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Tecnologia e Desenvolvimento Cognitivo

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Capítulos 1: o impacto da Tecnologia no desenvolvimento cognitivo

De acordo com o site: colé[Link] o desenvolvimento é uma parte


fundamental na vida do ser humano, Isso porque o sistema cognitivo é o que nos
ajuda a aprender e a usar o que sabemos, seja lembrando, pensando ou imaginando.
Dessa forma, é através do uso do sistema cognitivo que a criança aprende a se
relacionar com as pessoas, objetos, a natureza e tudo ao seu redor. Com isso, a
tecnologia pode acabar impactando de diversas formas nesse desenvolvimento.

1.1 Efeitos na concentração e na atenção


O desenvolvimento cognitivo envolve várias funções cognitivas, e duas delas são a
concentração e a atenção. Muitas pessoas podem achar que são a mesma coisa, mas na
verdade existe diferenças importantes entre os dois conceitos.

A atenção é a capacidade que temos em focar em um estímulo específico e ignorar


outros. É um tipo de processo muito amplo e pode ser influenciado por alguns
fatores como o ambiente e o estado mental. Numa visão geral a atenção é dívida em
algumas formas como atenção seletiva (focar em único estímulo), atenção sustentada
(manter o foco em período mais longo) e a atenção divida (distribuir a atenção
entre múltiplos estímulos)
ref: [Link]

A concentração, por sua vez, é um detalhe mais específico da atenção. É a


habilidade de manter o foco em uma tarefa ou atividade específica, o que geralmente
exige um esforço consciente. Quando estamos concentrados, nos envolvemos mais
mentalmente, e isso é super importante para tarefas que pedem uma análise mais
profunda ou para resolver problemas de forma eficaz.

Referências: [Link]
para-o-dia-a-dia/amp/

Essa capacidade depende do córtex pré-frontal, que é uma parte do cérebro


localizada na frente. Essa região é responsável por controlar nossas funções
cognitivas, comportamentos e emoções. (SUPERA, 2020)

TEODORO, Marcela. A importância da concentração para o dia a dia. Disponível em


[Link]
dia/amp/ acesso em 6 de nov. 2024


[Link]
2017/10/09/glab_unisinos_galileu_01.jpg

Diante disso, a atenção e a concentração são fundamentais na vida do ser humano,


especialmente para crianças e adolescentes, que passam a infância e a adolescência
na escola, onde suas funções cognitivas são requisitadas e desenvolvidas. No
entanto, o uso do smartphone por crianças pode ter um efeito negativo no
desenvolvimento do cérebro e na concentração.

Isso acontece porque o celular é uma fonte inesgotável de estímulos rápidos. Em


poucos minutos, vídeos curtos, comentários, curtidas, jogos e a rolagem do feed nas
redes sociais liberam dopamina no cérebro. A dopamina, conhecida como “hormônio da
felicidade”, é responsável pela sensação de recompensa e prazer. No entanto, a
dopamina pode viciar e gerar um ciclo sem fim; quanto mais contato houver com
estímulos rápidos, mais esse ciclo se intensifica, levando o indivíduo ao vício.

citação:
“Além de a pessoa ter o prazer imediato, ela aumenta a impulsividade e faz com que
dificulte a estratégia de controle de uso. Essa alteração no nosso cérebro pode
acontecer e não se reverter.”

— Julia Khoury, psiquiatra que fez mestrado e doutorado em dependência digital, ao


G1 na matéria: Crianças e adolescentes no celular: uso exagerado afeta o cérebro e
a concentração; veja o que fazer

Conforme o cérebro é condicionado a respostas rápidas, o pensamento tende a se


tornar mais superficial e automático, predominando no funcionamento cerebral,
segundo especialistas.
Segundo Cristiano Nabuco, isso vai ao ponto de prejudicar o raciocínio. "Quando
você dá para esses jovens que passam muito tempo em frente às telas um material que
envolve um raciocínio mais denso e mais profundo, eles não conseguem fazer", diz.
Em resumo, os smartphones e as redes sociais dificultam nossa concentração porque
nos acostumamos a querer tudo de forma rápida. Isso faz com que nosso pensamento se
torne mais simples e automático. Quando jovens que passam muito tempo nas telas se
deparam com tarefas que exigem mais reflexão, eles têm dificuldade em lidar com
isso. Assim, o uso excessivo dessas tecnologias pode atrapalhar nossa capacidade de
focar e pensar de maneira mais profunda.

1.2 - Impacto Na memória e Aprendizado

A memória é diretamente afetada, entre outros aspectos, pela tecnologia. A memória


é muitas vezes dividida em memória a curto e longo prazo. A memória a curto prazo
armazena informações temporárias, geralmente há alguns segundos ou minutos. Por
exemplo, a capacidade de lembrar um número de telefone por alguns segundos sem
anotá-lo. Por sua vez, a memória a longo prazo armazena as informações para uma
quantidade significativamente maior de tempo e algumas informações podem ser
retidas por anos.

1.2.1 - Efeitos das redes sociais na memorização

As redes sociais podem afetar a memória de maneiras boas e ruins. Por exemplo, ao
usar o Facebook, é fácil ver várias notícias, vídeos e postagens de amigos ao mesmo
tempo. Essa quantidade de informações pode dificultar a concentração em um único
assunto, fazendo com que você esqueça detalhes importantes.
No Instagram, o fluxo constante de fotos e stories pode fazer com que você se
distraia facilmente. Ao rolar o feed, é fácil perder o foco e acabar esquecendo o
que viu logo em seguida. Isso pode atrapalhar a memória, já que você não dá tempo
para o cérebro processar todas aquelas imagens e informações.
No TikTok, os vídeos são curtos e rápidos. Precisar mudar constantemente de um
vídeo para outro pode deixar o cérebro sem tempo para processar e lembrar do que
foi visto. Isso pode afetar a memória de curto prazo, pois fica difícil reter
informações que você acabou de assistir.

“Esse excesso faz com que ele também se torne menos seletivo. Isto é, o cérebro
perde sua capacidade de priorizar dados importantes para registrá-los e descartar
aqueles que não têm importância de fato.
Assim, a relação entre redes sociais e memória é negativa quando permitimos que se
torne um vício.”

ALVES, Renato. Redes sociais e memória: veja o impacto dessa relação no cérebro.
Disponível em [Link]
impacto-dessa-relacao-no-cerebro/ acesso em 8 de nov. 2024

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