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Impacto da Cooperação China-Moçambique

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Table of Contents

1 INTRODUAÇÃO..........................................................................................................................2
2 CONTEXTUALIZAÇÃO.............................................................................................................3
3 PROBLEMA DE PESQUISA.......................................................................................................4
4 HIPÓTESE....................................................................................................................................5
5 OBJETIVO GERAL......................................................................................................................5
5.1 Objetivos específicos.............................................................................................................6
6 JUSTIFICATIVA..........................................................................................................................6
6.1 Relevância do estudo.............................................................................................................6
7 METODOLOGIA..........................................................................................................................6
7.1 Tipo de Abordagem...............................................................................................................6
7.2 Método de Abordagem..........................................................................................................7
7.3 Métodos de procedimentos....................................................................................................7
7.4 Técnicas de recolha de dados.................................................................................................7
8 REVISÃO DA LITERATURA.....................................................................................................8
8.1 Conceitos...............................................................................................................................8
9 QUADRO TEÓRICO..................................................................................................................10
9.1 Teoria da cooperação internacional para o desenvolvimento...............................................10
9.2 Teoria de Busca de Renda....................................................................................................11
10 CRONOGRAMA....................................................................................................................12
11 REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS.....................................................................................13
1 INTRODUAÇÃO
Neste presente trabalho subordinado ao tema: O impacto da cooperação internacional para o
desenvolvimento: uma analise a partir da cooperação china-moçambique no setor de
infraestruturas (2007-2010). Tem como objetivo analisar o impacto da Cooperação
internacional em Moçambique, a partir da cooperação china-Moçambique, no setor de
infraestruturas.

Moçambique tem sido um laboratório da ajuda externa, um mecanismo que não é desprovido
de conflitos ou interesses. A dependência aos recursos externos foi uma realidade nesse país,
principalmente na década de 1990, e o primeiro semestre 2007 marca um momento em que
há uma crise, de natureza doméstica, e sua dimensão internacional, na relação do governo
com os principais doadores. Embora o país, tenha experienciando crescimento
macroeconômico consistente, os níveis de pobreza extrema não têm se reduzido em um dos
países mais pobres do mundo. Após um rápido declínio de 1996/97 a 2002/03, os níveis de
pobreza, segundo a linha nacional, passaram de 54,1% da população em 2002/03 para 54,7%
em 2008/09.

A relação entre china e Moçambique datam desde o contexto da busca por Moçambique por
alternativas de apoio à luta pela emancipação politica face à colonização portuguesa. e depois
da independência vários acordos bilaterais foram assinados por ambos com particular
destaque a saúde e agricultura (cunha, 2017) após o primeiro fórum de cooperação china-
africa, realizado em Pequim, a presença económica chinesa em Moçambique e, em África no
geral, intensificou-se, com diversos acordos para empréstimos, investimentos, concessão de
subsídios diretos para obras publicas e cancelamento de dividas. (Bambo e Schor)

Em novembro de 2006 o Presidente Guebuza confirmou com o seu homologo Hu Jintao o


reforço da cooperação entre os dois países, pela concretização das parceiras no
desenvolvimento de infraestruturas ligadas a construção de estrada, pontes e barragens.
(Carriço, 2008) Esse investimento passou a ser notório ao nível da gestão de exploração de
recursos naturais, pela incapacidade do país em pagar os empréstimos, não obstante, de
acordo com Feijó (2010) enfatizar que a china não impõe condicionalismos nos investimentos
e projetos de cooperação.

Porém este empréstimo sem condições tem permitido o fraqueamento das portas
oportunidades de investimentos a diversas empresas e grupos económicos chineses e
maceanses (Carriço, 2008). A cooperação china-Moçambique tem se centrado em visitas
diplomáticas de alto nível e intercâmbios entre órgãos legislativos, partidos políticos e
agencias do governo. Essa forte ligação de riscos e oportunidades, delineiam o motivo dessa
pesquisa. É nesta senda que pretendemos estudar até que ponto a cooperação china
Moçambique, tem se traduzido em desenvolvimento para Moçambique?

A hipótese que nós defendemos é que a cooperação china Moçambique, invés de beneficiar
Moçambique, e traduzir os acordos assinados em desenvolvimento para o país, a china tem
usado desses acordos de ajuda para explorar os recursos florestais sem concessões e
prejudicar o país.

Em termos estruturais, o trabalho tem 3 capítulos, no primeiro capitulo, temos a introdução,


contextualização, problema de pesquisa, hipótese, justificativa e Metodologia, no segundo
capitulo temos a revisão da literatura e enquadramento teórico, e no ultimo capitulo temos a
analise de dados e a conclusão

2 CONTEXTUALIZAÇÃO
Em 1975, depois da independência Moçambique precisou de ajuda externa para retomar a
economia e desencadear o processo de desenvolvimento do país. Nos primeiros anos do pós-
independência, Moçambique beneficiou-se da ajuda da União Soviética, da China, dos países
nórdicos e alguns movimentos progressistas dos Estados Unidos e da Europa (De Renzio e
Hanlon, 2007 citado por Nipassa 2009). Para superar a falta de quadros devido a fuga de
centenas de portugueses que viviam e trabalhavam em Moçambique, o país contou também
com o apoio dos “cooperantes”, recursos humanos estrangeiros que foram integrados nas
mais diversas áreas de actuação profissional onde deram o seu inestimável apoio.

Porém a historia da cooperação China-Moçambique enquadra-se no contexto da busca por


moçambique de alternativas de apoio a luta pela emancipação politica face a colonização
portuguesa. (Uarreno, 2017) entretanto foi na década de 1960 que se verificou uma maior
interação diplomática entre os dois países. (cunha, 2023) onde o movimento de libertação,
sob a liderança de Eduardo Mondlane, recebia ajuda da China e da União Soviética, no
quadro de uma estratégia prosseguida. (Roque e Alden, 2012). Com a independência de
Moçambique, o país afunda numa grande guerra civil, e em 1985, Pequim ofereceu a
Moçambique um credito livre de juros correspondente a 13 milhões como apoio ao governo
Moçambicano. Foi nesse período que a relação entre China e Moçambique ganhou
visibilidade, a partir dos anos 90, os dois países assinaram vários acordos de cooperação,
sobretudo nas áreas de defesa e segurança, educação e infraestruturas. (Uarreno, 2017).

Em 1997-1998 a relação entre os dois países estreitou-se no setor de infraestruturas, e o


banco Exim da china, disponibilizou um fundo de 20 milhões com vista a proporcionar para
as companhias chinesas começarem a fazer negócios em Moçambique, para a construção de
um novo edifício da embaixada e de um centro comercial administrado pelo Gabinete do
Assessor ou conselheiro para assuntos económicos (Roque e Alden, 2012). Desde 2004, a
china e Moçambique assinaram vários acordos de cooperação fortalecendo as ligações
politicas e históricas. Durante grande parte da última década, o país registou taxas de
crescimento económico acima dos 8%, resultado sobretudo do impulso proporcionado pela
implementação de megaprojetos financiados por capitais estrangeiros e, também, pelos fluxos
de ajuda ao desenvolvimento. (Correia, 2010)

3 PROBLEMA DE PESQUISA
As relações politicas entre china e Moçambique tem assistido a um crescente
desenvolvimentos desde 25 junho de 1975, data em que foram estabelecidas relações
diplomáticas bilaterais. (Carriço,2008) segundo Roque e Alden (2012) O envolvimento da
china em Moçambique assumiu uma forma diferente da que caracteriza a presença daquele
país asiático noutras partes da Africa, a relação entre esses dois países tem sido circunspecta
quando se trata de acordos de infraestruturas. De acordo com o governo Moçambicano, a
china investiu em 69 projetos com enfoque nos setores de infraestruturas, agricultura,
aquacultura e florestas.

A presença chinesa em Moçambique foi intensificada via aumento de empréstimos e


investimentos estrageiro direto, cancelamento de dividas moçambicanas e cooperação técnica
de projetos e de infraestrutura. (Cunha, 2023) de acordo com o Ministério da planificação e
Desenvolvimento, o governo chines financia atualmente 12 grandes projetos de
infraestruturas em Moçambique, perfazendo perto de mil milhões de dólares. A china
tornou-se uns dois países mais influentes em moçambique ao consideramos o setor de
infraestruturas (Bambo, 2022)
Desde o ano 2000, que Moçambique assistiu empresas chinesas na participação de
infraestruturas com o financiamento do Pequim, como o centro de conferencias de Joaquim
chissano (em 2003, orçado em 20 milhões de dólares), o ministério dos negócios estrageiros
(em 2004, com um custo de 12 milhões de dólares) Durante os primeiros anos de relações
bilaterais, a china apresentou-se sobretudo como doadora de ajuda, essencialmente alocados a
projetos de infraestruturas e prestação de assistência técnica. Uarreno (2017) advoga que
china tem prestado ajuda amigável e gratuita, na construção de diversos edifícios
governamentais. Não obstante, essa ajuda amigável e gratuita, não constitui, totalmente
verdade, Moçambique, desde 2004 tem assinado vários acordos de cooperação com a China,
a presença chinesa em Moçambique não tem sido sistematicamente elogiada, Muianga e
Norfolk (2017) citado por Bambo e Schor (2022) argumentam que os acordos de cooperação
formadas em nível das instituições não são publicados, e são secretos. E constantemente, a
china é acusada de violação da lei e praticas ilegais, relacionadas ao corte ilegal de madeira e
pesca ilegal de crustáceos. (Cunha, 2023) a construção de infraestruturas pelo governo chines
é feita, em Moçambique em troca de petróleo, concessões para exploração de recursos
florestais (madeira), exploração de recursos pesqueiros e outros tipos de recursos naturais,
parecer ser uma estratégia de politica externa voltada para o desenvolvimento da própria
china. Fora isso os empréstimos chineses concedidos a Moçambique são condicionados, não
em termos macroeconómicos ou políticos como o caso de ocidente, devendo sempre estar
vinculados as empresas chinesas. Obrigatoriedade imposta pelo banco chines Exim-Bank de
que 70% do valor emprestado as empresas chinesas que operam fora do território chines, seja
gasto na china na compra do material e aquisições de serviços. (Bambo e Schor, 2023)

Pergunta de partida: até que ponto a cooperação china Moçambique, tem se traduzido em
desenvolvimento para Moçambique?

4 HIPÓTESE
A cooperação china Moçambique, invés de beneficiar Moçambique, e traduzir os acordos
assinados em desenvolvimento para o país, a china tem usado desses acordos de ajuda para
explorar os recursos florestais sem concessões e prejudicar o país.

5 OBJETIVO GERAL
 Analisar a cooperação china-Moçambique no setor de infraestruturas nos anos 2007-
2010
5.1 Objetivos específicos
 Descrever as teorias de cooperação internacional no âmbito da cooperação China
Moçambique
 Explicar as causas e implicações socioeconómicas da cooperação china-Moçambique
 Avaliar a eficiência e eficácia desse tipo de cooperação para o desenvolvimento de
Moçambique

6 JUSTIFICATIVA
6.1 Relevância do estudo
O tema é relevante pela sua atualidade, especialmente pela necessidade de compreender o
nível de eficácia e eficiência da cooperação China-Moçambique, tal razão deve-se ao facto de
Moçambique, de acordo com Milani (2018), ser nas últimas décadas o destinatário de
considerável ajuda externa no setor de infraestruturas pela china. Outra razão que nos
motivou a analisar o setor das infraestruturas surge do facto de Moçambique, assim como
tantos outros países em vias de desenvolvimento aqueles de renda baixa e média apresentar
limitações severas em termos de governação, o que resulta numa dificuldade na urbanização
do país, e, por conseguinte, os seus programas no setor de infraestruturas sem geralmente
frágeis, fragmentados, subfinanciados. Aliás, mesmo com as limitações, Moçambique foi
alvo de grandes empréstimos pela China para a realização de grandes infraestruturas, como
Pontes, estádios e estradas.

Horizonte temporal

O ano de 2007-2010 justifica-se por ter sido concretamente nesse período em que foi
operacionalizada vários programas, tendo já passado os três anos desde a sua implementação.
O critério temporal nos permite compreender até que ponto a implementação desses
programas no sector Agrícola contribuiu para a melhoria de vida da população das zonas
centro e norte do país.

7 METODOLOGIA
7.1 Tipo de Abordagem
De acordo com o objetivo que se pretende alcançar, a pesquisa quanto a natureza
caracterizasse por ser aplicada, visto que objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática,
dirigida à solução de problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais
(Kauarketall, 2010). Quanto à abordagem, a presente pesquisa adoptou uma abordagem
qualitativa pois baseou-se na interpretação de resultados. A pesquisa qualitativa considera
que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável
entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números
(Prodanvo e freitas, 2013).

7.2 Método de Abordagem


Com o objetivo de testar as hipóteses inicialmente formuladas, no presente estudo
privilegiou-se o uso do método hipotético-dedutivo. O método hipotético-dedutivo, de acordo
com Marconi e Lakatos (2003), inicia pela perceção de uma lacuna nos conhecimentos,
acerca da qual se formula hipóteses e, pelo processo de inferência dedutiva, testa a predição
da ocorrência de fenómenos abrangidos pela hipótese.

7.3 Métodos de procedimentos


O método de procedimento adotado foi o método monográfico ou estudo de caso. Gil (2008)
apud Prodanov e Freitas (2013) defende que o método monográfico tem como princípio que o
estudo de um caso em profundidade pode ser considerado representativo de muitos outros ou
mesmo de todos os casos semelhantes.

7.4 Técnicas de recolha de dados


Técnica é um conjunto de preceitos ou processos de que se serve uma ciência ou arte; é a
habilidade para usar esses preceitos ou normas, a parte prática. Toda ciência utiliza inúmeras
técnicas na obtenção de seus propósitos (Marconi e Lakatos, 2003).

Em uma outra obra, Marconi & Lakatos (2001) trazem como principais técnicas: revisão
bibliográfica, entrevistas e pesquisa documental. Das técnicas acima mencionadas optamos
pelas seguintes:

Pesquisa Bibliográfica Segundo Vergara (2000), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida a


partir de material já elaborado, constituído, principalmente, de livros e artigos científicos, e é
importante para o levantamento de informações básicas sobre os aspetos direta e
indiretamente ligados à temática em estudo. Neste encadeamento, o presente estudo procurou
conhecer a bibliografia sobre a cooperação em China-Moçambique no sector de
infraestruturas. Esse material é constituído por artigos científicos, memorandos de
entendimento, documentos oficiais e pesquisas já publicadas.
Pesquisa Documental Segundo Marconi e Lakatos (1996), a pesquisa documental é bastante
utilizada em pesquisas puramente teóricas e naquelas em que o delineamento principal é o
estudo de caso, pois aquelas com esse tipo de delineamento exigem, em boa parte dos casos,
a coleta de documentos para análise. Para o presente estudo, a pesquisa documental
compreendeu duas fases. A primeira consistiu em consultar documentos publicados pelo
Governo de Moçambique. e a segunda Relatórios de agencias nacionais

Entrevista

Segundo Martins (2006), nas entrevistas semiestruturadas o entrevistador busca obter


informações, dados e opiniões por meio de uma conversação livre, com pouca atenção a
prévio roteiro de perguntas. Este tipo de entrevista possibilitou colocar outras questões no
desenrolar da entrevista. Este tipo de entrevista aplicou-se em duas instituições,
nomeadamente: o Ministério de Planificação e desenvolvimento entrevista realizada no
MINEC, a entrevista teve como objetivo perceber as dinâmicas, os desafios e os propósitos
da ajuda externa em Moçambique e processo de formulação de politicas púbicas, por fim, a
entrevista no MADER teve como objetivo perceber a avaliação que a instituição faz e que
mudanças esta ajuda trouxe no sector Agrícola nas zonas supracitadas.
8 REVISÃO DA LITERATURA
8.1 Conceitos
Para melhor explicar esse, é importante definir alguns conceitos, como: cooperação
internacional para o desenvolvimento, programas de cooperação, ajuda externa, e não menos
importante politicas publicas

Cooperação Internacional ao Desenvolvimento

Cooperação Internacional ao Desenvolvimento, é o conjunto de atuações de caráter


internacional realizadas pelos atores públicos e privados, entre países de diferentes níveis de
renda, para promover o progresso econômico e social dos Países em Vias de
Desenvolvimento (PVD), e conseguir um progresso mais justo e equilibrado no mundo, com
o objetivo de construir um planeta mais seguro e pacífico. (Beçak; Bruno, 2005)

De acordo com Engberg e Degnbol (2003) A cooperação internacional para o


desenvolvimento sempre se baseou na convicção de que as intervenções governamentais
apoiadas a partir do exterior são necessárias para promover o desenvolvimento nos países
mais pobres.

Programa de Cooperação

Os programas são o instrumento usado atualmente pela cooperação que corresponde à


situações em que os recursos são afetados ao funcionamento de um sector dentro de um
acordo-quadro flexível (estabelecido entre doadores e recetores), permitindo maior margem
ao país recetor para influenciar a sua definição e aplicação (Imperial, 2006)

Ajuda externa

Nipassa (2009) define ajuda externa como a transferência de recursos de um país para o outro
a fim de promover o desenvolvimento do país recetor. Monteiro (1997) citado por Nipassa
(2009) a ajuda externa esta sempre a serviço dos interesses próprios doadores

Ajuda externa é realizada pelo setor oficial ou público que pode ser estados ou organizações
internacionais que pela sua definição são constituídos por estados. Nesse sentido, o objetivo
principal do AOD é de promover o desenvolvimento econômico e bem-estar por meio de
financiamento, em termos concessionais, dos países em desenvolvimento. (Collier, 2007)

Politicas públicas

De acordo com Jenkins (1978) citado por Sitoe e Lumbela (2013), define-as como sendo o
conjunto de decisões inter-relacionadas tomadas por um acor político ou grupo de atores
políticos preocupados com a seleção de objetivos e metas e os meios para alcançá-los dentro
de uma situação específica onde estas decisões deveriam, em princípio, estar com aqueles
atores que podem alcança

Em Moçambique, embora diversos desafios, tais como a falta de políticas governamentais e


institucionais orientadoras sobre internacionalização, limitações financeiras e barreiras
linguísticas, acompanham o processo de formulação de politicas publicas da ajuda externa,
verifica-se que as instituições internacionais estão cada vez mais cientes da necessidade de
desenvolver a sua competitividade e de, principalmente, prover uma preparação para adentrar
a sua autoridade

9 QUADRO TEÓRICO
As teorias usadas para explicar e orientar a analise desse estudo, foram: a teoria da
cooperação internacional para desenvolvimento, e a teoria de busca de renda.

9.1 Teoria da cooperação internacional para o desenvolvimento


A cooperação internacional, surge a partir da convergência de interesses e com propósitos
comuns, desde o seculo XVII, quando os estados-nação foram elevados à categoria de atores
internacionais em uma pretensa comunidades de nações. (Correia, 2010)

Conde (2021), advoga que a cooperação internacional para o desenvolvimento (CID) somente
atingiu proeminência na política internacional no pós-Segunda Guerra Mundial. A partir
daquele período, ela tornou-se um importante instrumento na política externa dos países
desenvolvidos. Os Estados Unidos assumiram a dianteira na CID, a fim de internacionalizar
suas normas e práticas, bem como seu modelo de capitalismo. Embora o discurso da
solidariedade e das intenções altruístas estivesse presente na desde o princípio da cooperação
Norte-Sul (CNS), seu interesse motor era econômico-estratégico e geopolítico, centrado em
exportar aos países latino-americanos, mas sobretudo africanos e asiáticos os modelos de
desenvolvimento presentes na Europa Ocidental e na América do Norte. A cooperação para o
desenvolvimento dos EUA e do conjunto dos países do Comitê de Assistência ao
Desenvolvimento (CAD) tornou-se modelo de CID “por excelência”. Contudo, é preciso
entender como o termo desenvolvimento neste período, se constituiu como uma crença
ocidental amplamente compartilhada como um fenômeno global.

Gilbert Rist (2002) considera que a força do discurso do desenvolvimento provém de sua
capacidade sedutora, tratando-se de um discurso tão poderoso que consegue se livrar mesmo
daqueles questionamentos mais ferozes. Como salienta o autor, é preciso questionar como
que uma ideia, o “desenvolvimento”, conseguiu atingir a amplitude que tem, com adesões
quase que unânimes no globo, sendo esta uma ideia que resulta de uma história e de uma
cultura particulares. A uma verdadeira crença de que a CID é um instrumento capaz de
avançar e produzir desenvolvimento econômico por parte dos doadores e beneficiários, que
pode ser encontrada fartamente na literatura de referência (Milani, 2012; Mawdsle, 2012;
Lancaster, 2007)

Para Milani (2012), a cooperação para o desenvolvimento é um sistema complexo e poderoso


na construção de discursos e cosmovisões, compartilhadas e disputadas entre inúmeros
atores, tanto pelos que proveem os recursos (tradicionais ou emergentes), quanto pelos que se
beneficiam, e recebem esses recursos (países de renda baixa, ou, em casos específicos, países
de renda média e em desenvolvimento).

A CID se expandiu e se estruturou no contexto da Guerra Fria, mas também do processo de


descolonização da Ásia e África. A sua forma contemporânea é, em grande medida, o
resultado de importantes fatores históricos dos últimos 60 anos. A promoção ao
desenvolvimento nos países do então chamado Terceiro Mundo, aqui, neste trabalho,
chamado de “Sul”, esteve diretamente associada aos interesses da política externa dos países -
primeiramente do Norte (Primeiro Mundo, ou países desenvolvidos), em alguns casos do
Leste (Bloco Socialista). Neste artigo, advogamos que a cooperação internacional para o
desenvolvimento é, enquanto agenda de política externa, uma inovação de seu tempo
(Lancaster, 2007).

9.2 Teoria de Busca de Renda


A Teoria de Busca de Renda tem como tema central a busca, por parte de agentes privados,
de rendas por meio de privilégios concedidos pelo Estado que os protejam da competição no
mercado. Desse modo, os agentes privados “buscariam” (ou seja, demandariam do Estado)
regras e regulamentos de proteção contra a competição do mercado. Esses regulamentos e
regras legais por parte do Estado teriam uma consequência comum: ao reduzir a competição
ou mesmo resultar em um monopólio permitiriam aos agentes beneficiados elevar seus preços
e, portanto, também seus lucros acima do que poderiam obter em um regime de livre
competição. (Fiami, 2011)

Segundo North e Thomas (1993) O crescimento simplesmente não vai acontecer a menos que
a organização econômica existente seja eficiente. Os indivíduos têm de ser estimulados por
incentivos a assumir as atividades socialmente desejáveis”. Assim, o desenvolvimento
econômico depende crucialmente de que sejam fornecidos incentivos para que os indivíduos
exerçam as atividades econômicas que favorecem o bem-estar da sociedade
10 CRONOGRAMA

ATIVIDADES 2024 2025

MÊS Set Out Nov Dez Jan fev Mar


Pesquisa X
bibliográfica
Revisão da literatura X
Elaboração do X X
projeto
Revisão e correção X
Entrega do projeto X
Elaboração da X X
monografia
Trabalho de campo X
Redação X
Entrega X
11 REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
BAMBO, Tomé Fernando; SCHOR, Adriana. Cooperação chinesa para o desenvolvimento: o
caso de Moçambique. Cadernos do CEAS: Revista Crítica de Humanidades. Salvador/Recife,
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