Introdução
O Reino do Congo ou Império do Congo foi um Estado pré-colonial africano no
sudoeste da África no território que hoje corresponde ao noroeste
de Angola (incluindo Cabinda), o sudoeste e oeste da República do Congo, a parte oeste
da República Democrática do Congo e a parte centro-sul do Gabão. Na sua máxima
dimensão, estendia-se desde o oceano Atlântico, a oeste, até ao rio Cuango, a leste, e
do Rio Ogoué, no atual Gabão, a norte, até ao rio Cuanza, a sul. O reino do Congo foi
fundado por Nímia Luqueni no século XIV.
M'Banza Congo[a]
Capital Português
Quicongo
Países atuais Angola
Gabão
República do Congo
República
Democrática do Congo
Religião Cristianismo
Tradicional
Forma de Monarquia absoluta
governo Monarquia hereditária
Monarquia eletiva
Manicongo
Nímia
• c. 1390 Luqueni (primeiro)
• 1911–1914 Manuel III (último)
Período Idade Média
histórico Idade Moderna
Idade Contemporânea
1390[1] Fundação
•
• 29 de outubro de 1665 Guerra civil
do Congo
• Fevereiro de 1709 Reunificação
do Congo
• 1857 Congo torna-
se vassalo de
Portugal
• 1912 Revolta do
Congo
• 1914 Dissolução
Área
• c. 1650[2] 129 400 km²
População
• c. 1650[2] 509 250 (est.)
dens. pop. 3,9 hab./km²
A região era governada por um líder chamado rei pelos europeus, o manicongo. Ela
consistia de nove províncias e três regiões (Angoio, Cacongo e Loango), mas a sua área
de influência estendia-se também aos Estados independentes, tais
como Dongo, Matamba, Cassange e Quissama. A capital era M'Banza
Congo (literalmente, Cidade do Congo), rebatizada São Salvador do Congo após os
primeiros contatos com os portugueses e
a conversão do manicongo ao catolicismo no século XVI, e renomeada de volta para
M'Banza Congo em 1975.
O reino era regido por uma monarquia, que por vezes em sua história alternou
entre hereditária e eletiva. A linhagem de reis durou desde a fundação do reino em 1390
até a abolição em 1914 pela recém-implantada Primeira República Portuguesa, que
diminuiu o título do rei á uma mera figura simbólica na cidade de São
Salvador (M'Banza Congo) até 1975, quando o recém instalado governo socialista de
Angola termina por abolir os títulos definitivamente.
O Reino do Kongo estava situado na África Central, entre o extremo sul da floresta
equatorial e a fronteira sul do Kongo.
Era um reino muito vasto e tinha os seguintes limites:
• A Norte era limitado pelo rio Ogwé, no Gabão
• A Sul era limitado pelo rio Cuanza
• A Este era limitado pelo rio Cuango, afl uente do Zaire
• A Oeste era banhado pelo Oceano Atlântico
O antigo território do Reino do Kongo abrangia regiões que actualmen-te estão
integradas nos seguintes países: Gabão, Congo-Brazzaville, Congo Democrático (ex-
Zaire) e Angola.
O fundador deste vasto reino foi Nimi-a-Lukeni, um rei guerreiro, conquistador e
poderoso. Com o seu pequeno grupo atravessou o rio Zaire e fixou-se na sua margem
esquerda. Reuniu à sua volta os povos já encontrados e formou o Reino do Kongo. O rei
Nimi-a-Lukeni era também conhecido por Ntinu Wene ou Ntotela.
Organização do Reino do Kongo
Como conseguiu o rei controlar um território tão vasto como o Reino do Kongo?
Dividiu o seu reino em seis províncias e aldeias. Os governadores das províncias, ou
Mani, eram parentes direitos do rei. Estes administravam as províncias e tinham a
função de recolher o tributo pago pelos chefes das aldeias, as multas e as indemnizações
e encaminhá-los para o tesouro real.
A capital desse grande reino era Mbanza Kongo, e era lá onde residiam o rei e os
funcionários da sua corte.
A organização social do Reino do Kongo
A sociedade congolesa estava dividida em duas classes: a aristocracia e o povo.
Os aristocratas chamavam-se Mani. Os Mani eram os chefes que administravam as
províncias e os distritos do reino. Todos os lugares de comando eram ocupados pelos
Mani: comando militar, comando administrativo e comando religioso.
Eram eles que cobravam os impostos ao povo, recrutavam gente para o exército e para
os trabalhos da comunidade ou trabalhos do rei. Eram os Manis que faziam a justiça.
Por sua vez, os Mani pagavam impostos ao rei e dependiam da sua autoridade. Quando
o rei quisesse podia nomear ou destituir o Mani. O rei tinha um poder quase absoluto.
A maior parte da população era formada por camponeses que se dedicavam ao cultivo
da terra. Os homens desbravavam as terras e as mulheres semeavam os campos,
sachavam os campos semeados e faziam as colheitas.
Outra parte da população era formada por artesãos, que faziam trabalhos de ferro e de
madeira.
No Reino do Kongo, a propriedade da terra era comum, quer dizer que a terra pertencia
a todas as pessoas do mesmo clã (kanda) – mas as melhores terras eram para a
aristocracia.
Embora as terras fossem propriedade comunitária, cada homem livre com a sua família
recebia uma lavra. Tudo o que fosse produzido nessa lavra pertencia ao homem e não à
comunidade. Portanto, o trabalho e o produto eram da conta do chefe de cada família.
As lavras e os outros bens não passavam de pais para fi lhos por morte dos pais, porque
quem herdava eram os irmãos ou os sobrinhos do falecido. Esta forma de agir chamava-
se direito matrilinear.
Assim, no Reino do Kongo predominava a propriedade comunitária, mas no seio da
classe rica já estava a nascer a propriedade privada.
Actividades económicas principais
A economia do reino assentava numa agricultura relativamente bem desenvolvida.
Cultivava-se de tudo um pouco: milho, feijão, banana, palmeira, etc. A agricultura era
feita em grandes terrenos.
O trabalho de ferro (metalurgia) desempenhava um papel muito importante no Reino
do Kongo. Os ferreiros trabalhavam para a aristocracia e chegavam mesmo a criar
associações de ferreiros. Fabricavam armas, instrumentos para a agricultura, para caça
etc. Outra parte da população trabalhava no artesanato e no comércio.
O comércio
A economia do Reino do Kongo era muito rica. Produzia-se muito, tanto na agricultura
como no artesanato. Por isso, havia sempre produtos que sobravam. Com esses produtos
excedentes podia fazer-se o comércio ou a troca por outros produtos que não havia na
região.
As margens do rio Zaire e a costa do oceano Atlântico eram os locais onde se fazia mais
comércio, mas por terra também se fazia comércio com os reinos vizinhos.
Em certas épocas do ano organizavam-se mercados locais onde eram trocados vários
produtos.
No Reino do Kongo havia moeda, mas não era como a moeda de hoje. A moeda
congolesa eram conchas do mar chamadas nzimbu.
O nzimbu era uma concha pequena que era apanhada na ilha de Luanda. Naquela época,
a ilha de Luanda era propriedade exclusiva do rei do Kongo, controlada por alguns
nobres da corte. O nzimbu recolhido na ilha de Luanda era enviado para a capital do
reino (Mbanza Kongo) e servia de moeda para todas as transacções comerciais. O sal-
gema vinha da Quissama.
O comércio a longa distância era também controlado pelo rei. Com a chegada de Diogo
Cão em 1482, os Portugueses foram penetrando pouco a pouco no território do Reino do
Kongo, que assim foi perdendo a sua hegemonia. O acordo amigável de cooperação
assinado entre o rei Nzinga-a-NKuwu e os portugueses fez com que estes se
envolvessem cada vez mais na vida do reino, causando assim a confusão e a desordem
entre os congolesa e enfraquecendo deste modo as estruturas políticas, económicas e
sociais do Reino do Kongo.
Conclusão
Concluímos que, o reino do Congo foi um reino grande e vasto mas a caída
do Reino do Congo começou a se manifestar visualmente no final do século XIX, à
medida que a região se tornava alvo da colonização europeia. Os belgas, em
particular, exerceram controle sobre partes do território congolês, resultando na caída
da soberania do Reino do Congo. Esse período marcou o fim da história do reino,
ilustrando as complexas dinâmicas entre os reinos africanos, as potências europeias e as
mudanças políticas e sociais que marcaram a história da África Central.
Bibliografia
[Link]
[Link] › sepePDF
MANUEL DE HISTÓRIA DE SEXTA 6ª [Link]
[Link]
Wikipedia
[Link] › wiki
Reino do Congo – Wikipédia, a enciclopédia livre