Manual do TCC em Biomedicina UNIP
Manual do TCC em Biomedicina UNIP
Trabalho de Curso
Curso Superior em Biomedicina
Sumário
1. INTRODUÇÃO............................................................................................................................. 3
2. ORIENTAÇÕES GERAIS............................................................................................................ 4
12. BIBLIOGRAFIA.......................................................................................................................... 38
ANEXO 1 ......................................................................................................................................... 39
ANEXO 2 ......................................................................................................................................... 40
ANEXO 3 ......................................................................................................................................... 41
“O pesquisador que não souber o que está procurando, não compreenderá o
que encontrar.”
Claude Bernard
1. INTRODUÇÃO
3
Admitimos que o TCC ofereça ao aluno a possibilidade de articular os conhecimentos
desenvolvidos ao longo da graduação nas diferentes disciplinas que compõem a matriz
curricular do curso de Biomedicina e que seja também considerado pelo aluno como uma
etapa antecessora a possíveis cursos de especialização, mestrado e doutorado.
2. ORIENTAÇÕES GERAIS
4
Depois de selecionada e justificada a escolha pelo tema, o trabalho será, a partir desta
etapa, encaminhado a um dos docentes designados previamente pela Coordenação do
curso, para que ele avalie e possa colaborar com a escolha e melhor direcionamento do
tema. O professor designado para tal função exercerá o papel de Professor Orientador.
Orientadores e alunos manterão contato e se comunicarão para as devidas orientações
e esclarecimentos sobre as etapas de postagens a serem realizadas no sistema nas suas
inúmeras fases.
A frequência e a regularidade dessas postagens serão controladas pelo professor
orientador e todos os alunos deverão tomar ciência das tarefas a serem cumpridas no
período que transcorrerá entre uma postagem e outra. O TCC NÃO poderá ser realizado
em grupos.
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ou seja, estabelecer relações entre fenômenos e não os conceber como fenômenos isolados
de um contexto” (HÜBNER, 1998).
Assim, admitimos que os alunos, ao elaborarem seu TCC, primem pela qualidade
acadêmico-científica de seus textos, sendo criteriosos o bastante para que os resultados
de seus trabalhos sejam validados na comunidade científica. Espera-se que produzam
textos coerentes, isentos de julgamentos (isto é, sem o uso exagerado de adjetivos),
calcados em descrições que possibilitem inferências e a tomada de posições equilibradas
e fundamentadas.
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Ao longo das duas etapas destinadas à elaboração do TCC, o aluno deverá cumprir as
seguintes etapas/diretrizes:
A seguir algumas dicas que podem ser úteis para a elaboração do trabalho de conclusão
de curso:
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4. Trabalhe sempre com a versão corrigida do trabalho e a nova versão, pois isso dá
tanto ao orientador quanto aos próprios alunos a possibilidade de relembrar os comentários
já feitos em etapas e orientações anteriores.
Os artigos científicos são uma produção textual com os principais resultados de uma
pesquisa acadêmica. Em geral, são publicados em revistas científicas, que são veículos que
exigem um formato mais direto e conciso. O conteúdo costuma ser mais crítico em relação
às ideias discutidas.
Os artigos científicos são aqueles que seguem um protocolo específico e restrito, além
de respeitar o método científico ao buscar conclusões em respostas. Eles são responsáveis
pela maior parte da criação de conhecimento e tecnologia, ainda que sejam muito focados
em repetições de processos e adaptações de ideias de outros.
Os artigos de revisão são aqueles que têm por função provar ou desacreditar o que
foi originalmente descrito em um artigo de outro tipo. Em geral, é um relatório de uma
repetição da mesma experiência realizada anteriormente, de forma a testar se os resultados
serão os mesmos, podendo ser feito de forma teórica ou por experimentação.
Os artigos originais são aqueles que demonstram temas e abordagens inéditos,
explorando e expandindo as fronteiras do conhecimento humano. O método mais comum
é a descrição de um caso que demonstra uma nova teoria ou o debate sobre uma ideia
inédita, podendo ser feito de forma teórica ou por experimentação.
Então, é necessário que o artigo aborde temas relevantes para a comunidade científica.
Os artigos científicos são fundamentais para a disseminação e democratização do
conhecimento, já que pesquisadores de diversos locais do Brasil e do mundo saberão o que
está sendo feito e pensado em relação a determinado assunto.
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Para a confecção de um artigo científico vários passos devem ser destacados.
2. Também com a ajuda de um professor orientador, assim como da sua própria vivência
acadêmica, é hora de reunir uma boa bibliografia e começar a revisão de literatura. Esse
passo é fundamental em qualquer pesquisa, pois você precisa conhecer o “estado da arte”
do seu objeto de pesquisa, isto é, tudo o que já foi feito sobre ele até ali.
4. Durante a escrita, nunca deixe de lado a ética acadêmica. Isso significa não plagiar
ideias nem conclusões, muito menos colocar palavras na boca de ninguém. Então, busque
a originalidade em suas reflexões e, sempre que citar o trabalho de outros pesquisadores,
não invente nada falso e saiba onde terminam os argumentos de alguém e começa a
sua interpretação.
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6. Por fim, revise cuidadosamente seu trabalho, tanto no que se refere à norma
padrão da língua portuguesa — coesão, coerência, ortografia, pontuação etc. — quanto ao
conteúdo da pesquisa. Se possível, peça para que um professor da área leia e dê um parecer
antes de tentar publicá-lo em revistas científicas.
3. Para que fazer? A resposta a essa questão está nos propósitos do estudo, ou seja,
nos seus objetivos gerais e específicos. É fundamental que seus objetivos sejam claros, pois
eles nortearão todo o trabalho metodológico que será desenvolvido.
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5. Com quem fazer? A resposta a essa questão está vinculada às pesquisas que, por
utilizarem recursos de estatística, ou por serem pesquisas empíricas, devem selecionar uma
amostra entre a população-alvo e seu estudo.
7. Com o que fazer? Recursos, custeio. Muitas das monografias apresentadas por
alunos, devido ao interesse do assunto e da área específica, podem ser financiadas por
órgãos de pesquisa ou pela própria universidade.
11
Fonte: Pereira (2001, p. 30).
Apesar do que fora descrito na tabela acima, um artigo científico submetido a uma revista
científica está sujeito às regras do corpo editorial de cada revista em que tais seções podem
ser elaboradas de forma distinta. Para elaboração do TCC, sugerimos a organização do
trabalho conforme será descrito no capítulo 7 deste manual, item 7.1.
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O professor orientador precisa ser organizado e estabelecer, ao longo do período,
tarefas claras e objetivas ao ALUNO;
O professor orientador precisa sugerir leituras ao ALUNO;
O professor orientador poderá indicar ao ALUNO as modificações a serem efetuadas
no trabalho, porém nunca redigir trechos do trabalho.
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O relacionamento entre pesquisador e participantes da pesquisa deve ter
caráter formal.
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8.1 Elementos que compõem o TCC
Após o aluno ter cursado a disciplina Projeto Técnico-científico Interdisciplinar, a
sequência do trabalho dar-se-á na disciplina de Produção Técnico-científica Interdisciplinar
que deverá ser cursada no semestre em que a disciplina estiver sendo oferecida, ou seja,
no 8º semestre.
O aluno também será acompanhado nesta 2ª etapa pelo professor orientador que lhe
oferecerá os subsídios para que bem possa prosseguir com seus estudos. O aluno deverá
estar atento ao calendário de postagens, bem como a cada uma das fases requeridas para
cada período, de forma que o professor possa efetuar sua orientação. Nesta 2ª etapa é
chegado o momento de o aluno desenvolver com mais propriedade, e maior profundidade,
o tema escolhido. Na forma de artigo científico, o TCC deverá ser apresentado seguindo os
elementos destacados a seguir:
Elementos pré-textuais
Capa;
Folha de rosto;
Folha de aprovação.
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Elementos textuais
Resumo;
Abstract;
Introdução (contextualização do tema, problema de pesquisa, justificativa, hipóteses
e referencial teórico);
Objetivos;
Metodologia;
Resultados e discussão;
Considerações finais ou conclusões.
Elementos pós-textuais
Referências bibliográficas.
a) Capa
Contém elementos que auxiliam na identificação do trabalho:
Nome da Instituição de Ensino;
Departamento;
Nome e RA do aluno;
Título e subtítulo do trabalho;
Local e ano de produção do trabalho.
Margens: sup. – 3 cm; inf. – 2 cm; esq. – 3 cm; dir. – 2,5 cm.
16
Fonte: adaptado de: ABNT (2023).
17
b) Folha de rosto ou contracapa
Contém os elementos mais significativos relativos à identificação dos indicados na capa
e mais alguns secundários importantes para identificação do trabalho, além de apresentar
a finalidade acadêmica do estudo seguindo o exemplo utilizado quando do projeto, claro
que agora adaptado para o TCC.
Local e data
Dados da Banca Examinadora (se Projeto não deve constar) – Obrigatório apenas nos
TCC finalizados
18
Margens: sup. – 3 cm; inf. – 2 cm; esq. – 3 cm; dir. – 2,5 cm
19
Fonte: adaptado de: ABNT (2023).
20
8.1.2. Elementos textuais
21
Fonte: adaptado de: [Link]
instituto-de-ciencias-da-saude/avaliacao-do-conhecimento-da-populacao-sobre-hepatite-b-e-outras-
doencas-sexualmente-transmissiveis-em-moradores-da-cidade-de-sao-paulo/
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com, aproximadamente, 300 palavras – em fonte Arial ou Times New Roman, tamanho 12
e espaçamento entrelinhas simples –, em que o autor apresenta uma síntese do conteúdo
do trabalho, destacando os aspectos mais relevantes, a metodologia e a fundamentação
teórica que deram sustentação às discussões apresentadas. O resumo visa fornecer ao leitor
elementos que lhe permitam decidir sobre ler ou não o trabalho, em função da relevância
para seu próprio contexto.
O resumo deve ser escrito na língua em que está redigido o trabalho, organizado por
meio de frases e nunca em tópicos enumerados. Após o texto do resumo, deverão aparecer
as palavras-chave (descritores) sugeridas pelo autor como referência do trabalho em meio
eletrônico. Segue um exemplo de resumo.
c) Introdução
Iniciada em uma nova página, a introdução da monografia merece atenção especial
do autor. Muitas vezes, ela é considerada de pouca importância, mas é exatamente nessa
seção que todo o conteúdo do trabalho é apresentado ao leitor. Duas ou três páginas
deverão ser reservadas para a introdução e é aí que o autor delimitará o assunto sobre o
qual versará o trabalho e o justifica.
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Segundo Machado (2001):
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Por que mais um trabalho sobre esse tema?
Em que este é diferente dos outros?
Por que essa diferença é relevante?
O que meu trabalho muda no conjunto de textos sobre o mesmo assunto?
Por que ele deve ser lido? Por quem?
O que o leitor vai encontrar de interessante, de substancial e atrativo em
meu trabalho?
d) Objetivos
Muitas vezes, o autor opta por retomar o objetivo em muitos momentos do
desenvolvimento do texto, correndo o risco de apresentá-lo de diferentes maneiras e,
inclusive, de cair em contradições. Para que isso não ocorra, sugerimos que sempre que o
objetivo do trabalho for explicitado no texto, seja destacado ou indicado a partir de uma
marca gráfica, possibilitando, no momento de revisão final, comparar tais enunciados e
corrigir inadequações e/ou contradições.
No entanto, vamos utilizar os objetivos em um tópico separado e da seguinte forma:
gerais (relacionados ao tema: contexto macro) e específicos (relacionados ao assunto
escolhido: contexto micro).
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e) Metodologia
Nesse capítulo, o autor deverá descrever, em detalhes, os procedimentos utilizados
nas diversas fases da pesquisa e da elaboração do texto. Procedendo dessa forma, dará
oportunidade a outros pesquisadores e aos leitores do trabalho de acompanhar todos os
passos e pensamentos do autor, entender sua lógica de pensamento em relação à análise dos
dados e até mesmo iniciar uma nova pesquisa, com base no encaminhamento apresentado.
Quando, na metodologia, o autor explicita claramente os procedimentos escolhidos para a
condução da pesquisa, o leitor – mesmo que não conheça a teoria na qual o trabalho está
sustentado – é capaz de compreender os resultados de sua análise de dados. Pressupõe-se
também que, quando a metodologia é apresentada de maneira clara, objetiva e detalhada,
outros pesquisadores podem replicar o trabalho.
Um procedimento interessante para os pesquisadores é a manutenção de um diário de
pesquisa, anotando tudo o que estiver sendo feito para chegar aos resultados da pesquisa.
Frequentemente, fazemos muito mais coisas do que dizemos ter feito no capítulo de
metodologia. Por isso, notas do diário poderão ser muito úteis (MACHADO, 2001).
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f) Resultados e discussão
Nesse capítulo, o autor de um artigo apresenta seus resultados e não só exercita sua
capacidade de argumentação, mas também trabalha com critérios de coerência e coesão
na elaboração do texto, aspectos muito importantes para dar validade científica ao
trabalho apresentado.
Os dados, analisados à luz da teoria apresentada na fundamentação teórica, estarão
à mercê dos argumentos do autor. Para isso, ele recorrerá a explicações, análises,
esclarecimentos de ambiguidades e descrições que ofereçam ao leitor condições de
compreender o encaminhamento do raciocínio na busca por comprovações do aspecto
pesquisado. É importante ressaltar que discussões com base nas posições teóricas vão
requerer sempre que o autor examine posições contrárias, estabeleça confrontos, compare,
fazendo uso de um processo dialógico na elaboração do texto.
As análises realizadas deverão ser rigorosamente orientadas pelos professores
orientadores de acordo com sua área de saber metodológico e acadêmico.
Vale lembrar ainda que o capítulo de discussão dos resultados requer do pesquisador a
habilidade de tecer uma rede de significados que perpassem as informações, os dados, as
teorias apresentadas no decorrer da monografia. É o momento de assumir posicionamentos
e buscar a integração teoria/prática, em direção ao objetivo proposto no início do trabalho.
Esse fator é o mais relevante em se tratando de aferir os resultados da pesquisa e avaliar o
seu significado para o crescimento do conhecimento científico (SEVERINO, 2002).
E mais: o capítulo de discussão é, fundamentalmente, um capítulo pautado em debates
e questionamentos. Assim, o pesquisador precisa estar preparado para responder seus
próprios porquês e apresentar essas respostas com clareza, pois serão elas, quando bem
fundamentadas, que farão emergir os resultados da pesquisa.
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g) Considerações finais
As conclusões, mesmo sendo a parte menos extensa, têm importância fundamental.
Devem conter considerações e síntese a respeito das análises, apresentando aspectos
convergentes e/ou divergentes observados ao longo do desenvolvimento do trabalho, além
de comentários sobre sua aplicabilidade e contribuição.
“A conclusão não é uma ideia nova, um pormenor ou apêndice que se acrescenta ao
trabalho; nem tampouco um resumo dele” (GUIDIN, 2003, s.p.). O tema discutido, anunciado
na introdução do trabalho e retomado em seu desenvolvimento, desemboca na conclusão,
de forma lógica e natural, como decorrência. É nela que proporcionamos ao leitor recapitular
os passos significativos do trabalho e, para isso, faz-se necessário retomar não somente o
objetivo, mas também a caminhada do trabalho. A conclusão situa o leitor em relação às
partes do trabalho.
É na conclusão, momento culminante da monografia, que as experiências pessoais e
novas perspectivas dos autores podem vir à tona, de certo modo, resgatando os objetivos
propostos inicialmente e as lacunas suscitadas na introdução.
Interessante lembrar que, enquanto na introdução existe a preocupação com a
delimitação do tema, na conclusão, o sentido maior está em vislumbrar novas possibilidades
para tratamento desse mesmo tema. Essas possibilidades podem ser oferecidas ao leitor
como sugestões para pesquisas posteriores.
Quanto às qualidades do texto referente às conclusões, é importante lembrar que suas
características são:
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por meio de marcas pessoais, não deixando de apresentar novas rotas para a continui-
dade do trabalho.
a) Referências bibliográficas
A exigência, em qualquer publicação científica, é que seja elaborada uma seção de
referências bibliográficas. No entanto, é importante que o autor conheça a diferença entre
referências bibliográficas e bibliografia.
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Como as citações estão diretamente relacionadas às referências bibliográficas,
apresentamos a seguir alguns exemplos para a elaboração das referências bibliográficas:
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Exemplo: quando a obra apresenta três ou mais autores
BEDNY, Gregory Z. et al. Activity Theory: history, research and application. In: Theoretical
Issues in Ergonomics Science, v. 1, 2000, n. 2, p. 168-206.
LEMBRE-SE: IMPORTANTE
Na etapa de PTCI 1 (projeto) o trabalho deverá ser entregue ao final do semestre letivo
contendo os seguintes elementos:
Pré-textuais:
Capa (seguir modelo);
Contracapa (sem os dados da banca examinadora) (seguir modelo).
Textuais:
Introdução;
Objetivos;
Metodologia;
Cronograma de execução (ver modelo).
Pós-textuais:
Referências bibliográficas (conforme exemplos).
Na etapa de PTCI 2 (produção) deverão ser entregues todos os itens finalizados e revisados
para avaliação. O trabalho deverá conter no mínimo 15 (quinze) páginas, não considerando
a capa e as referências bibliográficas (fora desse padrão, o trabalho somente será aceito
com anuência do professor orientador).
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9. A LINGUAGEM DO ARTIGO CIENTÍFICO
Uma discussão relevante para a elaboração do texto diz respeito à escolha da pessoa
do discurso. Embora haja práticas legitimadas sobre esse aspecto, cada vez mais, os
textos da introdução de trabalhos e das seções de desenvolvimento vêm sendo escritos em
primeira pessoa (eu/nós). É importante, no entanto, que esse aspecto seja discutido com o
orientador do trabalho.
Vale lembrar que, caso a opção seja pela linguagem científica, o autor deve redigir o
texto na voz passiva – foi observado, foi elaborado –, na terceira pessoa do singular com o
pronome se, ou por expressões como o presente estudo, a presente pesquisa.
Há, ainda, a opção de desenvolver o texto em primeira pessoa do plural, considerando-
se que o trabalho tenha sido desenvolvido pelo aluno e por seu orientador.
Ao desenvolver o texto em primeira pessoa do singular, o autor não necessariamente
deve prescindir de fazer referência a outros estudos ou de se posicionar como pertencente
a um grupo com determinadas convicções e posicionamentos teóricos.
Considerando as diferentes partes que compõem o texto de um artigo científico, é
importante ressaltar que a linguagem se presentifica de diferentes e bem marcadas formas,
influenciando na qualidade e na validade do texto construído.
É possível perceber que a linguagem caminha por diferentes tipos de discurso, com
marcas ora expositivas, ora narrativas, percorrendo a descrição, a análise e a crítica
(BRANDÃO, 2001).
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Essa função “objetiva” não impede, entretanto, que seja permeada de elementos
analíticos, argumentativos ou críticos. Em verdade, a participação do pesquisador
se concretiza – o que não é pouco – desde a seleção do material, isto é, quando
faz os recortes teóricos, criativos ou críticos incorporados em seu texto e no modo
como distingue esses dados “objetivos” das suas próprias interpretações sobre eles.
Embora, rigorosamente falando, não exista em estado “puro”, podemos chamar de
“objetiva” aquela linguagem que procura apreender os fatos ou outra linguagem
em seus próprios elementos constitutivos, independentes de interpretação do
pesquisador e, “subjetiva” aquela linguagem que expressa reflexões pessoais,
opiniões ou propostas do pesquisador, devidamente fundamentadas, e não
confundidas com afirmações que apenas denunciam reações afetivas de agrado
ou desagrado.
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9.4 Linguagem crítica
A linguagem crítica se caracteriza nas monografias pela emissão de opiniões e
conclusões do autor, após o exaustivo questionamento a que submeteu os dados coletados
ou o corpus de análise. Segundo Brandão (2001, p. 31):
Em cada uma das etapas, o trabalho será avaliado conforme os critérios abaixo descritos.
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b) Apresentação: 15%
Aspectos formais;
Redação do trabalho.
b) Apresentação: 20%
Aspectos formais;
Redação do trabalho.
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c) Elaboração do trabalho: 40%
Redação adequada de todos itens;
Coesão e coerência;
Argumentação sólida dos resultados;
Conclusões objetivas e condizentes com a proposta de estudo e apresentação de
perspectivas futuras.
d) Banca: 30%
Capacidade de explanação e de arguição;
Domínio do tema.
DIAS, R.; TRALDI, M. C. Monografia passo a passo. 1. ed. Campinas/São Paulo: Editora
Alínea, 1998.
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D’ONOFRIO, Salvatore. Metodologia do trabalho intelectual. São Paulo: Atlas, 1999.
LEFFA, V. J. Como produzir materiais para o ensino de línguas. In: LEFFA, V. J. (Org.)
Produção de materiais de ensino: teoria e prática. 2. ed. Pelotas: Educat, 2007. Disponível
em: [Link]
MACHADO, Anna Rachel (notas de aula). Gênero Tese. LAEL – PUC-SP, 2001.
SALOMON, Décio Vieira. Como fazer uma monografia. 3. ed. São Paulo: Martins
Fontes, 1995.
VICTORIANO, Benedicto A. D.; GARCIA, Carla C. 1996. Produzindo monografia. São Paulo:
Publisher Brasil, 1999.
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12. BIBLIOGRAFIA
DEMO, P. Pesquisa: princípio científico e educativo. 14. ed. São Paulo: Cortez, 2011.
RUIZ, J. A. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. 6. ed. São Paulo:
Atlas, 2011.
SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 24. ed. São Paulo: Cortez, 2016.
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ANEXO 1
Para esclarecimento os “X” são uma representação de indicação de quando se planeja executar
determinada tarefa, sendo que cada tarefa pode durar mais do que um período. Por exemplo, na
tabela, o item REDAÇÃO DO ARTIGO CIENTÍFICO está indicando que a redação ocorrerá de
agosto a outubro. Isto posto, se o autor entender que necessitará de mais tempo para cumprir
esta etapa, o mesmo deve indicar no cronograma adicionando o “X”, por exemplo, nas colunas
NOV e DEZ.
Outro detalhe importante é que a descrição das etapas como apresentado na tabela acima de 1
a 8 pode ser elaborada a critério do pesquisador conforme planeja executar a pesquisa; não existe
regra, mas lembre-se, cronogramas são para serem seguidos.
O cronograma na forma de tabela, como apresentado acima, deverá estar anexo em todas as
postagens que forem realizadas ao longo do PTCI1 e do PTCI2, conforme pode ser observado
na leitura detalhada das etapas de postagens constantes do anexo 2 (cronograma de postagens
e mínimo requerido PTCI-1) e anexo 3 (cronograma de postagens e mínimo requerido PTCI-2).
ANEXO 2
Acrescentar na sequência: