LINDB: Direito Civil e Aplicações Práticas
LINDB: Direito Civil e Aplicações Práticas
LINDB – Parte II
Livro Eletrônico
Direito Civil
LINDB – Parte II
Antônio Alex Pinheiro
Sumário
Apresentação......................................................................................................................................................................3
LINDB – Parte II. . ...............................................................................................................................................................5
1. Introdução ao Tema.....................................................................................................................................................5
2. Aplicação da Lei no Tempo.....................................................................................................................................6
2.1. O Critério das Disposições Transitórias. .....................................................................................................6
2.2. O Critério da Irretroatividade das Normas Jurídicas...........................................................................6
2.2. O Ato Jurídico Perfeito, o Direito Adquirido e a Coisa Julgada......................................................8
3. Eficácia da Lei no Espaço........................................................................................................................................9
3.1. Lei do Domicílio.........................................................................................................................................................9
3.2. Casamento Realizado no Brasil. . ...................................................................................................................15
3.3. Casamento de Estrangeiro. . .............................................................................................................................17
3.4. Regime de Bens do Casamento e Divórcio no Estrangeiro............................................................18
3.5. Obrigações................................................................................................................................................................22
3.6. Sucessão Causa Mortis. . ...................................................................................................................................26
3.7. Relações Jurídicas de Entidades Estrangeiras...................................................................................29
3.8. Competência Judiciária. . ....................................................................................................................................30
3.9. A Prova dos Fatos.. ...............................................................................................................................................32
3.10. A Execução de Sentença Estrangeira. ....................................................................................................33
3.11. Atos Notarias e Registrais Praticados por Autoridades Consulares. ..................................37
Resumo................................................................................................................................................................................38
Mapa Mental......................................................................................................................................................................41
Exercícios............................................................................................................................................................................46
Gabarito...............................................................................................................................................................................56
Gabarito Comentado....................................................................................................................................................57
Referências........................................................................................................................................................................86
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LINDB – Parte II
Antônio Alex Pinheiro
Apresentação
Olá, querido(a) aluno(a), tudo bem?
Sou o Professor Antônio Alex Pinheiro.
Sou graduado em Engenharia Elétrica e Direito pela UnB, com Mestrado também pela
UnB, cursando atualmente o Doutorado em Direito pelo UniCeub. Possuo pós-graduação em
Direito Processual Civil, em Direito Notarial e Registral e em Gestão Pública. Também finalizei
o curso de graduação de licenciatura em Física.
Minha experiência com concursos públicos começou no ano de 2003 e continua até então,
nessa trajetória fui aprovado nos concursos públicos da Caixa Econômica Federal, Polícia
Rodoviária Federal, Polícia Federal, Curso de Oficial da PMDF, professor da Secretaria de Edu-
cação do Distrito Federal, professor do Instituto Federal de Brasília e Anatel. Atualmente ocupo
o cargo de Especialista em Regulação na Anatel. Recentemente logrei êxito na aprovação
para o cargo de Notário e Registrador dos Tribunais de Justiça do Ceará, do Amazonas e do
Paraná, quando aprofundei meus estudos em relação ao Direito Privado, incluindo o Direito
Civil. No concurso para o cargo de Notário ou Registrador, o conteúdo de Direito Civil tem um
peso extremamente importante nas três fases: prova objetiva, prova discursiva e prova oral.
Desde o ano de 2015, também exerço a advocacia voluntária pela Defensoria Pública do
DF na área de Direito Civil. Atualmente estou lotado no núcleo de Defensoria Pública do DF
junto aos Tribunais Superiores, atividade que me trouxe grande aprendizado na área de Direi-
to Civil. Como fruto de minhas pesquisas, recentemente também publiquei livros na área de
Direito Civil. Assim, quero compartilhar minhas experiências adquiridas ao longo da minha
vida para lhe auxiliar em seu processo de aprovação.
O nosso curso de Direito Civil foi elaborado sabendo que o concurseiro não dispõe de
muito tempo disponível para seu estudo, com cada aula estrategicamente pensada e ela-
borada com os principais conceitos relacionados com o respectivo assunto para facilitar o
entendimento e a fixação do conteúdo. Além do mais, tendo em vista a forte cobrança de
lei seca em questões de Direito Civil, para economizar seu tempo, sempre farei menção aos
artigos correspondentes ao conteúdo estudado. Assim, além de você entender o conceito
estudado, vai saber como o assunto é disposto na respectiva redação da lei. Isso, porque,
um erro grave no estudo de Direito Civil é compreender e entender os principais institutos e
conceitos, mas não saber como ele é disposto na lei seca. Desta forma, se você não souber
como ele é disposto na lei seca, você pode errar a questão.
Ao final da aula, apresento uma lista de exercícios dos últimos anos que permitem a fixa-
ção do conteúdo estudado. Também gosto de utilizar esquemas e resumos com os principais
pontos estudados em cada aula. Quanto aos mesmos, recomendo que sejam estudados entre
os intervalos das aulas para facilitar a fixação do conteúdo.
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Por favor: material
obrigatório! Então, fica ligado no curso GRAN. Estou esperando as dúvidas no Fórum do aluno!
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LINDB – PARTE II
1. Introdução ao Tema
A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), Decreto-Lei n. 4.567/1942, é
um conjunto de normas que disciplina outras normas jurídicas, de todos os ramos do direito,
seja público ou privado. É um conjunto de norma de SOBREDIREITO e é chamada de LEX
LEGUM, ou seja, a LEI DAS LEIS.
Antigamente a lei era chamada de Lei de Introdução do Código Civil, tendo o seu campo de
aplicação ampliado e a redação da ementa alterada por meio da Lei n. 12.376/10. Em 2018,
a Lei n. 13.655/18 inclui diversos artigos que trazem disposições sobre segurança jurídica e
eficiência na criação e na aplicação do direito público.
São caraterísticas da LINDB:
Disciplina outras
normas jurídicas
LINDB
Características
Aplicável a todos os
ramos do Direito
LINDB
Normas sobre
Vigência,
Aplicação da Lei Aplicação da Lei Segurança e
Interpretação e
no Tempo no Espaço Eficiência de
Integração
Direito Público
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APLICAÇÃO
DA LEI
NOVA
Retroatividade,
Irretroatividade
mas respeitando:
A assertiva traz as disposições do art. 6º da LINDB. A Lei em vigor terá efeito imediato e geral,
respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.
§ 1º Reputa-se ATO JURÍDICO PERFEITO o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que
se efetuou.
§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exer-
cer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida
inalterável, a arbítrio de outrem.
§ 3º Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso.
Certo.
A questão acima já trouxe uma prévia dos conceitos dos institutos: ato jurídico perfeito,
direito adquirido e coisa julgada. Vamos aprofundar o estudo de cada um deles:
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Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito
adquirido e a coisa julgada.
§ 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se
efetuou.
§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exer-
cer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida
inalterável, a arbítrio de outrem.
§ 3º Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso.
O Ato Jurídico Perfeito é aquele ato já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que
se efetuou, produzindo seus efeitos jurídicos, pois o direito gerado já foi exercido. Exemplo:
um contrato anterior já celebrado e que esteja gerando efeitos.
O Direito Adquirido é o direito material ou imaterial que já se incorporou definitivamente
ao patrimônio e à personalidade de seu titular, seja uma pessoa física, jurídica ou ente des-
personalizado, não podendo a lei e nem fato posterior alterar essa situação jurídica. Exemplo:
benefício previdenciário desfrutado por alguém.
A Coisa Julgada é quando a sentença judicial não pode mais sofrer mudanças, ou seja,
não cabendo mais recursos. Exemplo: uma sentença judicial que não cabe mais recurso.
Vamos treinar:
Conforme art. 6 º, § 2 º da LINDB. Vejamos: A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respei-
tados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.
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§ 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se
efetuou.
§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exer-
cer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida
inalterável, a arbítrio de outrem.
Letra a.
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1
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Informativo 563. Bras ília, DF, 29 de maio a 14 de junho de 2015. Processo: REsp 1.362.400-
SP, Rei. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 28/4/2015, DJe 5/6/2015.
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filiação, casamento, regimes de bens entre os cônjuges, tutela, curatela e tomada de decisão
apoiada. Vejamos exatamente a redação da lei seca:
Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
Conforme a LINDB:
O Jus Sanguinis: do latim “direito de sangue”, garante ao indivíduo o direito a cidadania de um
país por meio de sua ascendência. Entretanto, de forma diversa, nos termos art. 7º da LINDB,
a lei do país em que DOMICILIADA a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
Errado.
Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
Diante do exposto, considerando que Marcos é domiciliado no Iêmen, aplica-se, assim, a legis-
lação do Iêmen.
Errado.
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Conforme o art. 7º da Lei LINDB, a lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras
sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
Errado.
Art. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em que estiverem situados.
§ 1º Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário, quanto aos bens moveis que
ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares.
Conforme art. 8º da LINDB, para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes,
aplicar-se-á a lei do país em que estiverem situados. Deve ser ressaltado que essa disposição
se aplica tanto para bens móveis como para imóveis. A questão ressalta que é bem imóvel.
Certo.
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Art. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em que estiverem situados.
§ 1º Aplicar-se-á a lei do país em que for DOMICILIADO o PROPRIETÁRIO, quanto aos bens moveis
que ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares.
Letra e.
c) Penhor:
Penhor ocorre quando um bem móvel é dado em garantia em troca de um pagamento
financeiro determinado, podendo o bem móvel ser recuperado quando do pagamento da
dívida. O penhor é um direito real de garantia que recai sobre bens móveis e, por regra, deve
ser aplicada a norma do DOMICÍLIO que tiver a pessoa em cuja posse se encontre a coisa
empenhada, outra aplicação do princípio da lei do domicílio. Vamos à letra da lei seca:
Art. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em que estiverem situados.
§ 2º O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre a coisa
apenhada.
d) Sucessão:
O caput do art. 10 da LINDB dispõe que a sucessão por MORTE ou por AUSÊNCIA (ocorre
quando a pessoa desaparece e não há o corpo para se declara a morte do mesmo) obedece à
norma do país do último domicílio do de cujus. Cabe ressaltar que o Código Civil em seu art.
1.785, também estabelece que a sucessão do falecido deve obedecer a lei do domicílio (“A
sucessão abre-se no último domicílio do falecido”). Também quanto à capacidade do herdeiro
ou legatário para suceder, ou seja, sobre a avaliação das hipóteses de indignidade e deserção,
deve ser aplicada à lei do domicílio do falecido. O assunto, sucessão será aprofundando com
mais detalhes no avançar da presente aula, por enquanto, guarde isso:
Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
§ 2º A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder.
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e) Competência Judiciária:
Art. 12. É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil ou
aqui tiver de ser cumprida a obrigação.
LEI DO
DOMICÍLIO
Competência
Personalidade Penhor Sucessão
Bens Móveis Judiciária
Nome
Capacidade trazidos ou
transportados
Direito de
Família
Aplica-se a lei do
REGRA: para
país em que
qualificar e
estiverem
regular
situados
BENS
Bens móveis Aplica-se a LEI
trazidos ou DO DOMICÍLIO
transportados do proprietário
Já para o penhor:
LEI DO DOMICÍLIO da
PENHOR pessoa que tem a posse da
coisa apenhada
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Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
§ 1º Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos
dirimentes e às formalidades da celebração.
As causas suspensivas podem gerar sanções àqueles que contraírem casamento, uma
vez que o casamento não é nulo, nem anulável, apenas irregular. Estão previstas no art. 1.523
do CC, tendo como função evitar confusão patrimonial e dubiedade com relação à filiação
em caso de novo patrimônio, nas situações de viúvo ou divorciado que não tenham realizado
inventário ou partilha de bens, a viúva ou mulher cujo casamento tenha sido anulado ou de-
clarado nulo, e tutores e curadores e seus parentes com o tutelado ou curatelado.
Quanto às formalidades do casamento, dentre outras, existem disposições previstas nos
arts. 1.525 a 1.542 do Código Civil. Além do mais, a legislação brasileira estabelece que o
procedimento é divido em 3 (três) fases: habilitação, celebração e registro. Desta forma, sendo
o casamento realizado no Brasil, essas fases devem ser seguidas. Para gravar:
Impedimentos
Dirimentes
CASAMENTO APLICAÇÃO DA
REALIZADO NO LEI
BRASIL BRASILEIRA
Formalidades
de Celebração
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Conforme o art. 7º, § 1º da Lei LINDB, realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei
brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração.
Letra c.
Conforme a LINDB:
a) Errada. Conforme o art. 7º da LINDB, a lei do país em que domiciliada a pessoa determina as
regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
b) Errada. Conforme o art. 7º, § 1º da LINDB, realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada
a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração.
c) Errada. Conforme o art. 8º da LINDB, para qualificar os bens e regular as relações a eles
concernentes, aplicar-se-á a lei do país em que estiverem situados.
d) Errada. Conforme o art. 9º da LINDB, para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei
do país em que se constituirem.
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e) Certa. Conforme o art. 10 da LINDB, a sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do
país em que domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situa-
ção dos bens.
Letra e.
Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
§ 2º O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou con-
sulares do país de ambos os nubentes.
§ 3º Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do
primeiro domicílio conjugal.
Casamento poderá
AMBOS NUBENTES celebra-se prante
COM MESMA autoridades diplomáticas
NACIONALIDADE ou consulares do país de
ambos os nubentes
CASAMENTO
DE
ESTRANGEIRO
NO BRASIL
Os casos de
invalidade serão
NUBENTES COM
regidos pela lei do
NACIONALIDADE
PRIMEIRO
DISTINTA
DOMICÍLIO
CONJUGAL
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Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
§ 4º O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os nubentes
domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal.
CÔNJUGES COM
LEI DO DOMICÍLIO DOS
MESMO NUBENTES
DOMICÍLIO
REGIME DE
BENS
Vamos exercitar:
Conforme o art. 7º, § 4º, da LINDB, o regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país
em que tiverem os nubentes domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal.
Assim, o regime de bens do casamento de Elcana e Ana será regido pela lei haitiana, local do
primeiro domicílio conjugal, motivo pelo qual essa assertiva está Errado.
Errado.
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Ação declaratória. Casamento no exterior. Ausência de pacto antenupcial. Regime de bens. Pri-
meiro domicílio no Brasil. 1. Apesar do casamento ter sido realizado no exterior, no caso concreto,
o primeiro domicílio do casal foi estabelecido no Brasil, devendo aplicar-se a legislação brasileira
quanto ao regime legal de bens, nos termos do art. 7º, § 4º, da Lei de Introdução ao Código Civil, já
que os cônjuges, antes do matrimônio, tinham domicílios diversos. 2. Recurso especial conhecido
e provido, por maioria.
Conforme art. 7º da LINDB, A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre
o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
§ 1º Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos
dirimentes e às formalidades da celebração.
§ 2º O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou consu-
lares do país de ambos os nubentes.
§ 3º Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do
primeiro domicílio conjugal.
§ 4º O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os nubentes
domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal.
Letra b.
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Embora seja uma questão do ano de 2014, é interessante avaliar a mesma em função da
diversidade de assuntos estudados e são cobrados pela mesma:
Conforme a LINDB:
a) Errada. Conforme art. 7º, § 1º da LINDB, realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada
a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração.
b) Errada. Conforme o art. 7º, § 2º da LINDB, O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se
perante autoridades diplomáticas ou consulares do país de ambos os nubentes.
c) Errada. Conforme o art. 7º, § 3º da LINDB, tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os
casos de invalidade do matrimônio a lei do primeiro domicílio conjugal.
d) Certa. Conforme o art. 7º, § 4º da LINDB, O regime de bens, legal ou convencional, obedece
à lei do país em que tiverem os nubentes domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domi-
cílio conjugal.
Letra d.
A LINDB, a partir de redação dada pela Lei n. 6.515, de 26.12.1977, denominada Lei dos
Registros Públicos (LRP), passou a conceder a faculdade para o estrangeiro casado, que se
naturalizar brasileiro, com expressa anuência do cônjuge, que, no ato de entrega do decreto de
naturalização, se apostile a adoção do regime de comunhão parcial de bens, como preceitua
o art. 7º, § 5º, da LINDB:
§ 5º O estrangeiro casado, que se naturalizar brasileiro, pode, mediante expressa anuência de seu
cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega do decreto de naturalização, se apostile ao mesmo a
adoção do regime de comunhão parcial de bens, respeitados os direitos de terceiros e dada esta
adoção ao competente registro. (Redação dada pela Lei n. 6.515, de 26.12.1977).
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Conforme art. 7º, § 5º, da LINDB. O estrangeiro casado, que se naturalizar brasileiro, pode,
mediante expressa anuência de seu cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega do decreto de
naturalização, se apostile ao mesmo a adoção do regime de comunhão parcial de bens, respei-
tados os direitos de terceiros e dada esta adoção ao competente registro.
Letra c.
O art. 7º, § 6º dispõe que o divórcio realizado no exterior será reconhecido no Brasil, se
um ou ambos os cônjuges forem brasileiros, entretanto, somente depois do prazo de 01 (um)
ano da data da sentença, ou então se houver sido antecedida de separação judicial por igual
prazo, observando-se as regras de homologação de sentença pelo STJ:
Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
§ 6º O divórcio realizado no estrangeiro, se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros, só será
reconhecido no Brasil depois de 1 (um) ano da data da sentença, salvo se houver sido antecedi-
da de separação judicial por igual prazo, caso em que a homologação produzirá efeito imediato,
obedecidas as condições estabelecidas para a eficácia das sentenças estrangeiras no país. O Su-
perior Tribunal de Justiça, na forma de seu regimento interno, poderá reexaminar, a requerimento
do interessado, decisões já proferidas em pedidos de homologação de sentenças estrangeiras de
divórcio de brasileiros, a fim de que passem a produzir todos os efeitos legais.
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Conforme a LINDB:
a) Errada. Conforme art. 7º, § 1º da LINDB, realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada
a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração.
b) Certa. Conforme o art. 7º, § 2º da LINDB, o casamento de estrangeiros poderá celebrar-se
perante autoridades diplomáticas ou consulares do país de ambos os nubentes.
c) Errada. Conforme o art. 7º, § 4º da LINDB, o regime de bens, legal ou convencional, obedece
à lei do país em que tiverem os nubentes domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domi-
cílio conjugal.
d) Errada. Conforme o art. 7º, § 6º da LINDB, o divórcio realizado no estrangeiro, se um ou am-
bos os cônjuges forem brasileiros, só será reconhecido no Brasil depois de 1 (um) ano da data
da sentença.
Letra b.
3.5. Obrigações
Em relação às obrigações contraídas, elas serão regidas pela lei do país em que se
CONSTITUÍREM, ou seja, no local em que for assinado o contrato. Além do mais, a obrigação
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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Art. 9º Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituirem.
§ 1º Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será
esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos
do ato.
§ 2º A obrigação resultante do contrato reputa-se constituída no lugar em que residir o proponente
Agora, nos termos do art. 9º, § 1º da LINDB,, quando a obrigação for executada no Brasil,
dependendo de forma especial segundo a lei brasileira, será esta observada. Como exemplo
por ser citada a necessidade de escritura pública para transações imobiliárias correspondentes
a imóveis cujo valor seja superior a 30 (trinta) salários mínimos. Desta forma, destinando-se
essa obrigação a ser cumprida no Brasil, essa obrigatoriedade citada deve ser observada.
Cabe ressaltar que admite-se as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos ex-
trínsecos do ato. Vamos fixar o conteúdo:
REGÊNCIA DAS
OBRIGAÇÕES
APLICA-SE A LEI DO
RESULTANTE DE LUGAR EM QUE
CONTRATO RESIDIR O
PROPONENTE
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Conforme o art. 9º da LINDB, para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se á a lei do país
em que se constituírem. Todavia, no que se refere à definição da forma essencial do negócio
jurídico, cuja execução ocorra no Brasil, deve-se aplicar a lei brasileira, conforme se vê a seguir:
Art. 9º Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituirem.
§ 1º Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será esta
observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos do ato
Diante do exposto, no que se refere à forma essencial do negócio jurídico firmado entre Judah
Construtora S/A e Dã Incorporadora S/A, que será executado no Brasil deve observar a lei bra-
sileira, motivo pelo qual a alternativa correta é a letra C.
Letra c.
Conforme o art. 9º da LINDB, para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em
que se constituírem.
Errado.
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Contratos feitos no exterior podem sim ter eficácia no Brasil. Conforme art. 9º da LINDB, para
qualificar e reger as obrigações, aplicar-se á a lei do país em que se constituírem. Ainda, o art.
9º, § 2º da LINDB dispõe que a obrigação resultante de contrato reputa-se constituída no lugar
em que residir o proponente. Por fim, o art. 17 da LINDB estabelece que não terão eficácia no
Brasil, as declarações de vontade que ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os
bons costumes.
Errado.
Conforme o art. 9º da LINDB: Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em
que se constituírem.
Assim, em razão de a obrigação entre Neemias e a pessoa jurídica Pirâmides Formosas Ltda.
ter sido constituída na Síria, deve-se aplicar a lei Síria, motivo pelo qual esse item está errado.
Errado.
Conforme o art. 9º da Lei LINDB, para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país
em que se constituírem. Logo, se a obrigação foi firmada no Iraque, esse negócio jurídico será
qualificado e regido pela lei iraquiana.
Errado.
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Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
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§ 2º A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder.
Conforme art. 10 da LINDB, a sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que
domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação do país.
Cabe lembrar que para a sucessão de bens situados no Brasil, será aplicável a lei brasileira em
benefício de filhos e de cônjuge, salvo se a lei do domicílio lhes seja mais favorável. No caso,
Josué tinha domicílio no Egito e não possuía bens situados no Brasil, razão pela qual, nessa
sucessão, deve ser aplicável a lei egípcia.
Errado.
Conforme o art. 10, § 2º, da LINDB, a lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capaci-
dade para suceder. Desta forma, Samuel, ainda que seja brasileiro, em razão de ter domicílio
no Egito, terá a sua capacidade para suceder regida pela lei egípcia, motivo pelo qual esse item
está errado.
Errado.
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Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja
mais favorável a lei pessoal do de cujus
Conforme o art. 10º, § 1º da LINDB, a sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será
regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os
represente, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus
Certo.
I – Certo. Nos termos do art. 7º, § 4º, da LINDB: O regime de bens, legal ou convencional, obe-
dece à lei do país em que tiverem os nubentes domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro
domicílio conjugal.
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II – Errado. Considerando o art. 10, § 1º, da LINDB: A sucessão de bens de estrangeiros, situa-
dos no País, será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros,
ou de quem os represente, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus.
III – Certo. Nos termos do art. 7º, § 1º, da LINDB: Realizando-se o casamento no Brasil, será
aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração.
Letra d.
Resumidamente:
APLICA-SE A LEI DO
DOMICÍLIO DO
REGRA DEFUNTO OU
DESAPARECIDO
SUCESSÃO DE
BENS DE
ESTRANGEIROS
BENS DE
ESTRANGEIROS APLICA-SE A LEI
SITUADOS NO MAIS BENÉFICA
BRASIL
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Art. 12. É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil ou
aqui tiver de ser cumprida a obrigação.
§ 1º Só à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das ações relativas a imóveis situados
no Brasil.
COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
BRASILEIRA
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Art. 17. As leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer declarações de vontade,
não terão eficácia no Brasil, quando ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os bons
costumes.
A LINDB estabelece, de forma clara, que a competência é exclusiva da autoridade judiciária bra-
sileira para julgar ações relativas a bens imóveis situados no Brasil, conforme seu art. 12, § 1º:
Art. 12. É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil ou
aqui tiver de ser cumprida a obrigação.
§ 1º Só à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das ações relativas a imóveis situados
no Brasil.
Errado.
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III – Somente à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das ações relativas a imóveis
situados no Brasil (competência exclusiva).
IV – As autoridades consulares brasileiras são competentes para efetuar o registro de nasci-
mento de filho(a) de brasileiro(a) que tenha nascido no país da sede do Consulado respectivo.
a) Estão corretas apenas as assertivas I e IV.
b) Estão corretas apenas as assertivas II e III.
c) Estão corretas apenas as assertivas I, III e IV.
d) Estão corretas apenas as assertivas II, III e IV.
e) Estão corretas todas as assertivas.
Conforme a LINDB:
I – Certo. Conforme art. 7º da LINDB, a lei do país em que domiciliada a pessoa determina as
regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
II – Certo. Conforme o art. 10 da LINDB, a sucessão por morte ou por ausência obedece à lei
do país em que domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a
situação dos bens.
III – Certo. Conforme art. 7º, § 1º da LINDB, só à autoridade judiciária brasileira compete co-
nhecer das ações relativas a imóveis situados no Brasil.
IV – Certo. Conforme art. 18 da LINDB, tratando-se de brasileiros, são competentes as autorida-
des consulares brasileiras para lhes celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de
tabelionato, inclusive o registro de nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira
nascido no país da sede do Consulado.
Letra e.
Art. 13. A prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei que nele vigorar, quanto ao
ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais brasileiros provas que a lei brasileira
desconheça.
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Conforme art. 13 da LINDB, a prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei que
nele vigorar, quanto ao ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais brasileiros
provas que a lei brasileira desconheça.
Errado.
Conforme o art. 13 da Lei LINDB, a prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela
lei que nele vigorar, quanto ao ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais
brasileiros provas que a lei brasileira desconheça.
Certo.
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Avançando, cabe ressaltar que o art. 17 da LINDB dispõe que as leis, atos e sentenças de
outro país, bem como quaisquer declarações de vontade, não terão eficácia no Brasil, quando
ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os bons costumes.
Conforme a LINDB:
a) Errada. Conforme art. 105 da CF/1988, compete ao Superior Tribunal de Justiça: I – proces-
sar e julgar, originariamente: i) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de
exequatur às cartas rogatórias;
b) Errada. Conforme o art. 15 da LINDB, será executada no Brasil a sentença proferida no estran-
geiro, que reúna os seguintes requisitos: b) terem sido os partes citadas ou haver-se legalmente
verificado à revelia;
Errado. Errado.
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c) V – F – V – F.
d) F – V – F – V.
e) F – V – V – F.
Conforme a LINDB:
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a) Errada. Conforme art. 105 da CF/1988, compete ao Superior Tribunal de Justiça: I – proces-
sar e julgar, originariamente: i) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de
exequatur às cartas rogatórias;
b) Errada. Conforme o art. 15 da LINDB, será executada no Brasil a sentença proferida no estran-
geiro, que reúna os seguintes requisitos: b) terem sido os partes citadas ou haver-se legalmente
verificado à revelia;
c) Errada. Conforme o art. 17 da LINDB, as leis, atos e sentenças de outro país, bem como
quaisquer declarações de vontade, não terão eficácia no Brasil, quando ofenderem a soberania
nacional, a ordem pública e os bons costumes.
d) Errada. Conforme o art. 14 da LINDB, não conhecendo a lei estrangeira, poderá o juiz exigir
de quem a invoca prova do texto e da vigência.
e) Certa. Conforme o art. 13 da LINDB, a prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se
pela lei que nele vigorar, quanto ao ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais
brasileiros provas que a lei brasileira desconheça.
Letra e.
Cabe ressaltar que, nos termos do art. 17 da LINDB, as leis, atos e sentenças de outro país,
bem como quaisquer declarações de vontade, não terão eficácia no Brasil, quando ofenderem
a soberania nacional, a ordem pública e os bons costumes:
Art. 17. As leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer declarações de vontade, não
terão eficácia no Brasil, quando ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os bons costumes.
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RESUMO
Nessa aula, você deve fixar os seguintes pontos:
DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS: são colocadas pelo próprio legislador no texto da nova
lei, com objetivo de evitar e solucionar conflitos que podem surgir da nova lei com a antiga.
IRRETROATIVIDADE DAS NORMAS JURÍDICAS
REGRA GERAL: A NOVA LEI NÃO RETROAGE
EXCEÇÃO: A NOVA LEI PODE RETROAGIR, MAS DEVE RESPEITAR O ATO JURÍDICO PER-
FEITO, O DIREITO ADQUIRIDO E A COISA JULGADA.
a) ATO JURÍDICO PERFEITO: é o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se
efetuou, produzindo seus efeitos jurídicos, pois o direito gerado já foi exercido.
b) DIREITO ADQUIRIDO: é o que já se incorporou definitivamente ao patrimônio e à perso-
nalidade de seu titular, não podendo a lei e nem fato posterior alterar essa situação jurídica.
c) COISA JULGADA: é quando a sentença judicial não pode mais sofrer mudanças, ou
seja, não cabendo mais recursos.
EFICÁCIA DA LEI NO ESPAÇO: são disposições relativas a regras de direito internacional
público e privado, em especial sobre os limites territoriais da aplicação da lei brasileira e da
lei estrangeira.
LEI DO DOMICÍLIO: aplica-se
a) As regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos
de família;
b) Quanto aos bens móveis que o proprietário trouxer ou se destinarem a transporte para
outros lugares;
c) Penhor que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre a coisa apenhada;
d) A sucessão por morte ou ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido;
e) A capacidade para suceder do herdeiro ou legatário;
f)A competência da justiça brasileira quanto o réu for domiciliado no brasil
CASAMENTO REALIZADO NO BRASIL: aplica-se a lei brasileira quanto aos impedimentos
dirimentes e quanto às formalidades de celebração.
CASAMENTO DE ESTRANGEIRO:
a) Ambos os nubentes com a mesma nacionalidade: o casamento poderá celebra-se pe-
rante autoridades diplomáticas ou consulares do país de ambos;
b) Nubentes com nacionalidades diferentes: os casos de invalidade do matrimônio serão
regidos pelo primeiro domicílio conjugal.
REGIME DE BENS DO CASAMENTO e DIVÓRCIO NO ESTRANGEIRO
a) Cônjuges com mesmo domicílio: lei do domicílio;
b) Cônjuges com domicílio diverso: lei do primeiro domicílio;
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OBRIGAÇÕES:
a) regra geral: para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se
constituírem;
b) se resultante de contrato: reputa-se constituída no lugar em que residir o proponente;
SUCESSÃO CAUSA MORTIS:
a) regra geral: aplica-se a lei do domicílio do morto;
b) bens estrangeiros situados no Brasil: aplica-se a lei mais benéfica;
c) capacidade de sucessão: lei do domicílio do herdeiro ou legatário;
RELAÇÕES JURÍDICAS DE ENTIDADES ESTRANGEIRAS:
a) ORGANIZAÇÕES DESTINADAS A FINS COLETIVOS: organizações destinadas a fins de
interesse coletivo, citando, como exemplo, as sociedades e fundações, obedecem à lei do
Estado em que se constituírem;
b) REGRA GERAL DE AQUISIÇÃO DE IMÓVEIS: governos estrangeiros, bem como as organi-
zações de qualquer natureza, que eles tenham constituído, dirijam ou hajam investido de fun-
ções públicas, não poderão adquirir no Brasil bens imóveis ou susceptíveis de desapropriação.
c) EXCEÇÃO PARA AQUISIÇÃO DE IMÓVEIS: os governos estrangeiros possam adquirir a
propriedade dos prédios necessários à sede dos representantes diplomáticos ou dos agentes
consulares.
COMPETÊNCIA JUDICIÁRIA:
a) É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil
ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação.
b) competência exclusiva: só à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das
ações relativas a imóveis situados no Brasil.
PROVA DOS FATOS:
A prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei que nele vigorar, quanto
ao ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais brasileiros provas que a lei
brasileira desconheça.
EXECUÇÃO DE SENTENÇA ESTRANGEIRA:
Conforme o art. 15 da LINDB, as sentenças estrangeiras para serem executadas no Brasil
necessitam dos seguintes requisitos:
a) haver sido proferida por juiz competente;
b) terem sido os partes citadas ou haver-se legalmente verificado à revelia;
c) ter passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias para a execução
no lugar em que foi proferida;
d) estar traduzida por intérprete autorizado;
e) ter sido homologada pelo Superior Tribunal de Justiça.
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f) as leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer declarações de vontade,
não terão eficácia no Brasil, quando ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os
bons costumes.
ATOS NOTARIAIS E REGISTRAIS PRATICADOS POR AUTORIDADES CONSULARES
a) em se tratando de brasileiros, as autoridades consulares brasileiras são competentes
para lhes celebrar o casamento e demais atos de registro civil e tabelionato (lavratura de
escrituras públicas), inclusive o registro de nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou
brasileira nascido no país sede do consulado.
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MAPA MENTAL
Disciplina outras
normas jurídicas
LINDB
Características
Aplicável a todos os
ramos do Direito
LINDB
Normas sobre
Vigência,
Aplicação da Lei Aplicação da Lei Segurança e
Interpretação e
no Tempo no Espaço Eficiência de
Integração
Direito Público
APLICAÇÃO
DA LEI
NOVA
Retroatividade,
Irretroatividade
mas respeitando:
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LEI DO
DOMICÍLIO
Competência
Personalidade Penhor Sucessão
Bens Móveis Judiciária
Nome
Capacidade trazidos ou
transportados
Direito de
Família
Aplica-se a lei do
REGRA: para
país em que
qualificar e
estiverem
regular
situados
BENS
Bens móveis Aplica-se a LEI
trazidos ou DO DOMICÍLIO
transportados do proprietário
LEI DO DOMICÍLIO da
PENHOR pessoa que tem a posse da
coisa apenhada
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Impedimentos
Dirimentes
CASAMENTO APLICAÇÃO DA
REALIZADO NO LEI
BRASIL BRASILEIRA
Formalidades
de Celebração
Casamento poderá
AMBOS NUBENTES celebra-se prante
COM MESMA autoridades diplomáticas
NACIONALIDADE ou consulares do país de
ambos os nubentes
CASAMENTO
DE
ESTRANGEIRO
NO BRASIL
Os casos de
invalidade serão
NUBENTES COM
regidos pela lei do
NACIONALIDADE
PRIMEIRO
DISTINTA
DOMICÍLIO
CONJUGAL
CÔNJUGES COM
LEI DO DOMICÍLIO DOS
MESMO NUBENTES
DOMICÍLIO
REGIME DE
BENS
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REGÊNCIA DAS
OBRIGAÇÕES
APLICA-SE A LEI DO
RESULTANTE DE LUGAR EM QUE
CONTRATO RESIDIR O
PROPONENTE
APLICA-SE A LEI DO
DOMICÍLIO DO
REGRA DEFUNTO OU
DESAPARECIDO
SUCESSÃO DE
BENS DE
ESTRANGEIROS
BENS DE
ESTRANGEIROS APLICA-SE A LEI
SITUADOS NO MAIS BENÉFICA
BRASIL
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COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
BRASILEIRA
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EXERCÍCIOS
001. (INSTITUTO CONSULPLAN/RESIDENTE JURÍDICO/PGE ES/2022/16.10.2022) Nos
termos da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue o item:
Um governo estrangeiro pode ter sede diplomática no Brasil; porém, lhe é vedado adquirir bens
imóveis ou investir em fundos imobiliários.
002. (FCC/PROCURADOR DO ESTADO DO AMAZONAS/2022) O Decreto-Lei n. 4.657/1942,
com a redação dada pela Lei no 3.283/1957, dispõe: art. 6º − a lei em vigor terá efeito imedia-
to e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada. Esta regra
a) regula o direito intertemporal diversamente do que veio a estabelecer a Constituição Federal
de 1988 e foi tacitamente revogada, porque o texto constitucional regulou integralmente a ma-
téria de que a regra infraconstitucional tratava.
b) é contraditória, devendo prevalecer apenas a segunda parte por força de disposição consti-
tucional que assegura o respeito ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada.
c) não é contraditória, mas foi derrogada pela Constituição Federal de 1988 que apenas dispôs
sobre o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.
d) não é contraditória, porque dispõe, respectivamente, sobre as partes posteriores dos fatos
pendentes e sobre a preservação dos direitos incorporados ao patrimônio do sujeito, antes da
superveniência de outra lei sobre o mesmo objeto.
e) perdeu o suporte de validade em virtude da superveniência da Constituição Federal de 1988,
que desacolheu o princípio do efeito imediato da lei.
003. (QUADRIX/ADVOGADO/CRF-GO/2022) Quanto à eficácia das leis no tempo e no espaço,
julgue o item.
Quando uma lei atinge os efeitos dos atos jurídicos praticados, as situações jurídicas consti-
tuídas ou os direitos subjetivos adquiridos sob o império da lei caduca, diz-se que é retroativa.
004. (QUADRIX/ADVOGADO/CRMV-MS/2022) Quanto à aplicação temporal e espacial da
norma jurídica, julgue o item.
Direito adquirido é o direito material ou imaterial incorporado ao patrimônio de uma pessoa
física ou jurídica.
005. (QUADRIX/ADVOGADO/CRMV-MS/2022) Quanto à aplicação temporal e espacial da
norma jurídica, julgue o item.
Ato jurídico perfeito é o praticado segundo as formalidades e solenidades que a lei exige.
006. (QUADRIX/ADVOGADO/CRMV-MS/2022) Quanto à aplicação temporal e espacial da
norma jurídica, julgue o item.
A proteção à coisa julgada e ao ato jurídico perfeito é absoluta e não comporta relativização.
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O direito positivo nacional, mesmo diante de um fato em conexão com ordenamentos jurídicos
de outros países, não pode mandar que sejam julgadas as relações jurídicas dele geradas pelo
direito estrangeiro.
012. (QUADRIX/ADVOGADO/CRMV-MS/2022) Quanto à aplicação temporal e espacial da
norma jurídica, julgue o item.
Celebrado o casamento no Brasil, e possuindo os nubentes domicílios diversos, deverão ser
aplicadas as regras do primeiro domicílio conjugal.
013. (QUADRIX/ADVOGADO/CRMV-MS/2022) Quanto à aplicação temporal e espacial da
norma jurídica, julgue o item.
A lei aplicável aos bens é a do domicílio de seu proprietário.
014. (QUADRIX/ADVOGADO/CAU-SC/2022) Acerca das disposições da Lei de Introdução
às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
O casamento realizado no Brasil observará, quanto aos impedimentos e às formalidades da
celebração, a lei do país de nacionalidade dos nubentes.
015. (QUADRIX/ADVOGADO/CAU-SC/2022) Acerca das disposições da Lei de Introdução
às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
O casamento de estrangeiros deverá, sob pena de nulidade, celebrar-se perante autoridades
diplomáticas ou consulares dos países de ambos os nubentes.
016. (QUADRIX/ADVOGADO/CAU-SC/2022) Acerca das disposições da Lei de Introdução
às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
A sucessão por morte obedece à lei do país em que ocorrer o falecimento, quaisquer que sejam
a natureza e a situação dos bens.
017. (QUADRIX/ADVOGADO/CAU-SC/2022) Acerca das disposições da Lei de Introdução
às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país de
nacionalidade daquele que os possuir.
018. (QUADRIX/ADVOGADO/CAU-SC/2022) Acerca das disposições da Lei de Introdução
às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
A lei do país em que esteja domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim
da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
019. (CEBRASPE/CESPE/AUDITOR DO ESTADO (SECONT ES)/CIÊNCIAS JURÍDICAS/2022)
No tocante ao conflito das leis no tempo e sua eficácia no espaço, julgue o item a seguir.
A lei do país em que a pessoa se encontre, inclusive em visita temporária, determina as regras
sobre o começo e o fim de sua personalidade e sua capacidade.
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No que tange à aplicação das leis estrangeiras, o Brasil adotou a teoria da territorialidade dita
moderada ou temperada.
040. (FUMARC/DELEGADO DE POLÍCIA/PC MG/2021) A., domiciliado em Santa Cruz do
Escalvado — MG, foi passear no Vietnã, onde sofreu mal súbito e faleceu. Deixou os herdei-
ros F., G. e R., bem como vasto patrimônio. O herdeiro G. verificou que a lei vietnamita sobre
direito sucessório é mais favorável a ele. Invocou, no inventário judicial, a lei vietnamita para
herdar o dobro do que teria direito pelo direito sucessório brasileiro.
A alegação NÃO pode ser acolhida porque:
a) a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro dispõe de forma contrária.
b) atenta contra a soberania brasileira.
c) lesa o fisco brasileiro.
d) lesa os demais herdeiros.
041. (CEBRASPE/CESPE/ATIVIDADES TÉCNICAS DE COMPLEXIDADE GERENCIAL (MJSP)/
TÉCNICO ESPECIALIZADO EM GESTÃO DE ATIVOS E PARCERIAS/2021) Considerando o
disposto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, no que diz respeito à vigência
da norma jurídica, interpretação das leis e eficácia da lei no espaço, julgue o item a seguir.
Pelo princípio da lei do lugar da situação da coisa como elemento de conexão que qualifica os
bens e disciplina as respectivas relações, o penhor regular-se-á pela lei do domicílio da pessoa
em posse da coisa penhorada.
042. (FAFIPA/ADVOGADO/PREF BARRA DO JACARÉ/2021/ADAPTADA) Sobre as dispo-
sições constantes na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
O divórcio realizado no estrangeiro, se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros, só será reco-
nhecido no Brasil depois de 5 (cinco) anos da data da sentença, salvo se houver sido antecedida
de separação judicial por igual prazo, caso em que a homologação produzirá efeito imediato,
obedecidas as condições estabelecidas para a eficácia das sentenças estrangeiras no país.
043. (FAFIPA/ADVOGADO/PREF BARRA DO JACARÉ/2021/ADAPTADA) Sobre as dispo-
sições constantes na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
O estrangeiro casado, que se naturalizar brasileiro, pode, mediante expressa anuência de seu
cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega do decreto de naturalização, que se apostile ao
mesmo a adoção do regime de comunhão parcial de bens, respeitados os direitos de terceiros
e dada esta adoção ao competente registro.
044. (FAFIPA/ADVOGADO/PREF BARRA DO JACARÉ/2021/ADAPTADA) Sobre as dispo-
sições constantes na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
Salvo o caso de abandono, o domicílio do chefe da família estende-se ao outro cônjuge e aos
filhos, ainda que emancipados, e o do tutor ou curador aos incapazes sob sua guarda.
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c) Os governos estrangeiros não podem adquirir a propriedade dos prédios necessários à sede
dos representantes diplomáticos ou dos agentes consulares.
d) Os governos estrangeiros, bem como as organizações de qualquer natureza, que eles tenham
constituído, dirijam ou hajam investido de funções públicas, poderão adquirir no Brasil bens
imóveis ou susceptíveis de desapropriação.
e) No caso de brasileiros, são competentes as autoridades consulares brasileiras para lhes
celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de tabelionato, inclusive o registro de
nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país da sede do Consulado.
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GABARITO
1. E 17. E 33. C
2. d 18. C 34. E
3. C 19. E 35. C
4. C 20. C 36. C
5. E 21. E 37. C
6. E 22. C 38. e
7. b 23. E 39. C
8. C 24. E 40. a
9. e 25. E 41. C
10. d 26. C 42. E
11. E 27. C 43. C
12. C 28. C 44. C
13. E 29. b 45. C
14. E 30. a 46. c
15. E 31. e 47. c
16. E 32. d 48. e
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GABARITO COMENTADO
001. (INSTITUTO CONSULPLAN/RESIDENTE JURÍDICO/PGE ES/2022/16.10.2022) Nos
termos da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue o item:
Um governo estrangeiro pode ter sede diplomática no Brasil; porém, lhe é vedado adquirir bens
imóveis ou investir em fundos imobiliários.
O governo estrangeiro pode adquirir os imóveis necessários à sede dos representantes diplo-
máticos ou dos agentes consulares (art. 11, § 3º, Decreto-Lei n. 4.657/1942). Não há vedação
para investir em fundos imobiliários.
§ 2º Os Governos estrangeiros, bem como as organizações de qualquer natureza, que eles tenham
constituído, dirijam ou hajam investido de funções públicas, não poderão adquirir no Brasil bens
imóveis ou susceptíveis de desapropriação.
§ 3º Os Governos estrangeiros podem adquirir a propriedade dos prédios necessários à sede dos
representantes diplomáticos ou dos agentes consulares.
Errado.
a) Errada. A Constituição Federal de 1988 acolheu, de forma expressa, a previsão que constante
do art. 6º da LINDB, consoante art. 5º, XXXVI, CRFB/1988:
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Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: […] XXXVI – a lei não prejudicará
o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. Além disso, norma pré-constitucional
não é revogada pelo Constituição posterior, mas sim recepcionada (ou não).
b) Errada. Não há contradição, uma vez que o preceito trata do princípio da irretroatividade legal,
que também é albergado na Constituição Federal de 1988 (art. 5º, XXXVI).
c) Errada. Vide comentários anteriores.
d) Certa. Com efeito, cuida-se de correta interpretação do dispositivo legal, com a previsão do
direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, constante do art. 6º da LINDB, con-
soante art. 5º, XXXVI, CRFB/1988.
e) Errada. Vide comentários anteriores.
Letra d.
Quando uma lei atinge os efeitos dos atos jurídicos praticados ou as situações jurídicas consti-
tuídas ou os direitos subjetivos adquiridos sob o império da lei caduca, diz-se que é retroativa.
Certo.
Nos termos do Decreto-Lei n. 4.657/1942 – LINDB, art. 6º, § 2º, direito adquirido é aquele cujo
começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio
de outrem.
Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito ad-
quirido e a coisa julgada.
§ 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se
efetuou.
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§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exer-
cer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida
inalterável, a arbítrio de outrem.
§ 3º Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso.
Nos termos da LINDB (Decreto-Lei n. 4.657/1942), considera-se ato jurídico perfeito o já con-
sumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou, veja:
Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito ad-
quirido e a coisa julgada.
§ 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se
efetuou.
Errado.
Trata-se de uma presunção relativa, por exemplo, isso, porque é possível a relativização da coisa
julgada, do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. Veja:
• É possível a flexibilização da coisa julgada material nas ações de investigação de pater-
nidade, na situação em que o pedido foi julgado improcedente por falta de prova;
• Com relação ao direito adquirido, o Código Civil de 2002 contraria a regra de proteção
absoluta ao instituto do direito adquirido, quando em seu art. 2.035 determina que:
“Nenhuma convenção prevalecerá se contrariar preceitos de ordem pública, tais como
os estabelecidos por este Código para assegurar a função social da propriedade e dos
contratos”.
• Pode se anular um ato jurídico perfeito (pedido de demissão de um servidor) diante de
prova firme e robusta.
Errado.
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Com efeito, sendo silente a lei, a regra é a irretroatividade, ou seja a projeção de efeitos para o
futuro. Além disso, havendo previsão de retroação da norma, hão de ser respeitados o ato jurí-
dico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido (art. 5º, XXXVI, CRFB/1988 e art. 6º, LINDB);
ou seja, não há óbice para que uma lei seja aplicada a fatos pretéritos, todavia, as garantias do
ato jurídico perfeito, da coisa julgada e do direito adquirido constituem impedimentos a essa
retroeficácia.
Letra b.
O item corresponde quase que à literalidade do art. 6º, caput, da LINDB, que trata da irretroati-
vidade da lei (como regra), verbis:
Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito ad-
quirido e a coisa julgada.
§ 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se
efetuou.
§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exer-
cer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida
inalterável, a arbítrio de outrem.
§ 3º Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso.
Certo.
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Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
§ 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incom-
patível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.
Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.
Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
§ 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido
a vigência.
Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
§ 2º A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga
nem modifica a lei anterior. Se duas leis tratarem do mesmo objeto, mas uma de forma geral, não
irá revogar a outra.
Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito ad-
quirido e a coisa julgada.
Letra e.
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a) Errada. A sucessão por morte ou por ausência obedece ao seguinte: (i) como regra, deverá
ser observada a lei do país em que domiciliado o de cujus ou o desaparecido, qualquer que seja
a natureza ou a situação dos bens; e (ii) no que se refere aos bens de estrangeiros localizados
no Brasil, a sucessão será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos
brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal
do falecido (art. 10, caput e § 1º, LINDB):
Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja
mais favorável a lei pessoal do de cujus.
§ 2º A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder.
b) Errada. A capacidade sucessória é regulada pela lei do domicílio do herdeiro, nos termos do
art. 10, § 2º, LINDB:
Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens. […] § 2º A lei do domicílio
do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder.
Art. 12. É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil ou
aqui tiver de ser cumprida a obrigação.
§ 1º Só à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das ações relativas a imóveis situados
no Brasil.
§ 2º A autoridade judiciária brasileira cumprirá, concedido o exequatur e segundo a forma es-
tabelecida pela lei brasileira, as diligências deprecadas por autoridade estrangeira competente,
observando a lei desta, quanto ao objeto das diligências.
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d) Certa. Considerando que o art. 1.640, caput, do Código Civil estabelece que será aplicado,
ao casal, o regime da comunhão parcial de bens (arts. 1.658 a 1.666, CC), também chamado
de regime de bens legal ou supletório, na hipótese de inexistência de convenção antenupcial
ou em caso de sua invalidade ou ineficácia, pode-se concluir, a contrario sensu, que Alice e Ar-
tur convencionaram o regime da comunhão universal de bens, pois, caso assim não tivessem
procedido, estariam eles submetidos ao regime da comunhão parcial:
Art. 1.640. Não havendo convenção, ou sendo ela nula ou ineficaz, vigorará, quanto aos bens entre
os cônjuges, o regime da comunhão parcial. Parágrafo único. Poderão os nubentes, no processo de
habilitação, optar por qualquer dos regimes que este código regula. Quanto à forma, reduzir-se-á
a termo a opção pela comunhão parcial, fazendo-se o pacto antenupcial por escritura pública, nas
demais escolhas.
e) Errada. A sucessão por morte ou por ausência obedece ao seguinte: (i) como regra, deverá
ser observada a lei do país em que domiciliado o de cujus ou o desaparecido, qualquer que seja
a natureza ou a situação dos bens; e (ii) no que se refere aos bens de estrangeiros localizados
no Brasil, a sucessão será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos
brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal
do falecido, consoante art. 10, caput e § 1º, LINDB:
Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja
mais favorável a lei pessoal do de cujus.
Letra d.
011. (QUADRIX/ADVOGADO (CRF GO)/2022) Quanto à eficácia das leis no tempo e no es-
paço, julgue o item.
O direito positivo nacional, mesmo diante de um fato em conexão com ordenamentos jurídicos
de outros países, não pode mandar que sejam julgadas as relações jurídicas dele geradas pelo
direito estrangeiro.
O direito positivo nacional, mesmo diante de um fato em conexão com ordenamentos jurídicos
de outros países, não pode mandar que sejam julgadas as relações jurídicas dele geradas pelo
direito estrangeiro, assim, dispõe o art. 16 da LINDB:
Art. 16. Quando, nos termos dos artigos precedentes, se houver de aplicar a lei estrangeira, ter-se-á
em vista a disposição desta, sem considerar-se qualquer remissão por ela feita a outra lei.
Errado.
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Nos termos do art. 7º, caput, da LINDB, a lei do país em que domiciliada a pessoa determina
as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de fa-
mília. Contudo, celebrado o casamento no Brasil, e possuindo os nubentes domicílios diversos,
deverão ser aplicadas as regras do primeiro domicílio conjugal, conforme estabelece os §§ 3º
e 4º do mesmo dispositivo.
Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
§ 1º Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos
dirimentes e às formalidades da celebração.
§ 2º O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou consu-
lares do país de ambos os nubentes.
§ 3º Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do
primeiro domicílio conjugal.
§ 4º O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os nubentes
domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal.
Certo.
Nos termos do art. 8º da LINDB, a lei aplicável para qualificar os bens e regular as relações
a eles concernentes é a lei do país em que estiverem situados. Contudo, aplicar-se-á a lei do
país em que for domiciliado o proprietário, com relação “aos bens moveis que ele trouxer ou se
destinarem a transporte para outros lugares”.
Art. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em que estiverem situados.
§ 1º Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário, quanto aos bens moveis que
ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares.
§ 2º O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre a coisa
apenhada.
Errado.
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A LINDB adotou, para os casamentos realizados no Brasil, a regra do local da celebração (locus
regit actum), de modo que será aplicada a lei brasileira quanto às formalidades da celebração
e aos impedimentos matrimoniais:
Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
§ 1º Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos
dirimentes e às formalidades da celebração.
Errado.
Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. […]
§ 2º O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou consu-
lares do país de ambos os nubentes.
Errado.
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A sucessão por morte obedecerá à lei do domicílio do de cujus, qualquer que seja a natureza e
a situação dos bens, nos termos do art. 10, caput, LINDB:
Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
Errado.
Como regra, aplica-se a lei da situação da coisa, ex vi do art. 8º, caput, LINDB:
Art. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em que estiverem situados.
§ 1º Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário, quanto aos bens moveis que
ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares.
§ 2º O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre a coisa
apenhada.
Errado.
De fato, o estatuto pessoal é regido pela lei do domicílio, consoante art. 7º, caput, LINDB:
Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
Certo.
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A lei do país em que a pessoa se encontre, inclusive em visita temporária, determina as regras
sobre o começo e o fim de sua personalidade e sua capacidade.
Nos termos do art. 7º, caput, da LINDB, as regras sobre o começo e o fim de sua personalidade
e sua capacidade (estatuto pessoal) são determinadas pela lei do domicílio da pessoa natural:
Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
Errado.
Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. […]
Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja
mais favorável a lei pessoal do de cujus.
§ 2º A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder.
Certo.
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Art. 16. Quando, nos termos dos artigos precedentes, se houver de aplicar a lei estrangeira, ter-se-á
em vista a disposição desta, sem considerar-se qualquer remissão por ela feita a outra lei.
Errado.
a) Errada. As filiais situadas no Brasil observam a lei brasileira, nos termos do art. 11, § 1º, da LINDB:
Art. 11. As organizações destinadas a fins de interesse coletivo, como as sociedades e as funda-
ções, obedecem à lei do Estado em que se constituirem.
§ 1º Não poderão, entretanto ter no Brasil filiais, agências ou estabelecimentos antes de serem os
atos constitutivos aprovados pelo Governo brasileiro, ficando sujeitas à lei brasileira.
b) Errada. O critério de conexão adotado pelo ordenamento jurídico pátrio para a definição da
lei aplicável é o domicílio, tanto para as regras sobre a capacidade, o nome e os direitos de
família quanto para as regras sobre o começo e o fim da personalidade, conforme se extrai do
art. 7º da LINDB:
Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
c) Errada. Aplica-se a lei do país em que os bens estiverem localizados, conforme prevê o art.
8º da LINDB:
Art. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em que estiverem situados.
d) Errada. Quanto à capacidade para suceder, é a lei do domicílio do herdeiro ou legatário que
a regula, nos termos do art. 10, § 2º, da LINDB:
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Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja
mais favorável a lei pessoal do de cujus.
Art. 9º Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituirem.
§ 1º Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será
esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos
do ato.
§ 2º A obrigação resultante do contrato reputa-se constituida no lugar em que residir o proponente.
Certo.
Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
Errado.
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Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
§ 1º Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos
dirimentes e às formalidades da celebração.
§ 2º O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou consu-
lares do país de ambos os nubentes.
§ 3º Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do
primeiro domicílio conjugal.
§ 4º O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os nubentes
domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal.
Errado.
Entretanto, cabe ressaltar que com o advento da Emenda Constitucional n. 66, de 13 de julho
de 2010, houve a supressão do requisito de prévia separação judicial por mais de 1 (um) ano
ou de comprovada separação de fato por mais de 2 (dois) anos para fins de divórcio. Desta
forma, entende-se ter havido revogação tácita do parágrafo 6º do art. 7º da LINDB. Entretanto,
para ter efeito no país, o divórcio no estrangeiro preias ser internalizado no país, seja pela via
judicial ou extrajudicial.
Errado.
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Art. 9º Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem.
§ 1º Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será
esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos
do ato.
§ 2º A obrigação resultante do contrato reputa-se constituida no lugar em que residir o proponente.
Certo.
Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja
mais favorável a lei pessoal do de cujus.
§ 2º A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder.
Certo.
À situação hipotética constante do item acima aplica-se a regra do art. 8º, caput, da LINDB, cuja
redação é a seguinte:
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Art. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em que estiverem situados.
§ 1º Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário, quanto aos bens móveis que
ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares.
§ 2º O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre a coisa
apenhada.
Certo.
Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. […] § 3º Tendo os nubentes domicílio
diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do primeiro domicílio conjugal.
c) Errada. O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre
a coisa apenhada (art. 8º, § 2º, LINDB).
d) Errada. Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem
(art. 9º, caput, LINDB).
e) Errada. A capacidade sucessória é regida pela lei do domicílio do herdeiro ou legatário, con-
soante art. 10, § 2º, LINDB:
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Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes
seja mais favorável a lei pessoal do de cujus. 2º A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula
a capacidade para suceder.
Letra b.
Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
Letra a.
O conceito legal de direito adquirido nos é fornecido pelo art. 6º, § 2º, da LINDB, cuja redação
é a seguinte:
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Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito ad-
quirido e a coisa julgada.
§ 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se
efetuou.
§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exer-
cer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo prefixo, ou condição preestabelecida
inalterável, a arbítrio de outrem.
§ 3º Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso.
Por sua vez, a Constituição Federal confere, de forma expressa, proteção a essa categoria,
consoante redação do inciso XXXVI do seu art. 5º, verbis:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: […]
XXXVI – a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;
Em linhas gerais, podemos dizer que direito adquirido é aquele que foi incorporado ao patrimônio
da pessoa, física ou jurídica, cujo exercício pode se dar a qualquer momento.
Nessa perspectiva, sem embargo das interessantes discussões que o tema suscita e nos
mantendo dentro do tema da questão, pode-se concluir que a reiterada jurisprudência do STF é
firme quanto a não existir direito adquirido em relação a regime jurídico, consoante se denota
do seguinte julgado:
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Letra e.
Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.
Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito ad-
quirido e a coisa julgada.
Letra d.
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A afirmativa está de acordo com o disposto no art. 18, § 1º do Decreto-Lei n. 4.657/1942 (Lei
de Introdução às Normas do Direito Brasileiro).
Certo.
Art. 18. Tratando-se de brasileiros, são competentes as autoridades consulares brasileiras para
lhes celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de tabelionato, inclusive o registro de
nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país da sede do Consulado.
Errado.
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É o que estabelece o art. 5º, XXXI da Constituição Federal e o art. 10, § 1º do Decreto-Lei n.
4.657/1942.
XXXI – a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pes-
soal do de cujus;
Art. 10, § 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira
em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes
seja mais favorável a lei pessoal do de cujus.
Certo.
§ 4º O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os nubentes
domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal.
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Para regular as relações concernentes a bens, aplica-se a lei do país em que estiverem situados
e, para reger as obrigações, aplica-se a lei do país em que se constituírem.
A afirmativa está de acordo com o que dispõe o art. 8º, caput (lex rei sitiae) e art. 9º, caput (locus
regit actum), do Decreto-Lei n. 4.657/1942 – Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.
Art. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em que estiverem situados.
§ 1º Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário, quanto aos bens moveis que
ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares.
§ 2º O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre a coisa
apenhada.
Art. 9º Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem.
Certo.
Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
§ 1º Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos
dirimentes e às formalidades da celebração. […]
Todavia, a segunda assertiva está em desacordo com a norma, uma vez que a aplicação das
regras de direito de família leva em consideração a lei do país onde domiciliada a pessoa, o que
revela o princípio da extraterritorialidade, demonstrando que nosso país adota territorialidade
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Como uma nação evoluída e soberana, no que tange à aplicação das leis estrangeiras, o Brasil
adotou a teoria da territorialidade moderada ou temperada, segundo qual aplica-se a lei brasilei-
ra, podendo ser adotadas, eventualmente, as normas e sentenças de outros países, desde que
respeitados os parâmetros que constam na própria Lei de Introdução. Nesse sentido decidiu o
Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região nos autos 0011392-68.2016.5.09.0011:
A legislação brasileira adotou o Princípio da Territorialidade Moderada, como se observa no
decorrer dos dispositivos da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, de modo que
tanto se aplica o princípio da territorialidade (LICC, § 1º do art. 7º e § 1º do art. 10), e o da ex-
traterritorialidade pelos elementos de conexão, de modo que os Estados permitem que em seu
território se apliquem, em certas hipóteses, normas estrangeiras.
Estabelecem os dispositivos citados no julgado:
Art. 7º, § 1º Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impe-
dimentos dirimentes e às formalidades da celebração.
Art. 10, § 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira
em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes
seja mais favorável a lei pessoal do de cujus.
Certo.
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Nos termos do art. 10 da LINDB, temos que a regra de sucessão é a lei do último domicílio do
defunto, qualquer que seja a natureza dos bens. Veja que a questão trouxe que A foi passear
no Vietnã, e era domiciliado em Minas Gerais.
LINDB. Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o
defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja
mais favorável a lei pessoal do de cujus.
§ 2º A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder.
A única ressalva nessa matéria é com relação à regra de definição da capacidade para suceder,
nos termos do § 2º, que não é o caso cobrado pela questão.
Letra a.
Art. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em que estiverem situados.
§ 2º O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre a coisa
apenhada.
Certo.
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Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. […]
§ 6º O divórcio realizado no estrangeiro, se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros, só será
reconhecido no Brasil depois de 1 (um) ano da data da sentença, salvo se houver sido antecedi-
da de separação judicial por igual prazo, caso em que a homologação produzirá efeito imediato,
obedecidas as condições estabelecidas para a eficácia das sentenças estrangeiras no país. O Su-
perior Tribunal de Justiça, na forma de seu regimento interno, poderá reexaminar, a requerimento
do interessado, decisões já proferidas em pedidos de homologação de sentenças estrangeiras de
divórcio de brasileiros, a fim de que passem a produzir todos os efeitos legais.
Todavia, é válido destacar que, segundo entendimento que reputamos prevalecente, o prazo
de 1 (um) ano previsto no dispositivo foi tacitamente revogado pela Emenda Constitucional n.
66/2010 (Emenda do Divórcio), que afastou a necessidade de observância de qualquer prazo
para o divórcio.
Errado.
Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. […]
§ 5º – O estrangeiro casado, que se naturalizar brasileiro, pode, mediante expressa anuência de
seu cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega do decreto de naturalização, se apostile ao mesmo
a adoção do regime de comunhão parcial de bens, respeitados os direitos de terceiros e dada esta
adoção ao competente registro.
Certo.
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Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. […]
§ 7º Salvo o caso de abandono, o domicílio do chefe da família estende-se ao outro cônjuge e aos
filhos não emancipados, e o do tutor ou curador aos incapazes sob sua guarda.
Certo.
A banca considerou a assertiva incorreta tomando por base a redação literal do art. 15 da LIN-
DB, verbis:
Art. 15. Será executada no Brasil a sentença proferida no estrangeiro, que reuna os seguintes
requisitos:
a) haver sido proferida por juiz competente;
b) terem sido os partes citadas ou haver-se legalmente verificado à revelia;
c) ter passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias para a execução no
lugar em que foi proferida;
d) estar traduzida por intérprete autorizado;
e) ter sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal.
No entanto, merece ser lembrado que, tendo em vista as alterações promovidas pela Emenda
Constitucional n. 45/2004 (Reforma do Judiciário), a competência para a execução de sentença
estrangeira passou a ser do STJ (art. 105, I, “i”, CRFB/1988).
Certo.
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a) Errada. Não havendo disposição legal em sentido contrário, a lei começará a vigorar em todo
país 45 (quarenta e cinco) dias depois de oficialmente publicada, conforme art. 1º, caput, LINDB:
Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.
b) Errada. Com efeito, na execução interna (no Brasil) de obrigações contraídas no estrangeiro,
deverão ser observadas a forma essencial prevista na lei brasileira (lex loci executionis). No
entanto, a LINDB mitiga essa regra, ao dispor acerca da admissibilidade, quanto aos requisitos
extrínsecos do ato, da lei estrangeira:
Art. 9º Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem.
§ 1º Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será
esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos
do ato.
§ 2º A obrigação resultante do contrato reputa-se constituída no lugar em que residir o proponente.
Art. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em que estiverem situados.
§ 1º Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário, quanto aos bens moveis que
ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares.
d) Errada. Na qualificação de bens e regência das relações a eles concernentes é aplicável o lei
do país onde estiverem situados (lex fori), conforme disposto no já citado art. 8º, caput, LINDB.
Letra c.
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Conforme a LINDB:
a) Errada. Conforme art. 7º da LINDB, a lei do país em que domiciliada a pessoa determina as
regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
b) Errada. Conforme o art. 10, § 1º da LINDB, a sucessão de bens de estrangeiros, situados no
País, será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de
quem os represente, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus;
c) Certa. Antinomia significa conflito aparente de normas, utilizando-se os critérios cronológico,
da especialidade e da hierarquia para sua solução. Na antinomia de primeiro grau: um critério
soluciona a antinomia, já na antinomia de segundo grau: utiliza-se mais de um critério.
d) Errada. A lacuna ontológica ocorre quando existe texto legal para o caso concreto, mas sem
eficácia social.
e) Errada. Conforme o parágrafo único do art. Art. 140 do CPC:
Art. 140. O juiz não se exime de decidir sob a alegação de lacuna ou obscuridade do ordenamento
jurídico.
Parágrafo único. O juiz só decidirá por equidade nos casos previstos em lei
Letra c.
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LINDB – Parte II
Antônio Alex Pinheiro
c) Os governos estrangeiros não podem adquirir a propriedade dos prédios necessários à sede
dos representantes diplomáticos ou dos agentes consulares.
d) Os governos estrangeiros, bem como as organizações de qualquer natureza, que eles tenham
constituído, dirijam ou hajam investido de funções públicas, poderão adquirir no Brasil bens
imóveis ou susceptíveis de desapropriação.
e) No caso de brasileiros, são competentes as autoridades consulares brasileiras para lhes
celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de tabelionato, inclusive o registro de
nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país da sede do Consulado.
Conforme a LINDB:
a) Errada. Conforme art. 10 da LINDB, a sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do
país em que domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situa-
ção dos bens;
b) Errada. Conforme o art. 17 da LINDB, as leis, atos e sentenças de outro país, bem como
quaisquer declarações de vontade, não terão eficácia no Brasil, quando ofenderem a soberania
nacional, a ordem pública e os bons costumes;
c) Errada. Conforme o art. 11, § 3º da LINDB, os Governos estrangeiros podem adquirir a proprie-
dade dos prédios necessários à sede dos representantes diplomáticos ou dos agentes consulares
d) Errada. Conforme o art. 11, § 2º da LINDB, os Governos estrangeiros, bem como as organiza-
ções de qualquer natureza, que eles tenham constituído, dirijam ou hajam investido de funções
públicas, não poderão adquirir no Brasil bens imóveis ou susceptíveis de desapropriação.
e) Certa. Conforme o art. 18 da LINDB, tratando-se de brasileiros, são competentes as autorida-
des consulares brasileiras para lhes celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de
tabelionato, inclusive o registro de nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira
nascido no país da sede do Consulado.
Letra e.
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Direito Civil
LINDB – Parte II
Antônio Alex Pinheiro
REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal, 1988.
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil esquematizado. 11. ed. Editora Saraiva, 2021.
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A sucessão por morte ou ausência obedece à lei do país onde o falecido ou desaparecido tinha seu domicílio . No caso de estrangeiros, a sucessão de bens situados no Brasil pode aplicar a lei brasileira em benefício do cônjuge ou filhos brasileiros, ou de seus representantes, sempre que isso lhes for mais favorável do que a lei pessoal do falecido .
A LINDB requer que sentenças estrangeiras para serem executadas no Brasil devem ser homologadas pelo Superior Tribunal de Justiça, cumprindo requisitos como tradução por intérprete autorizado e que as partes tenham sido devidamente citadas ou tenham sido legalmente verificadas à revelia . Essa normatização assegura que a execução dessas sentenças respeite a ordem pública brasileira, garantindo que as decisões estrangeiras estejam em conformidade com princípios fundamentais da justiça .
A regra de irretroatividade no Brasil implica que a aplicação das leis deve ser projetada para efeitos futuros, não afetando situações jurídicas consolidadas no passado . No entanto, a irretroatividade pode ser flexibilizada quando se faz necessário respeitar o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada, assegurando a segurança jurídica e a estabilidade dos atos anteriormente válidos e consumados .
A retroatividade de novas leis no Brasil é admitida apenas em casos específicos, de modo que a nova legislação não pode violar o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada . O ato jurídico perfeito refere-se à ação já consumada segundo a legislação vigente no momento em que foi realizada, o direito adquirido é aquele que já se incorporou definitivamente ao patrimônio de uma pessoa, e a coisa julgada é a decisão judicial inapelável . Assim, a aplicação da nova lei não pode retroagir de forma a afetar esses três elementos fundamentais do direito, assegurando a estabilidade e previsibilidade das normativas e decisões anteriores.
A LINDB especifica que a qualificação e regência das obrigações são determinadas pela lei do país onde a obrigação foi constituída . Isso significa que, para contratos e obrigações internacionais, a lei predominante é a do local de sua formação, embora, se a obrigação deva ser executada no Brasil, será possível observar particularidades da lei estrangeira, respeitando-se, no entanto, os requisitos essenciais da forma conforme a legislação brasileira .
A LINDB define que a lei do país em que a pessoa está domiciliada determina as normas sobre o começo e o fim da personalidade, bem como o nome, capacidade e direitos de família . Portanto, a questão do início e término da personalidade jurídica está subordinada às normas do domicílio, reforçando a conexão entre a ordem jurídica do local de domicílio da pessoa e as regras que delimitam sua capacidade jurídica .
A LINDB estipula que leis, atos e sentenças de origem estrangeira, assim como declarações de vontade realizadas fora do Brasil, não terão eficácia no território nacional se contrariarem a soberania nacional, a ordem pública e os bons costumes . Isto significa que, mesmo que uma sentença ou lei estrangeira seja válida em seu país de origem, para efeito e execução no Brasil, deve-se verificar se estes três requisitos são respeitados, preservando assim os valores fundamentais e a harmonia social interna .
Para a qualificação e regulação das relações com bens, a LINDB determina a aplicação da lei do país onde os bens estão situados . Contudo, para bens móveis que são transportados entre países ou que estejam sob a posse de alguém em trânsito, aplica-se a lei do domicílio do proprietário .
O Superior Tribunal de Justiça tem o papel de processar e julgar a homologação de sentenças estrangeiras e conceder o exequatur às cartas rogatórias . Este procedimento é necessário para que uma sentença estrangeira possa ter eficácia no Brasil, assegurando que ela cumpre com os requisitos legais e não contraria os princípios fundamentais do direito brasileiro .
Os atos notariais e registrais praticados por autoridades consulares brasileiras no exterior são devidamente reconhecidos no Brasil, incluindo o casamento, registro civil e de óbito de filhos de brasileiros nascidos no país sede do consulado . A LINDB estabelece que esses atos são possíveis através dos consulares, desde que ambos os nubentes sejam brasileiros, para atos como casamento, separação consensual e divórcio consensual, respeitando as configurações legais pertinentes .