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Resenha Energética 2021 Brasil

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RESENHA

ENERGÉTICA
BRASILEIRA

EDIÇÃO

2022
1
ANO BASE 2021
MME | Resenha Energética Brasileira
Ministério de Minas e Energia

Ministro de Minas e Energia


Adolfo Sachsida

Secretário Executivo
Hailton Madureira de Almeida

Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético


José Guilherme de Lara Resende

Secretário-Adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Energético


Frederico de Araújo Telles

Diretor do Departamento de Informações e Estudos Energéticos


André Luiz Rodrigues Osório

Coordenador-Geral
Gustavo Santos Masili

Equipe Técnica
Bruna Rodrigues de Oliveira
Carlos Augusto Amaral Hoffmann
Daniele de Oliveira Bandeira
Esdras Godinho Ramos
Gilberto Kwitko Ribeiro
João Antônio Moreira Patusco – Consultor (até Maio de 2022)
Letícia dos Santos Benso Maciel (até Julho de 2022)
Nathália Akemi Tsuchiya Rabelo
Ubyrajara Nery Graça Gomes
William de Oliveira Medeiros

Apoio Administrativo
Rayane Naiva de Sousa

2 MME | Resenha Energética Brasileira


Fontes de Dados:
Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL
Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - ANP
Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE
Centrais Elétricas Brasileiras S.A – Eletrobras
Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB
Empresa de Pesquisa Energética – EPE
Entidades de Classe de Setores Industriais
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA
Ministério de Minas e Energia - MME
Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS
Petróleo Brasileiro S.A – Petrobras
Sistema de Informações Energéticas – SIE Brasil

Ministério de Minas e Energia – MME


Esplanada dos Ministérios Bloco U – 5º Andar
70065-900 – Brasília – DF
Tel.: (55 61) 2032 5555

Agradecimentos:

Os ícones utilizados nesta resenha foram obtidos na plataforma Flaticon.


Especificamente dos autores: Freepik, Smashicons e Good Ware.

3 MME | Resenha Energética Brasileira


Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético - SPE
Departamento de Informações e Estudos Energéticos – DIE
[Link] | die@[Link]
(+55 61) 2032 5986

Consulte em:

4 MME | Resenha Energética Brasileira


SUMÁRIO

Apresentação ______________________________________________________________ 6
Matriz Energética Brasileira ___________________________________________________ 6
Emissões de Gases de Efeito Estufa _____________________________________________ 8
Comércio Externo de Energia __________________________________________________ 9
Matriz Elétrica Brasileira______________________________________________________ 9
Matrizes de Oferta Elétrica – SIN, Isolados e Autoprodutor Cativo ____________________ 10
Geração dos Autoprodutores _________________________________________________ 11
Capacidade Instalada de Geração _____________________________________________ 12
Linhas de Transmissão ______________________________________________________ 14
Universalização de Acesso à Energia ___________________________________________ 15
Leilões no Setor de Energia Elétrica ____________________________________________ 15
Petróleo – Oferta e Demanda ________________________________________________ 16
Gás Natural – Oferta e Demanda ______________________________________________ 17
Instalações de Petróleo e Gás ________________________________________________ 17
Reservas de Petróleo e Gás __________________________________________________ 19
Bioenergia ________________________________________________________________ 20
Frota de Veículos Leves e Motos ______________________________________________ 21
Consumo Setorial de Energia _________________________________________________ 22
Preços de Energia ao Consumidor _____________________________________________ 23
Mundo – Matriz Energética __________________________________________________ 24
Mundo – Matriz Elétrica _____________________________________________________ 25
Mundo – Matriz de Consumo Final ____________________________________________ 26
Mundo – Bioenergia ________________________________________________________ 27
Mundo – Intensidade Energética ______________________________________________ 28
Mundo – Bioenergia em Transportes ___________________________________________ 30
Brasil – Dados Gerais de Energia ______________________________________________ 31
Brasil – Produção Industrial __________________________________________________ 32
Notas____________________________________________________________________ 32

5 MME | Resenha Energética Brasileira


Resenha Energética Brasileira
EXERCÍCIO DE 2021

Apresentação
Esta Resenha Energética tem por objetivo Energia – MME, e com a participação de
apresentar os principais indicadores de agentes do setor energético e de outros
desempenho do setor energético brasileiro de ministérios (ANP, ANEEL, ANM, ONS, CCEE,
2021, nas áreas de petróleo, gás natural, PETROBRAS, ELETROBRAS e MAPA), concluiu o
bioenergia, energia elétrica, carvão mineral e levantamento dos dados das cadeias
setores intensivos em energia, além da análise energéticas brasileiras de 2021. Isso permitiu
de dados agregados das cadeias energéticas e elaborar as análises mencionadas, em
comparações internacionais. complementação com informações de boletins
A Empresa de Pesquisa Energética - EPE, em mensais das secretarias do MME e de outras
coordenação com o Ministério de Minas e instituições.

Matriz Energética Brasileira

A Oferta Interna de Energia – OIE [1], em 2021, 15,0% em relação a 2020 e de 8,4% em relação
foi de 301,5 milhões de toneladas equivalentes a 2019.
de petróleo (tep), ou 301,5 Mtep, mostrando
aumento de 4,5% em relação a 2020, como As fontes renováveis recuaram 3,8 pontos
resultado da melhora econômica pós- percentuais (de 48,5% para 44,7%) na matriz
pandemia. Em relação a 2014, ano de recorde energética brasileira em razão da redução na
da OIE (305,6 Mtep), o recuo foi de 1,3%. participação dos grupos Hidráulica e
Eletricidade e de Derivados de Cana-de-Açúcar.
A taxa positiva da OIE foi menor do que a do A oferta hidráulica foi afetada por um baixo
Produto Interno Bruto – PIB, de +4,6%. O setor regime de chuvas e a oferta de derivados de
de serviços, que foi severamente afetado pela cana-de-açúcar também foi afetada por
pandemia em 2020, apresentou recuperação e condições climáticas adversas como a estiagem
finalizou 2021 com volume de serviços 6,6% durante o ciclo produtivo das lavouras, e pelas
superior ao nível pré-pandemia, de fevereiro baixas temperaturas em junho e julho de 2021
de 20201. Nessa recuperação, destaca-se o em importantes regiões produtoras. As fontes
setor aéreo, com aumento no PIB de 37,0% em renováveis não tiveram uma redução maior
relação a 2020, mas ainda 13,5% inferior a devido a Outras Renováveis, incluindo Eólica e
2019. No setor industrial, destaca-se o PIB do Solar, que apresentaram um aumento de
subsetor de Aço e Derivados, com aumento de 13,2%.

1IBGE, Pesquisa Mensal de Serviços, página 27, dezembro de


2021, publicado em 10/02/2022 às 9 horas.

6 MME | Resenha Energética Brasileira


Tabela 1: Oferta Interna de Energia (OIE) – 2020 e 2021.
mil tep Estrutura %
ESPECIFICAÇÃO 21/20 %
2020 2021 2020 2021
NÃO-RENOVÁVEL 148.518 166.597 12,2 51,5 55,3
PETRÓLEO E DERIVADOS 95.247 103.625 8,8 33,0 34,4
GÁS NATURAL 33.824 40.225 18,9 11,7 13,3
CARVÃO MINERAL E DERIVADOS 14.027 17.017 21,3 4,9 5,6
URÂNIO (U3O8) E DERIVADOS 3.727 3.900 4,7 1,3 1,3
OUTRAS NÃO-RENOVÁVEIS (a) 1.693 1.829 8,0 0,6 0,6
RENOVÁVEL 139.966 134.881 -3,6 48,5 44,7
HIDRÁULICA E ELETRICIDADE 36.215 33.189 -8,4 12,6 11,0
LENHA E CARVÃO VEGETAL 25.710 26.083 1,4 8,9 8,7
DERIVADOS DA CANA-DE-AÇÚCAR 54.933 49.442 -10,0 19,0 16,4
OUTRAS RENOVÁVEIS (b) 23.108 26.168 13,2 8,0 8,7
TOTAL 288.483 301.478 4,5 100,0 100,0
dos quais fósseis 144.791 162.696 12,4 50,2 54,0
(a) Gás de alto-forno, de aciaria e de enxofre; (b) lixívia, biodíesel, eólica, solar, casca de arroz,
biogás, resíduos de madeira, gás de carvão vegetal e capim elefante.

A tabela 1 mostra a composição da OIE de 2020 Transporte e Industrial, que haviam sido muito
e 2021, onde se observa um aumento na OIE afetados pela pandemia em 2020 e pela maior
total de 4,5%. Os combustíveis fósseis geração de energia térmica para compensar a
apresentaram um aumento de 12,4%, redução de geração hidráulica devido à
impulsionados pela recuperação dos setores de escassez de chuvas.

Figura 1: Oferta Interna de Energia no Brasil – 2021 (%).


Não-Renováveis Total Renováveis
166,6 Mtep 301,5 Mtep 134,9 Mtep

Óleo Etanol e Bagaço


Gás Eólica
62,2 36,7
Industrial 4,6
1,1 Solar
1,1
Nuclear Lenha Biodiesel
2,3 e Car. 4,3
Carvão Outros
Veg.
10,2 9,5
19,3
Gás Hidro
24,1 44,7% 24,6
renovável

A figura 1, ilustra a estrutura da OIE de 2021. fontes renováveis na matriz energética


Observa-se, no gráfico central, as vantagens brasileira. Nos países da Organização para a
comparativas da participação de 44,7% das Cooperação e Desenvolvimento Econômico –

7 MME | Resenha Energética Brasileira


OCDE [2] (a maioria desenvolvidos), em 2019, Lenha e Carvão vegetal de 1,0 ponto percentual
essa proporção foi de 11,0%, e de 13,8% na (p.p.), eólica de 1,1 p.p., solar de 0,4 p.p. e
média mundial, segundo a Agência “outras renováveis” de 1,4 p.p.. Hidráulica
Internacional de Energia - IEA. recuou 1,3 p.p. e derivados da cana recuou 2,6
De 2020 para 2021, considerando as fontes p.p..
renováveis, houve aumento na participação de

Emissões de Gases de Efeito Estufa pelo Uso da Energia

Em 2021, as emissões de Gases de Efeito Estufa IEA. Foi alcançado o maior nível anual, desde
do Brasil pelo uso da energia foram de 433,1 1900, em decorrência de maior geração
milhões de toneladas de dióxido de carbono elétrica por carvão mineral na maioria dos
equivalente (MtCO2eq), representando um países desenvolvidos e na China. No Brasil, a
aumento de 13,2% sobre as emissões de 2020 relação entre as emissões e a OIE em 2021
e 11,0% abaixo do recorde de emissões de ficou em 1,44 tCO2/tep, indicador 33,0%
2014, ano de elevada geração termelétrica por inferior ao do bloco da OCDE, e 37,0% inferior
fontes fósseis, de 484,6 MtCO2eq. Devido à ao mundial.
recuperação da economia mundial frente à
pandemia de Covid-19, houve um aumento de As emissões na geração elétrica aumentaram
6% nas emissões de gases de efeito estufa no 49,2%, em razão de uma maior geração
mundo, alcançando 33,4 GtCO2eq em 2021 termelétrica por combustíveis fósseis,
(excluindo emissões por processos industriais), originada por uma forte seca em 2021, que
segundo o relatório Global Energy Review da reduziu a geração hidráulica em 8,5%.

Figura 2: Emissões de CO2 por Fonte e por Setor - 2020 e 2021.

MtCO2 eq 60% MtCO2 eq


90%
259,1 281,0 172,7 190,0 2020
80% 2020 50%
67,7% 64,9% 45,1% 43,9%
70% 2021 2021
60% 40% 115,4 126,1
50% 30,2% 29,1%
30%
40% 48,1 71,8
66,1 81,7 16,6% 46,5 45,2
30% 57,6 70,4 20%
12,6% 12,2% 10,4%
17,3% 18,9% 15,0% 16,3%
20% 10%
10%
0% 0%
GERAÇÃO TRANSPORTE INDÚSTRIA OUTROS
ÓLEO GÁS CARVÃO ELÉTRICA

8 MME | Resenha Energética Brasileira


Comércio Externo de Energia

Tabela 2: Dependência Externa de Energia.

FONTE UNIDADE 2020 2021


Em 2021 o Brasil continuou com superávit de
mil tep -32.699 -12.089 energia, embora tenha reduzido o superávit em 6,9
TOTAL pontos percentuais (p.p.) com a produção de
% -10,6 -3,7
energia primária superando a demanda total
mil bep/d -1.120 -911 (consumo final e perdas) em 3,7%, contra 10,6% do
PETRÓLEO E DERIV.
% -55,9 -42,2 ano anterior. O 1º superávit da história ocorreu em
milhões m³ 9.553 17.175 2018, de 1,3%. O indicador de 2021 foi influenciado
GÁS NATURAL
% 27,3 40,5 pela redução do superávit em 13,7 p.p. de petróleo
mil t 17.424 21.783 e derivados e do maior déficit em gás natural que
CARVÃO MINERAL subiu 13,2 p.p. em relação ao ano anterior. Em
% 74,6 76,1
petróleo e derivados, o superávit foi de 42,2%.
GWh 24.718 23.103
ELETRICIDADE
% 3,8 3,4
Nota: valores negativos correpondem a exportação líquida e vice-versa

Matriz Elétrica Brasileira

Em 2021, a Oferta Interna de Energia Elétrica – anuais de expansão vão diminuindo: 875,6%
OIEE ficou em 679,2 TWh, montante 3,9% em 2017, 316,1% em 2018, 92,2% em 2019,
superior ao de 2020. Entre as renováveis, a 61,5% em 2020 e 55,9% em 2021.
geração solar apresentou a maior taxa de A supremacia da geração hidráulica continua,
crescimento em 2021 (55,9%), sendo que a mas reduziu sua participação na matriz elétrica,
geração distribuída já contribuiu com 53,8% da de 64,4% em 2020 para 56,8% em 2021,
geração solar total. Apesar da solar ter incluindo importação.
aumentado a sua participação na OIEE, as taxas

Tabela 3: Oferta Interna de Energia Elétrica – 2020 e 2021.


GWh Estrutura (%)
ESPECIFICAÇÃO 21/20 %
2020 2021 2020 2021
HIDRÁULICA 396.381 362.818 -8,5 60,7 53,4
BAGAÇO DE CANA 38.776 34.326 -11,5 5,9 5,1
EÓLICA 57.051 72.286 26,7 8,7 10,6
SOLAR 10.748 16.752 55,9 1,6 2,5
OUTRAS RENOVÁVEIS (a) 19.966 21.398 7,2 3,1 3,2
ÓLEO 9.013 17.327 92,3 1,4 2,6
GÁS NATURAL 59.480 86.957 46,2 9,1 12,8
CARVÃO 11.946 17.585 47,2 1,8 2,6
NUCLEAR 14.053 14.705 4,6 2,2 2,2
OUTRAS NÃO RENOVÁVEIS (b) 11.350 11.955 5,3 1,7 1,8
IMPORTAÇÃO 24.718 23.103 -6,5 3,8 3,4
TOTAL (c) 653.481 679.212 3,9 100,0 100,0
Dos quais renováveis 547.640 530.684 -3,1 83,8 78,1
(a) Lixívia, biogás, casca de arroz, capim elefante, resídos de madeira e gás de c. vegeta; (b) Gás de alto forno,
de aciaria, de coqueria, de refinaria e de enxofre; e alcatrão; (c) Inclui autoprodutor cativo (que não usa a rede
básica).

9 MME | Resenha Energética Brasileira


Em 2021, as fontes renováveis ficaram com 20,2 TWh foram de excedentes para o
78,1% de participação na matriz da OIEE, mercado. Ainda cabe mencionar o aumento de
indicador 5,7 p.p. abaixo do verificado em 7,2% na geração por Outras Renováveis, com
2020. A energia solar havia ultrapassado a alta de 20,9% para o biogás (de 1.328,5 GWh
geração por óleo (diesel e óleo combustível) em 2020 para 1.606,2 GWh em 2021).
em 2020. No entanto, mesmo com alta de
55,9% na capacidade instalada em 2021, ficou A figura 3 ilustra a matriz de OIEE. O gráfico
abaixo da geração por óleo, que aumentou central mostra as vantagens comparativas dos
92,3% em 2021, devido ao maior acionamento 78,1% de fontes renováveis na matriz elétrica
de térmicas em decorrência da maior escassez brasileira, contra o indicador de apenas 28,1%
de chuvas em 2021. da média mundial, e de 30,1% do bloco da
OCDE.
No caso do bagaço, dos 34,3 TWh gerados, 14,1
TWh foram usados para consumo próprio e

Figura 3: Oferta Interna de Energia Elétrica - 2021 (%).


Não renováveis Total Renováveis
148,5 TWh 679,2 TWh 530,7 TWh

Bagaço
6,5
Outras
Renov.
Óleo
Gás 4,0
11,7
58,5
Gás Eólica
Industrial 13,6
8,0
Urânio
9,9 Hidro Solar
Carvão 78,1% 72,7 3,2
11,8
renovável

A geração eólica aumentou 26,7%, com Brasil, respondendo por 30,6% da geração total,
destaque para o Rio Grande do Norte que se e ultrapassando a Bahia (28,8%).
tornou o estado com maior geração eólica do
Tabela 4: Geração Eólica, por Estado Brasileiro (GWh) – 2020 e 2021.

Matrizes de Oferta Elétrica – SIN, Sistemas Isolados e


Autoprodutor Cativo
A tabela 5 apresenta a participação da geração Observa-se que a hidráulica aparece com maior
hidráulica, segundo diferentes configurações: participação no SIN, de 63,1% (84,4% em 2012).
no Sistema Interligado Nacional – SIN, nos No Brasil, a participação da hidráulica recua
Sistemas Isolados, pelo Autoprodutor de para 56,8%, em razão da maior participação de
Energia – APE Cativo e na oferta do Brasil. térmicas nos sistemas isolados e no APE Cativo.

10 MME | Resenha Energética Brasileira


Tabela 5: Configurações da Oferta de Eletricidade, por Fonte – 2021 (%).

Fonte SIN Isolados APE Cativo Brasil


Hidráulica 63,1 0,2 3,5 56,8
Nacional 59,3 0,2 3,5 53,4
Importada 3,8 - - 3,4
Térmica 20,2 99,8 93,0 27,9
Fóssil 16,2 99,8 46,7 19,7
Renovável 4,0 - 46,3 8,2
Nuclear 2,4 - - 2,2
Eólica 11,9 - 0,01 10,6
Solar 2,4 - 3,5 2,5
Total (%) 100,0 100,0 100,0 100,0
% renováveis 81,4 0,2 53,3 78,1
Total (TWh) 607,7 3,9 67,6 679,2
% participação 89,5 0,6 10,0 100,0

Geração dos Autoprodutores


A tabela 6 mostra a geração total de APE em Assim, entram nos cálculos da geração APE: as
2021. Até a segunda metade da década de 90, participações acionárias em hidrelétricas
a autoprodução de energia elétrica era quase (parciais ou totais), de empresas como Vale,
totalmente destinada ao consumo próprio, e Companhia Siderúrgica Nacional – CSN e
sem o uso de rede pública. Desde então, com o Companhia Brasileira de Alumínio – CBA; o
avanço da legislação, o autoprodutor tem consumo próprio (sem uso de rede pública); e
podido vender excedentes ao mercado, bem excedentes (vendas), por parte das usinas do
como adquirir total ou parcialmente usinas setor sucroalcooleiro e de outros setores,
hidrelétricas distantes dos estabelecimentos incluindo injeção de Geração Distribuída – GD.
consumidores e que demandam o uso da rede
básica do SIN.
Tabela 6: Geração* e Consumo de Eletricidade, por Autoprodutor – 2021 (GWh).

Da GD total (9,81 TWh), 7,38 TWh foram A geração total de APE em 2021 foi estimada
injetados na rede, correspondendo a 21,5% dos em 114,0 TWh, representando 20,0% do
excedentes. A GD solar participou com 91,9% consumo final brasileiro de energia elétrica
no total da GD, tendo injetado na rede 6,75 (19,7% em 2020 e 18,8% em 2019). Do total da
TWh. geração APE, 59,3% foram destinados ao
11 MME | Resenha Energética Brasileira
consumo próprio (sem uso da rede pública), é o único com superávit, gerando 124,3% acima
10,6% corresponderam à participação do consumo próprio (110% em 2013), e com
acionária em hidrelétricas distantes dos locais participação de 31,1% na geração elétrica total
de consumo, e 30,1% foram vendidos ao de APE (29% em 2011).
mercado (excedentes). O setor sucroalcooleiro

Capacidade Instalada de Geração

Em 2021, a expansão líquida da capacidade Assim, a potência instalada brasileira de


instalada nacional de geração elétrica foi de geração passou a 190,6 GW (com GD) em 2021,
11,1 GW. As fontes renováveis foram mostrando acréscimo de 6,2% sobre 2020.
responsáveis por 89,0% da expansão e Destaca-se a expansão da capacidade instalada
participaram com 83,8% da potência instalada da GD por solar que aumentou 189,2% e
nacional de geração. A maior expansão ocorreu alcançou 8.771 MW, representando 4,6% da
com a solar, de 5,48 GW, 49,5% da expansão matriz da capacidade instalada de geração
total (com GD). elétrica nacional.

Tabela 7: Capacidade Instalada de Geração Elétrica (MW).

12 MME | Resenha Energética Brasileira


Figura 4: Oferta de Potência de Geração Elétrica com Importação– 2021 (%).

A potência de planejamento do Sistema utilizando-se de observações sobre indicadores


Interligado Nacional (líquida) corresponde à de fator de capacidade de setores
geração transmitida e distribuída por redes autoprodutores, foi possível estimar a potência
públicas, exclusive os sistemas isolados e o instalada por alguns agregados de energéticos,
consumo próprio de autoprodutores (sem o cujos dados constam na tabela 8. Cabe destacar
uso da rede). que foi adicionada a potência de 5.751 MW,
A partir dos dados levantados pela EPE, para o referente a plataformas de petróleo e não
consumo de energia elétrica de APE Cativo, e registrada na ANEEL.

Tabela 8: Geração e Capacidade Instalada de APE com GD.

Com a potência instalada total da tabela 7 e os instalada de planejamento do SIN, cuja


dados da tabela 8 foi possível construir a tabela expansão da geração e das respectivas linhas
9, discriminando o SIN, os Sistemas Isolados, de transmissão enseja a programação de
APE e GD. No caso de APE foram considerados leilões. No caso, a oferta de potência instalada
apenas os com registros na ANEEL. A primeira em 2021 foi de 196,4 GW, incluídos 5,8 GW de
coluna da tabela 9 refere-se à potência importação contratada.

13 MME | Resenha Energética Brasileira


Tabela 9: Oferta de Potência Instalada de Geração Elétrica, segundo Diferentes
Configurações - 2021 (%).

Além da potência instalada do SIN, é relevante participação da hidráulica ocorre na estrutura


a participação na potência instalada dos APEs do SIN, de 68,4%. No total do Brasil, a
com cerca de 25,9 GW (principalmente proporção da hidráulica fica menor, em 58,7%,
térmica) e da Geração Distribuída, com cerca em razão da maior presença de potência
de 9 GW (principalmente solar). A maior térmica nos APEs.

Linhas de Transmissão

A extensão total do sistema de transmissão de de Boa Vista, em Roraima. Em capacidade de


energia elétrica alcançou ao final de 2021 a transformadores, foram adicionados 18,1 mil
marca de 169,9 mil km, montante que Megavolts-Amperes (MVA) em 2021
considera a Rede Básica do Sistema Interligado (acréscimo de 4,6%), elevando o total para
Nacional, conexões de usinas, interligações 410,9 mil MVA.
internacionais e 190 km dos sistemas isolados

Figura 5: Estrutura da Malha de Transmissão, por Tensão – 2021.

500 kV Do total da extensão de LT, 64,3 mil km


37,5% 600 kV (CC) são na tensão de 230 kV, com expansão
7,5%
de 2,8% (1.747 km) em 2021, e 63,7 mil
km na tensão de 500 kV, com expansão
750 kV
1,6% de 10,3% (5.964 km).
440 kV 800 kV (CC)
4,0% 5,4% As malhas em 230 kV e 500 kV somam
345 kV 128,0 mil km, ou 75,3% da malha total.
6,1%
A capacidade em subestações passou a
230 kV 410,9 mil MVA, com expansão 4,6%
37,9% (+18,1 mil MVA)
Total: 169,9 mil km

14 MME | Resenha Energética Brasileira


Universalização de Acesso à Energia

De acordo com indicadores da Pesquisa de 20% ainda acumulam fogões a lenha ou


Nacional de Amostra de Domicílios – PNAD carvão vegetal, e aproximadamente 60% têm
contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e fogões, fornos ou micro-ondas elétricos.
Estatística – IBGE e com as novas ligações Os números da Figura 6 referem-se
elétricas, estima-se que 99,8% dos 75 milhões exclusivamente a medidores. No caso do setor
de domicílios particulares permanentes tinham residencial, os dados incluem domicílios
acesso à eletricidade. No indicador, 0,3 p.p. particulares permanentes e não permanentes,
corresponde a domicílios com geração própria. como casas de veraneio, por exemplo. Os dados
São estimados entre 100 e 200 mil domicílios não incluem os domicílios particulares
sem acesso à energia elétrica. De dezembro de permanentes, eletrificados segundo os critérios
2010 a dezembro de 2021, a média anual de do IBGE, e que estejam ligados a um mesmo
novos domicílios com acesso à energia elétrica medidor, ou ligados clandestinamente na rede
fica em 1,4 milhão. Atualmente, mais de 98% pública, que constituem cerca de 5 a 6 milhões
dos domicílios dispõem de fogões a gás de de domicílios.
botijão (GLP) ou canalizado (gás natural). Perto
Figura 6: Medidores de Energia Elétrica (milhões).

100
O número total de medidores de energia
74,90 76,40 elétrica chegou a 88,26 milhões em 2021,
80
mostrando alta de 1,7% sobre 2020 (+1,52
milhão). As classes Comercial e Residencial
60
2020 2021 tiveram aumentos no número de medidores.
A classe residencial inclui habitações de uso
40
Total 2021: 88,3 milhões permanente e não-permanente, e não inclui
as ligações clandestinas (perdas comerciais).
20
5,86 5,91 4,71 4,68 As ligações clandestinas aparecem nas
0,80 0,80 0,47 0,47 pesquisas do IBGE como unidades
0
residenciais eletrificadas.
Residencial Comercial Rural Demais classes Industrial

Leilões no Setor de Energia Elétrica


Como não foram realizados leilões de energia de energia nova (A-3, A-4 e A-5), sendo
nova em 2020, mas voltaram a ocorrer em contratados 1.846 MW, com previsão de R$ 7,1
2022, foi elaborada análise comparativa entre bilhões de investimentos e com deságios
2019 e 2021. Em 2021 foram realizados 3 leilões médios de 31%, 29% e 50% respectivamente.

Figura 7: MW Contratados

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Figura 8: Preço Médio (R$/MWh e US$/MWh).
300 100
Total: ponderado pela potência e preço de cada fonte A cotação do dólar é a de compra, no dia do leilão
260
250 229 80
2019 2021 2019 2021
214
200 187 189 191 188
60 56
157 156
150
148
136 46 48 46
38 36 41
40 33 35
98 28 29
100 78 24
19
20
50
- -
- -
Bio Gás UHE PCH e Eólica Solar Total Bio Gás UHE PCH e Eólica Solar Total
CGH CGH

Já na área de linhas de transmissão, houve 2 48% e o segundo, com investimento estimado


leilões, sendo contratados no total 1.417 km de em R$ 2,89 bilhões e deságio médio de 50%.
novas linhas de linhas de transmissão, além de
3.350 MVA de potência de subestações, Em dezembro de 2021, a previsão para a
cobrindo 11 estados, gerando 9.236 empregos, expansão de potência era de 7,6 GW para 2022,
entrando em operação em 2026 e com 14,1 GW para 2023 e de 7,4 GW para 2024.
investimentos previstos de R$ 4,13 bilhões em Para as linhas de transmissão, a expansão
2 leilões: o primeiro, com investimento prevista é de 9,0 mil km em 2022, 6,5 mil km
estimado em R$1,3 bilhão e deságio1 médio de em 2023 e de 3,4 mil km em 2024.

Petróleo – Oferta e Demanda

Em 2021, a demanda total de derivados de em 2020, contrastando com os demais anos, já


petróleo ficou em 2.111,5 mil barris que o indicador vinha crescendo desde 2015.
equivalentes de petróleo (bep) por dia,
montante 8,5% superior ao de 2020. A A carga de refinarias em 2021 (petróleo virgem,
produção de petróleo (incluindo Líquidos de LGN, óleo de xisto e outras cargas) ficou em
Gás Natural – LGN e óleo de xisto) teve queda 1.879,2 mil bep/dia, com alta de 1,9% (4,2% em
de 1,5%, chegando ao montante de 2.999,1 mil 2020).
barris (bbl) por dia. Neste contexto, o petróleo
encerrou o ano com superávit de 62,1% e os A figura 9 ilustra os déficits e superávits dos
derivados com déficit de 10,5%. Ao todo, houve derivados de petróleo, em relação à demanda
exportações líquidas de petróleo e derivados da total de cada fonte. Apenas o óleo combustível
ordem de 890,1 mil bep/dia, 23,3% menor que tem superávit.

1
Desconto na Receita Anual Permitida (RAP).

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Figura 9: Comércio Externo Líquido de Derivados de Petróleo (%).

Gás Natural – Oferta e Demanda

Em 2021, deduzidos os volumes de gás produção cresceu 4,7%, junto com a


reinjetado e não aproveitado, a oferta de gás importação, que avançou 75,4%, e a soma de
disponível para os diferentes usos aumentou não aproveitado e reinjetado cresceu 0,5%
21,2%. Na composição da oferta de gás, a (22,3% em 2020 e 22,4% em 2019).

Instalações de Petróleo e Gás

A capacidade de refino apresentou ligeiro Os dutos de derivados de petróleo e de etanol


avanço em 2021, com aumento de 0,7% em somaram 6,3 mil km ao final de 2021, sendo
relação a 2020. O fator de capacidade foi de 78% de transporte e 22% de transferência. Os
79,0%, mais alto que os 77,3% do ano anterior, oleodutos de transferência de petróleo
sinalizando uma redução da ociosidade do somaram 2,1 mil km de extensão (em 2020
parque de refino. foram feitas revisões na extensão).

Ao final de 2021, a malha brasileira de transferência estava com 2,25 mil km. No
gasodutos de transporte contava com 9,3 mil exterior, para que o gás importado possa chegar
km, praticamente a mesma de 2020. A malha de à fronteira com o Brasil, há 450 km na Argentina

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(24”); 557 km na Bolívia (32”) e 362 km na O Brasil conta com 5 terminais de regaseificação
Bolívia (18”). de gás natural: na Baía de Guanabara (RJ), com
20 Mm³/dia de capacidade, e início de operação
Os gasodutos de distribuição somavam 40,3 mil
em abril de 2009; no Porto de Pecém (CE), com
km ao final de 2021, com incremento de 1,7 mil
capacidade de 7 milhões Mm³/d e início de
km sobre 2020 (+4,3%).
operação em janeiro de 2009; em Salvador (BA),
As unidades de processamento de gás natural com 20 Mm³/dia (14 milhões de m³/dia até
no Brasil somavam 104,7 milhões de m³ por dia 2018), e início de operação em janeiro de 2014;
(Mm³/d) de capacidade instalada ao final de no Porto de Sergipe, da Celse, com 21 Mm³/d, e
2021, valor 2,8% inferior ao de 2020, início de operação em novembro de 2019; e o
decorrente da retirada do montante relativo ao mais recente, de maio de 2021, no Porto do Açu
polo de Atalaia em Aracaju. A distribuição por (RJ), com capacidade instalada de 14 Mm³/d. A
estado era: 28,8% no Rio de Janeiro, 21,5% em capacidade instalada total em 2021 foi de 82
São Paulo, 19,7% no Espírito Santo, 11,6% no Mm³/d.
Amazonas, 10,9% na Bahia, e 7,5% no Ceará, Rio
Grande do Norte e Alagoas.

Ao final de 2021, estavam em produção 401 São Paulo, com 9,3% (7,0% em 2014 e 9,1% em
campos de petróleo, sendo que Bahia, Rio 2020) e o Espírito Santo, com 7,2% (15,0% em
Grande do Norte, Espírito Santo e Rio de Janeiro 2013 e 8,4% em 2020). Três estados produtores
respondiam por 82,3% desses campos. Em tiveram alta, o Rio de Janeiro (0,1%), São Paulo
termos de produção de petróleo, Rio de Janeiro, (1,0%) e Maranhão (22,5%).
São Paulo e Espírito Santo responderam por
97,2%. Bahia e Rio Grande do Norte têm muitos Na produção nacional de gás natural, de 48,8
campos de baixa produtividade, visto que são bilhões de m³ (83% no mar), em 2021, o estado
em terra. do Rio de Janeiro ficou com 63,9% (40,0% em
2015 e 63,4% em 2020), seguido de São Paulo
Da produção de petróleo e óleo de xisto de (12,4%), Amazonas (10,2%) e Maranhão (4,4%).
168,8 milhões de m³ em 2021, 97,0% ocorreram Destaque para a expansão de 5,6% no RJ, de
no mar. O Rio de Janeiro ficou com 80,5% da 26,8% na Bahia e 58,5% no Maranhão, os únicos
produção (73,0% em 2013 e 79,2% em 2020); estados com alta.
Tabela 10 – Campos e Produção de Petróleo e Gás, por Estado.

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Tabela 11: Indicadores de E&P por Ambiente e Campo.

2020 2021 2021/20 2020 2021


Produção de Petróleo e Gás Natural por Ambiente (Mboe/dia)
Petróleo
Ambiente Mboe/dia % Estrutura % Considerando-se somente o
Pré-Sal 2.566 2.710 5,6 68,6 72,4 petróleo, apesar da queda de
Pós-Sal 951 805 -15,4 25,4 21,5 produção em quatro dos cinco
Terra 223 231 3,4 6,0 6,2 maiores campos produtores da
Total 3.741 3.745 0,1 100,0 100,0 camada do pré-sal, a participação
Os 5 Campos com maior produção de Petróleo desse ambiente de exploração
Campos Mbbl/dia % % do Brasil aumentou entre 2020 e 2021,
respondendo atualmente por 74%
Tupi (ex Lula) 954,0 901,0 -5,6 32,4 31,0
do total de petróleo produzido
Buzios 513,1 549,8 7,2 17,4 18,9
(acréscimo de 5,1% sobre 2020),
Sapinhoa 205,8 195,2 -5,1 7,0 6,7 enquanto a produção no pós-
Jubarte 185,7 159,3 -14,2 6,3 5,5 sal decresceu 17,2%.
Roncador 149,3 129,2 -13,5 5,1 4,4
Total 2.008 1.934 -3,7 68,1 66,5

Reservas de Petróleo e Gás

As reservas provadas de petróleo, ao final de e 85,4% do total - aumento de 12,9%) e em São


2021, eram de 13,2 bilhões de barris (avanço de Paulo (1,1 bilhões de barris e 9,0% do total - alta
10,9% sobre 2020) e suficientes para atender a de 1,4%). Já em terra, as maiores reservas
12,1 anos da produção de 2021. As de gás provadas de petróleo estavam no Rio Grande do
natural eram de 377,3 bilhões de m³ (avanço de Norte (136,7 milhões de barris e 28,7% do total
11,6%) e equivalentes a 7,7 anos da produção - avanço de 15,6%), em Sergipe (128 milhões de
o de 2021. barris e 26,9% do total - aumento de 12,8%) e na
Bahia (111,6 milhões de barris e 23,5% do total
As maiores reservas marítimas de petróleo
estavam no Rio de Janeiro (10,8 bilhões de barris – queda de 8,7%).

Tabela 12: Reservas de Petróleo e Gás Natural.


RESERVAS NACIONAIS DE PETRÓLEO E GÁS NATURAL
2020 2021 % 2021/2020
Produto Local
Provadas Totais Provadas Totais Provadas Totais
Petróleo Terra 0,5 0,7 0,5 0,7 4,0 -1,1
(bilhões de Mar 11,5 19,5 12,7 23,5 11,1 20,2
barris) TOTAL 11,9 20,2 13,2 24,2 10,8 19,5
Terra 77,0 90,9 77,7 96,7 0,8 6,3
Gás Natural
Mar 261,0 360,0 299,6 461,7 14,8 28,2
(bilhões de m³)
TOTAL 338,0 450,9 377,3 558,4 11,6 23,8
Nota 1: Os dados seguem o novo Regulamento Técnico de Estimativa de Recursos e Reservas de Petróleo e Gás Natural (RTR),
estabelecido por meio da Resolução ANP nº 47/2014, que substitui a Portaria ANP nº 09/2000.
Nota 2: As reservas totais incluem “recursos contingentes”.

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Quanto ao gás natural, na plataforma apresenta as maiores reservas provadas, de 41,0
continental, as maiores reservas estão bilhões de m³ (52,9% e queda de 4,1%), seguido
localizadas no estado do Rio de Janeiro com pelo Maranhão, com 27,0 bilhões de m³ (34,8%
248,6 bilhões de m³ (83,0% e avanço de 17,4%) e alta de 9,7%) e pela Bahia, com 5,7 bilhões de
e em São Paulo, com 30,8 bilhões de m³, 10,3% m³ (7,5% e recuo de 11,0%).
do total e avanço de 6,8%. Em terra, o Amazonas

Bioenergia

A oferta total de bioenergia em 2021 foi de 93,1 bagaço de cana, por 33,9 Mtep (68,6%). Na
Mtep (1.808,5 mil bep/dia), montante matriz energética brasileira, o bagaço
correspondente a 30,9% da matriz energética representou 11,2% e o etanol, 5,2%.
brasileira (33,6% em 2020 e 29,3% em 2015). Os Em 2021, a produção de etanol ficou em 30,0
produtos da cana (bagaço e etanol), com 49,4
milhões de m³ (Mm³), mostrando baixa de 8,3%
Mtep, responderam por 53,1% da bioenergia e em relação a 2020 (-7,3% em 2020, +5,6% em
por 16,4% da matriz (OIE). A lenha, com 26,1 2019, +19,9% em 2018, -2,1% em 2017). O
Mtep, respondeu por 28,0% da bioenergia e por consumo rodoviário, de 28,6 Mm³, recuou 3,5%
8,7% da matriz. Outras bioenergias (lixívia, em relação ao ano anterior. Em 2021, o Brasil
biogás, resíduos de madeira, resíduos da apresentou queda de 7,8% nas exportações de
agroindústria e óleos vegetais), com 17,6 Mtep, etanol e de 54,9% nas importações, mantendo
responderam por 18,8% da bioenergia e por
assim seu perfil de exportador líquido do
5,8% da matriz.
combustível, com 1.435,9 mil m³ (1.068,0 mil m³
Na composição da oferta de produtos da cana, o em 2020 e 496,0 mil m³ em 2019).
etanol respondeu por 15,5 Mtep (31,4%), e o

A produção de biodiesel foi de 6.766 mil m³ em correspondendo a 11,9% do diesel total (12,1%
2021, com alta de 5,0% sobre 2020 (+8,6% em em 2020).
2020, +10,7% em 2019 e +24,7% em 2018),
Tabela 13: Produção de Biodiesel, por Estado (mil m³)

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Em 2021, cerca de 40 usinas produziram Grande do Sul, com 63,8 mil m³. Em termos de
biodiesel. Em volume, a maior expansão da taxa de expansão, a maior também foi do
produção ocorreu no Paraná, com 415,3 mil Paraná, com 51,3%, seguida de Goiás, com
m³, seguida de Goiás, de 86,1 mil m³, e o Rio 9,8% e do Piauí, com 6,9%.

Frota de Veículos Leves e Motos

Em 2021, foram licenciados 2,12 milhões de Dos licenciamentos de 2021, 35 mil veículos
veículos nacionais e importados, com alta de foram elétricos ou híbridos (2020: 19,7 mil,
3,0% sobre 2020 (2020:-26,2%, 2019:12,9%, 2019: 11,8 mil, 2013: 0,5 mil). A frota de
2018:13,7%, 2017:9,2%, 2016:-20,2%, 2015:- veículos automotores, ao final de 2021, foi
25,6%). Os automóveis leves ficaram com 73,5% estimada em 46,6 milhões de unidades, sendo
dos licenciamentos, os comerciais leves com 44,1 milhões de automóveis e comerciais leves
19,7%, os caminhões com 6,1% e os ônibus, (0,7% sobre 2020), segundo o Sindicato
0,7%. Entre 2003 e 2021, foram licenciados Nacional da Indústria de Componentes para
cerca de 38 milhões de veículos flex-fuel. Veículos Automotores - Sindipeças. A figura 10
inclui ônibus e caminhões.

Figura 10: Veículos Totais, por Tipo (%) Figura 11: Frotas (milhões).
100% 50

44,1
43,8
43,5
42,4
Motos Carros

41,6
15,7
17,5 40,7
40,6
90% 20,2 45
39,6

27,3 24,8 22,0


37,9

32,1 29,6
37,4
35,5

80% 40,9 11,3 40


48,5 44,7 10,9
33,0

10,4 10,6
70%
30,7

10,1 10,3 35
10,1
28,3

10,0
26,2

60%
9,7 30
24,3

9,7
22,6

50% 9,8
21,1
20,0

9,7 25
40%
17,1

16,8

16,8
16,6
16,3
15,8
15,6

72,8 20
15,2

67,2 68,9 71,5


61,8 64,3
13,1

30% 59,2
12,4

56,5
11,7

51,0
10,4

42,1 46,9 15
37,4
9,5

20%
8,6
7,3

10
6,3
5,5
4,9

10%
4,4 3,4 2,5 1,9 1,4 1,2 0,8 0,6 0,4 0,3 0,3 0,2 5
0%
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 0
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
2020
2021

Álcool Flex Diesel Gasolina


Nota: Os autoveículos movidos a Gás Natural, os tetrafuel e os híbridos elétricos não são representativos.

O consumo total de gasolina + etanol + gás frota, dos avanços tecnológicos e da crise
natural, em gasolina equivalente ([Link].), por econômica que reduz o percorrido médio.
veículo do ciclo Otto (exclui motos), ficou em Estima-se um consumo de 8,6 milhões de m³ de
1.154 litros em 2021, com alta de 4,6% sobre [Link]. para as motos (17 mil km/ano, e 32 km/l),
2020 (-11,6% em 2020, em razão do COVID-19). respondendo por 17,0% do total do ciclo Otto.
Sobre 2008, ano em que foi verificado o A frota de motos tem por base os resultados
recorde de 1.384 litros por veículo, o indicador recentes da PNAD Contínua do IBGE e a curva
de 2021 ficou 17% menor reflexo da maior história do Sindipeças [3]. (1 litro de etanol=0,7 litro de
proporção de veículos de menor cilindrada na gasolina e 1 m³ GN=1 litro de gasolina.)

21 MME | Resenha Energética Brasileira


Consumo Setorial de Energia

O Consumo Final de Energia - CFE de 2021 ficou 2021, afetada pelas reduções do uso final do
em 262,2 Mtep, montante 3,5% superior ao de bagaço da cana (-12,0%) e do etanol (-3,3%). Os
2020, e 1,2% inferior ao volume recorde de maiores avanços na bioenergia foram no
265,5 Mtep, verificado em 2014. O CFE consumo da lixívia (+6,2%), biodiesel (+5,3%) e
representou 87,0% da Oferta Interna de lenha (+3,2%). As maiores expansões foram
Energia, sendo 13,0% de perdas na observadas no carvão mineral e gás natural, de
transformação e distribuição. Em 2020, a 13,9% e 10,4% respectivamente. No caso do
parcela de perdas foi um pouco menor, de carvão, o aumento da produção de aço por
12,2%. redução a coque de carvão mineral gerou um
crescimento de 11,8% na demanda industrial
Diferentemente de 2020, quando obteve da fonte. Para o gás natural, houve expansão de
avanço, a bioenergia foi a única com 20,8% no uso industrial.
decréscimo de -3,8% no consumo final em
Tabela 14: Consumo Final de Energia, por Fonte.
mil tep Dentro da bioenergia, destacam-se as
Fonte 21/20%
2020 2021 quedas no uso do bagaço da cana,
principalmente na indústria (-14,8%), diante
Derivados de Petróleo 96.350 103.094 7,0
da produção 15,0% menor de açúcar
Gás Natural 14.619 16.136 10,4
associada ao setor de alimentos e bebidas,
Carvão Mineral 10.147 11.555 13,9 e no setor energético (-8,3%), bem como do
Eletricidade 47.102 49.090 4,2 etanol, com decréscimos de 3,2% no setor
Bioenergia 82.631 79.464 -3,8 de transportes, e de 11,6% de participação
Total 253.432 262.237 3,5
do etanol hidratado nos motores flex.

Tabela 15: Consumo Final de Energia – por Setor.


mil tep
Setor 21/20% Severamente afetado pelo COVID-19, o setor de transportes
2020 2021 demonstrou poder de reação em 2021, sendo a maior expansão
Indústria 81.840 84.807 3,6 na matriz de consumo, puxado principalmente pelo consumo do
Transporte 79.375 85.144 7,3 setor aéreo (+32,6%) e rodoviário (+6,9%). Em outros setores,
destaque para o comercial, com avanço de 6,6% em relação a
Setor Energético 26.317 24.861 -5,5 2020, indicando a retomada perante o ano anterior, visto que foi
Outros Setores 53.336 54.179 1,6 um dos setores mais afetados pelos efeitos do COVID. O
consumo das residências e agropecuário também avançou,
Uso Não Energético 12.563 13.247 5,4
porém de forma mais tímida, com 0,8%, em ambos os casos.
Total 253.432 262.237 3,5

Na indústria, praticamente todos os setores Celulose (+6,1%), Cimento (+5,7%) e


contribuíram com a taxa positiva de 3,6%: Metalurgia de Ferroligas (+3,9%), explicitando
Outros (+15,0%), Têxtil (13,9%), Química a retomada econômica dos setores diante do
(+11,3%), Metalurgia de Ferro-Gusa e Aço fim das restrições da COVID-19. A exceção é a
(+11,2%), Cerâmica (+10,6%), Outros indústria de alimentos e bebidas, com queda de
Metalúrgicos e Não Ferrosos (+9,6%), 10,5%.
Mineração e Pelotização (+7,3%), Papel e
22 MME | Resenha Energética Brasileira
Preços de Energia ao Consumidor

Em 2021, todos os 13 produtos da Figura 12 eletricidade residencial (16,7%), gasolina C


apresentaram aumento de preço. Dois (34,9%) e eletricidade industrial (18,5%).
produtos tiveram seus aumentos abaixo da Assim, verifica-se que, de maneira geral, os
inflação: o gás natural residencial (0,9%) e o gás preços associados ao consumo das famílias (GLP
natural automotivo (3,1%). O maior aumento foi de uso na cocção, gasolina e etanol de uso em
o de coque de petróleo: 140,8%. Outros veículos leves, e diesel de uso em transporte),
aumentos: GLP residencial (27,8%), etanol tiveram altas acima da inflação.
hidratado (45,4%), carvão mineral importado Em média, os preços praticados no setor
(44,7%), gás natural industrial (31,1%), óleo residencial são superiores aos dos outros
combustível (75,0%), óleo diesel (32,9%), setores, devido aos maiores custos de
distribuição.
Figura 12: Preços e Tarifas ao Consumidor (R$/bep).

2019 2020 2021


1.600
Indústria Transportes Residencial
1.400

1.200

1.000

800

600

400

200

0
GN OC CQ EE CM GAS C ETAN GNV OD PET EE GLP GN
IND IND PET IND IMP HID IMP RES RES RES

Na indústria, em 2021, o gás natural (GN IND) uma recuperação em 2021, passando para
passou a ser mais competitivo que o óleo 10,3%, por conta da redução acentuada da
combustível (OC IND) em relação aos anos participação de bagaço de cana, de 22,1% em
anteriores. Apesar da maior facilidade de uso do 2020 para 18,2% em 2021.
gás e usos mais eficientes, os preços e uma O preço reduzido do coque de petróleo
maior expansão de setores de baixo consumo do importado (CQ PET) em relação ao gás natural e
produto (açúcar em 2020) resultaram no recuo ao óleo combustível, de usos industriais, explica
da sua participação no consumo total de energia sua proporção de 69,7% no consumo total de
do setor industrial, de 11,4% em 2018, para energia da indústria de cimento.
10,5% em 2019 e para 8,8% em 2020, mas houve

23 MME | Resenha Energética Brasileira


Mundo – Matriz Energética

Em 2018, a demanda mundial de energia foi de bioenergia líquida e do gás natural. Já em vários
14.282,0 Mtep, segundo a Agência países são significativos os aumentos de gás
Internacional de Energia, e de 14.486,0 Mtep natural e nuclear.
em 2019 (+1,4%). Estimativas do DIE para 2020
mostram valor de 13.963,0 Mtep, com recuo Na biomassa sólida, por exemplo, a OCDE
de 3,8% sobre 2019, evidenciando os efeitos do apresenta expansão de 1973 para 2021,
COVID-19 no mundo. Já para 2021, as situação oposta à verificada no Brasil e nos
estimativas mostram recuperação de 5,2% na outros países. De fato, na OCDE, já não se
demanda mundial de energia (14.689,0 Mtep), verifica a substituição de lenha por
já superando em 1,2% o valor de 2019. combustíveis fósseis, movimento ainda
Nos últimos 48 anos, as matrizes energéticas acentuado no resto do mundo. Na OCDE, há
do Brasil e de outros países do mundo expansão do uso da lenha na indústria de papel
apresentaram significativas alterações e celulose, e em aquecimento ambiental,
estruturais. No Brasil, houve forte aumento na principalmente.
participação da energia hidráulica, da

Tabela 16: Oferta Interna de Energia no Brasil e Mundo (% e tep).

As reduções das participações dos derivados de de US$ 3 para US$ 12; em 1979, de US$ 12 para
petróleo nas matrizes energéticas, entre 1973 US$ 40 e a partir de 1998, quando teve início
e 2021 refletem o esforço de substituição um novo ciclo de aumentos. A pandemia do
desses produtos, decorrente principalmente COVID-19 afetou em maior proporção o
dos choques nos preços de petróleo: em 1973, consumo de derivados de petróleo (ênfase no

24 MME | Resenha Energética Brasileira


consumo de transportes), com recuo próximo e solar também passam a contribuir nos
de 9% em 2020, mas já com aumento perto de últimos anos.
6% em 2021/20.
A recuperação da energia em 2021, em
No Brasil, a máxima participação do petróleo e especial dos derivados de petróleo, reduziu as
de seus derivados na matriz energética ocorreu participações das renováveis nas matrizes
em 1979, quando atingiu 50,4%. A redução de energéticas, mas o Brasil mantém indicador de
11,2 p.p. entre 1973 e 2021 evidencia que o três a quatro vezes os indicadores dos demais
país, seguindo a tendência mundial, também blocos.
desenvolveu esforço significativo de
substituição desses energéticos fósseis, sendo Em relação ao mundo, os países da OCDE, com
digno de nota, nesse caso, os aumentos da apenas 17% da população, respondem por 42%
geração hidráulica, da produção de biodiesel, e da sua economia (US$ PPP2), e por 35% da sua
dos usos de derivados da cana, como etanol energia, mostrando, assim, maior consumo per
carburante e bagaço para fins térmicos. Eólica capita de energia e menor intensidade
energética em relação ao PIB.

Mundo – Matriz Elétrica

Nos últimos 48 anos, as matrizes de Oferta mineral do Brasil, a tendência de queda


Interna de Energia Elétrica do Brasil, da OCDE e verificada até 2011, quando chegou a 1,1% de
de “Outros” países, apresentam as mesmas participação, foi revertida em razão do baixo
tendências, de redução das participações de regime de chuvas ocorrido desde então. Na
petróleo e derivados e hidráulica, e de OCDE o carvão mineral perdeu 16,6 p.p., de
aumento das participações das demais fontes, 1973 a 2021.
a exceção do carvão mineral. No caso do carvão
Tabela 17: Oferta Interna de Energia Elétrica no Brasil e Mundo (% e TWh).

2 Paridade de Poder de Compra, do inglês Power Purchase Parity.

25 MME | Resenha Energética Brasileira


Em 2021, as participações da hidráulica nas destaca, com 8,2% de participação (forte
matrizes elétricas recuaram em todos os geração por bagaço de cana e lixívia). Eólica e
blocos, mas o indicador do Brasil, apesar da solar surgem com forte expansão em todas as
forte seca, continua muito superior (mais do regiões.
triplo). Na bioenergia sólida, o Brasil também se

Mundo – Matriz de Consumo Final

De 1973 para 2021, o consumo industrial de “Outros Setores” perde 13,4 p.p. no período,
energia dos países da OCDE recuou de 958 como resultado, principalmente, do
Mtep para 788,0 Mtep, apesar do consumo movimento de urbanização, em que há
final total de energia ter aumentando de 3.076 substituição de lenha e de dejetos de animais
Mtep para 3.961,0 Mtep (4.180,0 Mtep em por gás de cozinha, que é 5 a 10 vezes mais
2019). Nos países desenvolvidos, além da eficiente.
natural inovação tecnológica, que aumenta a
eficiência dos equipamentos, há uma forte A participação do setor energético tende a uma
expansão do uso de sucata (reposição e estabilização entre 7% e 10%. O mesmo ocorre
manutenção superam a expansão de bens), o com os usos não energéticos. “Outros Setores”
que reduz significativamente a transformação tende a ter menor participação relativa nos
primária de minerais metálicos, intensivos em países tropicais, considerando, que nos países
energia. São países praticamente “construídos” frios, 70% a 80% da energia de serviços e
com pouca expansão na construção civil, residencial destinam-se ao aquecimento
comparativamente aos países em ambiental.
desenvolvimento.
O Brasil, na década de 80, absorveu parte da
Em termos de estrutura setorial do consumo indústria “pesada” mundial (intensiva em
final de energia, nos países da OCDE há uma energia), passando a ser grande exportador de
acentuada redução da participação da indústria aço, ferroligas e alumínio. Atualmente, ainda é
e aumentos das participações de transportes e exportador, mas com maior participação de
serviços, comportamentos coerentes com o produtos menos intensivos em energia. A
estado de desenvolvimento dos seus países- indústria, com recorde de participação de 38%
membros. Nos outros países, o agregado no CFE de 2007, passou a 32,3% em 2021.

Tabela 18: Matriz de Consumo Final de Energia, por Setor (% e tep).


Brasil OCDE Outros (*) Mundo
Setor
1973 2021 1973 2021 1973 2021 1973 2021
Indústria 29,8 32,3 31,2 19,9 33,1 31,5 30,6 25,9
Transportes (**) 25,0 32,5 22,6 31,2 10,8 18,9 21,5 26,7
Setor Energético 3,3 9,5 8,5 6,9 5,8 8,0 7,2 7,4
Outros Setores 39 20,7 30,6 33,5 46,6 33,2 35,0 31,8
Uso Não Energético 3,1 5,1 7,2 8,4 3,8 8,7 5,7 8,2
Total (%) 100 100 100 100 100 100 100 100
Total - Mtep 76 262 3.076 3.961 1.691 6.412 5.027 11.059
% do mundo (**) 1,5 2,4 61,2 35,8 33,6 58,0
(*) Exclusive Brasil e países da OCDE. (**) Inclui bunker apenas no mundo. Nos países, o bunker entra como exportação.

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Mundo – Bioenergia

A bioenergia sólida tende a decrescer nos países líquida: etanol e biodiesel. Enquanto no bloco
em desenvolvimento, em termos relativos e OCDE o consumo total de energia per capita é
absolutos. Nos países desenvolvidos já não há três vezes o indicador do bloco “Não OCDE”, em
mais bioenergia sólida a ser substituída, mas, por termos de bioenergia, o indicador “Não OCDE”
outro lado, há uma expansão da bioenergia supera em cerca de 30,0% o indicador da OCDE.

Tabela 19: Consumo Setorial de Bioenergia em 2019 (tep e %).


Mtep %
Fonte A estrutura percentual do uso da
OCDE ÑOCDE OCDE ÑOCDE bioenergia nos ÑOCDE deve se
Papel e Celulose 51,2 10,7 23,6 1,3 aproximar da estrutura dos OCDE, na
medida do maior crescimento econômico
Outras Indústrias 23,7 139,5 10,9 17,3
relativo do primeiro bloco. A lenha recuará
Transporte 59,3 35,7 27,4 4,4 em termos absolutos no bloco ÑOCDE,
Residencial 69 594,8 31,8 73,7 em razão da substituição por gás, na
Outros 13,5 26,9 6,2 3,3 cocção de alimentos. Já os usos de
Total (%) 216,7 807,6 100,0 100,0 bioenergia nos outros setores tendem a
crescer, em termos absolutos.
% do Mundo 21,2 78,8

A maior necessidade de transformação primária uso na indústria “fina” (de maior valor
de minerais metálicos nos países em agregado), são os que mais incrementam suas
desenvolvimento implica na maior utilização do participações, deslocando derivados de petróleo
carvão mineral, principal insumo na produção de e carvão mineral. Já o uso da eletricidade é
ferro-gusa. Nos países da OCDE, os combustíveis crescente em todos os estágios de
mais nobres, como eletricidade e gás, de maior desenvolvimento dos países.

Tabela 20: Matriz de Consumo Industrial de Energia, por Fonte (% e tep).


Brasil OCDE Outros (*) Mundo
Fonte
1973 2021 1973 2021 1973 2021 1973 2021
Derivados de Petróleo 40,3 11,4 32,7 9,7 22,6 7,5 29,2 8,2
Gás Natural 0,1 10,3 26,1 36,5 18,9 17,0 23,1 22,1
Carvão Mineral 7,0 15,2 19,1 8,9 31,6 36,1 23,4 28,0
Eletricidade 11,1 21,6 16,6 32,7 20,0 29,3 17,8 30,0
Bioenergia 41,4 41,4 4,4 7,2 6,3 4,2 5,6 6,1
Calor 0,0 0,1 1,0 5,0 0,5 6,0 0,8 5,5
Total (%) 100 100 100 0 100 100 100 100
Total - milhões tep 23 85 958 788 559 1.996 1.540 2.869
% do mundo 1,5 3,0 62,2 27,5 36,3 69,6
(*) Exclusive Brasil e países da OCDE.

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O aumento da participação da bioenergia nos resíduos do próprio processo industrial (lixívia,
países da OCDE se deve, principalmente, à maior lenha e resíduos de árvores).
expansão da indústria de celulose, que utiliza os

Mundo – Intensidade Energética

Dados do comércio externo brasileiro indicam intensidade energética industrial, que é a


que, em 1990, para cada tonelada importada relação entre energia e o valor agregado do
de bens duráveis e não duráveis, era necessário setor (inclui o consumo de energia no setor
exportar 1,9 tonelada, para paridade de valor, energético). Os cálculos mostram que, no bloco
em dólares. Em 2000, o indicador passou a 2,7, da OCDE, o indicador recuou 55% entre 1973 e
e em 2020 a 3,7, tendo atingido o recorde em 2019. No Brasil, a intensidade mais que dobrou
2015, de 3,9. Os indicadores refletem uma no mesmo período, aumentando em 130%.
perda de competitividade com o exterior, em
razão da primarização das exportações O aumento no indicador de intensidade da
brasileiras. Austrália até 2000 se deve à forte expansão do
consumo próprio da indústria de energia, com
Ainda na mesma linha de raciocínio, em 1980, foco na exportação de carvão mineral, a preços
a energia agregada aos produtos exportados, pouco atrativos. A partir de 2000, há uma forte
como aço, ferro-gusa, alumínio, alumina, recuperação nos preços de commodities em
ferroligas, pelotas, açúcar, e celulose, geral, o que inverte a tendência de alta da
representava 9% do consumo industrial de intensidade. A Austrália exporta energia
energia e, em 2021, o indicador mais que equivalente a uma vez e meia a energia que
quadruplicou, sendo que celulose e açúcar consome, o que coloca o setor energético com
passaram a ter maior peso. A figura 13, a seguir, grande peso na economia.
apresenta, para alguns anos, os índices de

Figura 13: Índices de intensidade energética da indústria (2005=100).

28 MME | Resenha Energética Brasileira


O Brasil terá dificuldades em reduzir a diferença entre as duas barras mostra o peso
intensidade em razão da forte presença da do consumo próprio de energia do setor
indústria de aço, pelotas, ferroligas, níquel, energético, em relação às demais atividades
alumínio, celulose e açúcar. No México, a partir industriais. O México, embora com relativo
de 1980, houve uma acentuada expansão da peso da atividade de petróleo na economia,
exportação de petróleo, o que explica os apresenta baixa intensidade, em razão da forte
aumentos no indicador de intensidade até presença da atividade de montagem de
1990. veículos destinados aos Estados Unidos, com
A figura 14 apresenta as intensidades da uma baixa intensidade em energia e uma alta
indústria verificadas no ano de 2019. A presença de mão de obra.

Figura 14: Intensidade Energética da Indústria em 2019, sem e com o Consumo


Próprio do Setor Energético (tep/mil US$ PPP 2017).

Observa-se, ainda na figura 14, que os países commodities (à exceção da China). O consumo
em desenvolvimento, como China, Rússia, próprio do setor energético da África do Sul
África do Sul e Brasil, apresentam maiores eleva em 72% a intensidade energética da
intensidades energéticas na indústria que os indústria e, na Austrália, em 71%. No Brasil,
países desenvolvidos. Isso ocorre pois ainda essa elevação foi de 33% em 2021, mais
têm muito por expandir, e pouco por repor e próximo da média mundial, de 30%.
manter, além de serem exportadores de

Figura 15 - Intensidade Energética Industrial em 1980 e 2019 (tep / mil dólares PPP 2017).

29 MME | Resenha Energética Brasileira


A figura 15 mostra as variações das próprio do setor energético. Observa-se que,
intensidades energéticas do setor industrial nesta amostra, o Brasil é o único com aumento
entre 1980 e 2019, incluindo o consumo no indicador.

Mundo – Bioenergia em Transportes

O Brasil é um dos países com maior presença influenciado pelo consumo de etanol dos
de bioenergia líquida na matriz de transportes. Estados Unidos. Nos demais países, a
Em 2021, a participação de etanol e biodiesel participação é pouco expressiva (1,3%). Os
na matriz ficou em 22,6% (19,8% em 2017). Nos derivados de petróleo, nestes blocos de países,
países da OCDE, a bioenergia participava com ficam com participações próximas de 90%.
apenas 5,1% em 2021, percentual muito

Tabela 21: Matriz Energética de Transportes (% e tep).


Brasil OCDE Outros (*) Mundo
Fonte
1973 2021 1973 2021 1973 2021 1973 2021
Derivados de petróleo 98,7 75,0 95,7 91,4 83,2 88,6 94,4 91,0
Gás Natural 0,0 2,2 2,4 2,5 0,4 7,5 1,6 4,2
Carvão Mineral 0,01 0,0 1,1 0,0 13,5 0,0 3,0 0,0
Eletricidade 0,3 0,2 0,7 0,9 2,8 2,6 0,9 1,4
Bioenergia 1,0 22,6 0,0 5,1 0,08 1,3 0,1 3,3
Total (%) 100 100 100 100 100 100 100 100
Total - Mtep 19 85 695 1.237 183 1.212 1.081 2.957
% do mundo (**) 1,8 2,9 64,3 41,8 16,9 41,0
(*) Exclusive Brasil e países da OCDE. (**) Bunker, incluído apenas no mundo, completa 100%.

A baixa participação do gás natural na matriz de sua utilização em veículos, já que a eficiência de
transportes dos países da OCDE pode ser um conversão dos motores à combustão fica em
sinal da inconveniência de se adotarem torno de 30%, enquanto no setor industrial,
políticas favoráveis ao seu uso em veículos. De pode-se obter eficiências que chegam a 80%.
fato, sendo o gás um recurso finito, nobre, não Mesmo na geração elétrica, processos de
renovável e menos poluente do que outros cogeração, conseguem elevar esse valor para
fósseis, não parece recomendável promover a 70%.

30 MME | Resenha Energética Brasileira


Brasil – Dados Gerais de Energia

Tabela 22: Seleção de Indicadores Energéticos – Brasil.

31 MME | Resenha Energética Brasileira


Brasil – Produção Industrial

Tabela 23: Dados da Indústria e Agricultura.

Produtos 2020 2021 21/20 %

PRODUÇÃO FÍSICA (mil t)


AÇO 31.415 36.174 15,1
OXIGÊNIO 23.865 27.695 16,0
ELÉTRICO E OUTROS 7.550 8.479 12,3

FERRO-GUSA 29.208 32.690 11,9


INTEGRADAS 24.628 28.530 15,8
INDEPENDENTES 4.580 4.160 -9,2

PAPEL E CELULOSE 31.137 32.733 5,1


PAPEL 10.184 10.376 1,9
CELULOSE e PASTA 20.953 22.357 6,7

CIMENTO 60.786 64.800 6,6


ALUMÍNIO 684 772 12,8
AÇÚCAR 41.209 35.098 -14,8
CANA ESMAGADA 662.074 582.322 -12,0
EXPORTAÇÃO (mil t)
MINÉRIO DE FERRO 326.031 337.700 3,6
PELOTAS 15.153 19.692 30,0
FERRO-LIGAS 810 765 -5,5
ALUMINA 8.281 9.115 10,1
AÇÚCAR 31.834 26.910 -15,5
Nota: Es tes i ndi ca dores permi tem extra pol a r a mos tra s pa ra es ti ma çã o de da dos da s fontes de energi a de produçã o própri a , como
ba ga ço de ca na , l i xívi a , res íduos de ma dei ra , gá s i ndus tri a l , el etri ci da de, coque de ca rvã o mi nera l , ca rvã o vegetal , dentre outra s .

Notas
[1] A energia que movimenta a indústria, o transporte, o comércio e demais setores econômicos do país recebe a
denominação de Consumo Final no Balanço Energético Nacional. Essa energia, para chegar ao local de consumo, é
transportada por gasodutos, linhas de transmissão, rodovias, ferrovias etc., processos esses que demandam perdas
de energia. Por outro lado, a energia extraída da natureza não se encontra nas formas mais adequadas para os usos
finais, necessitando, na maioria dos casos, passar por processos de transformação, como as refinarias, que
transformam o petróleo em óleo diesel, gasolina, e outros derivados; as usinas hidrelétricas, que aproveitam a
energia mecânica da água para produção de energia elétrica; as carvoarias, que transformam a lenha em carvão
vegetal, dentre outros. Esses processos também demandam perdas de energia. Segundo práticas internacionais
sobre cadeias energéticas, a soma do consumo final de energia, das perdas na distribuição e armazenagem, e das
perdas nos processos de transformação recebe a denominação de Oferta Interna de Energia – OIE, também,
denominada de Demanda Total de Energia (Total Energy Supply ou Domestic Energy Supply). A estrutura
da OIE por energético é comumente chamada de Matriz Energética.
[2] Atualmente são 38 países membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE):
Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, Colômbia, Coreia do Sul, Costa Rica, Dinamarca, Eslováquia,
Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Israel, Itália,
Japão, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, México, Noruega, Nova Zelândia, Países Baixos, Polônia, Portugal, Reino
Unido, República Tcheca, Suécia, Suíça e Turquia.
[3] Até 2013, a ANFAVEA – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, foi a fonte de dados de
frota de veículos, e a Unica – União da Indústria de Cana de Açúcar, foi a fonte de dados de frota de motos. De 2014
em diante o Sindipeças passou a ser a única fonte. Para o caso específico de motos, observou-se que a Pesquisa
Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD, contínua) tem obtido frotas maiores, o que pressupõe que a curva de
sucateamento aplicada pelo Sindipeças deve estar alta. Assim, a frota foi revista, sendo adicionados 5% às frotas da
PNAD de 2016 a 2018. Para anos anteriores e posteriores são aplicadas as taxas de crescimento da frota Sindipeças.

32 MME | Resenha Energética Brasileira


Tabela 24: Balanço Energético Consolidado – Brasil 2020 (mil tep).
FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA
GÁS DE COQUE ÁLCOOL PRODUTOS
OUTRAS ENERGIA URÂNIO OUTRAS ENERGIA
CONTA PETRÓ- GÁS CARVÃO CARVÃO HIDRÁU- BIO- ÓLEO ÓLEO GASO- QUERO- CIDADE E DE CARVÃO ETÍLICO NÃO TOTAL
URÂNIO LENHA PRODUTOS FONTES PRIMÁRIA GLP NAFTA CONTIDO ELETRICI- SECUNDÁRIAS ALCATRÃO SECUNDÁRIA
LEO NATURAL VAPOR METAL LICA DIESEL DIESEL COMB. LINA SENE DE CARVÃO VEGETAL ANIDRO E ENERGÉTICOS
U3O8 DA CANA PRIMÁRIAS TOTAL NO UO2 DADE DE PETRÓLEO TOTAL
COQUERIA MINERAL HIDRATADO DE PETRÓLEO
PRODUÇÃO 152.635 46.299 2.085 0 206 34.089 25.710 55.597 24.815 341.436 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 341.436
IMPORTAÇÃO 8.684 8.458 3.897 6.815 4.699 0 0 0 0 32.553 0 10.171 37 3.805 2.235 2.932 269 0 937 2.594 2.160 0 511 2.057 1.236 0 28.943 61.496
VARIAÇÃO DE ESTOQUES 765 0 124 59 -858 0 0 0 0 91 -14 40 -65 63 15 -52 31 0 111 -2.914 0 0 -113 -51 -18 0 -2.968 -2.878
OFERTA TOTAL 162.085 54.757 6.106 6.874 4.047 34.089 25.710 55.597 24.815 374.079 -14 10.212 -28 3.868 2.249 2.880 299 0 1.047 -320 2.160 0 398 2.006 1.217 0 25.975 400.054
EXPORTAÇÃO -70.885 0 0 0 0 0 0 0 0 -70.885 0 -806 -13.884 -1.824 0 -59 -1.135 0 0 0 -34 0 -1.063 -567 -382 0 -19.754 -90.639
NÃO-APROVEITADA 0 -1.224 0 0 0 0 0 0 0 -1.224 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -1.224
REINJEÇÃO 0 -19.708 0 0 0 0 0 0 0 -19.708 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -19.708
OFERTA INTERNA BRUTA 91.200 33.824 6.106 6.874 4.047 34.089 25.710 55.597 24.815 282.262 -14 9.406 -13.912 2.043 2.249 2.821 -836 0 1.047 -320 2.126 0 -664 1.440 836 0 6.221 288.483
TOTAL TRANSFORMAÇÃO -91.146 -18.769 -2.819 -6.863 -4.047 -34.089 -7.987 -23.482 -15.898 -205.100 4.975 33.713 16.264 18.131 6.057 1.863 2.744 1.211 5.873 320 54.074 4.015 16.875 7.697 6.039 211 180.063 -25.037
REFINARIAS DE PETRÓLEO -89.531 0 0 0 0 0 0 0 -5.968 -95.499 0 35.798 16.763 16.715 4.496 4.766 2.744 0 0 0 0 0 0 7.795 5.275 0 94.352 -1.147
PLANTAS DE GÁS NATURAL 0 -3.764 0 0 0 0 0 0 974 -2.790 0 0 0 116 1.464 0 0 0 0 0 0 0 0 0 959 0 2.538 -252
USINAS DE GASEIFICAÇÃO 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
COQUERIAS 0 0 0 -6.863 0 0 0 0 0 -6.863 0 0 0 0 0 0 0 1.537 5.873 0 0 0 0 -943 0 219 6.687 -176
CICLO DO COMBUSTÍVEL NUCLEAR 0 0 0 0 -4.047 0 0 0 0 -4.047 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3.983 0 0 0 0 0 0 3.983 -65
CENTRAIS ELÉTRICAS DE SERVIÇO PÚBLICO 0 -7.813 -2.608 0 0 -32.563 -66 0 -5.672 -48.722 -112 -952 -291 0 0 0 0 0 0 -3.662 44.273 0 0 -72 0 0 39.184 -9.538
CENTRAIS ELÉTRICAS AUTOPRODUTORAS 0 -4.539 -210 0 0 -1.526 -388 -6.565 -4.913 -18.141 -7 -569 -208 0 0 0 0 -326 0 0 9.801 0 0 -571 0 -8 8.112 -10.028
CARVOARIAS 0 0 0 0 0 0 -7.533 0 0 -7.533 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4.015 0 0 0 0 4.015 -3.518
DESTILARIAS 0 0 0 0 0 0 0 -16.917 0 -16.917 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 16.875 0 0 0 16.875 -42
OUTRAS TRANSFORMAÇÕES -1.615 -2.653 0 0 0 0 0 0 -319 -4.587 5.094 -565 0 1.301 97 -2.904 0 0 0 0 0 0 0 1.488 -195 0 4.317 -271
PERDAS NA DISTRIBUIÇÃO E ARMAZENAGEM 0 -408 -7 -11 0 0 0 0 0 -426 0 0 0 0 0 0 0 0 -41 0 -9.097 -59 -52 0 0 0 -9.249 -9.675
CONSUMO FINAL 0 14.619 3.268 0 0 0 17.723 32.116 8.917 76.642 4.974 42.950 2.385 20.166 8.357 4.609 1.899 1.236 6.879 0 47.102 3.956 16.080 9.116 6.868 211 176.789 253.432
CONSUMO FINAL NÃO-ENERGÉTICO 0 216 0 0 0 0 0 0 0 216 0 0 0 0 0 4.609 2 0 0 0 0 0 734 0 6.868 133 12.347 12.563
CONSUMO FINAL ENERGÉTICO 0 14.403 3.268 0 0 0 17.723 32.116 8.917 76.426 4.974 42.950 2.385 20.166 8.357 0 1.897 1.236 6.879 0 47.102 3.956 15.346 9.116 0 78 164.443 240.869
SETOR ENERGÉTICO 0 4.986 0 0 0 0 0 14.038 0 19.024 0 502 111 0 0 0 0 175 0 0 3.296 0 0 3.210 0 0 7.293 26.317
RESIDENCIAL 0 444 0 0 0 0 7.208 0 668 8.320 0 0 0 0 6.740 0 2 0 0 0 12.801 405 0 0 0 0 19.948 28.268
COMERCIAL 0 90 0 0 0 0 79 0 165 334 3 28 10 0 339 0 0 0 0 0 7.292 74 0 0 0 0 7.747 8.081
PÚBLICO 0 21 0 0 0 0 0 0 0 21 1 4 7 0 260 0 0 0 0 0 3.683 0 0 0 0 0 3.955 3.976
AGROPECUÁRIO 0 0 0 0 0 0 3.198 0 0 3.198 735 6.230 10 0 23 0 0 0 0 0 2.797 9 9 0 0 0 9.815 13.012
TRANSPORTES - TOTAL 0 1.659 0 0 0 0 0 0 0 1.659 4.118 35.200 827 20.166 0 0 1.895 0 0 0 173 0 15.337 0 0 0 77.716 79.375
RODOVIÁRIO 0 1.659 0 0 0 0 0 0 0 1.659 4.007 33.946 0 20.136 0 0 0 0 0 0 0 0 15.337 0 0 0 73.427 75.086
FERROVIÁRIO 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 111 940 0 0 0 0 0 0 0 0 173 0 0 0 0 0 1.225 1.225
AÉREO 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30 0 0 1.895 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.924 1.924
HIDROVIÁRIO 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 314 827 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.140 1.140
INDUSTRIAL - TOTAL 0 7.202 3.268 0 0 0 7.239 18.078 8.084 43.871 116 985 1.420 0 995 0 1 1.061 6.879 0 17.060 3.467 0 5.906 0 78 37.969 81.840
CIMENTO 0 4 65 0 0 0 65 0 308 442 7 58 8 0 15 0 0 0 50 0 529 101 0 2.845 0 0 3.613 4.055
FERRO-GUSA E AÇO 0 1.140 2.095 0 0 0 0 0 0 3.235 3 26 4 0 26 0 0 1.061 6.450 0 1.457 2.874 0 35 0 78 12.014 15.249
FERRO-LIGAS 0 2 0 0 0 0 73 0 0 76 1 7 38 0 22 0 0 0 82 0 563 454 0 72 0 0 1.239 1.315
MINERAÇÃO E PELOTIZAÇÃO 0 224 137 0 0 0 0 0 0 361 40 339 116 0 31 0 1 0 30 0 1.017 0 0 207 0 0 1.780 2.141
NÃO-FERROSOS E OUTROS DA METALURGIA 0 312 705 0 0 0 0 0 0 1.017 1 12 812 0 34 0 0 0 267 0 2.209 10 0 471 0 0 3.817 4.834
QUÍMICA 0 1.820 105 0 0 0 46 0 80 2.051 2 16 71 0 186 0 0 0 0 0 1.785 17 0 1.707 0 0 3.783 5.835
ALIMENTOS E BEBIDAS 0 809 22 0 0 0 2.359 18.044 11 21.245 25 210 61 0 248 0 0 0 0 0 2.515 0 0 84 0 0 3.144 24.389
TÊXTIL 0 175 0 0 0 0 53 0 0 228 0 1 5 0 31 0 0 0 0 0 485 0 0 0 0 0 522 749
PAPEL E CELULOSE 0 900 93 0 0 0 1.975 33 7.602 10.603 24 206 221 0 70 0 0 0 0 0 2.027 0 0 0 0 0 2.548 13.150
CERÂMICA 0 1.117 45 0 0 0 1.854 0 49 3.065 2 16 42 0 166 0 0 0 0 0 287 0 0 140 0 0 652 3.717
OUTROS 0 699 1 0 0 0 812 0 35 1.547 11 94 44 0 165 0 0 0 0 0 4.188 12 0 344 0 0 4.858 6.405
CONSUMO NÃO-IDENTIFICADO 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
AJUSTES ESTATÍSTICOS -54 -28 -12 0 0 0 0 0 0 -94 13 -169 33 -9 51 -75 -9 25 0 0 0 0 -79 -21 -6 0 -246 -339

33 MME | Resenha Energética Brasileira


Tabela 25: Balanço Energético Consolidado – Brasil 2021 (mil tep).
FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA
GÁS DE ÁLCOOL PRODUTOS
CONTA OUTRAS ENERGIA COQUE DE URÂNIO OUTRAS ENERGIA TOTAL
PETRÓ- GÁS CARVÃO CARVÃO URÂNIO HIDRÁU- BIO- ÓLEO ÓLEO GASO- QUERO- CIDADE E CARVÃO ETÍLICO NÃO
LENHA PRODUTOS FONTES PRIMÁRIA GLP NAFTA CARVÃO CONTIDO ELETRICI- SECUNDÁRIAS ALCATRÃO SECUNDÁRIA
LEO NATURAL VAPOR METAL U3O8 LICA DIESEL DIESEL COMB. LINA SENE DE VEGETAL ANIDRO E ENERGÉTICOS
DA CANA PRIMÁRIAS TOTAL MINERAL NO UO2 DADE DE PETRÓLEO TOTAL
COQUERIA HIDRATADO DE PETRÓLEO
PRODUÇÃO 150.386 48.462 2.640 0 343 31.202 26.083 49.423 28.011 336.549 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 336.549
IMPORTAÇÃO 7.247 14.833 5.428 7.821 4.723 0 0 0 0 40.052 0 12.242 595 2.121 2.454 6.052 307 0 1.153 3.129 1.991 0 231 2.898 1.711 0 34.885 74.937
VARIAÇÃO DE ESTOQUES -308 176 9 59 -787 0 0 0 0 -851 -14 -7 -442 -201 -64 108 -54 0 -93 -3.507 0 0 755 -25 -8 0 -3.552 -4.403
OFERTA TOTAL 157.325 63.471 8.076 7.880 4.279 31.202 26.083 49.423 28.011 375.750 -14 12.235 153 1.921 2.391 6.160 254 0 1.060 -378 1.991 0 986 2.873 1.703 0 31.333 407.083
EXPORTAÇÃO -64.722 0 0 0 0 0 0 0 0 -64.722 0 -501 -12.238 -1.382 0 -231 -1.089 0 0 0 -4 0 -967 -841 -385 0 -17.637 -82.359
NÃO-APROVEITADA 0 -1.221 0 0 0 0 0 0 0 -1.221 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -1.221
REINJEÇÃO 0 -22.025 0 0 0 0 0 0 0 -22.025 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -22.025
OFERTA INTERNA BRUTA 92.602 40.225 8.076 7.880 4.279 31.202 26.083 49.423 28.011 287.782 -14 11.734 -12.084 539 2.391 5.929 -835 0 1.060 -378 1.987 0 19 2.032 1.317 0 13.696 301.478
TOTAL TRANSFORMAÇÃO -92.549 -23.903 -4.416 -7.869 -4.279 -31.202 -7.795 -21.144 -18.557 -211.715 5.211 34.559 14.554 21.636 5.872 -230 3.353 1.417 6.884 378 56.425 3.925 15.525 7.196 5.393 247 182.346 -29.369
REFINARIAS DE PETRÓLEO -91.825 0 0 0 0 0 0 0 -4.915 -96.740 0 36.339 16.479 19.603 4.422 3.558 3.353 0 0 0 0 0 0 7.521 4.706 0 95.982 -758
PLANTAS DE GÁS NATURAL 0 -3.480 0 0 0 0 0 0 889 -2.591 0 0 0 116 1.322 0 0 0 0 0 0 0 0 0 920 0 2.357 -234
USINAS DE GASEIFICAÇÃO 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
COQUERIAS 0 0 0 -7.869 0 0 0 0 0 -7.869 0 0 0 0 0 0 0 1.802 6.884 0 0 0 0 -1.279 0 257 7.663 -206
CICLO DO COMBUSTÍVEL NUCLEAR 0 0 0 0 -4.279 0 0 0 0 -4.279 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4.211 0 0 0 0 0 0 4.211 -68
CENTRAIS ELÉTRICAS DE SERVIÇO PÚBLICO 0 -13.252 -4.200 0 0 -29.826 -56 0 -7.132 -54.466 -141 -1.224 -1.694 0 0 0 0 0 0 -3.832 46.624 0 0 -75 0 0 39.658 -14.808
CENTRAIS ELÉTRICAS AUTOPRODUTORAS 0 -4.277 -216 0 0 -1.376 -374 -5.777 -5.683 -17.704 -6 -557 -230 0 0 0 0 -384 0 0 9.801 0 0 -551 0 -10 8.063 -9.641
CARVOARIAS 0 0 0 0 0 0 -7.364 0 0 -7.364 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3.925 0 0 0 0 3.925 -3.439
DESTILARIAS 0 0 0 0 0 0 0 -15.367 -158 -15.525 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 15.525 0 0 0 15.525 0
OUTRAS TRANSFORMAÇÕES -723 -2.894 0 0 0 0 0 0 -1.559 -5.176 5.359 0 0 1.918 128 -3.788 0 0 0 0 0 0 0 1.579 -233 0 4.963 -213
PERDAS NA DISTRIBUIÇÃO E ARMAZENAGEM 0 -242 -7 -11 0 0 0 0 0 -260 0 0 0 0 0 0 0 0 -41 0 -9.323 -58 -58 0 0 0 -9.480 -9.740
CONSUMO FINAL 0 16.136 3.653 0 0 0 18.288 28.279 9.453 75.808 5.239 46.300 2.470 22.137 8.298 5.550 2.520 1.440 7.903 0 49.090 3.867 15.550 9.199 6.620 247 186.429 262.237
CONSUMO FINAL NÃO-ENERGÉTICO 0 216 0 0 0 0 0 0 0 216 0 0 0 0 0 5.550 2 0 0 0 0 0 701 0 6.620 156 13.030 13.247
CONSUMO FINAL ENERGÉTICO 0 15.919 3.653 0 0 0 18.288 28.279 9.453 75.592 5.239 46.300 2.470 22.137 8.298 0 2.518 1.440 7.903 0 49.090 3.867 14.848 9.199 0 91 173.399 248.991
SETOR ENERGÉTICO 0 4.718 0 0 0 0 0 12.875 0 17.593 0 510 135 0 0 0 0 205 0 0 3.342 0 0 3.076 0 0 7.268 24.861
RESIDENCIAL 0 456 0 0 0 0 7.441 0 716 8.613 0 0 0 0 6.522 0 2 0 0 0 12.941 413 0 0 0 0 19.877 28.490
COMERCIAL 0 116 0 0 0 0 82 0 177 375 4 34 16 0 404 0 0 0 0 0 7.704 77 0 0 0 0 8.239 8.614
PÚBLICO 0 21 0 0 0 0 0 0 0 21 1 5 8 0 260 0 0 0 0 0 3.671 0 0 0 0 0 3.944 3.965
AGROPECUÁRIO 0 0 0 0 0 0 3.158 0 0 3.158 722 6.264 9 0 26 0 0 0 0 0 2.914 9 9 0 0 0 9.952 13.110
TRANSPORTES - TOTAL 0 1.908 0 0 0 0 0 0 0 1.908 4.386 38.391 795 22.137 0 0 2.516 0 0 0 172 0 14.840 0 0 0 83.236 85.144
RODOVIÁRIO 0 1.908 0 0 0 0 0 0 0 1.908 4.279 37.122 0 22.100 0 0 0 0 0 0 0 0 14.840 0 0 0 78.340 80.248
FERROVIÁRIO 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 108 934 0 0 0 0 0 0 0 0 172 0 0 0 0 0 1.213 1.213
AÉREO 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 36 0 0 2.516 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2.552 2.552
HIDROVIÁRIO 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 336 795 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.130 1.130
INDUSTRIAL - TOTAL 0 8.701 3.653 0 0 0 7.607 15.404 8.560 43.924 126 1.095 1.508 0 1.087 0 1 1.235 7.903 0 18.346 3.368 0 6.123 0 91 40.882 84.807
CIMENTO 0 6 74 0 0 0 68 0 323 471 8 67 7 0 14 0 0 0 52 0 574 106 0 2.982 0 0 3.810 4.280
FERRO-GUSA E AÇO 0 1.291 2.412 0 0 0 0 0 0 3.703 4 35 3 0 29 0 0 1.235 7.412 0 1.651 2.748 0 41 0 91 13.249 16.952
FERRO-LIGAS 0 3 0 0 0 0 76 0 0 79 1 8 42 0 25 0 0 0 85 0 586 472 0 66 0 0 1.286 1.366
MINERAÇÃO E PELOTIZAÇÃO 0 262 146 0 0 0 0 0 0 408 45 394 92 0 33 0 1 0 33 0 1.094 0 0 196 0 0 1.889 2.297
NÃO-FERROSOS E OUTROS DA METALURGIA 0 566 716 0 0 0 0 0 0 1.282 1 13 902 0 41 0 0 0 321 0 2.376 11 0 351 0 0 4.016 5.298
QUÍMICA 0 1.997 131 0 0 0 49 0 85 2.261 2 19 68 0 217 0 0 0 0 0 1.983 18 0 1.926 0 0 4.233 6.494
ALIMENTOS E BEBIDAS 0 885 22 0 0 0 2.448 15.368 11 18.735 24 207 47 0 259 0 0 0 0 0 2.480 0 0 86 0 0 3.104 21.839
TÊXTIL 0 180 0 0 0 0 62 0 0 242 0 1 4 0 38 0 0 0 0 0 569 0 0 0 0 0 612 854
PAPEL E CELULOSE 0 1.042 97 0 0 0 2.031 36 8.050 11.254 27 232 268 0 65 0 0 0 0 0 2.104 0 0 0 0 0 2.695 13.949
CERÂMICA 0 1.393 51 0 0 0 1.977 0 55 3.475 2 19 36 0 161 0 0 0 0 0 321 0 0 95 0 0 635 4.110
OUTROS 0 1.078 3 0 0 0 895 0 37 2.014 12 101 38 0 204 0 0 0 0 0 4.608 13 0 379 0 0 5.355 7.369
CONSUMO NÃO-IDENTIFICADO 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
AJUSTES ESTATÍSTICOS -54 56 0 0 0 0 0 0 0 1 42 6 0 -39 36 -149 2 23 0 0 0 0 63 -29 -89 0 -133 -132

34 MME | Resenha Energética Brasileira


RESENHA
ENERGÉTICA
BRASILEIRA

EDIÇÃO

2022
35
ANO BASE 2021
MME | Resenha Energética Brasileira

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