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Patologias em Sistemas de Esgoto Sanitário

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Patologia dos Sistemas Prediais

Hidráulicos e Sanitários

Sistema predial de esgoto sanitário

Prof. Eng. Roberto de Carvalho Júnior


Norma aplicável

• As condições técnicas para projeto e execução


das instalações prediais de esgotos sanitários,
em atendimento às exigências mínimas quanto a
higiene, segurança, economia e conforto dos
usuários, são fixadas pela NBR 8160:1999.
Patologias que provocam o mau
cheiro nas instalações de esgoto
Rompimento do fecho hídrico
dos desconectores

• Um dos principais fatores que causam o mau


cheiro nos ralos dos banheiros e da área de
serviço é o retorno de gases provenientes dos
encanamento de esgoto devido ao rompimento
do fecho hídrico dos desconectores.
Observação importante

• É muito comum ocorrer o mau cheiro em


ambientes quando o fecho hídrico de um
desconector atingir altura inferior a 50 mm.
Observação importante

• Segundo a NBR 8160:1999, deve ser assegurada


a manutenção do fecho hídrico mediante as
solicitações impostas pelo ambiente tais como:
• evaporação,
• tiragem térmica,
• ação do vento,
• variações de pressão,
• uso propriamente dito,
(sucção e sobrepressão).
Ausência de plug no sifão da caixa
Solução para o problema

• Caso seja verificado que o mau cheiro no


ambiente é devido a ausência do plug do sifão,
neste caso, basta instalar o plug no sifão da
caixa sifonada.
Ausência ou vedação inadequada da
saída da bacia sanitária

• Quando ocorre mau cheiro na bacia sanitária a


causa mais provável é a ausência ou vedação
inadequada da saída da bacia sanitária.
Solução para o problema

• Nesse caso deve ser verificado se a junta entre


a saída da bacia sanitária com a tubulação de
esgoto esta incorreta;

• Se for confirmado a incorreção deve ser


instalado vedação para saída de bacia ou anel
de vedação.
Sistema ineficiente de vedação de
caixas de inspeção e de gordura

• Se as caixas de inspeção e de gordura estiverem


apresentando mau cheiro, provavelmente, devem
estar com sistema ineficiente de vedação das
tampas.
• As caixas de inspeção (gordura) mais tradicionais
de alvenaria ou concreto, com o passar do tempo
costumam apresentar esse problema, pois é muito
comum a ocorrência de trincas ou quebras em
suas tampas de concreto.
Solução definitiva para o problema

• A solução definitiva, nesses casos, é substituir


as caixas de inspeção e de gordura de alvenaria
pelas modernas caixas múltiplas.
Ausência ou ventilação incorreta do
sistema de esgoto

• Toda instalação de esgoto têm que ser ventilada


para que ocorra o escoamento dos gases para a
atmosfera;

• A falta desse complemento pode causar mau


cheiro nos ambientes da residência (banheiro,
cozinha e área de serviço).
Patologia do sistema de ventilação

• Tubo ventilador sem escoamento de gases


para atmosfera;

• Ventilação secundária e ventilação primária


em desconformidade com a NBR 8160:1999;

• Acesso de esgoto sanitário ao sistema de


ventilação (ausência da alça de ventilação).
Tubo ventilador sem escoamento
de gases para atmosfera

• De acordo com a NBR 8160:1999, a extremidade


superior do tubo ventilador deve estar sempre
aberta a atmosfera, ultrapassando o telhado em
no mínimo 30 cm.
Terminal de ventilação
• Para impedir a entrada de folhas, água da chuva e
outros tipos de obstrução na coluna de
ventilação, instala-se um terminal de ventilação
(fabricado nos diâmetros de 50, 75 e 100 mm)
Concepção da ventilação secundária

• Segundo a NBR 8160:1999, a ventilação secundária


consiste, basicamente, em ramais e colunas de
ventilação que interligam os ramais de descarga
ou de esgoto à ventilação primária ou que são
prolongados acima da cobertura.
Concepção da ventilação primária

• É a ventilação proporcionada pelo ar que escoa


pelo núcleo do tubo de queda, o qual é
prolongado até atmosfera, constituindo a
tubulação de ventilação primária.
Acesso de esgoto sanitário no
sistema de ventilação

• A ligação do ramal de ventilação a uma coluna


de ventilação deve ser feita de modo a impedir o
acesso de esgoto sanitário ao interior do tubo
ventilador.
Ausência da alça de ventilação

• Este é o maior problema existente nas instalações


de esgotamento sanitário: poucos instaladores
colocam o ramal de ventilação do esgoto em seu
ponto correto e fazem a alça de ventilação com
uma altura adequada.
• Mesmo que se projete corretamente, alguns
encanadores, na hora da execução das obras,
tratam de suprimir esta alça acreditando em
uma economia, por total desconhecimento de
sua serventia.
Observação importante

• O ramal de ventilação deve ser ligado a coluna 15


cm, ou mais, acima do nível de transbordamento
da água do mais alto dos aparelhos sanitários,
excluindo-se os que despejam em ralos ou caixas
sifonadas de piso.
Distância máxima de um
desconector ao tubo ventilador
Deformações em tubulações de
esgoto sanitário

• tentativa de desentupimento da tubulação


de esgoto com soda cáustica;

• condução de esgoto sem pressão em


temperatura excessiva;
• contato direto da tubulação de esgoto com
outro material com temperatura elevada;

• profundidade de assentamento, material de


envoltória e compactação inadequados para o
tipo de carga existente sobre a tubulação.
Correção do problema

• Quando acontece a deformação da tubulação de


esgoto deve-se substituir o trecho de tubo de
PVC danificado e corrigir a causa da deformação.
• No caso de deformação do ramal de pia de
cozinha com tubos de PVC de esgoto da Linha
Série Normal substituir o trecho danificado
pela Linha Série Reforçada.
Deformação por compressão

• Se a tubulação estiver sujeita à carga de rodas,


fortes compressões ou, ainda, situada sob área
edificada, é recomendável fazer uma proteção
adequada, com uso de lajes ou canaletas de
concreto que impeçam a ação desses esforços
sobre a tubulação.
Profundidade mínima de assentamento
das tubulações de esgoto
Cargas Profundidade (metros)
Interior dos lotes 0,30
Passeio 0,60
Tráfego de veículos leves 0,80
Tráfego de veículos pesado e 1,20
intenso
Ferrovia 1,50
Flechas excessivas nas tubulações

• As tubulações aparentes devem obedecer a um


correto espaçamento entre apoios, visando-se
evitar flechas excessivas, as quais podem
ocasionar vazamentos e manutenções onerosas.
Espaçamento correto
Correção do problema
Apoios inadequados
Interfaces das tubulações com os
elementos estruturais

• A tubulação de esgoto não deverá ficar solidária a


estrutura, devendo existir folga ao redor do tubo
nas travessias de estruturas ou de paredes.
Observação importante

• No caso de tubulações que atravessam vigas, essa


travessia deve ser feita abaixo da linha neutra na
região central da viga, e acima da linha neutra na
região próxima aos apoios intermediários, isto é,
sempre na região tracionada da seção da viga.
• Nestas regiões, localizadas pelo engenheiro
calculista, através de momentos fletores, conta-
se apenas com a colaboração da resistência do
aço, podendo-se colocar as tubulações no espaço
ocupado pelo concreto.
Furo feito com picão e marreta
Rompimento de vigas
Rompimento de vigas
Marcação errada em passagem
de tubulação de esgoto
Tubulação passando dentro de pilar
Tubulação confinada em laje
Tubulações cortando vigas baldrames
Consulta prévia ao engenheiro
responsável pelo projeto estrutural

• Para passar tubos em vigas (prédios) e evitar


danos à estrutura do edifício, além de consultar o
engenheiro responsável pelo projeto estrutural, o
furo deve ser feito com ferramenta apropriada.
Vazamentos em tubulações aparentes

• Os vazamentos em tubulações de esgoto


aparentes podem ser facilmente detectados
pela presença de água na mesma.
Vazamentos em tubulações embutidas

• presença de manchas de umidade nas


paredes ou forros de gesso;

• manchas de bolor nas paredes ou forros


de gesso;

• bolhas de ar levantando a pintura das


paredes.
Vazamentos em tubulações enterradas

• umidade ascendente nas paredes;

• afundamento parcial de pisos;

• manchas de umidade próximas


ou distantes ao local do vazamento.
Vazamentos em pé de coluna

• Apesar de sua grande resistência, o PVC instalado


em tubulações de esgoto pode sofrer danos
causados por esforços internos e externos,
particularmente, em pé de coluna.
Causas principais de vazamentos

• esforços internos: impacto de objetos em


pés de coluna;
• esforços externos: quando instalado de
forma aparente ou enterrados;
• falhas de mão de obra na execução das
instalações.
Observação importante

• Para resistir aos eventuais golpes dos sólidos que


são escoados pelo tubo de queda e que caem
neste ponto com grande impacto a Tigre fabricou
uma conexão com maior espessura de parede que
as curvas tradicionais, e com ângulo de 87⁰ 30’.
Vazamentos em ralos

É muito comum ocorrer vazamentos e


infiltrações de água nas seguintes situações:

• ligação da caixa sifonada – piso;

• ligação do ralo seco – piso.


Causas prováveis

• rejuntamento entre o piso e o ralo


danificado;

• falha na ligação ralo-tubo.


Indícios de vazamentos

• Esses vazamentos se manifestam através de


manchas de umidade no forro rebaixado (gesso)
abaixo do piso em que estes componentes estão
instalados.
Cabos elétrico encostando na cinta galvanizada
(infiltração do banheiro do pavimento superior)
Retorno de espuma em edifícios

• O retorno de espuma pelo ponto de despejo


d'água geralmente ocorre quando a ligação do
ramal do primeiro pavimento é realizada próxima
ao pé da coluna (área de maior pressão de
impacto);
• Esta ligação do primeiro pavimento, na área de
maior pressão de impacto (zonas de sobrepressão),
pode causar um possível retorno da espuma para os
andares localizados em cotas mais baixas;
Zonas de sobrepressão

• Quando isso acontece deve-se verificar se a


ligação dos ramais de esgoto com as colunas
estão nas áreas de sobrepressão definidos no
item [Link] da norma NBR 8160:1999, figura 1
(zonas de sobrepressão).
Solução para o problema

• As ligações dos ramais de esgoto das áreas de


serviço (lavanderias) do 1º e 2º pavimentos
devem ser ligadas em tubo de queda
independente.
Ligação do 1º e 2º pavimentos em novo
tubo de queda, devidamente ventilado
Solução paliativa
Retorno de espuma pela
caixa sifonada

• A principal causa é o lançamento de água servida


da máquina de lavar roupas diretamente na caixa
sifonada (verificar se imediatamente após o
despejo da máquina de lavar roupa ocorre o
retorno de espuma).
• Em geral, as máquinas de lavar roupas e louças
possuem uma vazão de descarte instantânea
maior e com mais pressão de lançamento;

• Um ramal subdimensionado para esgotamento


dessas máquinas pode acarretar transborde de
água do desconector no piso.
• Para máquina de lavar roupas, a norma define
UHC igual a 3 e diâmetro mínimo de 50 mm.

• Para máquina de lavar louças, a norma define


UHC igual a 2 e diâmetro mínimo de 50 mm.
Refluxo de águas servidas para o
sistema de consumo

• Chama-se “retrossifonagem” o refluxo de águas


servidas, poluídas ou contaminadas, para o
sistema de consumo, em decorrência de pressões
negativas na rede.
• Devido a um entupimento na saída dos aparelhos
e ao aparecimento de sub-pressões nos ramais ou
sub-ramais a eles interligados, as águas servidas
podem ser introduzidas nas canalizações que
conduzem água potável.
• De acordo com a NBR 5626:2020, devem ser
tomadas medidas de proteção contra o refluxo de
água servida, para preservar a potabilidade da água
da fonte de abastecimento nos pontos de
suprimento e de utilização dos sistemas prediais de
água fria e água quente.
• Além da separação atmosférica nos reservatórios
superior e inferior, cada coluna de distribuição
deve dispor de meio capaz de admitir ar por
ocasião de seu esvaziamento e de expulsar durante
o enchimento.
Retorno de esgoto pela
caixa sifonada e bacia sanitária
Causas principais

• Problema 1: ramal de esgoto, subcoletor


ou coletor predial entupido.

solução: providenciar o desentupimento


do ramal, subcoletor ou do coletor predial
de esgoto.
• Problema 2: ligação clandestina de águas
pluviais na rede de esgoto.

solução: desfazer a ligação da rede pluvial


na rede de esgoto);
• Problema 3: rede pública subdimensionada ou
parcialmente entupida (verificar se esta ocorrendo
o mesmo problema em outras casas vizinhas).

solução: solicitar a Cia. de Saneamento local


para providenciar a limpeza e (ou) obra de
ampliação da rede;
Entupimento das tubulações

• Uma grande parcela da população brasileira,


infelizmente, não sabe o que ocasiona os
entupimentos, justamente por isso acabam
tendo problemas.
• Os entupimentos têm diversas origens,
portanto, recomenda-se métodos diferentes
para solucioná-los;

• Praticamente, todos os métodos funcionam,


porém quando aplicados aos casos em que
realmente são indicados.
Tipos de desentupimento

• desentupidor comum de borracha;

• desentupimento químico;

• desentupimento mecânico.
Entupimento em banheiro

• ramal da bacia sanitária;

• ramal do lavatório;

• ramal do ralo do chuveiro;

• ramal de saída da caixa sifonada.


Entupimento do ramal
da bacia sanitária

• O entupimento do ramal da bacia sanitária


normalmente acontece por falta de educação
de quem usa o aparelho, pois é muito comum o
usuário achar que lixo e esgoto é a mesma
coisa.
Desentupimento da bacia sanitária

• desentupimento mecânico;

• utilização de produtos químicos;

• remoção da bacia para retirar o objeto


que esta causando o entupimento.
Entupimento dos ramais do lavatório
e ralo do chuveiro

• cabelos (principalmente fios compridos);

• fio dental;

• gordura corporal (que gruda nos cabelos);

• areia da praia, em cidades litorâneas.


Solução preventiva

• Neste caso a prevenção também é importante,


para prevenir o problema, basta fazer limpezas
periódicas em ambos os pontos (sifões, ralos e
caixas sifonadas).
Desentupimento

• Caso entupir um dos ramais vale a pena tentar os


métodos químicos, pois ainda que não
dissolvam os fios de cabelo certamente
dissolverão a gordura agregada aos fios, que já
ajuda bastante.
Entupimentos dos ramais da
área de serviço (lavanderia)

• Normalmente são causados por pequenos


objetos que entram na tubulação e fiapos de
roupa que acabam indo para os canos.
• Como geralmente este tipo de entupimento é
acidental não há muito como prevenir, pois
acontecem independentemente de qualquer
prevenção.
Desentupimento

• Como o entupimento é causado por materiais


não orgânicos o melhor meio para desentupir é
através de meios físicos como arame ou
mangueira, assim forçando a passagem da água
pela tubulação.
O problema do sabão

• Outro problema é a espuma de sabão que,


embora seja líquido, pode facilmente
solidificar e entupir o ralo da área de serviço.

• Nesse caso, há poucas soluções preventivas,


porque é praticamente impossível não usar
sabão, pode-se removê-lo com limpador de
esgoto.
Entupimento do ramal de
esgoto da pia da cozinha

• Na cozinha o principal problema são os restos de


comida jogados na pia e excesso de gordura nas
tubulações, isso acaba restringindo a passagem
da água.
Solução preventiva

• A melhor forma de evitar que a pia da cozinha


fique entupida é fazer uma pequena limpeza nas
louças e panelas antes de lavar, ou seja, jogar a
parte “grossa” da sujeira no lixo.
Desentupimento

• Uma primeira tentativa para desentupir o sifão da


pia é utilizar um desentupidor comum de
borracha, caso não resolva o problema deve ser
tentado o desentupimento químico ou mecânico.
Desentupidor de pia
Instalação de válvula na cuba da pia

• Além da limpeza das louças e panelas, a


instalação de válvula na cuba da pia também
evita a entrada de sólidos (restos de comida)
na tubulação de esgoto.
Importância da caixa de gordura

• É uma caixa destinada a reter, em sua parte


superior, as gorduras, graxas e óleos contidos
no esgoto, formando camadas que devem ser
removidas periodicamente.
Limpeza periódica

• A limpeza periódica da caixa de gordura evita


que esses componentes (gorduras, graxas e
óleos) escoem livremente pela rede de esgoto
e gerem obstrução.
Tubo entupido por gordura
Tubo entupido por gordura
Gordura, pó de café e restos de comida
Observação importante

• A utilização de caixa de gordura é exigida em


alguns códigos sanitários estaduais e posturas
municipais;

• No uso corporativo (hospitais, restaurantes,


indústrias) a sua obrigatoriedade abrange todo
o território nacional.
Caixa de gordura em residências

• Nas instalações residenciais, a caixa de gordura


é usada para receber esgotos que contêm
resíduos gordurosos provenientes de pias de
copa e cozinha.
Tipos de caixas de gordura

• De acordo com a NBR 8160:1999, para a coleta


de apenas uma cozinha, pode ser usada a caixa
de gordura pequena (CGP) ou uma caixa de
gordura simples (CGS).
Caixa de gordura pequena

• A CGP é cilíndrica, com as seguintes dimensões


mínimas:

- diâmetro interno de 30 cm;


- parte submersa do septo 20 cm;
- capacidade de retenção de 18 litros;
- diâmetro nominal de saída de 75 mm.
Caixa de gordura simples
• A CGS também é cilíndrica, com as seguintes
dimensões mínimas:

- diâmetro interno de 40 cm;


- parte submersa do septo de 20 cm
- capacidade de retenção de 31 litros
- diâmetro nominal de saída de 75 mm.
Caixa de gordura em edifícios

• Os ramais de pias de cozinha dos apartamentos


devem ser ligados em tubos de queda
específicos, denominados “tubos de gordura”;

• Os tubos de gordura conduzirão os efluentes


para uma caixa de gordura coletiva, localizada
no pavimento térreo ou no subsolo.
Entupimento de subcoletores

• Além das causas já citadas, os entupimentos de


ramais e subcoletores de esgoto também
ocorrem por outros motivos, dentre os quais
podemos destacar:
Causas de entupimento

• restos de argamassa e outros materiais que são


introduzidos nas tubulações, ralos e aparelhos
sanitários, durante a execução da obra;

• erros decorrentes do traçado das tubulações de


esgoto, particularmente no uso inadequado de
conexões (curva de 90° e TE).
Restos de massa corrida e gesso
introduzidos nas tubulações
Restos de argamassa nas tubulações
Restos de gesso e massa corrida
nas tubulações
Ralo cheio de argamassa
Impermeabilização com argamassa
de cimento polimérico
Entupimento causado pelo uso
inadequado de conexões

• De acordo com NBR 8160:1999, as mudanças


de direção nos trechos horizontais devem ser
feitas com peças com ângulo central igual ou
inferior a 45°.
• Em instalações de esgoto, por exemplo, o TE
nunca pode ser instalado na posição horizontal,
pois não é uma peça direcional;

• Ao invés do TE, usa-se 2 junções em Y (45°) que


são peças direcionais.
Utilização inadequadas de conexões
Entupimento (utilização de TE)
Correção do problema com Junção 45°
Uso correto de junção em prumada
Obstrução das tubulações por
ausência de declividade

• O fluxo natural dos esgotos é por gravidade,


isto é, os esgotos fluem naturalmente dos
pontos mais altos para os pontos mais baixos.
Declividade da rede
Declividades mínimas

• As inclinações mínima para as tubulações


de esgotos sanitários são:

DN ≤ 75 → i = 2%

DN ≥ 100 → i = 1%
Desentupimento de subcoletores

• Para encanamentos completamente bloqueados,


é melhor não usar produtos químicos, pois os
agentes cáusticos podem danificar algumas peças.

• Existem vários métodos que podem ser utilizados


pelas desentupidoras para o desentupimento dos
subcoletores:
Meios mecânicos

• No caso de tubulações completamente entupidas,


deve-se tentar desentupir o encanamento
através de meios mecânicos tais como arames,
máquinas para desentupir etc.
Sistema Roto-Rooter

• Técnica simples, barata, rápida e eficiente para


desentupir vasos sanitários. Um cabo giratório
com garra acoplada em uma extremidade suga a
sujeira sem danificar o encanamento e o vaso.
Hidrojateamento

• É um método totalmente automatizado e muito


eficiente para desentupimentos, que utiliza uma
bomba de alta pressão que libera 200 litros de
água por minuto.
• Bicos rotativos acoplados a bomba ajudam na
sucção da sujeira e não são empregados produtos
químicos corrosivos e abrasivos como soda
cáustica, nitratos e ácidos durante o procedimento.
• É um método indicado para vasos sanitários,
encanamentos da cozinha, banheiro, lavatórios
e lavanderia de residências etc.
Vídeo inspeção

• É um método moderno, bastante utilizado pelas


desentupidoras. Indicado para redes de esgoto
e de águas pluviais de residências, comércio e
indústrias.

• Microcâmeras com lentes de cristal de safira e


cabos de fibra ótica filmam o interior dos
encanamentos.
• Com a vídeo inspeção os danos são identificados
com mais rapidez e precisão e as imagens podem
ser transferidas para um DVD e utilizadas em
relatórios de inspeção ao término de construções.
• Quando utilizada em redes de esgoto, a
microcâmera e lâmpadas de LED localizam
entupimentos, vazamentos, caixas de inspeção
escondidas (lacradas) e também redes irregulares
de esgoto.
Ausência de caixas de inspeção

• De acordo com a NBR 8160:1999, o interior das


tubulações, embutidas ou não, deve ser acessível
por intermédio de dispositivos de inspeção
(caixas de inspeção ou visitas de inspeção).
Critérios para instalação de
caixa de inspeção

• As caixas devem ser instaladas em junções de


tubulações enterradas, mudanças de direção,
diâmetro e declividade dos subcoletores de
esgoto;
• A distância entre dois dispositivos de inspeção não
deve ser superior a 25,0 m; a distância entre a
ligação do coletor predial com o público e o
dispositivo de inspeção mais próximo não deve ser
superior a 15,0 m
Observações importantes

• Os comprimentos dos trechos dos ramais de


descarga e de esgoto de bacias sanitárias, caixas
de gordura e caixas sifonadas, medidos entre os
mesmos e os dispositivos de inspeção, não devem
ser superiores a 10 m.
• Em prédios com mais de dois pavimentos, as
caixas de inspeção não devem ser instaladas a
menos de 2,0 m de distancia dos tubos de queda
que contribuem para elas.
• Não devem ser colocadas caixas de inspeção em
ambientes pertencentes a uma unidade autônoma,
quando os mesmos recebem a contribuição de
despejos de outras unidades autônomas.
Tubulação de água passando
dentro de caixa de inspeção
Tubulação de água passando dentro
de caixa de inspeção de elétrica
Visitas de inspeção

• Devem ser instaladas visitas de inspeção junto às


curvas dos tubos de queda, de preferencia à
montante das mesmas, sempre que elas forem
inatingíveis por dispositivos de limpeza introduzidos
pelas caixas de inspeção ou pelos demais pontos de
acesso.
Entupimento do coletor predial

• O coletor predial é considerado um trecho critico


com relação a entupimentos, pois é o trecho de
tubulação compreendido entre a última caixa de
inspeção (caixa mestra) e o coletor público.
Ligação clandestina de esgoto em
rede de águas pluviais

• O esgoto coletado na instalação predial deve ser


encaminhado à rede pública coletora de esgoto
e posteriormente encaminhado à Estação de
Tratamento de Esgoto (ETE), onde o mesmo é
devidamente tratado e devolvido à natureza.
Observação importante

• As ligações de esgoto, realizadas clandestinamente


nas redes de drenagem pluviais, provocam danos
graves ao meio ambiente e podem causar diversas
doenças, como cólera, hepatite e difteria ao homem.
• Para saber se existe uma ligação clandestina de
esgoto na rede de drenagem pluvial, basta fazer um
teste usando corantes na pia da cozinha, tanque
lavatório, etc.
Teste de detecção
Ligação de esgoto na sarjeta
Obrigado!!!!
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