0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações14 páginas

Compreendendo a Inteligência Humana

Enviado por

salescauane427
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações14 páginas

Compreendendo a Inteligência Humana

Enviado por

salescauane427
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Inteligência

► A inteligência humana é um objeto de estudo muito complexo por se tratar de um conceito


ainda a ser definido.

► Explicar sua origem, como funciona, se desenvolve e a sua estrutura é o objeto de estudo e
pesquisa de muitos autores que atuam em áreas do conhecimento como a psicologia,
neurociência, filosofia, entre outras.

Definição

► Função psicológica ou conjunto das ações graças aos quais o organismo se adapta a seu
meio. Pelo emprego de combinações originais de condutas adquire e explora novos
conhecimentos e eventualmente discute e resolve os problemas conforme as regras extraídas
pelas formalizações da lógica.

Habilidade multifacetada através de diferentes formas

► Adquirir e aplicar conhecimento

► Raciocinar (lógica)

► Planejar de maneira eficaz

► Deduzir

► Fazer julgamentos e solucionar problemas

► Entender e visualizar conceitos

► Prestar atenção

► Ser intuitivo

► Encontrar palavras e pensamentos com certa facilidade

► Enfrentar situações novas ajustar-se a elas e tirar delas o melhor proveito

Inteligência

Historicamente é a característica mais valorizada nas pesquisas em psicologia.

Medida de mensuração: teste psicológico

Diferentes definições

Foram atribuídos no decorrer do tempo:

► Dom divino

► Reações bioquímicas

► Quantidade de conexões nervosas


► Capacidade de adaptação

► Herança biológica/genética

► Herança social

As teorias

Teorias renomadas e de grande persuasão científica, como Jean Piaget (teoria psicogenética),
Lev Vygotsky, que contribui com a teoria da aprendizagem e Howard Gardner, criador da
teoria das inteligências múltiplas.

O início

► Na visão tradicionalista a inteligência foi conceituada como uma capacidade inata do


indivíduo, um atributo do qual o ser humano dispõe para responder a testes de inteligência,
como o Q.I. (“Quociente Intelectual”).

Inteligência não sofre grande alteração independente de idade, treinamentos ou


experiências, de forma geral, mantendo a mesma estrutura já que nascemos com esse
potencial.

O início do Q. I.

Teste criado por Alfred Binet, por volta de 1900, na França, com a finalidade de responder a
indagações sobre a possibilidade de evidenciar o sucesso ou fracasso escolar de crianças da
época que frequentavam as séries iniciais

Enfoque psicométrico

Iniciou no final do século XIX

Hebert Spencer utiliza o termo inteligência na psicologia

Função da Inteligência: favorecer o ajustamento do indivíduo ao meio. (Darwin)

Francis Galton - inteligência mental geral - série de processos distintos avaliados por testes
separados

Pessoas mais inteligentes – mais capacidades sensoriais. Comparação de indivíduos


quantitativamente

► Binet – 1° escalas de desenvolvimento mental (educação)

Acreditava que a Inteligência é constituída: Raciocínio, julgamento, memória e abstração


(juntos para solução de problemas)

Jogo de memória: memória e concentração trabalhando juntas


Catell defendia o teste mental – ferramentas para medir a inteligência e as aptidões através de
testes

Pouca preocupação com a teoria

Foco: levantamento das diferenças entre indivíduos Necessidade: desenvolver teoria

Outras discussões sobre a inteligência:

► Pensamento abstrato

► Adaptação ao ambiente/situações

► Aquisição de novos conhecimentos

Postulações sobre as teorias sobre a inteligência:

► inteligência geral, várias capacidades diferenciadas e múltiplas aptidões independentes

Surgimento da análise fatorial:

Mensura as diferenças individuais reveladas por vários testes usados para avaliar as
capacidades cognitivas

Objetivo: é identificar subgrupos de testes que avaliam uma mesma capacidade cognitiva

► “Se dois testes requerem uma mesma capacidade cognitiva3 então pessoas que tiverem
esta capacidade desenvolvida tenderão apresentar escores mais altos nos dois testes
simultaneamente”

As teorias fatoriais são agrupadas:

✔ toda e qualquer atividade cognitiva é uma manifestação de um fator único ou geral;

✔ a existência de fatores independentes entre si ou fatores de grupo para as várias atividades


intelectuais

✔ as posições intermediárias ou conciliatórias: existência de uma hierarquia das aptidões


humanas, que pode ou não incluir o fator “g”, a inteligência geral.

O fator “g” de Spearman

Charles Spearman (1863-1945), a inteligência pode ser compreendida tanto em função de um


único fator geral que está subjacente ao desempenho em todos os testes de habilidades
mentais, como em função de um conjunto de fatores específicos, cada um dos quais estaria
envolvido no desempenho em apenas um único tipo de teste de habilidade mental (por
exemplo: raciocínio númerico).
Teorias multidimensionais

Teorias consideradas conciliatórias das diferenças anteriormente apresentadas no modelos


anteriores.

Estas teorias podem ser subdivididas em dois grandes grupos: os modelos não hierárquicos e
os modelos hierárquicos.

Dentre os modelos não hierárquicas inserem-se o modelo da estrutura do intelecto proposto


por Guilford e o modelo multifatorial de Thorndike.

De acordo com Guilford, a estrutura da mente inclui mais de 150 fatores ou aptidões
diferentes e exclui a existência de qualquer fator “g” de inteligência. Sua suposição: existência
devários tipos de operações mentais, de conteúdos e de produtos em nossas concepções e em
nossas avaliações da inteligência.

Modelo multifatorial de Thorndike. Três tipos de inteligência:

✔ inteligência social, ou aptidão para compreender e lidar com as pessoas;

✔ inteligência concreta, ou a aptidão para compreender e lidar com coisas; e

✔ inteligência abstrata, ou a aptidão para compreender e lidar com símbolos verbais e


matemáticos.

A inteligência é constituída por uma multidão de fatores ou elementos separados, e cada um é


um pequeno elemento da aptidão.

Teoria Hierárquica Intelectual

Existe uma hierarquização, “árvore genealógica”, de quatro níveis de comportamentos


intelectuais:

► o fator “g”

► fator verbal educativo e fator perceptivo-mecânico.

► fatores de pequenos grupos (similares aos fatores supostos por Thurstone).

► múltiplos fatores específicos possíveis (leitura, ortografia, ciências, matemática, etc.).

Superdotação X Precocidade

► Para Gama (2006) a superdotação em crianças e adolescentes, é composta por três fatores:
precocidade ou talento; pensamento divergente (criativo e/ou crítico) e dedicação obstinada a
determinadas tarefas.

A precocidade está sempre relacionada não ao comportamento ou forma de pensamento


propriamente dito, mas, à idade em que estes são exibidos [...]” (GAMA, 2006, p. 65). Crianças
precoces apresentam um desenvolvimento mais avançado e superam o esperado para sua
idade. Deste modo, o andar e o falar mais cedo que o normal e a capacidade de pensar de
maneira diferente, fazendo generalizações, aprendendo símbolos abstratos com facilidade e
deduzindo relações entre eles

“A precocidade está sempre relacionada não ao comportamento ou forma de pensamento


propriamente ditos, mas, à idade em que estes são exibidos [...]” (GAMA, 2006, p. 65).

Crianças precoces apresentam um desenvolvimento mais avançado e superam o esperado


para sua idade. Deste modo, o andar e o falar mais cedo que o normal e a capacidade de
pensar de maneira diferente, fazendo generalizações, aprendendo símbolos abstratos com
facilidade e deduzindo relações entre eles

Superdotação

O extremo da precocidade constitui o prodígio, ou seja, a criança com habilidades extremas,


capaz de desempenhar tão bem quanto um adulto, o que parece contrariar a ordem normal da
natureza, podendo vir a causar desconforto e estranhamento.

Teoria desenvolvimentista

Segundo a teoria de Piaget, a inteligência constrói-se ao longo do tempo, por estágios.

Partindo dos reflexos simples do bebê, herdados geneticamente, a criança vai criando
progressivamente estruturas mentais até atingir o pensamento formal.

Na década de 20, a psicologia está dominada por duas correntes: o gestaltismo, que defende
que o cérebro contém estruturas inatas que determinam o modo como o sujeito organiza o
mundo e as aprendizagens (o conhecimento é inato); e o behaviorismo, que considera o
sujeito como determinado pelos condicionalismos do meio (os conhecimentos são adquiridos
por estímulos do ambiente).

Piaget afasta-se das posições extremadas propondo um novo modelo: o sujeito constrói os
seus conhecimentos pelas suas próprias ações.

A inteligência é, assim, produto de um processo de adaptação, no qual interagem as estruturas


mentais e a influência do mundo exterior.

Assim as estruturas da inteligência são produto de uma construção contínua do sujeito em


interação com o meio.

Perspectiva Interacionista

Perspectiva da “natureza social" do ser humano

Para Vygotsky, o indivíduo não nasce pronto nem é cópia do ambiente externo. Em sua
evolução intelectual há uma interação constante ininterrupta entre processos internos e
influências do mundo social.
Contrapôs ao pensamento inatista. (inteligência e estados emocionais são predeterminados) e
o empirismo, as pessoas nascem como uma folha de papel em branco e que são formadas de
acordo com as experiências às quais são submetidas.

A experiência social é essencial para a transformação do homem - ser biológico em ser


humano.

Construímos os conhecimentos que permitem nosso desenvolvimento mental a partir da


aprendizagem nas relações com os outros.

Como ocorre?

► O indivíduo nasce com apenas as FUNÇÕES PSICOLÓGICAS ELEMENTARES(reflexos e a


atenção involuntária).

► Com o aprendizado cultural, no entanto, algumas das funções básicas transforma-se em


FUNÇÕES PSICOLÓGICAS SUPERIORES (consciência, o planejamento e a deliberação).

A evolução ocorre pela elaboração das informações recebidas do meio.

"As informações nunca são absorvidas diretamente do meio. São sempre intermediadas,
explícita ou implicitamente, pelas pessoas que rodeiam a criança, carregando significados
sociais e históricos".

Inteligências Múltiplas

A inteligência deve ser analisada como um conjunto de aptidões humanas. Elas se manifestam
de diversas maneiras e em níveis de desenvolvimento diferentes, capacitando cada indivíduo
para resolver problemas em determinados ambientes.

Não se resume a definir a capacidade intelectual de crianças e adolescentes de uma única


maneira.

A inteligência é algo mais complexo e não a busca da mensuração da habilidade.

Gardner

Foco na observação dos processos mais naturais, que permitiam a adaptação das pessoas ao
meio em que viviam.

Visou defender e ampliar o conceito de uma inteligência que não pode ser “mensurada” e se
manifesta de forma prática.

Afirma que podemos classificar como inteligência o potencial para processar informações que
pode ser ativado ou não a partir da “configuração cultural” do meio em que se vive, ou seja,
toda habilidade ou conjunto de habilidades(capacidade) das quais dispõe um indivíduo que
poderá desenvolvê-las, permitindo-lhe a resolução de problemas e a elaboração de produtos
valiosos numa cultura (GARDNER,1998).
A teoria

Conceito de múltiplas inteligências surgiu com Gardner, na década de 1980, em Harvard,


Estados Unidos: visual-espacial, musical, verbal, lógico-matemática, interpessoal, intrapessoal,
corporal-cinestésica, naturalista e existencial.

Inteligências: Lógico-matemática

O raciocínio lógico-matemático permite que um indivíduo resolva um problema rapidamente,


antes mesmo de sua verbalização.

Raciocinar, compreender e formular esquemas sobre os modelos que lhe proporcionam


socialmente, e após vivenciar esses modelos impostos, será capaz de mantê-los ou modificá-
los.

Quando uma criança desenvolve este raciocínio, apresenta facilidade em cálculos mentais e
pode formular exemplos práticos de seu raciocínio.

Inteligências: Linguística

Está relacionada não apenas à leitura, escrita e fala. Sendo que a inteligência linguística como
também, no ato de usar estes mesmos símbolos para expressar e/ou convencer seu ponto de
vista, seu sentimento, sua persuasão.

Poetas e escritores, possuem facilidade em lidar com a expressão escrita e oral e além deles
temos também os anônimos.

Inteligências: Naturalista

Essa habilidade é desenvolvida através de sua interação e vivência coma natureza, a partir
disso torna-se capaz de classificar seus elementos, como vegetais, minerais, animais, etc.,
dessa forma pode se reconhecer como participante de um ecossistema.

Inteligências: Interpessoal

É a capacidade de compreender os outros indivíduos com quem se relaciona, estabelecendo


uma relação de empatia, aplicando valores como respeito, solidariedade, e outros,
interpretando as expressões e linguagem corporais alheias, se antecipando em relação ao que
o outro está sentindo ou ao que está intencionado a fazer e distinguindo temperamentos até
mesmo quando estão implícitos no indivíduo.

Quando uma criança desenvolve esse raciocínio, pode facilmente liderar outras, já que são
extremamente sensíveis as necessidades e sentimentos.

É a inteligência mais pessoal, permite ao indivíduo se reconhecer como um ser com


características únicas, sendo consciente de sua interferência pessoal, podendo ou não
modificá-los através de sua conduta no cotidiano.

Facilidade de quem a possui em compreender e identificar as suas próprias emoções e em


lidar com elas de forma adequada às várias situações e aos seus objetivos pessoais.
Inteligências: Espacial Visual

Permite abstrair um espaço e a partir desse modelo elaborado em mente, realizar


modificações no espaço concreto, na realidade, permite que nos situemos no espaço em que
estamos.

“Centrais à inteligência espacial estão as capacidades de perceber o mundo visual com


precisão, efetuar transformações e modificações sobre as percepções iniciais e ser capaz de
recriar aspectos da experiência visual, mesmo na ausência de estímulos físicos relevantes.”

Inteligências: Corporal-cinestésico

Refere-se ao conjunto de habilidades cognitivas que facilitam a conexão e coordenação da


mente com o corpo, permitindo controle e precisão sobre ele. É a capacidade que está
relacionada com o uso do próprio corpo para a ação

Inteligências: Musical

Refere-se à música e a qualquer outra forma de expressão rítmica. Compreende as habilidades


para cantar, ouvir música, tocar instrumentos, analisar sons e criar música em geral.

Quando uma criança desenvolve essainteligência, apresenta facilidade para


reconhecimento e distinção de sons

Inteligências: Existencialista

Permite ao indivíduo refletir de forma profunda sobre sua existência, se perguntando coisas
como: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? E, por que morremos? Com a noção
de que faz parte do mundo, e que morrerá, terá um fim, que está em constante transição,
como um ser integral.

Refletir sobre questões fundamentais da vida humana

Inteligências de Gardner

A partir da Teoria das Múltiplas Inteligências (M.I.), Howard Gardner(1995)traz um significado


mais complexo e com diversas ramificações para a inteligência.

Um dos únicos autores que trouxe valores culturais inerentes a um conceito de inteligência
que não se limita atestes lógico se estruturados por folhas e lápis, com perguntas e respostas
fechadas, mas sim que deve ser observada em cada área específica onde se desenvolve.

Segundo a teoria das Inteligências Múltiplas de Howard Gardner, analise as afirmativas a


seguir:

I) Não há habilidade superior ou inferior.

II) As habilidades intrapessoal e interpessoal são mais importantes do que as demais.

III) As habilidades podem ser mais ou menos desenvolvidas em cada indivíduo.


É correto o que se afirma em:

a) Apenas I e III. b) Apenas I.

c) Apenas II e III. d) Apenas II.

e)Apenas III.

Psicologia cognitiva:

► Tem como base de estudo os processos psicológicos

► a psicologia cognitiva é o estudo de como as pessoas percebem, aprendem, lembram-se de


algo e pensam sobre as informações.

Histórico

► O avanço de ideias implica em uma dialética (processo de diálogo, debate entre


interlocutores comprometidos com a busca da verdade / contradição entre princípios teóricos
ou fenômenos empíricos.

► Processo no qual as ideias evoluem por meio de um padrão de transformação

► Processo dialético

► Tese: enunciado de uma opinião sobre um fenômeno

► Antítese: enunciado que questiona a tese

► Síntese: o debate entre as duas opiniões resulta na síntese na qual utiliza-se os argumentos
mais “confortáveis” das duas opiniões

► Quando uma síntese faz um campo de conhecimento avançar, se torna uma nova tese

► Cuidado deve ser tomado: julgamento de valores (uma tese ser melhor que outra)
EMOÇÃO

As emoções são fenômenos expressivos e propositivos de cu duração, que envolvem estados


de sentimento e ativação, e nos auxiliam na adaptação às oportunidades e aos desafios que
enfrentamos durante eventos importantes da vida.

A emoção é o constructo psicológico que une e coordena esses quatro aspectos da experiência
em um padrão sincronizado.

Ex – No caso do medo – O esquiador ameaçado sente-se apavorado (aspecto sentimento),


“com o coração a mil” (aspecto excitação corporal), com um desejo forte de autoproteção
(aspecto propositivo) e apresenta os olhos tensos e os cantos da boca repuxado (aspecto
expressivo).

RELAÇÃO ENTRE EMOÇÃO E MOTIVAÇÃO

As emoções relacionam-se com a motivação de dois modos:

1. As emoções são um tipo de motivo, assim como os outros motivos (ex- cognição,
necessidades.) As emoções dão energia ao comportamento e o dirigem.

2. As emoções servem como um sistema de leitura permanente para indicar se a adaptação


pessoal está indo bem ou não.

O QUE CAUSA A EMOÇÃO?

Quando nos deparamos com um evento significativo da vida, surge a emoção.

O encontro com um evento significativo da vida ativa processos cognitivos e biológicos que
ativam em conjunto os componentes fundamentais da emoção, inclusive sentimentos, a
excitação corporal, o propósito direcionado a uma meta e a expressão.

Evento situacional Processos Cognitivos Sentimentos/ Senso de propósito


Significativo
Processos Biológicos Ativação Corporal/Social Expressivo

Tanto a cognição como a biologia causam a emoção

QUANTAS EMOÇÕES EXISTEM?

Orientação biológica – Enfatiza emoções primárias (raiva, medo) e minimiza a importância de


emoções secundárias, ou adquiridas.

Orientação cognitiva – Reconhece a importância das emoções primárias, mas destaca que
desdobramentos sobre as experiências emocionais surge das experiências individuais, sociais e
culturais.

Perspectiva Biológica

Enfatiza as emoções primárias, com um limite inferior de duas ou três até um limite superior
de dez.
Existem oito principais tradições de pesquisa no estudo biológico das emoções, no qual todos
concordam que:

1 – Existe um número pequeno de emoções básicas

2 – As emoções básicas são universais a todos os seres humanos ( e animais) 3 – As emoções


básicas são produtos da biologia e da evolução.

O núcleo biológico rege a experiência emocional.

Perspectiva Cognitiva

Os seres humanos experimentam mais 2 e 10 emoções afirmado pela tradição biológica.

Destacam que da mesma reação biológica podem surgir várias emoções diferentes.

O ser humano vivencia uma imensa diversidade de emoções porque as situações podem ser
interpretadas de maneiras bem diferentes e porque a emoção surge de uma mistura de
avaliação cognitiva, linguagem, conhecimento pessoal e expectativas culturais.

Tanto da perspectiva biológica, quanto na cognitiva argumentam que uma emoção básica
não é uma emoção sozinha, mas uma família de emoções relacionadas.

Exemplo – A raiva (emoção básica) – Hostilidade, Ira, fúria, ultraje, aborrecimento,


ressentimento, inveja e frustração (Família de emoções)

Cada membro de uma família partilha de muitas características da emoção básica – Sua
fisiologia, seu estado subjetivo de sentimento, suas características de expressão e assim por
diante.

Existem pelo menos cinco famílias de emoções básicas: Raiva, medo, repugnância, tristeza e
alegria.

Emoções básicas

As emoções básicas satisfazem os seguintes critérios:

1) São inatas e não adquiridas ou aprendidas por experiência e socialização. 2) Surgem das
mesmas circunstâncias para todas as pessoas (Ex -perdas pessoais)

3) São expressas de maneira própria e distinta. (Ex. vivência do luto)

4) Provocam um padrão de respostas fisiológicas distinto e altamente previsível.

Emoções básicas :

Medo, raiva, repugnância, tristeza, alegria e interesse.

MEDO – Reação emocional que surge a partir da interpretação da pessoa de que a situação
que ela enfrenta é perigosa e uma ameaça ao seu próprio bem estar.
RAIVA – A raiva é uma emoção universal, surge da restrição, tal como na interpretação de que
os planos da pessoa ou o seu bem estar possam sofrer interferência de alguma força externa.
Também surge da traição da confiança, uma rejeição, crítica injustificada, falta de consideração
e de outros aborrecimentos.

REPUGNÂNCIA – Implica livrar-se ou afastar-se de um objeto contaminado, deteriorado ou


estragado. A função da repugnância é a rejeição. Sua ação positiva é por facilita a
aprendizagem e ativa estratégias de manejo em situações problemáticas.

TRISTEZA– A tristeza (ou angústia) é a emoção mais negativa e desagradável. Surge


principalmente de experiências de separação e fracasso.

ALEGRIA – Os eventos de alegria incluem resultados desejáveis, as causa da alegria são


resultados desejáveis, relacionamento de sucesso pessoal e com relações interpessoais. A
alegria promove o otimismo, o entusiasmo e a sociabilidade. Facilita a disposição para
atividade sociais.

INTERESSE – O interesse é a emoção que mais prevalece no funcionamento do dia-a-dia. Os


eventos da vida que dirigem nossa atenção incluem os que envolvem nossa necessidade de
bem estar. Cria o desejo de explorar, investigar, buscar, manipular e extrair informações dos
objetos que os cercam. Aprimora a aprendizagem.

QUAL A UTILIDADE DAS EMOÇÕES?

As emoções auxiliam na adaptação e enfrentamento ao ambiente (coping). Durante a tarefa da


vida dá energia ao comportamento, dirigindo-o de maneira a beneficiar a evolução.

As emoções servem pelo menos a oito propósitos distintos: proteção, destruição, reprodução,
reunião, afiliação, rejeição, exploração e orientação.

VISÃO FUNCIONAL DO COMPORTAMENTO EMOCIONAL

Emoção
Medo
Raiva
Alegria
Tristeza
Aceitação
Repugnância
Antecipação
Surpresa

Situação do estímulo
Ameaça
Obstáculo
Companheiro potencial
Perda de pessoa valorizada
Membro do grupo
Objeto Horrendo
Novo território
Objeto novo súbito

Comportamento Emocional
Correr, fugir Morder, bater Cortejar, Acasalar
Chorar por ajuda
Compartilhar Vomitar,
Repelir Examinar,
mapear Parar, alertar

Função da Emoção
Proteção
Destruição
Reprodução
Reunião
Afiliação
Rejeição
Exploração
Orientação

A função da emoção é portanto, preparar-nos com uma resposta automática, muito rápida e
historicamente bem-sucedida às tarefas fundamentais a vida.

Essa linha de raciocínio leva à seguinte conclusão: a emoção “má” é coisa que não existe. A
alegria não é necessariamente uma emoção boa e a raiva e o medo não são necessariamente
emoções más. (Izard, 1982).

Todas as emoções são benéficas, porque dirigem a atenção e canalizam o comportamento


para onde é necessário, segundo as circunstâncias enfrentadas.

As emoções são, portanto, organizadoras positivas, funcionais, propositivas e adaptativas do


comportamento.

FUNÇÕES SOCIAIS

Além de servir às funções de enfrentamento (coping), as emoções servem a funções sociais.

As emoções:

1-Comunicam aos outros os nossos sentimentos. 2- Influem no modo como os outros nos
tratam. 3- Promovem e facilitam a interação social

4 – Criam, mantêm e dissolvem relacionamentos.


As expressões emocionais são poderosas mensagens não verbais que comunicam aos outros
os nossos sentimentos.

As demonstrações emocionais influem no modo como as pessoas interagem, assim como a


expressão emocional de uma pessoa pode promover reações comportamentais seletivas de
outra pessoa.

No contexto da interação social, as emoções servem a múltiplas funções, inclusive:


Informativas, de advertência e diretivas.

Comunicam incentivos sociais (sorrisos de alegria), Repressões sociais (rosto zangado) e


mensagens tácitas (expressões de embaraço) que facilitam e coordenam a interação social.

Muitas expressões emocionais são motivadas socialmente e não emocionalmente.

QUE DIFEREÇA HÁ ENTRE EMOÇÃO E HUMOR

As principais diferenças entre o humor e a emoção é:

Diferença nos antecedentes

As emoções surgem de situações de vida significativas e de avaliações do seu significado para o


nosso bem-estar.

Os estados de humor, ao contrário, surgem emergem de processos mal definidos e


frequentemente desconhecidos.

Diferença na especificidade de ação

As emoções na maioria das vezes influem no comportamento e dirigem cursos específicos de


ação. Os estados de humor, porém, influem principalmente na cognição e dirigem o
pensamento da pessoa.

Diferença no decurso de tempo

As emoções emanam de eventos breves que duram segundos, ou talvez minutos, enquanto os
estados de humor emanam de eventos mentais que duram horas, ou talvez dias.

Portanto os estados de humor são mais duráveis que as emoções.

Você também pode gostar