0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações8 páginas

Guia Prático de Primeiros Socorros

Primeros auxilios

Enviado por

vm.dtos
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações8 páginas

Guia Prático de Primeiros Socorros

Primeros auxilios

Enviado por

vm.dtos
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

PRIMEIROS SOCORROS

Podemos entender primeiros socorros como o atendimento prestado às vítimas de


qualquer acidente ou mal súbito, antes da chegada do socorrista, ou seja, profissional
qualificado da área da saúde ou equipe especializada em atendimento pré-hospitalar.
Os primeiros socorros podem ser também conceituados como as medidas iniciais e
imediatas aplicadas a uma vítima fora do ambiente hospitalar, executadas por pessoas
treinadas para realizar a manutenção dos sinais vitais e evitar o agravamento das
lesões já existentes.
Entende-se por posição anatômica aquela na qual a pessoa está em pé,
ou seja, na vertical, de frente para quem a observa, ereta, com a cabeça
nivelada e com os olhos voltados para frente. Os membros inferiores,
alinhados com o quadril e paralelos entre si. Os pés totalmente apoiados no
chão, com os dedos apontando para frente. Os membros superiores
apresentam-se estendidos ao lado do corpo, alinhados com os ombros e
com a palma de cada mão voltada para frente.
Existem quatro posições distintas da posição anatômica as quais são
comumente associadas às ocorrências:
Decúbito dorsal com as costas voltada Decúbito ventral com o ventre voltado
para baixo para baixo

Decúbito lateral direito - lado direito Decúbito lateral esquerdo - lado

do corpo voltado para baixo esquedo do corpo voltado para baixo

Os planos anatômicos são planos hipotéticos que dividem o corpo em partes com o
objetivo de facilitar a descrição, localização das estruturas e direção dos movimentos,
durante o atendimento à vítima.
• Plano mediano: divide o corpo humano em duas partes: direita e esquerda.
• Plano transversal: divide o corpo humano em duas partes: superior e inferior.
• Plano frontal: divide o corpo humano em duas partes: anterior e posterior.
O corpo humano apresenta sistemas que realizam funções específicas necessárias
para a vida humana, como por exemplo, processar os alimentos, levar substâncias
necessárias aos órgãos, eliminar toxinas etc. São eles:
 Sistema esqueletico  Sistema circulatorio  Sistema digestório
 Sistema muscular  Sistema endócrino  Sistema urinário
 Sistema tegumentar  Sistema linfático  Sistema genitais ou
 Sistema nervoso  Sistema respiratório reprodutores

AVALIAÇÃO GERAL
Quando se deparar com alguém em uma situação de emergência, você deve
primeiramente fazer uma avaliação geral da situação de modo a identificar e corrigir de
imediato os problemas que ameaçam a vida da vítima a curto prazo. É importante que
você saiba que deve realizar o processo de avaliação em duas etapas:
 Avaliação da Cena ou Dimensionamento da Cena: envolve adoção de medidas
de proteção pessoal, verificar as condições de segurança pessoal, vítima e terceiros.
Observa-se também os mecanismos de trauma ou a natureza da doença e a
quantidade de vítimas e da necessidade do acionamento de recursos adicionais.
Avaliar a cena significa realizar a observação do local da emergência
detalhadamente, atentando para alguns aspectos importantes que podem influenciar no
atendimento. Fazendo a avaliação da cena corretamente você saberá decidir se está
apto ou não para agir de acordo com o seu grau de conhecimento, habilidades técnicas
ou se a ocorrência necessita de um profissional treinado.
Além disso, muitas ocorrências podem oferecer riscos, os quais podem
comprometer não só a sua integridade física, mas também da vítima ou mesmo de
outras pessoas que estiverem próximas, como por exemplo, eletricidade, presença de
animais peçonhentos, desabamento, atrope- lamento etc. Nesses casos, é necessário
eliminar os riscos antes de atender a vítima.

 Avaliação geral da vítima: é o processo ordenado que visa verificar os riscos


iminentes de modo a evitar a exposição ao risco, tanto do observador como da vítima
e ainda de terceiros. Para realizar a avaliação, siga os seguintes passos:
 forme uma impressão geral da vítima, tentando verificar se a pessoa sofreu um
trauma ou emergência médica (doenças em geral);
 avalie o nível de consciência da vítima (se está consciente ou não);
 avalie a permeabilidade das vias aéreas (ou seja, a existência de passagem de
ar pelo nariz e/ou boca) bem como a coluna cervical (presença de deformidade);
 observe a respiração da vítima verificando se há movimentos respiratórios;
 verifique a presença de hemorragias graves (aquelas que possam fazer a
vítima perder muito sangue e comprometer a vida);
 determine a prioridade do transporte, verificando se a vítima pode ser atendida
no local da emergência ou deve ser conduzida imediatamente para atendimento
médico especializado, em um hospital;
 se necessário, acione um serviço de emergência (ligue 193 - CBMSC)
Lembre-se que a observação correta destes sinais poderá orientar o diagnóstico
inicial e o acompanhamento da evolução do quadro clínico da vítima.
Princípios básicos ao prestar os primeiros socorros a uma pessoa que sofreu
acidente ou uma inter- corrência clínica:
 Manter a calma: a tranquilidade facilita o raciocínio e a avaliação da situação da
vítima e dos cuidados necessários.
 Avaliar a cena: quem vai socorrer uma vítima de acidente deve certificar-se de
que o local onde ocorreu esteja seguro, antes de aproximar-se dele. A vítima só
deverá ser abordada se a cena do acidente estiver segura e as pessoas que prestam
o socorro não correrem o risco de também sofrerem algum tipo de acidente.
 Garantir a própria segurança: a primeira responsabilidade da pessoa que irá
atender uma ocorrência é garantir a sua própria segurança e a segunda é garantir a
segurança das pessoas ao redor, não permitindo que outras pessoas se tornem
vítimas.
 Solicitar ajuda imediatamente: caso o acesso à vítima não seja possível, você
deve acionar o Corpo de Bombeiros Militar de sua cidade pelo telefone 193, relatando
as condições da vítima e do local do acidente.
 Abordar a vítima: se a cena estiver segura, realizar a avaliação da pessoa que
sofreu acidente ou intercorrência clínica, procurando detectar as condições em que a
vítima se encontra para decisão quanto aos cuidados necessários.

SINTOMA: é tudo aquilo que a pessoa que for prestar um atendimento a outra não
consegue identificar sozinha. Aquilo que a pessoa a ser socorrida necessita contar
sobre si. Exemplos: dor abdominal, tontura etc.
SINAL: é tudo aquilo que a pessoa que for prestar um atendimento pode observar
ou sentir em outra enquanto a examina. Exemplos: pulso, palidez, sudorese etc.
 Respiração: Adultos a partir de 8 anos 12-20 mrm, Crianças de 1 até 8 anos 20-
40 mrm, Lactentes até 1 ano 40-60 mrm.
 Pulsação: Adultos 60-100 bpm, Crianças 80-140 bpm, Lactentes 85-190 bpm.
Localização dos pontos de verificação de pulso: artéria braquial em lactantes, artéria
carótida, artéria radial, artéria femoral, artéria dorsal do pé e artéria tibial posterior.
 Temperatura: Sub-normal 34-36, Normal 36-37, Estado febril 37-38, Febre 38-
39, Febre alta (pirexia) 39-40, Febre muito alta (hiperpirexia) 40-41.
 Pressão arterial: PA sistólica está relacionada à grande circulação (coração para
o corpo) 100 – 140 mmHg, PA diastólica está relacionada à pequena circulação
(coração para o pulmão) 60 – 90 mmHg.

DESOBSTRUÇÃO DE VIAS AÉREAS

Como você sabe, a respiração é essencial para a vida. Quando respiramos, o ar


entra nos pulmões, deixando o gás oxigênio, essencial para a nossa sobrevivência,
logo após nosso corpo libera gás carbônico e outras substâncias que não foram
utilizadas. Os músculos respiratórios são o diafragma (que separa as cavidades
torácica e abdominal) e os músculos intercostais, localizados entre as costelas. Eles
realizam a parte mecânica da respiração.
As emergências médicas respiratórias são aquelas que se referem às anomalias do
sistema respiratório cuja manifestação principal é a dispneia, ou seja, dificuldade de
respirar, a qual caracteriza-se por respirações superficiais, rápidas e curtas. A dispneia
traz uma sensação de angústia e falta de ar, podendo causar cianose provocada pela
falta de oxigenação adequada dos tecidos. São sinais indicativos de EMR: esforço
respiratório; respiração ruidosa/sons atípicos; frequência respiratória aumentada ou
diminuída; pulso alterado; cianose; angústia, sensação de falta de ar; tosse; alteração
da frequência e amplitude dos movimentos respiratórios.
As técnicas básicas de abertura de vias aéreas irão promover a desobstrução
causada pela língua, ou pelo relaxamento muscular.
 Manobra de extensão de cabeça (elevação mandibular): é uma manobra
bastante eficaz. Para realizá-la, você deve: colocar a vítima em decúbito dorsal e
posicionar-se ao seu lado, na altura dos ombros. Colocar uma das mãos na testa,
para estender a cabeça para trás, e a ponta dos dedos indicador e médio da outra
mão por baixo da mandíbula, apoiados na parte óssea, para levantá-la.
 Manobra de empurre mandibular (manobra modificada): é a única indicada no
caso de suspeita de lesão cervical. Essa manobra não movimenta a região cervical,
dessa forma garantindo que não ocorram complicações. Para realizá-la, você deve:
colocar a vítima em decúbito dorsal horizontal e posicionar-se atrás de sua cabeça;
com uma mão de cada lado da cabeça do mesmo, colocar as pontas dos dedos
indicador e médio sob o ângulo da mandíbula; com os dedos posicionados,
impulsionar a mandíbula para cima, mantendo a cabeça estabilizada com a palma das
mãos.
Em caso clínico: manobra de extensão de cabeça. Realizar senais vitales, entrevista,
examen físico.
Em caso de trauma: manobra de empurre mandibular. Realizar examen físico,
entrevista, senais vitais.

Denominamos OVACE toda obstrução súbita das vias aéreas (VA) superiores
causada por corpo estranho. A obstrução poderá ser leve, quando a passagem de ar
encontra-se diminuída, ou grave, quando o ar não passa. As obstruções podem ser
causadas pela língua, pela epiglote, por corpos estranhos, por danos aos tecidos ou
por patologias (enfermidades). Geralmente ocorre nas seguintes situações: ingestão de
alimentos e sucção de objetos pequenos (mais comumente com crianças). Já nos
lactentes é comum ocorrer no momento da amamentação.
Para auxiliar na desobstrução das vias aéreas em adultos o modo
mais eficiente é realizando a manobra de compressão
subdiafragmática, que consiste em compressões abaixo do diafragma,
gerando uma pressão que pode fazer a pessoa expelir o que a
engasgou. Quando você for oferecer ajuda, pergunte à vítima se ela
está engasgada. Não havendo nenhuma resposta, você deverá assumir
que sim, está engasgada.
Antes de realizar uma manobra você deve estar atento e verificar se
a vítima respira, ainda que com dificuldade. Caso ela esteja respirando,
você não deve aplicar manobra alguma, deve-se apenas estimular a
vítima a tossir.
Em caso de bebês de colo engasgados, você deve procurar
identificar a causa do engasgamento e tentar retirar o objeto estranho
da boca. Caso não obtenha sucesso, você deve dar 5 tapas nas
costas (entre as escápulas) do bebê com a cabeça levemente
inclinada para baixo, seguido de 5 compressões no centro do tórax
(linha intermamilar). Utilize apenas 2 dedos para comprimir.

Sinais e sintomas de uma PARADA CARDÍACA: 90

 Não responsivo (inconsciente): a vítima não está alerta, não atende ao estímulo
verbal ou não atende ao estímulo doloroso (AVDI);
 Ausência de movimentos respiratórios.
 Ausência de batimentos cardíacos.
A manobra de ressuscitação cardiopulmonar é uma manobra de reanimação para
vítimas de parada cardiorrespiratória que deve ser ensinada a todos os cidadãos:
 acionar o serviço de emergência ou pedir que alguém o faça;
 posicionar-se ao lado da vítima (lateral ao ombro);
 verificar a presença de respiração;
 localizar o ponto para iniciar as compressões torácicas
(linha intermamilar);
 posicionar adequadamente as mãos e o corpo (braços
unidos e distendidos), iniciando as compressões;
 realizar compressões rápidas (100 a 120 com-
pressões/min);
 comprimir o tórax a uma profundidade de pelo menos 2
polegadas (5 cm);
 permitir o retorno total do tórax após cada compressão;
 revezar o procedimento no máximo a cada 2 minutos
(caso haja outra pessoa capacitada para o atendimento).
Em criança o procedimento é realizado com uma mão no ponto médio entre a linha
mamilar. Em lactentes as compressões podem ser realizadas
utilizando dois dedos no centro do tórax e com um pouco menos
de força. A compressão deve ser aproximadamente um terço do
diâmetro anteroposterior do tórax, ou seja, diâmetro do tórax da
vítima, normalmente cerca 4 cm em bebês (com menos de 1 ano)
e cerca de 5 cm em crianças.

As HEMORRAGIAS EXTERNAS ocorrem devido a ferimentos abertos e podem


ocorrer de três formas:
 Arterial: faz jorrar sangue pulsátil e de cor vermelho vivo.
 Venosa: o sangue sai lento e contínuo, com cor vermelho escuro.
 Capilar: o sangue sai lentamente por vasos menores, sendo sua coloração
menos viva que na hemorragia arterial.
Sinais e sintomas: sangue visível; vítima agitada e pálida; sudorese intensa; pele
fria; sede; fraqueza; pulso acelerado; respiração rápida; pressão baixa.
Técnicas que podem ser utilizadas no controle das hemorragias: pressão manual
direta (em ferimentos que não possuem evidências de fratura exposta/mutilações),
curativo compressivo e torniquete.
O choque é uma ausência de oxigenação em nível celular a qual resulta na perda
de produção de energia para suportar a vida. Pode ser classificado em:
 CHOQUE HIPOVOLÊMICO: causado pela perda das células responsáveis pelo
transporte de oxigênio e perda de volume de fluidos no organismo.
Os principais sinais do choque hemorrágico são: respiração superficial e rápida;
pulso rápido e filiforme (fraco); pele fria, pálida e úmida; sede; queda da pressão
arterial (PAS menor que 90 mmHg).
Ao encontrar uma pessoa em estado de choque, se você não dispuser de recursos
adicionais deve acionar imediatamente o serviço de emergência e: deitar a pessoa em
decúbito dorsal; elevar as pernas; controlar as hemorragias externas; procurar
imobilizar fraturas, se possível; manter a pessoa aquecida (usar roupas, cobertor,
manta térmica); aguardar a chegada de pessoal habilitado.
Não se deve dar nada para comer nem para beber à pessoa que esteja em
estado de choque, mesmo que ela solicite.
 CHOQUE ANAFILÁTICO: ocasionado por reação alérgica severa, comumente
está associado a medicamentos (principalmente à penicilina), picada de insetos,
comidas, e substâncias tóxicas inaladas ou por contato. Os principais sintomas são:
prurido (coceira) na pele; sensação de queimação na pele; edema generalizado;
dificuldade para respirar, pulso fraco; perda da consciência; morte.
Ao realizar o primeiro atendimento (primeiros socorros) de vítimas em choque
anafilático é preciso perguntar se possuem alergia. Nunca ofereça medicamentos
sem orientação médica. Mesmo sob orientação profissional, pergunte à vítima
antes de oferecer qualquer medicamento sobre alergias e intolerâncias. A
ingestão de medicamentos aos quais a pessoa é alérgica pode desencadear um
choque anafilático levando ao fechamento da glote, interrompendo assim sua
respiração.

As FRATURAS estão associadas a um dos seguintes sintomas: dor intensa;


deformidade do membro no qual sente dor (formato estranho do membro em local onde
não há articulação); sensibilidade no local da fratura (a vítima sente bastante dor);
crepitação (barulho em função do atrito dos ossos fraturados quando a vítima se move
ou tenta se mover); fragmentos expostos (partes visíveis dos ossos); inchaço e
coloração diferente no local da fratura e normalmente associado à impotência funcional
do membro (não obedece os movimentos desejados pela vítima).
Processo mnemônico que ajudá na toma de decisão para o acionamento do SEM:
DEDI (Dor, Edema, Deformidade, Impotência funcional).
Quanto menos movimentar o local da fratura, menos dor a vítima sente, por isso é
importante tentar imobilizar a fratura:
 acionar o serviço de emergência o mais rápido possível;
 deixar a vítima tranquila, informando tudo que está sendo feito,
 expor o local do ferimento (cortar ou rasgar as roupas para poder visualizar o
ferimento) e controlar sangramentos se houver;
 jamais tentar reposicionar pedaços de ossos que não estão no seu devido lugar;
 procurar manter o local do ferimento o mais imóvel possível. Se necessário, é
possível usar material rígido (tala de madeira ou similar, desde que esteja em
condições mínimas de higiene) em conjunto com algum material para fixação (pedaço
de roupa, atadura, pano), para fazer uma amarração no local que limite movimentos do
membro ou local fraturado;
 imobilizar uma articulação antes e uma depois do local lesionado.

QUEIMADURAS: são lesões provocadas nos tecidos de revestimento do organismo.


Elas podem ter causa térmica (calor ou frio), química, elétrica e ainda ter origem em
forte incidência de luz e de material radioativo. São classificadas de acordo com a
profundidade que atingem o organismo e/ou de acordo com a Superfície Corporal Total
Queimada (SCTQ). Quanto à profundidade, a quei- madura pode ser classificada em:
 1º grau: é mais superficial, atinge somente a camada mais externa da pele
(epiderme). Resulta em dor local e vermelhidão na área atingida.
 2º grau: envolve a epiderme e porções variadas da derme. Além de provocar
fortes dores, resulta na formação de bolhas no local.
 3º grau: tende a com prometer toda a espessura da pele. Em virtude da
destruição das terminações nervosas no local, ali
não se sente dor. Resulta em uma pele seca, dura,
esbranquiçada com aparência semelhante a couro
(indep da raça ou cor da pele do indivíduo), ladeada
por área de vermelhidão.
 4º grau: tende a comprometer não somente as
camadas da pele, mas também o tecido adiposo,
músculos, ossos ou órgãos internos, caracterizando-
se pela carbonização do tecido.

Para o tratamento durante os primeiros socorros em casos de queimaduras


menores você deve: acionar o SEM; expor e resfriar a área queimada imediatamente.
O melhor é submergir a área queima da em água corrente (15o C) por cerca de 3 a 5
minutos; cobrir o ferimento com um curativo úmido, frouxo e estéril; retirar anéis,
braceletes, cintos de couro, sapatos etc.; oferecer suporte emocional à vítima.
Em casos de queimaduras maiores deve: acione imediatamente o SEM;
inicialmente detenha o processo da lesão (se for fogo na roupa, use a técnica do
PARE, DEITE e ROLE); avalie a vítima e mantenha suas vias aéreas permeáveis,
observando a frequência e qualidade da respiração; exponha a área queimada e
aplique um curativo estéril e não aderente cobertos por um tecido limpo; não obstrua a
boca e o nariz; não umidifique o curativo pelo risco de instalação de um quadro de
hipotermia; não aplique qualquer tipo de creme, pomada ou antibióticos tópicos
convencionais; utilize curativos específicos para queimaduras (caso disponha),
providencie cuidados especiais para queimaduras nos olhos, cobrindo-os com curativo
estéril úmido; tome cuidado para não juntar dedos queimados separando-os com
curativos estéreis; ofereça suporte emocional à vítima; previna o choque monitorando
os sinais vitais da vítima até a chegada do socorro.

INTOXICAÇÕES
Os principais sinais e sintomas apresentados por ingestão de produtos tóxicos são:
 queimaduras ou manchas ao redor da boca;
 odor inusitado no ambiente, no corpo ou nas vestes da vítima;
 respiração anormal, pulso alterado na frequência e ritmo;
 sudorese e alteração do diâmetro das pupilas;
 formação excessiva de saliva ou espuma na boca;
 alteração do diâmetro das pupilas (miose ou midríase);
 dor abdominal severa, náuseas, vômito e diarreia;
 alteração do estado de consciência, incluindo convulsões e até inconsciência.

Diante deste tipo de ocorrência você deve proceder do seguinte modo:


 acione o serviço de emergências médicas;
 mantenha as vias aéreas permeáveis;
 identifique o produto ingerido;
 peça orientação ao Centro de Informações Toxicológicas (CIA Tox/Sc);
 não provocar vômito; mas se a vítima apresentar vômitos você deve posicioná-la
lateralizada para evitar a aspiração;
 lave a boca com água corrente;
 não ofereça líquidos e alimentos;
 afrouxe as roupas da vítima para permitir que esta respire melhor;
 evite aglomeração de pessoas ao redor da vítima;
 mantenha a vítima calma e em repouso;
 monitore sinais vitais e nível de consciência da vítima até a chegada do socorro.

Técnicas de manipulação e transporte de vítimas sem suspeita de lesão na


coluna vertebral:
 Arrastamento com cobertor ou roupa
 Transporte de bombeiro
 Transporte pelas extremidades
 Transporte tipo cadeirinha
 Levantamentamento com três pessoas

BIOSSEGURANÇA
Evite o contato direto com fezes, urina, sangue ou fluidos corporais da vítima; use
sempre Equipamento de Proteção Individual (EPI), ou seja luvas descartáveis, máscara
e óculos de proteção; antes e após cada atendimento, lave bem as mãos com água e
sabão; vacine-se contra doenças infectocontagiosas, como por exemplo, hepatite B e o
tétano.
Medidas simples podem evitar que você ou mesmo a vítima contraia doenças e
infecções transmitidas pelo sangue e fluidos corporais contaminados, como por
exemplo: hepatites (B e C) e o vírus da imunodeficiência adquirida (AIDS).
Bolsa de primeiros socorros: luva de látex, máscara, soro fisiológico, gaze, ataduras,
esparadrapo, tesoura de ponta romba, termômetro e óculos de proteção.

Você também pode gostar