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Recursos Didáticos e Apresentações Multimédia

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Monica dias
Direitos autorais
© All Rights Reserved
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M6 | Recursos Didáticos e
Multimédia
Formação Pedagógica Inicial de Formadores

Filipa Braga
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OBJETIVOS

Pretende-se que cada formando, após este módulo esteja apto a:


• Selecionar, conceber e adequar os meios pedagógico-
didáticos, em suporte multimédia, em função da
estratégia pedagógica adotada;

• Conceber, adequar e utilizar apresentações multimédia;

• Compreender a dinâmica e importância do PowerPoint


como modelo de apresentação;

• Criar apresentações em PowerPoint tendo em conta as


respetivas regras de elaboração.
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CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
• Compreender a importância da utilização adequada
dos recursos didáticos e as vantagens que estes 25%

introduzem na aprendizagem;

• Criar uma apresentação multimédia, através do


40%
PowerPoint, mediante as regras/conselhos na
elaboração;

35%
• Observação de comportamentos
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CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS
Sub-módulo I - Exploração de Recursos Didáticos

Sub-módulo II - Construção de Apresentações Multimédia


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Exploração de
Recursos Didáticos
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RECURSOS DIDÁTICOS

O que são e para que


servem os recursos
didáticos?
São todos equipamentos ou materiais utilizados no processo ensino-
aprendizagem que auxiliam e facilitam a transmissão de informação
permitindo uma maior facilidade na aquisição de conhecimentos, tornado
todo este processo mais eficaz e eficiente.
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RECURSOS DIDÁTICOS

Os recursos didáticos…
São concebidos para fins pedagógicos, entre
outros, o quadro, os acetatos, os textos, as gravações, os
filmes, os manuais, etc.. Para além destes, são considerados
outros recursos, que podem ajudar na apreensão de
conhecimentos, tais como, jornais, revistas, cartazes, etc…

As tecnologias modernas influem favoravelmente sobre os aspetos da retenção,


motivação e compreensão. As suas grandes potencialidades residem no facto
de estimular os sentidos.
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OS SENTIDOS E A APRENDIZAGEM
Os sentidos são os canais de condução da informação para o cérebro;
1% através do paladar
2% através do tato
3% através do olfato
Conhecimento através dos sentidos
11% através da audição
83% através da visão
10% do que lê;
20% do que ouve;
30% do que vê;
Memória 50% do que vê + ouve;
70% do que vê + ouve + debate
90% do que vê + ouve + debate + faz
100% do que vê + ouve + debate + faz + ensina
70% do que ouviu
Após 3 horas, lembra: 72% do que viu
85% do que ouviu + viu
10% do que ouviu
Após 3 dias, lembra: 20% do que viu
65% do que ouviu + viu
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OS SENTIDOS E A APRENDIZAGEM

• Quantos mais sentidos estiverem envolvidos na


captação da informação, maior será a
aprendizagem;

• Na aprendizagem é indispensável que haja


observação e que se estimule diferentes sentidos,
através de diferentes recursos;

NOTA: Os recursos didáticos e pedagógicos de forma alguma substituem o


Formador. São unicamente instrumentos ao seu dispor!
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RECURSOS DIDÁTICOS

Porquê que os recursos


didáticos são importantes?
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A IMPORTÂNCIA DOS RECURSOS DIDÁTICOS

• Despertar e prender atenção;


• Melhorar a retenção da imagem visual e da
formação;
• Favorecer a observação e a experimentação;
• Ajudar a formar imagens corretas;
• Tornar o ensino mais objetivo e concreto, próximo
da realidade;
• Dar oportunidade de melhor análise e interpretação;
• Fortalecer o espírito crítico (facilita a troca de ideias).
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RECURSOS DIDÁTICOS

Quais são as principais


funções/objetivos dos Recursos
Didáticos?
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FUNÇÕES/OBJETIVOS DOS RECURSOS DIDÁTICOS

• Facilitam a atividade do formador. Ajudam a


formar imagens corretas, objetivando o conteúdo
das palavras.

• Facilitam a troca de ideias, a discussão e a intervenção dos formandos. Esta


experiencia fortalece o espirito de crítica e de intervenção aumenta.

• Aumentam a motivação, interesse e a atenção dos formandos. Porque os envolvem


diretamente aumentando o espírito crítico do formando.
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FUNÇÕES/OBJETIVOS DOS RECURSOS DIDÁTICOS

• Diminuem o tempo da formação. O formador tem ao seu


dispor meios técnicos mais eficazes, capazes de fazer
chegar de forma mais rápida a mensagem aos diferentes
recetores.

• Facilitam a compreensão. Ajuda a consolidar e a concretizar os conhecimentos.

• Facilitam a memorização e retenção da informação. A memória foi estimulada


de uma forma mais eficaz na captação da mensagem, porque estiveram nela
envolvidos os principais sentidos.
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RECURSOS DIDÁTICOS

Quais são os diferentes tipos


de recursos didáticos?
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DIFERENTES TIPOS DE RECURSOS DIDÁTICOS

• Convencionais – (não projetáveis e projetáveis):


✓Quadros tradicionais;
Projetáveis ✓Datashow;
Não projetáveis ✓Documentos gráficos; (projeção da
(de observação direta, sem imagem num ✓Videoprojetor
recurso a aparelhos ecrã)
eletrónicos) ✓Objetos, modelos e maquetas;
✓Projetor de slides;
✓Meio ambiente.
✓Retroprojetor

• Audiovisuais: • Multimédia:
• Televisão/vídeo/DVD • CD-ROM e DVD-ROM;

• Rádio • Computador;

• Diapositivos; • Quadros interativos (Smart board’s);

• Filmes • Hipertexto e Prezi;


• Internet;
• Ambientes virtuais de aprendizagem.
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DIFERENTES TIPOS DE RECURSOS DIDÁTICOS

Recursos Didáticos Multimédia:

• Os recursos didáticos multimédia são considerados, atualmente, um dos


maios mais eficazes na transmissão de informação no processo
ensino/aprendizagem pois têm a capacidade de estimular os formandos
em mais sentidos do que outro tipo de recursos e podem ser interativos,
aumentando, assim, consideravelmente, a capacidade de processamento
e armazenamento da informação.

• Em formação existem vários recursos multimédia que podem ser utilizados, tais
como, os livros eletrónicos, as plataformas de ensino/formação interativa, quadros e
jogos interativos.
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RECURSOS DIDÁTICOS

Atividade: Identifique-se (nome e área


profissional) e responda às seguintes perguntas
relativamente à simulação inicial
- Qual foi o tema?
- Que recurso(s) didático(s) utilizou?

Que tipo(s) de recurso(s)


didático(s) devo escolher?
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ESCOLHA DOS RECURSOS


A escolha dos recursos não deve ser aleatória.
Depende:
- do objetivo;
- dos destinatários;
- do conteúdo;
- dos condicionalismos materiais;
- o tempo disponível;
- dos sentidos dos formandos;
- do orçamento; Exemplo: Se for uma formação

- dos condicionalismos físicos. para cegos, vão utilizar a visão?


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A RETER…

• A qualidade da formação não depende só da utilização dos


recursos didáticos;

• A utilização dos recursos didáticos em excesso ou em


deficientes condições de apresentação podem comprometer os
resultados;

• Os recursos didáticos pela empatia que provocam não devem ser utilizados
para disfarçar lacunas temáticas ou tempos mortos;
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A RETER…

• As preferências pessoais de cada formador em relação aos


vários meios não devem afetar a escolha dos mais
adequados;

• Não existem bons ou maus recursos, mas sim adequados


ou desadequados.
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Construção de
Apresentações Multimédia
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CONSTRUÇÃO DE APRESENTAÇÕES MULTIMÉDIA

As “apresentações” são uma poderosa ferramenta que permite apresentar


determinada ideia ou transmitir informação, recorrendo a funcionalidades
multimédia, de uma maneira facilitadora à “cativar/prender/reter/motivar” o
nosso público para a aprendizagem.
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CONSTRUÇÃO DE APRESENTAÇÕES MULTIMÉDIA

Os programas (software) apresentam as seguintes funcionalidades:

• Apoiam na estruturação, construção e


organização dos elementos da
apresentação;

• Armazenam a apresentação num suporte


de armazenamento;

• Fornecem ferramentas para a


apresentação dos elementos a um
auditório;

• Permitem a integração de variados


recursos multimédia, desde imagens a
vídeos e sons; • Permitem exportar a apresentação para
meios alternativos de comunicação, como
• Facilitam a modificação e edição da impressões em papel ou páginas na
apresentação; Internet.
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CONSTRUÇÃO DE APRESENTAÇÕES MULTIMÉDIA

Alguns aplicativos de instalação local são:

Microsoft Office PowerPoint: é um software de produção de


apresentações com versões para Microsoft Windows e Mac OS X.

OpenOffice Impress: é um software gratuito disponível para a


maioria dos sistemas operativos

LibreOffice Impress: tal como o OpenOffice, está disponível


gratuitamente para a maioria dos sistemas operativos

Keynote: faz parte do pacote iWorks da Apple.


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CONSTRUÇÃO DE APRESENTAÇÕES MULTIMÉDIA

Ferramentas disponíveis através de um browser da Internet.

Prezi: permite criar apresentações de elevado impacto


visual através de um sistema de ampliações dinâmico.

Keynote para iCloud: permite visualizar e editar


apresentações num computador com acesso à internet e
uma conta iCloud.

Google Docs: possibilita a visualização e edição online de


apresentações através de uma conta Google.

Office Web Apps: permite, a partir de um computador


com acesso à Internet e uma conta Microsoft, visualizar e
editar uma apresentação.
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CONSTRUÇÃO DE APRESENTAÇÕES MULTIMÉDIA


Passos a seguir:

• Definir a mensagem a seguir e dividir a ideia em partes;

• Ter Introdução, desenvolvimento e conclusão;

• Simplificar e fazer frases curtas e não todo o conteúdo;

• Substituir frases por imagens, gráficos e vídeos sempre que possível;

• Ter em consideração o ponto de referência – o local onde se localiza


o título e conteúdo nos diapositivos deve ser o mesmo;

• Testar a apresentação completa.


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CONSTRUÇÃO DE APRESENTAÇÕES MULTIMÉDIA

Há regras na criação de
apresentações eletrónicas?
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CONSTRUÇÃO DE APRESENTAÇÕES MULTIMÉDIA

Aspetos a ter em consideração na criação de apresentações:


• Fundo
• Cores
• Tamanho da letra
• Texto
• Imagens, Fotos, Vídeos
• Som
• Animações, Transições
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CONSTRUÇÃO DE APRESENTAÇÕES MULTIMÉDIA

Inserir Fundo

• Apelativo e consistente mas que não seja demasiado distrativo


Modelo ou Tema
• Manter o fundo simples e relevante
• Fundo claro com texto escuro ou vice-versa
Cor • Consistência no uso do padrão de cores
• Cores vivas e estimulantes para destacar e exprimir acção
Objectos • Pouca quantidade de objectos
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CONSTRUÇÃO DE APRESENTAÇÕES MULTIMÉDIA

Texto
Paragrafo • Utilizar texto alinhado à esquerda e não justificar o texto;
• Criar espaçamento entre linhas para facilitar a leitura
Tipo de letra • Letras adequadas: Helvetica e Arial
• Letras a evitar: Arial Narrow e Times
• Dois estilos de letra por diapositivo
Tamanho de tipo de letra • Título: deve ser de pelo menos 30 a 40
• Corpo do texto: não deve ser inferior a 16 nem superior a 28
Cor do tipo de letra • Máximo uma cor para o título e outra para o corpo do texto
• Consistência em todos os diapositivos

Estilo do tipo de letra • Uso de negrito e itálico em vez de sublinhado


Maiúsculas/Minúsculas • Uso de letras maiúsculas e minúsculas
• Uso de letras maiúsculas só para os títulos
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CONSTRUÇÃO DE APRESENTAÇÕES MULTIMÉDIA

Inserir Imagens, Gráficos e outros objectos


Gráficos • Simplicidade nos gráficos
• Uso de rótulos perceptíveis nos gráficos
Imagens • Uso do processo inserir imagem e não “Copiar/Colar”
directamente no diapositivo
Formas Automáticas • Reduzir o número de objectos por diapositivo

Inserir Animações e Transições

Animação • Uso de som, estritamente para descontrair o público;


Transição • Consistência no tipo de transição
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CONSTRUÇÃO DE APRESENTAÇÕES MULTIMÉDIA

A Cor fala…
Simbologia das Cores
É uma cor mais formal e neutra. Permite um elevado contraste com quase todos os fundos. Aplica-se bem a
PRETO títulos.
Indica uma verdade e atribui importância quando é usada. Deve utilizar-se em mensagens e palavras-chave.
AZUL
Semelhante ao verde dos semáforos de trânsito. Indica o caminho a seguir. Não utilizar com o azul.
VERDE
Em oposição ao verde, indica o que não fazer. Pode ser utilizada para palavras-chave e conclusões.
VERMELHO

A presença das cores é determinante para a estrutura gráfica de uma


mensagem, uma vez que as reações físicas e psicológicas que elas
provocam no ser humano dão origem à sua função comunicacional.
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CONSTRUÇÃO DE APRESENTAÇÕES MULTIMÉDIA

Neste momento,
em alguma parte
do mundo, estarão
formandos assim…
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DICAS…
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DICAS…
Lembre-se que…

… uma imagem vale mais que mil palavras.

Mas assim, não!


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DICAS…

Em vez de:
“O facto de ter um cão em casa não invalida a aquisição de um gato. Na verdade, estes dois animais
podem conviver pacificamente.”

Opte por …
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CONCLUSÃO

Faça apresentações excelentes!

Seja um formador de excelência!


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FORMAMOS FORMADORES COM VALOR!

Dúvidas

OBRIGADA!

Filipa Braga
anafilipabraga@[Link]
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CASOS PARA ANÁLISE


CASO 1 - “A formadora Sara, ao preparar a sua sessão sobre a Motivação de Grupos,
decidiu utilizar como recurso didático, apenas o flipchart. Os formandos acharam a
sessão bastante monótona.”

CASO 2 - “Hoje assisti a uma conferência sobre e-learning onde visualizamos um vídeo
sobre a temática.”

CASO 3 - “Na minha formação os acetatos são o recurso didático mais utilizado, mesmo
em modelos de dinâmicas de grupo. Sinto-me desmotivada.”

CASO 4 - “Preciso de preparar um plano de sessão sobre Recursos Didáticos para um


grupo de formandos da ACAPO (Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal),
contudo não sei que tipo de recursos devo utilizar.”

Tendo em conta os casos apresentados, para cada caso digam qual o tipo de
recurso utilizado referindo se a sua utilização é a correta. Proponham soluções,
sempre que se justifique, fundamentando-as.
MANUAL DE FORMAÇÃO

Designação

Recursos Didáticos e
Multimédia

Formador/a Ana Filipa Braga

DGERT0006/1_MDF
Open Space, Formação e Soluções Empresariais, Lda.

Viana do Castelo | 258 835 500 – geral@[Link]


Rua Salvato Feijó, Torre Active Center, Fração AA – 4900-415 Viana do Castelo
Porto | 221 201 371 – geral@[Link]
Edifício Brasília, Praça Mouzinho de Albuquerque, 113, 5º andar, Esc. 321
4100-359 Porto
Manual de Formação

ÍNDICE
Capítulo I | Notas Introdutórias ............................................................................................ 5
1.1 ENQUADRAMENTO ............................................................................................................ 5

1.2. PÚBLICO-ALVO ................................................................................................................ 5

1.3. OBJETIVOS ...................................................................................................................... 6

Capítulo II | Recursos Didáticos............................................................................................. 7


2.1. A IMPORTÂNCIA DOS RECURSOS DIDÁTICOS COMO MEIOS PEDAGÓGICOS ..................................... 7

2.2. OS PRINCIPAIS OBJETIVOS DOS RECURSOS DIDÁTICOS ............................................................... 7

2.3. CARACTERÍSTICAS DOS RECURSOS DIDÁTICOS ........................................................................ 8

2.4. OS SENTIDOS E APRENDIZAGEM........................................................................................... 8

2.5. OS RECURSOS DIDÁTICOS COMO FACILITADORES NO PROCESSO DA APRENDIZAGEM ..................... 10

2.6. ASPETOS A TER EM CONTA NA ESCOLHA DOS RECURSOS ......................................................... 11

2.7 ETAPAS DE PRODUÇÃO DO MATERIAL DIDÁTICO ..................................................................... 13

Capítulo III | Recursos Didáticos e as cores......................................................................... 14


Capítulo IV | Diferentes tipos de recursos didáticos ........................................................... 16
4.1 RECURSOS DIDÁTICOS CONVENCIONAIS NÃO PROJETÁVEIS ....................................................... 16

4.1.1 Quadros: pretos, verdes, brancos ou cerâmicos e de papel (cavalete) .............. 16

[Link] Vantagens na utilização dos quadros .......................................................... 18

[Link] Desvantagens na utilização dos quadros .................................................... 18

4.1.2 Documentos gráficos .......................................................................................... 18

4.1.3 Recursos do meio ambiente................................................................................ 19

4.2 RECURSOS DIDÁTICOS CONVENCIONAIS PROJETÁVEIS .............................................................. 20

4.2.1 Episcópio ............................................................................................................. 20

4.2.2 Projetor de slides ................................................................................................ 21

4.2.3 Retroprojetor ...................................................................................................... 21

[Link] Vantagens na utilização do retroprojetor ................................................... 22

DGERT0006/1_MDF 2/ 38
Manual de Formação

[Link] Desvantagens na utilização do retroprojetor.............................................. 22

4.3 RECURSOS AUDIOVISUAIS .................................................................................................. 23

4.3.1 Televisão/vídeo/DVD .......................................................................................... 23

[Link] Vantagens da utilização de vídeos .............................................................. 24

[Link] Desvantagens da utilização de vídeos ......................................................... 25

4.3.2 Datashow ............................................................................................................ 25

4.3.3 Videoprojetor ...................................................................................................... 26

[Link] O que é que distingue um “bom” videoprojetor? ....................................... 26

4.4 RECURSOS MULTIMÉDIA ................................................................................................... 27

4.4.1 CD-ROM e DVD-ROM .......................................................................................... 29

4.4.2 Simulação por computador ................................................................................ 29

4.4.3 Quadros interativos (SMART Board’s) ................................................................ 29

4.4.4 Hipertexto e hipermédia ..................................................................................... 30

4.4.5 Internet ............................................................................................................... 31

4.4.6 Ambientes virtuais de aprendizagem ................................................................. 32

Capítulo V| Apresentações multimédia .............................................................................. 34


5.1 REGRAS NA ELABORAÇÃO DE APRESENTAÇÕES MULTIMÉDIA ................................................... 34

Capítulo VI| Apresentações multimédia através do PowerPoint ....................................... 35


Anexos ................................................................................................................................. 37
Referências Bibliográficas .................................................................................................... 38

ÍNDICE DE ILUSTRAÇÕES

Quadro 1 – Relação percentual do conhecimento através dos sentidos ............................. 9


Quadro 2 - Simbologia das cores ......................................................................................... 14
Quadro 3 - Cores Quentes e Cores Frias ............................................................................. 14
Quadro 4 – Cores e fenómenos fisiológicos ........................................................................ 14
Quadro 5 - Recursos Didáticos Vs métodos pedagógicos .................................................. 37

DGERT0006/1_MDF 3/ 38
Manual de Formação

Fig. 1 - Quadro branco de parede........................................................................................ 16


Fig 2 - Quadro de papel ...................................................................................................... 17
Fig 3 - Episcópio .................................................................................................................. 20
Fig 4 - Projetor de slides .................................................................................................... 21
Fig 5 - Retroprojetor ........................................................................................................... 21
Fig 6 - Datashow ................................................................................................................. 25
Fig 7- Videoprojetor ............................................................................................................ 26
Fig 8 - Quadro interativo (Smart Board) ............................................................................. 29

DGERT0006/1_MDF 4/ 38
Manual de Formação

Capítulo I | Notas Introdutórias


1.1 ENQUADRAMENTO
A exigência da sociedade atual relativamente à utilização de produtos multimédia leva a
que, o formador adapte e desenvolva os seus conhecimentos para conseguir responder a uma
diversidade de solicitações, que muitas vezes ultrapassam o âmbito da sua formação académica e
profissional.
Assim, é premente que desenvolvam novas competências e dominem um conjunto de
técnicas que permitam, em contexto de formação, transmitir apelativamente toda a informação
sobre as temáticas que estão a desenvolver.
As apresentações multimédia assumem hoje um lugar de destaque na forma de
transmissão de conteúdos, sendo por isso necessário dotar os formadores de novas competências
relativamente a este domínio.
Além disto, é necessário dar a conhecer aos formadores as técnicas e os recursos mais
adequados para aplicação nas suas sessões de formação, e capacitá-los de conhecimentos sobre os
mais adequados para os selecionarem em função de características diversas e por vezes adversas
dos grupos e contextos de formação.
Dotá-los com estas técnicas é a finalidade deste módulo, abrindo-lhes também perspetivas
em torno daquela que é a ferramenta mais utilizada o PowerPoint.

1.2. PÚBLICO-ALVO
O presente curso de formação configura-se como um processo de desenvolvimento de
competências específicas, para um público com escolaridade mínima ao nível do 12.º ano, de
ambos os sexos, que pretenda obter qualificações para o desempenho das funções de Formador/a,
de acordo com o respetivo perfil profissional.
Destina-se aos mais diversos profissionais, no ativo ou desempregados, bem como estudantes
universitários ou recém-licenciados, que tenham como objetivo, não só obter e aprofundar
conhecimentos e competências nesta área, mas também criar condições para a sua certificação.
Possibilitará, a quem o frequentar com aproveitamento, a obtenção do Certificado de Aptidão
Profissional (CCP)

DGERT0006/1_MDF 5/ 38
Manual de Formação

1.3. OBJETIVOS
Pretende-se que cada formando, após este módulo esteja apto a:
• Selecionar, conceber e adequar os meios pedagógico-didáticos, em suporte
multimédia, em função da estratégia pedagógica adotada;
• Conceber, adequar e utilizar apresentações multimédia;
• Compreender a dinâmica e importância do PowerPoint como modelo de apresentação;
• Criar apresentações em PowerPoint tendo em conta as respetivas regras de
elaboração.

DGERT0006/1_MDF 6/ 38
Manual de Formação

Capítulo II | Recursos Didáticos

2.1. A IMPORTÂNCIA DOS RECURSOS DIDÁTICOS COMO MEIOS PEDAGÓGICOS


Os recursos didáticos, como meios pedagógicos do Formador, são potenciadores da relação
pedagógica e garantia da aprendizagem. As tecnologias modernas colocadas ao serviço da
educação influem favoravelmente sobre os aspetos da retenção, motivação e compreensão. Assim
sendo, as ações verbais tendem a diminuir, cedendo parte do seu lugar a outras linguagens,
portadoras da mensagem a transmitir ao formando e que paralelamente lhe possibilitam uma
grande variedade de experiências. No entanto, os recursos didáticos como meios formativos
pedagógicos, necessitam de uma organização que favoreça a interação entre Formador e
formandos e que os distinga de meros meios de transmissão de informação. É nesta mediação, feita
com o apoio destes instrumentos, que o Formador tem o seu papel.
Será sempre necessário ter em consideração que os diversos recursos didáticos existentes, dos
quais são, agora, parte integrante, e deveras importante, as novas tecnologias de informação e
comunicação, têm sempre como fim principal auxiliar e facilitar a comunicação entre o Formador e
os formandos. As suas grandes potencialidades residem no facto de estimular os sentidos, de forma
a gerar maior atenção e concentração, o que levará, consequentemente, a uma maior retenção da
informação.

2.2. OS PRINCIPAIS OBJETIVOS DOS RECURSOS DIDÁTICOS


• Despertar e prender a atenção;
• Melhorar a retenção da imagem visual e da formação;
• Favorecer a observação e a experimentação;
• Facilitar a apreensão intuitiva e sugestiva de um tema;
• Ajudar a formar imagens corretas;
• Ajudar a melhorar e compreender as relações das partes com o todo;
• Auxiliar a formar conceitos exatos (temas de difícil observação);
• Melhorar a fixação e integração da aprendizagem;
• Tornar o ensino mais objetivo e concreto, próximo da realidade;
• Dar oportunidade de melhor análise e interpretação;
• Fortalecer o espírito crítico.

DGERT0006/1_MDF 7/ 38
Manual de Formação

2.3. CARACTERÍSTICAS DOS RECURSOS DIDÁTICOS


Os recursos didáticos devem apresentar algumas caraterísticas pare se tornarem realmente
eficazes:
• Exatidão, representando corretamente os factos ou partes essenciais desses factos.
• Atualidade, dependendo da natureza dos factos, sendo necessário ter caraterísticas e
elementos do presente ou então da época a retratar.
• Qualidade, melhorando a aquisição de conhecimentos, atitudes e valores.
• Finalidade, deverão estar de acordo com os objetivos do planeamento da sessão.
• Utilidade, oferecendo possibilidades de trabalho entre formandos e formadores.
• Adequação, deverão estar ao nível da apreensão dos formandos, sem nunca esquecer
os objetivos do trabalho a realizar.
• Simplicidade, terá que ser simples de modo a facilitar a apreensão, ou seja, quanto mais
complicado for o recurso didático, menos eficiente será.
• Aplicabilidade, deverão manter sempre pontos de relacionamento com o assunto a
tratar. A oportunidade de utilização poderá ser também um fator de sucesso no
momento da aplicação dos recursos didáticos.
• Interesse, devendo ser capaz de despertar o interesse dos formandos a quem se
destina.
• Compreensão, precisando ser de fácil perceção, não dando possibilidades de criar a
dúvida e a confusão nos formandos.
• Apresentação, obedecendo a princípios de perceção e estética de modo a facilitar a
compreensão dos formandos.

2.4. OS SENTIDOS E APRENDIZAGEM


Os sentidos são, por excelência, os canais de condução da informação para o cérebro. Desta
forma, quantos mais sentidos estiverem envolvidos na captação da informação, maior será também
a quantidade conduzida ao cérebro, o que implicará, naturalmente, uma maior retenção da mesma.
Para estimular o cérebro, no processo de aprendizagem, podemos contar com os cinco
sentidos, que funcionam, em termos de importância, pela seguinte ordem:
1. VISÃO
2. AUDIÇÃO
3. TATO
4. OLFATO

DGERT0006/1_MDF 8/ 38
Manual de Formação

5. GOSTO

No processo de formação os nossos sentidos são canais privilegiados de acesso à informação,


cabendo à visão o papel mais importante neste processo, seguido da audição.
O seguinte quadro ilustra, em termos percentuais, o conhecimento adquirido e a memorização
através dos diferentes sentidos.

Conhecimento através dos sentidos 1% através do paladar


2% através do tato
3% através do olfato
11% através da audição
83% através da visão
Memória 10% do que lê;
20% do que ouve;
30% do que vê;
50% do que vê + ouve;
70% do que vê + ouve + debate
90% do que vê + ouve + debate + faz
100% do que vê + ouve + debate + faz + ensina
Após 3 horas, lembra: 70% do que ouviu
72% do que viu
85% do que ouviu + viu
Após 3 dias, lembra: 10% do que ouviu
30% do que viu
60% do que ouviu + viu
Quadro 1 – Relação percentual do conhecimento através dos sentidos

Ao pretender concretizar um determinado objetivo, não poderá nunca cair-se no erro de


estimular essencialmente um sentido. É indispensável que haja observação e que se estimule
diferentes sentidos de modo a que todos eles contribuam na sua totalidade para que o formando,
no final da sessão, tenha apreendido os conteúdos.
Na presença simultânea de todos os recursos, o formador deve optar por vários, de acordo
com a informação a transmitir. Poderíamos dizer que o quadro branco e o quadro de papel, recursos
tradicionalmente utilizados, estão mais indicados para a informação lógica e sequencial ou para
elementos de demonstração. Contrariamente aos anteriores, o material de análise e de
compreensão global (imagens e factos) são mais facilmente percebidos usando como recurso o
videoprojector ou o vídeo (desde que não sejam superiores de 15 a 20 minutos e sejam seguidos
de debate bem animado). Independentemente do recurso a utilizar, o formador deve mudar de
meio de apoio ou introduzir pausas para evitar que o formando “adormeça”.

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Pelo exposto, facilmente se chega à conclusão que quanto maior for o grau de envolvência do
formando no processo formativo, melhor será o índice da sua aprendizagem. A obtenção desta
envolvência poderá ser facilitada com o recurso aos mais diversificados recursos didáticos de que
o Formador poderá, eventualmente, usufruir.
Todavia, os recursos didáticos e pedagógicos de forma alguma substituem o Formador. São,
no fundo, instrumentos ao seu dispor, que o ajudarão em muito nos resultados do seu trabalho. Se
quisermos, são o seu complemento, a sua extensão.

2.5. OS RECURSOS DIDÁTICOS COMO FACILITADORES NO PROCESSO DA


APRENDIZAGEM
Os recursos didáticos, quando utilizados devidamente, são meios facilitadores no processo da
aprendizagem. Contudo a ideia de facilitador, não pode ser aproveitada para disfarçar lacunas
temáticas ou tempos mortos de formação, já que a utilização de alguns recursos didáticos promove
um efeito mediático nos formandos. Assim como, as preferências pessoais de cada formador não
devem condicionar a escolha dos recursos. O formador deve descentrar-se de si e focar a sua
atenção na pessoa do formando. Importa referir que não existem documentos de apoio universais,
cada documento deve ser criado, tendo como foco o formando e o momento.
Conforme as características dos recursos didáticos a utilizar estes facilitam a aprendizagem já
que:
• Aumentam o interesse e a atenção dos formandos. Porque os envolvem diretamente
aumentando o espírito crítico do formando, em virtude da dinâmica provocada pelos
meios audiovisuais na ação de formação.
• Diminuem o tempo da formação. O formador tem ao seu dispor meios técnicos mais
eficazes, capazes de fazer chegar de forma mais rápida a mensagem aos diferentes
recetores, porque estes se encontram mais estimulados para a receber.
• Facilitam a troca de ideias. O tempo de exposição e apreensão é menor, logo o espirito
de crítica e de intervenção aumenta.
• Facilitam a atividade do formador. O formador conseguirá atingir os seus objetivos mais
fácil e rapidamente, a exposição é facilitada utilizando os recursos didáticos.
• Provocam grande impacto no auditório. Devido à dinâmica criada, ao clima de
expectativa gerado e à estimulação dos sentidos.
• Facilitam a retenção na memória. A memória foi estimulada de uma forma mais eficaz
na captação da mensagem, porque estiveram nela envolvidos os principais sentidos.

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2.6. ASPETOS A TER EM CONTA NA ESCOLHA DOS RECURSOS


Como selecionar os recursos para a formação? Porque é que um recurso pode ser mais
adequado do que outro? Qual o resultado que se obtém com este ou aquele recurso?
Estas são algumas das questões que os formadores colocam a si mesmos em sede de
planificação da sua formação. A resposta claramente não é linear. Não se pode dizer que exista uma
fórmula uniformizada para a seleção deste ou daquele recurso, ou para a combinação ideal entre
eles. Terá que ser o formador, depois de fazer uma análise cuidada ao grupo e aos objetivos
traçados, a definir qual a melhor estratégia a aplicar. Neste processo seletivo, devemos ter em
conta que, por mais sofisticados que sejam os recursos, estes seguramente não irão servir para
todo o tipo de sessão. É necessário, também, analisar e prever qual a função do recurso didático,
qual o momento da apresentação e como será feita a sua difusão, para em seguida ser devidamente
explorado. Para além disto é necessário que o formador tenha sempre a atenção de preparar a
sessão pensando numa alternativa no caso de um recurso não “funcionar”.
Cada situação de aprendizagem é singular, por isso a seleção do(s) recurso(s) deve ser original
e circunscrever-se a uma situação formativa em particular. A variedade de recursos e métodos a
utilizar dependerá da variedade que a situação de aprendizagem propiciar
Portanto, é muito importante o cuidado na escolha e na seleção dos recursos a utilizar. Estes
deverão, basicamente, ter em consideração:
• O objetivo - Se o objetivo for demonstrar a funcionalidade do quadro branco, certamente
iremos fazê-lo melhor na presença deste recurso do que através de um filme. Os recursos
selecionados terão de estar sempre em consonância com a concretização dos objetivos. O
formador deve saber claramente o que devem aprender os formandos e, a partir daí, traçar os
caminhos que melhor desenvolvam as suas competências e habilidades.
• Os destinatários - Os recursos selecionados devem adequar-se às características
psicológicas dos participantes. Esta tarefa obriga a que tenhamos que determinar quais as
características diretamente relacionadas com a aprendizagem: conhecimentos prévios, ritmos
de aprendizagem, capacidade de expressão, inteligência…. Há grupos de formandos que
necessitam de ser mais estimulados que outros. Há que aferir qual o recurso que melhor o
estimulará. É indispensável que se faça uma análise criteriosa às características do público-alvo
e que daí resultem experiências suficientes para fazer assimilar determinados conceitos.
• O conteúdo da mensagem - Se a mensagem se destinar a uma reflexão individual, o melhor
recurso será com certeza o texto impresso. Permite uma concentração individual maior e a

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anotação de algumas reflexões, por parte do formando. Se a mensagem se destinar a uma


análise de grupo, o recurso a um equipamento projetável, será o aconselhável.
• Os condicionalismos materiais - Quando planificamos uma sessão, temos que nos assegurar
que os equipamentos necessários à nossa estratégia irão estar disponíveis e em condições de
funcionamento. Se o recurso selecionado não estiver disponível, deve-se optar por outro
alternativo que garanta uma taxa de sucesso próxima daquela a que nos propusemos
inicialmente.
• O tempo disponível - Se a nossa sessão estiver planificada para 60m não podemos,
certamente, fazer uso de um filme de duração superior a 30m, sob pena de não termos tempo
para aprofundar a discussão e avaliarmos as conclusões.
• Os sentidos do formando - Ao pretender concretizar um determinado objetivo não poderá
nunca cair no erro de estimular apenas um sentido. Devem-se estimular os diferentes sentidos
de modo a que todos eles contribuam na sua totalidade para que o formando, no final da
sessão, tenha apreendido os conteúdos de tal modo que os consiga executar e explicar.
• A sofisticação dos recursos - Os recursos selecionados deverão permitir a visualização de
forma clara e realista as ideias que o formador pretende apresentar. Torna-se assim
necessário, por exemplo, que o formador assegure a nitidez de um filme, a legibilidade de um
texto, a clareza do som, etc.
• Custos dos recursos - Ainda que pareça que o argumento económico não devesse interferir,
sabemos que não é assim. Há que avaliar se os custos associados ao recurso, irão compensar
em função dos benefícios previstos da aprendizagem. Se não há que pensar em alternativas.
Torna-se também necessário adequarmos a nossa planificação aos recursos em consonância
com a capacidade económica da Entidade responsável pela formação.
• Função do recurso didático - A seleção de um recurso deve basear-se na função que irá
desempenhar numa situação de ensino/aprendizagem. Os recursos podem assumir funções
distintas. Por exemplo, um conjunto de acetatos coloridos ou um filme ajudam a introdução
de um tema e facilitam a motivação. Outros recursos haverá que facilitam a retenção e a
memorização, como os audiovisuais em geral.
• Condicionalismos físicos - A falta de espaço para a realização de uma atividade, a distância
dos formandos ao televisor, a dificuldade em obscurecer a sala, etc. são também fatores a
considerar.

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2.7 ETAPAS DE PRODUÇÃO DO MATERIAL DIDÁTICO


Algumas das etapas necessárias à execução de um recurso didático:
1. Tema - Ter em conta que o recurso se aplica especificamente ao conteúdo que vamos
abordar no módulo de formação, não servindo para ilustrar a exposição verbal, mas para
fazer parte da comunicação desempenhando uma função concreta.
2. Objetivos - Definir objetivos possibilita uma opção mais adequada do recurso didático a
produzir, bem como um melhor enquadramento das funções desempenhar.
3. Escolha do suporte - O formador seleciona os materiais que tem à sua disposição e
analisa o tempo que levará a executar o documento.
4. Público - Será necessário ter um conhecimento prévio das principais características dos
formandos em sala: a idade, o sexo, a formação, as atividades profissionais, etc. Perante
este conhecimento define-se a intenção da utilização, se serve apenas para motivar,
ensinar, etc..
5. Elaborar o projeto - O recurso didático que vamos usar deve obedecer a um plano:
pontos importantes do tema, o tempo de execução e de apresentação, o número de
documentos a realizar (slide, transparências...).
6. A realização - Passa pelo conhecimento de vários processos técnicos que podem
necessitar de alguma aparelhagem específica. Por vezes encontramos recursos didáticos
(documentos) já realizados, que se adaptam aos fins em vista e podem servir quer como
ponto de partida, quer mesmo para utilizar na sala de formação.

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Capítulo III | Recursos Didáticos e as cores


Na elaboração de materiais, a apropriada e correta escolha das cores é um aspeto que se
reveste de particular importância. A cor é, efetivamente, uma componente importantíssima na
comunicação visual gráfica, havendo metodólogos que recomendem uma simbologia para o seu
uso baseado em quatro cores:

Simbologia das Cores


Preto É uma cor mais formal e neutra. Permite um
elevado contraste com quase todos os fundos.
Aplica-se bem a títulos.
Azul Indica uma verdade e atribui importância quando é
usada. Deve utilizar-se em mensagens e palavras-
chave.
Verde Semelhante ao verde dos semáforos de trânsito.
Indica o caminho a seguir. Não utilizar com o azul.

Vermelho Em oposição ao verde, indica o que não fazer. Pode


ser utilizada para palavras-chave e conclusões.
Quadro 2 - Simbologia das cores

Cores Frias e Quentes


Cores Frias Verde, azul e violeta: retardam o impulso e só
devem ser usadas como fundo para outras cores no
sentido de as salientar.
Cores Quentes Vermelho, laranja e amarelo: atraem e chamam a
atenção.
Quadro 3 - Cores Quentes e Cores Frias

Cores e Fenómenos Fisiológicos


Vermelho Irritante. Estimula o cérebro. Útil em casos de
nostalgia e melancolia.
Cor-de-Laranja Aumenta as pulsações sem afetar a pressão
sanguínea. Estimulante e emotiva, dá uma sensação
de bem-estar, embora em excesso se possa tornar
cansativa.
Verde Diminui a pressão sanguínea. É tranquilizante,
aliviando depressões e fadiga ocular.
Azul Acelera a pressão sanguínea e tem efeitos
tonificantes.
Violeta Atua sobre o coração, estimulando-o.
Branco Desencadeia sensações de frio e é uma cor
tranquilizante.
Quadro 4 – Cores e fenómenos fisiológicos

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Assim, o Formador, aquando da elaboração de materiais, deve ter em conta a correta utilização
das cores. Não obstante, por diversas vezes, principalmente na escrita em quadros brancos, o
desgaste dos marcadores leva a que o que se escreve com eles se torne quase ilegível. Nesse caso,
é preferível a utilização de uma outra cor. Naturalmente que numa eventualidade deste género, tal
como noutras, se apela ao bom senso do Formador.

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Capítulo IV | Diferentes tipos de recursos didáticos


Entre outras possíveis divisões, poderemos agrupar os recursos didáticos em três:
• Convencionais (não projetáveis e projetáveis)
• Audiovisuais;
• Multimédia;

4.1 RECURSOS DIDÁTICOS CONVENCIONAIS NÃO PROJETÁVEIS


Estes recursos didático-pedagógico referem-se àqueles que não implicam a utilização de
aparelhos do tipo ótico ou eletrónico. São de exploração direta.
Englobam-se nesta categoria um conjunto extenso de recursos, tais como:
• Quadros;
• Documentos gráficos (cartazes, textos, imagens, etc.);
• Modelos e maquetas;
• Meio ambiente (visitas de estudo).

4.1.1 Quadros: pretos, verdes, brancos ou cerâmicos e de papel (cavalete)

Os quadros são os recursos didáticos mais comuns em ambientes pedagógicos. São fáceis de
utilizar, não são suscetíveis de correr riscos de avaria (podendo, eventualmente, no caso dos
quadros brancos com apoios móveis, numa situação anómala, quebrar ou danificar um apoio!!!),
facilmente são apagados e permitem uma rápida correção de erros (à exceção do quadro de papel).
Os mais vulgares são os quadros de parede. Antigamente, os mais usuais eram os quadros
pretos, de ardósia, escritos a giz. Posteriormente passaram a verdes,
em que se escrevia também a giz. Hoje, nas salas de formação, os mais
utilizados são os quadros brancos, ou quadros cerâmicos, escritos a
marcador, podendo ser ou não magnéticos. Estes são mais claros,
mais limpos, apagam-se também com muita facilidade, e,
Fig. 1 - Quadro branco de parede obviamente, evitam qualquer tipo de alergia, eventualmente,
possível ao pó do giz.
A sua utilização é muito simples e não necessita, à partida, de conhecimentos técnicos. No
entanto, existem algumas regras básicas a ter em conta:
• Preparar antecipadamente o que se escreve;
• Escrever frases curtas;
• Optar por esquemas simples;

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• Escrever com letra legível (de preferência com maiúsculas);


• Adequar o tamanho da letra à dimensão da sala e à distância a que os formandos se
encontram;
• Gerir o espaço do quadro de uma forma organizada em relação ao que se escreve;
• Utilizar diversas cores para realçar pontos de maior importância
• (tentando, no entanto, evitar a utilização de muitas cores diferentes);
• Dar predominância à utilização do preto, azul e verde. Evitar o vermelho;
• Evitar utilizar cores claras, sob pena de não se conseguir ler o que se escreve;
• Evitar virar as costas aos formandos enquanto se escreve;
• Ter em conta a claridade e os reflexos;
• Evitar falar de outros assuntos enquanto escreve algo (há autores que defendem que
é proveitoso ler o que se está a escrever);
• Quando apagar, deve apagar o quadro todo, não deixando “restos”, pois poderá
dificultar, posteriormente, a leitura de algo que ainda venha a escrever;
• Ao apresentar, coloque-se de lado, meio virado para o grupo, de forma a conseguir ler
e a não impedir a leitura aos formandos.

Há também os quadros de papel (cavalete), ou por muitos


também designado por flipchart, são muito práticos, económicos e
também muito utilizados em contexto de formação.
O quadro de papel / cavalete é também conhecido como o
quadro com memória, porque as folhas, depois de escritas, são voltadas
para trás, permanecendo, portanto, lá as informações escritas, o que
possibilita uma posterior consulta, caso seja necessário, bastando
apenas, para tal, voltar as folhas. É aconselhável, caso seja necessário,
que os pontos mais importantes fiquem constantemente visíveis.
Podemos retirar as folhas do bloco que constitui o quadro e onde esses
Fig 2 - Quadro de papel
pontos estão já escritos e afixá-las na parede ou noutros locais. Este
quadro tem a desvantagem de não ser possível corrigir os erros escritos. Além disso, é um tipo de
quadro mais adequado a pequenos grupos.
É frequente utilizar-se o quadro de papel em conjunto com outros auxiliares pedagógicos
(quadro, videoprojector, …), já que têm utilizações complementares.

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[Link] Vantagens na utilização dos quadros

• São de rápida utilização;


• Permitem a esquematização de informação;
• Permitem a atualização da informação, de acordo com a participação dos formandos,
proporcionando e melhorando o feedback;
• Apagam-se facilmente, o que permite uma constante correção ou retificação.

[Link] Desvantagens na utilização dos quadros

• A informação escrita não é permanente (à exceção do quadro de papel / cavalete);


• A possibilidade da escrita não ser legível;
• O facto de quase “obrigar” o Formador a voltar as costas aos formandos;
• O espaço de registo é limitado.

Além dos quadros que foram apresentados, existem outros: flanelógrafos (quadros
revestidos a flanela que permitem a “colagem” de objectos com velcro) e os quadros de cortiça,
onde, com o recurso a alfinetes, se pode afixar documentos).

4.1.2 Documentos gráficos


Os documentos gráficos são instrumentos de grande importância em contexto de
formação. Podem ser de variados géneros: esquemas, organogramas, gráficos, desenhos, cartazes,
fotografias, acetatos, diapositivos, textos, fotocópias, livros ou manuais…
Através destes, os formandos podem, a qualquer momento, relembrar assuntos discutidos
na formação e consolidar melhor determinados conhecimentos. Estes recursos facilitam, portanto,
a aprendizagem e, em termos de memorização, são mais eficazes.
Os documentos gráficos têm, assim, várias funções:
• Permitem ao formando a aprendizagem a um ritmo individual, retirando, desta forma,
a exclusividade à aprendizagem por discussão ou por pensamento em grupo;
• Facilitam a memorização e impelem os formandos ao seu trabalho individual de
aprendizagem;
• Facilitam o processo comunicativo e de interacção entre Formador / formando;
• Sendo bem elaborados, permitem consulta futura.
Neste domínio evidencia-se a elaboração de manuais para disponibilizar ao grupo de formandos.
Assim, o formador deve ter alguns cuidados na construção destes documentos. Estes devem ser
pensados e criados segundo algumas regras:

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• Devem conter sempre quais os objetivos que se pretendem atingir com a leitura do
documento. Normalmente, estes objetivos condizem com os objectivos do módulo ou
disciplina em questão;
• Devem ser claros, objectivos e escritos de forma correcta, com linguagem acessível a
qualquer pessoa;
• Devem ser dotados de seriedade científica e pedagógica;
• Devem excluir aquilo que é acessório e dar central importância ao essencial;
• Devem ter um aspecto gráfico atractivo e não muito “maçudo”, de forma a convidar à
sua leitura;
• Devem ser actuais e susceptíveis de ser actualizados a qualquer momento;
• Quando elaborados, devem ser revistos, se possível mais do que uma vez e por mais
do que uma pessoa, de forma a minimizar a publicação com erros ou gralhas;
• Devem conter todas as referências bibliográficas das fontes consultadas.

Convém ter sempre presente que estes documentos revestem-se de uma importância
singular, pois, mais tarde, quando o esquecimento se apoderar do formando, desempenharão,
embora de outra forma, o papel do formador.

4.1.3 Recursos do meio ambiente


Desengane-se quem pensa que os recursos do meio ambiente são despropositados em
contexto de formação. Muitas das vezes, não há meios nem recursos melhores para elucidar os
formandos acerca de determinado assunto que se está a debater numa sessão de formação do que
uma visita in loco relacionada com o tema em questão.
São muitas as visitas que se podem fazer: a feiras; exposições; bibliotecas; museus;
empresas; teatros; fábricas; monumentos… Nestes locais, o contacto com técnicos e as explicações
de pessoas que trabalham diariamente com os assuntos em questão permitem uma noção e uma
aquisição de conhecimentos mais apurada e concreta, que, por vezes, a sala de formação, por si só,
não é capaz de dar. São as comummente chamadas “visitas de estudo”.
Este recurso é, por vezes, relegado para segundo plano, pois, geralmente, implica questões
logísticas nem sempre fáceis de conseguir: o transporte para o grupo de formandos, por exemplo.
Noutras ocasiões, a saída da sala de formação, em formação, é mal interpretada, sendo,
frequentemente, entendida como “um passeio” ou uma actividade de lazer. Caberá ao Formador o
cuidado de minimizar esta visão.

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4.2 RECURSOS DIDÁTICOS CONVENCIONAIS PROJETÁVEIS


Este conjunto de meios utiliza como veiculos de informação a imagem projetada. Tanto
pelos antecedentes históricos, como pelo seu papel na atualidade, estes meios continuam a ser dos
mais importantes na formação. Alguns dos que aqui vão ser referidos já estão praticamente em
desuso, ou têm uma utilização muito reduzida. Os recursos como datashow e videoprojetor vão
ser abordados como recursos audiovisuais.

Existem vários recursos didáticos projectáveis, tais como:


• Episcópio;
• Projetor de slides;
• Retroprojetor.

4.2.1 Episcópio

O episcópio é um projetor de opacos. É um meio tecnológico


que se destina à projeção fixa, por reflexão de documentos opacos:
imagens; fotografia; gravuras; páginas de livros; revistas; selos;
postais…
O documento a projetar é colocado no porta documentos
Fig 3 - Episcópio
sendo comprimido contra uma placa de vidro. É iluminado então por uma
lampada, que reflete a imagem para a objetiva e desta é projetada para a parede.
Estes aparelhos nunca conseguiram uma forte implementação. Durante muito tempo
foram de grandes dimensões e bastante pesados.
Além disso, por possuírem lâmpadas muito potentes tinham o inconveniente de, por vezes,
danificarem os materiais. Hoje, são mais leves e mais pequenos, no entanto praticamente quase
não se utilizam. Outros factores que jogavam contra a sua utilização eram o facto de o documento
estar, durante a projecção, inacessível, uma vez que estava dentro da máquina, e o facto de obrigar
a um grande escurecimento da sala pois, a capacidade de luminosidade do episcópio é muito
reduzida.
Por tudo isto, as principais vantagens da sua utilização residem essencialmente na
facilidade de manuseamento, na variedade de documentos que possibilita projectar e na não
necessidade de um tratamento prévio específico desses mesmos documentos.

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4.2.2 Projetor de slides

O projetor de slides, também chamado diascópio ou


diaprojetor foi, há relativamente pouco tempo atrás, dos meios
pedagógico-didáticos projetáveis mais utilizados. Aquando do seu
aparecimento, verificaram-se, em contextos pedagógicos,
impactos visuais até então quase nunca experimentados. No
entanto, depressa perdeu terreno para outros meios tecnológicos,
Fig 4 - Projetor de slides
nomeadamente para o vídeo.
Este meio possui uma luminosidade razoável, porém, em ambientes muito claros a qualidade
da projecção é muito reduzida.
As vantagens da sua utilização, basicamente, são: a facilidade do seu transporte, a facilidade
de manuseamento, a acessibilidade quanto ao preço e quanto à aquisição de diapositivos (bancos
de imagens) e a simplicidade de elaboração dos mesmos.
Será necessário ter em consideração que se o aparelho foi relativamente barato, poderá, a
determinado momento, com o uso continuado, apresentar resultados indesejados,
nomeadamente, o desgaste das cremalheiras de plástico dos carretos, o que criará problemas nos
avanços e nos recuos dos diapositivos; ou a perda de capacidade de auto-focus ou mesmo de
focagem manual, proporcionada pelo aquecimento.

4.2.3 Retroprojetor

O retroprojetor, também chamado projetor periscópio foi, talvez, o


recurso didático mais utilizado em contexto de formação. Este meio, por
ter sido utilizado com muita frequência, vulgarizou-se e, em grande parte
das vezes é utilizado inadequadamente.
Há alguns anos atrás, estes aparelhos eram muito pesados e
possuíam lâmpadas muito fortes.
Hoje, com o avanço tecnológico, os retroprojetores estão mais
pequenos, mais leves, com maior luminosidade, funcionalidade e

Fig 5 - Retroprojetor portabilidade. Num retroprojetor é importante a sua limpeza. Como é um


aparelho óptico e elétrico, atrai facilmente o pó e acumula eletricidade
estática. É, portanto, necessário que, de tempos a tempos, se limpem todas as superfícies vítricas
expostas, o espelho orientável, a objetiva, e a lente de Fresnel (no interior).
No interior do retroprojetor há um ventilador, que está junto a uma grelha lateral. A função
deste é retirar o ar quente de dentro do aparelho, pelo que é necessário e de extrema importância

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que esta grelha esteja completamente desobstruída, sob pena de danos e prejuízos no sistema
óptico interno.
O suporte mais comum para utilizar no retroprojetor é a folha de acetato transparente, de
formato A4. Existem, basicamente dois tipos: para confeção manual e para utilização em
fotocopiadora ou impressora a laser.
Normalmente, os acetatos destinados à confeção manual não podem ser utilizados em
fotocopiadoras ou impressoras a laser porque derretem no seu interior. Por outro lado, no caso de
impressoras em jato de tinta, a tinta não adere ao acetato.

[Link] Vantagens na utilização do retroprojetor

• Funciona em ambientes claros, não sendo necessário escurecer a sala;


• É económico, pois as transparências são fáceis de fazer, são baratas e são de fácil
transporte;
• Permite ao Formador estar sempre de frente para o grupo;
• É flexível, pois possibilita a alteração da ordem das transparências;
• Tanto se pode utilizar em pequenas como em grandes audiências;
• É extremamente fácil de trabalhar com ele;
• Permite ao Formador escrever nas transparências no momento em que está a fazer
a apresentação, fomentando, desta forma, a prática de uma nova linguagem: a
scriptovisual;
• Personaliza a apresentação, pois, em conjunto com os formandos, por exemplo, em
discussão de ideias, pode-se construir ou acrescentar algo às transparências;
• A preparação das transparências é rápida, podendo ser construídas manual ou
informaticamente;
• A apresentação pode ter um número indefinido de transparências;
• Permite a substituição dos quadros, geralmente também muito utilizados;
• Permite a apresentação de assuntos por etapas, com a utilização de máscaras e de
sobreposições;
• Promove a criatividade e a participação dos formandos.

[Link] Desvantagens na utilização do retroprojetor

• Conhecimentos especificos. Este meio requer a aprendizagem de conhecimentos


técnicos para uma correta utilização;
• Ruído de funcionamento, provocado pela turbina de arrefecimento em alguns
modelos. Por vezes, mesmo após se ter desligado a lâmpada;

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• Preparação prévia. Antes da sessão é necessário fazer uma série de verificações e


ajustes, a fim de garantir um correto visionamento;
• Espaço de registo reduzido;
• Caiu em desuso. O videoprojetor é cada vez mais utilizado.

4.3 RECURSOS AUDIOVISUAIS


O audiovisual, como o próprio nome indica, agrupa todos os meios que associam a
imagem animada ou não, com elementos sonoros. Atualmente, enquadrados com os
recursos multimédia existentes, estes são os meios mais utilizados na formação:

• Televisão/vídeo/DVD;
• Videoprojector;
• Datashow.

4.3.1 Televisão/vídeo/DVD

O filme, vídeo e a televisão assumem, hoje em dia, papéis pedagógicos de grande


importância. São recursos que garantem uma boa qualidade de imagem, de som e estimulam o
interesse e a motivação dos formandos.

Quanto aos ecrãs televisivos, existem atualmente essencialmente dois tipos de ecrãs: Ecrã
Clássico (4/3), é o tipo de ecrã mais comum e em que as gravações feitas no formato 16/9 aparecem
com duas bandas (superior e inferior) horizontais negras; Ecrã Tipo Cinema (16/9), tem um aumento
de 33% da área visível e está melhor adaptado à visão humana. É neste formato (16/9) que a maioria
dos filmes de hoje são transmitidos.

Um dos aspetos a ter em consideração é o tamanho do ecrã. O comum nas salas de


formação é adequado a grupos relativamente pequenos (10 a 20 formandos). Se o número de
formandos for muito superior, é aconselhável o uso de um videoprojector para ampliar a imagem.

A utilização de câmara/gravador de vídeo, permitindo a gravação e reprodução imediata


de sons e imagens, é um dos melhores auxiliares pedagógicos em situação de aprendizagens
(autoscopias, por exemplo).

Quando se prepara um vídeo para trabalhar em contexto pedagógico há algumas questões


a ter em consideração:

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• É, primeiramente, necessário que o Formador visione o vídeo e tenha sobre ele um


bom e sólido conhecimento;
• Estruturar as orientações a dar aos formandos para o visionamento do filme;
• Pensar nas questões que poderão ser colocadas após o filme;
• Dizer aos formandos o que vão ver e qual a finalidade;
• Comunicar aos formandos o que devem fazer durante o visionamento do filme
(tirar notas, responder a questões que vão ser paralelamente lançadas, prestar
mais atenção a determinada parte do filme…);
• Transmitir aos formandos o que se irá fazer no final do visionamento do filme
(debate, trabalho de grupo, exercícios individuais…);
• Verificar as ligações dos cabos entre o televisor e o videogravador/DVD;
• Para a visualização de um vídeo, a televisão deve estar adequadamente sintonizada
e posicionada;
• Há que evitar os reflexos luminosos no ecrã;
• As definições da televisão, contraste, brilho, cor e volume de som devem ser
antecipadamente ajustados;
• É necessário ter em consideração as condições acústicas da sala;
• Experimentar todo o equipamento antes de visionar o filme em contexto de
formação.

[Link] Vantagens da utilização de vídeos

A utilização destes recursos reveste-se de algumas vantagens:


• Não obriga ao escurecimento completo da sala. No caso do video estar a ser
visionado através de um datashow ou videoprojetor é necessário escurecer
minimamente;
• São muito flexíveis e de fácil manuseamento;
• Permitem a utilização, em simultâneo, de outros recursos didático;
• A exploração do vídeo é muito flexível devido à possibilidade de recuo, avanço
rápido, pausa e câmara lenta;
• O Formador pode encontrar-se em qualquer ponto da sala, desde que mantenha o
comando à distância na mão;
• Pode ser gerador de problematizações e facilitador da consequente comunicação;
• Age como agente motivador para a aprendizagem;

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• Melhora a memorização;
• Permite uma apresentação com movimento e dinamismo;
• Apresenta uma boa qualidade de imagem;
• Os aparelhos de vídeo são de baixo custo e existem na maioria das salas de
formação;
• Os documentos são duráveis;
• Os vídeos podem ser reutilizados para novos conteúdos.

[Link] Desvantagens da utilização de vídeos

Não obstante estes aspetos, o recurso aos vídeos também pode ter algumas eventuais
desvantagens:
• Exige alguns conhecimentos técnicos para lidar com os equipamentos;
• Os televisores existentes nas salas de formação são geralmente de dimensões
demasiado reduzidas para o tamanho dos grupos;
• Não respeitam as diferenças intelectuais dos formandos;
• É limitador das intervenções dos alunos;
• É mais difícil controlar as reações dos formandos;
• Os conteúdos podem ter um custo elevado.

Alguns dos recursos que veremos adiante poder-se-iam agrupar (porque são-no, de fato)
neste domínio dos audiovisuais. A única diferença é que são assistidos por computador, o que lhes
confere, como concluiremos, outras potencialidades.

4.3.2 Datashow

O Datashow é um periférico de saída, ou seja, um aparelho


que permite a saída de dados de um computador. Assim, com este
aparelho ligado ao seu computador poderá exibir a informação
presente no monitor desse computador, projetando-a num ecrã
Fig 6 - Datashow de projeção (ou mesmo na parede), recorrendo, como é óbvio, ao
retroprojetor.
Permite a projeção de slides ou vídeos transmitidos pelo computador, tornando-se, assim,
uma ferramenta para fazer apresentações de aulas e palestras, que devem ser criadas em
programas especiais. Entretanto, o Datashow para além de ser um aparelho caro, nunca teve uma
grande implementação sendo rapidamente substituído pelo videoprojetor.

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Manual de Formação

4.3.3 Videoprojetor

Ao contrário do Datashow, os videoprojetores não estão


limitados à projeção de imagem a partir de um computador.
Permitem também a projeção de imagem e som a partir de
câmaras de vídeo, videogravadores e televisores. Outra
vantagem deste tipo de aparelho reside na sua capacidade de
Fig 7- Videoprojetor
projeção direta, sem o recurso a um retroprojetor (o que o torna
mais cómodo).
O videoprojetor veio revolucionar os ambientes de ensino-aprendizagem. A tecnologia não
pára de surpreender e, cada vez mais, os videoprojetores são mais aperfeiçoados, com mais brilho
e consequente qualidade de imagem e postos à venda a preços relativamente acessíveis.
Estes aparelhos são, hoje, leves, portáteis, garantem uma projeção razoável em ambientes
claros (dependendo dos Lumens) e tem a capacidade de se ligarem a diversos meios: televisão,
vídeo, computador, DVD…
É impressionante o impacto visual proporcionado por estes aparelhos, daí que seja um bom
utensílio para prender a atenção dos formandos.
Atualmente, este recurso é muito utilizado em ambientes de formação, nas escolas, em
conferências, debates…, pois permite ao orador que o púbico adquira uma visão mais alargada e
mais concreta do assunto em questão. Poucas são já as salas de formação que não estão equipadas
com um videoprojector.
O seu manuseamento é muito simples, todavia, será sempre necessário o Formador testar
e experimentar o aparelho antes de iniciar a apresentação (aliás, como com todos os meios
técnicos!).
Convém salientar que, não obstante o videoprojector ser motivador, o Formador não
deve abusar da sua utilização, uma vez que, a dada altura, poderá ter um efeito contrário.

[Link] O que é que distingue um “bom” videoprojetor?

À primeira vista todos os videoprojetores podem parecer iguais e, para quem não quer
perder tempo, o melhor projetor nem sempre é “o mais barato”. O barato pode realmente sair
caro, sobretudo quando se trata de investir em equipamento que pode afetar a qualidade da sua
imagem (ou da empresa).

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Manual de Formação

Pode-se dizer que o melhor videoprojetor é aquele que mais se adequar às suas
necessidades de uso, e por regra, são três as características a ter em conta:

• Portabilidade Vs Utilização fixa: Onde importa conhecer o peso de um projetor e


se é realmente prático para transportar e instalar;
• Intensidade de luz no local de utilização do videoprojetor: Se o local onde efetuar a
apresentação estiver exposto à luz do dia ou se esta não pode ser controlada
eficazmente, o brilho de um videoprojetor (medido em ANSI lúmens) é um dado
importante para conseguir uma projeção de qualidade;
• Natureza das apresentações a efetuar: Se vamos projetar vídeo ou dados
(dependendo das entradas disponíveis no videoprojetor); se vamos necessitar de
um monitor auxiliar (confirmar existência de saída para monitor auxiliar); se vamos
projetar em salas pequenas ou grandes (ver dimensão máxima da diagonal e
projeção e possibilidade de zoom); o grau de conhecimentos técnicos do utilizador
(comprovar a facilidade de uso e existência de funções programáveis);
apresentação em grande auditório ou em salas pequenas (comando à distância); e
por fim, o tipo de informação a projetar e a qualidade de vídeo necessária (onde
importa o nível de resolução suportado pelo videoprojetor: VGA, SVGA, XGA ou
SXGA).

4.4 RECURSOS MULTIMÉDIA


É incontestável que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) se estão a
implementar cada vez mais nas escolas e nos ambientes de formação. Mas, em muitos locais, a
entrada das TIC em ambientes pedagógicos não foi (e continua a não ser) pacífica, devido à
tradicional resistência à mudança.
E esta “mudança” veio provocar enormes “mudanças”, logo a começar pelo papel do
Formador. Este, agora, já não é mais o detentor do saber. É sim um construtor de materiais, um
guia, um dinamizador do processo de aprendizagem e o avaliador da formação.
Mas as “mudanças” também se refletem no papel do formando. Este deixou de ser um ser
passivo, um espectador, alguém que só recebe, e passou a ser um ator, um interveniente e também
um construtor do seu processo de aprendizagem e formação.
As Tecnologias de Informação e Comunicação são, desta forma, um conjunto de
ferramentas, de suportes e canais que servem para tratar e para aceder à informação. Elas
permitem a mistura de texto, imagens, som, vídeo, efeitos e animações com o computador.
Uma das suas características mais importantes é a interatividade.

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O ponto de convergência das TIC é o computador. Este permite uma aprendizagem mais
agradável, mais motivadora e mais participada, respeita o ritmo individual de cada formando,
implica o formando na construção dos seus próprios saberes e promove o feedback.
Os suportes das novas tecnologias de informação e comunicação são variados. Eles
caracterizam-se por permitirem uma extensa e vasta escolha de imagens (fotos, desenho vetorial,
clipart’s, filmes, diapositivos, imagens 3D, textos, imagens digitais…) e por proporcionarem um
enorme grau de interatividade.
É de destacar que os preços, ainda que ligeiramente caros, têm baixado drasticamente com
o decorrer dos tempos, e a eficácia dos componentes é cada vez maior. Também os dados
(organizados em enormes bases de dados) passaram a estar acessíveis a qualquer pessoa, o que
facilita o processo ensino-aprendizagem.
No entanto, o Formador, justamente por ter nas TIC um vastíssimo leque de suportes e
informações, deve ter muito cuidado com o que usa. É bom reforçar que as TIC, de forma alguma,
substituem ou aniquilam o Formador. A figura do Formador será sempre muito importante e
indispensável no processo formativo. Será sempre necessária uma comunicação interpessoal, uma
atenção individualizada, que compete e competirá sempre ao Formador. Portanto, a tecnologia
nunca será, ou nunca deverá ser, a protagonista ou o centro das atenções dentro da sala de
formação.
Obviamente que a utilização de equipamentos tecnológicos obriga o Formador a novos
desafios:
• Deve melhorar constantemente os seus conhecimentos de informática;
• Deve dominar técnicas de cores e de som;
• Preparar, atempadamente, todos os materiais e testá-los sempre antes das
sessões;
• Dominar as técnicas de observação de grupos.

No que concerne à parte das novas tecnologias de informação e comunicação, as


apresentações em PowerPoint são um suporte muito utilizado. No entanto, há alguns
conhecimentos essenciais a ter em consideração, que serão abordados num outro capítulo.
Para além do computador e respetivo software, são vários os recursos que através dos
sistemas de multimédia, podem ser aplicados em formação, tais como:
• CD-ROM e DVD-ROM;
• Simulação por computador;
• Quadros interativos;
• Hipertexto e hipermédia;

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• Internet;
• Ambientes virtuais de aprendizagem.

4.4.1 CD-ROM e DVD-ROM

Os CD’s interativos, bem como os DVD’s são, atualmente, recursos com extremo potencial
formativo. A qualidade gráfica, a organização de conteúdos e a interatividade são alguns dos
aspetos que potenciam o sucesso das aprendizagens.
O DVD-ROM é um recurso pedagógico que tem vindo a conquistar terreno, nos últimos
tempos, ao CD-ROM, devido à sua maior qualidade e capacidade de armazenamento de dados. No
entanto, existem outros tipos de DVD: o DVD-Video e o DVD-Áudio. Nos dias de hoje, assistimos a
uma disputa sobre qual o futuro formato que substituirá o DVD: os discos Blu-ray (com capacidade
de armazenamento até 54 GB) ou o HD-DVD (com capacidade de armazenamento até 45 GB).
Já existem obras pedagógicas de grande qualidade em formato DVD - a “Diciopédia”, por
exemplo.
Além das características apontadas, o fator novidade desperta a atenção e a motivação.
É de referir, também, a sua facilidade de manuseamento, o seu realismo e a sua eficácia.

4.4.2 Simulação por computador

Hoje em dia, o computador permite fazer simulação de quase tudo. São vários os programas
(software) de simulação que existem no mercado, apesar de alguns serem bastante caros. A
simulação em contexto pedagógico tem também grande impacto:
• Melhora a motivação;
• Proporciona a capacidade de transferir e aplicar conhecimentos;
• Cativa os formandos à aprendizagem.

Além disso, a simulação permite a aproximação à realidade, dando, portanto, uma visão
muito mais clara e muito mais concreta dos acontecimentos.

4.4.3 Quadros interativos (SMART Board’s)

Com o uso de quadros eletrónicos interativos os formadores


podem criar sessões mais práticas e dinâmicas através do toque na
superfície sensitiva do quadro para controlar qualquer tipo de
aplicação de software ou sistema operativo. Tudo o que é necessário
Fig 8 - Quadro interativo (Smart é um sistema de projeção e um computador Windows ou Macintosh.
Board)

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O que é possível fazer com o SMART Board?

• Usando um SMART Board com um sistema de projeção, tal como um


videoprojector, é possível mostrar as imagens do computador num grande ecrã em
sala, visível para todos;
• É possível com o dedo ou caneta adequada, tocar no SMART Board para controlar
as aplicações de software, tal como é utilizado o rato no seu computador portátil
ou desktop;
• Permite que no ecrã se coloquem rapidamente folhas de cálculo ou outros
documentos nas aplicações de software já instaladas no PC, para dar lugar a uma
revisão detalhada durante uma formação;
• Mostrar e percorrer qualquer aplicação a partir do SMART Board e escrever sobre
a imagem do computador para chamar a atenção para aspetos importantes;
• Adicionar qualquer material multimédia às sessões de formação e controlar tudo a
partir do Quadro;
• Dar formação sobre novo software, apresentar um CD-ROM e anotar sobre os seus
conteúdos, ligar-se à Internet para formação on-line ou apenas para consultar
outras fontes de informação;
• Gravar todo o material de formação e notas produzidas no quadro para um ficheiro
que pode ser usado para distribuição eletrónica ou impresso a cores.

O SMART Board ao nível da aprendizagem potencia a:


• Participação na sessão e interação direta com a aplicação para compreender em
profundidade cada um dos seus menus e comandos;
• Envolvência dos formandos numa aprendizagem ativa. Por exemplo, é possível
convidar alguém a dirigir-se ao quadro para responder a uma questão apenas
premindo um botão que inicia um videoclip relacionado com o assunto.
• Possibilidade de chamar a atenção para as ideias animando o material de formação,
podendo sublinhar-se ao longo da formação palavras- chave e salientar os
conceitos mais importantes.

4.4.4 Hipertexto e hipermédia


As aplicações hipertexto ou hipermédia têm a capacidade de combinar textos, gráficos,
tabelas, imagens, sons, vídeos… permitindo ao formando saltar de um documento ou conceito para
outro com grande facilidade, através de um simples clique.

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A informação surge numa forma de teia, em que o formando vai navegando consoante a
direção que quer e os interesses que tem.
Tem alguns pontos interessantes:

• A aprendizagem é flexível e adapta-se ao ritmo e à necessidade de cada um;


• Modula e estrutura conceitos;
• É acessível a todos e de fácil utilização;
• O formando pode, da maneira que quiser, seguir o ritmo e o caminho da sua
aprendizagem, podendo-a aprofundar sempre cada vez mais.

4.4.5 Internet

A Internet é uma rede de redes. A ela estão ligados milhões de computadores em todo o
mundo, através do protocolo TCP/IP. Está hoje muito acessível e massificada, pois coloca à
disposição, de uma forma rápida, simples e barata, informação sobre tudo e mais alguma coisa.
Vários têm sido os projetos e as atividades criadas para a implementação da utilização da
Internet nas escolas. E se tal acontece é porque lhe são reconhecidas potencialidades soberanas
que ajudam e complementam o processo ensino-aprendizagem.
Através da Internet é possível realizar variadíssimas tarefas: enviar correio eletrónico,
conversar em tempo real (Chat), trocar ficheiros, comprar, ler jornais, revistas e livros on-line,
pesquisar informação através de motores de busca, ouvir rádio, ver filmes…
Além disso, dispomos na Internet de revistas da especialidade de diversos assuntos, que
podemos consultar de forma a aprofundarmos mais os conhecimentos em relação a determinado
assunto. No entanto, em muitos dos casos, para aceder a estas revistas é necessário um registo, em
que é fornecida uma password que posteriormente permitirá a entrada.
É de salientar a interatividade, pois como a Internet incorpora ferramentas para trabalhar
hipertextos ou hipermedia, o utilizador é que segue o seu caminho de aprendizagem, ao ritmo que
lhe for mais apropriado.
Assim, a Internet:

• Globaliza o espaço cultural e impõe-se como um excelente recurso pedagógico;


• Está acessível a qualquer hora;
• Altera os meios e canais de acesso e tratamento da informação;
• É adaptável a diversos meios e assuntos;
• Favorece a autonomia, a interatividade, a participação, a aprendizagem pela
descoberta, o trabalho independente;
• Transforma a formação numa ação mais educativa e menos informativa.

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Manual de Formação

Porém, embora sejam reconhecidos e evidentes os benefícios da utilização da Internet em


contexto de formação, nós, enquanto Formadores, nunca devemos esquecer que ela é,
simultaneamente, um vasto e imenso mundo com tudo do melhor e com tudo do pior. E, além
deste fator, a Internet, se não for devidamente utilizada, poderá, em contexto de formação, tornar-
se uma ferramenta com um efeito pedagógico contraproducente. Isto porque a Internet:
• Devido à imensidão da informação, bem como à forma desorganizada e
desestruturada como esta é apresentada, pode levar os formandos a perderem-se,
a baralharem-se, ou a seguirem por caminhos que não devem;
• Apresenta a informação de uma forma demasiado fácil e direta, podendo tirar ao
formando o trabalho de investigação, reflexão, composição e apresentação de
novos saberes com um cunho crítico e pessoal;
• Possui informações que podem induzir em erro, devido ao facto de nem toda a
informação ser fiável, do ponto de vista técnico-científico;
• Facilita a tendência para a realização de trabalhos que não são mais do que meras
cópias de informações recolhidas – plágio;
• Pode ser um foco de distração e levar os formandos a desviarem a sua atenção do
essencial;
• Em determinadas atividades, a largura de banda ou outros aspetos de caráter
técnico poderão ser insuficientes, tornando o trabalho maçudo e desmotivante;
• Por vezes não está acessível nas salas de formação.

4.4.6 Ambientes virtuais de aprendizagem

Nos dias de hoje, muitos são já os processos de Formação ministrados em regime não
presencial ou semi-presencial. A informática e a Internet vieram potenciar estes modelos,
tornando-se meios facilitadores de comunicação e de aprendizagem. É certo que a educação à
distância já existe há muito tempo: os cursos por correspondência são o cabal exemplo disso,
porém, nestes casos, a interacção entre formador-formando estava bastante limitada em termos
de tempo e de custos.
Hoje, a educação à distância continua a existir, só que assente em Ambientes Virtuais de
Aprendizagem, denominados também de LMS (Learning Management Systems). Estes modelos são
mais abrangentes que a educação à distância e integradores da mesma. Como é óbvio, as bases
destes novos processos de Formação residem na Internet e na Informática, mais precisamente nas
muito propaladas plataformas de E-learning, capazes de criar intituições ou campus virtuais onde
todos os Formandos ou alunos, desde que devidamente registados, podem aceder a disciplinas,

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interagir com professores ou Formadores, comunicar de uma forma simples e rápida, sem custos,
partilhar documentos e materiais didáctico-pedagógicos, esclarecer as suas dúvidas, emitir as suas
opiniões, participar activamente no processo Formativo, quer de grupo quer individual.
Contudo no módulo 7 - Plataformas Colaborativas e de Aprendizagem, será dado maior
enfase a este recurso.

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Manual de Formação

Capítulo V| Apresentações multimédia


5.1 CONSTRUÇÃO DE APRESENTAÇÕES MULTIMÉDIA
As “apresentações” são uma poderosa ferramenta que permite apresentar determinada
ideia ou transmitir informação, recorrendo a funcionalidades multimédia, de uma maneira
facilitadora à “cativar/prender/reter/motivar” o nosso público para a aprendizagem.
Os programas (software) para construção e comunicação de apresentações multimédia
apresentam as seguintes funcionalidades:
• Apoiam na estruturação, construção e organização dos elementos da apresentação;
• Armazenam a apresentação num suporte de armazenamento;
• Fornecem ferramentas para a apresentação dos elementos a um auditório;
• Permitem a integração de variados recursos multimédia, desde imagens a vídeos e sons;
• Facilitam a modificação e edição da apresentação;
• Permitem exportar a apresentação para meios alternativos de comunicação, como
impressões em papel ou páginas na Internet.

5.2 REGRAS NA ELABORAÇÃO DE APRESENTAÇÕES MULTIMÉDIA


• Colocar síntese no inicio da apresentação
• Colocar uma conclusão no final
• Adequar a apresentação aos objetivos, publico-alvo contexto
• Não usar apenas texto pois torna-se cansativo para a audência
• As fotografias têm mais impacto que imagens
• Usar fontes legiveis como Arial, Times New Roman ou Verdana
• Não usar texto menor que 16-20 pontos
• Não utilizar combinações de cores que tornem o ambiente pesado
• Manter a consistencia usando fundos claros
• Deve dividir a informação por vários diapositivos
• Não usar demasidos efeitos e transições
• Deve ensaiar a apresentação e não se limitar a ler
• Olhar para a audencia e não para as notas
• Utilizar texto escuro e fundo claro
• Os pontos mais importantes devem ser tratados no inicio da apresentação

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Capítulo VI| Apresentações multimédia através do


PowerPoint
O PowerPoint é uma aplicação do Microsoft Office que permite a elaboração de
apresentações multimédia.
Aspetos positivos (vantagens):
• As apresentações eletrónicas são dinâmicas. Podem ser compostas por cor,
movimento e som. Estes fatores bem conjugados, elevam o interesse e a motivação
do público a que se destinam;
• Os acetatos apresentam um aspeto profissional. A informação neles contida,
beneficia de um elevado grau de percetibilidade;
• Evita deslocações a laboratórios fotográficos e custos de revelação, ao permitir a
impressão direta, em papel de acetato;

Aspetos negativos (desvantagens):


• Exige equipamento relativamente caro (computador);
• No caso das apresentações eletrónicas, exige a existência de um Datashow ou de
um videoprojetor;
• Exige alguns conhecimentos específicos de informática.

Permite ainda criar alguns suportes de apoio a quem apresenta, nomeadamente notas para
o orador, páginas descritivas dos conteúdos a abordar para o público-alvo.
Uma vez que corre em ambiente Windows, permite toda uma partilha bilateral de
informação com outros aplicativos, como o Word, o Excel, etc…
Há, contudo, algumas regras básicas que devemos ter em consideração quando elaboramos
uma apresentação:
• O conteúdo deve ser o foco central de atenção. Assim, as ferramentas que podem
ser usadas, (exemplo: animações), devem enfatizar os tópicos, mas não devem
desviar a atenção para os efeitos especiais. Aliás, não é aconselhável a utilização de
muitas transições, pois dispersa a atenção;
• Como a leitura de português é feita da esquerda para a direita, pode-se projetar
slides animados de modo que os tópicos deslizem para a direita. Depois, para
enfatizar um tópico específico, convém que ele deslize para a esquerda. Essa
alteração destacará o tópico, chamando a atenção;

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• A inserção de uma música ou som ocasional concentra a atenção na apresentação


de diapositivos. No entanto, o uso frequente de efeitos sonoros pode desviar a
atenção. O ritmo da apresentação não pode ser muito rápido, pois torna-se
cansativo, nem muito lento pois provoca sonolência. Portanto, deve-se fazer testes
antes de fazer uma apresentação e escolher um ritmo adequado;
• Não deve existir nada em grande quantidade: nem texto, nem imagens. Cuidado
com o tamanho da fonte: as pessoas no fundo da sala devem ser capazes de ler
todos os diapositivos. Os títulos devem ter um tamanho de letra 32 e o texto um
tamanho de letra 24;
• Tenha muito cuidado com as imagens que utiliza. Não deve utilizar imagens muito
pequenas nem muito grandes, nem imagens desfocadas ou com pouca resolução.
É muito importante que as imagens estejam adequadas ao assunto em questão;
• Na utilização de tabelas e gráficos, construa-os simples e “arejados”. É muito
importante que sejam percebidos. Mais de oito ou dez segundos para um formando
conseguir perceber um gráfico já é tempo demais.
• É muito importante a simplicidade. Num diapositivo não devem existir mais do que
três ou quatro conteúdos: um título, um pequeno texto e uma imagem, por
exemplo;
• Na escolha das cores seja cuidadoso. Não deve utilizar mais do que duas ou três
cores em toda a apresentação;
• Seja criterioso na escolha da “Font”. As Fonts “Sans Serif”, “Arial”, “Calibri” por
exemplo, são mais legíveis;
• Não é aconselhável que altere de diapositivo para diapositivo o fundo, as cores, a
Font e o tamanho da letra;
• A quantidade de diapositivos também não deve ser exagerada. Qualquer
apresentação que, continuadamente ultrapasse os 8 ou 9 minutos torna-se
cansativa e maçadora.

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Anexos
Adequação dos Recursos Didáticos
Método Método Método Método
Suportes Presencial À distância
Expositivo Demonstrativo Interrogativo Ativo

Retroprojetor *** * * ¤ X

Projetor de opacos *** * * ¤ X

Flipchart – Quadro
*** * * ** X
de papel

Quadro cerâmico
*** * * ** X
e outros…

Videoprojetor *** *** ** ¤ X

Quadro interativo
*** *** ** ** X
(smart board’s)

Computadores ¤ ** * *** X X

Ferramentas

Apresentações *** ** * ¤ X X

Vídeo *** *** ¤ ¤ X X

Câmaras de vídeo ¤ ** ¤ *** X X

Fóruns de debate ¤ ¤ *** ** X

Blogues e Wiki´s * * *** *** X

Chat e
** ¤ *** X
videoconferência

Simuladores ¤ *** * *** X X

Tutoriais
*** *** ** * X
interativos
Muito adequado *** Moderadamente adequado ** Pouco adequado * Inadequado ¤

Quadro 5 - Recursos Didáticos Vs métodos pedagógicos

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Referências Bibliográficas
• Cardoso, Maria Guilhermina (1997). "Manual de Apoio à Formação de
Formadores". OIT e IEFP. Turim.
• Ferrão, Luís B., Rodrigues, Manuela C. (2000). Formação Pedagógica de
Formadores. Lidel – Edições Técnicas, Lda.
• Jardim, J. (2002). O Método da Animação. Manual para o formador. Ave, Porto.
• Machado, A.R. (1999). Guia Prático Para o Uso do Retroprojetor. Coleção
Aprender, nº 10. IEFP. Lisboa.
• Moderno, António (1992). "A Comunicação Audiovisual no Processo Didático".
Departamento de Didática e Tecnologia Educativa da Universidade de Aveiro.
Aveiro.
• Nunes, M.C. e Serradas, J.M. (1993). Formação e Multimédia. Coleção Aprender,
nº 19. IEFP. Lisboa.
• Nunes, Maria C. (1994). Obstáculos ao Desenvolvimento da Formação
Multimédia. Revista Formar, nº 11, Maio / Junho / Julho.
• Nunes, Maria C. (1999). O Multimédia e o Formador. Coleção Formar
Pedagogicamente, nº 20. IEFP. Lisboa.
• Ramos, Maria C. (2002). O Papel da Motivação na Formação On-Line / E-Learning.
Revista Formar, nº 42, Janeiro / Fevereiro / Março.
• Relvas, Luis (2006). Utilização do PowerPoint para desenvolvimento de produções
interativas para a formação. Coleção Referenciais de Formação contínua de
Formadores. Lisboa:IEFP.
• Sarmento, Anabela M. (1996). Os 10 Mandamentos para a Utilização do
Computador no Processo de Ensino / Aprendizagem. Revista Formar, nº 17, Janeiro
/ Fevereiro / Março.

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Designação

Microsoft
Powerpoint

Formador/a Filipa Braga

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............................................................................................... 3
..................................................................... 3
........................................................................ 3
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............................................................................................................................... 8
................................................................................................... 10
.......................................................................................... 11
............................................................................................................. 12
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............................................................................................................... 16
........................................................................................................ 17
................................................................................. 19
........................................................................................................................ 19
....................................................................................................................... 20

2
O PowerPoint 2019 é um do programa para produção de apresentações incluído no
conjunto de programas do Microsoft Office 2019.
Munido de um vasto conjunto de ferramentas, o PowerPoint permite ao utilizador
produzir apresentações dinâmicas e profissionais.

 Ideal para apresentar uma ideia, proposta, empresa, produto ou processo, com
design profissional e slides de grande impacto;
 Os seus temas personalizados, estilos e opções de formatação dão ao utilizador
uma grande variedade de combinações de cor, tipos de letra e feitos;
 Permite enfatizar as marcas (bullet points), com imagens, formas e textos com
estilos especiais;
 Inclui gráficos e tabelas com estilos semelhantes ao dos restantes programas do
Microsoft Office (Word e Excel), tornando a apresentação de informação
numérica apelativa para o público.
 Com a funcionalidade SmartArt é possível criar diagramas sofisticados, ideais para
representar projetos, hierarquias e esquemas personalizados.
 Permite a criação de temas personalizados, ideal para utilizadores ou empresas
que pretendam ter o seu próprio layout.
 Pode ser utilizado como ferramenta colaborativa, onde os vários intervenientes
(editores da apresentação) podem trocar informações entre si através do
documento, através de comentários.

Semelhante às restantes aplicações do Office 2019, a forma mais comum de iniciar o


PowerPonit é através do Menu Iniciar.

3
Ao iniciar o PowerPoint o ecrã inicial do programa permite criar uma nova apresentação
(em branco ou com um tema do PowerPoint) ou abrir uma guardada anteriormente.
Seja qual for a escolha o PowerPoint irá abrir uma apresentação onde podem ser
utilizadas todas as ferramentas de customização disponíveis no programa.
A imagem que se segue mostra o ecrã inicial de um novo projeto.

Esta barra no topo da janela apresenta o nome da apresentação aberta e um conjunto


de ferramentas de gestão do programa e da sua janela.
 Ativar / desativar a gravação automática;
 Barra de acesso rápido;
 Conta Microsoft;
 Opções de apresentação do friso;
 Botões de gestão de janela do Windows.

4
No friso de ferramentas temos acesso a praticamente todas as opções de configuração
e edição da apresentação. As opções encontram-me agrupadas por categorias em
diferentes separadores.

Cada separador apresenta o sue conjunto de ferramentas.

 : permite efetuar as configurações essenciais, como inserir ou alterar


diapositivos, configurar texto, inserir formas e estilos, localizar, entre outros.

 Como o próprio nome indica é o local onde podemos inserir elementos


internos ou externos na apresentação, como imagens, vídeos, caixas de texto,
gráficos, tabelas, símbolos e outros elementos multimédia.

 Neste separador pode ser alterado o tema utilizado na


apresentação. O PowerPoint inclui uma série de temas pré-concebidos, para que
o utilizador possa fazer apresentações com diferentes aspetos gráficos. É de
destacar que o utilizador pode criar e personalizar os seus próprios temas.

5
 Neste separador podemos personalizar as transições entre slides
de uma apresentação. É possível adicionar efeitos e alterar tempos da transição
entre diapositivos, bem como introduzir sons (ex: aplausos, explosão, máquina
de escrever, entre outros).

 As animações permitem que dentro de um mesmo slide seja


inserido movimento, incluindo sequências de apresentação dos elementos,
tornando a apresentação mais dinâmica e apelativa.

 Aqui encontramos as definições de


apresentação dos diapositivos, sendo possível configurar o tempo (e intervalos)
de apresentação de cada diapositivo, os dispositivos visíveis e ocultos e
configurar os monitores onde será vista a apresentação.

 à semelhança de outros softwares do Office, como por exemplo o Word,


o PowerPoint tem um separador de revisão, que permite verificar ortografia e
línguas, bem como gerir comentários e notas.

6
 No separador Ver temos todas as opções de visualização do documento.
Podemos adicionar e remover elementos e organizar os diapositivos de forma
personalizada.

 No separador Ajuda podemos pesquisar por tópicos de apoio, enviar um


feedback sobre o programa, consultar conteúdos formativos e novidades.

7
Este botão dá acesso ao menu do PowerPoint, onde podemos alterar configurações,
gerir a nossa conta Microsoft associada aos produtos Office instalados e desempenhar
algumas funções básicas como abrir um documento (novo ou guardado), guardar,
imprimir, partilhar e exportar.
Podemos também obter as informações do da apresentação, incluindo as revisões, os
colaboradores e outros dados relevantes.

No seguimento do menu que está associado ao botão Ficheiro, temos as opções de


configuração do PowerPoint.
Nesta seção é possível efetuar configurações nos seguintes parâmetros:
 Configuração das opções gerais para trabalhar com o PowerPoint,
nomeadamente ativação da mini barra de ferramentas ao selecionar, ativar pré-
visualização dinâmica, alterar nome de utilizador e as opções de arranque.

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 Permite alterar a forma como o PowerPoint corrige e formata o
texto. Inclui as opções de correção automática e de verificação de ortografia.
 Permite personalizar a forma como os documentos são guardados.
Inclui configuração do tempo de gravação automática, opções de edição offline,
opções de intercalação de ficheiros de servido (online), entre outras funções
associadas à gestão dos ficheiros guardados ou a forma como os guarda.
 Local onde são feitas as configurações dos idiomas, nomeadamente o
idioma predefinido, alterações para outros idiomas.
 Nas definições avançadas é possível efetuar algumas alterações de
edição, nomeadamente na forma de seleção, gestão de imagens, gráficos,
diapositivos, entre outros elementos e funcionalidades do programa.
 Embora os frisos do PowerPoint já venham pré-
configurados, é possível personalizá-los. Neste menu é possível alterar os
elementos visíveis em cada um dos frisos e inclusivamente criar novos
separadores e respetivos grupos de elementos.

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 Nas opções do PowerPoint
também é possível personalizar a barra de ferramentas de acesso rápido,
adicionando e removendo as funcionalidades que o utilizador desejar.
 Os suplementos são aplicações adicionais, associados a outros
programas do Office. Este é o local onde pode ver e gerir os suplementos.
 Ajuda a manter os documentos protegidos e o
computador seguro. Através do centro de fidedignidade podemos ter acesso a
uma série de outras opções de segurança e privacidade, clicando no botão
Definições do Centro de Confiança.

Para criar uma nova apresentação o utilizador deve clicar em NOVO ao abrir o
PowerPoint.

Neste primeiro ecrã o utilizador poderá escolher um tema em branco ou um tema pré
construído do PowerPoint.
No exemplo que iremos seguir vamos optar por criar uma nova apresentação, o que irá
abrir um novo documento em branco.

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A primeira coisa que é percetível é que temos o nosso primeiro diapositivo aberto com
a primeira página em branco, mas com uma estrutura que permite inserir o título e
subtítulo da apresentação.
Mas como inserir mais diapositivos ou alterar o existente?

O PowerPoint permite ao utilizador inserir e alterar diapositivos a seu belo prazer. Não
existem grandes limitações neste campo, pois mesmo que os diapositivos base não
sirvam para as pretensões do utilizador, este pode estruturá-los da forma que bem
entender.
Ao clicar em Novo Diapositivo o utilizador pode inserir um diapositivo e escolher a
estrutura que pretende.

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No entanto se pretender alterar um diapositivo existente, o utilizador deve clicar em
Esquema, mantendo selecionado o diapositivo que pretende alterar. Depois basta
escolher a estrutura pretendida.

No PowerPoint o utilizador pode inserir imagem do computador, online, através de


captura de ecrã ou até mesmo criar um álbum de fotografias (esta última opção cria uma
nova apresentação).

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Para inserir uma imagem do computador basta clicar no botão Imagens e selecionar as
imagens pretendidas.
Para inserir uma imagem online deve carregar no botão Imagens Online o PowerPoint
irá recorrer ao motor de busca Bing, onde o utilizador pode pesquisar por imagens
disponíveis na internet.

Na opção Captura de Ecrã, o PowerPoint ira mostrar as janelas abertas de outros


programas, para que o utilizador escolha a captura de ecrã que pretende utilizar ou fazer
um recorte personalizado.

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A introdução de gráficos e tabelas é em tudo semelhante aos restantes programas do
Office com este tipo de funcionalidades (ex: Word e Excel).
Podemos faze-lo de suas formas, ou criamos diretamente no PowerPoint, ou
simplesmente importa-los do Word ou Excel (é possível utilizar os comandos copy/paste
nesta ação).
Para criar um gráfico diretamente no PowerPoint o utilizador deve carregar em Gráfico,
seguindo-se uma janela onde pode escolher o tipo de gráfico.

Tendo em conta que não existem dados selecionados o PowerPoint abre por defeito
uma tabela de Excel onde o utilizador pode gerir os dados inseridos, removendo ou
inserido novos.

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A qualquer momento o utilizador pode alterar o tipo de gráfico, cores e efeitos de
preenchimento. O utilizador pode efetuar alterações utilizando o friso de fermentas ou
a barra lateral.

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Para inserir uma tabela o utilizador deve clicar em Tabela e selecionar o número de
células desejadas (linhas e colunas). Enquanto o utilizador está a selecionar o
PowerPoint apresenta uma previsualização da tabela.

A qualquer momento o utilizador pode adicionar ou remover linhas, colunas e células,


bem como alterar a apresentação gráfica da tabela. Esta alteração gráfica pode ser feita
com base nos modelos disponíveis ou manualmente. As alterações pode ser efetuadas
tanto no friso de ferramentas como na barra lateral.

As Formas são elementos gráficos, como retângulos, círculos, quadrados, setas, estrelas,
entre muitos outros. Dão ao utilizador a hipótese de os personalizar, com cores, relevos
e outros estilos, como é visível no exemplo que se segue.

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Ao introduzir uma forma no friso passam a estar disponíveis as opções de formatação,
que permitem alterar a forma, a cor, a caixa de texto (sim podemos inserir texto dentro
destes elementos), e outras configurações gráficas.

Esta opção do PowerPoint disponibiliza uma série de esquemas pré construídos, que
permitem ao utilizador criar esquemas personalizados dentro de várias possibilidades
possíveis.
Os gráficos SmartArt são ótimos para estruturar informação, infográficos, sistemas ou
outros elementos. Permitem uma ótima organização da informação, tornando mais
agradável a sua leitura e perceção.

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Seguem aqui dois exemplos de gráficos SmartArt:
Exemplo1:

Exemplo 2:

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A inserção de vídeos e ficheiro de áudio funciona quase da mesma forma que a inserção
de imagens. Com a exceção dos ficheiros de áudio não permitirem inserção de ficheiros
online. No caso dos ficheiros de áudio apenas é possível introduzir um ficheiro do
computador ou efetuar uma gravação. No entanto no caso do vídeo este pode ser
introduzido através do computador ou através de um url como podemos verificar na
imagem seguinte.

As transições tornam a passagem de um diapositivo para o outro, mais harmoniosa.


Para adicionar uma transição basta selecionar o diapositivo desejado e no separador
Transições selecionar a transição desejada.
Após selecionada a transição será percetível um estrela na lateral do slide escolhido, isto
indica que esse slide tem uma transição ativa. Na imagem que se segue podemos ver
que o segundo diapositivo tem uma transição.

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Além de podermos escolher entre vários efeitos de transição podemos ainda escolher
do efeito selecionado, a sua duração e ainda temporizador após o clique (apos clicar com
o rato passado X tempo o diapositivo avança).

As animações permitem dar vida e movimento às apresentações, sendo possível


estruturar apresentações onde os elementos vão aparecendo parcelada mente e não
todos de uma só vez.
O exemplo que se segue mostra a presentação de um diapositivo com animação.
Embora seja apenas a dois tempos, podemos incluir mais elementos e separá-los
consoante a necessidade.

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O que acontece no diapositivo que se segue é simples, ao clicar com o botão do rato,
invés de mudar de diapositivo o PowerPoint mostra por ordem os elementos animados.

As alterações às configurações das animações podem ser efetuadas no friso de


ferramentas ou no painel de animações na barra lateral que podemos ver na imagem
que se segue.

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