0% acharam este documento útil (0 voto)
12 visualizações20 páginas

Teatro: Alice no País das Maravilhas

Enviado por

Antônio César
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
12 visualizações20 páginas

Teatro: Alice no País das Maravilhas

Enviado por

Antônio César
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Alice No País Das

Pesquisar
Maravilhas Teatro
Enviado por Henrique Giovanini em Sep 11, 2019

 73% (11) · 21K visualizações · 39 páginas

Título e descrição aprimorados por IA

Dados do documento 
A peça de teatro apresenta os primeiros momentos …

Baixar

GRUPO DE TEATRO DO COLÉGIO SÃO JOSÉ – PELOTAS/RS

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Adaptado da obra de Lewis Carrol e


do filme de animação dos Estúdios Disney - 1951

Por
Nóris Martinelli Henrique Giovanini 2015

ANÚNCIO Baixe para ler sem anúnc

ATO I
Cena
1

Um bosque em uma tarde de verão, Alice


brinca com Diná, a sua gata de estimação. Sua
irmã se aproxima e a observa.

IRMÃ: Alice! O que estás fazendo?


ALICE: Brincan

do com Diná.

IRMÃ: Não

disseste que ias

ler? ALICE: Ah!

Cansei de ler.

IRMÃ: Então me dá o livro que ou te ler uma história


bem bonita. Pode ser?

ALICE: (Entregando o livro para a Irmã) Claro!


(A irmã se acomoda, pega o livro e começa a ler uma
história)

IRMÃ: Era uma vez um príncipe que sentiu

desejo de sair pelo mundo e não levou junto

consigo senão um criado fiel.

(Alice volta a brincar com sua gata, sem prestar atenção


na história)
IRMÃ: Alice!

ALICE: Oh! Estou ouvindo.


(Brincando com uma coroa de flores. A irmã volta a ler o
livro)

IRMÃ: Um dia, ele cavalgava em uma grande

floresta e, quando escureceu, vendo que não

havia por ali nenhuma hospedaria, ficou sem

saber onde passaria a noite. Então avistou uma

moça que se dirigia a um casebre e, quando ele

...

(Alice pega sua coroa de flores e coloca em Diná, em


seguida, deixa a coroa cair perto da irmã.
Alice ri)

IRMÃ: Alice! Você quer prestar atenção na história?


ALICE: Perdão! Mas como se pode prestar

atenção a um livro que não tem gravuras?

IRMÃ: Ouça Alice! Há muitos e muitos

livros neste mundo que não possuem

gravuras. ALICE: Nesse mundo pode ser,

mas para mim os livros só teriam gravuras.

IRMÃ: Você claro! Está sonhando.

ALICE: Sonhando?
IRMÃ: Vamos mais uma vez! (Continua) Quando ele
chegou mais perto, viu que a moça era

jovem e bonita. Iniciou a conversa com estas palavras!


"Cara criança, será............................ ”

ALICE: Essa historia é muito chata! Se esse

livro tivesse figuras poderia enxergar melhor a

história.

(A irmã desiste da leitura)

IRMÃ: Chega Alice! Acho que você precisa de

um tempo para sonhar. Vou tomar um chá,

você quer?

ANÚNCIO Baixe para ler sem


anúncios.

ALICE: Não, obrigado querida irmã. Não se irrite.

(A irmã sai de cena)


ALICE: Sonhando?! É isso Diná! (Pega a gata

no colo) Se esse mundo fosse só meu, tudo nele

era diferente. Nada seria o que é, por que tudo

era o que não é. E também tudo que é, por sua

vez, não seria. E o que não fosse seria. Não é?

No meu mundo, você não diria miau, Diná.

Diria... Sim, Dona Alice. Você seria como nós,

Diná. Os animais falariam. (Suspira) Oh! No

meu mundo Diná...

MÚSICA
Meu gatinho ia ter
um lindo castelinho
E andar todo bem
vestidinho
Nesse
mundo só
meu
minhas
flores,
quanta coisa eu
não diria as flores
Contaria historias
para as flores

Se eu vivesse, nesse mundo, só meu


Passarinhos! Como vão
vocês meus passarinhos?
Vocês iam ter milhões de
ninhos
Nesse meu mundo, só meu

Poderia, num regato a rir


ouvir cantar, uma
canção sem fim,
quem me dera,
que ele fosse

assim,

maravilhosament

e só pra mim.

(Entra o Coelho apressado, vestindo um colete


segundando um relógio em uma das mãos)

ALICE: Oh! Diná é só um coelho de colete

(arregala os olhos surpresa) e de relógio!

COELHO: Pelos meus bigodes estou

atrasado! (olhando o relógio) É tarde! É tarde!

É tarde! ALICE: Oh! Que coisa! Como é que

um coelho pode estar atrasado! Espere!

COELHO: É tarde! É tarde! Tão tarde até que

arde! Ai, ai meu Deus! Alô adeus. É tarde! É

tarde! É tarde!

ALICE: Deve ser muito importante como um baile ou sei


lá... Senhor Coelho espere!
COELHO: Não, não, não, não. Eu tenho

pressa, eu tenho pressa. A festa ai, ai, ai, meu

Deus! Alô Deus é tarde! É tarde! É tarde!

(O Coelho entra em um buraco. Alice se ajoelha e espia


desconfiada.)

ANÚNCIO Baixe para ler sem


anúncios.

ALICE: Que lugar esquisito para uma festa! Eu

acho Diná, que a gente não devia entrar, afinal

nós não fomos convidadas (entrando no buraco)

e a curiosidade é uma co isa feeeeeeia.

(Blackout. Música tensa. Luzes piscam, a cortina

se mexe, como se fosse uma tempestade)

ALICE: EM OFF - Adeus Diná! Adeeeussss!

CENA
2

Fundo preto. Acende um foco de luz em Alice,

desmaiada e outro na Porta pequena, que está

no centro da cena. Alice acorda.

ALICE: Depois disso, eu ei de me acostumar a

rolar da escada. Oh! Meu Deus será que eu caí

e passei pelo centro da teeerra. Oh! E se eu

saísse do outro lado de cabeça para baixo! Oh!

Mas isso é tolice! Ninguém...

(O coelho passa correndo e entra na Porta, que está no


centro da cena)

ALICE: Oh! Oh! Mas senhor Coelho espeeeere! Pare!


.........................................Que coisa! Que coisa!
(Tentando abrir a porta)

PORTA: Uu

uuuiii!!!

ALICE: Oh!

Me desculpe!

PORTA: Oi! Não foi nada! É

que me podias me amassar!

ALICE: É que eu estava

seguindo...

PORTA: (Rindo) Essa é boa Hein? Amassar, maçaneta.


hahahah
ALICE: Por favor!

PORTA: Um momento! Vamos ver o

que é possível fazer! O que procuras

tu? ALICE: Eu, eu, procuro o coelho

branco. E, e ...se puder me ajudar...

PORTA: Quem? Ou!


ALICE: Lá vai ele! Eu preciso passar! (Espiando pela
maçaneta)

PORTA: Oh! És muito grande! Simplesmente


impassável!
ALICE: Quer dizer impossível?

PORTA: Não! Impassável! Aqui nada é

impossível! Ahahaha (rindo) Por que não

tentas a garrafa da mesa?

ALICE: Mesa?
(Acende foco em uma mesa com uma garrafa em cima)

ALICE: Oh!
(Vai até a mesa e pega a garrafa)

PORTA: Lê o rótulo! E serás dirigida diretamente na


direção dele.

ANÚNCIO Baixe para ler sem


anúncios.

ALICE: (Lendo) Bebe-me!(Pensativa) Hum!

Melhor olhar bem. Porque quando se bebe, de

uma garrafa marcada veneno. É quase certo

fazer mal a gente, cedo ou tarde.

(A porta a observa curiosa)

PORTA: Quer explicar?


ALICE: Estava dando bons conselhos a mim mesma...
Mas...........................................(bebe) Hum! Tem
gosto de

cereja...
(A atriz que faz a Alice abaixa-se um pouco,
enquanto isso a porta aumenta um

pouco)
ALICE:...mingau...

(Abaixa-se um pouco, enquanto isso a porta aumenta


mais um pouco)
ALICE:...abacaxi...

(Abaixa-se um pouco, enquanto isso a porta aumenta


mais um pouco)
ALICE:...de Peru...

(Abaixa-se um pouco, enquanto isso a porta aumenta


mais um pouco)
ALICE: Credo!!! O que eu fiz?

PORTA: hahaha Quase te

apagaste como uma vela.

ALICE: (Surpresa se

olhando) Mas olhe! Eu fiquei

pequenina! (Tentando passar

pela porta e ela se vira)

PORTA: hahaha Não, não. hahaha (rindo) Esqueci de te


dizer.............................................. ho, ho, (rindo ) Eu estou
trancado.

ALICE: Oh! Não! (desanimada sentando no chão)

PORTA: Mas tendo a chave...

ALICE: Que chave?

PORTA: Oh! Mas deixaste a chave lá em cima.

(Os dois olham para cima. Alice estica o

braço, na tentativa inútil de pegar a chave)

ALICE: O que coisa! (pensativa) Mas o que é, que eu vou


fazer?

PORTA: Pega o cofre, é lógico! (Surge o cofre, ela se


espanta e abre o cofre).

ALICE: Oh! Coma-me! (Come)

ALICE: Tá bem! Mas eu só quero ver depois.

OOOO!!! (A porta diminui repentinamente,

dando a impressão de que Alice aumentou de

tamanho).

PORTA: Uaaau!

ALICE: O que foi que disse?

ANÚNCIO Baixe para ler sem


anúncios.

PORTA: Disse: Disparasse como um foguete. hahahaha

ALICE: Eu não acho graça nenhuma! (Começa a chorar)


Nunca! Nunca mais eu saio daqui!

PORTA: Calma! Choro não ajuda! Não chore!

(Alice chora muito.)

PORTA: Não! Pare! O frasco, o frasco ! (Alice

pega o vidro e bebe o líquido. A porta fica do

tamanho normal e abre para Alice passar).

Não adianta, tenho um coração muito mole!

ALICE: (Soluçando) Muito obrigado, dona Porta!

Blackout.

CENA
3

A CORTINA SE ABRE. Céu azul. País das maravilhas. Entra


Dodô sendo empurrado por um
papagaio.

DODÔ:
Marinheiro eu sou, vivo sempre assim,

Navegando eu vou, pelo mar sem fim,

Nunca, nunca me interesso pelo tempo, pelo tempo

Nada, nada, nada, nada mais com fim.

Marinheiro eu sou, vivo sempre assim,

Pirilam, plam, plam, pirilam, plam, plam.

Nunca, nunca, me...

Terra à vista! E outras pessoas náuticas! Chegamos


Piloto!

PILOTO: Onde estamos Dodô?

ALICE: Dodô?

DODÔ: Três pontos a estibordo. Já vamos

atracar. Já vamos pisar terra firme! hahahah

Para terra eu vou virando assim, nossa roupa

poderá secar

ALICE: Senhor Dodô, por favor, ajude-me. Po r favor!

Dodô aparece cantando em cima de uma pedra

cenográfica, que está no centro do palco. No

meio e alguns animais dançando na volta.

DODÔ:

Gira a roda sem parar

Pois rodando assim a nossa roupa v ai secar

ANÚNCIO Baixe para ler sem


anúncios.

Pula, pula, pula quem parar faz muito mal

Todos bem felizes nessa roda colossal

Salta, salta nessa grande confusão

Pois quem vive alegre não tem preocupação

Gira, gira, gira, por aqui e por ali

Tanta correria nesse mundo eu nunca

Vira, vira, vira, vira, sem parar

Pois virando assim, a nossa roupa vai secar

E roda, Ei! assim não pode secar!

(Alice está no chão, levanta e conversa com Dodô,


entrando na roda)

ALICE: Secar?

DODÔ: Deve rodar com os outros, é o regulamento da


corrida, não é?

ALICE: Mas como é?

DODÔ: Muito bem! Você vai secar num momento.

ALICE: Ninguém pode secar desse modo.

DODÔ: Bobagem! Não vê, que eu já tenho as penas


sequinhas.

ALICE: Sim... mas ...

DODÔ: Vamos todos, Vamos com isso! Animem-se!

(O coelho passa, tropeça e cai)

ALICE: O coelho branco! O Senhor Coelho, Senhor


coelho.

(Ele levanta abre o guarda chuva)

COELHO: Oh! Oh! É tarde! É tarde! É tarde!

ALICE: Não vá embora, espere por mim!

COELHO: É tarde! É tarde! É tarde! É

tarde! É tarde! (Sai de cena. Alice sai

correndo empurrando um dos animais que

estão na roda)

DODÔ: Ei cuidado, não empurre a dona

sardinha, não empurre. Vamos embora

pessoal, essa menina é estranha!

(Todos saem de cena cantando. Alice procura o Coelho)

ANÚNCIO Baixe para ler sem


anúncios.

ALICE: Seu coelho? O Seu Coelho! Que coisa!

Parece que entrou aqui! Será que acaso se

escondeu?

(Ela procura, mas não encontra e nem percebe que atrás


dela estão os bonecos gêmeos)

ALICE: Hum...Será que está aqui? (Vira à

esquerda e os bonecos a imitando) Não está!

Onde então? (Vira à direita)

Alice: Não! Suponho que tenha... (Vira-se

para trás e se depara com os bonecos) Oh! O

mas que bonecos engraçados. (Lê nos seus

colarinhos) Tweedle-dee e Tweedle-dum.

Toca levemente na barriga de Tweedle-dee.

TWEEDLE-DEE: Oh! (Som de buzina)

TWEEDLE-DUM: Se nos toma por bonecos compre


entrada, não?

(Ao final de cada fala se cutucam e dançam)

TWEEDLE-DEE: Do contrário, se nos toma como gente


deve cumprimentar-nos!

(Dançam uma trilha curta e engraçada).

TWEEDLE-DEE e TWEEDLE-DUM: É lógico!

ALICE: É! Prazer em conhecê-los! Adeus! (Alice vira e


ameaça sair, os bonecos fazem a volta e
para na frente dela)

TWEEDLE-DEE: Começou pelo fim!

TWEEDLE-DUM: É, logo que chega a visita diz:

Cantam trocando as mãos.

TWEEDLE-DEE e TWEEDLE-DUM:

Como passou?
E aperte a

minha mão.

Diga o seu

nome e as

coisas e as

coisas como

vão.

Pois é!

ALICE: Engraçado! Pois o meu nome é Alice, e eu procuro


um coelho branco e por isso...

TWEEDLE-DEE: Não pode ir já!

TWEEDLE-DUM: Não! A visita mal começou.

ALICE: Eu sinto muito.

TWEEDLE-DEE: Quer brincar de esconde-esconde?

ANÚNCIO Baixe para ler sem


anúncios.

TWEEDLE-DUM: Ou "Abotoa, abotoa, quem ficou com


o botão?"

ALICE: Não, obrigado.

(Os bonecos fingem simulam a posição de lutadores antes


de a partida começar)

TWEEDLE-DEE: Se demorar mais um pouco, vai ver uma


batalha.

TWEEDLE-DUM: Uma batalha de boxe!

ALICE: São muito gentis, mas tenho que ir.

TWEEDLE-DEE: Por quê?

TWEEDLE-DUM: É!!! Por que?

ALICE: Porque estou seguindo um coelho branco.

TWEEDLE-DEE: Por quê?

TWEEDLE-DUM: É!!! Por que?

ALICE: Bem, estou curiosa para saber aonde ele vai.

TWEEDLE-DEE: Por quê?

TWEEDLE-DUM: É!!! Por que?

(Alice, sem paciência não responde. Após um período de


silêncio no palco o diálogo segue)

TWEEDLE-DEE: Ela é curiosa.

TWEEDLE-DUM: As ostras também eram curiosas, né?

TWEEDLE-DEE: Sim, e lembra o que aconteceu com


elas?

TWEEDLE-DUM: Coitadinhas.

TWEEDLE-DEE: Coitadinhas.

ALICE: Por quê? O que aconteceu com as ostras?

TWEEDLE-DUM: Você não está interessada.

ALICE: Mas, eu estou.

TWEEDLE-DEE: Não, não, você está com muita, muita


pressa.

ALICE: Bem, talvez eu possa esperar um pouco.

TWEEDLE-DEE e TWEEDLE-DUM: Pode? Bem!

TWEEDLE-DEE: Elas ficaram curiosas para dar um


passeio com a Morsa

ANÚNCIO Baixe para ler sem


anúncios.

TWEEDLE-DUM: A Morsa prometeu uma hora do


recreio bem divertida.

TWEEDLE-DEE: Mas na hora do lanche, o lanche era


elas.

TWEEDLE-DUM: Coitadinhas das ostrinhas... foram


comidas uma a uma.

ALICE: Ah, que horror! Que história triste.

TWEEDLE-DEE: Sim, mas tem uma moral.

TWEEDLE-DUM: Sim, uma moral muito boa,

ALICE: É... Teria uma moral bem legal se a

gente fosse uma ostra. Bem, foi uma visita

bastante agradável... (ameaçando sair)

TWEEDLE-DEE: Outra declamação!

ALICE: Sinto muito, mas...

TWEEDLE-DUM: Chama-se o "Pai William."

ALICE: Mas, eu realmente estou...

TWEEDLE-DEE: Primeiro verso.

Todo povo dizia “porquê” ao pai Guilhermino

“estás velho de mais”?

No entanto, você que tem tantos pinotes,

você acha que isso se faz, se faz,

você acha que isso se faz?

E então, o velhinho dizia para o povo:

“Faço isso tudo de novo, de novo, de novo, de novo, de


novo.”

(Durante a música, Alice vai se afastando dos bonecos. Ao


final, os bonecos saem de cena)

CENA
4

(Uma casa é iluminada no canto do palco. Alice se


aproxima. Enquanto isso, na área escura do
palco, as flores entram discretamente e ficam congeladas
na cena até a hora de suas ações)

ALICE: Quem será


que mora aqui?
COELHO: EM
OFF – Mariana!!
Mariana!!

(Alice se aproxima da janela, até que o coelho aparece na


janela)

COELHO: Mariana!!! Onde ela poderia ter colocado?

10

ANÚNCIO Baixe para ler sem


anúncios.

ALICE: O coelho!! (Feliz)

(O Coelho abre a porta da casa e sai)

COELHO: Não adianta! Não posso esperar! Estou muito


atrasado. É tarde, é tarde, é tarde!

ALICE: Com licença, senhor, mas... Mas estou


tentando...

COELHO: Ora, Mariana! O que está fazendo aqui fora?

ALICE: Mariana?

COELHO: Não faça nada. Fique aí. Não, não! Vá procurar


minhas luvas. Estou atrasado!

ALICE: Mas atrasado para o quê?

COELHO: Vai, vai, vai! Minhas luvas!

(Empurrando Alice pra dentro da casa. O coelho

toca uma corneta para chamar atenção de Alice)

Imediatamente! Tá ouvindo?

ALICE: Credo! Acho que a próxima a me dar ordens será


a Dinah.

COELHO: (Olhando para o relógio) Ahhhhhhh!

Não dá pra esperar. Já está tarde! (Corre para

a coxia)

ALICE: Espere por favor! Sr. Coelho!!

(O palco todo é iluminado. Entra uma borboleta com asas


que lembram pão de sanduíche)

ALICE: (Observa curiosa) Ora, que borboletas estranhas.

ROSA: Você quis dizer borboleta-pão.

VIOLETA: São fatias de pão com manteiga.

ALICE: (Analisando atentamente a borboleta) Oh, sim,


claro... Agora quem você acha... (Olha
para trás e não vê ninguém, apenas flores imóveis) Ora...
Quem teria falado?

(Entra um cavalo com asas de mosca. Alice se assunta)

ALICE: Que mosca... Quer dizer, “moscavalo”? (Olha


para trás esperando a aprovação da voz)

MARGARIDA: Claro.

ALICE: Me desculpe... mas, você... (Aponta para


Margarida, que está imóvel)

ALICE: Oh, isso é tolice. Flores não podem falar.

TULIPA: Mas claro que podemos falar, minha querida.

ROSA: Desde que se tenha com quem falar.

VIOLETA: Ou sobre o que falar.

11

ANÚNCIO Baixe para ler sem


anúncios.

MARGARIDA: Também cantamos.

ALICE: É mesmo? (Encantada)

TULIPA: Imagina se nós, lindas flores, não saberíamos


cantar?

ROSA: O que seria da primavera sem as nossas


canções?

VIOLETA: Oh, sim. Gostaria de ouvir uma música?

MARGARIDA: Podemos cantar aquela das Margaridas


tím idas.

TULIPA: Não! Tem que ser o hit


"Como é grande o meu amor por
Tulipas?". VIOLETA: E quem sabe “O
show das Violetas”?

ROSA: Gosto mais


de “Choram as
Rosas”!
MARGARIDA: Oh,
não, não, essa é brega.
ROSA: A minha?! A
sua é mais ainda.

VIOLETA: Pra não desagradar ninguém, vamos de "O


Gracioso Lírio -do-vale."

ROSA: Meninas!

TULIPA: Que tal o meu dueto com a Margarida? (Abraça


a Margarida)

ROSA: Meninas!

MARGARIDA: Amei!

ROSA: Meninas!

VIOLETA: Escutem a rosa!

ROSA: Vamos cantar "O Jardim das Flores."

Essa é a de todas nós. Comece com um "Lá",

maestro!

MÚSICA – O JARDIM DAS FLORES

CORO
Borboletas e tulipas se beijam
E enchem a terra
de alegrias mil
Como as flores no
jardim vicejam
Como o céu
primaveril
Tantas flores, tantas
cores vibrando
Tantas violetas a
cantar
As tigrinhas e os leões brincando
Tudo vão, se há sonhar

12

ANÚNCIO Baixe para ler sem


anúncios.

As lagartas
da floresta
Brigam como
cão gato
Margaridas
boas-vindas
Na rede a
sonhar
Sonhar...

Tudo pode-se aprender entre as flores


Sobretudo aquelas
em botão Quem
aspira o aroma
dessas flores
Sente o bater do
coração

ALICE
Tudo pode-se aprender entre as flores
Sobretudo aquelas
em botão Quem
aspira o aroma
dessas flores
Sente o bater do
coração

oh ohhhh

ALICE: (Bate palmas) Oh, que encantador!

ROSA: Obrigada, minha querida.

VIOLETA: De que tipo de jardim você vem?

ALICE: Oh, não venho de nenhum jardim.

MARGARIDA: Acha que ela é uma flor selvagem?

ALICE: Oh, não. Não sou uma flor selvagem.

TULIPA: De qual espécie - ou devemos dizer gênero -


você é, minha querida?

ALICE: Bem, acho que me chamariam de... Alice Gênero


Humano.

ROSA: Já viu alguma Alice dar flor assim?

VIOLETA: Vamos pensar... já viu alguma Alice?

MARGARIDA: Sim. E já reparou nas pétalas dela?

TULIPA: Que cor mais estranha!

ROSA: E sem fragrância.

VIOLETA: Olhem só para esses talos.

MARGARIDA: Bastante esqueléticos, eu diria.

TULIPA: Ah, apesar de tudo... Eu acho ela bonita.

13

ANÚNCIO Baixe para ler sem


anúncios.
ROSA: Quieta, Tulipa!

ALICE: Mas eu não sou uma flor.

ROSA: Exatamente como eu suspeitei.

VIOLETA: Ela nada mais é do que uma simples "Mobile


Vulgaris"

ALICE: Uma simples o quê?

MARGARIDA: Vulgarmente falando... Um matinho.

ALICE: Não sou um matinho!

TULIPA: É claro que não vai confessar.

ROSA: Bom, esperava que ela admitisse?

MARGARIDA: Pode imaginar? Que horror!

VIOLETA: Não a deixe ficar aqui e semear.

TULIPA: Agora vá. E não faça raízes...

ROSA: Não queremos ervas daninhas em nosso


território.

VIOLETA: Mexa-se, mexa-se!

(As flores empurram Alice para longe)

ALICE: Tudo bem, se é isso o que vocês

acham... (Indignada) Se tivesse do meu

tamanho normal, poderia colher cada uma de

vocês, se quisesse! E acho que isso lhes daria

uma lição!

(As flores saem de cena. Alice ajeita o vestido, se


recompondo)

ALICE: (Ranzinza) Pode-se aprender muitas

coisas com as flores... Hum! Parece-me que

elas poderiam aprender umas coisinhas sobre

boas maneiras.

LAGARTA: EM OFF -

E,I,O,U

A, E, I, O, U

E, I, O, U

(A Lagarta entra cantando)

A, E, I, O,A

14

ANÚNCIO Baixe para ler sem


anúncios.

U, E, I, A

A, E, I, O, U

LAGARTA: Quem és tu?

ALICE: Bem, eu, eu, eu... quase não sei,

senhor. Já mudei tantas vezes desde a manhã,

percebe?

LAGARTA: Não. Explique-se!

ALICE: Acho que não posso me explicar, senhor... porque


eu não sou eu, sabe.

LAGARTA: Não sei de nada.

ALICE: Bem, não posso ser mais clara, pois também não
está claro para mim.

LAGARTA: Tu? Quem és tu?

ALICE: Bem, não acha que deveria me dizer primeiro o


seu nome?

LAGARTA: Por quê?

ALICE: (Suspira, quase que desistindo de conversar) Meu


Deus, tudo aqui é tão confuso.

LAGARTA: Não é não.

ALICE: Bem, para mim, é.

LAGARTA: Por quê?

ALICE: Bem, não consigo me lembrar das coisas que eu


fazia, e...

LAGARTA: Recite.

ALICE: Hein? Oh, oh, sim, senhor. "Como Doth, a


abelhinha ocupada, melhora a cada canela"...

LAGARTA: Pare! Não está sendo recitado


correctamente. É assim:

(Um foco de luz acende sobre a Lagarta, uma

trilha toca ao fundo enquanto ela recita

exageradamente)

Com que
destreza o
crocodilo Não
espadana a
cauda
E na água
rápida do
Nilo Como ele
não se
espalda
Que graça e que
leveza aquela
Como ele é
sedutor
E engole os

peixes pela

goela Com riso

encantador

ALICE: Muito bonita, mas nunca ouvi recitada assim.

15

ANÚNCIO Baixe para ler sem


anúncios.

LAGARTA: Eu sei. Eu a aperfeiçoei.

ALICE: Bem, se me permite...

LAGARTA: Tu? Quem és tu?

(Alice se irrita e vira de costas. A Lagarta, com

expressão de desprezo sai de cena. Alice ouve

soluços repetidas vezes).

ALICE: (Procurando) Ué, de onde será que

vem este som? Quem está aí? Que som é

esse? É algum animal? Já chega! Para com esse

barulho irritante.

SOL: (Saindo de trás das árvores. Tímida) Eu não


consigo...

ALICE: Ah, aí está você!

SOL: (Tímida) Oi... HIP!

ALICE: Você não consegue parar de soluçar?

SOL: Não.

ALICE: Por quê?

SOL: HIP! Um dia acordei com muita fome, aí comi


demais e fiquei assim! HIP!

ALICE: Coitadinha...

SOL: Já tentei de tudo o que foi possível pra

acabar com esse problema, mas esse soluço

não para!

ALICE: Não se preocupe! Vou te ajudar! Você é daqui


mesmo?

SOL: Sou do reino vizinho. Vim brincar por aqui e acabei


perdida. HIP!

ALICE: (Pensativa) Qual caminho devemos seguir...

(Ouve-se uma música ao longe. Alice, curiosa, procura


para saber de onde vem o som)

ALICE: Ora, quem estaria cantando...

(O Mestre Gato surge rapidamente)

MESTRE GATO: Perdeu alguma coisa?

SOL: HIP!

ALICE: (Assustada) Oh! Eu...eu estava... N-não.

Eu, eu, eu quero dizer, eu, eu só... estava

querendo saber...

MESTRE GATO: Oh, está tudo bem. Uh, um


momento, por favor. Segundo verso...
(Canta uma segunda parte da canção)

16

ANÚNCIO Baixe para ler sem


anúncios.

ALICE: Ora, ora, você é um gato.

MESTRE GATO: Mestre Gato!

SOL: Olá, gatinho! HIP!

(Ameaça ir embora)

ALICE: Oh, espere! Não vá, por favor.

MESTRE GATO: Terceiro verso...

ALICE: Oh, não, não, não. Obrigado, mas... Mas

eu só queria lhe perguntar para que lado devo

seguir...

MESTRE GATO: Bem, vai depender... de para onde


vocês querem ir.

ALICE: Oh, isso realmente não importa, contanto que


nós...

MESTRE GATO: Então não importa o lado

que vocês vão. Oh, a propósito. (Para Alice) Se

realmente quer saber, ele foi por aquele lado.

ALICE: Quem?

MESTRE GATO: O Coelho Branco.

ALICE: Ele foi?

MESTRE GATO: Foi o quê?

ALICE: Foi por ali.

MESTRE GATO: Quem foi?

ALICE: O Coelho Branco.

MESTRE GATO: Que coelho?!

ALICE: Mas você não acabou de dizer... (Irritada) Que


coisa!

SOL: HIP! Você sabe como posso dar fim ao meu soluço?

MESTRE GATO: Sol o que?

SOL: Soluço! Vai dizer que você não sabe o que é? HIP!

MESTRE GATO: E por que eu deveria saber?

SOL: Por que todo mundo tem, ora!

ALICE: É tipo assim... (pensa) Quando alguém

está... (pensa) É um som que sai... (Pensa) É

algo assim Hip! (Alice, faz careta e tenta

reproduzir o som, mas não sai parecido)

MESTRE GATO: Pois fiquei na mesma!

17

ANÚNCIO Baixe para ler sem


anúncios.

ALICE: Ai, faz aí Sol! Mostra pra ele!

SOL: Está bem...

(Todos aguardam um tempo, mas nada acontece)

ALICE: Ué, cadê ?

SOL: (Feliz) Ainda bem! O soluço se... HIP! (Soluça alto)

MESTRE GATO: Ah! Agora entendi! Mas não. Nunca tive


essa coisa.

(Sol fica triste)

SOL: O soluço é uma coisa que você só entende


completamente depois que você sente.

ALICE: Não fique assim... Eu tenho certeza que


conseguiremos resolver esse problema!

SOL: HIP!

MESTRE GATO: Porém, se eu estivesse

procurando um coelho branco e uma solução

para soluço, perguntaria ao Chapeleiro Maluco.

ALICE: O Chapeleiro Maluco? Não, não, eu, eu acho que


não...

MESTRE GATO: Ou, tem a Lebre... naquela direção.


(Aponta para a direita)

ALICE: Uh, obrigado. Eu, eu acho que vou visitá-la.

MESTRE GATO: Claro que ele também é maluca.

ALICE: Mas eu não quero ficar entre malucos!

MESTRE GATO: Oh, não tem como evitar.

Tudo aqui é maluco! (Ri) Deve ter percebido...

que eu não sou totalmente são. (Sai de cena

cantando)

ALICE: Que coisa! Se as pessoas por aqui estão assim... É


melhor não contrariar.

(Entra Dodô, sendo puxado pelo Piloto)

DODÔ: Olá, garota!!

ALICE: Dodô! Piloto! Como vão vocês?

PILOTO: Explorando novas terras e você?

SOL: Quem São? Hip!

ALICE: Um pessoal esquisito que conheci.

SOL: Quem sabe um pouco de esquisitice possa resolver


o meu problema. HIP!

ALICE: Eles não me ajudaram, mas tal vez possam te


ajudar. Vamos tentar!

18

ANÚNCIO Baixe para ler sem


anúncios.

DODÔ: Então, menina. Continua atrás do coelho branco?

ALICE: Continuo sim... Escute, Dodô. A minha amiga aqui


gostaria muito da ajuda de vocês.

SOL: HIP!

DODÔ: O que houve?

PILOTO: (Curioso) É, o que houve?

SOL: Ataque de Soluço!

DODÔ: O que?

SOL: Um ataque!

DODÔ: SOCORRO! PILOTO, TEMOS UM ATAQUE!


PREPARAR CANHÃO!

PILOTO: AI, MEU DEUS, A MENINA VAI ATACAR!

ALICE: Não, não, não! Ela está tendo um ataque...

SOL: ... De Soluço! HIP!

DODÔ: Ah! Sim... Mas por que não disse

antes. A solução é fácil... É técnica infalível!

Quantos anos você tem?

SOL: Dez.

DODÔ: Para curar um soluço basta trancar a

sua respiração e contar os números de sua

idade. Nesse caso, deves contar até dez.

ALICE: Que legal! Tente Sol!

SOL: Será que funcionará?

DODÔ: Esse método está na minha família há

anos! Vamos lá? Feche os olhos. Tranque a

respiração. (Sol fecha os olhos e puxa ar)

Agora vamos contar todos juntos.

TODOS: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10!

(Após um breve silêncio, ouve-se um soluço).

SOL: HIP! (Todos ficam tristes)

DODÔ: Desculpe, garota. Isso sempre funcionou


comigo.

ALICE: Você costuma ter muito soluço.

DODÔ: Não. Nunca tive! Agora temos que ir... Vamos,


Piloto!

(Dodô sai de cena sendo puxado pelo Piloto)

SOL: (desanima) Desista, Alice! Já tentei tudo o que


podia...

19

ANÚNCIO Baixe para ler sem


anúncios.

ALICE: Eu não entendo. Soluço é algo que começa e


geralmente termina sozinho.

SOL: No meu caso, não. HIP!

(Começa a tocar a música: “Bom


desaniversário pra mim”. Entram a Lebre, o
Chapeleiro Maluco e o Ratinho. Conforme
dançam, vão montando uma mesa de
aniversário, com bolo,
xícaras e bules).

LEBRE:
Um bom desaniversario pra mim
CHAPELEIRO:
Pra quem?
LEBRE:
Pra mim
CHAPELEIRO:
Pra ti?
Um bom desaniversario pra ti
RATINHO:
Pra mim?
LEBRE:
Sim sim (É sim)
TODOS:
Vamos comprimentarmos com uma xícara de chá,
Com um desaniversario pra mim

(Ao terminar a canção Alice aplaude. Os três olham para


Alice e em seguida se olham).

LEBRE: (Indo em direção a ela) Tá cheio!

RATINHO: Tudo cheio!

CHAPELEIRO: Não há vagas.

LEBRE: Não tem lugar!

RATINHO: Tudo cheio!

CHAPELEIRO: Tá cheio!

ALICE: Mas eu pensei que houvesse bastante lugar.

CHAPELEIRO: Ah, mas é muito grosseiro se sentar sem


ser convidado!

LEBRE: Ah Eu diria que é feio! Realmente é mesmo,


muito, muito feio.

RATINHO: Muito, muito, muito feio. É sim!

ALICE: Sinto muito!

SOL: Mas gostamos de ver vocês cantando e queríamos


saber se poderiam me dizer...

20

ANÚNCIO Baixe para ler sem


anúncios.

LEBRE: (para Alice) Você gostou de nos ouvir

catando? (para Sol) Você gostou de nos ouvir

catando? (para o Chapeleiro) Elas gostaram de

nos ouvir catando!

CHAPELEIRO: (Aperta as bochechas de Alice)

Oh, que menina mais encantadora! Estou tão

emocionado com isso! Nunca recebemos

elogios. Quer tomar uma xícara de chá?

LEBRE: Ah, sim, é mesmo, o chá. Tome uma xícara de


chá. (Servindo o chá)

(Ratinho puxa uma cadeira e faz Alice e Sol sentaren)

ALICE: Seria muito agradável.

SOL: Que bondade sua. HIP!

(Todos se assustam com o soluço de Sol).

CHAPELEIRO: (Para Sol) O que houve com você?

SOL: Não consigo parar de soluçar... Hip!

LEBRE: Ihhhh!

CHAPELEIRO: Hmm... Dizem que puxar a

língua pra fora com certa força pode fazer os

soluços pararem.

(Sol coloca a língua pra fora)

SOL: HIP!

LEBRE: Tampe os ouvidos. Isso dá certo!

(Sol tampa os ouvidos)

RATINHO: Leve um susto

CHAPELEIRO: É isso! Vamos dar um susto nela!

LEBRE: Mas como?

CHAPELEIRO: Assim! (Para Sol) BUHHH!!!!

SOL: HIP!

LEBRE: Então, vamos fazer ela


rir! Todos fazendo cócegas,
vamos lá!
Baixar

(Todos fazem cócegas em Sol. Ela


ri)

SOL: HIP!
A N Ú N C IO
CHAPELEIR O : Já se i! So brecarregar as
terminações nervosas na boca com uma sensação doce

Você também pode gostar