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Pensamento de Descartes e Racionalismo

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Descartes 1983

Cai ou não cai?

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Texto chave

Descartes e o racionalismo (1596 - 1650)

Introdução

Olá vestibulandos, neste texto vamos


compreender o que foi o pensamento do
grande filósofo francês René Descartes,
foi um filósofo racionalista considerado o
pai da filosofia moderna como um divisor
de águas na história da filosofia, ao
separar o conhecimento filosófico do
teológico e ao ligar com o conhecimento
científico, também responsável por
colocar o indivíduo como centro da
possibilidade de apreensão.

Racionalismo

O racionalismo é a corrente de
pensamento que teoriza que o indivíduo
conhece o mundo através do uso da
razão, de tal forma que o indivíduo deve
se valer apenas do uso da razão, pois os
sentidos podem enganar em condições
não favoráveis de percepção. Logo, para
esta corrente de pensamento apenas a
pura racionalidade pode nos fazer
entender o universo.

Educação escolástica

Descartes recebe uma formação


proeminente influenciada por ideias
cristãs, isto é a tradição escolástica
formulada principalmente por São Tomás
de Aquino e Aristóteles. Isto num período
da história, onde Ir contra estes
pensamentos era o risco de ser
perseguido por inquisições, vale
considerar que Descartes é
contemporâneo de Galileu, que como
vimos fora perseguido pela igreja por se
contrapor ao seu pensamento. Descarte,
ao longo da sua formação percebe, que
o ensino na escola não correspondia ao
mundo e enquanto a ciência buscava
progresso a escolástica tinha uma eterna
discussão. Descartes percebe assim, que
a filosofia tiha verdades contestáveis, não
havia uma certeza absoluta e universal,
em contraposição a esta filosofia havia o
avanço cientifico inicial. Logo, Descartes
percebe que deve então contestar toda
essa formação filosófica escolástica e
tentar unificar os conhecimentos
científicos e filosóficos. Para tanto,
entende que o conhecimento é um só e
deveria então a partir de princípios
derivar todo o conhecimento seguinte, foi
por isso que constituiu a alegoria da
arvore do conhecimento.

Arvore do conhecimento

A árvore do conhecimento, é uma


alegoria criada por Descartes a fim de
classificar a ordem e os fundamentos do
conhecimento. O primeiro desses
conhecimentos é a metafísica, esta
possui os princípios que fundamentam o
conhecimento, sendo respectivamente a
raiz dessa árvore. Após a metafísica vem
o conhecimento da física como o tronco
dessa árvore que possibilita as bases
científicas para outras ciências. Por fim há
os frutos dessa árvore, que são
a mecânica, a medicina e a moral. Vale
ressaltar, que sendo a fisica a base das
outras ciencias, Descartes vai
desenvolver um pensamento filosofico
mecanicista, onde o mundo é formado
apenas de corpo e movimento, as outras
coisas como essência ficam em segundo
plano. Portanto, os passos necessarios
para a ciecia progredir se da pela analize
dos corpos e os movimentos dos corpos.
Ainda sobre outros conhecimentos que
Descartes vai classificar, são eles:

Teologia: não faz parte da árvore, pois


queria separar ciência de religião, para
findar a discussão que se dava pela fusão
da filosofia com a teologia, mantendo a
tradição de Galileu e revolucionando a
filosofia no processo.

Matemática: Descartes foi um grande


matemático e tinha a mesma concepção
de Galileu, que o universo está escrito em
linguagem matemática, por isso para o
pensador a matemática é primordial para
entender o funcionamento do universo.
Para o filósofo francês a matemática que
nos da verdade incontestáveis,
puramente racionais e serve de
fundamento para as outras ciências
particulares, por conseguinte estas
ciências particulares vão estar
fundamentadas em verdades
incontestáveis.

Discurso do método

(1637)

Uma das grandes obras de Descartes,


que apresenta seu pensamento para a
sociedade. Nessa obra, o autor busca
como pensar de forma certa e segura,
que então seguindo a matemática vamos
obter um método que vai possibilitar
chegar a ideias evidentes, claras e
distintas e que diferente dos sentidos
não enganam. Portanto, o fundamento
das ciências particulares. O discurso do
metodo tem como finalidade a
possibilidade de fundar um novo
conhecimento que permita um progesso
seguro de verdades incontestáveis.

As meditações metafísicas

(1641)

Esta é a outra grande obra de Descartes,


que aprofunda a questão do método,
realizando um passo a passo de como
vamos chegamos as verdades claras e
distintas e abandonando o conhecimento
empírico e ilusório, partindo para o
conhecimento matemático e
incontestável, por último para as
verdades metafísicas, que são o
fundamento do conhecimento.

duvida metódica: consiste em duvidar


de tudo aquilo que pode enganar, e tudo
que já conhecemos, portanto vai atraves
da duvida filtrando o conhecimento geral
em quais são conhecimentos claros e
distintos. Ou seja, a dúvida metódica vai
filtrar o que chega pela tradição e
verificar o que se mantém após a
imposição dos questionamentos
levantados, nesse movimento Descartes
vai duvidar do geral seja dos sentidos do
corpo, ou até se estava sonhando e
pensa estar acordado, afinal segundo
Descartes enquanto dormimos não
conseguimos distinguir se estamos
sonhando ou não, logo poderíamos
sempre estar sonhando quando
pensamos estar acordados.

A verdade Indubitavel

O processo de filtragem cartesiano


através da dúvida metódica tem a
finalidade de chegar a uma verdade
incontestável, visto que não se pode
duvidar do pensamento matemático, que
é puramente racional e não depende dos
sentidos, mas Descartes teoriza sobre a
possibilidade de existir um gênio maligno
(um deus enganador) com que faça que
me engane sempre, inclusive sobre as
verdades matemáticas, por exemplo,
fazendo-me pensar, que um mais um é
igual a dois, enquanto na verdade é três,
dessa forma todo o conhecimento estaria
em ruínas, não poderíamos ter
conhecimento nem dos sentidos, nem da
matemática e nem da existência em si.
No entanto, mesmo que possa se
enganar sobre tudo há ainda algo que se
pode acreditar, isto é, enquanto duvido
eu penso e enquanto penso
existo, penso logo existo. Logo, o ato do
pensamento é o princípio fundamental
que fundamenta o conhecimento
humano a partir do indivíduo pensante,
ou seja, pode se afirmar que existe algo e
isto é o eu pensante, mesmo que este eu
só exista em matéria de pensamento.
Vale ressaltar, que o argumento de
Descartes não é um argumento
silogístico aristotélico, pois é uma
intuição, uma ideia inata da mente,
puramente racional. Assim, Descartes
realiza através desse argumento uma
grande virada na história da filosofia,
colocando o indivíduo no centro da
reflexão filosófica, onde a primeira
certeza que fundamenta todas as outras
é a certeza do eu é que a partir daí vai
provar que outras coisas existem.

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