Cirúrgica
Em adultos ocorre frequentemente durante a
refeição (pedaços grandes, pouca mastigação,
O choque reorganiza o ritmo cardíaco ingestão de bebidas alcoólicas e ao uso de
Fibrilação: o musculo entra em descompasso dentaduras)
devido a um aumento de cálcio (aumenta a Deve ser diferenciada do ataque cardíaco
frequência e diminui o débito) Crianças e idosos são prioridades
Desfibrilar: reverter uma fibrilação Não fazer varredura digital em todos os casos
O choque pode ser o usado no coração pois o Reconhecimento
mesmo possui células elétricas 1. Tosse (geralmente audível)
2. Afogamento/ sufocamento (mãos no
DEA
pescoço)
Existe o DEA automático e o DEA manual (possível 3. Palidez ou cianose
regular a carga) O que não fazer? Inicialmente não deve-se ligar
DEA-> final dos 5 ciclos ou da forma mais para samu, tenta-se desobstruir as vias aéreas
precoce possível (sempre priorizado) (se possível, varredura digital)
Em crianças e bebês o DEA não é a prioridade A manobra de Heimlich é o recomendado, exceto
Hoje não é necessário fazer ajuste de cargas, em obesos e grávidas
iniciar e manter no 360 J Deve ser repetida até desobstruir ou a vítima
75% a 85% das PCR iniciam-se em FV (fibrilação desmaiar -> eleva-se a mandíbula e tenta
ventricular) ou TV (taquicardia ventricular) sem remover com o dedo
pulso-> identificar o ritmo é fundamental 1. Punho no estomago na região toraco-
No nó sino atrial não é para corrigir fibrilação abdominal
atrial 2. Encaixar as pernas e abraçar o pct por
Vai agir onde tem mais músculos (deve ser trás
posicionada assim como a placa de bisturi) 3. Imitar reflexo de tosse
Ritmo chocável-> taquicardia ventricular sem Pós- reanimação-> após a vitima recuperar a
pulso e fibrilação ventricular ventilação e circulação efetivas, coloca-la
Ritmo não chocável (não desfibrila)-> em deitada de lado com o braço na frente do corpo.
assistolia ou atividade elétrica sem pulso, nesse OBS-> sem trauma: decúbito lateral esquerdo
caso é feito uma cardioversão, uma aplicação de
um choque bifásico em alta carga para
estimular o batimento
A- Airway avançada
A forma correta do choque é “fora do hospital B- Breathing- respiração
ou intra-hospitalar + PCR” ou seja, assim que C- Circulation- acesso venoso, monitorização
possível D- Drogas/ Diagnóstico diferencial
Passos universais ABCD secundário
1. Ligar o DEA
Básico-> não precisa de equipe especializada;
2. Aplicar pás adesivas
ventilação não invasiva (artificial); não utilizam
3. Afastar/analisar
drogas
4. Pressionar “choque”
Avançado-> precisa de equipe especializada; via
5. 2 minutos de RCP
aérea invasiva e definitiva, além de monitorizar
6. Checar pulso
e fazer acessos intraósseos; utilizam drogas para
função cardíaca
No intra-hospitalar é recomendado que se inicie
A obstrução completa da via aérea é uma com o avançado
emergência pois leva a óbito em poucos minutos
A parada pode ser por acidose ou alcalose e por Antiarrítmico
isso muda a forma de intervir • Amiodarona (300 mg, podendo repetir
VIA AÉREA AVANÇADA uma vez após 3-5 min (150 mg)
• Lidocaína (segunda escolha, 1-1,5
Via área avançada-> tubos endotraqueais/
mg/kg)
máscara laríngea (colocado pelo médico, e se o
médico não estiver o enf. Pré-hospitalar for Na diretriz atual só é recomendado fazer em
casos de PCR por FV/TVSP
habilitado)
Mascara laríngea-> introduzido pela boca e Adrenalina aumenta a frequência e o nó sino
interrompe a saída de ar de dentro para fora- atrial entende que está precisando bater mais
precisa insuflar (está com arritmia) + em seguida é administrado
outra droga para controlar o ritmo (choque+
Tubos-> mais invasivo e mais propenso a
amiodarona) -> controle de ritmo
infecção, porém é mais efetivo (quase não tem
perda residual de ar) Principais drogas:
• Epinefrina ou adrenalina (vasopressor)-
Caso possua o pct possua a via aérea avançada,
deve ser realizada 1 ventilação a casa 6 segs. gerar ritmo e aumentar a frequência (o
coração volta a funcionar)
Checagem clinica
• Amiodarona e lidocaína-> antiarrítmico,
Onda de capnografia quantitativa-> pressão de
controla o ritmo junto ao choque
02, mais comum na UTI; geralmente só fazem a
oximetria O coração precisa de força, frequência e ritmo
CIRCULAÇÃO Sequência de atendimento na FV-> BLS (repete +
vasopressor) -> choque-> RCP
Deve ter os mesmos cuidados que na aplicação
da placa de bisturi (gel desmineralizado ou água DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
destilada) Procurar causa e tentar tratar
No monitor: FC, onda, FR, PA, T 5H 5T
3 pontos-> 2º EID; 2º EIE; 5º EIE Hipovolemia: SF Tamponamento: punção
4 pontos-> 2º EID; 2º EIE; 5º EIE; 5º EID Hipóxia:02 Pneumotórax: punção
5 pontos-> 2º EID; 2º EIE; 5º EIE; 5º EID; 5º EIE Acidose (H+): BIC TEP: trombólise?
linha paraesternal Hipopotassemia: K IAM: trombólise?
Acesso periférico-> é a prioridade, a central é Hiperpotassemia: BIC Tóxicos: antídoto
mais utilizada para drogas pro coração Hipotermia: aquecer
(cirurgião-> subclávia ou na jugular interna; OBS: em hiperpotassemia
enfermeiro-> jugular externa) BLS-> protocolo convencional
Pode ser colocado na posição de Trendelenburg ACLS-> drogas+ terapêutica IV como:
para aumentar a visibilidade da jugular externa -Cloridrato de cálcio 10% 5 a 10 ml IV em 2 a 5 min
ou
OBS: não existe pulso, pois é veia
-Gluconato de cálcio 10% de 15 a 30 ml IV em 2 a 5
Acesso endotraqueal (nem todas as medicações min.
podem ser feitas) -> Narcan/Naloxona; Atropina; - Bicarbonato de sódio 50 ml IV em 5 min
Vasoprina; Epinefrina/ Adrenalina; Lidocaína. - Glicose mais insulina; 25 g + 10 UI de Insulina
(NAVEL) regular.
Acesso intraósseos Porque uma pessoa com hipovolemia entra em
DROGAS choque? PA=DE x RVS (resistência)
DE= FC+ Vs (volume sistólico)
Medicações utilizadas durante a parada Débito diminui no início, aumentando a pressão
cardiorrespiratória arterial, aumenta a resistência para aumentar a
Vasopressor (a cada 3-5 minutos) pressão e depois a frequência diminui; o débito
• Epinefrina (adrenalina); 1mg; não existe cai, na fase compensatória o corpo tenta
dose máxima; em ritmos não chocáveis a aumentar a frequência; o soro aumenta o volume,
epinefrina deve ser administrada mais aumentando o débito e aumentando a
precoce possível. frequência.
Protocolos de atendimento avançado de parada
cardiorrespiratória:
• Fibrilação ventricular ou taquicardia
ventricular sem pulso: desfibrilação+
vasopressor
• Atividade elétrica sem pulso ou
assistolia: não desfibrila+ vasopressor+
não usa antiarrítmico
Cuidados pós parada-> reduzir ao máximo as
sequelas neurológicas
• Ventilação-> manter Sat 02~ 94%
Não hiperventilar
• Perfusão-> Pas> 90mmHg
Cuidados pós reanimação:
Exame clínico completo;
Monitoração cardíaca contínua e ECG completo;
Acesso venoso;
Avaliação dos outros procedimentos invasivos,
Radiografia do tórax;
Exames laboratoriais;
Medicamentos para manutenção;
Em crianças foi estabelecido que a Fi02 deve ser
o mínimo valor para manter Spo2 >94% e PO2 em
torno de 100%;
O ABC ainda é obrigatório:
• Ressuscitação neonatal: Mantido A-B-C e
relação 3:1 compressão ventilação;
• Ressuscitação em acidentes por
submersão (afogamento) quando
realizado por profissionais de saúde.