Probabilidade Geométrica com GeoGebra
Probabilidade Geométrica com GeoGebra
Artigo
Original
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RESUMO
A probabilidade é tratada na Educação Básica, na maioria das vezes, conforme a abordagem Laplaciana. Tendo em vista
que diversos pesquisadores relatam a dificuldade apresentada pelos estudantes na aprendizagem da probabilidade, esse
trabalho se baseia na ideia de que a exploração da probabilidade por outras abordagens pode permitir uma melhor
compreensão dos conteúdos probabilísticos por um maior número de estudantes. Portanto, esse artigo tem o objetivo de
descrever uma proposta didática para a Educação Básica que trate a probabilidade sob a abordagem geométrica. Tal
proposta envolve o desenvolvimento de atividades interativas por meio do software GeoGebra e possibilita a abordagem
de conteúdos probabilísticos e geométricos aliadamente. Os resultados obtidos evidenciam a possibilidade de aliar
tecnologia, probabilidade e geometria, ao decorrer dos anos da Educação Básica, potencializando a aprendizagem da
Probabilidade.
ABSTRACT
Probability is treated in Basic Education, most of the time, according to the Laplacian approach. Considering that several
researchers report the difficulty presented by students in learning probability, this work is based on the idea that the
exploration of probability through other approaches can allow a better understanding of probabilistic contents by a greater
number of students. Therefore, this article aims to describe a didactic proposal for Basic Education that deals with
probability under the geometric approach. This proposal involves the development of interactive activities through the
GeoGebra software and allows the approach of probabilistic and geometric contents allied. The results obtained show the
possibility of combining technology, probability and geometry, over the years of Basic Education, enhancing the learning
of Probability.
Revista Eletrônica de Educação Matemática - REVEMAT, Florianópolis, v. 17, p. 01-22, jan./dez. 2022.
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1 INTRODUÇÃO
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anos finais do EF.
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calcular os valores dos seguros naquela época, mas supõe-se que eram feitas estimativas
da probabilidade de haver algum acidente.
Os primeiros registros sobre jogos de azar datam de 960 d.C. e foram feitos pelo
bispo belga Wibold de Cambrai. Ele enumerou sequências obtidas no lançamento de três
dados, listando 56 virtudes relacionadas aos resultados. Tal enumeração foi criada pelo
bispo com objetivo moral, visto que a igreja proibia jogos de azar na época (VIALI, 2008).
Posteriormente, o desenvolvimento da probabilidade deu-se a partir de problemas
propostos por jogadores aos matemáticos. Nessa fase, têm-se colaboradores e autores de
diversos em vários países. Na Itália, contamos com a obra Summa de Arithmetica,
Geometria, Proportioni et proporcionalitá, datada de 1494, e escrita pelo frei Luca Pacioli.
Apesar da obra não ter apresentado novos estudos, a mesma apresentou exemplos
importantes para a formalização posterior do cálculo de probabilidades como “A e B estão
jogando um jogo justo de balla. Eles concordam em continuar até um deles ganhar seis
rodadas. O jogo realmente para quando A ganhou cinco e B três. Como as apostas devem
ser divididas?” (DAVID, 1962), além de ter inspirado Cardano e Tartaglia.
Tartaglia influenciou bastante o início do pensamento probabilístico. Ao ter contato
com o livro de Pacioli, resolveu problemas propostos ali da sua própria maneira em seu
livro General Trattato di Numeri et Misure. Na mesma época, a Probabilidade também teve
contribuições de Girolamo Cardano por meio de uma publicação ocorrida apenas depois da
sua morte. Trata-se de um tratado com 32 capítulos, Liber de Ludo Aleae (O Livro dos Jogos
de Azar), consistindo no primeiro livro teórico dedicado aos eventos aleatórios. Mlodinow
(2009) afirma que o livro não era perfeito no sentido de que Cardano se equivocou em
diversos pontos e levava em conta apenas os processos, como o lançamento de um dado
e exalta a forma como Cardano trata as incertezas do acaso de modo surpreendente por
sua simplicidade e eficácia.
A próxima grande contribuição veio por meio de um problema interessante proposto
a Galileu Galilei que considerava o lançamento de três dados. O Grão-Duque de Toscana
percebeu que, aparentemente, ao serem lançados três dados, somando os resultados
obtidos em suas faces, era mais comum chegar ao resultado 10 que ao resultado 9, apesar
de que, pelo que já havia sido analisado até o momento, as duas somas possuíam a mesma
quantidade de combinações possíveis. Ao repetir e estudar o experimento, Galilei confirmou
a hipótese do Grão-Duque, encontrando ao todo 27 possibilidades para a soma 10 e 25
para a soma 9, o que justifica a soma 10 ser obtida com maior frequência.
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Grande parte dessas ideias, estudos e pensamentos matemáticos surgiram na Itália
e continuaram mesmo depois de Galilei, mas a França ganhou seu espaço a partir do
fortalecimento do movimento renascentista. Um dos principais matemáticos franceses do
século XVII, que colaborou com o desenvolvimento da Probabilidade, foi Pierre de Fermat.
Apesar de não ter publicado muitas obras, seu nome é constantemente associado ao do
matemático Blaise Pascal, com quem mantinha correspondências que impulsionaram a
formalização do cálculo de Probabilidade (VIALI, 2008).
O que motivou as correspondências e os esforços de Pascal e Fermat na
Probabilidade, segundo Viali (2008), foram os seguintes dois problemas propostos por
Antoine de Gombaud; o da divisão de apostas e dos dados. Tais correspondências levaram
a um crescimento constante do interesse pela Probabilidade. O tratado publicado por
Pascal, intitulado Traité du Triangle Arithmétique, foi lançado no período em que mantinha
sua discussão com Fermat e, posteriormente, Pascal utilizou as propriedades do triângulo
aritmético no cálculo de problemas de chances de jogos de azar.
O primeiro a publicar um livro teórico de Probabilidade foi Christiaan Huygens e,
talvez o primeiro também a reconhecer a potencialidade que a Probabilidade tinha, de
acordo com o que o próprio disse ao justificar a publicação de De Ratiociniis in Ludo Aleae:
“não estamos tratando apenas com jogos, mas com os fundamentos de uma nova teoria,
tanto profunda como interessante.” (GADELHA, 2004, p.5). Huygens teve contato com as
correspondências de Pascal e Fermat quando ainda eram trocadas e, a partir dos
problemas discutidos, apresentou sistematicamente novas proposições, definindo as regras
da probabilidade para a época, além de propor o conceito da esperança matemática
(GADELHA, 2004). Seu trabalho também foi responsável por influenciar outros
matemáticos como Jakob Bernoulli.
Jakob Bernoulli foi responsável pela sistematização da probabilidade sob a
abordagem combinatória, seguindo as ideias de Fermat, mas buscando deixar de lado os
seguros e os jogos de azar (DAVID, 1962). Segundo Vialli (2008), dos estudos de Jakob
originou-se um dos primeiros teoremas da probabilidade, a Lei dos Grandes Números. Seus
principais resultados foram publicados postumamente, em 1713.
Apenas alguns anos depois, em 1718, Abraham de Moivre publicou um livro
chamado The Doctrine of Chance seguido anos depois pela obra Miscellanea Analytica. No
primeiro, apresentou o conceito de independência em problemas envolvendo jogos pela
primeira vez, além de tratar sobre mortalidade e alguns fundamentos da teoria das
anuidades (VIALI, 2008).
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Já no século XIX, foi publicado pelo francês Pierre-Simon Laplace, a obra Theórie
Analytique des Probabilités, considerada um dos maiores clássicos da área. Em estudo
sobre astronomia, Laplace adquiriu interesse pela Teoria da Probabilidade, pois esta era
uma ferramenta importante em seus cálculos. Theórie Analytique des Probabilités foi
lançada em dois volumes, o primeiro sendo um estudo sobre as funções geradoras e
expressões utilizadas na probabilidade e o segundo, tratando a definição da probabilidade
clássica e os cálculos envolvidos. Nesta obra, ele também apresenta uma adaptação do
método da Agulha de Buffon, utilizado para estimar o valor de π.
Muitos outros matemáticos contribuíram para o desenvolvimento da Probabilidade e,
no século XX, a Teoria da Probabilidade adquiriu um rigor matemático por meio de axiomas,
definições e teoremas, pela publicação de um livro por Andrei Nikolaevich Kolmogorov, cujo
título pode ser traduzido como Fundamentos da Teoria das Probabilidades, em 1933. No
livro, Kolmogorov fundamenta a teoria da Probabilidade na teoria dos conjuntos e
sistematiza axiomas que já eram utilizados de forma não explícita.
Ao longo de todo o seu desenvolvimento, a Teoria da Probabilidade recebeu
diferentes abordagens, possuindo cada uma delas sua importância e valiosa contribuição
no desenvolvimento do raciocínio probabilístico. São elas: Clássica, Frequentista,
Subjetiva, Axiomática e Geométrica.
A abordagem Clássica da probabilidade, muitas vezes chamada de definição
Laplaciana da probabilidade, tem esse nome pois Laplace foi o primeiro a realmente definir,
de forma sistemática, o cálculo de probabilidades, apesar de Blaise Pascal ter sido o
primeiro a propor o seu tratamento científico e de Jakob Bernoulli tê-lo utilizado. Laplace
definiu a probabilidade clássica, segundo Coutinho (1994, p. 21-22), da seguinte maneira:
Primeiro princípio: (a probabilidade) é a relação entre o número de casos favoráveis
e o número de casos possíveis. Segundo princípio: mas isto supõe os diversos casos
igualmente possíveis. Se não o são, determina-se primeiro suas possibilidades
respectivas, cuja justa apreciação é um dos pontos mais delicados da teoria do
acaso. Então, a probabilidade será a soma das possibilidades de cada caso
favorável.
Já a abordagem Frequentista foi utilizada pela primeira vez por Jakob Bernoulli,
apesar de não ser definida exatamente ali, mas no século XX, levando-se em conta dados
estatísticos. Nessa abordagem, é chamada de probabilidade de um evento o número do
qual a frequência relativa do evento se aproxima, após uma série de repetições do
experimento.
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Na abordagem Subjetiva, não são utilizados cálculos. Nela, é considerado o
julgamento pessoal do observador, baseando-se em seu conhecimento e experiências.
Observa-se a abordagem subjetiva, por exemplo, na forma como um trabalhador do campo
sabe a época em que a probabilidade de chover será maior e em que época ele tem maior
probabilidade de obter uma boa colheita.
Com a formalização rigorosa de Kolmogorov, surgiu a abordagem Axiomática da
Probabilidade, que traz os conceitos probabilísticos por meio de definições e teoremas,
sendo a abordagem mais utilizada no meio acadêmico e formal.
Por fim, a abordagem Geométrica é associada a Georges-Louis Leclerc (1707-1788),
conhecido como Conde de Buffon, por ter proposto o problema famoso da Agulha de Buffon.
Este problema consiste em calcular a probabilidade de uma agulha lançada em um plano
com linhas paralelas tocar em uma destas linhas.
Para calcular essa probabilidade, é definido um comprimento ℓ para a agulha e uma
distância d entre as linhas, onde ℓ ≤ d e, então, lança-se a agulha n vezes no plano e conta-
se os casos onde a agulha toca uma das linhas. A partir daí, utilizando a definição
Laplaciana, calcula-se a razão entre o número de casos em que a agulha toca uma das
linhas (casos favoráveis) e n. Algo interessante a se destacar é que quanto maior a
quantidade de repetições do experimento (n), mais o resultado se aproxima de π.
Para melhor estabelecer uma relação entre os fatos supracitados e as contribuições
que mais tiveram impacto no desenvolvimento da Teoria da Probabilidade no que diz
respeito às suas abordagens apresentadas, apresenta-se a Figura 1 que traz estes
acontecimentos por meio de uma linha do tempo.
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A abordagem geométrica da Probabilidade não é tratada frequentemente na
Educação Básica, onde o cálculo de probabilidade costuma ser baseado na contagem de
casos favoráveis e casos possíveis, com foco na abordagem Clássica. Embora a omissão,
tal abordagem apresenta potencialidade no ensino e aprendizagem de probabilidade por
permitir que os estudantes da Educação Básica acessem seus conteúdos sob uma nova
ótica que pode ser melhor entendida por parte dos alunos. Sobre o ensino da Probabilidade
se basear na abordagem Clássica, por meio da análise de coleções de livros didáticos,
Soares (2018, p.65) afirma que:
Concluiu-se que as coleções nacionais analisadas não exploram satisfatoriamente a
concepção Frequentista de probabilidade e não priorizam a discussão sobre a
questão da aleatoriedade. Utilizam a concepção clássica para apresentar a
probabilidade como uma razão e exploram o fato de que se trata de uma
probabilidade teórica. Pouco apresentam atividades de investigação ou de resolução
de problemas multidisciplinares que subsidiem o estudante a melhor compreender
sua realidade e familiarizar-se com modos de lidar com a aleatoriedade. (SOARES,
2018, p.65).
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construir e aplicar conhecimentos matemáticos, desenvolvendo a autoestima e a
perseverança na busca de soluções. (BRASIL, 2018, p.267).
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2.2 PROBABILIDADE DA ÁREA
𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒𝑑𝑒𝑉′
P(um ponto em V pertencer a W) = 𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒𝑑𝑒𝑉
.
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3 GEOGEBRA
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desenvolvimento das animações que serão propostas. Pode-se encontrar detalhes sobre
todas as ferramentas do GeoGebra em Siqueira (2017).
O primeiro grupo de ferramentas é formado por “Mover”, “Função à mão livre” e
“Caneta”, das quais será utilizada apenas a primeira opção nas atividades propostas. A
mesma serve para selecionar ou mover algum objeto da janela de visualização. É indicado
que, a cada vez que qualquer outra ferramenta for usada, o usuário retorne à ferramenta
“Mover” para não adicionar novos objetos indesejados. Tal retorno pode ser realizado pela
tecla “Esc”.
O segundo grupo é formado pelas ferramentas que envolvem a criação de pontos,
mostrados na Figura 6, como: Ponto, Ponto em objeto. Vincular/Desvincular Ponto,
Intersecção de Dois Objetos, Ponto Médio ou Centro.
O terceiro grupo envolve a criação de retas são: Reta, Segmento, Segmento com
Comprimento Fixo, Semirreta, Caminho Poligonal. O quarto grupo também envolve retas,
porém são retas em relação a outros objetos. Conforme a Figura 7, tem-se o seguinte: Reta
Perpendicular, Reta Paralela, Mediatriz, Bissetriz, Reta Tangente, Reta Polar ou Diametral,
Reta de Regressão e Lugar Geométrico.
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A quinta aba de ferramentas é inteiramente composta por polígonos, cada uma com
sua função específica, sendo: Polígono, Polígono Regular, Polígono Rígido e Polígono
Semideformável.
Nos próximos grupos de ferramentas, foram utilizadas apenas algumas nas
atividades propostas, tendo em vista que da esquerda para a direita, as abas ficam cada
vez mais específicas. Neste sentido, utilizou-se: Círculo dados Centro e Um de seus
Pontos, Círculo dados Centro e Raio, Compasso, Círculo definido por Três Pontos das
ferramentas voltadas para círculos. Das ferramentas exibidas pela Figura 8, utilizou-se
Ângulo, Ângulo com Amplitude Fixa Distância, Comprimento ou Perímetro e Área. Do
penúltimo grupo de ferramentas, utilizou-se Controle Deslizante e Texto.
O Geogebra também oferece aos seus usuários uma janela de visualização 3D. Para
acessá-la, clica-se no ícone apontado pela seta na Figura 9 que abrirão 6 opções, de modo
que a opção destacada pelo círculo em vermelho deve ser selecionada e exibirá a opção
“Janela de Visualização 3D” sublinhada em vermelho que deve ser clicada.
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Figura 10: Objetos 3D
Fonte: elaborado pelos próprios autores
4 ATIVIDADES PROPOSTAS
4.1 ATIVIDADE 1
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Figura 11: Print da Atividade 1
Fonte: elaborado pelos autores
4.2 ATIVIDADE 2
Tal atividade, dada pela Figura 12, consiste no cálculo de probabilidade envolvendo
a área de um círculo e de um retângulo, tendo o seguinte protocolo de construção:
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1. Criar dois controles deslizantes, sendo um vinculado ao retângulo e o outro ao raio
do círculo, ambos com valor mínimo igual a 0 e máximo igual a 5;
2. Criar 4 pontos: A = (0-a,0-a), B = (0-a,10+a), C = (10+a,10+a), D = (10+a,0-a), sendo
“a” o primeiro controle deslizante;
3. Com a ferramenta “Polígono”, ligar os pontos em ordem criando o polígono ABCD;
4. Com a ferramenta “Ponto Médio ou Centro”, selecionar o polígono ABCD, criando
um novo ponto E;
5. Com a ferramenta “Círculo: Centro e Raio” criar um círculo de centro “E” e raio “r”;
6. Criar caixas de texto de maneira semelhante ao passo 5 da atividade 1.
4.3 ATIVIDADE 3
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O protocolo de construção desta atividade requer um pouco mais de atenção, pois
precisamos utilizar as janelas 2D e 3D do GeoGebra, e é dado pelo seguinte:
Na janela 2D:
1. Criamos dois controles deslizantes “a” e “b”, sendo que “a” terá mínimo igual a 1 e
máximo igual a 5, enquanto “b” terá mínimo igual a 0 e máximo 5;
2. Em seguida, cria-se os 7 pontos: A = (-a,0,0), B = (0,-a,0), C = (a,0,0), D = (0,a,0), E
= (0,0,a), F = (-b-5,0,0) e G = (0,b+5,0).
Na janela 3D:
3. Com a ferramenta “Pirâmide”, seleciona-se os pontos ABCDE em ordem para criar
a pirâmide de base quadrada;
4. Com a ferramenta “Cubo”, clica-se nos pontos F e G para criar um cubo que contém
a pirâmide;
5. Os textos são elaborados como nas atividades anteriores.
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EF07MA30: Resolver e elaborar problemas de cálculo de medida do volume de blocos
retangulares, envolvendo as unidades usuais (metro cúbico, decímetro cúbico e centímetro cúbico).
EF07MA31: Estabelecer expressões de cálculo de área de triângulos e de quadriláteros.
EF07MA32: Resolver e elaborar problemas de cálculo de medida de área de figuras planas que 7º
podem ser decompostas por quadrados, retângulos e/ou triângulos, utilizando a equivalência entre
áreas
EF07MA34: Planejar e realizar experimentos aleatórios ou simulações que envolvem cálculo de
probabilidades ou estimativas por meio de frequência de ocorrências.
EF08MA19: Resolver e elaborar problemas que envolvam medidas de área de figuras geométricas,
utilizando expressões de cálculo de área (quadriláteros, triângulos e círculos), em situações como
determinar medida de terrenos.
EF08MA21: Resolver e elaborar problemas que envolvam o cálculo do volume de recipiente cujo 8º
formato é o de um bloco retangular.
EF08MA22: Calcular a probabilidade de eventos, com base na construção do espaço amostral,
utilizando o princípio multiplicativo, e reconhecer que a soma das probabilidades de todos os
elementos do espaço amostral é igual a 1.
EF09MA19: Resolver e elaborar problemas que envolvam medidas de volumes de prismas e de
cilindros retos, inclusive com uso de expressões de cálculo, em situações cotidianas.
9º
EF09MA20: Reconhecer, em experimentos aleatórios, eventos independentes e dependentes e
calcular a probabilidade de sua ocorrência, nos dois casos.
Fonte: BRASIL (2018)
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Educação Básica consigam criar suas próprias atividades de acordo com as necessidades
de cada turma, por meio de um suporte para a criação de sequências didáticas diversas.
Uma forma de utilizar as atividades interativas como as que foram propostas seria
disponibilizar objetos no GeoGebra para os alunos e propor que os mesmos escolham o
valor que será utilizado para seus próprios cálculos, por exemplo. Os objetos devem ser
criados pelo professor buscando abranger todas as propriedades matemáticas possíveis
para determinado conteúdo, sendo permitido ao aluno conferir seus resultados com as
ferramentas dentro do próprio aplicativo, mas ainda solicitando a realização dos cálculos
que levam aos resultados exibidos. Desta forma, o aluno pode se configura como um
agente ativo do processo de ensino e aprendizagem e ainda percebe as aplicações da
Probabilidade para além de jogos de azar.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
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mesmo os professores sem grandes conhecimentos sobre softwares matemáticos
consigam criar suas próprias atividades interativas, baseando-se nas atividades que foram
apresentadas.
Por fim, foi possível perceber que o GeoGebra pode ser uma ferramenta significativa
para o ensino da Probabilidade aliada à Geometria, promovendo uma interação entre
ambas, conforme recomendado pelo documento oficial responsável pela normatização da
Educação Básica no Brasil, a BNCC.
REFERÊNCIAS
David, F. N. Games, Gods and Gambling: a History of Probability and Statistical Ideas.
Londres: Charles Griffin & Co., 1962.
Pontes, J. & núñez, I. Questões de Estatística e Probabilidade nas provas do ENEM: uma
aproximação a erros e dificuldades de aprendizagem. Educação Matemática Debate,
Montes Claros, v. 3, n. 7, p. 87-110, jan./abr. 2019.
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Siqueira, R. F. Tutorial para GeoGebra. Niterói: Grupo Pet-Tele, 2017. 28 p. Disponível em:
[Link]
pdf. Acesso em: 12 jan. 2022.
NOTAS DA OBRA
TÍTULO DA OBRA:
Atividades interativas no geogebra: possibilidades de explorar a probabilidade geométrica em sala de aula
AGRADECIMENTOS
Não se aplica.
CONTRIBUIÇÃO DE AUTORIA
Concepção e elaboração do manuscrito: F. V. Paula, P. M. S. Junior.
Coleta de dados: F. V. Paula, P. M. S. Junior.
Análise de dados: F. V. Paula, P. M. S. Junior.
Discussão dos resultados: F. V. Paula, P. M. S. Junior.
Revisão e aprovação: F. V. Paula.
Todo o conjunto de dados que dá suporte aos resultados deste estudo foi publicado no próprio artigo.
FINANCIAMENTO
Não se aplica.
CONFLITO DE INTERESSES
Não se aplica.
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do trabalho publicada neste periódico (ex.: publicar em repositório institucional, em site pessoal, publicar uma tradução,
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