Obrigações no Direito Civil: Parte I
Obrigações no Direito Civil: Parte I
Obrigações – Parte I
SISTEMA DE ENSINO
Livro Eletrônico
DIREITO CIVIL
Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro
Sumário
Apresentação......................................................................................................................................................................3
Obrigações – Parte I.. ......................................................................................................................................................5
1. Noções de Direito das Obrigações. . ....................................................................................................................5
1.1. Fonte da Obrigação.. .................................................................................................................................................7
1.2. Estrutura da Relação Obrigacional................................................................................................................7
2. Modalidades das Obrigações. . ..............................................................................................................................8
2.1. Classificação Considerando a Obrigação em si ou Objeto................................................................8
2.2. Classificação Quanto aos Elementos Constitutivos da Obrigação. .........................................18
3. Transmissão das Obrigações. . ............................................................................................................................31
3.1. Cessão de Crédito.. .................................................................................................................................................31
3.2. Cessão de Débito ou Assunção de Dívida. ..............................................................................................35
3.3. Cessão de Contrato ou Posição Contratual..........................................................................................38
Resumo................................................................................................................................................................................39
Mapas Mentais. . ..............................................................................................................................................................43
Questões de Concurso................................................................................................................................................45
Gabarito...............................................................................................................................................................................58
Gabarito Comentado.................................................................................................................................................... 59
Referências........................................................................................................................................................................ 88
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Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro
Apresentação
Olá, querido(a) aluno(a), tudo bem?
Sou o Professor Antônio Alex Pinheiro.
Sou graduado em Engenharia Elétrica e Direito pela UnB, com Mestrado também pela UnB,
cursando atualmente o Doutorado em Direito pelo UniCeub. Possuo pós-graduação em Direito
Processual Civil, em Direito Notarial e Registral e em Gestão Pública. Também finalizei o curso
de graduação de licenciatura em Física.
Minha experiência com concursos públicos começou no ano de 2.003 e continua até en-
tão, nessa trajetória fui aprovado nos concursos públicos da Caixa Econômica Federal, Polícia
Rodoviária Federal, Polícia Federal, Curso de Oficial da PMDF, professor da Secretaria de Edu-
cação do Distrito Federal, professor do Instituto Federal de Brasília e Anatel. Atualmente ocupo
o cargo de Especialista em Regulação na Anatel. Recentemente logrei êxito na aprovação para
o cargo de Notário e Registrador dos Tribunais de Justiça do Ceará e do Amazonas, quando
aprofundei meus estudos em relação ao Direito Civil. No concurso para o cargo de Notário ou
Registrador, o conteúdo de Direito Civil tem um peso extremamente importante nas três fases:
prova objetiva, prova discursiva e prova oral.
Desde o ano de 2015, exerço também a advocacia voluntária pela Defensoria Pública do DF
na área de Direito Civil. Atualmente estou lotado no núcleo de Defensoria Pública do DF junto
aos Tribunais Superiores, atividade que me trouxe grande aprendizado na área de Direito Civil.
Como fruto de minhas pesquisas, recentemente também publiquei livros na área de Direito
Civil. Assim, quero compartilhar minhas experiências adquiridas ao longo da minha vida para
lhe auxiliar em seu processo de aprovação.
O nosso curso de Direito Civil foi elaborado sabendo que o concurseiro não dispõe de muito
tempo disponível para seu estudo, com cada aula estrategicamente pensada e elaborada com
os principais conceitos relacionados com o respectivo assunto para facilitar o entendimento e
a fixação do conteúdo. Além do mais, tendo em vista a forte cobrança de lei seca em questões
de Direito Civil, para economizar seu tempo, sempre farei menção aos artigos correspondentes
ao conteúdo estudado. Assim, além de você entender o conceito estudado, vai saber como o
assunto é disposto na respectiva redação da lei.
Ao final da aula, apresento uma lista de exercícios dos últimos anos que permitem a fixa-
ção do conteúdo estudado. Por fim, os esquemas e resumos das aulas trazem os principais
pontos estudados em cada aula. Quanto aos mesmos, recomendo que sejam estudados entre
os intervalos das aulas para facilitar a fixação do conteúdo.
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Por favor: material
obrigatório! Então, fica ligado no curso GRAN. Estou esperando as dúvidas no Fórum do aluno!
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Obrigações – Parte I
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Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro
OBRIGAÇÕES – PARTE I
1. Noções de Direito das Obrigações
Direito das obrigações estuda as relações entre pessoas, que devem cooperar entre si. O
direito das obrigações trata de uma relação horizontal entre dois sujeitos, que não se confunde
com a relação real, que é uma relação vertical (não é necessário outro sujeito para que a pes-
soa exerça um poder sobre a coisa).
Assim, diferentemente do direito das coisas, o Direito das Obrigações disciplina uma re-
lação jurídica pessoal entre o credor e o devedor. De um lado, há o sujeito ativo (credor) e de
outro lado, há o sujeito passivo (devedor).
Na relação obrigacional, embora os sujeitos tenham interesses contrapostos, um precisa
do outro: o credor precisa receber de alguém, e o devedor precisa pagar a alguém, podendo
inclusive ser chamada de “direito dos créditos”.
Obs.: Há um tipo de relação que fica em uma zona intermediária, entre a relação real e a
relação obrigacional. São as obrigações “propter rem”, é um tipo especial de obriga-
ção, de natureza híbrida, real e pessoal, que se vincula a uma coisa, acompanhando-a
independentemente do seu titular. Ela vincula uma pessoa a uma coisa, mas vincula
obrigacionalmente, acompanhando a coisa independente do titular. Como exemplo,
temos a famigerada taxa de condomínio.
EXEMPLO
Obrigação de pagar taxa condominial. Se a pessoa compra um apartamento, por exemplo, ela
deve averiguar se existem obrigações condominiais em atraso, pois se vinculam à coisa acom-
panhando-a. A referida taxa é prevista no art. 1345 do CC:
Art. 1.345. O adquirente de unidade responde pelos débitos do alienante, em relação ao condomí-
nio, inclusive multas e juros moratórios.
Vamos praticar. Embora seja uma questão antiga, a mesma traz uma abordagem interes-
sante sobre o conteúdo:
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em atraso. Inconformado com a situação, Ary tentou, sem sucesso, entrar em contato com o
vendedor, para que este arcasse com os mencionados valores.
De acordo com as regras concernentes ao direito obrigacional, assinale a opção correta.
a) Perante o condomínio, Laurindo deverá arcar com o pagamento das cotas em atraso, pois
cabe ao vendedor solver todos os débitos que gravem o imóvel até o momento da tradição,
entregando-o livre e desembargado.
b) Perante o condomínio, Ary deverá arcar com o pagamento das cotas em atraso, pois se trata
de obrigação subsidiária, já que o vendedor não foi encontrado, cabendo ação in rem verso,
quando este for localizado.
c) Perante o condomínio, Laurindo deverá arcar com o pagamento das cotas em atraso, pois
se trata de obrigação com eficácia real, uma vez que Ary ainda não possui direito real so-
bre a coisa.
d) Perante o condomínio, Ary deverá arcar com o pagamento das cotas em atraso, pois se trata
de obrigação propter rem, entendida como aquela que está a cargo daquele que possui o direi-
to real sobre a coisa e, comprovadamente, imitido na posse do imóvel adquirido.
Há um tipo de relação que fica em uma zona intermediária, entre a relação real e a relação
obrigacional. São as obrigações “propter rem”, é um tipo especial de obrigação, de natureza
híbrida, real e pessoal, que se vincula a uma coisa, acompanhando-a independentemente do
seu titular. Ela vincula uma pessoa a uma coisa, mas vincula obrigacionalmente, acompanhan-
do a coisa independente do titular. Como exemplo, temos a famigerada taxa de condomínio. A
referida taxa é prevista no art. 1345 do CC:
Art. 1.345. O adquirente de unidade responde pelos débitos do alienante, em relação ao condomí-
nio, inclusive multas e juros moratórios.
Letra d.
Também existe a chamada obrigação com eficácia real, que se refere a uma obrigação
com eficácia erga omnes, ou seja, em virtude de previsão legal e de seu registro passa a ter
eficácia erga omnes (contra todos). Por exemplo: o direito de vigência do contrato de locação
em caso de alienação do imóvel, previsto no art. 8º da lei n. 8.245/1991 e art. 167, I, 3 da lei n.
6.015/1973. A obrigação comum possui eficácia inter partis enquanto a obrigação com eficá-
cia real possui eficácia erga omnes.
A terminologia obrigação em sentido amplo refere-se à relação jurídica obrigacional e em
sentido estrito ao débito em si. O direito das obrigações situa-se no seguinte contexto:
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a) OBRIGAÇÃO DE DAR:
A obrigação de dar é aquela na qual seu objeto é a prestação de coisas, lembrando que o
verbo “dar” pode ter o sentido de transferir propriedade, transferir posse ou restituir. Essa obri-
gação de dar pode ser uma obrigação de dar coisa certa (art. 233 do CC) ou obrigação de dar
coisa incerta (art. 243 do CC).
A obrigação de dar COISA CERTA é aquela na qual o bem da vida é especificado, individu-
alizado, por exemplo, comprar uma casa. Neste caso, o acessório segue o principal, salvo se o
contrário resultar do título ou do caso. Se eu me obriguei a te dar uma vaca, e ela está prenha,
o bezerro vai junto com a vaca, conforme art. 233 do CC:
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Art. 233. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados,
salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
Conforme Artigo 94 do CC. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não
abrangem as pertenças, salvo se o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou
das circunstâncias do caso.
Nos termos do Artigo 233 do CC. A obrigação de dar coisa certa ABRANGE os acessórios dela
embora não mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
Errado.
No caso de obrigação de dar coisa certa (ex. obrigação de dar a vaca), se, antes da entre-
ga/tradição, a coisa se perde (ex. a vaca morre), sem culpa do devedor, a obrigação fica resolvi-
da para ambas as partes. Se o comprador já tiver pago, o vendedor deve devolver o preço. Não
há que se falar em indenização nesse caso, conforme art. 234 do CC:
Art. 234. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da tra-
dição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas as partes; se a
perda resultar de culpa do devedor, responderá este pelo equivalente e mais perdas e danos.
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Em contrato de compra e venda de bem móvel com pagamento antecipado do preço, caso
o objeto se perca antes da tradição, sem culpa do devedor, a obrigação ficará resolvida para
ambas as partes.
A compra e venda de bem móvel tem como objeto a entrega de coisa certa (obrigação de dar
coisa certa), que realmente se resolve (se extingue) caso o objeto se perca antes da tradição,
conforme prevê o art. 234 do CC: Artigo 234. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se per-
der, sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica resol-
vida a obrigação para ambas as partes; se a perda resultar de culpa do devedor, responderá
este pelo equivalente e mais perdas e danos.
Art. 233. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados,
salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
Certo.
Art. 235. Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação,
ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
Art. 236. Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no es-
tado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro caso, indenização das perdas e
danos.
Se deteriorada a coisa, sem culpa do devedor, o credor poderá resolver a obrigação, exi-
gindo de volta o que pagou, voltando as partes à situação anterior, ou então, o credor pode
aceitar a coisa abatendo a perda da deterioração do valor que já pagou.
Por outro, se a deterioração ocorreu por culpa do devedor, poderá o credor exigir o que
pagou de volta mais perdas e danos ou aceitar a coisa deteriorada e reclamar indenização de
perdas e danos.
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b) Exigir o valor equivalente à deterioração ou aceitar a coisa no estado em que se achar, com
direito a reclamar indenização de perdas e danos em ambos os casos.
c) Exigir o valor equivalente à coisa ou aceitar a coisa no estado em que se achar, com direito
a reclamar indenização de perdas e danos em ambos os casos.
d) Exigir o valor equivalente à deterioração ou aceitar a coisa no estado em que se achar, com
direito a reclamar indenização das perdas e danos no segundo caso.
e) Resolver a obrigação ou exigir o valor equivalente à coisa, sem direito a reclamar indeniza-
ção complementar em nenhum desses casos.
a) Errada. Caso haja a deterioração – e não a perda (art. 234, CC) – da coisa ANTES da tradi-
ção e por culpa do devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado
em que se acha, com direito a reclamar, em ambos os casos, indenização das perdas e danos
(art. 236, CC).
b) Errada. O valor a ser exigido será o equivalente à própria coisa e não à deterioração
(art. 236, CC).
c) Certa. Conforme Artigo 236 do CC. Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equiva-
lente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro
caso, indenização das perdas e danos.
d) Errada. O valor a ser exigido será o equivalente à própria coisa e não à deterioração (art. 236,
CC). Ademais, será cabível a indenização por perdas e danos tanto na hipótese de o credor
exigir o equivalente, em dinheiro, do valor da coisa; quanto na hipótese de aceitar a coisa no
estado em que se encontra.
e) Errada. Na obrigação de dar coisa certa, deteriorada a coisa com culpa do devedor, assistirá
ao credor o direito de exigir o equivalente em dinheiro ou aceitar a coisa no estado em que se
acha, sendo cabível, em ambos os casos, indenização das perdas e danos (art. 236, CC).
Letra c.
Além do mais, conforme as disposições do art. 237 do CC, até a tradição, pertence ao de-
vedor a coisa com seus melhoramentos e acréscimos, podendo o devedor exigir aumento de
preço. Se o credor não concordar, o devedor pode rescindir a obrigação ficando com a coisa e
devolver o valor já pago pelo credor.
Art. 237. Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos,
pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a
obrigação.
Parágrafo único. Os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor os pendentes.
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Quanto aos frutos, até a tradição, os frutos colhidos são do devedor, e os frutos não colhi-
dos pertencerão ao credor.
a) Errada. Conforme Artigo 234 do CC. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder,
sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a
obrigação para ambas as partes; se a perda resultar de culpa do devedor, responderá este pelo
equivalente e mais perdas e danos.
b) Errada. Conforme Artigo 235 do CC. Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, po-
derá o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
c) Errada. Conforme Artigo 236 do CC. Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equi-
valente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em
outro caso, indenização das perdas e danos.
d) Errada. Conforme Artigo 237 do CC. Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os
seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor
não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação. Parágrafo único. Os frutos percebidos são do
devedor, cabendo ao credor os pendentes.
e) Certa. Conforme Artigo 234 do CC. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder,
sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a
obrigação para ambas as partes; se a perda resultar de culpa do devedor, responderá este pelo
equivalente e mais perdas e danos.
Letra e.
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Art. 238. Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes
da tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até
o dia da perda.
Art. 239. Se a coisa se perder por culpa do devedor, responderá este pelo equivalente, mais perdas
e danos.
Art. 240. Se a coisa restituível se deteriorar sem culpa do devedor, recebê-la-á o credor, tal qual
se ache, sem direito a indenização; se por culpa do devedor, observar-se-á o disposto no art. 239.
A obrigação de dar COISA INCERTA, nos termos do artigo 243 do Código Civil, é aquela
indicada apenas pelo gênero e quantidade. Por exemplo, obrigação de dar 50 sacos de arroz;
é uma obrigação genérica.
Segundo o artigo 244 do CC, nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade (dar
coisa incerta), esta escolha pertence ao devedor, se o contrário não resultar do título da obriga-
ção; mas não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a prestar a melhor.
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Conforme Artigo 243 do CC. A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela
quantidade.
E ainda nos termos do Artigo 244 do CC. Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantida-
de, a escolha pertence ao devedor, se o contrário não resultar do título da obrigação; mas não
poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a prestar a melhor.
Certo.
Antes da entrega, a regra do Direito Brasileiro é que o gênero não perece. Ex. pessoa alega
que o seu arroz estragou. Mas isso não o impede de cumprir a prestação, pois ele pode arru-
mar mais arroz em outro lugar.
Art. 246. Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que
por força maior ou caso fortuito.
a) Errada. Conforme art. 239 do CC, se a coisa se perder por culpa do devedor, responderá este
pelo equivalente, mais perdas e danos.
b) Errada. Conforme art. 233 do CC, a obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela
embora não mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
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c) Errada. Conforme art. 237. Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus me-
lhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir,
poderá o devedor resolver a obrigação. Parágrafo único. Os frutos percebidos são do devedor,
cabendo ao credor os pendentes.
d) Errada. Conforme art. 239 do CC, se a coisa se perder por culpa do devedor, responderá este
pelo equivalente, mais perdas e danos.
e) Certa. Conforme art. 240 do CC, se a coisa restituível se deteriorar sem culpa do devedor,
recebê-la-á o credor, tal qual se ache, sem direito a indenização; se por culpa do devedor, ob-
servar-se-á o disposto no art. 239.
Letra e.
b. OBRIGAÇÃO DE FAZER:
A obrigação de fazer é regulada nos artigos 247 a 249 do CC, e tem por objeto a prestação
de um fato. Essas obrigações de fazer podem ser personalíssimas (infungíveis) ou não perso-
nalíssimas (fungíveis). Na obrigação de fazer, o que interessa é a própria atividade do devedor.
Art. 247. Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele
só imposta, ou só por ele exequível.
Art. 248. Se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa do devedor, resolver-se-á a obriga-
ção; se por culpa dele, responderá por perdas e danos.
Obs.: O descumprimento culposo das obrigações de dar, fazer e não fazer não resulta
apenas em perdas e danos, podendo conduzir a uma tutela jurídica específica (como,
por exemplo, multa cominatória, busca e apreensão).
Art. 249. Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre ao credor mandá-lo executar à custa
do devedor, havendo recusa ou mora deste, sem prejuízo da indenização cabível.
Parágrafo único. Em caso de urgência, pode o credor, independentemente de autorização judicial,
executar ou mandar executar o fato, sendo depois ressarcido.
Regras pelo não cumprimento da obrigação de fazer, em caso de culpa, ou recusa do devedor:
Tipo de Obrigação
Devedor Consequência
de Fazer
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A questão deve ser resolvida conforme as disposições do art. 248 do CC, se a prestação do
fato tornar-se impossível sem culpa do devedor, resolver-se-á a obrigação; se por culpa dele,
responderá por perdas e danos.
Na questão, o descumprimento da obrigação ocorreu em função da forte tempestade e não
por culpa de Rodrigo.
Errado.
Art. 250. Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impos-
sível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
Art. 251. Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara, o credor pode exigir dele que o
desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo o culpado perdas e danos.
Parágrafo único. Em caso de urgência, poderá o credor desfazer ou mandar desfazer, independente-
mente de autorização judicial, sem prejuízo do ressarcimento devido.
Vamos praticar. Embora seja uma questão antiga, a mesma cobra um leque ampliado do
conteúdo estudado.
( ) Na obrigação de dar coisa certa, até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os
seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o
credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação.
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( ) Na obrigação de dar coisa incerta, ou seja, nas coisas determinadas pelo gênero e pela
quantidade, a escolha pertence ao credor, se o contrário não resultar do título da obriga-
ção; sendo implícita a obrigação do devedor de prestar a melhor.
( ) Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obri-
gado apenas pela parte da dívida que se obrigou.
( ) Nas obrigações de não fazer, praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obri-
gara, o credor pode exigir dele que o desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa,
ressarcindo o culpado perdas e danos.
I – Correta. Conforme art. 237 do CC, até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus
melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não
anuir, poderá o devedor resolver a obrigação.
II – Errada. Conforme art. 244 do CC, nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade,
a escolha pertence ao DEVEDOR (e não ao credor), se o contrário não resultar do título da obri-
gação; MAS NÃO PODERÁ DAR A COISA PIOR, NEM SERÁ OBRIGADO A PRESTAR A MELHOR.
III – Errada. Conforme art. 259 do CC, se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for
divisível, CADA UM SERÁ OBRIGADO PELA DÍVIDA TODA.
IV – Correta. Conforme art. 251 do CC, praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obri-
gara, o credor pode exigir dele que o desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo
o culpado perdas e danos.
Letra c.
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DIREITO CIVIL
Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro
Ademais, aqui, há uma exceção ao art. 252, §1º do CC, em razão da própria natureza do
contrato, no que diz respeito à possibilidade de o consignatário pagar parte do preço e devolver
parte das coisas (não vendidas).
Com relação ao inadimplemento das obrigações alternativas, como em qualquer obriga-
ção, se houver inadimplemento com culpa, resolve-se a obrigação em perdas e danos. Se não
houver culpa, simplesmente resolve-se a obrigação.
Vamos ver alguns artigos relacionados:
Art. 253. Se uma das duas prestações não puder ser objeto de obrigação ou se tornada inexequível,
subsistirá o débito quanto à outra.
Art. 254. Se, por culpa do devedor, não se puder cumprir nenhuma das prestações, não competindo
ao credor a escolha, ficará aquele obrigado a pagar o valor da que por último se impossibilitou, mais
as perdas e danos que o caso determinar.
Art. 255. Quando a escolha couber ao credor e uma das prestações tornar-se impossível por culpa
do devedor, o credor terá direito de exigir a prestação subsistente ou o valor da outra, com perdas
e danos; se, por culpa do devedor, ambas as prestações se tornarem inexequíveis, poderá o credor
reclamar o valor de qualquer das duas, além da indenização por perdas e danos.
Art. 256. Se todas as prestações se tornarem impossíveis sem culpa do devedor, extinguir-se-á a
obrigação. (sem perdas e danos).
Prestações Não
Escolha/Culpa Resultado
Cumpridas
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Obrigações – Parte I
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a) Certa. Conforme art. 252, § 1º do Código Civil não pode o devedor obrigar o credor a receber
parte em uma prestação e parte em outra.
b) Certa. Conforme art. 252, § 3º do CC, no caso de pluralidade de optantes, não havendo acor-
do unânime entre eles, decidirá o juiz, findo o prazo por este assinado para a deliberação.
c) Errada. Conforme art. 252, § 2º do CC, quando a obrigação for de prestações periódicas, a
faculdade de opção poderá ser exercida em cada período.
d) Certa. Conforme art. 252, § 4º do CC, se o título deferir a opção a terceiro, e este não quiser,
ou não puder exercê-la, caberá ao juiz a escolha se não houver acordo entre as partes.
Letra c.
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Obrigações – Parte I
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a) Certa. Conforme art. 238 do CC, se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa
do devedor, se perder antes da tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá,
ressalvados os seus direitos até o dia da perda.
b) Errada. Conforme art. 243 do CC, a coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela
quantidade.
c) Errada. Conforme art. 246 do CC, antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou
deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito.
d) Errada. Conforme art. 252 do CC, nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se
outra coisa não se estipulou.
e) Errada. Conforme parágrafo único do art. 249 do CC, em caso de urgência, pode o credor,
independentemente de autorização judicial, executar ou mandar executar o fato, sendo depois
ressarcido.
Letra a.
Art. 264. Há solidariedade, quando na mesma obrigação concorre mais de um credor, ou mais de
um devedor, cada um com direito, ou obrigado, à dívida toda.
Art. 265. A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da vontade das partes.
Art. 266. A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos cocredores ou codevedores, e
condicional, ou a prazo, ou pagável em lugar diferente, para o outro.
Cabe ressaltar que a solidariedade não se presume, resulta da lei ou da vontade das partes.
SOLIDARIEDADE ATIVA: na solidariedade ativa, cada um dos credores solidários tem direi-
to a exigir do devedor o cumprimento da prestação por inteiro. Ademais, enquanto não houver
demanda, a qualquer um dos credores poderá o devedor pagar.
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Obrigações – Parte I
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Art. 267. Cada um dos credores solidários tem direito a exigir do devedor o cumprimento da pres-
tação por inteiro.
Art. 268. Enquanto alguns dos credores solidários não demandarem o devedor comum, a qualquer
daqueles poderá este pagar.
Art. 269. O pagamento feito a um dos credores solidários extingue a dívida até o montante do que
foi pago.
a) Certa. Conforme Artigo 258 do CC. A obrigação é indivisível quando a prestação tem por
objeto uma coisa ou um fato não suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem
econômica, ou dada a razão determinante do negócio jurídico.
b) Errada. Conforme Artigo 233 do CC. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessó-
rios dela embora não mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstân-
cias do caso.
c) Certa. Conforme Artigo 265 do CC. A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da
vontade das partes.
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d) Certa. Conforme Artigo 243 do CC. A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e
pela quantidade.
e) Certa. Conforme Artigo 251 do CC. Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obri-
gara, o credor pode exigir dele que o desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcin-
do o culpado perdas e danos. Parágrafo único. Em caso de urgência, poderá o credor desfazer
ou mandar desfazer, independentemente de autorização judicial, sem prejuízo do ressarci-
mento devido.
Letra b.
FALECIMENTO: Quanto à relação interna, no caso em que algum dos credores falece e dei-
xa herdeiros, cada um destes só terá direito de exigir a cota que corresponder ao seu quinhão
hereditário (art. 270 do CC). Assim, quando um credor solidário falece, a solidariedade, com
relação a ele, desaparece, sobrando para cada herdeiro uma parte do crédito que pertencia
ao de cujus, salvo se a obrigação for indivisível. Isso se chama refração de crédito conforme
o art. 270 do CC.
PERDAS E DANOS: Convertendo-se a prestação em perdas e danos, subsiste, para todos os
efeitos, a solidariedade (art. 271, CC). Esse efeito diferencia a solidariedade da indivisibilidade.
EXCEÇÕES: A um dos credores solidários não pode o devedor opor as exceções pessoais
oponíveis aos outros (art. 273 do CC). Exceção pessoal é uma defesa que só existe contra de-
terminadas pessoas, como, por exemplo, alegação de incapacidade e vício de consentimento.
SOLIDARIEDADE PASSIVA: Na solidariedade passiva, o credor tem direito a exigir e rece-
ber de um ou de algum dos devedores, parcial ou totalmente, a dívida comum (regra da opção
de demanda – ou um, ou outro, ou todos). Se o pagamento tiver sido parcial, todos os demais
devedores continuam obrigados solidariamente pelo resto da dívida. Não haverá renúncia à
solidariedade no caso de propositura de ação pelo credor contra um ou alguns devedores.
Art. 275. O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos devedores, parcial ou total-
mente, a dívida comum; se o pagamento tiver sido parcial, todos os demais devedores continuam
obrigados solidariamente pelo resto.
Parágrafo único. Não importará renúncia da solidariedade a propositura de ação pelo credor contra
um ou alguns dos devedores.
Então, aquele que pagou também pode ser cobrado pelo resto da dívida.
RENÚNCIA: A renúncia da solidariedade está tratada no artigo 282, do CC. Ela não se con-
funde com remissão da dívida (perdão).
Art. 282. O credor pode renunciar à solidariedade em favor de um, de alguns ou de todos os deve-
dores.
Parágrafo único. Se o credor exonerar (renunciar) da solidariedade um ou mais devedores, subsis-
tirá a dos demais.
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Art. 276. Se um dos devedores solidários falecer deixando herdeiros, nenhum destes será obrigado
a pagar senão a quota que corresponder ao seu quinhão hereditário, salvo se a obrigação for indi-
visível; mas todos reunidos serão considerados como um devedor solidário em relação aos demais
devedores.
PAGAMENTO PARCIAL: O pagamento parcial feito por um dos devedores e a remissão por
ele obtida aproveitam aos outros devedores até a concorrência da quantia paga ou relevada
(perdoada).
Art. 277. O pagamento parcial feito por um dos devedores e a remissão por ele obtida não aprovei-
tam aos outros devedores, senão até à concorrência da quantia paga ou relevada.
Art. 283. O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a exigir de cada um dos codevedores
a sua quota, dividindo-se igualmente por todos a do insolvente, se o houver, presumindo-se iguais,
no débito, as partes de todos os codevedores.
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Art. 285. Se a dívida solidária interessar exclusivamente a um dos devedores, responderá este por
toda ela para com aquele que pagar.
Art. 278. Qualquer cláusula, condição ou obrigação adicional, estipulada entre um dos devedores
solidários e o credor, não poderá agravar a posição dos outros sem consentimento destes.
Art. 280 . Todos os devedores respondem pelos juros da mora, ainda que a ação tenha sido propos-
ta somente contra um; mas o culpado responde aos outros pela obrigação acrescida.
Art. 281. O devedor demandado pode opor ao credor as exceções que lhe forem pessoais e as co-
muns a todos; não lhe aproveitando as exceções pessoais a outro codevedor.
Art. 284. No caso de rateio entre os codevedores, contribuirão também os exonerados da solidarie-
dade pelo credor, pela parte que na obrigação incumbia ao insolvente.
Art. 265. A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da vontade das partes.
Letra d.
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Obrigações – Parte I
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a) Errada. Conforme Artigo 265 do CC. A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da
vontade das partes.
b) Errada. Conforme Artigo 270 do CC. Se um dos credores solidários falecer deixando herdei-
ros, cada um destes só terá direito a exigir e receber a quota do crédito que corresponder ao
seu quinhão hereditário, salvo se a obrigação for indivisível.
c) Errada. Conforme Artigo 276 do CC. Se um dos devedores solidários falecer deixando her-
deiros, nenhum destes será obrigado a pagar senão a quota que corresponder ao seu quinhão
hereditário, salvo se a obrigação for indivisível; mas todos reunidos serão considerados como
um devedor solidário em relação aos demais devedores.
d) Errada. Conforme Art. 275. O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos
devedores, parcial ou totalmente, a dívida comum; se o pagamento tiver sido parcial, todos os
demais devedores continuam obrigados solidariamente pelo resto.
Parágrafo único. Não importará renúncia da solidariedade a propositura de ação pelo credor
contra um ou alguns dos devedores.
e) Certa. Conforme Artigo 283 do CC. O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a
exigir de cada um dos codevedores a sua quota, dividindo-se igualmente por todos a do insol-
vente, se o houver, presumindo-se iguais, no débito, as partes de todos os codevedores.
Letra e.
Art. 257. Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta presume-
-se dividida em tantas obrigações, iguais e distintas, quantos os credores ou devedores.
Esse artigo prevê a divisão igualitária de acordo com o número de partes na obrigação.
Vale ressaltar que essa é uma presunção relativa, que não impede a disposição em contrário.
Obrigação Indivisível: Obrigação indivisível é aquela que não pode ser cumprida em par-
tes, em razão de sua natureza, por razão econômica ou dada a razão determinante do negó-
cio jurídico.
Art. 258. A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não
suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica, ou dada a razão determi-
nante do negócio jurídico.
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Art. 259. Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado
pela dívida toda.
Parágrafo único. O devedor, que paga a dívida, sub-roga-se no direito do credor em relação aos
outros coobrigados.
Art. 260. Se a pluralidade for dos credores, poderá cada um destes exigir a dívida inteira; mas o de-
vedor ou devedores se desobrigarão, pagando:
I – a todos (os credores) conjuntamente;
II – a um (dos credores), dando este (credor) caução de ratificação (garantia) dos outros credores.
Com relação à garantia do credor, alguns entendem que todos os bens do credor que re-
cebe pelos demais são garantia.
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e) Bastará para a desoneração que todos os devedores façam a entrega da coisa a um dos
credores, independente da caução de ratificação do outro credor.
Conforme Artigo 260 do CC. Se a pluralidade for dos credores, poderá cada um destes exigir a
dívida inteira; mas o devedor ou devedores se desobrigarão, pagando:
I – a todos conjuntamente;
II – a um, dando este caução de ratificação dos outros credores.
Letra a.
No caso de o credor que recebeu o pagamento não repassar o valor cabível aos demais
credores, estes poderão cobrar daquele, nos termos do art. 261, do CC:
Art. 261. Se um só dos credores receber a prestação por inteiro, a cada um dos outros assistirá o
direito de exigir dele em dinheiro a parte que lhe caiba no total.
Art. 262. Se um dos credores remitir (perdoar) a dívida, a obrigação não ficará extinta para com os
outros; mas estes só a poderão exigir, descontada a quota do credor remitente.
Parágrafo único. O mesmo critério se observará no caso de transação, novação, compensação ou
confusão.
Art. 263. Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos. (Diferença
em relação à solidariedade).
§ 1º Se, para efeito do disposto neste artigo, houver culpa de todos os devedores, responderão to-
dos por partes iguais.
§ 2º Se for de um só a culpa, ficarão exonerados os outros, respondendo só esse pelas perdas e
danos.
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a) Errada. Conforme art. 233 do CC, a obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela
embora não mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
b) Certa. Nos termos do artigo 236 do CC, sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o
equivalente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou
em outro caso, indenização das perdas e danos.
c) Errada. Conforme art. 237 do CC, até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus
melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não
anuir, poderá o devedor resolver a obrigação. Parágrafo único. Os frutos percebidos são do
devedor, cabendo ao credor os pendentes.
d) Errada. Conforme art. 244 do CC, nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade,
a escolha pertence ao devedor, se o contrário não resultar do título da obrigação; mas não
poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a prestar a melhor.
e) Errada. Nos termos do art. 262 do CC, se um dos credores remitir a dívida, a obrigação não
ficará extinta para com os outros; mas estes só a poderão exigir, descontada a quota do cre-
dor remitente.
Letra b.
a) Certa. Conforme art. 262 do CC, se um dos credores remitir a dívida, a obrigação não fica-
rá extinta para com os outros; mas estes só a poderão exigir, descontada a quota do credor
remitente.
b) Errada. Conforme art. 258 do CC, a obrigação é indivisível quando a prestação tem por ob-
jeto uma coisa ou um fato não suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem
econômica, ou dada a razão determinante do negócio jurídico. Já conforme art. 264 do CC, há
solidariedade, quando na mesma obrigação concorre mais de um credor, ou mais de um deve-
dor, cada um com direito, ou obrigado, à dívida toda.
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c) Errada. Conforme art. 260 do CC, se a pluralidade for dos credores, poderá cada um destes
exigir a dívida inteira; mas o devedor ou devedores se desobrigarão, pagando: I – a todos con-
juntamente; II – a um, dando este caução de ratificação dos outros credores
d) Errada. Conforme art. 263 do CC, perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resol-
ver em perdas e danos.
Letra a.
EXEMPLO
Se ocorre sinistro com o carro, o segurado tem o dever de informar imediatamente o sinistro
à seguradora, para evitar maiores prejuízos.
Credor deixa de fornecer dados para cumprimento de liminar, só para a multa diária rolar e
a indenização ficar maior. Se ficar provado que o credor podendo atuar, não o fez, e que ele
violou o duty to mitigate de loss, ele perde o direito à indenização da multa sancionatória.
Obrigação Natural:
Obrigação natural é aquela desprovida de exigibilidade jurídica. Por isso, alguns dizem que
as obrigações naturais são “dívidas de honra”. Ex. dívida prescrita; dívida de jogo (art. 814, CC):
Art. 814. As dívidas de jogo ou de aposta não obrigam a pagamento; mas não se pode recobrar a
quantia, que voluntariamente se pagou, salvo se foi ganha por dolo, ou se o perdente é menor ou
interdito.
Art. 882. Não se pode repetir o que se pagou para solver dívida prescrita, ou cumprir obrigação
judicialmente inexigível.
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Como regra, temos que o crédito pode ser cedido de forma gratuita ou onerosa, conforme
preconiza o artigo 286 do Código Civil:
Art. 286. O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei,
ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao cessio-
nário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação.
Art. 288. É ineficaz, em relação a terceiros, a transmissão de um crédito, se não celebrar-se median-
te instrumento público, ou instrumento particular revestido das solenidades do § 1º do art. 654.
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Em razão da boa-fé, o credor originário pode transmitir o crédito a um novo credor, mas o
devedor deve ser comunicado. Aqui temos um ponto importantíssimo: o devedor não precisa
autorizar a cessão, mas tão somente estar ciente. Assim, o devedor saberá a quem vai pagar
e, também, poderá opor ao novo credor as defesas que tinha contra o primeiro como, por exem-
plo, vício de consentimento, prescrição, etc. (caso contrário haveria fraude).
Art. 290. A cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor, senão quando a este notifi-
cada; mas por notificado se tem o devedor que, em escrito público ou particular, se declarou ciente
da cessão feita.
Art. 292. Fica desobrigado o devedor que, antes de ter conhecimento da cessão, paga ao credor
primitivo, ou que, no caso de mais de uma cessão notificada, paga ao cessionário que lhe apresenta,
com o título de cessão, o da obrigação cedida; quando o crédito constar de escritura pública, preva-
lecerá a prioridade da notificação.
Art. 294. O devedor pode opor ao cessionário as exceções que lhe competirem, bem como as que,
no momento em que veio a ter conhecimento da cessão, tinha contra o cedente.
I – quando o devedor contrai com o credor nova dívida para extinguir e substituir a anterior;
II – quando novo devedor sucede ao antigo, ficando este quite com o credor;
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III – quando, em virtude de obrigação nova, outro credor é substituído ao antigo, ficando o devedor
quite com este.
b) Certa. Conforme Artigo 286 do CC. O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser
a natureza da obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão
não poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação.
c) Errada. Conforme Art. 286. O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a na-
tureza da obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não
poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação.
d) Errada. Conforme Artigo 368 do CC. Se duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e de-
vedor uma da outra, as duas obrigações extinguem-se, até onde se compensarem.
e) Errada. Conforme Artigo 334 do CC. Considera-se pagamento, e extingue a obrigação, o
depósito judicial ou em estabelecimento bancário da coisa devida, nos casos e forma legais.
Letra b.
O cedente que cedeu o crédito ao cessionário deve se responsabilizar (garantir) pela exis-
tência do crédito que ele cedeu? O cedente tem, também, que garantir a solvência do devedor?
Conforme os artigos 295, a 297 do CC, EM REGRA, o cedente garante apenas a existên-
cia do crédito que cedeu (cessão pro soluto); todavia, caso seja convencionalmente ajustado,
poderá o cedente também garantir a solvência do devedor, caso em que a cessão passa a se
chamar de cessão pro solvendo.
Art. 295. Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não se responsabilize, fica responsável
ao cessionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu; a mesma responsabilidade lhe
cabe nas cessões por título gratuito, se tiver procedido de má-fé.
Art. 296. Salvo estipulação em contrário, o cedente não responde pela solvência do devedor.
Art. 297. O cedente, responsável ao cessionário pela solvência do devedor, não responde por mais
do que daquele recebeu, com os respectivos juros; mas tem de ressarcir-lhe as despesas da cessão
e as que o cessionário houver feito com a cobrança.
Então, em regra, as cessões de crédito no Brasil são pro soluto, ou seja, o cedente garante
apenas a existência do crédito que cedeu. Em regra, a na cessão de um crédito incluem-se
todos os seus acessórios:
Art. 287. Salvo disposição em contrário, na cessão de um crédito abrangem-se todos os seus aces-
sórios.
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a) Na cessão por título oneroso, o cedente, desde que expressamente previsto no negócio ju-
rídico, fica responsável ao cessionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu.
b) O cedente, responsável ao cessionário pela solvência do devedor, não responde por mais
do que daquele recebeu, com os respectivos juros e não tem o dever de ressarcir-lhe as des-
pesas da cessão e as que o cessionário houver feito com a cobrança.
c) O cedente responde pela solvência do devedor, salvo se ignorava o estado de insolvência
deste no momento da cessão.
d) Na cessão a título gratuito, o cedente somente é responsável pela existência do crédito ao
tempo da cessão se tiver procedido de má-fé.
e) O crédito, uma vez penhorado, poderá ser transferido pelo credor que tiver conhecimento da
penhora; mas o devedor que o pagar, não tendo notificação dela, fica exonerado, subsistindo
somente contra o credor os direitos de terceiro.
a) Errada. Conforme Artigo 295 do CC. Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não
se responsabilize, fica responsável ao cessionário pela existência do crédito ao tempo em
que lhe cedeu; a mesma responsabilidade lhe cabe nas cessões por título gratuito, se tiver
procedido de má-fé.
b) Errada. Conforme Artigo 297 do CC. O cedente, responsável ao cessionário pela solvência do
devedor, não responde por mais do que daquele recebeu, com os respectivos juros; mas tem
de ressarcir-lhe as despesas da cessão e as que o cessionário houver feito com a cobrança.
c) Errada. Conforme Artigo 296 do CC. Salvo estipulação em contrário, o cedente não respon-
de pela solvência do devedor.
d) Certa. Conforme Artigo 295 do CC. Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não
se responsabilize, fica responsável ao cessionário pela existência do crédito ao tempo em que
lhe cedeu; a mesma responsabilidade lhe cabe nas cessões por título gratuito, se tiver proce-
dido de má-fé.
e) Errada. Conforme Artigo 298 do CC. O crédito, uma vez penhorado, não pode mais ser trans-
ferido pelo credor que tiver conhecimento da penhora; mas o devedor que o pagar, não tendo
notificação dela, fica exonerado, subsistindo somente contra o credor os direitos de terceiro.
Letra d.
Caso o credor tome conhecimento da penhora do crédito, não pode cedê-lo, entretanto,
mas o devedor que o pagar, não sendo notificado, fica exonerado:
Art. 298. O crédito, uma vez penhorado, não pode mais ser transferido pelo credor que tiver conhe-
cimento da penhora; mas o devedor que o pagar, não tendo notificação dela, fica exonerado, subsis-
tindo somente contra o credor os direitos de terceiro.
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Obrigações – Parte I
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a) Errada. Conforme art. 360 do CC, dá-se a novação: I – quando o devedor contrai com o
credor nova dívida para extinguir e substituir a anterior; II – quando novo devedor sucede ao
antigo, ficando este quite com o credor; III – quando, em virtude de obrigação nova, outro cre-
dor é substituído ao antigo, ficando o devedor quite com este.
b) Errada. Sub-rogação legal: é o cumprimento da obrigação que decorre da lei, independen-
temente de declaração do credor ou do devedor.
c) Errada. Subcontrato é o negócio jurídico firmado para cumprir parte ou todas as obrigações
de outro contrato, feito com outra pessoa.
d) Errada. Cessão de contrato ou cessão de posição contratual é a transferência da posição
(ativa ou passiva) em um contrato, a um terceiro, com todos os direitos e deveres. Necessaria-
mente ocorre em contratos bilaterais, com execução não concluída.
e) Certa. Cessão de crédito é um contrato que representa uma modalidade de transmissão
obrigacional, na qual uma parte denominada cedente transfere a outra, qualificada cessionária,
crédito a título gratuito ou oneroso, parcial ou total, sem a necessidade da concordância do
devedor, conforme disposições do art. 286 do CC:
Art. 286. O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei,
ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao cessio-
nário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação.
Letra e.
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Obrigações – Parte I
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Art. 299. É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, com o consentimento expresso do
credor, ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, era insolven-
te e o credor o ignorava.
Parágrafo único. Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que consinta na assunção
da dívida, interpretando-se o seu silêncio como recusa.
Conforme Artigo 299 do CC. É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, com o
consentimento expresso do credor, ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao
tempo da assunção, era insolvente e o credor o ignorava.
Parágrafo único. Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que consinta na assunção
da dívida, interpretando-se o seu silêncio como recusa.
Letra d.
Com a cessão de dívida, as garantias velhas são extintas, pois houve consentimento ex-
presso do credor.
Art. 300. Salvo assentimento expresso do devedor primitivo, consideram-se extintas, a partir da
assunção da dívida, as garantias especiais por ele originariamente dadas ao credor.
Art. 301. Se a substituição do devedor vier a ser anulada, restaura-se o débito, com todas as suas
garantias, salvo as garantias prestadas por terceiros, exceto se este conhecia o vício que inquinava
a obrigação.
Art. 302. O novo devedor não pode opor ao credor as exceções pessoais que competiam ao devedor
primitivo.
A única situação em que se excepciona o parágrafo único do art. 299 do CC, na hipótese
de necessária autorização expressa do credor, aceitando o legislador a mera anuência tácita
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Obrigações – Parte I
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do credor, após notificação, é a exposta no art. 303 do Código Civil. Trata-se da assunção de
dívida consequente à aquisição por terceiro de imóvel hipotecado prevista no art. 303 do CC:
Art. 303. O adquirente de imóvel hipotecado pode tomar a seu cargo o pagamento do crédito ga-
rantido; se o credor, notificado, não impugnar em trinta dias a transferência do débito, entender-se-
-á dado o assentimento.
Conforme Artigo 303 do CC. O adquirente de imóvel hipotecado pode tomar a seu cargo o
pagamento do crédito garantido; se o credor, notificado, não impugnar em trinta dias a transfe-
rência do débito, entender-se-á dado o assentimento.
A única situação em que se excepciona o parágrafo único do art. 299, aceitando o legislador a
mera anuência tácita do credor, é a exposta no art. 303 do Código Civil. Trata-se da assunção
de dívida consequente à aquisição por terceiro de imóvel hipotecado. O novo devedor substitui
o proprietário anterior, sendo certo que, se o credor notificado não impugnar a transferência
do débito em 30 dias, entender-se-á tacitamente conferido o seu assentimento. O silêncio do
credor induzirá a validade do negócio jurídico e a produção de seus efeitos liberatórios. Dispen-
sa-se a aceitação expressa, pois a aquisição do imóvel hipotecado pelo terceiro não envolve
qualquer risco ao credor, em face da excelência da garantia real e seus atributos da sequela e
preferência.
Letra b.
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Obrigações – Parte I
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023. (FCC/JUIZ SUBSTITUTO/TJ AL/2019) Por conta de mútuo oneroso, João devia a Teresa
a importância de cem mil reais. No intuito de ajudar o amigo em dificuldade, Leopoldo assu-
miu para si a obrigação de João, para o que houve expressa anuência de Teresa. Nesse caso,
a) João ficará exonerado da dívida, salvo se Leopoldo, ao tempo da assunção, fosse insolvente
e Teresa ignorasse essa sua condição.
b) Leopoldo poderá opor a Teresa as exceções pessoais que competiam a João.
c) se a substituição do devedor vier a ser anulada, restaura-se o débito de João, sem nenhuma
garantia, independentemente de quem a tenha prestado.
d) preservam-se as garantias especiais originariamente dadas a Teresa por João, independen-
temente do assentimento dele.
e) João responderá apenas pela metade da dívida, ainda que Leopoldo não cumpra a obriga-
ção assumida perante Teresa.
Art. 299. É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, com o consentimento expresso do
credor, ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, era insol-
vente e o credor o ignorava.
Letra a.
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Obrigações – Parte I
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RESUMO
Noções Gerais
DIREITO DAS OBRIGAÇÕES: disciplina uma relação jurídica pessoal entre o credor e o de-
vedor. De um lado, há o sujeito ativo (credor) e de outro lado, há o sujeito passivo (devedor).
“PROPTER REM”: é um tipo especial de obrigação, de natureza híbrida, real e pessoal, que
se vincula a uma coisa, acompanhando-a independentemente do seu titular. Ela vincula uma
pessoa a uma coisa. Ex. taxa de condomínio.
OBRIGAÇÃO COM EFICÁCIA REAL: que se refere a uma obrigação com eficácia erga om-
nes, ou seja, em virtude de previsão legal e de seu registro passa a ter eficácia erga omnes
(contra todos). Ex. direito de vigência do contrato de locação em caso de alienação do imóvel,
previsto no art. 8º da lei n. 8.245/1991.
O direito das obrigações situa-se no seguinte contexto:
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Obrigações – Parte I
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Modalidades de Obrigação
Prestações Não
Escolha/Culpa Resultado
Cumpridas
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Obrigações – Parte I
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Prestações Não
Escolha/Culpa Resultado
Cumpridas
OBRIGAÇÃO NATURAL é aquela desprovida de exigibilidade jurídica. Por isso, alguns di-
zem que as obrigações naturais são “dívidas de honra”. Ex. dívida prescrita; dívida de jogo
(art. 814 do CC).
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Obrigações – Parte I
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Obrigações – Parte I
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MAPAS MENTAIS
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Obrigações – Parte I
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QUESTÕES DE CONCURSO
001. (QUADRIX/PROFISSIONAL ANALISTA SUPERIOR/CRECI 14/ADVOGADO/2021) Nas pala-
vras de Caio Mário da Silva Pereira, obrigação é o vínculo jurídico em virtude do qual uma pes-
soa pode exigir de outra prestação economicamente apreciável. O mesmo autor acrescenta
ainda que tal vínculo deve se basear na obediência aos valores e princípios constitucionais,
inclusive o da dignidade da pessoa humana e o da solidariedade social. Quanto às modalida-
des de obrigações em geral e a suas características, julgue o item a seguir.
Se o devedor estiver obrigado a restituir coisa certa e esta se perder antes da tradição, deverá
ressarcir ao credor o valor total da coisa principal e de seus acessórios, mesmo que não tenha
culpa na perda do bem.
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Obrigações – Parte I
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( ) um galo reprodutor da raça Shamo, cujo valor é de R$ 6.000,00. Considerando tais in-
formações, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Se Z entregar o objeto, por ser divisível, deverá exigir, em sub-rogação, R$ 2.000,00 de
cada um dos demais devedores, ou seja, as suas quotas-partes correspondentes.
( ) Se Y entregar o objeto, não poderá exigir, em sub-rogação, R$ 2.000,00 de cada um dos
demais devedores, ou seja, as suas quotas-partes correspondentes.
( ) Se for oferecido a K um galo reprodutor da raça Asil, deverá ser aceito no lugar do Sha-
mo, por apresentar semelhança e um preço superior, ou seja, R$ 7.100,00.
( ) Se X entregar o objeto, poderá exigir, em sub-rogação, R$ 2.000,00 de cada um dos
demais devedores, ou seja, as suas quotas-partes correspondentes.
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Obrigações – Parte I
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II – Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação não ficará extinta para com os outros;
mas estes só a poderão exigir, descontada a quota do credor remitente. O mesmo critério se
observará no caso de transação, novação, compensação ou confusão.
III – Nos contratos onerosos, responde por simples culpa o contratante, a quem o contrato
aproveite, e por dolo aquele a quem não favoreça. Nos contratos benéficos, responde cada
uma das partes por culpa, salvo as exceções previstas em lei.
IV – Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não se responsabilize, fica responsá-
vel ao cessionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu; a mesma responsa-
bilidade lhe cabe nas cessões por título gratuito, se tiver procedido de má-fé.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas a afirmativa III está correta
b) Apenas as afirmativas I e II estão corretas
c) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas
d) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas
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c) Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado
em que se acha, nesses casos sem direito a reclamar perdas e danos.
d) Até a tradição, pertence a coisa ao credor, com seus acréscimos, pelos quais poderá exigir
aumento do preço, com ou sem anuência do devedor.
e) Deteriorada a coisa, sem culpa do devedor, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar
a coisa, nesse caso sem abatimento do preço pela referida ausência de culpa do devedor.
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Obrigações – Parte I
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c) sua escolha caberá ao juiz, que deverá agir supletivamente à vontade das partes, de modo
a integrar o contrato de elemento essencial à sua validade.
d) Marília estará obrigada a fornecer apenas o cereal de pior qualidade, mas Teresa não po-
derá rejeitar o fornecimento de cereal de qualidade superior.
e) Marília estará obrigada a fornecer o cereal de melhor qualidade, salvo se Teresa vier a acei-
tar o fornecimento de cereal de qualidade inferior.
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GABARITO
1. E
2. C
3. d
4. C
5. d
6. b
7. E
8. e
9. b
10. c
11. d
12. c
13. c
14. a
15. d
16. b
17. a
18. b
19. a
20. d
21. a
22. b
23. b
24. a
25. d
26. d
27. d
28. d
29. e
30. b
31. b
32. a
33. c
34. d
35. d
36. c
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GABARITO COMENTADO
001. (QUADRIX/PROFISSIONAL ANALISTA SUPERIOR/CRECI 14/ADVOGADO/2021) Nas pala-
vras de Caio Mário da Silva Pereira, obrigação é o vínculo jurídico em virtude do qual uma pes-
soa pode exigir de outra prestação economicamente apreciável. O mesmo autor acrescenta
ainda que tal vínculo deve se basear na obediência aos valores e princípios constitucionais,
inclusive o da dignidade da pessoa humana e o da solidariedade social. Quanto às modalida-
des de obrigações em geral e a suas características, julgue o item a seguir.
Se o devedor estiver obrigado a restituir coisa certa e esta se perder antes da tradição, deverá
ressarcir ao credor o valor total da coisa principal e de seus acessórios, mesmo que não tenha
culpa na perda do bem.
Conforme Artigo 233 do CC. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela em-
bora não mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
Art. 234. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da tra-
dição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas as partes; se a
perda resultar de culpa do devedor, responderá este pelo equivalente e mais perdas e danos.
Errado.
Na obrigação de dar coisa certa, isto é, coisa determinada, individualizada, se a coisa se de-
teriorar SEM culpa do devedor, o credor escolhe entre: i) resolver a obrigação (extingue a
obrigação) ou ii) aceitar a coisa com abatimento do preço do que se deteriorou, nos termos
do art. 235 do CC:
Art. 235. Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou
aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
Certo.
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mês após o recebimento da quantia estabelecida, que foi paga à vista. A galeria organizou,
então, uma grande exposição, na qual a atração principal seria o quadro “Poesia lúdica”. Na
data contratada, quando dirigia seu carro para fazer a entrega, Mário Lengruber avançou o se-
máforo, colidiu com um ônibus, e a obra foi completamente destruída com um furo de grande
dimensão na parte central do quadro. O anúncio realizado pela galeria de que a peça não seria
mais exposta fez com que diversas pessoas exercessem o direito de restituição dos valores
pagos a título de ingresso. Acerca da casuística narrada, assinale a afirmativa CORRETA.
a) Por se tratar de obrigação de fazer infungível (personalíssima), a Galeria Belas Artes não
poderá mandar executar a prestação às expensas de Mário Lengruber, restando-lhe pleitear
indenização por perdas e danos.
b) Com o pagamento do preço, transferiu-se a propriedade da obra de arte para a Galeria Be-
las Artes, razão pela qual a empresa referenciada deve suportar o prejuízo pela perda do bem.
c) Mário Lengruber deverá entregar outra obra de seu acervo profissional à escolha da Galeria
Belas Artes, em substituição ao quadro “Poesia lúdica”.
d) A Galeria Belas Artes poderá cobrar de Mário Lengruber o equivalente pecuniário do qua-
dro “Poesia lúdica” mais o prejuízo decorrente da devolução do valor dos ingressos relativos
à exposição
a) Errada. Caso queira, o credor poderá, sim, mandar realizar a obra às expensas do devedor,
conforme art. 249 do CC:
Art. 249. Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre ao credor mandá-lo executar à custa
do devedor, havendo recusa ou mora deste, sem prejuízo da indenização cabível.
Parágrafo único. Em caso de urgência, pode o credor, independentemente de autorização judicial,
executar ou mandar executar o fato, sendo depois ressarcido.
Art. 239. Se a coisa se perder por culpa do devedor, responderá este pelo equivalente, mais perdas
e danos.
Art. 248. Se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa do devedor, resolver-se-á a obriga-
ção; se por culpa dele, responderá por perdas e danos.
Letra d.
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Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele só im-
posta, ou só por ele exequível.
Certo.
A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não suscetíveis
de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica, ou dada a razão determinante do
negócio jurídico.
A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos co-credores ou co-devedores, e condi-
cional, ou a prazo, ou pagável em lugar diferente, para o outro.
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Se uma das duas prestações não puder ser objeto de obrigação ou se tornada inexequível, subsis-
tirá o débito quanto à outra.
Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se o con-
trário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a
prestar a melhor.
Letra d.
I – Correta. Conforme Artigo 252 do CC. Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao deve-
dor, se outra coisa não se estipulou.
§ 3º No caso de pluralidade de optantes, não havendo acordo unânime entre eles, decidirá o juiz,
findo o prazo por este assinado para a deliberação.
Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.
§ 1º Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra.
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Obrigações – Parte I
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Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou. § 2º
Quando a obrigação for de prestações periódicas, a faculdade de opção poderá ser exercida em
cada período.
Letra b.
Conforme Artigo 252 do CC. Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra
coisa não se estipulou.
§ 1º Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra.
Errado.
a) Errada. Nos termos do art. 256 do CC, se todas as prestações se tornarem impossíveis sem
culpa do devedor, extinguir-se-á a obrigação.
b) Errada. Conforme art. 252, § 1º do CC, não pode o devedor obrigar o credor a receber parte
em uma prestação e parte em outra.
c) Errada. Conforme art. 256 do CC, se todas as prestações se tornarem impossíveis sem cul-
pa do devedor, extinguir-se-á a obrigação.
d) Errada Conforme art. 253 do CC, se uma das duas prestações não puder ser objeto de obri-
gação ou se tornada inexequível, subsistirá o débito quanto à outra.
e) Certa. Conforme art. 252, § 1º do CC, não pode o devedor obrigar o credor a receber parte
em uma prestação e parte em outra.
Letra e.
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Obrigações – Parte I
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a) Certa. Conforme Artigo 258 do CC. A obrigação é indivisível quando a prestação tem por ob-
jeto uma coisa ou um fato não suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem
econômica, ou dada a razão determinante do negócio jurídico.
b) Errada. Conforme Artigo 259 do CC:
Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado pela
dívida toda.
Parágrafo único. O devedor, que paga a dívida, sub-roga-se no direito do credor em relação aos
outros coobrigados.
Parágrafo único. O devedor, que paga a dívida, sub-roga-se no direito do credor em relação aos
outros coobrigados.
Se um só dos credores receber a prestação por inteiro, a cada um dos outros assistirá o direito de
exigir dele em dinheiro a parte que lhe caiba no total.
Letra b.
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Obrigações – Parte I
Antônio Alex Pinheiro
A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não suscetíveis
de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica, ou dada a razão determinante do
negócio jurídico.
( ) um galo reprodutor da raça Shamo, cujo valor é de R$ 6.000,00. Considerando tais in-
formações, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Se Z entregar o objeto, por ser divisível, deverá exigir, em sub-rogação, R$ 2.000,00 de
cada um dos demais devedores, ou seja, as suas quotas-partes correspondentes.
( ) Se Y entregar o objeto, não poderá exigir, em sub-rogação, R$ 2.000,00 de cada um dos
demais devedores, ou seja, as suas quotas-partes correspondentes.
( ) Se for oferecido a K um galo reprodutor da raça Asil, deverá ser aceito no lugar do Sha-
mo, por apresentar semelhança e um preço superior, ou seja, R$ 7.100,00.
( ) Se X entregar o objeto, poderá exigir, em sub-rogação, R$ 2.000,00 de cada um dos
demais devedores, ou seja, as suas quotas-partes correspondentes.
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Obrigações – Parte I
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a) F, F, V, V.
b) V, V, F, F.
c) V, V, V, F.
d) F, F, F, V.
(F) Errada. A indivisibilidade diz respeito ao conteúdo ou objeto da prestação (não é possível
fracionar o cumprimento da prestação), como decorre do art. 258 do CC:
Art. 258. A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não
suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica, ou dada a razão determi-
nante do negócio jurídico.
(F) Errada. Se Y pagar poderá exigir, em sub-rogação, R$ 2.000,00 de cada um dos demais
devedores, valor de suas quotas partes, pela divisão do total (R$6.000,00) entre os três deve-
dores (R$2.000,00 para cada), nos termos do art. 259, parágrafo único, do CC.
(F) Errada. O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe cabe, ainda que
mais valiosa, conforme prevê o art. 313 do CC:
Art. 313. O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais
valiosa.
(V) O devedor que paga sub-rogar-se-á no direito do credor em relação aos outros coobriga-
dos (outros devedores), pelas respectivas quotas-partes, nos termos do art. 259, parágrafo
único, do CC:
Art. 259. Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado
pela dívida toda. Parágrafo único. O devedor, que paga a dívida, sub-roga-se no direito do credor em
relação aos outros coobrigados.
Letra d.
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Obrigações – Parte I
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a) Apenas III.
b) Apenas I e II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos co-credores ou co-devedores, e condi-
cional, ou a prazo, ou pagável em lugar diferente, para o outro.
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Obrigações – Parte I
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I – Correta. De fato, o vínculo jurídico imaterial ou espiritual é o liame que liga as partes na
relação obrigacional, sujeitando-as ao cumprimento da prestação.
II – Correta. Conforme Artigo 262 do CC:
Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação não ficará extinta para com os outros; mas estes
só a poderão exigir, descontada a quota do credor remitente.
Parágrafo único. O mesmo critério se observará no caso de transação, novação, compensação ou
confusão.
Nos contratos benéficos, responde por simples culpa o contratante, a quem o contrato aproveite, e
por dolo aquele a quem não favoreça. Nos contratos onerosos, responde cada uma das partes por
culpa, salvo as exceções previstas em lei.
Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não se responsabilize, fica responsável ao ces-
sionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu; a mesma responsabilidade lhe cabe
nas cessões por título gratuito, se tiver procedido de má-fé.
Letra c.
Lato sensu é expressão que significa “em sentido amplo”, enquanto stricto sensu significa “em
sentido específico (ou restrito)”. Destes conceitos, chega-se à resposta de que a obrigação
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Obrigações – Parte I
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como um dever jurídico ou não é uma obrigação ampla (ou lato sensu), já a obrigação como
um dever patrimonial é uma obrigação específica (ou stricto sensu).
Letra a.
Art. 238. Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes
da tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até o
dia da perda.
Letra d.
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Obrigações – Parte I
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a) Na obrigação de dar coisa incerta, antes da escolha, poderá o devedor alegar perda ou de-
terioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito.
b) Na obrigação de dar coisa certa, deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá
o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
c) Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao credor, se outra coisa não se estipulou.
d) A solidariedade resulta da lei, da vontade das partes ou de presunção legal.
Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força
maior ou caso fortuito.
Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar
a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
Art. 252. Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou. §
1º Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra.
§ 2º Quando a obrigação for de prestações periódicas, a faculdade de opção poderá ser exercida
em cada período. § 3º No caso de pluralidade de optantes, não havendo acordo unânime entre eles,
decidirá o juiz, findo o prazo por este assinado para a deliberação.
§ 4º Se o título deferir a opção a terceiro, e este não quiser, ou não puder exercê-la, caberá ao juiz
a escolha se não houver acordo entre as partes.
d) Errada. Conforme Artigo 265. A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da vontade
das partes.
Letra b.
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Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da tradição,
sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até o dia da perda.
b) Errada. Conforme Artigo 243 do CC. A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e
pela quantidade.
c) Errada. Conforme Artigo 246 do CC:
Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força
maior ou caso fortuito.
Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se o con-
trário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a
prestar a melhor.
Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre ao credor mandá-lo executar à custa do deve-
dor, havendo recusa ou mora deste, sem prejuízo da indenização cabível.
Parágrafo único. Em caso de urgência, pode o credor, independentemente de autorização judicial,
executar ou mandar executar o fato, sendo depois ressarcido.
Letra a.
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d) Até a tradição, pertence a coisa ao credor, com seus acréscimos, pelos quais poderá exigir
aumento do preço, com ou sem anuência do devedor.
e) Deteriorada a coisa, sem culpa do devedor, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar
a coisa, nesse caso sem abatimento do preço pela referida ausência de culpa do devedor.
A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo se o
contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da tradição,
sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até o dia da perda.
Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado em que
se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro caso, indenização das perdas e danos.
Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais
poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação. Pa-
rágrafo único. Os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor os pendentes.
Se a coisa restituível se deteriorar sem culpa do devedor, recebê-la-á o credor, tal qual se ache, sem
direito a indenização; se por culpa do devedor, observar-se-á o disposto no art. 239.
Letra b.
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a) Certa. Conforme Artigo 243 do CC. A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e
pela quantidade.
b) Errada. Conforme Artigo 244 do CC:
Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se o con-
trário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a
prestar a melhor.
Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força
maior ou caso fortuito.
d) Errada. A regra, quanto aos frutos, é de que os percebidos cabem ao devedor e os penden-
tes ao credor, conforme art. 237, CC:
Art. 237. Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos,
pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a
obrigação.
Parágrafo único. Os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor os pendentes.
e) Errada. Com a tradição, opera-se a entrega da coisa pelo devedor ao credor, não havendo,
em regra, a possibilidade de devolvê-la, pois terá se cumprido a obrigação.
Letra a.
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Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar
a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se o con-
trário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a
prestar a melhor.
Se a coisa restituível se deteriorar sem culpa do devedor, recebê-la-á o credor, tal qual se ache, sem
direito a indenização; se por culpa do devedor, observar-se-á o disposto no art. 239.
Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da tradição,
sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até o dia da perda.
Letra d.
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O enunciado nos apresenta uma obrigação de dar coisa incerta (arts. 243 a 246, CC), na qual
temos apenas um objeto (in casu, o cereal), que é indeterminado quanto à qualidade, tendo
havido, por sua vez, a indicação da quantidade (1 ton) e do gênero (cereal).
Em assim sendo, temos que a escolha, em regra, caberá ao devedor (MARÍLIA), não podendo
ela entregar o cereal de pior qualidade, nem ser obrigada a dar o de melhor qualidade, como
preceitua o art. 244 do CC:
Art. 244. Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se
o contrário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado
a prestar a melhor.
Letra a.
Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais
poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação.
Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se o con-
trário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a
prestar a melhor.
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Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força
maior ou caso fortuito.
Letra b.
A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo se o
contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar
a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais
poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação.
Parágrafo único. Os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor os pendentes.
Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da tradição,
sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até o dia da perda.
Letra b.
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a) Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pe-
los quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a
obrigação.
b) Os frutos percebidos até a tradição são do devedor, bem como os pendentes.
c) A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo número.
d) Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação mes-
mo que imposta também ao credor.
Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais
poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação.
b) Errada. Nos termos do art. 237, único do CC, os frutos percebidos são do devedor, cabendo
ao credor os pendentes.
c) Errada. Conforme art. 243 do CC, a coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela
quantidade.
d) Errada. De acordo com art. 247 do CC, incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o
devedor que recusar a prestação a ele só imposta, ou só por ele exequível.
Letra a.
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A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo se o
contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele só im-
posta, ou só por ele exequível.
Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível
abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta presume-se divi-
dida em tantas obrigações, iguais e distintas, quantos os credores ou devedores.
A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não suscetíveis
de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica, ou dada a razão determinante do
negócio jurídico.
Letra d.
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Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado pela
dívida toda.
Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais
poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação.
Parágrafo único. Os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor os pendentes.
Letra d.
a) Errada. Nos termos do art. 252 do CC, nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao deve-
dor, se outra coisa não se estipulou.
b) Errada. Conforme art. 259 do CC, se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for
divisível, cada um será obrigado pela dívida toda.
c) Errada. Conforme art. 233 do CC:
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A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo se o
contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
d) Certa. Conforme Artigo 243 do CC. A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e
pela quantidade.
e) Errada. Conforme art. 248 do CC:
Podendo a prestação (obra) ser cumprida por terceiro (outra empresa de construção), a lei
autoriza o credor mandar executá-la à custa do devedor, sem prejuízo da indenização cabível.
Sendo urgente, o próprio credor pode executar o fato ou mandá-lo executar e depois ser res-
sarcido, conforme prevê o art. 249 do CC:
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Art. 249. Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre ao credor mandá-lo executar à custa
do devedor, havendo recusa ou mora deste, sem prejuízo da indenização cabível.
Parágrafo único. Em caso de urgência, pode o credor, independentemente de autorização judicial,
executar ou mandar executar o fato, sendo depois ressarcido.
Como a Construa Mais Ltda. abandonou a obra, recusando-se a cumprir a obrigação, não tem
razão na sua alegação e deverá arcar com o custo da contratação da nova empresa.
Letra d.
Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar
a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força
maior ou caso fortuito.
Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível
abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
Letra e.
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Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível
abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.
Quando a escolha couber ao credor e uma das prestações tornar-se impossível por culpa do deve-
dor, o credor terá direito de exigir a prestação subsistente ou o valor da outra, com perdas e danos;
se, por culpa do devedor, ambas as prestações se tornarem inexequíveis, poderá o credor reclamar
o valor de qualquer das duas, além da indenização por perdas e danos.
e) Errada.
Art. 251, Parágrafo único Em caso de urgência, poderá o credor desfazer ou mandar desfazer, inde-
pendentemente de autorização judicial, sem prejuízo do ressarcimento devido.
Letra b.
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a) A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos cocredores ou codevedores, e
condicional, ou a prazo, ou pagável em lugar diferente, para o outro.
b) Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao credor, se outra coisa não se estipulou.
c) Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impos-
sível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
d) A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo
se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos cocredores ou codevedores, e condicio-
nal, ou a prazo, ou pagável em lugar diferente, para o outro.
Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.
Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível
abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo se o
contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
Letra b.
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perdas e danos; se, por culpa do devedor, ambas as prestações se tornarem inexequíveis, po-
derá o credor reclamar o valor de qualquer das duas, além da indenização por perdas e danos.
Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.
Art. 252. Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.
§ 2º Quando a obrigação for de prestações periódicas, a faculdade de opção poderá ser exercida
em cada período.
Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou. § 4ºo Se o
título deferir a opção a terceiro, e este não quiser, ou não puder exercê-la, caberá ao juiz a escolha
se não houver acordo entre as partes.
Se, por culpa do devedor, não se puder cumprir nenhuma das prestações, não competindo ao cre-
dor a escolha, ficará aquele obrigado a pagar o valor da que por último se impossibilitou, mais as
perdas e danos que o caso determinar.
e) Certa. Nos termos do art. 255 do CC, quando a escolha couber ao credor e uma das pres-
tações tornar-se impossível por culpa do devedor, o credor terá direito de exigir a prestação
subsistente ou o valor da outra, com perdas e danos; se, por culpa do devedor, ambas as pres-
tações se tornarem inexequíveis, poderá o credor reclamar o valor de qualquer das duas, além
da indenização por perdas e danos.
Letra a.
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Obrigações – Parte I
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d) Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impos-
sível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
e) Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.
Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele só im-
posta, ou só por ele exequível.
Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara, o credor pode exigir dele que o desfaça,
sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo o culpado perdas e danos.
Parágrafo único. Em caso de urgência, poderá o credor desfazer ou mandar desfazer, independen-
temente de autorização judicial, sem prejuízo do ressarcimento devido.
Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível
abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.
Letra c.
a) Errada. Conforme art. 243 do CC, a coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela
quantidade.
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Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível
abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.
Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.
Se um dos credores solidários falecer deixando herdeiros, cada um destes só terá direito a exigir e
receber a quota do crédito que corresponder ao seu quinhão hereditário, salvo se a obrigação for
indivisível
Se um dos devedores solidários falecer deixando herdeiros, nenhum destes será obrigado a pa-
gar senão a quota que corresponder ao seu quinhão hereditário, salvo se a obrigação for indivisí-
vel; mas todos reunidos serão considerados como um devedor solidário em relação aos demais
devedores
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O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a exigir de cada um dos codevedores a sua
quota, dividindo-se igualmente por todos a do insolvente, se o houver, presumindo-se iguais, no dé-
bito, as partes de todos os codevedores.
O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a exigir de cada um dos codevedores a sua
quota, dividindo-se igualmente por todos a do insolvente, se o houver, presumindo-se iguais, no dé-
bito, as partes de todos os codevedores.
e) Errada. Nos termos do art. 272 do CC, o credor que tiver remitido a dívida ou recebido o
pagamento responderá aos outros pela parte que lhes caiba.
Letra d.
a) Errada. Nos termos do art. 282 do CC, o credor pode renunciar à solidariedade em favor de
um, de alguns ou de todos os devedores.
b) Errada. Conforme art. 273 do CC, a um dos credores solidários não pode o devedor opor as
exceções pessoais oponíveis aos outros.
c) Certa. Nos termos do art. 285 do CC, se a dívida solidária interessar exclusivamente a um
dos devedores, responderá este por toda ela para com aquele que pagar.
d) Errada. Nos termos do art. 269 do CC, o pagamento feito a um dos credores solidários ex-
tingue a dívida até o montante do que foi pago.
e) Errada. Conforme art. 265 do CC, a solidariedade não se presume; resulta da lei ou da von-
tade das partes.
Letra c.
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REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal, 1988
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Esquematizado. 11ª a edição, Editora Saraiva, 2021
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