Materiais Poliméricos
ESTRUTURA E PROPRIEDADES
DE POLÍMEROS
Departamento de Engenharia de Polímeros
Universidade do Minho
Materiais Poliméricos
•ESTRUTURA E PROPRIEDADES DE POLÍMEROS
• Estereoquímica de polímeros
•Organização macromolecular
• Temperatura de transição vítrea
• Temperatura de fusão
• Relações estrutura-propriedades
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Estrutura Química
Metano, CH4 Etano, C2H6 Propano, C3H8
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Os materiais poliméricos são constituídos por longas cadeias
moleculares.
A configuração estrutural, ou seja, a conformação e a configuração das
moléculas têm uma grande influência nas propriedades deste.
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Estrutura Química
Molécula de polietileno
H H H
H H H
C C C C C
H H H H
H H H H H H H
C C C C C ou C C
n
H H H H H H H
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• Outros polímeros
H H H H H H
Polipropileno
C C C C C C
H CH3 H CH3 H CH3
H H H H H H
Poli(cloreto de vinilo)
C C C C C C
H CI H CI H CI
H H H H H
Poliestireno
C C C C C
H H H
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Estereoquímica de polímeros
A possibilidade de rotação livre dá origem a inúmeras posições espaciais de uma
macromolécula (conformações); as posições preferenciais são determinadas pela
polaridade, flexibilidade e regularidade das unidades repetitivas que constituem a
cadeia
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conformações cadeias poliméricas
= =
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• Os grupos laterais podem estar posicionados em direcções distintas relativamente
à cadeia principal, de tal forma que não são convertíveis por rotação; a ordem em
que estes grupos estão posicionados é designada por tacticidade
• As propriedades dos materiais poliméricos são determinadas pela arquitectura e
pelo isomerismo das moléculas que os constituem; considerar-se-á aqui o
isomerismo configuracional e geométrico
• A existência de carbonos terciários assimétricos na cadeia principal dá origem a
diferentes organizações espaciais da macromolécula que não podem ser
interconvertidas sem quebra de ligações (isomerismo configuracional)
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A ordem pela qual os grupos substituintes se
organizam é chamada taticidade
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polipropileno atático
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polipropileno isotático
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polipropileno sindiotático
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• A taticidade dos polímeros determina a grau de cristalinidade que estes
podem conseguir.
• O polipropileno isotático pode adquirir um grau de cristalinidade
elevado.
• Como resultado o material é resistente e rígido.
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• Quando o polímero tem ligações duplas entre os átomos de carbono existe outro
tipo de rearranjo geométrico.
• Estes polímeros são por vezes referidos como isómeros geométricos.
• Se os grupos substituintes estiverem do mesmo lado são designados cis, se
estiverem de lados opostos são desinados trans.
• O material com configuração cis é muito elástico e o material com configuração
trans é bastante resistente.
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Representação simbólica das moléculas de polibutadieno com
configuração cis-1,4 e trans-1,4
CH2 CH2
CH CH
n
cis-1,4 - polibutadieno
CH2 CH CH CH2
n CH2
CH CH
CH2
n
trans-1,4 - polibutadieno
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• As ramificações também influenciam a estrutura final, a cristalinidade e as
propriedades do material.
• Polímeros com com poucas e pequenas ramificações podem cristalizar mais
facilmente e como resultado têm densidades mais elevadas.
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Polímero ramificado
Polímero linear
Polímero reticulado
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Ao solidificar, os termoplásticos podem assumir uma estrutura amorfa ou semi-
cristalina, consoante as moléculas se arranjam aleatoriamente ou se alinham
relativamente umas às outras, formando regiões de ordem tridimensional. Os
polímeros são amorfos ou cristalinos conforme a sua estrutura molecular e as
interacções intermoleculares que se podem estabelecer.
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Materiais
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cristalinos: as moléculas organizam-se de forma perfeitamente regular,
formando estruturas 100% cristalinas
Cloreto de sódio - NaCl
Calcite, Carbonato de cálcio – CaCO3
Enxofre na sua forma ortorômbica
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Se as macromoléculas se distribuírem aleatoriamente, sem qualquer tipo de
organização, diz-se que a estrutura desse polímero é amorfa.
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Carbono amorfo
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Se as moléculas se organizarem tridimensionalmente, segundo uma malha bem
definida que se repete, então o material apresenta uma estrutura cristalina.
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No entanto, os polímeros não são totalmente cristalinos, eles são constituídos
por zonas cristalinas e por zonas amorfas.
Materiais com esta estrutura são designados por semi-cristalinos.
estrutura semi-cristalina
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As cadeias de polímero não se encontram todas organizadas em arranjos cristalinos:
parte delas estão no estado amorfo. Assim, um polímero cristalino é sempre
formado por uma parte cristalina e uma parte amorfa. A parte cristalina
corresponde ao conjunto das lamelas.
As lamelas são tridimensionais e crescem radialmente, a partir de um núcleo, de
uma forma que se assemelha aos raios da roda de uma bicicleta. Esses “raios”
crescem, no entanto, em todas as direcções, e não apenas num plano como no
caso da roda de bicicleta, formando uma esferulite
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Estrutura esferulítica
Em polímeros com elevada percentagem de cristalinidade as zonas cristalinas
organizam-se em estruturas esféricas, as esferulites.
Estas são constituídas por fibrilos de lamelas dobradas que crescem
radialmente.
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a = 0,736 nm
b = 0,492 nm
As esferulites são os domínios ordenados
c = 0,254 nm
de maior dimensão num polímero semi-
cristalino, com diâmetros característicos
entre 50 e 500 µm; como esta dimensão
é muito superior ao comprimento de onda
da luz visível os polímeros que contêm
Lamela
20 a 60 nm
regiões cristalinas são translúcidos
Nos polímeros amorfos, sem ordenamento
Cristal lamelar
estrutural das cadeias, a região ordenada
de maior dimensão corresponde à ligação
Esferulite
50 a 500 µm
carbono-carbono; como esta dimensão é
muito menor que o comprimento de onda da
luz visível estes polímeros são,
Componente normalmente, transparentes
polimérico
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Crescimento de esferulites a partir do polímero fundido, observado por
microscopia óptica
O grau de cristalinidade e a massa molecular afectam profundamente as
propriedades de um polímero; em condições controladas de arrefecimento a partir
do estado fundido é possível maximizar o volume de cristalites e, portanto, o grau
de cristalinidade
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O “grau de cristalinidade” pode variar substancialmente em polímeros da mesma
natureza. O grau de cristalinidade depende da massa molecular, grau de
ramificação do polímero, etc.
Com o aumento do grau de cristalinidade crescem também a densidade, a rigidez
e a resistência do material, mas diminui a flexibilidade e a resiliência
Propriedades PEBD PEAD
Densidade (g/cm3) 0.91 — 0.925 0.941 — 0.965
Grau de cristalinidade (%) 42 — 53 64 — 80
Temperatura de fusão (ºC) 110 — 120 130 — 136
Módulo de tensão (MPa) 17 — 26 41 — 124
Resistência tensil (MPa) 4.1 — 16 21 — 38
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Plásticos amorfos e semicristalinos
- amorfos - passam ao estado sólido sem nenhum tipo de organização
das cadeias
Transparentes
- semicristalinos – as macromoléculas passam ao estado sólido
formando zonas ordenadas (zonas cristalinas)
Arrefecimento lento, estruturas cristalinas com dimensões da ordem de
grandeza do c.d.o. da luz visível, difusão da luz e perda de transparência
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Temperaturas de transição vítrea e fusão
ü Consoante os materiais termoplásticos, forem amorfos ou semi-cristalinos,
assim terá uma ou duas temperaturas características.
ü A essas temperaturas ocorrem modificações significativas na sua estrutura.
ü A baixas temperaturas todos os polímeros são sólidos e rígidos.
ü A mobilidade molecular restringe-se à mobilidade de alguns pequenos
segmentos ou apenas dos átomos.
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A evolução desde o estado vítreo ao estado viscoso
depende da estrutura do polímero.
l Polímero amorfo
Temperatura de transição vítrea – Tg
Temperatura à qual se verifica uma mudança nas
propriedades do polímero.
-Abaixo de Tg: o polímero é frágil (semelhante ao vidro).
- Acima de Tg: o polímero amolece e toma características
semelhantes à da borracha.
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Temperatura de transição vítrea
Um determinado polímero não apresenta um valor único de temperatura de
transição vítrea (Tg). O valor de Tg depende da massa molecular do polímero, da
velocidade de aquecimento ou arrefecimento, do método de medição, etc. Alguns
exemplos de Tg de alguns polímeros são:
Polyethylene (LDPE) -125
Polypropylene (atactic) -20
Poly(vinyl acetate) (PVAc) 28
Poly(ethyleneterephthalate) (PET) 69
Poly(vinyl alcohol) (PVA) 85
Poly(vinyl chloride) (PVC) 81
Polypropylene (isotactic) 100
Polystyrene 100
Poly(methylmethacrylate) (atactic) 105
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temperaturas de transição
l Polímero cristalino ideal (caso teórico)
A mobilidade molecular só aumenta significativamente, se
forem destruídas as estruturas cristalinas.
Temperatura de fusão – Tf
Ao atingir a Tm a organização cristalina colapsa subitamente.
Polímero torna-se um líquido viscoso
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temperaturas de transição
l Polímero semi-cristalino
Apresenta simultaneamente temperatura de transição vítrea, Tg e temperatura
de fusão, Tf.
A Tf corresponde à destruição das zonas organizadas, ou seja, das zonas
cristalinas.
A esta temperatura o material passa do estado sólido a um estado de
líquido viscoso.
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temperatura de fusão
Termograma de um polímero semicristalino
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Plásticos semicristalinos
Polietileno (PE) Tfusão = 110-130 ºC
Polipropileno (PP) Tfusão = 160-170 ºC
Poliamida (PA)
Tfusão = 265 ºC
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Tipo de ligação Distância interatómica Energia de
dissociação
Covalente 1-2 Å 50-200 kcal/mol
Pontes de hidrogénio 2-3 Å 3-7 kcal/mol
Forças de Van der Waals 3-5 Å 0.5-2 kcal/mol
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degradação da
termoendurecível sólido rígido sólido rígido
estrutura
degradação da
elastómero sólido rígido sólido flexível
estrutura
termoplástico sólido degradação da
sólido rígido dúctil líquido viscoso
amorfo estrutura
termoplástico semi- degradação da
sólido rígido sólido dúctil líquido viscoso
cristalino estrutura
Tg Tf Tdeg
utilização desaconselhável (material fragilizado)
utilização em serviço
processamento
material degradado
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organização influência nas
propriedades do
das cadeias material
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Relações estrutura/propriedades
§ A compreensão das interrelações entre a estrutura e as propriedades é determinante
para a selecção de um material polimérico para uma dada aplicação
§ A natureza química da cadeia — isto é, o tipo ou tipos de monómeros que a
constituem — é um factor determinante das propriedades finais
§ Os conceitos de estereoquímica de polímeros e de organização macromolecular são
também críticos para essa compreensão
§ Verifica-se frequentemente que as propriedades desejadas num material polimérico
dependem em grande escala da flexibilidade e simetria das cadeias e das forças de
atracção entre elas; estas características moleculares e intermoleculares reflectem-se
nas propriedades físicas e mecânicas dos polímeros, tais como Tg, Tf, o módulo de
elasticidade e o grau de cristalinidade
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Relações estrutura/propriedades
§ Os valores relativos de Tf e Tg desempenham um papel importante no
comportamento dos polímeros nas condições normais de utilização
§ Já foi explicada a razão de polímeros com cadeias flexíveis terem um valor de Tg
baixo que aumenta com a rigidez da cadeia principal; do mesmo modo, grupos laterais
volumosos, que inibem a rotação das cadeias, e forças intermoleculares fortes
induzem valores elevados de Tg e da cristalinidade
§ O controlo da rigidez pode ser conseguido incorporando grupos específicos na
cadeia; este efeito é facilmente visualizável partindo de um polímero simples como o
polietileno, com Tg variando, segundo a cristalinidade e a natureza dos ensaios, entre
140 e 270 K e Tm = 400 K, e analisando o efeito de substituintes
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Relações estrutura/propriedades
Estrutura Tg (K) Tm (K)
( CH2 CH2 )n 140 – 270 400
( CH2 CH2 O )n 206 339
( CH2 CH2)n 353 653
( (CH2)2 OCO COO )n 342 538
( NH (CH2)6 NHCO (CH2)4 CO )n 320 538
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Propriedades dos Polímeros
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Densidade
Massa de material por unidade de volume, a uma
determinada temperatura (kg/m3)
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Densidade
Os plásticos representam apenas 8% do lixo
doméstico
A indústria da embalagem sem plásticos
Peso da embalagem: + 300%
Volume de lixo: + 100%
Energia consumida: + 100%
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Densidade
Espumas de poliestireno: 30 kg/m3
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Densidade
Espumas de poliuretano: 30 kg/m3
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Ópticas
Transparente
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Ópticas
Colorido
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Mecânicas
Flexíveis
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Mecânicas
Rígidos
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Mecânicas
Compósitos
Mechas contínuas Tecidos Manta
(roving)
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Mecânicas
Compósitos
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Mecânicas
Compósitos
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Mecânicas
Compósitos
+ = Door structures Instrument carrier
PP+Aditivos Fibras de Vidro
Splash shields Bumper beams
Front End Module
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Mecânicas
Compósitos
Fibras PP
Enrolamento filamentar Departamento de Engenharia de Polímeros
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Superfície
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Eléctricas
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Temperatura de fusão
Baixa
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Temperatura de fusão
Elevada
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Barreira
Baixa permeabilidade H2O e CO2
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Soldabilidade
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Soldabilidade
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Impressão
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Reciclagem
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Reciclagem
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Reciclagem
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Reciclagem
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Propriedades
Mecânicas
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Modos de deformação
repouso tracção compressão corte torção
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Resistência mecânica
a) estrutura química do material;
b) morfologia e microestrutura do material (incluindo grau
de orientação e nível de cristalinidade);
c) presença de reforços e aditivos;
d) tensões internas;
e) tempo durante o qual a força é aplicada;
f) tipo de carregamento (estático ou dinâmico);
g) geometria da peça;
h) presença de entalhes;
i) natureza e temperatura do ambiente.
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Comportamento dos polímeros
Pr
oc
es
l
s
ria
am
te
Desempenho
en
Ma
mecânico
to
Projecto Departamento de Engenharia de Polímeros
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Termoplásticos
Materiais constituídos por cadeias lineares ou ligeiramente ramificadas
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Termoendurecíveis
Materiais constituídos por cadeias ligadas entre si
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[Link]
properties/properties/young-modulus
[Link]
[Link]
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Comportamento dos polímeros
Na mecânica clássica, as propriedades mecânicas dos sólidos elásticos
podem ser descritas pela lei de Hooke, que afirma que ao aplicar-se
uma tensão s ao material, se verifica uma deformação e que lhe é
proporcional, sendo a tensão independente da velocidade de
deformação. Quando esta tensão s é retirada, o corpo recupera
completa e instantaneamente a sua forma inicial.
s = Ee E é o módulo de elasticidade
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Comportamento dos polímeros
As propriedades dos líquidos, por seu lado, são descritas pela lei de
Newton. Um fluido Newtoniano não consegue suportar deformações e a
resposta instantânea a uma tensão é o escoamento viscoso. A tensão é
independente da deformação, mas proporcional à velocidade de
deformação
de
s =h h é o coeficiente de viscosidade
dt
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Comportamento dos polímeros
Os materiais poliméricos apresentam um comportamento intermédio
entre o de um sólido elástico, Hookeano, e de um líquido viscoso,
Newtoniano. Apresentam frequentemente contribuição de ambos os
tipos de resposta, e a predominância de carácter viscoso ou elástico da
resposta a uma solicitação mecânica depende essencialmente da
escala de tempo da experiência.
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Comportamento dos polímeros
A aplicação de uma tensão durante um intervalo de tempo longo provoca
normalmente um escoamento viscoso, e portanto deformação
permanente no polímero.
A aplicação de uma deformação muito rápida não dá tempo às moléculas
de polímero, longas e emaranhadas, de se ajustarem à deformação
aplicada, induzindo uma resposta elástica.
Verifica-se que tanto o módulo de elasticidade, E, como a viscosidade, h,
variam com a forma como a experiência foi realizada. Este tipo de
comportamento é classificado como comportamento viscoelástico
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Comportamento dos polímeros
a) curta duração: t
< 1min;
b) longa duração: t
> 1 min;
c) solicitações
cíclicas;
d) impacto:
velocidade de
solicitação
> 1m/s.
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Tracção
Considere-se um paralelepípedo de comprimento x0 e secção transversal A0 =
y0z0, sujeito a um par de forças de tracção equilibradas, F, que aumenta o seu
comprimento para x0+dx e obedece à lei de Hooke
Medindo a força por unidade de área e definindo a
deformação como a extensão por unidade de
comprimento será:
F dx
=E Ou seja, s = Ee
A x0
O comportamento de plásticos sujeitos a cargas durante intervalos curtos pode
ser estudado ensaiando-os à tracção uniaxial em condições normalizadas;
estes ensaios são realizados com velocidade de deslocamento (ou
deformação) constante Departamento de Engenharia de Polímeros
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Tracção
Alongamento
D L = Lf – Li (m) A FORÇA
Li
Tensão
s= F / A (N/m² = Pa)
Lf
Deformação
e = D L / Li (%) Deformação axial de
uma barra
Modulo de elasticidade
E=s/e
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Ensaios de tracção
força vs. alongamento
tensão vs. deformação
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Ensaios de tracção
Identificação do ponto de cedência e do ponto de rotura
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Ensaios de tracção
Módulo de elasticidade:
Polímero dúctil (borracha) » 7
MPa
Polímero rígido » 4 Gpa
Metais: 40-400 Gpa
Tensão de rotura:
Polímeros £ 100 MPa
Ligas metálicas: 200-400 MPa
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Ensaios de tracção
declive=módulo secante a X% de deformação
declive=módulo de Young
Tensão
Limite de proporcionalidade
X
Deformação
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Módulo tangente e secante
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Ensaios de tracção – termoplásticos amorfos
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Ensaios de tracção – termoplásticos semi-cristalinos
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Efeito da temperatura
Curvas tensão-deformação para o
PMMA (polimetilmetacrilato) entre 4 e
60 ºC.
Variações que se observam com o
aumento da temperatura:
ØDiminuição do módulo de
elasticidade
ØDiminuição da tensão de rotura e
cedência
ØAumento do alongamento à rotura
(deformação à rotura)
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Efeito da temperatura
acetato de celulose PMMA
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Efeito da velocidade
A diminuição da velocidade da
deformação, e! , tem o mesmo
efeito que o aumento de
temperatura: o material comporta-
se de forma mais dúctil, mais
deformável
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Efeito da velocidade: PMMA
O módulo depende da
velocidade do ensaio,
aumentando com ela de
forma não proporcional; a
velocidade muito elevada
(acima de 1 m/s), as
moléculas não têm tempo de
se deformar e o material
torna-se rígido e frágil — caso
do poli(metacrilato de metilo)
– PMMA:
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Tipos de ruptura
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Tipos de ruptura
è Quando os plásticos são ensaiados à tracção podem manifestar um
comportamento frágil ou dúctil, traduzido na rotura
è A rotura frágil verifica-se quando o material rompe a valores muito baixos de
e, não apresentando deformação permanente; é o caso de todos os polímeros
abaixo de Tg, nomeadamente as curvas do acetato de celulose e do PMMA a
248 e 277 K
è Verifica-se a rotura dúctil quando o material pode apresentar uma
deformação plástica permanente antes de partir; podem identificar-se 4 tipos
de rotura dúctil – estiramento, estricção seguida de rotura, grande deformação
sem estricção e deformação com variação uniforme de secção
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Tipos de ruptura
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Resistência à flexão
a) flexão em 3 pontos b) flexão em 4 pontos
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• [Link]
w/nyu_plastic_activity1
[Link]
[Link]?VidID=1461
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Resistência ao impacto
[Link]
vbY7fmX6s
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Resistência ao impacto
fractura frágil fractura dúctil
Curvas de um ensaio de impacto
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Resistência ao impacto
Impacto típico vs. temperatura
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Dureza
Ensaio de dureza Shore Ensaio de microdureza
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Dureza ESCALAS DE DUREZA
Material Dureza
Alumínio 17 Brinell
ROCKWEEL C
Cobre 37 Rockwell B
Aços 95-400 Brinell
ABS 75-115 Rockwell R
POM 120 Rockwell R ROCKWEEL B
Acrílico 94 Rockwell M
Celulósicos 30-125 Rockwell R
PPO 80 Rockwell M / 120 Rockwell R
PA 108-120 RockwellR
PC 72 Rockwell M / 118 Rockwell R
HDPE 60-70 Shore D ROCKWEEL M
BARCOL
LDPE 40-50 Shore D
PP 75-85 Shore D ROCKWEEL R
PS 68-70 Rockwell M SHORE D
PVC 115 Rockwell R SHORE A
BS DURO
Polisulfona 70 Rockwell M / 120 Rockwell R BS MACIO
BRINELL
Valores típicos de dureza de alguns materiais
Departamento de Engenharia de Polímeros
Universidade do Minho