Manual Comando Se Let Ricos

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MÁQUINAS E

COMANDOS ELÉTRICOS |1
SUMÁRIO
Capítulo 01 | MÁQUINAS ELÉTRICAS - TRANSFORMADORES.............7
INTRODUÇÃO..................................................................................................... 7
MÁQUINAS ELÉTRICAS............................................................................... 7
TRANSFORMADORES MONOFÁSICOS.........................................10
CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS DO
TRANSFORMADOR....................................................................................... 13
COMO DESCOBRIR A POTÊNCIA DO
TRANSFORMADOR?..................................................................................... 14
AUTOTRANSFORMADOR......................................................................... 15

Capítulo 02 | MÁQUINAS ELÉTRICAS - MOTOR DE INDUÇÃO


MONOFÁSICO - MIM.................................................. 17
INTRODUÇÃO....................................................................................................17
LIGAÇÃO DE MOTOR ELÉTRICO MONOFÁSICO - CA......... 19
LIGAÇÃO DE MOTORES DE INDUÇÃO MONOFÁSICO
(MIM)........................................................................................................................ 19
CÁLCULO DA CORRENTE NOMINAL DO MOTOR DE
INDUÇÃO MONOFÁSICO........................................................................ 24

2 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
Capítulo 03 | MÁQUINAS ELÉTRICAS - MOTORES DE INDUÇÃO
TRIFÁSICO (MIT)....................................................... 27
LIGAÇÃO DOS MOTORES DE INDUÇÃO TRIFÁSICO
(MIT)......................................................................................................................... 27
LIGAÇÃO DE MOTORES DE INDUÇÃO TRIFÁSICO
COM 6 TERMINAIS.......................................................................................26
LIGAÇÃO DE MOTORES DE INDUÇÃO TRIFÁSICO
COM 9 TERMINAIS.......................................................................................29
TIPOS DE LIGAÇÃO DO MOTOR DE INDUÇÃO
TRIFÁSICO DE 12 TERMINAIS............................................................... 34
MOTORES COM DUAS OU MAIS VELOCIDADES.................. 35
MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO E SUAS PARTES
CONSTITUINTES.............................................................................................39

Capítulo 04 | COMANDOS ELÉTRICOS............................................. 41


DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELÉTRICOS.............................. 41
CONTATO NORMALMENTE ABERTO (NA)................................. 42
CONTATO NORMALMENTE FECHADO (NF).............................. 43
LÓGICA DE CONTATOS.............................................................................. 44
COMPONENTES DE COMANDOS ELÉTRICOS........................ 47

Capítulo 05 | COMANDOS ELÉTRICOS - fusíveis........................... 61


OPERAÇÕES.....................................................................................................62
CATEGORIA DE EMPREGO DOS FUSÍVEIS................................64
TIPOS DE FUSÍVEIS......................................................................................63
CORES VS CORRENTE [A].......................................................................65
EQUIPAMENTOS PARA FUSÍVEIS ....................................................66

Capítulo 06 | COMANDOS ELÉTRICOS - RELÉ TÉRMICO.................. 71


RELÉ TÉRMICO OU RELÉ DE SOBRECARGA.............................71

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS |3
CARACTERÍSTICAS DE ACIONAMENTO...................................... 72
CLASSES DE DISPARO.............................................................................. 74
ELEMENTOS DO RELÉ TÉRMICO...................................................... 75

Capítulo 07 | COMANDOS ELÉTRICOS - disjuntores.................... 77


SÍMBOLO GRÁFICO E LITERAL............................................................ 78
TIPOS DE DISJUNTORES......................................................................... 79
TIPOS DE CURVA DE DISPARO.......................................................... 79

Capítulo 08 | MÁQUINAS ELÉTRICAS - DISJUNTOR MOTOR............. 81


CARACTERÍSTICAS BÁSICAS................................................................83
DIAGRAMAS......................................................................................................84

Capítulo 09 | COMANDOS ELÉTRICOS - BOTÕES DE COMANDO....... 85


SÍMBOLO GRÁFICO E LITERAL............................................................ 87

Capítulo 10 | COMANDOS ELÉTRICOS - CHAVE FIM DE CURSO....... 89


SÍMBOLO GRÁFICO E LITERAL............................................................. 91

Capítulo 11 | COMANDOS ELÉTRICOS - CONTATORES.................... 93


FUNCIONAMENTO.......................................................................................94
DIMENSIONAMENTO.................................................................................94
CATEGORIA DE UTILIZAÇÃO................................................................95
CONTATOS AUXILIARES DO CONTATOR.....................................96
SÍMBOLO GRÁFICO E LITERAL............................................................ 97

4 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
Capítulo 12 | MÁQUINAS ELÉTRICAS - PARTIDAS DE MOTORES..... 99
INTRODUÇÃO..................................................................................................99
PARTIDA DIRETA DE MOTOR ELÉTRICO TRIFÁSICO ........99
PARTIDA ESTRELA TRIÂNGULO COM REVERSÃO............103

Capítulo 13 | COMANDOS ELÉTRICOS - PARTIDA ELÉTRICA


TRIÂNGULO.............................................................. 109
O CONCEITO...................................................................................................109
A PARTIDA ESTRELA TRIÂNGULO....................................................111
O DIMENSIONAMENTO........................................................................... 116
DIMENSIONAMENTO DO RELÉ DE SOBRECARGA
(RELÉ TÉRMICO)...........................................................................................120
DIMENSIONAMENTO DE FUSÍVEIS DE PROTEÇÃO .........123
A ESCOLHA DO FUSÍVEL IDEAL....................................................... 125

Capítulo 14 | COMANDOS ELÉTRICOS - CHAVE MANUAL


DE PARTIDA............................................................. 127
CHAVE ESTRELA-TRIÂNGULO...........................................................127

Capítulo 15 | INVERSORES DE FREQUÊNCIA I............................... 131


INTRODUÇÃO..................................................................................................131
PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO ..................................................131
BLOCOS BÁSICOS DE UM INVERSOR DE
FREQUÊNCIA .................................................................................................132

Capítulo 16 | INVERSORES DE FREQUÊNCIA II.............................. 135


RELAÇÃO TENSÃO FREQUÊNCIA.................................................. 135
TIPOS DE INVERSORES.......................................................................... 136

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS |5
DIMENSIONANDO UM INVERSOR DE FREQUÊNCIA......137
CUIDADOS BÁSICOS AO INSTALAR O INVERSOR............. 138

Capítulo 17 | SOFT STARTER I...................................................... 139


RECURSOS DE UM SOFT-STARTER.............................................. 139
PROTEÇÃO DO MOTOR.......................................................................... 139
SENSIBILIDADE À SEQUÊNCIA DE FASE....................................141
PLUG-IN................................................................................................................141
ECONOMIA DE ENERGIA........................................................................141

Capítulo 18 | SOFT STARTER II..................................................... 143


INTRODUÇÃO ............................................................................................... 143
CARACTERÍSTICAS..................................................................................... 144
CURVA CARACTERÍSTICA..................................................................... 145
PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO................................................. 145
CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS NA PARTIDA......................147
CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS NA FRENAGEM
(PARADA)............................................................................................................147

6 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO

01 MÁQUINAS ELÉTRICAS
TRANSFORMADORES
INTRODUÇÃO
Este material complementa a sequência de vídeo aulas do Curso Mé-
todo LIDE sobre os transformadores e é o primeiro conceito abordado
para que você possa entender os próximos capítulos deste [Link]-
da que a matéria comandos elétricos só poderá ser entendido se conhe-
cermos a base fundamental das máquinas elétricas que abordaremos a
partir deste material com os transformadores.

MÁQUINAS ELÉTRICAS
Antes mesmo de entendermos a importância das máquinas elétri-
cas e seus principais conceitos a respeito de seu funcionamento e apli-
cação temos que deixar claro dois conceitos teóricos que serão de extre-
ma importância para o entendimento das máquinas elétricas. Estamos
falando do Magnetismo e do Eletromagnetismo.

MAGNETISMO
Alguns materiais encontrados na natureza possuem a capacidade
de atrair materiais ferrosos, este fenômeno é conhecido como Magne-
tismo.
Isto é possível em função de terem em sua estrutura o alinhamento
de suas moléculas (que possuem capacidades magnéticas).

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS |7
FIG. 1 | M
 agnetismo

FIG. 2 | M
 aterial Magnético e não magnético

O Alinhamento das moléculas faz com que seja multiplicada as “for-


ças”, aumentando a capacidade de atração dos materiais ferrosos.
Esta “força” recebe o nome de campo magnético e é representada atra-
vés de linhas de forças que possuem convencionalmente como sentido de
“orientação” (fluxo magnético) o direcionamento do Norte para o Sul.

FIG. 3 | L
 inhas de Força

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COMANDOS ELÉTRICOS
OBS.: OS POLOS NORTE E SUL GERADOS EM FUNÇÃO DO
ALINHAMENTO DAS MOLÉCULAS NUNCA PODERÁ SER SE-
PARADO UM DO OUTRO, CASO UM MATERIAL MAGNÉTICO
(IMÃ) SEJA CORTADO (DIVIDIDO/QUEBRADO) SERÁ GERA-
DO EM CADA UMA DAS PARTES UM NOVO POLO NORTE E
UM OUTRO SUL.

FIG. 4 | E
 strutura do Imã

ELETROMAGNETISMO
Caracteriza-se como eletromagnetismo a capacidade de geração de
um fluxo magnético (Magnetismo) através da corrente elétrica.
Um condutor elétrico sujeito a uma corrente elétrica possui como
força resultante a formação de um campo magnético que envolverá
este condutor em sua circunferência.
O sentido das linhas de força segue a regra da mão direita como visto
abaixo:

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS |9
FIG. 5 | R
 egra da mão Direita

Este campo magnético resultante é em função da corrente elétrica,


logo, se tivermos corrente contínua o campo magnético será fixo, caso a
corrente elétrica seja alternada o campo magnético será pulsante (vari-
ável).
O eletromagnetismo pode ser compreendido melhor quando obser-
vamos o funcionamento de indutores, assim uma solenóide pode ser a
melhor maneira de representar este fenômeno.

SOLENÓIDE
Possui características Básicas de um indutor e apesar de ter um
nome usual em dispositivos de pneumática e hidráulica, solenoide é a
composição de um indutor + núcleo ferroso capaz de multiplicar as li-
nhas de forças do campo magnético gerado a partir do eletromagnetis-
mo.

FIG. 6 | S
 olenóide

TRANSFORMADORES
MONOFÁSICOS TRANSFORMADOR
Máquina Elétrica responsá-
Existem basicamente três tipos
vel por realizar a transfor-
de transformadores:
mação de energia elétrica.
/ Transformador Elevador.
10 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
/ Transformador Rebaixador.
/ Transformador Isolador.

FIG. 7 | T
 ransformador Monofásico FIG. 8 | Transformador Monofásico

Algumas simbologias:

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 11
PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO
O transformado baseia-se no princípio de Indução Magnética para
realizar a transformação da energia elétrica.

LEI DE LENZ

UM INDUTOR ELÉTRICO EXPOSTO A UM CAMPO MAGNÉTI-


CO VARIANTE POSSUIRÁ COMO RESULTANTE A GERAÇÃO
DE UMA TENSÃO ELÉTRICA INDUZIDA.

Este fenômeno é o que garante (limita) o funcionamento do transfor-


mador, somente em tensão alternada.

FIG. 10 | L ei de Lenz

PERDAS NOS TRANSFORMADORES


O transformador possui em função das características magnéticas e
resistivas perdas que podem ser Classificadas como normal em uma
faixa de 5 a 20% de sua potência e aplicação.
Existem 3 tipos de perdas que implicam no funcionamento do trans-
formador e é de extrema importância que você conheça:
/ Perda por Histerese. Perda por Foucault. Perda no Cobre.

12 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
Perdas por Histerese

PERDA DE POTÊNCIA DEVIDO AO MAGNETISMO REMANES-


CENTE NO NÚCLEO DO TRANSFORMADOR, ISSO ACONTECE
QUANDO SE DESLIGA E RELIGA O TRANSFORMADOR.

Perdas por Foucault

PERDAS DEVIDO A DEFORMAÇÃO NA COMPOSIÇÃO DO


MATERIAL CONSTRUTIVO DO NÚCLEO DO TRANSFORMA-
DOR, QUANTO MELHOR O MATERIAL DO SEU NÚCLEO ME-
NOR SERÁ ESTA PERDA, ESTA É RESPONSÁVEL PRINCIPAL-
MENTE PELO AQUECIMENTO GERADO NO
TRANSFORMADOR.

Perdas no Cobre

POR EXISTIR UMA CORRENTE ELÉTRICA CIRCULANDO NAS BOBI-


NAS E ESTAS SEREM DE MATERIAL CONDUTOR (EX.: COBRE) UMA
CORRENTE ELÉTRICA SURGE EM OPOSIÇÃO A CORRENTE “ORIGI-
NAL”, TRATA-SE DA REATÂNCIA INDUTIVA QUE É UMA DAS PRIN-
CIPAIS RESPONSÁVEIS PELO AQUECIMENTO DAS BOBINAS DES-
TA MÁQUINA ELÉTRICA.

CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS DO
TRANSFORMADOR
Quando existe a necessidade de dimensionar um transformador, as
principais características a serem consideradas e mais importantes são:
1. Tensão elétrica do enrolamento primário.
2. Tensão elétrica do enrolamento secundário.
3. Potência elétrica do enrolamento secundá[Link]ÇÃO DE
TRANSFORMAÇÃO
Relação de transformação é o fator que defini o tipo de transforma-
ção, então conhecendo a estrutura de um transformador teremos:

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 13
FIG. 11 | R
 elação de Transformação.

Onde:
i1 – Corrente do enrolamento Primário
i2 – Corrente do enrolamento secundário
v1 – Tensão do enrolamento primário
v2 – Tensão do enrolamento secundário
N1 – Quantidade de espiras do enrolamento primário.
N2 – quantidade de espiras do enrolamento secundário.

Sendo assim podemos definir a relação de transformação a partir


das seguintes fórmulas:

COMO DESCOBRIR A POTÊNCIA DO


TRANSFORMADOR?
Ser por acaso você for surpreendido com a necessidade de saber a
potência elétrica de um transformador mas não existe nele nenhuma
placa de identificação? O que fazer?

14 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
Pode-se descobrir a potência elétrica de um transformador a partir
das dimensões de seu núcleo. Observe:

FIG. 12 | N
 úcleo transformador Monofásico

Calculando a área do núcleo:

Descobrindo a Potência:

AUTOTRANSFORMADOR
Trata-se de um transformador que possui um único enrolamento e
normalmente é utilizado para realizar a partida de motores elétricos tri-
fásicos.
Simbologia:

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 15
FIG. 13 | S
 imbologia Autotransformador

Como este tipo de transformador possui somente um enrolamento,


existirão derivações na estrutura de sua bobina para disponibilizar ten-
sões secundárias, estas derivações são conhecidas como TAP, comu-
mente encontraremos auto transformadores com TAP de 65% e 80%
da tensão do primário (Para partidas de motores)

FIG. 14 | A
 utotransformador

16 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO MÁQUINAS ELÉTRICAS

02 MOTOR DE INDUÇÃO
MONOFÁSICO - MIM
INTRODUÇÃO
Em todo setor industrial, do mais simples ao mais complexo sistema
produtivo, há algum tipo de máquina ou equipamento sendo acionado
por motor, no qual o motor elétrico é o mais largamente utilizado.
Para que esses motores venham a desempenhar de maneira satisfa-
tória o seu papel no processo produtivo, ou seja, colocar alguma máqui-
na e/ou em movimento, deve-se assegurar que o mesmo irá funcionar
de modo eficaz e principalmente seguro, tanto no que diz respeito à
máquina em si como para as pessoas que por ventura possam estar di-
retamente ou indiretamente envolvidas na operação do equipamento.
Os motores elétricos são acionados através de chaves de partida. As cha-
ves de partida podem ser do tipo manual – há intervenção direta do opera-
dor na comutação dos contatos da chave, através de acionamento por esfor-
ço mecânico em uma manopla ou alavanca comutadora, como por exemplo,
a chave tripolar tipo faca, chave de partida direta reversora manual, chave
Y-D manual e a chave compensadora manual; do tipo eletromagnéticas
quando usados contatores para estabelecer ou interromper a energia de ali-
mentação do motor – há intervenção indireta ou inexiste intervenção por
parte do operador na comutação dos contatos da chave de partida.
As chaves de partida eletromagnéticas com o uso do contator podem ser
acionadas por comando tipo semiautomático – o operador deve acionar
uma botoeira para que, conforme a lógica de funcionamento do esquema
elétrico do equipamento seja acionado o motor; do tipo automática – quan-
do o comando do contator é feito diretamente através de dispositivos analó-
gicos como termostatos, chaves de nível, pressostatos, existência de tensão,
temporizadores, etc; ou ainda associados a uma lógica de funcionamento
de um processo controlado por uma programação feita num PLC.
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 17
LIGAÇÃO DE MOTOR ELÉTRICO
MONOFÁSICO - CA
O primeiro passo para dimensionar os dispositivos de uma chave de
partida é saber o tipo de ligação a ser feito no motor. Conforme as carac-
terísticas da placa do motor, e as características da rede de alimentação,
é possível determinar a ligação que será executada entre as bobinas de
um motor e realizar o cálculo da corrente nominal presumida que o
motor consumirá quando em funcionamento em regime nominal.

FIG. 1 | P
 laca de Identificação

LIGAÇÃO DE MOTORES DE INDUÇÃO


MONOFÁSICO (MIM)
O motor de indução monofásico é largamente utilizado nos setores
comerciais, residenciais e rurais. A grande maioria dos consumidores de
energia elétrica recebe alimentação de uma rede elétrica a dois ou três
condutores, conforme a carga instalada, do tipo monofásica, fase e neu-
tro (220Vac ou 110Vac), em alguns casos bifásica, fase-fase (220Vac), ou
com três condutores, fase-fase+neutro (220Vac e 110Vac).
Muitos estabelecimentos comerciais utilizam os motores monofási-
cos em sistemas de refrigeração, como em balcões frigoríficos; já no
meio residencial e rural é mais comum os motores monofásicos movi-
mentarem máquinas de lavar roupas, ventiladores, pequenas máquinas
de uso rural como serras, entre outros.
O motor monofásico mais utilizado é o que utiliza uma bobina auxi-
liar de partida em série com um capacitor próprio para esse uso, em sé-
rie com um interruptor centrífugo, chamada de fase auxiliar ou bobina

18 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
auxiliar de partida. O motor é constituído por mais duas bobinas, cha-
madas de bobinas principais ou bobinas de trabalho.
A bobina auxiliar somente é percorrida por corrente elétrica na
partida do motor, pois, quando o motor atinge aproximadamente 85%
do valor da sua rotação nominal, o interruptor, através da força centrífu-
ga provocada pela rotação do rotor, faz com que o contato do interrup-
tor abra, interrompendo assim a corrente que circula sobre a bobina au-
xiliar.
A bobina auxiliar de partida ajuda o motor a entrar em funciona-
mento, sendo que sem o mesmo o MIM não conseguiria partir, pois não
há defasagem entre a tensão e a corrente aplicada sobre os terminais do
motor. A defasagem entre a tensão e a corrente é conseguida atra-
vés do capacitor, auxiliando o motor a obter um alto conjugado de par-
tida.

FIG. 2 | R
 epresentação das bobinas de um motor de indução monofási-
co com bobina auxiliar de partida

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 19
FIG. 3 | C
 apacitor

FIG. 35 | T
 ipos de ohmímetro. Hoje em dia, o mais utilizado é o ohmímetro
digital que é o próprio multímetro

Como aqui no Brasil há redes de alimentação em baixa tensão com


valores de tensão de 380/220 Vac e 220/127 ou 110 Vac, fica claro aqui
que sendo o motor formado com duas bobinas de trabalho, que são
aquelas que ficam constantemente energizadas, as mesmas só pode-
riam ser projetadas para um valor de tensão de 110 Vac.
A aplicação dos MIM se faz para uso em pequenas máquinas ou equi-
pamentos, sendo na sua grande maioria potências de até 5 CV. Há o uso
de motores monofásicos de potências maiores, normalmente até 12,5
CV, porém seu uso é mais restrito a instalações em que se necessita a
correção da potência da carga instalada por fase.

EXEMPLOS DE LIGAÇÕES PARA O MIM


Associação das bobinas em paralelo para uma rede alimentação de
110Vac entre fase e neutro.

20 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 5 | A
 ssociação das bobinas em paralelo.

Inversão do Sentido de Rotação


Para inverter a rotação de um MIM, se faz necessário somente inver-
ter a ligação da bobina auxiliar em relação à bobina de trabalho. (MIM
ligado entre fase e neutro).

FIG. 6 | I nversão do sentido de rotação.

Caso o circuito alimentador seja bifásico, sendo a tensão entre fases


de 220 VAC, também é possível ligar o MIM. Basta associar as bobinas de
trabalho em série, para provocar uma queda de tensão entre as mes-
mas, e a bobina auxiliar conectar em paralelo com a bobina principal
2-4, pois o valor de tensão entre 2-4 é de aproximadamente 110 Vac.
(MIM ligado entre fases).

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 21
FIG. 7 | A
 ssociação das bobinas em paralelo

LIGAÇÃO DO MIM PARA UMA REDE


DE ALIMENTAÇÃO 380VAC
Associação em série das bobinas de trabalho, sendo a bobina au-
xiliar ligada em paralelo com a bobina 2-4. (MIM ligado entre fase e
neutro).

FIG. 8 | Associação em série das bobinas de trabalho

Inversão do Sentido de Rotação


O transformado baseia-se no princípio de Indução Magnética para
realizar a transformação da energia elétrica.

22 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 9 | I nversão do sentido de rotação

FIG. 10 | C
 have Centrifuga Rotor

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 23
FIG. 11 | Ventoinha Rotor Chave Centrifuga

A inversão do sentido de rotação ocorre devido à inversão do sentido


em que a corrente elétrica percorre a bobina auxiliar, invertendo assim
o campo magnético produzido por essa bobina, logo o sentido da f.e.m.
induzidas nas barras do rotor por essa bobina.

CÁLCULO DA CORRENTE NOMINAL DO


MOTOR DE INDUÇÃO MONOFÁSICO

Onde:
In (A): Corrente nominal em ampéres.
P (cv): Potência nominal em cavalo-vapor.
736 W/cv: Equivalência cavalo-vapor em watts.
Un: T
 ensão nominal aplicado aos terminais das bobinas do motor.
cos PHI: fator de potência do motor.
Rendimento: R
 azão entre a potência de saída (potência mecâni-
ca na ponta do eixo do motor) e a potência de en-
trada (tensão e corrente disponibilizada aos termi-
nais do motor).

24 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO MÁQUINAS ELÉTRICAS

03 MOTORES DE INDUÇÃO
TRIFÁSICO (MIT)
LIGAÇÃO DOS MOTORES DE INDUÇÃO
TRIFÁSICO (MIT)
Os motores de indução trifásicos assíncronos são os mais utilizados
no setor industrial, pois a alimentação de aproximadamente 95%, de
todo montante de energia elétrica consumida, das cargas utilizadas
nesse setor são para receber alimentação de uma rede trifásica.
O rendimento, a relação peso / potência, facilidades no comando e
controle, valor comercial, dos motores de indução trifásicos são muito
mais atrativos comparados com o motor monofásico.
A relação peso / potência do motor trifásico é melhor em relação ao
motor monofásico, devido o fato do motor trifásico não possuir bobina
auxiliar de partida, pois, o próprio sistema de alimentação do motor tri-
fásico já ser defasado num ângulo de 120 graus elétricos. Assim sendo as
bobinas de um MIT (motor de indução trifásico) são todas energizadas
constantemente.
Somente justifica-se o uso do MIM quando não se possui a rede de
alimentação no sistema trifásico, ou por um uso muito específico. Os
MIT possuem na sua grande maioria 6 terminais acessíveis, ou seja, cons-
tituídos por 3 bobinas.
Há também o uso de motores de indução trifásico com 9 ou 12 termi-
nais. o motor de 12 terminais é constituído por 6 bobinas, sendo 2 bobi-
nas por fase. Cada bobina do motor de 12 terminais é projetada para re-
ceber 220 Vac. Tem-se com esse motor de 12 terminais a possibilidade
de ligá-lo em 4 valores de tensão de linha diferentes, como será visto a
seguir.

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 25
LIGAÇÃO DE MOTORES DE INDUÇÃO
TRIFÁSICO COM 6 TERMINAIS

FIG. 1 | R
 epresentação das bobinas de um motor de indução trifásico
com seis terminais

As bobinas de um motor trifásico, na sua grande maioria, são proje-


tados e fabricados para um valor de tensão de 220 Vac ou para 380 Vac.

FIG. 2 | B
 obinas de um motor trifásico

TIPOS DE LIGAÇÃO DO MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO DE 6


TERMINAIS

Ligação Triângulo ou Ligação Delta

26 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 3 | R
 epresentações da ligação triângulo

Como cada bobina foi projetada para receber 220 Vac, e na rede de
alimentação há 220 Vac entre fases, assim sendo, cada bobina deve ficar
ligada entre fases. Pela representação vetorial, o nome da ligação deno-
mina-se triangulo. Assim como a ligação mostrada abaixo para um mo-
tor em que a Ub é para 380 Vac.

FIG. 4 | R
 epresentações da ligação triângulo (continuação)

Ligação estrela ou ligação ípsilon

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 27
FIG. 5 | R
 epresentações da ligação estrela

Como cada bobina foi projetada para 220 Vac, e na rede de alimen-
tação há 220 Vac entre fase e neutro, cada bobina deve ficar ligada entre
fase e um ponto neutro. Pela representação vetorial verifica-se que o so-
matório dos valores das tensões no ponto onde estão conectados os ter-
minais finais das bobinas do motor é igual a 0, ou seja, um ponto neutro.
Para inverter o sentido de rotação de um MIT, basta inverter a se-
qüência de fases na alimentação do motor, para tal, inverte-se apenas
duas fases.

FIG. 6 | R
 epresentações da ligação estrela (continuação)

CÁLCULO DA CORRENTE NOMINAL DO MOTOR DE INDUÇÃO


TRIFÁSICO

28 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
Onde:
In (A): Corrente nominal em ampéres;
P (cv): Potência nominal em cavalo-vapor;
736 W/cv: equivalência cavalo-vapor em watts;
UL: T
 ensão de linha aplicado aos terminais das bobinas do motor;
cos PHI: fator de potência do motor;
Rendimento: r azão entre a potência de saída (potência mecânica
na ponta do eixo do motor) e a potência de entrada
(tensão e corrente disponibilizada aos terminais do
motor);
Raiz de 3: r elação matemática entre a tensão de fase e a tensão
de linha, em um circuito polifásico constituído por três
fases defasadas de 120 graus.

LIGAÇÃO DE MOTORES DE INDUÇÃO


TRIFÁSICO COM 9 TERMINAIS
Os motores de indução trifásicos com 9 terminais acessíveis podem
ser ligados em redes de alimentação com valores de tensão de linha
iguais ao valor de tensão de bobina e com valor de tensão de linha igual
a duas vezes o valor de tensão de bobina. Se Ub= 220 Vac esse motor
pode ser ligado em UL= 220 Vac ou UL= 440 Vac. Esse motor é usado em
chaves de partida do tipo série – paralelo, sendo que já há a ligação das
bobinas de cada fase entre si ligadas em paralelo, quando usado a cha-
ve triângulo série - paralelo (UL= 220 Vac), ou as bobinas estão ligadas
em estrela (unese os terminais 10, 11 e 12) e usa-se a chave estrela série -
paralela (UL= 380 Vac).
Os mesmos esquemas a seguir servem para outras tensões quais-
quer, desde que sempre seja o dobro da tensão de bobina, como por
exemplo 220/440 ou 230/460Vac.

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 29
TIPOS DE LIGAÇÃO DO MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO
DE 9 TERMINAIS COM O USO DA CHAVE TRIÂNGULO
SÉRIE - PARALELO

Triângulo Série

FIG. 8 | T
 riângulo série

Triângulo Paralelo

FIG. 9 | T
 riângulo paralelo

Na partida as bobinas do motor são ligadas em triângulo série, sendo


assim, as bobinas recebem sobre seus terminais o valor de UL/2, ou seja,
110 Vac. Quando a chave é comutada para ligação triângulo paralelo, as

30 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
bobinas recebem sobre seus terminais o valor de UL que é igual ao valor
de Ub. Esse método de partida é usado para reduzir a corrente de par-
tida consumida pelo motor.

TIPOS DE LIGAÇÃO DO MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO


DE 9 TERMINAIS COM O USO DA CHAVE ESTRELA
SÉRIE - PARALELO

Estrela Série

FIG. 10 | E
 strela série

Estrela Paralelo

FIG. 11 | E
 strela Paralelo

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 31
NA PARTIDA AS BOBINAS DO MOTOR SÃO LIGADAS EM ES-
TRELA SÉRIE, SENDO ASSIM, AS BOBINAS RECEBEM SOBRE
SEUS TERMINAIS O VALOR DE UF/2, OU SEJA, 110 VAC.
QUANDO A CHAVE É COMUTADA PARA LIGAÇÃO ESTRELA
PARALELO, AS BOBINAS RECEBEM SOBRE SEUS TERMI-
NAIS O VALO DE UF QUE É IGUAL AO VALOR DE UB. ESSE
MÉTODO DE PARTIDA É USADO PARA REDUZIR A CORREN-
TE DE PARTIDA CONSUMIDA PELO MOTOR.

LIGAÇÃO DE MOTORES DE INDUÇÃO


TRIFÁSICO COM 12 TERMINAIS

FIG. 12 | R
 epresentação das bobinas de um motor de indução trifásico
com doze terminais

Na partida as bobinas do motor são ligadas em estrela série, sendo


asO motor de 12 terminais pode ser ligado em 4 diferentes valores de
tensão de linha. Possuem duas bobinas por fase. Há a possibilidade de
ligar esse motor em redes de alimentação com valores de tensão típica
de instalações Sul Americanas (UL 220 Vac e UL 380 Vac), como tam-
bém em redes com valores de tensão de linha usadas em redes de dis-

32 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
tribuição encontradas na Europa e Norte Americanas (UL 440 Vac).
A rede de alimentação onde a tensão de linha é de 760 Vac é apenas
um demonstrativo de possibilidade de ligação, pois não há redes com
esse valor de UL. Note que tanto para o motor de 9 terminais acessíveis
e os com 12 terminais acessíveis, a corrente elétrica percorre as bobinas
da mesma fase com o mesmo sentido.
A rede de alimentação onde a tensão de linha é de 760 Vac é apenas
um demonstrativo de possibilidade de ligação, pois não há redes com
esse valor de UL. Note que tanto para o motor de 9 terminais acessíveis
e os com 12 terminais acessíveis, a corrente elétrica percorre as bobinas
da mesma fase com o mesmo sentido.

TIPOS DE LIGAÇÃO DO MOTOR DE


INDUÇÃO TRIFÁSICO DE 12 TERMINAIS
Triângulo Paralelo

FIG. 13 | T
 riângulo Paralelo

Estrela Paralelo

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 33
FIG. 14 | E
 strela paralelo

TIPOS DE LIGAÇÃO DO MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO


DE 12 TERMINAIS

Triângulo Paralelo

FIG. 15 | T
 riângulo paralelo

Estrela paralelo.

34 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 16 | E
 strela paralelo

MOTORES COM DUAS OU MAIS


VELOCIDADES
MOTORES DE DUAS VELOCIDADES COM
ENROLAMENTOS SEPARADOS
Esta versão apresenta a vantagem de se combinar enrolamentos
com qualquer número de pólos, porém, limitada pelo dimensionamen-
to eletromagnético do núcleo (estator/rotor) e carcaça geralmente bem
maior que o de velocidade única.

MOTORES DE DUAS VELOCIDADES COM ENROLAMENTO POR


COMUTAÇÃO DE PÓLOS
O sistema mais comum que se apresenta é o denominado ligação
Dahlander. Esta ligação implica numa relação de pólos de 1:2 com
consequente relação de rotação de 1:2. Podem ser ligadas da seguin-
te forma:
/ Conjugado constante: O conjugado nas duas rotações é
constante e a relação de potência é da ordem de 0,63:1. Nes-
te caso o motor tem uma ligação de D/YY. Exemplo: Motor
0,63/1cv - IV/II pólos - D/YY. Este caso se presta as aplicações
cuja curva de torque da carga permanece constante com a
rotação.

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 35
/ Potência constante: Neste caso, a relação de conjugado é 1:2 e
a potência permanece constante. O motor possui uma ligação
YY/D. Exemplo: 10/10cv - IV/II pólos - YY/D.
Conforme a ligação que é feita no motor é criado um determinado
número de polos, consequentemente, uma determinada velocidade do
rotor. Quando é mudada a ligação para as outras bobinas, ou invertido o
sentido da corrente percorrido num conjunto de bobinas, é criado um
número de pólos diferentes da primeira ligação, conseqüentemente,
uma velocidade diferente no rotor.
As principais relações de mudanças de número de pólos são: 2/4, 2/6,
2/8, 4/6, 4/8 e 6/8, sendo a rotação síncrona para um motor de 2 pólos de
3600rpm, 4 pólos de 1800 rpm, 6 pólos de 1200 rpm e 8 pólos de 900
rpm. A primeira utilização do motor dahlander era de obter uma forma
de variação de velocidade.
Conforme a ligação feita no motor dahlander a também a possibili-
dade de se ter um torque constante, potência constante Com os avan-
ços da microeletrônica e eletrônica de potência, a variação de velocida-
de de um motor de indução é conseguida através da variação da
frequência e tensão fornecida para o motor, com o uso do inversor de
frequência.

36 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
EXEMPLO LIGAÇÃO MOTOR DAHLANDER
Esta versão apresenta a vantagem de se combinar enrolamentos
com qualquer número de pólos, porém, limitada pelo dimensionamen-
to eletromagnético do núcleo (estator/rotor) e carcaça geralmente bem
maior que o de velocidade única.

FIG. 17 | M
 otor com 4 pólos considerando 2 bobinas de uma das fases

Com a inversão do sentido da corrente em uma das bobinas teremos


a formação de apenas 2 polos.

FIG. 18 | I nversão do sentido da corrente num motor dahlander para


mudança do número de pólos

TIPOS DE LIGAÇÃO PARA MOTORES DAHLANDER

Ligação para motores com duas velocidades, dois


enrolamentos independentes:

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 37
 ipos de ligação para motores dahlander – Nº1
FIG.19 | T

Ligação Dahlander para motor de duas velocidades,


torque constante:

FIG. 20 | T
 ipos de ligação para motores dahlander – Nº2.

Ligação Dahlander para motores de duas velocidades,


torque variável:

FIG. 21 | T
 ipos de ligação para motores dahlander – Nº3

MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO E SUAS

38 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
PARTES CONSTITUINTES

FIG. 22| M
 otor de indução trifásico

Onde:
Estator: Rotor: Outras partes:
1 – Carcaça. 3 – Núcleo de chapas 4 – Tampa
2 – Núcleo de chapas 7 – Eixo ou veio 5 – Ventilador
8 – Enrolamento (bobinas) 12 – Barras e anéis de curto- 6 – Tampa defletora.
trifásico -circuito
9 – Caixa de ligação.
10 – T
 erminais das bobinas
11 – Rolamentos

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 39
FIG. 23 | M
 otor de indução trifásico (continuação).

40 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO

04 COMANDOS ELÉTRICOS
DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELÉTRICOS
Os dispositivos elétricos são componentes de um sistema automati-
zado que recebem os comandos do circuito elétrico, acionando as má-
quinas elétricas. Os dispositivos de comando são elementos de comuta-
ção que permitem ou não a passagem da corrente elétrica entre um ou
mais pontos do circuito.
Desses componentes, temos:
/ Botoeiras;
/ Chaves Impulso;
/ Chave com Retenção;
/ Chaves de contatos Múltiplos;
/ Chaves Seletoras;
/ Interruptores Fim de Curso;
/ Relés de Interface;
/ Contatores Auxiliares;
/ Contatores de Potência;
/ Relé Térmico;
/ Fusível;
/ Disjuntor;
/ Disjuntor Motor;
Esses equipamentos citados possuem um componente em comum
e fundamental para o comando elétrico, o bloco de contato, onde estes
contatos podem ser NA (NO) normalmente aberto ou NF (NC) normal-
mente fechado.

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 41
CONTATO NORMALMENTE ABERTO (NA)
Sua posição original é aberta, ou seja, permanece aberto até que seja
aplicada uma força externa, onde essa força pode ser através de um pulso
em um botão ou um sistema eletro mecânico como o caso dos relés au-
xiliares por exemplo, onde é injetado uma tensão em suas bobinas que
realiza a comutação dos contatos internamente. É frequentemente cha-
mado nas aplicações industriais de contato NO (do inglês Normally Open)
Os contatos a serem usados nos próprios comandos são chamados
auxiliares. Eles suportam baixas intensidade de corrente, em boas práti-
cas, esses contatos são fabricados para suportar uma corrente de até
10A (In <= 10A) e não podem ser aplicados em circuito de cargas. A sua
marcação é feita por meio de dois dígitos, onde o primeiro representa o
número sequencial do contato no equipamento e o segundo dígito re-
presenta o código de função, ou seja, NA ou NF, que no caso dos conta-
tos NA são 3 e 4.
Ex. A: 13 ; 23 ; 33; 43;
14 ; 24 ; 34 ; 44;
Observem que os números a esquerda variam e segue uma sequên-
cia de 1 ao 4, onde representam em ordem numérica do primeiro ao
quarto contato do componente.
Ex. B: 13 ; 23 ; 33; 43;
14 ; 24 ; 34 ; 44;
Observem que os números a direita variam e segue uma sequência
de 3 e 4, onde representam o código de função, que no caso é um con-
tato NA.
Observação: temos um contato NA com a seguinte configuração,
/ Primeiro contato NA - 13 e 14
/ Segundo contato NA - 23 e 24
/ Terceiro contato NA - 33 e 34
/ Quarto contato NA - 43 e 44
Os contatos NA podem ser de alta capacidade também, porém nes-
te caso são denominados como Contatos de Potencias, Contatos Princi-
pais ou Contatos de Carga.
São destinados a aplicações de sistemas de motores ou de cargas,
onde as intensidades de corrente elétrica são altas.

42 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CONTATO NORMALMENTE FECHADO (NF)
Sua posição original é fechada, ou seja, permanece fechado até que
seja aplicada uma força externa, onde essa força pode ser através de um
pulso em um botão ou um sistema eletro mecânico como o caso dos re-
lés auxiliares por exemplo, onde é injetado uma tensão em suas bobinas
que realiza a comutação dos contatos internamente. É frequentemente
chamado nas aplicações industriais de contato NC (do inglês Normally
Closed)
Os contatos a serem usados nos próprios comandos são chamados
auxiliares. Eles suportam baixas intensidade de corrente, em boas práti-
cas, esses contatos são fabricados para suportar uma corrente de até
10A (In <= 10A) e não podem ser aplicados em circuito de cargas. A sua
marcação é feita por meio de dois dígitos, onde o primeiro representa o
número sequencial do contato no equipamento e o segundo dígito re-
presenta o código de função, ou seja, NA ou NF, que no caso dos conta-
tos NF são 1 e 2.
Ex. A: 1 1 ; 21 ; 31 ; 41;
12 ; 22 ; 32 ; 42;
Observem que os números a esquerda variam e segue uma sequên-
cia de 1 ao 4, onde representam em ordem numérica do primeiro ao
quarto contato do componente.
Ex. B: 1 1 ; 21 ; 31 ; 41
12 ; 22 ; 32 ; 42;
Observem que os números a direita variam e segue uma sequência
de 1 e 2, onde representam o código de função, que no caso é um con-
tato NF.
Observação: temos um contato NF com a seguinte configuração,
/ Primeiro contato NF - 11 e 12
/ Segundo contato NF - 21 e 22
/ Terceiro contato NF - 31 e 32
/ Quarto contato NF - 41 e 42

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 43
LÓGICA DE CONTATOS
As lógicas de contatos são definidas por uma associação em série, ou
paralelo ou até mesmo uma associação mista. As lógicas de contatos
podem ser Lógica E, Lógica OU e também Lógica XOU.

1.3. LÓGICA E
A lógica de contatos E, indica que teremos dois contatos NA em sé-
rie, onde um depende do outro para que a aplicação seja concluída.
Como no exemplo dado, a lâmpada H1 só irá atuar, se os dois contatos
NA estiverem acionados (lógica 1).

FIG. 1 | L ógica E

2. LÓGICA OU
A lógica de contatos OU como o próprio nome resume, indica que te-
remos dois contatos NA em paralelo, onde para concluir a aplicação ou
mudar o estado lógico do componente final, um contato/equipamento
não depende do outro, e desta forma teremos um acionamento ou mu-
dança de estado lógico (0 ou 1) da carga final acionando um OU outro
contato.
Como no exemplo dado, a lâmpada H1 irá atuar (acender), se qual-
quer um dos dois contatos NA forem acionados (lógica 1). Com isso, acio-
nando apenas S1 nossa lâmpada acende, OU se acionarmos apenas S2
nossa lâmpada também acende. O grande detalhe desta lógica de con-
tatos é que, quando acionarmos os dois componentes (S1 e S2), nossa

44 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
Lâmpada H1 estará acionada (Lógica 1).

FIG. 2 | L ógica OU

2.1. LÓGICA XOU (XOR)


A lógica de contatos XOU, indica que teremos dois componentes (S1
e S2) com dois contatos cada, onde 1 contato será NA e o outro NF para
cada um dos componentes. Esta associação se denomina misto, onde
teremos o contato NA de S1 em série com o contato NF de S2, o mesmo
se repete para S2, onde seu contato NA estará em série com o contato
NF de S1. É chamado de misto, pois além destes contatos em série, te-
mos os dois contatos NA de S1 e de S2 em paralelo. O funcionamento
desta Lógica XOU será semelhante a lógica anterior OU.
Ao acionarmos S1, mudaremos estado lógico de H1 para 1 (acionado)
ou se acionamos apenas o S2 também mudaremos o estado lógico da
lâmpada (H1) acendendo a mesma.
A diferença desta Lógica XOU referente a lógica OU é que, quando
acionarmos os dois componentes (S1 e S2), nossa Lâmpada H1 estará
desligada (Lógica 0), pois os contatos NF de cada botão que estão em
série, mudaram seu estado (Lógica 1) onde estarão abertos impedindo a
passagem de corrente.

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 45
FIG. 3 | L ógica XOU (XOR)

Folha Quadriculada
Utilize esta folha quadriculada para elaborar os diagramas.

46 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 47
COMPONENTES DE COMANDOS ELÉTRICOS
Como havíamos citados no início deste material, estes são um dos
principais componentes de comandos elétricos, com sua funções e res-
pectivos diagramas:

BOTOEIRAS

FIG. 4 | B
 otoeira

/ Definição do Componente: Botoeiras são dispositivos de co-


mandos, que tem como função estabelecer ou interromper o
circuito, a partir de um acionamento manual.
/ Definição da Letra: Interruptores, seletores. EX: Interruptor de
controle, botões de pressão, interruptor de fim de curso, sele-
tor interruptor de seleção, contato giratório.

SINALEIRO

FIG. 5 | S
 inaleiro

/ Definição do Componente: Sinaleiro limnoso é um dispositivo


que tem como função sinalizar, indicar o estado de um circui-
to elétrico.
/ Definição da Letra: Dispositivos de sinalização. Ex: Indicadores
acústicos e visuais.

48 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
BOBINA DO CONTATOR

FIG. 6 | B
 obina do Contator

/ Definição do Componente: Bobina do contator nada é mais do


que um fio de cobre enrolado em formato espiral. Quando essa
bobina recebe uma corrente a mesma produz um campo mag-
nético que movimenta um conjunto de contatos mecânicos. Os
contatos podem ser do tipo NA (normalmente abertos).
/ Definição da Letra: Relés, contatores. 3.2. Fusíveis

FUSÍVEIS

FIG. 7 | F
 usíveis

/ Definição do Componente: Fusíveis são componentes conecta-


dos ao circuito elétrico que tem como função a proteção do cir-
cuito contra as sobrecargas da corrente elétrica, evitando possí-
veis danos ao sistema elétrico, tais como a queima do circuito.
/ Definição da Letra: Dispositivos de proteção. Ex: fusíveis, dispo-
sitivo de descarga de sobretensão, pára-raios.

DISJUNTOR MOTOR

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 49
FIG. 8 | D
 isjuntor Motor

/ Definição do Componente: Disjuntores motor são dispositivos


de proteção para o circuito principal. Eles combinam controle
e proteção do motor em um único dispositivo.
/ Definição da Letra: Dispositivos de manobra para circuitos de
potência. Ex: Disjuntor, seccionador.

DISJUNTOR BIPOLAR

FIG. 9 | D
 isjuntor Bipolar

/ Definição do Componente: O disjuntor é um dispositivo mecâ-


nico com a função de um interruptor com desarme automáti-
co, que é acionado quando o mesmo recebe uma corrente de
sobrecarga ou curto-circuito. Disjuntores bipolares acionam
duas fases ao mesmo tempo.
/ Definição da Letra: Dispositivos de proteção. Ex: fusíveis, dispo-
sitivo de descarga de sobretensão, pára-raios.

DISJUNTOR TRIPOLAR

50 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 10 | D
 isjuntor Tripolar

/ Definição do Componente: O disjuntor é um dispositivo mecâ-


nico com a função de um interruptor com desarme automáti-
co, que é acionado quando o mesmo recebe uma corrente de
sobrecarga ou curto-circuito. Disjuntores tripolares acionam
três fases ao mesmo tempo
/ Definição da Letra: Dispositivos de proteção. Ex: fusíveis, dispo-
sitivo de descarga de sobretensão, pára-raios.

RELÉ TÉRMICO

FIG. 11 | R
 elé Térmico

/ Definição do Componente: Relé térmico é um componente


de proteção de sobrecarga elétrica aplicado o motores elétri-
cos. Este dispositivo de proteção visa evitar o sobre-aqueci-
mento.
/ Definição da Letra: Dispositvos de proteção. Ex: fusível, disposi-
tivo de descarga de sobretensão.

RELÉ TÉRMICO CONTATO AUXILIAR NA

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 51
FIG. 12 | R
 elé Térmico Contato Auxiliar NA

/ Definição do Componente: O contato auxiliar é um contato


desenvolvido para manobrar os circuitos de comando, inter-
travamento e sinalização. Não devendo ser utilizados para ma-
nobrar cargas em substituição aos contatores de força. NA -
Contato normalmente aberto.
/ Definição da Letra: Dispositivos de proteção. Ex: fusível, dispo-
sitivo de descarga de sobreposisão, pára-raios.

RELÉ TÉRMICO CONTATO AUXILIAR NF

FIG. 13 | R
 elé Térmico Contato Auxiliar NF

/ Definição do Componente: O contato auxiliar é um contato


desenvolvido para manobrar os circuitos de comando, inter-
travamento e sinalização. Não devendo ser utilizados para ma-
nobrar cargas em substituição aos contatores de força. NF -
Contato normalmente fechado.
/ Definição da Letra: Dispositivos de proteção. Ex: fusível, dispo-
sitivo de descarga de sobreposisão, pára-raios.

RELÉ TÉRMICO CONTATO AUXILIAR NF + NA

52 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 14 | R
 elé Térmico Contato Auxiliar NF - NA

/ Definição do Componente: O contato auxiliar é um contato de-


senvolvido para manobrar os circuitos de comando, intertrava-
mento e sinalização. Não devendo ser utilizados para manobrar
cargas em substituição aos contatores de força. NA - Contato
normalmente aberto / NF - Contato normalmente fechado.
/ Definição da Letra: Dispositivos de proteção. Ex: fusível, dispo-
sitivo de descarga de sobreposisão, pára-raios.

TEMPORIZADOR ON DELAY

FIG. 15 | T
 emporizador ON Delay

/ Definição do Componente: On delay: Quando a bobina de um


relé temporizador on delay é energizada (ou no caso de mode-
los de estado sólido as entradas), os contatos mudam os esta-
dos depois de um tempo pré-determinado.
/ Definição da Letra: Elementos binários, dispositivos de retar-
damento, dispositivos de armazenamento
Ex: Elementos biestáveis, elementos monoestáveis, armazenamento
do núcleo, registrados , gravador de discos.

TEMPORIZADOR OFF DELAY

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 53
FIG. 16 | T
 emporizador OFF Delay

/ Definição do Componente: Off delay: Quando a bobina de um


relé temporizador off delay é energizada (ou no caso de mode-
los de estado sólido as entradas), os contatos mudam os esta-
dos depois de um tempo pré-determinado voltam para a po-
sição original.
/ Definição da Letra: Elementos binários, dispositivos de retar-
damento, dispositivos de armazenamento Ex: Elementos bies-
táveis, elementos monoestáveis, armazenamento do núcleo,
registrados , gravador de discos.

CONTATO REVERSÍVEL RELÉ TEMPORIZADOR OFF DELAY

FIG. 17 | C
 ontato Reversível Relé Temporizador OFF Delay

/ Definição do Componente: O contato reversível é um contato


composto por um contato NA e um NF, isso possibilita que ao
invés de simplesmente ligar ou desligar um circuito ele comu-
te entre duas partes distintas do circuito, ou seja selecionar en-
tre um linha ou outra. Quando a bobina do relé é energizada
esse contato troca de estado instantâneamente e depois de
um tempo determinado o contato volta ao estado original.
/ Definição da Letra: Elementos binários, dispositivos de retar-

54 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
damento, dispositivos de armazenamento Ex: Elementos com-
binados, linha de retardamento, elementos biestáveis, ele-
mentos monoestáveis, armazenamento do núcleo, registrador,
gravador de discos.

CONTATO REVERSÍVEL RELÉ TEMPORIZADOR ON DELAY

FIG. 18 | C
 ontato Reversível Relé Temporizador ON Delay

/ Definição do Componente: O contato reversível é um contato


composto por um contato NA e um NF, isso possibilita que ao
invés de simplesmente ligar ou desligar um circuito ele comu-
te entre duas partes distintas do circuito, ou seja selecionar en-
tre um linha ou outra. Quando a bobina do relé é energizada ,
inicia-se a contagem de um tempo e após este tempo, o con-
tato reversível troca de estado.
/ Definição da Letra: Elementos binários, dispositivos de retar-
damento, dispositivos de armazenamento Ex: Elementos com-
binados, linha de retardamento, elementos biestáveis, ele-
mentos monoestáveis, armazenamento do núcleo, registrador,
gravador de discos.

6.2. CONTATOR AUXILIAR

FIG. 19 | C
 ontator Auxiliar

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 55
/ Definição do Componente: Contator Auxiliar é um dispositivo
eletromecânico que permite manobrar os circuitos de coman-
do, intertravamento e sinalização. Não devendo ser utilizados
para manobrar cargas em substituição aos contatores de força.
Esse tipo de contator tem apenas contatos de comando.
/ Definição da Letra: Relés, contatores.

CONTATOR DE POTÊNCIA

FIG. 20 | C
 ontator de Potência

/ Definição do Componente: Contato ou contator (ambas for-


mas estão corretas) é um dispositivo eletromecânico que per-
mite, a partir de um circuito de comando, efetuar o controle
de cargas num circuito de potência. Essas cargas poder ser de
qualquer tipo, tensão diferente do circuito de comando, e até
conter múltiplas fases.
/ Definição da Letra: Relés, contatores.

RELÉ

FIG. 21 | R
 elé

/ Definição do Componente: Componente elétrico que é adi-


cionado quando sua bobina é alimentada por energia elétrica

56 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
fazendo com que seus contatos liguem e desliguem um circui-
to sequente.
/ Definição da Letra: Relés, contatores.

SOFT STARTER

FIG. 22 | S
 oft Starter

/ Definição do Componente: O Soft Starter é um dispositivo ele-


trônico tiristorizado que auxilia na partida suave do motor, fa-
zendo com que os trancos e golpes no sistema mecânico se-
jam reduzidos. O soft estartes substitui os tradicionais Estrela-
-Triângulo e Chave Compensadora.
/ Definição da Letra: Gerador rotativo, alternador, converor de
frequência rotativo, bateria, dispositivo de alimentação oscila-
dor, oscilador de quartzo.

INVERSOR DE FREQUÊNCIA

FIG. 23 | I nversor de Frequência

/ Definição do Componente: O inversor de frequência é um tipo


de controlador que tem a função de acionar um motor elétrico
e ao mesmo tempo variar a frquência e a tensão que é forneci-

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 57
da ao motor com o objetivo de controlar a sua velocidade e po-
tência consumida.
/ Definição da Letra: Gerador rotativo, alternador, converor de
frequência rotativo, bateria, dispositivo de alimentação oscila-
dor, oscilador de quartzo.

SENSOR CAPACITIVO

FIG. 24 | S
 ensor Capacitivo

/ Definição do Componente: Sensores capacitivos são compo-


nentes com funcionamento baseado nos princípios básicos do
capacitor. A diferença básica está na forma como as placas es-
tão dispostas, tendo o ar como dielétrico. Quando algum obje-
to é aproximado do sensor ocorre variação de capacitância e o
sistema de controle passa atuar em razão desta variação. S ua
aplicação está voltada para monitorar objetos não metálicos,
podendo ser utilizado nas mais deversas aplicações da área
eletroeletrônica.
/ Definição da Letra: Sensor termoelétrico, célula termoelétrica,
célula fotoelétrica, dinamômetro, transdutor de cristal, mecro-
fone funocapacitor, alto-falante, sincronizadores, resolvedores.

SENSOR FOTOELÉTRICO

FIG. 25 | S
 ensor Fotoelétrico

/ Definição do Componente: Sensores fotoelétricos são sensores de

58 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
luz (geralmente infravermelho) são utilizados em faz-se necessário
a detecção de objetos sem contato físico, ou em processo de auto-
mação industrial para detectar diversos tipos de materiais. é possí-
vel utilizá-los em distâncias pequenas até vários metros.
/ Definição da Letra: Sensor termoelétrico, célula termoelétri-
ca, célula fotoelétrica, dinamômetro, transdutor de cristal, mi-
crofone funocaptor, alto-falante, sincronizadores, resolvedores.

SENSOR INDUTIVO

FIG. 26 | S
 ensor Indutivo

/ Definição do Componente: Sensor indutivo é um dispositivo


eletrônico que é capaz de reagir a proximidade de objetos me-
tálicos, esses dispositivos exploram o princípio da impedância
de uma bobina de indução, que ao conduzir uma corrente al-
ternada tem a mesma alterada quando um objeto metálico
ou corrente elétrica é posicionado dentro do fluxo do campo
magnético radiante.
/ Definição da Letra: Sensor termoelétrico, célula termoelétrica,
célula fotoelétrica, dinamômetro, transdutor de cristal, micro-
fone funocaptor, alto-falante, sincronizadores, resolvedores.

SENSOR MAGNÉTICO

FIG. 27 | S
 ensor Magnético

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 59
/ Definição do Componente: Sensores magnéticos são sensores
acionados a partir de um campo magnético, geralmente pro-
veniente de um imã permanente ou de uma bobina. Eles fun-
cionam basicamente como uma chave liga/desliga e, portan-
to, tem várias aplicações.
/ Definição da Letra: Sensor termoelétrico, célula termoelétrica,
célula fotoelétrica, dinamômetro, transdutor de cristal, micro-
fone funocaptor, alto-falante, sincronizadores, resolvedores.

SENSOR ULTRASSÔNICO

FIG. 28 | S
 ensor Ultrassônico

/ Definição do Componente: Sensor ultrassônico é um dispositi-


vo que utiliza alta frequência de som para medir a distância
entre itens determinados. Estes sensores são também conhe-
cidos como transceptores, e são capazes de operar semelhan-
te ao sonar. Enquanto o sonar é principalmente utilizado de-
baixo da água, os transceptores de ultrassom podem ser
utilizados no ambiente terrestre tendo o ar como meio de
transmissão. Os sensores de ondas ultrassônicas são comuns
ema plicação industriais e médicas, além de outras aplicações.
/ Definição da Letra: Sensor termoelétrico, célula termoelétrica,
célula fotoelétrica, dinamômetro, transdutor de cristal, micro-
fone funocaptor, alto-falante, sincronizadores, resolvedores.

60 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO

05 COMANDOS ELÉTRICOS
FUSÍVEIS

FUSÍVEIS
São dispositivos de proteção, contra sobrecorrente que quan-
do usado em circuitos alimentadores de motores, protegem
principalmente contra correntes de curto-circuito e contra
sobrecarga de longa duração.

FIG. 1 | F
 usíveis

OPERAÇÕES
Sua operação consiste na fusão do elemento fusível. O elemento fu-
sível e o ponto fraco do circuito, que é um condutor de pequena seção
transversal que sofre devido a sua alta resistência, e com isso aquece
mais que os outros condutores do circuito com a passagem da corrente.

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 61
FIG. 2 | O
 perações

CATEGORIA DE EMPREGO DOS FUSÍVEIS


Os fusíveis seguem algumas categorias de emprego, onde são repre-
sentadas por letras impressa no equipamento. Cada letra ou combina-
ção de letra indica um tipo de proteção e aplicação, segue tabela com
cada representação:

CATEGORIA DE EMPREGO

Letra Descrição
Fusível limitador de corrente, atuando somente na
a
presença de curto-circuito.
Primeira letra Minúscula
Fusível limitador de corrente, atuando na presença
g
tanto de curtocircuito como de sobrecarga.
G Proteção de linha, uso geral.

M Proteção de circuitos motores.

L Proteção de linha.
Segunda letra Maiúscula
Tr Proteção de transformadores.

R Proteção de semicondutores, ultrarrápidos.

S Proteção de semicondutores e linha (combinado).

FIG. 2 | C
 ategoria de Emprego dos Fusíveis

62 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
TIPOS DE FUSÍVEIS
Os fusíveis podem ser do tipo de Efeito Rápido, Efeito Retardado e de
Efeito Ultra Rápido.
/ Efeito Rápido - Usados em circuitos que não possuem consi-
derável variação de corrente entre a ligação do circuito no
equipamento e seu funcionamento normal, ou seja, quando
acionamos o equipamento, ele não gera um pico de corrente
alta, como por exemplo: Luminárias, Fornos, etc., etc.
/ Efeito Retardado - Utilizados em circuitos em que as correntes
na partida alcance valores superiores a corrente normal de
funcionamento, ou em circuitos que tenham sobrecarga por
pequenos períodos como, por exemplo: Motores elétricos e
cargas capacitivas em geral.
/ Efeito Ultra Rápido - apropriados para instalações industriais
na proteção de semicondutores, tiristores, GTO’S e diodos
(Equipamentos com circuitos eletrônicos) que precisam de
corte rápido em caso de curto para não danificar esses circui-
tos eletrônicos.
Apresentamos em nosso curso os modelos de Fusíveis do Tipo D, ou
seja Diazed e também os fusíveis NH.

FUSÍVEL TIPO D
Os fusíveis podem ser do tipo “ D “ ( de 2 A à 63 A ), a maioria das ins-
talações com proteção entre 2 A – 63 A usam fusíveis tipo “D“, pois os
mesmos além de serem mais baratos, oferecem mais segurança para os
mantenedores; os fusíveis tipo “ D “ tem capacidade de condução im-
pressa no cartucho e capacidade de interrupção de 70 KA.

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 63
FIG. 4 | F
 usível D - Vista Frontal FIG. 5 | Fusível D - Vista Posterior

FIG. 6 | F
 usível D - Vista Superior FIG. 7 | Fusível D - Vista Inferior

FUSÍVEL TIPO NH
Os fusíveis tipo “ NH “ ( de 6 A à 1000 A ), são elementos de proteção
que também tem capacidade de condução impressa no corpo do fusí-
vel e capacidade de interrupção de 100 KA, porém o manuseio desta
proteção requer uma maior preparação profissional do mantenedor,
bem como utilização de ferramentas adequadas, pois os dois contatos
do fusível devem ser puxados da base ao mesmo tempo e bruscamente
para evitar o arco voltáico. Os fusíveis devem ser dimensionados para
proteção dos circuitos contra corrente de curto-circuito, considerando o
valor da corrente e duração deste surto. Uma vez que estabelecendo o
curto a corrente tende-se ao infinito, ou seja a valores excessivamente
elevados.

64 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG.8 | F
 usível NH - Vista Frontal FIG. 9 | Fusível NH - Vista Posterior

FIG. 10 | F
 usível NH - Vista Superior

CORES VS CORRENTE [A]


Caso o circuito alimentador seja bifásico, sendo a tensão entre fases
de 220 VAC, também é possível ligar o MIM. Basta associar as bobinas de
trabalho em série, para provocar uma queda de tensão entre as mes-
mas, e a bobina auxiliar conectar em paralelo com a bobina principal
2-4, pois o valor de tensão entre 2-4 é de aproximadamente 110 Vac.
(MIM ligado entre fases).

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 65
Faixas e Corrente
Cor para Identificação
(Ampéres)
menor que 2A Branco
2A Rosa
4A Marrom
6A Verde
10A Vermelho
13A Creme
16A Cinza
20A Azul
25A Amarelo
32A Violeta
40A Preto
50A Branco
63A Laranja

FIG. 11 | C
 ores vs Corrente - Fusíveis

EQUIPAMENTOS PARA FUSÍVEIS


SUPORTE PARA FUSÍVEL NH

FIG. 12 | S
 uporte para Fusível NH FIG. 13 | Suporte para Fusível NH
- Vista Frontal - Vista Lateral

FIG. 14 | S
 uporte para Fusível NH FIG. 15 | Suporte para Fusível NH
- Vista Superior - Vista Inferior

66 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 16 | S
 uporte com Fusível NH FIG. 17 | Suporte com Fusível NH

SUPORTE PARA FUSÍVEL D

FIG. 18 | S
 uporte para Fusível D - Vista FIG. 19 | Suporte para Fusível D - Vista
Frontal Posterior

FIG. 20 | S
 uporte para Fusível D - Vista FIG. 21 | Suporte para Fusível D - Vista
Superior Inferior

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 67
FIG. 22 | F
 usível D Acoplado com
Suporte

ACOPLADOR DE FUSÍVEL D

FIG. 23 | A
 coplador de Fusível D FIG. 24 | Acoplador de Fusível D - Vista
Frontal

FIG. 25 | A
 coplador de Fusível D - Vista
Posterior

68 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
SUPORTE PARA FUSÍVEL NH

FIG. 26 | C
 have Seccionadora para FIG. 27 | Chave Seccionadora pra
Fusível NH Fusível NH

FERRAMENTA PARA RETIRAR FUSÍVEL NH

FIG. 28 | F
 erramenta para Retirar FIG. 29 | Ferramenta para Retirar
Fusível NH Fusível NH

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 69
SÍMBOLO GRÁFICO E LITERAL
Podemos observar que em um diagrama elétrico, o botão de co-
mando será representado com o símbolo gráfico como apresentado na
Figura abaixo:

FIG. 30 | S
 ímbolo Gráfic0

Acima estão representados as seguintes associações de fusíveis:


1. Representação de proteção unipolar.
2. Representação de proteção bipolar.
3. Representação de proteção tripolar.

Símbolo Literal
A letra que representa o fusível no diagrama é a letra F maiúscula.

70 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO

06 COMANDOS ELÉTRICOS
RELÉ TÉRMICO
RELÉ TÉRMICO OU RELÉ DE SOBRECARGA
A sobrecarga é um dos defeitos
mais frequentes que se produz
nas máquinas definida como uma RELÉ DE SOBRECARGA
situação que leva a um supera- OU RELÉ TÉRMICO
quecimento por perda em Joule, pode ser definido como um
onde cada equipamento ou má- dispositivo de proteção cuja
quina suportam até um determi- operação é baseada em um
nado valor e por tempo limitado. método indireto de detecção
A determinação de ambas as
de Sobrecarga em motores.
grandezas é feita em norma técni-
ca do referido produto.

FIG. 1 | C
 ontator + Relé Térmico - Vista Frontal

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 71
Quando ultrapassados esses valores nas máquinas, o isolante inicia
um processo de deterioração, o que significa perder suas características
iniciais, sua rigidez dielétrica, que define a capacidade de isolação. É
função do relé térmico atuar antes que esses limites de deterioração se-
jam atingidos, garantindo uma vida útil apropriada aos componentes
do circuito.
Um Relé de Sobrecarga tripolar, possui 3 bimetálicos, sendo cada
um deles constituído por dois metais unidos por laminações e com di-
ferentes coeficientes de dilatação, além de possuir um enrolamento de
aquecimento em volta de cada bimetálico. Ao aquecer estes enrola-
mentos é provocado uma deformação nos bimetálicos, esta deforma-
ção pode ser maior ou menor conforme o valor da corrente.

FIG. 2 | B
 imetálico Inicial FIG. 3 | B
 imetálico Dilatado

A atuação do dispositivo é realizada pelo movimento dos elementos


mecânicos com diferentes coeficientes de dilatação, sob a ação de de-
terminados valores de corrente de entrada, em que duas lâminas de
metais diferentes estão ligadas através de solda ou sob pressão e quan-
do aquecidas dilatam-se em posições diferentes.

CARACTERÍSTICAS DE ACIONAMENTO
O relé térmico possui duas características de acionamento a serem
destacadas, são elas:
/ Liberação do Dispositivo de Trava: Onde será realizada a aber-
tura dos contatos principais do relé de sobrecarga e consequen-
temente a interrupção dos potenciais ou fase até o motor.
/ Abertura de um Contato fechado: Ao qual é aberto o contato
auxiliar inserido no circuito de comando e interrompendo a
atuação do motor elétrico.

72 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
UTILIZAÇÃO DO RELÉ TÉRMICO
Este equipamento é tipicamente utilizado para proteger motores
elétricos de indução e também transformadores de possíveis supera-
quecimento ocasionado por:
/ Sobrecarga mecânica;
/ Tempo de partida elevado (atuação fora das características no-
minal do equipamento);
/ Rotor bloqueado;
/ Falta de Fase;

OBS.: O RELÉ TÉRMICO NÃO DETECTA A FALTA DE FASE, PO-


RÉM A AUSÊNCIA DE UM DOS POTENCIAIS, PODE GERAR
AQUECIMENTO E COM ISSO O RELÉ ATUÁRIA.

/ Elevada frequência de manobra;


/ Desvio de tensão e de frequência;
O relé térmico não protege a rede ou linha contra curto-circuito, por-
tanto ao utilizar este equipamento é necessário associá-lo a fusíveis de
proteção, tornando completa a proteção da sua partida de motor. Onde
o fusível atuaria na proteção contra curto-circuito e o Relé Térmico rea-
lizaria a proteção contra Sobrecarga.
Após o relé atuar, é necessário aguardar o resfriamento dos bimetáli-
cos para que a operação de rearme seja realizada. O rearme poderá ser
realizado de forma manual, onde é necessário a interação do usuário
com o equipamento e acionando o botão de rearme, ou poderá utilizar
o rearme automático do relé, ajustando o Set do mesmo.

TEMPERATURA AMBIENTE VS TEMPERATURA DE ATUAÇÃO


A deformação dos bimetálicos resulta do aquecimento gerado pela
corrente que circula nos potenciais e também as variações da tempera-
tura do ambiente. Para suavizar este efeito, existe um bimetálico de
compensação, ao qual é influenciado pelas variações de temperatura
do ar ambiente.
Portanto os bimetálicos só irão alterar a sua posição e realizar o dis-
paro do relé térmico em função do aquecimento gerado pela corrente
elétrica. De um modo geral, um relé de sobrecarga é insensível às varia-
ções de temperatura ambiente entre -40°C até +60°C.
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 73
CLASSES DE DISPARO
Tipicamentes utilizados para proteção de motores de indução, os re-
lés de sobrecargas possuem classes de desligamento, essas classes es-
tão relacionadas a corrente de pico dos motores no momento da parti-
da.
O relé térmico não deve atuar com este pico de corrente, a não ser
que, o tempo de partida for prolongado, ou seja, um tempo fora das
condições nominais do motor. Esta corrente de pico varia em uma esca-
la de determinado segundos, sendo assim, é necessário que o relé este-
ja adaptado a este tempo. Para isso são separados em Classes, Classe 10,
Classe 20 e Classe 30.
/ Classe 10: O relé térmico da Classe 10 é aplicado em cargas/
motores ao qual possui um tempo de partida (pico de corren-
te) menor ou igual a 10 segundos.
/ Classe 20: O relé térmico da Classe 20 é aplicado em cargas/
motores ao qual possui um tempo de partida (pico de corren-
te) menor ou igual a 20 segundos.
/ Classe 30: O relé térmico da Classe 30 é aplicado em cargas/
motores ao qual possui um tempo de partida (pico de corren-
te) menor ou igual a 30 segundos.

FIG. 4 | R
 elé Termico - Vista Lateral

74 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 5 | R
 elé Térmico Classe ABC - Dados Frontal

Existem alguns modelos de relé térmico eletrônico que possuem as


3 classes, sendo necessário apenas um ajuste através de Dip Switch.

ELEMENTOS DO RELÉ TÉRMICO


A. Botão de rearme;
B. Contatos principais;
C. Contatos Auxiliares;
D. Botão de teste;
E. Lâmina Auxiliar (Compensação de Temperatura);
F. Ajuste de corrente;
G. Seleção de Rearme Automático ou Manual (A ou H);

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 75
FIG. 6 | D
 iagrama Interno FIG. 7 | Relé Térmico - Vista Frontal

Alguns relés térmicos possuem algumas opções a mais de rearme,


onde além das funções Automático e Manual, é possível selecionar as
opções que habilitam testes do equipamento.
/ A - Somente Rearme Automático;
/ A-O - Rearme Automático e possibilidade de Teste;
/ H - Somente rearme Manual;
/ H-O - Rearme Manual e possibilidade de Teste;

FIG. 8 | R
 elé Térmico ABCD - Dados Frontal

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA

FIG. 9 | C
 ontatos Princi- FIG. 10 | Contato Auxiliar FIG. 11 | C
 ontato Auxiliar
pais NA NF

76 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO

07 COMANDOS ELÉTRICOS
DISJUNTORES

DISJUNTOR
É um dispositivo elétrico de manobra, com capacidade de
ligação e interrupção de circuitos em condições normais, e
ainda capacidade de interrupção automática dos mesmos em
condições anormais como: curto - circuito, sobrecarga e
subtensão. A função principal do disjuntor é conduzir com
segurança a corrente do motor, bem como interromper
automaticamente o circuito nos casos de curto - circuito,
sobrecarga e subtensão.

FIG. 1 | D
 isjuntor Caixa Moldada FIG. 2| 
- Frontal

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 77
O disjuntor é composto de:
/ Contatos Principais: É por onde circula a corrente que alimen-
ta a carga elétrica, por exemplo: Motor elétrico, banco de capa-
citores, banco de resistência, transformadores, etc...
/ Relé de Sobrecarga: Composto por elementos bimetálicos,
que ao ser atravessado por uma corrente excessiva é aquecido,
provocando o disparo responsável por soltar o engate e abrir
os contatos principais do disjuntor.
/ Relé Eletromagnético de Curto: Circuito - sua finalidade é de-
sarmar o disjuntor no caso de curto - circuito. Quando uma
corrente de curto - circuito circula pela bobina, o induzido é
atraído e solta o engate que abre o circuito principal do disjun-
tor.
/ Relé de Subtensão: Protege o circuito de uma subtensão, é
um dispositivo que desarma automaticamente o disjuntor
quando há uma queda de tensão.

SÍMBOLO GRÁFICO E LITERAL


Abaixo você irá encontrar os símbolos gráficos que são utilizados
para representar, nos diagramas, os disjuntores:

Respectivamente temos:
1. Disjuntor unipolar.
2. Disjuntor bipolar.
3. Disjuntor tripolar.
O Símbolo Literal utilizado para expressar os disjuntores é a letra
maiúscula Q.

78 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
/ 3 polos, comumente chamados de tripolar ou trifásico.
Outra característica é a corrente Nominal e esta varia de fabricante
para fabricante. Você depois que determinar na tabela a corrente corri-
gida, de posse dessa informação poderá buscar qual fabricante tem
aquele que você dimensionou.

TIPOS DE CURVA DE DISPARO


Não existe disjuntor curva A, por que pode ser facilmente confundi-
do com a unidade de corrente elétrica amperes (A).

FIG. 3 | C
 aracterísticas Tempo-Corrente de Minidusjuntores normalizadas pela
IEC 60898.

Para cada curva um tipo de circuito:


/ Curva Tipo B: O disjuntor de curva tipo B, deve ser utilizado em

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 79
circuitos resistivos, como por exemplo, chuveiros, torneiras elé-
tricas, circuito de iluminação.
/ Curva tipo C: O disjuntor de curva tipo C, deve ser utilizado em
circuitos onde temos cargas indutivas, motores, ar condiciona-
do, circuitos de iluminação onde temos transformadores,
como reatores, drivers de led, bombas de água elétricas.
/ Curva Tipo D: O disjuntor de curva tipo D, é para circuitos de
grande potência, mas podemos instalar este dispositivo no
disjuntor geral da residência, aquele que fica no padrão de en-
trada, esse dispositivo tem a característica de suportar por lon-
gos períodos uma corrente de consumo alta, sem disparar por
sobrecarga, por isso é indicado para ser instalado no padrão
de entrada, que em alguns momentos do funcionamento da
residência existe um alto consumo de energia elétrica por um
período de tempo longo, por exemplo á noites em dias de in-
verno, portanto sua característica ajuda a não ficar desarman-
do pela alta corrente utilizada em toda residência ao mesmo
tempo. disjuntor no caso de curto - circuito. Quando uma cor-
rente de curto - circuito circula pela bobina, o induzido é atra-
ído e solta o engate que abre o circuito principal do disjuntor.

80 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO

08 MÁQUINAS ELÉTRICAS
DISJUNTOR MOTOR
Disjuntor Motor tem 2 funções prin-
cipais: DISJUNTOR MOTOR
/ Manobra: O disjuntor motor É um dispositivo eletro-
tem uma chave que liga/desli- mecânico utilizado em
ga o motor. motores elétricos.
/ Proteção: Agrega as prote-
ções: contra curto-circuito;
contra sobrecarga e ainda falta de fase.

FIG. 1 | D
 isjuntor Motor - Frontal

Ele é construído para suportar a corrente de pico na partida de um


motor elétrico, fator importante na escolha dos componentes de mano-
bra para partida de um motor elétrico, diferente do Disjuntor curva C
que suporta a partida, mas com o tempo pode haver desgaste.

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 81
Sua atuação é em milissegundos, sendo excelente equipamento
para proteção de motores elétricos.
Ele pode substituir num painel elétrico fusível e relé térmico em um
único dispositivo, ganhando dessa forma muito mais espaço dentro do
painel. Este dispositivo tem uma chave seccionadora rotativa, que per-
mite levar a Tensão de linha direta para os terminais do motor.

FIG. 2 | D
 isjuntor Motor - Dados Lateral

A velocidade de manobra assegura um bom desempenho para evi-


tar faiscamento nos contatos de acionamento, ele é construído para su-
portar a corrente de pico. No seu corpo é possível determinar qual curva
de acionamento será utilizada na partida do motor. Internamente tem
um câmera anti faiscamento para este fim.
Na sua construção temos uma bobina, igual ao dos disjuntores ele-
tromagnéticos (DTM), por onde quando passar uma corrente de curto
circuito fará o disparo do dispositivo, para proteção do motor no caso de
um curto.
Também, como nos disjuntores termomagnético s(DTM), temos en-
tre os contatos de entrada e os contatos de saídas, um par metálico, que
tem a função de proteger contra sobre carga do motor.
No seu corpo existe um disco, onde é possível controlar a corrente a
ser controlada, de acordo com o motor a ser utilizado, igual a um relé
térmico.

82 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
É um dispositivo muito importante que tem muitas vantagens de
utilização:
/ Ele pode ser rearmado quando houver alguma anomalia no
sistema, seja um curto seja uma sobrecarga, ao contrário dos
fusíveis.
/ Tem possibilidade de substituir muitos elementos em um pai-
nel elétrico.
/ Alta velocidade de manobra, na casa de milissegundos, sendo
muito confiável para proteção de motores.
/ É possível acoplar contatos abertos ou fechados, para serem
utilizados em lógicas de contatos em comandos auxiliares.
/ Ele é construído para suportar as correntes de partida de mo-
tores elétricos, sendo assim mais robustos que os disjuntores
DTM.

CARACTERÍSTICAS BÁSICAS

FIG. 3 | D
 isjuntor Motor - Dados Frontal

/ Ao contrário dos Fusíveis, apresentam atuação multipolar, evi-


tando a operação desequilibrada nos equipamentos trifásicos,
como no caso do fusível, de ocorrer a queima de um único
elemento.

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 83
/ Oferece larga margem de escolha de correntes nominais, e em
muitos casos podem admitir ajustes nos disparadores, o que,
além de ampliar a margem de escolha, simplifica a coordena-
ção com outros dispositivos de proteção.
/ Operações repetitivas, isto é, podem ser religados após terem
atuado, sem a necessidade Figura 3 - Disjuntor Motor - Dados
Frontal. de substituição.
/ Sua característica tempo vs corrente, além de ajustável em
muitos casos, não é afetado por correntes que provocam ou-
tros disparos.
/ Em alguns casos permite comando a distância.
/ Proteção contra sobrecorrentes pequenas e moderadas atra-
vés de disparadores magnéticos ou térmicos.
/ Proteção contra corrente de curto-circuito através de dispara-
dores eletromagnéticos.

DIAGRAMAS

FIG. 4 | D
 isjuntor Motor FIG. 5 | S
 ímbolo Gráfico FIG. 6 | S
 ímbolo Literal
- Frontal

84 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO

09 COMANDOS ELÉTRICOS
BOTÕES DE COMANDO
A função desse dispositivo é
comandar e automatizar circui- BOTÕES DE COMANDO
tos indutivos e resistivos. Através
São dispositivos destinados a
do acionamento dos botões de
comandar, no local ou a dis-
comando elétrico, torna-se pos-
sível a interrupção momentâ- tância e de forma indireta, os
nea e ligação normal dos circui- equipamentos de manobras e /
tos, bem como as interrupções ou de operação através de um
de emergência e operações de acionamento de curta duração
segurança nos circuitos.

FIG. 1 | B
 otões de Comando

BOTÕES DE COMANDO PODEM SER:


/ Botões de Comando por Impulso: são aqueles nos quais o
acionamento é obtido através da pressão do dedo do opera-
dor no cabeçote de comando.

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 85
FIG. 2 | B
 otão de Comando por Impulso

BOTÕES DE COMANDO POR IMPULSO PODEM SER:


/ Por Impulso Livre: quando o operador cessar a força externa o
botão de comando retorna a posição de repouso.
/ Por Impulso por Retenção: Ao qual é aberto o contato auxiliar
inserido no circuito de comando e interrompendo a atuação
do motor elétrico.

BOTÕES DE COMANDO SÃO COMPOSTOS DE:


/ Cabeçote: É o elemento destinado ao acionamento do botão
de comando elétrico.
/ Bloco de Contatos: São elementos responsáveis pela continui-
dade da passagem da corrente elétrica no circuito e contém
um contato normalmente aberto NA - fechador e um contato
NF - abridor.

FIG. 3 | B
 otões de Comando

86 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
SÍMBOLO GRÁFICO E LITERAL
Podemos observar que em um diagrama elétrico, o botão de co-
mando será representado com o símbolo gráfico como apresentado na
Figura abaixo:

Seus contatos, normalmente possuirão as indicações de 1 e 2 no ter-


minais para a representação de contatos NF (Normalmente Fechado) e
3 e 4 para contatos NA (Normalmente Aberto). A letra, ou melhor, sím-
bolo literal que representa o botão de comando é o S (maiúsculo). Pode-
mos afirmar ainda que o símbolo gráfico define também o tipo de bo-
tão de comando, vejamos a seguir.

BOTÃO DE PULSO COM RETORNO POR MOLA

BOTÃO DE PULSO COM RETENÇÃO

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 87
BOTÃO DE PULSO TIPO COGUMELO

Sem dúvidas você encontrará este símbolo frequentemente nos dia-


gramas elétricos industriais, então esforce-se ao máximo para dominar
cada um deles.

88 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO

10 COMANDOS ELÉTRICOS
CHAVE FIM DE CURSO

CHAVE FIM DE CURSO


São dispositivos de acionamento retilíneo ou angular, com
retorno automático ou pôr acionamento, destinados a situa-
ção de comando, sinalização e segurança, em circuitos auxi-
liares de processos automáticos, controlando movimento de
máquinas e / ou equipamentos.

FIG. 1 | 

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 89
AS CHAVES FIM DE CURSO SÃO COMPOSTAS
DE DUAS PARTES, O CORPO E O CABEÇOTE
/ Corpo: É o componente onde está fixado o cabeçote e no qual
estão alojados os contatos e os bornes.
/ Cabeçote: É a parte de comando elétrico que aloja os meca-
nismos de acionamento, e podem ser: retilíneo ou angular.

FIG. 2 | C
 have Fim de Curso

OS CONTATOS SÃO GERALMENTE DE PRATA DURA


E PODEM SER MONTADOS EM TRÊS SISTEMAS

Contato Simples Por Impulso:


São os mais utilizados e dependem da natureza do trabalho em que
serão aplicados. Ao serem acionados, os contatos por impulso se fe-
cham ou se abrem de acordo com a velocidade imprimida nos compo-
nentes de ataque. Eles possuem um estágio intermediário (ambos os
contatos NA e NF abertos).
Contatos Instantâneos:
Caracterize-se pela mudança de posição dos contatos instantanea-
mente independendo da velocidade imprimida nos componentes de
ataque.
Contatos Prolongados:
São tidos como especiais e usados em situações bem específicas,
porque quando acionados o contato NA fecha antes do NF abrir.

90 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 3 | 

SÍMBOLO GRÁFICO E LITERAL


No caso do fim de curso, encontraremos os seguintes símbolos gráfi-
cos nos diagramas elétricos:

Seus contatos, normalmente possuirão as indicações terminadas em


1 e 2 nos terminais para a representação de contatos NF (Normalmente
Fechado) e 3 e 4 para contatos NA (Normalmente Aberto) A letra, ou
melhor, símbolo literal que representa o botão de comando é o S (mai-
úsculo).

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 91
92 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO

11 COMANDOS ELÉTRICOS
CONTATORES

CONTATORES
É a chave de operação eletromagnética, que tem uma única
posição de repouso, e é capaz de estabelecer, conduzir e
interromper corrente em condições normais do circuito,
inclusive sobrecarga no funcionamento.

FIG. 1 | 

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 93
FUNCIONAMENTO
Ao ser energizada a bobina cria-se um campo magnético no núcleo
fixo que atrai o núcleo móvel fazendo com que os contatos móveis en-
contrarem os fixos mudando o seu estado.

FIG. 2 | 

DIMENSIONAMENTO
Os contatores devem ser dimensionados para a corrente nominal
que circula no trecho do circuito onde estiverem inseridos, respeitando
a sua categoria de emprego.
/ Categoria de Emprego: É o que determina as condições para a
ligação e interrupção da corrente e da tensão nominal de ser-
viço correspondente, para a utilização normal do contator nos
mais diversos tipos de aplicação, para CA e CC , sendo: AC1,
AC2, AC3 e AC4.

94 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 2 | 

AC1 - Manobras leves - aquecedores.


AC2 - Comandos de motores com rotor bobinado.
AC3 - Serviço normal de manobras de motores com rotor de gaiola.
AC4 - Manobras pesadas, acionar motores com carga plena, rever-
são a plena carga, e parada por contra corrente (pontes ro-
lantes e tornos).

CATEGORIA DE UTILIZAÇÃO
Uma ou mais categorias de utilização normalizadas apresentadas na
Tabela 1 podem ser atribuídas para uma ou mais tensões nominais de
utilização.
A designação das categorias de utilização é completada pelo sufixo
A ou pelo sufixo B, de acordo com o número de manobras, requisitos
para aplicação.
Uma determinada categoria de utilização deve satisfazer os requesi-
tos correspondentes a esta categoria de utilização relativas às capacida-
des nominais de estabelecimento e de interrupção e os requesitos de
funcionamento mecânico elétrico em serviço.

Categoria de utilização
Natureza da corrente Aplicações características
Utilização A Utilização B
AC-31A AC-31B Cargas não indutivas ou ligeiramente
indutivas.

AC-32B Comutação de cargas diversas resistivas e


indutivas, compreendendo as sobrecargas
moderadas.

Corrente Alternada AC-33A AC-33B Motores ou cargas diversas compreendendo


os motores, as cargas resistivas e até 30 % de
cargas condutivas por lâmpadas incandes-
centes.

AC-35A AC-35B Lâmpadas de descarga

AC-36A AC-36B Lâmpadas incandescentes.

AC-31A AC-31B Cargas restritivas

Motores ou cargas diversas, compreendendo


Corrente contínua AC-33A AC-33B
os motores.

AC-36A AC-36B Lâmpadas incandescentes.

FIG MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 95
As partes principais são cobertas por outras normais de produto da
IEC 60947, as categorias de utilização definidas nessas normas de pro-
duto podem ser utilizadas como equivalente às definidas na Tabela 1,
ver Anexo A.

CONTATOS AUXILIARES DO CONTATOR


A função dos contatos auxiliares dos contatores é compor os circui-
tos de comando ou controle e o circuito de sinalização; sendo que os
contatos auxiliares podem assumir três funções nos circuitos:
1. Sustentamento ou selo.
2. Seguimento.
3. Intertravamento.
Os contatos auxiliares dos contatores são identificados com os se-
guintes números:
(13 – 14), (21 – 22 ), ( 31 – 32 ) e/ou ( 43 – 44 )
Sendo que o primeiro algarismo ( 1, 2, 3, e 4 ) indica a posição do con-
tato auxiliar no contator e o segundo algarismo indica o estado do con-
tato sendo:
/ 1 – 2 = para contatos normalmente fechados “NF“
/ 3 – 4 = para contatos normalmente abertos “NA“
A especificação do contator também é um detalhe que deve ser con-
siderado.
3TF47 – 17 0 A – 22
Onde:
3TF – Série de fabricação (Siemens);
47 – Capacidade de condução do circuito principal;
17 OA ou 12 AO – Indica quantidade de contatos auxiliares ( 17 AO
– 04 e 12 AO – 02 );
22 – Indica o estado dos contatos auxiliares; o primeiro algarismo
refere ao número de contatos “ NA “ e o segundo ao numero
de contatos “ NF “. Sendo o contator o equipamento que ca-

96 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
racteriza a chave magnética.
Os Contatores Podem Ser:
/ Contator Principal: Este contator tem circuito principal ( que é
por onde circula a corrente que a carga requer ), e circuito au-
xiliar ( como já foi dito serve para compor os circuitos de co-
mando ou controle e de sinalização ).
/ Contator Auxiliar: Só é inserido nos circuitos de comando ou
controle e de sinalização. Por este contator não pode circular a
corrente para alimentar a carga, pois, o mesmo não tem câma-
ra de extinção de arco voltaico.

FIG. 4 | 

SÍMBOLO GRÁFICO E LITERAL


O contator irá apresentar até três símbolos gráficos em um diagra-
ma, veja:

Onde:
1. Bobina. 2. Contatos de potência (somente presente nos
contatores de potência). 3. Contatos auxiliares.

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 97
98 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO

12 MÁQUINAS ELÉTRICAS
PARTIDAS DE MOTORES
INTRODUÇÃO
Caracteriza-se como partida de motor elétrico trifásico a forma pela
qual é concebida a alimentação elétrica ao motor de forma direta ou in-
direta para que este venha a iniciar seu funcionamento.
Todo sistema de partida de motores será representada a partir de
um diagrama elétrico multifilar e um diagrama elétrico funcional. Sen-
do que o diagrama elétrico funcional recebe o nome de diagrama de
comando e é responsável pela lógica de acionamento dos e o diagrama
multifilar também é conhecido como diagrama de potência ou diagra-
ma de força, este receberá as cargas

PARTIDA DIRETA DE MOTOR ELÉTRICO


TRIFÁSICO
Na partida direta de motor elétrico trifásico podemos identificar que
o motor irá receber a alimentação diretamente da fonte geradora trifá-
sica e sofre interferência somente dos dispositivos de seccionamento
(contatores, disjuntores, relé térmico). Diagrama de Potência e Diagra-
ma de Comando – Partida Direta.

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 99
FIG. 1 | D
 iagrama Multifiliar

PARTIDA DIRETA COM REVERSÃO


Quando existe a necessidade de realizarmos a inversão de rotação de
um motor elétrico trifásico devemos interagir diretamente em seu cam-
po magnético girante e sabemos também que este campo magnético
só existe em função da defasagem de 120° entre as fases. Sendo assim
deveremos realizar a inverter duas das três fases de alimentação deste
motor.
Observe que no diagrama de potência abaixo possuímos a alimenta-
ção do motor elétrico a partir da alimentação fornecida por L1, L2 e L3 e
sendo disponibilizadas através dos contatores K1 e K2, obviamente, os
dois dispositivos nunca poderão estar ligados simultaneamente, caso
isto ocorra teremos um curto circuito gerado na saída dos contatores K1
e K2.

100 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 2 | D
 iagrama de Comando e Potência - Partida Direta com Reversão

PARTIDAS INDIRETAS DE MOTORES ELÉTRICOS TRIFÁSICOS


Sabemos da preocupação em relação a corrente elétrica no momen-
to da partida de motores elétricos trifásicos, dependendo do motor po-
demos possuir uma variação de 6 a 8 vezes o valor de corrente nominal
no instante da partida, desta maneira, se torna viável realisar a partida
dos motores através de manobras que tenha como objetivo reduzir a
corrente de partida, estamos falando então das Partidas Indiretas de
Motor Elétrico Trifásico. Podemos considerar como principais sistemas
de partidas indiretas as seguintes:
1. Partida Estrela Triângulo;
2. Partida por Autotransformador;
Lembre-se que no sistema de partida indireta ao objetivo é sempre
reduzir a corrente de partida e para isto, na maioria das vezes, conside-
ramos a redução da tensão elétrica no motor elétrico trifásico. Iniciare-
mos com a Partida Estrela Triângulo.

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 101
PARTIDA ESTRELA TRIÂNGULO
A grande vantagem na utilização deste sistema de partida é que nes-
te caso o circuito empregado irá permitir a redução da corrente de par-
tida do motor elétrico trifásico fazendo uso da redução da tensão de
fase (A tensão em cada uma das bobinas que compõe o motor). Para re-
alizar este feito contamos com no mínimo um motor de seis terminais e
manipulamos o fechamento de suas bobinas de maneira que exista a
redução de sua tensão de fase.

FIG. 3 | D
 iagrama de Potência - Partida Estrela Triângulo

Desta maneira teremos como resultado a redução da corrente de


partida do motor elétrico trifásico. Vale lembrar que este sistema de par-
tida será utilizado somente para iniciar o acionamento do motor e após
o tempo definido pelo temporizador teremos o motor sendo

102 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 4 | D
 iagrama de Comando - Partida Estrela Triângulo

PARTIDA ESTRELA TRIÂNGULO COM


REVERSÃO
Mantém-se o conceito de inversão de fase para que seja possível a in-
versão da rotação do motor elétrico trifásico quando utilizado a partida
estrela triângulo, observe que os contatores K1 e K2 serão os responsá-
veis por tal feito.

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 103
FIG. 5 | D
 iagrama de Potência - Partida Estrela Triângulo com Reversão

DICA: SEMPRE COLOQUE EM MENTE QUE OS CONTATORES


NA PARTIDA ESTRELA TRIÂNGULO (OU ESTRELA TRIÂNGU-
LO COM REVERSÃO) SERÃO RESPONSÁVEIS POR REALIZAR
O FECHAMENTO DO MOTOR ELÉTRICO TRIFÁSICO, POR ISTO
VERIFIQUE SEMPRE SE O FECHAMENTO ESTÁ OCORRENDO
CORRETAMENTE, PRINCIPALMENTE OS CONTATORES QUE
REALIZAM A INTERLIGAÇÃO DO FECHAMENTO EM TRIÂN-
GULO.

104 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 6 | D
 iagrama de Comando - Partida Estrela Triângulo com Reversão

PARTIDA POR AUTO TRANSFORMADOR CONHECIDA


TAMBÉM COMO PARTIDA POR “CHAVE COMPENSADORA”
Em mais uma tentativa de reduzir a corrente de partida do motor
elétrico trifásico teremos a partida por autotransformador que também
realizará a redução da tensão de alimentação do motor elétrico no ins-
tante da alimentação, este nível de tensão poderá ser de, normalmente,
65 ou 80% da tensão nominal. Respectivamente teremos a redução da
corrente de partida para 42% e 64% da nominal.

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 105
FIG. 7 | D
 iagrama de Potência - Partida por Auto Transformador

FIG. 8 | D
 iagrama de Comando - Partida por Auto Transformador

Vale lembrar que a partida por autotransformador será aplicada a

106 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
um motor elétrico trifásico quando não for possível a utilização da parti-
da estrela triângulo. Conhecendo as características da partida em ques-
tão podemos compor a seguinte tabela:
Partida Estrela Compensadora em Compensadora em
Triângulo 65% 80%
Corrente de Partida 33% 42% 64%
Tensão de Alimentação 58% 65% 80%
Torque 33% 42% 63%

FIG. 9 | T
 abela Corrente de Partida (Ip) por tipo Partida

PARTIDA POR AUTO TRANSFORMADOR COM REVERSÃO


Neste exemplo possuímos dois contatores (K4 e K5) responsáveis
pela inversão de duas fases de alimentação do circuito, permitindo as-
sim a reversão de rotação do motor elétrico comutado a partir deste sis-
tema de partida.

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 107
FIG. 10| D
 iagrama de Potência - Partida por Auto Transformador com Reversão

FIG. 11 | D
 iagrama de Comando - Partida por Auto Transformador com Reversão

108 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO COMANDOS ELÉTRICOS

13 PARTIDA ELÉTRICA
TRIÂNGULO
Quando o assunto é partida de motores é impossível você pensar em
outra coisa a não ser Partida Estrela triângulo correto? Bom, se esta par-
tida é um problema para você, fique tranquilo, a partir de agora vou te
levar a um outro patamar em sua carreira, neste material eu vou te mos-
trar o passo a passo para entender, “timtim por timtim” deste sistema de
partida indireta que compõe o que eu chamo de Grupo das 10 princi-
pais... a seguir falaremos um pouco sobre o conceito desta partida que
é, sem dúvidas, a mais importante para todos nós.

O CONCEITO
Antes mesmo de entender a partida estrela triângulo vamos falar so-
bre porque este sistema compõe o conjunto de Partidas Indiretas. Parti-
da Indiretas Partidas Indiretas de motores elétricos são os sistemas de
partida que possibilitam a redução da corrente nominal do motor elétri-
co no momento da partida de motores, é sabido que um motor trifásico
tem como característica o aumento de sua corrente nominal (In) no mo-
mento de sua partida.

CORRENTE DE PARTIDA:
Os motores elétricos trifásicos por serem máquinas elétricas induti-
vas possuem um aumento abrupto da corrente elétrica no momento de
sua partida. Este aumento pode chegar a ser até 8 vezes a corrente no-
minal [de 4 a 8 vezes]. Com o aumento da tecnologia na fabricação des-
tas importantíssimas cargas elétricas conseguimos alcançar uma redu-
ção significativa neste problema e novos motores, normalmente, são
apresentados com corrente partida (Ip) de 4 a 6 vezes a corrente nomi-
nal (In).
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 109
Como você pode observar abaixo, uma placa de identificação de mo-
tor elétrico trifásico apresenta duas informações importantíssimas para
este conceito que estamos estudando:
1. In - Corrente Nominal.
2. Ip/In - Relação que estabelece a corrente de partida.

FIG. 1 | P
 laca Motor Trifásico

Exemplo de Ip:
Num exemplo simples para o motor da Figura 1 alimentado em ten-
são de 220V temos a seguinte situação:
In = 9,3A

Ip/In = 7,90
Sendo assim a corrente de partida deste motor aplicando-se um sis-
tema de partida direta pode chegar a um valor de:
Ip = In * Ip / In
Desta forma teríamos uma corrente de partida de:
Ip = 9,3 * 7,90

Ip = 73,47 A [7,9 vezes mais alta do que a Corrente Nominal]

110 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
OBS.: O VALOR DE CORRENTE NOMINAL DE 9,3A QUE PRO-
PORCIONA O VALOR 73,47A DE CORRENTE DE PARTIDA SE-
RIA VÁLIDO CONSIDERANDO UE ESTE ESTEJA PARTINDO
COM CARGA NO ROTOR.

A PARTIDA ESTRELA TRIÂNGULO


A grande vantagem na utilização deste sistema de partida é que nes-
te caso o circuito empregado irá permitir a redução da corrente de par-
tida do motor elétrico trifásico fazendo uso da redução da tensão de
fase (A tensão em cada uma das bobinas que compõe o motor).
Para realizar este feito contamos com no mínimo um motor de seis
terminais e manipulamos o fechamento de suas bobinas de maneira que
exista a redução de sua tensão de fase. Desta maneira teremos como re-
sultado a redução da corrente de partida do motor elétrico trifásico.
Vale lembrar que este sistema de partida será utilizado somente para
iniciar o acionamento do motor e após o tempo definido pelo tempori-
zador teremos o motor sendo alimentado normalmente com o sistema
realizando seu fechamento em triângulo.

FIG. 2 | D
 iagrama de Potência Partida Estrela Triângulo

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 111
No próximo diagrama você consegue observar que os contatores K1
e K3 são responsáveis pelo acionamento do motor no fechamento em
estrela. Analisando o motor, pode-se constatar que o K1 alimenta com
sistema trifásico os terminais 1,2 e 3 do motor e o contator K3 realiza o
curto circuito, esta configuração representa, por sua vez, o fechamento
do motor em estrela.

FIG. 3 | F
 echamento em Estrela de MIT

Ainda analisando o diagrama de potência (Figura 2), é possível obser-


var que o contator K2 é responsável por promover, junto do contator K1
o fechamento do motor em triângulo, observe os terminais 1-6, 2- 4 e 3-5
unidos e recebendo a alimentação.

FIG. 4 | F
 echamento em Triângulo de MIT

112 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 5 | D
 iagrama de Comando, partida Estrela Triângulo

Como você pode observar o diagrama de comando do circuito aci-


ma representa a partida do motor de indução trifásico (MIT) com o auxí-
lio da partida em estrela triângulo sem reversão.

INTERPRETAÇÃO DO COMANDO
A intenção aqui é lhe proporcionar o maior número de informações
realmente úteis e que possa abrir, literalmente, sua mente em relação a
esta partida de motor. Analisando o diagrama temos a seguinte análise:

Passo 1:
Se faz necessário a princípio que os fusíveis F21 e F22 estejam ínte-
gros e que na condição de normalidade o contato fechado do relé tér-
mico (F7) esteja efetivamente na condição fechado, assim como o botão
S0 (Emergência) também esteja na condição de “não acionado”.
Desta maneira a alimentação estará disponível para acionar os de-
mais componentes.

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 113
FIG. 6 | P
 roteção + Desliga

Passo 2 (Aperta-se o S2):


Ao ser pressionado o botão S2 (Liga) os contatos desta linha de co-
mando permitem com que a alimentação chegue a bobina do contator
K3 e ao temporizador D1. Neste primeiro instante, o primeiro a ser acio-
nado será o contator responsável pelo curto circuito dos terminais 4, 5 e
6 do motor e isso é proposital, já que por segurança iniciamos o curto
circuito para garantirmos a integridade física dos contatos deste com-
ponente.
Considere que neste momento é iniciado a contagem do tempo do
temporizador.

FIG. 7 | C
 ontatos Responsáveis pelo Funcionamento K3

114 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
Passo 3 (Acionando o Contator K3):
Ao ser pressionado o botão S2;Z (Liga) os contatos desta linha de co-
mando permitem com que a alimentação chegue a bobina do contator
K3 e ao temporizador D1. Neste primeiro instante, o primeiro a ser aciona-
do será o contator responsável pelo curto circuito dos terminais 4, 5 e 6 do
motor e isso é proposital, já que por segurança iniciamos o curto circuito
para garantirmos a integridade física dos contatos deste componente.
Considere que neste momento é iniciado a contagem do tempo do
temporizador.

FIG. 8 | 

Passo 4 (Após o Tempo):


Até este momento temos o motor em funcionamento no fechamen-
to estrela. A partir do momento em que o temporizador alcança o tem-
po determinado teremos seu acionamento que resultará na comutação
(Abertura) de seu contato NF D1 (15-16) cessando a alimentação da bobi-
na de K3 (A1-A2). Neste instante, por sua bobina ter sido desenergizada,
o contator K3 retorna seus contatos para o modo de repouso, os dois pri-
meiros a serem impactados serão os contatos K3 (13-14) que impactam
respectivamente no selo do próprio K3 (Não mais necessário) e na linha
da bobina de K1 (A1-A2) – neste último caso não tem interferência já que
o selo de K1 (K1 13-14) permanece alimentando sua bobina.
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 115
A grande “sacada” deste diagrama é o contato NF, K3 (11-12) que retor-
na para o status de fechado e, por estar K1 (23-24) fechado, promove a
alimentação da bobina de K2 (A1-A2). Neste instante, ao ser energizado,
o contator K3 comuta seu contato K2 (11-12) impedindo que o contator
K3 volte a ser acionado. Temos então o motor assumindo o fechamento
triângulo alguns segundos após sua partida.
Caso ocorra do acionamento de:
/ S0
/ F7
/ F21 ou F22
Teremos a interrupção da alimentação deste comando, parando por
sua vez o funcionamento do motor elétrico trifásico.

O DIMENSIONAMENTO
Após entendermos o funcionamento da partida estrela triângulo, va-
mos aprender seu dimensionamento. Diferente da partida direta, a par-
tida estrela triângulo será dimensionada tomando como referência as
características individuais de cada componente do circuito separada-
mente, uma vez que a corrente que circula em cada componente do
circuito é diferente uma da outra.

DIMENSIONAMENTO DOS CONTATORES K1 E K2


Para melhor exemplificarmos nosso conteúdo abordado neste arti-
go, atribuiremos aos cálculos realizados o exemplo do dimensionamen-
to da partida estrela triângulo de um motor elétrico trifásico com os se-
guintes dados:

CARACTERÍSTICAS DO MOTOR
Motor ...................................................... 7,5cv
In .............................................................. 20,2A
Fator de Serviço .................................. 1,15
Ip/In ............................................................... 6,3
Tp ...................................................................... 5s

116 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CONSIDERAREMOS QUE ESTE MOTOR TRABALHA EM RE-
GIME NORMAL DE MANOBRA COM ROTOR GAIOLA DE ES-
QUILO E DESLIGAMENTO EM REGIME, POR FIM, POSSUI
TEMPO DE PARTIDA DE 5 SEGUNDOS.”

O primeiro passo é realizar o dimensionamento dos contatores K1 e


K2 que serão idênticos, pois a corrente por eles conduzida será de mes-
ma intensidade, lembrando que estes dois trabalharão juntos no segun-
do estágio do sistema de partida estrela triângulo, quando o sistema as-
sumir o fechamento triângulo.
Para começarmos o dimensionamento destes contatores iremos de-
terminar a corrente do fechamento em triângulo, ou melhor, a “Corren-
te de Fase” que representa a corrente que circula em cada uma das bo-
binas do motor elétrico trifásico.

FIG.10 | D
 imensionamento K1 e K2

Para realizarmos o dimensionamento dos contatores K1 e K2


deveremos compreender que a corrente elétrica que circulará pe-
los contatos principais (contatos de potência) será de fundamental
importância para definirmos o tipo e modelo de contator que será
utilizado.
Tendo em vista que, nos casos dos contatores K1 e K2 a corrente que
irá percorrer seus contatos será a corrente de fase, então podemos co-
meçar deduzindo a corrente de linha deste nosso sistema de partida,

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 117
sendo assim temos:
,IL = In
Onde:
IL - Corrente de Linha em A
In - Corrente Nominal em A

A CORRENTE DE LINHA, OU SEJA, A CORRENTE DISPONÍ-


VEL NA FONTE DE ALIMENTAÇÃO SERÁ EXATAMENTE O
VALOR NOMINAL DO MOTOR ELÉTRICO, OU SEJA 20,2A

Portanto teremos a corrente de linha igual a corrente nominal do


motor elétrico escolhido:
IL = In
IL = 20,2A

CORRENTE DE FASE
Observando a corrente que circulará nos contatores K1 e K2 pode-
mos notar que não é a mesma corrente nominal do motor em função
da divisão ocasionada nos nós acima de K1 – Trata-se da “Corrente de
Fase”. Devemos, portanto, determinar a corrente fase que representa a
corrente que circula nos contatores K1 e K2 no segundo estágio da par-
tida estrela triângulo, veja a imagem abaixo:

Onde:

Teremos então:

DETERMINANDO K1 E K2

118 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
Neste momento iremos determinar a corrente de emprego dos con-
tatores K1 e K2 para que possamos escolher o melhor componente para
a nossa aplicação (partida estrela triângulo), sendo que a corrente de
emprego deverá ser 15% superior a corrente nominal sendo assim tere-
mos a seguinte fórmula:
K1 = K2 = Ie > (0,58 x In) x 1,15
Onde:
Ie- Corrente de nominal de emprego (do Contator)
0,58 x In - Corrente de Fase em A 1,15 -Acréssimo de 15%
Obtemos o seguinte valor de corrente de emprego (Ie) do contator:
K1 = K2= Ie > (0,58 x In) x 1,15
Ie = (0,58 x 20,2) x 1,15
Ie = 11,716 x 1,15
Ie = 13,47 A
Conhecendo a corrente de emprego podemos definir o contator a
ser utilizado, observe que as características oferecidas no exemplo defi-
nem a aplicação do motor em regime normal de manobra com rotor
gaiola de esquilo e desligamento em regime, portanto o contator a ser
utilizado será da Classe AC3 como vemos na ilustração abaixo.

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 119
FIG. 10 | E
 specificações do Contator

O contator escolhido foi o CWM25 que, utilizado na classe AC3 con-


forme necessidade do exercício proposto, pode ser aplicado para potên-
cias nominais de até 8,7cv conforme o item “B” acima (nossa necessida-
de é de 7,5cv). Este mesmo contator é aplicado a uma corrente de
emprego máxima de 25A conforme o item “A” na figura anterior, nosso
cálculo determinou uma corrente mínima de emprego de 13,47A. O
item “C” será utilizado no dimensionamento dos fusíveis logo a seguir.

DIMENSIONAMENTO DO RELÉ DE
SOBRECARGA (RELÉ TÉRMICO)
Observe que no sistema de partida estrela triângulo, a corrente que
circula no Relé térmico NÃO será a corrente nominal do circuito, anali-
sando o diagrama é possível notar que esta corrente é a corrente de fase
do circuito quando fechado em triângulo, portanto ao dimensionar este
dispositivo devemos considerar esta corrente parcial, senão teremos um
relé térmico superdimensionado e sem função alguma no circuito.

120 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
COEL - MÁQUINAS E COMAN
PARTIDA ESTRELA TRIÂ

COEL
COEL--MÁQUINAS
MÁQUINASEECOMAN
COMAN
PARTIDA
PARTIDAESTRELA
ESTRELATRIÂ
TRIÂ

FIG. 11 | R
 elé Térmico

Lembre-se que a corrente de fase, na verdade, representa a corrente


elétrica que circula através de cada uma das bobinas do motor elétrico
trifásico. Basta observar a imagem ao lado para notar que a corrente elé-
trica que circulará pelo relé térmico é, na verdade, uma parcela da cor-
rente nominal (total) já que esta está sendo dividida nos nós existentes
sobre o contator K1.
Sabendo disto podemos deduzir que a corrente deste dispositivo
será determinada da seguinte maneira:

Onde:
If7 - Corrente nominal do relé térmico em A
In - Corrente nominal em A
Sendo assim teremos uma necessidade de um relé térmico que su-
porte uma corrente de aproximadamente 11,6A como podemos obser-
var abaixo:

Conhecendo os relés térmicos podemos afirmar que a escolha deste


dispositivo, na grande maioria das vezes está diretamente relacionada
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 121
ao contator selecionado, por isso, em nosso dimensionamento foi deter-
minado o relé de sobrecarga de modelo RW27 com faixa de ajuste entre
11 e 17 A. Veja abaixo:

FIG. 12 | E
 specificações do Relé Térmico

DETERMINANDO O K3
O contator K3 na partida estrela triângulo, somente será utilizado
pelo sistema no momento da partida do motor, ou seja, no momento
em que o circuito assumir o fechamento estrela, sendo assim, a corrente
que circulará neste trecho do circuito será de 33% a corrente nominal.
Então o cálculo da corrente de K3 fica assim:
K3 = Ie < (0,33 x In) x 1,15
Onde:
Ie - Corrente nominal de emprego (do Contator K3)
0 - Corrente (Estrela) em A,33 xIn
1 - Acréssimo de 15%,15
Isto resultará em uma necessidade de um contator que suporte
uma corrente de emprego de aproximadamente 7,6A como vemos
abaixo:
IK3 = Ie > (0,33 x 20,2) x 1,15
Ie = (6,66) x 1,15
Ie = 7,6A
Em nossa escolha determinamos que o melhor contator será o CWC
025:

122 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 13 | E
 specificações do K3

DIMENSIONAMENTO DE FUSÍVEIS DE
PROTEÇÃO

Os fusíveis no sistema de partida dos motores têm a função de pro-


MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 123
teger o circuito como um todo, isto inclui os cabos, contatores e é claro,
o relé térmico. Neste caso, o dimensionamento passa por uma análise
de três condições, sendo que é necessário que se atenda o pior caso.

1º Caso
Dimensionamento do fusível com base na corrente de partida do
motor.
Ip = In x Ip / In
Ip = 20,2 x 6,3
Ip = 127,26A
If = 35A

2º Caso
Comprovaremos que a corrente do fusível deverá possuir como cor-
rente nominal, no mínimo, 20% a mais que a corrente nominal do mo-
tor elétrico do nosso exemplo.
If > In x 1,2
If > 20,2 x 1,2
If = 24,2A
Onde:
If - Corrente de nominal do fusível em A
In - Corrente Nominalv

3º Caso

124 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
Neste momento iremos verificar se o fusível realizará a proteção dos
contatores K1 e K2.
If < IFmax de K1 e K2 x 1,2
If < Ifmax K1 / K2
If < 50A
Onde:

If - Corrente de nominal do fusível em A


In - Corrente de ruptura do contator em A
Da mesma maneira que realizamos no segundo caso, faremos agora
a comparação para sabermos a situação da proteção do relé térmico:
If < IFmax de F7
If < Ifmax F7
If < 40A
Onde:
If - Corrente de nominal do fusível em A
In - Corrente de ruptura do relé térmico em A

A ESCOLHA DO FUSÍVEL IDEAL

COM A ANÁLISE REALIZADA PODEMOS CONSIDERAR UM


FUSÍVEL DE 35A QUE ATENDE AS TRÊS SITUAÇÕES ANTE-
RIORES, OU SEJA, 35 A É SUPERIOR A 20% DA IN, MAIOR
QUE IFMAX DE K1/K2 E MAIOR TAMBÉM QUE IFMAX DE F7,
POR SUA VEZ, É CAPAZ DE PROTEGER OS COMPONENTES
DA PARTIDA ESTRELA TRIÂNGULO E SUPORTA A COR-
RENTE NOMINAL DO MOTOR ELÉTRICO TRIFÁSICO.

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 125
126 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO COMANDOS ELÉTRICOS

14 CHAVE MANUAL DE
PARTIDA
CHAVE ESTRELA-TRIÂNGULO
A partida de motor com uma chave Estrela-Triângulo tem como Fi-
nalidade reduzir as correntes elétricas que sobrecarregam a instalação
elétrica durante a partida direta de motores.
Ao utilizar uma chave Estrela-Triângulo o motor parte em configura-
ção estrela, o que proporciona uma maior impedância e menor tensão
nas bobinas diminuindo a sobrecarga na instalação elétrica pois o mo-
tor partirá com uma corrente de partida a cerca de 1/3 do que partiria
em partida direta.

FIG. 1 | C
 have Estrela-Triângulo THS

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 127
Descrição Identificação Esquema Elétrico Ângulo Corrente Ith (A) Tamanho
do Giro

10,16 D0
R
1 3 5 7 9 11 13 15
Y S
T
10,16,20
Estrela - 0 25,32,40 D1
1 5 14
Triângulo 50,63
THS-SD 90°
2 4 6 8 10 12 14 16 2 6 13
U V W
0
50,63
Y X X X X X D2
0-Y- X X X X X X X Y Z 80,100
12 7 8
125,160
D2x2
200,250

Descrição Identificação Esquema Elétrico Ângulo Corrente Ith (A) Tamanho


do Giro

10,16 D0
R
1 3 5 7 9 11 13 15
Y 0
S
T
10,16,20
Estrela - 25,32,40 D1
1 5 14
Triângulo 50,63
THS-SDW 45°
2 4 6 8 10 12 14 16 2 6 13
U V W
Y X X X X X
50,63
0 D2
Y-0- X X X X X X X Y Z 80,100
12 7 8
125,160
D2x2
200,250

Descrição Identificação Esquema Elétrico Ângulo Corrente Ith (A) Tamanho


do Giro

Estrela - 10,16 D0
Triângulo 1 3 5 7 9 11 13 15
R

com retorno Y 0
S
10,16,20
- 45°
T
automá�co - 25,32,40 D1
1 5 14
da posição “Y”
para a posição “0” THS-SDR 2 4 6 8 10 12 14 16 2 6 13
U V W
+ 50,63

90° 50,63
Y X X X X X
0 D2
X X X X X X X Y Z 80,100
Y-0- 12 7 8
125,160
D2x2
200,250

Descrição Identificação Esquema Elétrico Ângulo Corrente Ith (A) Tamanho


do Giro

1 3 5 7 9 11 13 15 17 19
R 10,16 D0
S
Y 0 Y T
10,16,20
Estrela - -
1 5 14
25,32,40 D1
Triângulo 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 2 6 13
50,63
45°
X X X X X X U V W
e reversora THS-SDW Y X X X X X
50,63
0 X Y Z D2
Y X X X X X
12 7 8 80,100
Y-0- X X X X X X 125,160
D2x2
200,250

128 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 2 | C
 have Estrela-Triângulo THS com Motor Trifásico

COMO ESPECIFICAR SUA CHAVE?

1° Escolha o "TIPO". Exemplo: THS SDW


2° Escolha a Corrente nominal. Exemplo: 16Ampères
3° Escolha a forma de fixação. "E" para frontal e "V" para fixação
pela base.
Exemplo: Fixação frontal “V”.
4° Adicione acessórios se desejar. Exemplo: S44 -Fixação da chave
no fundo do painel com engate para fixação do Frontal na Por-
ta do Painel e com sistema de segurança que impede a aber-
tura da porta do painel com a chave ligada.
Especificação da Chave: THS SDW/15V+S43 = Chave Rotativa
Estrela Triângulo, tipo SDW, corrente 16A, fixação no fundo do
painel e fixação do frontal na porta do painel com trava de se-
gurança de porta.

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 129
FIG. 3 | D
 etalhe Chave Estrela-Triângulo THS

130 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO

15 INVERSORES DE
FREQUÊNCIA I
INTRODUÇÃO
É notável que em um sistema de acionamento de motores de indu-
ção trifásico, sempre houve a necessidade de realizar o controle de velo-
cidade e isso, por muito tempo foi feito através de: Redução com engre-
nagens (moto redutor), motor Dahlander e motor Duplo bobinado.
No entanto, com a eletrônica de potência e as tecnologias disponíveis
no mercado, bem como o surgimento do inversor de frequência iniciou-
-se uma nova era no controle de velocidade de motores elétricos trifási-
cos.
Hoje, sem sombra de dúvidas, o inversor de frequência é um dos
mais importantes dispositivos para controle de velocidade e precisão de
funcionamento dos motores presentes na indústria

PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO

FIG. 1 | 

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 131
Temos que entender que o as duas únicas maneiras de controlar a
velocidade do motor é interferir em uma destas duas características do
motor elétrico:
/ Quantidade de Polos Magnéticos
/ Frequência de trabalho
Para alterarmos a quantidade de polos magnéticos do motor se faz
necessário uma intervenção física, ou seja, alterar a disposição de cone-
xão das bobinas do estator do motor, nós podemos observar estas ca-
racterísticas em motores Dahlander e duplo bobinado.
Já a frequência, dependemos do controle a partir da fonte de ali-
mentação, como sabemos que a rede tradicional de fornecimento pos-
sui uma frequência fixa, de 50 ou 60Hz (No Brasil 60 Hz) então para con-
seguir o controle desta grandeza elétrica precisamos intervir com um
equipamento externo capaz de realizar este controle/variação para que
seja possível administrar a variação de velocidade do MIT, é aí que entra
o Inversor de Frequência.
O sinal AC da rede elétrica é convertido em DC através de um cir-
cuito retificador e em seguida, transformado novamente em AC
com auxílio de IGBTs, porém, agora pulsado e com largura modula-
da que chamamos de PWM, assim podemos ter controle de sua fre-
quência e de sua tensão e com isso controlar sua velocidade e o tor-
que do motor.

BLOCOS BÁSICOS DE UM INVERSOR DE


FREQUÊNCIA
Nós encontraremos no mercado diversos fabricantes de inversor que
estarão fornecendo infinidades de modelos com diversas funcionalida-
des e recursos, no entanto, podemos considerar que todos eles terão no
mínimo esta estrutura abaixo:

132 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
FIG. 2 | 

DESCRIÇÃO DOS BLOCOS

/ Interface eletrônica - Permite a comunicação com dispositi-


vos externos. Neste bloco, poderá existir: módulos de redes de
comunicação, entradas para sinais analógicos de 0 a 10V ou 4
a 20mA, entradas digitais, saídas programáveis etc.
/ Unidade Central de Processamento (CPU) - Tem como base
de processamento um microcontrolador ou ainda um micro-
processador, porém, este último necessita de memórias agre-
gadas. Pode ser considerado o cérebro do inversor de frequên-
cia, pois é neste bloco que todas as os dados do sistema e
parâmetros ficam armazenados. A CPU também é responsá-
vel pela geração da lógica de pulsos para os transistores.
/ Interface Homem Máquina (IHM) - É o bloco de interação en-
tre o usuário e máquina, é neste bloco que ocorre a parametri-
zação, ou seja, é através deste bloco que as informações como,
frequência e torque são inseridas no inversor, além de permitir
a visualização do que está ocorrendo.

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 133
/ Etapa de potência - É constituída pelo retificador trifásico de
potência, que através do barramento DC, alimenta um módu-
lo com seis transistores IGBT (Insulated Gate Bipolar Transistor).
Esta etapa é comum a todos os inversores, assim, detalhare-
mos um pouco melhor.

134 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO

16 INVERSORES DE
FREQUÊNCIA II
RELAÇÃO TENSÃO FREQUÊNCIA
Antes de partirmos para os tipos de inversores e aplicações precisa-
mos alinhar um conceito que é de extrema importância para que seja
possível o entendimento do princípio de funcionamento e controle dos
inversores.
A relação tensão frequência é o conceito que determina a capacida-
de de realizar a variação de frequência sem afetar o torque do motor
elétrico.
Imagine que o inversor é sim responsável pelo controle da velocida-
de em função da variação de frequência do sistema de alimentação, no
entanto, somente variar a frequência não seria o bastante
Variar a frequência sem interferir na tensão ocasionaria um proble-
ma sério que é a perda do torque em função desta variação da frequên-
cia
Por isso, de maneira eficiente, o inversor de frequência atua nestas
duas grandezas elétricas (tensão e frequência) para permitir que o tor-
que no motor elétrico se mantenha enquanto é realizada a variação de
velocidade.
No gráfico abaixo você perceberá como funciona esta “manutenção”
da tensão de saída do inversor enquanto ele realiza a variação da frequ-
ência, logo, quando a frequência é menor a tensão também será redu-
zida.
Ainda no gráfico você poderá observar 3 níveis de curvas que, nor-
malmente são configuradas no inversor através de parâmetros, cada
uma para aplicações de cargas específicas, veja:

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 135
FIG. 1 | 

TIPOS DE INVERSORES
Existem no mercado dois tipos de inversores de frequência o escalar
e o vetorial, a estrutura física é praticamente igual, a diferença está na
maneira em que o torque é controlado.
/ Inversor escalar: A base do controle do torque é a relação
tensão frequência, como visto acima no gráfico, após ter
ajustado todas as informações referente as características
do motor, o inversor controla o nível de tensão em função da
frequência.
/ Inversor vetorial: Mais complexo e mais caro que o escalar, o
inversor vetorial não obedece a relação tensão frequência fi-
xada pelo operador através de parâmetros, nele há um algo-
ritmo incorporado ao software de controle que interfere au-
tomaticamente na razão V/F, a fim de compensar
necessidades de torque que fatalmente ocorrerão em rota-
ções baixas ou elevadas.
Em alguns inversores vetoriais, há necessidade de adicionar um
sensor, normalmente um encoder, que fará a leitura da velocidade e
enviará ao inversor que comparará com um parâmetro, fazendo o mes-
mo interferir ou não na relação V/F, ou seja, aumentar a tensão sem au-
mentar a frequência ou aumentar a frequência sem aumentar a ten-

136 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
são. Este processo é conhecido como malha fechada, que tem como
objetivo manter as necessidades de torque do motor. Alguns inverso-
res vetoriais possuem sensores incorporados não sendo necessários
sensores externos.

NOTA: O INVERSOR VETORIAL É INDICADO PARA TORQUE


ELEVADO COM BAIXA ROTAÇÃO, CONTROLE PRECISO DE
VELOCIDADE E TORQUE REGULÁVEL. JÁ O ESCALAR É INDI-
CADO PARA PARTIDAS SUAVES, OPERAÇÃO ACIMA DA VE-
LOCIDADE NOMINAL DO MOTOR E OPERAÇÃO COM CONS-
TANTES REVERSÕES.

DIMENSIONANDO UM INVERSOR DE
FREQUÊNCIA
Para dimensionar um inversor devemos conhecer algumas informa-
ções referente ao motor e a aplicação do mesmo, são elas:
1. Corrente de drenagem: Corrente elétrica que será exigida do
inversor, por exemplo: motor de 5,0 CV / 380V.

I = P ÷ (V x FP do inversor) → I = 5.736W ÷ (380V x 0,8) → I = 12,1 A

2. Tipo de carga
3. Tipo de comando
4. Tipo de referência de velocidade
5. Tipo de paragem
6. Tipo de comunicação disponível
7. Emissão de ruídos eletromagnéticos e existência de harmôni-
cos

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 137
CUIDADOS BÁSICOS AO INSTALAR O
INVERSOR
1. Nenhum inversor suportará uma ligação invertida. Queima no
ato....
2. Cabos de comunicação, não deverão estar juntos com os ca-
bos de alimentação.
3. O inversor não deve ficar confinado, deve haver ventilação /
exaustão do mesmo.
4. Cabos de controle devem ser blindados.

138 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO

17 SOFT STARTER I
RECURSOS DE UM SOFT-STARTER
Os soft-starters existentes no mercado (fabricados pela WEG, SIE-
MENS e outras) são equipados com interfaces homem-máquina, ou pai-
nel de LEDs para informar o status do sistema.
Quanto aos recursos que um soft-starter deve ter, os mais importan-
tes são:
1. proteção do motor;
2. sensibilidade à seqüência de fase;
3. plug-in;
4. circuitos de economia de energia.

PROTEÇÃO DO MOTOR
A figura abaixo apresenta a curva típica de sobre-corrente de um
­soft-starter:

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 139
FIG. 1 | 

Podemos notar que ela determina interrupções e bloqueios em caso


de falta de fase ou falha do tiristor. Normalmente, esses equipamentos
também possuem relés eletrônicos de sobrecarga. Durante o tempo de
operação (tr), um relé eletrônico de carga entra em operação quando
necessário.
O dispositivo pode ser configurado para dar proteção tanto para so-
bre- correntes (Ioc) quanto para sub-correntes (Iuc). Quando possível,
utilizar para partidas de motores chaves soft-starter que possibilitem o
ajuste do torque do motor às necessidades do torque da carga, de modo
que a corrente absorvida será a mínima necessária para acelerar a carga.
Veja a figura 8, que ilustra a limitação de corrente quando usamos
soft-starter:

FIG. 2 | 

140 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
SENSIBILIDADE À SEQUÊNCIA DE FASE
Os soft-starters podem ser configurados para operarem somente se
a seqüência de fase estiver correta. Esse recurso assegura a proteção,
principalmente mecânica, para cargas que não podem girar em sentido
contrário (bombas, por exemplo).
Quando há a necessidade de reversão, podemos fazê-los com conta-
tores externos ao soft-starter.

PLUG-IN
O plug-in é um conjunto de facilidades que podem ser disponibiliza-
das no soft-starter através de um módulo extra, ou através de parâme-
tros, como relé eletrônico, frenagem CC ou AC, dupla rampa de acelera-
ção para motores de duas velocidades e realimentação de velocidade
para aceleração independente das flutuações de carga.

ECONOMIA DE ENERGIA
A maioria dos soft-starters modernos tem um circuito de economia
de energia. Essa facilidade reduz a tensão aplicada para motores a vazio,
diminuindo as perdas no entreferro, que são a maior parcela de perda
nos motores com baixas cargas.
Uma economia significante pode ser experimentada para motores
que operam com cargas de até 50% da potência do motor. Entretanto,
essa função gera correntes harmônicas indesejáveis na rede, devido a
abertura do ângulo de condução para diminuição da tensão. A figura a
seguir ilustra isso:

FIG. 3 | 

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 141
IMPORTANTE
 abe lembrar, entretanto, que o soft-star-
C
ter não melhora o fator de potência, e tam-
bém gera harmônicos, como qualquer ou-
tro dispositivo de acionamento estático.

142 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CAPÍTULO

18 SOFT STARTER II
INTRODUÇÃO
A popularização da tecnologia, bem como a crescente necessidade
de sistemas confiáveis, incrementam a utilização de soft-starters. Ar-
-condicionados, refrigeração industrial e compressores são exemplos
que utilizam esse equipamento, principalmente quando ligados a fon-
tes de alimentação não-confiáveis ou fracas.

FIG. 1 | 

Soft-starters são utilizados basicamente para partidas de motores de


indução CA (corrente alternada) tipo gaiola, em substituição aos méto-
dos estrela-triângulo, chave compensadora ou partida direta. Tem a
vantagem de não provocar trancos no sistema, limitar a corrente de par-
tida, evitar picos de corrente e ainda incorporar parada suave e prote-
ções.
MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 143
Estas chaves contribuem para a redução dos esforços sobre acopla-
mentos e dispositivos de transmissão durante as partidas e para o au-
mento da vida útil do motor e equipamentos mecânicos da máquina
acionada, devido à eliminação de choques mecânicos. Também contri-
bui para a economia de energia, sendo muito utilizada em sistemas de
refrigeração e em bombeamento.
A aplicação de microprocessadores se expande vertiginosamente
com o passar do tempo. Uma das causas da grande expansão do uso de
microprocessadores é o seu custo reduzido. Com o passar dos dias des-
cobrem-se novas aplicações. O seu manuseio já se encontra bastante fa-
cilitado, fazendo com que novos equipamentos sejam desenvolvidos
sem grande esforço.
Os microprocessadores atuais são versáteis e consomem pouca ener-
gia. Dessa forma pode-se desenvolver equipamentos de pequeno porte
com baixo custo operacional. Estes equipamentos podem substituir a
mão de obra humana muitas vezes utilizada em tarefas repetitivas. Por
esses motivos, o circuito de controle de um soft- starter usa um micro-
controladores / microprocessadores.

CARACTERÍSTICAS
Nos processos modernos de partida do motor de indução, são usa-
dos soft- starters que, através de comando microprocessado, controlam
tiristores que ajustam a tensão enviada ao estator do motor. Desta for-
ma, consegue-se, de um lado, aliviar o acionamento dos altos conjuga-
dos de aceleração do motor de indução e, de outro, proteger a rede elé-
trica das correntes de partida elevadas.
As chaves de partida estática são chaves microprocessadas, projeta-
das para acelerar (ou desacelerar) e proteger motores elétricos de indu-
ção trifásicos. Através do ajuste do ângulo de disparo de tiristores, con-
trola-se a tensão aplicada ao motor. Com o ajuste correto das variáveis, o
torque e a corrente são ajustados às necessidades da carga, ou seja, a
corrente exigida será a mínima necessária para acelerar a carga, sem
mudanças de frequência.
Algumas características e vantagens das chaves soft-starters são:
/ Ajuste da tensão de partida por um tempo pré-definido;
/ Pulso de tensão na partida para cargas com alto conjugado de
partida;

144 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
/ Redução rápida de tensão a um nível ajustável, (redução de
choques hidráulicos em sistemas de bombeamento);
/ Proteção contra falta de fase, sobre-corrente e subcorrente,
etc.
Os motores assíncronos trifásicos de rotor em gaiola apresentam pi-
cos de corrente e de conjugados indesejáveis quando em partida direta.
Para facilitar a partida são usados vários métodos, como chave estrela-
-triângulo, chave compensadora, etc.

CURVA CARACTERÍSTICA

FIG. 2 | 

Estes métodos conseguem uma redução na corrente de partida, po-


rém a comutação é por degraus de tensão. Entretanto, nenhum se com-
para com o método de partida suave (que utiliza o soft-starter). A figura
a seguir mostra o comparativo de corrente entre os métodos mais usu-
ais de partida:

PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO
O soft-starter é um equipamento eletrônico capaz de controlar a po-
tência do motor no instante da partida, bem como sua frenagem. Ao
contrário dos sistemas elétricos convencionais utilizados para essa fun-
ção (partida com autotransformador, chave estrela-triângulo, etc.).
Seu princípio de funcionamento baseia-se em componentes estáti-

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 145
cos: tiristores. O esquema genérico de um soft-starter é mostrado na fi-
gura abaixo:

FIG. 3 | 

Através do ângulo de condução dos tiristores, a tensão na partida é


reduzida, diminuindo os picos de corrente gerados pela inércia da carga
mecânica.
Um dos requisitos do soft-starter é controlar a potência do motor,
sem entretanto alterar sua freqüência (velocidade de rotação). Para que
isso ocorra, o controle de disparo dos SCRs (tiristores) atua em dois pon-
tos: controle por tensão zero e controle de corrente zero.
O circuito de controle deve temporizar os pulsos de disparo a partir
do último valor de zero da forma de onda, tanto da tensão como da cor-
rente. O sensor pode ser um transformador de corrente que pode ser
instalado em uma única fase (nesse caso, o sistema mede somente o
ponto de cruzamento de uma fase), ou um para cada fase.

146 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS
CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS NA
PARTIDA
Para que a partida do motor ocorra de modo suave, o usuário deve
parametrizar a tensão inicial (Vp) de modo que ela assuma o menos
valor possível suficiente para iniciar o movimento da carga. A partir
daí, a tensão subirá linearmente segundo um tempo também para-
metrizado (tr) até atingir o valor nominal. Isso é mostrado na figura
abaixo

FIG. 4 | 

CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS NA
FRENAGEM (PARADA)
Na frenagem, a tensão deve ser reduzida instantaneamente a um
valor ajustável (Vt), que deve ser parametrizado no nível em que o mo-
tor inicia a redução da rotação. A partir desse ponto, a tensão diminui
linearmente (rampa ajustável (tr)) até a tensão final Vz, quando o mo-
tor parar de girar. Nesse instante, a tensão é desligada. Veja a figura se-
guinte:

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 147
FIG. 5 | 

Além da tensão, o soft-starter também tem circuitos de controle de


corrente. Ela é conservada num valor ajustável por um determinado in-
tervalo de tempo. Esse recurso permite que cargas de alta inércia sejam
aceleradas com a menor corrente possível, além de limitar a corrente
máxima para partidas de motores em fontes limitadas (barramento
não-infinito).

148 | MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS

MÁQUINAS E
COMANDOS ELÉTRICOS | 1
Capítulo 01 |	MÁQUINAS ELÉTRICAS - TRANSFORMADORES.............7
INTRODUÇÃO..................................................
Capítulo 03 |	MÁQUINAS ELÉTRICAS - MOTORES DE INDUÇÃO 
TRIFÁSICO (MIT).......................................................
CARACTERÍSTICAS DE ACIONAMENTO...................................... 72
CLASSES DE DISPARO...................................
Capítulo 12 |	MÁQUINAS ELÉTRICAS - PARTIDAS DE MOTORES..... 99
INTRODUÇÃO....................................................
DIMENSIONANDO UM INVERSOR DE FREQUÊNCIA......137
CUIDADOS BÁSICOS AO INSTALAR O INVERSOR.............138
Capítulo 17 |	SOFT S
INTRODUÇÃO
Este material complementa a sequência de vídeo aulas do Curso Mé­
todo LIDE sobre os transformadores e é o primeir
FIG. 1  |  u0007Magnetismo
FIG. 2  |  u0007Material Magnético e não magnético
O Alinhamento das moléculas faz com que seja multiplica
OBS.: OS POLOS NORTE E SUL GERADOS EM FUNÇÃO DO 
ALINHAMENTO DAS MOLÉCULAS NUNCA PODERÁ SER SE­
PARADO UM DO OUTRO, CASO UM M

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