Introdução
Os cuidados paliativos tiveram início na antiguidade, em meados do século XVII com as
primeiras definições de cuidado. Todos aqueles que necessitavam de cuidados especiais foram
alojados em mosteiros. Cuidar dessa forma é cuidar, diminuir a dor e cuidar, mais do que
buscar tratamento (Hermes; Lamarca, 2013).
Já para Abrale é importante pois ele afasta a ideia de que um tratamento protetor só deve ser
utilizado quando o tratamento não tem cura e o paciente para. Isso não é verdade, pois o
objetivo principal é melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares,
prevenindo e aliviando a dor (ABRALE, 2020).
O câncer é um importante problema de saúde pública em todo o mundo e é atualmente uma
das quatro principais causas de morte na maioria dos países. A incidência dele tem vindo a
aumentar, entre outras coisas devido ao envelhecimento, ao crescimento populacional, bem
como à prevalência, que está principalmente relacionada com as condições e o
desenvolvimento económico e da sociedade.
Contudo o câncer é uma das três causas de morte no século XXI, sendo a doença que mais
assusta o homem moderno, principalmente porque a maioria delas ainda é incurável. Sabe-se
hoje que o cancer é uma doença causada por mutações genéticas de um grupo de doenças
diferentes com causas e manifestações, tratamentos e prognósticos, que levam a um controlo
anormal do crescimento celular, formando um clone que começa a proliferar de forma
anormal, ignorando regulação do crescimento. sinais no ambiente ao redor da célula e podem
se espalhar para outra região do corpo.
A maior parte dessas alterações é controlada pelo organismo, mas algumas escapam e são
adquiridas por organismos invasores (COSTA; OTHERO, 2014).
Apesar da pesquisa e dos esforços dos cientistas para encontrar suas origens, causas e novos
tratamentos, o caminho para descobrir todos os segredos ainda é difícil. Portanto, há um
interesse crescente em estudos científicos que avaliem a história social do câncer e seus tipos,
a hereditariedade, a qualidade de vida dos pacientes, suas causas, tratamento e efeitos desta
doença e seu desenvolvimento no Brasil (Santos et al. , 2017).
Hoje há muita preocupação para um melhor entendimento dessa patologia, que tende a
aumentar. Com o objetivo de compreender o desenvolvimento da mesma e objetivar seu
manejo, e o desenvolvimento do registro de câncer relacionado à população ocorreu nos
últimos dois anos, principalmente após a criação da Associação Internacional de Registros de
Câncer (IARC). ) em 1966, em colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
No Brasil, a autoridade é o Instituto Nacional do Câncer (INCA), reconhecido em 1960,
embora suas origens e serviços na pesquisa e tratamento do câncer remontem à década de
1930 (MATSUMOTO, 2012).
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (2020), existem fatores internos e externos que
contribuem para o crescimento, entre 80% (80 por cento) e 90% (90%) que afetam os fatores
externos. Isto significa que o cancro está agora a afectar o ambiente em que vivemos e o
nosso estilo de vida.
Uma neoplasia é causada por uma mutação genética que leva ao crescimento anormal de
muitas células. Este crescimento de células está além do controle do corpo e pode causar
danos.
O câncer pode ser denominado em maligno e benigno. A neoplasia benigna é de crescimento
lento e organizado, representado por células semelhantes presentes no tecido normal, já a
neoplasia 12 maligna tem seu crescimento rápido, composto por células diferentes do tecido,
podendo assim causar metástase, que é quando o tumor se desprende do tecido primário e
entrar na correndo sanguínea, circulando pelo organismo e se estabelecer em outros órgãos
(INCA, 2019).
Nas últimas décadas, o câncer se espalhou a um ritmo alarmante. Segundo o INCA em 2020
mais de 700 mil pessoas, homens e mulheres, serão afetadas pela doença no Brasil. Esses
dados alarmantes baseiam-se em estudos realizados pelo departamento de prevenção e
monitoramento/vigilância e análise situacional da própria universidade (INCA, 2019).
O câncer é uma doença crônica que causa dor, sofrimento e muitos problemas aos pacientes e
seus familiares. Muitas pessoas de todas as idades e ambos os sexos são afetadas por esta
doença.
Por se tratar de uma doença ativa, progressiva e ameaçadora, podendo levar à morte, causa
sentimentos de medo, insegurança e não aceitação (INCA, 2012).
Segundo Teixeira e Fonseca (2007), durante muito tempo o câncer pode ser visto de diferentes
maneiras, e a história é a capacidade de compreendê-lo e controlá-lo. No entanto, a sua
complexidade e as suas diversas formas são limitantes e dificultam o tratamento, pelo que o
tratamento definitivo desta doença assola as pessoas há séculos.
Segundo o INCA, o câncer hoje é uma das doenças mais graves do mundo, mais de 12
milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer todos os anos e cerca de oito milhões de
pessoas morrem.
No Brasil, o INCA notificou 700 mil novos casos até 2020. Se medidas eficazes não forem
tomadas, haverá 26 milhões de novos casos e 17 milhões de mortes anualmente no
mundo até 2030 (Brasil, 2011).
Apesar dos avanços na medicina para fornecer tratamentos mais eficazes, a taxa de
mortalidade aumentou dramaticamente nos últimos 13 anos. Mas embora haja muito
medo e incerteza nesta realidade, a doença é um processo natural com o grande avanço da
medicina significa adiá-la neste momento (Brasil, 2009).
O papel do enfermeiro é compreender todo o processo de ajuda ao paciente oncológico
considerando diversos aspectos da dificuldade como: físico, mental, social, cultural, espiritual.
A equipe de enfermagem é o elo mais importante com o paciente durante o tratamento do
câncer, o enfermeiro deve trabalhar em conjunto com os demais profissionais para promover o
cuidado integral, seguro e humano ao paciente e à família.