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História e Diagnóstico em Reumatologia

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História da Reumatologia

O termo "reumatologia" vem do grego "rheuma", que significa


"fluxo", e "logos", "conhecimento".
Hipócrates (VI a.C.) foi o primeiro a descrever doenças
reumáticas, incluindo a artrite, relacionada aos fluidos corporais,
e a podagra (gota no pé).
Ele também descreveu a gonagra (artrite no joelho) e a artrite
na criança (febre reumática), causada por uma infecção
estreptocócica na garganta, que pode levar a lesões cardíacas.
2. Sistema Imunológico
O sistema imunológico protege o corpo contra agentes
agressores. A imunidade inata responde rapidamente sem
necessidade de estímulos prévios, enquanto a imunidade
adaptativa é mais específica.
O sistema é composto por barreiras físicas, células e moléculas
que reconhecem, destroem e removem agentes agressores,
como microrganismos e células anormais.
Linfócitos e macrófagos são células fundamentais no combate a
esses agentes. Linfócitos B produzem anticorpos, e linfócitos T
(CD4 e CD8) coordenam a defesa e destroem células infectadas.
3. Autoimunidade
Autoimunidade ocorre quando o sistema imunológico ataca
células do próprio corpo, resultando em doenças autoimunes.
Isso pode ocorrer devido a fatores genéticos (como o alelo HLA-
B27) e ambientais (infecções e exposição a agentes físicos e
químicos).
A perda da autotolerância imunológica, que impede o corpo de
distinguir entre o que é próprio e não-próprio, leva ao
desenvolvimento dessas doenças.
4. Diagnósticos Laboratoriais
FAN (Fator Antinuclear): exame importante para diagnosticar
doenças autoimunes, detectando anticorpos que atacam
componentes celulares.
Este teste é feito com amostras de sangue e ajuda a identificar
o tipo de doença autoimune.
5. Considerações sobre Doenças Autoimunes
Mulheres são mais afetadas por doenças autoimunes,
representando cerca de 75% dos casos. O estrógeno, hormônio
feminino, é considerado um fator que estimula o sistema
imunológico.
Doenças como lúpus podem ter sintomas leves ou graves, com
algumas pessoas desenvolvendo complicações nos rins ou nos
vasos sanguíneos.

1. Introdução à Imunologia em Reumatologia


A imunologia está profundamente relacionada às doenças
reumáticas, especialmente aquelas de natureza inflamatória
sistêmica. O processo inflamatório é uma manifestação
essencial do sistema imunológico e, em um indivíduo saudável,
há um estado inflamatório mínimo de equilíbrio.
As doenças inflamatórias crônicas ocorrem quando a resposta
inflamatória é exagerada ou quando o processo não se resolve,
levando a doenças autoimunes.
2. Imunidade Inata
A imunidade inata é a primeira linha de defesa do corpo contra
infecções. Macrófagos e neutrófilos são células centrais da
imunidade inata. Neutrófilos têm vida curta e migram
rapidamente para os tecidos inflamados, enquanto os
macrófagos realizam a fagocitose e a apresentação de
antígenos aos linfócitos.
O processo inflamatório envolve a liberação de quimiotaxinas,
que atraem macrófagos para o local da infecção.
3. Desregulação Imunológica
A falha na função dos macrófagos pode levar a inflamação
crônica, acúmulo de detritos e atraso na cicatrização. Por outro
lado, uma resposta exagerada dos macrófagos pode causar
doenças autoimunes, como a artrite reumatoide.
4. Doenças Autoimunes
Doenças autoimunes ocorrem quando o sistema imunológico
ataca os próprios tecidos do corpo, produzindo autoanticorpos
que causam inflamação e dano tecidual.
Fatores como infecções virais, fármacos e predisposição
genética podem desencadear essas doenças. Alguns genes
podem aumentar a susceptibilidade para desenvolver doenças
autoimunes, mas não a doença em si.
5. Diagnóstico de Doenças Autoimunes
O diagnóstico envolve a avaliação de sintomas, exames de
anticorpos e, em alguns casos, exames de imagem para
descartar outras condições.
A presença de anticorpos no sangue nem sempre significa que a
pessoa tem uma doença autoimune, pois a interpretação é
complexa e depende de muitos fatores.

Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) para ajudá-lo a estudar:

1. Definição
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória
crônica de origem autoimune. Ela pode afetar diversos órgãos
de forma progressiva (meses) ou rápida (semanas) e alterna
entre fases de atividade e remissão.
Existem dois tipos principais:
Lúpus Cutâneo: Manchas avermelhadas na pele, principalmente
em áreas expostas ao sol.
Lúpus Sistêmico: Acomete vários órgãos internos além da pele.
2. Epidemiologia
No Brasil, cerca de 65.000 pessoas têm lúpus, sendo a maioria
mulheres. A doença é mais comum entre 20 e 45 anos,
especialmente em afrodescendentes.
3. Causas
O lúpus é causado por uma combinação de fatores genéticos,
ambientais (como exposição ao sol, infecções virais), e
hormonais.
Há um desequilíbrio na produção de anticorpos que reagem
contra o próprio organismo, gerando inflamação em órgãos
como pele, rins, pulmões e articulações.
4. Sinais e Sintomas
Sintomas gerais incluem cansaço, febre baixa, emagrecimento,
perda de apetite e fraqueza.
Pode causar inflamação na pele, articulações, rins, nervos e
cérebro. Outros sintomas incluem anemia, leucopenia e
plaquetopenia.
5. Tipos de Lúpus
Lúpus Discoide: Limitado à pele, com lesões avermelhadas no
rosto, nuca e couro cabeludo.
Lúpus Sistêmico: A forma mais comum, acometendo vários
órgãos e sistemas do corpo.
Lúpus Induzido por Drogas: Causado por medicamentos, com
sintomas que desaparecem ao interromper o uso.
Lúpus Neonatal: Afeta bebês de mães com lúpus, causando
erupções cutâneas e problemas no fígado ou coração.
6. Diagnóstico
O diagnóstico é clínico, auxiliado por exames como o FAN (Fator
Antinuclear) e outros testes laboratoriais (anti-DNA, anti-Sm).
O diagnóstico também pode seguir os critérios do American
College of Rheumatology (ACR), que considera a presença de 4
dos 11 critérios, como lesões cutâneas, artrite, pleurite,
alterações renais e neurológicas.
7. Tratamento
Para formas leves, utiliza-se anti-inflamatórios, protetor solar,
corticoides tópicos e antimaláricos.
Casos graves, como anemia hemolítica e envolvimento cardíaco
ou renal, requerem imunossupressores e corticoides em alta
dosagem.
A fisioterapia é importante para reduzir a inflamação, melhorar a
força muscular e cardiorrespiratória, e aliviar a dor por meio de
exercícios e técnicas como TENS e cinesioterapia.
Artrite Reumatoide (AR), conforme o conteúdo do documento:

Definição: A AR é uma doença autoimune inflamatória crônica


que afeta as articulações, especialmente as periféricas, levando
a erosões ósseas e deformidades irreversíveis se não tratada. O
período inicial da doença (12 primeiros meses) é uma janela de
oportunidade para tratamento, com melhor prognóstico(Artrite
reumatóide).
Etiologia: A AR afeta cerca de 1% da população brasileira, sendo
três vezes mais comum em mulheres entre 30 e 50 anos(Artrite
reumatóide).
Sinais e Sintomas: A AR se manifesta com artrite (dor e inchaço)
com duração maior que seis semanas. A rigidez matinal superior
a 30 minutos é um sintoma comum. As articulações mais
afetadas são das mãos, pés e punhos, mas outras articulações
podem ser comprometidas. Nódulos reumatóides são uma
manifestação extra-articular frequente, afetando cerca de 20-
35% dos pacientes(Artrite reumatóide).
Diagnóstico: O diagnóstico é feito com base em critérios clínicos
como rigidez matinal, artrite em três ou mais articulações,
artrite simétrica, nódulos reumatóides, presença de fator
reumatóide no sangue e alterações radiográficas(Artrite
reumatóide).
Tratamento: O tratamento inclui anti-inflamatórios,
corticosteroides e drogas imunossupressoras, além de agentes
imunobiológicos. A fisioterapia é importante para controle da
dor, reeducação postural e melhora da função articular e
muscular(Artrite reumatóide).

Fibromialgia conforme o documento:

Definição: A fibromialgia é uma síndrome de causa


desconhecida, associada a teorias como alterações no sono,
modulação da dor e alterações musculares(Aula Fibromialgia).
Manifestações Clínicas: Os principais sintomas incluem dor
generalizada, fadiga, cefaleia, depressão, rigidez matinal e
parestesia(Aula Fibromialgia).
Epidemiologia: Afeta 2% da população, predominando em
mulheres (9:1) entre 20 e 50 anos, sendo rara em crianças(Aula
Fibromialgia).
Diagnóstico: Baseia-se na presença de dor em pelo menos 11
pontos sensíveis (tender points), confirmada por anamnese e
exame clínico(Aula Fibromialgia).
Tratamento com Fisioterapia:
Objetivo: Preservar a independência física, psíquica e social,
promovendo qualidade de vida(Aula Fibromialgia).
Terapias:
Hidroterapia: Exercícios aquáticos com água aquecida para
relaxamento muscular, melhora da mobilidade e força(Aula
Fibromialgia).
Alongamento Muscular: Alivia tensões, melhora a postura e
amplitude de movimento(Aula Fibromialgia).
Condicionamento Cardiorrespiratório: Exercícios aeróbicos
estimulam neurotransmissores que melhoram o humor(Aula
Fibromialgia).
Eletroterapia: TENS, LASER e ultrassom são usados para
controle da dor(Aula Fibromialgia).

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