RECOMENDAÇÕES
R1
O sumário de evidências destaca que a Taxa de Filtração Glomerular Estimada
(TFGe) e a Razão Albumina Creatinina (RAC) são preditores independentes do
progresso da Doença Renal do Diabetes (DRD) e do risco de mortalidade. O
rastreamento deve ser realizado no momento do diagnóstico do diabetes mellitus
(DM), uma vez que uma parte significativa dos pacientes já apresenta aumento da
albuminúria nesse estágio. A fórmula recomendada para a estimativa da TFGe é a
CKD-EPI 2021, que deve ser baseada na creatinina sérica rastreável. Além disso,
tanto a RAC quanto a concentração de albumina em amostras de urina aleatórias
demonstram boa correlação com as medidas de urina de 24 horas, sendo eficazes
para o rastreamento e diagnóstico da DRD.O sumário de evidências destaca que a
Taxa de Filtração Glomerular Estimada (TFGe) e a Razão Albumina Creatinina (RAC)
são preditores independentes do progresso da Doença Renal do Diabetes (DRD) e
do risco de mortalidade. O rastreamento deve ser realizado no momento do
diagnóstico do diabetes mellitus (DM), uma vez que uma parte significativa dos
pacientes já apresenta aumento da albuminúria nesse estágio. A fórmula
recomendada para a estimativa da TFGe é a CKD-EPI 2021, que deve ser baseada
na creatinina sérica rastreável. Além disso, tanto a RAC quanto a concentração de
albumina em amostras de urina aleatórias demonstram boa correlação com as
medidas de urina de 24 horas, sendo eficazes para o rastreamento e diagnóstico da
DRD.
R2
O sumário de evidências do R2 enfatiza a importância de confirmar qualquer teste
anormal da Razão Albumina Creatinina (RAC) em pelo menos 2 de 3 amostras
repetidas ao longo de um período de três a seis meses. Essa recomendação se
baseia na variabilidade diária dos resultados, que pode levar a diagnósticos
incorretos. A confirmação adequada é crucial para garantir a precisão no
diagnóstico da Doença Renal do Diabetes (DRD) e para orientar o manejo clínico
adequado dos pacientes.
R3 – R4
DM2
O sumário de evidências para pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) indica
que a busca pela meta de hemoglobina glicada (HbA1c) entre 6,5% e 7% é
recomendada quando a Taxa de Filtração Glomerular Estimada (TFGe) é superior a
60 ml/min/1,73 m² e a Razão Albumina Creatinina (RAC) é maior que 30 mg/g. Essa
meta visa reduzir a progressão da albuminúria e a evolução da Doença Renal do
Diabetes (DRD) a longo prazo. Além disso, para pacientes com TFGe inferior a 60
ml/min/1,73 m² ou em diálise, a manutenção da HbA1c entre 7% e 7,9% é
recomendada para evitar um aumento na mortalidade.
DM1
Para pacientes com Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), o sumário de evidências é
semelhante ao do DM2, recomendando a busca pela meta de HbA1c entre 6,5% e
7% quando a TFGe é maior que 60 ml/min/1,73 m² e a RAC é superior a 30 mg/g. A
manutenção da HbA1c entre 7% e 7,9% é recomendada para aqueles com TFGe
inferior a 60 ml/min/1,73 m² ou que estejam em diálise, com o objetivo de prevenir
um aumento na mortalidade.
R5 – R8
O sumário de evidências destaca que a hemoglobina glicada (HbA1c) deve ser
monitorada com cautela em pacientes com Doença Renal do Diabetes (DRD), pois
valores muito baixos ou muito altos podem estar associados a desfechos negativos.
A curva de mortalidade em forma de U foi observada em pacientes com diabetes
em hemodiálise, indicando que tanto níveis de HbA1c abaixo de 7% quanto acima
de 7,9% estão associados a um aumento do risco de mortalidade. Além disso, uma
metanálise envolvendo um grande número de participantes com diabetes em
diálise confirmou que níveis de HbA1c inferiores a 5,4% ou superiores a 8,5%
também estão associados a um aumento do risco de mortalidade. Para pacientes
com DRD avançada, especialmente nos estágios 4 e 5, é importante individualizar
a meta de HbA1c devido ao maior risco de hipoglicemia, sendo sugerido que a meta
adequada seja entre 7% e 7,9%.
R9
O sumário de evidências do R9 enfatiza que a monitorização da função renal e a
avaliação da albuminúria são essenciais na gestão de pacientes com Diabetes
Mellitus. A detecção precoce de alterações na função renal, por meio da Taxa de
Filtração Glomerular Estimada (TFGe) e da Razão Albumina Creatinina (RAC), é
crucial para a intervenção precoce e a prevenção da progressão da Doença Renal
do Diabetes (DRD). Além disso, a evidência sugere que o controle rigoroso da
glicemia, juntamente com a gestão de outros fatores de risco cardiovascular, pode
contribuir para a proteção renal e a redução da mortalidade em pacientes
diabéticos. A abordagem deve ser individualizada, considerando as características
clínicas de cada paciente, para otimizar os resultados e minimizar complicações.
R10
O sumário de evidências do R10 destaca a importância do tratamento
farmacológico na gestão da Doença Renal do Diabetes (DRD). A utilização de
inibidores do SGLT2 e antagonistas do receptor de angiotensina II (ARA-II)
demonstrou benefícios significativos na proteção renal, incluindo a redução da
progressão da albuminúria e a diminuição do risco de eventos renais adversos.
Esses medicamentos não apenas melhoram o controle glicêmico, mas também
têm efeitos benéficos diretos sobre a função renal, independentemente do controle
glicêmico. A evidência sugere que a introdução precoce desses tratamentos em
pacientes com Diabetes Mellitus, especialmente aqueles com sinais iniciais de
DRD, pode ser uma estratégia eficaz para retardar a progressão da doença renal e
melhorar os desfechos clínicos a longo prazo.
R11
O sumário de evidências do R11 enfatiza a relevância da abordagem
multidisciplinar no manejo da Doença Renal do Diabetes (DRD). A colaboração
entre endocrinologistas, nefrologistas e outros profissionais de saúde é
fundamental para otimizar o tratamento e o acompanhamento dos pacientes. A
evidência sugere que a educação do paciente sobre a doença, a adesão ao
tratamento e a monitorização regular da função renal e dos níveis glicêmicos são
componentes essenciais para melhorar os desfechos clínicos. Além disso, a
identificação e o manejo de comorbidades, como hipertensão e dislipidemia, são
cruciais para a prevenção da progressão da DRD e a redução do risco
cardiovascular. A implementação de diretrizes baseadas em evidências e a
personalização do tratamento de acordo com as necessidades individuais dos
pacientes são recomendadas para maximizar os benefícios terapêuticos.
R12 – R13
O sumário de evidências do R12-R13 destaca a importância da monitorização
contínua e da avaliação regular da função renal em pacientes com Diabetes
Mellitus, especialmente aqueles com Doença Renal do Diabetes (DRD). A evidência
sugere que a realização de testes periódicos de função renal, incluindo a Taxa de
Filtração Glomerular Estimada (TFGe) e a Razão Albumina Creatinina (RAC), é
crucial para a detecção precoce de alterações renais e para a implementação de
intervenções terapêuticas adequadas. Além disso, o controle rigoroso da glicemia
e a gestão de fatores de risco cardiovascular são fundamentais para retardar a
progressão da DRD. A evidência também aponta que a educação do paciente sobre
a importância do autocuidado e da adesão ao tratamento pode melhorar
significativamente os resultados clínicos e a qualidade de vida dos indivíduos
afetados. A abordagem deve ser individualizada, levando em consideração as
características específicas de cada paciente para otimizar o manejo da doença.
R14
O sumário de evidências do R14 enfatiza a eficácia dos inibidores da DPP-4
(dipeptidil peptidase-4) no tratamento de pacientes com Diabetes Mellitus e
Doença Renal do Diabetes (DRD). A evidência sugere que esses medicamentos não
apenas ajudam a controlar os níveis glicêmicos, mas também apresentam um
perfil de segurança favorável em relação à função renal. Estudos demonstraram
que os inibidores da DPP-4 têm um impacto neutro ou benéfico na progressão da
doença renal, sem aumentar o risco de eventos adversos renais. Além disso, a
utilização desses fármacos pode ser considerada em pacientes com DRD,
especialmente em estágios iniciais, como parte de uma estratégia terapêutica
abrangente que visa melhorar os desfechos clínicos e a qualidade de vida. A
personalização do tratamento, levando em conta as características individuais dos
pacientes, é recomendada para maximizar os benefícios do uso desses
medicamentos.
R15 – R16
O sumário de evidências do R15-R16 aborda o uso de sulfonilureias em pacientes
com Diabetes Mellitus tipo 2 e Doença Renal do Diabetes (DRD). A evidência sugere
que, embora a gliclazida MR e a glipizida possam ser consideradas para o controle
glicêmico em pacientes com TFGe (Taxa de Filtração Glomerular Estimada) menor
que 30 mL/min/1,73m², é necessário cautela e a utilização de doses reduzidas
devido ao aumento do risco de hipoglicemia nessa população. Por outro lado, a
glibenclamida é formalmente contraindicada em pacientes com TFGe reduzida,
uma vez que seu uso pode levar a complicações significativas. A evidência reforça
a importância de uma abordagem cuidadosa e individualizada ao considerar o
tratamento com sulfonilureias em pacientes com DRD, priorizando a segurança e a
eficácia do manejo glicêmico.
R17
O sumário de evidências do R17 destaca a importância do tratamento intensivo da
hipertensão arterial em pacientes com Doença Renal do Diabetes (DRD). A
evidência indica que o controle rigoroso da pressão arterial não apenas melhora os
desfechos cardiovasculares, mas também pode retardar a progressão da doença
renal. Estudos demonstram que manter a pressão arterial abaixo de metas
específicas está associado a uma redução significativa no risco de eventos
adversos, como acidente vascular cerebral (AVC) e infarto agudo do miocárdio
(IAM). Além disso, a redução da albuminúria é um benefício adicional do controle
da pressão arterial, contribuindo para a proteção renal. A abordagem deve ser
individualizada, considerando as características clínicas de cada paciente, para
otimizar os resultados do tratamento e melhorar a qualidade de vida.
R18
O sumário de evidências do R18 enfatiza a meta recomendada de pressão arterial
para pacientes com Doença Renal do Diabetes (DRD), que deve ser inferior a 130/80
mmHg. A evidência sugere que essa meta está associada a um menor risco de
eventos cardiovasculares, como acidente vascular cerebral (AVC) e infarto agudo
do miocárdio (IAM), além de contribuir para a redução da albuminúria. Estudos
demonstram que a obtenção de níveis de pressão arterial dentro dessa faixa pode
desacelerar a progressão da doença renal e adiar a necessidade de diálise em
pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2. A recomendação é baseada na alta
prevalência de risco cardiovascular entre esses pacientes, reforçando a
importância de um controle rigoroso da pressão arterial como parte de uma
estratégia abrangente de manejo da DRD.
R19
O sumário de evidências do R19 aborda a utilização de inibidores do SGLT2
(cotransportador de sódio-glicose tipo 2) em pacientes com Diabetes Mellitus tipo
2 e Doença Renal do Diabetes (DRD). A evidência indica que esses medicamentos
não apenas ajudam no controle glicêmico, mas também oferecem benefícios
renais significativos, incluindo a redução da progressão da doença renal e a
diminuição do risco de eventos cardiovasculares. Estudos demonstram que o uso
de inibidores do SGLT2 está associado a uma redução na taxa de declínio da função
renal e na incidência de eventos adversos renais, como a necessidade de diálise.
Além disso, esses fármacos têm um perfil de segurança favorável, com baixo risco
de hipoglicemia. A evidência reforça a recomendação de considerar os inibidores
do SGLT2 como parte do tratamento em pacientes com DRD, visando melhorar os
desfechos clínicos e a qualidade de vida.
R20
O sumário de evidências do R20 destaca a importância da monitorização regular da
função renal em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 e Doença Renal do
Diabetes (DRD). A evidência sugere que a avaliação periódica da Taxa de Filtração
Glomerular Estimada (TFGe) e da albuminúria é crucial para identificar a progressão
da doença renal e ajustar o tratamento de forma adequada. Estudos demonstram
que a detecção precoce de alterações na função renal permite intervenções mais
eficazes, que podem retardar a progressão da DRD e melhorar os desfechos
clínicos. Além disso, a monitorização contínua ajuda a avaliar a eficácia das
terapias em uso e a prevenir complicações associadas à doença renal. A evidência
reforça a necessidade de um acompanhamento sistemático e regular para otimizar
o manejo da DRD em pacientes diabéticos.
R21
O sumário de evidências do R21 enfatiza a relevância do controle glicêmico
rigoroso em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 e Doença Renal do Diabetes
(DRD). A evidência indica que a manutenção de níveis de hemoglobina glicada
(HbA1c) abaixo de 7% está associada a uma redução na progressão da doença
renal e na incidência de complicações cardiovasculares. Estudos demonstram que
o controle glicêmico eficaz não apenas melhora a função renal, mas também
diminui o risco de eventos adversos, como hospitalizações e morte cardiovascular.
Além disso, a evidência sugere que intervenções precoces e contínuas no controle
da glicemia são fundamentais para maximizar os benefícios renais e
cardiovasculares. A abordagem deve ser individualizada, considerando as
características clínicas de cada paciente, para otimizar os resultados do
tratamento e melhorar a qualidade de vida.
R22
O sumário de evidências do R22 aborda a importância da abordagem
multidisciplinar no manejo da Doença Renal do Diabetes (DRD) em pacientes com
Diabetes Mellitus tipo 2. A evidência sugere que a colaboração entre diferentes
profissionais de saúde, incluindo endocrinologistas, nefrologistas, nutricionistas e
enfermeiros, é fundamental para otimizar o tratamento e melhorar os desfechos
clínicos. Estudos demonstram que uma equipe multidisciplinar pode proporcionar
um controle mais eficaz da glicemia, da pressão arterial e dos lipídios, além de
promover a adesão ao tratamento e a educação do paciente. A abordagem
integrada também é associada a uma redução na progressão da DRD e na
ocorrência de complicações cardiovasculares. A evidência reforça a necessidade
de um plano de cuidado abrangente e coordenado, que leve em consideração as
necessidades individuais dos pacientes, para maximizar os benefícios do
tratamento e melhorar a qualidade de vida.
R23
O sumário de evidências do R23 destaca a eficácia dos inibidores da enzima
conversora de angiotensina (IECA) e dos bloqueadores dos receptores da
angiotensina (BRA) na proteção renal em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 e
Doença Renal do Diabetes (DRD). A evidência indica que esses medicamentos não
apenas ajudam a controlar a pressão arterial, mas também têm efeitos
renoprotetores significativos, reduzindo a progressão da doença renal e a
incidência de eventos cardiovasculares. Estudos demonstram que o uso de IECA e
BRA está associado a uma diminuição da albuminúria e a uma preservação da
função renal ao longo do tempo. Além disso, a evidência sugere que esses fármacos
devem ser considerados como parte do tratamento padrão para pacientes com
DRD, especialmente aqueles com hipertensão, para otimizar os desfechos clínicos
e melhorar a saúde renal. A monitorização cuidadosa da função renal e dos
eletrólitos é recomendada durante o tratamento com esses agentes.
R24
O sumário de evidências do R24 enfatiza a importância da intervenção precoce e
do manejo adequado da hipertensão em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 e
Doença Renal do Diabetes (DRD). A evidência sugere que o controle rigoroso da
pressão arterial é crucial para retardar a progressão da doença renal e reduzir o
risco de complicações cardiovasculares. Estudos demonstram que a redução da
pressão arterial, especialmente em níveis abaixo de 130/80 mmHg, está associada
a melhores desfechos renais e cardiovasculares. Além disso, a evidência indica que
o uso de terapias antihipertensivas, como IECA e BRA, é eficaz na proteção renal,
independentemente do controle glicêmico. A abordagem deve ser individualizada,
levando em consideração as características clínicas de cada paciente, e a
monitorização contínua da pressão arterial é essencial para garantir a eficácia do
tratamento e prevenir complicações. A implementação de estratégias de estilo de
vida, como dieta e exercícios, também é recomendada como parte do manejo da
hipertensão em pacientes diabéticos.
R25
O sumário de evidências do R25 aborda a relevância da monitorização regular da
função renal e da albuminúria em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 e Doença
Renal do Diabetes (DRD). A evidência indica que a avaliação periódica desses
parâmetros é fundamental para a detecção precoce de complicações renais e para
a implementação de intervenções terapêuticas adequadas. Estudos demonstram
que a identificação de níveis elevados de albuminúria pode sinalizar um risco
aumentado de progressão da doença renal e de eventos cardiovasculares. A
monitorização deve incluir a realização de testes de albuminúria em amostras de
urina e a avaliação da taxa de filtração glomerular (TFG) para um acompanhamento
abrangente da saúde renal. A evidência sugere que a intervenção precoce, baseada
nos resultados da monitorização, pode levar a melhores desfechos clínicos,
retardando a progressão da DRD e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.
A abordagem deve ser adaptada às necessidades individuais, considerando fatores
como idade, comorbidades e risco cardiovascular.
R26
O sumário de evidências do R26 destaca a importância da educação e do
autocuidado em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 e Doença Renal do
Diabetes (DRD). A evidência sugere que programas de educação em saúde que
capacitam os pacientes a gerenciar sua condição podem levar a melhorias
significativas no controle glicêmico, na adesão ao tratamento e na monitorização
da saúde renal. Estudos mostram que a educação sobre a doença, a nutrição
adequada, a importância da atividade física e o reconhecimento de sinais de
complicações são fundamentais para empoderar os pacientes. Além disso, a
evidência indica que o envolvimento ativo dos pacientes em seu próprio cuidado
pode resultar em uma redução da progressão da DRD e na diminuição de eventos
adversos. A implementação de estratégias de autocuidado, aliadas ao suporte
contínuo de profissionais de saúde, é recomendada para otimizar os desfechos
clínicos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A personalização das
intervenções educacionais, levando em conta as características individuais e as
necessidades dos pacientes, é essencial para o sucesso dessas abordagens.
R27
O sumário de evidências do R27 enfatiza a eficácia dos agentes antidiabéticos na
proteção renal em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 e Doença Renal do
Diabetes (DRD). A evidência sugere que certos medicamentos, como os inibidores
do SGLT2 e os agonistas do GLP-1, não apenas ajudam no controle glicêmico, mas
também oferecem benefícios renais significativos. Estudos demonstram que esses
agentes estão associados à redução da progressão da doença renal, diminuição da
albuminúria e melhora na taxa de filtração glomerular. Além disso, a evidência
indica que o uso desses medicamentos pode resultar em uma redução do risco de
eventos cardiovasculares, o que é particularmente relevante para pacientes com
DRD. A introdução desses fármacos deve ser considerada como parte de uma
abordagem abrangente para o manejo do diabetes e da saúde renal, com
monitoramento contínuo dos desfechos clínicos. A personalização do tratamento,
levando em conta as características individuais dos pacientes, é fundamental para
maximizar os benefícios terapêuticos e melhorar a qualidade de vida.