Meu nome é Torstein.
Tinha dezesseis anos quando abati minha primeira presa. Estava em
meu corcel. Sleipnir é seu nome. E era dia de Ódinn, estava escuro na
floresta caída, suas arvores negras estavam quase nuas por causa do
outono que a recém chegará. O farfalhar das folhas laranjas quando
pisadas ritmicamente eram a única melodia que escutava. Estava
calmo, e a lua chegava em seu ápice, de modo que no horizonte, a
lua revelou que minha presa se mostrava indefesa ao chegar perto do
rio para beber de sua água.
Desci de Sleipnir com arco em mãos. O nervosismo era intenso, um
musculo na minha perna doía de tanto tremer, e minha barriga se
revirava com a possibilidade de errar. Mesmo assim, me aproximei
cautelosamente de minha vítima, cheguei perto da ultima arvore
antes do riacho, e me encostei para preparar a flecha, meu braço
doía e não parava de tremer, más, me permaneci nas sombras, e os
deuses estavam ao meu lado.
O riacho estava sendo iluminado pela lua, o som que emitia era de
paz e tranquilidade, era apenas eu e minha presa. A caça estava
despreocupada, concentrada em matar a sede. Juntei uma força que
não possuía na época para tencionar o arco. O coração estava a mil e
a adrenalina era demais. Respirei, e por um segundo, o tempo parou,
e eu sabia exatamente o que tinha que fazer, era como se a
adrenalina e o nervosismo apenas tivessem dado espaço a pura
coragem e determinação, e quando aquele segundo passou.
Estava eu, a lua, o riacho e um cervo que apenas alguns instantes
atrás era vivo.