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Introdução ao Sistema Financeiro Nacional

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Fabio Oliveira
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​Bem-vindo ao Módulo 1 do nosso curso!

Faremos uma jornada em busca do sucesso!

Para começar, é importante que tenha uma visão geral do

Sistema Financeiro Nacional (SFN) e da regulamentação que rege

sua atividade como Correspondente.

Fique tranquilo! Tudo será compartilhado de forma leve.

Você vai gostar!

O módulo está dividido em 4 seções:

1. Instituições Financeiras

2. Banco Central do Brasil

3. Sistema de Informações de Crédito

4. Correspondente
Sumário

SEÇÃO 1. Instituições Financeiras


1.1. Instituições Financeiras
1.2. Conselho Monetário Nacional
1.3. Banco do Brasil S/A

SEÇÃO 2. Banco Central do Brasil


2.1. Atribuições

SEÇÃO 3. Sistema de Informações de Crédito

SEÇÃO 4. Correspondente
4.1. Atividades que os correspondentes podem executar
4.2. Atividades que os correspondentes não podem executar
4.3. Encaminhamento de propostas de crédito

SEÇÃO 1 – INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é formado por um conjunto de entidades e instituições que
promovem a intermediação financeira, isto é, o encontro entre credores e tomadores de recursos. É por
meio do Sistema Financeiro Nacional que as pessoas, as empresas e o governo circulam a maior parte
dos seus ativos, pagam suas dívidas e realizam seus investimentos.

O SFN (Sistema Financeiro Nacional) é organizado por agentes normativos, supervisores e operadores.
O Órgão Normativo é composto pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o Conselho Nacional de
Seguros Privados (CNSP) e o Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC).

Este órgão é o responsável por regulamentar o funcionamento do Sistema Financeiro Nacional, atualizar
as leis e regulamentar as garantias que devem ser atribuídas às pessoas e empresas que operam nesse
sistema.

Os Supervisores trabalham para que os integrantes do Sistema Financeiro Nacional sigam as regras
definidas pelos órgãos normativos.

Este sistema está diretamente subordinado aos agentes supervisores (BCB – Banco Central do Brasil,
CVM – Comissão de Valores Mobiliários, SUSEP – Superintendência de Seguros Privados e PREVIC –
Superintendência Nacional de Previdência Complementar) e fazem a interlocução direta com o público,
como intermediário financeiro.

Os operadores são as instituições que ofertam serviços financeiros, no papel de intermediários. É


composto pelos Agentes Especiais, Instituições Bancárias, Não Bancárias e Auxiliares. Como exemplo
podemos citar: cooperativas de crédito, bancos e caixas econômicas, corretoras, bolsa de valores,
administradoras de consórcio, sociedades de capitalização, entre outras.

O Sistema Financeiro Nacional (SFN) opera sob regras estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional
(CMN), pelo Banco Central do Brasil (BCB) e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), para garantir a
eficiência da intermediação de recursos e promover a estabilidade financeira.

A regulamentação do SFN (Sistema Financeiro Nacional) é aplicada às instituições financeiras de forma


segmentada, conforme a dimensão de sua exposição a riscos e à relevância de sua atuação internacional.
Assim, instituições mais sujeitas a riscos ou com atuação externa relevante estão sujeitas a regras mais
abrangentes e complexas, enquanto instituições com menor exposição a riscos e com atuação externa
pouco relevante obedecem a regras mais simples, sem prejuízo da prudência em ambos os casos.

Para entendermos como se deu historicamente esta constituição e definições, apresentamos aqui alguns
fatos importantes:

Ano
Fato Histórico

1808 Chegada da Família Real ao Brasil e constituição de bancos comerciais

1808 Criação do Banco do Brasil - primeira instituição financeira do país

Primeira fusão bancária entre Banco do Brasil e Banco Comercial do Rio de


1853
Janeiro

1964 Criação do Conselho Monetário Nacional (CMN) e BACEN- Lei 4.595

1965 Reformulação do Mercado de Capitais – Lei 4.728

Criação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) - desenvolve, regula e


fiscaliza o Mercado de Valores Mobiliários, como instrumento de captação
1976 de recursos para as empresas, protegendo o interesse dos investidores e
assegurando ampla divulgação das informações sobre os emissores e
seus valores mobiliários

1995 Criação do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) - Resolução 2.197- BACEN

Criação do Plano Real - Lei 9.069 - atribuição de novas responsabilidades


1995
ao BACEN e CMN

2008 Criação da BM&F Bovespa - única Bolsa de valores mobiliários do Brasil

O SFN (Sistema Financeiro Nacional) lida diretamente com os seguintes mercados:

Alguns estudiosos definem o Sistema Financeiro Nacional como o maestro de toda a economia. Vale
reiterar que o objetivo principal do SFN (Sistema Financeiro Nacional) é o de mediar a relação entre
agentes deficitários da economia, tomadores de crédito, que precisam de recursos emprestados, e os
agentes superavitários, que dispõe de recursos para emprestar.

Agora que pudemos entender efetivamente sobre o conceito e atribuições do Sistema Financeiro
Nacional, vamos nos aprofundar no conceito de todos os Agentes que compõem o sistema.

Ainda no contexto do SFN (Sistema Financeiro Nacional):


A estabilidade financeira é um dos fatores que pode garantir a sustentabilidade do crescimento econômico
e do bem-estar da sociedade.

Para tanto, é preciso garantir a existência de um sistema financeiro organizado e fiscalizado de forma que
os depositantes se sintam protegidos e os tomadores possam ter acesso ao crédito.

Assim, o cliente dos serviços financeiros tem a confiança de que seu patrimônio está seguro e pode
investir no seu futuro com mais tranquilidade.

Daí a importância de o Banco Central regular e supervisionar a atuação das instituições financeiras,
responsáveis pelas intermediações financeiras, para assegurar que o sistema seja sólido e eficiente.

A manutenção de níveis adequados de capital, de liquidez e de exposição aos riscos dos bancos promove
a resiliência a crises e minimiza perdas para a sociedade, mesmo em caso de quebras de instituições que
gerem instabilidade no Sistema Financeiro Nacional.

1.1. Instituições Financeiras

Instituições Financeiras são as organizações públicas ou privadas que atuam com o capital financeiro de
seus clientes, ou o seu próprio capital, na intermediação com o serviço do mercado financeiro,
considerando a relação de riscos, custos e prazos. Todas as operadoras financeiras, são chamadas de
instituições financeiras.

De acordo com a Wikipédia, a Instituição Financeira opera administrando um equilíbrio entre moedas,
prazos e taxas negociados para os capitais que capta e para os que aplica no mercado, respeitando os
critérios e as normas estabelecidas pelas agências reguladoras/supervisoras do mercado.

O ponto comum entre as instituições financeiras, é que todas são operadoras financeiras e compõem,
juntamente com os órgãos normativos (Conselho Monetário Nacional – CMN) e entidades supervisoras
(Banco Central do Brasil – BACEN), o Sistema Financeiro Nacional.
1.2. Conselho Monetário Nacional

O Conselho Monetário Nacional (CMN), foi criado pela Lei 4.595 de 1964, que dispõe sobre a Política e as
Instituições Monetárias, Bancárias e Creditícias.

O CMN (Conselho Monetário Nacional) é o órgão normativo superior do Sistema Financeiro Nacional,
responsável pela formulação da política da moeda e do crédito, ou seja, é a instância de coordenação da
política macroeconômica do governo federal. É neste órgão em que se decide a meta para a inflação, as
diretrizes para o câmbio e as normas principais para o funcionamento das instituições financeiras,
regulamenta operações de crédito entre instituições financeiras e suas partes relacionadas, entre outras
atribuições, objetivando sempre a estabilidade da moeda e o desenvolvimento econômico e social do
país.
Neste sentido, estabelece políticas e cria as diretrizes que devem ser colocadas em prática para fiscalizar,
investigar ou aplicar sanções aos agentes financeiros.

O CMN (Conselho Monetário Nacional) é composto pelo Ministro da Economia, que é o presidente do
Conselho, o Presidente do Banco Central e o Secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia.

Os membros do CMN (Conselho Monetário Nacional) reúnem-se uma vez por mês para deliberar sobre
assuntos como:
✔ Orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras;
✔ Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros;
✔ Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras; e
✔ Coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária e da dívida pública interna e externa.

Em casos extraordinários, pode acontecer mais de uma reunião por mês. As matérias aprovadas são
regulamentadas por meio de Resoluções do CMN (Conselho Monetário Nacional) divulgadas no Diário
Oficial da União (DOU) e nos sites da Comissão de Valores Mobiliários e do Banco Central do Brasil.

1.3. Banco do Brasil S/A

O Banco do Brasil (BB) é um banco brasileiro, constituído na forma de sociedade anônima de economia
mista, regida pelo direito privado, com participação do Governo Federal do Brasil.

É um dos bancos estatais do governo brasileiro, juntamente com Caixa Econômica Federal, Banco da
Amazônia, Banco do Nordeste e BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social),
tendo como acionistas, além da União Federal, a Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco
do Brasil), capital estrangeiro, o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social),
pessoas físicas, pessoas jurídicas e ações em tesouraria.

Sua missão, segundo sua filosofia corporativa, é "Ser um banco de mercado, competitivo e rentável,
atuando com espírito público em cada uma de suas ações junto à sociedade".

Dentre outras atribuições, podemos elencar como principais:

✔ Receber valores oriundos da arrecadação de tributos e/ou rendas federais, para crédito do Tesouro
Nacional;

✔ Realizar as movimentações para execução do Orçamento Geral da União e Leis Complementares;

✔ Ser agente pagador e recebedor fora do país;

✔ Adquirir e financiar estoques de produção exportável;

✔ Executar a política de preços mínimos dos produtos agropastoris;


✔ Executar o serviço da dívida pública consolidada;

✔ Realizar operações de compra e venda de moeda estrangeira, por conta do Banco Central, nas
condições estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional; e

✔ Realizar pagamentos, recebimentos e outros serviços de interesse do Banco Central.

Sobre a estrutura do Banco do Brasil, vale dizer que conforme previsão e diretriz da Lei 4.595 de 1964,
seu Presidente e Diretores deverão ser pessoas de reputação ilibada e notória capacidade. Também a
nomeação do Presidente será feita pelo Presidente da República, após aprovação do Senado Federal.

O Banco Central também exerce a função de Secretaria-Executiva do CMN (Conselho Monetário


Nacional) e compete à autoridade monetária organizar e assessorar as sessões deliberativas (preparar,
dar suporte, elaborar as atas e manter o arquivo histórico, entre outras funções administrativas).

Demais Instituições financeiras públicas e privadas

Vamos falar sobre as prerrogativas trazidas pela Lei 4.595 de 1964, que discorre sobre as instituições
financeiras públicas e privadas.

Instituições Financeiras Públicas: são órgãos auxiliares da execução da política de crédito do Governo
Federal. Pertencem ao Estado, cuja ação deve ser no sentido de complementar as atividades bancárias
privadas, visando o pleno atendimento das necessidades da economia.
São exemplos de instituições financeiras públicas: Banco do Brasil S.A., Caixas Econômicas, Bancos de
Desenvolvimento e Agências de Fomento.

Instituições Financeiras Privadas: instituições comerciais em que seus proprietários não são
governamentais. Isto é, são empresas privadas.
São exemplos de instituições financeiras privadas: Bancos Comerciais (Banco Itaú, Banco Santander,
dentre outros), Cooperativas de Crédito, Bancos de Investimento, dentre muitas outras.

Assim, além das já citadas, dentre as demais instituições públicas e privadas temos:

✔ Bancos Comerciais: são intermediários financeiros que transferem recursos dos agentes
superavitários para os deficitários. Podem ser privados ou públicos que têm como objetivo principal
proporcionar suprimento de recursos necessários para financiar, a curto e a médio prazos, o comércio, a
indústria, as empresas prestadoras de serviços, as pessoas físicas e os terceiros em geral. A captação de
depósitos à vista, livremente movimentáveis, é atividade típica do banco comercial, que pode também
captar depósitos a prazo.

✔ Bancos de Investimentos: é uma instituição que auxilia pessoas físicas e/ou jurídicas a alocar o
capital nos mais diversos tipos de investimentos;

✔ Sociedade de Crédito Imobiliário: sua captação de recursos se dá através de Letras Imobiliárias,


depósitos de poupança, recursos de financiamento ou repasse estrangeiros e brasileiros;

✔ Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento: este tipo de instituição pode captar recursos
através de letras de câmbio, e sua função é financiar bens de consumo duráveis aos consumidores
através de crediário;

✔ Cooperativas de Crédito: instituição financeira formada pela associação de pessoas para prestar
serviços financeiros exclusivamente aos seus associados.
✔ Bancos Múltiplos: são instituições financeiras privadas ou públicas que realizam as operações ativas,
passivas e acessórias das diversas instituições financeiras, por intermédio das carteiras: comercial, de
investimento e/ou de desenvolvimento, de crédito imobiliário, de arrendamento mercantil e de crédito,
financiamento e investimento. Essas operações estão sujeitas às mesmas normas legais e
regulamentares aplicáveis às instituições singulares correspondentes às suas carteiras.

SEÇÃO 2- BANCO CENTRAL

O Banco Central do Brasil, também criado pela Lei 4.595 de 1964, com autonomia estabelecida pela Lei
Complementar 179/2021, é uma autarquia federal integrante do Sistema Financeiro Nacional sem
vinculação a Ministério. Funciona como o guardião dos valores do Brasil.

É o principal executor das orientações do Conselho Monetário Nacional tendo por objetivos principais:
zelar pela adequada liquidez da economia, manter as reservas internacionais em nível adequado,
estimular a formação de poupança, zelar pela estabilidade e promover o permanente aperfeiçoamento do
sistema financeiro.

2.1. Atribuições

Vamos aprofundar os conhecimentos acerca das atribuições e responsabilidades do Banco Central do


Brasil, que merece atenção especial, visto que é o principal executor das políticas, diretrizes e orientações
do Conselho Monetário Nacional, responsável por garantir o poder de compra da moeda nacional.

Assim, conforme redação no âmbito da Lei:

Suas tarefas e atribuições são bem diversificadas e, para melhor entendimento, discorreremos a seguir,
conforme definidas pelo próprio Banco:

✔ Manter a inflação sob controle é objetivo fundamental do BC (Banco Central). A estabilidade dos preços
preserva o valor do dinheiro, mantendo o poder de compra da moeda;

✔ Assegurar que o sistema financeiro seja sólido (tenha capital suficiente para arcar com seus
compromissos) e eficiente;

✔ O BC (Banco Central) detém as contas mais importantes do governo, sendo o depositário das reservas
internacionais do país;

✔ As instituições financeiras precisam manter contas no BC (Banco Central), que são monitoradas para
que as transações financeiras aconteçam com fluidez e para que as próprias contas não fechem o dia
com saldo negativo;

✔ O BC (Banco Central) gerencia o meio circulante, garantindo para a população, o fornecimento


adequado de dinheiro em espécie;

✔ Exercer a fiscalização das instituições financeiras e aplicar as penalidades previstas;

✔ Exercer o controle do crédito sob todas as suas formas;

✔ Efetuar o controle dos capitais estrangeiros, nos termos da lei;

✔ Estabelecer condições para a posse e para o exercício de quaisquer cargos de administração de


instituições financeiras privadas, assim como para o exercício de quaisquer funções em órgãos
consultivos, fiscais e semelhantes, segundo normas que forem expedidas pelo Conselho Monetário
Nacional;

✔ Realizar operações de redesconto e empréstimo com instituições financeiras públicas e privadas,


consoante remuneração, limites, prazos, garantias, formas de negociação e outras condições
estabelecidas em regulamentação por ele editada;

✔ Efetuar, como instrumento de política monetária, operações de compra e venda de títulos públicos
federais, consoante remuneração, limites, prazos, formas de negociação e outras condições estabelecidas
em regulamentação por ele editada;

✔ Efetuar, como instrumento de política cambial, operações de compra e venda de moeda estrangeira e
operações com instrumentos derivativos no mercado interno, consoante remuneração, limites, prazos,
formas de negociação e outras condições estabelecidas em regulamentação por ele editada; e

✔ Aprovar seu Regimento Interno.


O Banco Central também é o responsável por autorizar a atuação de quaisquer pessoas físicas ou
jurídicas como instituição financeira, caso haja a violação da norma, ficam sujeitas à multa e detenção de
1 a 2 anos, quando pessoa jurídica, ficam sujeitos os seus diretores e administradores.

SEÇÃO 3- SISTEMA DE INFORMAÇÕES DE CRÉDITO

O Sistema de Informação de Crédito, cuja sigla é SCR, é um instrumento de registro gerido pelo Banco
Central e alimentado mensalmente pelas instituições financeiras, em outras palavras, é um banco de
dados que mostra quais empréstimos, financiamentos e garantias o cidadão possui com instituições
autorizadas a funcionar pelo Banco Central.

Trata-se de um mecanismo utilizado pela supervisão bancária com a finalidade de acompanhar as


instituições financeiras na prevenção de crises, permitindo a esta supervisão adotar medidas preventivas,
com o aumento da eficácia de avaliação dos riscos inerentes à atividade. É também por meio dele, que o
Banco Central verifica operações de crédito atípicas e de alto risco, sempre preservando o sigilo bancário.

Podemos afirmar, considerando a sociedade de forma geral, que este mecanismo possibilita o acesso às
informações que facilitam a tomada da decisão de crédito, diminuindo os riscos de concessão e
aumentando a competição entre as instituições do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

No que se refere às instituições financeiras, o sistema contribui na atuação responsável, sendo um


facilitador para a quantificação dos riscos por meio da compreensão da capacidade de pagamento dos
clientes. Sempre é necessária a autorização do cliente para consulta, conforme definido pelo CMN
(Conselho Monetário Nacional), por meio da Resolução nº 4.571 de 2017.

Assim, reiteramos que depende de o tomador de crédito permitir ou não o compartilhamento de dados.
Sem a autorização do cliente, nenhuma instituição financeira pode acessar seus dados no sistema.

As instituições que devem prestar informações ao Sistema de Informação de Crédito são:

✔ Agências de fomento;

✔ Associações de poupança e empréstimo;

✔ Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES);

✔ Bancos comerciais;

✔ Bancos de câmbio;
✔ Bancos de desenvolvimento;

✔ Bancos de investimento;

✔ Bancos múltiplos;

✔ Caixas econômicas;

✔ Companhias hipotecárias;

✔ Cooperativas de crédito;

✔ Instituições de pagamento;

✔ Sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários;

✔ Sociedades de arrendamento mercantil;

✔ Sociedades de crédito ao microempreendedor e à empresa de pequeno porte;

✔ Sociedades de crédito, financiamento e investimento; e

✔ Sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários.

O banco contratado é o responsável por todas as inclusões, correções, exclusões, marcações sub judice
e registros de medidas judiciais e de manifestações de discordância sobre os dados.

O Relatório de Empréstimos e Financiamentos disponibiliza informações sobre saldo devedor, modalidade


e status de empréstimos contratados por pessoa física ou jurídica, assim como as dívidas de uma pessoa
e pode ser consultado por meio Sistema de Informação de Crédito, que permite saber quais são os
relacionamentos ativos no sistema financeiro, possibilitando assim um maior controle sobre a vida
financeira do indivíduo.

No SCR (Sistema de Informações de Crédito) são registrados empréstimos e financiamentos,


adiantamentos, operações de arrendamento mercantil, coobrigações e garantias prestadas,
compromissos de crédito não canceláveis, operações baixadas como prejuízo e créditos contratados com
recursos a liberar, demais operações que impliquem risco de crédito, operações de crédito que tenham
sido objeto de negociação com retenção substancial de riscos e de benefícios ou de controle, operações
com instrumentos de pagamento pós-pagos, e outras operações ou contratos com características de
crédito reconhecidas pelo Banco Central.
SEÇÃO 4- CORRESPONDENTES

Para iniciarmos esta seção, definiremos o que são Correspondentes Bancários, um pouco de sua história
e regulamentações legais de suas atribuições.

Mas, antes disso, vamos alinhar alguns conceitos que serão importantes durante todo o curso.
De acordo com o Conselho Monetário Nacional, correspondentes bancários caracterizam a atividade de
execução de serviços acessórios às atividades dos bancos, por meio de empresas não-bancárias que são
empregadas para este fim, podendo até mesmo ser pequenas empresas como lotéricas, farmácias,
padarias e supermercados contratadas por instituições financeiras para prestar serviços bancários.

Conforme pesquisa realizada pelo Banco Central, houve grande expansão da quantidade de
correspondentes bancários no Brasil, principalmente para áreas com menor poder aquisitivo, podendo ser
observado que o recebimento de benefícios governamentais como o Bolsa Família e o INSS (Instituto
Nacional do Seguro Social) foram fatores de influência para a expansão dos correspondentes.

As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil
devem observar as disposições legais e regulamentares, como condição para a contratação de
correspondentes no país, visando à prestação de serviços, pelo contratado, de atividades de atendimento
a clientes e usuários da instituição contratante.

É permitida a contratação, como correspondente:

✔ As sociedades, os empresários e as associações;

✔ Os prestadores de serviços notariais e de registro; e

✔ As empresas públicas.

Abaixo transcrevemos as vedações de celebração de contrato de correspondentes no País:


Sobre o substabelecimento a resolução CMN Nº 4.935 preconiza:
A celebração de contrato de correspondente com entidade não integrante do SFN (Sistema Financeiro
Nacional), cuja denominação ou nome fantasia empregue termos característicos das denominações do
SFN (Sistema Financeiro Nacional), dependem de prévia autorização do Banco Central.

O contrato entre a instituição financeira ou demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central
e os correspondentes deve incluir:
E não é só isso. O contrato entre a instituição financeira ou demais instituições autorizadas a funcionar
pelo Banco Central e os correspondentes também precisa, além de outros aspectos, informar a forma de
pagamento de remuneração na contratação da operação, ao longo da operação e, que nos casos de
liquidação antecipada da operação com recursos próprios do devedor ou com recursos transferidos por
outra instituição, será cessado o pagamento da remuneração.

É importante também enfatizar que o correspondente atua por conta e sob as diretrizes da instituição
contratante, que assume inteira responsabilidade pelo atendimento prestado aos clientes e usuários por
meio do contratado, à qual cabe garantir a integridade, a confiabilidade, a segurança e o sigilo das
transações realizadas por meio do contratado, assim como o cumprimento da legislação e da
regulamentação relativa a essas transações.

A instituição contratante deve, portanto, manter atualizada a política de atuação e de contratação com
correspondentes, que preveja, dentre outros assuntos: mecanismos de controle de qualidade da atuação
do correspondente, levando em conta indicadores de acompanhamento de qualidade de atendimento dos
clientes, considerando, inclusive, demandas e reclamações registradas, contendo, inclusive, medidas
administrativas, contratualmente previstas, a serem adotadas pela instituição contratante em relação ao
correspondente, aos substabelecidos e aos agentes certificados, se verificadas irregularidades ou
inobservância dos padrões estabelecidos, incluindo a possibilidade de suspensão do atendimento
prestado ao público e o encerramento antecipado do contrato nos casos considerados graves pela
instituição contratante.

As instituições contratantes devem adequar o sistema de controles internos com o objetivo de monitorar
as atividades de atendimento ao público realizadas por intermédio de correspondentes, compatibilizando-
os com o volume e a complexidade das operações realizadas.

Ademais, a auditoria interna da instituição contratante deve avaliar, anualmente, a efetividade dos
mecanismos de controle de qualidade.

O BACEN é autorizado a monitorar as atividades de atendimento ao público, estabelecendo


procedimentos a serem integrados aos controles internos e à auditoria interna, objetivando:
✔ Determinar a adoção de controles e procedimentos adicionais, estabelecendo prazo para sua
implementação, caso verifique a inadequação do controle que a contratante exerce sobre as atividades do
correspondente;

✔ Recomendar a suspensão do atendimento prestado ao público ou o encerramento do contrato;

✔ Condicionar a contratação de novos correspondentes à prévia autorização do Banco Central do Brasil.

A instituição contratante de Correspondente Bancário, deve proceder ao Banco Central as seguintes


formalidades definidas:

✔ Designar diretor responsável pela contratação de correspondentes no país e pelo atendimento prestado
por eles;

✔ Informar a celebração de contrato de correspondente, bem como posteriores atualizações e


encerramento, discriminando os serviços contratados;

✔ Proceder à atualização das informações sobre os contratos de correspondente enviados até a data de
entrada em vigor desta resolução; e

✔ Elaborar relatórios sobre o atendimento prestado por meio de correspondentes.

A resolução também prevê a forma como as instituições contratantes devem divulgar as suas
informações, e desta forma:

✔ Deverá manter, em página da internet acessível a todos os interessados, a relação atualizada de seus
contratados, contendo as seguintes informações: Nome, endereço da sede e dos pontos de atendimento,
CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas) e atividades de atendimento;

✔ Devem também segregar as informações sobre demandas e reclamações recebidas pela instituição,
nos respectivos serviços de atendimento e de ouvidoria, apresentadas por clientes e usuários atendidos
por correspondentes.

4.1. Atividades que os correspondentes podem executar

O contrato firmado entre os correspondentes no país e as instituições financeiras e demais instituições


autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, conforme resolução do Conselho Monetário
Nacional, autoriza as seguintes atividades de atendimento pelo correspondente:
Com relação ao atendimento pelo correspondente em operações de câmbio, deve ser contratualmente
restrito a:

I - compra e venda de moeda estrangeira em espécie, cheque ou cheque de viagem, bem como carga de
moeda estrangeira em cartão pré-pago;

II - execução ativa ou passiva de ordem de pagamento relativa à transferência unilateral do ou para o


exterior; e

III - recepção e encaminhamento de propostas de operações de câmbio.


Parágrafo único. O contrato que inclua o atendimento nas operações de câmbio relacionadas nos incisos I
e II do caput deve prever as seguintes condições:

I - limitação ao valor de US$3.000,00 (três mil dólares dos Estados Unidos), ou seu equivalente em outras
moedas, por operação, e no caso de operação de compra ou de venda de moeda estrangeira em espécie
com entrega do contravalor em moeda nacional também em espécie, limitação ao valor de US$1.000,00
(mil dólares dos Estados Unidos), ou seu equivalente em outras moedas;

II - obrigatoriedade de informação ao cliente do Valor Efetivo Total (VET) da operação, expresso em reais
por unidade de moeda estrangeira e calculado, considerando a taxa de câmbio, os tributos incidentes e as
tarifas eventualmente cobradas;

III - obrigatoriedade de entrega ao cliente de comprovante para cada operação de câmbio realizada,
contendo a identificação da instituição contratante, da empresa contratada e do cliente, a indicação da
moeda estrangeira, da taxa de câmbio, dos valores em moeda estrangeira e em moeda nacional e do
VET, bem como a identificação do pagador ou recebedor no exterior nas operações de câmbio de que
trata o inciso II do caput;

IV - cláusula de exclusividade do correspondente com a instituição contratante para a prestação de


serviços relativa às operações de câmbio de que trata o inciso I do caput; e

V - observância das disposições regulamentares que dispõem sobre o mercado de câmbio.

Ainda a resolução do Conselho Monetário Nacional nº 4.935/2021 trouxe a possibilidade do atendimento


do correspondente via plataforma eletrônica, cabendo à instituição contratante a garantia da integridade, a
confiabilidade, a segurança e o sigilo das transações realizadas por meio do contratado, bem como o
cumprimento da legislação e da regulamentação relativas às transações.
Aliás, no momento de checar a documentação:
Os correspondentes devem divulgar ao público sua condição de prestador de serviços para a instituição
contratante, identificada pelo nome no qual é conhecida no mercado, com descrição dos produtos e
serviços oferecidos e canais de contato da instituição contratante, inclusive de sua ouvidoria. Tudo em
local visível, em destaque e em formato legível, por meio de:

● sítio eletrônico do correspondente na internet, acessível na página inicial;

● aplicativo e outras plataformas de comunicação em rede do correspondente; ou

● painel mantido nos locais onde seja prestado atendimento aos clientes e usuários, no caso de o
correspondente possuir dependências físicas.

É ainda responsabilidade do correspondente a realização de atendimento aos clientes e usuários relativos


a demandas envolvendo esclarecimentos, obtenção de documentos, liberações, reclamações e outros
referentes aos produtos e serviços fornecidos.

4.2. Atividades que os correspondentes não podem executar


O correspondente bancário não está autorizado, sob hipótese alguma, a cobrar pagamento adiantado pela
concessão de serviço. Vale destacar aqui que a remuneração é feita pelas instituições financeiras de
forma comissionada e não pelos clientes que o procuram.

Também é proibida a imposição por parte do correspondente de quaisquer tarifas e cobranças extras
pelos serviços prestados, ou ainda a liberação de empréstimos sem vínculo e autorização de um banco,
nem tão pouco pode realizar adiantamentos aos clientes.

Não podem emitir, a seu favor, instrumentos de pagamento ou títulos relativos às operações realizadas,
nem podem cobrar em seu próprio benefício, a qualquer título, valor relacionado com os produtos e
serviços de fornecimento da instituição contratante.

Por fim, é proibida a prestação de serviços por correspondentes nas dependências da instituição
financeira contratante e uso de logomarca ou de outros atributos que sejam similares aos adotados pela
instituição contratante em suas agências, postos de atendimento, sítio eletrônico, aplicativos ou outras
plataformas de comunicação em rede.

4.3. Encaminhamento de propostas de crédito

Já abordarmos alguns elementos importantes para o tema de encaminhamento de propostas de crédito


nos itens anteriores e antes de aprofundarmos, vamos relembrar, conhecer e alinhar alguns aspectos:
Isso porque a realização de atividades relativas à operação de crédito e de arrendamento mercantil
devem ser realizadas com qualidade técnica compatível com a natureza e o risco dessas operações e, cá
entre nós, faz todo sentido considerando a importância do serviço prestado aos clientes, usuários e para
economia do País!
Muito bem! E você sabe nos dizer quais os aspectos mínimos que devem ser tratados na certificação?
Inclusive na AUTORREGULAÇÃO ANEPS que você verá em outro módulo o tema certificação é
novamente abordado!

Ainda no quesito “Qualificação Técnica” o correspondente deve assegurar o atendimento, a comunicação


e a experiência do cliente por meio de plataforma eletrônica, observando:

✔ Oferta de produtos e serviços adequados às necessidades, interesses e objetivos dos clientes e


usuários;

✔ Prestação de informações necessárias à livre escolha e à tomada de decisões por parte de clientes e
usuários; e

✔ Utilização de linguagem clara e adequada à natureza e à complexidade das operações.


Pronto! Agora que estamos alinhados, e você já os pré-requisitos, vamos falar mais um pouco do
encaminhamento da proposta de crédito.

Você precisa saber que na realização de atividades relativas a operações de crédito e de arrendamento
mercantil é obrigatório, além do uso de crachá, pelos integrantes da equipe do correspondente que
prestem atendimento, de forma visível, a denominação do contratado, o nome da pessoa e seu número de
registro no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF):

Cabe a instituição contratante disponibilizar ao correspondente documentação técnica adequada, bem


como manter canal de comunicação permanente com objetivo de prestar esclarecimentos tempestivos à
referida equipe sobre seus produtos e serviços.

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