Manual Comando Se Let Ricos
COMANDOS ELÉTRICOS |1
SUMÁRIO
Capítulo 01 | MÁQUINAS ELÉTRICAS - TRANSFORMADORES.............7
INTRODUÇÃO..................................................................................................... 7
MÁQUINAS ELÉTRICAS............................................................................... 7
TRANSFORMADORES MONOFÁSICOS.........................................10
CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS DO
TRANSFORMADOR....................................................................................... 13
COMO DESCOBRIR A POTÊNCIA DO
TRANSFORMADOR?..................................................................................... 14
AUTOTRANSFORMADOR......................................................................... 15
2 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
Capítulo 03 | MÁQUINAS ELÉTRICAS - MOTORES DE INDUÇÃO
TRIFÁSICO (MIT)....................................................... 27
LIGAÇÃO DOS MOTORES DE INDUÇÃO TRIFÁSICO
(MIT)......................................................................................................................... 27
LIGAÇÃO DE MOTORES DE INDUÇÃO TRIFÁSICO
COM 6 TERMINAIS.......................................................................................26
LIGAÇÃO DE MOTORES DE INDUÇÃO TRIFÁSICO
COM 9 TERMINAIS.......................................................................................29
TIPOS DE LIGAÇÃO DO MOTOR DE INDUÇÃO
TRIFÁSICO DE 12 TERMINAIS............................................................... 34
MOTORES COM DUAS OU MAIS VELOCIDADES.................. 35
MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO E SUAS PARTES
CONSTITUINTES.............................................................................................39
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS |3
CARACTERÍSTICAS DE ACIONAMENTO...................................... 72
CLASSES DE DISPARO.............................................................................. 74
ELEMENTOS DO RELÉ TÉRMICO...................................................... 75
4 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
Capítulo 12 | MÁQUINAS ELÉTRICAS - PARTIDAS DE MOTORES..... 99
INTRODUÇÃO..................................................................................................99
PARTIDA DIRETA DE MOTOR ELÉTRICO TRIFÁSICO ........99
PARTIDA ESTRELA TRIÂNGULO COM REVERSÃO............103
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS |5
DIMENSIONANDO UM INVERSOR DE FREQUÊNCIA......137
CUIDADOS BÁSICOS AO INSTALAR O INVERSOR............. 138
6 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO
01 MÁQUINAS ELÉTRICAS
TRANSFORMADORES
INTRODUÇÃO
Este material complementa a sequência de vídeo aulas do Curso Mé-
todo LIDE sobre os transformadores e é o primeiro conceito abordado
para que você possa entender os próximos capítulos deste [Link]-
da que a matéria comandos elétricos só poderá ser entendido se conhe-
cermos a base fundamental das máquinas elétricas que abordaremos a
partir deste material com os transformadores.
MÁQUINAS ELÉTRICAS
Antes mesmo de entendermos a importância das máquinas elétri-
cas e seus principais conceitos a respeito de seu funcionamento e apli-
cação temos que deixar claro dois conceitos teóricos que serão de extre-
ma importância para o entendimento das máquinas elétricas. Estamos
falando do Magnetismo e do Eletromagnetismo.
MAGNETISMO
Alguns materiais encontrados na natureza possuem a capacidade
de atrair materiais ferrosos, este fenômeno é conhecido como Magne-
tismo.
Isto é possível em função de terem em sua estrutura o alinhamento
de suas moléculas (que possuem capacidades magnéticas).
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS |7
FIG. 1 | M
agnetismo
FIG. 2 | M
aterial Magnético e não magnético
FIG. 3 | L
inhas de Força
8 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
OBS.: OS POLOS NORTE E SUL GERADOS EM FUNÇÃO DO
ALINHAMENTO DAS MOLÉCULAS NUNCA PODERÁ SER SE-
PARADO UM DO OUTRO, CASO UM MATERIAL MAGNÉTICO
(IMÃ) SEJA CORTADO (DIVIDIDO/QUEBRADO) SERÁ GERA-
DO EM CADA UMA DAS PARTES UM NOVO POLO NORTE E
UM OUTRO SUL.
FIG. 4 | E
strutura do Imã
ELETROMAGNETISMO
Caracteriza-se como eletromagnetismo a capacidade de geração de
um fluxo magnético (Magnetismo) através da corrente elétrica.
Um condutor elétrico sujeito a uma corrente elétrica possui como
força resultante a formação de um campo magnético que envolverá
este condutor em sua circunferência.
O sentido das linhas de força segue a regra da mão direita como visto
abaixo:
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS |9
FIG. 5 | R
egra da mão Direita
SOLENÓIDE
Possui características Básicas de um indutor e apesar de ter um
nome usual em dispositivos de pneumática e hidráulica, solenoide é a
composição de um indutor + núcleo ferroso capaz de multiplicar as li-
nhas de forças do campo magnético gerado a partir do eletromagnetis-
mo.
FIG. 6 | S
olenóide
TRANSFORMADORES
MONOFÁSICOS TRANSFORMADOR
Máquina Elétrica responsá-
Existem basicamente três tipos
vel por realizar a transfor-
de transformadores:
mação de energia elétrica.
/ Transformador Elevador.
10 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
/ Transformador Rebaixador.
/ Transformador Isolador.
FIG. 7 | T
ransformador Monofásico FIG. 8 | Transformador Monofásico
Algumas simbologias:
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 11
PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO
O transformado baseia-se no princípio de Indução Magnética para
realizar a transformação da energia elétrica.
LEI DE LENZ
12 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
Perdas por Histerese
Perdas no Cobre
CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS DO
TRANSFORMADOR
Quando existe a necessidade de dimensionar um transformador, as
principais características a serem consideradas e mais importantes são:
1. Tensão elétrica do enrolamento primário.
2. Tensão elétrica do enrolamento secundário.
3. Potência elétrica do enrolamento secundá[Link]ÇÃO DE
TRANSFORMAÇÃO
Relação de transformação é o fator que defini o tipo de transforma-
ção, então conhecendo a estrutura de um transformador teremos:
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 13
FIG. 11 | R
elação de Transformação.
Onde:
i1 – Corrente do enrolamento Primário
i2 – Corrente do enrolamento secundário
v1 – Tensão do enrolamento primário
v2 – Tensão do enrolamento secundário
N1 – Quantidade de espiras do enrolamento primário.
N2 – quantidade de espiras do enrolamento secundário.
14 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
Pode-se descobrir a potência elétrica de um transformador a partir
das dimensões de seu núcleo. Observe:
FIG. 12 | N
úcleo transformador Monofásico
Descobrindo a Potência:
AUTOTRANSFORMADOR
Trata-se de um transformador que possui um único enrolamento e
normalmente é utilizado para realizar a partida de motores elétricos tri-
fásicos.
Simbologia:
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 15
FIG. 13 | S
imbologia Autotransformador
FIG. 14 | A
utotransformador
16 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO MÁQUINAS ELÉTRICAS
02 MOTOR DE INDUÇÃO
MONOFÁSICO - MIM
INTRODUÇÃO
Em todo setor industrial, do mais simples ao mais complexo sistema
produtivo, há algum tipo de máquina ou equipamento sendo acionado
por motor, no qual o motor elétrico é o mais largamente utilizado.
Para que esses motores venham a desempenhar de maneira satisfa-
tória o seu papel no processo produtivo, ou seja, colocar alguma máqui-
na e/ou em movimento, deve-se assegurar que o mesmo irá funcionar
de modo eficaz e principalmente seguro, tanto no que diz respeito à
máquina em si como para as pessoas que por ventura possam estar di-
retamente ou indiretamente envolvidas na operação do equipamento.
Os motores elétricos são acionados através de chaves de partida. As cha-
ves de partida podem ser do tipo manual – há intervenção direta do opera-
dor na comutação dos contatos da chave, através de acionamento por esfor-
ço mecânico em uma manopla ou alavanca comutadora, como por exemplo,
a chave tripolar tipo faca, chave de partida direta reversora manual, chave
Y-D manual e a chave compensadora manual; do tipo eletromagnéticas
quando usados contatores para estabelecer ou interromper a energia de ali-
mentação do motor – há intervenção indireta ou inexiste intervenção por
parte do operador na comutação dos contatos da chave de partida.
As chaves de partida eletromagnéticas com o uso do contator podem ser
acionadas por comando tipo semiautomático – o operador deve acionar
uma botoeira para que, conforme a lógica de funcionamento do esquema
elétrico do equipamento seja acionado o motor; do tipo automática – quan-
do o comando do contator é feito diretamente através de dispositivos analó-
gicos como termostatos, chaves de nível, pressostatos, existência de tensão,
temporizadores, etc; ou ainda associados a uma lógica de funcionamento
de um processo controlado por uma programação feita num PLC.
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 17
LIGAÇÃO DE MOTOR ELÉTRICO
MONOFÁSICO - CA
O primeiro passo para dimensionar os dispositivos de uma chave de
partida é saber o tipo de ligação a ser feito no motor. Conforme as carac-
terísticas da placa do motor, e as características da rede de alimentação,
é possível determinar a ligação que será executada entre as bobinas de
um motor e realizar o cálculo da corrente nominal presumida que o
motor consumirá quando em funcionamento em regime nominal.
FIG. 1 | P
laca de Identificação
18 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
auxiliar de partida. O motor é constituído por mais duas bobinas, cha-
madas de bobinas principais ou bobinas de trabalho.
A bobina auxiliar somente é percorrida por corrente elétrica na
partida do motor, pois, quando o motor atinge aproximadamente 85%
do valor da sua rotação nominal, o interruptor, através da força centrífu-
ga provocada pela rotação do rotor, faz com que o contato do interrup-
tor abra, interrompendo assim a corrente que circula sobre a bobina au-
xiliar.
A bobina auxiliar de partida ajuda o motor a entrar em funciona-
mento, sendo que sem o mesmo o MIM não conseguiria partir, pois não
há defasagem entre a tensão e a corrente aplicada sobre os terminais do
motor. A defasagem entre a tensão e a corrente é conseguida atra-
vés do capacitor, auxiliando o motor a obter um alto conjugado de par-
tida.
FIG. 2 | R
epresentação das bobinas de um motor de indução monofási-
co com bobina auxiliar de partida
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 19
FIG. 3 | C
apacitor
FIG. 35 | T
ipos de ohmímetro. Hoje em dia, o mais utilizado é o ohmímetro
digital que é o próprio multímetro
20 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 5 | A
ssociação das bobinas em paralelo.
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 21
FIG. 7 | A
ssociação das bobinas em paralelo
22 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 9 | I nversão do sentido de rotação
FIG. 10 | C
have Centrifuga Rotor
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 23
FIG. 11 | Ventoinha Rotor Chave Centrifuga
Onde:
In (A): Corrente nominal em ampéres.
P (cv): Potência nominal em cavalo-vapor.
736 W/cv: Equivalência cavalo-vapor em watts.
Un: T
ensão nominal aplicado aos terminais das bobinas do motor.
cos PHI: fator de potência do motor.
Rendimento: R
azão entre a potência de saída (potência mecâni-
ca na ponta do eixo do motor) e a potência de en-
trada (tensão e corrente disponibilizada aos termi-
nais do motor).
24 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO MÁQUINAS ELÉTRICAS
03 MOTORES DE INDUÇÃO
TRIFÁSICO (MIT)
LIGAÇÃO DOS MOTORES DE INDUÇÃO
TRIFÁSICO (MIT)
Os motores de indução trifásicos assíncronos são os mais utilizados
no setor industrial, pois a alimentação de aproximadamente 95%, de
todo montante de energia elétrica consumida, das cargas utilizadas
nesse setor são para receber alimentação de uma rede trifásica.
O rendimento, a relação peso / potência, facilidades no comando e
controle, valor comercial, dos motores de indução trifásicos são muito
mais atrativos comparados com o motor monofásico.
A relação peso / potência do motor trifásico é melhor em relação ao
motor monofásico, devido o fato do motor trifásico não possuir bobina
auxiliar de partida, pois, o próprio sistema de alimentação do motor tri-
fásico já ser defasado num ângulo de 120 graus elétricos. Assim sendo as
bobinas de um MIT (motor de indução trifásico) são todas energizadas
constantemente.
Somente justifica-se o uso do MIM quando não se possui a rede de
alimentação no sistema trifásico, ou por um uso muito específico. Os
MIT possuem na sua grande maioria 6 terminais acessíveis, ou seja, cons-
tituídos por 3 bobinas.
Há também o uso de motores de indução trifásico com 9 ou 12 termi-
nais. o motor de 12 terminais é constituído por 6 bobinas, sendo 2 bobi-
nas por fase. Cada bobina do motor de 12 terminais é projetada para re-
ceber 220 Vac. Tem-se com esse motor de 12 terminais a possibilidade
de ligá-lo em 4 valores de tensão de linha diferentes, como será visto a
seguir.
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 25
LIGAÇÃO DE MOTORES DE INDUÇÃO
TRIFÁSICO COM 6 TERMINAIS
FIG. 1 | R
epresentação das bobinas de um motor de indução trifásico
com seis terminais
FIG. 2 | B
obinas de um motor trifásico
26 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 3 | R
epresentações da ligação triângulo
Como cada bobina foi projetada para receber 220 Vac, e na rede de
alimentação há 220 Vac entre fases, assim sendo, cada bobina deve ficar
ligada entre fases. Pela representação vetorial, o nome da ligação deno-
mina-se triangulo. Assim como a ligação mostrada abaixo para um mo-
tor em que a Ub é para 380 Vac.
FIG. 4 | R
epresentações da ligação triângulo (continuação)
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 27
FIG. 5 | R
epresentações da ligação estrela
Como cada bobina foi projetada para 220 Vac, e na rede de alimen-
tação há 220 Vac entre fase e neutro, cada bobina deve ficar ligada entre
fase e um ponto neutro. Pela representação vetorial verifica-se que o so-
matório dos valores das tensões no ponto onde estão conectados os ter-
minais finais das bobinas do motor é igual a 0, ou seja, um ponto neutro.
Para inverter o sentido de rotação de um MIT, basta inverter a se-
qüência de fases na alimentação do motor, para tal, inverte-se apenas
duas fases.
FIG. 6 | R
epresentações da ligação estrela (continuação)
28 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
Onde:
In (A): Corrente nominal em ampéres;
P (cv): Potência nominal em cavalo-vapor;
736 W/cv: equivalência cavalo-vapor em watts;
UL: T
ensão de linha aplicado aos terminais das bobinas do motor;
cos PHI: fator de potência do motor;
Rendimento: r azão entre a potência de saída (potência mecânica
na ponta do eixo do motor) e a potência de entrada
(tensão e corrente disponibilizada aos terminais do
motor);
Raiz de 3: r elação matemática entre a tensão de fase e a tensão
de linha, em um circuito polifásico constituído por três
fases defasadas de 120 graus.
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 29
TIPOS DE LIGAÇÃO DO MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO
DE 9 TERMINAIS COM O USO DA CHAVE TRIÂNGULO
SÉRIE - PARALELO
Triângulo Série
FIG. 8 | T
riângulo série
Triângulo Paralelo
FIG. 9 | T
riângulo paralelo
30 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
bobinas recebem sobre seus terminais o valor de UL que é igual ao valor
de Ub. Esse método de partida é usado para reduzir a corrente de par-
tida consumida pelo motor.
Estrela Série
FIG. 10 | E
strela série
Estrela Paralelo
FIG. 11 | E
strela Paralelo
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 31
NA PARTIDA AS BOBINAS DO MOTOR SÃO LIGADAS EM ES-
TRELA SÉRIE, SENDO ASSIM, AS BOBINAS RECEBEM SOBRE
SEUS TERMINAIS O VALOR DE UF/2, OU SEJA, 110 VAC.
QUANDO A CHAVE É COMUTADA PARA LIGAÇÃO ESTRELA
PARALELO, AS BOBINAS RECEBEM SOBRE SEUS TERMI-
NAIS O VALO DE UF QUE É IGUAL AO VALOR DE UB. ESSE
MÉTODO DE PARTIDA É USADO PARA REDUZIR A CORREN-
TE DE PARTIDA CONSUMIDA PELO MOTOR.
FIG. 12 | R
epresentação das bobinas de um motor de indução trifásico
com doze terminais
32 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
tribuição encontradas na Europa e Norte Americanas (UL 440 Vac).
A rede de alimentação onde a tensão de linha é de 760 Vac é apenas
um demonstrativo de possibilidade de ligação, pois não há redes com
esse valor de UL. Note que tanto para o motor de 9 terminais acessíveis
e os com 12 terminais acessíveis, a corrente elétrica percorre as bobinas
da mesma fase com o mesmo sentido.
A rede de alimentação onde a tensão de linha é de 760 Vac é apenas
um demonstrativo de possibilidade de ligação, pois não há redes com
esse valor de UL. Note que tanto para o motor de 9 terminais acessíveis
e os com 12 terminais acessíveis, a corrente elétrica percorre as bobinas
da mesma fase com o mesmo sentido.
FIG. 13 | T
riângulo Paralelo
Estrela Paralelo
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 33
FIG. 14 | E
strela paralelo
Triângulo Paralelo
FIG. 15 | T
riângulo paralelo
Estrela paralelo.
34 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 16 | E
strela paralelo
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 35
/ Potência constante: Neste caso, a relação de conjugado é 1:2 e
a potência permanece constante. O motor possui uma ligação
YY/D. Exemplo: 10/10cv - IV/II pólos - YY/D.
Conforme a ligação que é feita no motor é criado um determinado
número de polos, consequentemente, uma determinada velocidade do
rotor. Quando é mudada a ligação para as outras bobinas, ou invertido o
sentido da corrente percorrido num conjunto de bobinas, é criado um
número de pólos diferentes da primeira ligação, conseqüentemente,
uma velocidade diferente no rotor.
As principais relações de mudanças de número de pólos são: 2/4, 2/6,
2/8, 4/6, 4/8 e 6/8, sendo a rotação síncrona para um motor de 2 pólos de
3600rpm, 4 pólos de 1800 rpm, 6 pólos de 1200 rpm e 8 pólos de 900
rpm. A primeira utilização do motor dahlander era de obter uma forma
de variação de velocidade.
Conforme a ligação feita no motor dahlander a também a possibili-
dade de se ter um torque constante, potência constante Com os avan-
ços da microeletrônica e eletrônica de potência, a variação de velocida-
de de um motor de indução é conseguida através da variação da
frequência e tensão fornecida para o motor, com o uso do inversor de
frequência.
36 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
EXEMPLO LIGAÇÃO MOTOR DAHLANDER
Esta versão apresenta a vantagem de se combinar enrolamentos
com qualquer número de pólos, porém, limitada pelo dimensionamen-
to eletromagnético do núcleo (estator/rotor) e carcaça geralmente bem
maior que o de velocidade única.
FIG. 17 | M
otor com 4 pólos considerando 2 bobinas de uma das fases
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 37
ipos de ligação para motores dahlander – Nº1
FIG.19 | T
FIG. 20 | T
ipos de ligação para motores dahlander – Nº2.
FIG. 21 | T
ipos de ligação para motores dahlander – Nº3
38 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
PARTES CONSTITUINTES
FIG. 22| M
otor de indução trifásico
Onde:
Estator: Rotor: Outras partes:
1 – Carcaça. 3 – Núcleo de chapas 4 – Tampa
2 – Núcleo de chapas 7 – Eixo ou veio 5 – Ventilador
8 – Enrolamento (bobinas) 12 – Barras e anéis de curto- 6 – Tampa defletora.
trifásico -circuito
9 – Caixa de ligação.
10 – T
erminais das bobinas
11 – Rolamentos
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 39
FIG. 23 | M
otor de indução trifásico (continuação).
40 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO
04 COMANDOS ELÉTRICOS
DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELÉTRICOS
Os dispositivos elétricos são componentes de um sistema automati-
zado que recebem os comandos do circuito elétrico, acionando as má-
quinas elétricas. Os dispositivos de comando são elementos de comuta-
ção que permitem ou não a passagem da corrente elétrica entre um ou
mais pontos do circuito.
Desses componentes, temos:
/ Botoeiras;
/ Chaves Impulso;
/ Chave com Retenção;
/ Chaves de contatos Múltiplos;
/ Chaves Seletoras;
/ Interruptores Fim de Curso;
/ Relés de Interface;
/ Contatores Auxiliares;
/ Contatores de Potência;
/ Relé Térmico;
/ Fusível;
/ Disjuntor;
/ Disjuntor Motor;
Esses equipamentos citados possuem um componente em comum
e fundamental para o comando elétrico, o bloco de contato, onde estes
contatos podem ser NA (NO) normalmente aberto ou NF (NC) normal-
mente fechado.
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 41
CONTATO NORMALMENTE ABERTO (NA)
Sua posição original é aberta, ou seja, permanece aberto até que seja
aplicada uma força externa, onde essa força pode ser através de um pulso
em um botão ou um sistema eletro mecânico como o caso dos relés au-
xiliares por exemplo, onde é injetado uma tensão em suas bobinas que
realiza a comutação dos contatos internamente. É frequentemente cha-
mado nas aplicações industriais de contato NO (do inglês Normally Open)
Os contatos a serem usados nos próprios comandos são chamados
auxiliares. Eles suportam baixas intensidade de corrente, em boas práti-
cas, esses contatos são fabricados para suportar uma corrente de até
10A (In <= 10A) e não podem ser aplicados em circuito de cargas. A sua
marcação é feita por meio de dois dígitos, onde o primeiro representa o
número sequencial do contato no equipamento e o segundo dígito re-
presenta o código de função, ou seja, NA ou NF, que no caso dos conta-
tos NA são 3 e 4.
Ex. A: 13 ; 23 ; 33; 43;
14 ; 24 ; 34 ; 44;
Observem que os números a esquerda variam e segue uma sequên-
cia de 1 ao 4, onde representam em ordem numérica do primeiro ao
quarto contato do componente.
Ex. B: 13 ; 23 ; 33; 43;
14 ; 24 ; 34 ; 44;
Observem que os números a direita variam e segue uma sequência
de 3 e 4, onde representam o código de função, que no caso é um con-
tato NA.
Observação: temos um contato NA com a seguinte configuração,
/ Primeiro contato NA - 13 e 14
/ Segundo contato NA - 23 e 24
/ Terceiro contato NA - 33 e 34
/ Quarto contato NA - 43 e 44
Os contatos NA podem ser de alta capacidade também, porém nes-
te caso são denominados como Contatos de Potencias, Contatos Princi-
pais ou Contatos de Carga.
São destinados a aplicações de sistemas de motores ou de cargas,
onde as intensidades de corrente elétrica são altas.
42 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CONTATO NORMALMENTE FECHADO (NF)
Sua posição original é fechada, ou seja, permanece fechado até que
seja aplicada uma força externa, onde essa força pode ser através de um
pulso em um botão ou um sistema eletro mecânico como o caso dos re-
lés auxiliares por exemplo, onde é injetado uma tensão em suas bobinas
que realiza a comutação dos contatos internamente. É frequentemente
chamado nas aplicações industriais de contato NC (do inglês Normally
Closed)
Os contatos a serem usados nos próprios comandos são chamados
auxiliares. Eles suportam baixas intensidade de corrente, em boas práti-
cas, esses contatos são fabricados para suportar uma corrente de até
10A (In <= 10A) e não podem ser aplicados em circuito de cargas. A sua
marcação é feita por meio de dois dígitos, onde o primeiro representa o
número sequencial do contato no equipamento e o segundo dígito re-
presenta o código de função, ou seja, NA ou NF, que no caso dos conta-
tos NF são 1 e 2.
Ex. A: 1 1 ; 21 ; 31 ; 41;
12 ; 22 ; 32 ; 42;
Observem que os números a esquerda variam e segue uma sequên-
cia de 1 ao 4, onde representam em ordem numérica do primeiro ao
quarto contato do componente.
Ex. B: 1 1 ; 21 ; 31 ; 41
12 ; 22 ; 32 ; 42;
Observem que os números a direita variam e segue uma sequência
de 1 e 2, onde representam o código de função, que no caso é um con-
tato NF.
Observação: temos um contato NF com a seguinte configuração,
/ Primeiro contato NF - 11 e 12
/ Segundo contato NF - 21 e 22
/ Terceiro contato NF - 31 e 32
/ Quarto contato NF - 41 e 42
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 43
LÓGICA DE CONTATOS
As lógicas de contatos são definidas por uma associação em série, ou
paralelo ou até mesmo uma associação mista. As lógicas de contatos
podem ser Lógica E, Lógica OU e também Lógica XOU.
1.3. LÓGICA E
A lógica de contatos E, indica que teremos dois contatos NA em sé-
rie, onde um depende do outro para que a aplicação seja concluída.
Como no exemplo dado, a lâmpada H1 só irá atuar, se os dois contatos
NA estiverem acionados (lógica 1).
2. LÓGICA OU
A lógica de contatos OU como o próprio nome resume, indica que te-
remos dois contatos NA em paralelo, onde para concluir a aplicação ou
mudar o estado lógico do componente final, um contato/equipamento
não depende do outro, e desta forma teremos um acionamento ou mu-
dança de estado lógico (0 ou 1) da carga final acionando um OU outro
contato.
Como no exemplo dado, a lâmpada H1 irá atuar (acender), se qual-
quer um dos dois contatos NA forem acionados (lógica 1). Com isso, acio-
nando apenas S1 nossa lâmpada acende, OU se acionarmos apenas S2
nossa lâmpada também acende. O grande detalhe desta lógica de con-
tatos é que, quando acionarmos os dois componentes (S1 e S2), nossa
44 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
Lâmpada H1 estará acionada (Lógica 1).
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 45
FIG. 3 | L ógica XOU (XOR)
Folha Quadriculada
Utilize esta folha quadriculada para elaborar os diagramas.
46 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 47
COMPONENTES DE COMANDOS ELÉTRICOS
Como havíamos citados no início deste material, estes são um dos
principais componentes de comandos elétricos, com sua funções e res-
pectivos diagramas:
BOTOEIRAS
FIG. 4 | B
otoeira
SINALEIRO
FIG. 5 | S
inaleiro
48 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
BOBINA DO CONTATOR
FIG. 6 | B
obina do Contator
FUSÍVEIS
FIG. 7 | F
usíveis
DISJUNTOR MOTOR
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 49
FIG. 8 | D
isjuntor Motor
DISJUNTOR BIPOLAR
FIG. 9 | D
isjuntor Bipolar
DISJUNTOR TRIPOLAR
50 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 10 | D
isjuntor Tripolar
RELÉ TÉRMICO
FIG. 11 | R
elé Térmico
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 51
FIG. 12 | R
elé Térmico Contato Auxiliar NA
FIG. 13 | R
elé Térmico Contato Auxiliar NF
52 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 14 | R
elé Térmico Contato Auxiliar NF - NA
TEMPORIZADOR ON DELAY
FIG. 15 | T
emporizador ON Delay
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 53
FIG. 16 | T
emporizador OFF Delay
FIG. 17 | C
ontato Reversível Relé Temporizador OFF Delay
54 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
damento, dispositivos de armazenamento Ex: Elementos com-
binados, linha de retardamento, elementos biestáveis, ele-
mentos monoestáveis, armazenamento do núcleo, registrador,
gravador de discos.
FIG. 18 | C
ontato Reversível Relé Temporizador ON Delay
FIG. 19 | C
ontator Auxiliar
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 55
/ Definição do Componente: Contator Auxiliar é um dispositivo
eletromecânico que permite manobrar os circuitos de coman-
do, intertravamento e sinalização. Não devendo ser utilizados
para manobrar cargas em substituição aos contatores de força.
Esse tipo de contator tem apenas contatos de comando.
/ Definição da Letra: Relés, contatores.
CONTATOR DE POTÊNCIA
FIG. 20 | C
ontator de Potência
RELÉ
FIG. 21 | R
elé
56 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
fazendo com que seus contatos liguem e desliguem um circui-
to sequente.
/ Definição da Letra: Relés, contatores.
SOFT STARTER
FIG. 22 | S
oft Starter
INVERSOR DE FREQUÊNCIA
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 57
da ao motor com o objetivo de controlar a sua velocidade e po-
tência consumida.
/ Definição da Letra: Gerador rotativo, alternador, converor de
frequência rotativo, bateria, dispositivo de alimentação oscila-
dor, oscilador de quartzo.
SENSOR CAPACITIVO
FIG. 24 | S
ensor Capacitivo
SENSOR FOTOELÉTRICO
FIG. 25 | S
ensor Fotoelétrico
58 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
luz (geralmente infravermelho) são utilizados em faz-se necessário
a detecção de objetos sem contato físico, ou em processo de auto-
mação industrial para detectar diversos tipos de materiais. é possí-
vel utilizá-los em distâncias pequenas até vários metros.
/ Definição da Letra: Sensor termoelétrico, célula termoelétri-
ca, célula fotoelétrica, dinamômetro, transdutor de cristal, mi-
crofone funocaptor, alto-falante, sincronizadores, resolvedores.
SENSOR INDUTIVO
FIG. 26 | S
ensor Indutivo
SENSOR MAGNÉTICO
FIG. 27 | S
ensor Magnético
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 59
/ Definição do Componente: Sensores magnéticos são sensores
acionados a partir de um campo magnético, geralmente pro-
veniente de um imã permanente ou de uma bobina. Eles fun-
cionam basicamente como uma chave liga/desliga e, portan-
to, tem várias aplicações.
/ Definição da Letra: Sensor termoelétrico, célula termoelétrica,
célula fotoelétrica, dinamômetro, transdutor de cristal, micro-
fone funocaptor, alto-falante, sincronizadores, resolvedores.
SENSOR ULTRASSÔNICO
FIG. 28 | S
ensor Ultrassônico
60 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO
05 COMANDOS ELÉTRICOS
FUSÍVEIS
FUSÍVEIS
São dispositivos de proteção, contra sobrecorrente que quan-
do usado em circuitos alimentadores de motores, protegem
principalmente contra correntes de curto-circuito e contra
sobrecarga de longa duração.
FIG. 1 | F
usíveis
OPERAÇÕES
Sua operação consiste na fusão do elemento fusível. O elemento fu-
sível e o ponto fraco do circuito, que é um condutor de pequena seção
transversal que sofre devido a sua alta resistência, e com isso aquece
mais que os outros condutores do circuito com a passagem da corrente.
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 61
FIG. 2 | O
perações
CATEGORIA DE EMPREGO
Letra Descrição
Fusível limitador de corrente, atuando somente na
a
presença de curto-circuito.
Primeira letra Minúscula
Fusível limitador de corrente, atuando na presença
g
tanto de curtocircuito como de sobrecarga.
G Proteção de linha, uso geral.
L Proteção de linha.
Segunda letra Maiúscula
Tr Proteção de transformadores.
FIG. 2 | C
ategoria de Emprego dos Fusíveis
62 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
TIPOS DE FUSÍVEIS
Os fusíveis podem ser do tipo de Efeito Rápido, Efeito Retardado e de
Efeito Ultra Rápido.
/ Efeito Rápido - Usados em circuitos que não possuem consi-
derável variação de corrente entre a ligação do circuito no
equipamento e seu funcionamento normal, ou seja, quando
acionamos o equipamento, ele não gera um pico de corrente
alta, como por exemplo: Luminárias, Fornos, etc., etc.
/ Efeito Retardado - Utilizados em circuitos em que as correntes
na partida alcance valores superiores a corrente normal de
funcionamento, ou em circuitos que tenham sobrecarga por
pequenos períodos como, por exemplo: Motores elétricos e
cargas capacitivas em geral.
/ Efeito Ultra Rápido - apropriados para instalações industriais
na proteção de semicondutores, tiristores, GTO’S e diodos
(Equipamentos com circuitos eletrônicos) que precisam de
corte rápido em caso de curto para não danificar esses circui-
tos eletrônicos.
Apresentamos em nosso curso os modelos de Fusíveis do Tipo D, ou
seja Diazed e também os fusíveis NH.
FUSÍVEL TIPO D
Os fusíveis podem ser do tipo “ D “ ( de 2 A à 63 A ), a maioria das ins-
talações com proteção entre 2 A – 63 A usam fusíveis tipo “D“, pois os
mesmos além de serem mais baratos, oferecem mais segurança para os
mantenedores; os fusíveis tipo “ D “ tem capacidade de condução im-
pressa no cartucho e capacidade de interrupção de 70 KA.
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 63
FIG. 4 | F
usível D - Vista Frontal FIG. 5 | Fusível D - Vista Posterior
FIG. 6 | F
usível D - Vista Superior FIG. 7 | Fusível D - Vista Inferior
FUSÍVEL TIPO NH
Os fusíveis tipo “ NH “ ( de 6 A à 1000 A ), são elementos de proteção
que também tem capacidade de condução impressa no corpo do fusí-
vel e capacidade de interrupção de 100 KA, porém o manuseio desta
proteção requer uma maior preparação profissional do mantenedor,
bem como utilização de ferramentas adequadas, pois os dois contatos
do fusível devem ser puxados da base ao mesmo tempo e bruscamente
para evitar o arco voltáico. Os fusíveis devem ser dimensionados para
proteção dos circuitos contra corrente de curto-circuito, considerando o
valor da corrente e duração deste surto. Uma vez que estabelecendo o
curto a corrente tende-se ao infinito, ou seja a valores excessivamente
elevados.
64 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG.8 | F
usível NH - Vista Frontal FIG. 9 | Fusível NH - Vista Posterior
FIG. 10 | F
usível NH - Vista Superior
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 65
Faixas e Corrente
Cor para Identificação
(Ampéres)
menor que 2A Branco
2A Rosa
4A Marrom
6A Verde
10A Vermelho
13A Creme
16A Cinza
20A Azul
25A Amarelo
32A Violeta
40A Preto
50A Branco
63A Laranja
FIG. 11 | C
ores vs Corrente - Fusíveis
FIG. 12 | S
uporte para Fusível NH FIG. 13 | Suporte para Fusível NH
- Vista Frontal - Vista Lateral
FIG. 14 | S
uporte para Fusível NH FIG. 15 | Suporte para Fusível NH
- Vista Superior - Vista Inferior
66 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 16 | S
uporte com Fusível NH FIG. 17 | Suporte com Fusível NH
FIG. 18 | S
uporte para Fusível D - Vista FIG. 19 | Suporte para Fusível D - Vista
Frontal Posterior
FIG. 20 | S
uporte para Fusível D - Vista FIG. 21 | Suporte para Fusível D - Vista
Superior Inferior
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 67
FIG. 22 | F
usível D Acoplado com
Suporte
ACOPLADOR DE FUSÍVEL D
FIG. 23 | A
coplador de Fusível D FIG. 24 | Acoplador de Fusível D - Vista
Frontal
FIG. 25 | A
coplador de Fusível D - Vista
Posterior
68 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
SUPORTE PARA FUSÍVEL NH
FIG. 26 | C
have Seccionadora para FIG. 27 | Chave Seccionadora pra
Fusível NH Fusível NH
FIG. 28 | F
erramenta para Retirar FIG. 29 | Ferramenta para Retirar
Fusível NH Fusível NH
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 69
SÍMBOLO GRÁFICO E LITERAL
Podemos observar que em um diagrama elétrico, o botão de co-
mando será representado com o símbolo gráfico como apresentado na
Figura abaixo:
FIG. 30 | S
ímbolo Gráfic0
Símbolo Literal
A letra que representa o fusível no diagrama é a letra F maiúscula.
70 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO
06 COMANDOS ELÉTRICOS
RELÉ TÉRMICO
RELÉ TÉRMICO OU RELÉ DE SOBRECARGA
A sobrecarga é um dos defeitos
mais frequentes que se produz
nas máquinas definida como uma RELÉ DE SOBRECARGA
situação que leva a um supera- OU RELÉ TÉRMICO
quecimento por perda em Joule, pode ser definido como um
onde cada equipamento ou má- dispositivo de proteção cuja
quina suportam até um determi- operação é baseada em um
nado valor e por tempo limitado. método indireto de detecção
A determinação de ambas as
de Sobrecarga em motores.
grandezas é feita em norma técni-
ca do referido produto.
FIG. 1 | C
ontator + Relé Térmico - Vista Frontal
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 71
Quando ultrapassados esses valores nas máquinas, o isolante inicia
um processo de deterioração, o que significa perder suas características
iniciais, sua rigidez dielétrica, que define a capacidade de isolação. É
função do relé térmico atuar antes que esses limites de deterioração se-
jam atingidos, garantindo uma vida útil apropriada aos componentes
do circuito.
Um Relé de Sobrecarga tripolar, possui 3 bimetálicos, sendo cada
um deles constituído por dois metais unidos por laminações e com di-
ferentes coeficientes de dilatação, além de possuir um enrolamento de
aquecimento em volta de cada bimetálico. Ao aquecer estes enrola-
mentos é provocado uma deformação nos bimetálicos, esta deforma-
ção pode ser maior ou menor conforme o valor da corrente.
FIG. 2 | B
imetálico Inicial FIG. 3 | B
imetálico Dilatado
CARACTERÍSTICAS DE ACIONAMENTO
O relé térmico possui duas características de acionamento a serem
destacadas, são elas:
/ Liberação do Dispositivo de Trava: Onde será realizada a aber-
tura dos contatos principais do relé de sobrecarga e consequen-
temente a interrupção dos potenciais ou fase até o motor.
/ Abertura de um Contato fechado: Ao qual é aberto o contato
auxiliar inserido no circuito de comando e interrompendo a
atuação do motor elétrico.
72 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
UTILIZAÇÃO DO RELÉ TÉRMICO
Este equipamento é tipicamente utilizado para proteger motores
elétricos de indução e também transformadores de possíveis supera-
quecimento ocasionado por:
/ Sobrecarga mecânica;
/ Tempo de partida elevado (atuação fora das características no-
minal do equipamento);
/ Rotor bloqueado;
/ Falta de Fase;
FIG. 4 | R
elé Termico - Vista Lateral
74 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 5 | R
elé Térmico Classe ABC - Dados Frontal
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 75
FIG. 6 | D
iagrama Interno FIG. 7 | Relé Térmico - Vista Frontal
FIG. 8 | R
elé Térmico ABCD - Dados Frontal
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA
FIG. 9 | C
ontatos Princi- FIG. 10 | Contato Auxiliar FIG. 11 | C
ontato Auxiliar
pais NA NF
76 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO
07 COMANDOS ELÉTRICOS
DISJUNTORES
DISJUNTOR
É um dispositivo elétrico de manobra, com capacidade de
ligação e interrupção de circuitos em condições normais, e
ainda capacidade de interrupção automática dos mesmos em
condições anormais como: curto - circuito, sobrecarga e
subtensão. A função principal do disjuntor é conduzir com
segurança a corrente do motor, bem como interromper
automaticamente o circuito nos casos de curto - circuito,
sobrecarga e subtensão.
FIG. 1 | D
isjuntor Caixa Moldada FIG. 2|
- Frontal
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 77
O disjuntor é composto de:
/ Contatos Principais: É por onde circula a corrente que alimen-
ta a carga elétrica, por exemplo: Motor elétrico, banco de capa-
citores, banco de resistência, transformadores, etc...
/ Relé de Sobrecarga: Composto por elementos bimetálicos,
que ao ser atravessado por uma corrente excessiva é aquecido,
provocando o disparo responsável por soltar o engate e abrir
os contatos principais do disjuntor.
/ Relé Eletromagnético de Curto: Circuito - sua finalidade é de-
sarmar o disjuntor no caso de curto - circuito. Quando uma
corrente de curto - circuito circula pela bobina, o induzido é
atraído e solta o engate que abre o circuito principal do disjun-
tor.
/ Relé de Subtensão: Protege o circuito de uma subtensão, é
um dispositivo que desarma automaticamente o disjuntor
quando há uma queda de tensão.
Respectivamente temos:
1. Disjuntor unipolar.
2. Disjuntor bipolar.
3. Disjuntor tripolar.
O Símbolo Literal utilizado para expressar os disjuntores é a letra
maiúscula Q.
78 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
/ 3 polos, comumente chamados de tripolar ou trifásico.
Outra característica é a corrente Nominal e esta varia de fabricante
para fabricante. Você depois que determinar na tabela a corrente corri-
gida, de posse dessa informação poderá buscar qual fabricante tem
aquele que você dimensionou.
FIG. 3 | C
aracterísticas Tempo-Corrente de Minidusjuntores normalizadas pela
IEC 60898.
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 79
circuitos resistivos, como por exemplo, chuveiros, torneiras elé-
tricas, circuito de iluminação.
/ Curva tipo C: O disjuntor de curva tipo C, deve ser utilizado em
circuitos onde temos cargas indutivas, motores, ar condiciona-
do, circuitos de iluminação onde temos transformadores,
como reatores, drivers de led, bombas de água elétricas.
/ Curva Tipo D: O disjuntor de curva tipo D, é para circuitos de
grande potência, mas podemos instalar este dispositivo no
disjuntor geral da residência, aquele que fica no padrão de en-
trada, esse dispositivo tem a característica de suportar por lon-
gos períodos uma corrente de consumo alta, sem disparar por
sobrecarga, por isso é indicado para ser instalado no padrão
de entrada, que em alguns momentos do funcionamento da
residência existe um alto consumo de energia elétrica por um
período de tempo longo, por exemplo á noites em dias de in-
verno, portanto sua característica ajuda a não ficar desarman-
do pela alta corrente utilizada em toda residência ao mesmo
tempo. disjuntor no caso de curto - circuito. Quando uma cor-
rente de curto - circuito circula pela bobina, o induzido é atra-
ído e solta o engate que abre o circuito principal do disjuntor.
80 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO
08 MÁQUINAS ELÉTRICAS
DISJUNTOR MOTOR
Disjuntor Motor tem 2 funções prin-
cipais: DISJUNTOR MOTOR
/ Manobra: O disjuntor motor É um dispositivo eletro-
tem uma chave que liga/desli- mecânico utilizado em
ga o motor. motores elétricos.
/ Proteção: Agrega as prote-
ções: contra curto-circuito;
contra sobrecarga e ainda falta de fase.
FIG. 1 | D
isjuntor Motor - Frontal
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 81
Sua atuação é em milissegundos, sendo excelente equipamento
para proteção de motores elétricos.
Ele pode substituir num painel elétrico fusível e relé térmico em um
único dispositivo, ganhando dessa forma muito mais espaço dentro do
painel. Este dispositivo tem uma chave seccionadora rotativa, que per-
mite levar a Tensão de linha direta para os terminais do motor.
FIG. 2 | D
isjuntor Motor - Dados Lateral
82 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
É um dispositivo muito importante que tem muitas vantagens de
utilização:
/ Ele pode ser rearmado quando houver alguma anomalia no
sistema, seja um curto seja uma sobrecarga, ao contrário dos
fusíveis.
/ Tem possibilidade de substituir muitos elementos em um pai-
nel elétrico.
/ Alta velocidade de manobra, na casa de milissegundos, sendo
muito confiável para proteção de motores.
/ É possível acoplar contatos abertos ou fechados, para serem
utilizados em lógicas de contatos em comandos auxiliares.
/ Ele é construído para suportar as correntes de partida de mo-
tores elétricos, sendo assim mais robustos que os disjuntores
DTM.
CARACTERÍSTICAS BÁSICAS
FIG. 3 | D
isjuntor Motor - Dados Frontal
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 83
/ Oferece larga margem de escolha de correntes nominais, e em
muitos casos podem admitir ajustes nos disparadores, o que,
além de ampliar a margem de escolha, simplifica a coordena-
ção com outros dispositivos de proteção.
/ Operações repetitivas, isto é, podem ser religados após terem
atuado, sem a necessidade Figura 3 - Disjuntor Motor - Dados
Frontal. de substituição.
/ Sua característica tempo vs corrente, além de ajustável em
muitos casos, não é afetado por correntes que provocam ou-
tros disparos.
/ Em alguns casos permite comando a distância.
/ Proteção contra sobrecorrentes pequenas e moderadas atra-
vés de disparadores magnéticos ou térmicos.
/ Proteção contra corrente de curto-circuito através de dispara-
dores eletromagnéticos.
DIAGRAMAS
FIG. 4 | D
isjuntor Motor FIG. 5 | S
ímbolo Gráfico FIG. 6 | S
ímbolo Literal
- Frontal
84 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO
09 COMANDOS ELÉTRICOS
BOTÕES DE COMANDO
A função desse dispositivo é
comandar e automatizar circui- BOTÕES DE COMANDO
tos indutivos e resistivos. Através
São dispositivos destinados a
do acionamento dos botões de
comandar, no local ou a dis-
comando elétrico, torna-se pos-
sível a interrupção momentâ- tância e de forma indireta, os
nea e ligação normal dos circui- equipamentos de manobras e /
tos, bem como as interrupções ou de operação através de um
de emergência e operações de acionamento de curta duração
segurança nos circuitos.
FIG. 1 | B
otões de Comando
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 85
FIG. 2 | B
otão de Comando por Impulso
FIG. 3 | B
otões de Comando
86 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
SÍMBOLO GRÁFICO E LITERAL
Podemos observar que em um diagrama elétrico, o botão de co-
mando será representado com o símbolo gráfico como apresentado na
Figura abaixo:
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 87
BOTÃO DE PULSO TIPO COGUMELO
88 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO
10 COMANDOS ELÉTRICOS
CHAVE FIM DE CURSO
FIG. 1 |
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 89
AS CHAVES FIM DE CURSO SÃO COMPOSTAS
DE DUAS PARTES, O CORPO E O CABEÇOTE
/ Corpo: É o componente onde está fixado o cabeçote e no qual
estão alojados os contatos e os bornes.
/ Cabeçote: É a parte de comando elétrico que aloja os meca-
nismos de acionamento, e podem ser: retilíneo ou angular.
FIG. 2 | C
have Fim de Curso
90 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 3 |
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 91
92 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO
11 COMANDOS ELÉTRICOS
CONTATORES
CONTATORES
É a chave de operação eletromagnética, que tem uma única
posição de repouso, e é capaz de estabelecer, conduzir e
interromper corrente em condições normais do circuito,
inclusive sobrecarga no funcionamento.
FIG. 1 |
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 93
FUNCIONAMENTO
Ao ser energizada a bobina cria-se um campo magnético no núcleo
fixo que atrai o núcleo móvel fazendo com que os contatos móveis en-
contrarem os fixos mudando o seu estado.
FIG. 2 |
DIMENSIONAMENTO
Os contatores devem ser dimensionados para a corrente nominal
que circula no trecho do circuito onde estiverem inseridos, respeitando
a sua categoria de emprego.
/ Categoria de Emprego: É o que determina as condições para a
ligação e interrupção da corrente e da tensão nominal de ser-
viço correspondente, para a utilização normal do contator nos
mais diversos tipos de aplicação, para CA e CC , sendo: AC1,
AC2, AC3 e AC4.
94 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 2 |
CATEGORIA DE UTILIZAÇÃO
Uma ou mais categorias de utilização normalizadas apresentadas na
Tabela 1 podem ser atribuídas para uma ou mais tensões nominais de
utilização.
A designação das categorias de utilização é completada pelo sufixo
A ou pelo sufixo B, de acordo com o número de manobras, requisitos
para aplicação.
Uma determinada categoria de utilização deve satisfazer os requesi-
tos correspondentes a esta categoria de utilização relativas às capacida-
des nominais de estabelecimento e de interrupção e os requesitos de
funcionamento mecânico elétrico em serviço.
Categoria de utilização
Natureza da corrente Aplicações características
Utilização A Utilização B
AC-31A AC-31B Cargas não indutivas ou ligeiramente
indutivas.
FIG MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 95
As partes principais são cobertas por outras normais de produto da
IEC 60947, as categorias de utilização definidas nessas normas de pro-
duto podem ser utilizadas como equivalente às definidas na Tabela 1,
ver Anexo A.
96 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
racteriza a chave magnética.
Os Contatores Podem Ser:
/ Contator Principal: Este contator tem circuito principal ( que é
por onde circula a corrente que a carga requer ), e circuito au-
xiliar ( como já foi dito serve para compor os circuitos de co-
mando ou controle e de sinalização ).
/ Contator Auxiliar: Só é inserido nos circuitos de comando ou
controle e de sinalização. Por este contator não pode circular a
corrente para alimentar a carga, pois, o mesmo não tem câma-
ra de extinção de arco voltaico.
FIG. 4 |
Onde:
1. Bobina. 2. Contatos de potência (somente presente nos
contatores de potência). 3. Contatos auxiliares.
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 97
98 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO
12 MÁQUINAS ELÉTRICAS
PARTIDAS DE MOTORES
INTRODUÇÃO
Caracteriza-se como partida de motor elétrico trifásico a forma pela
qual é concebida a alimentação elétrica ao motor de forma direta ou in-
direta para que este venha a iniciar seu funcionamento.
Todo sistema de partida de motores será representada a partir de
um diagrama elétrico multifilar e um diagrama elétrico funcional. Sen-
do que o diagrama elétrico funcional recebe o nome de diagrama de
comando e é responsável pela lógica de acionamento dos e o diagrama
multifilar também é conhecido como diagrama de potência ou diagra-
ma de força, este receberá as cargas
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 99
FIG. 1 | D
iagrama Multifiliar
100 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 2 | D
iagrama de Comando e Potência - Partida Direta com Reversão
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 101
PARTIDA ESTRELA TRIÂNGULO
A grande vantagem na utilização deste sistema de partida é que nes-
te caso o circuito empregado irá permitir a redução da corrente de par-
tida do motor elétrico trifásico fazendo uso da redução da tensão de
fase (A tensão em cada uma das bobinas que compõe o motor). Para re-
alizar este feito contamos com no mínimo um motor de seis terminais e
manipulamos o fechamento de suas bobinas de maneira que exista a
redução de sua tensão de fase.
FIG. 3 | D
iagrama de Potência - Partida Estrela Triângulo
102 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 4 | D
iagrama de Comando - Partida Estrela Triângulo
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 103
FIG. 5 | D
iagrama de Potência - Partida Estrela Triângulo com Reversão
104 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 6 | D
iagrama de Comando - Partida Estrela Triângulo com Reversão
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 105
FIG. 7 | D
iagrama de Potência - Partida por Auto Transformador
FIG. 8 | D
iagrama de Comando - Partida por Auto Transformador
106 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
um motor elétrico trifásico quando não for possível a utilização da parti-
da estrela triângulo. Conhecendo as características da partida em ques-
tão podemos compor a seguinte tabela:
Partida Estrela Compensadora em Compensadora em
Triângulo 65% 80%
Corrente de Partida 33% 42% 64%
Tensão de Alimentação 58% 65% 80%
Torque 33% 42% 63%
FIG. 9 | T
abela Corrente de Partida (Ip) por tipo Partida
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 107
FIG. 10| D
iagrama de Potência - Partida por Auto Transformador com Reversão
FIG. 11 | D
iagrama de Comando - Partida por Auto Transformador com Reversão
108 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO COMANDOS ELÉTRICOS
13 PARTIDA ELÉTRICA
TRIÂNGULO
Quando o assunto é partida de motores é impossível você pensar em
outra coisa a não ser Partida Estrela triângulo correto? Bom, se esta par-
tida é um problema para você, fique tranquilo, a partir de agora vou te
levar a um outro patamar em sua carreira, neste material eu vou te mos-
trar o passo a passo para entender, “timtim por timtim” deste sistema de
partida indireta que compõe o que eu chamo de Grupo das 10 princi-
pais... a seguir falaremos um pouco sobre o conceito desta partida que
é, sem dúvidas, a mais importante para todos nós.
O CONCEITO
Antes mesmo de entender a partida estrela triângulo vamos falar so-
bre porque este sistema compõe o conjunto de Partidas Indiretas. Parti-
da Indiretas Partidas Indiretas de motores elétricos são os sistemas de
partida que possibilitam a redução da corrente nominal do motor elétri-
co no momento da partida de motores, é sabido que um motor trifásico
tem como característica o aumento de sua corrente nominal (In) no mo-
mento de sua partida.
CORRENTE DE PARTIDA:
Os motores elétricos trifásicos por serem máquinas elétricas induti-
vas possuem um aumento abrupto da corrente elétrica no momento de
sua partida. Este aumento pode chegar a ser até 8 vezes a corrente no-
minal [de 4 a 8 vezes]. Com o aumento da tecnologia na fabricação des-
tas importantíssimas cargas elétricas conseguimos alcançar uma redu-
ção significativa neste problema e novos motores, normalmente, são
apresentados com corrente partida (Ip) de 4 a 6 vezes a corrente nomi-
nal (In).
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 109
Como você pode observar abaixo, uma placa de identificação de mo-
tor elétrico trifásico apresenta duas informações importantíssimas para
este conceito que estamos estudando:
1. In - Corrente Nominal.
2. Ip/In - Relação que estabelece a corrente de partida.
FIG. 1 | P
laca Motor Trifásico
Exemplo de Ip:
Num exemplo simples para o motor da Figura 1 alimentado em ten-
são de 220V temos a seguinte situação:
In = 9,3A
Ip/In = 7,90
Sendo assim a corrente de partida deste motor aplicando-se um sis-
tema de partida direta pode chegar a um valor de:
Ip = In * Ip / In
Desta forma teríamos uma corrente de partida de:
Ip = 9,3 * 7,90
110 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
OBS.: O VALOR DE CORRENTE NOMINAL DE 9,3A QUE PRO-
PORCIONA O VALOR 73,47A DE CORRENTE DE PARTIDA SE-
RIA VÁLIDO CONSIDERANDO UE ESTE ESTEJA PARTINDO
COM CARGA NO ROTOR.
FIG. 2 | D
iagrama de Potência Partida Estrela Triângulo
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 111
No próximo diagrama você consegue observar que os contatores K1
e K3 são responsáveis pelo acionamento do motor no fechamento em
estrela. Analisando o motor, pode-se constatar que o K1 alimenta com
sistema trifásico os terminais 1,2 e 3 do motor e o contator K3 realiza o
curto circuito, esta configuração representa, por sua vez, o fechamento
do motor em estrela.
FIG. 3 | F
echamento em Estrela de MIT
FIG. 4 | F
echamento em Triângulo de MIT
112 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 5 | D
iagrama de Comando, partida Estrela Triângulo
INTERPRETAÇÃO DO COMANDO
A intenção aqui é lhe proporcionar o maior número de informações
realmente úteis e que possa abrir, literalmente, sua mente em relação a
esta partida de motor. Analisando o diagrama temos a seguinte análise:
Passo 1:
Se faz necessário a princípio que os fusíveis F21 e F22 estejam ínte-
gros e que na condição de normalidade o contato fechado do relé tér-
mico (F7) esteja efetivamente na condição fechado, assim como o botão
S0 (Emergência) também esteja na condição de “não acionado”.
Desta maneira a alimentação estará disponível para acionar os de-
mais componentes.
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 113
FIG. 6 | P
roteção + Desliga
FIG. 7 | C
ontatos Responsáveis pelo Funcionamento K3
114 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
Passo 3 (Acionando o Contator K3):
Ao ser pressionado o botão S2;Z (Liga) os contatos desta linha de co-
mando permitem com que a alimentação chegue a bobina do contator
K3 e ao temporizador D1. Neste primeiro instante, o primeiro a ser aciona-
do será o contator responsável pelo curto circuito dos terminais 4, 5 e 6 do
motor e isso é proposital, já que por segurança iniciamos o curto circuito
para garantirmos a integridade física dos contatos deste componente.
Considere que neste momento é iniciado a contagem do tempo do
temporizador.
FIG. 8 |
O DIMENSIONAMENTO
Após entendermos o funcionamento da partida estrela triângulo, va-
mos aprender seu dimensionamento. Diferente da partida direta, a par-
tida estrela triângulo será dimensionada tomando como referência as
características individuais de cada componente do circuito separada-
mente, uma vez que a corrente que circula em cada componente do
circuito é diferente uma da outra.
CARACTERÍSTICAS DO MOTOR
Motor ...................................................... 7,5cv
In .............................................................. 20,2A
Fator de Serviço .................................. 1,15
Ip/In ............................................................... 6,3
Tp ...................................................................... 5s
116 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CONSIDERAREMOS QUE ESTE MOTOR TRABALHA EM RE-
GIME NORMAL DE MANOBRA COM ROTOR GAIOLA DE ES-
QUILO E DESLIGAMENTO EM REGIME, POR FIM, POSSUI
TEMPO DE PARTIDA DE 5 SEGUNDOS.”
FIG.10 | D
imensionamento K1 e K2
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 117
sendo assim temos:
,IL = In
Onde:
IL - Corrente de Linha em A
In - Corrente Nominal em A
CORRENTE DE FASE
Observando a corrente que circulará nos contatores K1 e K2 pode-
mos notar que não é a mesma corrente nominal do motor em função
da divisão ocasionada nos nós acima de K1 – Trata-se da “Corrente de
Fase”. Devemos, portanto, determinar a corrente fase que representa a
corrente que circula nos contatores K1 e K2 no segundo estágio da par-
tida estrela triângulo, veja a imagem abaixo:
Onde:
Teremos então:
DETERMINANDO K1 E K2
118 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
Neste momento iremos determinar a corrente de emprego dos con-
tatores K1 e K2 para que possamos escolher o melhor componente para
a nossa aplicação (partida estrela triângulo), sendo que a corrente de
emprego deverá ser 15% superior a corrente nominal sendo assim tere-
mos a seguinte fórmula:
K1 = K2 = Ie > (0,58 x In) x 1,15
Onde:
Ie- Corrente de nominal de emprego (do Contator)
0,58 x In - Corrente de Fase em A 1,15 -Acréssimo de 15%
Obtemos o seguinte valor de corrente de emprego (Ie) do contator:
K1 = K2= Ie > (0,58 x In) x 1,15
Ie = (0,58 x 20,2) x 1,15
Ie = 11,716 x 1,15
Ie = 13,47 A
Conhecendo a corrente de emprego podemos definir o contator a
ser utilizado, observe que as características oferecidas no exemplo defi-
nem a aplicação do motor em regime normal de manobra com rotor
gaiola de esquilo e desligamento em regime, portanto o contator a ser
utilizado será da Classe AC3 como vemos na ilustração abaixo.
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 119
FIG. 10 | E
specificações do Contator
DIMENSIONAMENTO DO RELÉ DE
SOBRECARGA (RELÉ TÉRMICO)
Observe que no sistema de partida estrela triângulo, a corrente que
circula no Relé térmico NÃO será a corrente nominal do circuito, anali-
sando o diagrama é possível notar que esta corrente é a corrente de fase
do circuito quando fechado em triângulo, portanto ao dimensionar este
dispositivo devemos considerar esta corrente parcial, senão teremos um
relé térmico superdimensionado e sem função alguma no circuito.
120 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
COEL - MÁQUINAS E COMAN
PARTIDA ESTRELA TRIÂ
COEL
COEL--MÁQUINAS
MÁQUINASEECOMAN
COMAN
PARTIDA
PARTIDAESTRELA
ESTRELATRIÂ
TRIÂ
FIG. 11 | R
elé Térmico
Onde:
If7 - Corrente nominal do relé térmico em A
In - Corrente nominal em A
Sendo assim teremos uma necessidade de um relé térmico que su-
porte uma corrente de aproximadamente 11,6A como podemos obser-
var abaixo:
FIG. 12 | E
specificações do Relé Térmico
DETERMINANDO O K3
O contator K3 na partida estrela triângulo, somente será utilizado
pelo sistema no momento da partida do motor, ou seja, no momento
em que o circuito assumir o fechamento estrela, sendo assim, a corrente
que circulará neste trecho do circuito será de 33% a corrente nominal.
Então o cálculo da corrente de K3 fica assim:
K3 = Ie < (0,33 x In) x 1,15
Onde:
Ie - Corrente nominal de emprego (do Contator K3)
0 - Corrente (Estrela) em A,33 xIn
1 - Acréssimo de 15%,15
Isto resultará em uma necessidade de um contator que suporte
uma corrente de emprego de aproximadamente 7,6A como vemos
abaixo:
IK3 = Ie > (0,33 x 20,2) x 1,15
Ie = (6,66) x 1,15
Ie = 7,6A
Em nossa escolha determinamos que o melhor contator será o CWC
025:
122 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 13 | E
specificações do K3
DIMENSIONAMENTO DE FUSÍVEIS DE
PROTEÇÃO
1º Caso
Dimensionamento do fusível com base na corrente de partida do
motor.
Ip = In x Ip / In
Ip = 20,2 x 6,3
Ip = 127,26A
If = 35A
2º Caso
Comprovaremos que a corrente do fusível deverá possuir como cor-
rente nominal, no mínimo, 20% a mais que a corrente nominal do mo-
tor elétrico do nosso exemplo.
If > In x 1,2
If > 20,2 x 1,2
If = 24,2A
Onde:
If - Corrente de nominal do fusível em A
In - Corrente Nominalv
3º Caso
124 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
Neste momento iremos verificar se o fusível realizará a proteção dos
contatores K1 e K2.
If < IFmax de K1 e K2 x 1,2
If < Ifmax K1 / K2
If < 50A
Onde:
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 125
126 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO COMANDOS ELÉTRICOS
14 CHAVE MANUAL DE
PARTIDA
CHAVE ESTRELA-TRIÂNGULO
A partida de motor com uma chave Estrela-Triângulo tem como Fi-
nalidade reduzir as correntes elétricas que sobrecarregam a instalação
elétrica durante a partida direta de motores.
Ao utilizar uma chave Estrela-Triângulo o motor parte em configura-
ção estrela, o que proporciona uma maior impedância e menor tensão
nas bobinas diminuindo a sobrecarga na instalação elétrica pois o mo-
tor partirá com uma corrente de partida a cerca de 1/3 do que partiria
em partida direta.
FIG. 1 | C
have Estrela-Triângulo THS
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 127
Descrição Identificação Esquema Elétrico Ângulo Corrente Ith (A) Tamanho
do Giro
10,16 D0
R
1 3 5 7 9 11 13 15
Y S
T
10,16,20
Estrela - 0 25,32,40 D1
1 5 14
Triângulo 50,63
THS-SD 90°
2 4 6 8 10 12 14 16 2 6 13
U V W
0
50,63
Y X X X X X D2
0-Y- X X X X X X X Y Z 80,100
12 7 8
125,160
D2x2
200,250
10,16 D0
R
1 3 5 7 9 11 13 15
Y 0
S
T
10,16,20
Estrela - 25,32,40 D1
1 5 14
Triângulo 50,63
THS-SDW 45°
2 4 6 8 10 12 14 16 2 6 13
U V W
Y X X X X X
50,63
0 D2
Y-0- X X X X X X X Y Z 80,100
12 7 8
125,160
D2x2
200,250
Estrela - 10,16 D0
Triângulo 1 3 5 7 9 11 13 15
R
com retorno Y 0
S
10,16,20
- 45°
T
automá�co - 25,32,40 D1
1 5 14
da posição “Y”
para a posição “0” THS-SDR 2 4 6 8 10 12 14 16 2 6 13
U V W
+ 50,63
90° 50,63
Y X X X X X
0 D2
X X X X X X X Y Z 80,100
Y-0- 12 7 8
125,160
D2x2
200,250
1 3 5 7 9 11 13 15 17 19
R 10,16 D0
S
Y 0 Y T
10,16,20
Estrela - -
1 5 14
25,32,40 D1
Triângulo 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 2 6 13
50,63
45°
X X X X X X U V W
e reversora THS-SDW Y X X X X X
50,63
0 X Y Z D2
Y X X X X X
12 7 8 80,100
Y-0- X X X X X X 125,160
D2x2
200,250
128 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 2 | C
have Estrela-Triângulo THS com Motor Trifásico
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 129
FIG. 3 | D
etalhe Chave Estrela-Triângulo THS
130 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO
15 INVERSORES DE
FREQUÊNCIA I
INTRODUÇÃO
É notável que em um sistema de acionamento de motores de indu-
ção trifásico, sempre houve a necessidade de realizar o controle de velo-
cidade e isso, por muito tempo foi feito através de: Redução com engre-
nagens (moto redutor), motor Dahlander e motor Duplo bobinado.
No entanto, com a eletrônica de potência e as tecnologias disponíveis
no mercado, bem como o surgimento do inversor de frequência iniciou-
-se uma nova era no controle de velocidade de motores elétricos trifási-
cos.
Hoje, sem sombra de dúvidas, o inversor de frequência é um dos
mais importantes dispositivos para controle de velocidade e precisão de
funcionamento dos motores presentes na indústria
PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO
FIG. 1 |
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 131
Temos que entender que o as duas únicas maneiras de controlar a
velocidade do motor é interferir em uma destas duas características do
motor elétrico:
/ Quantidade de Polos Magnéticos
/ Frequência de trabalho
Para alterarmos a quantidade de polos magnéticos do motor se faz
necessário uma intervenção física, ou seja, alterar a disposição de cone-
xão das bobinas do estator do motor, nós podemos observar estas ca-
racterísticas em motores Dahlander e duplo bobinado.
Já a frequência, dependemos do controle a partir da fonte de ali-
mentação, como sabemos que a rede tradicional de fornecimento pos-
sui uma frequência fixa, de 50 ou 60Hz (No Brasil 60 Hz) então para con-
seguir o controle desta grandeza elétrica precisamos intervir com um
equipamento externo capaz de realizar este controle/variação para que
seja possível administrar a variação de velocidade do MIT, é aí que entra
o Inversor de Frequência.
O sinal AC da rede elétrica é convertido em DC através de um cir-
cuito retificador e em seguida, transformado novamente em AC
com auxílio de IGBTs, porém, agora pulsado e com largura modula-
da que chamamos de PWM, assim podemos ter controle de sua fre-
quência e de sua tensão e com isso controlar sua velocidade e o tor-
que do motor.
132 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 2 |
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 133
/ Etapa de potência - É constituída pelo retificador trifásico de
potência, que através do barramento DC, alimenta um módu-
lo com seis transistores IGBT (Insulated Gate Bipolar Transistor).
Esta etapa é comum a todos os inversores, assim, detalhare-
mos um pouco melhor.
134 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO
16 INVERSORES DE
FREQUÊNCIA II
RELAÇÃO TENSÃO FREQUÊNCIA
Antes de partirmos para os tipos de inversores e aplicações precisa-
mos alinhar um conceito que é de extrema importância para que seja
possível o entendimento do princípio de funcionamento e controle dos
inversores.
A relação tensão frequência é o conceito que determina a capacida-
de de realizar a variação de frequência sem afetar o torque do motor
elétrico.
Imagine que o inversor é sim responsável pelo controle da velocida-
de em função da variação de frequência do sistema de alimentação, no
entanto, somente variar a frequência não seria o bastante
Variar a frequência sem interferir na tensão ocasionaria um proble-
ma sério que é a perda do torque em função desta variação da frequên-
cia
Por isso, de maneira eficiente, o inversor de frequência atua nestas
duas grandezas elétricas (tensão e frequência) para permitir que o tor-
que no motor elétrico se mantenha enquanto é realizada a variação de
velocidade.
No gráfico abaixo você perceberá como funciona esta “manutenção”
da tensão de saída do inversor enquanto ele realiza a variação da frequ-
ência, logo, quando a frequência é menor a tensão também será redu-
zida.
Ainda no gráfico você poderá observar 3 níveis de curvas que, nor-
malmente são configuradas no inversor através de parâmetros, cada
uma para aplicações de cargas específicas, veja:
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 135
FIG. 1 |
TIPOS DE INVERSORES
Existem no mercado dois tipos de inversores de frequência o escalar
e o vetorial, a estrutura física é praticamente igual, a diferença está na
maneira em que o torque é controlado.
/ Inversor escalar: A base do controle do torque é a relação
tensão frequência, como visto acima no gráfico, após ter
ajustado todas as informações referente as características
do motor, o inversor controla o nível de tensão em função da
frequência.
/ Inversor vetorial: Mais complexo e mais caro que o escalar, o
inversor vetorial não obedece a relação tensão frequência fi-
xada pelo operador através de parâmetros, nele há um algo-
ritmo incorporado ao software de controle que interfere au-
tomaticamente na razão V/F, a fim de compensar
necessidades de torque que fatalmente ocorrerão em rota-
ções baixas ou elevadas.
Em alguns inversores vetoriais, há necessidade de adicionar um
sensor, normalmente um encoder, que fará a leitura da velocidade e
enviará ao inversor que comparará com um parâmetro, fazendo o mes-
mo interferir ou não na relação V/F, ou seja, aumentar a tensão sem au-
mentar a frequência ou aumentar a frequência sem aumentar a ten-
136 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
são. Este processo é conhecido como malha fechada, que tem como
objetivo manter as necessidades de torque do motor. Alguns inverso-
res vetoriais possuem sensores incorporados não sendo necessários
sensores externos.
DIMENSIONANDO UM INVERSOR DE
FREQUÊNCIA
Para dimensionar um inversor devemos conhecer algumas informa-
ções referente ao motor e a aplicação do mesmo, são elas:
1. Corrente de drenagem: Corrente elétrica que será exigida do
inversor, por exemplo: motor de 5,0 CV / 380V.
2. Tipo de carga
3. Tipo de comando
4. Tipo de referência de velocidade
5. Tipo de paragem
6. Tipo de comunicação disponível
7. Emissão de ruídos eletromagnéticos e existência de harmôni-
cos
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 137
CUIDADOS BÁSICOS AO INSTALAR O
INVERSOR
1. Nenhum inversor suportará uma ligação invertida. Queima no
ato....
2. Cabos de comunicação, não deverão estar juntos com os ca-
bos de alimentação.
3. O inversor não deve ficar confinado, deve haver ventilação /
exaustão do mesmo.
4. Cabos de controle devem ser blindados.
138 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO
17 SOFT STARTER I
RECURSOS DE UM SOFT-STARTER
Os soft-starters existentes no mercado (fabricados pela WEG, SIE-
MENS e outras) são equipados com interfaces homem-máquina, ou pai-
nel de LEDs para informar o status do sistema.
Quanto aos recursos que um soft-starter deve ter, os mais importan-
tes são:
1. proteção do motor;
2. sensibilidade à seqüência de fase;
3. plug-in;
4. circuitos de economia de energia.
PROTEÇÃO DO MOTOR
A figura abaixo apresenta a curva típica de sobre-corrente de um
soft-starter:
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 139
FIG. 1 |
FIG. 2 |
140 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
SENSIBILIDADE À SEQUÊNCIA DE FASE
Os soft-starters podem ser configurados para operarem somente se
a seqüência de fase estiver correta. Esse recurso assegura a proteção,
principalmente mecânica, para cargas que não podem girar em sentido
contrário (bombas, por exemplo).
Quando há a necessidade de reversão, podemos fazê-los com conta-
tores externos ao soft-starter.
PLUG-IN
O plug-in é um conjunto de facilidades que podem ser disponibiliza-
das no soft-starter através de um módulo extra, ou através de parâme-
tros, como relé eletrônico, frenagem CC ou AC, dupla rampa de acelera-
ção para motores de duas velocidades e realimentação de velocidade
para aceleração independente das flutuações de carga.
ECONOMIA DE ENERGIA
A maioria dos soft-starters modernos tem um circuito de economia
de energia. Essa facilidade reduz a tensão aplicada para motores a vazio,
diminuindo as perdas no entreferro, que são a maior parcela de perda
nos motores com baixas cargas.
Uma economia significante pode ser experimentada para motores
que operam com cargas de até 50% da potência do motor. Entretanto,
essa função gera correntes harmônicas indesejáveis na rede, devido a
abertura do ângulo de condução para diminuição da tensão. A figura a
seguir ilustra isso:
FIG. 3 |
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 141
IMPORTANTE
abe lembrar, entretanto, que o soft-star-
C
ter não melhora o fator de potência, e tam-
bém gera harmônicos, como qualquer ou-
tro dispositivo de acionamento estático.
142 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO
18 SOFT STARTER II
INTRODUÇÃO
A popularização da tecnologia, bem como a crescente necessidade
de sistemas confiáveis, incrementam a utilização de soft-starters. Ar-
-condicionados, refrigeração industrial e compressores são exemplos
que utilizam esse equipamento, principalmente quando ligados a fon-
tes de alimentação não-confiáveis ou fracas.
FIG. 1 |
CARACTERÍSTICAS
Nos processos modernos de partida do motor de indução, são usa-
dos soft- starters que, através de comando microprocessado, controlam
tiristores que ajustam a tensão enviada ao estator do motor. Desta for-
ma, consegue-se, de um lado, aliviar o acionamento dos altos conjuga-
dos de aceleração do motor de indução e, de outro, proteger a rede elé-
trica das correntes de partida elevadas.
As chaves de partida estática são chaves microprocessadas, projeta-
das para acelerar (ou desacelerar) e proteger motores elétricos de indu-
ção trifásicos. Através do ajuste do ângulo de disparo de tiristores, con-
trola-se a tensão aplicada ao motor. Com o ajuste correto das variáveis, o
torque e a corrente são ajustados às necessidades da carga, ou seja, a
corrente exigida será a mínima necessária para acelerar a carga, sem
mudanças de frequência.
Algumas características e vantagens das chaves soft-starters são:
/ Ajuste da tensão de partida por um tempo pré-definido;
/ Pulso de tensão na partida para cargas com alto conjugado de
partida;
144 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
/ Redução rápida de tensão a um nível ajustável, (redução de
choques hidráulicos em sistemas de bombeamento);
/ Proteção contra falta de fase, sobre-corrente e subcorrente,
etc.
Os motores assíncronos trifásicos de rotor em gaiola apresentam pi-
cos de corrente e de conjugados indesejáveis quando em partida direta.
Para facilitar a partida são usados vários métodos, como chave estrela-
-triângulo, chave compensadora, etc.
CURVA CARACTERÍSTICA
FIG. 2 |
PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO
O soft-starter é um equipamento eletrônico capaz de controlar a po-
tência do motor no instante da partida, bem como sua frenagem. Ao
contrário dos sistemas elétricos convencionais utilizados para essa fun-
ção (partida com autotransformador, chave estrela-triângulo, etc.).
Seu princípio de funcionamento baseia-se em componentes estáti-
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 145
cos: tiristores. O esquema genérico de um soft-starter é mostrado na fi-
gura abaixo:
FIG. 3 |
146 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS NA
PARTIDA
Para que a partida do motor ocorra de modo suave, o usuário deve
parametrizar a tensão inicial (Vp) de modo que ela assuma o menos
valor possível suficiente para iniciar o movimento da carga. A partir
daí, a tensão subirá linearmente segundo um tempo também para-
metrizado (tr) até atingir o valor nominal. Isso é mostrado na figura
abaixo
FIG. 4 |
CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS NA
FRENAGEM (PARADA)
Na frenagem, a tensão deve ser reduzida instantaneamente a um
valor ajustável (Vt), que deve ser parametrizado no nível em que o mo-
tor inicia a redução da rotação. A partir desse ponto, a tensão diminui
linearmente (rampa ajustável (tr)) até a tensão final Vz, quando o mo-
tor parar de girar. Nesse instante, a tensão é desligada. Veja a figura se-
guinte:
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 147
FIG. 5 |
148 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS









