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Tipos de Artigos na CME

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CENTRAL DE MATERIAL E

ESTERILIZAÇÃO (CME)
CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM

Profª.: Ketley Sabrina Dias Figueiredo


FISIOTERAPEUTA
As infecções hospitalares não ocorrem de maneira
inesperada. Podem estar relacionadas a práticas
inadequadas. O processamento de Dispositivos
Médicos (DM) pode aumentar os riscos de infecções
relacionadas a assistência à saúde, comprometendo a
segurança e vida dos pacientes e profissionais. Sendo
assim, compete aos gestores dos Centros de Materiais e
Esterilização (CME) planejar e prover a estrutura
necessária para que todas as atividades sejam
realizadas de forma segura e eficiente.
Para garantir a qualidade do processamento é importante e
necessário monitorar e registrar todas as etapas do processo
desde a aquisição dos produtos até o uso.

O processamento de materiais na CME envolve uma série de


etapas cuidadosamente controladas, que incluem a
limpeza, a desinfecção e a esterilização dos dispositivos
médicos reutilizáveis.
Este processo deve ser rigorosamente
aderido e constantemente aperfeiçoado, à
medida que novos desafios e tecnologias
emergem.
Assim, torna-se essencial para
profissionais de saúde, especialmente
enfermeiros e técnicos de enfermagem
que frequentemente lidam com o manejo
de materiais esterilizados, entenderem
profundamente o processamento de
materiais na CME.
Isso garante a proteção do paciente e a
qualidade da assistência em saúde.
● Na CME é feito o recebimento
dos materiais sujos e
contaminados para
descontaminação, esterilização
e, posteriormente, distribuição
aos setores do hospital. Não
apenas para o centro cirúrgico,
mas também às unidades de
internação, ambulatório,
emergência, entre outros.
A manutenção e o controle de rotina
dos métodos esterilizantes deve ser
de responsabilidade do enfermeiro,
de acordo com a norma vigente.
A atuação da Enfemagem na
CME é importante para garantir
que todos os processos sejam
realizados dentro das normas e
processos de descontaminação e
esterilização.
A CME é dividida em três áreas:
Área suja:
Expurgo, espaço destinado
ao recebimento e lavagem
dos artigos encaminhados
pelas diversas unidades da
instituição; Área estéril:
Local onde é feito
a retirada dos
Área limpa: materiais e roupas já
Destinada ao preparo dos esterilizados, assim
materiais e da montagem da como o
carga do processo de acondicionamento
esterilização; destes materiais;
Diretrizes e regulamentos
sobre os artigos médicos

No Brasil, a Agência Nacional de


Vigilância Sanitária (ANVISA) é
o órgão responsável pela
regulação dessas práticas.
A Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 15, de
15 de março de 2012, dispõe sobre requisitos de
boas práticas para o processamento de produtos
para saúde e é uma das normativas que orientam a
classificação de artigos médicos no Brasil.
No entanto, essa RDC não detalha explicitamente a
classificação dos artigos em críticos, semi-críticos e
não-críticos, uma vez que se concentra mais nos
processos de limpeza, desinfecção e esterilização.
Classificação de artigos médicos

Artigos Críticos

Artigos
Semi-críticos
Artigos Não-
críticos:
Artigos Críticos
São aqueles que entram em contato com partes
estéreis do corpo humano ou com o sistema
vascular. Incluem dispositivos como instrumentos
cirúrgicos, cateteres cardíacos e outros
dispositivos implantáveis. Esses artigos requerem
esterilização, pois qualquer presença de
microrganismos pode levar a infecções graves.
Artigos Semi-críticos
Esses itens entram em contato com mucosas ou pele não
intacta, mas não penetram tecidos ou o sistema vascular.
Exemplos incluem endoscópios flexíveis, laringoscópios
e alguns equipamentos de anestesia.
A esterilização é preferível para esses itens, mas a
desinfecção de alto nível pode ser aceitável se a
esterilização não for viável.
Artigos Não-críticos
Esses são itens que entram em contato apenas com a pele
intacta ou não entram em contato direto com o paciente.
Incluem estetoscópios, camas hospitalares, mesas de
exame e outros equipamentos de suporte ao paciente.
Esses itens podem ser adequadamente desinfetados com
desinfetantes de baixo a intermediário nível, dependendo
do risco de contaminação.
Etapas do processamento:

Recepção
Limpeza
Secagem
Inspeção
Embalagem
Esterilização
Armazenamento
Recepção e Limpeza:
Esta é a primeira etapa do processo, onde os materiais usados
são recebidos.
Eles são primeiramente inspecionados e, em seguida, limpos.
Desinfecção:
Esta etapa é necessária para materiais que não podem ser
esterilizados devido ao seu material ou design. A
desinfecção é realizada usando-se desinfetantes
químicos ou físicos (como calor) para matar a maioria
dos microrganismos patogênicos.
Preparação e
Acondicionamento:

Após a limpeza e desinfecção, os materiais


são preparados para esterilização.
Isso pode envolver a montagem de
instrumentos complexos, a embalagem
dos materiais em pacotes de
esterilização e a verificação de que
todos os itens estão prontos para a
esterilização.
Esterilização:
Esta é a etapa mais crítica do
processamento. Os materiais
são expostos a agentes
esterilizantes (geralmente
calor, como o fornecido por
autoclaves, ou gases, como o
óxido de etileno) que matam
todos os microrganismos,
incluindo esporos bacterianos.
Armazenamento:
Após a esterilização, os materiais são armazenados em uma
área limpa e seca, mantendo-se na embalagem de
esterilização até o momento do uso para garantir que
permaneçam estéreis.
Distribuição:

Os materiais esterilizados são


então distribuídos para as
várias unidades e salas de
cirurgia dentro do hospital
conforme necessário.
Controle de Qualidade:
Durante todo o processo, devem ser
realizados controles de qualidade
para garantir que todas as etapas
sejam executadas corretamente
e que os materiais estejam
efetivamente estéreis. Isso pode
incluir a verificação do
funcionamento das máquinas,
testes de indicadores biológicos
e químicos para confirmar a
eficácia da esterilização, e a
monitoração das condições de
armazenamento.
INSPEÇÃO

ÁREA SUJA
EMPACOTA

IDENTIFICA

ESTOQUE

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