ELABORAÇÃO DO PLANCON
Módulo 2
1º passo - Decidir pela elaboração e definir cenário(s) de risco
Fonte: Ceped/UFSC (2021).
Neste tópico, serão descritas as etapas de elaboração de um Plancon, que se iniciam com a
mobilização de representantes do município, passam pela identificação e análise dos cenários
de risco de desastres e se encerram no planejamento das ações, responsáveis e recursos
necessários para sua operacionalização. Ao final deste tópico, você será capaz de reconhecer a
importância do grupo de trabalho e do planejamento compartilhado.
A decisão de elaborar um Plancon demonstra a percepção do risco local. Uma vez que a
decisão para elaboração do Plancon está tomada, torna-se necessário decidir sobre qual(is)
cenário(s) de risco será(ão) objeto(s) de estudo.
Recomenda-se que sejam escolhidos primeiramente os cenários de
risco de maior potencial de ocorrência no município e também aqueles que
representam maior impacto em relação a danos e prejuízos.
Cenários são definidos pela UNHCR (2003) como situações para as quais é preciso organizar
uma resposta (incluindo os recursos humanos e materiais disponíveis) e, para defini-los, são
necessários três elementos:
1 ameaças
2 vulnerabilidades
3 capacidades
Também é necessário delimitar qual a abrangência do cenário de risco. Isso definirá a área de
interesse, que pode ser uma comunidade, um bairro ou mesmo todo o município, dependendo
das características da ameaça considerada.
Atenção, é importante que essa decisão inicial seja tomada em
conjunto com os demais órgãos setoriais do município ou do estado, como os
órgãos de meio ambiente, infraestrutura e ordenamento territorial e, ainda,
com escuta ativa da comunidade residente na área de interesse.
HISTÓRICO DE DESASTRES
S2ID;
Atlas Digital;
Bancos de dados locais;
Jornais locais;
Moradores antigos etc.
DADOS E ESTUDOS TEMÁTICOS
Setorização de risco do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) (consulte o site e veja se seu
município tem setor de risco);
Mapas de suscetibilidade e riscos já existentes.
INFORMAÇÕES DE MONITORAMENTO
Áreas monitoradas para emissão de alertas;
Estações pluviométricas etc.
Para entender como funciona na prática, acompanhe o exemplo do Plancon de Proteção e
Defesa Civil do município de Tubarão/SC.
NA PRÁTICA
O Plancon de Proteção e Defesa Civil de Tubarão, conhecido como PLANCON-MIABE/Tubarão-
SC, é uma boa referência para a caracterização dos cenários de risco. Primeiramente, ele define
com clareza cada ameaça (com base em estudos técnicos, no caso, do CPRM), depois, traz um
resumo histórico e a identificação das áreas de risco, acompanhado dos documentos que
serviram de fonte, validando a base de dados.
Inundações;
Alagamentos;
Deslizamentos, quedas ou rolamentos de blocos;
Enxurradas.
Quanto à abrangência, apesar de não utilizar mapas ou croquis para a representação das áreas
de interesse, o documento contém tabelas que identificam o bairro, loteamento ou ruas, e
estimam o número de moradias localizadas na área.
Para conferir a presença de todas as informações necessárias relacionadas ao primeiro passo
de desenvolvimento do Plancon, faça uma lista de checagem e garanta, assim, o cumprimento
das tarefas. Você deve verificar, por exemplo:
Áreas monitoradas para emissão de alertas, estações pluviométricas etc.;
Principais ameaças;
Histórico de ocorrências, setorização, monitoramento, avaliação de risco e demais informações
consultadas;
Cenário de risco definido.
2º passo: Constituir um GT e definir o cronograma
Fonte: Ceped/UFSC (2021).
Neste tópico, você vai entender como reconhecer a importância do grupo de trabalho e do
planejamento compartilhado. Você verá que o planejamento é mais efetivo quando o processo
se desenvolve de forma coletiva, unindo pessoas interessadas e representantes dos órgãos
que possuam, se possível, autoridade e poder decisório, alinhado com conhecimento
especializado e experiência em Redução de Riscos de Desastres (RRD).
COMO IDENTIFICAR OS INTEGRANTES DO GT?
Normalmente, a composição do GT é liderada por representantes do órgão de P&DC
municipal (responsáveis pelo agendamento das reuniões, envio dos convites, registro e
consolidação das informações, estabelecimento dos cronogramas de trabalho e alcance de
objetivos e metas), a quem cabe convidar os representantes das demais instituições públicas,
da iniciativa privada (principalmente em cenários de risco tecnológicos) e da população da
área de interesse, selecionadas a partir de seus envolvimentos e responsabilidades nas ações
de contingência a serem desenhadas no plano.
Lembramos que as instituições e pessoas mobilizadas na elaboração do plano podem variar de
acordo com a realidade de cada município. Como referência, sugere-se a seguinte lista de áreas
envolvidas:
Busca e salvamento;
Ciência e Tecnologia;
Comunicações;
Controle de custo e avaliação de bens;
Corpo de Bombeiros e Polícias Civil e Militar;
Educação;
Empresas, organizações não governamentais, instituições locais;
Engenharia e evacuação;
Entidades de classe;
Guardas Municipais;
Habitação e abrigos;
Lideranças comunitárias e moradores de áreas de risco;
Meio ambiente;
Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs);
ONGs com atuação humanitária;
Saúde e saneamento;
Segurança aérea e marinha;
Serviços de emergência médica (SAMU);
Socorro e emergência (comida, água, vestuário).
Antes de estudar sobre a formalização do GT, confira se:
Os grupos, representações e instituições que devem integrar o GT estão identificadas e
selecionadas;
Os nomes e contatos para indicação de cada representação foram levantados.
COMO É O PROCESSO DE FORMALIZAÇÃO DO GT?
Tendo a lista de representações concluída, com identificação do nome de cada indicação,
instituição e contato, é preciso formalizar o GT. Essa formalização é necessária para que cada
instituição e integrante tenha claro qual será seu papel, sua demanda de tempo e seu trabalho
no GT, assumindo, assim, um compromisso formal com a elaboração do Plancon.
Sugere-se que sejam feitos convites a cada integrante e instituição por meio de um ofício que
inclua:
a duração do GT (data de previsão de início e fim dos trabalhos);
as horas semanais de dedicação;
esclarecimentos sobre o que é um Plancon;
qual(is) cenário(s) de risco será(ão) trabalhado(s).
Os ofícios devem, ainda, informar um prazo para formalização da resposta, a fim de que não
haja atraso no início dos trabalhos. Contatos informais, telefônicos ou pessoais podem e devem
ser feitos para mobilização dos integrantes do GT.
Findo o prazo para recebimento das respostas formais, é preciso dar início aos trabalhos.
Alguma instituição que eventualmente não tenha retornado ao ofício no tempo previsto
poderá integrar o GT posteriormente. Não é indicado, entretanto, atrasar o início dos
trabalhos, pois isso poderia desmotivar e desmobilizar os integrantes já confirmados.
Para ver como funciona essa formalização na prática, acompanhe o exemplo a seguir.
NA PRÁTICA
No município de Queimados/RJ, o GT de atualização do Plancon é o mesmo do Grupo de
Atividades Coordenadas (Grac), composto por representantes do Sistema Municipal de
Proteção e Defesa Civil (Simpdec). No Diário Oficial do município de Queimados (DOQ) nº 567,
de 14 de maio de 2019, o grupo foi acionado antecipadamente diante da possibilidade de o
município passar por um período de isolamento devido às fortes precipitações pluviométricas
durante o mês de maio de 2019.
Antes de saber sobre a elaboração de um cronograma de trabalho, faça o seu checklist
referente ao processo de formalização do GT.
Mobilização informal realizada;
Ofícios elaborados;
Ofícios enviados;
Respostas formalizadas recebidas;
Grupo de trabalho montado e iniciado.
COMO DEFINIR O CRONOGRAMA DE TRABALHO?
Paralelamente ao tempo em que aguarda o retorno das instituições e integrantes para
formalização do GT, é possível iniciar a elaboração de um cronograma de trabalho. Trata-se de
um planejamento que oriente a sequência das atividades e preveja o tempo destinado a cada
uma delas.
Tente ser realista, dando prazos exequíveis a cada tarefa; assim, você
terá uma agenda de reuniões, além de prazos e responsáveis para cada etapa
de elaboração do Plancon.
Nesse sentido, sugere-se um cronograma que contemple detalhadamente cada uma das
atividades do passo a passo apresentado neste curso. De acordo com sua realidade, você pode
montar o seu próprio cronograma, reunindo campos para um cronograma mais enxuto, como
por exemplo:
Modelo de cronograma de trabalho
Levantamento e
organização de Reunião de
Líder / Conclusão da
Tarefa informações / discussão /
Responsável tarefa
elaboração de aprovação
sugestões
Boas-vindas ao GT Nome / instituiçãoPrazo em dias Data prevista Data prevista
Reunião de boas-vindas,
apresentação e planejamento
Análise do(s) cenário(s) de risco
Levantamento de materiais
de referência
Análise dos materiais
recolhidos
Montagem do Plancon e definição de ações e procedimentos
Cadastro de recursos para
monitoramento
Cadastro de recursos para
alerta
Cadastro de recursos para
alarme
Cadastro de recursos para
fuga
Cadastro de recursos para
abrigamento
Cadastro de recursos para
socorro
Cadastro de recursos para
assistência
Cadastro de recursos para
restabelecimento
Definição de atribuições para
monitoramento
Definição de atribuições para
alerta
Definição de atribuições para
alarme
Definição de atribuições para
fuga
Definição de atribuições para
abrigamento
Definição de atribuições para
socorro
Definição de atribuições para
assistência
Definição de atribuições para
restabelecimento
Definição de responsáveis
para monitoramento
Definição de responsáveis
para alerta
Definição de responsáveis
para alarme
Definição de responsáveis
para fuga
Definição de responsáveis
para abrigamento
Definição de responsáveis
para socorro
Definição de responsáveis
para assistência
Definição de responsáveis
para restabelecimento
Definição de responsáveis e
periodicidade para revisão e
atualização de cadastro de
recursos
Definição de responsáveis e
periodicidade para revisão e
atualização de atribuições e
responsáveis
Definição de responsáveis e
periodicidade para
organização de simulados
Preenchimento de
formulários / montagem do
documento final
Revisão e aprovação do
documento final pelo GT
Revisão e aprovação do documento final pelo GT
Organização
Realização
Organização de sugestões
para audiência pública
Audiência Pública
Organização
Realização
Atualização do documento
Validação do documento
Cerimônia de assinaturas
Divulgação
Definição dos meios de
divulgação
Preparação do documento de
divulgação
Disponibilização do
documento
Se tiver dúvidas em relação a prazos e responsáveis enquanto elabora o cronograma, procure
preencher os campos sugestivamente e utilize a primeira reunião do GT para aprovar o
documento. Nela, você terá a oportunidade de alinhar com todos os participantes as
demandas de cada um e as datas de reuniões.
3º passo: Analisar o(s) cenário(s) de risco
Fonte: Ceped/UFSC (2021).
Após ser constituído o GT e aprovado o cronograma de trabalho, a primeira tarefa consiste na
análise do(s) cenário(s) de risco escolhido(s) a partir dos critérios de ameaças, exposição,
vulnerabilidades e capacidades de enfrentamento.
Como já visto, pode-se trabalhar com um ou mais cenários de risco, sendo tal análise, um
passo essencial para o sucesso do Plancon, pois é nesse momento que a equipe aprofunda
seus conhecimentos sobre os riscos e capacidades locais para, em seguida, definir as
atribuições e responsabilidades de cada integrante no momento de operacionalização do
Plancon.
Esse é um momento importante para determinar a natureza e a
extensão de riscos potenciais mediante a análise das ameaças e condições de
exposição e vulnerabilidade (que podem potencialmente prejudicar pessoas,
propriedades, serviços, meios de subsistência e o próprio meio ambiente) em
relação às capacidades de enfrentamento numa determinada área de
interesse.
Se o município já tiver realizado sua avaliação de risco, basta retomar as informações
consolidadas e compartilhar com o GT para conhecimento, discussão e validação. Lembrando
que:
AMEAÇA: É um processo, fenômeno ou atividade humana que pode causar perda de vidas,
ferimentos ou outros impactos à saúde, danos à propriedade, perturbações sociais e
econômicas ou degradação ambiental.
EXPOSIÇÃO: Refere-se à situação de pessoas, infraestruturas, moradias, capacidades de
produção e outros ativos humanos tangíveis localizados em áreas sujeitas a riscos.
VULNERABILIDADE: Refere-se a condições determinadas por fatores ou processos físicos,
sociais, econômicos e ambientais que aumentam a suscetibilidade de um indivíduo, uma
comunidade, ativos ou sistemas aos impactos de riscos.
CAPACIDADE DE ENFRENTAMENTO: É a capacidade de pessoas, organizações e sistemas,
usando as habilidades e os recursos disponíveis, de gerenciar condições adversas, riscos ou
desastres.
Na sequência, você vai aprender a fazer a análise dos cenários de risco e dos recursos
disponíveis para saber como gerenciar as condições adversas de riscos ou desastres.
COMO REALIZAR A ANÁLISE DO CENÁRIO DE RISCO?
Conforme destacado anteriormente, o planejamento é elaborado para atender a um cenário
de risco específico. Assim, se você pretende trabalhar com mais de um cenário de risco, vai
precisar replicar este passo para todos os cenários selecionados.
Para isso, de forma prática, apresentamos o resumo das informações que devem ser levantadas
e estudadas (e onde encontrar esses dados para análise) para que o cenário de risco seja
compreendido por todos os integrantes do GT
1 Ameaça
O que observar
Busque informações confiáveis sobre onde ocorrem e quão abrangentes e frequentes são os
eventos, bem como quão severos são seus efeitos (por exemplo, para o cenário de um ciclone,
estime seu provável deslocamento, a velocidade dos ventos e os danos e prejuízos estimados
para a área estudada).
Onde encontrar/verificar
Histórico de desastres (bancos de dados, notícias e outros);
Mapas de perigos e riscos (geológicos ou hidrológicos);
Registros de estações de monitoramento;
Relatórios de vistorias;
Relatos de moradores mais antigos da região de interesse.
2 Exposição e vulnerabilidade
O que observar
Analise as situações ou processos (físicos, sociais, econômicos e ambientais) que aumentam a
exposição e vulnerabilidade de pessoas, infraestruturas, moradias, capacidades de produção e
outros ativos humanos tangíveis localizados em áreas sujeitas aos riscos.
Exposição: dados e informações sobre a existência e valores de ativos que estão expostos e
podem ser afetados. Por exemplo, o impacto da exposição nas pessoas ou na economia de uma
área afetada e suas consequências futuras.
Vulnerabilidade: Para muitas ameaças, a avaliação de vulnerabilidades de estruturas físicas,
pessoas, economia, meio ambiente e desenvolvimento sustentável, bem como a estimativa
desses impactos, são frequentemente o primeiro passo para compreender os impactos futuros
na população e no meio ambiente.
Onde encontrar/verificar
Plano Diretor;
Dados demográficos;
Diagnósticos socioambientais das secretarias de meio ambiente, saúde, economia,
assistência social, educação, planejamento etc.;
Relatórios de equipes de saúde da família (grupos vulneráveis, por exemplo);
Planos de emergência das agências de resposta;
Cadastro da população vulnerável situada no cenário de risco (pessoas de baixa renda,
idosos, mulheres, crianças, pessoas com necessidades especiais etc.).
3 Capacidade e recursos
O que observar
Analise as capacidades das pessoas, organizações e sistemas, usando as habilidades e os
recursos disponíveis para gerenciar condições adversas, riscos ou desastres.
Onde encontrar/verificar
Existência de órgão de P&DC municipal ativo e estabelecido legalmente;
Existência de outras instalações de suporte e apoio (tais como: abrigos, infraestrutura
de transporte, saúde, assistência, segurança pública etc.);
Existência de núcleos comunitários de P&DC ativos;
Existência de Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR);
Existência de fundos financeiros e recursos (humanos, materiais e tecnológicos)
disponíveis para o enfrentamento de desastres;
Existência de centros de suprimentos e logística humanitária;
Cadastramento e controle de pessoas residentes em áreas de risco;
Planos de emergência das agências de resposta;
Estrutura e equipe da prefeitura municipal;
Equipamentos sociais com capacidade de suporte (hospitais locais e regionais, de
infraestrutura, de transporte, abrigos, ginásios, dentre outros);
Lideranças comunitárias.
Fonte: Adaptado de BRASIL (2017, p.34) e UNDRR (2017, p.47).
Fique atento pois, para todos os componentes da análise de cenários de risco, é importante
associar um nível de incerteza ou de confiança nos cálculos ou estimativas, e isso pode ser feito
quantitativa ou qualitativamente. Os critérios para estimar os impactos numa avaliação de
cenários de risco, normalmente, incluem:
Alguns dos dados indicados no quadro anterior são produzidos pelo Governo Federal e podem
ser acessados conforme a seguinte lista:
Setorização – CPRM
[Link]
Cartas Geotécnicas – Ministério do Desenvolvimento Regional, antigo Ministério das Cidades
[Link]
Dados hidrológicos – ANA
[Link]
hidrologico
[Link]
Dados meteorológicos – Inmet e CPTEC/Inpe
[Link]
Dados demográficos – IBGE
[Link]
Estações de monitoramento – Cemaden
[Link]
Histórico de ocorrência de Desastres – S2ID
[Link]
Caso os dados disponíveis não possibilitem uma compreensão necessária do cenário de risco,
será preciso prever sua produção para que o Plancon seja feito de acordo com a realidade
local, utilizando-se de metodologias simplificadas para obtenção dos dados faltantes (BRASIL,
2017).
Ao concluir o levantamento e estudo de todas as informações disponíveis, o GT deverá
produzir a análise de risco propriamente dita, cujo produto consiste na descrição do cenário
de risco como um resumo das informações estudadas.
1 Inundação na Comunidade Abreu e Lima
Exposição e vulnerabilidade
Condições precárias das moradias localizadas nas áreas de risco;
Vias públicas com sistema de drenagem inadequado.
Riscos
O Rio Beabá inunda e atinge cerca de 60 famílias;
As vias públicas ficam intransitáveis, dificultando o acesso à população;
Mobília e pertences das famílias danificados.
Capacidades e Recursos
Rotas de fuga e monitoramento da cota do Rio Beabá com régua;
Presença de Nupdec na comunidade.
2 Vendavais no território do município
Exposição e vulnerabilidade
Historicamente, moradias e prédios públicos são danificados por ventos fortes;
Fornecimento de energia elétrica interrompido;
Galhos e mesmo árvores inteiras tombam, causando danos e interrompendo vias.
Riscos
Ventos acima de 110 km/h causam, de forma generalizada, no município,
destelhamentos, queda de árvores e danos à rede de distribuição de energia.
Capacidades e Recursos
Plancon da concessionária de energia elétrica;
Registro de preços estabelecidos para contratação de serviços de limpeza das vias
públicas;
Órgão de Defesa Civil do município capacitado.
3 Ressaca na orla do bairro Água Verde
Exposição e vulnerabilidade
Praias, calçadas, vias e estabelecimentos comerciais estão localizados em áreas com
presença de processos erosivos agravados por ressacas.
Riscos
Ondas danificam a estrutura pública e a água atinge edificações situadas na orla,
causando danos e perdas econômicas aos comerciantes locais.
Capacidades e Recursos
Sistema de alerta para mar agitado;
Estruturas de proteção mecânicas móveis para amortecimento do impacto das ondas;
Fundo municipal para apoio financeiro aos comerciantes afetados.
Fonte: Adaptado de BRASIL (2017, p. 35).
Vale lembrar que um cenário de risco está sempre associado a um determinado local. Logo,
além da descrição do cenário de risco como um resumo das informações estudadas, conforme
os modelos acima, deve-se, sempre que possível, representar graficamente os elementos em
risco na área de interesse. Para a representação gráfica, podem ser utilizados mapas
disponíveis on-line, por exemplo, além de imagens, tabelas e desenhos a fim de ilustrar o
cenário em estudo.
Fonte: Ceped/UFSC (2021).
Representar graficamente os resultados da análise favorece a sua
compreensão e facilita a comunicação entre todos os atores envolvidos no
plano, principalmente quando utilizados mapas ou croquis.
Antes de ir para a próxima etapa, retorne à lista de checagem das informações sobre o(s)
cenário(s) de risco.
Dados e informações sobre cenário(s) de risco coletadas;
Dados e informações faltantes sobre cenário(s) de risco produzidas (quando for o
caso);
Dados e informações sobre cenário(s) de risco analisadas;
Descrição do(s) cenário(s) de risco concluída.
4º PASSO: Definir ações e procedimentos
Fonte: Ceped/UFSC (2021).
Neste tópico, você vai aprender a definir as ações e procedimentos conforme o(s) cenário(s) de
risco.
CADASTRO DE RECURSOS
Considerando que a resposta aos desastres necessita de um trabalho cooperativo e integrado
por parte das agências locais, o Cadastro de recursos é uma estratégia que serve para mapear a
localização e registrar os recursos disponíveis de um município. Esse tipo de fichamento deverá
ser realizado na fase de preparação para desastres, dentro do Plancon.
Cada modelo de Plancon irá determinar como o recurso será cadastrado e quais informações
relevantes precisam ser adicionadas. O cadastro dever ter, ao menos, as seguintes informações
de cada recurso:
Classe ou tipologia do recurso: veículo, embarcação, aeronave, equipamento pesado
etc.;
Localização e/ou indicação da organização responsável;
Mecanismos de acionamento e mobilização desses recursos, com responsáveis pela
liberação (lista de telefones e e-mails);
Observações adicionais.
Lembre-se de que uma das revisões mais importantes de um plano de contingência é em
relação às possíveis atuações de cada instituição, fazendo o uso necessário de seus respectivos
recursos. Essa revisão deve ser feita de acordo com a recorrência de desastres do município, as
mudanças nas gestões e em um intervalo de tempo recomendado de até 1 ano.
Procure organizar o cadastro de recursos de acordo com cada etapa do Plancon.
Isso facilitará as próximas tarefas de definição de atribuições e responsáveis. Lembrando que,
para as ações de resposta que demandem recursos não disponíveis, é necessário prever a
decretação de anormalidade (situação de emergência ou estado de calamidade pública),
permitindo legalmente assim a contratação de serviços especializados e também, caso seja
necessário, a solicitação de apoio complementar ao Estado e União.
Visto os recursos, cheque a lista.
Recursos disponíveis identificados;
Recursos disponíveis cadastrados;
Período de revisão do cadastro definido.
DEFINIÇÃO DE ATRIBUIÇÕES E RESPONSÁVEIS
As atribuições e seus responsáveis devem ser definidos considerando dois produtos já obtidos
no processo de construção do Plancon:
1 Descrição do cenário de risco;
2 Cadastro de recursos.
Cada atribuição e responsável ficam vinculados a uma situação de risco prevista no cenário e a
um recurso existente para cada uma das etapas de operacionalização do Plancon. Clique nas
abas e veja do que se trata as etapas de monitoramento, alerta e alarme, e como elas são
descritas para facilitar a previsão das atribuições e responsáveis:
MONITORAMENTO
Consiste na observação sistemática e continuada de potenciais fatores causadores de riscos e
de desastres, os quais devem ser observados, analisados e divulgados para gerar informações
úteis ao adequado gerenciamento de ações de preparação e resposta aos desastres,
fornecendo estimativas antecipadas dos riscos potenciais que indivíduos, comunidades,
economias e o próprio meio ambiente estão expostos. Tal monitoramento é normalmente
produzido a partir das informações geradas por centros de estudos climáticos e de previsão de
tempo oficiais que atuam em apoio aos municípios.
Define como atribuições, ao menos: utilização de serviços de monitoramento (especificando-
os) e utilização de critérios para geração de alertas e alarmes.
ALERTA
São as informações que devem ser elaboradas e difundidas de forma oportuna e significativa,
com o propósito de permitir que pessoas, comunidades, estruturas e serviços se preparem e
possam atuar de maneira apropriada e com tempo suficiente para reduzir possíveis perdas e
danos. Esse processo depende, ainda, da ampla participação das populações residentes em
áreas de risco, as quais devem ser identificadas, mapeadas e treinadas sobre como agir
mediante o recebimento de um alerta. O fluxo de comunicação entre os atores deverá ser
estabelecido de forma a minimizar as lacunas, a duplicidade de informações ou a
desinformação. Em suma, um alerta é emitido toda vez que o monitoramento identifica uma
situação potencial de desastre, a partir de critérios técnicos pré-definidos e padronizados. Em
termos de P&DC, os avisos de alerta são normalmente emitidos por meio de notificações
padronizadas, transmitidas via sistema, aplicativo web para troca de mensagens, redes sociais,
e-mail ou telefone, dependendo do seu estado de criticidade e probabilidade de ocorrência.
Define como atribuições, ao menos: definição de níveis de criticidade, padronização de
notificações e construção de textos/imagens, transmissão de notificações.
ALARME
Espécie de sinal, dispositivo ou sistema que tem por finalidade avisar sobre um perigo ou risco
iminente. Cabe também ao município, após receber um aviso de alerta, emitir o sinal de
alarme, para informar a população residente na área de risco sobre os perigos identificados
(rajadas de vento, chuvas fortes, riscos de alagamento, inundação, deslizamentos etc.) e
quando recomendado e a necessidade de evacuação. Os alarmes podem ser sonoros, por
intermédio do emprego de sirenes, apitos, uso de carros de som ou, ainda, emitidos por
telefone celular por meio de troca de mensagens tipo SMS (Short Message Service), aplicativo
WhatsApp, redes sociais ou similares.
Define como atribuições, ao menos: definição de dispositivo para cada área de risco e
acionamento do alarme.
As ações de monitoramento, alerta e alarme são diretamente interligadas e podem ser
pensadas em conjunto, de acordo com o resultado do monitoramento. O mais importante é
compreender que cada nível de alerta tem suas ações decorrentes e deve-se, então, estruturar
esse processo de acordo com a realidade de seu município.
O esquema a seguir, com as etapas da elaboração do Plancon, reforça essa ideia de
interligação, por isso, as ações devem ser pensadas em conjunto, a partir de critérios pré-
estabelecidos. Observe:
Fonte: Adaptado de Cenad (apud GIDES, 2017).
Retomando as etapas do Plancon, clique nas abas e veja no que consiste cada uma delas:
FUGA
Tem o objetivo de garantir a saída rápida e segura da população vulnerável residente numa
área de risco, com o estabelecimento de rotas de fuga adequadas e seguras para serem
utilizadas nas ações de evacuação em caso de um alarme de situação de risco iminente. Além
das rotas de fuga, os Plancons precisam definir a localização de pontos de encontro (também
chamados de pontos de reunião). Os pontos de encontro são espaços seguros para onde os
moradores das áreas de risco se deslocam durante o processo de evacuação/fuga, percorrendo
um itinerário na rota de fuga pré-definido no Plancon.
Além de identificar as principais rotas de fuga (por vezes é necessário estabelecer rotas
alternativas), o Plancon deverá atribuir responsabilidades e definir junto à população da área
de risco os líderes entre os moradores locais, que auxiliarão nas ações de evacuação. Por vezes,
procedimentos especiais deverão ser providenciados para a remoção de pessoas com
deficiência ou vulneráveis que residem na área de risco, mas são incapazes de sair sozinhos. É
fundamental que a população residente na área de risco tenha conhecimento dos sistemas de
alarme e das rotas de fuga e participe regularmente de instruções e simulados sobre como agir
diante de emergências, para garantir o bom funcionamento do processo de evacuação.
Define como atribuições, ao menos: definição das rotas de fuga; definição dos pontos de
encontro; acionamento de líderes locais para apoio à fuga; atendimentos especiais.
ABRIGAMENTO
São locais que recebem moradores que saíram de suas residências ou não puderam retornar a
elas em caso de desastres. De acordo com a Lei nº 12.608/2012, compete aos municípios a
organização e administração de abrigos provisórios para assistência à população em situação
de desastre, os quais deverão estar em boas condições de higiene e segurança. A Política
Nacional de Assistência Social incluiu o gerenciamento de abrigos na Tipificação Nacional de
Serviços Socioassistenciais, cabendo ao profissional da assistência social a responsabilidade de
gerenciar e coordenar os abrigos provisórios, em parceria com a agência de Defesa Civil local. O
planejamento das ações para abrigar moradores deve garantir o provimento de água,
alimentação, boas condições de higiene, saúde física e metal, suporte religioso e segurança,
além de outros elementos mínimos que garantam o respeito e a dignidade humana, como
também por vezes é necessário estabelecer áreas para guarda dos animais de estimação dos
abrigados. Nessa concepção, é necessário dar atenção a situações igualmente importantes,
como, por exemplo, considerar que a organização do espaço deve privilegiar a condição de
aglutinação familiar ou de vizinhança (BRASIL, 2018, p. 29).
Define como atribuições, ao menos: definição dos locais de abrigamento; mobilização dos
abrigos; definições de critérios de abrigamento (limite de integrantes, organização de famílias
etc.); provimento de condições básicas de funcionamento dos abrigos; acompanhamento e
atendimento dos moradores em abrigamento.
SOCORRO
São ações imediatas de resposta aos desastres, com o objetivo principal de socorrer a
população atingida ou em área de risco iminente. Abrangem o fornecimento de serviços de
emergência durante ou imediatamente após a ocorrência de um desastre. Lembre-se de que as
atribuições e a responsabilidade pelas ações de socorro devem estar vinculadas aos seus
órgãos específicos (saúde, segurança pública, serviços essenciais etc.). Esses órgãos
normalmente já atuam de acordo com procedimentos operacionais padronizados próprios e
possuem o treinamento e os equipamentos específicos para isso.
Define como atribuições, ao menos: isolamento das áreas de risco ou de áreas críticas; busca
de pessoas desaparecidas e salvamento de vítimas com sua vida em risco iminente; triagem,
socorro pré-hospitalar e hospitalar de pessoas feridas ou doentes; extinção de incêndios;
estabilização de áreas ou edificações instáveis; controle de vazamentos de produtos perigosos;
controle de tráfego, entre tantos outros perigos existentes em cenários de desastres.
ASSISTÊNCIA
Garante as condições de incolumidade e cidadania aos afetados pelos desastres. No Plancon,
as atribuições e responsabilidades pelas ações de assistência às vítimas são normalmente
distribuídas para integrantes dos serviços de assistência social e psicologia, bem como para
integrantes de forças-tarefas oriundas dos órgãos de vigilância sanitária, saúde e segurança
pública.
Define como atribuições, ao menos: suprimento de alimentos e de água própria para consumo;
suprimento de vestuário, higiene pessoal e itens de acomodação e conforto; suprimento de
material de limpeza; fornecimento de material para a cobertura de edificações; instalação de
acampamentos e abrigos provisórios; instalação de lavanderias e banheiros; recebimento,
triagem e distribuição de itens de assistência humanitária; apoio logístico das equipes
empenhadas nas ações assistenciais; manejo de mortos e restos mortais; oferta de serviços de
transporte, comunicação, assistência farmacêutica e à saúde, incluindo atenção psicossocial,
apoio religioso e de acolhimento de animais de estimação dos abrigados.
RESTABELECIMENTO
Trata da reabilitação inicial dos cenários afetados pelos desastres (restabelecimento das
condições de segurança, mobilidade e habitabilidade). Apesar de representar um passo
considerado simples e, normalmente, bem conhecido por parte dos agentes integrantes dos
órgãos de P&DC, a definição de atribuições e responsabilidades é fundamental para organizar
as tarefas e definir quem faz o que e quando, necessitando por vezes da confecção de planos
de trabalho específicos, realizados por profissionais do ramo de engenharia, para permitir o
acesso aos recursos financeiros necessários para as atividades identificadas.
Define como atribuições, ao menos: restabelecimento de serviços essenciais (distribuição de
água, alimentos, eletricidade e comunicação); desobstrução e restabelecimento das rotas de
acesso e da trafegabilidade aos estabelecimentos de abrigamento, saúde, educação, unidades
bancárias, compras básicas etc.; limpeza urbana; desmontagem de edificações com estruturas
comprometidas; remoção de escombros; estruturação do saneamento básico de caráter
emergencial; ações de vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental; emissão de laudos e
pareceres técnicos e medidas de proteção para grupos populacionais vulneráveis.
REVISÕES
As revisões do Plancon são importantes para mantê-lo adequado à realidade no momento de
um desastre e devem ser previstas, também, como atribuição vinculada a um responsável,
além de determinar a periodicidade de revisão de cada item.
Define como atribuições, ao menos: periodicidade para revisão e atualização de cadastros de
recursos; periodicidade para revisão e atualização de atribuições e responsáveis.
Lembre-se de que, em diversos desses momentos, é fundamental prever também ações de
comunicação de risco, como, por exemplo, quem será a pessoa responsável por atender e
informar os veículos de comunicação; como serão feitas as ações de comunicação comunitária;
como será o apoio dos radioamadores etc.
Ao concluir a lista de atribuições, é necessário indicar um responsável
por cada uma delas, identificando a instituição ao qual está vinculado, o nome
completo e os dados de contato. Recomenda-se que os planos indiquem, pelo
menos, dois responsáveis por ação, sendo o primeiro o titular da atribuição e o
segundo, seu substituto, tendo em vista que nem sempre é possível atuar 24
horas por dia.
Dessa forma, devem ser selecionados, dentre os órgãos integrantes do Sinpdec (setoriais ou de
apoio), aqueles que possuem as melhores condições para executar as atribuições previstas no
Plancon. Essa seleção deve considerar a experiência institucional e a missão oficial de cada um
desses órgãos. Posteriormente, de acordo com o cadastro, deve-se identificar e prever os
recursos disponíveis para cada atribuição.
Ao final deste passo, o produto será uma lista semelhante à do exemplo a seguir:
Atribuições, responsáveis e recursos disponíveis
Recursos
Responsáve
Ação Atribuição Instituição Contato disponíveis
l
Acompanhamento
das cotas de alerta
Monitoramento
e de
transbordamento
Acompanhamento
dos dados do
Alerta monitoramento com
os parâmetros de
risco pré-definidos
Acionamento dos
mecanismos de
alarme sonoro e
Alarme
disparo de
mensagens para a
população afetada
Verificação dos
Fuga pontos de encontro
e abrigos
Preparação para
Abrigamento recebimento da
população
Triagem e
atendimento pré-
Socorro
hospitalar das
vítimas
Assistência Oferta de itens de
assistência
humanitária
Restabelecimento
Restabelecime
de sistemas de
nto
comunicação
Fonte: Adaptação de BRASIL (2017, p. 38).
Ao concluir o preenchimento da tabela de atribuições, responsáveis e recursos disponíveis,
você conclui toda a produção de informação e conteúdo necessário para o seu Plancon. Monte
o documento final de acordo com o modelo adotado, revise-o com o Grupo de Trabalho,
verifique se há alguma pendência e seu Plancon estará pronto!
observe os exemplos e perceba como foram atribuídas as ações e procedimentos em
municípios com diferentes características:
Benedito Novo, SC
O Plancon de Benedito Novo/SC prevê que os procedimentos administrativos e legais
decorrentes da situação de anormalidade tornam-se de responsabilidade da Coordenadoria
Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) e de seus dirigentes, auxiliados pelo Setor
Jurídico da Prefeitura Municipal. Após a decisão registrada em ata de ativação do Plancon, as
medidas seguintes são:
1) Defesa Civil ativando o plano de chamada, o posto de comando e compilação de
informações;
2) Órgãos mobilizados iniciarão os protocolos internos de acordo com o nível de ativação
(atenção, alerta, alarme, resposta);
3) Central de Emergência instalada na antessala da Sala de Situação a ser prestada pela
Assessoria de Comunicação Municipal.
Link: [Link]
Planos_munic_emerg_saude_publica/Benedito_Novo/
plano_municipal_de_contingencia_benedito%[Link]
Paulínia, SP
O Plancon de Paulínia/SP define os critérios dos limites de segurança para o nível dos rios, por
exemplo. A ativação do Plancon é comunicada aos Comandantes do Corpo de Bombeiros, ao
Diretor das Defesas Civis locais e regionais, aos Comandantes da Polícia Militar e à Guarda
Municipal. O Diretor de Defesa Civil é o responsável por colocar o plano de chamada em ação e
instalar o posto de comando no teatro de operações. O Centro de Controle de Emergências
será de responsabilidade da Secretaria de P&DC, apoiada pelos órgãos mobilizados. O Sistema
de Comando de Operações (SCO) é representado graficamente por um infográfico contendo o
ciclo de planejamento operacional.
Link: [Link]
São Gonçalo, RJ
No Plancon de São Gonçalo/RJ, aliados à ativação do plano, constam os critérios e
pressupostos para configurar o desastre, como a confirmação do monitoramento
pluviométrico, tanto pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente (Ineia) como pelo Cemaden. O
Plancon poderá ser ativado e desmobilizado pelo Prefeito Municipal ou pelo Subsecretário de
Defesa Civil. O plano de chamada é ativado pela Compdec. O gabinete de gestão de crise terá
os representantes das secretarias e dos órgãos vocacionados. Dessa forma, ocorre uma
coparticipação na gestão do desastre.
Link: [Link]
pare e confira o checklist.
Atribuições definidas;
Responsáveis por cada atribuição definidos;
Recursos disponíveis para cada atribuição identificados;
Tabelas de atribuições, responsáveis e recursos disponíveis montadas;
Documento final organizado.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Integração Nacional. Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.
Departamento de Minimização de Desastres. Módulo de formação: elaboração de plano de
contingência: livro base. Brasília: Ministério da Integração Nacional, 2017. Disponível em:
[Link]
[Link]. Acesso em: 27 maio 2021.
BRASIL. Lei nº 12.608, de 10 de abril de 2012. Ministério da Justiça. Institui a Política Nacional
de Proteção e Defesa Civil – PNPDEC; dispõe sobre o Sistema Nacional de Proteção e Defesa
Civil – SINPDEC e o Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil – CONPDEC. Brasília, DF:
Presidência da República, 2012. Disponível em:
[Link] Acesso em: 27
maio 2021.
BRASIL. Ministério da Integração Nacional. Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.
Projeto GIDES. Manual Técnico para Planos de Contingência para Desastres de Movimento de
Massa. Volume 3. Brasília, 2018. Disponível em:
[Link]
contingencia-para-desastres-de-movimento-de-massa. Acesso em: 27 maio 2021.
UNHCR. Contingency planning for emergencies: a manual for local government units. Second
Edition. 2003. Disponível em:
[Link]
[Link]. Acesso em: 27 maio 2021.