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Caso pratico Direito Processual civil declarativo
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em nome individual) com domicilio em Gondomar celebrou um contrato de c/v com
Humberto unipessoal limitada. Joaquim vendeu-Ihe © fio, concede-se em Valongo. Estavam em causa
20.000,00€, Joaquim entregou o fim e, a empresa néo pagou. O Joaquim propés uma acéo declarativa de
condenagio para exigir 0 pagamento. Se fossem autores qual era o Tribunal que propunham a acéo?
Joaquim (empreséri
Para saber qual é o tribunal competente aplicar a regra da competéncia. A competéncia dos tribunais é aferida em
razo da sua competéncia internacional e intema. Em relaco & competéncia intemacional, neste caso concreto, e,
considerando que néo hd nenhum elemento de conexdo com outros Estados, no restando diividas que seja pelo
citério geral pelo domicilio do réu aplicdvel ha luz do Regulamento de Bruxelas, que os Tribunais Portugueses so
competentes. Em razéo da competéncia intema s8o aplicdveis os Tribunais Judiciais (a questo é deste tribunal e,
no de outras ordens jurisdicionais) e, como estamos nos Tribunais Judiciais em razdo da hierarquia so os
Tribunais de 1. instancia. Relativamente & matéria aplica-se o art. 71.° CPC para exigir 0 cumprimento da
obrigacéo. Este artigo esté dividido em 2 partes.
A 12 parte consiitui a regra e se 0 autor quiser pode usar sempre esta 1. parte, por esta parte o tribunal
terrtorialmente competente & a 0 domicilio do réu logo, no caso concreto a sede do réu situa-se em Valongo e,
pertence 8 Comarca do Porto, entéo territorialmente competente é a comarca do Porto.
A: parte aplica-se ao concreto uma vez que o réu é uma pessoa coletiva logo, seria competente terrtorialmente
© Tribunal 0 lugar do cumprimento, como as partes ndo estipularam, aplica-se as normas supletivas do Cédigo,
Civil, no caso conereto, como & para pagar um quantia em dinheiro aplica-se 0 art. 774.° CC, que diz que o lugar
do cumprimento ¢ 0 do domicilio do credor, ou seja, seria em Gondomar. O autor poderia propor a acéo
territorialmente falando no tribunal do domicilio do credor, se quisesse por esse ser lugar o lugar do cumprimento
ha luz das regras supletivas do Cédigo Civil e, porque o réu é uma pessoa coletiva e, é aplicar se 0 autor assim
quiser a 2. parte do art. 71.9 n° 1, vai dar a Gondomar e, também pertence a Comarca do Porto. Neste caso 0
autor poderia propor a agdo territorialmente falando no tribunal domictio do réu (em Valongo) ou no tribunal do
domicilio do credar (em Gondomar).
112 Parte- Elemento de conexdo- domiclio do réu 2.* Parte- Elemento de conexéo- lugar do cumprimento da
obrigacéo (faculdade condicionade- usa s6 se acontecer uma das duas coisas- 0 réu ser uma pessoa coletiva ou
ambos terem domiciio na mesma rea metropolitana) Na questo da matéra, os tribunais esto divididos em
razdo da matéra: em julzos de competéncia genérica e competéncia especializada, que ha juizos com competéncia
especializada com competéncia tipficadas, quando é deles é deles, caso nao seja deles varnos ter de introduzir
cutro crtério, [Link] o valor e a forma do processo. Constata-se em face do que nos & descrito que no
hd de facto nenhum juizo daqueles com competéncias especifcadas para fazer cobrancas destas, portanto nao
da familia, no é co trabalho, néo é do comércio, néo é da concorréncia
Contudo é uma questéo civil e, como afastamos todos 0s outros, restando apenas o central civil, local civil e
competéncia genérica. O valor desta aco & 20,000,006, de acordo com o art. 301.° CPC, nao é o central civel
porque sé julgam causas acima de 50,000,00€ (art. 117° LOSI), logo aplicar-se-8 0 local civil ou competéncia
‘genérica a0 abrigo do art. 130.° LOS). A partir daqui s6 concluo qual é o Tribunal Competente a partir dos mapas.
Partindo da 1.* parte do art. 71.° CPC 0 tribunal competente seria juizo local civel de Valongo. Se optarmos pela
28 parte do art. 71.° CPC o tribunal competente seria 0 juizo local civel de Valongo.
Imaginando qu
agio foi proposta no central civel do Porto, qual é o problema?
€ uma incompeténcia em razio do valor, © Tibunal 6 podera considerar-se incompetent ainda que 0 réu no
tivesse dito nada na contestacdo se fosse de conhecimento oficioso, as regras da competéncia em razdo do valor é
de conhecimento oficioso (art. 104.° n.° 2).Em Janeiro de 2018, Anténio, residente em Chaves, foi atropelado por um veiculo conduzido por Jodo,
residente em Vila Real, quando atravessava uma passadeira, no centro de Amarante. Jodo havia transferido
@ sua responsabilidade para a Seguradora Ventos Seguros, S.A, com sede em Lisboa. Proposta a
competente accéo declarativa, contra a Seguradora, nela foi pedida a condenagio da Ré no pagamento de
uma indemnizagéo de 4.500,00 € (quatro mil e quinhentos euros), a propésito do dito atropelamento, de
onde resultaram para Anténio, conforme alegado, alguns ferimentos.
Em face do exposto,
a) Classifique a acco quanto ao objecto e quanto a forma,
Dar a nogéo, explicar, relacionando com o caso concreto, que se trata, quanto 20 objecto, de acco declarativa de
condenacdo (art. 1.0, n.0 1, 2 e 3, al, bj; quanto a forma, a accdo segue o processo comum, forma tinica (art. 546°
5489),
») Diga qual o tribunal competente para julgar a acco em causa.
anélise dos diversos crtérios de competéncia (artigos 59.0 e ss. do CPC)
referéncia genérica aos critérios de competéncia internacional (Reg. Bruxelas | @ artigos 62° e 63° do CPC),
concluindo pela competéncia dos tribunais portugueses visto que todos os elementos de conexao relevantes esto
relacionados como territ6rio ¢ o Estado portugués;
andlise da competéncia interna dos tribunais portugueses;,
anélise da competéncia em razdo da matéria, concuindo pela competéncia dos tribunais judicias (artigos 64.0 CPC
e ainda o artigos 40.0 da LOSI);
~analise da competéncia em razéo da hierarquia (artigos 67.0 a 69.0 do CPC e os artigos 42°, 55.0° 73° €80.° da
LOS), concluindo pela competéncia dos tribunais de Ta instancia;
analise da competéncia em razo do territério, concluindo pela aplicacao do critério do foro obrigacional (n.0 2 do
art. 71.0 do CPC), aplicando como elemento de conexio o lugar da ocorréncia do facto gerador da
responsabilidade por via disso, concluir pela competéncia da comarca do Porto-Este (n.0 2 do art. 71.0 do CPC)
para apreciar a presente acdo;
analise da competéncia em razo da matéria, dentro dos tribunais judiciais e identifcar, por exclusio dos tribunais,
de competéncia territorial alargada e de outros juizos especializados, que é competente ou o juizo central civel ou
© juizo local civel ou 0 juizo de competéncia genérica, o que dependers da aplicacéo do critério do valor e do
desdobramento concreto da comarca em causa (artigos 65.0 do CPC e ainda os artigos 40° e 111.0 e seguintes da
103);
andlise da competéncia em razo do valor (artigo 66.0 do CPC e artigos 41.0, 117° .1.a) e 130.0 da LOS),
concluindo pela competéncia do juizo local cvel, em detrimento do juizo central civel
concluséo de quea aco deveria ser instaurada no juizo local civel de Amarante, justficando com os Mapas que &
‘esse 0 juizo que abrange o municipio de Amarante.
Suponha, agora, que foram duas as
simultaneo,
itimas do referido atropelamento, tendo a viatura embatido em ambas, em
©) Nesse caso, seria possivel a propositura de uma dnica ago, para ressarcimento dos danos causados a cada
uma?
Justifique.
Enquadrar a questéo no regime da coligacao
Dar a nogéo de coligagéo e aplicé-la 20 caso identificar, no caso concreto, que se trata de um caso em que 2
coligagio é admitida na medida em que, sendo embora diferente a causa de pedir, a procedéncia dos pedidos
principals depende essencialmente da apreciagao dos mesmos factos (art. 36. n®. 2)
Expor e explicar, aplicando ao caso concreto, que nao se verifica nenhum dos impedimentos previstos no art. 37°4) Desconsiderando o que antecede, caso o acidente tivesse ocorrido a 01 de janeiro de 2019 e a acdo tivesse sido
proposta no dia 16 de dezembro de 2021, mas a Ré sé fosse citada a 31 de janeiro de 2022, poderia esta invocar,
com éaito, a presciigdo do direito do autor?
Justifique
Identificar que a questao esta relacionada com os efeitos da citado, no caso um efeito substantivo
Expor, em termos gerais, que a citacéo é um facto interruptivo do prazo de prescrigao e
explicar como funciona e © que significa (arts. 323° e 327° CC)
Aplicar a0 caso concreto, explicando que iria funcionar 2 presungo prevista no art. 323.° CC, pelo que a
Interrupsao (presumida e ilidivel) ocorreu 5 dias apés a propositura da acco pelo que, embora cronologicamente
tenham decorrido mais de 3 anos quando o réu é citado, este beneficia da presuncéo que determinou que se
presumisse a interrupcdo desse prazo erm momento anterior, Concluir, consequentemente, que o réu mesmo que
invocasse a prescrigao nao o iria fazer com éxito.