FAP FATOR ACIDENTARIO
DE PREVENÇÃO
FAP FATOR ACIDENTARIO DE PREVENÇÃO
FAP fundamenta-se no disposto na Lei Nº 10.666 de 8 de
maio de 2003
OBJETIVO DO FAP é incentivar a melhoria das condições
de trabalho e da saúde do trabalhador
estimular as empresas a IMPLEMENTAREM POLÍTICAS
MAIS EFETIVAS DE SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO
para REDUZIR ACIDENTES DE TRABALHO
O FAP não representará impacto para as empresas que
sejam optantes do SIMPLES Nacional porque não há
recolhimento da alíquota referente ao grau de incidência
de incapacidade laborativa decorrente dos riscos
ambientais (RAT).
FAP FATOR ACIDENTARIO DE PREVENÇÃO
O FAP é o mecanismo que permite à Receita Federal do Brasil (RFB),
aumentar ou diminuir a alíquota da GIL-RAT
1% (risco leve),
2% (risco médio),
3% (risco grave),
que cada empresa recolhe para o financiamento dos benefícios por
incapacidade (grau de incidência de incapacidade para o trabalho
decorrente dos riscos ambientais).
alíquotas poderão ser REDUZIDAS EM ATÉ 50% OU AUMENTADAS EM
ATÉ 100%, conforme a QUANTIDADE, A GRAVIDADE E O CUSTO DAS
OCORRÊNCIAS ACIDENTÁRIAS em cada empresa em relação ao seu
segmento econômico.
O FAP entrou em vigor em janeiro de 2010.
FATOR ACIDENTARIO DE PREVENÇÃO - FAP
FAP é apurado pelo INSS de acordo com o NUMERO DE
REGISTROS DE ACIDENTES DE TRABALHO NA EMPRESA
AFASTADOS PELO INSS recebendo benefícios
acidentários cadastrado na previdência social sob
código B90 e suas variações
B 91: Auxilio doença acidentário
B 92: Aposentadoria por incapacidade (invalidez)
acidentaria
B 93: Pensão por morte por acidente de trabalho
B 94: Auxilio acidente por acidente de trabalho
B 95: Auxílio-suplementar por acidente do trabalho
ÍNDICE DE FREQUÊNCIA
Indica a incidência de acidentalidade em cada empresa.
Para esse índice são computadas as ocorrências acidentárias COM AFASTAMENTO PELO
INSS (a partir de 15 dias)
os benefícios das espécies acidentárias (B91, B92, B93 e B94) concedidos que não
apresentam uma CAT vinculada, serão contabilizados como registros de acidentes ou
doenças do trabalho pelo NTEP.
F = (número de CAT) + (B91 + B92 + B93 + B94 sem CAT) x 1000 Número
médio de vínculos
Obs.1: o número de acidentes registrados em cada empresa equivale às CAT registradas
do Tipo de CAT = Inicial
NÃO É COMPUTADO ACIDENTES DE TRAJETO
INDICE DE GRAVIDADE
Indica a gravidade das ocorrências acidentárias em cada empresa.
Para esse índice são computados todos os casos de afastamento
acidentário com mais de 15 dias (B91, B92, B93 e B94), atribuindo-se
pesos diferentes para cada tipo de afastamento em função da
gravidade da ocorrência.
Este índice é baseado no Sistema Único de Benefícios (SUB) da
Previdência Social.
B93 – Pensão por morte ............. peso 0,50
B92 – Invalidez ................ ....... peso 0,30
B91 - Doença .......................... peso 0,10
B94 – Acidente ........................ peso 0,10
G = (B91x0,10) + (B94x0,10) + (B92x0,30) + (B93x0,50) x 1000
Número médio de vínculos
ÍNDICE DE CUSTO
Representa o custo dos benefícios por afastamento cobertos pela Previdência.
Para esse índice são computados os valores pagos pela Previdência em rendas mensais de
benefícios e o tempo de afastamento em meses ou fração, sendo que benefícios sem data
final tem data de fim de ano como base de cálculo.
B91 – DOENÇA POR ACIDENTE DO TRABALHO – o custo é calculado pelo tempo de
afastamento em meses e fração de mês, do trabalhador
B92 – APOSENTADORIA POR INVALIDEZ (parcial ou total) por acidente do trabalho – o
custo é calculado fazendo projeção da expectativa de sobrevida a partir da tábua
completa de mortalidade construída pelo IBGE, para toda a população brasileira,
considerando-se a média nacional única para ambos os sexos.
B93 – PENSÃO POR MORTE POR ACIDENTE DO TRABALHO – o custo é calculado fazendo
projeção da expectativa de sobrevida, ou o tempo em permanência como recebedor do
benefício dos dependentes habilitados à pensão, a partir da tábua completa de
mortalidade construída pelo IBGE, para toda a população brasileira, considerando-se a
média nacional única para ambos os sexos.
B94 – ACIDENTE POR ACIDENTE DO TRABALHO – o custo é calculado fazendo projeção da
expectativa de sobrevida a partir da tábua completa de mortalidade construída pelo IBGE,
para toda a população brasileira, considerando-se a média nacional única para ambos os
sexos.
C = Valor total de benefícios x 1000
Massa salarial
ÍNDICE COMPOSTO
Criação do Índice Composto (F + G + C),
pondera o percentil de gravidade com 50% de importância,
percentil de frequência com 35% de importância
percentil de custo com 15% de importância.
O FAP será obtido pelo resultado da seguinte fórmula:
IC = (0,5 x percentil de ordem de G)+(0,35 x percentil de
ordem da F)+(0,15 x percentil de ordem do C) x 0,02
PORTARIA Nº 420, DE 29 DE SETEMBRO DE 2017
Dispõe sobre a publicação dos RÓIS DOS PERCENTIS DE FREQUÊNCIA, GRAVIDADE E
CUSTO, por Subclasse da Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE,
calculados em 2017, e sobre a disponibilização do resultado do processamento do Fator
Acidentário de Prevenção - FAP em 2017, com vigência para o ano de 2018, e sobre o
processamento e julgamento das contestações e recursos apresentados pelas empresas em
face do índice FAP a elas atribuídos
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BONIFICAÇÃO DO FAP (BÔNUS)
A aplicação da fórmula do IC (Índice Composto)
resulta em valores entre 0 e 2,
a faixa de bonificação (bônus = IC ‹ 1,0) deve ser
ajustada para que o FAP esteja contido em
intervalo compreendido entre 0,5 e 1,0.
Este ajuste é possível mediante a aplicação da
fórmula para interpolação:
FAP = 0,5 + 0,5 x IC
MAJORAÇÃO DO FAP (MALUS)
A partir do processamento em 2010, vigência 2011, o FAP não será
aplicado no intervalo de 1 a 2 em sua totalidade.
O valor do IC deve ser ajustado para a faixa do malus mediante
aplicação da fórmula para interpolação.
A aplicação dessa fórmula implica o cálculo do FAP em função de uma
redução de 25% no valor do IC calculado:
FAP = IC – (IC – 1) x 0,25
Obs.1: caso a empresa apresente casos de morte ou invalidez permanente e
seu IC seja superior a 1 (faixa malus) o valor do FAP será igual ao IC calculado.
Nesses casos, a fórmula de interpolação do malus não se aplica.
Obs.2: se os casos de morte ou invalidez forem decorrentes de acidente de
trabalho tipificado como acidente de trajeto, fica mantida a aplicação da
redução de 25% ao valor do IC calculado equivalente à faixa malus.
INEXISTÊNCIAS DE ACIDENTES OU DOENÇAS NO
PERÍODO
Quando a empresa não apresentar, no período-base de
cálculo do FAP, registro de acidente ou doença do trabalho,
benefício acidentário concedido sem CAT vinculada e
qualquer benefício acidentário concedido (B91, B92, B93 e
B94)
no período-base de cálculo, seus índices de frequência,
gravidade e custo serão nulos e assim
o FAP será igual a 0,5000 por definição.
EXERCICIOS
1) Empresa grau de risco 3 apresentou um FAP de Malus
no ano de 2018. Quanto de INSS ela ira recolher no ano de
2020 tendo um custo mensal com folha de pagamento de
835.535,00 reais? Se esta mesma empresa tivesse tido
bônus no FAP qual o valor que estaria economizando?
EXERCICIOS
1) Empresa grau de risco 3 apresentou um FAP de Malus no
ano de 2018. Quanto de INSS ela ira recolher no ano de 2020
tendo um custo mensal com folha de pagamento de
835.535,00 reais? Se esta mesma empresa tivesse tido bônus
no FAP qual o valor que estaria economizando?
RAT: 3% MALUS 6% BONUS 1,5%
MALUS: 835.535,00 x 6,000% = 50.132,10/MÊS
601.585,20/ANO
BONUS: 835.535,00 x 1,5000% = 12.533,02/MÊS
150.420,24/ANO
PAGANDO A MAIS 451.164,96/ANO SE APRESENTAR MALUS
EXERCICIOS
1) Empresa grau de risco 3 apresentou um FAP de Malus no
ano de 2018. Quanto de INSS ela ira recolher no ano de 2020
tendo um custo mensal com folha de pagamento de
835.535,00 reais? Se esta mesma empresa tivesse tido bônus
no FAP qual o valor que estaria economizando?
RAT: 3% MALUS 6% RAT COM CNAE PREPONDERANTE 2%
835.535,00 x 6,000% = 50.132,10/MÊS 601.585,20/ANO RAT
AJUSTADO (RAT X FAP)
835.535,00 X 4,000% = 33.421,40/MÊS 401.056,80/ANO
835.535,00 x 1,5000% = 12.533,02/MÊS 150.420,24/ANO
835.535,00 x 1,000% = 8.355,35/MÊS 100.264,20/ANO
PAGANDO A MAIS 451.164,96/ANO
FATOR ACIDENTARIO DE PREVENÇÃO - FAP
O Ministério da Previdência Social publicará
anualmente, sempre no mesmo mês (30/setembro),
os índices de frequência, gravidade e custo, por
atividade econômica, e disponibilizará, na Internet,
o FAP por empresa,
com as informações que possibilitem a esta verificar
a correção dos dados utilizados na apuração do seu
desempenho.
FONTES DE DADOS DO FAP
REGISTROS DA COMUNICAÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO (CAT), relativos a cada
acidente ocorrido, com ou sem afastamento.
REGISTROS DE CONCESSÃO DE BENEFÍCIOS ACIDENTÁRIOS QUE CONSTAM NOS SISTEMAS
INFORMATIZADOS DO –INSS, concedidos a partir de abril de 2007, sob a nova abordagem dos
nexos técnicos aplicáveis pela perícia médica do INSS, destacando-se aí o NTEP.
DADOS POPULACIONAIS DE EMPREGATÍCIOS REGISTRADOS NO CADASTRO NACIONAL DE
INFORMAÇÕES SOCIAIS (CNIS), do Ministério da Previdência Social (MPS), número de
empregados, massa salarial, afastamentos, alíquotas de 1%, 2% ou 3%, bem como valores
devidos ao Seguro Social. •
EXPECTATIVA DE SOBREVIDA DO SEGURADO será obtida a partir da tábua completa de
mortalidade construída pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para toda a
população brasileira, considerando-se a média nacional única para ambos os sexos, mais
recente do período-base.
Referido dado será utilizado pelo Ministério da Previdência Social para calcular o valor pago a
título dos benefícios de aposentadoria por invalidez, auxílio-acidente ou pensão por morte.
Nesses casos, o valor mensal do benefício será multiplicado por 13 (número de prestações
pagas no ano) e pelo número de anos da expectativa de sobrevida, conforme dados da Tábua
de Mortalidade do IBGE.
expectativa de vida ao nascer no Brasil é de 76,6 anos em 2019
COMO CONTROLAR O PAGAMENTO DO FAP
1. Conheça os benefícios acidentários relacionados à sua
empresa, preferentemente por meio de consultas sistemáticas
ao site da Previdência Social.
2. Apresente as contestações necessárias e de forma
tempestiva, seja por meio de recurso ao CRPS, seja pelo
requerimento a APS.
3. Realize um diagnóstico dos problemas de segurança e saúde
do trabalho que mais geram os benefícios previdenciários,
relacionando-os com setores/cargos em que a concessão do
benefício apareça de forma mais prevalente.
4. Elabore um plano de ação priorizando os principais
problemas evidenciados por meio do diagnóstico e os
setores/cargos em que esses problemas são mais significativos.
5. Implante melhorias nesses setores/cargos a partir do plano
de ação.
COMO CONTROLAR O PAGAMENTO DO FAP
6. Monitore essas melhorias, para verificar sua eficácia, por
meio das consultas sistemáticas ao site do INSS; essas
consultas deverão mostrar números mais reduzidos de
benefícios acidentários relacionados aos setores/cargos em
que as melhorias foram realizadas.
7. Utilize indicadores de desempenho que mostrem índices
relativos a benefícios acidentários e sua frequência mensal
(associados ou não a números de emissão de CATs).
8. Disponha de um sistema de gestão de afastamentos para
monitorar tanto os de curto e longo prazo (menor ou maior de
15 dias).
9. Controle todos os atestados e CATs emitidos para
evidenciar a sua pertinácia quanto à realidade e à
necessidade de encaminhamento ao INSS.
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