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LINDB: Introdução e Normas do Direito

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DIREITO CIVIL

LINDB – Parte I

Livro Eletrônico
DIREITO CIVIL
LINDB – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

Sumário
Apresentação......................................................................................................................................................................3
LINDB – Parte I..................................................................................................................................................................5
1. Introdução ao Tema.....................................................................................................................................................5
2. Hierarquia, Vigência, Interpretação, Integração e Eficácia. ................................................................6
2.1. Hierarquia das Normas Jurídicas.....................................................................................................................6
2.2. Vigência e Eficácia..................................................................................................................................................8
2.3. Supressão das Leis.. .............................................................................................................................................16
2.4. Antinomia..................................................................................................................................................................23
2.5. Interpretação das Normas Jurídicas..........................................................................................................25
2.6. Integração das Normas Jurídicas................................................................................................................27
Resumo................................................................................................................................................................................33
Mapa Mental.....................................................................................................................................................................35
Exercícios............................................................................................................................................................................38
Gabarito...............................................................................................................................................................................48
Gabarito Comentado....................................................................................................................................................49
Referências........................................................................................................................................................................ 78

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DIREITO CIVIL
LINDB – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

Apresentação
Olá, querido(a) aluno(a), tudo bem?
Sou o Professor Antônio Alex Pinheiro.
Sou graduado em Engenharia Elétrica e Direito pela UnB, com Mestrado também pela
UnB, cursando atualmente o Doutorado em Direito pelo UniCeub. Possuo pós-graduação em
Direito Processual Civil, em Direito Notarial e Registral e em Gestão Pública. Também finalizei
o curso de graduação de licenciatura em Física.
Minha experiência com concursos públicos começou no ano de 2.003 e continua até então,
nessa trajetória fui aprovado nos concursos públicos da Caixa Econômica Federal, Polícia Ro-
doviária Federal, Polícia Federal, Curso de Oficial da PMDF, professor da Secretaria de Educação
do Distrito Federal, professor do Instituto Federal de Brasília e Anatel. Atualmente ocupo o
cargo de Especialista em Regulação na Anatel. Recentemente logrei êxito na aprovação para
o cargo de Notário e Registrador dos Tribunais de Justiça do Ceará e do Amazonas, quando
aprofundei meus estudos em relação ao Direito Civil. No concurso para o cargo de Notário
ou Registrador, o conteúdo de Direito Civil tem um peso extremamente importante nas três
fases: prova objetiva, prova discursiva e prova oral.
Desde o ano de 2015, exerço também a advocacia voluntária pela Defensoria Pública do
DF na área de Direito Civil. Atualmente estou lotado no núcleo de Defensoria Pública do DF
junto aos Tribunais Superiores, atividade que me trouxe grande aprendizado na área de Direi-
to Civil. Como fruto de minhas pesquisas, recentemente também publiquei livros na área de
Direito Civil. Assim, quero compartilhar minhas experiências adquiridas ao longo da minha
vida para lhe auxiliar em seu processo de aprovação.
O nosso curso de Direito Civil foi elaborado sabendo que o concurseiro não dispõe de mui-
to tempo disponível para seu estudo, com cada aula estrategicamente pensada e elaborada
com os principais conceitos relacionados com o respectivo assunto para facilitar o entendi-
mento e a fixação do conteúdo. Além do mais, tendo em vista a forte cobrança de lei seca
em questões de Direito Civil, para economizar seu tempo, sempre farei menção aos artigos
correspondentes ao conteúdo estudado. Assim, além de você entender o conceito estudado,
vai saber como o assunto é disposto na respectiva redação da lei.
Ao final da aula, apresento uma lista de exercícios dos últimos anos que permitem a fixa-
ção do conteúdo estudado. Por fim, os esquemas e resumos das aulas trazem os principais
pontos estudados em cada aula. Quanto aos mesmos, recomendo que sejam estudados entre
os intervalos das aulas para facilitar a fixação do conteúdo.
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Por favor: material
obrigatório! Então, fica ligado no curso GRAN. Estou esperando as dúvidas no Fórum do aluno!
Muito bem-vindo ao nosso curso, vamos ao trabalho!!!!
“Nenhum obstáculo é tão grande se sua vontade de vencer for maior.”

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Antônio Alex Pinheiro

Forte abraço e bons estudos!


Antônio Alex Pinheiro
@prof._antonio_alex

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LINDB – PARTE I

1. Introdução ao Tema
A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), Decreto-Lei n. 4.567/1942, é
um conjunto de normas que disciplina outras normas jurídicas, de todos os ramos do direito,
seja público ou privado. É um conjunto de norma de SOBREDIREITO e é chamada de LEX
LEGUM, ou seja, a LEI DAS LEIS.
Antigamente a lei era chamada de Lei de Introdução do Código Civil, tendo o seu campo
de aplicação ampliado e a redação da ementa alterada por meio da Lei n. 12.376/2010. Em
2018, a Lei n. 13.655/2018 inclui diversos artigos que trazem disposições sobre segurança
jurídica e eficiência na criação e na aplicação do direito público.
São caraterísticas da LINDB:

Disciplina outras normas


jurídicas

LINDB
Características
Aplicável a todos os
ramos do Direito

A LINDB contém as seguintes disposições normativas:

LINDB

Normas sobre
Vigência,
Aplicação da Lei Aplicação da Lei Segurança e
Interpretação e
no Tempo no Espaço Eficiência de
Integração.
Direito Público

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2. Hierarquia, Vigência, Interpretação, Integração e Eficácia


2.1. Hierarquia das Normas Jurídicas
Para estudar a hierarquia das normas jurídicas é necessário compreender rapidamente
a chamada “pirâmide de Kelsen”, elaborada por um jurista austríaco para fundamentar a hie-
rarquia das normas jurídicas.
Por essa teoria, as normas jurídicas inferiores retiram seu fundamento de validade das
normas jurídicas superiores. Assim, no topo da pirâmide está a Constituição e as normas
equiparáveis ao texto constitucional, sendo o fundamento de validade de todas as demais
normas jurídicas do sistema. Desta forma, nenhuma norma do ordenamento jurídico pode
se opor às normas constitucionais. Abaixo, estão as seguintes normas infraconstitucionais:
• Leis complementares: normas que se situam entre a norma constitucional e as leis ordi-
nárias, tratando de matérias especiais que não podem ser deliberadas em leis ordinárias
e cuja aprovação exige quórum especial, aprovadas pelo Congresso Nacional;
• Leis ordinárias: são normas que regulam matérias comuns, cuja aprovação não exige
quórum especial, aprovadas pelo Congresso Nacional;
• Leis delegadas: elaboradas pelo Poder Executivo, por autorização expressa do Poder
Legislativo, com a mesma posição hierárquica das leis ordinárias;
• Medidas Provisórias: estão no mesmo plano das leis ordinárias e das leis delegadas,
editadas pelo Poder Executivo, que exerce função normativa nos casos previstos na
Constituição Federal. O texto constitucional permite que o Presidente da República adote
essa função normativa, com força de lei, em casos de relevância e urgência, devendo
submetê-las de imediato ao Congresso Nacional, sob pena de perda de eficácia.
• Decretos legislativos: são normas por meio das quais se materializam as competências
exclusivas do Congresso Nacional, como, por exemplo, autorização para o Presidente da
República declarar guerra, a celebrar a paz, bem como, os decretos legislativos também
disciplinam efeitos decorrentes de medida provisória que não foi convertida em lei.
• Resoluções: são normas expedidas pelo Poder Legislativo para regular matérias de
competência privativa da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, tanto matérias
de natureza administrativa, como matérias de natureza política.
• Decretos Regulares: normas jurídicas expedidas pelo chefe do Poder Executivo com
objetivo de regulamentar/detalhar as disposições gerais e abstratas previstas em lei.
• Portarias: ato administrativo ordinário, ou seja, ato que tem como finalidade disciplinar
o funcionamento da Administração Pública ou a conduta de seus agentes.
A seguir, uma pequena ilustração com objetivo de ilustrar a pirâmide de Kelsen quanto à
hierarquia das normas jurídicas:

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NORMAS CONSTITUCIONAIS

LEIS COMPLEMENTARES

LEIS ORDINÁRIAS

LEIS DELEGADAS

MEDIDAS PROVISÓRIAS

DECRETOS LEGISLATIVOS

RESOLUÇÕES

DECRETOS REGULARES

PORTARIAS

001. (IBADE/TÉCNICO/CM PORTO VELHO/LEGISLATIVO/2018) Sobre as espécies norma-


tivas do processo legislativo é correto afirmar que:
a) Decreto Legislativo e espécie normativa veiculadora das competências exclusivas do Con-
gresso Nacional. Apresenta necessidade de sanção ou veto pelo Presidente da República.
b) Lei Delegada é ato normativo elaborado peio Presidente da República com autorização ex-
pressa do Poder Judiciário.
c) Medida Provisória constitui ato normativo primário e tem força de lei. O Congresso Nacional.
diante de urgência e relevância, pode expedir medidas provisórias, que possuem força de lei
pelo período de sessenta dias.
d) Lei Complementar apresenta o mesmo processo legislativo da lei ordinária, com exceção do
quórum, pois o art. 69 da CF exige maioria absoluta. A matéria reservada à lei complementar
não pode ser veiculada por medida provisória, tampouco por lei delegada, dessa forma, deve
ser exclusiva.
e) Emenda Constitucional e a espécie normativa encarregada de inovar a ordem constitucional,
apresenta rito ordinário e é considerada ato infraconstitucional se ainda não aprovada.

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a) Errada. O Decreto Legislativo é espécie normativa veiculadora das competências exclusivas


do Congresso Nacional, constantes do art. 49 da Constituição Federal de 1.988. Contudo, não se
submete à sanção ou veto pelo Presidente da República, justamente por veicular competências
deliberativas do Congresso Nacional.
b) Errada. Nos termos do art. 68 da Constituição Federal, a lei Delegada é ato normativo elabo-
rado peio Presidente da República com autorização expressa do Congresso Nacional.
c) Errada. O art. 68 da Constituição Federal de 1988 atribuiu ao Presidente da República, tão
somente, a legitimidade de editar medidas provisórias com força de lei, nos casos de relevância
e urgência.
d) Certa. A lei complementar e a lei ordinária se diferenciam em apenas nos aspectos material
e formal. No que concerne ao aspecto material, a lei complementar só poderá tratar de matéria
taxativamente prevista na Constituição Federal, enquanto todas as demais matérias deverão
ser objeto de lei ordinária. A distinção formal se refere ao quórum de votação destas leis, pois
enquanto que o art. 69 da Constituição Federal de 1.988 exige maioria absoluta para aprovação
das leis complementares, o art. 47 também da Constituição Federal de 1.988 exige maioria
simples para aprovação das leis ordinárias.
e) Errada. O processo de aprovação das emendas constitucionais se submetem a um processo
legislativo especial (e não ordinário), já que para sua aprovação exige-se um quórum qualificado
de 3/5 dos votos dos membros de cada Casa do Congresso Nacional, nos termos do art. 60, §
2º da Constituição Federal de 1.988.
Letra d.

2.2. Vigência e Eficácia


Para falarmos de vigência e eficácia das leis, vamos fazer uma pequena digressão sobre
Direito Constitucional, mais especificamente sobre processo legislativo.
O processo legislativo é sequência de atos, regulados por normas constitucionais e regi-
mentais, que devem ser cumpridos para a produção de espécies normativas que tem funda-
mento na própria Constituição. De forma simplificada, o processo legislativo para a produção
de uma lei ordinária passa pelas seguintes fases:

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A iniciativa é a faculdade atribuída a uma pessoa ou órgão para iniciar o processo legisla-
tivo. Após a apresentação do projeto de lei na Câmara dos Deputados ou no Senado Federal,
inicia-se a fase de deliberação parlamentar, na qual o projeto de lei passará a ser discutido e
votado em ambas as casas legislativas, na forma dos seus regimentos internos. Em seguida
vem a fase de deliberação executiva, podendo o projeto ser vetado ou sancionado pelo Pre-
sidente da República.
A sanção é a concordância do Presidente da República com o texto do projeto de lei e é
o ato que transforma o projeto de lei em lei. A promulgação de uma lei (e não do projeto de
lei) é um atestado do surgimento de uma nova lei no ordenamento jurídico (existência) e de
sua executoriedade, ainda que não esteja em vigor e nem seja eficaz.
Por fim, tem-se a publicação, que é o ato que torna público a existência e o conteúdo da
nova lei. Desta forma, as disposições normativas da LINDB começam a ser aplicadas somente
a partir do nascimento da lei, ou seja, a partir da PUBLICAÇÃO.
Feita essa contextualização, vamos ao ponto que nos interessa: em que momento a lei
passar a produzir efeitos, passa a vigorar? A LINDB traz os seguintes dispositivos:

Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.
§ 1º nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três
meses depois de oficialmente publicada.

Ou seja, a lei passa a vigorar na data especificada na própria lei. Caso a data não seja
especificada, entrará em vigor, no Brasil, 45 dias após a publicação no DOU e 3 meses após
a publicação, no exterior. O intervalo de tempo compreendido entre a data de publicação da
lei e a data em que ela entra em vigor tem o nome de vacatio legis. Vamos praticar:

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002. (VUNESP/ENCARREGADO/PREF ARUJÁ/CADASTRO IMOBILIÁRIO/2019/EDITAL


N. 3542) A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, Decreto Lei n. 4.657, de 4 de
setembro de 1942, estabelece que:
a) Em regra, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente
promulgada.
b) Em outros países, a lei brasileira, quando admitida, começa a ser obrigatória noventa dias
depois de oficialmente publicada.
c) Em regra, a lei revogada se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência.
d) Destinando-se à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a revogue.
e) Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação do texto da lei, destinada à correção,
o prazo para começar a vigorar começará a correr da nova publicação.

a) Errada. Olha a pegadinha: nos termos do art. 1º da LINDB: salvo disposição contrária, a lei
começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente PUBLICADA.
Não é promulgada.
b) Errada. Nos termos do art. 1º, § 1º da LINDB: Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade
da lei brasileira, quando admitida, se inicia três meses depois de oficialmente publicada.
c) Errada. Nos termos do art. 1º § 3º da LINDB: Salvo disposição em contrário, a lei revogada
não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência.
d) Errada. Nos termos do art. 2º da LINDB, não se destinando à vigência temporária, a lei terá
vigor até que outra a modifique ou revogue.
e) Certa. Nos termos do art. 1º § 3º da LINDB: Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova
publicação de seu texto, destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores
começará a correr da nova publicação.
Letra e.

003. (Q1247105/INSTITUTO AOCP/ADVOGADO/EBSERH/2015) Durante o prazo de vacatio


legis, qual lei se aplica?
a) O Código Civil, uma vez que trata-se de uma lei geral.
b) A lei antiga.
c) A lei nova que foi publicada.
d) A lei que mais beneficiar o réu.
e) Os advogados das partes indicarão uma legislação, para que o juiz aplique.

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Conforme os arts. 1º e 2º da LINDB, a nova lei só entra em vigor após passado o prazo da vacatio
legis. Consequentemente, durante esse período, vige a lei antiga.
Certo.

004. (Q1014681/VUNESP/ANALISTA TRIBUTÁRIO FINANCEIRO I/2018) Compreende-se


por vacatio legis
a) a obrigatoriedade de cumprimento de determinada lei.
b) o prazo de vigência de uma lei temporária.
c) o tempo de vacância entre a data de publicação de determinada lei e sua efetiva vigência.
d) a restauração de vigência de determinada lei, por ter a lei revogadora perdido a vigência.
e) a utilização da analogia, dos costumes e dos princípios gerais de direito em caso de omis-
são da lei.

Vacatio legis corresponde ao período de tempo compreendido entre a data da publicação da


lei e sua efetiva vigência.
Letra c.

Adota-se o prazo de vigência único ou sincrônico, ou simultâneo, segundo o qual a lei


entra em vigor de uma só vez em todo o país.

Observe que, no exterior, o prazo é de 3 meses, e não de 90 dias.


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005. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR DO ESTADO DE RONDÔNIA/2022) Segundo a


Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, a regra geral, quando aplicável, é que a lei
brasileira, depois de oficialmente publicada, inicia sua vigência em
a) 45 dias em todo o país e em 3 meses nos Estados estrangeiros.
b) 3 meses em todo o país e nos Estados estrangeiros.
c) 30 dias em todo o país e em 45 dias nos Estados estrangeiros.
d) 30 dias em todo o país e em 3 meses nos Estados estrangeiros.
e) 30 dias em todo o país e nos Estados estrangeiros.

Segundo a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei n. 4.657/1942), a


regra geral, quando aplicável, é que a lei brasileira, depois de oficialmente publicada, inicia sua
vigência em 45 dias em todo o país e em 3 meses nos Estados estrangeiros, conforme esta-
belece o art. 1º, caput e § 1º

Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.
§ 1º Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três
meses depois de oficialmente publicada.
§ 2º (Revogado pela Lei n. 12.036, de 2009).
§ 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção,
o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação.
§ 4º As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

Letra a.

006. (Q1207049/CESPE/CEBRASPE/ANALISTA JURÍDICO/ÁREA DIREITO/PGDF/2020)


Considerando as regras da LINDB, do Código Civil e a jurisprudência do STJ sobre aplicabili-
dade e interpretação das regras civilistas, julgue os itens a seguir.
Em relação ao início de vigência de uma lei, no Brasil, adota-se o critério da vigência progressiva,
ou seja, uma lei nova passa a ter vigência primeiro para os Estados e depois para os Municípios.

Conforme art. 1º da LINDB, a lei começa a vigorar no país 45 dias depois de oficialmente pu-
blicada. Assim, a regra no Brasil é da vigência sincrônica em todo país, entrando em vigor ao
mesmo tempo tanto em Estados como municípios. A vigência progressiva, ou seja, com a lei
entrando em vigor em tempos diferentes nas unidades da federação é uma exceção.

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Além disso, convém conhecer as seguintes regras existentes na Lei Complementar n. 95/1998
quanto ao prazo de entrada em vigor:

Art. 8º A vigência da lei será indicada de forma expressa e de modo a contemplar prazo razoável
para que dela se tenha amplo conhecimento, reservada a cláusula “entra em vigor na data de sua
publicação” para as leis de pequena repercussão.
§ 1º A contagem do prazo para entrada em vigor das leis que estabeleçam período de vacância
far-se-á com a inclusão da data da publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor no dia
subseqüente à sua consumação integral.
§ 2º As leis que estabeleçam período de vacância deverão utilizar a cláusula ‘esta lei entra em vigor
após decorridos (o número de) dias de sua publicação oficial.

Errado.

007. (CESPE/CEBRASPE/AUDITOR-FISCAL DE CONTROLE EXTERNO/DIREITO/TCE-


-SC/2016) Caso determinada lei tivesse sido publicada no dia doze de fevereiro — sexta-feira
—, o prazo de vacatio legis começaria a fluir no dia quinze de fevereiro.

Na questão acima, a afirmativa está errada porque o prazo de vacatio legis começaria no pró-
prio dia doze de fevereiro, em obediência ao art. 8º, § 1º da Lei Complementar n. 95/1998.
Complementando o entendimento, caso o final do vacatio legis caísse em uma sexta-feira, a lei
entraria em vigor no dia subsequente, um sábado. Não há previsão em lei que o dia da entrada
em vigor seja dia útil.
Errado.

008. (VUNESP/PROCURADOR JURÍDICO/CM MONTE ALTO/2019) A respeito da vigência


das leis, assinale a alternativa Certo.
a) Salvo disposição expressa em sentido contrário, a lei brasileira entra em vigor em 45 dias em
todo o território nacional e em 3 meses nos Estados estrangeiros onde for admitida, contados
desde a publicação.
b) Pequenas alterações e correções de texto legal podem ser realizadas durante a vacatio legis,
sem que isso implique interrupção ou suspensão do prazo, desde que haja nova publicação do
texto integral da lei antes de escoado o prazo da vacatio legis.
c) Se, depois de escoado o prazo da vacatio legis, ocorrer nova publicação da lei com pequenas
alterações e correções de texto, considera-se republicada a lei anterior, sem necessidade de
cumprimento de novo prazo de vacância.
d) Por força do princípio da repristinação, salvo disposição expressa em sentido contrário, a
revogação da lei que rovogou lei anterior tem como consequência a restauração da vigência
da lei revogada.

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e) Na contagem do prazo para entrada em vigor da lei publicada, exclui-se o dia da publicação
e inclui-se o último dia do prazo, entrando em vigor na data subsequente à consumação inte-
gral do prazo.

a) Certa. Conforme art. 1º, caput e o § 2º da LINDB: art. 1º Salvo disposição contrária, a lei
começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada. § 1º
Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três
meses depois de oficialmente publicada.
b) Errada. Conforme art. 1º[…] § 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação
de seu texto, destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará
a correr da nova publicação.
c) Errada. As correções após o prazo de vacatio legis, quando já em vigor a lei, considera-se lei
nova, conforme prevê § 3º do art. 1º da LINDB, sujeita, portanto, à regra do caput do mesmo
dispositivo: art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta
e cinco dias depois de oficialmente publicada. § 4º As correções a texto de lei já em vigor con-
sideram-se lei nova.
d) Errada. É vedado, em regra, o efeito repristinatório da lei, nos termos do § 3º do art. 2º da
LINDB. Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifi-
que ou revogue. § 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei
revogadora perdido a vigência.
e) Errada. O dia da publicação inclui-se na contagem, nos termos do § 1º do art. 8º da LC 95/1998:
art. 8º A vigência da lei será indicada de forma expressa e de modo a contemplar prazo razoável
para que dela se tenha amplo conhecimento, reservada a cláusula “entra em vigor na data de
sua publicação” para as leis de pequena repercussão. § 1º A contagem do prazo para entrada
em vigor das leis que estabeleçam período de vacância far-se-á com a inclusão da data da
publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor no dia subseqüente à sua consumação
integral. § 2º As leis que estabeleçam período de vacância deverão utilizar a cláusula ‘esta lei
entra em vigor após decorridos (o número de) dias de sua publicação oficial.
Letra a.

E se houver uma nova publicação do texto da lei, para corrigir eventual erro detectado? A
resposta está na LINDB:

Art. 1º […]
§ 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção,
o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação.
§ 4º As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

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Ou seja, caso a correção (nova publicação) ocorrer durante o período de vacatio legis,
inicia-se um novo vacatio legis a partir da nova publicação. O prazo começará a correr nova-
mente APENAS em relação à parte modificada. A parte que foi modificada se submete a um
novo prazo de vacatio legis, sem prejuízo do prazo de vacatio legis já decorrido em relação
à parte não modificada. Caso a necessidade de correção seja verificada após o término do
vacatio legis, considera-se que a correção deve ser feita por meio de outra lei, isto é, deverá
haver novo processo legislativo e não somente a publicação da lei corrigida. Embora, seja
uma questão antiga, vale fazer um estudo da mesma para entender a correção de textos de
lei ainda dentro do período de vacatio legis.

009. (VUNESP/JUIZ/TJSP/2011)
a) Se durante a vacatio legis ocorrer nova publicação de texto de lei, destinada a correção, o
prazo da obrigatoriedade, com relação à parte corrigida, começará a correr da nova publicação.
b) Os direitos adquiridos na vigência de lei publicada com incorreções são atingidos pela pu-
blicação do texto corrigido.
c) As correções a texto de lei em vigor consideram-se lei nova, tornando-se obrigatórias de imediato.
d) A lei nova que estabelece disposições gerais a par das já existentes revoga a lei anterior.
e) A lei nova que estabelece disposições especiais a par das já existentes revoga a lei anterior.

a) Certa. Na interpretação majoritária do art. 1º, § 3º da LINDB, caso a correção (nova publica-
ção) ocorrer durante o período de vacatio legis, inicia-se um novo vacatio legis a partir da nova
publicação. O prazo começará a correr novamente APENAS em relação à parte modificada. A
parte que foi modificada se submete a um novo prazo de vacatio legis, sem prejuízo do prazo
de vacatio legis já decorrido em relação à parte não modificada.
b) Errada. Nos termos do art. 6º da LINDB, a Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados
o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.
c) Errada. Nos termos do art. 1º, § 4º as correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei
nova. Entretanto, não necessariamente a lei terá efeito imediato, isso, porque, pode haver período
de vacatio legis, conforme art. 1º da LINDB.
d) Errada. Nos termos do art. 1º, § 2º da LINDB, a lei nova, que estabeleça disposições gerais
ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior.
e) Errada. Nos termos do art. 1º, § 2º da LINDB, a lei nova, que estabeleça disposições gerais
ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior.
Letra a.

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DIREITO CIVIL
LINDB – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

Obs.: a presente aula se filia ao entendimento de interpretação majoritária, citando, por


exemplo, Carlos Roberto Gonçalves, Maria Helena Diniz e Caio Mário. Se houver uma
nova publicação do texto da lei para correção, e se a correção (nova publicação)
ocorrer durante o período de vacatio legis, inicia-se um novo vacatio legis a partir da
nova publicação. O prazo começará a correr novamente APENAS em relação à parte
modificada. A parte que foi modificada se submete a um novo prazo de vacatio legis,
sem prejuízo do prazo de vacatio legis já decorrido em relação à parte não modificada.

010. (Q661014/CESPE/CEBRASPE/ATIVIDADES DE COMPLEXIDADE INTELECTUAL/ÁREA


NÍVEL SUPERIOR/2013) Com referência à Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro
(LINDB), julgue os itens seguintes.
Caso tenha sido publicada uma lei estabelecendo que a pessoa idosa, a partir de 65 anos de
idade, deverá ter descontos de 20% nas passagens de avião e, posteriormente, no período de
60 dias, publique-se lei retificando a idade para 60 anos, esta será considerada lei nova.

Conforme art. 1º, § 4º da LINDB, as correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.
Certo.

Após a entrada em vigor, é obrigatório o cumprimento das leis, não podendo ninguém
descumpri-la alegando o desconhecimento:

Art. 3º Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece.

Este é o princípio da obrigatoriedade das leis.

2.3. Supressão das Leis


Após a entrada em vigor, vale o princípio da continuidade das leis, ou seja, em regra as
leis são editadas para vigorar por prazo indeterminado. A supressão da eficácia da lei, de sua
força obrigatória só é possível por meio de outra lei. As exceções são as leis temporárias e
as leis excepcionais. O princípio está disposto no art. 2º da LINDB:

Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.

As leis temporárias têm o prazo de vigência previsto expressamente em seu corpo. Exemplo
disso é a Lei n. 12.663/12, que dispõe sobre as medidas relativas à Copa das Confederações
FIFA 2013, à Copa do Mundo FIFA 2014 e aos eventos relacionados. Essa lei criou alguns tipos
penais com validade definida:

Art. 36. Os tipos penais previstos neste Capítulo terão vigência até o dia 31 de dezembro de 2014.

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Antônio Alex Pinheiro

011. (Q1104102 (FUNCAB/DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL/PCPA/2016) De acordo com a


Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro:
a) a revogação da lei anterior por lei posterior, quando houver incompatibilidade entre elas, deve
ser expressa.
b) o Direito Brasileiro admite de forma ampla o fenômeno da repristinação.
c) a lei, quando não se destinar á vigência temporária, terá vigor até que outra a modifique ou
a revogue.
d) salvo disposição em contrário, uma lei entra em vigor no país 60 (sessenta) dias depois de
oficialmente publicada.
e) a lei revogada se restaura na hipótese de a lei revogadora ter perdido a vigência.

a) Errada. Conforme art. 2º, § 1º da LINDB, a revogação de uma lei pode ser expressa ou tácita.
b) Errada. Conforme art. 2º, § 3 da LINDB, a repristinação é prevista como uma exceção no
ordenamento legal brasileiro.
c) Certa. Conforme o art. 2º da LINDB, não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor
até que outra a modifique ou revogue..
d) Errada. Conforme o caput do art. 1º da LINDB, salvo disposição em contrário, a lei começa a
vigorar 45 (quarenta e cinco) dias após a sua publicação.
e) Errada. Conforme art. 2º, § 3º, salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura
por ter a lei revogadora perdido a vigência..
Letra c.

As leis excepcionais, por seu turno, vinculam o prazo de vigência a determinadas cir-
cunstâncias. Exemplos de leis excepcionais são os dispositivos do Código Penal Militar que
preveem os crimes militares em tempos de guerra.
Voltando ao caso geral, só é possível ocorrer a supressão da eficácia de uma lei por meio
de outra lei, o que é chamado de revogação. Quanto ao modo, a revogação pode ser expressa,
quando a lei revogadora indica explicitamente quais dispositivos (ou leis) estão sendo revo-
gados, ou tácita, quando a lei anterior se torna incompatível com a lei posterior. Vejamos o
§ 1º do art. 2º da LINDB:

§ 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incom-
patível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.

A primeira situação se refere à revogação expressa. As duas outras, à revogação tácita.

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Cabe destacar que o art. 9º da Lei Complementar n. 95/1998 determina que “a cláusula
de revogação deverá enumerar, expressamente, as leis ou disposições legais revogadas”. Isto
é, no caso de revogação expressa, não é possível o uso de expressões do tipo “revogam-se
as disposições em contrário”.
Quanto à abrangência, a revogação pode ser total, chamada de ab-rogação, no qual toda a
lei anterior é revogada, ou parcial, derrogação, na qual apenas parte da lei anterior é revogada.
A figura abaixo resume as principais hipóteses de supressão:

Outro ponto a se destacar é que uma lei posterior geral não revoga uma lei anterior es-
pecial. Da mesma forma, uma lei posterior especial não revoga uma anterior geral (art. 2º, §
2º da LINDB):

§ 2º A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga
nem modifica a lei anterior.

Note que esse princípio não é absoluto. Uma lei geral pode revogar uma especial, e vice-
-versa, quando houver incompatibilidade entre elas, que se enquadra em uma das espécies
de revogação tácita.

012. (Q1074595/VUNESP/INSPETOR FISCAL DE RENDAS VI/PREFEITURA/2019) Consi-


derando a disciplina constante da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB),
pode-se corretamente afirmar que
a) se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção,
o prazo de início da vigência começará a correr da primeira publicação.

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b) salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país 90 (noventa) dias depois
de oficialmente publicada.
c) não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigência até que outra a modifique ou
revogue e, salvo disposição em contrário, a lei revogada se restaura por ter a lei revogadora
perdido a vigência.
d) a lei posterior revoga a anterior quando expressa ou tacitamente o declare, quando seja com
ela incompatível ou quando regule total ou parcialmente a matéria de que tratava a lei anterior.
e) a lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga
nem modifica a lei anterior e as correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

A questão acima deve ser resolvida conforme as disposições dos arts. 1ºe 2º do Decreto-Lei
n. 4.657/1942 (LINDB):
a) Errada. Conforme art. 1º, § 3º da LINDB, se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova pu-
blicação de seu texto, destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores
começará a correr da nova publicação, ou seja, não é da primeira publicação conforme afirmado
pela sentença.
b) Errada. Conforme art. 1º da LINDB, salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo
o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada.
c) Errada. Conforme art. 2º da LINDB, não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor
até que outra a modifique ou revogue, e conforme art. 2º, § 3º da LINDB salvo disposição em
contrário, a lei revogada NÃO se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência.
d) Errada. Conforme art. 2º, § 1º da LINDB, a lei posterior revoga a anterior quando expressa-
mente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria
de que tratava a lei anterior.
e) Certa. Conforme art. 2º, § 2º da LINDB, a lei nova, que estabeleça disposições gerais ou es-
peciais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior.
Letra e.

Ultratividade é a capacidade que uma lei tem de, após ter sido revogada, continuar regu-
lando situações consolidadas durante o período em que esteve em vigência.

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Repristinação é a restauração de uma lei revogada devido à perda de vigência de sua lei
revogadora. De acordo com a LINDB, a regra é que não haja efeito repristinatório. A exceção
é no caso de a nova lei (a lei que revogou a lei revogadora) reestabelecer expressamente a
lei revogada anteriormente.
Vejamos o texto da LINDB:

Art. 2º […]
§ 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido
a vigência.

Não confunda a repristinação com o “efeito repristinatório da declaração de inconstitucio-


nalidade”, que estudamos em Direito Constitucional. Este se refere ao restabelecimento da lei
anterior porque a lei revogadora foi submetida a controle de constitucionalidade e foi conside-

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rada inconstitucional, de modo que ela é nula e, portanto, nunca teve eficácia e nunca revogou
nenhum ato normativo.

013. (CEBRASPE/CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE-PI/2019) Quando lei que trata


de matéria afeta ao direito civil continua a regulamentar fatos anteriores a sua revogação,
ocorre a chamada
a) ultratividade.
b) retroatividade benigna.
c) retroatividade mínima.
d) represtinação.
e) vigência diferida.

a) Certa. Conforme a aplicação de uma lei, já revogada, a fatos ou situação anteriores à sua
revogação, mas contemporâneos à sua vigência, é chamada de ultratividade. A regra é que a
norma, para ser aplicável, deve estar em vigência. Todavia, como exceção, temos o fenômeno
da ultratividade, em que uma norma, não mais vigente, continua a vincular os fatos anteriores
à sua saída do sistema.
b) Errada. A retroatividade benigna, observável no âmbito do direito penal (art. 5º, XL, CRFB/1988)
e tributário (art. 106, CTN), em linhas gerais, refere-se à aplicação de uma lei mais benéfica (lex
mitior) a fatos anteriores à entrada em vigor da norma.
c) Errada. Conforme art. 6º da LINDB preconiza o seguinte: A Lei em vigor terá efeito imediato
e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada. § 1º Reputa-se
ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou. § 2º
Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exercer,
como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida
inalterável, a arbítrio de outrem. § 3º Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial
de que já não caiba recurso.
d) Errada. A repristinação é um instituto que determina a vigência de uma Lei revogada em vir-
tude da revogação da Lei que a revogou em um primeiro momento. Entretanto, cabe ressaltar
as disposições do art. 2º da LINDB: não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor
até que outra a modifique ou revogue. § 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não
se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência.
e) Errada. A vigência diferida refere-se à vacatio legis. Conforme art. 1º da LINDB. Salvo disposi-
ção contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente
publicada. § 1º Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida,

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se inicia três meses depois de oficialmente publicada. § 2º (Revogado pela Lei n. 12.036, de
2009). § 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a
correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publica-
ção. § 4º As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.
Letra a.

014. (Q1159784/VUNESP/PROCURADOR JURÍDICO/SERTPREV/2019) Foi publicada a Lei


“A”, em 01/03/2019, que revogava a Lei “X”, tendo entrado em vigência no dia da sua publi-
cação. Contudo, foi publicada, em 01/05/2019, a Lei “B”, uma lei ampla, que tratou de vários
assuntos, regulou inteiramente os assuntos tratados pela Lei “A”, bem como restaurou a vi-
gência da Lei “X”. A Lei “B” também entrou em vigência na mesma data em que foi publicada.
A Lei “B” não dispôs expressamente sobre eventual revogação da Lei “A”. Acerca da situação
retratada, é possível afirmar que
a) a Lei “A” continua vigente, tendo em vista que a lei geral não revoga a lei especial.
b) a Lei “B” não poderia ter repristinado a Lei “X”, já revogada.
c) em razão da repristinação, a vigência da Lei “X” será retroativa, como se nunca tivesse
sido revogada.
d) somente poderia ter havido a repristinação da Lei “X” se tivesse ocorrido a expressa revoga-
ção da Lei “A”.
e) a Lei “X” foi repristinada e voltará a ter vigência a partir da publicação da Lei “B”.

A questão deve ser respondida conforme as disposições do art. 2º da LINDB:


a) Errada. A Lei “A” não continua mais vigente, isso, porque com a publicação da Lei “B”, que
regula inteiramente os assuntos tratados pela Lei “A”, houve revogação tácita da Lei “A”, con-
forme art. 2º, § 1º da LINDB.
b) Errada. Conforme art. 2º, § 1º da LINDB, com previsão expressa, a Lei nova pode repristinar
lei já revogada
c) Errada. Em razão da repristinação, a vigência da Lei “X” não será retroativa, mas a partir da
sua data de restauração.
d) Errada. Conforme art. 2º, § 1º da LINDB pode ocorrer a revogação tácita de uma lei. Entre-
tanto, cabe ressaltar que, conforme art. 2º, § 3º da LINDB, a repristinação deve ser expressa.
e) Certa. Como a Lei “X” foi repristinada com a publicação da Lei “B”, a vigência da Lei “X” será
a partir da sua data de restauração, que é a data da publicação da Lei “B”.
Letra e.

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2.4. Antinomia
Antinomia é o conflito existente entre duas normas. Trata-se da existência de duas ou mais
normas aplicáveis ao mesmo caso, mas que lhe oferecem soluções incompatíveis. Diante do
conflito, três critérios devem ser utilizados para solucioná-lo:

Critério Cronológico A norma posterior prevalece sobre a anterior.


Critério da Especialidade A norma especial prevalece sobre a geral.
Critério Hierárquico A norma superior prevalece sobre a inferior.

015. (IBFC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRE PA/JUDICIÁRIA/“SEM ESPECIALIDADE”/2020) A


Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), enquanto norma de sobredireito,
define normas de vigência e aplicação de leis, e não tem sua incidência restrita ao direito
privado. Nesse sentido, assinale a alternativa inCerto.
a) A nova lei, que estabelece disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga
nem modifica a lei anterior. Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por
ter a lei revogadora perdido a vigência
b) Consideram-se atos jurídicos perfeitos os direitos que o seu titular ou alguém por ele possa
exercer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré- esta-
belecida inalterável, a arbítrio de outrem
c) Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece. Trata-se do Princípio da
obrigatoriedade da norma que comporta exceções previstas no próprio ordenamento jurídico
d) No caso de conflito entre norma posterior e norma anterior, valerá a primeira, pelo critério
cronológico, caso de antinomia de primeiro grau aparente

a) Certa. Conforme art. 1º § 2º, da LINDB: A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou es-
peciais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior. Art. 1º, § 3º, da LINDB,
Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido
a vigência.
b) Errada, Conforme art. 6º, § 1º, da LINDB: Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado
segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou.
c) Certa. Conforme art. 3º da LINDB: Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não
a conhece.
d) Certa. Pelo critério cronológico no caso de conflito entre duas normas: norma posterior e
norma anterior, prevalecerá a norma posterior.
Letra b.

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O critério cronológico é aquele em que o ponto de partida para se resolver qual das nor-
mas em conflito será usada é quando as normas em conflito foram elaboradas. A norma que
tenha sido mais recentemente elaborada sobre o assunto que precisa de solução é a norma
a ser usada. Exemplo: no ano de 2.000 foi promulgada a Lei “A” tratando do de um assunto,
sendo que no ano de 2.010 foi promulgada a Lei “B” regulado o mesmo assunto. Desta forma,
aplica-se a Lei “B”.
O critério da especialidade é utilizado para solução de antinomias jurídicas, aplicando a
lei que possui o caráter mais específico, em oposição ao caráter genérico da outra norma.
Por fim, o critério hierárquico é utilizado privilegiando a norma com status hierarquica-
mente superior à outra, podendo ser verificado no conflito entre dispositivos constitucionais
(hierarquicamente superiores) e leis ordinárias (hierarquicamente inferiores) ou conflito entre
leis ordinárias (hierarquicamente superiores) e decretos de regulamentação (hierarquicamente
inferiores)
Na análise das antinomias, esses três critérios devem ser levados em conta para a solu-
ção dos conflitos:
a) critério cronológico: norma posterior prevalece sobre norma anterior;
b) critério da especialidade: norma especial prevalece sobre norma geral;
c) critério hierárquico: norma superior prevalece sobre norma inferior
As antinomias são classificadas da seguinte forma:
• Antinomia de 1º grau: conflito de normas que envolvem apenas um dos critérios acima
expostos.
• Antinomia de 2º grau: choque de normas válidas que envolvem dois dos critérios antes
analisados.

016. (Q1181070/CESPE/CEBRASPE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA DIREITO/TJPA/2020)


O conflito entre uma norma especial anterior e uma norma geral posterior classifica-se como
a) antinomia de primeiro grau real e deve ser resolvido pelo critério hierárquico.
b) antinomia de primeiro grau aparente e deve ser resolvido pelo critério temporal.
c) antinomia de segundo grau real e somente pode ser resolvido por decisão de corte constitucional.
d) antinomia de segundo grau aparente e deve ser resolvido pelo critério da especialidade.
e) antinomia insuperável e somente pode ser resolvido por solução do Poder Legislativo.

Na análise das antinomias, três critérios devem ser levados em conta para a solução dos conflitos:
a) critério cronológico: norma posterior prevalece sobre norma anterior;
b) critério da especialidade: norma especial prevalece sobre norma geral;
c) critério hierárquico: norma superior prevalece sobre norma inferior

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As antinomias são classificadas da seguinte forma:


• Antinomia de 1º grau: conflito de normas que envolve apenas um dos critérios acima
expostos.
• Antinomia de 2º grau: choque de normas válidas que envolve dois dos critérios antes
analisados.
A questão envolve uma colisão entre uma norma especial anterior e uma norma geral posterior,
ou seja, uma colisão entre dois dos critérios analisados (cronológico e especialidade), classifi-
cando-se como uma antinomia de 2º grau.
Na antinomia de 2º grau:
• Entre critérios cronológico e especial, prevalece o especial.
• Entre critérios cronológico e hierárquico, prevalece o hierárquico.
• Entre critérios especial e hierárquico, prevalece o hierárquico.
Letra d.

2.5. Interpretação das Normas Jurídicas


Interpretação é o processo de definição do sentido e alcance das normas jurídicas, podendo
também servir como processo de mudança do sentido e alcance das normas. Toda lei está
sujeita a interpretação, nas apenas as dúbias ou obscuras. Não se busca saber a vontade do
legislador, mas o sentido da norma.
A hermenêutica é a ciência da interpretação das leis. Tem por objeto o estudo das técnicas
de interpretação de uma norma jurídica.
Quanto ao sujeito, a interpretação pode ser autêntica, doutrinária ou jurisprudencial. É au-
têntica quando é produzida uma nova lei para interpretar uma já existente, e obriga a aplicação
da lei. A doutrinária é aquela realizada pelos estudiosos do direito, não obrigando a aplicação.
Aquela dada pelos tribunais é a jurisprudencial, que são reiteradas decisões judiciais, e não
obriga a aplicação, exceto no caso das súmulas vinculantes, que obrigam a aplicação.

Autêntica Doutrinária Jurisprudencial


Emana do próprio legislador, que Realizada pelos estudiosos
São as reiteradas decisões
elabora uma nova norma com objetivo do direito, não obrigando a
judiciais do Poder Judiciário
de interpretar uma já existente aplicação

Quanto ao objeto, a interpretação pode ser gramatical ou literal, lógica, sistemática, histórica ou
teleológica. A interpretação gramatical é realizada a partir de elementos da gramática, como a
pontuação, organização das frases etc. Na lógica, parte-se do parte-se do raciocínio dedutivo e
se estuda a lei como um todo para verificar o sentido de cada dispositivo. Na sistemática, a lei
é a analisada dentro de um complexo legislativo. Na histórica, analisa-se os antecedentes da

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norma. Por fim, na teleológica, busca-se adaptar o sentido ou a finalidade da norma às novas
exigências sociais.

Gramatical Lógica Sistemática Histórica Teleológica


O intérprete
busca descobrir
O intérprete examina a
o sentido da
norma de acordo com
lei, fazendo uso
o conjunto de outras Busca alcançar
dos princípios
A partir de e com os princípios, A partir de os objetivos e
científicos
elementos pois o dispositivo não antecedentes das as finalidades
da lógica, de
gramaticais existe isoladamente normas pretendidos com
deduções, de
no ordenamento, mas aquela norma
silogismos,
está contido dentro de
princípios
um sistema.
científicos da
lógica.

017. (Q1202120/CESPE/CEBRASPE/JUIZ SUBSTITUTO/TJ PI/2012) O fato de um juiz,


transcendendo a letra da lei, utilizar de raciocínio para fixar o alcance e a extensão da norma a
partir de motivações políticas, históricas e ideológicas caracteriza o exercício da interpretação
a) teleológica.
b) sistemática.
c) histórica.
d) lógica.
e) doutrinária.

Os meios de interpretação jurídica são os seguintes:


a) gramatical: o texto é interpretado na sua literalidade, de acordo com as regras de português
b) teleológico: busca alcançar os objetivos e as finalidades pretendidos com aquela norma.
c) sistemático: examina a norma de acordo com o conjunto das outras e com os princípios,
pois o dispositivo não existe isoladamente, mas está inserido dentro de um contexto jurídico.
d) histórico: analisa a norma de acordo com o contexto histórico, a avaliando situações fáticas
e legais, bem como, a época do seu surgimento.
e) lógico: o intérprete busca descobrir o sentido da lei, fazendo uso dos princípios científicos
da lógica, de deduções, de silogismos, princípios científicos da lógica.
O enunciado da questão faz referência à interpretação lógica, a qual faz uso de princípios cien-
tíficos da lógica, de deduções, de silogismos, princípios científicos da lógica.
Letra d.

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LINDB – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

018. (Q659363/CESPE/CEBRASPE/ATIVIDADES DE COMPLEXIDADE INTELECTUAL/ÁREA


NÍVEL SUPERIOR/MC/2013) Na interpretação lógica de uma lei, parte-se da ideia de que a
lei não existe isoladamente, devendo o seu sentido ser alcançado em consonância com as
demais normas que inspiram o mesmo ramo do direito.

Na interpretação lógica, o intérprete busca descobrir o sentido da lei, fazendo uso dos princípios
científicos da lógica, de deduções, de silogismos, princípios científicos da lógica. Já na inter-
pretação sistemática, o intérprete examina a norma de acordo com o conjunto de outras e com
os princípios, pois o dispositivo não existe isoladamente no ordenamento, mas está contido
dentro de um sistema.
Errado.

Quanto ao resultado, a interpretação pode ser declarativa, extensiva ou restritiva. É decla-


rativa quando a letra da lei corresponde ao pensamento do legislador. Extensiva quando se
amplia o alcance da norma para atingir o seu real sentido. Uma interpretação restritiva é aquela
em que o texto é extremamente abrangente, quando a fórmula legislativa é mais ampla do que
o verdadeiro sentido almejado pela norma, havendo necessidade de restringir o seu alcance.

Declarativa Extensiva Restritiva


A letra da lei corresponde ao O alcance da norma é ampliado A norma é mais ampla que a intenção
pensamento do legislador para atingir o seu real sentido. do legislador, necessita ser restringida

2.6. Integração das Normas Jurídicas


No processo de elaboração de uma norma jurídica o legislador não consegue prever todas
as situações possíveis, principalmente porque o direito está em constante evolução. Além do
mais, o texto legal deve ser conciso e com aplicação geral.
Diante do exposto, surgem situações não previstas pelo legislador e que necessitam de
solução por parte do juiz. O magistrado não pode se negar em proferir decisão sob o pretexto
de que a lei é omissa, para isto deve utilizar os mecanismos destinados a suprir as lacunas
das leis, previstos no art. 4º da LINDB:

Art. 4º Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e
os princípios gerais de direito.

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Antônio Alex Pinheiro

Mecanismos para suprir a


lacuna das leis

Principios
Analogia Costumes Gerais do
Direto

O PULO DO GATO
MACETE para decorar ACP: Ação Civil Pública

2.6.1. Analogia
O primeiro ponto a ser esclarecido é que há uma hierarquia na utilização dos mecanismos
de integração do sistema jurídico, aplicando-se em primeiro lugar a Analogia, somente podendo
ser utilizados dos demais se a analogia não puder ser aplicada, isso porque o ordenamento
jurídico brasileiro consagra a supremacia da lei.
A Analogia consiste em aplicar a caso não previsto a norma legal concernente a caso
análogo, ou seja, a situações semelhantes deve-se aplicar a mesma regra do direito, não ha-
vendo lei que se subsuma à hipótese, aplica-se a lei de caso análogo.
Cabe ressaltar que a Analogia é diferente da Interpretação Extensiva, pois essa última
consiste na ampliação do conteúdo da lei, efetivada pelo aplicador do direito, quando a norma
disse menos do que deveria. Exemplo de Analogia: na situação “A”, em que se aplica a regra
jurídica “B”; mas na situação “C”, sendo a lei omissa, por ser similar à situação “A”, subsume-se
à hipótese a mesma regra “B”, por analogia.

Para a aplicação da Analogia é necessário a presença dos requisitos de inexistência de


dispositivo legal prevendo e disciplinando a hipótese do caso em questão, a semelhança entre

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a relação não contemplada e a outra regulada na lei e a identidade de fundamentos lógicos


e jurídicos.
A Analogia é dividida em a analogia legis (legal) da analogia juris (jurídica). A analogia legis
(legal) ocorre com a aplicação de uma norma existente, destinada a reger caso semelhante
ao previsto. A analogia juris (jurídica) ocorre quando um conjunto de normas é utilizado para
obter elementos que permitam a sua aplicação ao caso não previsto.

2.6.2. Costumes
O Costume também é um dos mecanismos utilizados para suprir as lacunas das leis,
entretanto, está colocado em plano secundário em relação à lei. Ou seja, o juiz só poderá
recorrer ao costume depois de esgotadas as possibilidades de suprir a lacuna pelo uso da
analogia. Por isso, o costume é chamado de fonte subsidiária ou supletiva.
O Costume consiste na prática uniforme, constante, pública e geral de determinado ato,
com a convicção de sua necessidade.
O costume é composto pelos elementos: prática reiterada de um comportamento e con-
vicção de sua obrigatoriedade.
A convicção, que é o fundamento de obrigatoriedade do costume, deve ser geral e cultivada
por toda sociedade ou observada por uma parcela considerável da comunidade.

Continuidade

Costume

Obrigatoriedade

De acordo com a doutrina, os costumes teriam requisitos para aplicação a continuidade,


a uniformidade, a diuturnidade, a moralidade e a obrigatoriedade.
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O Costume difere da lei, porque essa última nasce de uma origem certa e determinada, que
é o processo legislativo, enquanto o costume tem origem incerta e imprevista. A lei sempre
se apresenta sob a forma escrita, já o costume não é escrito, é consuetudinário. O Costume
é dividido em três espécies: secundum legem, praeter legem e contra legem.
Secundum legem: ocorre quando o costume está expressamente previsto na lei. Ex.: Art.
1.297 do CC:

Art. 1.297. O proprietário tem direito a cercar, murar, valar ou tapar de qualquer modo o seu prédio,
urbano ou rural, e pode constranger o seu confinante a proceder com ele à demarcação entre os dois
prédios, a aviventar rumos apagados e a renovar marcos destruídos ou arruinados, repartindo-se
proporcionalmente entre os interessados as respectivas despesas.

Praeter legem: ocorre quando se destina a suprir a lei nos casos omissos, conforme o
próprio art. 4º da LINDB:

Art. 4º Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e
os princípios gerais de direito.

Contra legem: é aquele que se opõe à lei, prevalecendo que o costume contrário à lei não
tem o poder de revogá-la, inclusive não existe a não aplicação de lei em virtude de desuso.

2.6.3. Princípios Gerais do Direito


Por fim, quando o juiz não conseguir solução para o caso concreto com base na analogia,
nem nos costumes, deve utilizar os princípios gerais do direito.
Os princípios gerais do direito são regras de caráter genérico, ou vetores de interpretação,
que orientam a compreensão do sistema jurídico, em sua aplicação e integração, estejam
ou não positivadas, citando, por exemplo, os seguintes princípios: “ninguém pode valer-se da
própria torpeza”, “a boa-fé se presume” e “ninguém pode transferir mais direitos do que tem”.
Essas regras se encontram na consciência das pessoas e são universalmente aceitas,
mesmo não sendo escritas. Com o tempo podem ser incorporadas ao ordenamento jurídico,
como por exemplo, o art. 3 da LINDB: art. 3º Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando
que não a conhece.

019. (IESES/NOTÁRIO E REGISTRADOR/TJ SC/REMOÇÃO/2019) Assinale a alternativa


INCORRETA:
a) Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os
princípios gerais de direito.
b) A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela in-
compatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.

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c) Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece.


d) A lei revogada se restaura sempre por ter a lei revogadora perdido a vigência.

A assertiva contraria do § 3º do art. 2º da LINDB que veda, em regra, o efeito repristinatório da


lei: art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique
ou revogue. § 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei re-
vogadora perdido a vigência.
Letra d.

2.6.4. Equidade
A Equidade não constitui um dos mecanismos previstos para suprir a lacuna da lei, a
Equidade representa na verdade um recurso auxiliar de aplicação da lei, empregada quando
a própria lei cria espaços ou lacunas para o juiz aplicar a norma mais adequada ao caso. É
utilizada somente quando a lei expressamente permite, estando prevista no parágrafo único
do art. 140 do CPC:

Art. 140. O juiz não se exime de decidir sob a alegação de lacuna ou obscuridade do ordenamento
jurídico.
Parágrafo único. O juiz só decidirá por equidade nos casos previstos em lei.

O juiz utilizará a equidade nos casos de conceitos vagos ou quando a lei oferecer diferen-
tes alternativas para escolha do juiz. Exemplo: art. 1.586. Havendo motivos graves, poderá
o juiz, em qualquer caso, a bem dos filhos, regular de maneira diferente da estabelecida nos
artigos antecedentes a situação deles para com os pais.

020. (Q1235746/CESPE/CEBRASPE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/ESPECIA-


LIDADE: EXECUÇÃO DE MANDADOS/TJ RJ/2020) À luz da Lei de Introdução às Normas do
Direito Brasileiro, havendo omissão na lei para tratar de um caso, o Juiz deverá preencher a
lacuna valendo-se, entre outros,
a) da interpretação extensiva.
b) do estatuto pessoal.
c) dos princípios gerais de Direito.
d) da equidade.
e) interpretação analógica.

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Conforme o art. 4º do Decreto-Lei n. 4.657/1942 (LINDB), quando a lei for omissa, o juiz decidirá
o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais do direito.
Letra c.

Se você gostou do material ou tem críticas, dá um feedback, bem como poste suas dúvidas
lá no fórum. Estou esperando você lá no Fórum! Estudaaaaa!!!!

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RESUMO
Nessa aula, você deve fixar os seguintes pontos:
1) LINDB é conjunto de normas de sobredireito.
2) PUBLICAÇÃO: as disposições normativas da LINDB começam a ser aplicadas somente
a partir do nascimento da lei, ou seja, a partir de sua publicação.
3) MOMENTO EM A QUE LEI ENTRA EM VIGOR
Adota-se o prazo de vigência único ou sincrônico, ou simultâneo, segundo o qual a lei entra
em vigor de uma só vez em todo o país:
a) Regra: data especificada na própria lei na sua publicação;
b) Leis de pequena repercussão: na data de sua publicação;
c) Omissão do legislador: em todo o país, 45 dias depois de oficialmente publicada ou 3
meses, depois de oficialmente publicada nos Estados estrangeiros;
4) VACATIO LEGIS: prazo entre a data de publicação da lei e a data em que a lei começa
a produzir efeitos.
5) CONTAGEM DO PRAZO: A contagem do prazo para entrada em vigor das leis que esta-
beleçam período de vacância far-se-á com a inclusão da data da publicação e do último dia
do prazo, entrando em vigor no dia subseqüente à sua consumação integral.
6) CORREÇÃO DE TEXTO DURANTE A VACATIO LEGIS: a correção (nova publicação) ocorrer
durante o vacatio legis, inicia-se um novo prazo de vacatio legis a partir da nova publicação.
7) PRINCÍPIO DA OBRIGATORIEDADE DAS LEIS: Ninguém se escusa de cumprir a lei,
alegando que não a conhece.
8) PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE DAS LEIS: em regra as leis são editadas para vigorar
por prazo indeterminado.
9) LEIS TEMPORÁRIAS: têm o prazo de vigência previsto expressamente em seu corpo,
exemplo, é a Lei n. 12.663/12, que dispõe sobre as medidas relativas Copa do Mundo.
10) AS LEIS EXCEPCIONAIS: vinculam o prazo de vigência a determinadas circunstâncias.
11) REVOGAÇÃO: a supressão da eficácia de uma lei por meio de outra lei.
a) REVOGAÇÃO EXPRESSA: quando a lei revogadora indica explicitamente quais disposi-
tivos (ou leis) estão sendo revogados.
b) AB-ROGAÇÃO: toda a lei anterior é revogada.
c) DERROGAÇÃO: somente parte da lei anterior é revogada.
d) REVOGAÇÃO TÁCITA: quando a lei anterior se torna incompatível com a lei posterior
ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.
12) DISPOSIÇÕES GERAIS OU ESPECIAIS: a lei nova, que estabeleça disposições gerais
ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior.

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13) ULTRATIVIDADE: é a capacidade que uma lei tem de, após ter sido revogada, continuar
regulando situações consolidadas durante o período em que esteve em vigência. Ex. lei de
vigência temporária.
14) REPRESTINAÇÃO: é a restauração de uma lei revogada devido à perda de vigência
de sua lei revogadora. A regra é que não haja efeito repristinatório. Para existir deve haver
previsão expressa.
15) ANTINOMIA: é o conflito existente entre duas normas. Trata-se da existência de duas
ou mais normas aplicáveis ao mesmo caso, mas que lhe oferecem soluções incompatíveis.
Diante do conflito, três critérios devem ser utilizados para solucioná-lo:

Critério Cronológico A norma posterior prevalece sobre a anterior.


Critério da Especialidade A norma especial prevalece sobre a geral.
Critério Hierárquico A norma superior prevalece sobre a inferior.

16) INTERPRETAÇÃO: é o processo de definição do sentido e alcance das normas jurídi-


cas. Toda lei está sujeita a interpretação, nas apenas as dúbias ou obscuras.
17) INTEGRAÇÃO: institutos utilizados para suprir lacunas das leis, no caso de omissão
da lei: São 3 (três) institutos: Analogia, Costumes e Princípios Gerais do Direito. MACETE para
decorar ACP: Ação Civil Pública
18) ANALOGIA: consiste em aplicar a caso não previsto a norma legal concernente a caso
análogo. ANALOGIA é diferente da INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA.
19) COSTUME: prática uniforme, constante, pública e geral de determinado ato, com a
convicção de sua necessidade, é composto pelos elementos: prática reiterada de um com-
portamento e convicção de sua obrigatoriedade.
20) PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO: regras de caráter genérico, ou vetores de inter-
pretação, que orientam a compreensão do sistema jurídico, em sua aplicação e integração,
estejam ou não positivadas.
21) EQUIDADE: representa um recurso auxiliar de aplicação da lei, não é um recurso de
integração, utilizada somente quando a lei expressamente a permite.

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MAPA MENTAL

Disciplina outras normas


jurídicas

LINDB
Características
Aplicável a todos os
ramos do Direito

LINDB

Normas sobre
Vigência,
Aplicação da Lei Aplicação da Lei Segurança e
Interpretação e
no Tempo no Espaço Eficiência de
Integração.
Direito Público

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Continuidade

Costume

Obrigatoriedade

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EXERCÍCIOS
001. (CEBRASPE/CESPE/TÉCNICO DA DEFENSORIA PÚBLICA/DPE RO/TÉCNICO ADMI-
NISTRATIVO/2022/ADAPTADA) Com relação à vigência das leis, julgue a afirmativa:
A lei começa a vigorar em todo o país no primeiro dia útil do mês posterior à sua publicação.
002. (CEBRASPE/CESPE/TÉCNICO DA DEFENSORIA PÚBLICA/DPE RO/TÉCNICO ADMI-
NISTRATIVO/2022/ADAPTADA) Com relação à vigência das leis, julgue a afirmativa:
A lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido
e a coisa julgada.
003. (CEBRASPE/CESPE/TÉCNICO DA DEFENSORIA PÚBLICA/DPE RO/TÉCNICO ADMI-
NISTRATIVO/2022/ADAPTADA) Com relação à vigência das leis, julgue a afirmativa:
Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia quarenta
e cinco dias depois da sua publicação oficial.
004. (CEBRASPE/CESPE/TÉCNICO DA DEFENSORIA PÚBLICA/DPE RO/TÉCNICO ADMI-
NISTRATIVO/2022/ADAPTADA) Com relação à vigência das leis, julgue a afirmativa:
A lei revogada se restaura automaticamente quando a lei revogadora perde a vigência.
005. (CEBRASPE/CESPE/TÉCNICO DA DEFENSORIA PÚBLICA/DPE RO/TÉCNICO ADMI-
NISTRATIVO/2022/ADAPTADA) Com relação à vigência das leis, julgue a afirmativa:
A lei temporária terá vigor até que outra a modifique ou a revogue.
006. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR DO ESTADO DE RONDÔNIA/2022) Segundo a
Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, a regra geral, quando aplicável, é que a lei
brasileira, depois de oficialmente publicada, inicia sua vigência em
a) 45 dias em todo o país e em 3 meses nos Estados estrangeiros.
b) 3 meses em todo o país e nos Estados estrangeiros.
c) 30 dias em todo o país e em 45 dias nos Estados estrangeiros.
d) 30 dias em todo o país e em 3 meses nos Estados estrangeiros.
e) 30 dias em todo o país e nos Estados estrangeiros.
007. (FGV/AUDITOR-FISCAL DE TRIBUTOS ESTADUAIS/SEFAZ AM/2022/ADAPTADA)
Com relação à vigência das leis, nos termos estabelecidos pelo Decreto-Lei n° 4657 de 1942,
julgue a afirmativa a seguir:
A lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada,
salvo se a própria lei estabelecer termo diverso.
008. (FGV/AUDITOR-FISCAL DE TRIBUTOS ESTADUAIS/SEFAZ AM/2022/ADAPTADA)
Com relação à vigência das leis, nos termos estabelecidos pelo Decreto-Lei n. 4.657 de 1942,
julgue a afirmativa a seguir:
A lei nova, que estabeleça disposições especiais a par das já existentes, modifica a lei anterior.
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009. (FGV/AUDITOR-FISCAL DE TRIBUTOS ESTADUAIS/SEFAZ AM/2022/ADAPTADA)


Com relação à vigência das leis, nos termos estabelecidos pelo Decreto-Lei n. 4.657 de 1942,
julgue a afirmativa a seguir:
Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a simples
correção, o prazo para início da sua vigência continua a ser contado da publicação original.
010. (FCC/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE-PE/2022/ADAPTADA) De acordo com o que
disciplina o ordenamento jurídico em relação à vigência de lei brasileira, julgue afirmativa:
Constitui regra obrigatória que a vigência de lei brasileira se inicia com a sanção.
011. (FCC/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE-PE/2022/ADAPTADA) De acordo com o que
disciplina o ordenamento jurídico em relação à vigência de lei brasileira, julgue afirmativa:
Não há vedação para que lei brasileira, em seu texto, estabeleça sua vigência imediata.
012. (FCC/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE-PE/2022/ADAPTADA) De acordo com o que
disciplina o ordenamento jurídico em relação à vigência de lei brasileira, julgue afirmativa:
A lei brasileira, em regra, terá efeito imediato e geral no território nacional, após 45 dias da sua
publicação oficial.
013. (FCC/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE-PE/2022/ADAPTADA) De acordo com o que
disciplina o ordenamento jurídico em relação à vigência de lei brasileira, julgue afirmativa:
A lei brasileira, em regra, terá efeito imediato e geral nos estados estrangeiros, após 60 dias da
sua publicação oficial.
014. (INSTITUTO AOCP/AUDITOR DO ESTADO/CGE MS/CORREGEDORIA E CORREI-
ÇÃO/2022) O Governador do Estado, após regular processo legislativo, sancionou e promulgou
lei estadual que concede revisão geral anual aos servidores públicos estaduais, nos termos do
art. 37, inciso X, da Constituição Federal. Considerando que a referida lei nada dispôs sobre
a sua vigência, é correto afirmar que ela começa a vigorar
a) a partir da data de promulgação.
b) a partir da data de publicação.
c) Em 15 dias depois da promulgação.
d) Em 30 dias depois da publicação.
e) Em 45 dias depois da publicação.
015. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR (FUNPRESP-EXE)/
JURÍDICA/2022) A respeito da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro (LINDB), da
pessoa jurídica, do negócio jurídico e da prescrição, julgue o item a seguir.
Caso a lei B, que revogou a lei A, venha a ser revogada, a primeira volta a reger a matéria.
016. (CEBRASPE/CESPE/ ANALISTA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR (FUNPRESP-EXE)/
JURÍDICA/2022) A respeito da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro (LINDB), da
pessoa jurídica, do negócio jurídico e da prescrição, julgue o item a seguir.
Caso a lei B, que revogou a lei A, venha a ser revogada, a primeira volta a reger a matéria.

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017. (GUALIMP/ADVOGADO/(PREF CARMO)/2022) Analise as afirmativas.


I – A modifique.
II – A revogue.
III – Trate de temática similar.
Em consonância com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, desde que determi-
nada Lei não tenha à vigência temporária, pode-se afirmar que ela terá vigor até a criação de
outra Lei que:
Marque a alternativa que indica as afirmativas corretas.
a) I e II, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I, II e III.
018. (INSTITUTO AOCP/ANALISTA DE GESTÃO GOVERNAMENTAL (SEAD GO)/ARQUITE-
TURA/2022) A respeito da vigência das leis, com fundamento no que dispõe o Decreto-Lei
n. 4.657/1942, conhecido como Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, assinale a
alternativa certa.
a) Em caso de vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
b) Salvo disposição em contrário, a lei revogada se restaura por ter a lei revogadora perdido
a vigência.
c) A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela in-
compatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.
d) A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, revoga a
lei anterior.
e) Não são consideradas leis novas as correções a texto de lei já em vigor.
019. (QUADRIX/ADVOGADO (CRF GO)/2022) Quanto à eficácia das leis no tempo e no es-
paço, julgue o item.
Em não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
020. (CEBRASPE/CESPE/ PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TCE-SC/2022)
Em relação à vigência e ao conflito das leis, julgue o item a seguir.
Ocorrerá derrogação quando lei posterior revogar, expressa e totalmente, a anterior, ou quando
regular inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.
021. (FCC/AUDITOR DA RECEITA ESTADUAL (SEFAZ AP)/2022) Atenção: A questão refe-
re-se a Direito Civil.
A lei
a) terá vigor até que outra a modifique ou revogue, ou caia em desuso.
b) nova não revoga nem modifica a lei anterior no caso de estabelecer disposições especiais
a par das já existentes.

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c) começa a vigorar em todo o país noventa dias depois de oficialmente publicada, salvo dis-
posição contrária.
d) cujo texto for modificado antes de entrar em vigor tem o prazo de vacatio legis estendido em
quinze dias.
e) posterior só revoga a anterior quando expressamente o declare.
022. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA EM GESTÃO EDUCACIONAL (SEE PE)/DIREITO/2022)
Julgue o item a seguir, relativos à Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, à pessoa
natural e aos direitos da personalidade.
O conflito entre lei especial anterior e lei geral posterior é classificado pela doutrina como anti-
nomia aparente de segundo grau, sendo solucionado pela aplicação da norma especial.
023. (CEBRASPE/CESPE/TÉCNICO DA DEFENSORIA PÚBLICA (DPE RO)/TÉCNICO ADMI-
NISTRATIVO/2022) O art. 5º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro dispõe o
seguinte: “Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigên-
cias do bem comum”. Esse dispositivo legal ilustra a técnica de interpretação
a) literal.
b) sociológica.
c) lógica.
d) sistemática.
e) histórica.
024. (FCC/PROCURADOR DE UNIVERSIDADE ASSISTENTE/UNICAMP/2022) Dispõe o art.
5º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro que, na aplicação da lei, o juiz aten-
derá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. Tal dispositivo legal
a) não se aplica às cláusulas gerais impostas pelo legislador, as quais devem ser interpretadas
a partir da natureza do bem jurídico tutelado pela norma.
b) propicia interpretação atualizada da lei, compatível com as necessidades sociais de dado
contexto histórico em que aplicada.
c) compreende a proporcionalidade, mas apenas nas hipóteses em que se tratar de sanção civil.
d) contempla o método de interpretação histórico.
e) não se relaciona com a função social.
025. (SELECON/ANALISTA EM DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIA NUCLEAR E DEFESA
(AMAZUL)/ADVOGADO/2022) O magistrado Douglas está diante de caso para julgamento
sem que haja lei específica aplicável. Nos termos da Lei de Introdução às Normas do Direito
Brasileiro, quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com:
a) o seu senso de justiça
b) a natureza do litígio
c) a situação das partes
d) os costumes

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DIREITO CIVIL
LINDB – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

026. (CEBRASPE/CESPE/DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL/PC RO/2022) Ninguém pode deixar


de cumprir a lei alegando não a conhecer, em razão do princípio do(a)
a) territorialidade.
b) transparência.
c) isonomia.
d) obrigatoriedade.
e) necessidade.
027. (INSTITUTO CONSULPLAN/RESIDENTE JURÍDICO/PGE ES/2022/16.10.2022) Nos
termos da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue o item:
A lei ordinária entra em vigência, como regra, na data de sua publicação; todavia, a lei comple-
mentar vigerá 90 (noventa) dias após sua divulgação oficial.
028. (INSTITUTO CONSULPLAN/RESIDENTE JURÍDICO/PGE ES/2022/16.10.2022) Nos
termos da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue o item:
O magistrado decidirá os casos a ele submetidos com base em princípios gerais do direito,
costumes ou mesmo analogia, nas hipóteses em que a lei for omissa.
029. (IBFC/ADVOGADO/EBSERH HU-UNIFAP/2022/ADAPTADA) Acerca da vigência das
leis, segundo as disposições da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro (LINDB),
julgue a afirmativa:
Via de regra, a lei começa a vigorar em todo o país trinta dias depois de oficialmente publicada.
030. (IBFC/ADVOGADO/EBSERH HU-UNIFAP/2022/ADAPTADA) Acerca da vigência das
leis, segundo as disposições da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro (LINDB),
julgue a afirmativa:
Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia seis
meses depois de oficialmente publicada.
031. (IBFC/ADVOGADO/EBSERH HU-UNIFAP/2022/ADAPTADA) Acerca da vigência das
leis, segundo as disposições da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro (LINDB),
julgue a afirmativa:
Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção, o
prazo para entrada em vigor da lei, ainda com a modificação, continuará a correr da sua primeira
publicação.
032. (IBFC/ADVOGADO/EBSERH HU-UNIFAP/2022/ADAPTADA) Acerca da vigência das
leis, segundo as disposições da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro (LINDB),
julgue a afirmativa:
Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
033. (IBFC/ADVOGADO/EBSERH HU-UNIFAP/2022/ADAPTADA) Acerca da vigência das
leis, segundo as disposições da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro (LINDB),
julgue a afirmativa:
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LINDB – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

A lei nova, que estabelece disposições gerais ou especiais a par das já existentes, revoga a
lei anterior.
034. (CEBRASPE/CESPE/ PROCURADOR JURÍDICO DO MUNICÍPIO/PREF. PIRES DO
RIO/2022) Sobre a vigência da lei, as pessoas jurídicas, a prescrição e a decadência, julgue
o item que se segue.
É vedado à câmara de vereadores do Município de Pires do Rio estabelecer a data da vigência
de lei aprovada pela referida câmera, já que essa data é determinada em lei específica e, logo,
corresponde à data da sua publicação.
035. (QUADRIX/ADVOGADO/CRF GO/2022) Quanto à eficácia das leis no tempo e no espaço,
julgue o item.
Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar, em todo o País, 45 dias depois de oficialmente
publicada.
036. (QUADRIX/ADVOGADO/CRF GO/2022) Quanto à eficácia das leis no tempo e no espaço,
julgue o item.
Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia seis
meses depois de oficialmente publicada.
037. (INSTITUTO CONSULPLAN/ANALISTA LEGISLATIVO/CM ITABIRA/2022/ADAPTADA)
Julgue a afirmativa conforme a Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro:
As correções a texto de Lei já em vigor consideram-se Lei nova.
038. (INSTITUTO CONSULPLAN/ANALISTA LEGISLATIVO/CM ITABIRA/2022/ADAPTADA)
Julgue a afirmativa conforme a Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro:
Não se destinando à vigência temporária, a Lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
039. (INSTITUTO CONSULPLAN/ANALISTA LEGISLATIVO/CM ITABIRA/2022/ADAPTADA)
Julgue a afirmativa conforme a Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro:
Salvo disposição em contrário, a Lei revogada não se restaura por ter a Lei revogadora perdido
a vigência.
040. (INSTITUTO CONSULPLAN/ANALISTA LEGISLATIVO/CM ITABIRA/2022/ADAPTADA)
Julgue a afirmativa conforme a Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro:
A Lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, acaba por
revogar ou modificar a Lei anterior.
041. (VUNESP/PROCURADOR/ALESP/2022/ADAPTADA) Sobre o tema da eficácia das leis
no tempo, julgue a afirmativa:
Lei posterior que regula inteiramente a matéria da lei anterior não implica a revogação desta
última, exigindo-se declaração expressa no texto.
042. (VUNESP/PROCURADOR/ALESP/2022/ADAPTADA) Sobre o tema da eficácia das leis
no tempo, julgue a afirmativa:

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É possível que parte dos dispositivos de uma lei tenha vigência temporária e parte vigência
indeterminada.
043. (VUNESP/PROCURADOR/ALESP/2022/ADAPTADA) Sobre o tema da eficácia das leis
no tempo, julgue a afirmativa:
A repristinação tácita é acolhida como regra pela lei de introdução às normas do direito privado.
044. (VUNESP/PROCURADOR/ALESP/2022/ADAPTADA) Sobre o tema da eficácia das leis
no tempo, julgue a afirmativa:
Se determinada lei que previa o prazo de 45 dias de vigência após a publicação teve correção do
texto 10 dias após a publicação, o prazo de vacatio legis continuará a correr da nova publicação.
045. (VUNESP/PROCURADOR/ALESP/2022/ADAPTADA) Sobre o tema da eficácia das leis
no tempo, julgue a afirmativa:
Repristinação e efeito repristinatório são conceitos similares e estão ambos expressamente
previstos na lei de introdução às normas do direito brasileiro.
046. (IBFC/DELEGADO DE POLÍCIA/PC BA/2022) No que se refere ao disposto na Lei de
Introdução às Normas do Direito Brasileiro, assinale a alternativa Certo.
a) Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país três meses depois de ofi-
cialmente publicada
b) Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia 120
dias depois de oficialmente publicada
c) As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova
d) Mesmo se for destinada à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique
ou revogue
e) A lei revogada, via de regra, restaura-se por ter a lei revogadora perdido a vigência
047. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TCE-SC/2022)
Em relação à vigência e ao conflito das leis, julgue o item a seguir.
Salvo expressa disposição em contrário, a lei começa a vigorar em todo o país no dia útil se-
guinte ao de sua publicação na imprensa oficial.
048. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TCE-SC/2022)
Em relação à vigência e ao conflito das leis, julgue o item a seguir.
O período de vacância de uma lei — vacatio legis — consiste no período compreendido entre a
data de sua publicação e o início de sua vigência, e tem como finalidade dar amplo conhecimento
da lei, para que todos assimilem seu conteúdo antes de sua entrada em vigor.
049. (IDECAN/ANALISTA JUDICIÁRIO/TJ PI/JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA E AVALIA-
DOR/2022) De acordo com o disposto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro,
“salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois
de oficialmente publicada”.

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O lapso temporal entre a publicação e o começo da vigência da lei é denominado


a) vacatio constitutiones.
b) iter legislativo.
c) novatio legis.
d) vacatio legis.
e) reforrnatio legis.
050. (INSTITUTO CONSULPLAN/PROCURADOR MUNICIPAL/PREF CAETÉ/2022) A Lei
Federal n. 0001 foi publicada em 01/01/2022; contudo, não apresentou na parte final de seu
texto indicação expressa referente ao período de vacatio legis. De acordo com o Decreto- Lei
n. 4.657/1942 (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro), a Lei n. 0001 terá vigência
a partir de:
a) Noventa dias depois de sua publicação.
b) Três meses depois de sua promulgação.
c) Quarenta e cinco dias depois de sua publicação.
d) Quarenta e cinco dias depois de sua promulgação.
051. (INSTITUTO AOCP/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE-MS/2022/XXIX) Conforme a Lei de
Introdução às normas do Direito Brasileiro, é correto afirmar que
a) o início da vigência da lei ocorre no prazo de 30 (trinta) dias depois de ela ser oficialmente
publicada, salvo disposição em contrário.
b) para que haja repristinação, é necessário que a norma repristinatória preveja expressamente
a restauração da vigência da norma revogada.
c) o prazo para começo de vigência da lei não sofre alteração se, antes de ela entrar em vigor,
ocorrer nova publicação de seu texto, destinada à correção.
d) as correções a texto de lei já em vigor não são consideradas lei nova.
e) a lei somente deixa de viger quando termina o prazo preestabelecido para ela vigorar ou
quando lei posterior expressamente revogá-la.
052. (CEBRASPE/CESPE/JUIZ ESTADUAL/TJ MA/2022) O procedimento lógico de consta-
tação por meio do qual se chega a um juízo de valor, por comparação das semelhanças entre
diferentes casos concretos, é chamado de
a) interpretação sistemática.
b) analogia.
c) semântica.
d) interpretação lógica.
e) interpretação sociológica.
053. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT 22ª REGIÃO/ÁREA JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUS-
TIÇA AVALIADOR FEDERAL/2022) De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito
Brasileiro, quando a lei for omissa, o Juiz decidirá o caso
a) de acordo com a analogia, com os costumes e com os princípios gerais de direito.
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b) por equidade.
c) por equanimidade.
d) pelas máximas da experiência.
e) segundo as normas do direito estrangeiro.
054. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT 22ª REGIÃO/ÁREA JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALI-
DADE”/2022/ADAPTADA) De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro,
julgue a afirmativa:
Só revoga a anterior se regular inteiramente a matéria.
055. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT 22ª REGIÃO/ÁREA JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALI-
DADE”/2022/ADAPTADA) De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro,
julgue a afirmativa:
Começa a viger, salvo disposição em contrário, na data de sua publicação.
056. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT 22ª REGIÃO/ÁREA JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALI-
DADE”/2022/ADAPTADA) De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro,
julgue a afirmativa:
Possui, em regra, efeitos repristinatórios.
057. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT 22ª REGIÃO/ÁREA JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALI-
DADE”/2022/ADAPTADA) De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro,
julgue a afirmativa:
Sempre revoga a anterior, se tiverem o mesmo objeto…
058. (QUADRIX/PROFISSIONAL ANALISTA SUPERIOR/CRECI 14/ADVOGADO/2021) A
Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro regula as normas jurídicas de uma maneira
geral, quer sejam do direito público ou do direito privado, e é considerada como uma norma
sobre normas, conforme ressalta Carlos Roberto Gonçalves. Acerca dos preceitos contidos
no referido ato normativo, julgue o item a seguir.
Salvo disposição contrária, a lei começará a vigorar em todo o País 45 dias depois de oficialmente
publicada e, se antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada
à correção, o prazo será contado a partir da data da primeira publicação.
059. (FCC/PROCURADOR DO ESTADO DO GOIÁS/2021/XIV) Determinada lei foi oficialmente
publicada em 1º de fevereiro de 2021. Em 2 de fevereiro de 2021, foi republicada no Diário
Oficial, destinando-se essa nova publicação à correção do seu texto. Em ambas as publica-
ções, o texto da lei se limitou a dispor que ela passaria a ter vigência “na forma da lei”. Nesse
caso, sabendo-se que, de acordo com o art. 1º, caput, da Lei de Introdução às normas do
Direito Brasileiro, a lei começa a vigorar em todo o país, salvo disposição contrária, quarenta
e cinco dias depois de oficialmente publicada, pode-se afirmar que a lei em questão começou
a vigorar no País quarenta e cinco dias depois da publicação ocorrida em

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a) 1º de fevereiro de 2021, contando-se esse prazo com a inclusão da data da publicação e do


último dia do prazo.
b) 2 de fevereiro de 2021, contando-se esse prazo com a inclusão da data da publicação e do
último dia do prazo.
c) 1º de fevereiro de 2021, contando-se esse prazo com a exclusão da data da publicação e a
inclusão do último dia do prazo.
d) 2 de fevereiro de 2021, contando-se esse prazo com a exclusão da data da publicação e a
inclusão do último dia do prazo.
e) 2 de fevereiro de 2021, contando-se esse prazo com a exclusão da data da publicação e do
último dia do prazo.
060. (DIRENS AERONÁUTICA/ESTÁGIO DE ADAPTAÇÃO DE OFICIAIS DE APOIO DA AE-
RONÁUTICA (CIAAR)/SERVIÇOS JURÍDICOS/2021/EAOAP 2022/ADAPTADA) Julgue as
afirmativas sobre Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro:
Todas as leis começam a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente
publicadas.
061. (DIRENS AERONÁUTICA/ESTÁGIO DE ADAPTAÇÃO DE OFICIAIS DE APOIO DA AE-
RONÁUTICA (CIAAR)/SERVIÇOS JURÍDICOS/2021/EAOAP 2022/ADAPTADA) Julgue as
afirmativas sobre Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro:
As correções ao texto de lei, já em vigor, não são consideradas como se a lei fosse nova, não
havendo revogação da lei corrigida, nem nova publicação da mesma.
062. (DIRENS AERONÁUTICA/ESTÁGIO DE ADAPTAÇÃO DE OFICIAIS DE APOIO DA AE-
RONÁUTICA (CIAAR)/SERVIÇOS JURÍDICOS/2021/EAOAP 2022/ADAPTADA) Julgue as
afirmativas sobre Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro:
A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incom-
patível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.
063. (DIRENS AERONÁUTICA/ESTÁGIO DE ADAPTAÇÃO DE OFICIAIS DE APOIO DA AE-
RONÁUTICA (CIAAR)/SERVIÇOS JURÍDICOS/2021/EAOAP 2022/ADAPTADA) Julgue as
afirmativas sobre Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro:
A lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue, não se destinando à vigência temporária,
sendo que a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência, salvo dis-
posição em contrário.

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GABARITO

1. E 36. E
2. C 37. C
3. E 38. C
4. E 39. C
5. E 40. E
6. a 41. E
7. C 42. C
8. E 43. E
9. E 44. E
10. E 45. E
11. C 46. c
12. C 47. E
13. E 48. C
14. e 49. d
15. E 50. c
16. C 51. b
17. a 52. b
18. c 53. a
19. C 54. E
20. E 55. E
21. b 56. E
22. C 57. E
23. b 58. E
24. b 59. b
25. d 60. E
26. d 61. E
27. E 62. C
28. C 63. C
29. E
30. E
31. E
32. C
33. E
34. E
35. C

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GABARITO COMENTADO
001. (CEBRASPE/CESPE/TÉCNICO DA DEFENSORIA PÚBLICA/DPE RO/TÉCNICO ADMI-
NISTRATIVO/2022/ADAPTADA) Com relação à vigência das leis, julgue a afirmativa:
A lei começa a vigorar em todo o país no primeiro dia útil do mês posterior à sua publicação.

Segundo o art. 1º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, a lei começa a vigorar
em todo o país 45 (quarenta e cinco) dias depois de oficialmente publicada. Veja:
Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país 45 (quarenta e cinco) dias
depois de oficialmente publicada

Errado.

002. (CEBRASPE/CESPE/TÉCNICO DA DEFENSORIA PÚBLICA/DPE RO/TÉCNICO ADMI-


NISTRATIVO/2022/ADAPTADA) Com relação à vigência das leis, julgue a afirmativa:
A lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido
e a coisa julgada.

É o que prevê o art. 6º da LINDB:


Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito ad-
quirido e a coisa julgada.

Certo.

003. (CEBRASPE/CESPE/TÉCNICO DA DEFENSORIA PÚBLICA/DPE RO/TÉCNICO ADMI-


NISTRATIVO/2022/ADAPTADA) Com relação à vigência das leis, julgue a afirmativa:
Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia quarenta
e cinco dias depois da sua publicação oficial.

A obrigatoriedade da lei brasileira no exterior, nas hipóteses cabíveis, se inicia 3 meses depois
de oficialmente publicada. Veja o art. 1º, § 1º da LINDB:
Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país 45 (quarenta e cinco) dias
depois de oficialmente publicada.
§ 1º Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia 3 (três)
meses depois de oficialmente publicada.

Errado.

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004. (CEBRASPE/CESPE/TÉCNICO DA DEFENSORIA PÚBLICA/DPE RO/TÉCNICO ADMI-


NISTRATIVO/2022/ADAPTADA) Com relação à vigência das leis, julgue a afirmativa:
A lei revogada se restaura automaticamente quando a lei revogadora perde a vigência.

A LINDB veda a repristinação tácita; esta ocorre apenas se prevista de forma expressa na lei
revogadora. Veja como consta no art. 2º, § 3º:

Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei TERÁ VIGOR até que outra a modifique ou
revogue. […]
§ 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido
a vigência.

Errado.

005. (CEBRASPE/CESPE/TÉCNICO DA DEFENSORIA PÚBLICA/DPE RO/TÉCNICO ADMI-


NISTRATIVO/2022/ADAPTADA) Com relação à vigência das leis, julgue a afirmativa:
A lei temporária terá vigor até que outra a modifique ou a revogue.

A lei temporária terá vigor durante período delimitado na lei. É o que se depreende da leitura do
art. 2º da LINDB:

Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue

Errado.

006. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR DO ESTADO DE RONDÔNIA/2022) Segundo a


Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, a regra geral, quando aplicável, é que a lei
brasileira, depois de oficialmente publicada, inicia sua vigência em
a) 45 dias em todo o país e em 3 meses nos Estados estrangeiros.
b) 3 meses em todo o país e nos Estados estrangeiros.
c) 30 dias em todo o país e em 45 dias nos Estados estrangeiros.
d) 30 dias em todo o país e em 3 meses nos Estados estrangeiros.
e) 30 dias em todo o país e nos Estados estrangeiros.

Segundo a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei n. 4.657/1942), a


regra geral, quando aplicável, é que a lei brasileira, depois de oficialmente publicada, inicia sua
vigência em 45 dias em todo o país e em 3 meses nos Estados estrangeiros, conforme esta-
belece o art. 1º, caput e § 1º

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Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.
§ 1º Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três
meses depois de oficialmente publicada.
§ 2º (Revogado pela Lei n. 12.036, de 2009).
§ 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção,
o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação.
§ 4º As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

Letra a.

007. (FGV/AUDITOR-FISCAL DE TRIBUTOS ESTADUAIS/SEFAZ AM/2022/ADAPTADA)


Com relação à vigência das leis, nos termos estabelecidos pelo Decreto-Lei n° 4657 de 1942,
julgue a afirmativa a seguir:
A lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada,
salvo se a própria lei estabelecer termo diverso.

Afirmativa correspondente ao art. 1º, do referido Decreto.

Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.

Certo.

008. (FGV/AUDITOR-FISCAL DE TRIBUTOS ESTADUAIS/SEFAZ AM/2022/ADAPTADA)


Com relação à vigência das leis, nos termos estabelecidos pelo Decreto-Lei n. 4.657 de 1942,
julgue a afirmativa a seguir:
A lei nova, que estabeleça disposições especiais a par das já existentes, modifica a lei anterior.

O correto é “gerais ou” especiais e “não revoga nem modifica” lei anterior, segundo o parágrafo
2º, do art. 2º, do referido Decreto.

Art. 2º § 2º A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não
revoga nem modifica a lei anterior.

Errado.

009. (FGV/AUDITOR-FISCAL DE TRIBUTOS ESTADUAIS/SEFAZ AM/2022/ADAPTADA)


Com relação à vigência das leis, nos termos estabelecidos pelo Decreto-Lei n. 4.657 de 1942,
julgue a afirmativa a seguir:

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DIREITO CIVIL
LINDB – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a simples
correção, o prazo para início da sua vigência continua a ser contado da publicação original.

O correto, segundo o parágrafo 1º, do art. 1º, do referido Decreto, é:

Art. 1º, § 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a
correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação.

Errado.

010. (FCC/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE-PE/2022/ADAPTADA) De acordo com o que


disciplina o ordenamento jurídico em relação à vigência de lei brasileira, julgue afirmativa:
Constitui regra obrigatória que a vigência de lei brasileira se inicia com a sanção.

Sanção é ato de competência exclusiva do Chefe do Poder Executivo, integrante da chamada


fase executiva do procedimento legislativo comum, e que transforma o projeto de lei em lei.
Por sua vez, é com a publicação, em regra, que a lei entra em vigor, sendo que a vigência pode
ocorrer de forma imediata ou diferida (vacatio legis), ex vi do art. 1º, caput, LINDB:

Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.
§ 1º Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três
meses depois de oficialmente publicada.

Errado.

011. (FCC/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE-PE/2022/ADAPTADA) De acordo com o que


disciplina o ordenamento jurídico em relação à vigência de lei brasileira, julgue afirmativa:
Não há vedação para que lei brasileira, em seu texto, estabeleça sua vigência imediata.

É o que se extrai do já citado art. 1°, caput, LINDB, que autoriza a vigência imediata da lei e,
sendo silente o legislador, fixa um prazo legal de vacatio legis, qual seja, 45 (quarenta e cinco)
dias após sua publicação oficial.
Certo.

012. (FCC/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE-PE/2022/ADAPTADA) De acordo com o que


disciplina o ordenamento jurídico em relação à vigência de lei brasileira, julgue afirmativa:
A lei brasileira, em regra, terá efeito imediato e geral no território nacional, após 45 dias da sua
publicação oficial.

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LINDB – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

Cuida-se da previsão do art. 1º, caput, LINDB.

Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.

Certo.

013. (FCC/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE-PE/2022/ADAPTADA) De acordo com o que


disciplina o ordenamento jurídico em relação à vigência de lei brasileira, julgue afirmativa:
A lei brasileira, em regra, terá efeito imediato e geral nos estados estrangeiros, após 60 dias da
sua publicação oficial.

O prazo legal estabelecido pela LINDB, no que se refere à vigência da lei brasileira nos Estados
estrangeiros, quando admitida, é de 3 (três) meses após sua publicação oficial (art. 1º, p. úni-
co, LINDB).
Errado.

014. (INSTITUTO AOCP/AUDITOR DO ESTADO/CGE MS/CORREGEDORIA E CORREI-


ÇÃO/2022) O Governador do Estado, após regular processo legislativo, sancionou e promulgou
lei estadual que concede revisão geral anual aos servidores públicos estaduais, nos termos do
art. 37, inciso X, da Constituição Federal. Considerando que a referida lei nada dispôs sobre
a sua vigência, é correto afirmar que ela começa a vigorar
a) a partir da data de promulgação.
b) a partir da data de publicação.
c) Em 15 dias depois da promulgação.
d) Em 30 dias depois da publicação.
e) Em 45 dias depois da publicação.

Salvo disposição em contrário, as leis entram em vigor 45 dias após a sua publicação, por força
do art. 1º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.
Vejamos:

Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país 45 (quarenta e cinco) dias
depois de oficialmente publicada.

Letra e.

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LINDB – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

015. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR (FUNPRESP-EXE)/


JURÍDICA/2022) A respeito da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro (LINDB), da
pessoa jurídica, do negócio jurídico e da prescrição, julgue o item a seguir.
Caso a lei B, que revogou a lei A, venha a ser revogada, a primeira volta a reger a matéria.

A assertiva trata do instituto denominado represtinação, pelo qual com a revogação de uma lei
a lei anterior volta a ter vigência. No direito brasileiro, a regra é a vedação da represtinação, de
forma que somente ocorrerá o referido instituto se houver expressa disposição nesse sentido.
Vejamos dispositivo da LINDB que corrobora o exposto:

Art. 2° Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
§ 3° Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido
a vigência.

Portanto, sem previsão expressa na lei B, a lei A não volta a ter vigência.
Errado.

016. (CEBRASPE/CESPE/ ANALISTA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR (FUNPRESP-EXE)/


JURÍDICA/2022) A respeito da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro (LINDB), da
pessoa jurídica, do negócio jurídico e da prescrição, julgue o item a seguir.
Caso a lei B, que revogou a lei A, venha a ser revogada, a primeira volta a reger a matéria.

A assertiva trata do instituto denominado represtinação, pelo qual com a revogação de uma lei
a lei anterior volta a ter vigência. No direito brasileiro, a regra é a vedação da represtinação, de
forma que somente ocorrerá o referido instituto se houver expressa disposição nesse sentido,
consoante art. 2°, § 3°, LINDB:

Art. 2° Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
§ 3° Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido
a vigência.

Errado.

017. (GUALIMP/ADVOGADO/(PREF CARMO)/2022) Analise as afirmativas.


I – A modifique.
II – A revogue.
III – Trate de temática similar.
Em consonância com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, desde que determi-
nada Lei não tenha à vigência temporária, pode-se afirmar que ela terá vigor até a criação de
outra Lei que:

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LINDB – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

Marque a alternativa que indica as afirmativas corretas.


a) I e II, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I, II e III.

Dispõe o art. 2º, caput, LINDB:

Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
§ 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incom-
patível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.
§ 2º A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga
nem modifica a lei anterior.
§ 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido
a vigência.

Logo, excetuando-se a norma temporária, a lei vigorará até que outra a modifique ou a revogue,
o que revela seu caráter permanente, a rigor, como consequência do princípio da continuidade.
Logo, a assertiva A é o nosso gabarito, uma vez que a disciplina normativa sobre temática si-
milar em lei posterior não tem o condão de revogar ou modificar a anterior, nos termos do § 3º
do art. 2º da LINDB.
Letra a.

018. (INSTITUTO AOCP/ANALISTA DE GESTÃO GOVERNAMENTAL (SEAD GO)/ARQUITE-


TURA/2022) A respeito da vigência das leis, com fundamento no que dispõe o Decreto-Lei
n. 4.657/1942, conhecido como Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, assinale a
alternativa certa.
a) Em caso de vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
b) Salvo disposição em contrário, a lei revogada se restaura por ter a lei revogadora perdido
a vigência.
c) A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela in-
compatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.
d) A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, revoga a
lei anterior.
e) Não são consideradas leis novas as correções a texto de lei já em vigor.

a) Errada. Afirmativa incorreta, visto que contraria o conteúdo disposto no art. 2º, caput, do
Decreto-Lei n. 4.657/1942 (LINDB): art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá
vigor até que outra a modifique ou revogue.

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LINDB – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

b) Errada. Afirmativa incorreta, uma vez que a lei revogada não se restaura, salvo disposição em
contrário. Nos termos do art. 2º, § 3º, do Decreto-Lei n. 4.657/1942 (LINDB): art. 2º § 3º Salvo
disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência.
c) Certa. Refere-se basicamente a cobrança do art. 2º, § 1º, do Decreto-Lei n. 4.657/1942 (LIN-
DB): art. 2º § 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja
com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.
d) Errada. Afirmativa incorreta, pois a lei nova não revoga a anterior, conforme art. 2º, § 2º, do
Decreto-Lei n. 4.657/1942 (LINDB): art. 2º § 2º A lei nova, que estabeleça disposições gerais
ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior.
e) Errada. Afirmativa incorreta, visto que a correções a texto de lei é considerado lei nova, con-
forme art. 1º, § 4º, do Decreto-Lei n. 4.657/1942 (LINDB): art. 1º § 4º As correções a texto de
lei já em vigor consideram-se lei nova.
Letra c.

019. (QUADRIX/ADVOGADO (CRF GO)/2022) Quanto à eficácia das leis no tempo e no es-
paço, julgue o item.
Em não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.

É a disposição do 2º, caput, da LINDB, que estabelece o princípio da continuidade das leis:

Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
§ 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incom-
patível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.
§ 2º A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga
nem modifica a lei anterior.
§ 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido
a vigência.

Certo.

020. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TCE-SC/2022)


Em relação à vigência e ao conflito das leis, julgue o item a seguir.
Ocorrerá derrogação quando lei posterior revogar, expressa e totalmente, a anterior, ou quando
regular inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.

A derrogação ocorre com a revogação de somente parte da lei.


Ab-rogação ocorre com a revogação de toda a lei.

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Antônio Alex Pinheiro

A revogação constitui a supressão da força obrigatória da lei, retirando-lhe a eficácia, em de-


corrência de uma lei posterior de mesma hierarquia ou superior. Vale destacar que a revogação
não precisa ser expressa, podendo ser tácita. Assim, a lei posterior revogará a anterior quando
for com ela incompatível ou quando regular inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior,
nos termos do art. 2º, §1º, da LINDB:

Art. 2° Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
§ 1° A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incom-
patível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.
§ 2° A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga
nem modifica a lei anterior

Errado.

021. (FCC/AUDITOR DA RECEITA ESTADUAL (SEFAZ AP)/2022) Atenção: A questão refe-


re-se a Direito Civil.
A lei
a) terá vigor até que outra a modifique ou revogue, ou caia em desuso.
b) nova não revoga nem modifica a lei anterior no caso de estabelecer disposições especiais
a par das já existentes.
c) começa a vigorar em todo o país noventa dias depois de oficialmente publicada, salvo dis-
posição contrária.
d) cujo texto for modificado antes de entrar em vigor tem o prazo de vacatio legis estendido em
quinze dias.
e) posterior só revoga a anterior quando expressamente o declare.

a) Errada. Pelo princípio da continuidade, a lei vigorará até que outra a modifique ou a revogue,
não sendo o desuso – que guarda relação com os costumes – uma causa para negar vigência
à norma, consoante art. 2º, caput, LINDB: art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei
terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
b) Certa. É a disposição do § 2º do art. 2º da LINDB: art. 2º Não se destinando à vigência
temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. § 1º A lei posterior revoga a
anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule
inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. § 2º A lei nova, que estabeleça disposições
gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior.
c) Errada. O período de vacatio legis legal é de 45 (quarenta e cinco) dias, contados da publicação
oficial da lei, consoante art. 1º, caput, LINDB: art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a
vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada.

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d) Errada. Como disposto no § 3º do art. 1º da LINDB, caso, antes de a lei entrar em vigor, ocorrer
nova publicação de seu texto, destinada à correção, o prazo de vacatio legis começará a correr
da nova publicação:

Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias de-
pois de oficialmente publicada. […] § 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação
de seu texto, destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a
correr da nova publicação.

e) Errada. A revogação tácita também é admitida, ex vi do art. 2º, § 1º, LINDB: art. 2º Não se
destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. § 1º A
lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompa-
tível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. § 2º A lei nova, que
estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica
a lei anterior. § 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei
revogadora perdido a vigência.
Letra b.

022. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA EM GESTÃO EDUCACIONAL (SEE PE)/DIREITO/2022)


Julgue o item a seguir, relativos à Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, à pessoa
natural e aos direitos da personalidade.
O conflito entre lei especial anterior e lei geral posterior é classificado pela doutrina como anti-
nomia aparente de segundo grau, sendo solucionado pela aplicação da norma especial.

O conflito entre lei especial anterior e lei geral posterior é classificado pela doutrina como anti-
nomia aparente de segundo grau, sendo solucionado pela aplicação da norma especial.
Nessa perspectiva, existem três critérios adotados para resolução: (i) cronológico – norma
posterior prevalece sobre a anterior; (ii) especialidade – norma especial prevalece sobre a geral;
e (iii) hierárquico – norma superior prevalece sobre norma inferior.
Em relação às classificações das antinomias, temos o seguinte quadro:
Quanto aos critérios utilizados:
(i) antinomia de 1º grau – quando o conflito de normas envolve apenas um dos critérios acima
citados (cronológico, especialidade ou hierárquico); e
(ii) antinomia de 2º grau – quando o conflito demanda a utilização de dois dos critérios.
Conforme previsto na questão:
(i) cronológico – norma posterior prevalece sobre a anterior; (ii) especialidade – norma especial
prevalece sobre a geral;
Certo.

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023. (CEBRASPE/CESPE/TÉCNICO DA DEFENSORIA PÚBLICA (DPE RO)/TÉCNICO ADMI-


NISTRATIVO/2022) O art. 5º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro dispõe o
seguinte: “Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigên-
cias do bem comum”. Esse dispositivo legal ilustra a técnica de interpretação
a) literal.
b) sociológica.
c) lógica.
d) sistemática.
e) histórica.

a) Errada. A Interpretação gramatical ou literal é aquela que consiste na busca do real sentido
do texto legal a partir das regras de linguística do vernáculo nacional.
b) Certa. Na interpretação sociológica, o juiz deve ser orientada pela função ou fim social com
a finalidade de atingir o bem comum.
c) Errada. A Interpretação lógica é aquela que consiste na utilização de mecanismos da lógica,
como de silogismos, deduções, presunções e de relações entre textos legais.
d) Errada. A Interpretação sistemática é aquela por meio de interpretação dos mais importan-
tes, visa sempre a uma comparação entre a lei atual, em vários de seus dispositivos e outros
textos ou textos anteriores.
e) Errada. A interpretação histórica leva em consideração os fatores sociais, políticos e econô-
micos que envolviam na confecção da norma.
Letra b.

024. (FCC/PROCURADOR DE UNIVERSIDADE ASSISTENTE/UNICAMP/2022) Dispõe o art.


5º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro que, na aplicação da lei, o juiz aten-
derá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. Tal dispositivo legal
a) não se aplica às cláusulas gerais impostas pelo legislador, as quais devem ser interpretadas
a partir da natureza do bem jurídico tutelado pela norma.
b) propicia interpretação atualizada da lei, compatível com as necessidades sociais de dado
contexto histórico em que aplicada.
c) compreende a proporcionalidade, mas apenas nas hipóteses em que se tratar de sanção civil.
d) contempla o método de interpretação histórico.
e) não se relaciona com a função social.

a) Errada. O art. 5º da LINDB traz previsão do princípio do fim social da norma – conceito que
compreende regras e princípios – não sendo sua aplicação excepcionada em relação às cláu-
sulas gerais estabelecidas pelo legislado.

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LINDB – Parte I
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b) Certa. Com efeito, a baliza fixada no art. 5º da LINDB permite ao operador do Direito uma
aplicação atualizada da lei – dada sua abertura semântica – que vise a atender as necessidades
sociais verificadas em determinado contexto histórico.
c) Errada. O dispositivo deve ser observado em todas as hipóteses de aplicação da lei, sem
desconsiderar, por óbvio, as especificidades de cada ramo do Direito.
d) Errada. Como já adiantamos, o art. 5º da LINDB contempla o método de interpretação so-
ciológico ou teleológico. Já o método de interpretação histórico baseia-se na história da lei
cujo sentido quer-se determinar, levando em consideração tanto sua origem (interpretação
histórico-genética), quanto sua evolução, suas alterações e as mudanças do contexto social
(interpretação histórico-evolutiva)
e) Errada. Pelo contrário, o dispositivo guarda estreita relação com a função social, que pode
ser entendida, de acordo alguns autores, como sinônimo de “fins sociais”.
Letra b.

025. (SELECON/ANALISTA EM DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIA NUCLEAR E DEFESA


(AMAZUL)/ADVOGADO/2022) O magistrado Douglas está diante de caso para julgamento
sem que haja lei específica aplicável. Nos termos da Lei de Introdução às Normas do Direito
Brasileiro, quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com:
a) o seu senso de justiça
b) a natureza do litígio
c) a situação das partes
d) os costumes

As formas de integração da norma jurídica vêm elencadas no art. 4º da LINDB, que assim
prescreve:

Art. 4º Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e
os princípios gerais de direito.

A analogia consiste na aplicação de uma norma (analogia legal ou legis) ou conjunto de normas
(analogia jurídica ou juris) próximas à situação do caso concreto quando a lei é omissa.
Os costumes, por sua vez, constituem os usos ou práticas reiteradas com conteúdo lícito e
relevância jurídica.
Por fim, os princípios gerais do direito são normas dotadas de abstração que servem de funda-
mento, estrutura e vetor de interpretação da ordem jurídica.
Letra d.

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026. (CEBRASPE/CESPE/DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL/PC RO/2022) Ninguém pode deixar


de cumprir a lei alegando não a conhecer, em razão do princípio do(a)
a) territorialidade.
b) transparência.
c) isonomia.
d) obrigatoriedade.
e) necessidade.

Em razão do princípio da obrigatoriedade, ninguém pode deixar de cumprir a lei alegando não
a conhecer, consoante art. 3º da LINDB:

Art. 3º Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece.

Letra d.

027. (INSTITUTO CONSULPLAN/RESIDENTE JURÍDICO/PGE ES/2022/16.10.2022) Nos


termos da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue o item:
A lei ordinária entra em vigência, como regra, na data de sua publicação; todavia, a lei comple-
mentar vigerá 90 (noventa) dias após sua divulgação oficial.

A lei, qualquer que seja, salvo disposição contrária, começa a vigorar em todo o país, 45 dias
depois de oficialmente publicada (art. 1º, caput, Decreto-Lei n. 4.657/1942).

Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.

Errado.

028. (INSTITUTO CONSULPLAN/RESIDENTE JURÍDICO/PGE ES/2022/16.10.2022) Nos


termos da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue o item:
O magistrado decidirá os casos a ele submetidos com base em princípios gerais do direito,
costumes ou mesmo analogia, nas hipóteses em que a lei for omissa.

É o que estabelece o art. 4º da Lei de Introdução ao Direito Brasileiro (Decreto-Lei n. 4.657/1942),


norma de integração da lei.

Art. 4º Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e
os princípios gerais de direito.

Certo.

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029. (IBFC/ADVOGADO/EBSERH HU-UNIFAP/2022/ADAPTADA) Acerca da vigência das


leis, segundo as disposições da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro (LINDB),
julgue a afirmativa:
Via de regra, a lei começa a vigorar em todo o país trinta dias depois de oficialmente publicada.

Começa a vigorar 30 dias, conforme art. 1º da LINDB:


Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.

Errado.

030. (IBFC/ADVOGADO/EBSERH HU-UNIFAP/2022/ADAPTADA) Acerca da vigência das


leis, segundo as disposições da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro (LINDB),
julgue a afirmativa:
Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia seis
meses depois de oficialmente publicada.

Essa regra não se aplica aos Estados estrangeiros, uma vez que no art. 1º, § 1º deste mesmo
artigo se estabelece que a obrigatoriedade da lei brasileira se inicia três meses depois de ofi-
cialmente publicada, e não no mesmo prazo do território nacional:
Art. 1º […]
§ 1º Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três
meses depois de oficialmente publicada.

Errado.

031. (IBFC/ADVOGADO/EBSERH HU-UNIFAP/2022/ADAPTADA) Acerca da vigência das


leis, segundo as disposições da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro (LINDB),
julgue a afirmativa:
Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção, o
prazo para entrada em vigor da lei, ainda com a modificação, continuará a correr da sua primeira
publicação.

Nos termos do § 3º deste mesmo artigo, se no período de vacatio legis houver nova publicação
de texto, para correção, o prazo volta a fluir dessa nova data.
Art. 1º […]
§ 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção,
o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação.
§ 4º As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

Errado.

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DIREITO CIVIL
LINDB – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

032. (IBFC/ADVOGADO/EBSERH HU-UNIFAP/2022/ADAPTADA) Acerca da vigência das


leis, segundo as disposições da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro (LINDB),
julgue a afirmativa:
Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.

Segundo estabelece a LINDB, temos a regra do Princípio da continuidade da lei. No entanto,


este mesmo princípio estabelece os limites dessa continuidade, esclarecendo o fim da regra
de que uma lei permanece em vigor: até que outra a modifique ou revogue, salvo os casos das
leis temporárias.

Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.

Certo.

033. (IBFC/ADVOGADO/EBSERH HU-UNIFAP/2022/ADAPTADA) Acerca da vigência das


leis, segundo as disposições da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro (LINDB),
julgue a afirmativa:
A lei nova, que estabelece disposições gerais ou especiais a par das já existentes, revoga a
lei anterior.

Como vimos anteriormente, há também uma outra consideração expressa na lei: se as novas
disposições forem gerais ou especiais não revoga ou modifica a lei anterior.

Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
§ 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incom-
patível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.
§ 2º A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga
nem modifica a lei anterior.
§ 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido
a vigência.

Errado.

034. (CEBRASPE/CESPE/ PROCURADOR JURÍDICO DO MUNICÍPIO/ (PREF. PIRES DO RIO)/2022 )


Sobre a vigência da lei, as pessoas jurídicas, a prescrição e a decadência, julgue o item que se segue.
É vedado à câmara de vereadores do Município de Pires do Rio estabelecer a data da vigência
de lei aprovada pela referida câmera, já que essa data é determinada em lei específica e, logo,
corresponde à data da sua publicação.

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DIREITO CIVIL
LINDB – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

O legislador pode estabelecer a data da entrada em vigor de determinada lei, desde que obede-
cidas às balizas da Lei Complementar n° 95/1998.
Caso a norma aprovada seja silente, entrará ela vigor em 45 (quarenta e cinco) dias contados da
publicação oficial (art. 1°, caput, LINDB), devendo essa contagem incluir a data da publicação e
do último dia do prazo, entrando a novel lei em vigor no dia subsequente à consumação integral
do prazo (art. 8°, § 1°, LC n° 95/1998).
Errado.

035. (QUADRIX/ADVOGADO/CRF GO/2022) Quanto à eficácia das leis no tempo e no espaço,


julgue o item.
Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar, em todo o País, 45 dias depois de oficialmente
publicada.

Sendo a norma silente, aplica-se o comando do art. 1º, caput, da LINDB, que estabelece o
prazo legal de vacatio legis de 45 (quarenta e cinco) dias, que será computado da publicação
oficial, verbis:
Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.
§ 1º Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três
meses depois de oficialmente publicada.
§ 2º (Revogado pela Lei n. 12.036, de 2009).
§ 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção,
o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação.
§ 4º As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

Certo.

036. (QUADRIX/ADVOGADO/CRF GO/2022) Quanto à eficácia das leis no tempo e no espaço,


julgue o item.
Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia seis
meses depois de oficialmente publicada.

Conforme § 1º do art. 1º da LINDB, nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira,


quando admitida, se inicia 3 (três) meses depois de oficialmente publicada:

Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.

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LINDB – Parte I
Antônio Alex Pinheiro
§ 1º Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três
meses depois de oficialmente publicada.

Errado.

037. (INSTITUTO CONSULPLAN/ANALISTA LEGISLATIVO/CM ITABIRA/2022/ADAPTADA)


Julgue a afirmativa conforme a Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro:
As correções a texto de Lei já em vigor consideram-se Lei nova.

Trata-se de conteúdo previsto no art. 1º, § 4º, da LINDB (Decreto-Lei n. 4.657/1942):


Art. 1º § 4º As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

Certo.

038. (INSTITUTO CONSULPLAN/ANALISTA LEGISLATIVO/CM ITABIRA/2022/ADAPTADA)


Julgue a afirmativa conforme a Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro:
Não se destinando à vigência temporária, a Lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.

Refere-se ao texto disposto no art. 2º, caput, da LINDB (Decreto-Lei n. 4.657/1942):


Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue

Certo.

039. (INSTITUTO CONSULPLAN/ANALISTA LEGISLATIVO/CM ITABIRA/2022/ADAPTADA)


Julgue a afirmativa conforme a Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro:
Salvo disposição em contrário, a Lei revogada não se restaura por ter a Lei revogadora perdido
a vigência.

A assertiva diz respeito do conteúdo do art. 2º, § 3º, da LINDB (Decreto-Lei n. 4.657/1942):
Art. 2º § 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora
perdido a vigência.

Certo.

040. (INSTITUTO CONSULPLAN/ANALISTA LEGISLATIVO/CM ITABIRA/2022/ADAPTADA)


Julgue a afirmativa conforme a Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro:
A Lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, acaba por
revogar ou modificar a Lei anterior.
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Veja-se que o erro da assertiva encontra-se no trecho “acaba por revogar”, conforme art. 2º, §
2º, da LINDB (Decreto-Lei n. 4.657/1942):

Art. 2º § 2º A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não
revoga nem modifica a lei anterior.

Errado.

041. (VUNESP/PROCURADOR/ALESP/2022/ADAPTADA) Sobre o tema da eficácia das leis


no tempo, julgue a afirmativa:
Lei posterior que regula inteiramente a matéria da lei anterior não implica a revogação desta
última, exigindo-se declaração expressa no texto.

De acordo com a LINDB, a lei posterior revoga a anterior em três situações: 1. quando expres-
samente o declare, 2. quando seja com ela incompatível ou 3. quando regule inteiramente a
matéria de que tratava a lei anterior (art. 2º, § 1º).

Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
§ 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incom-
patível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.
§ 2º A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga
nem modifica a lei anterior.
§ 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido
a vigência.

Errado.

042. (VUNESP/PROCURADOR/ALESP/2022/ADAPTADA) Sobre o tema da eficácia das leis


no tempo, julgue a afirmativa:
É possível que parte dos dispositivos de uma lei tenha vigência temporária e parte vigência
indeterminada.

Uma lei com vigência indeterminada poderá conter dispositivos com vigência temporária (com
prazo certo de duração), de maneira que, após cumprirem os objetivos mencionados, perdem
a sua eficácia.
Certo.

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043. (VUNESP/PROCURADOR/ALESP/2022/ADAPTADA) Sobre o tema da eficácia das leis


no tempo, julgue a afirmativa:
A repristinação tácita é acolhida como regra pela lei de introdução às normas do direito privado.

A Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro não admite a repristinação tácita. Assim,
conforme estabelece o art. 2º, § 3º, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora per-
dido a vigência, salvo se houver previsão expressa da repristinação.

Art. 2º § 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora
perdido a vigência.

Errado.

044. (VUNESP/PROCURADOR/ALESP/2022/ADAPTADA) Sobre o tema da eficácia das leis


no tempo, julgue a afirmativa:
Se determinada lei que previa o prazo de 45 dias de vigência após a publicação teve correção do
texto 10 dias após a publicação, o prazo de vacatio legis continuará a correr da nova publicação.

De acordo com a LINDB, se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto,
destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da
nova publicação.

Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.
§ 1º Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três
meses depois de oficialmente publicada.
§ 2º (Revogado pela Lei n. 12.036, de 2009).
§ 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção,
o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação.
§ 4º As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

Errado.

045. (VUNESP/PROCURADOR/ALESP/2022/ADAPTADA) Sobre o tema da eficácia das leis


no tempo, julgue a afirmativa:
Repristinação e efeito repristinatório são conceitos similares e estão ambos expressamente
previstos na lei de introdução às normas do direito brasileiro.

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Repristinação e efeito repristinatório são conceitos diferentes.


No que tange a Repristinação – restauração da vigência de uma norma anterior revogada em
virtude da revogação da norma revogadora – tal efeito não é acolhido pela nossa legislação pátria,
salvo mediante a inserção de cláusula expressa, conforme o art. 2º, § 3º da Lei de Introdução
das Normas do Direito Brasileiro, “in verbis”: “Art. 2º: Não se destinando à vigência temporária,
a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. § 3º: Salvo disposição em contrário, a lei
revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido sua vigência.” O Efeito Repristinatório
significa que a norma declarada inconstitucional não foi apta para revogar a norma anterior que
tratava da mesma matéria, uma vez que nasceu nula, logo não surte efeitos no mundo jurídico.
Neste caso entende-se que, declarada a inconstitucionalidade de norma revogadora (ora nula),
a norma pretensamente revogada se mantém em vigor.
Errado.

046. (IBFC/DELEGADO DE POLÍCIA/PC BA/2022) No que se refere ao disposto na Lei de


Introdução às Normas do Direito Brasileiro, assinale a alternativa Certo.
a) Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país três meses depois de ofi-
cialmente publicada
b) Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia 120
dias depois de oficialmente publicada
c) As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova
d) Mesmo se for destinada à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique
ou revogue
e) A lei revogada, via de regra, restaura-se por ter a lei revogadora perdido a vigência

a) Errada. A lei só se torna obrigatória quando entra em vigor, depois de cumprido o prazo de
vacatio legis, período entre a publicação e a entrada em vigor da lei, salvo disposição diversa.
Para a entrada em vigor no país, a vacatio legis é de 45 dias; para obrigatoriedade da lei brasileira
nos Estados estrangeiros, quando admitida, o prazo é de 3 meses, conforme prevê o art. 1º da
LINDB: art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco
dias depois de oficialmente publicada. § 1º Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei
brasileira, quando admitida, se inicia três meses depois de oficialmente publicada.
b) Errada. Para obrigatoriedade da lei brasileira nos Estados estrangeiros, quando admitida,
o prazo é de 3 meses, e não 120 dias, conforme prevê o art. 1º, § 1º, da LINDB: art. 1º Salvo
disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de ofi-
cialmente publicada. § 1º Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando
admitida, se inicia três meses depois de oficialmente publicada.
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c) Certa. De fato, será considerada lei nova a correção feita quando a lei já estiver em vigor, con-
forme prevê o art. 1º, § 4º, da LINDB. Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar
em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada.

§ 1º Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três
meses depois de oficialmente publicada.
§ 2º Revogado § 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada
a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação.
§ 4º As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

d) Errada. A regra é de que a lei não tem termo final, vigendo até que outra a modifique ou re-
vogue. No entanto, não se aplica à lei temporária, que vigorará pelo prazo nela previsto, como
decorre do art. 2º, caput, do CC: art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor
até que outra a modifique ou revogue. § 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressa-
mente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria
de que tratava a lei anterior.

§ 2º A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga
nem modifica a lei anterior.
§ 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido
a vigência.

e) Errada. A assertiva contraria o art. 2º, § 3º, da LINDB, que veda, em regra, a repristinação da
lei: art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique
ou revogue.

§ 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incom-
patível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. § 2º A lei nova, que
estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei
anterior. § 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora
perdido a vigência.

Letra c.

047. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TCE-SC/2022)


Em relação à vigência e ao conflito das leis, julgue o item a seguir.
Salvo expressa disposição em contrário, a lei começa a vigorar em todo o país no dia útil se-
guinte ao de sua publicação na imprensa oficial.

Não havendo disposição em sentido contrário, a lei entrará em vigor decorrido o prazo de 45
(quarenta e cinco) dias após sua publicação oficial, consoante art. 1º, caput, LINDB:

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Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.
§ 1º Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três
meses depois de oficialmente publicada
§ 2º (Revogado pela Lei n. 12.036, de 2009).
§ 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção,
o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação.
§ 4º As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

Errado.

048. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TCE-SC/2022)


Em relação à vigência e ao conflito das leis, julgue o item a seguir.
O período de vacância de uma lei — vacatio legis — consiste no período compreendido entre a
data de sua publicação e o início de sua vigência, e tem como finalidade dar amplo conhecimento
da lei, para que todos assimilem seu conteúdo antes de sua entrada em vigor.

De fato, o período de vacatio legis compreende o intervalo temporal entre a publicação oficial
da lei e o início de sua vigência; e tem por fim dar amplo conhecimento da lei, para que todos
assimilem seu conteúdo antes de sua entrada em vigor.
Nesse contexto, uma lei, embora válida, pois aprovada de acordo com a ordem jurídica vigente,
poderá não ter sua aplicação exigida, haja vista ainda não decorrido o prazo de vacância legal.
Certo.

049. (IDECAN/ANALISTA JUDICIÁRIO/TJ PI/JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA E AVALIA-


DOR/2022) De acordo com o disposto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro,
“salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois
de oficialmente publicada”.
O lapso temporal entre a publicação e o começo da vigência da lei é denominado
a) vacatio constitutiones.
b) iter legislativo.
c) novatio legis.
d) vacatio legis.
e) reforrnatio legis.

A vacatio legis compreende o intervalo temporal entre a publicação oficial da lei e o início de sua
vigência; e tem por fim dar amplo conhecimento da lei, para que todos assimilem seu conteúdo
antes de sua entrada em vigor.
Letra d.

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050. (INSTITUTO CONSULPLAN/PROCURADOR MUNICIPAL/PREF CAETÉ/2022) A Lei


Federal n. 0001 foi publicada em 01/01/2022; contudo, não apresentou na parte final de seu
texto indicação expressa referente ao período de vacatio legis. De acordo com o Decreto- Lei
n. 4.657/1942 (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro), a Lei n. 0001 terá vigência
a partir de:
a) Noventa dias depois de sua publicação.
b) Três meses depois de sua promulgação.
c) Quarenta e cinco dias depois de sua publicação.
d) Quarenta e cinco dias depois de sua promulgação.

Quando a lei não estabelece o período de vacatio legis, começa a vigorar em todo o país, 45 dias
depois de oficialmente publicada, de acordo com o art. 1º, caput, do Decreto-Lei n. 4.657/1942.

Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.

Letra c.

051. (INSTITUTO AOCP/PROMOTOR DE JUSTIÇA/MPE-MS/2022/XXIX) Conforme a Lei de


Introdução às normas do Direito Brasileiro, é correto afirmar que
a) o início da vigência da lei ocorre no prazo de 30 (trinta) dias depois de ela ser oficialmente
publicada, salvo disposição em contrário.
b) para que haja repristinação, é necessário que a norma repristinatória preveja expressamente
a restauração da vigência da norma revogada.
c) o prazo para começo de vigência da lei não sofre alteração se, antes de ela entrar em vigor,
ocorrer nova publicação de seu texto, destinada à correção.
d) as correções a texto de lei já em vigor não são consideradas lei nova.
e) a lei somente deixa de viger quando termina o prazo preestabelecido para ela vigorar ou
quando lei posterior expressamente revogá-la.

a) Errada. Não havendo disposição legal em sentido contrário, a lei começa a viger no prazo
de 45 (quarenta e cinco) dias depois de sua publicação oficial, conforme art. 1º, caput, LINDB:
art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.
b) Certa. De fato, nosso ordenamento não acolhe a repristinação automática, de modo que, como
regra, havendo a revogação da norma revogadora, a norma revogada não será restaurada, salvo
se houver expressa previsão legal nesse sentido, consoante § 3º do art. 2º da LINDB: art. 2º
Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.

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[…] § 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora
perdido a vigência.
c) Errada. Caso, no período de vacatio legis, ocorra nova publicação do texto da lei destinada
à correção, o prazo de vacância começará a correr da nova publicação, nos termos do § 3º do
art. 1º da LINDB:

Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias de-
pois de oficialmente publicada. […] § 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação
de seu texto, destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a
correr da nova publicação.

d) Errada. Pelo contrário, as correções de texto da lei em vigor são consideradas lei nova, ex vi
do art. 1º, § 4º, LINDB: art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país
quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada. […] § 4ºAs correções a texto de lei já
em vigor consideram-se lei nova.
e) Errada. Além da hipótese de lei temporária e da revogação expressa, uma lei também deixa
de viger quando outra a modifique, assim como quando ocorrer sua revogação tácita, conforme
art. 2º, caput e § 1º, LINDB: art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até
que outra a modifique ou revogue. § 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente
o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que
tratava a lei anterior. § 2º A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das
já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior. § 3º Salvo disposição em contrário, a lei
revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência.
Letra b.

052. (CEBRASPE/CESPE/JUIZ ESTADUAL/TJ MA/2022) O procedimento lógico de consta-


tação por meio do qual se chega a um juízo de valor, por comparação das semelhanças entre
diferentes casos concretos, é chamado de
a) interpretação sistemática.
b) analogia.
c) semântica.
d) interpretação lógica.
e) interpretação sociológica.

A Analogia consiste em aplicar a caso não previsto a norma legal concernente a caso análogo,
ou seja, a situações semelhantes deve-se aplicar a mesma regra do direito, não havendo lei que
se subsuma à hipótese, aplica-se a lei de caso análogo.
Letra b.

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053. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT 22ª REGIÃO/ÁREA JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUS-


TIÇA AVALIADOR FEDERAL/2022) De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito
Brasileiro, quando a lei for omissa, o Juiz decidirá o caso
a) de acordo com a analogia, com os costumes e com os princípios gerais de direito.
b) por equidade.
c) por equanimidade.
d) pelas máximas da experiência.
e) segundo as normas do direito estrangeiro.

A questão cobra os instrumentos de integração normativa previstos no art. 4º da LINDB, que


são a analogia, os costumes e os princípios gerais do direito: art. 4º Quando a lei for omissa,
o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito.
Letra a.

054. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT 22ª REGIÃO/ÁREA JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALI-


DADE”/2022/ADAPTADA) De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro,
julgue a afirmativa:
Só revoga a anterior se regular inteiramente a matéria.

Conforme LINDB: art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra
a modifique ou revogue. § 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare,
quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a
lei anterior.
Errado.

055. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT 22ª REGIÃO/ÁREA JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALI-


DADE”/2022/ADAPTADA) De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro,
julgue a afirmativa:
Começa a viger, salvo disposição em contrário, na data de sua publicação.

Conforme LINB: art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país qua-
renta e cinco dias depois de oficialmente publicada.
Errado.

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DIREITO CIVIL
LINDB – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

056. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT 22ª REGIÃO/ÁREA JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALI-


DADE”/2022/ADAPTADA) De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro,
julgue a afirmativa:
Possui, em regra, efeitos repristinatórios.

Conforme LINDB, art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra
a modifique ou revogue. § 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por
ter a lei revogadora perdido a vigência
Errado.

057. (FCC/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRT 22ª REGIÃO/ÁREA JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALI-


DADE”/2022/ADAPTADA) De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro,
julgue a afirmativa:
Sempre revoga a anterior, se tiverem o mesmo objeto…

Conforme LINDB: art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra
a modifique ou revogue. § 2º A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par
das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior. Se duas leis tratarem do mesmo objeto,
mas uma de forma geral, não irá revogar a outra.
Errado.

058. (QUADRIX/PROFISSIONAL ANALISTA SUPERIOR/CRECI 14/ADVOGADO/2021) A


Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro regula as normas jurídicas de uma maneira
geral, quer sejam do direito público ou do direito privado, e é considerada como uma norma
sobre normas, conforme ressalta Carlos Roberto Gonçalves. Acerca dos preceitos contidos
no referido ato normativo, julgue o item a seguir.
Salvo disposição contrária, a lei começará a vigorar em todo o País 45 dias depois de oficialmente
publicada e, se antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada
à correção, o prazo será contado a partir da data da primeira publicação.

A questão deve ser resolvida conforme art. 1º, § 3º da LINDB:

Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.
§ 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção,
o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação.

Errado.

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LINDB – Parte I
Antônio Alex Pinheiro

059. (FCC/PROCURADOR DO ESTADO DO GOIÁS/2021/XIV) Determinada lei foi oficialmente


publicada em 1º de fevereiro de 2021. Em 2 de fevereiro de 2021, foi republicada no Diário
Oficial, destinando-se essa nova publicação à correção do seu texto. Em ambas as publica-
ções, o texto da lei se limitou a dispor que ela passaria a ter vigência “na forma da lei”. Nesse
caso, sabendo-se que, de acordo com o art. 1º, caput, da Lei de Introdução às normas do
Direito Brasileiro, a lei começa a vigorar em todo o país, salvo disposição contrária, quarenta
e cinco dias depois de oficialmente publicada, pode-se afirmar que a lei em questão começou
a vigorar no País quarenta e cinco dias depois da publicação ocorrida em
a) 1º de fevereiro de 2021, contando-se esse prazo com a inclusão da data da publicação e do
último dia do prazo.
b) 2 de fevereiro de 2021, contando-se esse prazo com a inclusão da data da publicação e do
último dia do prazo.
c) 1º de fevereiro de 2021, contando-se esse prazo com a exclusão da data da publicação e a
inclusão do último dia do prazo.
d) 2 de fevereiro de 2021, contando-se esse prazo com a exclusão da data da publicação e a
inclusão do último dia do prazo.
e) 2 de fevereiro de 2021, contando-se esse prazo com a exclusão da data da publicação e do
último dia do prazo.

Dispõe o art. 1º, caput e § 3º, da LINDB:

Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada. […]
§ 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção,
o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação.

Logo, considerando que o texto da norma, no que se refere à vacatio legis, faz remissão à lei,
temos que, com efeito, o prazo para entrada em vigor da norma será de 45 (quarenta e cinco)
dias, consoante art. 1º, caput, LINDB.
Além disso, como houve a republicação, para fins de correção, antes da entrada em vigor, o
prazo de 45 dias começará a correr a partir dessa data (art. 1º, § 3º, LINDB).
Mas, como será feita essa contagem?
A resposta nos é dada pelo art. 8º, § 1º, da LC n. 95/1998, que assim dispõe:

Art. 8º A vigência da lei será indicada de forma expressa e de modo a contemplar prazo razoável
para que dela se tenha amplo conhecimento, reservada a cláusula “entra em vigor na data de sua
publicação” para as leis de pequena repercussão.
§ 1º A contagem do prazo para entrada em vigor das leis que estabeleçam período de vacância
far-se-á com a inclusão da data da publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor no dia
subsequente à sua consumação integral.

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§ 2º As leis que estabeleçam período de vacância deverão utilizar a cláusula ‘esta lei entra em vigor
após decorridos (o número de) dias de sua publicação oficial.

Logo, no cômputo da vacatio legis, devemos considerar a data da republicação (2/2/2021),


com a inclusão do último dia do prazo (18/3/2021), entrando a lei em vigor no dia subsequente
(19/3/2021).
Aqui, cabe ressaltar que a questão foi mal formulada porque deveria ter questionado se a vigência
seria da parte original da lei ou seria somente em relação à parte modificada. Sobre essa questão,
em existem diferentes entendimentos, conforme já disposto no corpo da aula, entende-se que
caso ocorra a correção (nova publicação) durante o período de vacatio legis, inicia-se um novo
vacatio legis a partir da nova publicação. O prazo começará a correr novamente APENAS em
relação à parte modificada. A parte que foi modificada se submete a um novo prazo de vacatio
legis, sem prejuízo do prazo de vacatio legis já decorrido em relação à parte não modificada.
Caso a necessidade de correção seja verificada após o término do vacatio legis, considera-se
que a correção deve ser feita por meio de outra lei, isto é, deverá haver novo processo legislativo
e não somente a publicação da lei corrigida. Embora, seja uma questão antiga, vale fazer um
estudo da mesma para entender a correção de textos de lei ainda dentro do período de vacatio
legis. Fique atento a posição da banca da sua prova.
Letra b.

060. (DIRENS AERONÁUTICA/ESTÁGIO DE ADAPTAÇÃO DE OFICIAIS DE APOIO DA AE-


RONÁUTICA (CIAAR)/SERVIÇOS JURÍDICOS/2021/EAOAP 2022/ADAPTADA) Julgue as
afirmativas sobre Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro:
Todas as leis começam a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente
publicadas.

A questão deve ser resolvida conforme art. 1º, § 3º da LINDB:

Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.
§ 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção,
o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação.

Assim, não necessariamente todas as leis irão entrar em vigor 45 dias depois de oficialmente
publicadas.
Errado.

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061. (DIRENS AERONÁUTICA/ESTÁGIO DE ADAPTAÇÃO DE OFICIAIS DE APOIO DA AE-


RONÁUTICA (CIAAR)/SERVIÇOS JURÍDICOS/2021/EAOAP 2022/ADAPTADA) Julgue as
afirmativas sobre Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro:
As correções ao texto de lei, já em vigor, não são consideradas como se a lei fosse nova, não
havendo revogação da lei corrigida, nem nova publicação da mesma.

A questão deve ser resolvida conforme art. 1º, § 3º da LINDB:


Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.
§ 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção,
o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação.
§ 4º As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

Errado.

062. (DIRENS AERONÁUTICA/ESTÁGIO DE ADAPTAÇÃO DE OFICIAIS DE APOIO DA AE-


RONÁUTICA (CIAAR)/SERVIÇOS JURÍDICOS/2021/EAOAP 2022/ADAPTADA) Julgue as
afirmativas sobre Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro:
A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incom-
patível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.

A questão deve ser resolvida conforme LINDB:


Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
§ 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incom-
patível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.

Certo.

063. (DIRENS AERONÁUTICA/ESTÁGIO DE ADAPTAÇÃO DE OFICIAIS DE APOIO DA AE-


RONÁUTICA (CIAAR)/SERVIÇOS JURÍDICOS/2021/EAOAP 2022/ADAPTADA) Julgue as
afirmativas sobre Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro:
A lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue, não se destinando à vigência temporária,
sendo que a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência, salvo dis-
posição em contrário.

A questão deve ser resolvida conforme as seguintes disposições da LINDB:

Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.
§ 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido
a vigência.

Certo.

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Antônio Alex Pinheiro

REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal, 1988.

BRASIL. Decreto-Lei n. 4.657, de 4 de setembro de 1942. Brasília: Senado Federal, 1988.

BRASIL. Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Brasília: Senado Federal, 1988.

GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil esquematizado. 11. ed. [S.l.]: Editora Saraiva, 2021.

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Antônio Alex
Doutorando em Direito pelo UniCEUB; mestre pela UnB; bacharel em Direito e Engenharia Elétrica pela
UnB. Possui licenciatura em Física; pós-graduação em Direito Notarial e Registral, Direito Processual Civil
e Gestão Pública. Atua como advogado voluntário no Núcleo Cível de Tribunais Superiores da Defensoria
Pública do DF. Servidor público federal aprovado em vários concursos públicos.

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