Parasitoses
Suspeitar em crianças com baixo peso, sintomas inespecíficos (dor abdominal, sangue nas fezes, muco, dispepsia) e
retificação na curva de crescimento.
Constituem um importante problema de saúde pública (principalmente em países subdesenvolvidos). Prevenção:
Saneamento básico, acesso à alimentação saudável e educação continuada da população.
Tipos:
Helmintos: A) Nematelmintos: Ascaridíase, Ancilostomíase, Tricuríase, Enterobíase, Estrongiloidíase e Teníase.
B) Platelmintos: teníase
Protozoários: Giardíase e Amebíase.
OMS não recomenda o rastreio individual (oneroso e falsos negativos); o tratamento empírico anula só é indicado
pela OMS onde as helmintíases transmitidas pelo solo estejam entre 20-50% da população – Albendazol 400mg DU e
Mebendazol 500mg DU. Crianças de 24-60 meses e escolares, gestantes após primeiro trimestre. O BR está abaixo
de 20%, logo só pode ser feito o tratamento em algumas regiões com infestações em creches, escolas.
Exames – helmintíases: EPF (coletar várias amostras devidos a eliminação intermitente de ovos e larvas – levar ao
laboratório em no máximo 1hora).
Helmintíases
🡪 Ascaridíase – Ascaris lumbricoides
Mais prevalente no mundo e maior letalidade no BR, alta prevalência pela grande produção de ovos
Transmissão: ingestão de ovos infectantes do parasita procedentes de solo, água ou alimentos contaminados com
fezes humanas.
Ovos com forma oval. Verme: longo, cilíndrico com extremidades afiladas, habitam o ID.
Quadro clínico: depende da intesidade da
inefecção.
Assintomáticos (carga parasitaria leve)
Manifestações pulmonares: ciclo da larva,
Síndrome de Loeffler: febre, tosse, dispiniea e
eosinofilia
Intestino delgado
Complicações: Obstrução intestinal (devido
grande número de parasitas – vomitos, colicas,
distensão adbomdinal, apendicidite, perfuração
intestinal.
Ação espoliativa: verme consome proteinas,
carboidratos e lípideos, vitaminas A e C,
resultando em desnutrição.
Diagnóstico: clínico, laboratorial (EPF e
Hemograma – eosinofilia).
Tratamento: Albendazol 400mg (200mg<2anos), VO, DU e Mebendazol 100mg, VO, 2x/dia, por 3 dias.
Em casos de obstrução intestinal subaguda: hidratação venosa e apiração nasogastrica (48-72h), óleo mineral e
enema com salina hipertônica. Em casos agudos: restição da ingesta oral, hidratação, abtibióticos e analgésicos.
🡪Ancilostomíase – Ancylostoma duodenale e Necator americanus
Necator só ocoore por via percutânea, Ancylostoma transmitido água, via oral e alimentos.
Ovo: são ovóides Verme: cilindrico Ancylostoma tem dentes e Necator tem placas cortantes.
Quadro clínico: depende da carga. Infecções leves podem ser assintomaticos.
Dermatite pruriginosa – quando invadem a pele
Fase pulmonar: tosse, laringotranqueobronquite e faringite.
Intestino: dor, anorexia, diarreia, perde de sangue, anemia ferropriva, desbutrição proteica, deficiti podenreal.
Diagnóstico: Clínicol, EPF e EDA.
Tratamento: Albendazol 400mg DU ou Mebendazol 100mg, 2x/dia, VO
por 3 dias e orientar os pacientes a não andar descalço.
🡪Tricuríase – Trichuris trichiura
Acomente comunidades rurais com condições sanitarias inadequadas.
tramissão: ingesta de ovos embrionados em alimentos ou bebidas ou
trasmissão indiretas por moscas ou outros insetos.
Ovo: em forma de baril Verme: filiforme, clindrico, habita o ceco e colo
ascedentes, parte anterior afildada.
Quadro clínico: assintomático em baixa carga, alguns individuos
podem ter dor em QID e região periumbilcal. Em quadros de
infecção maciça: diarreia crônica com sangue e muco, prolapso
retal, anemia, retardo no crescimento, defictis cognitivos e do
desenvolvimento.
Diagnóstico: EPF
Tratamento: Albendazol 400mg 1x ao dia 3-7 dias ou
Mebendazol 100mg 1x ao dia 3-7 dias. Em pacientes maciços
fazer o tratamento 3 vezes com intervalos de 15 dias. Orientar
higiene
🡪Enterobíase – Enterobius vermicularis
Acomete indivíduos de todas as idades, principal parasitose em paises desenvolvidos.
Tramissão: fecal-oral.
Verme: pequeno 1cm, fica no ceco e reto. Ovo: convexos em um lado e achatados ao outro.
Quadro clínico: assintomático, prurido perianal (exacerbado a noite). Sintomas
inespecificos: vomitos, dor abdominal, tenesmo, puxo (dor no ânus). Em meninas:
salpingites, vulvovaginites, granulomas pelvianos.
Diagnóstico: Clíncio, Identificação direta e Método de Fita (método de Graham).
Tratamento: tratar todos os pacientes e menbros da familia. Albendazol 400mg , VO,
DU ou Mebendazol 100mg, VO, DU e repetir em 2 semanas.
🡪Estrongiloidíase – Strongyloides stercoralis
Requer solo úmido e quentes, condições precarias, importante em imunicomprometidos
Verme: adulto cilindríco, macho no solo e fêmea no intestino, possui dois tipos de larva: larva filarióide – infectante e
larva rabiditifóides – não infectantes.
Quadro clínico: Sintomas relacionados ao 3 estágios da
infecção. Pele: lesão urticatifomres ou maculopapulares.
Pulmão: tosse seca, dispneia, broncoespasmo e síndrome
de loffeler. Intestino: dor abdominal, vômitos, naúseas,
diarréias.
Hiperinfecção em imunocomprometidos: febre, dor
abdominal, diarreias, angustia respiratória.
Diagnóstico: EPF em até 7 amostras, deteção de larvar e
cultura de larvas.
Tratamento: Ivermecina 200cmg/kg, DU, VO; ou
Albendazol 200mg VO 2x dia por 7 dias. Se EPF+ e
sintomas persistentes: exames de acompanhamento 2-4
semanas após. Em Hiperinfecção usar invermectina por
duas 2 semanas, pode usar via retal.
🡪Teníase (Solitária) – Taenia soilum ou cysticercus cellulosae ou Taenia saginata ou cysticercus bovis
Cisticerco: vesicula translucida com escoléc com 4 ventosas.
Vermer adulto: Intesno delgado. Cisticerco celulosae: tecido muscular, cardiaco, cerebral e olhos de bois e porcos. C.
bovis – tecidos bovinos.
T. Solium vive 3 anos, pode viver até 20/25 anos. T. Saginata vive 10 até 30 anos.
Trasmissão: ingestão de carne bovina/suina crua ou ingestão de ovos viaveis
acidental por auto infecção externa (ovos eliminados pela sua propria tenia
ingeridos) ou auto infecção interna por causa de vômitos ou movimentos
retroperistálticos no intestino.
Ovos de T saginata não são infectantes ao homem.
Tratamento: Praziquantel 5-10mg/kg VO em DU. Usar com cuidado em casos
de pacientes com neurocisticercose.
Só a eliminação do escólex garante a cura, por isso reexaminar as fezes em
3-4 meses após tratamento.
Niclosamida é alternativa – DU 50mg/kg máx de 2g VO
Neurocisticercose: Praziquantel em 21 dias associados com corticódies ou
albenzadol com associação de corticóides.
Protozoários
🡪Giardíase – Giardia lamblia, giardia intestinalis ou duodenalis
Protozoário flagelados que infecta duodedeno e intestino delgado, pode ocorrer em surtos em creches, diarreia dos
viagentes.
Trasmissão fecal-oral, sexual, ingestão de cisto, ingestão pela água de ovos.
Quadro clínico: assintomáticos; diarréia aguda ou crônica, cólica, distensão
abdominal, plenitude gastrica, diarreias gordurosas, má absorção de ferro,
açúcares.
Diagnóstico: clínico, EPF em 3 amostras com pesquisa de protozoários, ELISA e
em raros casos biópsia duodenal.
Girardíase não está associada a eosnofilia no hemograma.
Tratamento: Tinidazol, Secnidazol, Metronidazol 15mg/kg/dia, VO, 3x dia, por 5-
7 dias; Albendazol 400mg ou Annita (nitazoxanida).
🡪Amebíase – Entamoeba histolytica.
10% da população, mais baixo perfil socio econômico, depois de málaira é a segunda principal causa de mortes.
Transmissão: fecal-oral, sexual (anal-oral).
Cisto: infectante, esférico. Trofozóito: se movimenta no intestino delgado,
pode acometer fígado, pele, pulmão e cérebro.
Quadro clínico: assintomática ou colite amebiana (dor abd, desinteria,
tenesmo e febre). Abcesso hepático ou quadro raro que é colite necrosante.
Diagnóstico: EPF, ELISA, US e TC