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Diagnóstico Bucal: Anamnese e Exames

Resumo dos Livros: Hupp, Miloro e Roger Moreira. Usados para a prova da EsfCex 2024

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Diagnóstico Bucal: Anamnese e Exames

Resumo dos Livros: Hupp, Miloro e Roger Moreira. Usados para a prova da EsfCex 2024

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16 - PRÉ-OPERATÓRIOS

02 - DIAGNÓSTICO BUCAL – ANAMNESE, EXAME CLÍNICO E EXAMES


COMPLEMENTARES

 O OBJETIVO final da avaliação pré-operatória é identificar problemas clínicos e


proporcionar o algoritmo terapêutico mais eficaz para minimizar a morbidade.
 Conhecimento do estresse cirúrgico e das condições clínicas do paciente.
DIAGNÓSTICO: “por meio de conhecimento”. Denominar, quantificar e confirmar a
morbidade para se estabelecer a melhor estratégia de tratamento.
 Sinais: manifestações clínicas que podem ser observadas e as vezes medidas pelo
profissional através dos seus sentidos naturais sem que o paciente tenha relatado.
 Sintomas: significa acontecer. São alterações subjetivas da percepção normal que o
paciente tem do seu próprio corpo e que são relatadas ao profissional. O profissional não
é capaz de palpar, ou observar isso, como por exemplo, gosto metálico ou cheiro.
 Cirurgias de cabeça e pescoço: RISCO INTERMEDIÁRIO
 Cirurgias bucomaxilofaciais realizadas no consultório: BAIXO RISCO.
 IDADE do paciente não é um bom indicador de risco, mas é um dado adicional do risco
cirúrgico.

1. ANAMNESE
 Significa “lembrança”, manifestações dos sinais e sintomas da doença, desde suas
manifestações prodrômicas até o tempo presente. É a informação mais importante que o
dentista pode ter para a segurança do procedimento cirúrgico. Podendo prever de que
maneira uma doença sistêmica alterará a resposta do paciente aos agentes anestésicos e à
cirurgia planejada.
 Pacientes que serão submetidos a cirurgias hospitalares precisam ter sua saúde
averiguada com maior profundidade;
 Composição da anamnese: identificação, queixa principal, história da doença atual,
história odontológica pregressa, história medica pregressa, histórico familiar, hábitos.
 Na história da doença atual indagar sobre: febre, calafrios, anorexia, mal estar, fraqueza.
 Histórica medica pregressa: hospitalizações, doenças, medicações, hábitos como fumo e
álcool, dados médicos dos últimos exames;
2. EXAME FÍSICO – pulso, pressão arterial, respiração e temperatura.
2.1 TEMPERATURA: Entre 36,6 e 37,2 graus C, com termômetro por 3 minutos – axilar;
2.2 PULSO ARTERIAL – pulso radial
ADULTO 60 -100
Moreira: 60-80 bpm
2 – 10 anos 100 - 120
Bebês 100 - 170

2.3 FREQUENCIA RESPIRATÓRIA: Observada discretamente durante a conversa, o


paciente não pode perceber.
ADULTOS 14-18 FR por min
Bebes 30 - 40
1 – 2 anos 25 -30
2-8 anos 20 - 30

2.4 PRESSÃO ARTERIAL


Normal 120/80mmHg
Pré-hipertenso 120-139 e 80-89mmHg
Hipertenso I 140-159 e 90-99
Hipertenso II Acima de 160 e acima de 100mmHg.

MOREIRA: conforme a idade do paciente a pressão arterial pode variar do valor normal, mas
ainda assim permanecer dentro de um valor permitido. O calculo para a pressão arterial
individual máxima deve seguir a seguinte fórmula: sistólica (idade do paciente + 100) e a
diastólica (sistólica / 2 + 20%).
Antes de iniciar o exame bucal, o profissional deve observar o estado mental, psicológicoe
nutricional do paciente
2.5 EXAME FÍSICO LOCAL: INSPEÇÃO, PERCUSSÃO, PALPAÇÃO E AUSCUTAÇÃO
2.5.1 INSPEÇÃO: Pode ser com auxílio de lupas ou espelhos. Observar traços anatômicos,
fisiológicos ou psíquicos. Verificar: alteração de coloração, secreções, assimetrias e aumentos
volumétricos;
2.5.2 PERCUSSÃO: muito usada na endodontia e verificação da osseointegração dos implantes.
Verifica-se também a parede anterior da maxila e do seio frontal para avaliação de sinusites.
2.5.3 PALPAÇÃO: Toque digital, bidigital ou digito palmar da lesão ou estrutura suspeita.
Fornece informações sobre a textura, limites, sensibilidade, infiltração, mobilidade e temperatura
das lesões.
ATM – Verifica-se crepitação e sensibilidade, nos seios paranasais: sensação dolorosa. Pescoço:
palpar as cadeiras de linfonodos.
Cadeiras mais importantes de linfonodos a serem avaliados: 1. Parotídeos, 2. Submandibulares,
3. Submentonianos, 4. Espinais acessóirios e 5. júgulo carotídeo.
 Nódulos metastáticos: volume aumentado, indolores, superfície irregular, endurecidos e
fixos.
2.5.6 AUSCUTAÇÃO: Clique nas ATM, nas fraturas de face, nos hemangiomas.
3. EXAMES COMPLEMENTARES: exames de imagem, biopsias, citologia esfoliativa,
punção aspirativa, exames laboratoriais.
3.1 EXAMES DE IMAGEM
 Mais comuns são os intrabucais, no consultório;
 Panorâmica é o extra bucal mais solicitado;
 TC;
 RM: não usa radiação ionizante, mas é considerado tomográgico por que permite corte de
determinada região. Para se obter a imagem o aparelho gera um campo magnético
extremamente potente, e aplica-se ondas com frequencia igual à dos núcleos de
hidrogênio presentes no corpo do paciente. Diferentes tecidos absorvem a energia de
acordo com a sua quantidade de hidrogênio, ou seja, de água.  melhor exame para
ATM e tumores de glândulas salivares.

4. EXAMES COMPLEMENTARES LABORATÓRIAIS: devem ser solicitados apenas


quando o paciente já possui uma hipótese diagnóstica bem elaborada e não substituem a
anamnese, são auxiliares importantes do diagnóstico.
ETAPAS:
1. Pré-analítica: solicitação e preparação. Minimizar fatores que possam influenciar as
determinações laboratoriais, como: variação diurna, exercícios, dieta, tabagismo e outros.
O transporte até o laboratório é importante, deve ser feito em até 45 minutos após a
coleta.
2. Etapa analítica: legitimidade dos dados gerados pelo laboratório. Manipulação apropriada
do equipamento. Qualidade dos materiais empregados pelo laboratório.
3. Pós-analítica: laudo do exame e interpretação dos resultados.

4.1 HEMOGRAMA: indicações: nível da dificuldade da cirurgia, suspeita de anemia ou


policetemia, relato de doenças renais, hepáticas, autoimunes, hemorrágicas, infecciosas,
tumores, hábitos nocivos (drogas e álcool), radio e quimioterapia, uso de anticoagulantes,
idosos, crianças pálidas, discrepância entre peso e idade.

 ERITROGRAMA: Permite o diagnóstico de ANEMIAS, POLICETEMIA e


ANISOCITOSES (diferença no tamanho das hemácias);
 CONTAGEM DE ERITRÓCITOS:
- Crianças: 4,0 até 5,2 milhões
- Mulheres: 3,8 até 5,2 milhões;
- Homens: 4,4 até 5,9 milhões
 Hemoglobina – Hb – MELHOR EXAME PARA SABER SE TEM ANEMIA.
- Crianças: 11,5 até 15,5
- mulheres: 12 até 16
- Homens: 13,0 até 18,0
 HEMATÓCRITO
- Crianças: 35 até 45%
- Mulheres: 35 – 47%
- Homens: 40 -52%
 Volume Corposcular Médio - VCM: peso da hemoglobina
Tipo de anemia
 Concentração HCM: concentração de hemoglobina
** PARA O DIAGNÓSTICO DE ANEMIA: - CONTAGEM DE ERITRÓCITOS, DOSAGEM
DE HB E HT.
HT +30 e Hb + que 10 = BAIXO RISCO
 maior risco de infecção,
 maior risco de hemorragia HT – 30 e Hb – 10 = ALTO RISCO para
 atraso na cicatrização sangramento e doenças crônicas. Adiar a cirurgia.

**POLICITEMIA: Risco de trombose / risco de hemorragia

HT +17 e Hb + que 50 = homens


HT + 15 e Hb + 45 = mulheres

 PLAQUETAS: quantidade e MORFOLOGIA DAS PLAQUETAS. QUANTITATIVO.


- 150.000 à 450.000 mm/3
Menor que 140.000 – TROMBOCITOPENIA
Menor que 100.000 – risco de sangramento acima do normal
Acima de 600.000 e 1.000.000 – TROMBOCITOSE - risco maior de trombose.

 LEUCOGRAMA
 Avaliação qualitativa e quantitativa
 GRANULÓCITOS: neutrófilos, basófilos e eosinófilos
 AGRANULÓCITOS: monócitos e os linfócitos
 LEUCOCITOSE: infecções
 LEUCOPENIA: depressão da medula óssea;
1. Neutrófilos: 45 a 75%: aumentado em infecções bacterianas. Redução no número
gera risco aumentado de infecções, em pacientes imunodeprimidos, como em
quimioterapia.
Segmentados ou bastões: 4 – 5%. Aumento = desvio para esquerda.
2. Eosinófilos: 1 a 5% - alergia, asma e parasitoses;
3. Basófilos: 0-2% - MENOS COMUNS. Elevação: alergia e inflamação crônica.
4. Linfócitos: 15-45% - viroses e tumores
5. Monócitos: 3 – 10%. Processos virais e bacterianos.

 COAGULOGRAMA – avaliação qualitativa e quantitativa das plaquetas


Composto por:
 Tempo de Sangramento: Tempo que uma incisão cutânea demora para parar o
sangramento - verificação da eficiência do NUMERO DE PLAQUETAS E
FUNÇÃO PLAQUETÁRIA
 Tempo de coagulação: baixa sensibilidade, substituído pela TTPa.
 Tempo de tromboplastina parcial ativada TTP: eficiência da via intrínseca na
formação do coágulo de fibrina. Prolongamento de 5 a 40 acima do normal pode
indicar anormalidades hemorrágicas leves.
 Tempo de protrombina TAP: tempo necessário para a formação da fibrina. AVALIA
FATOR VII e fatores comuns da intrínseca e extrínseca. Até 16,5 É NORMAL.
Acima disso pode resulta em sangramento grave.
 RNI:
- entre 1,0 e 2,0: paciente esta insuficientemente coagulado para a sua patológia, mas
apresenta BAIXO RISCO de sangramento;
- Entre 2,0 e 3,0: suficientemente coagulado, mas apresenta MÉDIO RISCO de
hemorragia. Inferior a 3,0 para cirurgias AMBULATORIAIS não precisa alterar
plano de tratamento, manobras hemostáticas locais. Cirurgias de médio e grande
porte, planejar com o médico.
- acima de 3,0 ou 3,5: SUPRACOAGULADOS. Não realizar nada. Risco de
hemorragia espontânea.

EXAME NORMAL O QUE AVALIA


TEMPO DE 3-7 min Número e plaquetas e função
SANGRAMENTO 1 – 4min plaquetária;
Normal quando plaquetas estão
acima de 100.000;
TAP 10-14seg Via extrínseca
Via intrínseca
**acima de 16,5 – risco de hemorragia
grave.

RNI = 1
2-3 médio risco
Acima de 3: alto risco
KPTT 25-40seg Via intrínseca

**acima de 5 a 40 seg – hemorragia


leve
TEMPO DE 3-9 min
COAGULAÇÃO 4 a 10 min

 GLICEMIA
 Concentração normal: 65 e 99mm/dL;
 Adultos: EM JEJUM POR 8 HORAS. Crianças menores que 3 anos: 3 horas.
 Acima de 140mg/dL: pré diabético
 Acima de 200mg/dL: diabético
 Hipoglicemia: abaixo de 65mm/dL;
 No dia anterior ao exame, não é indicado atividade física intensa, álcool e café em
grande quantidade.
 FUNÇÃO HEPÁTICA
 TGO – AST: transaminase oxalacética ou AST (aspartato aminotransferase).
 TGP – ALT: transaminase pirúvica ou ALT (alanina aminotransferase)
- valores: 30-40 U/L: aumentos acima de 1000 indicam hepatite viral aguda, dano
isquêmico, doenças biliares e doença de wilson.
- aumento pequeno (2 a 3X) intoxicação hepática, doença do fígado relacionada ao
álcool, hepatite autoimune, doenças biliares.
 FOSFATASE ALCANINA: 85 a 110 U/L
o Aumento em hepatites; indica sofrimento dos ductos biliares;
o Distúrbios hepáticos e ósseos;
o Ósseo: indica maior atividade de neoformação óssea
o Aumentada nas gestação, crianças e idosos.
- DOENÇA DE PAGET: aumento do nível de Fosfatase alcalina, Ca normal
 Albumina: Diminuída em Hepatopatias
 Bilirrubina: aumento indica HEMÓLISE E colestase (diminuição da bili)
 FUNÇÃO RENAL – avaliação da taxa de filtração glomerular pelos biomarcadores
ureia, creatinina e cistatina C.
 UREIA: de forma isolada não é parâmetro, sempre associar com a creatinina. Fatores
que alteram o valor da ureia: diminuição da ingestão das proteínas, corticoides,
desidratação, problemas cardíacos; 15-45mg/Dl;
 CREATININA: insuficiente renal e medicamentos (anti-hipertensivos, antibióticos e
AAS) aumentam. Gestação e doença do fígado: diminuem.
 Aumento da ureia e creatinina normal: processos que diminuem o fluxo sanguíneo
renal;
 Diminuição da ureia e creatinina: diminuição das proteínas e insuficiência hepática.
 CISTINA C: alto custo. Não é excretada na urina.
EXAMES MAIS SOLICITADOS EM PACIENTES CRÍTICOS (LIVRO MORAIS)
1. GASOMETRIA ARTERIAL: coleta do sangue da artéria radial. Avalia-se alterações
do pH, concentração de gases presentes na corrente sanguínea e o equilíbrio ácido base.
2. ELETRÓLOTOS
 SÓDIO: a concentração varia de 136 a 145mmol por L. HIPONATREMIA é comum
na UTI. Hipernatremia: desidratação, diabetes insipidus e comas hiperosmolares.
Hiponatremia: síndrome nefrótica, ICC, doença de Addison, hiperglicemia,
hipotiroidismo, cirrose, uso de diuréticos em altas doses.
 POTÁSSIO: nível sérico entre 3,5 e 5,0 mmol. Importante no equilíbrio ácido-base.
Importante na estabilização elétrica cardíaca. HIPERCALEMIA é emergência
médica, ocorrendo acidose metabólica, lesão celular extensa e insuficiência renal.
Manifestações clínicas: fraqueza muscular, e alterações eletrocardiográficas.
HIPOCALEMIA: Menor que 3,5, ocorre na alcalemia, acidose renal, uso de insulina,
levando a fraqueza muscular, distensão abdominal e arritmia.
 MAGNÉSIO: atua como estabilizador das membranas, atua no transporte de outros
íons e é um ativador de enzimas.
 CLORO: principal ânio extracelular. Importante para avaliar distúrbios
hidreletrolíticos e acidobásicos. Excesso de oferta de soluções critaloides de soro
fisiológico é a causa mais frequente no pós-operatório de cirurgias longas, gerando
acidose hiperclorêmica.
 CÁLCIO IÔNICO: 1,0 a 1,2mmol. Hipocalcemia: sepse, pancreatite, neoplasia e
insuficiência hepática. Manifestações: parestesia, irritabilidade, tremores, espasmos la
laringe, convulsões e alongamento do intervalo QT. Hipercalcemia:
hiperparatiroidismo, imobilização, neoplasia, Hipervitaminose D e A, tiazídicos.
Sinais: náusea, vômito, constipação, poliuria, polidpsia, letargia, dor abdominal.
3. PROVAS DE ATIVIDADE INFLAMATÓRIA
 VELOCIDADE DE HEMOSSEDIMENTAÇÃO: Quando há suspeita de doença
inflamatória aguda. Inespecífico.
 PROTEÍNA C REATIVA: extremamente sensível, marcador da inflamação. Eleva-se
em situações de estresse, infecções, traumas, cirurgias, necroses teciduais. Limite de
referencia é 0,5mg.
 INTERLEUCINA 6: é uma citocina de indução rápida nas reações inflamatórias
agudas associadas a lesões, traumas, estresses, infecções, morte cerebral, neoplasias e
outros.
 PROCALCITONINA: precursos do hormônio calcitonin. Vários tecidos o expressam
em resposta a sepse e choque. Níveis altos são observados em pacientes com trauma
acidental e cirúrgico, lesão térmica, choque cardiogênico, pancreatite, meningite,
pneumonia.
4. PROVAS DE ATIVIDADE DE COAGULAÇÃO
 TAP: V, VII e X. está entre 10 e 14 segundos. Torna-se prolongado quando esses
fatores caem abaixo de 50% e quando a protrombina é menor que 30%.
 KPTT: os participantes da formação da tromboplastina parcial ativada tem que estar
menor que 30%. Importante: Monitorar a heparina. Se o TAP está normal e o KPTT
alterado, pode ser hemofilia A, B ou C. Valor normal: 20 a 40 segundos.
 TEMPO DE TROMBINA: velocidade de conversão do fibrinogênio em fibrina.
Avalia também a heparina.
 DOSAGEM DE FIBRINOGÊNIO: o fibrinogênio é o fator 1 da coagulação,
produzido no fígado com meia vida de 3 a 6 dias. Principal elemento final da
formação do coágulo. Valor plasmático: 200 e 450mg por L.
 PRODUTOS DA DEGRADAÇÃO DA FIBRINA: resultado da ação da plasmina
sobre a fibrina. Exame: D-dímero.
 CONTAGEM DE PLAQUETAS: valor normal é de 150.000 a 300.000. raro paciente
ter sangramento expontaneo se estiver acima de 20.000. Precisa estar acima de
100.000 para cirurgias.
 TEMPO DE SANGRAMENTO: avalia o tampão plaquetário. 3-8 minutos, sendo
aumentado na plaquetopenia, disfunção plaquetária e doença de Von Willebrand.
 TEMPO DE COAGULAÇÃO ATIVADO: importante no monitoramento da
heparina. 90 e 120 segundos.

AVALIAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA – MOREIRA, HUPP E ANDRADE


MILORO E MORAIS (UTI)
CLASSIFICAÇÃO ASA – CLASSIFICAÇÃO DO ESTADO FÍSICO
ASA I: Paciente saudável. Pouca ou nenhuma ansiedade. Excluído muito jovens.
ASA II: Portador de doença sistêmica moderada. Maior grau de ansiedade e medo; risco
MINIMO durante o procedimento.
 Extremamente ansioso;
 Mais de 65 anos;
 Obesidade moderada;
 Hipertensão controlada com medicação;
 Asmático;
 Diabetes II controlada;
 Tabagista;
 Angina estável
 Paciente com histórico de infarto
ASA III: paciente portador de doença sistêmica severa, que limita suas atividades, MAS NÃO É
INCAPACITANTE. Troca de informações com o médico.
 Obesidade mórbida;
 Último trimestre de gestação;
 Diabetes tipo I insulinodependente;
 Angina frequente;
 ICC;
 DPOC;
 Convulsão ou crise asmática;
 Quimioterapia;
 Hemofilia;
 Infarto do miocárdio recente
ASA IV: paciente com doença sistêmica severa, incapacitante. Ameaça a vida. Procedimento
odontológicos devem ser postergados. Atendimento em nível hospitalar.
 Dor no peito sentado;
 Incapazes de subir escadas;
 Crise de angina;
 Infarto – AVC menos de 6 meses;
 Pacientes que necessitam de o2 de forma contínua;
ASA V: Paciente em fase terminal, expectativa de vida inferior a 24h;
ASA VII: com morte cerebral declarada
CLASSIFICAÇÃO DE MISCH QUANTO AO PROCEDIMENTO
1: podem ser realizados na maioria dos pacientes, independente da condição sistêmica
2: apresentam maior risco de sangramento e invasão bacteriana, podendo ser realizados em
pacientes com algumas alterações cardíacas leves, desde que em acordo com o médico.
3: maior treinamento técnico e tempo de execução;
4: procedimento com risco maior de causar hemorragias, infecções e complicações pós-
operatórias.

1. CARDIOPATAS
PREDITORES CLÍNICOS – AHA
 Maior risco: síndrome coronária aguda, ICC descompensada, arritmias cardíacas
significativas e valvopatia grave.
 Intermediários: angina leve, infarto do miocárdio prévio, ICC compensada e DM;
 Menores: idade avançada, ECG anormal, ritmo cardíaco não sinusal, baixa
capacidade funcional, história pregressa de AVC e hipertensão não controlada.
1.1 DOENÇA DA ARTÉRIA CORONÁRIA
 Fatores de risco: diabetes melitus, hipertensão arterial, tabagismo,
hipercolesterolemia e história familiar;
 A DAC pode resultar em angina instável
 Tratamento de síndrome coronariana aguda: oxigênio na mascara facial, nitratos,
morfina e ácido acetilsalicílico.
 Realização de intervenções cirúrgicas após um infarto – 6 semanas!
1.2 HIPERTENSOS
 Etiologia na maioria dos casos não é conhecida. A secundária: doença renal, síndrome
de Cushing, Síndrome de Conn, feocromocitoma, hipertiroidismo, regurgitação
aórtica e medicamentos.
 Hipotensão: menos que 90mmHg e -65mmHg;
 Ótima: 120/80mmHG
 Pré-Hipertenso: 130/85mmHg;
 Estágio I: 140-159mmHg
 Estágio II: 169/179mmHg
 Estágio III (Miloro descreve como urgência hipertensiva): maior que 180 e menor
110mmHg.
 CRISE HIPERTENSIVA: diastólica acima de 120mmHg. Captopril 25mg sublingual.
 EVITAR AINES;
 Dosagem de VASOCONSTRITORES
ADRENALINA 1:100.000 0,018mg por tubete 2 tubetes
ADRENALINA 1:200.000 0,009mg por tubete 4 Tubetes
ADRENALINA 1:50.000 0,036 mg por tubete 1 tubete

DOSE MAXIMA DE ADRENALINA CARDIOPATA: 0,04mg


DOSE MAXIMA DE NORADRENALINA: 0,14mg

1.3 DOENÇA CARDIACA CONGESTIVA


ANGINA: Na consulta: controle de ansiedade + dose máxima do vasocontritor;
Na crise: ISORDIL 5mg sublingual;
Controle de ansiedade:
a. Alprazolam : 0,5mg
b. Midazolam: 7,5mg
c. Lorazepam: 1mg
INFARTO DO MIOCÁRDIO: questionar se o paciente tem limitações nas atividades de rotina.
Se não tiver, pode ser usado anestésico local com vasoconstritores;
Cuidado: pacientes com marcapasso podem usar anticoagulantes;
Não usar noradrenalina e fenilefrina = risco de bradicardia reflexa.

Classificação da NEW YORK HEART ASSOCIATION


CLASSE SINAIS E SINTOMAS
I Assintomático
II Sintomático com atividade moderada, confortável em repouso
III Sintomático com atividade minima, confortável em repouso
IV Sintomático em repouso

1.4 ANORMALIDADES DA VÁLVULAS


- ESTENOSE: incapacidade a abrir totalmente. Pode ser congênita ou secundária à febre
reumática ou a calcificação distrófica
-INSUFICIENTE: incapacidade de fechar totalmente. Pode ser secundária a cardiopatia
reumática, valva aórtica bicúspide, endocardite ou doença da raiz da aorta
PROTESES VALVULARES: Mecânicas (exigem anticoagulação para sempre) e as biológicas
(anticoagulação por 3 meses)
INTERESSANTE: nos pacientes hospitalares é importante a administração da HEPARINA
devido ao risco de tromboembolia. A Heparina de baixo peso molecular deve ser interrompida na
noite anterior ao procedimento e a heparina não fracionada, deve ser interrompida 6h antes. A
anticoagulação dos pacientes deve estar entre 2,5 e 3,5 no INR e TTP deve variar de 50 a 90s.
ENDOCARDITE: período médio de incubação de 5 – 7 dias;
Streptococus e Staphilococus
PACIENTES DE ALTO RISCO:
 Valva cardíaca protética;
 Endocardite previa;
 Doença cardíaca congenica
- Cianótica não corrigida;
- Corrigida com material protético;
- Cardiopatia congênita corrigida com defeito residual;
Antibióticos:
Amoxicilina 2g – 50mg/kg
Cefalexina 2g – 50mg/kg
Clindamicina 600mg / 20mg/kg
Azitromicina 500mg / 10mg/kg
Cefazolina 1g / 50mg/kg injetável

MARCA-PASSO: eletrocautério monopolar deve ser evitado e o bipolar também pode


afetar, mas em menores chances.

2. ALTERAÇÕES ENDÓCRINAS
DIABETES:
- HIPOGLICEMIA: diminuição da glicemia pelo uso de hipoglicemiantes orais.
SINTOMAS: fraqueza, nervosismo, sudorese, letargia, agitação. COMA e CONVULSÃO.
Administrar uma fonte de glicose;
- HIPERGLICEMIA: cefalia, diplopia, confusão, crise convulsiva e coma.
Atender o paciente pela manhã, refeição normal e protocolo de redução de ansiedade.
- GLICEMIA NORMAL: até 99
- DIABETES: acima de 126 mg / dL;

HIPERTIROIDISMO: geralmente causada pela doença de Graves. Mal controlado: evitar


cirurgias, não usar amina simpaticomimética, usar felipressina.
HIPOTIROIDISMO: mal controlado. Evitar uso de depressivos do SNC.
SUPRARRENAL: Sindrome de Cushing: produção excessiva de cortisol; doença de addison:
diminuição da produção de todos os hormônios da suprarrenal.

3. PROBLEMAS RENAIS
 Maior risco de hemorragia;
 Anemia;
 Hipertensão;
 Susceptibilidade de desenvolvimento de infecções;
 Realizar procedimentos no dia posterior de diálise;
 Não usar AINES;
 Não usar CEFALOSPORINAS e TETRACICLINAS;
 Usar articaína, devido a sua metabolização ser parcialmente no plasma;
 PACIENTES TRANSPLANTADOS – USO DE CICLOSPORINAS: não usar
eritromicina, metronidazol, pode ter hiperplasia gengival.

4. ALTERAÇÕES PULMONARES
 Complicações pós-operatórias são mais comuns em pacientes tabagistas. O risco cai em 50%
após um período de 8 semanas sem fumar. Pacientes que param de fumar menos de 8
semanas antes da cirurgia corram um risco maior de complicações do que aqueles que
continuam a fumar.
ASMA
A asma é definida como hiper-reatividade brônquica e broncoconstrição reversível decorrente da
contração da musculatura lisa e diminuição da ventilação minuto e hipoxemia.
 Pode usar óxido nitroso, mas evitar em ASMA severo;
 Não usar AINES, por que podem precipitar ataque de asma.
 Alergia a sulfitos: usar prilocaína com felipressina (no paracetamol tem sulfito).
 São ASA III
 Pode ser empregada sedação mínima. Reconhecer o papel da ansiedade no
desencadeamento da crise

CLASSIFICAÇÃO CARACTERÍSTICAS
Leve – intermitente Sintomas MENOR que 2x na semana; uso
esporádico do broncodilatador
Leve – persistente Mais de duas crises por semana
Moderada persistente Crises diárias com exacerbação que
comprometem a atividade física.
Severa persistente Sintomas contínuos e exacerbações frequentes
Durante a noite o sintomas ocorrem com
maior frequência – corticoides e
broncodilatador. Forma mais grave da doença.

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica


 Não usar depressores respiratórios;
 Não administrar oxigênio;

PNEUMONIA: M.O causadores da pneumonia nosocomial – streptococus pneumoniae,


staphylococus aureus, pseudomonas aeroginosa, acinetobacter

5. COAGULOPATIAS
 Evitar AINES;
 EVITAR anestesia por bloqueios;
 Discutir caso com médico do paciente;
ANTOAGREGANTES: AAS, DIPIRIDAMOL, CLOPIDOGREL, TICLOPEDINA;
Tempo de Sangramento aumentado.
ANTICOAGULANTES: orais (varfarina e Xarelto). IV heparina;
 Varfarina: antagonizam a vitamina K. Não usar AAS, Paracetamol e Cefalosporinas,
eritromicina, metronidazol, ciprofloxacino;
 Optar por dipirona;
 Bochecho com transamin 4,8% por 48h;

6. GESTANTES
 NÃO USAR: benzodiazepínicos, prilocaína, opioides, AINES, dipirona, AAS;
 Bupivacaina segura;
 Usar: lidocaína, óxido nitroso, paracetamol, corticoide, penicilina, metronidazol,
clindamicina.
 Ibuprofeno- usar
 Ao há evidencia do uso de flúor;

LACTANTES
 Dipirona e paracetamol;
 Ibuprofeno / diclofenaco / corticoides;
 Penicilinas, eritromicina e clindamicina
 Não usar AAS – síndrome de Reye e metronidazol.

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