O que se sabe sobre o amor? O que é esse tal amor?
É um sentimento de
contentamento ou apenas costume, rotina? Eu não sei... Eu acho que o amor é toque,
presença, beijo, abraço, calmaria, loucura, ar, fogo... Amor é para sentir,
viver... Por que não vivo? Por que só sinto? Eu não quero só sentir esse amor, por
mais belo e puro que possa ser... Eu não quero só desejar te ter, eu não quero só
pensar em te tocar... Eu quero você interamente... Como diz Vanessa da Mata: "Eu só
sei que eu quero que você...". Não me canso de te querer, não me canso de te
desejar de uma forma tão ardente... Ter você e misturar nossas energias, ter você
aqui, simplismente aqui. Nessa loucura de rotina, dia a dia. Manhãs de sol, manhãs
de domingo, tuas mãos em meu corpo e o fato de ser só nós no nosso mundo
particular. Com você eu viro o mundo sentada em um sofá. O fato de você me entender
tão bem e ao mesmo tempo saber que na minha cabeça abita loucuras e N teorias sobre
tudo. Eu só desejo isso, só viver isso. Por que não posso? Universo, Deus...
Alguém pode me responder? E eu só quero viver esse amor... Parece até uma prosa,
daquelas de amor impossível onde a mocinha vive em uma eterna espera pelo seu
amado. Eu não quero ser a mocinha e muito menos ficar te esperando nessa eterna
incerteza do "agora ou nunca". Eu te amo tanto que não sei até que ponto eu
chegaria pra te ver de novo, pra ver o teu sorrisso, a forma que você ficava sério
pra falar uma coisa importante, no balanço do teu corpo e o jeito lindo de caminhar
que me deixava louca... Às vezes te odeio, odeio te amar e sentir tudo isso, odeio
o fato de não poder mover a porra desses processos da vida e chegar até você.
Têm dias que eu odeio tanto tudo, odeio o cotidiano, odeio o fato de nada mudar
e das pessoas levarem a vida da forma mais normal possível em quanto eu tô aqui, te
sentindo e te vendo em todos os cantos e ao mesmo tempo ser tudo uma ilusão do que
desejo que seja real. Sabe aquela rua? Ela me lembra você passando por lá
despretenciosamente. A minha vizinha que pediu a tua ajuda para mudar os vasos das
flores dela de lugar. Ela me pergunta: "Onde está o Daniel, minha filha? Diga que
estou com saudades e mandei lembranças!". Mas mal sabe ela... Como eu também queria
saber onde você está... Como eu também queria te mandar lembranças... Você sente o
que sinto daí? Sabe essa loucura que é a conexão de almas... Ela me diz que você
sente... Mas será que é ela dizendo? Ou sou só eu forçando que seja isso? Pois é
exatamente o que eu quero que seja? Eu não sei... Eu não sei de mais nada... Minhas
aulas continuam sendo nos mesmos dias de antes, o ônibus é o mesmo e as pessoas
continuam exatamente iguais. O caminho até a faculdade me fez pensar tanto em
tantas coisas. A lua, como sempre é minha companheira de devaneios, às vezes escapa
uma lágrima, mas fica só entre eu e ela... Ela sim me entende. Eu não me canso de
voltar no tempo e reviver todos os momento que nos amamos, aqui, na minha sala, no
quarto dos meus pais(até hoje sinto uma culpinhakkkkk). De todas as vezes que me
beijava e eu sentia o seu corpo junto ao meu. De cada toque que me despia e me
fazia esquecer que poderíamos ser notados a qualquer momento. Era tão bom aquela
sensação de medo... Era tão bom matar a minha sede na tua saliva... Era incrível a
sensação de eu ser só sua... Nossos corpos se tocando, nossas línguas em enlace
perfeito. Tudo era uma dança. Dança do nosso amor. Mas eu me pergunto, será que era
amor? Será que era de fato amor? Mas afinal, o que é o amor? Não, eu não me
arrependi de nada... Você mudou e eu também. Tô aqui pra te dizer que ainda existe
saudade, vontade, desejo. Isso é bom ou ruim? Eu já não sei mais o que fazer...
Acho que sei, sei sim! Eu tenho que viver, com você ou sem você... Eu tenho que
viver. Por favor, me ensina te esquecer!