Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação à Distância
RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS PRÁTICOS
Paulo Pereira Dimosse
708236119
Curso: Licenciatura em Administração Pública
Disciplina: Estatística
Ano de Frequência: 2ºAno
Cuamba, Agosto de 2024
Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação à Distância
RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS PRÁTICOS
Paulo Pereira Dimosse
708236119
Trabalho prático da cadeira de Estatística,
a ser apresentado no Curso de Licenciatura
em Administração Pública para fins
avaliativos, sob orientação do docente:
Mestre Abrantes João Afonso Mussafo.
Cuamba, Agosto de 2024
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Classificação
Categorias Indicadores Padrões
Nota
Pontuação
do Subtotal
máxima
tutor
Capa 0.5
Aspectos Índice 0.5
Estrutura
organizacionais Introdução 0.5
Actividades 0.5
Organização dos
dados
Indicação correta da
Actividades2 por
Conteúdo fórmula 17.01
unidade
Passos da resolução
Resultado obtido
Paginação, tipo e
tamanho de letra,
Aspectos Formatação paragrafo, 1.0
gerais
espaçamento entre
linhas
1
A cotação pode ser distribuída de acordo com o peso da actividade
2. O número das actividades pode variar em função ao docente
ii
Índice
I. Introdução ........................................................................................................................ 4
1.1. Objectivos ........................................................................ Erro! Marcador não definido.
1.1.1. Objectivo Geral .............................................................. Erro! Marcador não definido.
1.1.2. Objectivos Específicos ................................................... Erro! Marcador não definido.
1.2. Metodologia ..................................................................... Erro! Marcador não definido.
II. RESOLUÇÃO DAS ACTIVIDADES ........................... Erro! Marcador não definido.
III. Conclusão ....................................................................... Erro! Marcador não definido.
Referências bibliográficas ......................................................... Erro! Marcador não definido.
iii
I. Introdução
A estatística é uma ciência fundamental para a análise e interpretação de dados em diversos
campos do conhecimento. Através de suas ferramentas e métodos, como a organização de
dados em tabelas de frequência, o cálculo de medidas de tendência central, medidas de
variabilidade e medidas separatrizes, é possível extrair informações valiosas que auxiliam na
tomada de decisões. Este trabalho tem como objectivo analisar um conjunto de dados
biométricos de estaturas de uma turma de alunos, aplicando técnicas estatísticas para
determinar a média, moda, mediana, desvio padrão, coeficiente de variação e as medidas
separatrizes, bem como interpretar o grau de achatamento da distribuição.
1.1. Objectivos do trabalho
1.1.1. Objectivo Geral
Aplicar técnicas estatísticas para analisar e interpretar os dados biométricos de
estaturas, extraindo informações relevantes sobre a distribuição dos dados.
1.1.2. Objectivos Específicos
Organizar os dados de estaturas em classes e construir uma tabela de frequências para
facilitar a análise estatística.
Calcular e interpretar as medidas de tendência central (média, moda e mediana) e as
medidas de variabilidade (desvio médio, variância, desvio padrão e coeficiente de
variação).
Determinar as medidas separatrizes (quartis, decis e percentis) e o coeficiente
quartílico de curtose para classificar a distribuição quanto ao grau de achatamento.
1.2. Metodologia
A análise foi realizada com base nos dados de estaturas colectados de uma turma de alunos.
Inicialmente, os dados foram agrupados em classes e organizados em uma tabela de
frequências, que inclui frequência absoluta, acumulada, relativa e relativa percentual. Em
seguida, foram calculadas as medidas de tendência central (média, moda e mediana) e as
medidas de variabilidade (desvio médio, variância, desvio padrão e coeficiente de variação)
utilizando as fórmulas estatísticas padrão.
4
II. EXERCÍCIOS PRÁTICOS
2.1. Resposta do Exercício Número 1
a) Tabela de frequências
Frequência Frequência Frequência Frequência Relativa
Dados
Absoluta (f) Acumulada (F) Relativa (fr) Percentual (fr%)
8 9 9 0,1011 10,11%
9 7 16 0,0787 7,87%
10 7 23 0,0787 7,87%
11 9 32 0,1011 10,11%
12 8 40 0,0899 8,99%
13 5 45 0,0562 5,62%
14 4 49 0,0449 4,49%
15 8 57 0,0899 8,99%
16 7 64 0,0787 7,87%
17 8 72 0,0899 8,99%
18 5 77 0,0562 5,62%
19 5 82 0,0562 5,62%
20 7 89 0,0787 7,87%
Total 89 1 100%
b) Percentagem dos Dados Inferiores a 10
Dados inferiores a 10 são: 8 e 9.
Percentagem 10,11% 7,87% 17,98%
c) Frequência Absoluta dos Dados Iguais ou Superiores a 13
Dados iguais ou superiores a 13 são: 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20
f x13 5 4 8 7 8 5 5 7 49
d) Percentagem dos Dados Superiores a 10 e Inferiores a 20
Dados: 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19
5
fr %10 x 20 10,11% 8,99% 5, 62% 4, 49% 8,99% 7,87% 8,99% 5, 62% 5, 62%
66, 29%
e) Frequência Relativa dos Dados Superiores a 8 e Inferiores a 15
Valores: 9, 10, 11, 12, 13, 14
f8 x15 7 7 9 8 5 4 40
f) Medidas de Posição (Média, Moda e Mediana)
Média
x
8 9 9 7 ... 20 7
89
72 63 70 99 96 65 56 120 112 136 90 95 140
89
1214
89
13, 64
Moda
Moda é o valor que mais se repete. Nesse caso, os valores 8 e 11 aparecem com a mesma
frequência máxima (9 vezes), logo são multimodais.
Mediana:
Mediana é o valor central quando os dados estão ordenados. Como são 89 dados, a mediana é
o 45º valor. Ao ordenar, o valor na 45ª posição é 13.
g) Medidas de Variabilidade (Desvio Médio, Variância e Desvio Padrão)
Para facilitar os nossos cálculos podemos primeiro fazer uma tabela. Sabendo que a nossa
média é aproximadamente a 13,64. A seguir temos a tabela:
6
xi fi x x
2 2
xi fi xi x xi x fi i fi xi x
8 9 72 5,64 50,76 31,81 286,29
9 7 63 4,64 32,48 21,53 150,71
10 7 70 3,64 25,48 13,25 92,75
11 9 99 2,64 23,76 6,97 62,73
12 8 96 1,64 13,12 2,69 21,52
13 5 65 0,64 3,2 0,41 2,05
14 4 56 0,36 1,44 0,13 0,52
15 8 120 1,36 10,88 1,85 14,80
16 7 112 2,36 16,52 5,57 38,99
17 8 136 3,36 26,88 11,29 90,32
18 5 90 4,36 21,8 19,01 95,05
19 5 95 5,36 26,8 28,73 143,65
20 7 140 6,36 44,52 40,45 283,15
Total N 89 1214 42,36 297,64 183,68 1282,49
Desvio Médio
Dx
x x f
i i
297, 64
3,34
N 89
Variância
2
fi xi x 1282, 49
2 14, 41
N 89
Desvio Padrão
2
fi xi x 1282, 49
14, 41 3, 796
N 89
h) Cálculo das Medidas Separatrizes:
Para calcular as medidas separatrizes, vamos aproveitar a tabela de frequência para facilitar a
localização dos números na sua posição.
7
Frequência Frequência
Dados
Absoluta (f) Acumulada (F)
8 9 9
9 7 16
10 7 23
11 9 32
12 8 40
13 5 45
14 4 49
15 8 57
16 7 64
17 8 72
18 5 77
19 5 82
20 7 89
Total 89
Quartis (Q1, Q2, Q3)
Q1 (1º Quartil):
Q1 é o valor que corresponde a 25% dos dados.
n 1 89 1 90
Q1 22,5
4 4 4
Olhando a tabela, a 22ª posição está na classe com valor 10 e a 23ª posição também está na
classe com valor 10. Como Q1 cai entre essas posições, Q1=10.
Q2 (Mediana):
Q2 é o valor que corresponde a 50% dos dados.
n 1 89 1 90
Q2 45
2 2 2
Olhando na tabela, a 45ª posição está na classe com valor 13, então Q2=13.
Q3 (3º Quartil):
Q3 é o valor que corresponde a 75% dos dados.
3 n 1 3 89 1 3 90
Posição de Q3 67,5
4 4 4
8
Olhando a tabela, a 67ª posição está na classe com valor 161616 e a 68ª posição também está
na classe com valor 16. Como Q3 cai entre essas posições, Q3=16.
Decil (D6)
D6 (6º Decil):
D6 é o valor que corresponde a 60% dos dados.
6 n 1 6 89 1 6 90
Posição de D6: D6 54
10 10 10
Olhando a tabela, a 54ª posição está na classe com valor 14, então D6=14
Percentil (P80)
P80 (80º Percentil):
P80 é o valor que corresponde a 80% dos dados.
80 n 1 80 89 1 80 90
Posição de P80: P80 72
100 100 100
Olhando a tabela, a 72ª posição está na classe com valor 17, então P80=17.
2.2. Resposta do Exercício Número 2:
a) Agrupamento dos dados em classes e tabela de frequências
Primeiro, precisamos determinar a amplitude, o número de classes e o intervalo de classe para
agrupar os dados.
Dados:
Nº de observações: 52.
xmin 148 e xmax 175
Nº de classe k :
k 1 3,3 log N 1 3,3 log 52 1 3,3 1,716 1 5,66 7
A 27
Intervalo de classe (h): h 3,9 aproximando para 4
k 7
9
Conforme com os dados obtidos, temos 7 classes no intervalo de 4 em 4.
Tabela de Frequências:
Frequência Frequência Frequência Frequência Relativa
Dados
Absoluta (f) Acumulada (F) Relativa (fr) Percentual (fr%)
[148; 152[ 4 4 0,0769 7,69%
[152; 156[ 12 16 0,2308 23,08%
[156; 160[ 15 31 0,2885 28,85%
[160; 164[ 10 41 0,1923 19,23%
[164; 168[ 5 46 0,0962 9,62%
[168; 172[ 4 50 0,0769 7,69%
[172; 176[ 2 52 0,0385 3,85%
Total N=52 1 100%
b) Cálculo da Média Aritmética, Moda e Mediana
Vamos calcular a média aritmética, a moda e a mediana com base na tabela de frequência
fornecida.
Dados fi xm Fac fi xm
[148; 152[ 4 150 4 600
[152; 156[ 12 154 16 1848
[156; 160[ 15 158 31 2370
[160; 164[ 10 162 41 1620
[164; 168[ 5 166 46 830
[168; 172[ 4 170 50 680
[172; 176[ 2 174 52 348
Total N=52 8296
Media
x
f x 8296 159,54
i m
N 52
Moda
A moda é a classe com a maior frequência.
A classe modal é [156, 160[ com uma frequência de 15.
Mediana
10
N 52
Fanterior 16
26 16
Md Li 2 h 156 2 4 156 4 158, 67
fint ervalo 15 15
c) Desvio Médio, Variância, Desvio Padrão e Coeficiente de Variação
Vamos calcular o desvio médio com base nos valores encontrados anteriormente:
Média Aritmética =159,54 cm.
fi xm x x
2 2
Dados fi xm xm x xm x fi m x m x fi
[148; 152[ 4 150 600 9,54 38,16 91,01 364,05
[152; 156[ 12 154 1848 5,54 66,48 30,69 368,30
[156; 160[ 15 158 2370 1,54 23,1 2,37 35,57
[160; 164[ 10 162 1620 2,46 24,6 6,05 60,52
[164; 168[ 5 166 830 6,46 32,3 41,73 208,66
[168; 172[ 4 170 680 10,46 41,84 109,41 437,65
[172; 176[ 2 174 348 14,46 28,92 209,09 418,18
Total N=52 8296 255,4 490,36 1892,92
Desvio Médio
DM
x m x fi
255, 4
4,91
N 52
Variância 2
x
2
x fi 1892,92
2
m
36, 4
N 52
Desvio Padrão
2 36, 4 6, 033
Coeficiente de Variação (CV):
6, 033
CV 100% 100% 3, 78%
x 159,54
d) Cálculo de Q1, Q2, Q3, D4 e P90;
11
Primeiro Quartil (Q1):
Q1
52 1 53 13, 25
4 4
Q1 está na 13ª posição na frequência acumulada. A classe correspondente é [152, 156[.
13, 25 Fanterior 13, 25 4
Q1 L1 h 152 4 155, 08
f 12
Segundo Quartil (Q2) - Mediana:
Q2
52 1 53 26,5
2 2
26,5 Fanterior 26,5 16
Q 2 L1 h 152 4 156 2,8 158,8
f 15
Terceiro Quartil (Q3):
3 52 1 3 53
Q3 39, 75
4 4
Q3 está na 39,75ª posição na frequência acumulada. A classe correspondente é [160, 164[.
26,5 Fanterior 29, 75 31
Q3 L1 h 160 4 160 3,5 163,5
f 10
Quarto Decil (D4):
4 52 1 212
D4 21, 2
10 10
D4 está na 21,2ª posição na frequência acumulada. A classe correspondente é [156, 160[.
21, 2 Fanterior 21, 2 16
D4 L4 h 156 4 156 1,39 157,39
f 15
Percentil 90 (P90):
90 52 1 4770
P90 47, 7
100 100
12
P90 está na 47,7ª posição na frequência acumulada. A classe correspondente é [164, 168[.
47, 7 Fanterior 47, 7 46
P90 L5 h 164 4 164 1,36 165,36
f 5
e) Coeficiente Quartílico de Curtose
Q1 155, 08 cm
Dados: Q1 158,8 cm
Q3 163,5 cm
Q3 Q1 163,5 155, 08 8, 42 8, 42
CQK 1,13
2 Q2 Q1 2 158,8 155, 08 2 3, 72 7, 44
f) Classificação da distribuição quanto ao grau de Achatamento
Para classificar a distribuição quanto ao grau de achatamento, utilizamos o Coeficiente
Quartílico de Curtose (CQK) que já foi calculado anteriormente.
Interpretação do Grau de Achatamento:
Distribuição leptocúrtica — mais acentuada ou com caudas mais pesadas
que a distribuição normal.
Distribuição mesocúrtica — semelhante à distribuição normal.
Distribuição platicúrtica — menos acentuada ou com caudas mais leves
que a distribuição normal.
Classificação da Distribuição:
O CQK foi calculado como , indicando que a distribuição dos dados é ligeiramente
leptocúrtica. Isso significa que a distribuição é mais acentuada ou tem caudas mais pesadas
em comparação com uma distribuição normal.
13
III. Conclusão
A análise estatística dos dados biométricos revelou informações importantes sobre a
distribuição das estaturas dos alunos. A média aritmética, a moda e a mediana forneceram
uma visão geral da tendência central dos dados, enquanto as medidas de variabilidade
indicaram o grau de dispersão em torno da média. As medidas separatrizes permitiram uma
análise detalhada dos pontos percentuais, e o coeficiente quartílico de curtose classificou a
distribuição como ligeiramente leptocúrtica, indicando uma distribuição mais acentuada. Este
estudo reforça a importância das ferramentas estatísticas na análise de dados e na
compreensão das características de uma distribuição.
14
Referências Bibliográficas
Triola, M. F. (2011). Introdução à Estatística. (12ª ed.). Rio de Janeiro: LTC.
Spiegel, M. R. (2009). Estatística. (4ª ed.). São Paulo: McGraw-Hill.
Mann, P. S. (2010). Introdução à Estatística. (6ª ed.). Rio de Janeiro: LTC.
Morettin, P. A. e Bussab, W. O. (2010). Estatística Básica. (6ª ed.). São Paulo: Saraiva.
15