0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações8 páginas

Diagnóstico e Tratamento da Asma

ASMA NA APS

Enviado por

Mariana Souza
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações8 páginas

Diagnóstico e Tratamento da Asma

ASMA NA APS

Enviado por

Mariana Souza
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

ASMA

Características típicas da asma, que aumentam a probabilidade do diagnóstico em


adultos, adolescentes e crianças a partir de seis anos, são:
-Mais de um sintoma respiratório (sibilância, dispneia, tosse ou desconforto
torácico), especialmente nos adultos;
-Sintomas pioram à noite ou no início da manhã;
- Sintomas variam com o tempo e em intensidade;
- Sintomas são desencadeados por gatilhos como infecções virais, exercício,
exposição a alérgenos, modificações no clima e irritantes específicos (fumaças,
odores fortes, cigarro).

Testes de função pulmonar


Os testes de função pulmonar são realizados para confirmar a limitação variável do
fluxo aéreo respiratório.
A espirometria é o exame mais utilizado. Entretanto, uma espirometria normal
não exclui o diagnóstico de asma, sobretudo em pacientes com características
clínicas altamente sugestivas ou com sintomas intermitentes e que estão fora de
crise no momento do exame.

Diagnóstico

VEF1/CVF reduzida (valor < 0,75 – 0,80 no adulto e < 0,90 na criança) em pelo
menos uma medida durante o processo de investigação de um paciente com VEF1
reduzido; E
Teste positivo para reversibilidade do fluxo aéreo com o uso de broncodilatador
(valor de VEF1 aumenta em 7% em relação ao previsto e 200 mL em relação à linha
de base).

Diagnóstico diferencial
DPOC = padrão obstrutivo sem resposta ao broncodilatador, especialmente em
pacientes tabagistas.
Padrão restritivo = doença pulmonar intrínseca, como a doença pulmonar
intersticial; doenças neuromusculares; ou condições extrínsecas, como os
distúrbios da parede torácica ou da pleura.

-Idealmente, as pessoas que forem realizar a espirometria não devem estar sob
efeito de medicamentos broncodilatadores.
-Pacientes com suspeita de tuberculose pulmonar bacilífera não devem fazer a
espirometria.

Avaliação do controle da doença e fatores de risco de gravidade

Controlada quando o paciente não tem limitação de suas atividades diárias, não
apresenta despertar noturno devido à asma e apresenta sintomas diurnos e
necessidade de medicação de resgate inferior a duas vezes por semana, nas
últimas 4 semanas.

Definindo a gravidade da asma


Leve: a asma pode ser controlada utilizando a terapêutica do STEP 1 ou STEP 2.
Moderada: a asma pode ser controlada utilizando a terapêutica do STEP 3 ou STEP
4.
Grave: quando o paciente necessita de doses altas de corticoide inalatório,
independentemente de a doença estar controlada ou não.
Tratamento de manutenção ficou da seguinte forma:
• STEP 1 – Asma Intermitente: utilizar para alívio sintomático conforme a
necessidade – Corticoide inalatório de baixa dose + β2-agonista de longa
duração (LABA) (preferência pelo formoterol)
o Alternativa 1: utilizar para alívio sintomático conforme a necessidade
– Corticoide inalatório de baixa dose + β2-agonista de curta duração
inalatório (SABA)
o Alternativa 2: utilizar para alívio sintomático conforme a necessidade
apenas β2-agonista de curta duração inalatório (SABA)
(Comentário para crianças entre 6-11 anos: é o mesmo tratamento preconizado
acima)
• STEP 2 – Asma Persistente Leve: uso diário de Corticoide inalatório de baixa
dose ou utilizar para alívio sintomático conforme a necessidade –
Corticoide inalatório de baixa dose + β2-agonista de longa duração
(LABA) (preferência pelo formoterol)
o Alternativa 1: Antileucotrieno
o Alternativa 2: Utilizar para alívio sintomático conforme a necessidade
– Corticoide inalatório de baixa dose + β2-agonista de curta duração
inalatório
o Em situações que necessitem de alívio sintomático imediato
“resgate” (mantendo o tratamento acima):
§ opção a) Conforme necessidade: Corticoide inalatório de
baixa dose + β2-agonista de longa duração (LABA)
(preferência pelo formoterol)
§ opção b) Conforme necessidade: β2-agonista de curta
duração inalatório (SABA)
§ opção c) Conforme necessidade: Corticoide inalatório de
baixa dose + β2-agonista de curta duração inalatório (SABA)
(Comentário para crianças entre 6-11 anos: a melhor opção é o uso diário inalatório
de corticoide em baixa dose)
• STEP 3 – Asma Persistente Moderada: uso diário de Corticoide inalatório
de baixa dose + β2-agonista de longa duração (LABA)
o Alternativa 1: uso diário de Corticoide inalatório de dose média
o Alternativa 2: uso diário de corticoide inalatório de baixa dose +
Antileucotrieno
o Em situações que necessitem de alívio sintomático imediato
“resgate” (mantendo o tratamento acima):
§ opção a) Conforme necessidade: Corticoide inalatório de
baixa dose + β2-agonista de longa duração (LABA)
(preferência pelo formoterol)
§ opção b) Conforme necessidade: β2-agonista de curta
duração inalatório
§ opção c) Conforme necessidade: Corticoide inalatório de
baixa dose + β2-agonista de curta duração inalatório (SABA)
(Comentário para crianças entre 6 – 11 anos: a melhor opção é o uso diário
inalatório de corticoide em dose moderada)
• STEP 4 – Asma Persistente Grave: uso diário de Corticoide inalatório de
dose moderada + β2-agonista de longa duração (LABA)
o Alternativa 1: uso diário de Corticoide inalatório de dose alta
o Alternativa 2: adicionar ao esquema Tiotrópio ou Antileucotrieno
o Em situações que necessitem de alívio sintomático imediato
“resgate” (mantendo o tratamento acima):
§ opção a) Conforme necessidade: Corticoide inalatório de
baixa dose + β2-agonista de longa duração (LABA)
(preferência pelo formoterol)
§ opção b) Conforme necessidade: β2-agonista de curta
duração inalatório (SABA)
§ opção c) Conforme necessidade: Corticoide inalatório de
baixa dose + β2-agonista de curta duração inalatório (SABA)
(Comentário para crianças entre 6 – 11 anos: é o mesmo tratamento preconizado
acima)
• STEP 5 – Asma Persistente Grave Refratária: uso diário de Corticoide
inalatório de alta dose + β2-agonista de longa duração, podendo
adicionar outros medicamentos ao esquema como tiotrópio e anti-IgE. Isso
porque, deve-se realizar fenotipagem e avaliar a adição de imunobiológico
de manutenção (anti-IgE, anti-IL5, anti-IL4R, anti-IL5R)*. A prescrição de
Azitromicina 3 dias na semana reduz as exacerbações, porém a
resistência antibiótica aumenta.
o Alternativa: adicionar ao esquema acima corticoide sistêmico em
baixa dose para manutenção
o Em situações que necessitem de alívio sintomático imediato
“resgate” (mantendo o tratamento acima):
§ opção a) Conforme necessidade: Corticoide inalatório de
baixa dose + β2-agonista de longa duração (LABA)
(preferência pelo formoterol)
§ opção b) Conforme necessidade: β2-agonista de curta
duração inalatório (SABA)
§ opção c) Conforme necessidade: Corticoide inalatório de
baixa dose + β2-agonista de curta duração inalatório (SABA)
o *Se fenótipo inflamatório tipo 2, opções medicamentosas incluem
Omalizumabe, Dupilumabe e Mepolizumabe
(Comentário para crianças entre 6 – 11 anos: é o mesmo tratamento preconizado
acima)

Terminologias Utilizadas;
• Tratamento de manutenção: refere-se ao uso diário de medicamentos para
controlar a asma.
• Medicação de controle: tem como objetivo controlar os sintomas da asma
e reduzir o risco de crises futuras.
• Medicação de alívio: utilizada quando necessário para aliviar os sintomas
da asma.
• Anti-inflamatório de alívio: medicação de alívio que contém corticoide
inalatório e broncodilatador.
• Terapia MART (ou SMART): sigla para Manutenção e Alívio com corticoide
inalatório e formoterol.

O tratamento para a crise de asma em crianças maiores de 6 anos e adultos,
segundo o GINA 2023:
1. Crise leve a moderada
• Broncodilatador de curta duração (SABA): Administre 4-10 inalações de
um beta2-agonista de curta duração (como salbutamol) por meio de
inalador com espaçador, repetindo a cada 20 minutos na primeira hora.
• Corticosteroides orais (se indicado): Para pacientes que não respondem
especificamente ao SABA ou têm fatores de risco para asma grave, pode-se
administrar prednisolona por via oral (1-2 mg/kg até um máximo de 40 mg
em crianças e 50 mg em adultos) por 5 dias.
• Oxigênio suplementar: Mantenha a saturação de oxigênio entre 93-95%
(94-98% em adultos), se necessário.
• Monitoramento: Avaliar o paciente regularmente quanto à resposta ao
tratamento e considerar a internação hospitalar se não houver melhora.
2. Crise grave
• Beta2-agonista de curta duração (SABA): Inalações repetidas de SABA (4-
10 jatos) via espaçador a cada 20 minutos, ou uso contínuo via nebulização.
• Corticosteroides sistêmicos: Administrar corticosteroides orais ou
intravenosos (prednisona oral ou metilprednisolona IV) o mais rápido
possível.
• Ipratrópio: Para crise grave, adicionar ipratrópio em doses de 4-8 jatos via
espaçador a cada 20 minutos por até 3 doses iniciais.
• Oxigênio: Manter uma saturação de oxigênio acima de 93-95%.
• Considerar o uso de magnésio intravenoso: Em pacientes que não
responderam ao tratamento inicial, especialmente se uma crise muito grave,
administrar sulfato de magnésio IV (50 mg/kg até um máximo de 2 g em dose
única).
3. Crise com risco de vida (Asma com risco de morte)
• Beta2-agonista: Nebulização contínua de SABA e ipratrópio.
• Corticosteroides IV: Metilprednisolona IV com doses repetidas conforme
necessário.
• Sulfato de magnésio IV: Pode ajudar a relaxar os músculos das vias aéreas
e é recomendado em asma grave com risco de vida.
• Ventilação assistida (se necessário): Em casos extremos, considere
intubação e ventilação mecânica.

Você também pode gostar