CC:

Art. 239. Se a coisa se perder por culpa do devedor, responderá este pelo equivalente, mais perdas
e danos.
Art. 248. Se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa do devedor, resolver-se-á a obriga-
ção; se por culpa dele, responderá por perdas e danos.
Letra d.

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DIREITO CIVIL
Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

004. (QUADRIX/PROFISSIONAL ANALISTA SUPERIOR/CRECI 14/ADVOGADO/2021) Nas pala-


vras de Caio Mário da Silva Pereira, obrigação é o vínculo jurídico em virtude do qual uma pes-
soa pode exigir de outra prestação economicamente apreciável. O mesmo autor acrescenta
ainda que tal vínculo deve se basear na obediência aos valores e princípios constitucionais,
inclusive o da dignidade da pessoa humana e o da solidariedade social. Quanto às modalida-
des de obrigações em geral e a suas características, julgue o item a seguir.
Na obrigação de fazer de natureza personalíssima, caso o devedor se negue a cumpri-la, a
obrigação de fazer converter-se-á em obrigação de dar, devendo o sujeito passivo arcar com
perdas e danos, incluídos os danos materiais.

Conforme Artigo 247 do CC:

Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele só im-
posta, ou só por ele exequível.
Certo.

005. (FAFIPA/PROCURADOR JURÍDICO/CM 2 VIZINHOS/2021) Sobre o Direito das Obriga-


ções, na redação do Código Civil, assinale a alternativa INCORRETA:
a) Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado
pela dívida toda.
b) A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos cocredores ou codevedores, e
condicional, ou a prazo, ou pagável em lugar diferente, para o outro.
c) Nas obrigações alternativas, se uma das duas prestações não puder ser objeto de obriga-
ção ou se tornada inexequível, subsistirá o débito quanto à outra.
d) Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao credor, se
o contrário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será
obrigado a prestar a melhor.

a) Certa. Conforme Artigo 258 do CC:

A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não suscetíveis
de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica, ou dada a razão determinante do
negócio jurídico.

b) Certa. Conforme Artigo 266 do CC:

A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos co-credores ou co-devedores, e condi-
cional, ou a prazo, ou pagável em lugar diferente, para o outro.

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DIREITO CIVIL
Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

c) Certa. Conforme Artigo 253 do CC:

Se uma das duas prestações não puder ser objeto de obrigação ou se tornada inexequível, subsis-
tirá o débito quanto à outra.

d) Errada. Conforme Artigo 244 do CC:

Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se o con-
trário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a
prestar a melhor.
Letra d.

006. (IESES/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJ RO/REMOÇÃO/2021) Conforme dispõe a norma


civilista brasileira a respeito das obrigações alternativas, é correto afirmar:
I – No caso de pluralidade de optantes, não havendo acordo unânime entre eles, decidirá o
juiz, findo o prazo por este assinado para a deliberação.
II – Pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra.
III – A escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.
IV – Quando a obrigação for de prestações periódicas, a faculdade de opção poderá ser exer-
cida em cada período.
A sequência correta é:
a) Apenas as assertivas II e IV estão corretas.
b) Apenas a assertiva II está incorreta.
c) Apenas as assertivas I, II e III estão corretas.
d) As assertivas I, II, III e IV estão corretas.

I – Correta. Conforme Artigo 252 do CC. Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao deve-
dor, se outra coisa não se estipulou.

§ 3º No caso de pluralidade de optantes, não havendo acordo unânime entre eles, decidirá o juiz,
findo o prazo por este assinado para a deliberação.

II – Errada. Conforme Artigo 252 do CC:

Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.
§ 1º Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra.

III – Correta. Conforme Artigo 252, caput, CC, acima citado.


IV – Correta. Conforme Artigo 252 do CC:

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DIREITO CIVIL
Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro
Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou. § 2º
Quando a obrigação for de prestações periódicas, a faculdade de opção poderá ser exercida em
cada período.
Letra b.

007. (CEBRASPE/CESPE)/ANALISTA MINISTERIAL (MPE CE)/DIREITO/2020) Conforme as


disposições do Código Civil acerca do direito das obrigações, julgue o item que se segue.
Na hipótese de obrigações alternativas em que a escolha caiba ao devedor, este pode obrigar
o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra.

Conforme Artigo 252 do CC. Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra
coisa não se estipulou.

§ 1º Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra.
Errado.

008. (IBADE/ADVOGADO/PREF S LUZIA D’OESTE/20 HORAS/2020) Conforme o artigo 252 do


Código Civil, acerca das obrigações alternativas, assinale a alternativa correta.
a) se todas as prestações se tornarem impossíveis por culpa do devedor, extinguir-se-á a
obrigação.
b) o devedor pode obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra.
c) se todas as prestações se tornarem impossíveis sem culpa do devedor, este deve indenizar
o credor por perdas e danos.
d) se uma das prestações não puder ser objeto de obrigação ou se tornada inexequível, resol-
ve-se o débito quanto à outra.
e) o devedor não pode obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra.

a) Errada. Nos termos do art. 256 do CC, se todas as prestações se tornarem impossíveis sem
culpa do devedor, extinguir-se-á a obrigação.
b) Errada. Conforme art. 252, § 1º do CC, não pode o devedor obrigar o credor a receber parte
em uma prestação e parte em outra.
c) Errada. Conforme art. 256 do CC, se todas as prestações se tornarem impossíveis sem cul-
pa do devedor, extinguir-se-á a obrigação.
d) Errada Conforme art. 253 do CC, se uma das duas prestações não puder ser objeto de obri-
gação ou se tornada inexequível, subsistirá o débito quanto à outra.
e) Certa. Conforme art. 252, § 1º do CC, não pode o devedor obrigar o credor a receber parte
em uma prestação e parte em outra.
Letra e.

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Obrigações – Parte I
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009. (INSTITUTO IBDO/PROCURADOR MUNICIPAL/PREF IGUABA GDE/2021) O Código Civil


Brasileiro, sobre as obrigações divisíveis e indivisíveis, afirma que havendo mais de um deve-
dor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta presume-se dividida em tantas obri-
gações, iguais e distintas, quantos os credores ou devedores. Nesse sentido, é INCORRETO
afirmar que:
a) A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não
suscetível de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica ou dada a razão de-
terminante do negócio jurídico.
b) Se, havendo dois ou mais devedores, ainda que a prestação for divisível, cada um será obri-
gado pela dívida toda.
c) O devedor, que paga a dívida sub-roga-se no direito do credor em relação aos outros
coobrigados.
d) Se um só dos credores receber a prestação por inteiro, a cada um dos outros assistirá o
direito de exigir dele em dinheiro a parte que lhe caiba no total.

a) Certa. Conforme Artigo 258 do CC. A obrigação é indivisível quando a prestação tem por ob-
jeto uma coisa ou um fato não suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem
econômica, ou dada a razão determinante do negócio jurídico.
b) Errada. Conforme Artigo 259 do CC:

Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado pela
dívida toda.
Parágrafo único. O devedor, que paga a dívida, sub-roga-se no direito do credor em relação aos
outros coobrigados.

c) Certa. Conforme Art. 259:

Parágrafo único. O devedor, que paga a dívida, sub-roga-se no direito do credor em relação aos
outros coobrigados.

d) Certa. Conforme Artigo 261 do CC:

Se um só dos credores receber a prestação por inteiro, a cada um dos outros assistirá o direito de
exigir dele em dinheiro a parte que lhe caiba no total.
Letra b.

010. (FCC/PROCURADOR DO ESTADO DO GOIÁS/2021/XIV) Marcela e Renata contraíram


obrigação indivisível cujo cumprimento se tornou impossível por culpa exclusiva da primei-
ra. Nesse caso, de acordo com o Código Civil, resolve-se a obrigação em perdas e danos,
pelas quais

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Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

a) Marcela e Renata responderão em caráter solidário, ressalvado o direito de regresso de


Renata em face de Marcela.
b) Marcela e Renata responderão em partes iguais, ressalvado o direito de regresso de Renata
em face de Marcela.
c) apenas Marcela responderá, ficando Renata exonerada.
d) Renata responderá em caráter subsidiário.
e) Marcela e Renata responderão proporcionalmente às vantagens econômicas auferidas ao
contraírem a obrigação.

Conforme Artigo 258 do CC:

A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não suscetíveis
de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica, ou dada a razão determinante do
negócio jurídico.

Ainda, conforme artigo 263 do CC:

Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos.


§ 1º Se, para efeito do disposto neste artigo, houver culpa de todos os devedores, responderão
todos por partes iguais.
§ 2º Se for de um só a culpa, ficarão exonerados os outros, respondendo só esse pelas perdas e
danos.
Letra c.

011. (CONSULPLAN/BACHAREL EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS/CFC/1º EXAME DE SUFICIÊN-


CIA/2020) Três devedores (X, Y e Z) devem entregar a um credor

( ) um galo reprodutor da raça Shamo, cujo valor é de R$ 6.000,00. Considerando tais in-
formações, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Se Z entregar o objeto, por ser divisível, deverá exigir, em sub-rogação, R$ 2.000,00 de
cada um dos demais devedores, ou seja, as suas quotas-partes correspondentes.
( ) Se Y entregar o objeto, não poderá exigir, em sub-rogação, R$ 2.000,00 de cada um dos
demais devedores, ou seja, as suas quotas-partes correspondentes.
( ) Se for oferecido a K um galo reprodutor da raça Asil, deverá ser aceito no lugar do Sha-
mo, por apresentar semelhança e um preço superior, ou seja, R$ 7.100,00.
( ) Se X entregar o objeto, poderá exigir, em sub-rogação, R$ 2.000,00 de cada um dos
demais devedores, ou seja, as suas quotas-partes correspondentes.

A sequência está correta em

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Obrigações – Parte I
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a) F, F, V, V.
b) V, V, F, F.
c) V, V, V, F.
d) F, F, F, V.

(F) Errada. A indivisibilidade diz respeito ao conteúdo ou objeto da prestação (não é possível
fracionar o cumprimento da prestação), como decorre do art. 258 do CC:

Art. 258. A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não
suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica, ou dada a razão determi-
nante do negócio jurídico.

(F) Errada. Se Y pagar poderá exigir, em sub-rogação, R$ 2.000,00 de cada um dos demais
devedores, valor de suas quotas partes, pela divisão do total (R$6.000,00) entre os três deve-
dores (R$2.000,00 para cada), nos termos do art. 259, parágrafo único, do CC.
(F) Errada. O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe cabe, ainda que
mais valiosa, conforme prevê o art. 313 do CC:

Art. 313. O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais
valiosa.

(V) O devedor que paga sub-rogar-se-á no direito do credor em relação aos outros coobriga-
dos (outros devedores), pelas respectivas quotas-partes, nos termos do art. 259, parágrafo
único, do CC:

Art. 259. Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado
pela dívida toda. Parágrafo único. O devedor, que paga a dívida, sub-roga-se no direito do credor em
relação aos outros coobrigados.
Letra d.

012. (FUNDATEC/PROCURADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL/2021/15º) Analise as


assertivas abaixo:
I – A solidariedade pode gerar obrigação pura para um dos devedores e condicional para outro.
II – Se a prestação se converter em perdas e danos, a solidariedade passiva se extingue pelo
caráter divisível da prestação.
III – Se houver renúncia da solidariedade em relação a um dos devedores, persistirá para
os demais.
Quais estão corretas?

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DIREITO CIVIL
Obrigações – Parte I
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a) Apenas III.
b) Apenas I e II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

I – Correta. Conforme Art. 266:

A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos co-credores ou co-devedores, e condi-
cional, ou a prazo, ou pagável em lugar diferente, para o outro.

II – Errado. Conforme Artigo 271 do CC:

Convertendo-se a prestação em perdas e danos, subsiste, para todos os efeitos, a solidariedade.

III – Correta. Conforme Artigo 282 do CC:

O credor pode renunciar à solidariedade em favor de um, de alguns ou de todos os devedores.


Parágrafo único. Se o credor exonerar da solidariedade um ou mais devedores, subsistirá a dos
demais.
Letra c.

013. (IBFC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRE PA/JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALIDADE”/2020) ATe-


oria Geral das Obrigações é o primeiro tema a ser tratado pela parte especial do Código Civil,
entre os seus artigos 233 a 420. Sobre esse assunto, analise as afirmativas abaixo:
I – O vínculo imaterial ou espiritual da obrigação consiste no vínculo jurídico existente entre
as partes na relação obrigacional, ou seja, o elo que sujeita o devedor à determinada presta-
ção, seja ela positiva ou negativa, em favor do credor.
II – Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação não ficará extinta para com os outros;
mas estes só a poderão exigir, descontada a quota do credor remitente. O mesmo critério se
observará no caso de transação, novação, compensação ou confusão.
III – Nos contratos onerosos, responde por simples culpa o contratante, a quem o contrato
aproveite, e por dolo aquele a quem não favoreça. Nos contratos benéficos, responde cada
uma das partes por culpa, salvo as exceções previstas em lei.
IV – Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não se responsabilize, fica responsá-
vel ao cessionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu; a mesma responsa-
bilidade lhe cabe nas cessões por título gratuito, se tiver procedido de má-fé.
Assinale a alternativa correta.

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Obrigações – Parte I
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a) Apenas a afirmativa III está correta


b) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
c) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas
d) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas

I – Correta. De fato, o vínculo jurídico imaterial ou espiritual é o liame que liga as partes na
relação obrigacional, sujeitando-as ao cumprimento da prestação.
II – Correta. Conforme Artigo 262 do CC:

Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação não ficará extinta para com os outros; mas estes
só a poderão exigir, descontada a quota do credor remitente.
Parágrafo único. O mesmo critério se observará no caso de transação, novação, compensação ou
confusão.

III – Errada. Conforme Artigo 392 do CC:

Nos contratos benéficos, responde por simples culpa o contratante, a quem o contrato aproveite, e
por dolo aquele a quem não favoreça. Nos contratos onerosos, responde cada uma das partes por
culpa, salvo as exceções previstas em lei.

IV – Errada. Conforme Artigo 295 do CC:

Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não se responsabilize, fica responsável ao ces-
sionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu; a mesma responsabilidade lhe cabe
nas cessões por título gratuito, se tiver procedido de má-fé.
Letra c.

014. (INAZ DO PARÁ/ASSISTENTE JURÍDICO/CORE PE/2019) A palavra obrigação possui várias


acepções de emprego cotidiano, no qual pelo menos duas são de destaque: a obrigação enquan-
to dever jurídico e a obrigação enquanto dever não jurídico. A obrigação que é sinônimo de dever,
seja jurídico ou não e a obrigação que é sinônimo de dever patrimonial são, respectivamente:
a) Lato sensu e stricto sensu.
b) Ab origine e ab intestato.
c) Capitis diminutio e capitis patrilis.
d) Casus deverdium e casus patronos.
e) Ex lege e ex officio.

Lato sensu é expressão que significa “em sentido amplo”, enquanto stricto sensu significa “em
sentido específico (ou restrito)”. Destes conceitos, chega-se à resposta de que a obrigação

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Obrigações – Parte I
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como um dever jurídico ou não é uma obrigação ampla (ou lato sensu), já a obrigação como
um dever patrimonial é uma obrigação específica (ou stricto sensu).
Letra a.

015. (IAUPE/ADVOGADO/UPE/2019) Gonçalves firmou contrato de comodato do imóvel X com


o seu amigo Clóvis. De acordo com o referido contrato, Clóvis deveria restituir o imóvel X no
dia 30 de janeiro de 2019, nas mesmas condições de uso quando da entrega das chaves pelo
amigo. Entretanto, no dia 31 de dezembro de 2018, enquanto Clóvis comemorava a passagem
do ano na praia, bem distante do imóvel X, este pereceu em decorrência da explosão do bujão
de gás, ocorrida no imóvel de propriedade do seu vizinho. Na ocasião, o fogo se espalhou para
o imóvel X, acarretando sua completa destruição. De acordo com o Código Civil brasileiro, no
que se refere à obrigação de restituir, qual a solução CORRETA para o presente caso?
a) Está configurada a culpa de Clóvis, portanto este deverá responder pelo valor equivalente
do Imóvel X, mais perdas e danos.
b) Está configurada a culpa de Clóvis, portanto Gonçalves deverá aceitar o Imóvel X no estado
em que se acha, com direito a reclamar indenização das perdas e danos.
c) Diante da ausência de culpa de Clóvis, Gonçalves deverá indenizá-lo em razão do inadim-
plemento do contrato de comodato.
d) Diante da ausência de culpa de Clóvis, Gonçalves sofrerá a perda do Imóvel X, e a obrigação
se resolverá, ressalvados os seus direitos até o dia da perda.
e) Diante da ausência de culpa de Clóvis, Gonçalves poderá resolver a obrigação, ou aceitar o
Imóvel X, abatido de seu preço o valor que perdeu.

Acerca do contrato de comodato:


Como exposto, o comodato é um contrato unilateral, benéfico e gratuito em que alguém en-
trega a outra pessoa uma coisa infungível, para ser utilizada por um determinado tempo e
devolvida findo o contrato. Por razões óbvias, o contrato pode ter como objeto bens móveis
ou imóveis, pois ambos podem ser infungíveis (insubstituíveis).
Desse modo, é possível aplicarmos ao contrato as regras referentes às obrigações de Dar
Coisa Certa:

Art. 238. Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes
da tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até o
dia da perda.
Letra d.

016. (COM. EXAM./MPE GO/ESTAGIÁRIO/MPE GO/DIREITO/2019/91ª) Em sede de direito


obrigacional, aponte a alternativa correta:

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a) Na obrigação de dar coisa incerta, antes da escolha, poderá o devedor alegar perda ou de-
terioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito.
b) Na obrigação de dar coisa certa, deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá
o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
c) Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao credor, se outra coisa não se estipulou.
d) A solidariedade resulta da lei, da vontade das partes ou de presunção legal.

a) Errada. Conforme Artigo 246 do CC:

Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força
maior ou caso fortuito.

b) Certa. Conforme Artigo 235 do CC:

Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar
a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.

c) Errada. A escolha cabe ao devedor, nos termos do artigo 252 do CC:

Art. 252. Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou. §
1º Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra.
§ 2º Quando a obrigação for de prestações periódicas, a faculdade de opção poderá ser exercida
em cada período. § 3º No caso de pluralidade de optantes, não havendo acordo unânime entre eles,
decidirá o juiz, findo o prazo por este assinado para a deliberação.
§ 4º Se o título deferir a opção a terceiro, e este não quiser, ou não puder exercê-la, caberá ao juiz
a escolha se não houver acordo entre as partes.

d) Errada. Conforme Artigo 265. A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da vontade
das partes.
Letra b.

017. (VUNESP/ADVOGADO/CM PIRACICABA/2019) Em relação ao direito das obrigações, as-


sinale a alternativa correta.
a) Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da
tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até
o dia da perda.
b) A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela qualidade.
c) Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, salvo nas
hipóteses de força maior ou caso fortuito.

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Obrigações – Parte I
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d) Nas obrigações alternativas, a escolha pertence ao devedor, se o contrário não resultar do


título da obrigação, mas este não poderá dar a coisa pior nem será obrigado a prestar a melhor.
e) Em caso de urgência, pode o credor, mediante autorização judicial, executar ou mandar
executar o fato, sendo depois ressarcido.

a) Certa. Conforme Artigo 238 do CC:

Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da tradição,
sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até o dia da perda.

b) Errada. Conforme Artigo 243 do CC. A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e
pela quantidade.
c) Errada. Conforme Artigo 246 do CC:

Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força
maior ou caso fortuito.

d) Errada. Conforme Artigo 244 do CC:

Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se o con-
trário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a
prestar a melhor.

e) Errada. Conforme Artigo 249 do CC:

Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre ao credor mandá-lo executar à custa do deve-
dor, havendo recusa ou mora deste, sem prejuízo da indenização cabível.
Parágrafo único. Em caso de urgência, pode o credor, independentemente de autorização judicial,
executar ou mandar executar o fato, sendo depois ressarcido.
Letra a.

018. (FCC/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE MT/2019) Em relação às obrigações de dar coisa


certa, é correto afirmar que:
a) Como regra geral, a obrigação de dar coisa certa não abrange os acessórios, salvo se o
contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
b) Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da
tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até
o dia da perda.
c) Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado
em que se acha, nesses casos sem direito a reclamar perdas e danos.

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Obrigações – Parte I
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d) Até a tradição, pertence a coisa ao credor, com seus acréscimos, pelos quais poderá exigir
aumento do preço, com ou sem anuência do devedor.
e) Deteriorada a coisa, sem culpa do devedor, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar
a coisa, nesse caso sem abatimento do preço pela referida ausência de culpa do devedor.

a) Errada. Conforme Artigo 233 do CC:

A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo se o
contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.

b) Certa. Conforme Artigo 238 do CC:

Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da tradição,
sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até o dia da perda.

c) Errada. Conforme Artigo 236 do CC:

Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado em que
se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro caso, indenização das perdas e danos.

d) Errada. Conforme Artigo 237 do CC:

Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais
poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação. Pa-
rágrafo único. Os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor os pendentes.

e) Errada. Conforme Artigo 240 do CC:

Se a coisa restituível se deteriorar sem culpa do devedor, recebê-la-á o credor, tal qual se ache, sem
direito a indenização; se por culpa do devedor, observar-se-á o disposto no art. 239.
Letra b.

019. (VUNESP/PROCURADOR JURÍDICO/PREF IBATÉ/2019) Nas obrigações de dar coi-


sa incerta,
a) Será indicada, ao menos, pelo gênero e pela quantidade.
b) Se determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao credor.
c) Antes da escolha poderá o devedor alegar sua perda.
d) Se houver frutos, pertencerão ao credor, cabendo ao devedor os pendentes.
e) Desde a tradição, o credor pode devolver a coisa.

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a) Certa. Conforme Artigo 243 do CC. A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e
pela quantidade.
b) Errada. Conforme Artigo 244 do CC:

Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se o con-
trário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a
prestar a melhor.

c) Errada. Conforme Artigo 246 do CC:

Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força
maior ou caso fortuito.

d) Errada. A regra, quanto aos frutos, é de que os percebidos cabem ao devedor e os penden-
tes ao credor, conforme art. 237, CC:

Art. 237. Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos,
pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a
obrigação.
Parágrafo único. Os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor os pendentes.

e) Errada. Com a tradição, opera-se a entrega da coisa pelo devedor ao credor, não havendo,
em regra, a possibilidade de devolvê-la, pois terá se cumprido a obrigação.
Letra a.

020. (CONSULPLAN/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJ MG)/PROVIMENTO/2019) Assinale as


afirmativas sobre obrigações de dar coisa certa ou incerta e assinale aquela que espelha a
hipótese correta.
a) Se o bem, objeto da obrigação de dar coisa certa se deteriorar, sem culpa do devedor, ficar-
-lhe-á assegurada a faculdade de resolver a obrigação.
b) Nas obrigações de dar coisa determinada pelo gênero e pela quantidade, a escolha perten-
ce ao credor, se o contrário não resultar do título da obrigação.
c) Na obrigação de restituir coisa certa, a deterioração do bem sem culpa do devedor impõe
ao credor o seu recebimento no estado em que se encontre, mas o credor tem direito à inde-
nização por perdas e danos.
d) Nas obrigações de restituir coisa certa, o credor sofrerá a perda do bem que ocorrer antes
da tradição sem culpa do devedor, com o que a obrigação ficará resolvida, ressalvados os
direitos do credor até o dia da perda.

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a) Errada. Conforme Artigo 235 do CC:

Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar
a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.

b) Errada. Conforme Artigo 244 do CC:

Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se o con-
trário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a
prestar a melhor.

c) Errada. Conforme Artigo 240 do CC:

Se a coisa restituível se deteriorar sem culpa do devedor, recebê-la-á o credor, tal qual se ache, sem
direito a indenização; se por culpa do devedor, observar-se-á o disposto no art. 239.

d) Certa. Conforme Artigo 238 do CC:

Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da tradição,
sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até o dia da perda.
Letra d.

021. (FCC/CONSULTOR TÉCNICO/CM FORTALEZA/JURÍDICO/2019) Por contrato, Marília obri-


gou-se a entregar a Teresa uma tonelada de determinado cereal, disponível em cinco varie-
dades distintas, com graus diferentes de qualidade. Nesse caso, considerando que o contrato
especificou apenas o gênero e a quantidade do cereal, mas foi silente quanto à variedade que
deverá ser entregue,
a) sua escolha caberá a Marília, que não poderá dar o cereal de pior qualidade, nem será obri-
gada a prestar o de melhor qualidade.
b) sua escolha caberá a Teresa, que não poderá exigir o cereal de melhor qualidade, nem será
obrigada a aceitar o de pior qualidade.
c) sua escolha caberá ao juiz, que deverá agir supletivamente à vontade das partes, de modo
a integrar o contrato de elemento essencial à sua validade.
d) Marília estará obrigada a fornecer apenas o cereal de pior qualidade, mas Teresa não po-
derá rejeitar o fornecimento de cereal de qualidade superior.
e) Marília estará obrigada a fornecer o cereal de melhor qualidade, salvo se Teresa vier a acei-
tar o fornecimento de cereal de qualidade inferior.

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O enunciado nos apresenta uma obrigação de dar coisa incerta (arts. 243 a 246, CC), na qual
temos apenas um objeto (in casu, o cereal), que é indeterminado quanto à qualidade, tendo
havido, por sua vez, a indicação da quantidade (1 ton) e do gênero (cereal).
Em assim sendo, temos que a escolha, em regra, caberá ao devedor (MARÍLIA), não podendo
ela entregar o cereal de pior qualidade, nem ser obrigada a dar o de melhor qualidade, como
preceitua o art. 244 do CC:

Art. 244. Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se
o contrário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado
a prestar a melhor.
Letra a.

022. (CRESCER/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/PREF JIJOCA DE J/2019) Acerca do tema di-


reito das obrigações, analise os itens e assinale a alternativa correta:
I – Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos,
pelos quais poderá exigir aumento no preço.
II – Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao credor, se
o contrário não resultar do título da obrigação.
III – Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que
por força maior ou caso fortuito.
Estão corretos:
a) I e II
b) I e III
c) II e III
d) I, II e III

I – Correta. Conforme Artigo 237 do CC:

Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais
poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação.

II – Errada. Conforme Artigo 244 do CC:

Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se o con-
trário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a
prestar a melhor.

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III – Correta. Conforme Artigo 246 do CC:

Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força
maior ou caso fortuito.
Letra b.

023. (OBJETIVA CONCURSOS/ADVOGADO/PREF ANTONIO OLINTO/2019) Em face do direito


das obrigações que está definido em lei, assinalar a alternativa CORRETA:
a) A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela desde que mencionados, salvo
se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
b) Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou
aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
c) Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pe-
los quais não poderá exigir aumento no preço.
d) Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da
tradição, o credor não perderá e poderá cobrar perdas e danos.

a) Errada. Conforme Artigo 233 do CC:

A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo se o
contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.

b) Certa. Conforme Artigo 235 do CC:

Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar
a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.

c) Errada. Conforme Artigo 237 do CC:

Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais
poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação.
Parágrafo único. Os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor os pendentes.

d) Errada. Conforme Artigo 238 do CC;

Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da tradição,
sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até o dia da perda.
Letra b.

024. (OBJETIVA CONCURSOS/ADVOGADO/PREF CARAZINHO/2019) Em relação ao direito


das obrigações de que trata o Código Civil, assinalar a alternativa CORRETA:

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a) Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pe-
los quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a
obrigação.
b) Os frutos percebidos até a tradição são do devedor, bem como os pendentes.
c) A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo número.
d) Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação mes-
mo que imposta também ao credor.

a) Certa. Conforme Artigo 237:

Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais
poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação.

b) Errada. Nos termos do art. 237, único do CC, os frutos percebidos são do devedor, cabendo
ao credor os pendentes.
c) Errada. Conforme art. 243 do CC, a coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela
quantidade.
d) Errada. De acordo com art. 247 do CC, incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o
devedor que recusar a prestação a ele só imposta, ou só por ele exequível.
Letra a.

025. (FAUSCS/ADVOGADO/PREF POTIRENDABA/2019) É correto afirmar que:


I – A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, sal-
vo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
II – Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele
só imposta, ou só por ele exequível.
III – Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne im-
possível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
IV – Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta se pre-
sume dividida em tantas obrigações, iguais e distintas, quantos os credores ou devedores.
V – A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não
suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica, ou dada a razão
determinante do negócio jurídico.
a) Com exceção da afirmação III, todas as outras estão incorretas.
b) Com exceção das afirmações II e V, todas as outras estão incorretas.
c) Apenas as afirmações I, IV e V estão corretas.
d) Todas as afirmações estão corretas.

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I – Correta. Conforme Artigo 233 do CC.

A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo se o
contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.

II – Correta. Conforme Artigo 247 do CC.

Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele só im-
posta, ou só por ele exequível.

III – Correta. Conforme Artigo 250 do CC.

Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível
abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.

IV – Correta. Conforme Artigo 257 do CC.

Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta presume-se divi-
dida em tantas obrigações, iguais e distintas, quantos os credores ou devedores.

V – Correta. Conforme Artigo 258 do CC.

A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não suscetíveis
de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica, ou dada a razão determinante do
negócio jurídico.
Letra d.

026. (INAZ DO PARÁ/PROCURADOR/PREF M BARATA/2019) Sobre as modalidades de obri-


gações que o Código Civil prevê, é correto afirmar que:
a) Na obrigação de fazer, caso a prestação do fato tornar-se impossível por culpa do devedor,
resolver-se-á a obrigação.
b) Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação for divisível, cada um será obrigado pela
dívida toda.
c) Na obrigação de dar coisa incerta, esta coisa poderá ser indicada apenas pela quantidade.
d) Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pe-
los quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a
obrigação.

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a) Errada. Conforme Artigo 248 do CC.

Se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa do devedor, resolver-se-á a obrigação; se


por culpa dele, responderá por perdas e danos.

b) Errada. Conforme Artigo 259 do CC.

Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado pela
dívida toda.

c) Errada. Conforme Artigo 243 do CC.

A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela quantidade.


Parágrafo único. O devedor, que paga a dívida, sub-roga-se no direito do credor em relação aos
outros coobrigados.

d) Certa. Conforme Artigo 237 do CC.

Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais
poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação.
Parágrafo único. Os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor os pendentes.
Letra d.

027. (VUNESP/PROCURADOR JURÍDICO/CM SÃO ROQUE/2019)Em relação ao direito das


obrigações, assinale a alternativa correta.
a) Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao credor, se outra coisa não se estipulou.
b) Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado
pela sua parte da dívida.
c) A obrigação de dar coisa certa não abrange os acessórios dela que não forem menciona-
dos, mesmo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
d) A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela quantidade.
e) Na obrigação de fazer, se a prestação do fato se tornar impossível, sem culpa do devedor,
este responderá por perdas e danos.

a) Errada. Nos termos do art. 252 do CC, nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao deve-
dor, se outra coisa não se estipulou.
b) Errada. Conforme art. 259 do CC, se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for
divisível, cada um será obrigado pela dívida toda.
c) Errada. Conforme art. 233 do CC:
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A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo se o
contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.

d) Certa. Conforme Artigo 243 do CC. A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e
pela quantidade.
e) Errada. Conforme art. 248 do CC:

Se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa do devedor, resolver-se-á a obrigação; se


por culpa dele, responderá por perdas e danos.
Letra d.

028. (COMPERVE UFRN/PROCURADOR (CM PARNAMIRIM)/2019) A empresa Construa Mais


LTDA foi contratada por Abelardo para construir sua nova residência. Nos termos do contra-
to, estaria previsto que o prazo de execução completa da obra seria de 6 meses a contar da
assinatura. Passados mais de 18 meses desde o início da obra, a empresa Construa Mais
LTDA abandonou o serviço, sem dar qualquer explicação a Abelardo e deixando a obra ina-
cabada. Abelardo tentou por diversas vezes localizar a empresa para obter justificativa, mas
todas sem sucesso. Face à impossibilidade de Abelardo em contatar a empresa Construa
Mais LTDA e diante da urgência de concluir a obra, Abelardo contrata uma nova empresa para
finalizar a construção e envia à empresa Construa Mais LTDA, comprovante do valor pago à
nova empresa para que seja ressarcido. A empresa Construa Mais LTDA, diante da cobrança
de Abelardo, diz que não vai ressarcir nenhum valor gasto com a conclusão da obra, alegando
que não há nenhuma relação entre Abelardo e a nova empresa contratada. Essa justificativa
da empresa Construa Mais LTDA é
a) Correta, pois o prejuízo sofrido por Abelardo pela obra inacabada não pode ser oponível à
empresa Construa Mais LTDA, por não haver responsabilidade desta.
b) Correta, pois a obrigação de pagar ao terceiro é de Abelardo, que deveria ter o aval da em-
presa para contratar o terceiro.
c) Incorreta, pois Abelardo deveria ter a autorização expressa da empresa Construa Mais LTDA
para contratar o terceiro para finalizar a obra inacabada.
d) Incorreta, pois essa empresa deu causa à necessidade de contratação por Abelardo de um
terceiro, quando não cumpriu com a obrigação avençada no contrato de construção da casa.

Podendo a prestação (obra) ser cumprida por terceiro (outra empresa de construção), a lei
autoriza o credor mandar executá-la à custa do devedor, sem prejuízo da indenização cabível.
Sendo urgente, o próprio credor pode executar o fato ou mandá-lo executar e depois ser res-
sarcido, conforme prevê o art. 249 do CC:

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do devedor, havendo recusa ou mora deste, sem prejuízo da indenização cabível.
Parágrafo único. Em caso de urgência, pode o credor, independentemente de autorização judicial,
executar ou mandar executar o fato, sendo depois ressarcido.

Como a Construa Mais Ltda. abandonou a obra, recusando-se a cumprir a obrigação, não tem
razão na sua alegação e deverá arcar com o custo da contratação da nova empresa.
Letra d.

029. (DÉDALUS/ASSISTENTE JURÍDICO/CORE RJ/2019) Acerca do direito das obrigações


conforme o Código Civil, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:
I – Na obrigação de dar coisa certa, deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá
o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu;
II – Na obrigação de dar coisa incerta, antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda
ou deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito;
III – Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne im-
possível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
a) Apenas o item I está correto.
b) Apenas o item III está correto.
c) Apenas os itens I e II estão corretos.
d) Apenas os itens I e III estão corretos.
e) Todos os itens estão corretos.

I – Correta. Conforme Artigo 235 do CC.

Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar
a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.

II – Correta. Conforme Artigo 246 do CC.

Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força
maior ou caso fortuito.

III – Correta. Conforme Artigo 250.

Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível
abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
Letra e.

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030. (FEPESE/ASSISTENTE/PREF FLORIANÓPOLIS/JURÍDICO/2019) É correto afirmar sobre


as Obrigações.
a) Nas obrigações alternativas, se todas as opções perecerem, extingue-se a obrigação.
b) Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impos-
sível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
c) Nas obrigações alternativas, cabe ao credor a opção de escolha, se outra coisa não se
estipulou.
d) Nas obrigações alternativas, o perecimento de uma delas obrigará o devedor a restituí-la,
caso essa seja a escolha do credor.
e) Nas obrigações de não fazer, em caso de urgência, poderá ao devedor desfazer ou man-
dar desfazer a obrigação, independentemente de autorização judicial, ressalvado o direito
de regresso.

a) Errada. Conforme Artigo 256 do CC.

Se todas as prestações se tornarem impossíveis sem culpa do devedor, extinguir-se-á a obrigação.

b) Certa. Conforme Artigo 250 do CC.

Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível
abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.

c) Errada. Conforme Artigo 252 do CC.

Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.

d) Errada. Conforme Artigo 255 do CC.

Quando a escolha couber ao credor e uma das prestações tornar-se impossível por culpa do deve-
dor, o credor terá direito de exigir a prestação subsistente ou o valor da outra, com perdas e danos;
se, por culpa do devedor, ambas as prestações se tornarem inexequíveis, poderá o credor reclamar
o valor de qualquer das duas, além da indenização por perdas e danos.

e) Errada.

Art. 251, Parágrafo único Em caso de urgência, poderá o credor desfazer ou mandar desfazer, inde-
pendentemente de autorização judicial, sem prejuízo do ressarcimento devido.
Letra b.

031. (FAUEL/ADVOGADO (CM COLOMBO)/2019) Assinale a alternativa INCORRETA, a respeito


do direito das obrigações, conforme o Código Civil de 2002.

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DIREITO CIVIL
Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

a) A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos cocredores ou codevedores, e
condicional, ou a prazo, ou pagável em lugar diferente, para o outro.
b) Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao credor, se outra coisa não se estipulou.
c) Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impos-
sível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
d) A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo
se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.

a) Certa. Conforme Artigo 266 do CC.

A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos cocredores ou codevedores, e condicio-
nal, ou a prazo, ou pagável em lugar diferente, para o outro.

b) Errada. Conforme Artigo 252 do CC.

Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.

c) Certa. Conforme Artigo 250 do CC.

Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível
abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.

d) Certa. Conforme Artigo 233 do CC.

A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo se o
contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
Letra b.

032. (FAFIPA/ADVOGADO JÚNIOR/FOZTRANS/2019) Sobre as obrigações alternativas, con-


forme dispõe o Código Civil de 2002, assinale a alternativa INCORRETA:
a) Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao credor, se outra coisa não se estipulou.
b) Quando a obrigação for de prestações periódicas, a faculdade de opção poderá ser exerci-
da em cada período.
c) Se o título deferir a opção a terceiro, e este não quiser, ou não puder exercê-la, caberá ao
juiz a escolha se não houver acordo entre as partes.
d) Se, por culpa do devedor, não se puder cumprir nenhuma das prestações, não competindo
ao credor a escolha, ficará aquele obrigado a pagar o valor da que por último se impossibili-
tou, mais as perdas e danos que o caso determinar.
e) Quando a escolha couber ao credor e uma das prestações tornar-se impossível por culpa
do devedor, o credor terá direito de exigir a prestação subsistente ou o valor da outra, com

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Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

perdas e danos; se, por culpa do devedor, ambas as prestações se tornarem inexequíveis, po-
derá o credor reclamar o valor de qualquer das duas, além da indenização por perdas e danos.

a) Errada. Conforme Artigo 252 do CC.

Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.

b) Certa. Conforme art. 252 do CC.

Art. 252. Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.
§ 2º Quando a obrigação for de prestações periódicas, a faculdade de opção poderá ser exercida
em cada período.

c) Certa. Nos termos do art. 252 do CC:

Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou. § 4ºo Se o
título deferir a opção a terceiro, e este não quiser, ou não puder exercê-la, caberá ao juiz a escolha
se não houver acordo entre as partes.

d) Certa. Nos termos do art. 254 do CC:

Se, por culpa do devedor, não se puder cumprir nenhuma das prestações, não competindo ao cre-
dor a escolha, ficará aquele obrigado a pagar o valor da que por último se impossibilitou, mais as
perdas e danos que o caso determinar.

e) Certa. Nos termos do art. 255 do CC, quando a escolha couber ao credor e uma das pres-
tações tornar-se impossível por culpa do devedor, o credor terá direito de exigir a prestação
subsistente ou o valor da outra, com perdas e danos; se, por culpa do devedor, ambas as pres-
tações se tornarem inexequíveis, poderá o credor reclamar o valor de qualquer das duas, além
da indenização por perdas e danos.
Letra a.

033. (IDCAP/PROCURADOR MUNICIPAL/PREF SR CANAÃ/2019) Sobre as obrigações, assina-


le a alternativa incorreta com base no Código Civil:
a) A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela quantidade.
b) Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele
só imposta, ou só por ele exequível.
c) Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara, o credor não pode exigir dele
que o desfaça.

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d) Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impos-
sível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
e) Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.

a) Certa. Conforme Artigo 243 do CC.

A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela quantidade.

b) Certa. Conforme Artigo 247 do CC.

Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele só im-
posta, ou só por ele exequível.

c) Errada. Conforme Artigo 251 do CC.

Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara, o credor pode exigir dele que o desfaça,
sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo o culpado perdas e danos.
Parágrafo único. Em caso de urgência, poderá o credor desfazer ou mandar desfazer, independen-
temente de autorização judicial, sem prejuízo do ressarcimento devido.

d) Certa. Conforme Artigo 250 do CC.

Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível
abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.

e) Certa. Conforme Artigo 252 do CC.

Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.
Letra c.

034. (VUNESP/PROCURADOR JURÍDICO/PREF CERQUILHO/2019) Acerca dos direitos das


obrigações, assinale a alternativa correta.
a) Quando se tratar de coisa incerta deverá ser indicada, ao menos, pelo gênero e pela qualidade.
b) Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, com culpa do devedor, lhe torne impossí-
vel abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
c) Nas obrigações alternativas, a escolha caberá ao credor, se outra coisa não se estipulou.
d) Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos.

a) Errada. Conforme art. 243 do CC, a coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela
quantidade.

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b) Errada. Nos termos do art. 250 do CC:

Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível
abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.

c) Errada. Nos termos do art. 252 do CC:

Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.

d) Certa. Conforme Artigo 263 do CC.

Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos.


Letra d.

035. (VUNESP/ADVOGADO/PREF ARUJÁ/2019/EDITAL N. 3542) Assinale a alternativa correta.


a) No caso de obrigação divisível, se um dos credores solidários falecer, cada um de seus her-
deiros terá direito a exigir por inteiro o pagamento da quota do crédito pertencente ao falecido,
devendo em seguida fazer o rateio entre os demais herdeiros.
b) No caso de obrigação divisível, o credor poderá exigir de qualquer um de seus herdeiros o
pagamento por inteiro da quota do crédito devida pelo falecido, podendo o que pagou exigir
em seguida reembolso contra os demais herdeiros.
c) O devedor solidário que pagar a dívida por inteiro poderá exigir contra todos e de cada um
dos demais devedores o reembolso do valor total da dívida paga, abatida porém a sua quota.
d) O devedor solidário que pagar a dívida por inteiro poderá exigir de cada um dos demais de-
vedores o reembolso do valor correspondente à quota de débito de cada um, presumindo-se
iguais as partes de todos os devedores.
e) Se o credor solidário perdoar a dívida por inteiro, o devedor ficará desobrigado e os demais
credores nada mais poderão reclamar contra o devedor nem contra o credor remitente.

a) Errada. Nos termos do art. 270 do CC:

Se um dos credores solidários falecer deixando herdeiros, cada um destes só terá direito a exigir e
receber a quota do crédito que corresponder ao seu quinhão hereditário, salvo se a obrigação for
indivisível

b) Errada. Nos termos do art. 276 do CC:

Se um dos devedores solidários falecer deixando herdeiros, nenhum destes será obrigado a pa-
gar senão a quota que corresponder ao seu quinhão hereditário, salvo se a obrigação for indivisí-
vel; mas todos reunidos serão considerados como um devedor solidário em relação aos demais
devedores

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c) Errada. Nos termos do art. 283 do CC:

O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a exigir de cada um dos codevedores a sua
quota, dividindo-se igualmente por todos a do insolvente, se o houver, presumindo-se iguais, no dé-
bito, as partes de todos os codevedores.

d) Certa. Conforme Artigo 283 do CC.

O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a exigir de cada um dos codevedores a sua
quota, dividindo-se igualmente por todos a do insolvente, se o houver, presumindo-se iguais, no dé-
bito, as partes de todos os codevedores.

e) Errada. Nos termos do art. 272 do CC, o credor que tiver remitido a dívida ou recebido o
pagamento responderá aos outros pela parte que lhes caiba.
Letra d.

036. (FEPESE/ADVOGADO/PREF CAMPOS NOVOS/EFETIVO/2019) É correto afirmar sobre as


obrigações solidárias.
a) O credor somente poderá renunciar à solidariedade em favor de todos os devedores.
b) A qualquer tempo, poderá o devedor opor, contra o credor solidário, as exceções pessoais
oponíveis aos demais.
c) Se a dívida solidária interessar exclusivamente a um dos devedores, responderá este por
toda ela para com aquele que pagar.
d) O pagamento feito a um dos credores solidários não extingue o montante da dívida até a
sua total quitação.
e) Presume-se a solidariedade quando ela é decorrente da lei.

a) Errada. Nos termos do art. 282 do CC, o credor pode renunciar à solidariedade em favor de
um, de alguns ou de todos os devedores.
b) Errada. Conforme art. 273 do CC, a um dos credores solidários não pode o devedor opor as
exceções pessoais oponíveis aos outros.
c) Certa. Nos termos do art. 285 do CC, se a dívida solidária interessar exclusivamente a um
dos devedores, responderá este por toda ela para com aquele que pagar.
d) Errada. Nos termos do art. 269 do CC, o pagamento feito a um dos credores solidários ex-
tingue a dívida até o montante do que foi pago.
e) Errada. Conforme art. 265 do CC, a solidariedade não se presume; resulta da lei ou da von-
tade das partes.
Letra c.

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REFERÊNCIAS

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal, 1988

_______. Decreto-Lei n. 4.657, de 4 de setembro de 1942. Brasília: Senado Federal, 1988

_______. Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Brasília: Senado Federal, 1988

GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Esquematizado. 11ª a edição, Editora Saraiva, 2021

Antônio Alex Pinheiro


Doutorando em Direito pelo UniCEUB; mestre pela UnB; bacharel em Direito e Engenharia Elétrica pela
UnB. Possui licenciatura em Física; pós-graduação em Direito Notarial e Registral, Direito Processual Civil
e Gestão Pública. Atua como advogado voluntário no Núcleo Cível de Tribunais Superiores da Defensoria
Pública do DF. Servidor público federal aprovado em vários concursos públicos.

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