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Cálculo de Volumes de Sólidos de Revolução

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APLICAÇÕES DE INTEGRAÇÃOM||||M399

Observe que, para um cilindro, a área da secção transversal é constante: A(x)  A para
todo x. Assim, da nossa definição de volume, resulta que V  ha A dx  A(b  a); e isso
y b

coincide com a fórmula V  Ah.

EXEMPLO 1 Mostre que o volume de uma esfera de raio r é V  –3 pr .


4 3
r
y
SOLUÇÃO Se colocarmos a esfera de maneira que o seu centro esteja na origem (veja a Figura
r 0 x r x 4), então o plano Px intercepta a esfera em um círculo cujo raio (pelo Teorema de Pitágo-
––––––
ras) é y  √ r2  x2 . Assim, a área da secção transversal é
A(x)  py2 p(r2  x2)
Usando a definição de volume com a  r e b  r, temos

V  hr A(x) dx  hr p(r2  x2) dx


FIGURA 4 r r

 2p h0 (r  x ) dx
r 2 2
(O integrando é par.)

[ ] ( )
3 r 3
x r
 2p r2x    2p r3  
3 0 3
 –3 pr
4 3

A Figura 5 ilustra a definição de volume quando o sólido é uma esfera com raio r  1.
Pelo resultado do Exemplo 1, sabemos que o volume da esfera é –43 p  4,18879. Aqui, as
fatias são cilindros circulares (discos), e as três partes da Figura 5 mostram as interpreta-
ções geométricas das somas de Riemann

∑ A(–
xi)Δ x  ∑ p(1  –
n n
x i2)Δ x
2

i1 i1

quando n  5, 10, e 20, se escolhermos os pontos amostrais xi* como os pontos médios –
x i.
Observe que quando aumentamos o número de cilindros aproximantes, a correspondente
soma de Riemann torna-se mais próxima do volume verdadeiro.

(a) Usando 5 discos, V  4,2726 (b) Usando 10 discos, V  4,2097 (c) Usando 20 discos, V  4,1940
FIGURA 5MMAproximação do volume de uma esfera de raio 1

EXEMPLO 2 Encontre o volume do sólido obtido pela rotação em torno do eixo x da região
––
sob a curva y  √ x de 0 até 1. Ilustre a definição de volume esboçando um cilindro apro-
ximante típico.
SOLUÇÃO A região é exposta na Figura 6(a). Se fizermos a rotação em torno do eixo x, obte-
remos o sólido mostrado na Figura 6(b). Quando fatiamos no ponto x, obtemos um disco
––
com raio √ x. A área dessa secção transversal é
––
A(x)  p(√ x )2 px
e o volume do cilindro aproximante (um disco com espessura Δ x) é
400M||||MCÁLCULO

A(x)Δ x  pxΔ x
O sólido está entre x  0 e x  1; assim, o seu volume é

V  h A(x) dx  h px dx  p   
]
2 1
1 1 x p
 Obtivemos uma resposta razoável no
Exemplo 2? Para verificar o nosso trabalho,
0 0
2 0 2
vamos trocar a região dada por um quadrado de
base [0,1] e altura 1. Se fizermos a rotação desse
quadrado, obteremos um cilindro com raio 1,
altura 1 e volume p 12 1  p. Calculamos
que o sólido dado tem metade desse volume.
Isso parece estar certo.

FIGURA 6

EXEMPLO 3 Encontre o volume do sólido obtido pela rotação da região limitada por
y  x3, y  8 e x  0 em torno do eixo y.

SOLUÇÃO A região é mostrada na Figura 7(a) e o sólido resultante é mostrado na Figura 7(b).
Como a região é girada ao redor do eixo y, faz sentido fatiar o sólido perpendicularmente
ao eixo y e, portanto, integrar em relação a y. Se fatiarmos a uma altura y, obteremos um
––
disco circular com raio x, onde x  √3 y. Então, a área da seção transversal em y é
3 –– 2
A(y)  px  p( √y )  py
2 2/3

e o volume do cilindro aproximante mostrado na Figura 7(b) é


A(y)Δ y  py2/3 Δ y
Como o sólido está entre y  0 e y  8, seu volume é

V  h A(y) dy  h py2/3 dy  p [ 3–5 y5/3 ]80 


8 8 96p

0 0
5

FIGURA 7
APLICAÇÕES DE INTEGRAÇÃOM||||M401

EXEMPLO 4 A região T, limitada pelas curvas y  x e y  x , é girada em torno do eixo x.


2

Encontre o volume do sólido resultante.


SOLUÇÃO As curvas y  x e y  x se interceptam nos pontos (0, 0) e (1, 1). A região entre esses
2

pontos, o sólido de rotação e a secção transversal perpendicular ao eixo x são mostrados


na Figura 8. A secção transversal no plano Px tem o formato de uma arruela (um anel) com
raio interno x2 e raio externo x, de modo que calculamos a área da secção transversal sub-
traindo a área do círculo interno da área do círculo externo:
A(x)  px2  p(x2)2 p(x2  x4)
Portanto, temos

V  h A(x) dx  h p(x2  x4) dx  p


[ ]
1
1 1 x3 x
5
2p
  
0 0
3 5 0 15

y y

(1,1)
yx A(x)
y x2
x2

(0, 0) x 0 x x

FIGURA 8 (a) ( b) (c)

EXEMPLO 5 Encontre o volume do sólido obtido pela rotação da região do Exemplo 4 em


torno da reta y  2.
SOLUÇÃO O sólido e a secção transversal são mostrados na Figura 9. Novamente, a secção
transversal é uma arruela, mas dessa vez o raio interno é 2  x e o raio externo é 2  x .
2

y2 y2
2

2x
2  x2

yx y  x2 x
x2
0 x 1 x x x

FIGURA 9

A área de secção transversal é


A(x)  p(2 – x2)2  p(2 – x)2
402M||||MCÁLCULO

e assim o volume de S é

V  h A(x) dx
1

 ph [(2  x2)2  (2  x)2 ] dx


1

 ph (x4  5x2  4x) dx


1

[ ]
0
1
x5 x3 x2
p  5 4
5 3 2 0

8p
 
15

Os sólidos nos Exemplos 1–5 são todos chamados sólidos de revolução, porque são
obtidos pela rotação de uma região em torno de um eixo. Em geral, calculamos o volume
de um sólido de revolução usando a fórmula básica da definição

V  ha A(x) dxMMMouMMMV  hc A(y) dy


b d

e encontramos a área da secção transversal A(x) ou A(y) por uma das seguintes maneiras:
 Se a secção transversal é um disco (como nos Exemplos 1–3), encontramos o raio
do disco (em termos de x ou y) e usamos
A  p (raio)2
 Se a secção transversal é uma arruela (como nos Exemplos 4 e 5), encontramos o raio
interno rin e o raio externo rex a partir de um esboço (como nas Figuras 8, 9 e 10), e cal-
culamos a área da arruela subtraindo a área do disco interno da área do disco externo:
A  p(raio externo)  p(raio interno)
2 2

rin
rex

FIGURA 10

O próximo exemplo ilustra melhor o procedimento.

EXEMPLO 6 Encontre o volume do sólido obtido pela rotação da região no Exemplo 4 em


torno da reta x  1.
SOLUÇÃO A Figura 11 mostra uma secção transversal horizontal. É uma arruela com raio in-
––
terno 1  y e raio externo 1  √y; assim, a área de seção transversal é
A(y)  p(raio externo)2  p(raio interno)2
–– 2
 p(1  √y )  p(1  y)
2

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