0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações15 páginas

Introdução ao Design Multimédia e Tipos

Enviado por

ritarosas2007
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações15 páginas

Introdução ao Design Multimédia e Tipos

Enviado por

ritarosas2007
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Multimédia designa a combinação controlada por computador, de texto, de gráficos,imagens,

vídeo, áudio, animação e qualquer outro meio pelo qual a informação pode ser representada,
armazenada, transmitida e processada sob a forma digital, em que existe pelo menos um tipo de
media estático (texto, gráficos ou imagens) ou um media dinâmico (vídeo, áudio ou animação).
De forma genérica, o conceito de multimédia pode ser definido como a utilização de diversificados
meios para a divulgação da mensagem, uma forma de comunicação que engloba vários meios de
transmitir a mensagem.

Tipos de informação multimédia


• Texto;
• Gráficos
• Imagens, também designadas por bitmaps;
• Vídeo, também designado por imagens em movimento;
• Animação (gráficos com movimento);
• Áudio (som).

Características do sistema multimédia


• Informação manipulada pelos sistemas multimédia representa-se sob a forma digital, mas os media
são independentes entre si;
• Combinam obrigatoriamente pelo menos um media estático com um media dinâmico;
• São controlados por computador;
• São integrados;
• A interface fornecida ao utilizador final pode permitir a interatividade.

Sempre que o sistema multimédia permite que o utilizador final controle os elementos, ou conteúdos,
que são apresentados, bem como os momentos em que a sua apresentação ocorre, é possível
conceber uma aplicação que tire partido destes meios de controlo – nestas condições diz-se que
estamos perante um sistema multimédia e um aplicação interativa.
Se para além disso, a aplicação permitir proporcionar uma estrutura de elementos interligados que
pode ser percorrida, ou navegada, pelo utilizador final, a aplicação multimédia é designada por
hipermédia.

Formatos de informação multimédia


Multimédia versus Convencional

Classificação dos tipos de media

Quanto à sua natureza espácio-temporal

● Estáticos: elementos de informação independentes do tempo, apenas variam com a dimensão


espacial, tais como parágrafos de texto, modelos gráficos ou conjunto de pixéis. Exemplo:
texto, imagem e gráficos.

● Dinâmicos: tipos de informação multimédia cuja a apresentação exige uma reprodução


contínua ao longo do tempo, isto é, o tempo faz parte do próprio conteúdo. Exemplos: áudio,
vídeo e animação.

Estáticos
➢ Imagem: As imagens e os gráficos podem ser considerados, respectivamente, do tipo BITMAP e
do tipo vectorial.
➢ Texto: Forma mais utilizada de divulgar informação em diversos meios e formatos. O texto
pode ser criado através de editores de texto: bloco de notas (plain text) ou processadores de
texto: Winword (rich text).

Dinâmicos
➢ Áudio: reprodução electrónica do som nos formatos analógicos ou digital.
➢ Vídeo: movimento sequencial de um conjunto de imagens (fotograma/ frames), os clips de
vídeo digital pode igualmente ser gerados directamente por computador, através de
rendering.
➢ Animação: movimento sequencial de um conjunto de gráficos, no formato digital, que vão
sofrer alterações ao longo do tempo, são na maioria sintetizados e têm o cinema de animação
como o seu correspondente em documentos convencionais.
Quanto à sua origem

● Capturados: tipo de informação media “captados” directamente do mundo real. Exemplos:


imagens (fotos), vídeo e áudio;

● Sintetizados: tipo de informação media criados no computador. Exemplos: texto, gráficos e


animação.

Modos de divulgação de conteúdos multimédia


● Online: disponibilidade de uso imediato dos conteúdos multimédia, através da utilização de
uma rede informática local ou de um conjunto de redes.
– Utilizando acessos à Internet – redes informáticas: cabo ou ADSL
– Sistemas de televisão interativa

● Offline: divulgação de conteúdos multimédia através da utilização de suportes de


armazenamento.
– Discos ópticos (CD e DVD) utilizados para armazenar um conjunto estático de conteúdos

Linear vs não linear


● Sistemas multimédia linear
– Sistema passivo; o utilizador recebe a informação, instrução, suporte e entretenimento sem
qualquer controlo sobre o conteúdo da apresentação

● Sistemas multimédia não linear (ou interativa)


– Sistema com um nível de transferência de informação mais elevado
– O utilizador pode participar activamente na apresentação, tendo a possibilidade de optar
pela manipulação de diferentes conteúdos
Tipos de produtos multimédia
● Baseados em páginas
– Desenvolvidos segundo uma estrutura organizacional do tipo espacial. Esta é uma
organização com uma lógica semelhante à utilizada nos media tradicionais. As componentes
interactiva e temporal podem estar presentes através da utilização de botões, ícone e scripts.

● Baseados no tempo
– Desenvolvidos segundo uma estrutura organizacional assente no tempo. Esta é uma
organização com uma lógica semelhante à utilizada na criação de um filme ou animação

Tecnologias multimédia
● Representação digital: Todos os media que integram uma aplicação multimédia existem
necessariamente na forma digital. Os computadores lidam com informação codificada sob a
forma de uma sucessão de dígitos binários, ou bits, isto significa que permite utilizar o
computador como um processador simbólico.

Representação digital
➢ Amostragem;
➢ Quantificação;
➢ Codificação.

Amostragem: retenção de um conjunto finito (ou discreto) de valores assumidos pelo sinal analógico. A
retenção de valores realiza-se em intervalos de tempo e/ou de espaço regulares. Também conhecida
por discretização no tempo e/o no espaço e produz um sinal que se designa por sinal amostrado.

Quantificação: processo pelo qual o sinal amostrado é convertido num outro sinal: Este sinal assume
apenas um determinado numero de valores, pelo que a quantificação também se designa por
discretização de valores ou da amplitude. O sinal quantificado já pode ser codificado em binário.

Codificação: A codificação é o processo que toma cada valor resultante da quantificação e lhe associa
um grupo de bits, transformando o sinal quantificado no sinal digital final.

Vantagens representação digital


● Universalidade da representação;
● Possibilidade de utilização do mesmo dispositivo de armazenamento digital para todos os
medias;
● Utilização de qualquer tipo de comunicação;
● Os sinais digitais são menos sensíveis ao ruído de transmissão do que os sinais analógicos;
● O processo de regeneração do sinal é muito mais simples;
● Quer a detecção, quer a correcção de erros de transmissão, podem ser implementadas com
maior facilidade;
● A cifragem da informação torna-se igualmente muito mais simples.
Recursos
● Para construir um sistema multimédia são necessários vários recursos físicos (Hardware) e
programas (software).

Dispositivos de armazenamento
● Ópticos;
–CD
– DVD
● Magnéticos
● Semicondutores

CD – Compact Disk
É um meio óptico de suporte de armazenamento de informação digital. Termo adoptado pela Sony e
Philips em 1982, tal como o nome sugere utiliza processos ópticos, isto é, recorre a tecnologias laser.

● O CD contém 4 camadas, a saber:


– Camada Adesiva: é a que contém o rótulo do disco ;
– Camada de Gravação: é a que contém os dados; (informações) do disco (faixas de áudio,
faixa (trilha) de dados, etc.). É composta de Cianino ou Fitohalocianino, substâncias metálicas
predominantemente azuis com propriedades electromagnéticas.
– Camada Reflexiva: composta de um material reflexivo metálico, com ligas de ouro 24K ou
prata;
– Camada Plástica: composta de policarbonato.

● Género
– CD-R (Compact Disk Recordable)
– CD – RW (Compact Disk Rewritable)
– Mini - CD

● Formatos
– Áudio
– Vídeo e dados
DVD – Digital Versatile Disc
Contém informações digitais, tendo uma maior capacidade de armazenamento que o CD áudio ou
CD-ROM, devido a uma tecnologia óptica superior, além de padrões melhorados de compressão de
dados.

DVD +R -R
O DVD+R é, como o DVD-R, um disco de 4,7 GB que pode ser usado para gravar filmes e assistir em
DVD players comerciais. Apesar de ter a mesma função e a mesma capacidade, um disco DVD+R só
pode ser gravado em gravadores DVD+R, enquanto que discos DVD-R só podem ser gravados em
gravadores DVD-R.
Existem no mercado gravadores que conseguem gravar os dois tipos de formatos, chamados
gravadores DVD±R.
Na prática, a diferença do formato DVD-R para DVD+R é o desempenho: discos DVD+R são lidos mais
rapidamente do que discos DVD-R. Esta diferença só é sentida se você usar o disco DVD para gravar
arquivos comuns, isto é, usar como uma backup, já que para assistir filmes o desempenho é o mesmo.

Formatos DVD
Sigla que inicialmente significava "Digital Video Disc". Com o surgimento das drives de DVD-ROM e
software distribuído, passou a chamar-se "Digital Versatile Disc".
➔ DVD Áudio - Um formato de DVD dedicado ao áudio de elevada qualidade (muito superior ao
CD áudio e semelhante ao Super Audio CD). Este tipos de discos podem ainda incluir texto,
imagens e vídeos opcionais.
➔ DVD-/+RW ou DVD±RW - Forma de denominar as unidades capazes de gravar nos formatos
DVD-R, DVD-RW, DVD+R e DVD+RW.
➔ DVD-R - Um disco virgem que apenas pode ser gravado uma única vez em unidades do tipo
DVD-R/RW ou DVD-/+RW. Após a gravação, estes discos podem ser lidos pela maioria das
drives de DVD, incluindo os leitores de DVD vídeo de sala. Estes discos têm uma capacidade
real máxima de 4,37GB.
➔ DVD+R - Discos que podem ser gravados uma única vez através de unidades DVD+RW.
Capacidade de 4,37GB.
➔ DVD-RAM - DVD- Random Access Memory. O primeiro formato de discos regraváveis.
Actualmente a cair em desuso.
➔ DVD+R DL - Formato recente que permite gravar duas camadas num lado dos disco, o que
resulta numa capacidade total real de quase 8GB. É, por enquanto, o único formato capaz de
gravar em Dual Layer.
➔ DVD-ROM - Digital Versatile Disc Read Only Memory -Formato de disco compacto “fechado”,
onde só se podem ler os dados armazenados, mas não gravar informação.
➔ DVD-RW - Formato aprovado pelo DVD Forum para regravação de dados com capacidade até
4,37GB.
➔ DVD+RW - Digital Versatilel Disc plus Re-Writeable. Formato lançado em 2000 pela Sony,
Philips e HP com o objectivo de criar um sistema de gravação de DVD mais eficiente do que os
existentes na altura (DVD-RAM e DVD-RW).
➔ DVD Video - Formato de vídeo de alta qualidade armazenado em DVD através da codificação
MPEG-2. Permite a interactividade através de menus. O método mais popular de distribuição
de vídeo (veio substituir as cassetes VHS).
➔ DVD-VR - Formato semelhante ao DVD+VR, mas criado para ser utilizado em unidade
DVD-RW. Ao contrário do +VR, o –VR tem pouca compatibilidade com os leitores DVD Video.
➔ DVD+VR - Formato de criação de DVD Video directamente no DVD, sem recorrer ao disco
rígido, permitindo inclusivamente a edição directa no disco compacto. Para se poder utilizar
este formato, é necessário recorrer a software compatível com o +VR e a unidades DVD+RW.
Tipos DVD e capacidade
● DVD5: 4,7 GB, 133 minutos de vídeo (uma camada, um lado)
● DVD9: 8,5 GB, 240 minutos de vídeo (duas camadas, um lado)
● DVD10: 9,4 GB, 266 minutos de vídeo (uma camada, dois lados)
● DVD18: 17 GB, 480 minutos de vídeo (duas camadas, dois lados)

DVD – Digital Versatile Disk


● Género
– DVD- R, +R (Digital Versatile Disk - Recordable)
– DVD – RW, + RW (Digital Versatile Disk Rewritable)
– DVD- RAM
– Mini – DVD

● Formatos
– Áudio
• DVD áudio
– Vídeo e dados
• DVD Video
• DVD - ROM
• DVD Hybrid
• Blu – ray

Produção de DVD

Magnéticos

● Discos rígidos
– O disco rígido é um sistema lacrado composto por discos de metal recobertos por material
magnético onde os dados são gravados através de cabeças, e revestido externamente por uma
protecção metálica que é adicionada ao gaveta do computador por parafusos. Neste são
normalmente gravados dados (informações) e a partir deste manipulados os dados/
programas existente no computador.
– Estes dispositivos permitem armazenar grandes quantidades de informação, que pode ou
não ser acedida aleatoriamente. Os discos podem ser interno ou externos, conforme são
instalados dentro ou fora do computador.
– Existem vários tipos de discos rígidos diferentes: IDE/ATA, Serial_ATA, SCSI, Fibre channel.
● Bandas magnéticas
– Utilizam a electromagnetização das partículas de uma fita magnética para a gravação e a
leitura dessas mesmas partículas, realizadas de forma sequencial. Suporte económico de
armazenamento de grandes quantidades de dados, as mais indicadas para fazer as cópias de
segurança.

● Cartões de memória
– Dispositivos de armazenamento de dados com memória flash utilizado em video games,
câmaras digitais, telefones celulares, palms/PDAs, MP3 players, computadores e outros
equipamentos electrónicos. Podem ser regravados várias vezes, não necessitam de
electricidade para manter os dados armazenados, são portáteis e suportam condições de uso
e armazenamento mais rigorosos que outros dispositivos baseados em peças móveis.

Semicondutores

● Pen drives
– Memória USB Flash Drive, também designado como Pen Drive, é um dispositivo de
armazenamento constituído por uma memória flash tendo uma fisionomia semelhante à de
um isqueiro ou chaveiro e uma ligação USB tipo A permitindo a sua conexão a uma porta USB
de um computador.
As capacidades actuais, de armazenamento, são 64 MB, 128 MB, 256 MB, 512 MB, 1 GB a 4 GB.
A velocidade de transferência de dados pode variar dependendo do tipo de entrada

– Em condições ideais as memórias flash podem armazenar informação durante 10 anos.


– Os mais conhecidos fabricantes de memórias flash são: Kingston, Corsair, SanDisk, HP, Sony,
Markvision, Extralife , LG e Toshiba.

Sistemas de ficheiros
Os discos ópticos assumem diversos formatos para o armazenamento de diferentes tipos de
informação digital.
Estes formatos dos CD e dos DVD são descritos em documentos denominados livros e constituem
normas internacionais.

Em relação aos CD, os livros são identificados pela cor da capa.

Em relação ao DVD os livros são identificados por uma letra maiúscula. Para cada formato é descrito
o processo físico de gravação, a organização lógica dos ficheiros e outras especificações.
Bases sobre a teoria da cor em sistemas digitais
A cor é a sensação registada quando a luz de diferentes amplitudes é “retida” pelo cérebro.
É observada em objectos que reflectem ou emitem certas amplitudes de luz.
A cor está associada à percepção, pelo sistema de visão do ser humano, da luz emitida, difundida ou
reflectida pelos objectos, sendo considerada um atributo dos mesmos.
A não existência de luz implica que nada se veja e, portanto, significa a não existência de cor.

A cor é um aspecto físico da natureza. A cor de um material é determinada pelos comprimentos de


onda dos raios luminosos que as moléculas que as constituem reflectem, isto é, um objecto terá
determinada cor se não absorver justamente os raios correspondentes à frequência daquela cor.

Espectro Electromagnético
A luz do Sol contém vários tipos de radiações que constituem o espectro electromagnético e cada
comprimento de onda corresponde a um tipo de radiação.

Apenas uma pequena faixa da radiação é captada pelos nossos olhos, varia entre os 400 e os 700
nanómetros e é designada pelo Espectro Visível.

Qualidades da cor
❖ Tom: Quer dizer coloração da cor, dependente do tom, pode denominar-se de azul, amarelo,
vermelho, etc.

❖ Luminiosidade: Está directamente relacionado com o grau de clareza, ou seja, quantidade de


luz. Por exemplo o branco é luminoso e o preto não tem luz. A cor mais luminosa é o amarelo
e a de menos luminosidade é o violeta.

❖ Saturação: A saturação máxima de uma cor é atingida quando corresponde ao seu


comprimento de onda no espectro visível, podendo denominá-lo assim de tom [Link]
exemplo do vermelho mais saturado temos o magenta

Cores primárias
As cores primárias são o vermelho, o amarelo e o azul. São chamadas assim porque não se pode
obtê-las com a mistura de nenhuma cor, já com a mistura dessas três cores podemos criar todas as
outras.

Cores Secundárias
Cores secundárias ou binárias são as cores que obtemos se se misturarem duas cores primárias.

Cores Terciárias
São obtidas pela mistura de uma primária com uma ou mais secundárias.
Visão Escotópica vs Fotópica
A interpretação das cores é feita pelo cérebro humano depois de a luz atravessar a íris e ser
projectada na retina.

Desta forma , os olhos são os sensores de toda a visão e esta pode ser do tipo:
● Escotópica (bastonetes) - Luminância
● Fotópica (cones) - Crominância

Escotópica
Esta visão é sensível ao brilho e não detecta a cor.
Isto quer dizer que são sensíveis a alterações da luminosidade, mas não aos comprimentos de onda
da luz visível.

Fotópica
Esta visão é sensível a cor, e portanto, aos comprimentos de onda de luz visível. O números de cones
da retina distribuem-se da seguinte forma :64% são do tipo vermelho 32% do tipo verde e 2% do tipo
azul.
Como os bastonetes e os cones constituem dois tipos de sensores diferentes que apreendem a
intensidade de luz e as diferenças de cor, é usual associá-los, respectivamente, aos conceitos de
luminância e crominância.

Aditivo e Subtractivo
Os modelos de cor fornecem métodos que permitem especificar uma determinada cor, no entanto é
necessário diferenciar modelo aditivo de subtractivo, a saber:

Modelo Aditivo
Neste modelo a ausência de luz ou de cor corresponde à cor preta, enquanto que a mistura dos
comprimentos de onda ou das cores vermelha, verde e azul indicam a presença da luz ou a cor
branca.
Este modelo explica a mistura dos comprimentos de onda de qualquer luz emitida.
Modelo Subtractivo
Neste modelo, ao contrário do modelo aditivo, a mistura de cores cria uma cor mais escura, porque
são absorvidos mais comprimentos de onda, subtraindo-os à luz.
A ausência de cor corresponde ao branco e significa que nenhum comprimento de onda é absorvido,
mas sim todos reflectidos.
Explica a mistura de pinturas e tintas para criarem cores que absorvem alguns comprimentos de onda
da luz e refletem outros. Assim, a cor de um objecto corresponde à luz reflectida por ele e que os
olhos recebem.

Circulo Cromático
O disco cromático não é um instrumento científico de classificação de cores, mas é muito útil no
entendimento da teoria das cores. Geralmente usado para estudar as cores, o disco cromáticO pode
ser desenvolvido em qualquer material, não esqueça que as cores primárias e cores secundárias
sofrem alterações de acordo com sua própria essência.

Materiais
O sistema de materiais baseia-se num conjunto de componentes associados de forma lógica. Cada
componente define uma característica particular dos materiais: cor, aspecto da superfície, etc… As
componentes disponíveis são as seguintes:
Pigmentação: repartição de uma ou mais cores da superfície;
Finish: características do acabamento de uma superfície, tal como a reflexão;
Normal: relacionado com a aparência da superfície, como o grão e o relevo, representado as
irregularidades físicas do material;
Interior: características do interior do objecto, como a refracção ou a
densidade óptica.

Estas componentes podem ser agrupadas das seguintes formas:


Textura : Estrutura que agrupa as características da superfície de um material por exemplo:
pigmentação + finish + normal;
Material: estrutura que, por comodidade de sintaxe, agrupa textura e interior de forma a criar efeitos
de vidro colorido.

Sistemas de cores - RGB


O que é o RGB?
É a abreviatura do sistema de cores aditivas formado por Vermelho (Red), Verde (Green) e Azul (Blue).
É o sistema aditivo de cores, ou seja, de projecções de luz, como monitores e data shows.
Características do RGB
A escala de RGB varia de 0 (mais escuro) a 255 (mais claro).
Nos programas de edição de imagem, esses valores são habitualmente representados por meio de
notação hexadecimal, indo de 00 (mais escuro) até FF (mais claro) para o valor de cada uma das cores.
Assim, a cor #000000 é o preto, pois não há projecção de nenhuma das três cores; em contrapartida,
#FFFFFF representa a cor branca, pois as três cores estarão projectadas em sua intensidade máxima.

Um Byte permite 256 combinações possíveis - de 0 a 255, sendo o 0 a ausência de cor e 255 a cor na
sua totalidade. A transformação de cores em bits através do RGB é simples:

Um Byte para o vermelho


Um Byte para o verde
Um Byte para o azul

Em RGB:
Preto: 0 0 0; Branco: 255 255 255; Amarelo: 255 255 0; Cyan: 0 255 255; Magenta: 255 0 255

Cor Valor decimal Valor inteiro

Preto (0,0,0) (0,0,0)

Vermelho (R) (1,0,0) (255,0,0)

Verde (G) (0,1,0) (0,255,0)

Azul (B) (0,0,1) (0,0,255)

Branco (R+G+B) (1,1,1)=(1,0,0)+(0,1,0)+(0,0,1) (255,255,255)

Amarelo (1,1,0)= (1,0,0)+(0,1,0)+(0,0,0) (255,255,0)

Castanho (0.6,0.4,0.2) (153, 102, 51)

Resolução e Tamanho
Uma imagem é uma representação discreta, isto é, constituída por píxeis (PÍXEL – PIcture ELment) . O
píxel, normalmente um quadrado é a unidade elementar de brilho e cor que constitui uma imagem
digital.

Resolução: Quantidade de informação que a imagem contém por unidade de comprimento, isto é, o
número de píxeis por polegada, ppi (pixels per inch). A resolução pode também ser definida, de forma
imprópria, pelo tamanho, ou seja, pelo número de píxeis por linha e por coluna. Determina não só o
nível de detalhe como os requisitos de armazenamento da mesma. Quanto maior a resolução de uma
imagem maior será o tamanho do ficheiro de armazenamento.

O nível de detalhe de uma imagem depende da informação de cada píxel. Cada píxel é codificado de
acordo com a cor e o brilho que representa, isto é, ocupa em memória um número de bits que varia de
acordo com o número de cores, tons de cinza e brilho definido para a determinada imagem.
Profundidade de cor
Indica o número de bits usados para representar a cor de um píxel numa imagem.
Este valor é também conhecido por profundidade do píxel e é definido por bits por píxel (bpp).

Profundidade de cor (nº bits) Nº de cores produzidas Qualidade da cor

1 2
1 Preto e Branco
(bit 0 ou 1)

2 2
2 Cores de 2 bits

4 2
4 Cores de 4 bits

8 2
8 Escala de cinzas ou
cores de 8 bits

16 2
16 Cores de 16 bits
(high color)

24 2
24 Cores de 24 bits
(True Color)

32 2
32 Cores de 32 bits

Indexação de cor
Consiste em representar as cores dos píxeis por meio de índices de uma tabela (Lookup Table - LUT) e
que, em alguns formatos de imagem, é armazenada juntamente com a mesma num único ficheiro. As
cores são conhecidas como cores indexadas, porque estão referenciadas pelos número de índices que
são usados pelo computador para identificar cada cor
As cores indexadas reduzem o tamanho dos ficheiros de imagens. As indexadas estão limitadas a 256
cores, podendo ser qualquer conjunto de 256 cores de 16,7 milhões de 24 bits de cor.

Paleta de cor
Designação utilizada para qualquer subconjunto de cores do total suportado pelo sistema gráfico do
computador. Uma paleta de cores pode também ser chamada de mapa de cor, mapa de índice, tabela
de cor, tabela indexada. Cada cor dentro da paleta é identificado por um número (índice).
A utilização das paletas permite diminuir o tamanho dos ficheiros de imagem, porque são apenas
armazenadas em memória as cores utilizadas.
Sistemas de cores - CMYK
O que é o CMYK?
Cian, Magenta, Yellow and Black.
É um padrão de quatro cores “primárias”, que combinadas formam cores ilimitadas. Na teoria das
cores, os pigmentos Ciano (C), Magenta (M) e Amarelo (Y - yellow) deveriam combinar-se para produzir
o Preto.

Características do CMYK
O padrão CMYK é mais usado para impressão em papel, onde 4 cores de tinta geram uma qualidade
final melhor do que apenas 3. Porém, monitores, televisões, etc. usam o padrão RGB, Red, Green &
Blue, onde são usadas apenas três cores. É por isto que uma mesma imagem vista no monitor
apresenta leves alterações na tonalidade das cores ao ser impressa.

A combinação destas quatro tintas para reproduzir cores é designada por impressão a quatro cores.
Lembre-se também de que as cores subtractivas (CMY) e aditivas (RGB) são definidas como cores
complementares. Cada par de cores subtractivas também cria uma cor aditiva e vice-versa.

O modelo CMY baseia-se na forma como a Natureza cria as suas cores quando reflecte parte do
espectro de luz e absorve outros. Por isso é considerado um modelo subtractivo, porque as cores são
criadas pela redução de outras à luz que incide na superfície de um objecto.

Outros modelos de cores


Outros modelos podem ser baseados nas suas aplicações ou utilizações e de acordo com as seguintes
categorias:
➔ Standard (CIE-XYZ);
➔ Perceptual (Luv e Lab);
➔ Linear (RGB e CMYK);
➔ Artístico (Munsell, HSV e HLS);
➔ Transmissão de sinais de televisão (YIQ e YUV).

Sistemas de cores HSValue/ HSBrightness


HSB é a abreviatura para o sistema de cores formado pelas componentes Hue (Tonalidade),
Saturation (Saturação) e Brightness (Brilho).

É caracterizada por ser uma transformação não-linear do sistema de cores RGB.

Este sistema de cores define o espaço de cor conforme os seguintes parâmetros:


➢ Tonalidade ou matiz (hue): é a cor pura com saturação e limunosidade máximas. A tonalidade
permite fazer a distinção das várias cores puras, isto é, verifica o tipo de cor, podendo ser
vermelho, amarelo ou azul. Atinge valores de 0 a 360, mas para algumas aplicações, esse valor
é normalizado de 0 a 100%.

➢ Saturação (saturation): indica a maior ou menor intensidade da tonalidade. É também


chamado de "pureza". Quanto menor é esse valor, mais tons de cinza terá a imagem.
Quanto maior o valor, mais "pura" é a imagem, podendo atingir valores de 0 a 100%. Assim o
valor 0% indica a inexistência de cor ou a aproximação aos cinzentos e o valor 100% indica
uma cor saturada ou pura.
➢ Brilho ou o seu Valor: traduz a luminosidade ou o brilho de uma cor, indica a quantidade de
luz que a mesma contém. O termo luminosidade está relacionada com a luz reflectida,
enquanto o termo brilho está relacionado com a luz emitida.
Resumindo este parametro define o brilho da cor, atingindo também valores entre 0 a 100%.

RGB – CMYK – HSV

● O modelo RGB permite a exibição de imagens de cor em monitores;


● O modelo CMYK é utilizado na impressão;
● O modelo HSV é utilizado na mistura de cores do ponto de vista artístico.

Sistemas de cores - Teoria da cor


A tonalidade e a saturação são elementos de crominância (visão fotópica – cones), pois fornecem
informação relativa à cor. Por outro lado a percepção da luminosidade (luz refletida) e do brilho (luz
emitida) são elementos de luminância (visão escotópica -bastonetes).

Sistemas de cores - YUV


O que é o YUV?
Sistema de cores utilizado pelo sistema PAL.
A componente Y corresponde ao brilho enquanto o U e o V correspondem à cor.

Diferencia-se do RGB pois quer a cor quer o brilho são tratados separadamente. De forma a reduzir a
informação transmitida só são transmitidas as intensidades do azul e do vermelho, sendo a
intensidade do verde calculada a partir da luminosidade total.

O modelo YUV guarda informação de luminância separada da informação de crominância ou cor.


Assim é definido pela componente luminância (Y) e pela componente crominância ou cor (U=blue-Y e
V=Red-Y).
É possível representar uma imagem a preto e branco utilizando apenas a luminância e reduzindo
bastante a informação que seria necessária noutro modelo.

Você também pode gostar