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Manejo de Feridas: Fases e Tratamentos

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ferida

Layla Marques
FASES CICATRIZAÇÃO aberta granulação cicatrizado

AVALIAÇÃO FERIDAS
PELE
Processo complexo, dinâmico (antes de acabar uma fase já está
iniciando outra), separado em fases TRAUMÁTICAS
DUA
MEIR TÉ
Suprimento sanguíneo: preservar vascularização,

S
evita

PRI
Fase proliferativa / Reparação

AS
Fase inflamatória E

S
72H
M ANA evitando necrose local
Proteção Troca de calor desidratação objetivo: cessar sangramento, objetivo: Formar tecido de granulação. Dividido
remover células mortas e corpos em 4 subfases (reepitelização, angiogênese, Tecidos nobres: como os membros distais, que tem
estranhos (ocorre secreção) Fibroplasia, formação tecido de granulação) menor qtd. de subcutâneo e logo menos vascularização

Com rompimento do endotélio há liberação Tem proliferação de fibroblastos (reepitelização -protegendo leito da
Retardo cicatrização: ocorre por presença de sujeira,
FERIDA RELACIONADO A:
de substâncias vasoconstritoras que levam a ferida) e de céls do endotélio vascular (angiogênese). Fibroblastos
agregação plaquetária. Ocorre quimiotaxia, corpo eestranho, fragmento de tecido (sem desbridar),
ativados liberam substâncias que substituem tecido lesado por por conta de contaminação
atraindo neutrófilos e fatores de crescimento, tecido conjuntivo (fibroplasia). A partir do 7º dia, tecido de
demarcando o local granulação é formado.

1 Espécie 2 Manejo 3 Comportamento 4 Habitat


Fase Maturação CLASSIFICAÇÃO FERIDAS
equinos tem pele cerca, curiosidade, estresse local mal objetivo: ocorre remodelamento e reorganização tecidual
mais delgada, desembarque planejado Aberta ou Fechada
Os fibroblastos se transformam em miofibroblastos após
sensível de veículos
amadurecerem, reduzindo o tamanho da ferida ao fazer contração da Fechada: tem integridade do epitélio mas
ferida. O epitélio entra em intensa mitose fechando a ferida. esmagamento/fricção de tecidos, contusão
pele/mucosa.
Não existe produto cicatrizante, eles apenas combatem microrganismos, Monócitos: tem perfil anti-inflamatório, gera maturação dos fibroblastos e esta maturação
leva a contração da ferida, aproximando bordas e ocorrendo epitelização Abrasão: apenas epitélio superficial é acometido
fornecem vitaminas e minerais auxiliando na cicatrização. (região avascular)

MANEJO FERIDAS
Contusão: atinge estruturas mais profundas
(derme - sem solução de continuidade).
Hematoma: acúmulo de sangue e dano a
vasos adjacentes.
Seroma: acúmulo de líquido. Processo

MANEJO DE FERIDAS inflamatório que leva ao edema.


Aberta: perda de integridade, pele/mucosa aberta.
Abrasão: apenas epitélio acometido, não sangra
ou sangra pouco
2º intenção Incisa: bordas lineares, como nos acidentes com
1º intenção 1º intenção retardada 3º intenção
arame liso
Realizamos o tratamento com a ferida aberta, até que ela lacerantes: bordas irregulares, sendo necessário
Feridas limpas que não tiveram tempo de inflamar Trata inicialmente a ferida, retirando processo
complete a cicatrização totalmente. Dependendo da retirar essas irregularidades pois atrapalha
(até 4h) em que realiza preparação e síntese inflamatório e reduzindo edema, depois desbrida a ferida
cicatrização
(aproximação dos planos teciduais). reestabelecendo leito da ferida e faz a síntese ferida pode ser mais vantajoso deixar sem sutura.
penetrante: geralmente pequenas mas
profundas, tendem a ter corpos estranhos
Vantagens Vantagens
Em caso de ferida com edema, iremos reduzir punctórias: acidente ofídico, mordedura, arma de
cicatrização acelerada Menor custo com material fogo
esse edema fazendo um tratamento clínico
cicatriz pequena prévio para depois realizar o fechamento por Praticidade nos curativos
fechamento da cicatriz por pelos (+ estético) primeira intenção. Mais prático, rapidez no atendimento
grau de contaminação
retoma função + próxima do normal Não é necessário muito conhecimento e habilidade
Limpa (-4h): baixa contaminação, tratamento
Desvantagens No caso, a primeira intenção é Desvantagens ideal por 1º intenção, não envolve vísceras ocas
retardada/postergada... pois primeiro teremos que Cicatrização demorada - cavalos 1 mm por dia Limpa contaminada (4-12h): com inflamação
Custo (antisséptico, fios, material cirúrgico)
realizar um manuseio prévio para retirar qualquer Cicatriz ampla não purulenta, poucas sujidades, pode envolver
Maior trabalho com curativos
processo que possa atrapalhar a cicatrização Grande área sem pelos - desvaloriza animal vísceras ocas que não tenham rompido
Conhecimento e habilidade para execução
Maior tempo para atendimento porta de entrada para infecção Contaminada (mais que 12h): inflamação
Pode ser preciso bloqueio e sedação purulenta, supuração, envolve vísceras ocas
que tenham se rompido.
Bandagem em cavalo: necessário conhecimento e prática, se
Desbridamento: remoção de tecido morto e necrosado
aplica errado causa lesão secundária. Requer troca a cada 48-72h
Layla Marques
PREPARAÇÃO FERIDA USO DE DRENOS
Usado para não permitir formação de seroma, para drenar líquido, facilitar a
cicatrização e reduzir a tensão dos tecidos. Usa enquanto sair líquido

Lavar tricotomia Passivos Ativos


1 ferida 2 perilesional 3 Desbridar
Sistemas de sucção que removem fluido por
Penrose (látex)
solução salina ou Pelo atrapalha o deixar borda lisa Higroma: acúmulo depende da gravidade e ação capilar pressão negativa
isotônica manejo e para ocorrer de líquido
fino de látex (7-12mm diâmetro) bomba de sucção ou seringa
Água é hipotônica e Usado em feridas muito profundas, ortopédicas
causa edema, evitar
cicatrização cicatrização Drenagem ao redor do dreno
fenestração contraindicada - aumenta área de drenagem Materiais são inertes mas são corpos estranhos
Peróxido de hidrogênio é citotóxico, usar e chance de rompimento na remoção e devem ser removidos após terminar drenagem
4 Antissépticos até 3 vezes e se sangrar parar
usa em limpa e limpa contaminada
pode usar em higromas: estimula granulação, faz incisão
dorsal e ventral, retira fibrina e resíduos e coloca (1-2 Dreno peritoneal
Clorexidine alcoólico 0,05% retira biofilme bacteriano,
removendo debris celulares
semanas)
iodopovidine 1%
Faz incisão secundária para retirar Tubo frenestrado centralmente, com extremidades
peróxido de hidrogênio 3% evitar usar sempre, pois é agressiva penrose
não frenestradas, e saídas cranial e caudal.

EXPLORAÇÃO FERIDA Recomendado após laparotomia em casos de


peritonite, abscessos intrabdominais, hemorragia e
Tubular
Cuidado com a contenção do animal Diagnóstico por imagem Fenestrado para remover extravasamento de anastomose ou
Não tão eficiente líquido de lavagem após cirurgia abdominal.
Tranquilizantes devem ser Para saber se não há bainha
Pode fenestrar um equipo
evitados - vasodilatação tendinea envolvida, corpo Quando feito junto a lavagem de cavidade: diminui
Xilazina e detomidina liberados estranho .... incidência de aderências abdominais removendo o
(agonistas alfa 2 adrenérgicos) Cuidar de estruturas sinoviais excesso de fibrina e células inflamatórias,
Bloqueio local - LONGE da ferida pode ser necessário citologia do facilitando a separação mecânica de alças

MANEJO FERIDAS
intestinais
Anestesia geral pode ser líquido sinovial - pensando em
recomendada evitar artrites

SUTURAS DE RELAXAMENTO
EXCISÃO E DESBRIDAMENTO
Remove tec. Plástica V - Y
Remove tecido Remove sujeira e
granulação
S
Pele insuficiente
necrótico contaminação
exuberante RECONSTRUÇÃO CIRÚRGICA DE FERIDAS abertura do V em
Isso induz a contração da ferida e a epitelização. Se o tecido de direção ferida, fecha
Pré-operatório base do V formando Y
granulação estiver sobressaindo, atrapalha o processo de cicatrização
Tipos de desbridamento Ampla tricotomia Limpeza desbridamento
Mecânico: incisão, curativo Reavivar bordos escolha de técnica adequada
Químico: peróxido de hidrogênio, tintura de iodo, sulfato de cobre Incisão de relaxamento simples
(cauteriza o tecido - extremamente agressivo) Tipos de fio Agulha nº suturas Incisão elíptica
necessário ser gentil na limpeza - ocorre estimulação para poucos - não captação divulsão do subcutâneo
menos
formação de tecido de granulação mononylon é ideal excesso - reação inflamatória/ Pode usar sutura de
traumática
Cuidado com fio isquemia ancoragem intradérmica (fio

CRITÉRIOS PARA TRATAMENTO EM:


multifilamentar em pele, absorvível)a fim de tencionar
possuem mais manipulação
para o centro da ferida
capilaridade e pode levar pinça de adson/dedos - evitar pinças traumática e hemostáticas
1º intenção 1º intenção retardada a contaminação
Ter tecido suficiente - pode precisar de retalho Ser ferida com edema
Contaminação excessiva Múltiplas incisões perfurantes
Ser ferida limpa ou limpa contaminada Plástica em Z (zeplastia)
Tecido de granulação exuberante pequenas incisões em várias
Quando há estrutura nobre exposta Áreas de dobra de pele, amplia 70%
Abolir espaço morto linhas paralelas ao redor da
Faz incisão em formato de Z
2º intenção Linhas de Langer - linhas de ferida principal
Base do Z - direção da ferida
Cuidado com a tensão dos tecidos, padrão de Ferida muito contaminada tensão: orientação das fibras, objetivo: relaxar a pele, soltar
Muito tecido necrótico (abscessos/flegmões) outras 2 retas faz num ângulo de 60º graus
sutura - para não ocorrer deiscência, isquemia... fazer sutura e incisão nesses fibras, ganhando espaço para
pele insuficiente para síntese divulsiona subcutâneo dos 2 flaps
sentidos - cicatrização fica fechar ferida principal
inverte eles, mudando direção do Z e
Curativo: usado tanto em 1º quanto 2º intenção - mantém ferida limpa, protegida e sem umidade. bandagem pode mais estética, evita deiscência menores trata por 2º intenção
ficar até 72h. Proteger pele ventral (com vaselina/glicerina) exsudato pode escorrer e levar a dermatite e tem menor tensão ganhando pele
Layla Marques

FERIDAS GRANULOMATOSAS
Ocorre a formação de tecido de granulação exuberante, impedindo a epitelização e cicatrização da ferida.

Atrapalha cicatrização: Queixa principal fatores predisponentes Quais são?


sujidades, feridas crônicas que não Estado físico do paciente Habronemose: (nematóide,
corpos estranhos, respondem a tratamento anemia e hemorragia verme - mosca)
infecção, convencional e uremia Pitiose: fungo
manejo inadequado apresentam crescimento má nutrição Sarcóide equino: vírus
Ferida não fecha pois há um agente constante uso indiscriminado de CCE: neoplasia
agressor, fazendo com que a fase AINES e corticoesteroides

HABRONEMOSE (FERIDA DE VERÃO) inflamatória dure mais de 72h

Afeta equídeos, sendo causada por parasita

PITIOSE / ZIGOMICOSE
Etiologia Afeta equídeos e é uma Zoonose causada por Fungo
Vetor: Mosca doméstica (musca
Gênero: Habronema (micróstoma,
domestica) ou do estábulo (S. calcitrans)
muscae)
Devido a proliferação das moscas na Etiologia
Parasita o sistema digestivo, ou
época do verão, a doença é conhecida Fungo - Pythium insidiosum
pode ser depositado em feridas
como “ferida de verão”

O que ela faz?


O que ela faz? O fungo faz com que desenvolva um tecido de granulação exuberante
a partir de uma lesão de pele preexistente
Mosca em contato com mucosas labiais e deposição
da larva Comum em áreas alagadas, úmidas, áreas pantanosas
Habita a mucosa gástrica Afetando áreas como porção distal dos membros, parte ventral do
Causa gastrite catarral abdômen e pescoço - regiões que entram em contato com a
umidade

Mosca em contato com feridas abertas e deposição de larva


Ocorre em locais de difícil acesso, onde não consegue se
Diagnóstico
espantar a mosca
É diferencial para habronemose cutânea - tem que fazer confirmação
rosto, ao redor dos olhos, linha média do abdômen, partes
microscópica para garantir sucesso no tratamento clínico
distais dos membros, anca, pênis, prepúcio, pescoço
Causa intenso prurido e levando a autotraumatismo Anamnese: presença em áreas alagadas, como lagoas e brejos
dando origem a granuloma castanho avermelhado de difícil Sinais clínicos: ferida com foco necrótico, com várias fístulas, prurido
cicatrização intenso, grumos amarelados (Kunkers)
Histopatológico (hifas do pythium sp.) e cultura
Ovos embrionados gerados na ovipostura são eliminados nas fezes ou podem eclodir
no intestino e serem eliminados. Moscas ingerem a fase larval (L1) e após 2 semanas Prognóstico é ruim em regiões mais distais, pode ter recidiva
as moscas estão com a fase L3 da habronema, pousam em feridas e depositam

Tratamento
Diagnóstico Tratamento excisão cirúrgica (retirando tec. de granulação exuberante) - desbridamento com
excisão cirúrgica (retirando tec. de margem de segurança maior do que na habronemose (ressecção profunda)
Anamnese: ferida apareceu no verão
granulação exuberante) - desbridamento Antifúngicos
ou primavera
com margem de segurança de 1 cm Iodeto de potássio
Clínica: feridas em regiões úmidas
atentar a hemostasia - pode usar Anfotericina B -> cuidado pois é nefrotóxico
(virilha, distal nos membros....)
eletrocautério e tratar como ferida Imunoterapia - PitumVac (3-4 doses SC) associado ao tratamento clínico ( não
granuloma castanho Histopatológico: intenso infiltrado de
aberta sabe se ela previne
avermelhado eosinófilo, larva de nematóide
Ivermectina VO (antiparasitário) Cicatrização por 2º intenção já que não tem pele o suficiente para síntese
(diferencial para pitiose)
Organofosforados (locais e sistêmicos) Bandagem: até ter tecido de granulação para proteção
Layla Marques

FERIDAS GRANULOMATOSAS
Ocorre a formação de tecido de granulação exuberante, impedindo a epitelização e cicatrização da ferida.

Atrapalha cicatrização: Queixa principal fatores predisponentes Quais são?


sujidades, feridas crônicas que não Estado físico do paciente Habronemose: (nematóide,
corpos estranhos, respondem a tratamento anemia e hemorragia verme - mosca)
infecção, convencional e uremia Pitiose: fungo
manejo inadequado apresentam crescimento má nutrição Sarcóide equino: vírus
Ferida não fecha pois há um agente constante uso indiscriminado de CCE: neoplasia
agressor, fazendo com que a fase AINES e corticoesteroides

SARCÓIDE inflamatória dure mais de 72h

tumor de pele, que suspeita-se ser Viral

CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS (CCE)


Etiologia tumor maligno de origem epitelial - Neoplasia
Etiologia incerta - suspeita-se ser Papilomavírus bovino
O que é?
É um tumor maligno que deteriora o tecido epitelial!
O que ela faz?
3º tumor de pele mais prevalente em equinos,
É um tumor de pele que acomete mais equídeos ficando atrás apenas do sarcóide e melanoma
Tumores não metastáticos, porém invasivos e podem ser recidivantes
(dependendo da localização) Fatores de risco
Tumores indolores, não reduz expectativa de vida
Dependendo da localização, pode ser um problema estético
Pode ulcerar e ocorrer infecção secundária e até miíase
Causa prurido e leva a autotraumatismo EXPOSIÇÃO LOCALIZAÇÃO DESPIGMENTAÇÃO IDADE
RAIO UV GEOGRÁFICA DE PELE AVANÇADA
Classificado em 4 tipos:

I - verrucoso II - fibroblástico III - verrucoso e IV - plano ou oculto


fibroblástico
Secos ulcerados sem solução de Diagnóstico
hiperqueratosos evolui com A soma dos dois continuidade na pele
pescoço, periorbital contaminação anteriores hiperqueratose plana
Anamnese
secundária mas cresce no
miíase subcutâneo Macroscópico: bem semelhante ao sarcóide
maior desconforto virilha e períneo região de face, região nasal, pálpebras, conjuntivas e córnea,
região de membros observado em éguas prepúcio e pênis, região perineal em fêmeas
Histopatológico: citologia aspirativa ou biópsia
Diagnóstico Tratamento
Anamnese: animais de 3 a 6 anos, ou Depende do tipo, localização, quantidade,
mais jovem. Não tem relação com extensão
raça/pelagem excisão cirúrgica Tratamento
Sinais: lesão isolada ou múltipla em criocirurgia (se pequenos) - nitrogênio excisão cirúrgica (envia material para histopatológico)
regiões de cabeça, periorbital, base ou gelo seco Pode fazer criocirurgia e quimioterapia associada
da orelha, pescoço, axila, virilha, Imunoterapia com BCG (não tão eficiente) eletroquimioterapia
períneo, membros Radioterapia(menos frequente) No caso de região periorbital - faz exenteração transpalpebral (lembrar que é
quanto mais distal tende a ulcerar Eletroquimioterapia - faz excisão e aplica uma neoplasia, necessita de margem de segurança e logo se retira tudo da
Histopatológico: proliferação de quimioterápico local e realiza estímulo órbita ocular) -> animal perde a visão
fibroblastos e intensa hiperplasia elétrico para potencializar Prognóstico: depende do local e da viabilidade do tratamento, malignidade do
epitelial de origem neoplásica tumor e comprometimento secundário a outros tecidos e órgãos.
Layla Marques
INDICAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIO
Sedação: alfa 2 agonista
drenagem de conteúdo purulento Faz tratamento clínico e se não resolver faz trepanação

SEIOS PARANASAIS Traumas que infeccionam e obstruem


Inflamação crônica (sinusites) - doenças respiratórias,
TÉCNICA CIRÚRGICA
Cavidades ósseas que se conectam com a cavidade nasal, meatos e necrose dos cornetos, corpos estranhos, infecção dentária,
processos corniculados. São espaços preenchidos de ar no interior dos hematoma etmoidal, neoplasias e cistos. incisão de pele, logo abaixo tem o periósteo, eleva ele e faz a trepanação
ossos do crânio e que se comunicam direta/indiretamente com a *principais fraturas e traumas ocorrem na região de frontal, em usando o trépano ( “serra copo”) ou uma broca (cuidado que a broca
cavidade nasal. situação de manejo de embarque em caminhões, por exemplo. esquenta e tem maior área de contato com o osso)
Função: coberto por mucosas (proteção), filtra, umedece e aquece o ar Entra com sonda e lava com solução antisséptica (clorexidine, iodo, água
Importância clínica: Susceptível a infecção (oriunda da cavidade nasal,
alvéolos dentais, após descorna ou fraturas de chifres)
DRENAGEM oxigenada, antibiótico) para retirar tecido necrótico
deixa cicatrizar por 2º intenção por não saber se drenou todo conteúdo
Seios maxilares frontal e superior são confluentes (se comunicam) - Paciente em estação, sob sedação e anestesia local purulento, curativo feito com bandagem para evitar entrada de sujidades
ambos devem ser abertos - lava mais dorsal e sai pelo ventral Paciente em decúbito, sob anestesia geral -
Seio maxilar superior e inferior acometidos por necrose às vezes, abre
inferior para obter drenagem
dependendo da condição clínica
Bisturi, tesoura de Mayo, afastador, elevador de
PÓS-OPERATÓRIO
periósteo e trepano (broca) Antibiótico sistêmico
Glicerina iodada: para granulação da ferida, é bactericida e estimula a contração
Qual lado afetado? faz percussão associando a
e reepitelização, podendo ser aplicado em qualquer fase de cicatrização
histórico clínico e raio X
limpeza e troca diária de curativo

TREPANAÇÃO
Abertura dos seios faciais(paranasais)
ESPÉCIES
Bovinos: no caso de complicação pós-descorna - reaviva ferida e depois faz a
lavagem, depois fecha a ferida ou trata como ferida aberta (+ de 12h aumenta
chance de deiscência)
Equino: mais comum acometimento do seio maxilar, por doenças alveolares;
seio frontal por traumaas.

SILVA, 2023
Layla Marques

FÍSTULAS SINOCUTÂNEAS
O QUE É?
PÓS-CIRÚRGICO
Curativo
não tem problema deseroma pois líquido é drenado para cavidade nasal

Uma comunicação entre o seio facial e o meio externo


Causas: processo degenerativo de origem traumática (coices, pancadas...) e epitélio
mucoso adere a epiderme
cicatriza por 2º intenção e trajeto fica aberto Pele
Porta de entrada para sujidades e contaminação, gerando infecções recorrentes

PRÉ-CIRÚRGICO osso
Tratamento prévio para controlar infecção, inflamação
Separa pele e osso

TÉCNICA CIRÚRGICA
faz incisão na região da fístula Abertura da fístula em flap, expõe fístula
separa a pele do osso, divulsionando pele e retira de outra área a cortical do osso sutura Wolf
subcutâneo frontal
Isso irá iniciar um novo processo de coloca enxerto na fístula
cicatrização controlado, aumentando
tecido de granulação
X reaviva bordas ósseas pra confundir o
osso
rebateu periósteo aumentando usa medula óssea, estimulando
vascularização para pele e aumentando
sustentação
crescimento ósseo
ancora osso com fio metálico - ele fecha
tecido de
pele retrai com o aumento do tecido de
granulação e vai preencher espaço
por 2º intenção granulação
sutura pele - wolf
Fecha por 2º intenção ou wolf captonado enxerto pode não ser útil, por ter pouca
(usa tubos no fio par evitar que ele corte a vascularização
pele ao fazer tensão)
Layla Marques

TRAQUEOSTOMIA
M. esternotireo-
hióideos

FUNÇÃO E IMPORTÂNCIA
Condução de ar, troca gasosa, formação de ATP
Alterações levam a dispneia, morte
TEMPORÁRIA X PERMANENTE Equinos: qualquer alteração leva a queda no
rendimento
Temporária: emergência, desobstrução das vias aéreas Queixas
superiores (animais peçonhentos, abscesso linfonodo rinorragia/epistaxe
submandibular) corrimento nasal
Permanente: infecções crônicas como rinites fúngicas edema ou assimetria facial
dispneia, tosse, ruído respiratório
AFECÇÕES Patologias cavidade nasal
fibroma de meato ventral, fraturas e sinusites
Trato respiratório anterior - casos que levam a redução de
passagem do ar, ao ponto de precisar de uma nova passagem

PRÉ-OPERATÓRIO
(equinos não respiram pela boca) Anéis
Cavidade nasal - sinusites, fraturas, corpo estranho, tumor, rinite traqueais
fúngica, hematoma etmoidal, afecções de laringe, aprisionamento
sedação, animal em estação (xilazina/detomidina)
de epiglote
tricotomia 7,5 X 15cm terço médio do pescoço
distúrbios de bolsa gutural
bloqueio local em U invertido - lidocaína 2%
SINUSITE
ANATOMIA Etiologia:
Narinas, cavidade nasal, meatos (meato ventral - onde
passa sonda), seios paranasais, região etmoidal, TÉCNICA CIRÚRGICA Primária
Secundária
Enfermidade dentária (+ comum)
nasofaringe, orofaringe, epiglote, esôfago, traqueia Região: terço médio a superior do pescoço, altura de 2º-5º anel traqueal, 3cm infecção S. equi
Cistos nos seios paranasais
abaixo da cartilagem cricóide infecção S. zooepidemicus
neoplasias, hematoma etmoidal...
incisão de 10 cm (pele, subcutâneo)
Músculos esternotireo-hióideos visíveis - secciona na linha média dividindo-os Sinais clínicos
identifica os anéis traqueais
incisão horizontal entre os anéis (não mais que 1/3 da circunferência da corrimento deformação Obstrução
nasal seios da face fluxo de ar odor fétido
traqueia)
uni ou bilateral linfadenomegalia
insere o tubo de traqueostomia (temporária)
cicatriza por segunda intenção Patogenia
Permanente Tem obstrução do fluxo aéreo por conta da inflamação
retira 2/3 anéis traqueais - reta, longitudinal ou entre os anéis presente nos seios nasais
Coloca cânula traqueal para manter aberto até cicatrizar por 2º intenção
Diagnóstico
Raio-X: vê onde tem lise óssea, tumores
PÓS-OPERATÓRIO Exame endoscópico: vê hematoma etmoidal, cistos e alterações na mucosa
sinuscopia: faz trepanação e entra com endoscópio no orifício
Limpo diariamente com solução fisiológica estéril
manter curativo Tratamento
Tratar causa primária - antibióticoterapia
Trepanação dos seios paranasais - drenagem e lavagem com antissépticos
água oxigenada 3% diluída em solução fisiológica (solução adstringente)
Layla Marques
O QUE É ETIOLOGIA
LARINGE Paralisia total ou parcial da cartilagem aritenóide
Idiopática: causa difícil de ser definida
Adquirida - lesão do nervo (acesso venoso), animal pescoço longo (muito flexionados,
Patogenia: Decorrente da neuropatia do laríngeo recorrente,
Segmento do trato respiratório que liga a faringe à traquéia exigindo muito da musculatura e lesando); Bolsa gutural (micose); Deficiências
levando a atrofia dos músculos e comprometendo a função de
Composta pelas cartilagens: Cricóide, tireóide, epiglote, aritenóide nutricionais (tiamina leva a neuropatia); caráter hereditário, compressão por linfonodos
abdução e adução da cartilagem aritenóide (cartilagem não
movimentadas pelos ligamentos e músculos intrínsecos da laringe 90% dos cavalos de corrida (PIS) possuem um grau de neuropatia do nervo laríngeo
abre e fecha e tem obstrução do ar)
Inervação: ramos do nervo laríngeo recorrente recorrente (provavelmente pela força que faz)
M. cricoaritenóide dorsal e lateral
Função:
Causa: lesão do ramo esquerdo do nervo em casos de acesso
prevenir entrada de água e alimentos na traqueia durante deglutição
venoso
GRADUAÇÃO
Regular volume de ar para os pulmões

DIAGNÓSTICO
nervo laríngeo recorrente passa na região cervical próximo
Regular emissão de som, processo de fonação
a carótida e jugular, normalmente é mais frequente a
Patologias mais comuns da laringe hemiplegia do lado esquerdo por conta desse acesso
Sinais clínicos (ruído)
ANATÔMICA
Paralisação/redução do tônus Aprisionamento de epiglote
venoso
fecha com Exame endoscópico
avaliação funcional:
FUNCIONAL
SINAIS CLÍNICOS (movimentação)
Slap test (tapa atrás da GRAU I GRAU II
Condrite da aritenóide Cisto subepiglótico
Ruído respiratório - ronqueira, cavalo roncador escápula do lado oposto)
intolerância ao exercício, redução da performance oclusão nasal e estímulo de Abdução completa, Abdução completa,
tumores atlética (cavalo corre, tem ruído e para na pista) deglutição discreta assincronia clara assincronia na
na inspiração ou inspiração

HEMIPLEGIA LARINGEANA
depois da

VENTRICULECTOMIA
deglutição

incisão cutânea caudal a mandíbula, 10 cm, desde superfície da GRAU III GRAU II
cartilagem cricóide até junção das cartilagens tireóideas
Adução assíncrona da
expõe linha média dos músculos esternotireo-hióideos,
Hemi (metade) plegia (paralisação) Paralisação ou diminuição do tônus aritenóide durante a Sem abdução da
secciona
inspiração. Movimento cartilagem
Disseca membrana cricotireóidea e incisa penetrando a
mucosa laríngea
estende a incisão desde a cartilagem cricóide ate as junções
TRATAMENTO substancial mas completa
abdução não pode ser
aritenóide

Cirúrgico: somente em casos de perda de desempenho (grau 3 e 4) - pois o mantida


das cartilagens tireóideas
rebate as asas das cartilagens tireóidas animal fica mais sujeito a doenças respiratórias, além de ser uma cirurgia cruenta
Identifica o ventrículo e o sáculo laríngeo Aritenoidectomia: retira aritenóide (Total/parcial)
evertendo a mucosa ventricular e pinçando Ventriculectomia: acesso por endoscopia e ressecção cirúrgica (retirada das
excisão do ventrículo pregas vocais e ventrículo)
Cordectomia: acesso por endoscopia e ressecção cirúrgica
Cricoaritenoidepexia: sutura de ancoragem entre o processo muscular da
APRISIONAMENTO DE GLOTE
aritenóide e o corpo da cartilagem cricóide, acesso pela lateral da laringe - Epiglote fica presa no palato mole e animal faz falsa via por
segura aritenóide aberta ela não conseguir fechar passagem para traqueia
Reinervação laringeana: raro dar certo
Inflamação do palato mole > edemaciado > prende epiglote
Objetivo: Restaurar diâmetro da rima da glote;
Prevenir colapso dinâmico durante inspiração Tratamento: Pós-operatório:
ressecção cirúrgica do palato Alimentação:
PROGNÓSTICO mole para liberar epiglote
corte longitudinal (2-3cm)
menos fibrosa
Antibiótico
Reservado. Depende da atividade esportiva cicatrização por 2º
modalidade de salto: 90% de chance de retornar a atividade intenção
modalidade corrida: 60-70% de chance de retorno
Jovens: relacionado com nível de condicionamento físico
Layla Marques
TIMPANISMO DE BOLSA GUTURAL
ANATOMIA Acúmulo de ar - condição rara
Causa:
Divertículo da tuba auditiva com comunicação com a faringe (saco de fundo

SINAIS CLÍNICOS
Disfunção do ósteo (estrutura cartilaginosa) que pode ter falha no
cego)
fechamento - predispondo a infecção
Passa carótida interna e nervos cranianos 10, 11 e 12 (vago, acessório e
Má formação
hipoglosso)
processos inflamatórios nas vias aéreas superiores ↑ volume região triângulo de virbo
Tendência a infecções, antibiótico não penetra direito Corrimento nasal uni ou bilateral - intermitente
eventualmente - lavagens cirúrgicas para tratamento de empiema da bolsa (escorre quando abaixa a cabeça)
gutural
EMPIEMA DE BOLSA GUTURAL Dspnéia - compressão leva a sinal respiratório

Acúmulo de pus
Causa:
Evolução do timpanismo DIAGNÓSTICO

Processo inflamatório inicial > produção de muco >
contaminação > formação de pus > empiema sinais clínicos
processos adjacentes (abscesso linfonodo, sequela de confirma por exame de imagem
garrotilho S. equi) raio X - radioluscência
Endoscopia - acesso pelos ósteos

BOLSA GUTURAL TRATAMENTO


Drenagem do conteúdo
Acesso pelo triângulo de virbo - abertura transcutânea
Dissecção, com tesoura, acima da laringe fazendo um acesso
à bolsa gutural
não usa bisturi por conta de nervos na região
Acesso à bolsa gutural
realiza lavagem da bolsa com
antissépticos
antibioticoterapia de amplo espectro
mucolíticos
Não usar adstringentes, usa clorexidine

PÓS-OPERATÓRIO
Ferida fecha por 2º intenção
mantém a fístula até que não drene mais o conteúdo
e depois deixa fechar por 2º intenção

Pág 195
Layla Marques PROBLEMA DE DÍGITO
DIAGNÓSTICO
Baseado nos sinais clínicos

SINAIS CLÍNICOS
difícil de isolar agente - contaminação secundária
ETIOLOGIA
Sem claudicação inicial - demora a notar problema
Má condição de higiene: umidade - urina, fezes, matéria
orgânica, pastos pantanosos Agravamento devido a miíases secundárias PRÉ-OPERATÓRIO
Associado a bactérias Gram Negativas claudicação agrava
Posição
Fusobacterium Necrophorum e bacteroides spp.
Estação: garrote, bloqueio local e AINES + antibiótico
Principalmente em cavalos de tração
sistêmico
Muitos pelos na região - quando molha fica propicio a
Decúbito: anestesia geral + garrote e bloqueio local
infecção além de agarrar matéria orgânica
Uso do garrote (máx. 40min): por ser cirurgia cruenta e
para poder usar doses elevadas sem ter ação sistêmica

O QUE É?

DERMOVILITE EXSUDATIVA
Necrose úmida de ranilha, ferida úmida e fétida,
podendo assumir aspecto vegetativo (hipertrofia de
tecido em meio a necrose - mais crônico)
Assemelha a pododermatite séptica

Dermovilite exsudativa vegetativa / cancro em equinos

TRATAMENTO
PÓS OPERATÓRIO Realizar casqueamento
Fazer ressecção cirúrgica do tecido necrótico
Curativo confortável, com antisséptico (mantém por 2-3 semanas e troca 1x
Faz AINES, antibiótico regional e bloqueio local (lidocaína) - faz
por semana)
um garrote proximal ao local (máx 40min), garantindo
pode ter atadura (botinha)
apenas perfusão regional sem ter efeitos sistêmicos
Ter algodão ortopédico - permitindo expansão do casco
Retira bem profundamente no coxim plantar (cirurgia cruenta),
Pode usar gesso - preferencialmente após 3-4 semanas (quando não tiver
faz cauterização (eletrocautério)
mais infecção)
A invasão exige retirada do tecido mole além do necrótico
antes disso usar apenas bandagem, até formar tecido de granulação,
Retira tecido córneo com sujidades > retira tec. necrótico > vai
depois que epitelizar pode usar gesso
aprofundando com bisturi tirando vilosidades para que cicatrize
pode realizar debridamento
animal em local limpo, para não ter mais infecção
Cocheira macia, piquete sem lama
Analgésico de 5 a 10 dias (omeprazol)
Layla Marques PROBLEMA DE DÍGITO

O QUE É? SINAIS CLÍNICOS


Inflamação de cartilagens por trauma na região de coroa/quartela, Claudicação de apoio
Aumento de volume sem edema
DIAGNÓSTICO
calcificando cartilagens colaterais, ocupando espaço interfalangiano
distal e causando dor dor à palpação - postura antiálgica
Causas: Encastelamento - redução de expansão do casco
Sinais clínicos
casqueamento e ferrageamento errados que ficam aprumos de abscesso de coroa - secundário a traumas e ferimentos perfurantes
Bloqueio local - se para de claudicar, provavelmente problema está
casco no local bloqueado
traumas repetitivos na coroa/quartela Radiografia - confirma processo de calcificação (um lado mais
cartilagens do dígito (também conhecidas como cartilagens laterais, radiopaco que outro)
colaterais, alares ou ungulares)

CALCIFICAÇÃO DE
CARTILAGENS ALARES TRATAMENTO
Conservador:
terapias antiinflamatórias
gelo
AINES
casquemento
ferrageamento terapêutico
Remoção cirúrgica:
curetagem na região de coroa - geralmente é bem superficial
Se é mais profundo - abre muralha e faz drenagem
Incisão de pele (3-4cm), sutura pele e trata muralha como ferida
aberta
*não abre na transição de pele e estrato córneo, pode atrapalhar
crescimento do casco
Layla Marques PROBLEMA DE DÍGITO
SINAIS CLÍNICOS PRÉ-OPERATÓRIO
INDICAÇÕES Feridas ulceradas Extensão de lesão - imagens
Hemograma e bioquímico
edema
Tratamento mais radical para comprometimento digital de infecções podais
fístulas Antibioticoterapia - processos séptico digitais
que não conseguem tratar clinicamente ou cirurgicamente
exposição de tecido nobre AINES - reduzir edema e dor
doloroso e leva a queda na produção
claudicação Preparação:
causas lesões podais
febre, anorexia, emagrecimento e queda de produção decúbito lateral, sedação, limpeza, proteger dígito com luva
Ambiental
rotação de falange Garrote - torniquete - para perfusão regional
trauma, objeto perfurante, evolução de infecção interdigital (flegmão)
Endógena (menos comum)
mastite, metrite
Causas que levam a amputação
CONTRAINDICAÇÃO TÉCNICA CIRÚRGICA
úlcera de sola, abscessos subsoleares, dermatites interdigitais, artrite Sepse das articulações o boleto Incisão pele ao longo da superfície abaxial e axial da faixa
séptica, osteomielites, fraturas falangeanas, laminite envolvimento de ambos os dedos coronária - axial primeiro para não obscurecer campo com
animais muito pesados sangue. Logo após faz incisões verticais (cranial e caudalmente)
Axial: refere-se a estruturas localizadas próximas ao eixo do
dígito central.
Abaxial: refere-se a estruturas localizadas afastadas do eixo de
referência, seja do dígito quanto do membro do animal.
Disseca pele do dedo subjacente, conseguindo o máximo de pele

AMPUTAÇÃO DE DÍGITO
para um retalho
Amputação: serra obstétrica no espaço interdigital
baixa: apenas coxim articular e falange distal doentes -
amputação direcionada através da falange média
Alta: acometimento e coxim articular, falange distal, articulação
da quartela e da falange média - direcionada através da
junção dos terços médio e distal da falange proximal
-> Amputação começa com serra paralela ao eixo longitudinal do
membro, posicionando no local de amputação (alta ou baixa).
Após remoção do dedo, disseca excesso de tecido adiposo e todo
tecido necrótico, especialmente o que envolve os tendões e suas
bainhas.
Fecha por 1º intenção retardada ou 2º intenção
Evitar tirar artiulação: produção de liquido sinovial pode atrapalhar
cicatrização

PÓS-OPERATÓRIO
Curativo - bandagem e gesso sintético
pomada cicatrizante, bandagem - trocar a cada 2 dias,
impermeabilizar
Antibioticoterapia - até estar granulado, não permitindo entrada de
nova infecção
antiinflamatório e analgésico para dor
Profilaxia: casqueamento de rotina, pedilúvios molhados e secos,
manejo o ambiente
Layla Marques
EPIDEMIOLOGIA TENOTOMIAS
Secção tendão
E DESMOTOMIAS
Secção ligamento

O QUE É?
Geralmente animais de grande peso, não exercitam quadriceps
femoral (músculo que auxilia no destravamento da patela) ficando

ETIOLOGIA
Hiperextensão de 1 ou ambos os membros pélvicos ineficientes
(temporário ou permanente), resultante do aprisionamento Animal fica arrastando pinça, impossibilitando flexionar o
temporário ou permanente da patela na tróclea medial do membro - comum na flacidez muscular, pouco
Animais com membros pélvicos excepcionalmente retos
fêmur. Pelo ligamento medial patelar acondicionamento físico
angulação femorotibial - aprox. 135º (problema: 143-145º)
Desordem funcional da articulação fêmurotíbiopatelar, Pré e pós-parto - por questão hormonal
Ligamento patelar medial se torna longo o suficiente para alcançar
hiperextensão no membro pélvico gerada por tecidos moles a crista troclear medial
que provoca o “travamento” da articulação e a gira perda do tônus do quadriceps femoral
medialmente - causando dor e desconforto hiperextensão traumática do membro pélvico
*Uma vez ocorrido, é recorrente e comum

jovens e pôneis (perdem score


corporal)
Prevalência menor (0,27-1%)
acomete mais fêmeas acima
SINAIS CLÍNICOS
frequentemente bilateral de 3 anos (hiperestrogenismo) Membro pélvico distendido, hiperextensão
pode ter predisposição hereditária - pico prod. leiteira Incapacidade de flexionar joelho e tarso, e dígito - arrasta pinça
predispõe luxação coxofemoral Claudicação dos demais membros - excesso de força
compensatória
emagrecimento e queda de produção

Lig. patelar
medial FIXAÇÃO DORSAL DE PATELA Bovinos e equinos

TRATAMENTO DIAGNÓSTICO
Conservativo: Se intermitente e brando, pode ajudar Sinais clínicos - muito característicos de fixação patelar dorsal

Condicionamento controlado - tônus muscular e fortalecer Radiografia - alteração do ângulo entre a superfície articular
ligamento patelar medial proximal da patela e a superfície cranial distal do fêmur
Administra substância contrairritante (Iodo): promove desmite e (instabilidade patelar)
consequente processo inflamatório, fazendo contração do Ultrassonografia - determina o local correto indicado para realizar
ligamento - reduzindo capacidade de expansão, mimetizando a incisão, visando não atingir outras regiões
ganho de tônus
Cirúrgico:
Desmotomia do ligamento patelar medial: Incisão de pele
(3cm), Faz secção do ligamento patelar medial, dermorrafia PRÉ-OPERATÓRIO
Animal sedado, em estação, contido no tronco

PÓS-OPERATÓRIO Anestésico local - ligamento patelar medial

espaço reduzido
exercício controlado por 90 dias
programa de condicionamento físico conservador
Layla Marques TENOTOMIAS
Secção tendão
E DESMOTOMIAS
Secção ligamento

O QUE É?
Processo inflamatório da lâmina dos casco
FASES DA LAMINITE SINAIS CLÍNICOS
TEORIAS PARA OCORRÊNCIA 1. Desenvolvimento: não há sinais clínicos, mas o evento que
ocasionará a laminite já está ocorrendo, como cólica;
Claudicação dos membros torácicos, bilateral - normalmente acomete
membros torácicos e animal joga peso para os membros pélvicos
Vascular: Tem disfunção da vascularização digital, ocorre edema das lâminas e troca constante de apoio e posição de defesa dos membros afetados
retenção de placenta...
necrose por falta de suprimento sanguíneo Aumento de pulso das artérias digitais palmares e plantares
2. Aguda: Início da dor e sinais clínicos (24h-72h) -
elevação da temperatura do casco
Metabólica (+comum): Cólica leva a desbalanço da microbiota intestinal, imprescindível iniciar tatamento paara impedir avanço, como Alteração da conformidade do casco - laminite cornica
queda do pH (bactérias lácticas sobressaem), morte de bactérias gram- crioterapia
negativas que liberam endotoxinas que atuam 3. Subaguda: Até 3 meses se não tiver rotação
diretamente no casco, nas células das lâminas epidérmicas (endotoxemia) 4. Crônica: quando ocorre rotação da 3º falange
ocasionando liberação de citocinas que levam a vasoconstrição e Lâminas dérmicas unem a 3º falange ao casco, devido à força
vasodilatação periférica, provocando laminite exercida sob a falange, ela é tracionada para baixo e para trás
. Se há enfraquecimento dessa estrutura por processo RADIOGRAFIA
Enzimática: Produção excessiva de metaloproteinases que atuam nas células, inflamatório, a falange rotaciona. Perda do paralelismo do casco com a
levando a lise celular e causando alteração no tecido, levando a laminite margem dorsal da falange distal (3º)
Síndrome do afundamento da 3º

LAMINITE
falange - casos graves
reabsorção óssea da 3º falange

PÓS OPERATÓRIO
Bandagem compressiva - por 2 meses TRATAMENTO
técnica de ferrageamento - manutenção do ângulo do Tratar causa - retenção de placenta, cólica...

PRÉ-OPERATÓRIO
casco (maior no talão) AINES, antitóxicos, vasodilatadores
limitação de movimento Fase de desenvolvimento: Trata o fator predisponente para prevenir endotoxemia
gerar diminuição do ponto de quebra do casco Estação Fase aguda: direcionar para fase subaguda, fazer controle da dor e reduzir processo
bloqueio local inflamatório com gelo (48h-72h do começo dos sinais), uso de AINES e fazer
manutenção da 3º falange dando aporte para o casco

TENOTOMIA Crioterapia - gelo ↓ metabolismo do casco e é antiinflamatório


Fase subaguda: proteção do dígito
tendão flexor digital profundo
Fase crônica: estabiliza a falange distal com ferrageamento terapêutico (botinha),
2 abordagens:
ângulo maior nos talões e apoio para ranilha e sola e melhorar perfusão para evitar
Quartela
tensão do flexor digital profundo... ou tratamento cirúrgico (Tenotomia de flexor digital
metacarpiano (melhor): incisão no terço médio do
profundo)
metacarpiano, divulsiona a bainha tendínea e
identifica o tendão, fazendo sua secção

O tendão é uma estrutura fibrosa, grossa, rija e flexível, de


coloração esbranquiçada, que une os músculos aos ossos
Layla Marques TENOTOMIAS E DESMOTOMIAS
SINAIS CLÍNICOS Secção tendão Secção ligamento

O QUE É? Claudicação intermitente e de apoio (troca constantemente o


apoio)
TRATAMENTO
Semelhante ao anterior claudicação crônica - frequentemente bilateral e graus diferentes
inflamação do osso pode ocorrer e o tendão passa na face plantar e palmar do apoio cuidadoso Conservativo: atua na redução de dor
sesamóide distal exercendo pressão, causando os sinais clínicos encastelamento com aumento do talão vasodilatadores
proteção do casco (ferrageamento)
diminuição da tensão biomecânica

TEORIAS INFLAMAÇÃO NAVICULAR DIAGNÓSTICO Cirúrgico:


Desmotomia do Lig. suspensor do navicular: Acesso
Sinais clínicos bilateral (medial e lateral) seccionando o ligamento
Alterações circulatórias (menos aceita): tromboplastina e fatores
Teste de rampa - aumenta claudicação Desmotomia do check inferior (lig. acessório do tendão
de agregação plaquetária - trombose e isquemia
teste de bloqueio - animal para de mancar flexor digital profundo): incisão no terço médio e proximal
Biomecânica: contínua pressão e fricção entre o tendão flexor
Radiografia do carpo, identiica o ligamento acessório e faz a
digital profundo e a superfície flexora do osso navicular, associadas
Ultrassom desmotomia liberando a tensão.
a fatores de risco -> leva a degeneração estrutural
Neurectomia nervo digital palmar:
Degenerativas: bursite, remodelamento ósseo
último recurso, pode ter complicações graves

SÍNDROME DO NAVICULAR
Insensibilidade: sem tato, pode acabar tendo lesão
PÓS-OPERATÓRIO mais grave
Dor neurológica: nervo tenta cicatrizar - neuroma
curativo simples neurorrafia evita neuroma
AINES Deve ser bilateral
Analgésicos
Podotrocleose / sesamoide distal

CONSTRIÇÃO LIG. ANULAR


O QUE É?
O ligamento anular abraça: tendões flexores; sesamóides;
ligamento suspensor do boleto
Processos inflamatórios, principalmente de tendões, acabam
atingindo região de boleto (onde o ligamento fica) e causando
aumento da bainha tendínea e o ligamento anular faz constrição
comprometendo a vascularização.

MANUTENÇÃO
SINAIS CLÍNICOS TRATAMENTO Ferrageamento terapêutico om
prolongamento de talão como
Distensão de bainhas tendíneas proximais Conservador (5mm): Descanso, gelo,
tratamento conservador
Espessamento de ligamento antiinflamatório
Formação de cinta constritora na região palmar de boleto Cirúrgico (8mm): Realiza o acesso na
Claudicação crônica - pode ter agudização da inflamação face plantar/palmar, incisão de pele entre
Confirma por Ultrassom - acima de 5mm esta inflamado; acima
de 8mm indica desmotomia ligamento anular
os sesamóides, identifica o ligamento
anular e faz a desmotomia - ligamento é
PÓS-OPERATÓRIO
Bandagem compressiva - 2 a 4 semanas
superficial
AINES
repouso
Layla Marques TENOTOMIAS E DESMOTOMIAS
TRATAMENTO Secção tendão Secção ligamento

O QUE É? PÓS-
Casos brandos e por plantas tóxicas: retira animal do local
da planta, com condicionamento físico e antiinflamatórios
Hiperflexão involuntária do membro na fase de elevação do
passo
melhora
Casos mais graves: Miotenectomia do tendão extensor OPERATÓRIO
Contrário da fixação dorsal da patela - que tinha digital lateral Bandagem
hiperextensão do membro Abaixo do tarso - faz duas incisões, sendo a primeira Antibióticoterapia
sobre o tendão extensor digital lateral (local de inserção
do tendão extensor digital longo) e a segunda sobre o
músculo extensor digital lateral. - retira toda estrutura
FORMAS tenomuscular

Clássica: Unilateral, origem idiopática que leva a

HARPEJAMENTO EQUINOS
inflamaçãao da musculatura extensora digital lateral
Australiano: Bilateral, ocorre em surtos por plantas tóxicas
(almeirão do campo) - degeneração neuromuscular e
axonopatia periférica - m. extensor digital longo e lateral

O QUE É?
Contração espástica do músculo gastrocnêmio, fazendo com que
fique extendido - semelhante ao sinal da fixação dorsal de patela
PARESIA ESPÁSTICA TRATAMENTO
Neurectomia parcial do nervo tibial: menos usual pela
dificuldade de localizar o ramo do nervo ligado o gastrocnêmio

BOVINOS
tem como identificar o nervo através de eletroejaculador

Tenectomia do tendão do músculo gastrocnêmio: mais usual


próximo ao jarrete, na face caudolateral, identifica o tendão do
músculo gastrocnêmio e o secciona.

COMO DIFERENCIAR DE
FIXAÇÃO DE PATELA
Exame físico
membro na fixação de patel não flexiona, na paresia sim
não tem dor nem sinais de inflamação na paresia, apenas
alteração da biomecânica
Caráter hereditário
Prevalente em animis jovens

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