Verbos em Português: Tempos e Modos
Verbos em Português: Tempos e Modos
Autor:
Equipe Português Estratégia
Concursos
20 de Dezembro de 2021
Equipe Português Estratégia Concursos
Aula 03
Índice
1) Noções Iniciais de Verbos
..............................................................................................................................................................................................3
3) Modo Indicativo
..............................................................................................................................................................................................7
4) Modo Subjuntivo
..............................................................................................................................................................................................
18
5) Modo Imperativo
..............................................................................................................................................................................................
24
7) Transitividade Verbal
..............................................................................................................................................................................................
30
8) Verbos Impessoais
..............................................................................................................................................................................................
31
9) Verbos Unipessoais
..............................................................................................................................................................................................
32
Verbo é a classe variável (varia em tempo, modo, número, pessoa) que expressa ação, estado, fenômeno
e processos em geral.
O tempo se refere a quando ocorre a ação (Estudo, Estudei, Estudarei), mas nem sempre o “tempo verbal”
corresponde a um tempo cronológico real idêntico.
Por exemplo, em “vou sair” o verbo está no presente, mas o tempo real da ação é futuro.
O modo indica a atitude da pessoa que fala em relação ao fato que enuncia. Há três modos verbais: Indicativo
(certeza), Subjuntivo (dúvida/hipótese) e Imperativo (ordem/sugestão).
As categorias de número e pessoa indicam qual pessoa do discurso está relacionada ao verbo e se está no
singular ou no plural:
Primeira pessoa: a pessoa que fala (eu, nós)
Segunda pessoa: a pessoa com quem se fala (tu, vós)
Terceira pessoa: a pessoa de quem se fala (ele (a)/eles (as))
Então, aquela velha história de “eu, tu, ele, nós, vós, eles” nada mais é do que a lista das pessoas do discurso,
representadas pelos pronomes retos. O verbo vai se flexionar para concordar com cada uma dessas pessoas.
A propósito, o fato de ser “pessoa do discurso” não significa que sejam seres humanos e estejam “falando”
de fato! Podemos dizer: “eles caíram e ficaram destruídos” e o “caíram” pode muito bem referir-se a carros,
homens, cachorros, gatos, charutos, figos, potes de Danone ou qualquer substantivo que esteja na terceira
pessoa do plural, ok?
VERBOS
1ª CONJUGAÇÃO 2ª CONJUGAÇÃO 3ª CONJUGAÇÃO
AMAR BEBER SORRIR
FALAR ESCREVER DORMIR
ESTUDAR CORRER IMPRIMIR
Temos então que saber um verbo de cada conjugação e usá-lo como modelo.
Por finalidade mnemônica, nesta aula vamos usar como modelo os verbos beber (2ª conjugação), cair (3ª
conjugação) e levantar (1ª conjugação) =). Essas vogais (A, E, I) são chamadas de vogal temática e vão
aparecer na maioria das formas do verbo (Ex.: tapAr, tapAsse, tapAram; olhAr, olhAsse, olhAram).
Então, se você souber conjugar um verbo de 1ª conjugação, poderá aplicar essa conjugação a outros verbos
da mesma conjugação, pois seguirão o mesmo padrão.
Tomemos como exemplo o verbo LEVANTAR, de 1ª conjugação. Vamos conjugá-lo em três tempos:
presente, pretérito perfeito e futuro, respectivamente.
LEVANTAR
Modo indicativo
PRESENTE PRETÉRITO PERFEITO FUTURO
EU levanto EU levantei EU levantarei
TU levantas TU levantaste TU levantarás
ELE levanta ELE levantou ELE levantará
NÓS levantamos NÓS levantamos NÓS levantaremos
VÓS levantais VÓS levantastes VÓS levantareis
ELES levantam ELES levantaram ELES levantarão
Agora, observem que se tomarmos outro verbo de mesma conjugação, nos mesmos tempo e modo, as
terminações seguirão o mesmo padrão.
AMAR
Modo indicativo
PRESENTE PRETÉRITO PERFEITO FUTURO
EU amo EU amei EU amarei
TU amas TU amaste TU amarás
ELE ama ELE amou ELE amará
NÓS amamos NÓS amamos NÓS amaremos
VÓS amais VÓS amastes VÓS amareis
ELES amam ELES amaram ELES amarão
A diferença está somente no “radical” da palavra, ou seja, da parte da palavra que traz seu sentido original:
“am” e “levant”. O restante do verbo é uma combinação de outros componentes, que trarão informações
adicionais em relação a esse sentido principal que o radical indica.
O verbo é formado de:
Radical + vogal temática + desinências modo-temporais e número-pessoais (DMT) e (DNP).
Essas “partes” do verbo vão denunciar seu sentido primário, tempo, modo, número, pessoa, conjugação.
Por exemplo, em “Agora amamos chocolate” a desinência número-pessoal –mos revela que o sujeito é a
primeira pessoa do plural, nós, e que a ação de amar se passa no presente. A desinência –va em “eu amava
um beija-flor” revela que o verbo amar está no pretérito imperfeito, que indica hábito no passado.
Não é necessário individualizar essas terminações nem entrar naquele mundo de tabelas com desinências
de cada tempo, pois não montamos o verbo na nossa cabeça de pedacinho em pedacinho, mas sim
comparando com outros verbos já familiares. As desinências relevantes para a prova serão apontadas
oportunamente.
MODO INDICATIVO
Modo verbal que expressa certeza, fatos vistos como certos, consumados, concretos.
Presente do Indicativo
Fato permanente, verdade atemporal, universal, vista A água ferve a 100 graus.
como fato certo, indiscutível O Brasil faz parte do Mercosul.
Fato que teve início e fim num passado próximo ou distante Li duas aulas de constitucional hoje.
Li muitos livros na minha infância.
Fato passado já concluído, mas cujos efeitos perduram até Aprendi inglês na infância.
o presente Nunca entendi contabilidade.
Essa última locução poderia ser substituída por “venho levantando”, pois a locução formada de “IR/VIR no
presente do indicativo + gerúndio” sugere as mesmas relações do pretérito perfeito composto: o gerúndio
mantém essa ideia de ‘continuidade’ e ‘duração’ do processo, e o auxiliar “venho”, no presente, preserva a
ideia de que a ação perdura até o presente.
Obs1: Não se assuste, “tempo composto” é apenas um tempo formado por uma combinação de verbos
(locução verbal), ou seja, é “composto” porque tem mais de uma forma verbal: Verbo ter/haver + Verbo no
PARTICÍPIO.
PARTICÍPIO é a forma verbal que normalmente termina em -ADO, -IDO (matar/matado; estudar/estudado;
ferir/ferido; bater/batido).
TER e HAVER serão chamados de VERBOS AUXILIARES.
O verbo que fica no particípio será chamado de VERBO PRINCIPAL.
Vejamos alguns exemplos:
Nos tempos compostos, o tempo de conjugação do verbo auxiliar normalmente dá o nome do tempo verbal
composto.
Por exemplo: eu terei feito. O auxiliar terei está no futuro do presente, então este é o futuro do presente
composto.
Porém, excepcionalmente, isso não acontece no pretérito perfeito composto, pois o verbo auxiliar, apesar
do nome, fica no presente. Ex.:
A coerência e a correção gramatical do texto seriam preservadas se a forma verbal “mudaram” fosse
substituída por mudam.
Comentários:
Observem que a banca está apenas falando de correção (ausência de erro) e coerência (lógica, ausência de
contradição). Então, não há nenhum problema em usar o presente “mudam” no lugar do pretérito perfeito
“mudaram”, uma vez que seria lógico também usar o presente histórico: “mudam” indicando tempo
passado, recurso utilizado para aproximar do leitor o fato passado narrado, para dar maior dinamicidade e
verossimilhança ao texto. Questão correta.
(CESPE / CAGE-RS / 2018)
Estas memórias ficariam injustificavelmente incompletas se nelas eu não narrasse, ainda que de modo breve,
as andanças em que me tenho largado pelo mundo na companhia de minha mulher e de meus fantasmas
particulares.
Assinale a opção que apresenta uma forma / locução verbal do texto 1A9AAA que denota uma ação / um
fato que ocorreu repetidamente no passado e que se prolonga até o momento da narração do texto.
a) “tenho largado” b) “fui possuído” c) “tem” d) “haja fugido” e) “narrasse”
Comentários:
Não havia necessidade do texto inteiro. Sabemos já que “tenho largado” é locução do pretérito perfeito
composto, que indica justamente isto: ação habitual que começa no passado e perdura até o presente
momento, o momento da fala/narração.
Gabarito letra A.
As desinências de pretérito imperfeito do indicativo que você deve procurar são “VA A IA INHA” (amaVA,
compraVA, erA, pretendiA, IA, faZIA, vINHA, tINHA).
Fatos repetidos, frequentes, habituais no passado Antigamente eu estudava todo dia e ainda
malhava.
Quando eu era pequeno, eu achava a vida
chata.
Uma ação que estava ocorrendo (ação durativa ou Eu estava dormindo, quando o cachorro latiu.
contínua) quando outra (instantânea) aconteceu
Ação planejada, esperada, que não se realizou Eu pretendia começar hoje o curso, porém foi
tudo cancelado.
Quando eu ia avisar, já era tarde demais.
Indica um evento perfeitamente acabado antes de outro no passado, ou seja, uma ação passada
antes de outra passada. Ex.:
Quando cheguei ao ponto, o ônibus já passara.
Já passara das dez quando o táxi chegou.
Repetimos: é possível a substituição do simples pelo composto sem alteração semântica ou prejuízo à
coesão, à coerência ou à correção gramatical. As frases acima são reescrituras semanticamente
equivalentes.
Os sentidos originais e a correção gramatical do texto 1A11-I seriam preservados se a forma verbal
Fato futuro em relação ao momento da fala Passarei no concurso dos meus sonhos.
Pode indicar incerteza ou dúvida (geralmente em Será que a prova virá fácil?
perguntas) Não estaremos sendo muito rígidos com nossos
cônjuges?
Ressaltamos que, atualmente, praticamente não se usa o futuro do presente simples na linguagem falada. O
falante normalmente substitui esse tempo por uma expressão verbal formada por Presente do verbo
IR+Verbo no Infinitivo: “eu vou fazer” no lugar de “eu farei”.
O futuro também é usado com valor de imperativo, em frases categóricas como:
Não matarás. Honrará pai e mãe. / A pena não passará da pessoa do condenado.
Na forma composta, o futuro do presente indica que um fato é concluído antes de outro no futuro:
Quando você chegar, já terei jantado.
Em interrogativas, pode indicar também a dúvida/possibilidade sobre um fato passado:
Não terá sido em vão nosso esforço? / Terão chegado a tempo na escola?
Grave que esse tempo traz terminação –RIA. Para reconhecer esse tempo verbal, uma dica
é pensar:
“se eu pudesse, eu_____”.
Nessa lacuna você vai inserir verbos como
Ex.: Levantaria, beberia, cairia, viajaria...
Como sugere o nome, indica fato futuro em relação a outro fato, no passado. O marco temporal é o pretérito
e após esse marco pretérito ocorre uma ação.
Assim como o futuro do presente, pode expressar Quem seria capaz de acertar essa questão?
Em contextos condicionais, indica fatos que não Se eu soubesse, teria contado a todos.
ocorreram e provavelmente não ocorrerão (expressa
Eu continuaria trabalhando, mesmo se
fato futuro duvidoso, dependente de uma condição.
ganhasse na loteria.
Nesse ponto, percebemos que há estreita correlação
entre futuro do pretérito (-IA) e pretérito imperfeito do
subjuntivo (-SSE). Então é muito comum em prova essa
condicional correlacionando esses dois tempos. (Se eu
pudeSSE, viajaRIA).
Pode ser usado para expressar polidez em pedidos e Seria bom você estudar mais português.
conselhos Quem gostaria de uma sobremesa?
O futuro do pretérito composto (Base: teria / + particípio), funciona de forma muito semelhante. Observe:
Se tivéssemos morado juntos, teríamos sido felizes?
(Fato que teria ocorrido no passado, se concretizada uma condição)
Imaginei que o ladrão teria escapado pela janela.
(Possibilidade ou incerteza sobre um fato passado).
Nesse ponto, funciona de forma análoga ao futuro do presente composto.
Simples Amei
Perfeito
Composto Tenho Amado
Simples Amara
Mais-que-perfeito
Composto Tinha amado
Simples Amarei
do Presente
Composto Terei amado
Futuro
Simples Amaria
do pretérito
Composto Teria amado
convívio social organizado e de gerir a coisa pública mediante a concessão de poder a um soberano. Em
decorrência disso, a condição necessária (mas não suficiente) para que o poder de tributar seja legítimo é
que ele emane do Estado, pois qualquer imposição tributária privada seria comparável a usurpação ou
roubo.
No trecho “seria comparável a usurpação ou roubo”, a forma verbal “seria” expressa dúvida quanto à
possibilidade de concretização da referida comparação.
Comentários:
Não há dúvida, o futuro do pretérito foi utilizado pela natureza condicional das ideias do período. Na
hipótese de não emanar do Estado o poder de tributar, qualquer imposição tributária privada seria
comparável a usurpação ou roubo. Questão incorreta.
MODO SUBJUNTIVO
Expressa possibilidade, hipótese, fato incerto, duvidoso ou irreal.
As conjunções subordinativas, como regra, levam o verbo para o subjuntivo. Ex.:
Ainda que eu estude.
Se eu pudesse.
Embora fosse você...
Quando você vir.
Espero que passe na prova.
Esse também é o tempo clássico das orações subordinadas adjetivas: quero um emprego que me faça bem.
Presente do Subjuntivo
Como mencionado antes, a conjunção subordinativa geralmente leva o verbo para o subjuntivo. Porém,
observe a mudança de sentido que ocorre se trocarmos um tempo indicativo por um subjuntivo. Ex.:
Denota ação posterior a outro fato na oração Duvidei que minha avó bebesse tanta tequila.
principal Pedia que eles se levantassem.
Denota, hipóteses, conjectura, condição ou desejo Se eu estudasse todo dia, passaria em qualquer
prova.
Seria melhor que falassem logo.
Temia que fosse um golpe.
O pretérito perfeito do subjuntivo é um tempo eminentemente composto, com auxiliar ‘ter ou haver’ no
presente do subjuntivo, e expressa:
Fato passado. Ex.: Espero que você tenha entendido a explicação.
Fato futuro já concluído, antes de outro também no futuro. Ex.: Suponho que João já tenha saído
quando chegarmos.
Observe que o modo subjuntivo como um todo é usado em orações subordinadas ou orações que de modo
geral expressam hipóteses/desejos.
Futuro do Subjuntivo
Que eu tenha
Perfeito
amado
Futuro
Quando eu Tiver
Composto
amado
MODO IMPERATIVO
MODO IMPERATIVO
Expressa ordem, conselho, pedido, convite, súplica. Divide-se em afirmativo e negativo.
O IMPERATIVO AFIRMATIVO deriva quase inteiramente do presente do subjuntivo (que eu beba, que eu
caia, que eu levante), exceto nas pessoas “tu” e “vós”, que derivam do presente do indicativo (tu bebes, vós
bebeis). Advinha o que cai mais na prova! A exceção! Naturalmente as exceções, que estão marcadas.
Resumindo: Com “tu” e “vós”, teremos a mesma conjugação do presente do indicativo, só que sem o “S”: Tu
bebes e Vós bebeis vai virar no imperativo bebe tu e bebei vós.
AFIRMATIVO
Levantar Beber Cair
Tu levanta tu bebe tu cai tu
Ele (você) levante ele beba ele caia ele
Nós levantemos nós bebamos nós caiamos nós
Vós levantai vós bebei vós caí vós
Eles levantem eles bebam eles caiam eles
Não há imperativo na primeira pessoa, pois não é possível dar uma ordem a si mesmo.
Abaixo temos o IMPERATIVO NEGATIVO, que segue o padrão do presente do subjuntivo normalmente, sem
aquelas exceções do “tu” e “vós” explicadas acima. Você conjuga o subjuntivo, depois insere o “não”.
Simples!
NEGATIVO
Levantar Beber Cair
Tu não levantes tu não bebas tu não caias tu
Ele (você) não levante ele não beba ele não caia ele
Nós não levantemos nós não bebamos nós não caiamos nós
Vós não levanteis vós não bebais vós não caiais vós
Eles não levantem eles não bebam eles não caiam eles
Importante é saber que não podemos misturar as pessoas, tu e você, pois a gramática exige uniformidade
de tratamento.
Cuidado com verbos terminados em –ZER /-ZIR, pois geram um imperativo “meio estranho” aos ouvidos,
mas correto: Faze tu ou Faz tu; Conduze ou conduz tu.
O verbo SER tem as seguintes formas de imperativo: Sê tu / Sede vós.
Susanita emprega verbos no imperativo em todas as falas dirigidas a Mafalda, pois, a todo momento, dá
ordens a ela.
Comentários:
Há alguns verbos no imperativo e de fato indicam ordens: “Use” e “Use”. Porém, nem todos estão no modo
imperativo: “Entende”, “são” e “querem”, por exemplo, estão no presente do modo indicativo.
Questão incorreta.
As orações construídas pelas formas nominais são chamadas de orações reduzidas (de infinitivo, gerúndio
ou particípio). As formas nominais também são usadas nas locuções verbais. Ex.:
Posso tentar ajudar.
Ele devia parar de fumar.
Venho trabalhando demais ultimamente.
Tenho andado distraído.
Eu já tinha feito o trabalho quando ela chegou.
O fato de estar no singular não quer dizer que seja impessoal, pois pode estar flexionado no singular porque
seu sujeito é singular. Vejamos:
É importante estudarmos para a prova.
(Sujeito explícito na desinência -mos = nós; o infinitivo concorda com ele)
Obs.: O uso do infinitivo pessoal é um dos assuntos mais controvertidos da gramática. Gramáticos como
Celso Cunha e Sacconi apenas listam casos de uso “recomendado” ou “conveniente”, sem bater o martelo
em regras absolutas de concordância. Então, de modo geral, não há regras rígidas para a concordância do
infinitivo pessoal. Na maioria dos casos, se houver um sujeito explícito para o infinitivo, é permitido
concordar com ele. Na locução verbal, o infinitivo é impessoal.
REITERAMOS:
Não confunda o Infinitivo com o Futuro do subjuntivo. Em alguns verbos eles são idênticos na grafia.
Observe:
Quando o inverno chegar, eu quero estar junto a ti. (Futuro do Subjuntivo)
Ao chegar à casa dos outros, limpe os pés. (Infinitivo).
O contexto quase sempre denuncia essa diferença. Porém, se bater aquela dúvida, troque o verbo por outro
que não tenha essa identidade gráfica, troque pelo verbo FAZER. Se o verbo virar “fizER”, é subjuntivo. Se
permanecer “fazER”, é infinitivo.
Quando eu vir o trabalho. (Quando eu fizer o trabalho: futuro do subjuntivo)
Está na hora de vir o resultado. (Está na hora de fazer o resultado: Infinitivo)
Repare que o futuro do subjuntivo do verbo “ver” é idêntico ao “infinitivo” do verbo "vir". Fique atento a
esses verbos e teste a substituição!!!
Para expressar continuidade, é possível usar locução de gerúndio (Ele vem buscando a aprovação), ou,
alternativamente, locução de infinitivo (Ele está a buscar a aprovação) e particípio (Ele tem buscado a
aprovação).
O gerúndio também pode funcionar com valor adjetivo. Ex.: Tenho um livro ensinando essa questão (um
livro que ensina).
Particípios Abundantes
Há verbos que trazem mais de um particípio, um regular, terminado em –do, e um não regular, que pode ter
diversas terminações. Isso sempre gera muita dúvida no dia a dia e nas provas. Segue uma pequena lista
deles.
Infinitivo Particípio Regular Particípio Irregular
Aceitar Aceitado Aceito
Acender Acendido Aceso
Afligir Afligido Aflito
Assentar Assentado Assento
Corrigir Corrigido Correto
Encher Enchido Cheio
Entregar Entregado Entregue
Expressar Expressado Expresso
Extinguir Extinguido Extinto
Fixar Fixado Fixo
Fritar Fritado Frito
Limpar Limpado Limpo
Misturar Misturado Misto
Morrer Morrido Morto
Pagar Pagado Pago
Submeter Submetido Submisso
Suspender Suspendido Suspenso
Tingir Tingido Tinto
Imprimir Imprimido Impresso
Regular Serão usados na voz ativa, com os Tenho pagado minhas dívidas em
verbos TER / HAVER. débito automático.
(terminação -do)
Eu nunca havia aceitado bem críticas.
Irregular Serão usados na voz passiva, com O boleto foi pago em dinheiro vivo.
os verbos SER / ESTAR.
(com outras terminações) Estive suspenso do trabalho, por
desafiar ordens sem sentido.
TRANSITIVIDADE VERBAL
A TRANSITIVIDADE de um termo diz respeito à sua necessidade de ter um complemento. Na prática, se o
verbo é “transitivo”, isso significa que “pede um complemento”. Isso é aprofundado nos tópicos de sintaxe
e regência. Vejamos aqui de maneira objetiva:
VERBOS IMPESSOAIS
Verbos impessoais são aqueles que não possuem “pessoa”, não possuem um sujeito. O efeito prático é que
não vão ao plural. Vejamos os principais:
Verbos que indicam fenômenos da natureza: chover, nevar, amanhecer, anoitecer, trovejar ou formas
indicativas de tempo e aspectos climáticos, como “faz sol”, “está frio”, “está tarde”, "ainda é cedo”, ...
VERBOS UNIPESSOAIS
Verbos unipessoais são aqueles que, pelo sentido, só admitem sujeito na terceira pessoa do singular ou do
plural, por exemplo:
1) Verbos indicativos de “ação/voz/estado de animais”: Latir, Ladrar, Galopar, Trotar, Zurrar...
2) Verbos que normalmente trazem uma oração como sujeito. Ex.:
Convém acordar mais cedo. / Parece que vai chover.
Importa que você estude muito. / Cumpre ao policial proteger as pessoas.
Sem prejuízo da correção gramatical e do sentido original do texto CG1A1-II, a forma verbal “há” (1º
parágrafo) poderia ser substituída por
a) existe. b) ocorre. c) têm. d) tem. e) existem.
Comentários:
Há exceções = Existem exceções. O verbo haver fica no singular, por ser impessoal. Existir faz concordância
normal com o sujeito Exceções.
Gabarito letra E.
VERBOS AUXILIARES
Verbos auxiliares são aqueles se unem ao verbo principal em locuções verbais, formando uma oração única.
Então, eles auxiliam na formação da locução e também adicionam algum sentido extra ao verbo principal.
O verbo auxiliar se flexiona para concordar com o sujeito, enquanto o verbo principal permanece
invariável, numa de suas formas nominais: infinitivo, particípio ou gerúndio.
O sentido principal está no verbo principal, ao passo que o auxiliar traz especificações semânticas da ação,
como duração, aspecto, modo, possibilidade. Ex.:
Ele deve pensar muito em adotar um cão.
(Auxiliar “dever” + infinitivo, indicando possibilidade, especulação...).
Eu tenho pensado muito em adotar um cão.
(Auxiliar “ter” + Particípio, formando tempo composto- Pret. Perfeito).
Estou pensando muito em adotar um cão.
(Auxiliar “estar” + gerúndio, indicando duração e continuidade do verbo “pensar”).
Os Verbos Auxiliares podem trazer matizes semânticos de modo, “refinando” o sentido do verbo principal
com informação extra sobre a “atitude” do locutor em relação ao verbo. Ex.:
Ele pode estar doente (possibilidade, dúvida).
Você não pode entrar aqui (permissão, proibição).
Ele pode ficar horas sem dormir e não ficar cansado (capacidade, habilidade).
Ele deve estar chegando (possibilidade, probabilidade).
Esses auxiliares podem ser chamados de modalizadores, pois podem ser utilizados para suavizar ou
intensificar o “tom” de verdade, certeza e possibilidade de uma afirmação.
ético-moral. A administração pública deve pautar-se nos princípios constitucionais que a regem. É necessário,
ainda, que tais princípios estejam pública e legalmente disponíveis ao conhecimento de todos os cidadãos,
para que estes possam respeitá-los e vivenciá-los.
No texto, a forma verbal “devem”, no trecho “os membros de uma corporação profissional (...) também
devem ser submetidos ao julgamento ético-moral” , foi empregada no sentido de
a) probabilidade. b) capacidade. c) permissão. d) obrigação. e) necessidade.
Comentários:
Pela leitura do texto, entendemos que os servidores públicos devem ser submetidos a julgamento ético-
moral por decorrência do princípio constitucional da moralidade. Se essa submissão decorre de norma
constitucional, o verbo “dever” indica obrigação, imposição. Gabarito letra D.
VERBOS DE LIGAÇÃO
Os verbos que indicam ação são chamados de “nocionais". Os verbos de ligação, por sua vez, são chamados
verbos copulativos ou verbos relacionais, porque “ligam” o sujeito a um termo que indica um estado ou
característica (esse termo é chamado de “predicativo do sujeito”). Ex.:
João é feliz / Maria está alegre / O Rio de Janeiro continua lindo.
As bancas têm cobrado as “variações semânticas” dos estados expressos pelos verbos de ligação, como
mudança e permanência. Vejamos:
Estado permanente. Ex.: Minha mãe é mal-humorada.
Estado continuado. Ex.: Minha mãe continua/permanece mal-humorada.
Estado transitório/circunstancial. Ex.: Minha mãe está feliz. / Minha mãe anda silenciosa
ultimamente.
Mudança de estado. Ex.: Minha mãe ficou mal-humorada. / Minha mãe tornou-se organizada por
causa do concurso. / Minha mãe virou síndica do prédio.
Estado aparente. Ex.: Minha mãe parece distraída.
Sutilezas semânticas: Observem que o estado continuado se distingue do permanente porque aquele traz
sentido de um estado que começou e continuou, o começo é um pressuposto da continuidade. O foco está
nela. Já o estado permanente indica uma qualidade inerente, atemporal, sem referência a quando ela
começou ou quando vai terminar. Por essa razão, o fato de um verbo de estado permanente estar no passado
(“era”, “foram”) não faz que ele perca sentido de “permanência”.
Além disso, saiba que o verbo só é considerado de ligação quando “liga” sujeito a predicativo. Ex.:
Ana anda deprimida.
(“Anda” é um verbo de ligação, indica estado transitório e liga o sujeito ao predicativo “deprimida”).
Ana anda no parque.
(“Anda” é um verbo nocional intransitivo, indica uma ação).
A língua continua sendo forte elemento de discriminação social, seja no próprio contexto escolar, seja em
outros contextos sociais, como no acesso ao emprego e aos serviços públicos em geral (serviços de saúde, por
exemplo).
O emprego do verbo “continua” permite que se infira que não houve mudança na caracterização da língua
como “forte elemento de discriminação social”.
Comentários:
Exatamente. O verbo “continua” dá ideia de estado continuado, o que é reforçado pelo caráter durativo do
gerúndio “sendo”. Se algo “continua sendo”, então “ainda é”, ou seja, não mudou. Questão correta.
A maioria dos verbos segue os paradigmas apresentados ao longo da aula. Contudo, é possível que haja
variações ou desvios no modelo. Vejamos algumas classificações:
Irregulares Não mantêm a regularidade ao longo da Caber (caibo/cabe/coube); Dar (dou, dá,
conjugação, o radical sofre modificações, não dei); Dizer (digo, diz, disse, direi); Querer
segue o modelo da conjugação (quero, quis, quererei); Ouvir (ouço,
ouve); Trazer (trago, trouxe).
Anômalos Apresentam total diversidade de radicais Eu sou, tu és… eu fui… eu era… (que) eu
(Ser, Ir) seja… (se) eu fosse… (quando) eu for…
A principal estratégia da banca para enganar o candidato é conjugar um verbo irregular como se fosse
regular. Vejamos:
Os verbos terminados em EAR são irregulares, recebem um “i” em algumas formas. Sejamos práticos, vamos
seguir a conjugação do verbo passear, NAS FORMAS EM QUE TEMOS “I”.
PRESENTE IMPERATIVO
PRESENTE SUBJUNTIVO
INDICATIVO AFIRMATIVO
A conjugação do verbo passear é importante para alguns verbos excepcionais que são terminados em IAR,
mas se conjugam como se terminassem em EAR. São as famosas exceções MARIO!
Mediar
Ansiar
Remediar Se conjugam como passear/odiar
Incendiar/intermediar
Odiar
O verbo “mobiliar” se pronuncia da seguinte maneira no presente do indicativo: Eu moBÍlio, tu moBÍlias, ele
moBÍlia... Essas formas são chamadas de “rizotônicas”, nome chique que apenas indica que a sílaba tônica
está no radical...
Vir e derivados
O verbo vir também é irregular. Outros importantes verbos que caem em prova derivam dele. Devemos ficar
atentos:
Provir
Intervir
Convir Se conjugam como vir
Advir
Sobrevir
Então, acostume-se com sentenças como: ele conveio, ele interveio, se ele proviesse...
Em suma, “PROVER” funciona como “VER” no presente, futuro, pretérito perfeito e futuro do pretérito do
indicativo. Siga o verbo “BEBER” nos outros tempos. Fique ligado!!
Cuidado com o futuro do subjuntivo: prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem.
"Provir" significa “ter origem de”, "descender", "derivar", "resultar", conjuga-se pelo verbo "vir"
(vem/provém; veio/proveio; vêm/provêm; viesse/proviesse).
Temos absoluta necessidade de conhecer a conjugação do verbo “ver”, pois isso vai facilitar o contraste com
a conjugação do verbo “vir”, assunto cobrado em muitas questões! Trazemos aqui a conjugação mais
cobrada, a do futuro do subjuntivo do verbo “ver”, recite-a como um mantra!
FUTURO DO SUBJUNTIVO
VIR VER
A forma verbal “advém" está no singular porque concorda com o núcleo do sujeito da oração em que se
insere: “garantia".
Comentários:
O verbo advir, assim como provir, convir, sobrevir e intervir, na 3ªp. do singular, é acentuado (provém,
convém, sobrevém, intervém). O sujeito é “a garantia desse preceito”, tendo como núcleo o substantivo
“garantia”, que leva, de fato, o verbo para a 3ª p.s para concordar com ele.
Questão correta.
Prever
Antever
Se conjugam como ver
Rever
Telever
Entrever
Os demais verbos terminados em VER são regulares. Porém, teremos a seguinte diferença: Se eu visse, se eu
antevisse, se eu prescrevesse...
Deter
Entreter
Manter
Obter
Se conjugam como ter
Reter
Abster
Conter
Ater
Os verbos VIR e TER possuem as mesmas desinências.
Atente para o acento diferencial de número: Ele tem/vem; Eles têm/vêm. O mesmo vale para os derivados.
Cuidado!!! O verbo abater não segue a conjugação de “ter”, é verbo regular de segunda conjugação e
segue o verbo “beber”.
Ex.: Se eles abativessem abatessem minhas dívidas.
Transcrevemos também aqui o futuro e o pretérito imperfeito do subjuntivo, pela incidência em provas:
SUBJUNTIVO
Quando ele VIER Quando ele TIVER Se ele VIESSE Se ele TIVESSE
Quando nós VIERMOS Quando nós TIVERMOS Se nós VIÉSSEMOS Se nós TIVÉSSEMOS
Quando vós VIERDES Quando vós TIVERDES Se vós VIÉSSEIS Se vós TIVÉSSEIS
Quando eles VIEREM Quando eles TIVEREM Se eles VIESSEM Se eles TIVESSEM
Só para reforçar, estão erradas as formas: deteram, detessem, entreteram, quando eu ver, se eu propor...
As formas corretas são detiveram, detivessem, entretiveram, quando eu vier, se eu propuser...
Embora haja semelhança de sentido entre os verbos divergir e diferir, a substituição da forma verbal “divirja”
por difere prejudicaria a correção gramatical do texto.
Comentários:
No presente do subjuntivo, a forma do verbo ‘diferir’ vai ser “difirA” (que eu eu “fira”). Questão correta.
Querer X requerer
Vamos relembrar um verbo parcialmente regular.
Requerer não é derivado de “querer”, ele segue, de modo geral, as terminações do verbo “beber”. Porém
tem um detalhe: ele recebe um “i” na primeira pessoa do presente do indicativo (requeIro) e também no
presente do subjuntivo, que deriva do indicativo (que eu requeIra; que tu requeIras; que ele requeIra...)
Os verbos requerer, dizer, fazer e trazer, na 2.a pessoa do singular, apresentam no imperativo afirmativo
duas formas: dize ou diz, faze ou faz, traze ou traz, requere ou requer. Vale muito a pena memorizar a sua
conjugação.
CAI DEMAIS!!! Além do presente do indicativo e do subjuntivo, atenção às diferenças nas conjugações do
pretérito perfeito do indicativo e do imperfeito do subjuntivo.
QUERER
Presente do indicativo: quero, queres, quer, queremos, quereis, querem.
Pretérito perfeito do indicativo: quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram.
Pretérito imperfeito do indicativo: queria, querias, queria, queríamos, queríeis, queriam.
Pretérito mais-que-perfeito do indicativo: quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quiséreis, quiseram.
Futuro do presente do indicativo: quererei, quererás, quererá, quereremos, querereis, quererão.
Futuro do pretérito do indicativo: quereria, quererias, quereria, quereríamos, quereríeis, quereriam.
Presente do subjuntivo: queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram. (OBSERVEM A MUDANÇA NO RADICAL)
Pretérito imperfeito do subjuntivo: quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos, quisésseis, quisessem. (OBSERVEM QUE
SE GRAFAM COM “S”, NÃO “Z”. )
Futuro do subjuntivo: quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem.
Imperativo afirmativo: quer(e), queira, queiramos, querei, queiram.
Imperativo negativo: não queiras, não queira, não queiramos, não queirais, não queiram.
Infinitivo pessoal: querer, quereres, querer, querermos, quererdes, quererem.
Gerúndio: querendo.
Particípio: querido.
REQUERER
Presente do indicativo: requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis, requerem.
Pretérito perfeito do indicativo: requeri, requereste, requereu, requeremos, requerestes, requereram.
Pretérito imperfeito do indicativo: requeria, requerias, requeria, requeríamos, requeríeis, requeriam.
Pretérito mais-que-perfeito do indicativo: requerera, requereras, requerera, requerêramos, requerêreis, requereram.
Futuro do presente do indicativo: requererei, requererás, requererá, requereremos, requerereis, requererão.
Futuro do pretérito do indicativo: requereria, requererias, requereria, requereríamos, requereríeis, requereriam.
Presente do subjuntivo: requeira, requeiras, requeira, requeiramos, requeirais, requeiram.
Pretérito imperfeito do subjuntivo: requeresse, requeresses, requeresse, requerêssemos, requerêsseis, requeressem.
Futuro do subjuntivo: requerer, requereres, requerer, requerermos, requererdes, requererem.
Imperativo afirmativo: requer(e), requeira, requeiramos, requerei, requeiram.
Imperativo negativo: não requeiras, não requeira, não requeiramos, não requeirais, não requeiram.
Infinitivo pessoal: requerer, requereres, requerer, requerermos, requererdes, requererem.
Gerúndio: requerendo.
Particípio: requerido.
No trecho “A sustentabilidade (...) ambientais” (L. 10 a 13), para expressar um fato ocorrido em momento
anterior ao atual, que foi totalmente terminado, a forma verbal “requer” deveria ser substituída
por requereu. Nesse caso, mesmo após a alteração do tempo verbal, a referência à pessoa do discurso seria
mantida.
Comentários:
A banca pede dois conhecimentos. Primeiro: o pretérito perfeito expressa fato ocorrido em momento
Essas conjugações vão aparecer em geral quando o verbo vier conjugado no subjuntivo, em
função de conjunções: se/que/quando/caso/embora/ainda que... Grave essas “bases”,
pois nelas estarão as questões.
Ter- TIVE+DESINÊNCIA: Se tivesse, quando tiver...
Pôr- PUSE+DESINÊNCIA: Se puser, quando supuséssemos...
Requerer- REQUERE+DESINÊNCIA: Se requeresse, quando requereu...
Precaver- PRECAVE+DESINÊNCIA: Se precavesse, quando precaveu...
Prover- PROVE+DESINÊNCIA: se provesse, quando proveu...
Ver-VI+DESINÊNCIA: Se visse, quando víssemos, se vir...
Vir- VIE+DESINÊNCIA: Se viéssemos, quando vier, se vierem...
Verbo Aprazer
Esse verbo é bastante irregular e compartilha o radical do adjetivo aprazível, com sentido de agradável. Para
lidar com ele na hora da prova, lembre-se de algumas terminações do verbo haver em que há “V” e base
“ou” na palavra, a saber:
Pretérito mais-que-perfeito: Eu aprouvera, tu aprouveras...
Pretérito imperfeito do subjuntivo: Se eu aprouvesse; se tu aprouvesses...
Futuro do subjuntivo: Quando eu aprouver; quanto tu aprouveres...
VERBOS DEFECTIVOS
São aqueles verbos que têm defeito de conjugação, pois não são conjugados em todas as pessoas,
normalmente pela semelhança que a conjugação teria com outro verbo (Falar e Falir: eu falo), ou pelo mau
som: “ela computa”... Na maioria dos casos, são conjugados só na primeira e segunda pessoa do plural do
modo indicativo, na segunda pessoa do plural do modo imperativo e não possuem flexões no presente do
subjuntivo (porque não têm o presente do indicativo).
Obs.: O presente do subjuntivo é derivado do radical da primeira pessoa do singular do presente do
indicativo, em suma, “eu faço” vira “que eu faça”. Então, quando o verbo não tem a primeira pessoa do
singular no indicativo, não terá o presente do subjuntivo. Por consequência, não terá as formas de imperativo
que também derivam do subjuntivo.
Por não trazerem a primeira pessoa do singular do presente do indicativo, são defectivos os verbos: abolir,
banir, brandir, carpir, colorir, computar, delir, explodir, ruir, exaurir, demolir, puir, delinquir, fulgir
(resplandecer), feder, aturdir, bramir, esculpir, extorquir, retorquir, soer (costumar: ter costume de).
Há certa controvérsia entre esses verbos, pois alguns gramáticos e dicionários listam verbos defectivos como
regulares. Não podemos entrar nessa discussão, então vamos destacar alguns que já foram cobrados em
prova.
VERBO VICÁRIO
São chamados de Verbos Vicários aqueles que fazem as vezes de outros verbos, substituindo-os para evitar
repetição. Os mais comuns são os verbos ser e fazer.
Observe que há dois verbos e um substitui o outro, quando vicário, o “fazer” não traz seu sentido próprio,
pois assume o sentido do outro verbo.
As estruturas com esses verbos costumam ser cobradas até em questões de compreensão textual, quando a
banca pode perguntar o referente do pronome.
VERBOS PRONOMINAIS
São aqueles que trazem um pronome “integrante” do verbo e que não podem ser conjugados sem ele.
Veja alguns deles: ARREPENDER-SE, ATREVER-SE, ASSEMELHAR-SE, CANDIDATAR-SE, DIGNAR-SE,
ESFORÇAR-SE, QUEIXAR-SE, REFUGIAR-SE, SUICIDAR-SE, ESTREITAR-SE...
Há diversos verbos que podem ser usados como pronominais: lembrar-se; esquecer-se. Nesses casos, a
regência passa a exigir a preposição “DE”. Ex.: Lembrei/esqueci a letra ou Lembrei-me/Esqueci-me da letra.
As bancas gostam de perguntar se o pronome é parte integrante do verbo e/ou, se exerce função sintática,
ou se pode ser suprimida. Nos verbos que não são essencialmente pronominais, como lembrar e esquecer,
a retirada do pronome DEVE ser acompanhada também da retirada da preposição.
Ex.: Eles não se arrependem de nada. (o “se” é parte integrante, não pode ser retirado e nem exerce qualquer
função sintática. Não pense que é reflexivo, tampouco recíproco, pois não podemos arrepender a outra
pessoa nem a nós mesmos: se arrepender não é arrepender a si mesmo. Claro?)
Um critério importante é sempre verificar se o verbo vai ter sentido passivo, pois a banca vai tentar confundir
você afirmando que o “se” representa voz passiva sintética, como em “Alugam-se casas” (casas são
alugadas).
(pres.) (pres.)
Ex.: Juro que não deixo mais de revisar.
Recapitulando: essas são as correlações que mais caem, leiam-nas várias vezes! Ex.:
Vejo que você malha.
É preciso que você estude.
Quando terminarem, estarei dormindo.
Se eu tivesse esse carro, já teria morrido.
Vi que você trouxe um presente.
Sugiro que procure um psiquiatra.
Sugeri que procurasse um psiquiatra.
Espero que tenha procurado um psiquiatra.
Esperei que tivesse procurado um psiquiatra.
Não é produtivo querer gravar a regra de cada correlação, foque nos exemplos acima e
nas “correlações essenciais”!
VOZES VERBAIS
As vozes verbais indicam a relação do sujeito com o verbo, definindo o papel do sujeito como agente ou
paciente.
VOZ PASSIVA O sujeito é paciente, sofre a ação, [Os criminosos] foram detidos pelo policial.
recebe o efeito da ação. Detiveram-SE [os criminosos].
VOZ REFLEXIVA Os sujeitos praticam uma ação uns [Os criminosos] se abraçaram na prisão.
RECÍPROCA nos outros, mutuamente
Há casos em que o verbo tem sentido passivo (levei um soco), mas ainda assim, sintaticamente, a voz é ativa,
porque o sujeito sintático pratica a ação.
A voz passiva se divide em analítica e sintética ou pronominal.
O que mais cai em prova é a conversão de voz ativa para voz passiva, ou entre tipos de voz passiva. Aqui, é
necessário reconhecer as funções sintáticas básicas: sujeito (entidade ligada ao verbo em papel de agente
ou paciente) e objeto direto (complemento verbal sem preposição).
Flagraram o homem comendo Nutella escondido. (Voz ativa com sujeito indeterminado, na terceira
pessoa do plural).
OBS: O agente da passiva pode ser introduzido pela preposição “por”, “pelo(a)(s)” e “de”.
Ex.: A quadrilha foi cercada por/pelos/de policiais.
Dias depois, sai o gabarito ERRADO e o combalido candidato fica aos prantos: ”eu erreeeeei, concurso é
impossível!!!!”
Essa oração é sujeito paciente, ISTO não é esperado. Somente na voz ativa é que essa oração seria objeto
direto. Eu espero [que o governo resolva tudo sozinho] (Espero [ISTO]). Só nesse caso seria um complemento
verbal. Observe que há um “SE” bem grande para indicar sentido passivo.
Julgue o item subsequente, que versam sobre os sentidos e os aspectos linguísticos do texto acima.
A substituição de “destacou-se” (l.11) por foi destacado prejudicaria o sentido original do período.
Comentários:
Prejudicaria. Cuidado! A forma “destacou-se” indica voz reflexiva, pois o autor destacou-se a si mesmo,
exerceu a ação de destacar sobre si. A forma “foi destacado” traz voz passiva analítica (SER+Particípio). Não
são equivalentes. Questão correta.
Então, VTI+SE é clássica estrutura de sujeito indeterminado. Verifique se o verbo pede preposição.
Ex.:
Precisa-se de médicos. (Não há OD, não há sujeito paciente)
Acredita-se em deuses. (Não há OD, não há sujeito paciente)
Não é disso que vamos falar: trata-se de outros assuntos. (VTI+SE, sujeito indeterminado, não há OD, não há
sujeito paciente)
Verbos intransitivos (VI) e de ligação (VL) não pedem complemento, não têm objeto, por isso também não
aceitam voz passiva. Se VIs vierem acompanhados de SE, pode apostar que é um sujeito indeterminado. Ex.:
Vive-se bem aqui.
Sempre se está sujeito a erros.
Não custa lembrar: cuidado com a voz reflexiva, em que o agente pratica a ação e sofre seus efeitos ao
mesmo tempo. Na dúvida, troque o “se” por a si mesmo e veja se a coerência se mantém.
Na hora da análise, o tipo de verbo é uma fortíssima pista sintática sobre a presença de voz passiva ou sujeito
indeterminado. Contudo, você deve sempre conferir o sentido do texto, verificar se há sentido passivo,
reflexivo ou se há um verbo sem sujeito conhecido no texto.
(pres.) (pres.)
Ex.: Juro que não deixo mais de revisar.
Recapitulando: essas são as correlações que mais caem, leiam-nas várias vezes! Ex.:
Vejo que você malha.
É preciso que você estude.
Quando terminarem, estarei dormindo.
Se eu tivesse esse carro, já teria morrido.
Vi que você trouxe um presente.
Sugiro que procure um psiquiatra.
Sugeri que procurasse um psiquiatra.
Espero que tenha procurado um psiquiatra.
Esperei que tivesse procurado um psiquiatra.
Não é produtivo querer gravar a regra de cada correlação, foque nos exemplos acima e
nas “correlações essenciais”!
Sem prejuízo da correção gramatical e do sentido original do texto CG1A1-II, a forma verbal “há” (1º
parágrafo) poderia ser substituída por
a) existe. b) ocorre. c) têm. d) tem. e) existem.
Comentários:
Há exceções = Existem exceções. O verbo haver fica no singular, por ser impessoal. Existir faz concordância
normal com o sujeito Exceções.
Gabarito letra E.
3. (CESPE / MP-CE / 2020)
Desenvolveram-se, de forma consistente, meios técnicos que também permitiram à informação viajar
independentemente dos seus portadores físicos
O termo “Desenvolveram-se” (L.3) poderia ser substituído pela locução Foram desenvolvidos, sem prejuízo
do sentido e da correção gramatical do texto.
Comentários:
Aqui, temos voz passiva sintética: VTD + SE. Para confirmar, observe o valor passivo:
Os sentidos originais e a correção gramatical do texto 1A11-I seriam preservados se a forma verbal
“invertera” (L. 20) fosse substituída por
a) inverteria. b) teria invertido. c) invertesse. d) havia invertido. e) houve de inverter.
Comentários:
InverteRA é forma do pretérito mais-que-perfeito simples; sabemos que é possível substituir essa forma
simples pela sua forma composta: tinha ou havia invertido.
Gabarito letra D.
8. (CESPE / SEFAZ-RS / 2019)
A tributação, portanto, somente pode ser compreendida a partir da necessidade dos indivíduos de estabelecer
convívio social organizado e de gerir a coisa pública mediante a concessão de poder a um soberano. Em
decorrência disso, a condição necessária (mas não suficiente) para que o poder de tributar seja legítimo é
que ele emane do Estado, pois qualquer imposição tributária privada seria comparável a usurpação ou
roubo.
No trecho “seria comparável a usurpação ou roubo”, a forma verbal “seria” expressa dúvida quanto à
possibilidade de concretização da referida comparação.
Comentários:
Não há dúvida, o futuro do pretérito foi utilizado pela natureza condicional das ideias do período. Na
hipótese de não emanar do Estado o poder de tributar, qualquer imposição tributária privada seria
comparável a usurpação ou roubo.
Questão incorreta.
9. (CESPE / PRF / 2019)
Se prestarmos atenção à nossa volta, perceberemos que quase tudo que vemos existe em razão de atividades
do trabalho humano.
Seriam mantidos os sentidos do texto caso o primeiro período do segundo parágrafo fosse assim reescrito:
Quando prestamos atenção a nossa volta, percebemos que quase tudo que vemos existe pelas atividades do
trabalho humano.
Comentários:
Na redação original, temos uma clássica correlação verbal de estrutura condicional:
Se prestarmos atenção, perceberemos.
Então, temos uma hipótese, uma suposição, seguida de um possível efeito decorrente dessa condição.
Na reescritura, a banca usou a conjunção temporal “quando” e o verbo no presente: “percebemos”, o que
embora tenha uma ideia geral semelhante, expressa algo concreto no tempo, algo visto como mais certo.
Portanto, há mudança de sentido.
Questão incorreta.
10. (CESPE / PRF / 2019)
Não consigo pensar em um cargo público mais empolgante que o desse homem. Claro que o cargo, se existia,
já foi extinto, e o homem da luz já deve ter se transferido para o mundo das trevas eternas.
A correção gramatical e os sentidos do texto seriam mantidos caso a forma verbal “existia” fosse substituída
por existisse.
Comentários:
O sentido seria alterado e haveria erro de correlação verbal:
Claro que o cargo, se existia, já foi extinto, e o homem da luz já deve ter se transferido para o mundo das
trevas eternas.
Para manter a correlação ideal, a forma correta seria:
Claro que o cargo, se existisse, já teria sido extinto, e o homem da luz já deve ter se transferido para o
mundo das trevas eternas.
Questão incorreta.
11. (CESPE / PGE-PE/ 2019)
Nesse contexto, a Lei Maria da Penha teria o papel de assegurar o reconhecimento das mulheres em situação
de violências (incluída a psicológica) pelo direito; afinal, é constatando as obrigações que temos diante do
direito alheio que chegamos a uma compreensão de cada um(a) de nós como sujeitos de direitos.
A substituição da forma verbal “teria” (L.1) por tem manteria tanto a correção gramatical quanto a coerência
do texto.
Comentários:
A questão não fala de sentido, então basta perceber que não há erro nem se cria um enunciado sem lógica.
Apenas o tempo verbal saiu do campo hipotético para um campo mais concreto.
Questão correta.
12. (CESPE / SEFAZ-RS / 2019)
A correção gramatical e os sentidos do texto 1A3-I seriam preservados caso o fragmento “favorecendo-se,
assim, a elevação dos seus investimentos” fosse reescrito da seguinte forma: que favorecerá, assim, a
elevação dos seus investimentos
Comentários:
Incorreto. O verbo no futuro causa problema de correlação verbal, temos uma hipótese no pretérito, o verbo
fica: “favoreceria”.
13. (CESPE / SEFAZ-RS / 2019)
A correção gramatical e os sentidos do texto 1A3-I seriam preservados caso o fragmento “favorecendo-se,
assim, a elevação dos seus investimentos” fosse reescrito da seguinte forma: em que favorece, assim, a
elevação dos seus investimentos
Comentários:
Incorreto. Além de o tempo não ser o futuro do pretérito, esse “em” não se justifica na frase, nenhum termo
pede essa preposição.
Questão incorreta.
14. (CESPE / BNB / 2018)
Segundo um arquiteto de software de uma empresa não participante do estudo, o modo como a máquina
aprende os padrões antes de começar a analisar compras interfere diretamente no registro de falsos positivos
e fraudes reais. “Se a prepararmos apenas para detectar casos de não fraude, podemos aumentar os riscos
de fraudes que passam. Sendo assim, precisamos aumentar ao máximo o balanço de situações apresentadas
à máquina para não pesar um lado mais do que o outro”, detalha.
A substituição da forma verbal ‘podemos’ (L.4) por poderemos não prejudicaria a correção gramatical nem
alteraria os sentidos originais do texto.
Comentários:
Essa questão é emblemática do CESPE. Observem como raciocina a banca:
Isoladamente, “podemos” (presente do indicativo) e “poderemos” (futuro do presente do indicativo)
denotam ideias diferentes, noções temporais diferentes. Contudo, nesse contexto específico, temos uma
correlação verbal clássica da condicional no futuro (Se eu puder, farei):
“Se a prepararmos apenas para detectar casos de não fraude, poderemos aumentar os riscos de fraudes que
passam.
Então, o autor usou o presente indicando um efeito possível no futuro, o que permite inferir que o sentido
de “podemos” é, na verdade, de “poderemos”. Então, a banca apenas pede que o candidato “melhore” o
texto e use a correlação mais rigorosamente correta: futuro do subjuntivo + futuro do presente.
Em suma, o autor usou “podemos” querendo dizer “poderemos”, então a troca não alteraria o sentido
original, pois o efeito é futuro e não presente.
Questão correta.
15. (CESPE / STM/ 2018)
O Zoológico de Sapucaia do Sul abrigou um dia um macaco chamado Alemão. Em um domingo de Sol, Alemão
conseguiu abrir o cadeado de sua jaula e escapou. O largo horizonte do mundo estava à sua espera. As
árvores do bosque estavam ao alcance de seus dedos. Ele passara a vida tentando abrir aquele cadeado.
A forma verbal “passara” denota um fato ocorrido antes de duas outras ações também já concluídas, as quais
são descritas nos dois períodos imediatamente anteriores ao período em que ela se insere.
Comentários:
O ponto final marca o fim do período. Os períodos imediatamente anteriores são:
O largo horizonte do mundo estava à sua espera. As árvores do bosque estavam ao alcance de seus dedos.
“As formas verbais “estava” e “estavam” foram conjugadas no pretérito IMPERFEITO, então não indicam
ação concluída. O tempo que indica ação concluída é o pretérito perfeito do indicativo.
“Passara” indica uma ação anterior a outra, indicada no segundo período: “escapou”, ou seja, ele passara a
vida tentando abrir o candidato antes de escapar.
Questão incorreta.
16. (CESPE / PF / 2018)
Dir-se-á, no entanto, que nenhum deles partilha realmente do direito de julgar; os peritos não intervêm antes
da sentença para fazer um julgamento, mas para esclarecer a decisão dos juízes.
A expressão “Dir-se-á” (L.1) poderia ser corretamente substituída por Será dito.
Comentários:
Aqui, temos uma mesóclise com verbo no futuro e na voz passiva (VTD – dizer + SE apassivador). Então,
convertendo para a voz passiva analítica (SER+Particípio) e mantendo o verbo no futuro, teremos: Será dito.
Aprofundando um pouco mais numa análise sintática, temos:
Dir-se-á [que nenhum deles partilha realmente do direito de julgar]
Dir-se-á [ISTO]
[ISTO] Dir-se-á
[ISTO] SERÁ DITO A oração em colchetes é o sujeito do verbo.
Questão correta.
17. (CESPE /SEFAZ-RS / 2018)
preservou-se, com o passar dos séculos, a associação dos atributos de beleza e expressão cultural ao valor
admiração.
A punição vai-se tornando a parte mais velada do processo penal, provocando várias consequências: deixa o
campo da percepção quase diária e entra no da consciência abstrata; sua eficácia é atribuída à sua
fatalidade, não à sua intensidade visível; a certeza de ser punido é que deve desviar o homem do crime, e não
mais o abominável teatro
Embora tanto o primeiro quanto o segundo parágrafo do texto tratem de acontecimentos passados, o
emprego do presente no segundo parágrafo tem o efeito de aproximar os acontecimentos mencionados ao
tempo atual, o presente.
Comentários:
Exatamente. O texto é narrativo e histórico, então é comum a utilização do “presente com valor de passado”,
o chamado presente histórico. Esse recurso aproxima os fatos narrados do momento da leitura, deixando a
narrativa mais dinâmica e verossímil.
Questão correta.
26. (CESPE / CAGE-RS / 2018)
Estas memórias ficariam injustificavelmente incompletas se nelas eu não narrasse, ainda que de modo breve,
as andanças em que me tenho largado pelo mundo na companhia de minha mulher e de meus fantasmas
particulares.
Assinale a opção que apresenta uma forma / locução verbal do texto 1A9AAA que denota uma ação / um
fato que ocorreu repetidamente no passado e que se prolonga até o momento da narração do texto.
a) “tenho largado” b) “fui possuído” c) “tem” d) “haja fugido” e) “narrasse”
Comentários:
Não havia necessidade do texto inteiro. Sabemos já que “tenho largado” é locução do pretérito perfeito
composto, que indica justamente isto: ação habitual que começa no passado e perdura até o presente
momento, o momento da fala/narração.
Gabarito letra A.
27. (CESPE / IPHAN / 2018)
Os senhores poucos, e os escravos muitos; os senhores rompendo galas, os escravos despidos e nus; os
senhores banqueteando, os escravos perecendo à fome; os senhores nadando em ouro e prata, os escravos
carregados de ferros; os senhores tratando-os como brutos, os escravos adorando-os e temendo-os como
deuses; os senhores em pé apontando para o açoute, como estátuas da soberba e da tirania, os escravos
prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão, e espetáculos da extrema miséria.
A forma verbal “nadando” exprime um evento com duração no tempo.
Comentários:
Sim. O gerúndio exprime justamente a ação em seu aspecto durativo, contínuo, indica que o verbo é visto
como uma ação/evento/processo em progresso, em andamento.
Questão correta.
28. (CESPE / MPE-PI / 2018)
Eis que se inicia então uma das fases mais intensas na vida de Geraldo Viramundo: sua troca de
correspondência com os estudantes, julgando estar a se corresponder com sua amada.
Os sentidos do texto seriam alterados caso o trecho “estar a se corresponder” (l.2-3) fosse assim reescrito:
estar se correspondendo.
Comentários:
Não seriam. São formas equivalentes: a+infinitivo equivale à forma de gerúndio.
Estou a cantar=Estou cantando. No português brasileiro, contudo, a forma realmente utilizada é o gerúndio.
Questão incorreta.
29. (CESPE / PF / 2018)
Os programas mostram diversos detetives, técnicos e cientistas dedicando toda sua atenção a uma
investigação. Na realidade, cada cientista recebe vários casos ao mesmo tempo.
A substituição da forma verbal “dedicando” por que dedicam manteria os sentidos originais do texto.
Comentários:
O gerúndio indica que a ação é vista como em andamento, em progresso, durativa, contínua. Então, quando
dizemos “mostram detetives dedicando toda sua atenção a uma investigação”, o verbo sugere que o detetive
é visto praticando a ação, é visto enquanto ela está em andamento. Veja com um exemplo mais simples:
Vi no trabalho o servidor bebendo (estava bebendo quando foi visto, a ação estava em progresso, foi flagrado
durante a ação)
Vi no trabalho o servidor que bebe (apenas sabemos que bebe, não necessariamente estava bebendo no
trabalho)
Então, há alteração de sentido sim.
Questão incorreta.
30. (CESPE / CAGE-RS / 2018)
[...] ocorreram diversos avanços, como, por exemplo, a diminuição da mortalidade infantil e do
analfabetismo.
A correção gramatical e os sentidos do texto seriam preservados caso a forma verbal “ocorreram” fosse
substituída por
a) existiu. b) aconteceu. c) sucederam. d) tiveram. e) houveram.
Comentários:
Ocorrer é sinônimo de suceder. As letras A e B não poderiam ser a resposta, porque os verbos estão no
singular e o sujeito é “diversos avanços”. Tiveram, na letra D, é informal. Houveram, na letra E, causaria erro
de concordância, uma vez que o verbo haver impessoal, no sentido de suceder, não vai ao plural.
Gabarito letra C.
Sem prejuízo da correção gramatical e do sentido original do texto CG1A1-II, a forma verbal “há” (1º
parágrafo) poderia ser substituída por
a) existe. b) ocorre. c) têm. d) tem. e) existem.
3. (CESPE / MP-CE / 2020)
Desenvolveram-se, de forma consistente, meios técnicos que também permitiram à informação viajar
independentemente dos seus portadores físicos
O termo “Desenvolveram-se” (L.3) poderia ser substituído pela locução Foram desenvolvidos, sem prejuízo
do sentido e da correção gramatical do texto.
4. (CESPE / SEFAZ-DF / 2020)
Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, o período “Sustentabilidade é vista como uma
abordagem de negócios para criar valor a longo prazo, levando-se em conta como uma companhia opera nos
ambientes ecológico, social e econômico.” (2º parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma: Vê-se
sustentabilidade como uma abordagem de negócios para criar valor a longo prazo, considerando-se como
uma companhia opera no ambiente ecológico, no social e no econômico.
5. (CESPE / CGE-CE / 2019)
Candeia era quase nada. Não tinha mais que vinte casas mortas, uma igrejinha velha, um resto de praça.
Algumas construções nem sequer tinham telhado; outras, invadidas pelo mato, incompletas, sem paredes.
Nem o ar tinha esperança de ser vento. Era custoso acreditar que morasse alguém naquele cemitério de
gigantes.
O único sinal de vida vinha de um bar aberto. Duas mesas de madeira na frente, um caminhão, um homem e
uma mulher na boleia ouvindo música, entre abraços, beijos e carícias ousadas. Mais desolado e triste que
Juazeiro do Norte aquele povoado, muito mais. Em Juazeiro tinha gente, a cidade era viva. E no meio daquele
povo todo sempre se encontrava uma alma boa como a de sua mãe, uma moça bonita, um amigo animado.
Candeia era morta.
Samuel ao menos ficou um pouco feliz por ouvir a música do caminhoneiro. Quase sorriu. O esboço de alegria
durou até aparecer pela porta mal pintada de azul uma mulher assombrosa, praguejando com uma vassoura
na mão e mandando desligar aquela música maldita. O caminhoneiro a chamou pelo nome:
— Cadê o café, Helenice? Deixa de praguejar, coisa-ruim!
Pela mesma porta saiu uma moça, bem jovem, com uma garrafa térmica vermelha e duas canecas. Foi e
voltou com rapidez, agora trazendo dois pratos, quatro pães pequenos, duas bananas cozidas e um pote de
margarina.
— Cinco reais — ordenou Helenice, com a mão na garrafa térmica. — Só come se pagar.
O homem pagou, sempre rindo da cara de Helenice, visivelmente bêbado.
Samuel ou o caminhoneiro. Não tinha tanto dinheiro para comer naquele fim de tarde, fim de vida.
No texto CB1A1-I, poderia ser substituído por havia o verbo ter empregado em
a) “Não tinha mais que vinte casas mortas” (L. 1).
b) “Algumas construções nem sequer tinham telhado” (L. 2).
c) “Nem o ar tinha esperança de ser vento” (L. 3).
d) “Em Juazeiro tinha gente” (L. 7-8).
e) “Não tinha tanto dinheiro para comer” (Último parágrafo).
6. (CESPE / PGE-PE / 2019)
Raras vezes na história humana, o trabalho, a riqueza, o poder e o saber mudaram simultaneamente.
A coerência e a correção gramatical do texto seriam preservadas se a forma verbal “mudaram” fosse
substituída por mudam.
7. (CESPE / SEFAZ-RS / 2019)
Os sentidos originais e a correção gramatical do texto 1A11-I seriam preservados se a forma verbal
“invertera” (L. 20) fosse substituída por
a) inverteria. b) teria invertido. c) invertesse. d) havia invertido. e) houve de inverter.
8. (CESPE / SEFAZ-RS / 2019)
A tributação, portanto, somente pode ser compreendida a partir da necessidade dos indivíduos de estabelecer
convívio social organizado e de gerir a coisa pública mediante a concessão de poder a um soberano. Em
decorrência disso, a condição necessária (mas não suficiente) para que o poder de tributar seja legítimo é
que ele emane do Estado, pois qualquer imposição tributária privada seria comparável a usurpação ou
roubo.
No trecho “seria comparável a usurpação ou roubo”, a forma verbal “seria” expressa dúvida quanto à
possibilidade de concretização da referida comparação.
9. (CESPE / PRF / 2019)
Se prestarmos atenção à nossa volta, perceberemos que quase tudo que vemos existe em razão de atividades
do trabalho humano.
Seriam mantidos os sentidos do texto caso o primeiro período do segundo parágrafo fosse assim reescrito:
Quando prestamos atenção a nossa volta, percebemos que quase tudo que vemos existe pelas atividades do
trabalho humano.
10. (CESPE / PRF / 2019)
Não consigo pensar em um cargo público mais empolgante que o desse homem. Claro que o cargo, se existia,
já foi extinto, e o homem da luz já deve ter se transferido para o mundo das trevas eternas.
A correção gramatical e os sentidos do texto seriam mantidos caso a forma verbal “existia” fosse substituída
por existisse.
11. (CESPE / PGE-PE/ 2019)
Nesse contexto, a Lei Maria da Penha teria o papel de assegurar o reconhecimento das mulheres em situação
de violências (incluída a psicológica) pelo direito; afinal, é constatando as obrigações que temos diante do
direito alheio que chegamos a uma compreensão de cada um(a) de nós como sujeitos de direitos.
A substituição da forma verbal “teria” (L.1) por tem manteria tanto a correção gramatical quanto a coerência
do texto.
12. (CESPE / SEFAZ-RS / 2019)
A correção gramatical e os sentidos do texto 1A3-I seriam preservados caso o fragmento “favorecendo-se,
assim, a elevação dos seus investimentos” fosse reescrito da seguinte forma: que favorecerá, assim, a
elevação dos seus investimentos
13. (CESPE / SEFAZ-RS / 2019)
A correção gramatical e os sentidos do texto 1A3-I seriam preservados caso o fragmento “favorecendo-se,
assim, a elevação dos seus investimentos” fosse reescrito da seguinte forma: em que favorece, assim, a
elevação dos seus investimentos
14. (CESPE / BNB / 2018)
Segundo um arquiteto de software de uma empresa não participante do estudo, o modo como a máquina
aprende os padrões antes de começar a analisar compras interfere diretamente no registro de falsos positivos
e fraudes reais. “Se a prepararmos apenas para detectar casos de não fraude, podemos aumentar os riscos
de fraudes que passam. Sendo assim, precisamos aumentar ao máximo o balanço de situações apresentadas
à máquina para não pesar um lado mais do que o outro”, detalha.
A substituição da forma verbal ‘podemos’ (L.4) por poderemos não prejudicaria a correção gramatical nem
alteraria os sentidos originais do texto.
15. (CESPE / STM/ 2018)
O Zoológico de Sapucaia do Sul abrigou um dia um macaco chamado Alemão. Em um domingo de Sol, Alemão
conseguiu abrir o cadeado de sua jaula e escapou. O largo horizonte do mundo estava à sua espera. As
árvores do bosque estavam ao alcance de seus dedos. Ele passara a vida tentando abrir aquele cadeado.
A forma verbal “passara” denota um fato ocorrido antes de duas outras ações também já concluídas, as quais
são descritas nos dois períodos imediatamente anteriores ao período em que ela se insere.
16. (CESPE / PF / 2018)
Dir-se-á, no entanto, que nenhum deles partilha realmente do direito de julgar; os peritos não intervêm antes
da sentença para fazer um julgamento, mas para esclarecer a decisão dos juízes.
A expressão “Dir-se-á” (L.1) poderia ser corretamente substituída por Será dito.
17. (CESPE /SEFAZ-RS / 2018)
preservou-se, com o passar dos séculos, a associação dos atributos de beleza e expressão cultural ao valor
monetário das moedas
A correção gramatical e os sentidos do texto seriam preservados caso a forma “preservou-se” fosse
substituída por
a) teriam sido preservados. c) foi preservada.
b) tinha sido preservada. d) foram preservados. e) teria sido preservada.
18. (CESPE /EBSERH / 2018)
Durante o período do Estado Novo (1937-1945), no governo de Getúlio Vargas, foram adotados dispositivos
legais para fortalecer a família numerosa, por meio de diversas medidas...
A substituição de “foram adotados” por adotou-se preservaria a correção e o sentido do texto.
19. (CESPE /STM / 2018)
Todos esses senhores [que buscam pela violência o domínio sobre a mulher] parece que não sabem o que é
a vontade dos outros. Eles se julgam com o direito de impor o seu amor ou o seu desejo a quem não os quer.
Não sei se se julgam muito diferentes dos ladrões à mão armada
É de se supor que quem quer casar deseje que a sua futura mulher venha para o tálamo conjugal com a
máxima liberdade, com a melhor boa-vontade, sem coação de espécie alguma, com ardor até, com ânsia e
grandes desejos; como é então que se castigam as moças que confessam não sentir mais pelos namorados
amor ou coisa equivalente?
O vocábulo se recebe a mesma classificação em “se julgam” (L.2) e “se castigam” (L.6).
20. (CESPE /IHBDF / 2018)
A vida de Florence Nightingale, a criadora da moderna enfermagem, daria um romance. [...] Aos dezesseis
anos, algo aconteceu: Deus falou-me — escreveu depois — e convocou-me para servi-lo.
Servir a Deus significava, para ela, cuidar dos enfermos, e especialmente dos enfermos hospitalizados.
Naquela época, os hospitais curavam tão pouco e eram tão perigosos (por causa da sujeira, do risco de
infecção) que os ricos preferiam tratar-se em casa. Hospitalizados eram só os pobres, e Florence preparou-
se para cuidar deles, praticando com os indigentes que viviam próximos à sua casa. Viajou por toda a Europa,
visitando hospitais.
Sidney Herbert, membro do governo inglês e amigo pessoal, pediu-lhe que chefiasse um grupo de enfermeiras
enviadas para o front turco, uma tarefa a que Florence entregou-se de corpo e alma...
Nos trechos “Florence preparou-se” e “Florence entregou-se”, a partícula “se” classifica-se como pronome
apassivador.
21. (CESPE / SEDUC-AL / 2018)
Os professores fazem cursos, acumulam certificados, sem que isso corresponda a mudança ou responda aos
desafios que encaram na sala de aula.
Sem prejuízo das informações veiculadas no texto, a forma verbal “responda” poderia ser substituída por
atenda.
22. (CESPE / EMAP / 2018)
O Juca era da categoria das chamadas pessoas sensíveis, dessas a que tudo lhes toca e tange. Se a gente lhe
perguntasse: “Como vais, Juca?”, ao que qualquer pessoa normal responderia “Bem, obrigado!” — com o
Juca a coisa não era assim tão simples.
Na linha 3, caso a forma verbal “era” fosse substituída por seria, a respectiva afirmação sobre o
comportamento de Juca seria mais categórica que a que se verifica no texto.
23. (CESPE / CGM - JOÃO PESSOA / 2018)
Nesse futuro não tão remoto, teremos conquistado a utopia de uma verdadeira justiça social.
A substituição de “teremos conquistado” por conquistaremos manteria os sentidos originais do texto.
24. (CESPE / TCM-BA / 2018)
É a época em que a burguesia, que assumira o poder havia pouco tempo, executava uma espécie de junção
entre a moral e a natureza
Julgue o item a seguir.
Com o emprego da forma verbal “assumira”, exprime-se a anterioridade de uma ação em relação a outra.
25. (CESPE / PF / 2018)
No fim do século XVIII e começo do XIX, a despeito de algumas grandes fogueiras, a melancólica festa de
punição de condenados foi-se extinguindo. Em algumas dezenas de anos, desapareceu o corpo como alvo
principal da repressão penal: o corpo supliciado, esquartejado, amputado, marcado simbolicamente no rosto
ou no ombro, exposto vivo ou morto, dado como espetáculo. Ficou a suspeita de que tal rito que dava um
“fecho” ao crime mantinha com ele afinidades espúrias: igualando-o, ou mesmo ultrapassando-o em
selvageria, acostumando os espectadores a uma ferocidade de que todos queriam vê-los afastados,
mostrando-lhes a frequência dos crimes, fazendo o carrasco se parecer com criminoso, os juízes com
assassinos, invertendo no último momento os papéis, fazendo do supliciado um objeto de piedade e de
admiração.
A punição vai-se tornando a parte mais velada do processo penal, provocando várias consequências: deixa o
campo da percepção quase diária e entra no da consciência abstrata; sua eficácia é atribuída à sua fatalidade,
não à sua intensidade visível; a certeza de ser punido é que deve desviar o homem do crime, e não mais o
abominável teatro
Embora tanto o primeiro quanto o segundo parágrafo do texto tratem de acontecimentos passados, o
emprego do presente no segundo parágrafo tem o efeito de aproximar os acontecimentos mencionados ao
tempo atual, o presente.
26. (CESPE / CAGE-RS / 2018)
Estas memórias ficariam injustificavelmente incompletas se nelas eu não narrasse, ainda que de modo breve,
as andanças em que me tenho largado pelo mundo na companhia de minha mulher e de meus fantasmas
particulares.
Assinale a opção que apresenta uma forma / locução verbal do texto 1A9AAA que denota uma ação / um
fato que ocorreu repetidamente no passado e que se prolonga até o momento da narração do texto.
a) “tenho largado” b) “fui possuído” c) “tem” d) “haja fugido” e) “narrasse”
27. (CESPE / IPHAN / 2018)
Os senhores poucos, e os escravos muitos; os senhores rompendo galas, os escravos despidos e nus; os
senhores banqueteando, os escravos perecendo à fome; os senhores nadando em ouro e prata, os escravos
carregados de ferros; os senhores tratando-os como brutos, os escravos adorando-os e temendo-os como
deuses; os senhores em pé apontando para o açoute, como estátuas da soberba e da tirania, os escravos
prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão, e espetáculos da extrema miséria.
A forma verbal “nadando” exprime um evento com duração no tempo.
28. (CESPE / MPE-PI / 2018)
Eis que se inicia então uma das fases mais intensas na vida de Geraldo Viramundo: sua troca de
correspondência com os estudantes, julgando estar a se corresponder com sua amada.
Os sentidos do texto seriam alterados caso o trecho “estar a se corresponder” (l.2-3) fosse assim reescrito:
estar se correspondendo.
29. (CESPE / PF / 2018)
Os programas mostram diversos detetives, técnicos e cientistas dedicando toda sua atenção a uma
investigação. Na realidade, cada cientista recebe vários casos ao mesmo tempo.
A substituição da forma verbal “dedicando” por que dedicam manteria os sentidos originais do texto.
30. (CESPE / CAGE-RS / 2018)
[...] ocorreram diversos avanços, como, por exemplo, a diminuição da mortalidade infantil e do
analfabetismo.
A correção gramatical e os sentidos do texto seriam preservados caso a forma verbal “ocorreram” fosse
substituída por
a) existiu. b) aconteceu. c) sucederam. d) tiveram. e) houveram.
GABARITO
1. CORRETA 9. INCORRETA 17. LETRA C 25. CORRETA
2. LETRA E 10. INCORRETA 18. INCORRETA 26. LETRA A
3. CORRETA 11. CORRETA 19. INCORRETA 27. CORRETA
4. CORRETA 12. INCORRETA 20. INCORRETA 28. INCORRETA
5. LETRA D 13. INCORRETA 21. CORRETA 29. INCORRETA
6. CORRETA 14. CORRETA 22. INCORRETA 30. LETRA C
7. c LETRA D 15. INCORRETA 23. INCORRETA
8. INCORRETA 16. CORRETA 24. CORRETA