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LINDB: Direito Civil e Aplicações Práticas

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DIREITO CIVIL

LINDB – Parte II

Livro Eletrônico
Direito Civil
LINDB – Parte II
Antônio Alex Pinheiro

Sumário
Apresentação......................................................................................................................................................................3
LINDB – Parte II. . ...............................................................................................................................................................5
1. Introdução ao Tema.....................................................................................................................................................5
2. Aplicação da Lei no Tempo.....................................................................................................................................6
2.1. O Critério das Disposições Transitórias. .....................................................................................................6
2.2. O Critério da Irretroatividade das Normas Jurídicas...........................................................................6
2.2. O Ato Jurídico Perfeito, o Direito Adquirido e a Coisa Julgada......................................................8
3. Eficácia da Lei no Espaço........................................................................................................................................9
3.1. Lei do Domicílio.........................................................................................................................................................9
3.2. Casamento Realizado no Brasil. . ...................................................................................................................15
3.3. Casamento de Estrangeiro. . .............................................................................................................................17
3.4. Regime de Bens do Casamento e Divórcio no Estrangeiro............................................................18
3.5. Obrigações................................................................................................................................................................22
3.6. Sucessão Causa Mortis. . ...................................................................................................................................26
3.7. Relações Jurídicas de Entidades Estrangeiras...................................................................................29
3.8. Competência Judiciária. . ....................................................................................................................................30
3.9. A Prova dos Fatos.. ...............................................................................................................................................32
3.10. A Execução de Sentença Estrangeira. ....................................................................................................33
3.11. Atos Notarias e Registrais Praticados por Autoridades Consulares. ..................................37
Resumo................................................................................................................................................................................38
Mapa Mental......................................................................................................................................................................41
Exercícios............................................................................................................................................................................46
Gabarito...............................................................................................................................................................................56
Gabarito Comentado....................................................................................................................................................57
Referências........................................................................................................................................................................86

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Direito Civil
LINDB – Parte II
Antônio Alex Pinheiro

Apresentação
Olá, querido(a) aluno(a), tudo bem?
Sou o Professor Antônio Alex Pinheiro.
Sou graduado em Engenharia Elétrica e Direito pela UnB, com Mestrado também pela
UnB, cursando atualmente o Doutorado em Direito pelo UniCeub. Possuo pós-graduação em
Direito Processual Civil, em Direito Notarial e Registral e em Gestão Pública. Também finalizei
o curso de graduação de licenciatura em Física.
Minha experiência com concursos públicos começou no ano de 2003 e continua até então,
nessa trajetória fui aprovado nos concursos públicos da Caixa Econômica Federal, Polícia
Rodoviária Federal, Polícia Federal, Curso de Oficial da PMDF, professor da Secretaria de Edu-
cação do Distrito Federal, professor do Instituto Federal de Brasília e Anatel. Atualmente ocupo
o cargo de Especialista em Regulação na Anatel. Recentemente logrei êxito na aprovação
para o cargo de Notário e Registrador dos Tribunais de Justiça do Ceará, do Amazonas e do
Paraná, quando aprofundei meus estudos em relação ao Direito Privado, incluindo o Direito
Civil. No concurso para o cargo de Notário ou Registrador, o conteúdo de Direito Civil tem um
peso extremamente importante nas três fases: prova objetiva, prova discursiva e prova oral.
Desde o ano de 2015, também exerço a advocacia voluntária pela Defensoria Pública do
DF na área de Direito Civil. Atualmente estou lotado no núcleo de Defensoria Pública do DF
junto aos Tribunais Superiores, atividade que me trouxe grande aprendizado na área de Direi-
to Civil. Como fruto de minhas pesquisas, recentemente também publiquei livros na área de
Direito Civil. Assim, quero compartilhar minhas experiências adquiridas ao longo da minha
vida para lhe auxiliar em seu processo de aprovação.
O nosso curso de Direito Civil foi elaborado sabendo que o concurseiro não dispõe de
muito tempo disponível para seu estudo, com cada aula estrategicamente pensada e ela-
borada com os principais conceitos relacionados com o respectivo assunto para facilitar o
entendimento e a fixação do conteúdo. Além do mais, tendo em vista a forte cobrança de
lei seca em questões de Direito Civil, para economizar seu tempo, sempre farei menção aos
artigos correspondentes ao conteúdo estudado. Assim, além de você entender o conceito
estudado, vai saber como o assunto é disposto na respectiva redação da lei. Isso, porque,
um erro grave no estudo de Direito Civil é compreender e entender os principais institutos e
conceitos, mas não saber como ele é disposto na lei seca. Desta forma, se você não souber
como ele é disposto na lei seca, você pode errar a questão.
Ao final da aula, apresento uma lista de exercícios dos últimos anos que permitem a fixa-
ção do conteúdo estudado. Também gosto de utilizar esquemas e resumos com os principais
pontos estudados em cada aula. Quanto aos mesmos, recomendo que sejam estudados entre
os intervalos das aulas para facilitar a fixação do conteúdo.
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Por favor: material
obrigatório! Então, fica ligado no curso GRAN. Estou esperando as dúvidas no Fórum do aluno!

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Antônio Alex Pinheiro

Muito bem-vindo ao nosso curso, vamos ao trabalho!!!


“Nenhum obstáculo é tão grande se sua vontade de vencer for maior.”
Forte abraço e bons estudos!
Antônio Alex Pinheiro
@prof._antonio_alex

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LINDB – PARTE II

1. Introdução ao Tema
A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), Decreto-Lei n. 4.567/1942, é
um conjunto de normas que disciplina outras normas jurídicas, de todos os ramos do direito,
seja público ou privado. É um conjunto de norma de SOBREDIREITO e é chamada de LEX
LEGUM, ou seja, a LEI DAS LEIS.
Antigamente a lei era chamada de Lei de Introdução do Código Civil, tendo o seu campo de
aplicação ampliado e a redação da ementa alterada por meio da Lei n. 12.376/10. Em 2018,
a Lei n. 13.655/18 inclui diversos artigos que trazem disposições sobre segurança jurídica e
eficiência na criação e na aplicação do direito público.
São caraterísticas da LINDB:

Disciplina outras
normas jurídicas
LINDB
Características
Aplicável a todos os
ramos do Direito

A LINDB contém as seguintes disposições normativas:

LINDB

Normas sobre
Vigência,
Aplicação da Lei Aplicação da Lei Segurança e
Interpretação e
no Tempo no Espaço Eficiência de
Integração
Direito Público

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2. Aplicação da Lei no Tempo


Em regra, as leis são elaboradas para valer para o futuro e a lei nova modifica leis que já
regularam relações jurídicas. A partir daí surgem dúvidas sobre a aplicação ou não da nova
lei às situações anteriormente constituídas. Para solucionar tais conflitos são utilizados crité-
rios solucionadores como o das disposições transitórias e o da irretroatividade das normas.

2.1. O Critério das Disposições Transitórias


As disposições transitórias são colocadas pelo próprio legislador no texto da nova lei,
com objetivo de evitar e solucionar conflitos que podem surgir da nova lei com a antiga.
O próprio texto do Código Civil de 2.002 contém um livro complementar chamado de “Das
disposições finais e transitórias”, dos arts. 2.028 a 2.046, com disposições para regular a
aplicação no novo Código Civil frente o Código Civil de 1.916.
O art. 2.0135 trouxe disposições relativas à validade dos negócios jurídicos celebrados na
vigência do código antigo, estabelecendo que a validade dos negócios jurídicos não se aplica
aos contratos celebrados, cumpridos e extintos antes de sua entrada em vigor, aplicando-se
a lei do tempo em que foram celebrados.

2.2. O Critério da Irretroatividade das Normas Jurídicas


Trata-se de um princípio que tem como objetivo assegurar a certeza, a segurança e a es-
tabilidade do ordenamento jurídico, para preservar situações já consolidadas.
Excepcionalmente, uma norma recém-sancionada pode alcançar fatos passados, mas
para isso ela precisa respeitar parâmetros que constam da Lei de Introdução (dispõe o art.
6º que “a Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito
adquirido e a coisa julgada”) e da própria Constituição Federal (determina o art. 5º, inc. XXX-
VI, da CF/1988 que: “a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa
julgada”). Diante do exposto, a irretroatividade é a regra, e a retroatividade, a exceção. Para
que ocorra a retroatividade, há necessidade de previsão expressa na lei.
Irretroativa é a lei que não se aplica às situações constituídas anteriormente à sua vi-
gência. Desta forma, no ordenamento jurídico brasileiro, incluindo a Constituição de 1.988 e
a LINDB, a irretroatividade é a regra, mas admite-se retroatividade em determinados casos.
Dentre as exceções de retroatividade, aplica-se à lei nova aos casos pendentes, desde que
não ofenda o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada. Assim, a aplicação
da lei no tempo pode ser resumida da seguinte forma:

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APLICAÇÃO
DA LEI
NOVA

Retroatividade,
Irretroatividade
mas respeitando:

Vigência Expressa Ato Jurídico


Vacatio legis (45 Direito Adquirido Coisa Julgada
Perfeito
Vigência Imediata dias ou 3 meses)

Vamos agora ver como é cobrado na sua prova?!

001. (QUADRIX/ADVOGADO I/CRA PR/2019) Com relação à Lei de Introdução às Normas


do Direito Brasileiro e à interpretação dos dispositivos legais, julgue o item.
A lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o direito adquirido, a coisa julgada e o
ato jurídico perfeito, este último reputado como aquele já consumado segundo a lei vigente ao
tempo em que se efetuou.

A assertiva traz as disposições do art. 6º da LINDB. A Lei em vigor terá efeito imediato e geral,
respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.

§ 1º Reputa-se ATO JURÍDICO PERFEITO o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que
se efetuou.
§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exer-
cer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida
inalterável, a arbítrio de outrem.
§ 3º Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso.

Certo.

A questão acima já trouxe uma prévia dos conceitos dos institutos: ato jurídico perfeito,
direito adquirido e coisa julgada. Vamos aprofundar o estudo de cada um deles:

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2.2. O Ato Jurídico Perfeito, o Direito Adquirido e a Coisa Julgada


O art. 6º da LINDB estabelece que a lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados
o ato jurídico, o direito adquirido e a coisa julgada. Desta forma, a imediata aplicação da lei
deve respeitar o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada, conforme o art.
6º da LINDB:

Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito
adquirido e a coisa julgada.
§ 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se
efetuou.
§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exer-
cer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida
inalterável, a arbítrio de outrem.
§ 3º Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso.

O Ato Jurídico Perfeito é aquele ato já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que
se efetuou, produzindo seus efeitos jurídicos, pois o direito gerado já foi exercido. Exemplo:
um contrato anterior já celebrado e que esteja gerando efeitos.
O Direito Adquirido é o direito material ou imaterial que já se incorporou definitivamente
ao patrimônio e à personalidade de seu titular, seja uma pessoa física, jurídica ou ente des-
personalizado, não podendo a lei e nem fato posterior alterar essa situação jurídica. Exemplo:
benefício previdenciário desfrutado por alguém.
A Coisa Julgada é quando a sentença judicial não pode mais sofrer mudanças, ou seja,
não cabendo mais recursos. Exemplo: uma sentença judicial que não cabe mais recurso.
Vamos treinar:

002. (IBFC/PROFISSIONAL DE NÍVEL SUPERIOR/SMASDH CUIABÁ)/APOIO JURÍDICO/2019)


Considere a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro e assinale a alternativa correta
que conceitua direito adquirido.
a) Os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exercer, como aqueles cujo começo
do exercício tenha termo prefixo, ou condição preestabelecida inalterável, a arbítrio de outrem
b) A decisão de que já não caiba mais recurso
c) Permite definir com maior clareza a lei aplicável à dadas situações jurídicas, que somente
produzirão efeitos no futuro, eventualmente no regime de uma lei nova
d) O ato já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou

Conforme art. 6 º, § 2 º da LINDB. Vejamos: A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respei-
tados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.

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§ 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se
efetuou.
§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exer-
cer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida
inalterável, a arbítrio de outrem.

Letra a.

Então, não se esqueça!!

ATO JURÍDICO Já CONSUMADO segundo a lei


PERFEITO vigente ao tempo

DIREITO Direito já INCORPORADO


ADQUIRIDO definitivamente ao patrimônio e à
personalidade de seu titular

Sentença judicial NÃO MAIS


COISA JULGADA SUJEITA A RECURSO

3. Eficácia da Lei no Espaço


Os arts. 7º a 19 da LINDB trazem disposições relativas a regras de direito internacional
público e privado, em especial sobre os limites territoriais da aplicação da lei brasileira e da
lei estrangeira.

3.1. Lei do Domicílio


Conforme a soberania nacional, a norma tem aplicação dentro do território delimitado
pelas fronteiras do Estado, esse é o chamado princípio da TERRITORIALIDADE. Entretanto, o
princípio da territorialidade não é um princípio absoluto, isso porque o intercâmbio cada vez
mais acentuado entre os diversos países levou o Estado a permitir que a lei estrangeira, em
determinadas situações, tenha eficácia em seu território, sem ofender a soberania nacional,
admitindo assim a aplicação do chamado princípio da EXTRATERRITORIALIDADE.

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Pelo princípio da territorialidade, a norma jurídica se aplica ao território do seu estado,


estendendo-se às embaixadas, consulados, navios de guerra, onde se encontrem, navios
mercantes em águas territoriais ou em alto-mar, navios estrangeiros (excluindo os navios de
guerra), aeronaves no espaço aéreo do estado e barcos de guerra onde se encontrem. Já pelo
princípio da extraterritorialidade, a norma é aplicada em território de outro estado, segundo os
princípios e convenções internacionais. Desta forma, inclusive, determinadas pessoas podem
escapar da jurisdição do estado em que se encontrem e submeter à jurisdição de seu país.
O domicílio é o principal elemento de conexão adotado no Brasil. Por esse critério, que é
também conhecido como LEI DO DOMICÍLIO, aplica-se aos conflitos de leis no espaço a norma
do domicílio de uma das partes. Inclusive, deve ser ressaltado que o próprio STJ1 reconhece o
domicílio como o principal elemento de conexão empregado no Brasil, estabelecendo que “A
LINDB, inegavelmente, elegeu o domicílio como relevante regra de conexão para solver conflitos
decorrentes de situações jurídicas relacionadas a mais de um sistema legal (conflitos de leis
interespaciais), porquanto consistente na própria sede jurídica do indivíduo. Assim, a lei do país
em que for domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade,
o direito ao nome, a capacidade jurídica e dos direitos de família (art. 7º)”. Mas cabe ressaltar
que à luz do Direito Internacional Privado, a pessoa só pode ter um domicílio, ainda que a lei
interna permita que a pessoa tenha mais de um domicílio. O domicílio encontra-se consagrado
como elemento de conexão no ordenamento jurídico brasileiro no caput do art. 7 da LINDB,
que define que “A lei do país em que for domiciliada a pessoa determina as regras sobre o
começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família”.
Diante do exposto, a chamada Lei do Domicílio, presente nas disposições da LINDB, rege
o estrangeiro pelas leis de seu país de origem, aplicando-se nas seguintes hipóteses:
a) relações jurídicas relacionadas com o começo e fim da personalidade, o nome, a ca-
pacidade e com os direitos de família:
Nos termos do art. 7º da LINDB, a lei do país em que domiciliada a pessoa determina
as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de
família. Para entender melhor, as regras sobre o começo e fim da personalidade, dentre ou-
tras coisas, estabelecem critérios sobre quem é sujeito de direitos na ordem civil, bem como
sobre a proteção dos chamados direitos de personalidade, que são atributos inerentes para
que a pessoa física tenha uma vida digna. Quanto ao nome, dentre outros pontos, existem
regras especiais sobre como deve ocorrer a formação do nome, incluindo aí a existência de
sobrenomes e até mesmo a possibilidade de mudança de nome ao longo da vida.
A capacidade civil traz disposições relacionadas aptidão para ser sujeito de direito, bem
como, poder exercer sem ajuda atos da vida civil, como, por exemplo, comprar um veículo,
assumir um financiamento etc. Por fim, o Direito de Família que inclui regras de regulação para

1
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Informativo 563. Bras ília, DF, 29 de maio a 14 de junho de 2015. Processo: REsp 1.362.400-
SP, Rei. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 28/4/2015, DJe 5/6/2015.

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filiação, casamento, regimes de bens entre os cônjuges, tutela, curatela e tomada de decisão
apoiada. Vejamos exatamente a redação da lei seca:

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.

003. (Q859060/CESPE/CEBRASPE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/TRE/


MT/2015/ADPTADA) Com base no disposto na Lei de Introdução às Normas do Direito Bra-
sileiro, julgue o item:
No tocante aos regramentos do direito de família, adota-se o critério jus sanguinis na referida lei.

Conforme a LINDB:
O Jus Sanguinis: do latim “direito de sangue”, garante ao indivíduo o direito a cidadania de um
país por meio de sua ascendência. Entretanto, de forma diversa, nos termos art. 7º da LINDB,
a lei do país em que DOMICILIADA a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
Errado.

Vamos fixar ainda mais a explicação!!

004. (Q1276862/CESPE/CEBRASPE/AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO/1º


SIMULADO/TCU/2020) Marcos, domiciliado no Iêmen, em viagem de negócios realizada ao
Brasil, faleceu em território nacional, sendo aqui enterrado o seu corpo. Marcos possui bens
imóveis no Brasil e dois filhos brasileiros. Considerando as disposições constantes na Lei de
Introdução às normas do Direito Brasileiro, pode-se afirmar que, quanto ao fim da personali-
dade de Marcos, aplicar-se-á a lei brasileira.

Conforme o art. 7º da LINDB:

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.

Diante do exposto, considerando que Marcos é domiciliado no Iêmen, aplica-se, assim, a legis-
lação do Iêmen.
Errado.

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005. (Q1124553/CESPE/CEBRASPE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA DIREITO/TJAM/2019) em


se tratando de indivíduo de nacionalidade estrangeira domiciliado no Brasil, as regras sobre
o começo e o fim da sua personalidade, seu nome, sua capacidade civil e seus direitos de
família são aquelas da legislação vigente no seu país de origem.

Conforme o art. 7º da Lei LINDB, a lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras
sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
Errado.

b) bens móveis que o proprietário tiver consigo ou se destinarem ao transporte para


outros lugares:
Quanto aos BENS, sejam bens imóveis ou móveis, prevê a Lei de Introdução que deve ser
aplicada a norma do local em que esses se situam (lex rei sitiae – art. 8º). No caso de bens
móveis transportados, incide a norma do domicílio do seu proprietário (art. 8º, § 1º). Vamos
à letra da lei seca:

Art. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em que estiverem situados.
§ 1º Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário, quanto aos bens moveis que
ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares.

Vamos ver como cai no seu concurso!!

006. (Q1338742/CESPE/CEBRASPE/QUESTÕES INÉDITAS/PROCURADOR/1º SIMULADO/


PGDF/2020) o direito de propriedade que um brasileiro possui sobre um imóvel situado em
Nova Iorque não será disciplinado pela lei brasileira

Conforme art. 8º da LINDB, para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes,
aplicar-se-á a lei do país em que estiverem situados. Deve ser ressaltado que essa disposição
se aplica tanto para bens móveis como para imóveis. A questão ressalta que é bem imóvel.
Certo.

E no caso de bens móveis transportados?? Vamos exercitar!!!

007. (Q1186762/CESPE/CEBRASPE/JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO/TRF 1/2013) Segundo a


Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, aos bens móveis que o proprietário trouxer
ao país ou àqueles que se destinarem a transporte para outros lugares aplicar-se-á a lei:

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a) do país que tiver regido a última transmissão de propriedade.


b) de nacionalidade do possuidor de boa-fé.
c) mais favorável ao adquirente.
d) do país em que estiverem situados.
e) de domicílio do proprietário

Conforme as disposições da LINDB?

Art. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em que estiverem situados.
§ 1º Aplicar-se-á a lei do país em que for DOMICILIADO o PROPRIETÁRIO, quanto aos bens moveis
que ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares.

Letra e.

c) Penhor:
Penhor ocorre quando um bem móvel é dado em garantia em troca de um pagamento
financeiro determinado, podendo o bem móvel ser recuperado quando do pagamento da
dívida. O penhor é um direito real de garantia que recai sobre bens móveis e, por regra, deve
ser aplicada a norma do DOMICÍLIO que tiver a pessoa em cuja posse se encontre a coisa
empenhada, outra aplicação do princípio da lei do domicílio. Vamos à letra da lei seca:

Art. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em que estiverem situados.
§ 2º O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre a coisa
apenhada.

d) Sucessão:
O caput do art. 10 da LINDB dispõe que a sucessão por MORTE ou por AUSÊNCIA (ocorre
quando a pessoa desaparece e não há o corpo para se declara a morte do mesmo) obedece à
norma do país do último domicílio do de cujus. Cabe ressaltar que o Código Civil em seu art.
1.785, também estabelece que a sucessão do falecido deve obedecer a lei do domicílio (“A
sucessão abre-se no último domicílio do falecido”). Também quanto à capacidade do herdeiro
ou legatário para suceder, ou seja, sobre a avaliação das hipóteses de indignidade e deserção,
deve ser aplicada à lei do domicílio do falecido. O assunto, sucessão será aprofundando com
mais detalhes no avançar da presente aula, por enquanto, guarde isso:

Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
§ 2º A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder.

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e) Competência Judiciária:

Art. 12. É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil ou
aqui tiver de ser cumprida a obrigação.

Resumidamente, aplica-se a LEI DO DOMICÍLIO para os seguintes casos:

LEI DO
DOMICÍLIO

Competência
Personalidade Penhor Sucessão
Bens Móveis Judiciária
Nome
Capacidade trazidos ou
transportados
Direito de
Família

Quanto aos bens, as disposições são as seguintes:

Aplica-se a lei do
REGRA: para
país em que
qualificar e
estiverem
regular
situados
BENS
Bens móveis Aplica-se a LEI
trazidos ou DO DOMICÍLIO
transportados do proprietário

Já para o penhor:

LEI DO DOMICÍLIO da
PENHOR pessoa que tem a posse da
coisa apenhada

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3.2. Casamento Realizado no Brasil


No caso de casamento no Brasil, mesmo que os nubentes sejam estrangeiros, a lei bra-
sileira será aplicável quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração:

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
§ 1º Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos
dirimentes e às formalidades da celebração.

Os impedimentos dirimentes são causas impeditivas e suspensivas que impedem a cele-


bração do casamento. As causas impeditivas, previstas no art. 1.521 do CC, são resultantes
de parentesco, casamento anterior ou em decorrência de crime contra o cônjuge anterior.
Presentes as causas impeditivas o casamento pode ser nulo ou anulável, conforme art. 1.548 e
1.550 do CC. Inclusive, é importante citar o posicionamento do STJ quanto aos impedimentos
no Recurso Especial sob o n. 280197/RJ:

CIVIL. CASAMENTO REALIZADO NO ESTRANGEIRO. MATRIMÔNIO SUBSEQUENTE NO PAÍS, SEM


PRÉVIO DIVÓRCIO. ANULAÇÃO. O casamento realizado no estrangeiro é válido no país, tenha ou
não sido aqui registrado, e por isso impede novo matrimônio, salvo se desfeito o anterior. Recurso
especial não conhecido.

As causas suspensivas podem gerar sanções àqueles que contraírem casamento, uma
vez que o casamento não é nulo, nem anulável, apenas irregular. Estão previstas no art. 1.523
do CC, tendo como função evitar confusão patrimonial e dubiedade com relação à filiação
em caso de novo patrimônio, nas situações de viúvo ou divorciado que não tenham realizado
inventário ou partilha de bens, a viúva ou mulher cujo casamento tenha sido anulado ou de-
clarado nulo, e tutores e curadores e seus parentes com o tutelado ou curatelado.
Quanto às formalidades do casamento, dentre outras, existem disposições previstas nos
arts. 1.525 a 1.542 do Código Civil. Além do mais, a legislação brasileira estabelece que o
procedimento é divido em 3 (três) fases: habilitação, celebração e registro. Desta forma, sendo
o casamento realizado no Brasil, essas fases devem ser seguidas. Para gravar:

Impedimentos
Dirimentes
CASAMENTO APLICAÇÃO DA
REALIZADO NO LEI
BRASIL BRASILEIRA
Formalidades
de Celebração

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008. (Q1166364/SELECON/TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR/ÁREA BACHAREL EM DIREITO/


SME MT/2019) João, cidadão português, deseja desposar Vic, cidadã brasileira. O casamento
está planejado para realizar-se em solo brasileiro. Segundo a Lei de Introdução às Normas do
Direito Brasileiro, realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto
aos impedimentos:
a) cognitivos
b) provisórios
c) dirimentes
d) impedientes

Conforme o art. 7º, § 1º da Lei LINDB, realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei
brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração.
Letra c.

009. (Q1083417/VUNESP/ADVOGADO/PREFEITURA DE ARUJÁ/SP/2019) à luz do que dispõe


a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, assinale a alternativa Certo.
a) As regras sobre o começo e o fim da personalidade são determinadas pela lei do país de
origem do estrangeiro domiciliado no Brasil.
b) O casamento de estrangeiros celebrado no Brasil obedece às regras do direito brasileiro
quanto aos impedimentos dirimentes, às formalidades da celebração e ao regime de bens.
c) Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplica-se a lei do país de
domicílio do proprietário ou possuidor.
d) Para qualificar e reger as obrigações, aplica-se a lei do país onde devam ser cumpridas.
e) A sucessão por morte ou ausência obedece à lei do país de domicílio do falecido ou do au-
sente, independentemente da natureza e da localização dos bens.

Conforme a LINDB:
a) Errada. Conforme o art. 7º da LINDB, a lei do país em que domiciliada a pessoa determina as
regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
b) Errada. Conforme o art. 7º, § 1º da LINDB, realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada
a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração.
c) Errada. Conforme o art. 8º da LINDB, para qualificar os bens e regular as relações a eles
concernentes, aplicar-se-á a lei do país em que estiverem situados.
d) Errada. Conforme o art. 9º da LINDB, para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei
do país em que se constituirem.

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e) Certa. Conforme o art. 10 da LINDB, a sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do
país em que domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situa-
ção dos bens.
Letra e.

3.3. Casamento de Estrangeiro


O casamento de estrangeiros realizado no Brasil é previsto no § 2º do art. 7º da LINDB.
Sendo ambos os nubentes da mesma nacionalidade, o casamento poderá ser realizado pe-
rante a autoridade diplomática ou consular do país de nacionalidade de ambos os nubentes.
Ou seja, necessariamente ambos os nubentes devem possuir a mesma nacionalidade.
Por outro, possuindo os nubentes domicílio diverso, os casos de invalidade do matrimô-
nio, que são os vícios de consentimento, serão regidos pela lei do primeiro domicilio conjugal
após o casamento.
Quanto o casamento de brasileiros no exterior, CHAMADO DE CASAMENTO CONSULAR,
segundo o art. 1.544 do CC, pode ser celebrado perante a autoridade a autoridade consular
brasileira, desde que ambos os cônjuges sejam brasileiros., inclusive devendo ser registra-
do em cento e oitenta dias, a contar da volta de um ou de ambos os cônjuges ao Brasil, no
cartório do respectivo domicílio, ou, em sua falta, no 1º Ofício da Capital do Estado em que
passarem a residir. No caso de casamento de brasileiro com estrangeiro, não poderá ocorrer
no consulado. Vejamos a disposição da lei seca do § 2º, § 3º do art. 7º da LINDB:

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
§ 2º O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou con-
sulares do país de ambos os nubentes.
§ 3º Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do
primeiro domicílio conjugal.

Para fixar o entendimento:

Casamento poderá
AMBOS NUBENTES celebra-se prante
COM MESMA autoridades diplomáticas
NACIONALIDADE ou consulares do país de
ambos os nubentes
CASAMENTO
DE
ESTRANGEIRO
NO BRASIL
Os casos de
invalidade serão
NUBENTES COM
regidos pela lei do
NACIONALIDADE
PRIMEIRO
DISTINTA
DOMICÍLIO
CONJUGAL

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3.4. Regime de Bens do Casamento e Divórcio no Estrangeiro


O regime de bens do casamento dos nubentes é disciplinado pela lei do domicílio dos
nubentes, caso sejam diversos, aplicar-se à lei do primeiro domicílio do casal:

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
§ 4º O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os nubentes
domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal.

Vamos fixar o assunto:

CÔNJUGES COM
LEI DO DOMICÍLIO DOS
MESMO NUBENTES
DOMICÍLIO

REGIME DE
BENS

CÔNJUGES COM LEI DO PRIMEIRO


DOMICÍLIO DOMICÍLIO
DIVERSO CONJUGAL

Vamos exercitar:

010. (Q1278350/CESPE/CEBRASPE/ANALISTA JURÍDICO/ÁREA DIREITO E LEGISLAÇÃO/5º


SIMULADO/PGDF/2020) Elcana, chinês, domiciliado no Japão, contrairá núpcias com Ana,
sul-coreana, domiciliada na Austrália. O casamento será celebrado no Brasil, durante as férias
do casal, e, após o matrimônio, decidiram estabelecer o domicílio conjugal no Haiti. Nesse
caso, o regime de bens do matrimônio entre Elcana e Ana será regido pela lei brasileira.

Conforme o art. 7º, § 4º, da LINDB, o regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país
em que tiverem os nubentes domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal.
Assim, o regime de bens do casamento de Elcana e Ana será regido pela lei haitiana, local do
primeiro domicílio conjugal, motivo pelo qual essa assertiva está Errado.
Errado.

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Inclusive, o Superior Tribunal de Justiça, em Recurso Especial sob o n. 134246 / SP, já se


manifestou neste sentido:

Ação declaratória. Casamento no exterior. Ausência de pacto antenupcial. Regime de bens. Pri-
meiro domicílio no Brasil. 1. Apesar do casamento ter sido realizado no exterior, no caso concreto,
o primeiro domicílio do casal foi estabelecido no Brasil, devendo aplicar-se a legislação brasileira
quanto ao regime legal de bens, nos termos do art. 7º, § 4º, da Lei de Introdução ao Código Civil, já
que os cônjuges, antes do matrimônio, tinham domicílios diversos. 2. Recurso especial conhecido
e provido, por maioria.

011. (VUNESP/ANALISTA JURÍDICO/CM BOITUVA/2020) de acordo com a disposição legal


na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, assinale a alternativa correta quanto ao
casamento de estrangeiros no Brasil.
a) O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que casaram, independen-
temente do local do domicílio.
b) Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do
primeiro domicílio conjugal.
c) Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do
último domicílio conjugal.
d) O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país do último domicílio conjugal,
caso os nubentes tenham domicilio diverso.
e) Mesmo que o casamento seja realizado no Brasil, será aplicada a lei estrangeira quanto aos
impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração.

Conforme art. 7º da LINDB, A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre
o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.

§ 1º Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos
dirimentes e às formalidades da celebração.
§ 2º O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou consu-
lares do país de ambos os nubentes.
§ 3º Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do
primeiro domicílio conjugal.
§ 4º O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os nubentes
domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal.

Letra b.

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Embora seja uma questão do ano de 2014, é interessante avaliar a mesma em função da
diversidade de assuntos estudados e são cobrados pela mesma:

012. (Q1187786/FUNDEP/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/TJMG/2014) sobre a Lei de Intro-


dução às Normas do Direito Brasileiro, assinale a alternativa CERTO.
a) Realizando-se o casamento no Brasil de estrangeiros domiciliados no exterior, será aplicada
a lei do domicilio dos nubentes quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da
celebração.
b) O casamento de estrangeiros de diferentes nacionalidades poderá celebrar-se perante auto-
ridades diplomáticas ou consulares do país de qualquer um dos nubentes.
c) Tendo os nubentes estrangeiros domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do matri-
mônio a lei do local da celebração do casamento.
d) Tendo os nubentes estrangeiros domicilio diverso, o regime de bens, legal ou convencional,
obedece à lei do país do primeiro domicílio conjugal.

Conforme a LINDB:
a) Errada. Conforme art. 7º, § 1º da LINDB, realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada
a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração.
b) Errada. Conforme o art. 7º, § 2º da LINDB, O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se
perante autoridades diplomáticas ou consulares do país de ambos os nubentes.
c) Errada. Conforme o art. 7º, § 3º da LINDB, tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os
casos de invalidade do matrimônio a lei do primeiro domicílio conjugal.
d) Certa. Conforme o art. 7º, § 4º da LINDB, O regime de bens, legal ou convencional, obedece
à lei do país em que tiverem os nubentes domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domi-
cílio conjugal.
Letra d.

A LINDB, a partir de redação dada pela Lei n. 6.515, de 26.12.1977, denominada Lei dos
Registros Públicos (LRP), passou a conceder a faculdade para o estrangeiro casado, que se
naturalizar brasileiro, com expressa anuência do cônjuge, que, no ato de entrega do decreto de
naturalização, se apostile a adoção do regime de comunhão parcial de bens, como preceitua
o art. 7º, § 5º, da LINDB:

§ 5º O estrangeiro casado, que se naturalizar brasileiro, pode, mediante expressa anuência de seu
cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega do decreto de naturalização, se apostile ao mesmo a
adoção do regime de comunhão parcial de bens, respeitados os direitos de terceiros e dada esta
adoção ao competente registro. (Redação dada pela Lei n. 6.515, de 26.12.1977).

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Inclusive esse assunto foi cobrado recentemente:

013. (INSTITUTO AOCP/DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL/PC PA/2021) Considerando o que


dispõe a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, assinale a alternativa Certo.
a) Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta dias depois de
oficialmente publicada.
b) Na aplicação da lei, o juiz não atenderá às exigências do bem comum, mas sim aos fins
sociais a que ela se dirige.
c) O estrangeiro casado, que se naturalizar brasileiro, pode, mediante expressa anuência de
seu cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega do decreto de naturalização, que se apostile ao
mesmo a adoção do regime de comunhão parcial de bens, respeitados os direitos de terceiros
e dada essa adoção ao competente registro.
d) Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que as obrigações tiverem
de ser cumpridas.
e) O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os nubentes
domicílio, e, se este for diverso, a do último domicílio conjugal.

Conforme art. 7º, § 5º, da LINDB. O estrangeiro casado, que se naturalizar brasileiro, pode,
mediante expressa anuência de seu cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega do decreto de
naturalização, se apostile ao mesmo a adoção do regime de comunhão parcial de bens, respei-
tados os direitos de terceiros e dada esta adoção ao competente registro.
Letra c.

O art. 7º, § 6º dispõe que o divórcio realizado no exterior será reconhecido no Brasil, se
um ou ambos os cônjuges forem brasileiros, entretanto, somente depois do prazo de 01 (um)
ano da data da sentença, ou então se houver sido antecedida de separação judicial por igual
prazo, observando-se as regras de homologação de sentença pelo STJ:

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
§ 6º O divórcio realizado no estrangeiro, se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros, só será
reconhecido no Brasil depois de 1 (um) ano da data da sentença, salvo se houver sido antecedi-
da de separação judicial por igual prazo, caso em que a homologação produzirá efeito imediato,
obedecidas as condições estabelecidas para a eficácia das sentenças estrangeiras no país. O Su-
perior Tribunal de Justiça, na forma de seu regimento interno, poderá reexaminar, a requerimento
do interessado, decisões já proferidas em pedidos de homologação de sentenças estrangeiras de
divórcio de brasileiros, a fim de que passem a produzir todos os efeitos legais.

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Entretanto, cabe ressaltar que com o advento da Emenda Constitucional n. 66, de 13 de


julho de 2010, houve a supressão do requisito de prévia separação judicial por mais de 1 (um)
ano ou de comprovada separação de fato por mais de 2 (dois) anos para fins de divórcio. Desta
forma, entende-se ter havido revogação tácita do parágrafo 6º do art. 7º da LINDB.

014. (Q1114410/UEG/DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO/PCGO/2013) o art. 7º da Lei de


Introdução às Normas de Direito Brasileiro – LINDB estabelece regras para o instituto do
casamento, e na dissolução no que se refere, especificamente, ao domicílio. Essas regras
dispõem o seguinte:
a) tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do
último domicílio conjugal.
b) o casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou con-
sulares do país de ambos os nubentes.
c) é a lei do último domicílio conjugal que será aplicada no caso de questionamentos quanto
ao regime de bens.
d) brasileiros divorciados no estrangeiro terão seu divórcio reconhecido no Brasil após 1 (um)
ano do pedido de homologação feito ao Superior Tribunal de Justiça.

Conforme a LINDB:
a) Errada. Conforme art. 7º, § 1º da LINDB, realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada
a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração.
b) Certa. Conforme o art. 7º, § 2º da LINDB, o casamento de estrangeiros poderá celebrar-se
perante autoridades diplomáticas ou consulares do país de ambos os nubentes.
c) Errada. Conforme o art. 7º, § 4º da LINDB, o regime de bens, legal ou convencional, obedece
à lei do país em que tiverem os nubentes domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domi-
cílio conjugal.
d) Errada. Conforme o art. 7º, § 6º da LINDB, o divórcio realizado no estrangeiro, se um ou am-
bos os cônjuges forem brasileiros, só será reconhecido no Brasil depois de 1 (um) ano da data
da sentença.
Letra b.

3.5. Obrigações
Em relação às obrigações contraídas, elas serão regidas pela lei do país em que se
CONSTITUÍREM, ou seja, no local em que for assinado o contrato. Além do mais, a obrigação

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resultante de contrato considera-se constituída no LUGAR DO PROPONENTE. O proponente é


quem apresenta a proposta, faz a oferta para contratar. Vejamos as disposições normativas:

Art. 9º Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituirem.
§ 1º Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será
esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos
do ato.
§ 2º A obrigação resultante do contrato reputa-se constituída no lugar em que residir o proponente

Agora, nos termos do art. 9º, § 1º da LINDB,, quando a obrigação for executada no Brasil,
dependendo de forma especial segundo a lei brasileira, será esta observada. Como exemplo
por ser citada a necessidade de escritura pública para transações imobiliárias correspondentes
a imóveis cujo valor seja superior a 30 (trinta) salários mínimos. Desta forma, destinando-se
essa obrigação a ser cumprida no Brasil, essa obrigatoriedade citada deve ser observada.
Cabe ressaltar que admite-se as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos ex-
trínsecos do ato. Vamos fixar o conteúdo:

REGRA: para APLICA-SE A LEI DO PAÍS


EM QUE SE
qualificar e reger CONSTITUÍREM

REGÊNCIA DAS
OBRIGAÇÕES

APLICA-SE A LEI DO
RESULTANTE DE LUGAR EM QUE
CONTRATO RESIDIR O
PROPONENTE

Dependendo de forma essencial,


OBRIGAÇÃO A SER
será observada segundo a LEI
EXECUTADA NO BRASIL
BRASILEIRA

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015. (Q1212592/FCC/QUESTÕES INÉDITAS/TÉCNICO JUDICIÁRIO AUXILIAR/2º SIMULA-


DO/CARGO F/TJSC/2020) Judah Construtora S/A, pessoa jurídica com sede em Jerusalém
(Israel), firmou obrigação em Alexandria (Egito) com a Dã Incorporadora S/A, pessoa jurídica
com sede em Teerã (Irã), para a construção de um edifício de quarenta e oito andares em São
Paulo/SP (Brasil). Para a definição da forma essencial do negócio jurídica a transferência do
imóvel em que será construído o edifício, aplicar-se-á a lei:
a) de Israel ou do Egito.
b) do Irã.
c) do Brasil.
d) do Irã ou do Brasil.
e) do Egito.

Conforme o art. 9º da LINDB, para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se á a lei do país
em que se constituírem. Todavia, no que se refere à definição da forma essencial do negócio
jurídico, cuja execução ocorra no Brasil, deve-se aplicar a lei brasileira, conforme se vê a seguir:

Art. 9º Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituirem.
§ 1º Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será esta
observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos do ato

Diante do exposto, no que se refere à forma essencial do negócio jurídico firmado entre Judah
Construtora S/A e Dã Incorporadora S/A, que será executado no Brasil deve observar a lei bra-
sileira, motivo pelo qual a alternativa correta é a letra C.
Letra c.

016. (Q1083417/VUNESP/ADVOGADO/PREFEITURA DE ARUJÁ/SP/2019/ADAPTADA) À


luz do que dispõe a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue o item abaixo:
Para qualificar e reger as obrigações, aplica-se a lei do país onde devam ser cumpridas.

Conforme o art. 9º da LINDB, para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em
que se constituírem.
Errado.

017. (Q1338741/CESPE/CEBRASPE/PROCURADOR/1º SIMULADO/PGDF/2020) Contratos


feitos no exterior não podem ter eficácia no Brasil.

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Contratos feitos no exterior podem sim ter eficácia no Brasil. Conforme art. 9º da LINDB, para
qualificar e reger as obrigações, aplicar-se á a lei do país em que se constituírem. Ainda, o art.
9º, § 2º da LINDB dispõe que a obrigação resultante de contrato reputa-se constituída no lugar
em que residir o proponente. Por fim, o art. 17 da LINDB estabelece que não terão eficácia no
Brasil, as declarações de vontade que ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os
bons costumes.
Errado.

018. (Q1318997/CESPE/CEBRASPE/QUESTÕES INÉDITAS/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA


JUDICIÁRIA/1º SIMULADO/TJDFT/2020) Neemias, israelense e domiciliado no Iraque, no
local das ruínas da cidade histórica Babilônia, contratou a pessoa jurídica Pirâmides Formo-
sas Ltda., que tem sede no Egito, para a construção de um templo salomônico, no Município
de Nhamundá, no Amazonas. O negócio jurídico foi entabulado na Síria, durante a realização
de um evento religioso judeu. Nesse caso, a obrigação constituída entre Neemias e a pessoa
jurídica Pirâmides Formosas Ltda. será regida pela lei brasileira.

Conforme o art. 9º da LINDB: Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em
que se constituírem.
Assim, em razão de a obrigação entre Neemias e a pessoa jurídica Pirâmides Formosas Ltda.
ter sido constituída na Síria, deve-se aplicar a lei Síria, motivo pelo qual esse item está errado.
Errado.

019. (Q1319186/CESPE/CEBRASPE/QUESTÕES INÉDITAS/ANALISTA DE CONTROLE EXTER-


NO/ÁREA DIREITO/4º SIMULADO/TCE/2020) a pessoa jurídica israelense Babel Torres S/A
firmou contrato para a construção de um prédio corporativo no Estado do Espírito Santo com
a pessoa jurídica Santos Viagens Religiosas Ltda. a obrigação foi constituída no Iraque, mas,
em razão de o objeto contratual ter como local de execução o Brasil, deve-se observar a lei
brasileira para reger e qualificar esse negócio jurídico.

Conforme o art. 9º da Lei LINDB, para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país
em que se constituírem. Logo, se a obrigação foi firmada no Iraque, esse negócio jurídico será
qualificado e regido pela lei iraquiana.
Errado.

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3.6. Sucessão Causa Mortis


Desta forma, o caput art. 10 da LINDB abrange tanto a sucessão causa mortis (seja ela
legítima ou testamentária) como também a sucessão por ausência. Pela LINDB, a sucessão
será regulada pela LEI DO DOMICÍLIO FALECIDO, ignorando-se a nacionalidade do autor da
herança, a nacionalidade de seu sucessor e a natureza e a situação dos bens, unificando a
jurisdição do último domicílio do de cujus para apreciação de todas as questões relativas à
sucessão e, desta forma, simplificando as questões oriundas da mesma. Portanto, a LEI DO
DOMICÍLIO DO FALECIDO determinará:
• a instituição e a substituição da pessoa sucessível;
• a medida dos direitos sucessórios dos herdeiros ou legatários, sejam eles nacionais ou
estrangeiros;
• os limites da capacidade de testar;
• a existência e a proporção da legítima do herdeiro necessário;
• a colação;
• a redução das disposições testamentárias;
• a partilha dos bens do acervo hereditário;
• o pagamento das dívidas do espólio;
• a validade do testamento.
Salientando que nas hipóteses de MORTE PRESUMIDA ou AUSÊNCIA, ou seja, aquelas
situações em que a pessoa desaparece e não há corpo para se declarar a morte do indivíduo,
também será aplicada a lei do domicílio do ausente independentemente da localização dos
bens, no que diz respeito às condições da declaração de ausência e seus efeitos. Desta for-
ma, o juiz no Brasil só pode declarar ausência de um indivíduo se o mesmo tiver domicílio no
Brasil, portanto, se o individuo desparecido tiver domicílio em outro país, não será possível
a declaração de ausência, sucessão provisória, sucessão definitiva e sua morte presumida.
Vejamos então o caput do art. 10 da LINDB:

Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.

Também quanto à CAPACIDADE DO HERDEIRO OU LEGATÁRIO para suceder, ou seja, a


faculdade para se tornar herdeiro ou legatário numa determinada herança, a mesma é deter-
minada pela lei do DOMICÍLIO DO HERDEIRO, nos termos do art. 10, § 2º da LINDB. Assim, a
vocação hereditária está na lei, estabelecendo que inicialmente sejam chamados os descen-
dentes, em sua falta os ascendentes, cônjuges, colaterais até quarto grau e o Estado. Vejamos
a redação do art. 10, § 2º da LINDB:

Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.

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§ 2º A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder.

020. (Q1213591/CESPE/CEBRASPE/QUESTÕES INÉDITAS/TÉCNICO MINISTERIAL/3º


SIMULADO/MPE/2020) Josué, israelense, domiciliado no Egito, faleceu em território na-
cional, deixando bens imóveis nos Estados Unidos e dois filhos brasileiros. Nessa situação,
a sucessão será regida pela lei brasileira em benefício dos filhos de Josué, desde que a lei
egípcia não lhes seja mais favorável.

Conforme art. 10 da LINDB, a sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que
domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação do país.
Cabe lembrar que para a sucessão de bens situados no Brasil, será aplicável a lei brasileira em
benefício de filhos e de cônjuge, salvo se a lei do domicílio lhes seja mais favorável. No caso,
Josué tinha domicílio no Egito e não possuía bens situados no Brasil, razão pela qual, nessa
sucessão, deve ser aplicável a lei egípcia.
Errado.

021. (Q1282439/CESPE/CEBRASPE/QUESTÕES INÉDITAS/ANALISTA JURÍDICO/ÁREA


DIREITO E LEGISLAÇÃO/6º SIMULADO/PGDF/2020) Elcana, domiciliado em Israel, tem um
filho brasileiro, Samuel, domiciliado no Egito. Além disso, tem bens móveis no Brasil, os quais
são usados para o exercício de sua atividade comercial. Durante o período em que estava
na China, a serviço, Elcana faleceu. Nessa situação, a capacidade para Samuel suceder será
regida pela lei brasileira, se a lei egípcia não lhe for mais favorável.

Conforme o art. 10, § 2º, da LINDB, a lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capaci-
dade para suceder. Desta forma, Samuel, ainda que seja brasileiro, em razão de ter domicílio
no Egito, terá a sua capacidade para suceder regida pela lei egípcia, motivo pelo qual esse item
está errado.
Errado.

Por fim, cabe esclarecer que a sucessão de BENS DE ESTRANGEIROS, SITUADOS NO


BRASIL, será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, se
a lei brasileira for mais favorável que a lei de domicílio do morto. Ou seja, nesta situação será
aplicada a Lei Mais Benéfica ao cônjuge ou aos filhos brasileiros. Vejamos:

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Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja
mais favorável a lei pessoal do de cujus

022. (Q1361661/FGV/POLICIAL LEGISLATIVO/8º SIMULADO/SF/2020) Joseph, empresá-


rio inglês, vivia há anos no Brasil com sua esposa brasileira e filhos brasileiros. Faleceu em
trágico acidente aéreo, deixando diversos bens no Brasil. a sucessão dos bens situados no
Brasil, em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, será regulada pela lei brasileira ou
pela lei pessoal do de cujus, caso esta última seja mais favorável.

Conforme o art. 10º, § 1º da LINDB, a sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será
regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os
represente, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus
Certo.

023. (IESES/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/ TJ-RO/2017) A Lei de


Introdução regula as questões relativas à aplicabilidade de normas relativas às questões
familiares e sucessórias de estrangeiros no Brasil. Com base nisso, responda as questões:
I – O regime de bens, legal ou convencional, obedece às regras do país em que tiverem os nu-
bentes domicílio, e, se este for diverso, o do primeiro domicílio conjugal.
II – A sucessão de bens de estrangeiros, situados no país, obedecerá à lei do país em que era
domiciliado, independentemente da existência ou não de filhos ou cônjuge brasileiro.
III – Caso o casamento seja realizado no Brasil, as regras de impedimentos e formalidades da
celebração serão as da lei brasileira.
Assinale a correta:
a) Todas as assertivas são verdadeiras.
b) Todas as assertivas são falsas.
c) Apenas a assertiva III é verdadeira
d) Apenas as assertivas I e III são verdadeiras.

I – Certo. Nos termos do art. 7º, § 4º, da LINDB: O regime de bens, legal ou convencional, obe-
dece à lei do país em que tiverem os nubentes domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro
domicílio conjugal.

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II – Errado. Considerando o art. 10, § 1º, da LINDB: A sucessão de bens de estrangeiros, situa-
dos no País, será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros,
ou de quem os represente, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus.
III – Certo. Nos termos do art. 7º, § 1º, da LINDB: Realizando-se o casamento no Brasil, será
aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração.
Letra d.

Resumidamente:

APLICA-SE A LEI DO
DOMICÍLIO DO
REGRA DEFUNTO OU
DESAPARECIDO

SUCESSÃO DE
BENS DE
ESTRANGEIROS
BENS DE
ESTRANGEIROS APLICA-SE A LEI
SITUADOS NO MAIS BENÉFICA
BRASIL

CAPACIDADE DE LEI DO DOMICÍLIO DO HERDEIRO


SUCESSÃO OU LEGATÁRIO

3.7. Relações Jurídicas de Entidades Estrangeiras


O art. 11 da LINDB dispõe que as organizações destinadas a fins de interesse coletivo,
citando, como exemplo, as sociedades e fundações, obedecem à lei do Estado em que se
constituírem. Adicionalmente, o art. 11, § 1º estabelece que não poderão, entretanto ter no
Brasil filiais, agências ou estabelecimentos antes de serem os atos constitutivos aprovados
pelo Governo brasileiro, ficando sujeitas à lei brasileira.

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Avançando, quanto à possibilidade de aquisição de bens por parte de entes estrangeiros,


o art. 11, § 2º dispõe que os governos estrangeiros, bem como as organizações de qualquer
natureza, que eles tenham constituído, dirijam ou hajam investido de funções públicas, não
poderão adquirir no Brasil bens imóveis ou susceptíveis de desapropriação.
Entretanto, cabe ressaltar a ressalva do art. 11, § 3º, permitindo que os governos estran-
geiros possam adquirir a propriedade dos prédios necessários à sede dos representantes
diplomáticos ou dos agentes consulares.

3.8. Competência Judiciária


O art. 12 da LINDB dispõe que a justiça brasileira é competente para dirimir questões
quando o RÉU FOR DOMICILIADO no Brasil ou quando aqui tiver de ser cumprida a obrigação:

Art. 12. É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil ou
aqui tiver de ser cumprida a obrigação.
§ 1º Só à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das ações relativas a imóveis situados
no Brasil.

Em relação às ações de imóveis situados no Brasil, o paragrafo 1º do art. 12 da LINDB dis-


põe que é competência exclusiva da autoridade judiciária brasileira conhecer ações relativas
a imóveis situados no Brasil. Portanto, trata-se de uma competência exclusiva.

RÉU DOMICILIADO NO BRASIL

COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
BRASILEIRA

NO BRASIL FOR CUMPRIDA A


OBRIGAÇÃO

IMÓVEIS SITUADOS NO COMPETÊNCIA EXCLUSIVA DA


BRASIL JUSTIÇA BRASILEIRA

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Quanto à extraterritorialidade, dispõe o art. 17 da LINDB que as leis, atos e sentenças de


outro país, bem como quaisquer declarações de vontade, não terão eficácia no Brasil, quando
ofenderam a soberania nacional, a ordem pública e os bons costumes:

Art. 17. As leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer declarações de vontade,
não terão eficácia no Brasil, quando ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os bons
costumes.

024. (Q1082131/CESPE/CEBRASPE/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) Autoridade judiciária


brasileira tem competência concorrente para julgar ações relativas a imóveis que, situados
no Brasil, sejam de propriedade de estrangeiros.

A LINDB estabelece, de forma clara, que a competência é exclusiva da autoridade judiciária bra-
sileira para julgar ações relativas a bens imóveis situados no Brasil, conforme seu art. 12, § 1º:

Art. 12. É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil ou
aqui tiver de ser cumprida a obrigação.
§ 1º Só à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das ações relativas a imóveis situados
no Brasil.

Errado.

025. (Q1186589/TRF 4ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO/TRIBUNAL REGIONAL FE-


DERAL/TRF 4/2014) Dadas as assertivas abaixo, assinale a alternativa Certo.
A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), na redação em vigor, estabelece
a disciplina jurídica que regula, entre outros temas, a vigência da lei no tempo e no espaço e a
aplicação dos princípios gerais do direito, dos costumes, da analogia e da equidade para suprir
lacunas legais em determinadas situações, além de promover a operacionalidade das garantias
constitucionais relacionadas ao respeito à coisa julgada e ao ato jurídico perfeito, contemplando
também regras de direito internacional privado. De acordo com o art. 1º da Lei n. 12.376/10,
houve ampliação do campo de aplicação do Decreto-Lei n. 4.657/1942, de tal modo que a LIN-
DB, no seu atual formato, não se limita às normas de introdução ao Código Civil de 2002 (Lei n.
10.406/02), mas a todo Direito brasileiro. Sendo assim, com base na LINDB, pode-se dizer que:
I – A lei do país em que for domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim
da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
II – A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que era domiciliado o de-
funto ou desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.

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III – Somente à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das ações relativas a imóveis
situados no Brasil (competência exclusiva).
IV – As autoridades consulares brasileiras são competentes para efetuar o registro de nasci-
mento de filho(a) de brasileiro(a) que tenha nascido no país da sede do Consulado respectivo.
a) Estão corretas apenas as assertivas I e IV.
b) Estão corretas apenas as assertivas II e III.
c) Estão corretas apenas as assertivas I, III e IV.
d) Estão corretas apenas as assertivas II, III e IV.
e) Estão corretas todas as assertivas.

Conforme a LINDB:
I – Certo. Conforme art. 7º da LINDB, a lei do país em que domiciliada a pessoa determina as
regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
II – Certo. Conforme o art. 10 da LINDB, a sucessão por morte ou por ausência obedece à lei
do país em que domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a
situação dos bens.
III – Certo. Conforme art. 7º, § 1º da LINDB, só à autoridade judiciária brasileira compete co-
nhecer das ações relativas a imóveis situados no Brasil.
IV – Certo. Conforme art. 18 da LINDB, tratando-se de brasileiros, são competentes as autorida-
des consulares brasileiras para lhes celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de
tabelionato, inclusive o registro de nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira
nascido no país da sede do Consulado.
Letra e.

3.9. A Prova dos Fatos


Quanto à possibilidade de prova de fatos ocorridos em país estrangeiro, o art. 13 da LINDB
dispõe que a prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei que nele vigorar,
quanto ao ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais brasileiros provas que
a lei brasileira desconheça. Se por ventura o juiz brasileiro não conhecer a lei estrangeira, o
art. 14 da LINDB permite que o juiz possa exigir de quem invoca a prova e a vigência dessa
lei estrangeira. Vejamos as disposições normativas:

Art. 13. A prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei que nele vigorar, quanto ao
ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais brasileiros provas que a lei brasileira
desconheça.

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026. (Q1318926/CESPE/CEBRASPE/QUESTÕES INÉDITAS/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA AD-


MINISTRATIVA/1º SIMULADO/TJDFT/2020) a prova dos fatos ocorridos no país estrangeiro
rege-se pela lei brasileira quanto ao ônus e aos meios de produzir-se.

Conforme art. 13 da LINDB, a prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei que
nele vigorar, quanto ao ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais brasileiros
provas que a lei brasileira desconheça.
Errado.

027. (Q1118965/CESPE/CEBRASPE/QUESTÕES INÉDITAS/PROCURADOR/1º SIMULADO/


PGDF/2019) a prova dos fatos ocorridos no país estrangeiro rege-se pela lei que nele vigorar,
quanto ao ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais brasileiros provas que
a lei brasileira desconheça.

Conforme o art. 13 da Lei LINDB, a prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela
lei que nele vigorar, quanto ao ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais
brasileiros provas que a lei brasileira desconheça.
Certo.

3.10. A Execução de Sentença Estrangeira


Conforme o art. 15 da LINDB, as sentenças estrangeiras para serem executadas no Brasil
necessitam dos seguintes requisitos:
a) haver sido proferida por juiz competente;
b) terem sido os partes citadas ou haver-se legalmente verificado à revelia;
c) ter passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias para a execução
no lugar em que foi proferida;
d) estar traduzida por intérprete autorizado;
e) ter sido homologada pelo Superior Tribunal de Justiça.
Embora o art. 15 da LINDB tenha previsão de que cabe ao Superior Tribunal Federal a ho-
mologação da sentença estrangeira para cumprimento no Brasil, a EC n. 45/04 transferiu essa
competência ao Superior Tribunal de Justiça. Desta forma, prevalece o texto constitucional,
cabendo ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a homologação de sentenças estrangeiras e
a concessão de exequatur às cartas rogatórias.

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Avançando, cabe ressaltar que o art. 17 da LINDB dispõe que as leis, atos e sentenças de
outro país, bem como quaisquer declarações de vontade, não terão eficácia no Brasil, quando
ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os bons costumes.

028. (Q1180402/VUNESP/VUNESP/JUIZ LEIGO/2018/ADAPTADA) A Lei de Introdução às


Normas do Direito Brasileiro – LINDB estipula normas de aplicação ao Código Civil, dentre
outros Códigos e disposições legislativas. Sobre a referida lei, em especial sobre leis, senten-
ças, declarações de vontade e fatos ocorridos no estrangeiro, julgue as alternativas abaixo:
a) Para ser executada no Brasil, basta que a sentença proferida no estrangeiro tenha sido ho-
mologada pelo Supremo Tribunal Federal e traduzida por intérprete autorizado.
b) Será executada no Brasil a sentença proferida no estrangeiro, por juiz competente, ainda que
as partes não tenham sido citadas.

Conforme a LINDB:
a) Errada. Conforme art. 105 da CF/1988, compete ao Superior Tribunal de Justiça: I – proces-
sar e julgar, originariamente: i) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de
exequatur às cartas rogatórias;
b) Errada. Conforme o art. 15 da LINDB, será executada no Brasil a sentença proferida no estran-
geiro, que reúna os seguintes requisitos: b) terem sido os partes citadas ou haver-se legalmente
verificado à revelia;
Errado. Errado.

029. (Q1235183/FUNPAR/PROFISSIONAL DE NÍVEL UNIVERSITÁRIO JR/ÁREA DIREITO/


ITAIPU BINACIONAL/2019) sobre o cumprimento de sentença estrangeira, identifique como
verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:

( ) A decisão interlocutória estrangeira não poderá ser executada no Brasil.


( ) A decisão estrangeira somente terá eficácia no Brasil após a homologação de sentença
estrangeira ou a concessão do exequatur às cartas rogatórias.
( ) É passível de homologação a decisão judicial definitiva, bem como a decisão não judi-
cial que, pela lei brasileira, teria natureza jurisdicional.
( ) A homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas roga-
tórias é de competência derivada do Superior Tribunal de Justiça.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.


a) V – V – F – V.
b) F – F – V – V.
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c) V – F – V – F.
d) F – V – F – V.
e) F – V – V – F.

A LINDB possui disposições normativas relacionadas com o cumprimento de sentença no Brasil,


entretanto, a presente questão deve ser resolvida com as disposições previstas no Código de
Processo Civil:
I – Falso. Conforme O art. 960, § 1º, a decisão interlocutória estrangeira poderá ser executada
no Brasil por meio de carta rogatória.
II – Verdadeiro. Conforme o art. 961, a decisão estrangeira somente terá eficácia no Brasil após
a homologação de sentença estrangeira ou a concessão do exequatur às cartas rogatórias,
salvo disposição em sentido contrário de lei ou tratado.
III – Verdadeiro. Conforme o art. 961. § 1º,é passível de homologação a decisão judicial defini-
tiva, bem como a decisão não judicial que, pela lei brasileira, teria natureza jurisdicional.
IV – Falso. Conforme o art. 105, I, i, CF/1988, compete ao Superior Tribunal de Justiça: I – pro-
cessar e Julgar, originariamente: a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de
exequatur às cartas rogatórias.
Letra e.

030. (Q1180402/VUNESP/VUNESP/JUIZ LEIGO/2018) a Lei de Introdução às Normas do Di-


reito Brasileiro – LINDB estipula normas de aplicação ao Código Civil, dentre outros Códigos
e disposições legislativas. sobre a referida lei, em especial sobre leis, sentenças, declarações
de vontade e fatos ocorridos no estrangeiro, assinale a alternativa Certo.
a) Para ser executada no Brasil, basta que a sentença proferida no estrangeiro tenha sido ho-
mologada pelo Supremo Tribunal Federal e traduzida por intérprete autorizado.
b) Será executada no Brasil a sentença proferida no estrangeiro, por juiz competente, ainda que
as partes não tenham sido citadas.
c) As declarações de vontade realizadas em outro país que ofenderem a ordem pública apenas
terão eficácia se homologadas pelo Supremo Tribunal Federal.
d) Não conhecendo a lei estrangeira, poderá o juiz exigir de quem a invoca prova do texto, da
vigência e autorização do Supremo Tribunal Federal.
e) A prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege- se pela lei que nele vigorar, quanto ao
ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais brasileiros provas que a lei brasi-
leira desconheça.

Conforme a LINDB:

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a) Errada. Conforme art. 105 da CF/1988, compete ao Superior Tribunal de Justiça: I – proces-
sar e julgar, originariamente: i) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de
exequatur às cartas rogatórias;
b) Errada. Conforme o art. 15 da LINDB, será executada no Brasil a sentença proferida no estran-
geiro, que reúna os seguintes requisitos: b) terem sido os partes citadas ou haver-se legalmente
verificado à revelia;
c) Errada. Conforme o art. 17 da LINDB, as leis, atos e sentenças de outro país, bem como
quaisquer declarações de vontade, não terão eficácia no Brasil, quando ofenderem a soberania
nacional, a ordem pública e os bons costumes.
d) Errada. Conforme o art. 14 da LINDB, não conhecendo a lei estrangeira, poderá o juiz exigir
de quem a invoca prova do texto e da vigência.
e) Certa. Conforme o art. 13 da LINDB, a prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se
pela lei que nele vigorar, quanto ao ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais
brasileiros provas que a lei brasileira desconheça.
Letra e.

Para fixar o conteúdo:

Proferida por JUIZ


COMPETENTE

Partes CITADAS ou verificado


REVELIA LEGALMENTE

Passado em JULGADO com


formalidades necessárias

TRADUZIDA por intérprete


autorizado

homologada pelo STJ

Cabe ressaltar que, nos termos do art. 17 da LINDB, as leis, atos e sentenças de outro país,
bem como quaisquer declarações de vontade, não terão eficácia no Brasil, quando ofenderem
a soberania nacional, a ordem pública e os bons costumes:

Art. 17. As leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer declarações de vontade, não
terão eficácia no Brasil, quando ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os bons costumes.

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3.11. Atos Notarias e Registrais Praticados por Autoridades Consulares


Diante da possibilidade de brasileiros se encontrarem fora do país, disposições normativas
presentes na LINDB permitem que as autoridades consulares pratiquem alguns atos notariais
e registrais necessários para a dinâmica da vida.
Neste sentido, inicialmente o art. 18 da LINDB dispõe que, em se tratando de brasileiros, as
autoridades consulares brasileiras são competentes para lhes celebrar o casamento e demais
atos de registro civil e tabelionato (lavratura de escrituras públicas), inclusive o registro de
nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país sede do consulado.
Especificamente quanto ao casamento, o art. 18 da LINDB permite que o mesmo seja
celebrado no exterior perante cônsul brasileiro, ressaltando que ambos os nubentes devam
ser brasileiros, já que no direito brasileiro exige-se a vinculação da nacionalidade dos con-
traentes à autoridade consular. Ou seja, quando os nubentes tiverem nacionalidades diversas,
a cerimônia somente poderá ser realizada perante a autoridade local, não tendo o cônsul
brasileiro competência para celebrá-la, não podendo fazê-lo quando apenas um dos cônjuges
for brasileiro e o outro for estrangeiro.
Ainda dentro dessa competência, conforme o art. 18, § 1º da LINDB, desde que não havendo
filhos menores ou incapazes do casal e observados os requisitos legais quanto aos prazos,
as autoridades consulares brasileiras também poderão celebrar a separação consensual e o
divórcio consensual de brasileiros, com lavratura de escritura pública contendo disposições
relativas à descrição e à partilha dos bens comuns e à pensão alimentícia e, ainda, ao acordo
quanto à retomada pelo cônjuge de seu nome de solteiro ou à manutenção do nome adotado
quando se deu o casamento. O art. 18, § 2º da LINDB estabelece que para a separação con-
sensual e o divórcio consensual de brasileiros é indispensável a assistência de advogado,
devidamente constituído, que pode um para cada parte ou o mesmo advogado. O advogado
assinará a petição dirigida à autoridade consular na qual é pedida a separação ou o divórcio,
não sendo necessário assinar a escritura pública. Essa petição deverá ser também subscrita
por ambos os cônjuges ou, então, por apenas um deles, caso o outro opte por constituir um
advogado diferente.
Se você gostou do material ou tem críticas, dá um feedback, bem como poste suas dúvidas
lá no fórum. Estou esperando você lá no Fórum! Estudaaaaa!!!!

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LINDB – Parte II
Antônio Alex Pinheiro

RESUMO
Nessa aula, você deve fixar os seguintes pontos:
DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS: são colocadas pelo próprio legislador no texto da nova
lei, com objetivo de evitar e solucionar conflitos que podem surgir da nova lei com a antiga.
IRRETROATIVIDADE DAS NORMAS JURÍDICAS
REGRA GERAL: A NOVA LEI NÃO RETROAGE
EXCEÇÃO: A NOVA LEI PODE RETROAGIR, MAS DEVE RESPEITAR O ATO JURÍDICO PER-
FEITO, O DIREITO ADQUIRIDO E A COISA JULGADA.
a) ATO JURÍDICO PERFEITO: é o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se
efetuou, produzindo seus efeitos jurídicos, pois o direito gerado já foi exercido.
b) DIREITO ADQUIRIDO: é o que já se incorporou definitivamente ao patrimônio e à perso-
nalidade de seu titular, não podendo a lei e nem fato posterior alterar essa situação jurídica.
c) COISA JULGADA: é quando a sentença judicial não pode mais sofrer mudanças, ou
seja, não cabendo mais recursos.
EFICÁCIA DA LEI NO ESPAÇO: são disposições relativas a regras de direito internacional
público e privado, em especial sobre os limites territoriais da aplicação da lei brasileira e da
lei estrangeira.
LEI DO DOMICÍLIO: aplica-se
a) As regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos
de família;
b) Quanto aos bens móveis que o proprietário trouxer ou se destinarem a transporte para
outros lugares;
c) Penhor que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre a coisa apenhada;
d) A sucessão por morte ou ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido;
e) A capacidade para suceder do herdeiro ou legatário;
f)A competência da justiça brasileira quanto o réu for domiciliado no brasil
CASAMENTO REALIZADO NO BRASIL: aplica-se a lei brasileira quanto aos impedimentos
dirimentes e quanto às formalidades de celebração.
CASAMENTO DE ESTRANGEIRO:
a) Ambos os nubentes com a mesma nacionalidade: o casamento poderá celebra-se pe-
rante autoridades diplomáticas ou consulares do país de ambos;
b) Nubentes com nacionalidades diferentes: os casos de invalidade do matrimônio serão
regidos pelo primeiro domicílio conjugal.
REGIME DE BENS DO CASAMENTO e DIVÓRCIO NO ESTRANGEIRO
a) Cônjuges com mesmo domicílio: lei do domicílio;
b) Cônjuges com domicílio diverso: lei do primeiro domicílio;

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LINDB – Parte II
Antônio Alex Pinheiro

OBRIGAÇÕES:
a) regra geral: para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se
constituírem;
b) se resultante de contrato: reputa-se constituída no lugar em que residir o proponente;
SUCESSÃO CAUSA MORTIS:
a) regra geral: aplica-se a lei do domicílio do morto;
b) bens estrangeiros situados no Brasil: aplica-se a lei mais benéfica;
c) capacidade de sucessão: lei do domicílio do herdeiro ou legatário;
RELAÇÕES JURÍDICAS DE ENTIDADES ESTRANGEIRAS:
a) ORGANIZAÇÕES DESTINADAS A FINS COLETIVOS: organizações destinadas a fins de
interesse coletivo, citando, como exemplo, as sociedades e fundações, obedecem à lei do
Estado em que se constituírem;
b) REGRA GERAL DE AQUISIÇÃO DE IMÓVEIS: governos estrangeiros, bem como as organi-
zações de qualquer natureza, que eles tenham constituído, dirijam ou hajam investido de fun-
ções públicas, não poderão adquirir no Brasil bens imóveis ou susceptíveis de desapropriação.
c) EXCEÇÃO PARA AQUISIÇÃO DE IMÓVEIS: os governos estrangeiros possam adquirir a
propriedade dos prédios necessários à sede dos representantes diplomáticos ou dos agentes
consulares.
COMPETÊNCIA JUDICIÁRIA:
a) É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil
ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação.
b) competência exclusiva: só à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das
ações relativas a imóveis situados no Brasil.
PROVA DOS FATOS:
A prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei que nele vigorar, quanto
ao ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais brasileiros provas que a lei
brasileira desconheça.
EXECUÇÃO DE SENTENÇA ESTRANGEIRA:
Conforme o art. 15 da LINDB, as sentenças estrangeiras para serem executadas no Brasil
necessitam dos seguintes requisitos:
a) haver sido proferida por juiz competente;
b) terem sido os partes citadas ou haver-se legalmente verificado à revelia;
c) ter passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias para a execução
no lugar em que foi proferida;
d) estar traduzida por intérprete autorizado;
e) ter sido homologada pelo Superior Tribunal de Justiça.

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f) as leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer declarações de vontade,
não terão eficácia no Brasil, quando ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os
bons costumes.
ATOS NOTARIAIS E REGISTRAIS PRATICADOS POR AUTORIDADES CONSULARES
a) em se tratando de brasileiros, as autoridades consulares brasileiras são competentes
para lhes celebrar o casamento e demais atos de registro civil e tabelionato (lavratura de
escrituras públicas), inclusive o registro de nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou
brasileira nascido no país sede do consulado.

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MAPA MENTAL

Disciplina outras
normas jurídicas
LINDB
Características
Aplicável a todos os
ramos do Direito

LINDB

Normas sobre
Vigência,
Aplicação da Lei Aplicação da Lei Segurança e
Interpretação e
no Tempo no Espaço Eficiência de
Integração
Direito Público

APLICAÇÃO
DA LEI
NOVA

Retroatividade,
Irretroatividade
mas respeitando:

Vigência Expressa Ato Jurídico


Vacatio legis (45 Direito Adquirido Coisa Julgada
Perfeito
Vigência Imediata dias ou 3 meses)

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ATO JURÍDICO Já CONSUMADO segundo a lei


PERFEITO vigente ao tempo

DIREITO Direito já INCORPORADO


ADQUIRIDO definitivamente ao patrimônio e à
personalidade de seu titular

Sentença judicial NÃO MAIS


COISA JULGADA SUJEITA A RECURSO

LEI DO
DOMICÍLIO

Competência
Personalidade Penhor Sucessão
Bens Móveis Judiciária
Nome
Capacidade trazidos ou
transportados
Direito de
Família

Aplica-se a lei do
REGRA: para
país em que
qualificar e
estiverem
regular
situados
BENS
Bens móveis Aplica-se a LEI
trazidos ou DO DOMICÍLIO
transportados do proprietário

LEI DO DOMICÍLIO da
PENHOR pessoa que tem a posse da
coisa apenhada

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Impedimentos
Dirimentes
CASAMENTO APLICAÇÃO DA
REALIZADO NO LEI
BRASIL BRASILEIRA
Formalidades
de Celebração

Casamento poderá
AMBOS NUBENTES celebra-se prante
COM MESMA autoridades diplomáticas
NACIONALIDADE ou consulares do país de
ambos os nubentes
CASAMENTO
DE
ESTRANGEIRO
NO BRASIL
Os casos de
invalidade serão
NUBENTES COM
regidos pela lei do
NACIONALIDADE
PRIMEIRO
DISTINTA
DOMICÍLIO
CONJUGAL

CÔNJUGES COM
LEI DO DOMICÍLIO DOS
MESMO NUBENTES
DOMICÍLIO

REGIME DE
BENS

CÔNJUGES COM LEI DO PRIMEIRO


DOMICÍLIO DOMICÍLIO
DIVERSO CONJUGAL

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REGRA: para APLICA-SE A LEI DO PAÍS


EM QUE SE
qualificar e reger CONSTITUÍREM

REGÊNCIA DAS
OBRIGAÇÕES

APLICA-SE A LEI DO
RESULTANTE DE LUGAR EM QUE
CONTRATO RESIDIR O
PROPONENTE

Dependendo de forma essencial,


OBRIGAÇÃO A SER
será observada segundo a LEI
EXECUTADA NO BRASIL
BRASILEIRA

APLICA-SE A LEI DO
DOMICÍLIO DO
REGRA DEFUNTO OU
DESAPARECIDO

SUCESSÃO DE
BENS DE
ESTRANGEIROS
BENS DE
ESTRANGEIROS APLICA-SE A LEI
SITUADOS NO MAIS BENÉFICA
BRASIL

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CAPACIDADE DE LEI DO DOMICÍLIO DO HERDEIRO


SUCESSÃO OU LEGATÁRIO

RÉU DOMICILIADO NO BRASIL

COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
BRASILEIRA

NO BRASIL FOR CUMPRIDA A


OBRIGAÇÃO

Proferida por JUIZ


COMPETENTE

Partes CITADAS ou verificado


REVELIA LEGALMENTE

Passado em JULGADO com


formalidades necessárias

TRADUZIDA por intérprete


autorizado

homologada pelo STJ

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EXERCÍCIOS
001. (INSTITUTO CONSULPLAN/RESIDENTE JURÍDICO/PGE ES/2022/16.10.2022) Nos
termos da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue o item:
Um governo estrangeiro pode ter sede diplomática no Brasil; porém, lhe é vedado adquirir bens
imóveis ou investir em fundos imobiliários.
002. (FCC/PROCURADOR DO ESTADO DO AMAZONAS/2022) O Decreto-Lei n. 4.657/1942,
com a redação dada pela Lei no 3.283/1957, dispõe: art. 6º − a lei em vigor terá efeito imedia-
to e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada. Esta regra
a) regula o direito intertemporal diversamente do que veio a estabelecer a Constituição Federal
de 1988 e foi tacitamente revogada, porque o texto constitucional regulou integralmente a ma-
téria de que a regra infraconstitucional tratava.
b) é contraditória, devendo prevalecer apenas a segunda parte por força de disposição consti-
tucional que assegura o respeito ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada.
c) não é contraditória, mas foi derrogada pela Constituição Federal de 1988 que apenas dispôs
sobre o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.
d) não é contraditória, porque dispõe, respectivamente, sobre as partes posteriores dos fatos
pendentes e sobre a preservação dos direitos incorporados ao patrimônio do sujeito, antes da
superveniência de outra lei sobre o mesmo objeto.
e) perdeu o suporte de validade em virtude da superveniência da Constituição Federal de 1988,
que desacolheu o princípio do efeito imediato da lei.
003. (QUADRIX/ADVOGADO/CRF-GO/2022) Quanto à eficácia das leis no tempo e no espaço,
julgue o item.
Quando uma lei atinge os efeitos dos atos jurídicos praticados, as situações jurídicas consti-
tuídas ou os direitos subjetivos adquiridos sob o império da lei caduca, diz-se que é retroativa.
004. (QUADRIX/ADVOGADO/CRMV-MS/2022) Quanto à aplicação temporal e espacial da
norma jurídica, julgue o item.
Direito adquirido é o direito material ou imaterial incorporado ao patrimônio de uma pessoa
física ou jurídica.
005. (QUADRIX/ADVOGADO/CRMV-MS/2022) Quanto à aplicação temporal e espacial da
norma jurídica, julgue o item.
Ato jurídico perfeito é o praticado segundo as formalidades e solenidades que a lei exige.
006. (QUADRIX/ADVOGADO/CRMV-MS/2022) Quanto à aplicação temporal e espacial da
norma jurídica, julgue o item.
A proteção à coisa julgada e ao ato jurídico perfeito é absoluta e não comporta relativização.

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007. (CEBRASPE/CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE-SE)/2022/XXI) De acordo com a


Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, no silêncio da lei, a regra é a
a) ultratividade.
b) irretroatividade.
c) aplicabilidade imediata.
d) vigência imediata.
e) eficácia imediata.
008. (CEBRASPE/CESPE/AUDITOR DO ESTADO (SECONT ES)/CIÊNCIAS JURÍDICAS/2022)
No tocante ao conflito das leis no tempo e sua eficácia no espaço, julgue o item a seguir.
A lei civil tem efeito imediato e geral e não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito
e a coisa julgada.
009. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT 22ª REGIÃO/ÁREA JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALI-
DADE”/2022) De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, a lei nova
a) só revoga a anterior se regular inteiramente a matéria.
b) começa a viger, salvo disposição em contrário, na data de sua publicação.
c) possui, em regra, efeitos repristinatórios.
d) sempre revoga a anterior, se tiverem o mesmo objeto.
e) tem efeitos prospectivos limitados pela proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito
e à coisa julgada
010. (CEBRASPE/CESPE/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO PIAUÍ/2022) Alice, brasileira,
casou-se no Brasil com Artur, estrangeiro, sob o regime da comunhão universal de bens, no
ano de 2003. O primeiro e atual domicílio do casal é um país da Europa. da união adveio um
filho, Joaquim, ainda menor de idade, nascido no país do primeiro domicílio do casal. Durante
a união foram adquiridos dois imóveis: um localizado no Brasil e outro localizado em país da
América do Norte, além de um veículo com registro e em circulação no Brasil.
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção Certo.
a) Em caso de morte de Artur, a sucessão obedecerá à lei brasileira.
b) Em caso de morte de Artur, a lei brasileira regulará a capacidade para suceder de Alice.
c) Somente à autoridade judiciária brasileira compete conhecer ação relativa aos bens adqui-
ridos por Alice e Artur.
d) O regime de bens do casamento de Alice e Artur foi necessariamente convencionado em
pacto antinupcial.
e) Em caso de morte de Alice e Artur, a sucessão do veículo será regulada pela lei brasileira em
benefício de Joaquim, em qualquer hipótese.
011. (QUADRIX/ADVOGADO (CRF GO)/2022) Quanto à eficácia das leis no tempo e no es-
paço, julgue o item.

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O direito positivo nacional, mesmo diante de um fato em conexão com ordenamentos jurídicos
de outros países, não pode mandar que sejam julgadas as relações jurídicas dele geradas pelo
direito estrangeiro.
012. (QUADRIX/ADVOGADO/CRMV-MS/2022) Quanto à aplicação temporal e espacial da
norma jurídica, julgue o item.
Celebrado o casamento no Brasil, e possuindo os nubentes domicílios diversos, deverão ser
aplicadas as regras do primeiro domicílio conjugal.
013. (QUADRIX/ADVOGADO/CRMV-MS/2022) Quanto à aplicação temporal e espacial da
norma jurídica, julgue o item.
A lei aplicável aos bens é a do domicílio de seu proprietário.
014. (QUADRIX/ADVOGADO/CAU-SC/2022) Acerca das disposições da Lei de Introdução
às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
O casamento realizado no Brasil observará, quanto aos impedimentos e às formalidades da
celebração, a lei do país de nacionalidade dos nubentes.
015. (QUADRIX/ADVOGADO/CAU-SC/2022) Acerca das disposições da Lei de Introdução
às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
O casamento de estrangeiros deverá, sob pena de nulidade, celebrar-se perante autoridades
diplomáticas ou consulares dos países de ambos os nubentes.
016. (QUADRIX/ADVOGADO/CAU-SC/2022) Acerca das disposições da Lei de Introdução
às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
A sucessão por morte obedece à lei do país em que ocorrer o falecimento, quaisquer que sejam
a natureza e a situação dos bens.
017. (QUADRIX/ADVOGADO/CAU-SC/2022) Acerca das disposições da Lei de Introdução
às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país de
nacionalidade daquele que os possuir.
018. (QUADRIX/ADVOGADO/CAU-SC/2022) Acerca das disposições da Lei de Introdução
às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
A lei do país em que esteja domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim
da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
019. (CEBRASPE/CESPE/AUDITOR DO ESTADO (SECONT ES)/CIÊNCIAS JURÍDICAS/2022)
No tocante ao conflito das leis no tempo e sua eficácia no espaço, julgue o item a seguir.
A lei do país em que a pessoa se encontre, inclusive em visita temporária, determina as regras
sobre o começo e o fim de sua personalidade e sua capacidade.

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020. (CEBRASPE/CESPE/AUDITOR DO ESTADO (SECONT ES)/CIÊNCIAS JURÍDICAS/2022)


No tocante ao conflito das leis no tempo e sua eficácia no espaço, julgue o item a seguir.
Admite-se a aplicação, no território nacional, de leis de outros Estados, segundo princípios e
convenções internacionais.
021. (CEBRASPE/CESPE/AUDITOR DO ESTADO (SECONT ES)/CIÊNCIAS JURÍDICAS/2022)
No tocante ao conflito das leis no tempo e sua eficácia no espaço, julgue o item a seguir.
Ao aplicar, em território nacional, dispositivos de lei estrangeira, o juiz deve fazer uma interpre-
tação sistemática e considerar possíveis remissões feitas a outras leis.
022. (VUNESP/JUIZ LEIGO/TJ RJ/2022) A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro
estabelece que se deve aplicar a lei do país
a) onde foram constituídas as empresas estrangeiras situadas no Brasil, bem como as suas filiais.
b) de nascimento da pessoa para questões sobre o começo e fim da personalidade, o nome, a
capacidade.
c) de domicílio da pessoa para questões sobre a qualificação e regulação das relações concer-
nentes a bens.
d) do de cujus quanto à capacidade de suceder, no caso de sucessão por morte, real ou presumida.
e) onde foram constituídas as obrigações, reputando-se constituída no lugar em que residir o
proponente.
023. (QUADRIX/ADVOGADO/CRT-MG/2022) Com relação à Lei de Introdução às Normas do
Direito Brasileiro, julgue o item.
A lei que determina o começo da personalidade é a do país em que tiver nascido a pessoa,
enquanto a lei que determina o fim da personalidade é a do país em que tiver ocorrido o óbito
da pessoa.
024. (QUADRIX/ADVOGADO/CRT-MG/2022) Com relação à Lei de Introdução às Normas do
Direito Brasileiro, julgue o item.
O regime de bens dos nubentes é regido pela lei do país em que tiver sido celebrado o casamento.
025. (QUADRIX/ADVOGADO/CRT-MG/2022) Com relação à Lei de Introdução às Normas do
Direito Brasileiro, julgue o item.
O divórcio realizado em país estrangeiro tem eficácia imediata no Brasil.
026. (QUADRIX/ADVOGADO/CRT-MG/2022) Com relação à Lei de Introdução às Normas do
Direito Brasileiro, julgue o item.
As obrigações são regidas pela lei do país em que elas se constituírem.
027. (QUADRIX/ADVOGADO/CRT-MG/2022) Com relação à Lei de Introdução às Normas do
Direito Brasileiro, julgue o item.
A lei do domicílio do herdeiro regula a capacidade para suceder.

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028. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA EM GESTÃO EDUCACIONAL (SEE PE)/DIREITO/2022)


Julgue o item a seguir, relativos à Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, à pessoa
natural e aos direitos da personalidade.
Situação hipotética: Pedro, boliviano domiciliado no Brasil, possui bens localizados no Brasil e
na Bolívia. Assertiva: Nesse caso, de acordo com a legislação brasileira, para efeito de qualifi-
cação dos bens de Pedro e para a regulação das relações jurídicas que lhes dizem respeito, em
regra, deve ser considerada a lei do país em que cada bem estiver situado.
029. (FGV/CONSULTOR LEGISLATIVO (SEN)/ASSESSORAMENTO LEGISLATIVO/DIREITO
INTERNACIONAL PÚBLICO, RELAÇÕES INTERNACIONAIS E DEFESA NACIONAL/2022)
Os elementos de conexão representam o critério que aponta qual o ordenamento jurídico a
ser aplicado em determinada situação. com base na Lei de Introdução às normas do Direito
Brasileiro – LINDB, assinale a opção que apresenta a correta correlação entre o fato jurídico
e o respectivo elemento de conexão.
a) Regras atinentes ao começo e ao fim da personalidade – nacionalidade da pessoa.
b) Casos de invalidade do matrimônio, tendo os nubentes domicílio diverso – primeiro domicí-
lio conjugal.
c) Regulação do penhor – local do bem.
d) Qualificação e regulação de obrigações – domicílio dos contratantes.
e) Capacidade para suceder – nacionalidade do herdeiro ou legatário.
030. (FCC/AUDITOR FISCAL DO TESOURO ESTADUAL/SEFAZ PE/2022) De acordo com
Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, as regras sobre o começo e o fim da per-
sonalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família são ordinariamente determinadas
segundo a lei do país onde a pessoa
a) for domiciliada.
b) tiver nascido.
c) se encontrar, ainda que a título transitório.
d) tiver morrido.
e) tiver registrado o seu assento de nascimento, mesmo que nascida em outro país.
031. (FCC/PROCURADOR DO ESTADO DO GOIÁS/2021/XIV) Segundo o entendimento ju-
risprudencial dominante do Supremo Tribunal Federal,
a) existe direito adquirido a regime jurídico quando o seu conteúdo coincidir com a legítima
expectativa de direito.
b) existe direito adquirido a regime jurídico independentemente do exercício desse direito.
c) existe direito adquirido a regime jurídico em matéria de direito de propriedade.
d) existe direito adquirido a regime jurídico em matéria de direito sucessório.
e) não existe direito adquirido a regime jurídico.

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032. (FCC/ANALISTA PREVIDENCIÁRIO/MANAUSPREV/ADMINISTRATIVA/2021) De acor-


do com as regras estabelecidas na Lei de Introdução às Normas de Direito Brasileiro, uma
Lei Federal que não seja temporária, salvo disposição contrária, começa a vigorar em todo o
território brasileiro
a) quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada, e segue em vigor até que seja mo-
dificada ou revogada por uma lei posterior, e seus efeitos podem retroagir para afetar a coisa
julgada, o direito adquirido e o ato jurídico perfeito.
b) três meses depois de oficialmente publicada e segue em vigor até que seja modificada ou
revogada por uma lei posterior, mas seus efeitos não podem retroagir para afetar a coisa julgada,
o direito adquirido e o ato jurídico perfeito.
c) no dia em que for oficialmente publicada e segue em vigor até que seja modificada ou revo-
gada por uma lei posterior, mas seus efeitos não podem retroagir para afetar a coisa julgada, o
direito adquirido e o ato jurídico perfeito.
d) quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada, e segue em vigor até que seja mo-
dificada ou revogada por uma lei posterior, mas seus efeitos não podem retroagir para afetar a
coisa julgada, o direito adquirido e o ato jurídico perfeito.
e) três meses depois de oficialmente publicada e segue em vigor até que seja modificada ou
revogada por uma lei posterior, mas seus efeitos podem retroagir para afetar a coisa julgada, o
direito adquirido e o ato jurídico perfeito.
033. (IESES/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJ RO/PROVIMENTO/2021/ADAPTADA) A Lei
de Introdução às normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei n. 4.657/1942 e suas alterações)
apresenta regras a respeito da aplicação da lei o tempo e lugar. a respeito do assunto, julgue
a afirmativa:
As autoridades consulares brasileiras poderão celebrar a separação consensual e o divórcio
consensual de brasileiros, não havendo filhos menores ou incapazes do casal e observados os
requisitos legais quanto aos prazos, devendo constar da respectiva escritura pública as dispo-
sições relativas à descrição e à partilha dos bens comuns e à pensão alimentícia e, ainda, ao
acordo quanto à retomada pelo cônjuge de seu nome de solteiro ou à manutenção do nome
adotado quando se deu o casamento.
034. (IESES/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJ RO/PROVIMENTO/2021/ADAPTADA) A Lei
de Introdução às normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei n. 4.657/1942 e suas alterações)
apresenta regras a respeito da aplicação da lei o tempo e lugar. a respeito do assunto, julgue
a afirmativa:
Tratando-se de brasileiros, são competentes as autoridades consulares brasileiras para lhes
celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de tabelionato, exceto o registro de nas-
cimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país da sede do Consulado.

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035. (IESES/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJ RO/PROVIMENTO/2021/ADAPTADA) A Lei


de Introdução às normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei n. 4.657/1942 e suas alterações)
apresenta regras a respeito da aplicação da lei o tempo e lugar. a respeito do assunto, julgue
a afirmativa:
A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em bene-
fício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja
mais favorável a lei pessoal do de cujus.
036. (IESES/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJ RO/PROVIMENTO/2021/ADAPTADA) A Lei
de Introdução às normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei n. 4.657/1942 e suas alterações)
apresenta regras a respeito da aplicação da lei o tempo e lugar. a respeito do assunto, julgue
a afirmativa:
O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os nubentes
domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal.
037. (QUADRIX/PROFISSIONAL ANALISTA SUPERIOR/CRECI 14/ADVOGADO/2021) A
Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro regula as normas jurídicas de uma maneira
geral, quer sejam do direito público ou do direito privado, e é considerada como uma norma
sobre normas, conforme ressalta Carlos Roberto Gonçalves. acerca dos preceitos contidos
no referido ato normativo, julgue o item a seguir.
Para regular as relações concernentes a bens, aplica-se a lei do país em que estiverem situados
e, para reger as obrigações, aplica-se a lei do país em que se constituírem.
038. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DE RORAIMA/2021) Considere as asserções
I e II abaixo:
I – Aplica-se a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebra-
ção de casamento de estrangeiros realizado no Brasil.
PORQUE
II – A aplicação das regras sobre direitos de família são determinados pela lei do país onde foi
realizado o casamento.
A respeito de tais asserções, é correto:
a) As asserções I e II são proposições falsas.
b) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
c) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
d) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
e) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
039. (CEBRASPE/CESPE/AUDITOR DE FINANÇAS E CONTROLE DE ARRECADAÇÃO DA
FAZENDA ESTADUAL (SEFAZ AL)/2021) A respeito da aplicação das leis, das pessoas jurí-
dicas e dos bens, julgue o item a seguir.

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No que tange à aplicação das leis estrangeiras, o Brasil adotou a teoria da territorialidade dita
moderada ou temperada.
040. (FUMARC/DELEGADO DE POLÍCIA/PC MG/2021) A., domiciliado em Santa Cruz do
Escalvado — MG, foi passear no Vietnã, onde sofreu mal súbito e faleceu. Deixou os herdei-
ros F., G. e R., bem como vasto patrimônio. O herdeiro G. verificou que a lei vietnamita sobre
direito sucessório é mais favorável a ele. Invocou, no inventário judicial, a lei vietnamita para
herdar o dobro do que teria direito pelo direito sucessório brasileiro.
A alegação NÃO pode ser acolhida porque:
a) a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro dispõe de forma contrária.
b) atenta contra a soberania brasileira.
c) lesa o fisco brasileiro.
d) lesa os demais herdeiros.
041. (CEBRASPE/CESPE/ATIVIDADES TÉCNICAS DE COMPLEXIDADE GERENCIAL (MJSP)/
TÉCNICO ESPECIALIZADO EM GESTÃO DE ATIVOS E PARCERIAS/2021) Considerando o
disposto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, no que diz respeito à vigência
da norma jurídica, interpretação das leis e eficácia da lei no espaço, julgue o item a seguir.
Pelo princípio da lei do lugar da situação da coisa como elemento de conexão que qualifica os
bens e disciplina as respectivas relações, o penhor regular-se-á pela lei do domicílio da pessoa
em posse da coisa penhorada.
042. (FAFIPA/ADVOGADO/PREF BARRA DO JACARÉ/2021/ADAPTADA) Sobre as dispo-
sições constantes na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
O divórcio realizado no estrangeiro, se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros, só será reco-
nhecido no Brasil depois de 5 (cinco) anos da data da sentença, salvo se houver sido antecedida
de separação judicial por igual prazo, caso em que a homologação produzirá efeito imediato,
obedecidas as condições estabelecidas para a eficácia das sentenças estrangeiras no país.
043. (FAFIPA/ADVOGADO/PREF BARRA DO JACARÉ/2021/ADAPTADA) Sobre as dispo-
sições constantes na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
O estrangeiro casado, que se naturalizar brasileiro, pode, mediante expressa anuência de seu
cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega do decreto de naturalização, que se apostile ao
mesmo a adoção do regime de comunhão parcial de bens, respeitados os direitos de terceiros
e dada esta adoção ao competente registro.
044. (FAFIPA/ADVOGADO/PREF BARRA DO JACARÉ/2021/ADAPTADA) Sobre as dispo-
sições constantes na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
Salvo o caso de abandono, o domicílio do chefe da família estende-se ao outro cônjuge e aos
filhos, ainda que emancipados, e o do tutor ou curador aos incapazes sob sua guarda.

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045. (FAFIPA/ADVOGADO/PREF BARRA DO JACARÉ/2021/ADAPTADA) Sobre as dispo-


sições constantes na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
Será executada no Brasil a sentença proferida no estrangeiro, que reúna os seguintes requisitos:
haver sido proferida por juiz competente; terem sido as partes citadas ou haver-se legalmente
verificado à revelia; ter passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias para
a execução no lugar em que foi proferida; estar traduzida por intérprete autorizado; e ter sido
homologada pelo Superior Tribunal de Justiça.
046. (FAUEL/ADVOGADO/AMEC/2021) Conforme a Lei de Introdução às normas do Direito
Brasileiro, é CORRETO afirmar que:
a) Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país trinta dias depois de ofi-
cialmente publicada.
b) Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será
esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos intrínse-
cos do ato.
c) Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário, quanto aos bens móveis que
ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares.
d) Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em domiciliado o proprietário.
047. (Q859060/CESPE/CEBRASPE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/TRE/
MT/2015) Com base no disposto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, assi-
nale a opção Certo.
a) No tocante aos regramentos do direito de família, adota-se o critério jus sanguinis na referida lei.
b) A sucessão de bens de estrangeiros situados no território brasileiro é disciplinada pela lei
brasileira em favor do cônjuge ou dos filhos brasileiros, mesmo se a lei do país de origem do
de cujus for-lhes mais favorável.
c) Ao confronto entre uma lei especial e outra lei geral e posterior dá-se o nome de antinomia
de segundo grau.
d) Ocorre lacuna ontológica na lei quando existe texto legal para a solução do caso concreto,
mas esse texto contraria os princípios que regem a própria justiça.
e) O juiz poderá decidir por equidade, mesmo sem previsão legal.
048. (Q1301323/IADES/ADVOGADO/CRC/2015) Acerca da Lei de Introdução ao Código
Civil n. 4.657/1942, assinale a alternativa Certo.
a) A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que nasceu o indivíduo fa-
lecido ou desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
b) As leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer declarações de vontade, terão
eficácia no Brasil, mesmo quando ofenderem os bons costumes.

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c) Os governos estrangeiros não podem adquirir a propriedade dos prédios necessários à sede
dos representantes diplomáticos ou dos agentes consulares.
d) Os governos estrangeiros, bem como as organizações de qualquer natureza, que eles tenham
constituído, dirijam ou hajam investido de funções públicas, poderão adquirir no Brasil bens
imóveis ou susceptíveis de desapropriação.
e) No caso de brasileiros, são competentes as autoridades consulares brasileiras para lhes
celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de tabelionato, inclusive o registro de
nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país da sede do Consulado.

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GABARITO

1. E 17. E 33. C
2. d 18. C 34. E
3. C 19. E 35. C
4. C 20. C 36. C
5. E 21. E 37. C
6. E 22. C 38. e
7. b 23. E 39. C
8. C 24. E 40. a
9. e 25. E 41. C
10. d 26. C 42. E
11. E 27. C 43. C
12. C 28. C 44. C
13. E 29. b 45. C
14. E 30. a 46. c
15. E 31. e 47. c
16. E 32. d 48. e

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GABARITO COMENTADO
001. (INSTITUTO CONSULPLAN/RESIDENTE JURÍDICO/PGE ES/2022/16.10.2022) Nos
termos da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue o item:
Um governo estrangeiro pode ter sede diplomática no Brasil; porém, lhe é vedado adquirir bens
imóveis ou investir em fundos imobiliários.

O governo estrangeiro pode adquirir os imóveis necessários à sede dos representantes diplo-
máticos ou dos agentes consulares (art. 11, § 3º, Decreto-Lei n. 4.657/1942). Não há vedação
para investir em fundos imobiliários.

§ 2º Os Governos estrangeiros, bem como as organizações de qualquer natureza, que eles tenham
constituído, dirijam ou hajam investido de funções públicas, não poderão adquirir no Brasil bens
imóveis ou susceptíveis de desapropriação.
§ 3º Os Governos estrangeiros podem adquirir a propriedade dos prédios necessários à sede dos
representantes diplomáticos ou dos agentes consulares.

Errado.

002. (FCC/PROCURADOR DO ESTADO DO AMAZONAS/2022) O Decreto-Lei n. 4.657/1942,


com a redação dada pela Lei no 3.283/1957, dispõe: art. 6º − a lei em vigor terá efeito imedia-
to e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada. Esta regra
a) regula o direito intertemporal diversamente do que veio a estabelecer a Constituição Federal
de 1988 e foi tacitamente revogada, porque o texto constitucional regulou integralmente a ma-
téria de que a regra infraconstitucional tratava.
b) é contraditória, devendo prevalecer apenas a segunda parte por força de disposição consti-
tucional que assegura o respeito ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada.
c) não é contraditória, mas foi derrogada pela Constituição Federal de 1988 que apenas dispôs
sobre o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.
d) não é contraditória, porque dispõe, respectivamente, sobre as partes posteriores dos fatos
pendentes e sobre a preservação dos direitos incorporados ao patrimônio do sujeito, antes da
superveniência de outra lei sobre o mesmo objeto.
e) perdeu o suporte de validade em virtude da superveniência da Constituição Federal de 1988,
que desacolheu o princípio do efeito imediato da lei.

a) Errada. A Constituição Federal de 1988 acolheu, de forma expressa, a previsão que constante
do art. 6º da LINDB, consoante art. 5º, XXXVI, CRFB/1988:

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Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: […] XXXVI – a lei não prejudicará
o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. Além disso, norma pré-constitucional
não é revogada pelo Constituição posterior, mas sim recepcionada (ou não).

b) Errada. Não há contradição, uma vez que o preceito trata do princípio da irretroatividade legal,
que também é albergado na Constituição Federal de 1988 (art. 5º, XXXVI).
c) Errada. Vide comentários anteriores.
d) Certa. Com efeito, cuida-se de correta interpretação do dispositivo legal, com a previsão do
direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, constante do art. 6º da LINDB, con-
soante art. 5º, XXXVI, CRFB/1988.
e) Errada. Vide comentários anteriores.
Letra d.

003. (QUADRIX/ADVOGADO/CRF-GO/2022) Quanto à eficácia das leis no tempo e no espaço,


julgue o item.
Quando uma lei atinge os efeitos dos atos jurídicos praticados, as situações jurídicas consti-
tuídas ou os direitos subjetivos adquiridos sob o império da lei caduca, diz-se que é retroativa.

Quando uma lei atinge os efeitos dos atos jurídicos praticados ou as situações jurídicas consti-
tuídas ou os direitos subjetivos adquiridos sob o império da lei caduca, diz-se que é retroativa.
Certo.

004. (QUADRIX/ADVOGADO/CRMV-MS/2022) Quanto à aplicação temporal e espacial da


norma jurídica, julgue o item.
Direito adquirido é o direito material ou imaterial incorporado ao patrimônio de uma pessoa
física ou jurídica.

Nos termos do Decreto-Lei n. 4.657/1942 – LINDB, art. 6º, § 2º, direito adquirido é aquele cujo
começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio
de outrem.

Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito ad-
quirido e a coisa julgada.
§ 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se
efetuou.

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§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exer-
cer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida
inalterável, a arbítrio de outrem.
§ 3º Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso.

Sobre o instituto, o Direito Adquirido: é o direito material ou imaterial incorporado no patrimônio


de uma pessoa natural, jurídica ou ente despersonalizado.
Certo.

005. (QUADRIX/ADVOGADO/CRMV-MS/2022) Quanto à aplicação temporal e espacial da


norma jurídica, julgue o item.
Ato jurídico perfeito é o praticado segundo as formalidades e solenidades que a lei exige.

Nos termos da LINDB (Decreto-Lei n. 4.657/1942), considera-se ato jurídico perfeito o já con-
sumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou, veja:

Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito ad-
quirido e a coisa julgada.
§ 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se
efetuou.

Errado.

006. (QUADRIX/ADVOGADO/CRMV-MS/2022) Quanto à aplicação temporal e espacial da


norma jurídica, julgue o item.
A proteção à coisa julgada e ao ato jurídico perfeito é absoluta e não comporta relativização.

Trata-se de uma presunção relativa, por exemplo, isso, porque é possível a relativização da coisa
julgada, do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. Veja:
• É possível a flexibilização da coisa julgada material nas ações de investigação de pater-
nidade, na situação em que o pedido foi julgado improcedente por falta de prova;
• Com relação ao direito adquirido, o Código Civil de 2002 contraria a regra de proteção
absoluta ao instituto do direito adquirido, quando em seu art. 2.035 determina que:
“Nenhuma convenção prevalecerá se contrariar preceitos de ordem pública, tais como
os estabelecidos por este Código para assegurar a função social da propriedade e dos
contratos”.
• Pode se anular um ato jurídico perfeito (pedido de demissão de um servidor) diante de
prova firme e robusta.
Errado.

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007. (CEBRASPE/CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA (MPE-SE)/2022/XXI) De acordo com a


Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, no silêncio da lei, a regra é a
a) ultratividade.
b) irretroatividade.
c) aplicabilidade imediata.
d) vigência imediata.
e) eficácia imediata.

Com efeito, sendo silente a lei, a regra é a irretroatividade, ou seja a projeção de efeitos para o
futuro. Além disso, havendo previsão de retroação da norma, hão de ser respeitados o ato jurí-
dico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido (art. 5º, XXXVI, CRFB/1988 e art. 6º, LINDB);
ou seja, não há óbice para que uma lei seja aplicada a fatos pretéritos, todavia, as garantias do
ato jurídico perfeito, da coisa julgada e do direito adquirido constituem impedimentos a essa
retroeficácia.
Letra b.

008. (CEBRASPE/CESPE/AUDITOR DO ESTADO (SECONT ES)/CIÊNCIAS JURÍDICAS/2022)


No tocante ao conflito das leis no tempo e sua eficácia no espaço, julgue o item a seguir.
A lei civil tem efeito imediato e geral e não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito
e a coisa julgada.

O item corresponde quase que à literalidade do art. 6º, caput, da LINDB, que trata da irretroati-
vidade da lei (como regra), verbis:

Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito ad-
quirido e a coisa julgada.
§ 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se
efetuou.
§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exer-
cer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida
inalterável, a arbítrio de outrem.
§ 3º Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso.

Certo.

009. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT 22ª REGIÃO/ÁREA JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALI-


DADE”/2022) De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, a lei nova

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a) só revoga a anterior se regular inteiramente a matéria.


b) começa a viger, salvo disposição em contrário, na data de sua publicação.
c) possui, em regra, efeitos repristinatórios.
d) sempre revoga a anterior, se tiverem o mesmo objeto.
e) tem efeitos prospectivos limitados pela proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito
e à coisa julgada

a) Errada. Conforme LINDB:

Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
§ 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incom-
patível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.

b) Errada. Conforme LINB:

Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.

c) Errada. Conforme LINDB:

Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
§ 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido
a vigência.

d) Errada. Conforme LINDB:

Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
§ 2º A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga
nem modifica a lei anterior. Se duas leis tratarem do mesmo objeto, mas uma de forma geral, não
irá revogar a outra.

e) Certa. Conforme LINDB:

Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito ad-
quirido e a coisa julgada.

Letra e.

010. (CEBRASPE/CESPE/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO PIAUÍ/2022) Alice, brasileira,


casou-se no Brasil com Artur, estrangeiro, sob o regime da comunhão universal de bens, no
ano de 2003. O primeiro e atual domicílio do casal é um país da Europa. da união adveio um
filho, Joaquim, ainda menor de idade, nascido no país do primeiro domicílio do casal. Durante
a união foram adquiridos dois imóveis: um localizado no Brasil e outro localizado em país da
América do Norte, além de um veículo com registro e em circulação no Brasil.

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Considerando essa situação hipotética, assinale a opção Certo.


a) Em caso de morte de Artur, a sucessão obedecerá à lei brasileira.
b) Em caso de morte de Artur, a lei brasileira regulará a capacidade para suceder de Alice.
c) Somente à autoridade judiciária brasileira compete conhecer ação relativa aos bens adqui-
ridos por Alice e Artur.
d) O regime de bens do casamento de Alice e Artur foi necessariamente convencionado em
pacto antinupcial.
e) Em caso de morte de Alice e Artur, a sucessão do veículo será regulada pela lei brasileira em
benefício de Joaquim, em qualquer hipótese.

a) Errada. A sucessão por morte ou por ausência obedece ao seguinte: (i) como regra, deverá
ser observada a lei do país em que domiciliado o de cujus ou o desaparecido, qualquer que seja
a natureza ou a situação dos bens; e (ii) no que se refere aos bens de estrangeiros localizados
no Brasil, a sucessão será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos
brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal
do falecido (art. 10, caput e § 1º, LINDB):

Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja
mais favorável a lei pessoal do de cujus.
§ 2º A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder.

b) Errada. A capacidade sucessória é regulada pela lei do domicílio do herdeiro, nos termos do
art. 10, § 2º, LINDB:

Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens. […] § 2º A lei do domicílio
do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder.

c) Errada. A competência exclusiva da autoridade judiciária brasileira refere-se às ações relativas


a imóveis situados no Brasil, conforme § 1º do art. 12 da LINDB:

Art. 12. É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil ou
aqui tiver de ser cumprida a obrigação.
§ 1º Só à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das ações relativas a imóveis situados
no Brasil.
§ 2º A autoridade judiciária brasileira cumprirá, concedido o exequatur e segundo a forma es-
tabelecida pela lei brasileira, as diligências deprecadas por autoridade estrangeira competente,
observando a lei desta, quanto ao objeto das diligências.

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d) Certa. Considerando que o art. 1.640, caput, do Código Civil estabelece que será aplicado,
ao casal, o regime da comunhão parcial de bens (arts. 1.658 a 1.666, CC), também chamado
de regime de bens legal ou supletório, na hipótese de inexistência de convenção antenupcial
ou em caso de sua invalidade ou ineficácia, pode-se concluir, a contrario sensu, que Alice e Ar-
tur convencionaram o regime da comunhão universal de bens, pois, caso assim não tivessem
procedido, estariam eles submetidos ao regime da comunhão parcial:

Art. 1.640. Não havendo convenção, ou sendo ela nula ou ineficaz, vigorará, quanto aos bens entre
os cônjuges, o regime da comunhão parcial. Parágrafo único. Poderão os nubentes, no processo de
habilitação, optar por qualquer dos regimes que este código regula. Quanto à forma, reduzir-se-á
a termo a opção pela comunhão parcial, fazendo-se o pacto antenupcial por escritura pública, nas
demais escolhas.

e) Errada. A sucessão por morte ou por ausência obedece ao seguinte: (i) como regra, deverá
ser observada a lei do país em que domiciliado o de cujus ou o desaparecido, qualquer que seja
a natureza ou a situação dos bens; e (ii) no que se refere aos bens de estrangeiros localizados
no Brasil, a sucessão será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos
brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal
do falecido, consoante art. 10, caput e § 1º, LINDB:

Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja
mais favorável a lei pessoal do de cujus.

Letra d.

011. (QUADRIX/ADVOGADO (CRF GO)/2022) Quanto à eficácia das leis no tempo e no es-
paço, julgue o item.
O direito positivo nacional, mesmo diante de um fato em conexão com ordenamentos jurídicos
de outros países, não pode mandar que sejam julgadas as relações jurídicas dele geradas pelo
direito estrangeiro.

O direito positivo nacional, mesmo diante de um fato em conexão com ordenamentos jurídicos
de outros países, não pode mandar que sejam julgadas as relações jurídicas dele geradas pelo
direito estrangeiro, assim, dispõe o art. 16 da LINDB:

Art. 16. Quando, nos termos dos artigos precedentes, se houver de aplicar a lei estrangeira, ter-se-á
em vista a disposição desta, sem considerar-se qualquer remissão por ela feita a outra lei.

Errado.

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Antônio Alex Pinheiro

012. (QUADRIX/ADVOGADO/CRMV-MS/2022) Quanto à aplicação temporal e espacial da


norma jurídica, julgue o item.
Celebrado o casamento no Brasil, e possuindo os nubentes domicílios diversos, deverão ser
aplicadas as regras do primeiro domicílio conjugal.

Nos termos do art. 7º, caput, da LINDB, a lei do país em que domiciliada a pessoa determina
as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de fa-
mília. Contudo, celebrado o casamento no Brasil, e possuindo os nubentes domicílios diversos,
deverão ser aplicadas as regras do primeiro domicílio conjugal, conforme estabelece os §§ 3º
e 4º do mesmo dispositivo.

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
§ 1º Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos
dirimentes e às formalidades da celebração.
§ 2º O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou consu-
lares do país de ambos os nubentes.
§ 3º Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do
primeiro domicílio conjugal.
§ 4º O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os nubentes
domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal.

Certo.

013. (QUADRIX/ADVOGADO/CRMV-MS/2022) Quanto à aplicação temporal e espacial da


norma jurídica, julgue o item.
A lei aplicável aos bens é a do domicílio de seu proprietário.

Nos termos do art. 8º da LINDB, a lei aplicável para qualificar os bens e regular as relações
a eles concernentes é a lei do país em que estiverem situados. Contudo, aplicar-se-á a lei do
país em que for domiciliado o proprietário, com relação “aos bens moveis que ele trouxer ou se
destinarem a transporte para outros lugares”.

Art. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em que estiverem situados.
§ 1º Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário, quanto aos bens moveis que
ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares.
§ 2º O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre a coisa
apenhada.

Errado.

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LINDB – Parte II
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014. (QUADRIX/ADVOGADO/CAU-SC/2022) Acerca das disposições da Lei de Introdução


às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
O casamento realizado no Brasil observará, quanto aos impedimentos e às formalidades da
celebração, a lei do país de nacionalidade dos nubentes.

A LINDB adotou, para os casamentos realizados no Brasil, a regra do local da celebração (locus
regit actum), de modo que será aplicada a lei brasileira quanto às formalidades da celebração
e aos impedimentos matrimoniais:

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
§ 1º Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos
dirimentes e às formalidades da celebração.

Errado.

015. (QUADRIX/ADVOGADO/CAU-SC/2022) Acerca das disposições da Lei de Introdução


às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
O casamento de estrangeiros deverá, sob pena de nulidade, celebrar-se perante autoridades
diplomáticas ou consulares dos países de ambos os nubentes.

A § 2º do art. 7º da LINDB estabelece uma exceção em relação ao § 1º do mesmo preceito,


fixando que os estrangeiros poderão (logo, uma faculdade) se casar perante a autoridade diplo-
mática ou consular do Estado patrial, o atrairá a aplicação da lei estrangeira para reger tanto as
formalidades da celebração quanto os impedimentos matrimoniais:

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. […]
§ 2º O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou consu-
lares do país de ambos os nubentes.

Errado.

016. (QUADRIX/ADVOGADO/CAU-SC/2022) Acerca das disposições da Lei de Introdução


às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
A sucessão por morte obedece à lei do país em que ocorrer o falecimento, quaisquer que sejam
a natureza e a situação dos bens.

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A sucessão por morte obedecerá à lei do domicílio do de cujus, qualquer que seja a natureza e
a situação dos bens, nos termos do art. 10, caput, LINDB:

Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.

Errado.

017. (QUADRIX/ADVOGADO/CAU-SC/2022) Acerca das disposições da Lei de Introdução


às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país de
nacionalidade daquele que os possuir.

Como regra, aplica-se a lei da situação da coisa, ex vi do art. 8º, caput, LINDB:

Art. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em que estiverem situados.
§ 1º Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário, quanto aos bens moveis que
ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares.
§ 2º O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre a coisa
apenhada.

Errado.

018. (QUADRIX/ADVOGADO/CAU-SC/2022) Acerca das disposições da Lei de Introdução


às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
A lei do país em que esteja domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim
da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.

De fato, o estatuto pessoal é regido pela lei do domicílio, consoante art. 7º, caput, LINDB:

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.

Certo.

019. (CEBRASPE/CESPE/AUDITOR DO ESTADO (SECONT ES)/CIÊNCIAS JURÍDICAS/2022)


No tocante ao conflito das leis no tempo e sua eficácia no espaço, julgue o item a seguir.

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A lei do país em que a pessoa se encontre, inclusive em visita temporária, determina as regras
sobre o começo e o fim de sua personalidade e sua capacidade.

Nos termos do art. 7º, caput, da LINDB, as regras sobre o começo e o fim de sua personalidade
e sua capacidade (estatuto pessoal) são determinadas pela lei do domicílio da pessoa natural:

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.

Errado.

020. (CEBRASPE/CESPE/AUDITOR DO ESTADO (SECONT ES)/CIÊNCIAS JURÍDICAS/2022)


No tocante ao conflito das leis no tempo e sua eficácia no espaço, julgue o item a seguir.
Admite-se a aplicação, no território nacional, de leis de outros Estados, segundo princípios e
convenções internacionais.

De fato, a LINDB contém previsões autorizando a aplicação da legislação estrangeira em terri-


tório nacional (princípio da extraterritorialidade).
Dessa forma, embora, como regra, deva ser aplicada a lei do Estado soberano onde fora pro-
mulgada, nossa ordem jurídica comporta exceções – daí se falar em territorialidade mitigada
– autorizando a aplicação de diplomas legais estrangeiros, segundo princípios e convenções
internacionais estabelecidos, a exemplo do que se verifica nos arts. 7º, caput, e 10 da LINDB:

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. […]
Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja
mais favorável a lei pessoal do de cujus.
§ 2º A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder.

Certo.

021. (CEBRASPE/CESPE/AUDITOR DO ESTADO (SECONT ES)/CIÊNCIAS JURÍDICAS/2022)


No tocante ao conflito das leis no tempo e sua eficácia no espaço, julgue o item a seguir.
Ao aplicar, em território nacional, dispositivos de lei estrangeira, o juiz deve fazer uma interpre-
tação sistemática e considerar possíveis remissões feitas a outras leis.

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Dispõe o art. 16 da LINDB:

Art. 16. Quando, nos termos dos artigos precedentes, se houver de aplicar a lei estrangeira, ter-se-á
em vista a disposição desta, sem considerar-se qualquer remissão por ela feita a outra lei.

Errado.

022. (VUNESP/JUIZ LEIGO/TJ RJ/2022) A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro


estabelece que se deve aplicar a lei do país
a) onde foram constituídas as empresas estrangeiras situadas no Brasil, bem como as suas filiais.
b) de nascimento da pessoa para questões sobre o começo e fim da personalidade, o nome, a
capacidade.
c) de domicílio da pessoa para questões sobre a qualificação e regulação das relações concer-
nentes a bens.
d) do de cujus quanto à capacidade de suceder, no caso de sucessão por morte, real ou presumida.
e) onde foram constituídas as obrigações, reputando-se constituída no lugar em que residir o
proponente.

a) Errada. As filiais situadas no Brasil observam a lei brasileira, nos termos do art. 11, § 1º, da LINDB:

Art. 11. As organizações destinadas a fins de interesse coletivo, como as sociedades e as funda-
ções, obedecem à lei do Estado em que se constituirem.
§ 1º Não poderão, entretanto ter no Brasil filiais, agências ou estabelecimentos antes de serem os
atos constitutivos aprovados pelo Governo brasileiro, ficando sujeitas à lei brasileira.

b) Errada. O critério de conexão adotado pelo ordenamento jurídico pátrio para a definição da
lei aplicável é o domicílio, tanto para as regras sobre a capacidade, o nome e os direitos de
família quanto para as regras sobre o começo e o fim da personalidade, conforme se extrai do
art. 7º da LINDB:

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.

c) Errada. Aplica-se a lei do país em que os bens estiverem localizados, conforme prevê o art.
8º da LINDB:

Art. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em que estiverem situados.

d) Errada. Quanto à capacidade para suceder, é a lei do domicílio do herdeiro ou legatário que
a regula, nos termos do art. 10, § 2º, da LINDB:

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Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja
mais favorável a lei pessoal do de cujus.

e) Certa. Aplica-se a lei do país em que se constituírem as obrigações, realmente se reputando


constituída a obrigações decorrente do contrato no lugar em que residir o proponente, nos ter-
mos do § 1º do art. 9º da LINDB:

Art. 9º Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituirem.
§ 1º Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será
esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos
do ato.
§ 2º A obrigação resultante do contrato reputa-se constituida no lugar em que residir o proponente.

Certo.

023. (QUADRIX/ADVOGADO/CRT-MG/2022) Com relação à Lei de Introdução às Normas do


Direito Brasileiro, julgue o item.
A lei que determina o começo da personalidade é a do país em que tiver nascido a pessoa,
enquanto a lei que determina o fim da personalidade é a do país em que tiver ocorrido o óbito
da pessoa.

De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei n. 4.657/1942),


a lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade.

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.

Errado.

024. (QUADRIX/ADVOGADO/CRT-MG/2022) Com relação à Lei de Introdução às Normas do


Direito Brasileiro, julgue o item.
O regime de bens dos nubentes é regido pela lei do país em que tiver sido celebrado o casamento.

Nos termos da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei n. 4.657/1942),


o regime de bens dos nubentes é regido pela lei do país em que tiverem os nubentes domicílio,
e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal.

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Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
§ 1º Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos
dirimentes e às formalidades da celebração.
§ 2º O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou consu-
lares do país de ambos os nubentes.
§ 3º Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do
primeiro domicílio conjugal.
§ 4º O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os nubentes
domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal.

Errado.

025. (QUADRIX/ADVOGADO/CRT-MG/2022) Com relação à Lei de Introdução às Normas do


Direito Brasileiro, julgue o item.
O divórcio realizado em país estrangeiro tem eficácia imediata no Brasil.

Como regra, se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros, o divórcio realizado no estrangeiro


só será reconhecido no Brasil depois de 1 (um) ano da data da sentença, salvo se houver sido
antecedida de separação judicial por igual prazo; nesta hipótese, a sentença homologatória
produzirá efeito imediato, nos termos do art. 7º, § 6º, da Lei de Introdução às Normas do Direito
Brasileiro (Decreto-Lei n. 4.657/1942).

§ 6º O divórcio realizado no estrangeiro, se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros, só será


reconhecido no Brasil depois de 1 (um) ano da data da sentença, salvo se houver sido antecedi-
da de separação judicial por igual prazo, caso em que a homologação produzirá efeito imediato,
obedecidas as condições estabelecidas para a eficácia das sentenças estrangeiras no país. O Su-
perior Tribunal de Justiça, na forma de seu regimento interno, poderá reexaminar, a requerimento
do interessado, decisões já proferidas em pedidos de homologação de sentenças estrangeiras de
divórcio de brasileiros, a fim de que passem a produzir todos os efeitos legais.

Entretanto, cabe ressaltar que com o advento da Emenda Constitucional n. 66, de 13 de julho
de 2010, houve a supressão do requisito de prévia separação judicial por mais de 1 (um) ano
ou de comprovada separação de fato por mais de 2 (dois) anos para fins de divórcio. Desta
forma, entende-se ter havido revogação tácita do parágrafo 6º do art. 7º da LINDB. Entretanto,
para ter efeito no país, o divórcio no estrangeiro preias ser internalizado no país, seja pela via
judicial ou extrajudicial.
Errado.

026. (QUADRIX/ADVOGADO/CRT-MG/2022) Com relação à Lei de Introdução às Normas do


Direito Brasileiro, julgue o item.
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Antônio Alex Pinheiro

As obrigações são regidas pela lei do país em que elas se constituírem.

Exatamente o que dispõe a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei n.


4.657/1942).

Art. 9º Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem.
§ 1º Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será
esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos
do ato.
§ 2º A obrigação resultante do contrato reputa-se constituida no lugar em que residir o proponente.

Certo.

027. (QUADRIX/ADVOGADO/CRT-MG/2022) Com relação à Lei de Introdução às Normas do


Direito Brasileiro, julgue o item.
A lei do domicílio do herdeiro regula a capacidade para suceder.

Exatamente o que dispõe a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei n.


4.657/1942):

Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja
mais favorável a lei pessoal do de cujus.
§ 2º A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder.

Certo.

028. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA EM GESTÃO EDUCACIONAL (SEE PE)/DIREITO/2022)


Julgue o item a seguir, relativos à Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, à pessoa
natural e aos direitos da personalidade.
Situação hipotética: Pedro, boliviano domiciliado no Brasil, possui bens localizados no Brasil e
na Bolívia. Assertiva: Nesse caso, de acordo com a legislação brasileira, para efeito de qualifi-
cação dos bens de Pedro e para a regulação das relações jurídicas que lhes dizem respeito, em
regra, deve ser considerada a lei do país em que cada bem estiver situado.

À situação hipotética constante do item acima aplica-se a regra do art. 8º, caput, da LINDB, cuja
redação é a seguinte:

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Art. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em que estiverem situados.
§ 1º Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário, quanto aos bens móveis que
ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares.
§ 2º O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre a coisa
apenhada.

Certo.

029. (FGV/CONSULTOR LEGISLATIVO (SEN)/ASSESSORAMENTO LEGISLATIVO/DIREITO


INTERNACIONAL PÚBLICO, RELAÇÕES INTERNACIONAIS E DEFESA NACIONAL/2022)
Os elementos de conexão representam o critério que aponta qual o ordenamento jurídico a
ser aplicado em determinada situação. com base na Lei de Introdução às normas do Direito
Brasileiro – LINDB, assinale a opção que apresenta a correta correlação entre o fato jurídico
e o respectivo elemento de conexão.
a) Regras atinentes ao começo e ao fim da personalidade – nacionalidade da pessoa.
b) Casos de invalidade do matrimônio, tendo os nubentes domicílio diverso – primeiro domicí-
lio conjugal.
c) Regulação do penhor – local do bem.
d) Qualificação e regulação de obrigações – domicílio dos contratantes.
e) Capacidade para suceder – nacionalidade do herdeiro ou legatário.

a) Errada. As regras atinentes ao começo e ao fim da personalidade – que compõem o chamado


estatuto pessoal – são determinadas pela lei do país de domicílio da pessoa, consoante art.
7º, caput, LINDB:

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.

b) Certa. É a previsão do § 3º do art. 7º da LINDB:

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. […] § 3º Tendo os nubentes domicílio
diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do primeiro domicílio conjugal.

c) Errada. O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre
a coisa apenhada (art. 8º, § 2º, LINDB).
d) Errada. Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem
(art. 9º, caput, LINDB).
e) Errada. A capacidade sucessória é regida pela lei do domicílio do herdeiro ou legatário, con-
soante art. 10, § 2º, LINDB:

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Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes
seja mais favorável a lei pessoal do de cujus. 2º A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula
a capacidade para suceder.

Letra b.

030. (FCC/AUDITOR FISCAL DO TESOURO ESTADUAL/SEFAZ PE/2022) De acordo com


Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, as regras sobre o começo e o fim da per-
sonalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família são ordinariamente determinadas
segundo a lei do país onde a pessoa
a) for domiciliada.
b) tiver nascido.
c) se encontrar, ainda que a título transitório.
d) tiver morrido.
e) tiver registrado o seu assento de nascimento, mesmo que nascida em outro país.

Trata-se do conteúdo previsto no art. 7º, caput, da LINDB (Decreto-Lei n. 4.657/1942):

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.

Letra a.

031. (FCC/PROCURADOR DO ESTADO DO GOIÁS/2021/XIV) Segundo o entendimento ju-


risprudencial dominante do Supremo Tribunal Federal,
a) existe direito adquirido a regime jurídico quando o seu conteúdo coincidir com a legítima
expectativa de direito.
b) existe direito adquirido a regime jurídico independentemente do exercício desse direito.
c) existe direito adquirido a regime jurídico em matéria de direito de propriedade.
d) existe direito adquirido a regime jurídico em matéria de direito sucessório.
e) não existe direito adquirido a regime jurídico.

O conceito legal de direito adquirido nos é fornecido pelo art. 6º, § 2º, da LINDB, cuja redação
é a seguinte:

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Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito ad-
quirido e a coisa julgada.
§ 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se
efetuou.
§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exer-
cer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo prefixo, ou condição preestabelecida
inalterável, a arbítrio de outrem.
§ 3º Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso.

Por sua vez, a Constituição Federal confere, de forma expressa, proteção a essa categoria,
consoante redação do inciso XXXVI do seu art. 5º, verbis:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: […]
XXXVI – a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;

Em linhas gerais, podemos dizer que direito adquirido é aquele que foi incorporado ao patrimônio
da pessoa, física ou jurídica, cujo exercício pode se dar a qualquer momento.
Nessa perspectiva, sem embargo das interessantes discussões que o tema suscita e nos
mantendo dentro do tema da questão, pode-se concluir que a reiterada jurisprudência do STF é
firme quanto a não existir direito adquirido em relação a regime jurídico, consoante se denota
do seguinte julgado:

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.


MILITAR. ADICIONAL DE INATIVIDADE. SUPRESSÃO. MP 2.131/2000. DIREITO ADQUI-
RIDO A REGIME JURÍDICO. INEXISTÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA
ISONOMIA. INOVAÇÃO DE MATÉRIA EM AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE.
AGRAVO IMPROVIDO.
I – Não há direito adquirido a regime jurídico-funcional pertinente à composição dos
vencimentos nem à permanência do regime legal de reajuste de vantagem, desde que
eventual modificação introduzida por ato legislativo superveniente preserve o montante
global da remuneração, não acarretando decesso de caráter pecuniário. Precedentes.
II – A verificação da efetiva ocorrência de redução remuneratória demanda o exame do
conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula n. 279 desta
Corte. Precedentes.
III – A questão relativa à alegação de ofensa ao princípio da isonomia, suscitada no
agravo regimental, não foi examinada pelo Tribunal de origem, tampouco foi arguida
no recurso extraordinário. É incabível a inovação de fundamento em agravo regimental.
Precedentes.

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Direito Civil
LINDB – Parte II
Antônio Alex Pinheiro

IV – Agravo regimental improvido. (ARE n. 678082/DF-AgR, Rel.: Min. Ricardo Lewando-


wski, Órgão Julgador: 2ª Turma, p. em DJe de 17.9.2012)

Letra e.

032. (FCC/ANALISTA PREVIDENCIÁRIO/MANAUSPREV/ADMINISTRATIVA/2021) De acor-


do com as regras estabelecidas na Lei de Introdução às Normas de Direito Brasileiro, uma
Lei Federal que não seja temporária, salvo disposição contrária, começa a vigorar em todo o
território brasileiro
a) quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada, e segue em vigor até que seja mo-
dificada ou revogada por uma lei posterior, e seus efeitos podem retroagir para afetar a coisa
julgada, o direito adquirido e o ato jurídico perfeito.
b) três meses depois de oficialmente publicada e segue em vigor até que seja modificada ou
revogada por uma lei posterior, mas seus efeitos não podem retroagir para afetar a coisa julgada,
o direito adquirido e o ato jurídico perfeito.
c) no dia em que for oficialmente publicada e segue em vigor até que seja modificada ou revo-
gada por uma lei posterior, mas seus efeitos não podem retroagir para afetar a coisa julgada, o
direito adquirido e o ato jurídico perfeito.
d) quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada, e segue em vigor até que seja mo-
dificada ou revogada por uma lei posterior, mas seus efeitos não podem retroagir para afetar a
coisa julgada, o direito adquirido e o ato jurídico perfeito.
e) três meses depois de oficialmente publicada e segue em vigor até que seja modificada ou
revogada por uma lei posterior, mas seus efeitos podem retroagir para afetar a coisa julgada, o
direito adquirido e o ato jurídico perfeito.

A assertiva está de acordo com os seguintes dispositivos da LINDB. Vejamos:

Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.
Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito ad-
quirido e a coisa julgada.

Letra d.

033. (IESES/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJ RO/PROVIMENTO/2021/ADAPTADA) A Lei


de Introdução às normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei n. 4.657/1942 e suas alterações)
apresenta regras a respeito da aplicação da lei o tempo e lugar. a respeito do assunto, julgue
a afirmativa:

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Direito Civil
LINDB – Parte II
Antônio Alex Pinheiro

As autoridades consulares brasileiras poderão celebrar a separação consensual e o divórcio


consensual de brasileiros, não havendo filhos menores ou incapazes do casal e observados os
requisitos legais quanto aos prazos, devendo constar da respectiva escritura pública as dispo-
sições relativas à descrição e à partilha dos bens comuns e à pensão alimentícia e, ainda, ao
acordo quanto à retomada pelo cônjuge de seu nome de solteiro ou à manutenção do nome
adotado quando se deu o casamento.

A afirmativa está de acordo com o disposto no art. 18, § 1º do Decreto-Lei n. 4.657/1942 (Lei
de Introdução às Normas do Direito Brasileiro).

§ 1º As autoridades consulares brasileiras também poderão celebrar a separação consensual e


o divórcio consensual de brasileiros, não havendo filhos menores ou incapazes do casal e obser-
vados os requisitos legais quanto aos prazos, devendo constar da respectiva escritura pública as
disposições relativas à descrição e à partilha dos bens comuns e à pensão alimentícia e, ainda,
ao acordo quanto à retomada pelo cônjuge de seu nome de solteiro ou à manutenção do nome
adotado quando se deu o casamento.

Certo.

034. (IESES/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJ RO/PROVIMENTO/2021/ADAPTADA) A Lei


de Introdução às normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei n. 4.657/1942 e suas alterações)
apresenta regras a respeito da aplicação da lei o tempo e lugar. a respeito do assunto, julgue
a afirmativa:
Tratando-se de brasileiros, são competentes as autoridades consulares brasileiras para lhes
celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de tabelionato, exceto o registro de nas-
cimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país da sede do Consulado.

Tratando-se de brasileiros, são competentes as autoridades consulares brasileiras para lhes


celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de tabelionato, inclusive o registro de
nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país da sede do Consu-
lado (art. 18, caput, Decreto-Lei n. 4.657/1942).

Art. 18. Tratando-se de brasileiros, são competentes as autoridades consulares brasileiras para
lhes celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de tabelionato, inclusive o registro de
nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país da sede do Consulado.

Errado.

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LINDB – Parte II
Antônio Alex Pinheiro

035. (IESES/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJ RO/PROVIMENTO/2021/ADAPTADA) A Lei


de Introdução às normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei n. 4.657/1942 e suas alterações)
apresenta regras a respeito da aplicação da lei o tempo e lugar. a respeito do assunto, julgue
a afirmativa:
A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em bene-
fício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja
mais favorável a lei pessoal do de cujus.

É o que estabelece o art. 5º, XXXI da Constituição Federal e o art. 10, § 1º do Decreto-Lei n.
4.657/1942.

XXXI – a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pes-
soal do de cujus;
Art. 10, § 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira
em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes
seja mais favorável a lei pessoal do de cujus.

Certo.

036. (IESES/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJ RO/PROVIMENTO/2021/ADAPTADA) A Lei


de Introdução às normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei n. 4.657/1942 e suas alterações)
apresenta regras a respeito da aplicação da lei o tempo e lugar. a respeito do assunto, julgue
a afirmativa:
O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os nubentes
domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal.

A afirmativa corresponde ao disposto no art. 7º, § 4º do Decreto-Lei n. 4.675/1942.

§ 4º O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os nubentes
domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal.

Certo.

037. (QUADRIX/PROFISSIONAL ANALISTA SUPERIOR/CRECI 14/ADVOGADO/2021) A


Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro regula as normas jurídicas de uma maneira
geral, quer sejam do direito público ou do direito privado, e é considerada como uma norma
sobre normas, conforme ressalta Carlos Roberto Gonçalves. acerca dos preceitos contidos
no referido ato normativo, julgue o item a seguir.

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LINDB – Parte II
Antônio Alex Pinheiro

Para regular as relações concernentes a bens, aplica-se a lei do país em que estiverem situados
e, para reger as obrigações, aplica-se a lei do país em que se constituírem.

A afirmativa está de acordo com o que dispõe o art. 8º, caput (lex rei sitiae) e art. 9º, caput (locus
regit actum), do Decreto-Lei n. 4.657/1942 – Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.

Art. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em que estiverem situados.
§ 1º Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário, quanto aos bens moveis que
ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares.
§ 2º O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre a coisa
apenhada.
Art. 9º Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem.

Certo.

038. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DE RORAIMA/2021) Considere as asserções


I e II abaixo:
I – Aplica-se a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebra-
ção de casamento de estrangeiros realizado no Brasil.
PORQUE
II – A aplicação das regras sobre direitos de família são determinados pela lei do país onde foi
realizado o casamento.
A respeito de tais asserções, é correto:
a) As asserções I e II são proposições falsas.
b) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
c) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
d) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
e) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.

A primeira assertiva está correta e corresponde ao comando do § 1º do art. 7º da LINDB, verbis:

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
§ 1º Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos
dirimentes e às formalidades da celebração. […]

Todavia, a segunda assertiva está em desacordo com a norma, uma vez que a aplicação das
regras de direito de família leva em consideração a lei do país onde domiciliada a pessoa, o que
revela o princípio da extraterritorialidade, demonstrando que nosso país adota territorialidade

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Direito Civil
LINDB – Parte II
Antônio Alex Pinheiro

mitigada/temperada/moderada, pois, a um só tempo, temos a aplicação de regras de territoria-


lidade (arts. 8º e 9º, LINDB) e extraterritorialidade (arts. 7º, 10, 12 e 17, LINDB). Assim:
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
Letra e.

039. (CEBRASPE/CESPE/AUDITOR DE FINANÇAS E CONTROLE DE ARRECADAÇÃO DA


FAZENDA ESTADUAL (SEFAZ AL)/2021) A respeito da aplicação das leis, das pessoas jurí-
dicas e dos bens, julgue o item a seguir.
No que tange à aplicação das leis estrangeiras, o Brasil adotou a teoria da territorialidade dita
moderada ou temperada.

Como uma nação evoluída e soberana, no que tange à aplicação das leis estrangeiras, o Brasil
adotou a teoria da territorialidade moderada ou temperada, segundo qual aplica-se a lei brasilei-
ra, podendo ser adotadas, eventualmente, as normas e sentenças de outros países, desde que
respeitados os parâmetros que constam na própria Lei de Introdução. Nesse sentido decidiu o
Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região nos autos 0011392-68.2016.5.09.0011:
A legislação brasileira adotou o Princípio da Territorialidade Moderada, como se observa no
decorrer dos dispositivos da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, de modo que
tanto se aplica o princípio da territorialidade (LICC, § 1º do art. 7º e § 1º do art. 10), e o da ex-
traterritorialidade pelos elementos de conexão, de modo que os Estados permitem que em seu
território se apliquem, em certas hipóteses, normas estrangeiras.
Estabelecem os dispositivos citados no julgado:

Art. 7º, § 1º Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impe-
dimentos dirimentes e às formalidades da celebração.
Art. 10, § 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira
em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes
seja mais favorável a lei pessoal do de cujus.

Certo.

040. (FUMARC/DELEGADO DE POLÍCIA/PC MG/2021) A., domiciliado em Santa Cruz do


Escalvado — MG, foi passear no Vietnã, onde sofreu mal súbito e faleceu. Deixou os herdei-
ros F., G. e R., bem como vasto patrimônio. O herdeiro G. verificou que a lei vietnamita sobre
direito sucessório é mais favorável a ele. Invocou, no inventário judicial, a lei vietnamita para
herdar o dobro do que teria direito pelo direito sucessório brasileiro.
A alegação NÃO pode ser acolhida porque:
a) a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro dispõe de forma contrária.
b) atenta contra a soberania brasileira.

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LINDB – Parte II
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c) lesa o fisco brasileiro.


d) lesa os demais herdeiros.

Nos termos do art. 10 da LINDB, temos que a regra de sucessão é a lei do último domicílio do
defunto, qualquer que seja a natureza dos bens. Veja que a questão trouxe que A foi passear
no Vietnã, e era domiciliado em Minas Gerais.

LINDB. Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o
defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja
mais favorável a lei pessoal do de cujus.
§ 2º A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder.

A única ressalva nessa matéria é com relação à regra de definição da capacidade para suceder,
nos termos do § 2º, que não é o caso cobrado pela questão.
Letra a.

041. (CEBRASPE/CESPE/ATIVIDADES TÉCNICAS DE COMPLEXIDADE GERENCIAL (MJSP)/


TÉCNICO ESPECIALIZADO EM GESTÃO DE ATIVOS E PARCERIAS/2021) Considerando o
disposto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, no que diz respeito à vigência
da norma jurídica, interpretação das leis e eficácia da lei no espaço, julgue o item a seguir.
Pelo princípio da lei do lugar da situação da coisa como elemento de conexão que qualifica os
bens e disciplina as respectivas relações, o penhor regular-se-á pela lei do domicílio da pessoa
em posse da coisa penhorada.

Trata-se do conteúdo previsto no art. 8º, § 2º, da LINDB (Decreto-Lei n. 4.657/1942):

Art. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em que estiverem situados.
§ 2º O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa, em cuja posse se encontre a coisa
apenhada.

Certo.

042. (FAFIPA/ADVOGADO/PREF BARRA DO JACARÉ/2021/ADAPTADA) Sobre as dispo-


sições constantes na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
O divórcio realizado no estrangeiro, se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros, só será reco-
nhecido no Brasil depois de 5 (cinco) anos da data da sentença, salvo se houver sido antecedida
de separação judicial por igual prazo, caso em que a homologação produzirá efeito imediato,
obedecidas as condições estabelecidas para a eficácia das sentenças estrangeiras no país.
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Tomando por base a literalidade do § 6º do art. 7º da LINDB, o divórcio realizado no estrangeiro,


se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros, só será reconhecido no Brasil depois de 1 (um)
ano da data da sentença, salvo se houver sido antecedida de separação judicial por igual prazo,
caso em que a homologação produzirá efeito imediato, obedecidas as condições estabelecidas
para a eficácia das sentenças estrangeiras no país:

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. […]
§ 6º O divórcio realizado no estrangeiro, se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros, só será
reconhecido no Brasil depois de 1 (um) ano da data da sentença, salvo se houver sido antecedi-
da de separação judicial por igual prazo, caso em que a homologação produzirá efeito imediato,
obedecidas as condições estabelecidas para a eficácia das sentenças estrangeiras no país. O Su-
perior Tribunal de Justiça, na forma de seu regimento interno, poderá reexaminar, a requerimento
do interessado, decisões já proferidas em pedidos de homologação de sentenças estrangeiras de
divórcio de brasileiros, a fim de que passem a produzir todos os efeitos legais.

Todavia, é válido destacar que, segundo entendimento que reputamos prevalecente, o prazo
de 1 (um) ano previsto no dispositivo foi tacitamente revogado pela Emenda Constitucional n.
66/2010 (Emenda do Divórcio), que afastou a necessidade de observância de qualquer prazo
para o divórcio.
Errado.

043. (FAFIPA/ADVOGADO/PREF BARRA DO JACARÉ/2021/ADAPTADA) Sobre as dispo-


sições constantes na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
O estrangeiro casado, que se naturalizar brasileiro, pode, mediante expressa anuência de seu
cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega do decreto de naturalização, que se apostile ao
mesmo a adoção do regime de comunhão parcial de bens, respeitados os direitos de terceiros
e dada esta adoção ao competente registro.

É a disposição do § 5º do art. 7º da LINDB:

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. […]
§ 5º – O estrangeiro casado, que se naturalizar brasileiro, pode, mediante expressa anuência de
seu cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega do decreto de naturalização, se apostile ao mesmo
a adoção do regime de comunhão parcial de bens, respeitados os direitos de terceiros e dada esta
adoção ao competente registro.

Certo.

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044. (FAFIPA/ADVOGADO/PREF BARRA DO JACARÉ/2021/ADAPTADA) Sobre as dispo-


sições constantes na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
Salvo o caso de abandono, o domicílio do chefe da família estende-se ao outro cônjuge e aos
filhos, ainda que emancipados, e o do tutor ou curador aos incapazes sob sua guarda.

A regra do art. 7º, § 7º, da LINDB não alcança os filhos emancipados:

Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. […]
§ 7º Salvo o caso de abandono, o domicílio do chefe da família estende-se ao outro cônjuge e aos
filhos não emancipados, e o do tutor ou curador aos incapazes sob sua guarda.

Certo.

045. (FAFIPA/ADVOGADO/PREF BARRA DO JACARÉ/2021/ADAPTADA) Sobre as dispo-


sições constantes na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue a afirmativa:
Será executada no Brasil a sentença proferida no estrangeiro, que reúna os seguintes requisitos:
haver sido proferida por juiz competente; terem sido as partes citadas ou haver-se legalmente
verificado à revelia; ter passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias para
a execução no lugar em que foi proferida; estar traduzida por intérprete autorizado; e ter sido
homologada pelo Superior Tribunal de Justiça.

A banca considerou a assertiva incorreta tomando por base a redação literal do art. 15 da LIN-
DB, verbis:

Art. 15. Será executada no Brasil a sentença proferida no estrangeiro, que reuna os seguintes
requisitos:
a) haver sido proferida por juiz competente;
b) terem sido os partes citadas ou haver-se legalmente verificado à revelia;
c) ter passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias para a execução no
lugar em que foi proferida;
d) estar traduzida por intérprete autorizado;
e) ter sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal.

No entanto, merece ser lembrado que, tendo em vista as alterações promovidas pela Emenda
Constitucional n. 45/2004 (Reforma do Judiciário), a competência para a execução de sentença
estrangeira passou a ser do STJ (art. 105, I, “i”, CRFB/1988).
Certo.

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046. (FAUEL/ADVOGADO/AMEC/2021) Conforme a Lei de Introdução às normas do Direito


Brasileiro, é CORRETO afirmar que:
a) Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país trinta dias depois de ofi-
cialmente publicada.
b) Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será
esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos intrínse-
cos do ato.
c) Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário, quanto aos bens móveis que
ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares.
d) Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em domiciliado o proprietário.

a) Errada. Não havendo disposição legal em sentido contrário, a lei começará a vigorar em todo
país 45 (quarenta e cinco) dias depois de oficialmente publicada, conforme art. 1º, caput, LINDB:

Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.

b) Errada. Com efeito, na execução interna (no Brasil) de obrigações contraídas no estrangeiro,
deverão ser observadas a forma essencial prevista na lei brasileira (lex loci executionis). No
entanto, a LINDB mitiga essa regra, ao dispor acerca da admissibilidade, quanto aos requisitos
extrínsecos do ato, da lei estrangeira:

Art. 9º Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem.
§ 1º Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será
esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos
do ato.
§ 2º A obrigação resultante do contrato reputa-se constituída no lugar em que residir o proponente.

c) Certa. É a disposição do § 1º do art. 8º da LINDB, que excepciona a regra do caput do mesmo


dispositivo (lei da situação da coisa) em razão da natureza cambiante de tais bens:

Art. 8º Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país
em que estiverem situados.
§ 1º Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário, quanto aos bens moveis que
ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares.

d) Errada. Na qualificação de bens e regência das relações a eles concernentes é aplicável o lei
do país onde estiverem situados (lex fori), conforme disposto no já citado art. 8º, caput, LINDB.
Letra c.

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047. (Q859060/CESPE/CEBRASPE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/TRE/


MT/2015) Com base no disposto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, assi-
nale a opção Certo.
a) No tocante aos regramentos do direito de família, adota-se o critério jus sanguinis na referida lei.
b) A sucessão de bens de estrangeiros situados no território brasileiro é disciplinada pela lei
brasileira em favor do cônjuge ou dos filhos brasileiros, mesmo se a lei do país de origem do
de cujus for-lhes mais favorável.
c) Ao confronto entre uma lei especial e outra lei geral e posterior dá-se o nome de antinomia
de segundo grau.
d) Ocorre lacuna ontológica na lei quando existe texto legal para a solução do caso concreto,
mas esse texto contraria os princípios que regem a própria justiça.
e) O juiz poderá decidir por equidade, mesmo sem previsão legal.

Conforme a LINDB:
a) Errada. Conforme art. 7º da LINDB, a lei do país em que domiciliada a pessoa determina as
regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
b) Errada. Conforme o art. 10, § 1º da LINDB, a sucessão de bens de estrangeiros, situados no
País, será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de
quem os represente, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus;
c) Certa. Antinomia significa conflito aparente de normas, utilizando-se os critérios cronológico,
da especialidade e da hierarquia para sua solução. Na antinomia de primeiro grau: um critério
soluciona a antinomia, já na antinomia de segundo grau: utiliza-se mais de um critério.
d) Errada. A lacuna ontológica ocorre quando existe texto legal para o caso concreto, mas sem
eficácia social.
e) Errada. Conforme o parágrafo único do art. Art. 140 do CPC:

Art. 140. O juiz não se exime de decidir sob a alegação de lacuna ou obscuridade do ordenamento
jurídico.
Parágrafo único. O juiz só decidirá por equidade nos casos previstos em lei

Letra c.

048. (Q1301323/IADES/ADVOGADO/CRC/2015) Acerca da Lei de Introdução ao Código


Civil n. 4.657/1942, assinale a alternativa Certo.
a) A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que nasceu o indivíduo fa-
lecido ou desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
b) As leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer declarações de vontade, terão
eficácia no Brasil, mesmo quando ofenderem os bons costumes.

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LINDB – Parte II
Antônio Alex Pinheiro

c) Os governos estrangeiros não podem adquirir a propriedade dos prédios necessários à sede
dos representantes diplomáticos ou dos agentes consulares.
d) Os governos estrangeiros, bem como as organizações de qualquer natureza, que eles tenham
constituído, dirijam ou hajam investido de funções públicas, poderão adquirir no Brasil bens
imóveis ou susceptíveis de desapropriação.
e) No caso de brasileiros, são competentes as autoridades consulares brasileiras para lhes
celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de tabelionato, inclusive o registro de
nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país da sede do Consulado.

Conforme a LINDB:
a) Errada. Conforme art. 10 da LINDB, a sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do
país em que domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situa-
ção dos bens;
b) Errada. Conforme o art. 17 da LINDB, as leis, atos e sentenças de outro país, bem como
quaisquer declarações de vontade, não terão eficácia no Brasil, quando ofenderem a soberania
nacional, a ordem pública e os bons costumes;
c) Errada. Conforme o art. 11, § 3º da LINDB, os Governos estrangeiros podem adquirir a proprie-
dade dos prédios necessários à sede dos representantes diplomáticos ou dos agentes consulares
d) Errada. Conforme o art. 11, § 2º da LINDB, os Governos estrangeiros, bem como as organiza-
ções de qualquer natureza, que eles tenham constituído, dirijam ou hajam investido de funções
públicas, não poderão adquirir no Brasil bens imóveis ou susceptíveis de desapropriação.
e) Certa. Conforme o art. 18 da LINDB, tratando-se de brasileiros, são competentes as autorida-
des consulares brasileiras para lhes celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de
tabelionato, inclusive o registro de nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira
nascido no país da sede do Consulado.
Letra e.

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LINDB – Parte II
Antônio Alex Pinheiro

REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal, 1988.

BRASIL. Decreto-Lei n. 4.657, de 4 de setembro de 1942. Brasília: Senado Federal, 1988.

BRASIL. Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Brasília: Senado Federal, 1988.

GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil esquematizado. 11. ed. Editora Saraiva, 2021.

Antônio Alex Pinheiro


Doutorando em Direito pelo UniCEUB; mestre pela UnB; bacharel em Direito e Engenharia Elétrica pela
UnB. Possui licenciatura em Física; pós-graduação em Direito Notarial e Registral, Direito Processual Civil
e Gestão Pública. Atua como advogado voluntário no Núcleo Cível de Tribunais Superiores da Defensoria
Pública do DF. Servidor público federal aprovado em vários concursos públicos.

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A sucessão por morte ou ausência obedece à lei do país onde o falecido ou desaparecido tinha seu domicílio . No caso de estrangeiros, a sucessão de bens situados no Brasil pode aplicar a lei brasileira em benefício do cônjuge ou filhos brasileiros, ou de seus representantes, sempre que isso lhes for mais favorável do que a lei pessoal do falecido .

A LINDB requer que sentenças estrangeiras para serem executadas no Brasil devem ser homologadas pelo Superior Tribunal de Justiça, cumprindo requisitos como tradução por intérprete autorizado e que as partes tenham sido devidamente citadas ou tenham sido legalmente verificadas à revelia . Essa normatização assegura que a execução dessas sentenças respeite a ordem pública brasileira, garantindo que as decisões estrangeiras estejam em conformidade com princípios fundamentais da justiça .

A regra de irretroatividade no Brasil implica que a aplicação das leis deve ser projetada para efeitos futuros, não afetando situações jurídicas consolidadas no passado . No entanto, a irretroatividade pode ser flexibilizada quando se faz necessário respeitar o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada, assegurando a segurança jurídica e a estabilidade dos atos anteriormente válidos e consumados .

A retroatividade de novas leis no Brasil é admitida apenas em casos específicos, de modo que a nova legislação não pode violar o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada . O ato jurídico perfeito refere-se à ação já consumada segundo a legislação vigente no momento em que foi realizada, o direito adquirido é aquele que já se incorporou definitivamente ao patrimônio de uma pessoa, e a coisa julgada é a decisão judicial inapelável . Assim, a aplicação da nova lei não pode retroagir de forma a afetar esses três elementos fundamentais do direito, assegurando a estabilidade e previsibilidade das normativas e decisões anteriores.

A LINDB especifica que a qualificação e regência das obrigações são determinadas pela lei do país onde a obrigação foi constituída . Isso significa que, para contratos e obrigações internacionais, a lei predominante é a do local de sua formação, embora, se a obrigação deva ser executada no Brasil, será possível observar particularidades da lei estrangeira, respeitando-se, no entanto, os requisitos essenciais da forma conforme a legislação brasileira .

A LINDB define que a lei do país em que a pessoa está domiciliada determina as normas sobre o começo e o fim da personalidade, bem como o nome, capacidade e direitos de família . Portanto, a questão do início e término da personalidade jurídica está subordinada às normas do domicílio, reforçando a conexão entre a ordem jurídica do local de domicílio da pessoa e as regras que delimitam sua capacidade jurídica .

A LINDB estipula que leis, atos e sentenças de origem estrangeira, assim como declarações de vontade realizadas fora do Brasil, não terão eficácia no território nacional se contrariarem a soberania nacional, a ordem pública e os bons costumes . Isto significa que, mesmo que uma sentença ou lei estrangeira seja válida em seu país de origem, para efeito e execução no Brasil, deve-se verificar se estes três requisitos são respeitados, preservando assim os valores fundamentais e a harmonia social interna .

Para a qualificação e regulação das relações com bens, a LINDB determina a aplicação da lei do país onde os bens estão situados . Contudo, para bens móveis que são transportados entre países ou que estejam sob a posse de alguém em trânsito, aplica-se a lei do domicílio do proprietário .

O Superior Tribunal de Justiça tem o papel de processar e julgar a homologação de sentenças estrangeiras e conceder o exequatur às cartas rogatórias . Este procedimento é necessário para que uma sentença estrangeira possa ter eficácia no Brasil, assegurando que ela cumpre com os requisitos legais e não contraria os princípios fundamentais do direito brasileiro .

Os atos notariais e registrais praticados por autoridades consulares brasileiras no exterior são devidamente reconhecidos no Brasil, incluindo o casamento, registro civil e de óbito de filhos de brasileiros nascidos no país sede do consulado . A LINDB estabelece que esses atos são possíveis através dos consulares, desde que ambos os nubentes sejam brasileiros, para atos como casamento, separação consensual e divórcio consensual, respeitando as configurações legais pertinentes .

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